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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ
SETOR DE TECNOLOGIA
DEPARTAMENTO DE TRANSPORTES
INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE TRÁFEGO
APOSTILA DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM
ENGENHARIA CIVIL
DISCIPLINA:
PLANEJAMENTO DE TRANSPORTES
PROFESSOR: Pedro Akishino
Fevereiro/2008
ÍNDICE
CAPÍTULO 01: Conceitos Básicos de Tráfego
CAPÍTULO 02: Pesquisas de Tráfego Existente – Conceituações 9
1. Classificação das Contagens Volumétricas ....................... 9
2. Métodos de Contagens Volumétricas ................................ 10
3. Períodos de Contagens Volumétricas ............................... 15
4. Métodos de Pesquisas de Origem-Destino ....................... 16
5. Generalidades ................................................................... 18
CAPÍTULO 03: Determinação do Tráfego Existente em Rodovias
1. Execução de Pesquisas de Tráfego em Rodovias .............. 21
2. Exemplo de Formulário de Campo ...................................... 26
3. Pesquisa de Origem-Destino e Formulário .......................... 31
4. Correção dos Dados de Uma Pesquisa de Tráfego ............ 33
5. Exercícios – Determinação do TMDA .................................. 39
CAPÍTULO 04: Fluxogramas de Tráfego
1. Interseções .......................................................................... 51
2. Elaboração de Fluxogramas de Tráfego ............................. 53
CAPÍTULO 05: Determinação do Tráfego Existente em Vias Urbanas
1. Similaridade com Pesquisas de Tráfego em Rodovias .............. 59
2. Características de Períodos de Pesquisa .................................. 60
3. Aspectos de Localização dos Postos de Pesquisa .................... 71
CAPÍTULO 06: Aspectos Gerais de Pesquisas de Tráfego
1. Somente Contagem Volumétricas x Contagens com O/D ........... 73
2. Funções dos Diversos Membros da Pesquisa ............................. 74
3. Considerações sobre Períodos de Pesquisa de Tráfego ............. 76
4. Materiais Necessários .................................................................. 79
5. Dimensionamento da Equipe de Pesquisa de Tráfego ................ 81
6. Utilização de Aparelhos Mecânicos Manuais ............................... 85
7. Sinalização para Pesquisa de Tráfego ......................................... 88
8. Qualificação dos Pesquisadores ................................................... 93
9. Treinamento dos Pesquisadores e Pesquisa Piloto ...................... 96
10. Quando e O Que Invalidar de uma Pesquisa de Tráfego ............. 97
CAPÍTULO 07: Projeção de Tráfego
CAPÍTULO 08: Pesquisas de Tempos de Percurso e Demoras
1. Conceitos ....................................................................................... 129
2. Demora em Interseção – Aplicação ............................................... 137
3. Método do Cronômetro – Aplicação .............................................. 138
4. Método do Carro Teste – Aplicação .............................................. 149
Apostila do Curso de Graduação em Engenharia Civil
Introdução à Engenharia de Tráfego – Prof. Pedro Akishino – Universidade Federal do Paraná (UFPR) Cap 01
1
CAPÍTULO 01
CONCEITOS BÁSICOS DE TRÁFEGO
VOLUME DE TRÁFEGO
É o número de veículos que passam por uma determinada seção de uma via na
unidade de tempo. Conforme o objetivo do estudo, os volumes podem referir-se
a um ou dois sentidos de movimento, ou podem ser considerados apenas uma
parcela da seção (uma faixa, uma pista, etc) e ter como unidade básica de
tempo o período de um ano, um dia ou uma hora.
VOLUME ANUAL
É o volume registrado em um ano (365 dias consecutivos). É utilizado
para:
1. determinar índices de acidentes
2. estimar receitas para implantação de pedágios
3. estudar tendências de volume
VOLUME MÉDIO DIÁRIO (VMD) ou VOLUME DIÁRIO
MÉDIO(VDM) ou TRÁFEGO MÉDIO DIÁRIO(TMD) ou TRÁFEGO
DIÁRIO MÉDIO (TDM)
É o volume ou tráfego registrado em um dia (24 horas); utilizado para:
1. avaliar a distribuição de tráfego
2. medir a demanda de uma via
3. programação de melhorias básicas
VOLUME MÉDIO DIÁRIO ANUAL(VMDA) ou VOLUME DIÁRIO
MÉDIO ANUAL (VDMA) ou TRÁFEGO MÉDIO DIÁRIO
ANUAL(TMDA) ou TRÁFEGO DIÁRIO MÉDIO ANUAL (TDMA)
Volume ou Tráfego que representa a média de um ano. É o volume que,
multiplicado por 365 dias, representa a quantidade total de veículos que
transitaram durante o ano na via.
VOLUME HORÁRIO (VH) ou DEMANDA HORÁRIA (DH)
É o volume registrado em uma hora (normalmente ele é referido à hora de
pico); utilizado para:
1. estudos de capacidade de vias
2. projetos geométricos
3. projetos de interseções
4. estabelecer controles de tráfego
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Introdução à Engenharia de Tráfego – Prof. Pedro Akishino – Universidade Federal do Paraná (UFPR) Cap 01
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HORA DE PICO
É o intervalo de uma hora de maior movimento numa determinada via,
num determinado dia, num determinado ponto.
VOLUME DE PICO
Volume registrado em uma hora na hora de pico.
PICO HORÁRIO (K)
Relação entre volume de pico e volume do dia de 24 horas.
DENSIDADE ou CONCENTRAÇÃO
É o número de veículos que estão numa determinada extensão da via,
num dado instante (veículos/km).
FREQUÊNCIA
Tempo entre a passagem da frente de um veículo e a chegada da frente
do veículo seguinte no mesmo ponto de uma via.
OCUPÂNCIA
É a percentagem de tempo em que uma seção da via fica ocupada por
veículo, também chamada de encobrimento.
ANO BASE ou ANO ZERO
Ano a que se referem os dados de tráfego utilizados numa análise.
Normalmente o ano da pesquisa de tráfego e o ano de estudo são os
mesmos e, nesse caso, o ano base é o ano da realização do estudo.
ANO DE ABERTURA ou ANO UM
É o primeiro ano em que uma via onde se realizaram melhoramentos ou
obras é entregue ao tráfego de usuários.
PERÍODO DE PROJETO ou HORIZONTE DE PROJETO
Período para o qual é projetado o tráfego.
ANO DE PROJETO
Último ano do horizonte de projeto.
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Introdução à Engenharia de Tráfego – Prof. Pedro Akishino – Universidade Federal do Paraná (UFPR) Cap 01
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VARIAÇÃO ANUAL DE TRÁFEGO (VARIAÇÃO MENSAL)
Os fluxos de tráfego apresentam mutações contínuas em seus volumes
ao longo dos meses de um ano, sendo mais sensíveis nas vias rurais que
nas urbanas.
De maneira geral, as alterações de volume mais significativas nas vias
urbanas, ocorrem nos períodos de férias escolares. No caso de vias
rurais (rodovias) existem influências de safras agrícolas, épocas de
comercializações e, nos casos de rodovias turísticas (praias) existem
as influências de estações do ano e férias escolares.
A variação de volume em vias urbanas, pode ser observada de acordo
com a localização da rua dentro do contexto: ruas de áreas comerciais
têm tráfego intenso no mês de dezembro; em áreas industriais os
volumes são relativamente constantes durante todos os meses do ano.
A título de curiosidade são inseridas 3 curvas adiante, onde são
mostradas as curvas de variação mensal em uma via turística no Estado
do Paraná e duas vias Arteriais Principais (com pedágio), também no
Estado do Paraná.
VARIAÇÃO SEMANAL
Em vias urbanas, normalmente, os volumes diários variam pouco no curso
dos dias da semana. As segundas e sextas feiras apresentam valores um
pouco acima da média; o sábado tem um volume menor e os
domingos e feriados apresentam os volumes mínimos nos grandes
centros urbanos, porém em pequenos centros e em cidades turísticas o
comportamento é bastante diferente.No caso de vias rurais, normalmente os maiores volumes são
registrados na terça, quarta e quinta feiras na maioria das estradas,
porém dependendo do tipo de rodovia (troncal, alimentadora, arterial,
etc) o comportamento difere um pouco, embora mais ou menos
semelhante. Especificamente no caso de rodovias que servem localidades
de veraneio, o comportamento é totalmente diferente, verificando-se
volumes três a quatro vezes superior à média semanal, nos fins de
semana e feriados.
São apresentadas, na seqüência, 3 curvas que mostram as variações
semanais, sendo a primeira delas, uma rodovia de veraneio
(turística/comercial), mostrando a variação do tráfego numa semana do
mês de janeiro. A segunda curva refere-se a uma rodovia Arterial Principal
(troncal) com variação semanal do tráfego no mês de julho. A terceira
curva refere-se à rodovia de maior movimento existente no Paraná,
mostrando a variação semanal no mês de janeiro.
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Introdução à Engenharia de Tráfego – Prof. Pedro Akishino – Universidade Federal do Paraná (UFPR) Cap 01
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VOLUME DIÁRIO DE TRÁFEGO
CURITIBA - PARANAGUÁ
AUTOM ONIBUS CAMIN
JAN 18.355 295 2.807
FEV 12.634 270 3.215
MAR 7.534 173 5.484
ABR 7.066 183 5.293
MAI 5.599 148 4.717
JUN 6.250 149 4.454
JUL 6.776 152 4.998
AGO 6.397 149 5.348
SET 7.550 188 3.883
OUT 7.713 200 4.014
NOV 8.964 237 3.800
DEZ 11.865 261 3.107
RODOVIA: BR 277 - TRECHO: Curitiba - Paranaguá - Volume Diário Em Ambos Sentidos ANO: 2002
VOLUME DE TRÁFEGO
PRAÇA PEDÁGIO JAGUARIAIVA
MÊS AUTOM ÔNIBUS CAMIN
Jan 2.666 804 1.251
Fev 2.205 835 1.401
Mar 1.840 879 1.738
Abr 1.919 778 1.531
Mai 1.763 805 1.755
Jun 1.719 791 1.610
Jul 1.997 737 1.419
Ago 1.721 853 1.665
Set 1.779 815 1.635
Out 1.821 853 1.708
Nov 1.785 889 1.612
Dez 2.383 839 1.377
RODOVIA: PR151 - TRECHO: Piraí do Sul - Jaguariaiva - Volume Diário Em Ambos Sentidos ANO: 1999
VOLUME DIÁRIO DE TRÁFEGO
PRAÇA PEDÁGIO ORTIGUEIRA
TRÁFEGO TOTAL
JAN 5.229
FEV 3.901
MAR 3.834
ABR 3.818
MAI 3.356
JUN 3.351
JUL 3.963
AGO 3.834
SET 3.902
OUT 3.923
NOV 3.868
DEZ 4.797
RODOVIA: BR376 - TRECHO: Ponta Grossa - Apucarana - Volume Diário Em Ambos Sentidos ANO: 2001
VARIAÇÃO MENSAL
0
2.000
4.000
6.000
8.000
10.000
12.000
14.000
16.000
18.000
20.000
JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ
MESES DO ANO
V
O
L
U
M
E
D
IÁ
R
IO
AUTOM
ONIBUS
CAMIN
0
0
0
1
1
1
1
1
VARIAÇÃO MENSAL
0
500
1.000
1.500
2.000
2.500
3.000
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
MESES DO ANO
V
O
L
U
M
E
D
IÁ
R
IO
AUTOM
ÔNIBUS
CAMIN
VARIAÇÃO MENSAL
0
1.000
2.000
3.000
4.000
5.000
6.000
JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ
MESES DO ANO
V
O
L
U
M
E
D
IÁ
R
IO
TRÁFEGO TOTAL
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Introdução à Engenharia de Tráfego – Prof. Pedro Akishino – Universidade Federal do Paraná (UFPR) Cap 01
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VOLUME DIÁRIO DE TRÁFEGO
PRAÇA DE PEDÁGIO ECOVIA
AUTOM ONIBUS CAMIN
DOM 22.360 308 864
SEG 16.371 241 2.937
TER 11.052 205 3.370
QUA 12.034 197 3.524
QUI 12.263 191 3.497
SEX 19.765 270 3.765
SAB 16.360 203 2.353
RODOVIA: BR 277
TRECHO: Curitiba - Paranaguá
Volume Diário Em Ambos Sentidos no mês de janeiro ANO: 2002
VOLUME DIÁRIO DE TRÁFEGO
PRAÇA PEDÁGIO JAGUARIAIVA
AUTOM ÔNIBUS CAMIN
DOM 2.086 724 1.284
SEG 1.971 557 1.029
TER 1.801 676 1.258
QUA 1.771 747 1.332
QUI 1.867 845 1.564
SEX 2.378 819 1.685
SAB 2.032 744 1.626
RODOVIA: PR 151
TRECHO: Piraí do Sul - Jaguariaiva
Volume Diário Em Ambos Sentidos no mês de julho ANO: 1999
VOLUME DIÁRIO DE TRÁFEGO
PRAÇA PEDÁGIO BALSA NOVA
AUTOM ÔNIBUS CAMIN
DOM 14.966 663 2.858
SEG 12.342 617 5.102
TER 10.193 538 6.042
QUA 10.086 529 6.469
QUI 10.405 538 6.323
SEX 12.650 624 6.021
SAB 10.895 585 4.031
RODOVIA: BR 277
TRECHO: Curitiba - Campo Largo
Volume Diário Em Ambos Sentidos no mês de janeiro ANO: 2002
VARIAÇÃO SEMANAL
0
5.000
10.000
15.000
20.000
25.000
DOM SEG TER QUA QUI SEX SAB
DIAS DE SEMANA
V
O
L
U
M
E
D
IÁ
R
IO
AUTOM
ONIBUS
CAMIN
,
VARIAÇÃO SEMANAL
0
500
1.000
1.500
2.000
2.500
DOM SEG TER QUA QUI SEX SAB
DIAS DE SEMANA
V
O
L
U
M
E
D
IÁ
R
IO
AUTOM
ÔNIBUS
CAMIN
VARIAÇÃO SEMANAL
0
2.000
4.000
6.000
8.000
10.000
12.000
14.000
16.000
DOM SEG TER QUA QUI SEX SAB
DIAS DA SEMANA
V
O
L
U
M
E
D
IÁ
R
IO
AUTOM
ÔNIBUS
CAMIN
Apostila do Curso de Graduação em Engenharia Civil
Introdução à Engenharia de Tráfego – Prof. Pedro Akishino – Universidade Federal do Paraná (UFPR) Cap 01
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VARIAÇÃO DIÁRIA DO TRÁFEGO
Os fluxos de tráfego apresentam mutações contínuas em seus volumes
ao longo de um dia de 24 horas.
Nas vias urbanas, normalmente, mais de 70% das viagens diárias
ocorrem no intervalo de 12 horas, compreendido entre sete da manhã e
sete da noite. Os volumes horários variam de 1 a 12% do volume diário.
O volume horário médio é de 4.2% do diário, sendo os valores de pico da
ordem de três vezes o médio. Quando há restrições de capacidade, os
períodos de pico têm duração maior e intensidade menor (achatamento
dos picos).
Nas vias rurais, normalmente existem dois horários de pico, um de manhã
e outro à tarde, embora o pico da tarde tenha valores maiores que o da
manhã.
Os gráficos adiante inseridos mostram a variação do tráfego ao longo de
um dia de 24 horas. No primeiro gráfico é registrada a variação num
domingo do mês de janeiro em uma rodovia de aspecto turístico
(veraneio). O segundo gráfico mostra a variação do tráfego por motivo de
viagem registrada em uma cidade típica americana com uma população
entre 200.000 – 500.000 habitantes, dados de 1990 da Nationwide
Personal Transportation Survey (NPTS) - Federal Highway Administration.
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Introdução à Engenharia de Tráfego – Prof. Pedro Akishino – Universidade Federal do Paraná (UFPR) Cap 01
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VARIAÇÃO HORÁRIA
A intensidade de tráfego durante a hora de pico pode ter valores
bastante altos em algumas fracões desta hora, relativamente baixo
nas demais, ou manter-se mais ou menos uniforme durante toda ela.Esse
comportamento é quantificado através do Fator de Hora Pico (FHP)
VHP
FHP = ---------------
4 x V15
onde:
VHP = volume da hora de pico
V15 = volume dos 15 minutos consecutivos de maior tráfego dentro
da hora de pico
Teoricamente FHP oscila entre 0.25 a 1.00 mas, em geral, é da ordem
de 0.85 (Volume dos 15 minutos correspondente a 30% do Volume da
hora de pico).
Observe-se que, 4xV15 = volume de uma hora, logo = volume horário. Esse
valor chama-se Taxa de Fluxo, ou simplesmente Fluxo. Corriqueiramente
o povo confunde volume de tráfego com fluxo de tráfego porque ambos se
referem a uma hora (hora de pico), mas, note-se que a taxa de fluxo é
maior que o volume de tráfego horário (VHP)
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VOLUME HORÁRIO
AMBOS SENTIDOS
HORARIO AUTO ONIB CAMIN
00-01 123 3 28
01-02 69 1 13
02-03 34 1 8
03-04 30 0 2
04-05 44 2 3
05-06 52 4 14
06-07 119 8 10
07-08 273 10 12
08-09 535 15 30
09-10 971 9 38
10-11 1.233 8 51
11-12 1.489 22 32
12-13 1.343 22 49
13-14 1.363 11 26
14-15 1.577 18 53
15-16 1.487 19 33
16-17 1.946 17 51
17-18 1.729 36 63
18-19 1.721 53 77
19-20 1.797 24 89
20-21 1.508 27 70
21-22 1.124 29 43
22-23 913 12 57
23-24 451 6 44 RODOVIA: BR 277 - TRECHO: Curitiba - Paranaguá
SOMA 21.931 357 896 Volume Horário de um Domingo do Mês de Janeiro de 2002 - Ambos os Sentidos
VOLUME HORÁRIO(VEÍCULOS)
DISTRIBUIÇÃO % NODIA
HORARIO HBW TM
00-01 0,35 0,37
01-02 0,22 0,21
02-03 0,35 0,29
03-04 0,06 0,13
04-05 1,03 0,45
05-06 2,57 0,95
06-07 8,58 3,42
07-08 14,46 7,02
08-09 8,06 5,31
09-10 3,03 3,61
10-11 2,63 4,13
11-12 2,29 5,26
12-13 2,86 6,44
13-14 2,86 6,04
14-15 4,4 7,03
15-16 6,58 8,4
16-17 9,78 9,16
17-18 12,24 9,56
18-19 6,86 7,06
19-20 2,63 4,55
20-21 1,94 3,66
21-22 2,29 3,13
22-23 2,05 2,18
23-24 1,89 1,64
SOMA 100% 100%
HBW - Viagem com Base Domiciliar Motivo Trabalho TM - Viagens Totais (Todos os Motivos)
Distribuição Percentual ao Longo de um Dia de 24 Horas em uma Área Urbana com 200.000 - 500.000 habitantes
VARIAÇÃO HORÁRIA
0
500
1.000
1.500
2.000
2.500
00-
01
01-
02
02-
03
03-
04
04-
05
05-
06
06-
07
07-
08
08-
09
09-
10
10-
11
11-
12
12-
13
13-
14
14-
15
15-
16
16-
17
17-
18
18-
19
19-
20
20-
21
21-
22
22-
23
23-
24
HORÁRIO DE UM DIA
V
O
L
U
M
E
D
E
T
R
Á
F
E
G
O AUTO
ONIB
CAMIN
VARIAÇÃO HORÁRIA
0
2
4
6
8
10
12
14
16
00-
01
01-
02
02-
03
03-
04
04-
05
05-
06
06-
07
07-
08
08-
09
09-
10
10-
11
11-
12
12-
13
13-
14
14-
15
15-
16
16-
17
17-
18
18-
19
19-
20
20-
21
21-
22
22-
23
23-
24
HORAS DE UM DIA
P
E
R
C
E
N
T
A
G
E
M
D
O
T
O
T
A
L
D
O
D
IA
HBW
TM
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Introdução à Engenharia de Tráfego – Prof. Pedro Akishino – Universidade Federal do Paraná (UFPR) Cap 01
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BIBLIOGRAFIA DO CAPITULO 01
MANUAL DE ENCUESTAS DE TRANSPORTE URBANO
LEON, Modesto Rodrigues com assessoria do Prof.José Geraldo Maderna Leite
LIMA / Peru 1988
TRAFFIC ENGINEERING HANDBOOK
BAERWALD, John 1965
ENGENHARIA DE TRAFEGO
Grêmio Politécnico
CURSO DE EXTENSÃO EM ENGENHARIA DE TRÁFEGO
AKISHINO, Pedro 1979
BOLETIM TÉCNICO No.5
COMPANHIA DE ENGENHARIA DE TRÁFEGO (CET)
MANUAL OF TRAFFIC ENGINEERING STUDIES
Paul C. Box e Joseph C. Oppenlauder 1976
ENGINIERIA DE TRAFICO
VALDES, Antonio Espanha
Apostila do Curso de Graduação em Engenharia Civil
Introdução à Engenharia de Tráfego – Prof. Pedro Akishino – Universidade Federal do Paraná (UFPR) Cap 02
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CAPÍTULO 02
PESQUISA DO TRÁFEGO EXISTENTE - CONCEITUAÇÕES
1. CLASSIFICAÇÃO DAS CONTAGENS VOLUMÉTRICAS
a) CONTAGENS NORMAIS (volume total, independentemente da direção).
São utilizadas para cálculo de volumes diários, preparação de mapas de
fluxo de tráfego, determinação de tendências, etc..
b) CONTAGENS DIRECIONAIS
São utilizadas para análise de capacidade, determinação de intervalos de
sinais, justificação de controles de tráfego, melhoramentos de
planejamento, obtenção de volumes acumulados em uma dada área, etc.
c) CONTAGENS EM INTERSECÇÕES OU MOVIMENTOS DE VIRADA
São usadas para projetos de canalizações, estabelecimentos de
movimentos proibidos, cálculos de capacidade, análise de elevado número
de acidentes nas intersecções, avaliações de congestionamentos, etc.
d) CONTAGENS DE CLASSIFICAÇÃO
São aquelas onde se obtém os volumes para os vários tipos ou classe de
veículos da corrente de tráfego.São usadas para dimensionamento
estrutural, projetos geométricos, cálculo de benefícios de usuários, cálculo
de capacidade (efeito dos veículos comerciais), determinação dos fatores
de correção para as contagens mecânicas, etc.
e) CONTAGENS DE PASSAGEIROS
São feitas para determinar a distribuição de passageiros por veículo,
acúmulo de pessoas numa dada área, proporção de pessoas que utilizam
transporte coletivo, etc
f) CONTAGENS DE PEDESTRES
São usadas para avaliação das necessidades de calçadas, faixas de
travessias, justificação de sinais para pedestres, tempos de sinais, etc.
g) CONTAGENS DE CORDÃO
São feitas no perímetro de uma área fechada (centro principal, centros
comerciais, áreas industriais, etc) contando veículos e/ou pedestres
entrando e saindo. Esses dados dão informações relativas ao acúmulo de
veículos ou pessoas dentro de uma área fechada.
h) CONTAGENS DE LINHA
São contagens classificadas, feitas em todas as ruas que interceptam uma
linha imaginária, bissexionando uma área.
Essas contagens são usadas para determinar tendências, expandir dados
de origem e destino, alocação de tráfego, etc.
i) CONTAGENS DE SOBE-DESCE
São contagens feitas para identificar os pontos de ônibus mais solicitados
redimensionando os pontos de paradas, ou projetando os ônibus semi
expressos.
j) CONTAGENS DE BICICLETAS
Seu objetivo é verificar a necessidade de projetar uma via exclusiva para
os ciclistas, retirando-os do tráfego de uma via para veículos automotores.
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2. MÉTODOS DE CONTAGENS VOLUMÉTRICAS
a) CONTAGENS MANUAIS
Essas contagens são necessárias em estudos, onde os dados desejados não
podem ser obtidos por contagens mecânicas.
Para pequenos volumes a simples marcação em formulários adequados é
suficiente. Para altos volumes, pode-se usar pequenos aparelhos operados
manualmente. Quando muitos desses aparelhos pequenos são necessários,
os mesmos são montados fixos em pranchetas.
As contagens manuais se fazem necessárias nos seguintes casos:
- determinação dos movimentos de viradas (contagens direcionais)
- contagens de classificação por tipo de veículo
- contagens de passageiros
- contagens de pedestres
- contagens em auto-estradas (faixas múltiplas com altos volumes de tráfego)
As contagens manuais oferecem resultados com até 95% de precisão e são
mais caras que as contagens mecanizadas.
b) CONTAGENS MECÂNICAS
Os processos mecânicos são usados quando há necessidade de contagens
durante longos períodos, como é o caso de postos de contagens permanentes.
Há um dispositivo apropriado para cada classe de via, situação de tráfego e
condições do meio ambiente.
Geralmente um dispositivo mecânico utiliza duas funções: primeiro detectar e
perceber o tráfego; segundo, registrar os dados de tráfego.
Usualmente um detector envia um impulso elétrico que é ampliado e enviado
diretamente a um registrador acumulativo e a um diagrama para seu registro.
Algumas instalações permanentes têm só o dispositivo para perceber (detector)
localizado na estação de contagem e envia o impulso na central para seu
armazenamento.
A transmissão se realiza por meio de fios telefônicos, rádios ou outros meios,
dependendo dos requisitos, disponibilidade e custos.
Tipos de detectores e registradores:
- detectores pneumáticos
- contato elétrico
- fotoelétrico
- radar
- magnético
- ultrassônico
- infra vermelho
Tipos de dispositivos de registros:
- indicador visual
- fita impressora
- carta graficadora
- fita para computadores
- fotografia
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2. MÉTODOS DE CONTAGENS VOLUMÉTRICAS (continuação)
b.1) CONTADORES MECÂNICOS PERMANENTES
São instalados para obter contagens de longa duração.
Tais contagens são utilizadas para obtermos fatores de ajustamentos
(correção) de pequenas contagens, ou para pesquisa da chamada
enésima hora de projeto, ou para a obtenção de curvasde crescimento de
tráfego.
Células fotoelétricas são os meios mais usuais para detectar veículos em
duas faixas e baixos volumes de tráfego, entretanto, quando são
necessárias contagens de altos volumes, vias de múltiplas faixas,
necessita-se de outros tipos de detectores (a pressão, magnéticos, radar,
sonoros, etc) que podem distinguir os veículos em cada uma das faixas.
Devido à manutenção elevada requerida por esses contadores e os cálculos
cansativos em função do grande volume de dados, o uso desses contadores
tem diminuído.
Contudo, o desenvolvimento de contadores que perfuram fitas e o aumento do
uso de computadores, para redução e análise de dados, vem anulando esta
tendência.
b.2) CONTADORES PORTÁTEIS
São usados para obter contagens temporárias de pequena duração.
Em geral, este aparelho consiste de um contador operado eletricamente, por
impulsos de ar, providos de um tubo pneumático que atravessa a via.
Normalmente existem dois tubos que cruzam a via, de modo que o contador
deve somar, a cada dois impulsos, uma contagem.
Se existem muitos caminhões com mais de dois eixos são introduzidos erros.
Nesse caso, um fator de correção pode ser obtido através de uma
amostragem de classificação.
Os contadores podem ser modificados para obter impulsos de outros tipos
de detectadores, que podem dar um pulso para cada eixo ou um simples
pulso por veículo.
b.3) CONTADORES REGISTRADORES
Fornecem um registro permanente do volume, escrevendo os totais numa fita
de papel, ou desenhando um gráfico, ou perfurando uma fita de papel, que é
analisada mais tarde pelos computadores.
b.4) CONTADORES NÃO REGISTRADORES
Tem um marcador visível que deve ser lido por um observador, nos momentos
desejados.
b.5) UTILIZAÇÃO DE FILMADORAS
Consiste em se instalar uma Filmadora de Vídeo em posição estratégica,
filmando todos os veículos que passam num determinado ponto da via.
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2. MÉTODOS DE CONTAGENS VOLUMÉTRICAS (continuação)
COMENTÁRIOS
São diversos os tipos de veículos que transitam pelas inúmeras vias existentes.
Carros de Passeio
Carros de Passeio com Reboque
Motos
2C Caminhão Toco
3C Caminhão Trucado
4C 4CC Caminhão Trucado
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CAMINHÕES ARTICULADOS:
2S1
2C2 2I2 2S2
2C3 2I3 2S3
3S1
3C2 3I2 3S2
3C3 3I3 3S3
3 D 4
3 D 6
3 T 6
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2. MÉTODOS DE CONTAGENS VOLUMÉTRICAS (continuação)
COMENTÁRIOS (continuação)
As contagens mecanizadas devem ser aferidas por contagens manuais, porque
as mesmas apresentam algumas falhas. Dependendo do tipo de aparelho, pode
apresentar poucas falhas, ou muitas falhas. Por exemplo, existem aparelhos que
classificam os veículos em grandes, médios e pequenos. Não distingue, portanto,
o tipo de veículo (automóvel, ônibus ou caminhão). Outros classificam os
veículos em 10 categorias, porém, não distinguem se são autos, ou caminhões,
por exemplo. Alguns aparelhos exigem canalizações obrigando os veículos a
reduzirem as velocidades (o ideal é conhecer a velocidade do veículo na
rodovia). De maneira geral, dentre os aparelhos atualmente existentes, nenhum
deles consegue distinguir:
Os diferentes tipos de carros de passeio;
ônibus de caminhões rígidos, sejam de 2 eixos, ou de 3 eixos;
moto de 3 rodas de automóvel;
micro-ônibus de caminhão simples;
micro-ônibus de Van;
trator agrícola de caminhão simples;
caminhão trator (somente cavalo mecânico) de caminhão simples, ou Van.
Da mesma forma não detecta:
eixo erguido do caminhão (registra como sendo um caminhão com um
eixo a menos que o real, por exemplo: o 3S3 com o seu eixo erguido será
contado como sendo 3S2);
moto transitando no centro da pista de rolamento (entre os dois laços
indutivos);
veículo que passa no centro da pista de rolamento (veículo que passa no
acostamento será detectado pelo fato de que os sensores serão
estendidos até ao mesmo); porém, já está sendo estudado uma forma de
vir a detectar tal veículo ( a menos da moto, que nunca será possível).
Em rodovia de pista simples, quando o veículo estiver realizando ultrapassagem,
significa que o mesmo estará acionando sensores da faixa de sentido contrário;
porém irá ativar primeiro o sensor 2 e depois o 1, o que identifica sentido de
deslocamento oposto ao real (portanto, está ultrapassando). Assim sendo, o
mesmo será adequadamente identificado, porém, esse é um problema que é
resolvido no programa de visualização de informações.
O veículo que pára em cima dos sensores não prejudica a leitura e o mesmo é
identificado adequadamente. Apenas a identificação da velocidade ficará
prejudicada, a não ser que essa parada seja ocasionada pelo congestionamento
da via, fazendo com que diversos veículos apresentem tão baixa velocidade.
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3. PERÍODOS DE CONTAGENS VOLUMÉTRICAS
a) CONTAGENS DE FINS DE SEMANA
Cobrem um período normalmente das 18 horas de sexta feira às 6 horas de
segunda feira.
b) CONTAGENS DE 24 HORAS
Contagens que se iniciam à zero hora e termina às 24 horas.
Se uma contagem tiver início, por exemplo, ao meio dia de uma sexta feira para
terminar ao meio dia do sábado, serão encontrados valores distorcidos da
realidade, uma vez que o tráfego das manhãs de segunda e das tardes de sexta
são diferentes dos padrões normais, sem considerar que o tráfego de sábado é
diferente dos demais dias da semana. Logo, as contagens de 24 horas devem
ter início à zero hora de um determinado dia da semana da qual se pretende
identificar o tráfego.
c) CONTAGENS DE 16 HORAS
Normalmente das 6 às 22 horas. Esse período contém a maioria do fluxo diário.
d) CONTAGENS DE 12 HORAS
Normalmente das 7 às 19 horas.
São feitas normalmente nas áreas comerciais ou industriais, onde neste
período, tem-se a maioria de todo o tráfego diário.
e) CONTAGENS DE HORA DE PICO
Variam conforme o tamanho da área, proximidades dos centros geradores de
tráfego e tipo de via.
Em geral são feitas nos períodos das 7 às 9 horas e das 16 às 18 horas, ou das
17 às 19 h.
Deve-se evitar condições especiais, a menos que o propósito da contagem seja
a de obter os dados relativos a essas condições, por exemplo:
- acontecimentos especiais (férias, esportes, exibições, feiras, etc)
- condições anormais climáticas difíceis de ocorrer
- fechamento temporário de vias, afetando o volume padrão
- acidentes ou condições anormais do próprio trânsito
NOTA: As Normas existentes para Rodovias foram definidas pelo DNER
(quando a mesma existia), não se tendo nenhum conhecimento de sua alteração
até ao momento, bem como o conhecimento de que continuam em vigor; as
mesmas exigem, para pesquisa de tráfego (contagens volumétricas e pesquisas
de origem-destino), um período mínimo de 7 dias consecutivos. Os diversos
órgãos não vêem cumprindo essas Normas, como se observa na prática.
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4. MÉTODOS DE PESQUISAS DE ORIGEM-DESTINO
a) MÉTODO DE ENTREVISTAS A DOMICÍLIO
Este método permite realizar um estudo completo de trânsito urbano.
É feito com pessoal treinado que entrevistam pessoalmente os moradores das
residências selecionadas.
Não se permitem substituições de casas selecionadas, devendo todas elas
serem entrevistadas para que a expansão dos dados seja correta.
b) MÉTODO DE IDENTIFICAÇÃO DE PLACAS
1a. Forma de Execução
Anota-se o número da placa dos veículos que se encontram estacionados
em determinados locais.
Esses locais são considerados como pontos de destino e os locais de
origem podem ser obtidos junto ao órgão de registro do veículo.
2a. Forma de Execução
Situam-se observadores em pontos estratégicos de entrada e saída de
zonas pré-fixadas, os quais anotam as placas dos veículos que entram e
saem das mencionadas zonas, bem como quaisquer outras informações de
interesse (tipos de veículos, marcas, etc). É necessário lembrar que os
caminhões articulados possuem placas no caminhão trator e na carroceria
e são de números diferentes.
c) MÉTODO DAS TARJETAS POSTAIS
As tarjetas são preparadas para serem preenchidas pelos usuários da via e
contém um questionário com direção de retorno.
Podem ser distribuídos em pontos selecionados da via ou serem remetidos por
correio às residências ou locais de trabalho onde se encontram registrados os
proprietários de veículos.
d) MÉTODO DE SINAIS NOS VEÍCULOS
Consiste na utilização de uma etiqueta especial que é colocada no veículo no
momento em que ele entra na área de estudo sendo recolhida quando ele a
abandona.
O motorista deve conhecer a operação que se realiza, sendo informado que
deve entregar a etiqueta quando abandona a área.
e) MÉTODO DE ENTREVISTA NA VIA
Consiste no preenchimento de formulário próprio, indagando ao motorista os
dados do formulário.
Exige que o veículo pare totalmente e permaneça parado o tempo suficiente
para ser preenchido o formulário.
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4. MÉTODOS DE PESQUISAS DE ORIGEM-DESTINO (continuação)
f) OUTROS MÉTODOS
f.1)entrevistas aos motoristas pela qual os mesmos são parados e
entrevistados em vários pontos da cidade
f.2) entrevistas aos motoristas na época em que são renovadas suas carteiras.
Nestes casos pode-se empregar o mesmo formulário das entrevistas de
residências.
f.3) estudos de estacionamentos pelos quais as pessoas que param seus
carros são entrevistados.
f.4) amostras de cordão na qual cordões concêntricos são estabelecidos, sendo
os motoristas parados para serem entrevistados ou para distribuição de
cartões, que deverão ser devolvidos após o preenchimento ou não, na
próxima interseção.
f.5) amostras pelo correio nos quais os motoristas são parados e recebem
cartões para preencher e remeter pelo correio.
f.6) estudos dos cartões postais controlados no qual os proprietários de
veículos de uma área recebem, através do correio, cartões solicitando para
darem informações sobre suas viagens.
f.7)entrevistas telefônicas, que é um método satisfatório, mas que, obviamente,
não permite colher dados de quem não possui telefone e onde a média de
recusas para fornecimento de dados pode ser alta, apesar da propaganda a
respeito.
f.8) checagem de linhas por número de placas - é usada nos locais onde há
dificuldade para parar os carros registrando os números das placas e
enviando após, um formulário aos seus proprietários, o qual deve ser
preenchido e devolvido em 48 horas.
A devolução costuma estar na ordem de 1 para 3.
A amostra pode apresentar certas falhas, decorrente do encontro de placas
de outro local e os motoristas que alugam carros também não terem
oportunidade de responder.
5. GENERALIDADES
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As pesquisas de tráfego são requisitos muito importantes para o planejamento,
construção, conservação e segurança de tráfego nas rodovias ou ruas urbanas
e, atualmente, coleta de dados de tráfego no Brasil é feita quase que
inteiramente de forma manual.
As pesquisas manuais são mais caras que as mecanizadas e as pesquisas de
origem destino são muito mais caras que as contagens volumétricas,
porém elas fornecem muito mais detalhes e têm aplicações mais
diversificadas.
Dificilmente se poderá fazer uma pesquisa de Origem-Destino anotando os
dados de todos os veículos que utilizam a via, havendo a necessidade de se
realizar o trabalho através de amostragens, corrigindo posteriormente os dados
e expandindo-os.
Nessa operação erros serão cometidos.
O Department of Scientific and Industrial Research-Road Research Laboratory
- London indica o seguinte quadro mostrando a escala de precisão dos
estudos de tráfego com base em métodos de amostragem.
Erro excedido
CATE- com probabilidade INTERPRETAÇÃO
GORIA 1 em 10
A 5 % Muito satisfatório
B 5% a 10% Satisfatório para todas as finalidades usuais
C 10% a 25% Suficientemente bom para estimativa a grosso modo
D 25% a 50% Insatisfatório
E maior que 50% Inútil
As pesquisas de tráfego podem ser realizadas visando à elaboração de
projetos, ou a realização de estudos especiais, ou ainda para planejamento
rodoviário ou urbano.
Contudo, as pesquisas para planejamento não são comumente realizadas em
nosso país, quiçá por não haver, da parte dos dirigentes, uma conscientização
da importância das pesquisas e do planejamento rodoviário e urbano.
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BIBLIOGRAFIA DO CAPÍTULO 02
MANUAL DE ESTUDIOS DE INGENIERIA DE TRANSITO - Mexico 1976
Asociacion Mexicana de Caminos, A.C. y Representaciones y Servicios de
Ingenieria S.A
ENGENHARIA DE TRÁFEGO - Luis Ribeiro Soares 1975
PESQUISAS DE ORIGEM DESTINO - Ministério dos Transportes GEIPOT
1970
CONTAGEM NORMAL DE TRÁFEGO - Ministério dos Transportes GEIPOT
1970
GUIA DE FISCALIZACAO DAS CONTAGENS VOLUMÉTRICAS - DNER
1976
REDE MULTIMODAL DE TRANSPORTE - Secretaria dos Transportes do
Paraná 1978
PLANO DE TRANSPORTE COLETIVO RODOVIÁRIO INTERMUNICIPAL DE
PASSAGEIROS
Secretaria dos Transportes do Paraná 1978
PLANO DIRETOR RODOVIARIO REGIÃO SUL - DNER 1970 e
1976
INFORMAÇÕES PRÁTICAS PARA REALIZAÇÃO DE ESTUDOS DE
TRÁFEGO EM PROJETOS DE ENGENHARIA RODOVIÁRIA
Amir Mattar Valente DER / Santa Catariana 1993
MANUAL DE TRÁFEGO PARA RODOVIAS MUNICIPAIS
Serviço Social Autônomo PARANACIDADE
Secretaria de Desenvolvimento Urbano
Governo do Paraná 2002
PESQUISA DE PONTOS CRÍTICOS DE FLUXOS E VELOCIDADES –
RELATÓRIO FINAL
Prefeitura Municipal de Ponta Grossa – Paraná 2001
PROJETO DE SEGURANÇA VIÁRIA PARA A CIDADE DE CASCAVEL
(PROJETO PILOTO)
Prefeitura Municipal de Cascavel – ParanáRelatório Final 2001
CONTAGENS VOLUMÉTRICAS DE TRÁFEGO
PROGRAMA PARANÁ URBANO II
Serviço Social Autônomo PARANACIDADE
Secretaria de Desenvolvimento Urbano – Governo do Paraná 2002
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Introdução à Engenharia de Tráfego – Prof. Pedro Akishino – Universidade Federal do Paraná (UFPR) Cap 02
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PLANO FUNCIONAL DO COMPLEXO VIÁRIO AVENIDA CAMILO DE LELLIS
x AVENIDA IRAÍ
Prefeitura Municipal de Pinhais – Paraná 2002
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CAPÍTULO 03
DETERMINAÇÃO DO TRÁFEGO EXISTENTE EM
RODOVIAS
1. EXECUÇÃO DE PESQUISAS DE TRÁFEGO EM RODOVIAS
As rodovias são classificadas em função de sua importância e tipo de tráfego
que deverá acomodar. Assim sendo, diversos são os tipos de pesquisas que
se deve realizar para a identificação do tráfego no trecho.
A grande maioria das rodovias existentes (planejadas) é rodovia municipal. Em
segundo lugar temos as rodovias estaduais e finalmente as rodovias federais e
internacionais.
Certamente que as rodovias federais ou internacionais deverão acomodar um
tráfego mais significativo e de maior porte, porém, essa assertiva nem sempre
é verdadeira.
Outro aspecto a ser levantado é com relação ao objetivo do estudo de tráfego
que se está elaborando. Assim, uma coisa é realizar pesquisas para se
identificar o tráfego existente na rodovia e outra é a realização de pesquisas
com o objetivo de se estimar o tráfego futuro. Na maioria das vezes ambos os
dois objetivos fazem parte do estudo que se está elaborando.
Quando se pretende realizar estudos para readequação rodoviária, procurar-
se-á identificar o tráfego atual e o futuro que passará a surgir; quando se
pretende realizar o projeto de restauração e/ou recuperação da rodovia, não
haverá, normalmente, o surgimento de um tráfego extra ao já existente;
quando, o objetivo é a construção de uma rodovia ainda não existente,
somente tráfego futuro deverá surgir.
Em função da existência de diversidade de objetivos e de tipos de tráfego que
se pretende identificar, serão indicadas adiante, apenas algumas formas de
execução de pesquisas. É preciso lembrar que cada estudo exige um
programa de pesquisa específico. O que é apresentado no presente capítulo,
são exemplos de casos mais comuns.
Normalmente, verifica-se que os diversos órgãos rodoviários realizam
pesquisas de tráfego, apenas quando desejam fazer algum estudo ou projeto
de engenharia. O correto seria que esses órgãos mantivessem um programa
de pesquisa sistemática, a fim de se poder contar com dados estatísticos.
Pesquisas sistemáticas não serão assunto de discussão no presente trabalho;
somente as pesquisas direcionadas para estudos e/ou projetos.
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1.1 Escolha do Local de Pesquisa e Croquis Esquemático
1.1.1 Rodovias Municipais
Pesquisas de tráfego em rodovias municipais, normalmente serão pesquisas
simples, pois tais rodovias, normalmente acomodam um tráfego baixo e de
curta distância (tráfego local). Quando uma rodovia municipal apresenta
importância significativa, acomodando tráfego de longa distância
(intermunicipal, ou interestadual) a escolha dos locais de pesquisa, bem como
a quantidade de postos de pesquisa a serem considerados deve obedecer aos
critérios indicados adiante em Rodovias Estaduais e Federais.
É interessante, como uma primeira avaliação, elaborar um croquis
esquemático de localização do trecho dentro do Município. O Mapa rodoviário
do Município é um elemento preponderante nesse trabalho. Certamente, o
Mapa não necessita estar em escala adequada, nem é necessário apresentar
minúcias, ou precisões nas informações.
Seria suficiente que o Mapa do Município mostrasse a sede do Município, as
principais rodovias existentes, federais, estaduais e municipais pavimentadas,
os principais distritos, vilas, bairros e povoados (apenas os mais significativos).
Nesse Mapa estaria assinalado o trecho rodoviário cujo investimento é
pretendido.
Certamente que, devido à redução do tamanho para apresentação, o trecho
solicitado, pode se transformar apenas em um ponto, ou um segmento por
demais curto no Mapa.
Um círculo envolvendo o trecho considerado indicará a prancha ampliada do
local. Nessa prancha, em tamanho adequado (A4 ou A3 no máximo), estará
mostrado com um pouco mais de detalhe, a área próxima da área de influência
da rodovia. Os pontos extremos da rodovia deverão aparecer claramente.
Se estiver sendo pretendida a inclusão da rodovia no programa de
pavimentação, a prancha do detalhe da rodovia deve mostrar:
- sede de Município
- nome dos pontos extremos (distrito, bairro, vila, patrimônio,
entroncamento rodoviário, etc.)
- rodovias pavimentadas próximas e sua ligação com alguma
delas (para que o trecho não fique “pendurado”).
Se estiver sendo pretendida a inclusão da rodovia no programa de melhorias
de pequeno investimento, a prancha de detalhe da rodovia deve mostrar:
- sede do Município
- nome dos pontos extremos
- ligação dos pontos extremos com vias revestidas ou
pavimentadas.
Essas pranchas não necessitam estar desenhadas em escala, podendo ser
uma prancha de localização esquemática apenas. O seu objetivo é posicionar
a rodovia no contexto geral do Município.
Apostila do Curso de Graduação em Engenharia Civil
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23
A terceira prancha, também em tamanho adequado (tamanho A4 de
preferência), aceitando-se o tamanho A3 no máximo, deve mostrar detalhes da
rodovia em análise. Será esquemático, sem escala, mas com indicação de
todas as distâncias, onde serão assinalados os pontos notáveis existentes ao
longo do trecho (grandes indústrias, vilas rurais, usinas, parques, grandes
escolas, fábricas, grandes represas de recreação, locais de turismo, hotéis
campestres, etc.) e todas as rodovias que cruzam, ou se originam da mesma.
Alguns exemplos dessa terceira prancha são mostrados nas figuras adiante
inseridas.
No caso do Exemplo 1, temos um trecho rodoviário com 3 subtrechos de
tráfego diferentes. De Vila André até ao Entroncamento de Acesso ao Bairro
Andrade, o tráfego deve ser diferente do segmento seguinte, o subtrecho
compreendido entre o Entroncamento de Acesso ao Bairro Andrade e
Entroncamento de Acesso a Vila Antonio e Patrimônio São Pedro. O terceiro
subtrecho é o segmento entre este último entroncamento até ao
entroncamento com a PR xxx, no km 48 da PR. A PR xxx indica a existência
de uma rodovia estadual (no caso, rodovia do Estado do Paraná) cruzando o
mesmo. As localidades Bairro Andrade, Vila Antonio e Patrimônio São Pedro
são chamados de geradores de tráfego.
Num trecho desta natureza, pode-se realizar pesquisa em apenas um dos
trechos, dependendo da finalidade do estudo, como por exemplo, quando se
deseja saber se vale considerar o trecho como um possível trecho para
integrar a relação dos trechos para um programa de pavimentação do
Governo. Entretanto, para o desenvolvimento de projetos de engenharia será
necessário fazer uma pesquisa de tráfego em cada um dos subtrechos para se
verificar qual o tráfego de cada um deles.
Como o que interessa para cada um dos motoristas é chegar a um
determinado local (normalmente, sede do Município), e, como o caminho
natural é a PR xxx, certamente o terceiro subtrecho apresenta tráfego maior
que os demais. O posto de pesquisa de tráfego deve ser posicionado mais ou
menos no meio do trecho, contudo, deve-se escolher um local onde os
pesquisadores fiquem ao lado da rodovia, fora da pista de rolamento, onde
possa enxergar o tráfegodos veículos, distinguindo-os quanto aos seus tipos
(automóveis, ônibus, ou caminhões). Assim sendo, muitas vezes não é
possível escolher um local bem no meio do trecho. A escolha do local deve
levar em conta, não só uma área onde os pesquisadores possam montar uma
barraca, mas também, preferencialmente, onde os mesmos tenham um ponto
de apoio para suas necessidades (uso de banheiro, por exemplo). O
importante é que o posto de pesquisa esteja dentro do subtrecho, evitando a
influência de algum gerador de tráfego específico. No caso deste subtrecho
não existe esse gerador.
Apostila do Curso de Graduação em Engenharia Civil
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MUNICÍPIO: xxxxxxxxxx
TRECHO: PR xxx – VILA ANDRÉ 4,3 km VILA ANDRÉ
EXTENSÃO: 22,3 km
PROGRAMA: PAVIMENTAÇÃO 3 km
POSTO 3
BAIRRO ANDRADE
15 km POSTO 2
PATRIMONIO
SÃO PEDRO VILA ANTONIO
POSTO 1
MATO GROSSO
Km 48
PR xxx
DESENHO SEM ESCALA
SÃO PAULO EXEMPLO 1
MUNICÍPIO: xxxxxxxxxx
TRECHO: DISTRITO ESPERANÇA – LAGOA SECA
EXTENSÃO: 20,7 km
PROGRAMA: PAVIMENTAÇÃO 8,3 km LAGOA SECA
20,7 km
POSTO 2
12,4 km
VILA RURAL
POSTO1
DESENHO SEM ESCALA
DISTRITO ESPERANÇA EXEMPLO 2
MUNICÍPIO: XANADU
TRECHO: XANADU – VILA PROMESSA
EXTENSÃO: 15,0 k m
PROGRAMA: READEQUAÇÃO
VILA
PROMESSA
15,0 km
13,8 km
POSTO ÚNICO
1,2 km
PATRIMONIO SÃO MIGUEL
DESENHO SEM ESCALA
XANADU
EXEMPLO 3
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No caso do Exemplo 2, temos 2 subtrechos: Distrito Esperança – Vila Rural e
Vila Rural – Lagoa Seca. Partindo-se da premissa de que Distrito Esperança é
maior que Lagoa Seca e Vila Rural, o gerador maior de tráfego é o Distrito.
Assim sendo, o maior volume de tráfego deve ser do primeiro subtrecho:
Distrito Esperança – Vila Rural. Deverão ser considerados 2 postos de
pesquisa, uma vez que 2 segmentos são identificados, certamente,
apresentando tráfegos diferentes. Os mesmos cuidados na escolha do local,
discutidos anteriormente, devem ser tomados, porém, no caso específico deve-
se evitar a influência da área urbanizada (gerador de tráfego). Assim, o posto
de pesquisa deve ficar fora da área de influência do tráfego urbano do Distrito
e da Vila.
No caso do Exemplo 3, o Patrimônio São Miguel é um gerador de tráfego e o
posto de pesquisa não deve ser alocado no primeiro subtrecho: Xanadu –
Entroncamento de Acesso a Patrimônio São Miguel.
Enfim, o posto de pesquisa de tráfego deve ser posicionado em local que
identifique, o mais fielmente possível, o tráfego do trecho. Certamente que, ao
longo dos trechos de cada um dos exemplos citados existem diversos acessos
a propriedades existentes ao lado da rodovia e, na verdade, cada um deles é
um gerador de tráfego. Observe-se, porém, que se trata apenas de um
pequeno gerador de tráfego e, não necessita ser considerado como um
gerador significativo. Esses acessos a propriedades nem aparecem no croquis
esquemático desenhado, porque não são considerados na definição de
subtrechos de um trecho rodoviário.
1.1.2 Rodovias Estaduais e Federais
No caso de Rodovias Estaduais ou Federais, o processo é semelhante, com a
diferença de que os trechos rodoviários, normalmente são de maiores
extensões e apresentam maiores quantidades de outras rodovias cruzando o
trecho rodoviário em estudo, o que faz com que haja a necessidade de se
considerar mais de um posto de pesquisa. Serão apresentados no Capítulo 06
adiante, exemplos de dimensionamento de postos e formulários de campo
para rodovias de maior porte, como as estaduais e federais.
Observe-se, por outro lado, que no item 1.1.1 anterior, foram definidos apenas
postos de contagens volumétricas e que a rodovia de alguma forma é
existente. Para o caso de rodovia não existente e, para o caso de se identificar
um tráfego futuro que possa se desviar de outra rodovia para a mesma, deve-
se considerar postos de pesquisa de origem/destino. Normalmente, a
consideração de postos de origem/destino é feita para se identificar desvios de
tráfego, o que significa que esses postos deverão ser alocados em outras
rodovias, de tal forma a que se possa identificar qual o trajeto desejado e o
trajeto que o veículo realiza. Para tal, existem diversos métodos de pesquisa
de origem/destino; o método mais utilizado no Brasil é o de entrevista na via. A
localização dos postos de origem/destino, bem como sua quantidade é função
da rede viária existente,não havendo, portanto, uma regra básica a ser
obedecida. Para cada caso deverá ser feita uma análise específica.
Apostila do Curso de Graduação em Engenharia Civil
Introdução à Engenharia de Tráfego – Prof. Pedro Akishino – Universidade Federal do Paraná (UFPR) Cap 03
26
2. UM EXEMPLO DE FORMULÁRIO DE CAMPO DE CONTAGEM
VOLUMÉTRICA E FORMAS DE PREENCHIMENTO
Diversos modelos de formulários de campo para pesquisa de tráfego serão
apresentados no Capítulo 06 adiante. No presente Capítulo será mostrado o
modelo de um formulário bastante simples que se encontra inserido logo
adiante, na página seguinte.
Observe-se, pelo formulário Modelo que existem, no cabeçalho, os dados para
serem preenchidos com o Número do Posto de Pesquisa (numeração de
controle do Município), a data e o dia de semana. A data e dia de semana são
dados importantes, como será visto mais adiante. Além disso, existe espaço
para que seja indicada a Rodovia (sigla). Se a rodovia não tiver sigla, anotar-
se-á apenas: “Municipal”. Existe também um espaço para indicação do trecho.
O trecho é o trecho para o qual pretende-se realizar o investimento. Assim, por
exemplo, o trecho do Exemplo 2 é Distrito Esperança – Vila Rural, para o Posto
01.
O formulário apresenta 3 grandes colunas. A primeira coluna é reservada para
anotação de horários. O número de veículos contado no campo é registrado na
segunda e terceira colunas. Observe-se também que existem 8 linhas
designadas de: “DE” e “ATÉ”.
Nos 4 quadradinhos da coluna: “Horário”, logo após as palavras “DE” e “ATÉ”
são preenchidos os horários do intervalo de pesquisa. Como existem 8 linhas,
em cada linha é registrado o número de veículos contados em uma hora cheia.
Em se tratando de uma pesquisa de 12 horas, por exemplo, a pesquisa poderá
ser realizada entre 06:00 horas e 18:00 horas. Isto significa que se utilizarão
dois formulários para cada dia de pesquisa. No primeiro formulário, o horário
será de 06:00 até 14:00 e, no segundo o restante.
Assim, na primeira linha os quadradinhos deverão ser preenchidos com os
números:
DE 0600
ATÉ 0700
Isto significa que, nessa linha são anotados todos os veículos que transitaram
entre 6 e 7 horas.
Na segunda linha são anotados os veículos das 7 às 8 horas e os números a
serem preenchidos nos quadradinhos serão: DE 0700 ATÉ 0800 ... e
assim por diante.
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Introdução à Engenharia de Tráfego – Prof. Pedro Akishino – Universidade Federal do Paraná (UFPR) Cap 03
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As 2 outras grandes colunas são subdivididas em 3 subcolunas cada uma. Na
primeira subcoluna registram-se os automóveis que transitarem na rodovia; na
segunda, os ônibus e, na terceira, os caminhões.
Na primeira dessas duas colunas são registrados os veículos transitando no
sentido um: sentido do nome do trecho. Por exemplo, se o trecho chama-se
Xanadu – Vila Promessa, o sentido considerado é de Xanadu para Vila
Promessa e todos os veículos transitando nesse sentido são registrados nessa
coluna.
Na segunda dessas duas colunas são registrados os veículos transitando no
sentido contrário.
Portanto, todos os veículos que passarem na rodovia, num sentido ou noutro,
durante o horário assinalado nas quadrículas da coluna horário, serão
assinalados na linha correspondente.
Pode-se, dessa forma, saber qual é a distribuição do tráfego por horário do dia.
Adiante é incluído um formulário já preenchido como um exemplo hipotético,
para maiores esclarecimentos.
Observe-se, no formulário que o Número do Posto foi assinalado como sendo
AC03. Esta enumeração é uma enumeração de controle do próprio engenheiro
de tráfego que vai realizar o estudo. A data e o dia de semana, como já
afirmado, são importantes pois serão utilizados mais adiante. A rodovia, por
não ter ainda uma sigla definida foi chamada simplesmente de Municipal e o
trecho é o do Exemplo 3.
Observe-se que o número da folha é 1 de 6. Significa que existem 6 folhas
para essa pesquisa. Certamente, tratou-se de uma pesquisa de 3 dias
consecutivos; em cada dia foram utilizados 2 formulários pois as pesquisas
continuaram depois das 14 horas até uma outra hora qualquer (provavelmente
foi até 18 horas).
Como se pode observar ainda pelo formulário preenchido, foram contados os
veículos que transitaram no sentido Xanadu – Vila Promessa e os veículos que
transitaram no sentido Vila Promessa – Xanadu.
Observe-se também que, entre 6 e 7 horas, foram registrados 2 automóveis,
nenhum ônibus e 1 caminhão transitando no sentido Xanadu – Vila Promessa.
Entre 7 e 8 horas foram registrados: 3 automóveis, 1 ônibus e 2 caminhões.
Entre 8 e 9 horas foram registrados: 11 automóveis, 3 ônibus e 4 caminhões. .
. e assim por diante.
Portanto, é necessário observar que existem quadradinhos pontilhados no
formulário modelo. Esses quadradinhos pontilhados servem como guia para o
pesquisador que vai preencher o formulário no campo.
Na primeira linha (6-7 horas), na primeira coluna (automóveis) somente 2
tracinhos tracejados foram utilizados, pois somente 2 automóveis passaram no
posto de pesquisa nesse horário, no sentido Xanadu – Vila Promessa.
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Introdução à Engenharia de Tráfego – Prof. Pedro Akishino – Universidade Federal do Paraná (UFPR) Cap 03
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Introdução à Engenharia de Tráfego – Prof. Pedro Akishino – Universidade Federal do Paraná (UFPR) Cap 03
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Os números arábicos preenchidos no retângulo em branco são números que
devem ser preenchidos pelo pesquisador no campo.
Assim que completar o horário, o mesmo deve preencher com número arábico,
a quantidade de veículos registrada.
Observe-se que cada quadradinho tracejado permite marcar até 5 veículos.
Assim sendo, cada quadradinho completo será cinco. Lembrando-se disso, fica
fácil para o pesquisador fazer a conta para anotar o número arábico
correspondente, pois 2 quadradinhos preenchidos perfazem 10 veículos. Veja
a última linha, onde 15 automóveis foram registrados.
Quando existem vários veículos registrados num intervalo horário, contar de 10
em 10 facilita o trabalho.
Quando, num intervalo horário não se registrar nenhum veículo, no retângulo
deve-se colocar um tracinho, como no exemplo. O tracinho indica que não se
trata de esquecimento do pesquisador e que realmente nenhum veículo foi
registrado.
O formulário de campo preenchido fornece informação quanto ao número de
veículos que passaram num local do trecho (posto de pesquisa) hora por hora,
para cada tipo de veículo.
É notório que bicicletas, carroças, motos, charretes, etc. não foram registrados.
Não são considerados que seja tráfego que venha a influir na qualidade técnica
do pavimento a ser projetado, razão porque o seu registro é desnecessário, a
não ser que o estudo de tráfego a ser realizado tenha também outras
finalidades, como por exemplo, a análise de acidentes de tráfego e elaboração
do projeto de segurança viária.
Vale também lembrar que táxis, kombis, vans, caminhonetas, pick-ups são
considerados automóveis nesse tipo de formulário (em outros tipos e objetivos,
essa classificaçãopoderá ser diferente) e que micro-ônibus são considerados
ônibus.
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Introdução à Engenharia de Tráfego – Prof. Pedro Akishino – Universidade Federal do Paraná (UFPR) Cap 03
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3. PESQUISAS DE ORIGEM-DESTINO E UM FORMULÁRIO EXEMPLO
As normas existentes exigem que as pesquisas de Origem-Destino sejam
realizadas por um período de 7 dias consecutivos, contudo, devido aos problemas
financeiros, alguns órgãos rodoviários têm aceito pesquisas com duração bem
menor. O período mínimo necessário para a pesquisa será discutido adiante no
Capítulo 05.
Toda vez que ocorrer um evento (chuva, queda de ponte, etc) que interrompa a
pesquisa, a mesma deve ser repetida no mesmo horário e dia da semana
subseqüente.
As pesquisas de Origem-Destino em rodovias têm sido realizadas quase que
totalmente pelo método de entrevista na via, onde o usuário é parado e
entrevistado para fornecer os dados solicitados. O pesquisador preenche um
formulário pré-definido. Um modelo de formulário de pesquisa de O/D é anexado
na seqüência (formulário utilizado pelo antigo DNER (atual DNIT) para entrevista
na via, no caso de automóveis). Outros exemplos de formulários poderão ser
vistos no capítulo 6, mais especificamente, nos exemplos 6.1.2 e 6.1.6.
Em rodovias cujo volume de tráfego seja inferior ou igual a 3000 veículos/dia todos
os veículos devem ser entrevistados (o número 3000 foi fixado de acordo com a
experiência de campo). Em rodovias com volume superior é necessário fazer
amostragem com contagem volumétrica paralela e simultânea, a fim de se realizar
a expansão da amostragem. A amostragem é feita entrevistando-se, no máximo,
300 veículos por hora (referido à hora cheia), isto é, nos horários em que o volume
de tráfego supera 300 veículos, entrevista-se essa quantidade, e, nos horários em
que o volume é inferior, entrevistam-se todos os veículos.
O DER do Paraná indica para cada posto as seguintes quantidades de
entrevistadores e de policiais por turno de trabalho:
TRÁFEGO DIÁRIO (2 SENTIDOS) ENTREVISTADORES POLICIAIS
até 300 4 2
300 a 1 000 6 2
1 000 a 2 000 10 3
2 000 a 3 000 16 3
acima de 3 000 16 4
A experiência tem demonstrado que é recomendável que um entrevistador
trabalhe sempre com o mesmo tipo de veículo.
O esquema de sinalização de um posto de pesquisa será mostrado no Capítulo 5.
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Formulário de Pesquisa de O/D utilizado pelo antigo DNER, para automóveis.
Apostila do Curso de Graduação em Engenharia Civil
Introdução à Engenharia de Tráfego – Prof. Pedro Akishino – Universidade Federal do Paraná (UFPR) Cap 03
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4. CORREÇÃO DOS DADOS DE UMA PESQUISA DE TRÁFEGO
4.1 Coeficiente de Variação Mensal e Fator de Variação Mensal (CVM –
FVM)
Coeficiente de Variação Mensal fornece o coeficiente do tráfego de um
determinado mês do ano, em relação ao tráfego médio do ano.
Fator de Variação Mensal é o inverso do Coeficiente de Variação Mensal
4.2 Coeficiente de Variação Semanal e Fator de Variação Semanal (CVS –
FVS)
Coeficiente de Variação Semanal fornece o coeficiente do tráfego de
um determinado dia da semana, em relação ao tráfego médio da semana
e o Fator de Variação Semanal é o seu inverso.
4.3 Coeficiente de Variação Horária e Fator de Variação Horária (CVH –
FVH)
Coeficiente de Variação Horária fornece o coeficiente de uma determinada
faixa horária de um dia, em relação ao tráfego total do dia e o Fator de
Variação Horária é o seu inverso.
4.4 Exemplo de cálculo do CVM e FVM
Considere-se uma determinada Rodovia do Estado do Paraná, onde se
realizaram pesquisas de tráfego durante os doze meses do ano de 1987.
Os valores encontrados em cada mês para AUTOMÓVEIS são
apresentados nas colunas 1 e 2 do Quadro 1 adiante inserido.
As pesquisas foram realizadas no mesmo local em cada mês, durante os 7
dias da semana. Os valores lançados na coluna 2 do Quadro 1 indicam o
número de veículos(automóveis) registrados num dia (VDM ou TMD).
Quadro 1
MESES TMD CVM FVM
Janeiro
Fevereiro
Março
Abril
Maio
Junho
Julho
Agosto
Setembro
Outubro
Novembro
Dezembro
6 999
5 799
4 793
2 814
2 311
2 094
3 603
2 953
3 149
3 342
3 306
4 452
1,261
0,740
0,608
0,551
0,948
0,777
0,828
0,879
0,870
1,171
0,793
1,351
1,645
1,815
1,055
1,287
1,207
1,137
1,150
0,854
SOMA
MÉDIA
46 615
3 801
12,000
Os valores de CVM e FVM são, respectivamente, o quociente TMD /MÉDIA e
MÉDIA/TMD
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4.5 exemplo de cálculo do CVS e FVS
Considere-se uma contagem de tráfego onde se obtiveram os valores
indicados no Quadro 2 abaixo.
Os valores indicados são os totais encontrados em cada dia de 24 horas para
cada tipo de veículo.
Quadro 2
DIA SEMANA TMD CVS FVS
Domingo 744
Segunda 1 344
Terça 972 0,91 1,10
Quarta 1 157 1,08 0,92
Quinta 1 108 1,03 0,97
Sexta 1 046 0,98 1,02
Sábado 1 136 1,06 0,94
SOMA 7 507
MÉDIA 1 072
O TMD dividido pela MÉDIA fornece o valor do CVS e a MÉDIA dividida pelo
TMD fornece o valor do FVS.
4.6 Exemplo de cálculo de CVH e FVH e outros parâmetros
Considere-se a pesquisa de tráfego realizada numa rodovia hipotética,
cujos resultados de um dia se encontram assinalados no quadro "RESUMO
DE CONTAGEM DE TRÁFEGO" adiante inserido.
1. Obter o Coeficiente de Variação Horária (CVH) e o Fator de Variação
Horária (FVH) no horário compreendido entre:
a) 9:00 - 10:00 horas para Automóveis
b) 6:00 - 12:00 horas para Ônibus
2. Determinar o Pico Horário (K), indicando a hora de pico de caminhões
3. Calcular distribuição direcional de caminhões na hora pico
4. Determinar a composição percentual dos veículos de carga
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35
RESOLUÇÃO
1.a) AUTOMÓVEIS
CVH(9-10) =
FVH(9-10) =
1.b) ONIBUS
CVH(6-12) =
FVH(6-12) =
2. HORA DE PICO CAMINHÕES =
VOLUME DE PICO CAMINHÕES =
VOLUME TOTAL DO DIA =
K =
3. FATOR DE DISTRIBUIÇÃO DIRECIONAL
FDD =
4. COMPOSIÇÃO DOS CAMINHÕES
Leves = 328 + 244 = 20,35%
Médios = 242 + 205 = 15,91%
Pesados = 527 + 409 = 33,31%
Carretas = 543 + 312 = 30,43%
SOMAS = 1640 + 1170 = 100%
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2
Apostila do Curso de Graduação em Engenharia Civil
Introdução à Engenharia de Tráfego – Prof. Pedro Akishino – Universidade Federal do Paraná (UFPR) Cap 03
37
4.7 Considerações sobre os Fatores de Variação e Fatores de Correção
A unidade de medida usual adotada para o tráfego é veículos por dia,
havendo variações de uso como veículos por hora, veículos por semana,
veículos por ano, etc., conforme o objetivo do estudo a ser realizado.
O pavimento de uma via, seja rodoviário ou urbano, necessita conhecer, para
seu dimensionamento, o número de veículos que transitam durante um ano, ao
longo dos diversos anos do período de sua vida útil (período de projeto). Ao se
realizar estudos de viabilização de empreendimentos é necessário saber qual o
benefício anual advindo do tráfego, para se saber se o benefício no período de
projeto compensa o investimento que se quer realizar.
Para se conhecer o número de veículos que transitam em um ano é necessário
realizar pesquisa ininterrupta durante os 365 dias do ano.
Como, normalmente, as pesquisas de tráfego são realizadas por ocasião da
elaboração de algum estudo, ou de projeto, as pesquisas de tráfego,
restringem-se a um período inferior a um ano.
Devido à existência das variações mensais, semanais e horárias, o tráfego
pesquisado deverá ser transformado em TMDA (Tráfego Médio Diário Anual), a
fim de multiplicar seu valor por 365 e obter-se o total de veículos de um ano.
Isto significa que, ao se realizar uma pesquisa de tráfego, é necessário corrigir
o valor encontrado por um Fator de Correção (FC).
Assim, para se determinar o tráfego de uma rodovia, é necessário fazer uma
contagem na mesma e corrigir o seu valor por um Fator de Correção. É lógico
que esse fator deverá ser da própria rodovia pesquisada. Todavia, é normal
que a pesquisa que se está realizando seja a primeira na rodovia considerada,
o que significa que não existe o Fator de Correção.
Diante desse impasse, criou-se o conceito de Rodovia Correlata. Desde que
exista uma rodovia que apresente características de tráfego similar, essa
rodovia é chamada de Rodovia Correlata. Ora, se forem conhecidos os Fatores
de Variação dessa rodovia correlata, admite-se que esses fatores podem ser
utilizados para se corrigir o tráfego pesquisado. Justamente, pelo fato de se
tratar de uma outra rodovia, o tráfego corrigido com os fatores da correlata,
não reproduzirá o tráfego total do ano, porém, chegar-se-á a um valor próximo
do real, aceitável no caso de estudos de tráfego. Esse tráfego assim
determinado, normalmente em veículos por dia, passa a ser o tráfego médio
representativo de um ano, ou seja, passa a ser o TMDA da rodovia em estudo.
Esse TMDA pode então ser multiplicado por 365 que se obterá o tráfego de um
ano.
Vale ressaltar que a própria rodovia pode ser sua própria Rodovia Correlata,
quando houver pesquisas anteriores na mesma.
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Introdução à Engenharia de Tráfego – Prof. Pedro Akishino – Universidade Federal do Paraná (UFPR) Cap 03
38
O Fator de Correção (FC) que deverá multiplicar os dados da pesquisa de
tráfego é formado pelos 3 fatores de variação, conforme a expressão
matemática adiante.
1
FC = ------------------------------
CVH x CVS x CVM
ou
FC = FVH x FVS x FVM
ou uma combinação desses fatores, como, por exemplo:
FVH
FC = --------------------------
CVS x CVM
Os Fatores de Variação e os Coeficientes de Variação foram discutidos nos
itens 4.1 até 4.6 anteriores.
Caso a pesquisa atual seja realizada durante as 24 horas de cada dia, os
valores de CVH ou FVH serão iguais a 1.
Caso se realizem 7 dias consecutivos de pesquisa, 24 horas diárias, somam-se
os dados de todos os dias dividindo-se por 7, a fim de se obter a média
aritmética.
Multiplica-se essa média aritmética pelo Fator de Correção (FC) , fazendo-se
CVH e CVS ou FVH e FVS iguais a 1.
Caso não sejam conhecidos os valores dos Fatores de Variação da via em
estudo, adota-se o de uma via correlata que haja disponível.
O número de veículos encontrado na pesquisa de campo multiplicado pelo
Fator de Correção define o tráfego atual que é chamado, então, de Tráfego
Médio Anual (TMDA), ou Volume Médio Diário Anual (VMDA).
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39
5. EXERCÍCIOS – DETERMINAÇÃO DO TMDA
Exercício 3.5.1
Considere-se uma rodovia onde foi realizada uma pesquisa tráfego de 2 dias
(terça e quarta feira), durante o período de 6 horas às 18 horas na terça e de
zero às 24 horas na quarta feira, no mês de setembro, obtendo-se os valores
indicados no Quadro 1 abaixo.
Quadro 1
DIA CP ON CM TT
CP = Automóveis
ON = Ônibus
CM = Caminhões
TT = Tráfego Total (soma)
Terça
Quarta
1200
1800
20
23
350
400
1570
2223Pede-se determinar o TMDA (Tráfego Médio Diário Anual).
RESOLUÇÃO
Como a pesquisa de tráfego não foi realizada por um período de 365 dias
consecutivos, será necessário corrigir o tráfego pesquisado por um Fator de
Correção (FC). Para tal, é necessário conhecer os Fatores de Variação dessa
rodovia, ou de uma correlata.
Admitindo-se que os fatores da Rodovia Correlata sejam as abaixo
relacionadas no Quadro 2, podemos determinar o TMDA como se segue.
Quadro2
VEÍCULOS FVH
(6-18 horas)
FVS
(terça feira)
FVS
(quarta feira)
CVM
Automóveis
Ônibus
Caminhões
1,232
1,745
1,368
0,980
0,860
0,940
0,970
1,405
1,000
1,010
0,940
0,980
Observe-se que foram obtidos FVH, FVS e CVM, o que quer dizer, dois fatores
e um coeficiente. Logo, devemos utilizar uma composição das fórmulas, ou
seja:
FVH x FVS
FC = --------------------------
CVM
O FVH da quarta feira é igual a 1, devido ao fato de que a pesquisa foi
realizada por um período de 24 horas consecutivas.
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40
Teremos:
Para Terça feira:
FCAutom =
FCOnibus =
FCCamin =
Para Quarta feira:
FCAutom =
FCOnibus =
FCCamin =
Conhecidos os Fatores de Correção, podemos obter o TMDA, multiplicando o
tráfego da pesquisa pelo respectivo fator. O Tráfego Total é a soma dos
diversos tráfegos componentes.
TMDA CP ON CM TT
1) 1200x1,195 = 1434 20 x 1,596 = 32 350 x 1,312 =
459
1925
2) 1800x0,960 = 1728 23x1,495 = 34 400x1,020 = 408 2170
MÉDIA 1581 33 434 2048
Observe-se que, o TMDA indicado na linha 1 do quadro acima, foi obtido a
partir dos dados de terça feira, e, com os dados da quarta feira, o indicado na
linha 2. O TMDA final será a média aritmética dos dois valores.
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41
EXERCÍCIO 3.5.2
Numa determinada Rodovia, foi realizada uma contagem volumétrica
classificatória em 12 postos, em dias e horários diversos. No Posto P01 foram
encontrados, no dia 28/09 (3a. feira), os valores relacionados abaixo:
HORÁRIO
MOVIMENTO 1
De A para C
AUTO ONIB CAMIN
MOVIMENTO 2
De B para C
AUTO ONIB CAMIN
MOVIMENTO 3
De A para B
AUTO ONIB CAMIN
7 - 8 h 46 8 16 93 2 12 667 16 157
16 - 17 h 39 3 10 95 0 8 524 10 224
Calcular o TMDA para os diversos movimentos.
RESOLUÇÃO
De acordo com o enunciado do problema podemos montar o seguinte croquis
esquemático da contagem (fluxograma de tráfego) para melhor visualização:
CP= 667+524 ON= 16+10 CM= 157+224
A B
CP = 46+39 CP = 93+95
ON = 8+3 ON = 2+0
CP = 16+10 CM = 12+8
CP = Carros de Passeio
ON = Ônibus
CM = caminhões
C
Consideremos que foi realizada uma pesquisa em uma rodovia correlata
(rodovia de mesmas características), tendo sido encontrados os seguintes
fatores:
FATORES DE CORREÇÃO DA RODOVIA CORRELATA
FVH
7-8 horas 16 - 17 horas
CVS CVM
AUTOMÓVEIS
ÔNIBUS
CAMINHÕES
13,454
14,648
15,519
14,571
28,169
14,296
0,858
1,005
1,186
0,866
0,934
0,981
Como não são conhecidos os fatores de correção da rodovia em pauta,
utilizaremos os fatores da rodovia correlata, e, como os fatores de correção
estão misturados entre fatores e coeficientes, a fórmula do fator de correção
(FC) será:
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42
FVH
FC = --------------------------
CVS x CVM
Exemplo de cálculo para CP (Carros de Passeio, ou automóveis) para o
movimento 1 (A para C):
7-8 horas:
16-17 horas:
Como foram obtidos 2 TMDAs, tira-se a média aritmética desses 2 valores a
fim de se obter o TMDA final:
MÉDIA = CP =
Para os demais tipos de veículos e para os demais movimentos, os cálculos
são similares. Observe que os 2 valores que definiram a média de 799
automóveis são TMDAs; portanto, não tem sentido esse valor médio, pois eles
deveriam ter dado o mesmo valor. Isto não aconteceu por causa do erro nos
Fatores de Correção. Por isso mesmo as Normas existentes exigem 7 dias
consecutivos de pesquisa.
RESPOSTA
MOVIMENTO 1
De A para C
AUTO ONIB CAMIN
MOVIMENTO 2
De B para C
AUTO ONIB CAMIN
MOVIMENTO 3
De A para B
AUTO ONIB CAMIN
799 107 168 1 774 16 129 11 177 275 2 423
EXERCÍCIO 3.5.3
Na Rodovia PR 182 trecho Loanda - Entr.BR376 , pavimentada, foi realizada
uma contagem volumétrica classificatória durante 3 dias consecutivos no
período de 6 - 18 horas. Obtiveram-se os seguintes resultados nas datas
indicadas:
PERIODO DE PESQUISA AUTOMOVEL ONIBUS CAMINHÃO
08/12 - quarta feira
09/12 - quinta feira
10/12 - sexta feira
380
449
293
26
28
28
356
349
329
Pede-se o TMDA.
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43
RESOLUÇÃO
Devemos calcular o TMDA separadamente para cada tipo de veículo, uma vez
que os fatores de correção são diferentes e porque a composição deles na
corrente de tráfego é diferente.
Fórmula de Correção: FC = FVH x FVS x FVM
Os Fatores de Variação foram obtidos de uma Rodovia Correlata e são os
indicados nos Quadros abaixo.
O TMDA será a média aritmética dos TMDAs de cada dia.
AUTOMÓVEL
DATA TMD FVH FVS FVM PRODUTO TMDADez/quarta
Dez/quinta
Dez/sexta
380
449
293
1.231
1.349
1.645
0.908
1.104
1.035
0.834
0.834
0.834
354
558
416
443
ÔNIBUS
DATA TMD FVH FVS FVM PRODUTO TMDA
Dez/quarta
Dez/quinta
Dez/sexta
26
28
28
1.690
1.818
1.508
1.024
1.147
1.003
0.836
0.836
0.836
38
48
35
40
CAMINHÃO
DATA TMD FVH FVS FVM PRODUTO TMDA
Dez/quarta
Dez/quinta
dez/sexta
356
349
329
1.265
1.339
1.378
0.815
0.935
0.866
0.843
0.843
0.843
309
368
355
344
RESPOSTA
AUTOMÓVEL = 443 ÔNIBUS = 40 CAMINHÃO = 344
EXERCÍCIO 3.5.4
Numa Rodovia AB foi realizada uma contagem volumétrica classificatória
numa interseção (entroncamento) desse trecho com outra rodovia que
demanda à localidade C.
Foram realizadas contagens durante três dias consecutivos, porém da
seguinte forma:
1o. dia: 26/10 - 3a.feira de zero às 24 horas
2o. dia: 27/10 - 4a. feira de 6 às 19 horas
3o. dia: 28/10 - 5a. feira de 6 às 19 horas (13 horas de contagem consecutiva)
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44
Foram encontrados os seguintes valores em cada movimento:
DATA
MOVIMENTO A
De A para B
AUTO ONIB CAMIN
MOVIMENTO B
De A para C
AUTO ONIB CAMIN
MOVIMENTO C
De B para C
AUTO ONIB CAMIN
1o. dia - 3a.f 164 6 28 13 0 3 15 2 3
2o. dia - 4a.f 85 7 18 6 0 1 30 2 2
3o. dia - 5a.f 73 7 29 2 0 6 18 2 8
Calcular o TMDA a partir dos dados acima.
RESOLUÇÃO
Observe que, no segundo e terceiro dias, as contagens foram realizadas
somente por um período de 13 horas. Logo, os seus FVHs não serão iguais a
1 para esses dias e será igual a 1 para o primeiro dia, uma vez que no
primeiro dia a contagem foi realizada durante as 24 horas. De fato,
observando-se os Fatores apresentados no quadro “VALORES DE FVH”
abaixo, verifica-se que, para o primeiro dia, os fatores FVH são iguais a 1 e
diferente de 1 para o segundo e terceiro dias.
Na prática, quando é realizada uma pesquisa dessa forma, calcula-se o FVH
das 6 às 19 horas (13 horas) em função da contagem do primeiro dia que
abrangeu as 24 horas; utiliza-se esse Fator como Fator para o segundo e
terceiro dias. Então, o FVH não é de uma rodovia correlata e sim da própria
rodovia. Mesmo assim, esse fator apresenta erro, pois o dia da semana é
diferente, mas esse erro,normalmente, é pequeno.
A partir dos dados da contagem do primeiro dia, é possível calcular o FVH do
horário das 6 às 19 horas, por tipo de veículo, e que será válido para o
segundo e terceiro dias, bastando, para isso, proceder como no exemplo
apresentado no item 4.6 anterior. Isto feito foram encontrados os seguintes
fatores:
VALORES DE FVH
MOVIMENTO A MOVIMENTO B MOVIMENTO C
1o. dia 2o. dia 3o. dia 1o. dia 2o. dia 3o. dia 1o. dia 2o. dia 3o. dia
Autom
Onibus
Camin
1,000
1,000
1,000
1,171
1,000
1,120
1,171
1,000
1,120
1,000
1,000
1,000
1,000
1,000
1,500
1,000
1,000
1,500
1,000
1,000
1,000
1,071
1,000
1,000
1,071
1,000
1,000
NOTA: Para conferir esses valores, seria necessário ter os dados de campo
Com relação aos fatores de correção semanal e mensal é necessário obtê-los
de uma rodovia correlata. Tais fatores são:
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45
CVS
Todos os veículos - todos os
movimentos
CVM
Todos os veículos-Todos os movimentos
Todos os dias
1o. dia
1,060
2o. dia
1,080
3o. dia
0,960
1,010
Uma vez conhecidos os fatores, a resolução é idêntica às resoluções dos
exercícios anteriores, ou seja, basta multiplicar o tráfego da contagem de cada
dia pelo respectivo Fator de Correção, obtendo-se o TMDA. Serão obtidos 3
valores para os TMDAs. A média é o TMDA da rodovia.
MOVIMENTO A
1o. dia - 3a. feira
CP ON CM
2o. dia - 4a. feira
CP ON CM
3o. dia - 5a. feira
CP ON CM
MÉDIA
Dados da Contagem
Fator de Correção
Valor Corrigido
164 6 28
0,96 0,96 0,96
153 6 26
85 7 18
1,07 0,92 1,03
91 6 18
73 7 29
1,21 1,03 1,15
88 7 33
CP = 111
ON = 6
CM = 26
MOVIMENTO B
1o. dia - 3a. feira
CP ON CM
2o. dia - 4a. feira
CP ON CM
3o. dia - 5a. feira
CP ON CM
MÉDIA
Dados da Contagem
Fator de Correção
Valor Corrigido
13 0 3
0.934 0.934 0.934
12 0 3
6 0 1
0.982 0.917 1.375
6 0 1
2 0 6
1.031 1.031 1.547
2 0 9
CP = 7
ON = 0
CM = 4
MOVIMENTO C
1o. dia - 3a. feira
CP ON CM
2o. dia - 4a. feira
CP ON CM
3o. dia - 5a. feira
CP ON CM
MÉDIA
Dados da Contagem
Fator de Correção
Valor Corrigido
15 2 3
0.934 0.934 0.934
14 2 3
30 2 2
0.982 0.917 0.917
29 2 2
18 2 8
1.106 1.031 1.031
20 2 8
CP = 21
ON = 2
CM = 8
EXERCÍCIO 3.5.5 (proposto)
O fluxograma abaixo indica o resultado de uma contagem de tráfego realizada
no mês de setembro, terça feira entre 7-8 horas e 16-17 horas, numa
interseção em “ +“
Observe que existem dois números para cada veículo e para cada movimento;
por exemplo, veja o movimento RFFSA - BR116: existem os números 10 + 13
O número 10 (primeiro número) é o total de automóveis contados no horário
de 7-8 horas e o número 13 (segundo número) é o total de automóveis
contados no horário 16 - 17 horas.
Pede-se o TMDA dos diversos movimentos para os diversos tipos de veículos
(utilizar os mesmos Fatores de Variação do Exercício 3.5.2).
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Introdução à Engenharia de Tráfego – Prof. Pedro Akishino – Universidade Federal do Paraná (UFPR) Cap 03
46
RESPOSTA
A= 5 + 6
O= 0 + 0
C= 0 + 0
A= 104
O= -
C= -
A= 44 + 60
O= 6 + 3
C= 5 + 15
A= 987
O= 92
C= 125
A= 120+127
O= 4 + 1
C= 14 + 12
A= 2332
O= 46
C= 167
A= 10 + 13
O= 1 + 0
C= 0 + 0
A= 218
O= 8
C= -
A=4+2
O=1+0
C=0+1
A= 56
O= 8
C= 6
A=597+424
O=20 + 10
C=80+224
A=9563
O= 306
C=1910
RFFSA
RFFSA
BR116
BR116
RS020
RS020
TRENSURB
TRENSURB
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47
FATORES DE CORREÇÃO PARA EXERCÍCIOS 3.5.6 , 3.5.7 , 3.5.8
RODOVIA PAVIMENTADA , CLASSIFICAÇÃO: ARTERIAL
SECUNDÁRIA (HORÁRIO DE PESQUISA : 6 - 18 horas)
DATA FVH
AUTOM ONIBUS CAMIN
FVS
AUTOM ONIBUS CAMIN
FVM
MÊS DE
DEZEMBRO
2a. feira
3a. feira
4a. feira
5a. feira
6a. feira
1.699 1,818 2.171
1.680 1.601 1.653
1.231 1.690 1.265
1.3491.818 1.339
1.645 1.508 1.478
0.860 0.924 0.980
0.947 1.062 0.924
0.908 1.024 0.815
1.104 1.147 0.935
1.035 1.003 0.866
AUTOM= 0.834
ONIBUS= 0.836
CAMIN = 0.843
EXERCÍCIO 3.5.6 (proposto)
Na Rodovia PR 317 trecho Assis Chateaubriand - Jesuítas, pavimentada, foi
realizada uma contagem volumétrica classificatória durante 3 dias consecutivos
no período de 6 - 18 horas.
Obtiveram-se os seguintes resultados nas datas indicadas:
DATA AUTOM
.
ONIBU
S
C.LEVE C.MEDIO C.PESADO CARRETA
15/12 - quarta
16/12 - quinta
17/12 - sexta
763
738
797
26
26
25
300
265
307
82
56
81
83
43
104
12
16
6
Pede-se o TMDA .
EXERCÍCIO 3.5.7 (proposto)
No trecho Guaraniaçu - Catanduvas, pavimentada, foi realizada uma
contagem volumétrica classificatória durante 3 dias consecutivos no período
de 6 - 18 horas.
Obtiveram-se os seguintes resultados nas datas indicadas:
DATA CONTAGEM AUTOMÓVEIS ÔNIBUS CAMINHÕES
19/12 - terça feira
20/12 -quarta feira
21/12 - quinta feira
120
128
116
6
7
6
112
121
102
Pede-se o TMDA.
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48
EXERCÍCIO 3.5.8 (proposto)
Na Rodovia PR439, trecho Santo Antônio da Platina - Ribeirão do Pinhal , no
entroncamento para Abatiá, pavimentada, foi realizada uma contagem
volumétrica de 2 dias nas datas e horários indicados nos fluxogramas
adiante.
Pede-se calcular o TMDA da Interseção.
FLUXOGRAMAS DO EXERCÍCIO 3.5.8
RODOVIA: PR439
TRECHO : SANTO ANTONIO DAPLATINA - RIBEIRÃO DO PINHAL
Dezembro - 3a. feira - 6 às 18 horas
Dezembro - 4a. feira - 6 às 18 horas
A= 218
O= 9
C= 160
A= 234
O= 8
C= 154
A= 94
O= -
C= 52
A= 76
O= -
C= 47
A= 249 O= 11 C= 132
A= 255 O= 7 C= 116
SANTO
ANTONIO DA
PLATINA
SANTO
ANTONIO DA
PLATINA
RIBEIRÃO
DO
PINHAL
RIBEIRÃO
DO
PINHAL
ABATIÁ
ABATIÁ
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Introdução à Engenharia de Tráfego – Prof. Pedro Akishino – Universidade Federal do Paraná (UFPR) Cap 03
49
RESPOSTA DO EXERCÍCIO 3.5.6 RESPOSTA EX. 3.5.7
AUTOM ONIB C.LEVE C.MED C.PES CARR AUTOM ONIB CAMIN
920 38 291 72 76 11 141 10 119
RESPOSTA DO EXERCÍCIO 3.5.8
A= 254
O= 12
C= 170
A= 98
O= -
C= 54
A= 284 O= 13 C= 135
SANTO
ANTONIO DA
PLATINA
RIBEIRÃO
DO
PINHAL
ABATIÁ
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Introdução à Engenharia de Tráfego – Prof. Pedro Akishino – Universidade Federal do Paraná (UFPR) Cap 03
50
BIBLIOGRAFIA DO CAPÍTULO 03
PESQUISAS DE ORIGEM DESTINO - Ministério dos Transportes
GEIPOT 1970
CONTAGEM NORMAL DE TRÁFEGO - Ministério dos Transportes
GEIPOT 1970
GUIA DE FISCALIZACAO DAS CONTAGENS VOLUMÉTRICAS - DNER
1976
ESTUDOS DE VIABILIDADE TÉCNICO-ECONOMICA DE RODOVIAS
VICINAIS
DER / PARANÁ 1973
ESTUDO DE VIABILIDADE TÉCNICO ECONÔMICA DO PLANO
DIRETOR DE RODOVIAS ALIMENTADORAS -
DER / PARANÁ 1977
AVALIAÇÃO ECONÔMICA DE RODOVIAS VICINAIS E
ALIMENTADORAS
DER / PR 1983
ALGUNS PARÂMETROS DE TRÁFEGO PARA AS RODOVIAS DO
PARANÁ
Pedro Akishino - Secretaria dos Transportes do Paraná 1983/1990
INFORMAÇÕES PRÁTICAS PARA REALIZAÇÃO DE ESTUDOS DE
TRÁFEGO EM PROJETOS DE ENGENHARIA RODOVIÁRIA
Amir Mattar Valente DER / Santa Catarina 1993
MANUAL DE TRÁFEGO PARA RODOVIAS MUNICIPAIS
Serviço Social Autônomo PARANACIDADE
Secretaria de Desenvolvimento Urbano
Governo do Paraná 2002
ESTUDOS DE VIABILIDADE PARA IMPLANTAÇÃO DE UMA BALANÇA
FIXA PADRÃO DNER NA RODOVIA BR 277
Concessionária ECOVIA – CAMINHOS DO MAR
Curitiba – 2001
CONTAGENS VOLUMÉTRICAS DE TRÁFEGO
PROGRAMA PARANÁ URBANO II
Serviço Social Autônomo PARANACIDADE
Secretaria de Desenvolvimento Urbano – Governo do Paraná 2002
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Introdução à Engenharia de Tráfego – Prof. Pedro Akishino – Universidade Federal do Paraná (UFPR) Cap 04
51
CAPÍTULO 04
FLUXOGRAMAS DE TRÁFEGO
1. INTERSEÇÕES
CONCEITO
A conexão entre vias diversas toma a forma de Interseção.
TIPOS DE INTERSEÇÕES
A) Interseção em níveis diferentes
B) Interseção em mesmo nível
B.1) Interseção Direta
B.2) Rotatória
TIPOS DE INTERSEÇÕES DIRETAS
1. Interseção sem Refúgio
2. Interseção com Refúgio na Via Secundária
3. Interseção com Faixa Exclusiva para Tráfego que Vira à Direita
4. Interseção com Faixa Exclusiva para Tráfego que Vira à Esquerda
5. Interseção com Separação de Áreas de Conflito
VANTAGENS E DESVANTAGENS DAS INTERSEÇÕES EM NÍVEIS DIVERSOS
DESVANTAGENS:
- Bastante Onerosas
- Modificações indesejáveis no perfil da via
- Às vezes antiestéticas em vias urbanas
- Difícil adaptação para muitos ramos
VANTAGENS:
- Capacidade do trânsito direto igualável à capacidade das vias fora da
interseção
- Maior segurança
- Boa velocidade
- Adaptam-se a diversos ângulos de cruzamento
- Evitam paralizações e grandes mudanças de velocidades
- Adaptam-se a construções por etapas
- Essenciais nas rodovias bloqueadas e de acessos limitadas
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52
VANTAGENS E DESVANTAGENS DAS INTERSEÇÕES TIPO ROTATÓRIAS
EM RELAÇÃO A INTERSEÇÕES DIRETAS
DESVANTAGENS:
- Necessitam maiores espaços
- Mais onerosas
- Não apropriadas para alto volume de pedestres
- Exigem ilhas centrais muito grandes
- Baixa velocidade para mais de 1500 vph
- Aumentam as distâncias percorridas
- Não permitem construções por etapas
- Criam a subordinação tráfego individual/total
VANTAGENS:
- Circulação ordenada, contínua e segura
- Maior segurança
- Substituem os cruzamentos por entrecruzamentos, tornando os conflitos
menos agudos e os acidentes que possam ocorrer, menos graves
- Giros à esquerda com facilidade
- Adaptam-se bem a interseções com cinco ou mais ramos
GENERALIDADES
As interseções podem apresentar de 3, 4, 5, ou mais ramos, e podem ser COM e
SEM semáforos.
Normalmente, as interseções rodoviárias não apresentam semáforos, porém,
principalmente em travessias de áreas urbanas podem ser semaforizadas.
As interseções urbanas, normalmente são em mesmo nível, com ou sem
semáforos.
Os fluxogramas de tráfego, comumente são elaborados em veículos por hora e
transformados em equivalentes de carros de passeio (UCP/hora).
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53
2. ELABORAÇÃO DE FLUXOGRAMAS DE TRÁFEGO
Os fluxogramas de tráfego têm o objetivo de mostrar os diversos movimentos
existentes numa interseção. Podem ser elaborados em veículos mistos por dia, por
mês, por ano, ou por hora. Podem também ser elaborados em veículos equivalentes
por dia, por mês, por ano, ou por hora.
A sua finalidade é a de, conhecendo-se os diversos movimentos existentes (ou
previstos), elaborar o projeto da interseção. Neste caso, o fluxograma que interessa
elaborar é o fluxograma de tráfego em veículos equivalentes porhora, normalmente
conhecido como fluxograma em UCP/hora, onde UCP significa: Unidades de Carros
de Passeio. Consiste em converter ônibus e caminhões em carros de passeio.
Atualmente os fatores de conversão utilizados são: 2,0 para ônibus e 2,5 para
caminhões.
Normalmente, quando se realiza pesquisas de tráfego em uma interseção existente,
obtêm-se os diversos movimentos da interseção em veículos/dia. Para se obter o
fluxograma em veículos/hora é necessário conhecer-se o Pico Horário (K). A
determinação do Pico Horário foi vista no item 4.6 do capítulo 03 anterior.
Conhecendo-se o Fluxograma Diário do Tráfego, obtém-se o Fluxograma Horário
multiplicando-se o tráfego diário pelo Pico Horário (K).
O Fluxograma de interesse ao projeto de interseções é o fluxograma em
veículos/hora, convertidos em Unidades de Carros de Passeio e apresentado por
sentido de movimentação. Por outro lado, o fluxograma em veículos/dia,
determinado através de contagens volumétricas define tráfego em duplo sentido. Isto
significa que o fluxograma por sentido de movimento terá valores iguais para ambos
os sentidos.
Isto é particularmente óbvio que deverá ser assim, pois, entende-se, em tráfego, que
aquele que vai, volta. A não ser em casos de interseções especiais (o que acontece
normalmente em áreas urbanas) onde o tráfego num sentido é diferente em outro,
porque o veículo vai por uma via, retorna por outra, a interseções são uniformes, isto
é, o tráfego num sentido é igual ao do sentido inverso.
Quando da elaboração de projetos de engenharia de rodovias, realizam-se
contagens de tráfego em interseções, ao invés de nos segmentos, porque as
interseções fornecem o tráfego dos segmentos. Isto será visto em exercícios
adiante.
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54
EXERCÍCIO 4.2.1
1) TMDA do trecho AB
2) Fluxograma horário, sabendo-se que o Pico Horário , K = 10%
1157 =CP CP= 826
CP= 116
21 =ON ON= 0 ON= 28
609 =CM CM= 61 CM= 304
O
CP=1653 ON=140 CM=1217
331 =CP CP= 496
0 =ON ON= 7
152 =CM CM= 259
RESOLUÇÃO
1) O tráfego, em veículos/dia (TMDA) do trecho AB é:
- Segmento AO: CP = 2.099; ON = 49; CM = 974
- Segmento BO: CP = 943 ; ON = 7; CM = 472
2) Obtenção do Fluxograma Horário
116 =CP CP= 83
CP= 12
2 =ON ON= 0 ON= 3
61 =CM CM= 6 CM= 30
CP=165 ON=14 CM=122
33 =CP CP= 50
0 =ON ON= 1
15 =CM CM= 26
A
C D
B
3) Fluxograma horário em UCP por sentido, sabendo-se que o Pico Horário , K
= 10%. Considerar os Equivalentes: Ônibus=2,0 ; Caminhões = 2,2
A
C D
B
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55
3)
Movimento:
AB = 25 A
AC = 254 436
AD = 155
BC = 67 218 218
BD = 108 127 13 78
127
392 231 363
34
C 784 726 D
78
392 231 363
54
34 13 54
101 101
202
B
EXERCÍCIO 4.2.2 (proposto)
No Exercício 3.5.5 do Capítulo 03 anterior, pede-se o TMDA do Trecho BR 116 – RS 020.
RESPOSTA DO EXERCÍCIO 4.2.2
TMDA do Trecho
BR 116 – Entroncamento RFFSA/TRENSURB
Automóvel – A = 12.113
Ônibus – O = 360
Caminhão – C = 2.077
Entroncamento RFFSA/TRENSURB – RS 020
Automóvel – A = 10.654
Ônibus – O = 398
Caminhão – C = 2.035
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56
EXERCÍCIO 4.2.3 (proposto)
No Exercício 3.5.8 do Capítulo 03 anterior, pede-se o TMDA do Trecho Santo
Antonio da Platina – Ribeirão do Pinhal
RESPOSTA DO EXERCÍCIO 4.2.3
TMDA do Trecho
Sto. A da Platina – Entroncamento para Abatiá
Automóvel = 382
Ônibus = 13
Caminhão = 189
Entroncamento para Abatiá – Ribeirão do Pinhal
Automóvel = 538
Ônibus = 25
Caminhão = 305
EXERCÍCIO 4.2.4 (proposto)
Dado o Fluxograma em TMDA, obter o TMDA do Trecho Campina da Lagoa – Nova
Cantu
RESPOSTA DO EXERCÍCIO 4.2.4
TMDA do Trecho
Campina da Lagora – Entroncamento para Altamira
do Paraná
Automóvel = 409
Ônibus = 35
Caminhão = 304
Entroncamento para Altamira do Paraná – Nova
Cantu
Automóvel = 283
Ônibus = 17
Caminhão = 216
A= 30
O= -
C= 16
A= 156
O= 18
C= 104
A= 253 O= 17 C= 200
CAMPINA
DA
LAGOA
NOVA
CANTU
ALTAMIRA PARANA
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57
EXERCÍCIO 4.2.5 (proposto)
B
K= 10 %
Fatores de Equivalencia:
ON= 2 CP= 38
CM= 3
ON= 12
CM= 29
CP = 59
TT= 79
ON = 0
C
CM = 35
CP= 38
ON= 11 TT = 94
CM= 23
TT= 72
A
FLUXOGRAMA DE TRÁFEGO EM UCP/hora
B
C
A
Dado o fluxograma em TMDA abaixo, determinar o Fluxograma UCP/hora,
preenchendo o fluxograma adiante. Obter também o TMDA do trecho AB
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58
RESPOSTA DO EXERCÍCIO 4.2.5
TMDA do Trecho AB:
Ponto A - Entroncamento para C Entroncamento para C - Ponto B
Automóvel - CP = Automóvel - CP = 97
Ônibus - ON = Ônibus - ON = 12
Caminhão - CM = Caminhão - CM = 64
Total - TT = Total - TT =
FLUXOGRAMA DE TRÁFEGO EM UCP/hora
B
C
97
11
58
166 173
14
28
13
6 8
14
7
13
6
26
30
15 15
7 8
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CAPÍTULO 05
DETERMINAÇÃO DO TRÁFEGO EXISTENTE EM VIAS
URBANAS
1. SIMILARIDADE COM PESQUISAS DE TRÁFEGO EM RODOVIAS
Os Estudos de Tráfego para vias urbanas, normalmente possuem finalidades
diferentes dos para rodovias, porém, as pesquisas do tráfego existente numa via
urbana seguem características muito similares àquelas vistas para rodovias no
capítulo anterior.
Como uma pesquisa de tráfego deve ser conduzida para o fim específico a que se
destina, o programa de pesquisa deverá ser compatível com o objetivo e finalidades.
Normalmente, no entanto, as diversas cidades fazem pesquisas para identificar o
tráfego existente num cruzamento, a fim de verificar a necessidade de semáforo no
local, bem como dimensioná-lo, caso seja necessário.
Entretanto, o melhor objetivo de pesquisas de tráfego em vias urbanas deverá ser o
da elaboração de estudos para planejamento viário e o da elaboração do projeto de
pavimentação.
Para planejamento viário, apenas pesquisas nos horários de pico seriam suficientes;
para dimensionamento de pavimentos as pesquisas deverão identificar o tráfego
diário (24 horas de um dia).
Sejam pesquisas somente em horários de pico, sejam pesquisas abrangendo as 24
horas do dia, as mesmas podem ser executadas da mesma forma que em rodovias,
isto é, preenchendo-se formulários pré-definidos , similares aos utilizados no capítulo
anterior.
Todavia, em rodovias são elevadas as composições de veículos de carga
(caminhões), enquanto que em vias urbanas, as mesmas são de baixa incidência,
tanto na quantidade, como em tamanho. Ao longo do dia, não há bruscas variações
de tráfego nas rodovias, sendo muito comuns nas vias urbanas, como se vê pelos
gráficos de variação horária, mostrados no capítulo 01. O tráfego de rodovias
costuma ser de longa distância, enquanto que a maioria do tráfego urbano é de curta
distância.
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Introdução à Engenharia de Tráfego – Prof. Pedro Akishino – Universidade Federal do Paraná (UFPR) Cap 05
60
2. CARACTERÍSTICAS DE PERÍODOS DE PESQUISAJustamente, porque os principais estudos de tráfego em vias urbanas são realizados
para os horários de pico, as pesquisas de tráfego costumam desenvolver-se para o
período de pico. Normalmente, o período de pico em cidades grandes resume-se ao
pico da manhã e da tarde. Em cidades de porte médio/pequena existe o pico do
almoço, normalmente, o maior pico do dia.
Para se identificar o horário de pico de uma cidade é necessário que haja pesquisas
ao longo do dia em diversos pontos da mesma. Às vezes os horários de pico são
diferentes por tipo e classe de via, outras vezes, por regiões da cidade. Somente
uma pesquisa de um dia nos diversos pontos, identificará qual o caso de uma
determinada cidade.
Quando uma pesquisa em via urbana é realizada apenas nos horários de pico, essa
pesquisa deve abranger um período de 2 horas consecutivas e as anotações devem
ser realizadas a cada 15 minutos, não só para identificar a hora correta do pico, mas
também para que se possa determinar o fluxo de tráfego e o fator de hora pico.
Quando se trata de uma cidade grande, com altos volumes de tráfego, a pesquisa
deve apresentar anotações de 5 em 5 minutos para se determinar o fluxo horário
referido aos 5 minutos máximo.
As variações mensais de tráfego urbano são pequenas no período de aulas
escolares e pequenas no período de férias escolares; porém, podem ser grandes
entre os dois períodos. Assim sendo, a Prefeitura deve manter postos de pesquisas
que identifiquem o tráfego de cada mês do ano, a fim de se obter o Fator de
Variação Mensal (FVM) que deverá ser diferente por tipo de via e classe e por
regiões da cidade.
Da mesma forma, é necessário também determinar, para cada um dos períodos
(aulas e férias) os Fatores de Variação Semanal (FVS).
A existência de tais fatores permite identificar o tráfego médio.
Exercício 5.2.1
Seja uma pesquisa de tráfego realizada no horário compreendido entre 7 – 9 horas,
cujo resultado em um sentido para 2 movimentos de uma interseção é indicado
abaixo, com anotações de 15 em 15 minutos.
Determinar o volume horário e o fluxo horário de tráfego.
j
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Introdução à Engenharia de Tráfego – Prof. Pedro Akishino – Universidade Federal do Paraná (UFPR) Cap 05
61
RESOLUÇÃO
Observe-se que a pesquisa apresenta os resultados dos movimentos 3 e 4 de uma
contagem em uma interseção, para automóveis, ônibus, caminhões, bicicletas e
motos, e, mostra a soma dos veículos automotores de 4 ou mais rodas.
Somando-se os 4 primeiros horários, fechamos uma hora de pesquisa (7-8 horas);
somando-se 4 horários a partir do segundo, fechamos mais uma hora de pesquisa
(7:15 – 8:15 horas); somando-se 4 horários a partir do terceiro, fechamos mais uma
hora (7:30- 8:30 horas); e, assim por diante. O somatório que apresentar o maior
valor, define a hora de pico.
Verifica-se, pelo quadro acima, que, para o movimento 3, a hora de pico para
automóveis é 7:00 – 8:00 horas; para ônibus é o mesmo horário; para caminhões é
8:00 – 9:00 horas. A hora de pico para o movimento 3 é 7:00-8:00 horas, com 527
veículos motorizados.
Já, para o movimento 4 a hora de pico de automóveis é 7:15 – 8:15 horas, para
ônibus é 7:00-8:00 horas; para caminhões, 7:45-8:45 horas, ou 8:00-9:00 horas e,
para motos, 8:00-9:00 horas. A hora de pico para o movimento 4 é 7:15-8:15 horas,
com 94 veículos.
Num caso como esse, o que interessa é determinar a hora de pico da interseção.
Nesse caso é necessário conhecer os valores de todos os movimentos, somá-los,
para se determinar a hora de pico da interseção.
O volume de pico do movimento 3 é, portanto, 527 veículos/hora; o volume de pico
do movimento 4 é 94 veículos/hora.
HORA- MOVIMENTO 3 : COLOMBO - CURITIBA MOVIMENTO 4 : COLOMBO - JD. OZASCO
RIO AUTOM. ÔNIBUS CAMINHÕES SOMA CICLES MOTOS AUTOM. ÔNIBUS CAMINHÕES SOMA MOTOS
07:00 - 07:15 83 7 18 108 6 15 13 3 1 17 0
07:15 - 07:30 93 4 19 116 9 12 18 3 3 24 2
07:30 - 07:45 124 4 16 144 7 14 11 1 3 15 1
07:45 - 08:00 89 2 23 114 4 4 16 2 2 20 3
08:00 - 08:15 71 4 22 97 3 10 27 1 1 29 0
08:15 - 08:30 72 1 17 90 2 12 13 0 3 16 0
08:30 - 08:45 56 5 29 90 4 11 11 1 4 16 4
08:45 - 09:00 45 2 28 75 0 8 8 0 2 10 4
SOMA 633 29 172 834 35 86 117 11 19 147 14
HORA- MOVIMENTO 3 : COLOMBO - CURITIBA MOVIMENTO 4 : COLOMBO - JD. OZASCO
RIO AUTOM. ÔNIBUS CAMINHÕES MOTOS SOMA AUTOM. ÔNIBUS CAMINHÕES MOTOS SOMA
07:00 - 08:00 389 17 76 45 527 58 9 9 6 82
07:15 - 08:15 377 14 80 40 511 72 7 9 6 94
07:30 - 08:30 356 11 78 40 485 67 4 9 4 84
07:45 - 08:45 288 12 91 37 428 67 4 10 7 88
08:00 - 09:00 244 12 96 41 393 59 2 10 8 79
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Introdução à Engenharia de Tráfego – Prof. Pedro Akishino – Universidade Federal do Paraná (UFPR) Cap 05
62
Sendo o horário de pico do movimento 3 entre 7:00 – 8:00 horas, procura-se, no
primeiro quadro de dados, entre esse horário, o maior valor. Encontramos 158
veículos (124 automóveis, 4 ônibus, 16 caminhões e 14 motos). Esse valor
corresponde ao horário 7:30 – 7:45 horas, isto é, valor correspondente a 15 minutos
de tráfego. Com uma hora apresenta 4 intervalos de 15 minutos, se multiplicarmos
esse valor de 158 veículos por 4, teremos um valor correspondente à uma hora de
tráfego, isto é, 632 veículos/hora (4 x158). Ao valor de 632 veículos/hora chama-se
fluxo horário de tráfego, pois é o volume horário que corresponderia à maior
concentração do tráfego. Observe-se que o fluxo horário é maior que o volume
horário.
Sendo o horário de pico do movimento 4 entre 7:15 – 8:15 horas, procura-se, no
primeiro quadro de dados, entre esse horário, o maior valor. Encontramos 29
veículos (27 automóveis, 1 ônibus, 1 caminhões e 0 motos). Esse valor corresponde
ao horário 8:00 – 8:15 horas, isto é, valor correspondente a 15 minutos de tráfego.
Com uma hora apresenta 4 intervalos de 15 minutos, se multiplicarmos esse valor
de 29 veículos por 4, teremos um valor correspondente à uma hora de tráfego, isto
é, 116 veículos/hora (4 x29). Ao valor de 116 veículos/hora chama-se fluxo horário
de tráfego, pois é o volume horário que corresponderia à maior concentração do
tráfego. Observe-se que o fluxo horário é maior que o volume horário.
Exercício 5.2.2
Seja uma pesquisa de tráfego realizada no horário compreendido entre 7 – 9 horas,
em uma interseção, cujo resultado é indicado abaixo, com anotações de 15 em 15
minutos. O movimento 2 é dado no duplo sentido (somatório dos dois sentidos:
Curitiba-Guilherme Weigert + Guilherme Weigert-Curitiba), bem como o movimento
4. Trata-se de uma interseção de 3 ramos.
Observe-se que os movimentos de conversão para a via secundária apresentam as
setas nas duas pontas do movimento, indicando movimento duplo.
Determinar o volume horário e o fluxo horário de tráfego da Interseção.
Movim 1
Movim 3
Movim 2 Movim 4
RODOVIA DA UVA
Apostila do Curso de Graduação em Engenharia Civil
Introdução à Engenharia de Tráfego – Prof. Pedro Akishino – Universidade Federal do Paraná (UFPR) Cap 05
63
RESOLUÇÃO
Trata-se de uma Interseção de 3 Ramos. A Hora de Pico da Interseção é o intervalo
horário de maior soma dos 4 movimentos assinalados. Para isso deveremos somar
as 4 linhas para fechar uma hora e procurar a linha de maior soma. Somando-se as
linhas de 4 em 4 teremos:
HORA- MOVIMENTO 1: CURITIBA - COLOMBO MOVIMENTO 2 : CURITIBA - GUILHERME WEIGERT
RIO AUTOM. ÔNIBUS CAMINHÕES SOMA CICLES MOTOS AUTOM. ÔNIBUS CAMINHÕES SOMA MOTOS
07:00 - 07:15 42 2 19 63 0 1 10 3 1 14 2
07:15 - 07:30 55 5 18 78 14 2 15 2 1 18 0
07:30 - 07:45 62 3 20 85 0 6 21 1 1 23 3
07:45 - 08:00 85 1 20 106 0 11 21 1 2 24 1
08:00 - 08:15 67 4 25 96 0 8 14 4 4 22 3
08:15 - 08:30 64 3 27 94 1 5 10 0 2 12 0
08:30 - 08:45 756 25 106 0 3 16 4 4 24 5
08:45 - 09:00 72 2 26 100 2 7 6 1 1 8 0
SOMA 522 26 180 728 17 43 113 16 16 145 14
HORA- MOVIMENTO 3 : COLOMBO - CURITIBA MOVIMENTO 4: COLOMBO - GUILHERME WEIGERT
RIO AUTOM. ÔNIBUS CAMINHÕES SOMA CICLES MOTOS AUTOM. ÔNIBUS CAMINHÕES SOMA MOTOS
07:00 - 07:15 86 4 15 105 7 10 5 0 0 5 1
07:15 - 07:30 88 4 30 122 10 0 6 0 1 7 0
07:30 - 07:45 101 4 19 124 9 17 4 0 0 4 0
07:45 - 08:00 85 4 22 111 1 11 6 0 1 7 1
08:00 - 08:15 66 3 15 84 1 9 6 0 0 6 1
08:15 - 08:30 73 0 20 93 2 6 6 0 1 7 1
08:30 - 08:45 60 4 20 84 1 11 3 0 1 4 2
08:45 - 09:00 68 3 35 106 0 4 4 0 0 4 1
SOMA 627 26 176 829 31 68 40 0 4 44 7
HORA- MOVIMENTO 1: CURITIBA - COLOMBO MOVIMENTO 2 : CURITIBA - GUILHERME WEIGERT
RIO AUTOM. ÔNIBUS CAMINHÕES MOTOS SOMA AUTOM. ÔNIBUS CAMINHÕES MOTOS SOMA
07:00 - 08:00 244 11 77 20 352 67 7 5 6 85
07:15 - 08:15 269 13 83 27 392 71 8 8 7 94
07:30 - 08:30 278 11 92 30 411 66 6 9 7 88
07:45 - 08:45 291 14 97 27 429 61 9 12 9 91
08:00 - 09:00 278 15 103 23 419 46 9 11 8 74
HORA- MOVIMENTO 3 : COLOMBO - CURITIBA MOVIMENTO 4: COLOMBO - GUILHERME WEIGERT
RIO AUTOM. ÔNIBUS CAMINHÕES MOTOS SOMA AUTOM. ÔNIBUS CAMINHÕES MOTOS SOMA
07:00 - 08:00 360 16 86 38 500 21 0 2 2 25
07:15 - 08:15 340 15 86 37 478 22 0 2 2 26
07:30 - 08:30 325 11 76 43 455 22 0 2 3 27
07:45 - 08:45 284 11 77 37 409 21 0 3 5 29
08:00 - 09:00 267 10 90 30 397 19 0 2 5 26
Apostila do Curso de Graduação em Engenharia Civil
Introdução à Engenharia de Tráfego – Prof. Pedro Akishino – Universidade Federal do Paraná (UFPR) Cap 05
64
Para saber qual o horário de pico de cada movimento, basta procurar no quadro
correspondente, a linha de maior soma. Todavia, o problema pede a hora de pico da
interseção, o que quer dizer que é necessário somar todas as linhas de todos o
movimentos para saber qual a hora de pico da interseção. Fazendo isso,
encontraremos:
Isso significa que a hora de pico da interseção é 7:15- 8:15, cujo valor corresponde a
990 veículos. Logo, a hora de pico e o volume de pico estão determinados.
Para saber qual o fluxo horário de tráfego, é necessário procurar para esse horário
de 7:15-8:15 a linha que dá a maior soma dos 4 movimentos, nos quadros que
mostram o tráfego de cada 15 minutos. Naqueles quadros, somando-se linha por
linha, os 4 movimentos encontramos:
Entre 7:15-8:15, o maior valor encontrado é 272 que corresponde à linha 7:45-8:00.
Esse é o valor correspondente ao intervalo de 15 minutos máximo. Multiplicando-se
esse valor por 4, teremos 1088 veículos/horas que corresponde ao fluxo horário de
tráfego.
Exercício 5.2.3
Seja uma pesquisa de tráfego realizada no horário compreendido entre 7 – 9 horas,
em uma interseção, cujo resultado é indicado abaixo, com anotações de 15 em 15
minutos. O movimento 2 é dado no duplo sentido (somatório dos dois sentidos:
Curitiba - Almirante Tamandaré + Almirante Tamandaré - Curitiba), bem como o
movimento 4. Trata-se de uma interseção de 3 ramos.
HORA- SOMA TODOS
RIO MOVIMENTOS
07:00 - 08:00 962
07:15 - 08:15 990
07:30 - 08:30 981
07:45 - 08:45 958
08:00 - 09:00 916
HORA- SOMA TODOS
RIO MOVIMENTOS
07:00 - 07:15 201
07:15 - 07:30 227
07:30 - 07:45 262
07:45 - 08:00 272
08:00 - 08:15 229
08:15 - 08:30 218
08:30 - 08:45 239
08:45 - 09:00 230
Apostila do Curso de Graduação em Engenharia Civil
Introdução à Engenharia de Tráfego – Prof. Pedro Akishino – Universidade Federal do Paraná (UFPR) Cap 05
65
Observe-se que os movimentos de conversão para a via secundária apresentam as
setas nas duas pontas do movimento, indicando movimento duplo.
Determinar o volume horário e o fluxo horário de tráfego da Interseção.
RESPOSTA
Hora de Pico da Interseção: 07:15-08:15 Intervalo de 15 minutos Máximo: 07:45-08:00
Volume de Pico da Interseção: 1.141 veículos Fluxo Horário de Tráfego: 1.252 veículos
Movim 1
Movim 3
Movim 2 Movim 4
RODOVIA DA UVA
HORA- MOVIMENTO 1:CURITIBA-COLOMBO MOVIMENTO 2:CURITIBA-ALM.TAMANDARÉ
RIO AUTOM. ÔNIBUS CAMINHÕES SOMA CICLES MOTOS AUTOM. ÔNIBUS CAMINHÕES SOMA MOTOS
07:00 - 07:15 56 3 13 72 3 6 23 0 19 42 3
07:15 - 07:30 64 4 11 79 4 5 29 0 25 54 6
07:30 - 07:45 63 4 6 73 6 6 28 0 18 46 3
07:45 - 08:00 79 1 13 93 5 8 35 0 21 56 6
08:00 - 08:15 58 8 13 79 3 4 32 1 27 60 3
08:15 - 08:30 53 4 9 66 1 1 21 0 24 45 0
08:30 - 08:45 99 5 11 115 1 3 27 1 25 53 3
08:45 - 09:00 51 1 17 69 1 4 24 0 32 56 2
SOMA 523 30 93 646 24 37 219 2 191 412 26
HORA- MOVIMENTO 3:COLOMBO - CURITIBA MOVIM 4:COLOMBO - ALM.TAMANDARÉ
RIO AUTOM. ÔNIBUS CAMINHÕES SOMA CICLES MOTOS AUTOM. ÔNIBUS CAMINHÕES SOMA MOTOS
07:00 - 07:15 68 4 10 82 7 8 19 1 5 25 4
07:15 - 07:30 73 4 14 91 12 11 21 0 4 25 5
07:30 - 07:45 97 4 17 118 2 11 23 1 5 29 3
07:45 - 08:00 80 4 10 94 4 14 28 1 7 36 6
08:00 - 08:15 58 3 16 77 3 6 23 1 7 31 3
08:15 - 08:30 55 2 11 68 1 9 15 3 11 29 2
08:30 - 08:45 56 2 18 76 3 5 23 0 8 31 1
08:45 - 09:00 46 4 17 67 3 9 10 1 4 15 2
SOMA 533 27 113 673 35 73 162 8 51 221 26
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Introdução à Engenharia de Tráfego – Prof. Pedro Akishino – Universidade Federal do Paraná (UFPR) Cap 05
66
Exercício 5.2.4
Seja uma pesquisa de tráfego realizada no horário compreendido entre 7 – 9 horas,
em uma interseção, cujo resultado é indicado abaixo, com anotações de 15 em 15
minutos. O movimento 5 é dado no duplo sentido (somatório dos dois sentidos:
PR415-Pineville + Pineville-PR415), bem como o movimento 6, 7 e 8. Trata-se de
uma interseção de 4 ramos.
Observe-se que os movimentos de conversão para a via secundária apresentam as
setas nas duas pontas do movimento, indicando movimento duplo.
Determinar o volume horário e o fluxo horário de tráfego da Interseção.
M3 M5
M6
JACOB MACANHANN
M1
BR 116 M2 MR 415
M8 M4 M7
HORA- MOVIMENTO 1: PR/415 - BR/116 (GRACIOSA) MOVIMENTO 4: PINEVILE - R.JANDAIA DO SUL
RIO AUTOM. ÔNIBUS CAMINHÕES MOTOS SOMA CICLES AUTOM. ÔNIBUS CAMINHÕES MOTOS SOMA
07:00 - 07:15 21 3 2 3 29 1 3 1 1 0 5
07:15 - 07:30 64 3 4 6 77 0 6 0 0 0 6
07:30 - 07:45 75 6 6 4 91 0 4 0 0 0 4
07:45 - 08:00 63 3 5 3 74 0 5 0 0 0 5
08:00 - 08:15 66 3 4 5 78 0 3 0 0 0 3
08:15 - 08:30 47 0 8 8 63 0 3 0 0 0 3
08:30 - 08:45 40 3 4 4 51 4 5 0 0 0 5
08:45 - 09:00 30 2 10 4 46 6 1 0 0 0 1
SOMA 406 23 43 37 509 11 30 1 1 0 32
HORA- MOVIMENTO 2: BR/116(GRACIOSA) - PR/415 MOVIMENTO 3: R.JANDAIA DO SUL - PINEVILE
RIO AUTOM. ÔNIBUS CAMINHÕES MOTOS SOMA CICLES AUTOM. ÔNIBUS CAMINHÕES MOTOS SOMA
07:00 - 07:15 66 2 6 7 81 16 1 0 0 0 1
07:15 - 07:30 92 6 2 12 112 15 1 0 0 0 1
07:30 - 07:45 90 5 4 9 108 20 0 0 1 0 1
07:45 - 08:00 90 5 7 5 107 26 0 0 0 0 0
08:00 - 08:15 59 1 6 6 72 13 0 0 1 0 1
08:15 - 08:30 60 2 8 8 78 10 0 0 0 0 0
08:30 - 08:45 59 2 9 9 79 3 1 0 0 0 1
08:45 - 09:00 48 2 7 7 64 4 1 0 0 0 1
SOMA 564 25 49 63 701 107 4 0 2 0 6
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Introdução à Engenharia de Tráfego – Prof. Pedro Akishino – Universidade Federal do Paraná (UFPR) Cap 05
67
RESPOSTA
Hora de Pico da Interseção: 07:15-08:15 Intervalo de 15 minutos Máximo: 07:15-07:30
Volume de Pico da Interseção: 956 veículos Fluxo Horário de Tráfego: 1.040 veículos
HORA- MOVIMENTO 5: PR/415 - PINEVILE MOVIMENTO 6:BR/116(GRACIOSA)- PINEVILE
RIO AUTOM. ÔNIBUS CAMINHÕES MOTOS SOMA CICLES AUTOM. ÔNIBUS CAMINHÕES MOTOS SOMA
07:00 - 07:15 13 1 1 0 15 3 0 0 0 3
07:15 - 07:30 15 0 0 2 17 9 0 0 0 9
07:30 - 07:45 12 0 0 1 13 6 0 0 2 8
07:45 - 08:00 17 0 2 3 22 8 0 1 0 9
08:00 - 08:15 17 0 1 1 19 5 0 1 0 6
08:15 - 08:30 11 0 1 1 13 7 0 0 0 7
08:30 - 08:45 9 0 0 0 9 3 0 0 0 3
08:45 - 09:00 9 0 1 0 10 3 0 1 0 4
SOMA 103 1 6 8 118 0 440 3 2 49
HORA- MOVIMENTO 7: PR/415 - R.JANDAIA DO SUL MOVIM 8: BR/116(GRACIOSA) - R.J. DO SUL
RIO AUTOM. ÔNIBUS CAMINHÕES MOTOS SOMA CICLES AUTOM. ÔNIBUS CAMINHÕES MOTOS SOMA
07:00 - 07:15 8 0 0 0 8 6 0 0 0 6
07:15 - 07:30 20 0 0 0 20 18 0 0 0 18
07:30 - 07:45 13 0 1 0 14 12 0 2 0 14
07:45 - 08:00 11 0 1 0 12 9 0 1 0 10
08:00 - 08:15 12 0 2 0 14 10 0 1 0 11
08:15 - 08:30 8 0 5 0 13 7 0 2 0 9
08:30 - 08:45 10 0 0 0 10 11 0 1 0 12
08:45 - 09:00 9 0 2 0 11 8 0 1 0 9
SOMA 91 0 11 0 102 0 81 0 8 0 89
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Introdução à Engenharia de Tráfego – Prof. Pedro Akishino – Universidade Federal do Paraná (UFPR) Cap 05
68
Exercício 5.2.5
Seja uma pesquisa de tráfego realizada no horário compreendido entre 7 – 9 horas,
em uma interseção, cujo resultado é indicado abaixo, com anotações de 15 em 15
minutos. O movimento 5 é dado no duplo sentido (somatório dos dois sentidos:
PR415-Rua Agnela Oleniki + Rua Agnela Oleniki -PR415), bem como o movimento
6, 7 e 8. Trata-se de uma interseção de 4 ramos.
Observe-se que os movimentos de conversão para a via secundária apresentam as
setas nas duas pontas do movimento, indicando movimento duplo.
Determinar o volume horário e o fluxo horário de tráfego da Interseção.
M3 M5
M6
JACOB MACANHANN
M1
BR 116 M2 MR 415
M8 M4 M7
HORA- MOVIMENTO 1: PR/415 - BR/116(GRACIOSA) MOVIM 4:R.AGNELA OLENIKI - R.STA. ALVES PETRA
RIO AUTOM. ÔNIBUS CAMINHÕES MOTOS SOMA CICLES AUTOM. ÔNIBUS CAMINHÕES MOTOS SOMA
07:00 - 07:15 28 2 2 1 33 17 2 0 0 0 2
07:15 - 07:30 33 3 3 5 44 15 1 0 1 0 2
07:30 - 07:45 33 4 2 7 46 9 3 0 0 0 3
07:45 - 08:00 52 2 7 5 66 4 3 0 0 0 3
08:00 - 08:15 44 1 6 4 55 2 1 0 0 0 1
08:15 - 08:30 39 3 3 4 49 1 1 0 0 0 1
08:30 - 08:45 27 1 7 5 40 2 0 0 0 0 0
08:45 - 09:00 18 2 3 3 26 0 0 0 0 0 0
SOMA 274 18 33 34 359 50 11 0 1 0 12
HORA- MOVIMENTO 2: BR/116(GRACIOSA) - PR/415 MOVIM 3:R.STA.ALVES PETRA - R.AGNELA OLENIKI
RIO AUTOM. ÔNIBUS CAMINHÕES MOTOS SOMA CICLES AUTOM. ÔNIBUS CAMINHÕES MOTOS SOMA
07:00 - 07:15 58 5 4 5 72 17 0 0 0 0 0
07:15 - 07:30 67 4 1 7 79 26 0 0 0 0 0
07:30 - 07:45 60 2 4 4 70 18 0 0 0 0 0
07:45 - 08:00 55 1 9 6 71 20 0 0 0 0 0
08:00 - 08:15 51 3 7 10 71 4 1 0 0 0 1
08:15 - 08:30 46 1 14 6 67 6 0 0 0 0 0
08:30 - 08:45 54 4 6 6 70 4 0 0 0 0 0
08:45 - 09:00 45 1 6 5 57 3 0 0 0 0 0
SOMA 436 21 51 49 557 98 1 0 0 0 1
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Introdução à Engenharia de Tráfego – Prof. Pedro Akishino – Universidade Federal do Paraná (UFPR) Cap 05
69
RESPOSTA
Hora de Pico da Interseção: 07:15-08:15 Intervalo de 15 minutos Máximo: 07:45-08:00
Volume de Pico da Interseção: 634 veículos Fluxo Horário de Tráfego: 712 veículos
HORA- MOVIMENTO 5: PR/415 - R.AGNELA OLENIKI MOVIM 6: BR/116(GRACIOSA) - R. AGNELA OLENIKI
RIO AUTOM. ÔNIBUS CAMINHÕES MOTOS SOMA CICLES AUTOM. ÔNIBUS CAMINHÕES MOTOS SOMA
07:00 - 07:15 15 0 1 1 17 1 0 1 1 3
07:15 - 07:30 13 0 0 1 14 2 0 1 1 4
07:30 - 07:45 9 0 1 0 10 6 0 1 0 7
07:45 - 08:00 14 0 0 3 17 8 0 0 0 8
08:00 - 08:15 9 0 0 1 10 8 0 0 0 8
08:15 - 08:30 4 0 1 0 5 5 0 0 0 5
08:30 - 08:45 4 0 0 1 5 2 0 1 0 3
08:45 - 09:00 16 0 1 1 18 5 0 0 0 5
SOMA 84 0 4 8 96 0 37 0 4 2 43
HORA- MOVIM 8: BR/116(GRACIOSA) - R.STA.ALVES PETRA MOVIMENTO 7: PR/415 - R.STA.ALVES PETRA
RIO AUTOM. ÔNIBUS CAMINHÕES MOTOS SOMA CICLES AUTOM. ÔNIBUS CAMINHÕES MOTOS SOMA
07:00 - 07:15 3 0 0 1 4 5 0 0 1 6
07:15 - 07:30 4 0 0 0 4 9 0 1 1 11
07:30 - 07:45 0 0 0 0 0 5 1 1 0 7
07:45 - 08:00 2 0 0 0 2 9 0 0 2 11
08:00 - 08:15 1 0 0 0 1 8 0 0 0 8
08:15 - 08:30 4 0 1 0 5 3 0 1 0 4
08:30 - 08:45 4 0 0 0 4 5 0 0 0 5
08:45 - 09:00 4 0 0 0 4 10 0 0 1 11
SOMA 22 0 1 1 24 0 54 1 3 5 63
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Introdução à Engenharia de Tráfego – Prof. Pedro Akishino – Universidade Federal do Paraná (UFPR) Cap 05
70
Exercício 5.2.6
Seja uma pesquisa de tráfego realizada nos Portões de Acesso a CEASA/PR, posto
de Curitiba, no horário compreendido entre 3 – 7 horas, cujo resultado é indicado
abaixo, com anotações de 15 em 15 minutos. Foram anotados separadamente,
caminhões carregados e vazios.
Pede-se verificar qual o horário de pico do tráfego, bem como o volume de pico e o
fluxo horário de tráfego.
RESPOSTA
Hora de Pico de Automóveis: 04:15-05:15 15 min.Máximo Automóveis: 04:45-05:00
Volume de Pico de Automóveis: 315 veículos Fluxo Horário de Automóveis: 101 veículos
Hora de Pico de Caminhões: 04:30-05:30 15 min.Máximo Caminhões: 04:30-05:00
Volume de Pico de Caminhões: 447 veículos Fluxo Horário de Caminhões: 119 veículos
Hora de Pico do Tráfego: 04:15-05:15 15 min.Máximo do Tráfego: 04:45-05:00
Volume de Pico do Tráfego: 747 veículos Fluxo Horário de Tráfego: 220 veículos
DATA: 06/08/2003 SEMANA: Quarta Feira POSTO: ÚNICO
HO-
RÁ- AU- ÔNI- SOMA TOTAL
RIO TO- BUS LE- MÉ- ARTICULADO(EIXOS) SO- LE- MÉ- ARTICULADO(EIXOS) SO- CAMI- SENTI-
M. VE DIO 3C 4C 3 4 5 +5 MA VE DIO 3C 4C 3 4 5 +5 MA NHÕES DO
03:00 - 03:15 7 1 28 29 11 3 1 15 44 51
03:15 - 03:30 5 3 35 8 46 9 5 4 18 64 69
03:30 - 03:45 25 2 16 6 24 10 15 5 30 54 79
03:45 - 04:00 22 4 19 4 1 28 13 11 7 31 59 81
04:00 - 04:15 51 4 13 4 21 22 22 3 47 68 119
04:15 - 04:30 61 3 6 10 19 31 29 5 65 84 145
04:30 - 04:45 89 6 10 7 1 24 44 39 12 95 119 208
04:45 - 05:00 101 2 5 9 16 48 47 6 2 103 119 220
05:00 - 05:15 64 1 5 6 52 46 5 1 104 110 174
05:15 - 05:30 46 1 2 4 7 50 37 5 92 99 145
05:30 - 05:45 25 1 3 9 13 40 34 1 1 76 89 114
05:45 - 06:00 17 2 1 3 31 20 51 54 71
06:00 - 06:15 24 1 1 51 22 73 74 98
06:15 - 06:30 21 3 3 47 17 1 65 68 89
06:30 - 06:45 34 1 1 35 14 2 51 52 86
06:45 - 07:00 48 1 2 3 53 14 1 68 71 119
SOMA 640 28 142 72 2 244 547 375 58 4 984 1228 1868
PESADO PESADO
RESUMO DE CONTAGENS DE 15 EM 15 MINUTOS
VOLUME DE VEÍCULOS ENTRANDO NO PORTÃO DE ENTRADA DA CEASA-CURITIBA
SENTIDO : ENTRANDO NO PÁTEO DA CEASA-CURITIBA
CAMINHÕES CARREGADOS CAMINHÕES VAZIOS
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Introdução à Engenharia de Tráfego – Prof. Pedro Akishino – Universidade Federal do Paraná (UFPR) Cap 05
71
3. ASPECTOS DE LOCALIZAÇÃO DOS POSTOS DE PESQUISA
Quando uma pesquisa tem apenas o objetivo de se dimensionar os tempos de um
semáforo, o posto pesquisa deverá estar localizado na interseção onde se pretende
implantar o semáforo.
Quando o objetivo é planejamento de transportes, os postos de pesquisas são
alocados nos “cordon lines” e nos “screen lines”. Os primeiros são cordões
concêntricos que começa no limite da cidade e se dirigem ao centro; permitem
identificar áreas de concentração do tráfego, pois, normalmente, a área central
acomoda o maior tráfego, diminuindo à medida que as áreas vão se afastando do
centro. Os “screen lines” são linhas abertas traçadas sobre a planta da cidade e que
procuram identificar a diferença de tráfego em duas áreas contíguas de uma região
da cidade.
Utilizam-se apenas dois “cordon lines” e diversos “screen lines” a fim de se baratear
os custos de uma pesquisa, mas, é fácil perceber que os “cordon lines” são
melhores para definir concentrações de tráfego.
As vias que cruzam as linhas imaginárias (“cordon lines” e “screen lines”), no ponto
de cruzamento, é alocado um posto de pesquisa. Como essa regra demandaria em
um número enorme de postos de pesquisa, o habitual é realizar contagens apenas
em vias principais que cruzam as linhas imaginárias, desprezando as vias de
pequeno significado. Isso depende do grau de sofisticação que se pretende obter
com o estudo.
Nos trabalhos de planejamento de transportes, a identificação do volume de tráfego
em diversas vias é realizada para aferição e ajustes do tráfego determinadopor
métodos específicos existentes para alocação de tráfego no sistema viário (modelos
de planejamento de transportes).
Quando o objetivo da pesquisa é o dimensionamento de pavimentos é necessário
considerar que uma via a ser pavimentada possui diversos cruzamentos. O
segmento entre dois cruzamentos é chamado de quadra. Cada quadra possui um
tráfego diferente. Somente uma pesquisa em cada quadra da via, indicaria qual a
diferença que existe no tráfego de cada uma das quadras. É necessário considerar
que, quando duas quadras consecutivas apresentarem espessuras diferentes, com
pequenas diferenças, na ordem de 1 cm, por exemplo, não é conveniente, por
razões construtivas, construir a via com duas espessuras; é vantagem construir as
duas quadras com a mesma espessura, ficando uma delas superdimensionada,
desde que as quadras sejam curtas (100 a 200 m de extensão). Assim sendo,
quando uma via longa, apresenta muita variação de tráfego, deverão ser definidos
segmentos homogêneos para dimensionamento de pavimentos. Todavia, somente
se saberá se a variação é significativa ou não se for realizada a pesquisa de tráfego
em cada quadra.
É usual, ao se elaborar o projeto de pavimentação de uma via, elaborar também,
projetos de tratamentos das interseções existentes na via. Uma forma de resolver os
Apostila do Curso de Graduação em Engenharia Civil
Introdução à Engenharia de Tráfego – Prof. Pedro Akishino – Universidade Federal do Paraná (UFPR) Cap 05
72
dois problemas simultaneamente é fazer pesquisas nas interseções, para, a partir
delas, determinar o tráfego na quadra.
Seja, por exemplo, uma quadra definida por duas interseções conforme croquis
esquemático abaixo, em que se tenha realizada a pesquisa de tráfego, cujo
resultado é apresentado no croquis.
Observe-se que passam direto na interseção I01 80 automóveis em direção à
interseção I02; entrando na I01 em direção à I02 existem mais 50 automóveis, o que
significa que vão da I01 para I02, 130 automóveis.
Analisando-se a interseção I02, verifica-se que , passando direto em direção a I03
adiante, existem 100 automóveis; 15 automóveis viram à direita na I02 e 25 viram à
esquerda, vindo lá de trás, isto é, da I01, o que dá um total de 140 automóveis
(100+15+25) que chegam na interseção I02. Ora, se saíram da I01 130 automóveis
em direção a I02 e chegaram na I02 140 automóveis, significa que 10 automóveis
surgiram das casas existentes na quadra.
Uma contagem, se realizada no meio da quadra, certamente registraria um valor
próximo de 135 automóveis no sentido I01 para I02 e 130 no sentido I02 para I01.
Se por alguma razão é necessário realizar pesquisas nas interseções (por exemplo,
para fazer o projeto da interseção), com as contagens das interseções, pode-se
eliminar a contagem no meio da quadra, pois é possível determinar o tráfego da
quadra, a partir das contagens nas interseções.
Observe-se que, nesse exemplo, podemos determinar os tráfegos existentes na
quadra anterior à I01 e na quadra posterior à I02.
Resultado da Pesquisa: 80
50
volume de automóveis registrado 25
75 125 135 35
70 80 130 140 90
10 40 100
50 30
utilizando-se os dados da I01
90 50 utilizando-se os dados da I02 15 20
70
I01 I02
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73
CAPÍTULO 06
ASPECTOS GERAIS DE PESQUISAS DE TRÁFEGO
1. SOMENTE CONTAGENS VOLUMÉTRICAS x CONTAGENS
COM O/D
Um programa de pesquisa de tráfego, onde serão realizadas contagens volumétricas
e pesquisas de Origem-Destino, normalmente possui objetivos mais abrangentes,
isto é, os itens a serem estudados e analisados são em maior número que um
programa onde somente contagens volumétricas sejam consideradas.
Esses programas, normalmente, envolvem vias (rodovias, ou vias urbanas) de
grandes volumes de tráfego. Igualmente, torna-se necessário a consideração de
diversos postos de pesquisas, o que significa envolvimento de um grande
contingente de pessoal técnico.
Uma pesquisa de Origem-Destino (O/D), além de assinalar diversos dados inerentes
à movimentação do veículo como a Origem e o Destino do mesmo e, de assinalar as
diversas características do veículo, assinala também a quantidade de veículos que
foram entrevistados, o que significa que a O/D, além do mais, registra o volume de
veículos, dispensando, portanto, a contagem volumétrica.
Contudo, normalmente, uma O/D é realizada em um local com grande volume de
tráfego, exigindo que estratificação seja realizada. Nesse caso, não se saberá qual o
volume de tráfego naquele ponto e, a própria expansão da amostragem, não poderá
ser realizada. Por esta razão, é necessário fazer, no mesmo local da pesquisa de
O/D, também uma contagem volumétrica paralela.
A Pesquisa de O/D dispensará, no entanto, a contagem volumétrica, caso todos os
veículos sejam entrevistados.
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Introdução à Engenharia de Tráfego – Prof. Pedro Akishino – Universidade Federal do Paraná (UFPR) Cap 06
74
2. FUNÇÕES DOS DIVERSOS MEMBROS DA PESQUISA
Um programa de pesquisa envolve os seguintes técnicos:
Coordenador do Projeto;
Engenheiro Especialista em Tráfego (realização dos Estudos);
Engenheiro de Campo;
Chefes de Equipes;
Motoristas;
Pesquisadores;
Ordenadores de Trânsito (no caso de O/D com Entrevista na Via);
Policiais (no caso de O/D com Entrevista na Via)
O Coordenador do Projeto deve participar da elaboração do programa de pesquisa,
pois é o mesmo que deve ponderar entre o custo da pesquisa e o nível técnico dos
resultados que se pretende alcançar. Normalmente, o programa de pesquisa
desejado pelo Engenheiro Especialista em Tráfego, supera ao limite de custos
previstos no Contrato. Isto não deveria ocorrer, pois ao se elaborar a proposta de
preços para execução do estudo ou projeto, todos os custos necessários ao estudo
deveriam estar previstos. Porém, não é isso que comumente ocorre na prática. A
proposta de preços, em geral, é elaborada por um grupo especializado em montar
propostas, que têm uma idéia geral do custo total de um determinado estudo ou
projeto. Esse custo, via de regra, é definido por quilômetro de via a ser projetada. No
caso de levantamentos topográficos, por exemplo, existe um custo/km bastante bem
definido pelas diversas empresas que fazem este tipo de trabalho. Da mesma forma,
os estudos geotécnicos, levantamentos aerofotogramétricos, planos cotados, etc.,
apresentam custos bem definidos por extensão, ou por área. De outro lado, o
programa de pesquisa de tráfego é específico e diferente para cada tipo de estudo
ou projeto a ser elaborado e independe da extensão do trecho a ser projetado, ou da
área a ser estudada. Se a empresa não possuir um engenheiro especialista em
estudos de tráfego para participar da montagem da proposta, o custo dos estudos de
tráfego é estimado pela equipe de proposta. Via de regra, acabam errando em suas
previsões, mesmo porque devem fechar um preço total que deve ser suficiente para
ganhar a concorrência.
Para se elaborar um projeto de engenharia de um determinado trecho rodoviário, ou
de uma via urbana deveriam ser analisadas propostas técnicas de diversas
empresas, selecionando aquela que apresentasse a melhor proposta técnica.
Somente à empresa ganhadora da proposta técnica é que deveria ser solicitada a
proposta de preços. Nesse caso, dificilmente seriam cometidos erros de
dimensionamento do trabalho a ser elaborado.
Em nosso país, no entanto, é comum o Governo estipular as regras a serem
obedecidas, como o que fazer e por quanto fazer. Se isto fosse feito com detalhes,
talvez as previsões pudessem ser realizadas de forma bastante concreta. No
entanto, para se elaborar um projeto de um trecho rodoviário, por exemplo, o mesmo
definesomente o teto máximo para o custo total do projeto. Uma consultora que
analisa com consciência os itens a serem estudados e desenvolvidos para realizar o
Apostila do Curso de Graduação em Engenharia Civil
Introdução à Engenharia de Tráfego – Prof. Pedro Akishino – Universidade Federal do Paraná (UFPR) Cap 06
75
projeto, verifica que o teto fixado pelo Governo, via de regra, é insuficiente para se
elaborar um projeto dentro dos altos padrões que o mesmo exige. Como não se
pode ultrapassar, em sua proposta, o teto máximo fixado pelo contratante, a
consultora faz uma estimativa de custos para cada item do projeto, apenas para
formalização de sua proposta, pois sabe, de antemão que, por aquele preço, não
conseguirá elaborar um projeto dentro do padrão que gostaria.
Pelas razões expostas, o Coordenador do Projeto deve participar da elaboração do
programa de pesquisa, juntamente com o engenheiro especialista em estudos de
tráfego.
O Engenheiro de Campo seleciona e contrata os pesquisadores; organiza e
estrutura o posto de pesquisa; conta com ajuda parcial do chefe de equipe; realiza
pagamentos e acertos com o pessoal envolvido; faz o treinamento dos
pesquisadores; decide sobre paralisações eventuais necessárias, nos casos não
decididos pelo chefe de equipe.
O Chefe de Equipe participa da contratação dos pesquisadores e do treinamento
dos mesmos; cuida do bom andamento das pesquisas; tira as dúvidas que surgem
aos pesquisadores durante a pesquisa; verifica o correto preenchimento dos
formulários; organiza escala de trabalho interno; troca posições dos pesquisadores
em função do rendimento; decide sobre paralisação ou suspensão parcial da
pesquisa; toma decisões eventuais necessárias, consultando ou não o engenheiro
de campo; ordena e organiza os formulários após a correção.
Os Ordenadores de Trânsito (quando existe O/D com entrevista na via) fazem a
seleção dos veículos para entrevista, uma vez que os policiais têm função apenas
de dar apoio ao evento.
Os Policiais devem ser orientados para que apenas registrem sua presença no posto
de pesquisa. Essa orientação deve ser proveniente do Comando da Polícia
(normalmente militar). O apoio do Policial somente é realizado mediante solicitação
oficializada ao comando da Polícia Militar , ou Polícia Civil. Nessa ocasião, deve-se
solicitar, com os devidos esclarecimentos, que a função do policial seja apenas a de
dar apoio à pesquisa. É comum o policial aproveitar para exigir apresentação de
documentos ao motorista do veículo entrevistado, realizar vistorias do veículo e
aplicar multas, após a entrevista. Ás vezes algum policial pode ser subornado para
que o motorista se livre da multa. Esse motorista irá até ao meio de comunicação
existente e fará relatórios condenando a pesquisa. Essa divulgação é totalmente
prejudicial às futuras pesquisas, prejudicando-as.
Entretanto, é lógico que no caso de alguma irregularidade grave, o Policial deve
executar o seu trabalho de policiamento, porém, de maneira oficial. Vale lembrar
que, numa pesquisa de Origem-Destino, os motoristas não param se não houver um
policial ou um agente de trânsito oficial. Todavia, não existe a necessidade de o
Policial fazer parar o veículo; a sua presença é suficiente para que o motorista
entenda que existem razões para parar.
Os Pesquisadores realizam as anotações de campo, preenchendo formulários de
acordo com as orientações recebidas.
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Introdução à Engenharia de Tráfego – Prof. Pedro Akishino – Universidade Federal do Paraná (UFPR) Cap 06
76
3. CONSIDERAÇÕES SOBRE PERÍODOS DE PESQUISA DE
TRÁFEGO
O período de pesquisa depende muito da existência do conhecimento das variações
horárias, semanais e mensais do tráfego no trecho rodoviário em estudo. Esse
conhecimento pode referir-se ao próprio trecho, ou a trecho correlato (trecho com
características semelhantes de comportamento do tráfego).
3.1 Rodovias
No caso de Rodovias, o DNER (atual DNIT) definiu como período de contagem
volumétrica mínimo de 7 dias consecutivos de 24 horas diárias.
As razões para tal podem ser bem compreendidas analisando-se o Exercício 3.5.1
visto no Capítulo 3, item 5. Observe-se que a pesquisa foi realizada durante 2 dias
somente, no horário entre 6-18 horas em cada dia. Na resolução daquele exercício,
utilizaram-se os fatores de correção, encontrando-se 2 TMDAs, um a partir dos
resultados de pesquisa do primeiro dia, e, outro a partir dos resultados da pesquisa
do segundo dia. Esses dois valores foram diferentes, razão porque foi tirada a média
aritmética entre os dois valores para se considerar o TMDA final.
Por que os dois valores deram diferentes? Não são os dois TMDA? Ora, se são
TMDA, esses dois valores deveriam ser iguais. Se não são, é porque os fatores de
correção estão errados. Não podemos admitir que os dados de campo vieram
errados, porque entende-se que a pesquisa foi realizada por uma equipe séria e
competente. É lógico que, ao se adotar fatores de uma rodovia correlata, esses
fatores nunca reproduzirão com fidelidade, os resultados para a rodovia que
estamos analisando.
Resta saber quais dos 3 fatores utilizados está incorreto. É claro que todos os 3
estão incorretos. Apenas não se sabe qual o grau de incorreção de cada um deles,
uma vez que esses fatores foram obtidos de um número limitado de pesquisas.
Relembrando o que foi visto no Capítulo 3, a fórmula de correção utilizada naquele
exercício é:
FVH x FVS
FC = --------------------------
CVM
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Introdução à Engenharia de Tráfego – Prof. Pedro Akishino – Universidade Federal do Paraná (UFPR) Cap 06
77
Como foi visto anteriormente, se uma pesquisa for realizada por um período de 24
horas diárias, o FVH será igual a 1 e, se uma pesquisa for realizada durante 7 dias
consecutivos, a média dos 7 dias não precisa ser corrigida pelo fator de variação
semanal, ou seja o FVS=1.
Quando o DNER (atual DNIT) estipula que uma pesquisa deve ser realizada por um
período de 7 dias consecutivos de 24 horas diárias, está determinando que o
resultado de campo deve ser corrigido apenas pelo FVM, isto é, pelo mês em que a
pesquisa é realizada. Nesse caso, contamos com o erro de apenas um dos fatores
e, certamente, esse erro será menor.
Muitas vezes, no entanto, devido a uma restrição de custos, torna-se necessário
elaborar um programa de contagens onde haja uma intercalação de postos menores
com os postos de 7 dias. Cada plano de pesquisa deve ser elaborado por técnicos
com experiência e que sejam capazes de definir um plano de pesquisa que
identifique adequadamente o tráfego no trecho rodoviário em estudo.
Quando um posto de pesquisa tiver um período de 3 dias consecutivos, os dias
devem ser consecutivos e dias úteis. Portanto, o Sábado, o Domingo e os feriados
estão excluídos. Deve-se evitar a Segunda e a Sexta Feiras nas pesquisas, porém,
isso não é rigoroso. Por exemplo, supondo-se que a Segunda Feira seja feriado, a
Terça Feira não é um bom dia para se fazer a pesquisa. Logo, a mesma deve ser
feita na Quarta, Quinta e Sexta. Da mesma forma, a Sexta Feira da semana anterior
ao feriado de Segunda Feira deve ser evitada, pois é a véspera de um “feriadão”.
Desde que nada haja a impedir, a pesquisa de 3 dias, deve ser realizada
preferencialmente na Terça, Quarta e Quinta Feiras.
Se o horário da pesquisa não preencher as 24 horas do dia, ou seja, se for realizada
apenas no período diurno, a pesquisa deve iniciar-se às 6 horas e finalizar às 18
horas.
Em determinadas épocas do ano, às 6 horas e às 18 horas, o dia está escuro e
pode-se não se enxergar direito o formulário a ser preenchido. Nesse caso, os
pesquisadores devem portar uma lanternaou lanterninha. Em outras épocas, no
entanto, esses horários estão bastante claros e o dia é mais longo. É comum
realizar-se pesquisa pelo período de 6-19 horas.
As pesquisas de Origem-Destino em rodovias deverão sempre ser executadas
durante 7 dias consecutivos, para que se conheça o hábito do motorista nos
diversos dias da semana.
Em rodovias especiais (turísticas, industriais, etc.) análises específicas deverão ser
realizadas com antecedência para que se possa definir um período menor que os 7
dias consecutivos.
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Introdução à Engenharia de Tráfego – Prof. Pedro Akishino – Universidade Federal do Paraná (UFPR) Cap 06
78
3.2 Vias Urbanas
Conforme comentado em capítulos anteriores, o objetivo dos estudos de tráfego em
vias urbanas é diferente do daquele de rodovias.
Quando se pretende elaborar o projeto de pavimentação, o seu dimensionamento
exige o conhecimento do número de veículos que deverá fazer uso da via, durante o
ano inteiro pelo período de projeto. Isto significa que é necessário conhecer, não só
o tráfego total de um dia de 24 horas, mas toda a variação semanal e mensal, o que
exige que pesquisas sejam realizadas por, pelo menos, 7 dias consecutivos.
Por um problema de limitações de custos, muitas vezes é comum não se realizar
pesquisas por 7 dias consecutivos, alegando-se que o tráfego urbano não apresenta
acentuada variação como o tráfego rodoviário. Mas, se de um lado, realizando-se
pesquisa em apenas um dia de semana (dia útil) economizar-se-á no custo da
pesquisa, far-se-á um dimensionamento de pavimento mais caro, embora a favor da
segurança. Resta saber se, o que se economiza na pesquisa é mais que o que se
gastará na construção da via com pavimento mais robusto que o necessário. Por
outro lado, uma pesquisa de 1 dia deverá sempre abranger o período das 24 horas
do dia, pois, ao se fazer, por exemplo, uma pesquisa entre 6-18 horas, como se fará
a expansão da amostra se não existirem pesquisas anteriores que forneçam os
fatores de expansão?
Para outras finalidades que não seja dimensionamento de pavimentos, as pesquisas
podem ser realizadas nos horários de pico, desde que se conheça o horário de pico
das diversas regiões do perímetro urbano em análise. Caso os horários de pico não
sejam conhecidos, postos de pesquisas estrategicamente localizados, devem ser
alocados, a fim de se definir os horários de pico das diversas regiões da cidade em
estudo.
Como existem os horários de pico da manhã, do almoço e da tarde, é necessário
que a Coordenação do Projeto defina adequadamente os objetivos do Estudo, para
que o Engenheiro Especialista em Tráfego possa montar a programação adequada.
Normalmente, os estudos de tráfego em vias urbanas são realizados para o volume
de tráfego máximo. É necessário lembrar que diversas vias apresentam o seu
tráfego máximo nos finais de semana e não nos dias úteis.
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4. MATERIAIS NECESSÁRIOS
Uma prancheta de mão é necessária para que o pesquisador tenha um apoio para
anotar e escrever no formulário de campo. Essa prancheta tem um prendedor de
papel para proteção contra o vento e é vendida em qualquer papelaria. Adiante, no
item 6 desse mesmo Capítulo, é mostrada uma foto de uma prancheta com aparelho
mecânico. A prancheta pode ter acoplado um aparelho mecânico de contagem de
tráfego, ou não.
As anotações devem ser feitas a caneta porque o lápis tem o problema de quebra de
ponta e o processo de apontar o lápis é sempre problemático. Pelo menos uma
caneta reserva os pesquisadores devem levar.
Como a pesquisa é realizada com anotações de veículos de hora em hora, ou de 15
em 15 minutos, é interessante que os pesquisadores tenham um relógio cujo alarme
toque nas horas definidas, avisando-os que devem mudar de linha. Outras vezes,
costuma-se adotar o processo de o pessoal ficar gritando para avisar os
companheiros sobre os horários de mudança de linha. Isto significa que, pelo menos
um pesquisador deve portar um relógio, de preferência, com alarme.
Quando a pesquisa é realizada em horário noturno, ou quando 6 horas e/ou 18
horas é escuro, é necessário que os pesquisadores portem uma lanterna, ou uma
lanterninha. No caso de pesquisa em vias urbanas, desde que o pesquisador possa
posicionar-se em um local com iluminação, seja pública, ou particular, a lanterna é
dispensável.
Uma banqueta permitiria que o pesquisador pudesse trabalhar sentado, embora
sempre seja possível ao pesquisador encontrar um local para se sentar, a fim de
fazer as contagens volumétricas. No caso de O/D, com entrevista na via, o
pesquisador sempre deverá trabalhar de pé, não podendo fazer uso da banqueta.
É muito comum o esquecimento de água para beber, principalmente, em pesquisas
em vias urbanas. Outras equipes preocupam-se em utilizar garrafas térmicas com
café, alegando que se trata de elemento fundamental para espantar o tédio da
pesquisa.
No caso de pesquisa em rodovias, uma barraca é fundamental para guardar os
materiais como: formulários de pesquisa, grampeador e envelopes; e, para que os
pesquisadores fiquem protegidos da chuva na eventualidade de sua ocorrência. No
caso de pesquisas em vias urbanas, é necessário observar que pode chover durante
a pesquisa; os pesquisadores devem posicionar-se em locais que sejam protegidos
pela chuva, uma vez que é inviável montar barracas nas pesquisas urbanas.
Quando a equipe fica exposta e começa a chover, é evidente que os pesquisadores
tratarão de se proteger da chuva, abandonando as anotações. Muitas vezes os
locais protegidos não permitem continuar vendo os veículos em trânsito, e, portanto,
os mesmos não farão anotações. Diversos deles costumam estimar uma quantidade
de veículos que acham razoáveis e anotam no formulário por conta própria.
Apostila do Curso de Graduação em Engenharia Civil
Introdução à Engenharia de Tráfego – Prof. Pedro Akishino – Universidade Federal do Paraná (UFPR) Cap 06
80
Em resumo, indica-se a seguinte relação de materiais para contagens volumétricas:
Barracas de Camping
Botijões pequenos de gás
Lampiões
Pranchetas
Formulários
Canetas
Relógio com Alarme
Lanterna ou lanterninha para fixação na cabeça
Banquetas
Garrafão de Água
Grampeadores e envelopes
Para a pesquisa de O/D é necessário, além dos materiais acima relacionados, mais
os seguintes:
Placas de sinalização
Cones de sinalização
Botijões grandes de gás
Lampiões de gás completos com hastes longas
Estojo de pronto socorro
Relógio despertador
Fogareiros e banquetas
Garrafas térmicas para café e chá
coletes
É necessário lembrar que o transporte dos materiais utilizados em uma pesquisa de
Origem-Destino exige um caminhão com carroceria. Já os materiais de uma
contagem volumétricas podem ser transportados em um automóvel grande, no porta
mala, ou em um reboque simples.
Apostila do Curso de Graduação em Engenharia Civil
Introdução à Engenharia de Tráfego – Prof. Pedro Akishino – Universidade Federal do Paraná (UFPR) Cap 06
81
5. DIMENSIONAMENTO DA EQUIPE DE PESQUISA DE TRÁFEGO
O dimensionamento da equipe de pesquisa é função de vários fatores:
a) Volume de tráfego da via;
b) Localização dos postos (área rural ou urbana);
c) Distância entre os diversos postos;
d) Simultaneidade de pesquisa entre postos;
e) Jornada de trabalho dos pesquisadores;
f) Experiência dos pesquisadores;
g) Classificação de veículos;
h) Número de Faixas de Tráfego Existentes na Via
a) O Volume de Tráfego da Via é o principal fator que determina o tamanho de
uma equipe. É evidente que uma via de baixo volume de tráfego requer
poucos pesquisadores; uma via de alto volume pode exigir vários
pesquisadoresanotando um mesmo tipo de veículo, além de pesquisadores
para cada tipo de veículo. Assim sendo, cada pesquisa deve ser
dimensionada de forma específica. De qualquer forma, em nenhuma
hipótese, deve-se trabalhar com menos de 2 pesquisadores por turno de
trabalho. Os motivos estão discutidos no item 8 adiante: “Qualificação dos
Pesquisadores”.
b) Postos localizados em área rural podem ser muito distantes de centros de
apoio logístico, sendo mais interessante grupos que trabalhem muitas horas
durante o dia (poucos pesquisadores com muitas horas diárias de trabalho);
postos em áreas urbanas permitem equipes de poucas horas de trabalho,
fazendo revezamento de horários (diversidade de pesquisadores com
pequenos horários de trabalho).
c) Num mesmo programa de pesquisa, os diversos postos podem estar
distantes um do outro, como podem ser muito próximos. A proximidade dos
postos permite que um único chefe de equipe dê conta do recado. Quando os
postos estão distantes, mais chefes de equipe deverão ser considerados.
Mesmo um único engenheiro de campo pode não ser suficiente quando os
postos estão muito distantes.
d) Mesmo sendo alocados diversos postos, se não houver simultaneidade, a
mesma equipe pode fazer as pesquisas em diversos postos. Havendo a
necessidade de simultaneidade por uma questão de prazo na entrega dos
trabalhos, maior número de equipe terá que ser montado, e, mesmo sendo os
postos próximos um do outro, existe a necessidade de se considerar mais de
um chefe de equipe, pois, por mais experiente que seja, um chefe de equipe
tem um número limitado de equipes a coordenar. O número de equipes a
coordenar é função da distância entre os postos.
e) Os pesquisadores preferem sempre jornadas longas de trabalho, via de regra.
O raciocínio dos mesmos é a remuneração; jornadas curtas têm pequeno
rendimento; jornadas longas apresentam ganhos mais elevados. Mesmo em
jornadas curtas, os pesquisadores perdem o restante do dia. Portanto, para
eles as jornadas longas são melhores, embora isso nem sempre seja
verdadeiro, pois estudantes, muitas vezes irão preferir jornadas curtas para
não faltar em uma parte das aulas de um determinado dia. Nas contagens em
Apostila do Curso de Graduação em Engenharia Civil
Introdução à Engenharia de Tráfego – Prof. Pedro Akishino – Universidade Federal do Paraná (UFPR) Cap 06
82
vias urbanas, podem-se esquematizar jornadas curtas de trabalho, porém, é
necessário lembrar que, para jornadas longas, o custo horário de pesquisa
pode ser menor. Numa jornada de pesquisa de 4 horas de duração, será
necessário pagar ao pesquisador, o ônibus para o mesmo chegar ao ponto de
encontro marcado, ou ir apanhá-lo em casa. Numa jornada de 8 horas de
duração, será necessário dar refeição, ou lanche ao pesquisador. O custo do
ônibus para duas equipes de 4 horas, ou o custo do leva-e-traz, pode ser até
maior que a refeição, ou lanche. A maioria dos pesquisadores irá preferir
trabalhar 8 horas no dia a 4 horas somente, se o salário/hora for o mesmo
para os dois casos. O salário/hora para o caso de jornada de 8 horas, dará a
impressão de ser um salário melhor remunerado. Qual deverá ser o salário de
um pesquisador? Evidentemente que isso está diretamente ligado ao sistema
de oferta/procura. Normalmente, os trabalhos de apenas um dia, ou uma
semana, são realizados por pessoas desempregadas, ou estudantes que não
trabalham. Assim, a lei da oferta/procura acaba se impondo e os
pesquisadores passam a aceitar qualquer salário que lhe oferecido. Contudo,
se considerarmos que uma diarista trabalha apenas um dia, durante 8 horas,
um pesquisador deveria receber, pelo menos, o mesmo que ganha uma
diarista. Quando o salário é muito baixo, o pessoal recrutado necessita ser
fiscalizado, pois, por qualquer motivo o mesmo irá fazer outra coisa
negligenciando o seu trabalho. Isto ocorre porque o mesmo não encara
aquela oportunidade de remuneração com gratidão, como uma oportunidade
para “quebrar um galho” num momento difícil porque está passando. Quando
o pesquisador trabalha satisfeito, o resultado é o melhor possível. É preciso
lembrar que os dados de campo são a base para todo o estudo de tráfego
que irá se desenvolver. Quando os dados apresentam erros, todo o restante
do estudo ficará errado.
f) Pesquisadores experientes dão maior rendimento ao trabalho, o que quer
dizer que a equipe pode ser menor. Quando se paga um bom salário e a
equipe é menor, acaba ficando no mesmo custo que um salário fraco, com
equipe grande. O pesquisador experiente sempre procura posicionar-se em
locais protegidos da chuva e do sol e não corre perigo de ficar em um local
que não enxergará o automóvel, ou moto passando por trás de um ônibus, ou
caminhão. Quando o engenheiro de campo, ou chefe de equipe não tem
experiência suficiente, pode incorrer no erro de contratar pesquisador
experiente e malandro. Esse que já sabe que não há meio de descobrir certas
negligências, não fará seu trabalho de forma responsável prejudicando o
resultado. Por essa razão é até preferível dispensar os experientes, a não ser
que já seja conhecido. De qualquer forma, a pesquisa piloto é sempre bom
que seja feita, justamente para que a equipe adquira experiência.
g) Nas pesquisas urbanas, a classificação de veículos acaba sendo, mais ou
menos:
- automóveis
- ônibus de turismo, ou rodoviário
- ônibus urbano
- caminhões
- motos
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Nas pesquisas rodoviárias, a classificação de caminhões é muito grande, como,
por exemplo:
- caminhões truck de 2 eixos
- caminhões truck de 3 eixos
- caminhões truck de 4 eixos
- caminhões articulados de 3 eixos
- caminhões articulados de 4 eixos
- caminhões articulados de 5 eixos
- caminhões articulados de 6 eixos
- caminhões articulados de 7 eixos
- caminhões articulados de 9 ou mais eixos
Quando a via apresenta baixo volume de tráfego, um mesmo pesquisador pode
anotar mais de um tipo de veículo, o que significa que o mesmo trabalha com
diversas pranchetas. Mais que 3 pranchetas pode ser prejudicial aos resultados,
porém, se o volume é muito baixo, pode-se trabalhar com 3 pranchetas e dois
formulários em cada prancheta. Por outro lado, vias com elevado volume de
tráfego exigem que mais de um pesquisador seja alocado para um mesmo
veículo. Conforme experiência, verifica-se que um mesmo pesquisador dá conta
de anotar o seguinte:
- anotação de um único tipo de veículo num único sentido (automóvel, por
exemplo): consegue anotar todos, para um tráfego horário de 2.000 automóveis;
- anotação de um único tipo de veículo nos dois sentidos (automóvel, por
exemplo): consegue anotar todos, para um tráfego horário de 1.400 automóveis
(nos 2 sentidos);
- anotação dos 5 tipos de veículos da via urbana num único sentido: 1.400
veículos;
- anotação dos 5 tipos de veículos da via urbana nos dois sentidos: 1.200
veículos (nos 2 sentidos);
- Anotação de automóveis, ônibus e motos, num sentido somente em uma
rodovia: 1.500 veículos;
- Anotação de automóveis, ônibus e motos, nos dois sentidos em uma rodovia:
1.300 veículos (nos 2 sentidos);
- Anotação dos 3 tipos de caminhão trucado, num sentido somente em uma
rodovia: 1.000 caminhões;
- Anotação dos 3 tipos de caminhão trucado, nos dois sentidos em uma rodovia:
800 caminhões (nos 2 sentidos);
- Anotação dos 6 tipos de caminhão articulado, num sentido somente em uma
rodovia: 900 caminhões;
- Anotação dos 6 tipos de caminhão articulado, nos dois sentidos em uma
rodovia: 500 caminhões (nos 2 sentidos)
Dificilmente em rodovias encontram-se vias com mais de duas faixas de tráfego
por sentido, e, em vias urbanas dificilmente as vias apresentam mais de 3 faixas
de tráfego por sentido. Um único pesquisador pode anotar os veículos das duas
faixas de tráfegono mesmo sentido de uma rodovia, dependendo do volume de
tráfego a ser contado. Vale observar que, em rodovias de pistas separadas, é
necessário considerar a distância das 2 pistas. Se ambas as pistas estiverem
próximas e o pesquisador estiver posicionado em local que consiga observar os
movimentos das duas pistas ao mesmo tempo, os valores indicados acima são
válidos, porém se as pistas estiverem distantes, ou o pesquisador não puder
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observar as duas pistas do seu ponto de observação, não se poderá alocar um
único pesquisador para contar os veículos das duas pistas. No caso de vias
urbanas, mesmo que as duas pistas estejam próximas, não se recomenda que
um único pesquisador conte os veículos das duas pistas, a não ser em horário de
baixo movimento. Isto se deve à composição do tráfego, onde, em vias urbanas, a
incidência de automóveis é muito grande, enquanto que, em rodovias, os
caminhões têm uma participação de até 60% no tráfego; conseqüentemente, o
número de espaços vazios entre veículos é maior. Os valores indicados acima, no
caso de vias urbanas, são válidos apenas para uma única pista com duas faixas,
seja no mesmo sentido, ou não. Não é possível fazer contagem manual em vias
urbanas com 3 faixas de tráfego, ou mais, devido ao alto volume que essas vias
apresentam. É claro que em horários de baixo movimento, pode-se alocar um
pesquisador contando os veículos das 3 faixas, ou mais. Nas vias de 3 faixas, ou
mais é necessário alocar pelo menos 1 pesquisador a cada 2 faixas de tráfego.
Esses números são válidos para formulários sem utilização de contadores manuais
mecânicos; para o caso de seu uso, as quantidades de veículos que um pesquisador
pode anotar, será relacionado no item 6 adiante.
Portanto, como pode-se ver, o dimensionamento de equipe de uma pesquisa de
tráfego, depende de uma série de fatores e isso afeta diretamente o custo do
projeto. É necessário que o custo da pesquisa seja calculado para cada projeto, em
função do conhecimento do que se deseja.
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6. UTILIZAÇÃO DE APARELHOS MECÂNICOS MANUAIS
Existem casos em que o volume de tráfego existente em uma determinada via é
bastante elevado. Neste caso, um único pesquisador não consegue registrar
todos os veículos no formulário. Quando o volume de tráfego é baixo, um único
pesquisador consegue anotar os diversos veículos que transitam em cada
sentido, porém, quando o volume é muito grande, esta tarefa torna-se impossível,
havendo a necessidade de se utilizar mais de um pesquisador, dividindo o
serviço.
Outra alternativa seria a utilização de aparelhos mecânicos manuais que
registram o número de veículos, a fim de não se contratar mais que um
pesquisador. Trata-se de pequenos aparelhos acoplados na prancheta e que a
cada toque vai acumulando valores; após determinado tempo (uma hora, por
exemplo) pode-se ler o número acumulado no aparelho. Adiante são mostradas
fotos de pranchetas com contadores acoplados (fixados na prancheta com
arrebites). Existem também, aparelhos similares que não necessitam afixar na
prancheta, isto é, são segurados pela mão do pesquisador. Os contadores podem
ser zerados a qualquer instante desejado.
Prancheta com 3 contadores manuais mecânico e prancheta com 4
contadores manuais mecânico.
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Prancheta com 4 contadores manuais mecânicos e formulário de
campo.
Contador manual mecânico não acoplável à prancheta
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A utilização de aparelhos manuais mecânicos permite que um pesquisador anote
uma grande quantidade de veículos, porém, numa única prancheta é possível
instalar um máximo de 4 contadores. Se um pesquisador vai anotar mais de 4
tipos de veículos, os demais deverão ser anotados a mão. Para utilização de até
4 contadores mecânicos, as seguintes quantidades de veículos podem ser
anotados:
- anotação de um único tipo de veículo num único sentido (automóvel, por exemplo):
consegue anotar todos, para um tráfego horário 3.000 automóveis (1 contador
mecânico);
- anotação de um único tipo de veículo nos dois sentidos (automóvel, por exemplo):
consegue anotar todos, para um tráfego horário 1.800 automóveis (2 contadores
mecânicos);
- anotação dos 5 tipos de veículos da via urbana num único sentido: 2.200
veículos/hora (4 contadores mecânicos);
- anotação dos 5 tipos de veículos da via urbana nos dois sentidos: 1.200
veículos/hora (4 contadores);
- Anotação de automóveis, ônibus e motos, num sentido somente em uma rodovia:
2.700 veículos/hora (3 contadores mecânicos);
- Anotação de automóveis, ônibus e motos, nos dois sentidos em uma rodovia: 1.700
veículos/hora (4 contadores mecânicos);
- Anotação dos 3 tipos de caminhão trucado, num sentido somente em uma rodovia:
2.500 veículos/hora (3 contadores mecânicos);
- Anotação dos 3 tipos de caminhão trucado, nos dois sentidos em uma rodovia: 1.600
veículos/hora (4 contadores mecânicos);
- Anotação dos 6 tipos de caminhão articulado, num sentido somente em uma rodovia:
2.000 veículos/hora (4 contadores mecânicos);
- Anotação dos 6 tipos de caminhão articulado, nos dois sentidos em uma rodovia:
1.100 veículos/hora (4 contadores mecânicos);
As mesmas observações feitas para pesquisas sem aparelhos mecânicos valem
para este caso. Em vias urbanas com 3 faixas de tráfego por sentido, os
seguintes valores podem ser considerados:
- um único tipo de veículo: 2.800 veículos/hora (1 contador mecânico);
- 3 tipos de veículos: 2.700 veículos/hora (3 contadores mecânicos);
- 4 tipos de veículos: 2.500 veículos/hora (4 contadores mecânicos);
- 5 ou mais tipos de veículos: impossível
Em vias de mais de 3 faixas de tráfego é necessário alocar um pesquisador a
cada 3 faixas.
Como as vias urbanas, normalmente possuem semáforos, o pesquisador
necessita aproveitar os momentos em que o sinal fecha para anotar os valores
registrados nos aparelhos e zerar o aparelho, o que fará com que os intervalos
considerados para anotações (por exemplo, de 15 em 15 minutos) não sejam
observados à risca. A utilização dos contadores manuais pode reduzir a
quantidade de pesquisadores, podendo-se dimensionar equipes menores. Um
contador custa na ordem de 12 a 15 dólares.
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7. SINALIZAÇÃO PARA PESQUISA DE TRÁFEGO
Os materiais de sinalização não são importantes para pesquisas de tráfego do tipo
contagens volumétricas, porém, para rodovias, o Manual do DNER (atual DNIT)
recomenda uma sinalização de informação. A sinalização recomendada por aquele
órgão é abaixo apresentada.
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A sinalização, às vezes, pode evitar interpretações errôneas da comunidade,
principalmente em rodovias. Houve casos em que o pessoal da pesquisa em
rodovias foram visitados por policiais que foram pedir esclarecimentos quanto à
presença da equipe à beira da rodovia, no terreno de algum proprietário. O
proprietário, preocupado com a presença daquele pessoal em seu terreno
apresentou queixa à delegacia solicitando que fosse esclarecidoo porquê da
presença daquele grupo naquele local. Quando a equipe é experiente, normalmente
procura identificar os proprietários dos terrenos junto ao local do posto e esclarece
antecipadamente as razões de suas presenças naquele local.
Quando são realizadas pesquisas de tráfego nos períodos noturnos em vias
urbanas, convém esclarecer antecipadamente os proprietários sobre suas presenças
no local durante a madrugada.
A sinalização para pesquisas de Origem-Destino com entrevista na via é muito
importante. O DNER (atual DNIT), no seu manual de pesquisa de Origem-Destino,
recomenda um esquema de sinalização mínimo necessário.
Contudo, o esquema do DNER, indica entrevista de veículos de ambos os sentidos
num único local. Recomenda-se, no presente trabalho, separação dos pontos de
entrevistas dos dois sentidos (ver esquema de sinalização adiante, na página
seguinte). O desenho esquemático abaixo mostra com mais clareza essa separação.
ACOSTAMENTO
sentido do tráfego (ponto de entrevista)
ACOSTAMENTO
Observe-se que, separando os pontos de entrevistas, não se formará um amontoado
de veículos no mesmo local. O motorista do veículo vê o Policial do outro sentido,
antes de chegar ao ponto de parada total, não havendo perigo de o mesmo perceber
a presença do policial tarde demais, o que pode provocar acidentes. No caso do
veículo que não vai parar e avança intencionalmente sobre o posto de pesquisa, o
mesmo pode evitar atropelamentos, pois encontra meios para tal, uma vez que não
há concentração de pessoas no mesmo local.
Adiante é inserido um esquema de sinalização. Esse esquema foi adaptado do
esquema recomendado pelo DNER (atual DNIT). Trata-se de um esquema para
rodovia de pista simples. O esquema para uma rodovia de pista dupla é semelhante,
com a vantagem de não haver necessidade de se utilizar o acostamento na íntegra,
mas tão somente uma parte do mesmo.
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SINALIZAÇÃO PARA PESQUISA DE ORIGEM/DESTINO EM RODOVIA PAVIMENTADA
PISTA SIMPLES
km 0
km 100
km 200
km 300
CONVENÇÕES
Balizadores
Ordenador de Tráfego
km 500
Policial
km 600
Sentido do Tráfego
km 700
Acostamento
km 800
km 900
km 1000
M
E
S
M
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L
I-
Z
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Ç
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O
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ID
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P
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S
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O
REDUZA A VELOCIDADE
ESTATÍSTICA
A 500 m
REDUZA A VELOCIDADE
ESTATÍSTICA
A 300 m
PARADA
OBRIGATÓRIA
A 200 m
REDUZA A VELOCIDADE
ESTATÍSTICA
A 1.000 m
ENTREVISTAS
OBEDEÇA AO CONTROLADOR
DE TRÁFEGO
20
km
40
km
60
km
PARE
ENTREVISTAS
OBEDEÇA AO CONTROLADOR
DE TRÁFEGO
PARE
PARADA
OBRIGATÓRIA
A 200 m
20
km
REDUZA A VELOCIDADE
ESTATÍSTICA
A 500 m
REDUZA A VELOCIDADE
ESTATÍSTICA
A 300 m
40
km
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Apostila do Curso de Graduação em Engenharia Civil
Introdução à Engenharia de Tráfego – Prof. Pedro Akishino – Universidade Federal do Paraná (UFPR) Cap 06
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O esquema acima recomendado é apenas um esquema básico para referência. A
sinalização deverá ser considerada para cada caso em particular. Assim, rodovias
com grandes volumes de tráfego, exigem sinalização por uma extensão muito maior
que em rodovias de baixo volume de tráfego. Da mesma forma, vias urbanas com
alto volume de tráfego devem prever fechamento de vias que permitem fuga dos
motoristas por uma extensão bem mais longa que em vias com baixo volume de
tráfego. Postos localizados em pontos com grande distância de visibilidade não
requerem uma sinalização farta; locais de postos cuja distância de visibilidade é
pequena devem ser evitados, mas se não houver outra solução, a sinalização deve
ser bastante carregada e a uma distância longa. Nesse caso, é recomendável, antes
da curva, horizontal ou vertical mais próxima do posto, a colocação de uma placa de
sinalização com os dizeres: “Polícia Rodoviária Adiante”, ou “Polícia Rodoviária a
100 m”. A simples presença dessa placa garante a redução de velocidade dos
veículos. É interessante notar como os motoristas não enxergam as placas que
pedem para que reduzam a velocidade, mas essa de polícia adiante é sempre
notada pelos motoristas. Nas vias urbanas a sinalização não necessita ser colocada
a grandes distâncias, uma vez que a velocidade dos veículos é baixa. É necessário
estimar até aonde avançará a fila de veículos parados, ou de muito baixa velocidade
provocado pelo posto de pesquisa. A sinalização deve ir pelo menos 150 m além do
último veículo da fila. As placas de sinalização em vias urbanas podem ser menores
que as placas de rodovias, devido à baixa velocidade dos veículos, mas deve-se
tomar o cuidado para que sejam colocadas em locais perfeitamente visíveis.
Da mesma forma, os cones que canalizam o trânsito (balizadores) devem ser em
quantidades compatíveis com a fila de veículos parados para entrevista. Quanto
maior o grupo de entrevistadores, maior deve ser a extensão ocupada pelos cones
de direcionamento do trânsito.
Uma interessante solução é localizar o posto de pesquisa de Origem-Destino de
rodovias no Posto de Polícia Rodoviária. Isto faz com que a sinalização seja em
menor quantidade, além de outras vantagens como redução natural de velocidade
por parte dos veículos, existência de banheiros, água, luz, telefone, rádio
comunicador, outras.
Nas vias urbanas é bom lembrar que as lombadas são um excelente redutor de
velocidade. A localização de um posto de pesquisa após a lombada garante a
redução de velocidade, o que é fundamental para a segurança do posto.
Em certa ocasião, na madrugada, em uma rodovia, um veículo vendo todo aquele
esquema de iluminação do posto de pesquisa, certamente entendendo que se
tratava de uma “blitz”, avançou atirando com a metralhadora. Esse é um caso raro,
porém, tiroteios em postos de pesquisa durante a madrugada ocorreram vários, sem
contar com os diversos casos de veículos que, ao invés de reduzir a velocidade,
aceleram passando por sobre os cones de sinalização fazendo um estrago danado.
Veículos que chegam a arrastar os pneus que marcam a rodovia nas proximidades
do posto existem muitos, mesmo durante o dia. Isto bem demonstra que os
motoristas não vêem as placas de sinalização colocadas ao longo da via,
informando sobre a pesquisa.
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Em outra ocasião somente se conseguiu que os veículos reduzissem a velocidade,
durante à noite, colocando-se o veículo policial no canteiro central com o giroscópio
ligado. Bem antes desse ponto, um orientador de tráfego sinalizava solicitando
redução de velocidade, porém, os veículos somente reduziam quando percebiam a
presença do carro da polícia.
No caso de vias urbanas, as pesquisas de Origem-Destino com entrevista na via
ocorrem no período diurno somente, uma vez que o desejo é conhecer o hábito do
motorista. Durante o dia, os incidentes ocorrem em menor número e são raros
porque a presença do policial é notada com mais facilidade. Nas rodovias, no
entanto, dificilmente podem-se dispensar as pesquisas em horários noturnos porque
muitos caminhoneiros viajam durante a noite, e são os caminhões os veículos que
mais interessam entrevistar.
Em uma via de mão única com duas faixas de tráfego, ou em uma rodovia de pista
dupla com duas faixas de tráfego, a figura abaixo mostra a disposição dos cones de
sinalização indicada. Para uma rodovia de pista simples, o esquema seria
semelhante, utilizando-se o acostamento. O objetivo é mostrar o espaçamento entre
cones e a quantidade mínima necessária.Nesse exemplo, o estreitamento de pista concentra os veículos na faixa de tráfego
da esquerda, mas cabe ao engenheiro de campo verificar no local se é conveniente
estreitar para a faixa da esquerda, ou se para a faixa da direita.
5 m
50 m
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8. QUALIFICAÇÃO DOS PESQUISADORES
Como pode-se verificar pelo formulário exemplo preenchido no Capítulo 03, o
pesquisador não precisa ter curso superior e nem mesmo o primeiro grau para
realizar uma contagem volumétrica. Basta saber escrever.
No entanto, é necessário atentar para a responsabilidade dos pesquisadores.
Em cada posto de pesquisa deve-se designar um mínimo de dois pesquisadores,
como já foi visto em itens anteriores. Um só pesquisador não suportaria 12 horas
consecutivas de trabalho, isolado no meio do trecho rodoviário, totalmente solitário,
por 3 dias consecutivos. No caso de uma via urbana, irá parar para conversar com
um transeunte.
A necessidade de 2 pesquisadores, no mínimo, se deve ao fato de que um
pesquisador sozinho acabaria dormindo e não faria as anotações necessárias, ou
então, o mesmo poderia ter necessidade de deixar o posto, seja para tomar água
que foi esquecida de ser levada, seja para necessidades fisiológicas, ou seja porque
“bateu” a fome. Essas necessidades começam a atuar com certa força por causa da
monotonia e solidão a que estaria sujeito o único pesquisador.
Estando em dois, os mesmos revezariam nas anotações e estariam conversando.
Um deles pode-se ausentar momentaneamente. O revezamento deve ser feito de 2
em 2 horas, ou no máximo, de 3 em 3 horas. Um revezamento mais longo começa a
ser cansativo e monótono, correndo o risco de prejudicar o serviço.
Daí vem a necessidade de se designar pesquisadores bastante responsáveis, pois é
comum, os mesmos fazerem a pesquisa somente no primeiro dia, preenchendo o
formulário para os demais dias, de acordo com sua conveniência.
Haverá pelo menos um almoço que os pesquisadores farão durante o dia. Se os
mesmos estiverem de carro fazendo a pesquisa, cada um irá almoçar
separadamente em revezamento. Se os pesquisadores não forem bastante
responsáveis, é comum os dois irem almoçar no mesmo horário, abandonando o
posto de pesquisa e inventando um tráfego para aquele horário. Se não houver
responsabilidade, eles irão fazer lanche adicional, deixando outra vez o posto
abandonado, alegando que é muito pouco o trânsito de veículos naquele horário e
que um veículo ou dois a mais ou a menos não farão diferença.
O mais usual entre as pesquisas de tráfego, quando existe a experiência, é se levar
a marmita aos pesquisadores no horário de almoço e lanche nos intervalos.
Normalmente, uma garrafa térmica com café também é deixada com os
pesquisadores, em pesquisas de vários dias de 24 horas consecutivas. Os
pesquisadores são deixados no Posto de pesquisa em rodovias, às 5:45 h para
montarem sua barraca e recolhidos às 18 horas, quando se trata de uma pesquisa
de um dia, período diurno. Enfim tudo é feito para que os pesquisadores não deixem
em nenhum instante o posto de pesquisa.
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É comum os pesquisadores fecharem a pesquisa 15 a 20 minutos antes e indo
embora, alegando que apenas um número “X” de veículos irá passar naquele
horário.
Como se vê, a tarefa mais difícil é identificar e designar pesquisadores
responsáveis.
Quando os pesquisadores percebem que a fiscalização é muito desleixada,
abandonam, por momentos, o posto por motivos quaisquer, fazendo isso diversas
vezes. A fiscalização pode ser rara quando a equipe é conhecida.
A formação de uma equipe responsável é um trabalho difícil e que leva muito tempo.
Somente depois de diversas pesquisas e diversas trocas de elementos da equipe é
que se consegue montar uma equipe consciente e responsável. Essa equipe deverá
ser preservada, pois dificilmente se consegue um pesquisador que age com
completa responsabilidade.
No caso de pesquisas em vias urbanas é mais difícil para um pesquisador se manter
responsável porque as oportunidades de negligências são grandes. Dessa forma, é
difícil para uma Prefeitura possuir, no seu quadro de pessoal, uma equipe de
pesquisa de tráfego confiável.
Para as Prefeituras, trabalhar com pesquisadores contratados por sua própria conta,
exige que a mesma mantenha uma boa equipe de fiscalização. Conforme já
comentado, somente devem-se repetir pesquisadores em várias pesquisas
sucessivas, se houver plena certeza da responsabilidade do mesmo, caso contrário,
é melhor sempre renovar os pesquisadores, para que os mesmos não adquiram
vícios. Um pesquisador experiente sabe como a Prefeitura fiscaliza o trabalho e
aproveita para negligenciar com segurança. Por essa razão, muito ao contrário do
que se imagina, a experiência é prejudicial, a não ser que o pesquisador seja
realmente responsável. Ao se contratar pesquisadores inexperientes, a pesquisa
piloto para treinamento dos mesmos é necessária e a fiscalização é importante, pois
o conceito geral que se percebe existir entre o pessoal de pesquisa é que aquele
trabalho todo é apenas uma forma que o município encontra para “mostrar serviço”
ao público e que não terá validade nenhuma, pois com certeza, nada será feito para
melhorar a via. Realmente, muitas vezes a contagem volumétrica estará sendo
realizada, não para fazer melhorias na via, mas para outras finalidades de estudo e
esse pormenor, por não ser esclarecido ao pesquisador, fará com que o mesmo
fique pensando que o objetivo é fazer melhorias.
Contratar uma empresa é uma forma bastante inconveniente para uma Prefeitura,
porque a mesma será obrigada a contratar aquela que apresentar o menor preço.
Uma empresa que trabalha com um preço baixo, dificilmente consegue apresentar
um resultado de boa qualidade. Se a Prefeitura conseguir encontrar uma forma de
contratar uma empresa idônea e com a devida experiência em pesquisas de tráfego
e conseguir pagar o que lhe é cobrado, certamente, essa seria a solução mais
recomendável. É feito um contrato de prestação de serviços por tempo limitado. A
empresa fará contratação de empregados sem vínculo empregatício, o que não
obriga o registro conforme as exigências trabalhistas. Logo, os impostos incidentes
são apenas aqueles para empresas de consultoria de pequeno porte, impostos
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esses, inferiores a 15% sobre o valor contratual (menos que a Prefeitura paga, se
contratar diretamente os pesquisadores).
Uma vez que a contratação de empresa, nos moldes desejados, é praticamente
impossível, a forma que parece apresentar melhores resultados é aquela em que a
Prefeitura compensa os seus funcionários com folga de igual número de dias
daqueles tomados pela pesquisa de tráfego. A Prefeitura sabe quem são os
funcionários responsáveis e motivados e pode designá-los para a pesquisa. Como
deverão trabalhar mais que o horário normal e em condições adversas, receberão
como compensação um determinado número de dias de folga, numa determinada
época. Isso, normalmente, é atraente ao funcionário.
No caso de Pesquisas de Origem-Destino, de qualquer tipo, o grau de instrução do
pesquisador passa a ser significativo, pois o formulário a ser preenchido, exige
algum conhecimento. Como normalmente, em pesquisas de O/D, existe a
necessidade de entrevistar motoristas, seja na via, no escritório, em casa, ou mesmo
por telefone, o pesquisador, além de saber escrever corretamente, deve saber ser
polido e discreto. Alguns motoristas, bastante estressados, costumam descarregaro
seu descontentamento em cima dos pesquisadores. Existem aqueles outros que se
negam a prestar informações e outros que fazem mais perguntas que o próprio
pesquisador. Esses últimos querem mais saber do que informar, sem contar aqueles
que não acreditam na seriedade do trabalho que se está desenvolvendo e
aproveitam para denegrir a imagem do projeto que se está elaborando. Para todos
os casos, o pesquisador deverá estar preparado para tratar com esses tipos de
pessoas. Por essa razão é sempre conveniente que os pesquisadores estejam bem
a par do que é uma pesquisa de Origem-Destino e qual a finalidade com que a
mesma está sendo executada.
O pesquisador, ao ficar discutindo com o motorista, provocará atraso na pesquisa,
razão porque deverá estar orientado a encaminhar o motorista ao chefe de equipe,
desobstruindo a passagem, para que outros veículos possam ser entrevistados.
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96
9. TREINAMENTO DOS PESQUISADORES E PESQUISA PILOTO
Pelas diversas razões vistas nos itens anteriores, é fácil concluir da importância do
treinamento dos pesquisadores e de esclarecimentos quanto às dificuldades por que
os mesmos passarão durante a pesquisa.
É importante que o esclarecimento seja prestado pelo engenheiro, seja o
especialista de tráfego, seja o engenheiro de campo e não pelo chefe de equipe. Isto
fará com que o pesquisador sinta-se mais importante. No caso de contagens
volumétricas, os pesquisadores, normalmente serão pessoas humildes. O contato
com uma “autoridade”, que é o engenheiro, em sua concepção, deixa-os um tanto
eufóricos e orgulhosos. Perceberão que o trabalho se reveste de importância e, será
mais um motivo para se empenharem e executar com responsabilidade.
Somente a recepção e esclarecimentos não são suficientes. A fiscalização, isto é, a
presença do engenheiro visitando os postos de pesquisas de quando em quando,
demonstra a seriedade do trabalho. Quando existe a negligência, há a tendência de
se acreditar que se trata de mais uma forma de o Governo “jogar dinheiro fora” e,
desmotivado, o pesquisador começa também a negligenciar o seu trabalho.
Além de uma reunião no escritório para esclarecimentos e orientações, é necessário
realizar uma pesquisa piloto de 30 minutos a uma hora, por duas razões muito
importantes: mostrar diferenças entre as classes de caminhões e para mostrar a
importância, principalmente do posicionamento de cada pesquisador. É necessário
mostrar ao pesquisador como distinguir, lá no trecho, um caminhão médio de um
pesado, ou um caminhão leve de um médio, pois apenas as orientações no
escritório mostrando a diferença entre os diversos tipos e classes de caminhões não
são suficientes. Como já comentado anteriormente, existem posições em que o
pesquisador não enxerga um automóvel, ou uma moto, passando por trás de um
ônibus ou um caminhão.
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10. QUANDO E O QUE INVALIDAR DE UMA PESQUISA DE TRÁFEGO
Durante os dias de pesquisa, pode chover. Existe a chuva que não interrompe o
tráfego da estrada e existe aquela que o interrompe. Esse é o elemento principal que
define se uma pesquisa é invalidada total ou parcialmente. Supondo-se que apenas
um dia ficou prejudicado, a pesquisa deve ser repetida na semana seguinte no
mesmo dia de semana da invalidação. No caso, por exemplo, de uma pesquisa de
somente 3 dias, se dois dias ficaram prejudicados, é melhor refazer a pesquisa na
semana seguinte pelos 3 dias, pois nessa semana seguinte pode-se invalidar um dia
de pesquisa. Se coincidir desse dia invalidado for o dia proveitoso da semana
anterior, estará resolvido o problema, mas se não for, será necessário refazer o dia
invalidado na semana seguinte.
No caso de vias urbanas, a chuva não interrompe o tráfego, mas nos dias que
amanhecem chovendo, o tráfego aumenta, por isso é necessário ponderar quanto à
necessidade ou não de invalidar uma pesquisa de forma parcial ou total. Quando a
chuva se prolonga por vários dias, a tendência é o povo sair menos de casa nesses
dias, o que pode também prejudicar os resultados. Outro fato a ser observado é que
o pesquisador irá fugir da chuva, procurando um abrigo, e, pode ocorrer que, de
onde ele estiver na nova posição, não consiga enxergar o suficiente, prejudicando os
resultados. Por essa razão, no item treinamento dos pesquisadores foi discutido a
posição em que os pesquisadores devem ocupar em cada pesquisa. Essa posição,
ao ser escolhida deverá estar protegida da chuva. Caso não seja possível, soluções
devem ser previstas para o caso de uma eventual chuva passageira.
Se ocorrer algum fato (enterro, festa, missa, campanha, etc.) que venha a alterar a
normalidade do tráfego, a pesquisa será invalidada apenas no horário da ocorrência
e repetido na semana seguinte no mesmo intervalo horário. Se houver alguma
interrupção de tráfego na rodovia, por causa de algum evento do tipo quebra de
ponte, deslizamento de barreira, queda de árvore, etc., a pesquisa deve ser
interrompida até à normalidade do trânsito na rodovia e complementada ou refeita
em outra ocasião.
Presenciamos um dia, um caminhão interrompendo o tráfego em um segmento entre
duas ruas (quadra), por estar podando um pinheiro araucária muito alto. Trata-se de
uma via importante na área central da cidade de Curitiba (Rua Marechal Deodoro),
uma das vias de escoamento da região central para área norte da cidade. A
interrupção de uma só quadra, afetou 5 outras ruas ao seu redor nas proximidades,
formando enormes filas em todas essas vias. Qualquer pesquisa em uma dessas
vias seria invalidada.
Se for constatado que os pesquisadores abandonaram o Posto de Pesquisa e
inventaram os números, a pesquisa deve ser refeita em outra ocasião.
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98
BIBLIOGRAFIA DO CAPITULO 06
- Diversas pesquisas realizadas em Rodovias e Em Vias Urbanas – Experiências do
Autor.
- Apostila do Curso de Graduação em Engenharia Civil da UFPR: “Pesquisas
Manuais de Tráfego em Rodovias e Vias Urbanas e suas Características”. – Pedro
Akishino – junho/2004
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Introdução à Engenharia de Tráfego – Prof. Pedro Akishino – Universidade Federal do Paraná (UFPR) Cap 07
99
CAPÍTULO 07
PROJEÇÃO DE TRÁFEGO
ÁREA DE INFLUENCIA DIRETA DE UMA VIA
Entende-se por Área de Influencia Direta de uma via, a área
que engloba as zonas de tráfego atravessadas pela via em
pauta, visto que são as mesmas que sofrerão o impacto direto
da implantação do projeto em elaboração.
ZONAS DE TRÁFEGO
A fim de se tornar possível a realização de estudos em uma
área muito extensa, pode-se dividi-la em regiões que
apresentam homogeneidade de comportamento do tráfego.
O Estado do Paraná, por exemplo foi dividido em 33 regiões
que se denominaram zonas de tráfego do Paraná.
No caso de uma cidade, pode-se, para facilidade, considerar
os bairros como uma zona de trafego.
ÁREA DE INFLUENCIA INDIRETA DE UMA VIA
As demais áreas de que alguma forma influi no fluxo de
veículos considerados no estudo.
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100
TRÁFEGO LOCAL
Aquele cuja movimentação ocorre dentro da área de influencia direta da via,
isto e, tem Origem e Destino dentro da própria área de influenciadireta.
TRÁFEGO NORMAL
Também chamado de tráfego existente. É o tráfego cativo da via e,
continuará existindo mesmo que os melhoramentos não venham a ser
realizados.
TRÁFEGO DE LONGA DISTANCIA
É o tráfego que tem Origem ou Destino fora da Área de Influencia Direta
da Via.
Pode estar passando atualmente na via ou pode vir a passar após a
realização de melhoramentos na mesma.
TRÁFEGO DESVIADO
Aquele que utilizava outras vias, mas que virá a se desviar para a via em
análise após a realização de melhorias.
TRÁFEGO INDUZIDO ou TRÁFEGO GERADO
Aquele decorrente do investimento que foi realizado e que não teria existido
se tal não ocorresse.
TRÁFEGO CONVERTIDO
É uma porção do tráfego existente que muda de meio de transporte.
TRÁFEGO TOTAL
É o somatório dos diversos tipos de tráfego que devem ser considerados no
estudo.
Na seqüência é anexado o mapa que mostra a divisão do Estado do Paraná em
zonas de tráfego.
A projeção de tráfego, principalmente para os estudos de uma rodovia, é deveras
importante, porém muito difícil de ser realizado com eficácia em nosso país.
Prever o tráfego que ocorrerá no ano de projeto (dez , ou quinze ou vinte anos
adiante) é realmente muito difícil devido à economia instável que possui o nosso
país.
Muitos modelos de projeção existem, porém devem ser utilizados com muito
cuidado.
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103
No caso de vias urbanas, não se tem trabalhado com o tráfego futuro nos projetos
elaborados pelas Prefeituras porque as mesmas não se arriscam em projeções.
Trabalham com o tráfego atual, o que significa que os projetos ou estão
superestimados, quando usam o coeficiente de segurança, ou estão sendo
executados já superados.
O tráfego futuro em vias urbanas deve ser determinado pelo processo utilizado em
Planejamento de Transportes Urbanos. Naquele processo, é realizada a divisão
zonal em Macro Zonas e Micro Zonas da área de influência do projeto. As Micro
Zonas podem ser formadas de delimitações de Bairros, todavia, é, via de regra,
objeto de análises profundas em função do comportamento do tráfego. As Macro
Zonas são agregações de Micro Zonas. Os desenvolvimentos urbanos são
analisados em função das Micro e Macro Zonas, definindo-se cenários futuros para
um período de projeto. O desenvolvimento atual e o desenvolvimento futuro definem
a taxa de crescimento do tráfego. Porém, o tráfego existente atual numa
determinada via, em função dos desenvolvimentos regionais, será alterado numa
situação futura, havendo, não só possibilidades de tráfego convertido, mas também,
tráfego desviado e tráfego induzido. Dessa forma, não se trata propriamente de se
projetar o tráfego atual para o futuro, mas sim, a formação de cenários que definem
o fluxo de movimentação no futuro. Pretendendo-se, no entanto, projetar o tráfego
atual para um futuro, essa projeção é realizada da mesma forma que no caso de
rodovias. A determinação do tráfego futuro em vias urbanas é assunto da disciplina
Planejamento de Transportes Urbanos.
No caso de projetos rodoviários a projeção de tráfego é feita através da expressão
de crescimento geométrico:
t
TNn = TNo . (1 + g )
onde:
TNn = tráfego no ano "n" em veículos/dia
TNo = tráfego no ano base em veículos/dia
g = taxa de crescimento do tráfego
t = período de projeção
O tráfego induzido é obtido pela expressão:
TGn = TIn = TLn . CI
onde:
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104
TGn/TIn = tráfego gerado/induzido no ano "n" em veículos/dia
TLn = tráfego LOCAL no ano "n" em veículos/dia
CI = coeficiente de indução
O coeficiente de indução é obtido normalmente em função de benefícios diretos
advindos da redução no custo operacional de veículos.
DTVi
TGi = TIi = TLi . CIi = TLi. Ei . -----------
TVi
Onde:
TGi/TIi = tráfego gerado/induzido referente ao veículo " i "
Ei = elasticidade do tráfego em relação ao tempo de viagem do veículo " i "
DTVi = variação do tempo de viagem veículo " i " em relação às situações com e
sem projeto
TVi = tempo de viagem do veículo " i " na situação atual
TLi = tráfego LOCAL referente ao veículo " i "
Os valores da elasticidade do tráfego foram determinados em função da “análise ex-
post” realizada pelo DER/SC, quando o Estado de Santa Catarina comparou o
tráfego antes da pavimentação com o posterior à pavimentação de um rol de
rodovias daquele Estado. Os valores encontrados por aquele órgão foram:
autom = - 0.888 onib = - 0.329 camin = - 0.600
É anexado, na seqüência a tabela de taxas de crescimento do tráfego local
determinada pelo DER/PR em 1992 e a tabela de velocidades de veículos.
As taxas de crescimento são obtidas a partir da série histórica existente.
Desenha-se a curva de crescimento do tráfego e, após análise das curvas de
crescimento de Renda, População, Setor de Comércio, simula-se a curva de
crescimento do tráfego futuro. Esse trabalho normalmente é de responsabilidade
do órgão rodoviário que realiza estudos específicos para determinação de taxas
de crescimento do tráfego local válidas para um determinado período.
No caso de vias urbanas, as taxas de crescimento podem ser obtidas a partir da
análise do crescimento demográfico da cidade e da análise de renda da população.
As taxas de crescimento obtidas normalmente são taxas de crescimento do tráfego
local.
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105
Para se projetar o tráfego de longa distancia, deve-se obter as taxas de crescimento
desse tipo de tráfego o que se faz utilizando-se a expressão seguinte:
TX Li(m) + TX Li(n)
TX LDi(m,n) = -------------------------------
2
n
{ T LDi(m,n) x TX LDi(m,n)}
j=1
TX LDi = ------------------------------------------------------
n
T LDi(m,n)
j=1
onde:
TX LDi(m,n) = taxa de crescimento do tráfego de longadistancia da classe de
veículos "i" entre as zonas de tráfego (m) e (n)
TX Li(m) = taxa de crescimento do tráfego local da zona (m) da classe de veículos
"i"
TX Li(n) = idem zona (n)
TX LDi = taxa de crescimento de longa distancia da classe de veículos "i"
T LDi(m,n) = tráfego de longa distancia da classe de veículos "i" entre as zonas
(m) e (n)
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106
TAXAS DE CRESCIMENTO DO TRÁFEGO LOCAL
(DETERMINADOS EM 1992 PARA O PERÍODO 1990-2005)
TAXA DE CRESCIMENTO DE TRÁFEGO
No. ZONAS DE TRÁFEGO AUTOMOV ONIBUS CAMINHÃO
301
302
303
304
305
306
307
308
309
310
311
312
313
314
315
316
317
318
319
320
321
322
323
324
325
326
327
328
329
330
331
332
333
Curitiba
Paranaguá
Rio Negro
Adrianópolis
Jaguariaiva
Ponta Grossa
Irati
São Mateus do Sul
União da Vitória
Cândido de Abreu
Telêmaco Borba
Ibaiti
Jacarezinho
Cornélio Procópio
Assaí
Londrina
Guaraci
Apucarana
Faxinal
Pitanga
Guarapuava
Pato Branco
Francisco Beltrão
Cascavel
Goioerê
Campo Mourão
Maringá/Marialva
Cianorte
Paranavaí/Alto Paraná
Nova Londrina
Cruzeiro do Oeste
Guaíra
Foz do Iguaçu
3.6
1.9
3.0
3.7
4.2
2.1
2.1
2.2
2.2
8.0
1.8
1.8
1.4
1.5
1.4
2.0
1.9
2.2
1.6
1.3
2.6
1.6
1.6
1.6
2.2
2.0
3.0
1.4
1.9
1.3
1.4
2.8
4.4
5.1
5.0
7.5
9.8
7.0
4.5
5.1
6.6
6.1
7.7
4.5
4.1
4.2
4.8
5.6
5.0
4.5
4.5
4.5
8.0
6.9
6.5
6.4
6.2
5.7
5.5
5.9
3.9
4.0
4.2
4.5
5.2
6.7
2.5
2.0
2.4
2.1
2.4
1.6
1.6
2.5
2.0
2.1
1.5
1.7
1.6
1.5
1.3
2.2
1.7
2.1
1.6
2.3
1.9
1.9
1.5
2.0
1.8
1.9
2.1
1.5
2.0
1.3
1.4
1.5
1.5
TOTAL DO ESTADO 3.4 7.0 2.8
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107
VELOCIDADE MÉDIA DOS VEÍCULOS EM FLUXO LIVRE (km/h)
TIPO DE VEÍCULO PAVIMENTADA REVESTIMENTO PRIMÁRIO TERRA
FÁCIL MÉDIO DIFÍCIL FÁCIL MÉDIO DIFÍCIL FÁCIL MÉDIO DIFÍCIL
0 t
7 t
Carreta 15 t
20 t
0 t
5 t
Caminhão Pesado 10 t
15 t
0 t
Caminhão Médio 5 t
7t
Carro de Passeio
ônibus
75.0
64.0
51.0
43.2
72.0
67.0
54.0
43.2
73.5
62.5
56.9
91.2
79.3
59.2
50.3
40.1
34.0
74.0
58.2
41.0
34.0
70.0
51.6
47.0
80.5
69.0
36.7
40.0
38.6
27.2
62.9
56.7
40.0
27.2
60.7
36.2
31.0
65.8
51.4
63.0
44.5
43.0
30.2
65.0
63.0
44.5
30.2
61.5
54.1
46.3
68.0
65.0
58.2
41.0
39.6
27.2
60.5
52.7
36.1
27.0
60.5
53.5
45.8
65.8
59.5
40.5
34.5
27.5
23.3
45.6
42.5
20.1
23.3
40.3
34.3
31.2
60.7
44.3
50.0
44.5
29.0
25.6
46.0
40.0
32.0
25.7
50.5
36.5
28.6
50.0
39.7
42.1
37.2
24.3
21.5
38.5
33.5
26.8
21.5
45.2
32.7
25.6
45.0
38.8
34.9
30.0
20.1
17.8
31.8
27.7
22.2
17.8
39.4
28.5
22.3
40.0
29.5
Fonte: Manual de Custos de Operação do DNER - 1973
Apostila do Curso de Graduação em Engenharia Civil
Introdução à Engenharia de Tráfego – Prof. Pedro Akishino – Universidade Federal do Paraná (UFPR) Cap 07
108
EXERCÍCIO 7.1 (a ser resolvido em sala de aula)
No exercício 3.5.2 do Capítulo 3 foi encontrado o seguinte TMDA:
MOVIMENTO 1
De A para C
AUTO ONIB
CAMIN
MOVIMENTO 2
De B para C
AUTO ONIB CAMIN
MOVIMENTO 3
De A para B
AUTO ONIB CAMIN
799 107 168 1 774 16 129 11 177 275 2 423
Considere que o TMDA obtido no citado exercício 1 refere-se ao ano de 1995 e que
a rodovia já se encontra pavimentada. Calcular o TMDA do ano 2007, sabendo-se
que 1998 é o ano de abertura. Utilizar as seguintes taxas de crescimento:
Automóveis = 2.53% ônibus 2.28% caminhões 3.00%
RESOLUÇÃO
O ano de abertura é citado para que se saiba se existe tráfego induzido ou desviado
no ano para o qual é solicitada a projeção.
No presente caso, não haverá tráfego desviado porque esta já está pavimentada e,
portanto o tráfego existente já deve incluir o tráfego que surgiu desviado de outras
rotas quando da pavimentação. Da mesma forma, não haverá indução de tráfego,
pois o tráfego gerado/induzido surge em função das melhorias realizadas na
rodovia, o que não haverá no presente caso. De sorte que, trata-se de simples
projeção.
RESPOSTA
MOVIMENTO 1
De A para B
MOVIMENTO 2
De A para C
MOVIMENTO 3
De B para C
AUT0 ONIB CAMIN
1078 140 240
AUT0 ONIB CAMIN
2394 21 184
AUT0 ONIB CAMIN
15085 360 3455
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Introdução à Engenharia de Tráfego – Prof. Pedro Akishino – Universidade Federal do Paraná (UFPR) Cap 07
109
EXERCÍCIO 7.2 (para fazer em casa)
No exercício 3.5.5 do Capítulo 3 anterior, calcular o trafego do ano 2007
sabendo-se que 1998 é o ano de abertura. Considerar que o TMDA obtido no
citado exercício 3.5.5 é do ano de 1995.
Considerar as mesmas taxas e observações do Exercício 7.1 anterior.
RESPOSTA
A= 140
O= -
C= -
A= 1332
O= 121
C= 178
A= 3147
O= 60
C= 346
A= 294
O= 10
C= -
A= 76
O= 10
C= 9
A= 12906
O= 401
C= 2723
RFFSA
BR 116
RS 020
TRENSURB
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Introdução à Engenharia de Tráfego – Prof. Pedro Akishino – Universidade Federal do Paraná (UFPR) Cap 07
110
EXERCÍCIO 7.3 (a ser resolvido em sala de aula)
Calcular o TMDA-2008 do Exercício 3.5.4 do Capítulo 3 anterior. O TMDA do citado
Exercício 3.5.4 refere-se ao no de 1996, sendo 1999 o ano de abertura. Trata-se de
uma rodovia atualmente revestida e que, após o ano de abertura será pavimentada.
Sabe-se que não haverá desvio de tráfego.
RESOLUÇÃO
O tráfego futuro de um trecho, considerando a realização de melhorias no mesmo,
é, normalmente, constituído pelos componentes normal, gerado e desviado. O
tráfego Normal corresponde àquele que já se utiliza do trecho antes dos
melhoramentos e continuará utilizando, mesmo que os melhoramentos não sejam
realizados (é chamado também de tráfego existente), enquanto que os
componentes gerado e desviado surgem a partir do início de operação no mesmo
em suas novas condições.
Tráfego Desviado
No presente trecho não foi considerado esse tipo de tráfego pelas razões expostas
no enunciado.
Tráfego Gerado
É constituído por novas viagens que surgem na rede e no trecho, ocasionadas pela
realização do projeto.
A sua estimativa, normalmente é feita com base no modelo adiante:
DTVi
TGi = TLi . Ei . ---------
TVisendo:
TGi = tráfego gerado referente ao veiculo "i"
Ei = elasticidade do tráfego em relação ao tempo de viagem do veículo "i"
obtida na Avaliação Ex-Post e aqui adotado como sendo
autom = - 0.888 onib = - 0.329 camin = - 0.600
DTVi = variação do tempo de viagem do veículo "i" em relação as situações com
e sem projeto
TVi = tempo de viagem do veículo "i" na situação atual (extensão atual = 18.0
km e extensão futura = 16.5 km)
Tli = tráfego LOCAL referente ao veículo "i"
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111
Taxas de Crescimento de Trafego
Foram adotadas as taxas de crescimento do tráfego seguintes:
automóvel = 3.08% ônibus = 3.04% caminhão = 5.16%
DETERMINAÇÃO DO COEFICIENTE DE INDUÇÃO DE TRÁFEGO (CIi)
DTV i
CI i = E i . ---------------
TV i
QUADRO 01
VEÍCULO
VELOCIDADE
ATUAL FUTURA
TEMPO
ATUAL FUTURO
DTV i
E i
CI i
MOVIMENTO A : De A para B
Automóvel
Ônibus
Caminhão
60.7 65.8
44.3 51.4
33.3 36.5
0.297 0.251
0.406 0.321
0.540 0.452
- 0.046
- 0.085
- 0.088
- 0.888
- 0.329
- 0.600
0.137
0.069
0.098
MOVIMENTO B: De A para C
Automóvel
Ônibus
Caminhão
60.7 65.8
44.3 51.4
24.8 38.7
0.297 0.251
0.406 0.321
0.725 0.426
- 0.046
- 0.085
- 0.299
- 0.888
- 0.329
- 0.600
0.137
0.069
0.247
MOVIMENTO C : De B para C
Automóvel
Ônibus
Caminhão
60.7 65.8
44.3 51.4
34.3 36.2
0.297 0.251
0.406 0.321
0.525 0.456
- 0.046
- 0.085
- 0.069
- 0.888
- 0.329
- 0.600
0.137
0.069
0.079
OBS.: Os valores das elasticidades foram obtidos junto à Avaliação Ex - Post do
Programa BID I / SC (os valores dessas elasticidades são obtidos em
função da análise de diversos trechos rodoviários, de preferência,
considerando-se trechos alocados em todo o Estado, nos diversos tipos de
pavimento e classe funcional).
PROJEÇÃO DE TRÁFEGO
O tráfego do ano base, foi obtido no Exercício 3.5.4 do Capítulo 3 anterior. O
Tráfego Normal no Ano de Abertura (1999) foi obtido aplicando-se a fórmula:
t
TNn = TNo + (1 + G)
Onde: G = taxa de crescimento, que foi dado do problema, para cada tipo de
veículo e t = 3 (1999 - 1996)
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Introdução à Engenharia de Tráfego – Prof. Pedro Akishino – Universidade Federal do Paraná (UFPR) Cap 07
112
DISCRIMI-NAÇÃO
MOVIMENTO A
De A para B
AUT ONI CAM
MOVIMENTO B
De A para C
AUT ONI CAM
MOVIMENTO C
De B para C
AUT ONI CAM
Ano Base (1996)
Tráfego Normal
111 6 26
7 - 4
21 2 4
Ano Abertura (99)
Tráfego Normal
Tráfego Gerado
Tráfego Total
122 7 30
17 - 3
139 7 33
8 - 5
1 - 1
9 - 6
23 2 5
3 - -
26 2 5
PROJEÇÃO
ANO 1999
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
139 7 33
144 7 35
149 7 36
153 8 38
158 8 40
163 8 42
168 8 45
173 9 47
178 9 49
184 9 52
9 - 6
9 - 6
9 - 6
10 - 7
10 - 7
10 - 7
10 - 8
11 - 8
11 - 9
11 - 9
26 2 5
27 2 5
28 2 5
29 3 6
29 3 6
30 3 6
31 3 7
32 3 7
33 3 7
34 3 8
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113
EXERCÍCIO 7.4 (para fazer em casa)
Projetar, para o ano 2001 o tráfego do Exercício 3.5.3 e Exercício 3.5.6, do Capítulo
3 anterior, considerando-se que não haverá nem desvio e nem indução de tráfego.
Considere que o TMDA obtido nos citados Exercícios 3.5.3 e 3.5.6 são do ano de
1995. Utilizar, para a projeção de tráfego, as taxas de crescimento apresentadas na
Tabela de Taxas de Crescimento de Tráfego.
RESPOSTAS DO EXERCÍCIO 7.4
Referência: Exercício 3.5.3 do Capítulo 3 : Autom = 479 Ônibus = 51 Camin = 372
Referência: Exercício 3.5.6 do Capítulo 3: Autom = 1 012 Ônibus = 55 Camin = 507
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114
EXERCÍCIO 7.5
Projetar, para o ano 2005, o tráfego do Exercício 3.5.7 do Capítulo 3, considerando-
se o ano de 2001 como sendo o ano de abertura e que a extensão atual é de 23,7
km, ficando, após o projeto, com uma extensão de 20.8 km, sendo atualmente uma
rodovia com revestimento primário e no futuro pavimentada. Atravessa uma região
de topografia montanhosa. Considerar que o tráfego obtido no citado exercício 3.5.7
refere-se ao ano de 1996 e que não haverá tráfego desviado.
RESOLUÇÃO
DADOS DO PROBLEMA:
Ano Abertura: 2001 Topografia: Montanhosa
Extensão Atual: 23.7 km - Revestimento Primário - Extensão Futura: 20.8 km
Composição Atual de Caminhões: Leve: 45.6% Médio: 34.6% Pesado: 19.8%
Composição Futura de Caminhões: Leve+Médio = 67% Pesado= 25% Carreta = 8%
CÁLCULO DA VELOCIDADE ATUAL DOS CAMINHÕES:
Leves + Médios =
Pesados =
A média ponderada fornece a seguinte velocidade para CAMINHÕES = 29,6 km/h
CÁLCULO DA VELOCIDADE FUTURA DOS CAMINHÕES:
Tipo de Rodovia = Pavimentada
Leves + Médios =
Pesados =
Carretas =
VEIC TEMPO ATUAL TEMPO FUTURO DTV i E i CI i
CP
ON
CM
0,390 0,316
0,535 0,405
0,801 0,700
-0,074
0,130
0,100
- 0.888
- 0.329
- 0.600
0.169
0.080
0.075
TAXAS CRESCIMENTO: CP= 1,6% ON= 6,2% CM= 2,0%
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115t
TNn = TNo x (1+G)
TIn = TLn x CI
ANO CP ON CM CP ON CM
1995
2000
2001
2002
2003
2004
141 10 119
153 14 131
155 14 134
158 15 136
160 16 139
163 17 142
- - -
26 1 10
26 1 10
27 1 10
27 1 10
28 1 11
EXERCÍCIO 7.6
Considere-se o TMDA apresentado abaixo:
Considerando-se que este TMDA é do ano de 1996, calcular, na rodovia Santo
Antônio da Platina - Ribeirão do Pinhal, o TMDA - 2001 do Trecho Santo Antônio
da Platina - Entroncamento para Abatiá, sabendo-se que não existem nem o
tráfego induzido e nem o desviado.
RESOLUÇÃO
Basta fazer a projeção simples uma vez que não existem nem o tráfego desviado
nem o induzido.
As taxas de crescimento são obtidas da tabela de taxas de crescimento de tráfego,
sabendo-se que a região de Santo Antonio da Platina pertence à zona de tráfego
313 (veja mapa de zonas de tráfego)
A= 256
O= 12
C= 170
A= 98
O= -
C= 54
A= 284 O= 13 C= 135
SANTO
ANTONIO DA
PLATINA
RIBEIRÃO
DO
PINHAL
ABATIÁ
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116
Taxas de Crescimento: CP = 1,4% ON = 4,2% CM = 1,6%
TN2001 = TN1996 x (1 + G i )5
Logo, o tráfego do trecho Santo Antônio da Platina - Entroncamento para Abatiá
será:
Automóveis = 304 + 105 = 409
Onibus = 16 + 0 = 16
Caminhões = 146 + 58 = 204
EXERCÍCIO 7.7 (a ser resolvido em sala de aula)
319 318
(2) (3) (4)
A B C
320 317
(1) (5)
315 316
321
A= 274
O= 15
C= 184
A= 105
O= -
C= 58
A= 304 O= 16 C= 146
SANTO
ANTONIO DA
PLATINA
RIBEIRÃO
DO
PINHAL
ABATIÁ
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117
No croquis acima, as zonas de tráfego (1) - (2) - (3) pertencem à zona de tráfego
329 do Plano Diretor do Paraná e as zonas de tráfego (4) - (5) pertencem à zona de
tráfego 325 do mesmo Plano Diretor.
Considere-se que os únicos caminhos para se chegar às diversas zonas de tráfego
são os indicados no croquis.
Foi realizada uma contagem volumétrica no dia 18/09/83 - terça feira, durante as 24
horas do dia, obtendo-se os resultados indicados no Quadro 1 adiante.
Na mesma semana, durante 7 dias consecutivos de 24 horas diárias, no período
compreendido entre 15/09/83 a 21/09/83 foi realizada uma pesquisa de Origem-
Destino em local estratégico.
A média aritmética dos 7 dias de pesquisa é apresentada no Quadro 2 adiante.
Obter o TMDA - 1986 de CAMINHÕES, para o trecho BC, sabendo-se que 1984 é o
ano de abertura e que os demais dados estão no Quadro 3. (utilizar fatores exercício
3.5.2 do Capítulo 3)
Quadro 1 Quadro 2
VEÍCULOS PARES CAMINHÕES
TRECHO AUT ONIB CAM 1 x 321 50
AB
BC
800
800
40
60
500
600
2 x 319
3 x 321
4 x 316
30
30
40
5 x 317
5 x 319
315 x 320
316 x 318
317 x 318
318 x 319
319 x 321
30
20
40
20
30
20
25
Quadro 3
Discriminação Situação Atual Situação Futura
Tipo de Revestimento Revestimento Primário Pavimentado
Extensão 23,7 km 20,8 km
Composição de
Caminhões
Leve = 45,6%
Médio = 34,6%
Pesado = 19,8%
Carreta = 0%
Leve = 0%
Médio = 67%
Pesado = 25%
Carreta = 8%
Topografia: Montanhosa
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118
RESOLUÇÃO
1) DETERMINAÇÃO DA TAXA DE CRESCIMENTO DO TRÁFEGO LOCAL
2) DETERMINAÇÃO DA TAXA DE CRESCIMENTO DO TRÁFEGO DE LONGA
DISTÂNCIA.
PARES No.VEÍCU-
LOS (1)
TAXA MÉDIA ARITMÉTICA
(2)
(1) x (2)
SOMA
TAXA =
3) DETERMINAÇÃO DO COEFICIENTE DE INDUÇÃO
3.a) Cálculo da Velocidade Atual dos Caminhões
Leves + Médios =
Pesados =
3.b) Cálculo da Velocidade Futura dos Caminhões
Leves + Médios =
Pesados =
Carretas =
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119
3.c) Cálculo do Coeficiente de Indução
Situação Atual Situação Futura
Ext(km) Veloc. Tempo Ext(km) Veloc. Tempo DTV E CI
4) DETERMINAÇÃO DO TMDA-83
Local =
Longa Distância =
5) DETERMINAÇÃO DO TMDA-86
Fórmulas: TN86 = TN83 x (1 + g)t
TI86 = TN86 x CI
TRÁFEGO LOCAL:
TRÁFEGO INDUZIDO:
TRÁFEGO LONGA DISTÂNCIA:
TRÁFEGO TOTAL:
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120
EXERCÍCIO 7.8 (para fazer em casa)
00:00 - 24:00 horas
Foi realizada uma pesquisa de Origem/Destino no dia 26/10/98 entre 6-18 horas.
330 314 305 315
312 329 311
316 326 313
(4) (6) (9)
(8)
332 304
(1) (2)
(7) (11)
(5) (10)
(3)
324 309 319 301
308 320 328 303
FCH(6-18 h) = 1,449 FCS(1o.dia) = 0,872 FCS (2o.dia) = 1,209
O resultado de uma contagem volumétrica classificatória realizada nos diversos pontos
da Rodovia AE é apresentado no Quadro 1 adiante.
Utilizar os seguintes Fatores de Correção:
FCM = 1,426
Pede-se calcular o tráfego total de AUTOMÓVEIS que existirá no ano 2010 para o
Trecho AB.
Sabe-se que, atualmente a Rodovia AE, é uma rodovia em Terra com extensão de 45,8
km e que no futuro estará pavimentada com extensão de 41,7 km e que a mesma
atravessa uma região de topografia Ondulada.
Considere-se que os únicos caminhos para se chegar às diversas zonas de tráfego são
os indicados no croquis.
Esta contagem foi realizada durante 2 dias consecutivos, nos seguintes horários:
26/10/98 - 2a. Feira
27/10/98 - 3a. Feira
06:00 - 18:00 horas
O croquis acima mostra a rodovia com as zonas de tráfego que formam a área de
influência direta. As taxas de crescimento das zonas de tráfego, de 1 até 11, são
fornecidas adiante no Quadro 3 e as taxasdas zonas 305 a 322 devem ser obtidas da
Tabela de Taxas de Crescimento da Apostila do Curso.
Os resultados dos fluxos de movimentação de veículos são apresentados no Quadro 2
adiante
327
317
323
310
A
P B
Q
C
R
D
S
E
Apostila do Curso de Graduação em Engenharia Civil
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121
RESULTADO DA CONTAGEM VOLUMÉTRICA REALIZADA NO PONTO "P"
QUADRO 1
CP ON CM
1o. DIA 225 10 110
2o. DIA 360 12 210
RESULTADO DA PESQUISA DE O/D DO DIA 26/10/98
FLUXOS DE MOVIMENTAÇÃO DE VEÍCULOS
QUADRO 2
PARES CP ON CM
1 x 332 18 12
2 x 324 43 12
6 x 330 52 12
7 x 327 36 12
10 x 309 20 13
326 x 308 32 13
301 x 324 24 13
ZONA1 ZONA 2 ZONA 3 ZONA 4 5 6 7 8 9 10 11
2,0 1,8 1,6 2,8 3,0 2,6 2,8 1,6 3,0 2,0 2,4
RESPOSTA
Taxa Crescimento Tráfego Local = 2,327%
Taxa Crescimento Tráfego Longa Distância = 2,098%
Fator de Geração de Tráfego = 0,4360
TRÁFEGO LOCAL DE AUTOMÓVEIS NO ANO BASE = 513
TRÁFEGO LONGA DIST. DE AUTOMÓVEIS NO ANO BASE = 305
TRÁFEGO LOCAL DE AUTOMÓVEIS NO ANO 2010 = 676
TRÁFEEGO INDUZIDO DE AUTOMÓVEIS NO ANO 2010 = 295
TRÁFEGO LONGA DIST. DE AUTOMÓVEIS NO ANO 2010 = 391
TRÁFEGO TOTAL DE AUTOMÓVEIS NO ANO 2010 = 1362
QUADRO 3 - TAXAS DE CRESCIMENTO DAS DIVERSAS ZONAS DE TRÁFEGO EM %
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122
EXERCÍCIO 7.9 (para fazer em casa)
00:00 - 24:00 horas
Foi realizada uma pesquisa de Origem/Destino no dia 26/10/98 entre 6-18 horas.
330 314 305 315
312 329 311
316 326 313
(4) (6) (9)
(8)
332 304
(1) (2)
(7) (11)
(5) (10)
(3)
324 309 319 301
308 320 328 303
FCH(6-18 h) = 1,449 FCS(1o.dia) = 0,872 FCS (2o.dia) = 1,209
O resultado de uma contagem volumétrica classificatória realizada nos diversos pontos
da Rodovia AE é apresentado no Quadro 1 adiante.
Utilizar os seguintes Fatores de Correção:
FCM = 1,426
Pede-se calcular o tráfego total de AUTOMÓVEIS que existirá no ano 2010 para o
Trecho AB.
Sabe-se que, atualmente a Rodovia AE, é uma rodovia em Terra com extensão de 47,6
km e que no futuro estará pavimentada com extensão de 42,3 km e que a mesma
atravessa uma região de topografia Ondulada.
Considere-se que os únicos caminhos para se chegar às diversas zonas de tráfego são
os indicados no croquis.
Esta contagem foi realizada durante 2 dias consecutivos, nos seguintes horários:
26/10/98 - 2a. Feira
27/10/98 - 3a. Feira
06:00 - 18:00 horas
O croquis acima mostra a rodovia com as zonas de tráfego que formam a área de
influência direta. As taxas de crescimento das zonas de tráfego, de 1 até 11, são
fornecidas adiante no Quadro 3 e as taxas das zonas 305 a 322 devem ser obtidas da
Tabela de Taxas de Crescimento da Apostila do Curso.
Os resultados dos fluxos de movimentação de veículos são apresentados no Quadro 2
adiante
327
317
323
310
A
P B
Q
C
R
D
S
E
Apostila do Curso de Graduação em Engenharia Civil
Introdução à Engenharia de Tráfego – Prof. Pedro Akishino – Universidade Federal do Paraná (UFPR) Cap 07
123
RESULTADO DA CONTAGEM VOLUMÉTRICA REALIZADA NO PONTO "P"
QUADRO 1
CP ON CM
1o. DIA 232 10 110
2o. DIA 380 12 210
RESULTADO DA PESQUISA DE O/D DO DIA 26/10/98
FLUXOS DE MOVIMENTAÇÃO DE VEÍCULOS
QUADRO 2
PARES CP ON CM
1 x 330 18 12
3 x 317 43 12
8 x 330 52 12
9 x 327 36 12
11 x 320 20 13
326 x 324 32 13
303 x 332 24 13
QUADRO 3 - TAXAS DE CRESCIMENTO DAS DIVERSAS ZONAS DE TRÁFEGO EM %
ZONA1 ZONA 2 ZONA 3 ZONA 4 5 6 7 8 9 10 11
2,5 2,3 1,9 2,5 3,1 2,5 2,8 1,8 3,1 2,3 2,4
RESPOSTA
Taxa Crescimento Tráfego Local = 2,473%
Taxa Crescimento Tráfego Longa Distância = 2,090%
Fator de Geração de Tráfego = 0,4469
TRÁFEGO LOCAL DE AUTOMÓVEIS NO ANO BASE = 537
TRÁFEGO LONGA DIST. DE AUTOMÓVEIS NO ANO BASE = 305
TRÁFEGO LOCAL DE AUTOMÓVEIS NO ANO 2010 = 719
TRÁFEEGO INDUZIDO DE AUTOMÓVEIS NO ANO 2010 = 321
TRÁFEGO LONGA DIST. DE AUTOMÓVEIS NO ANO 2010 = 390
TRÁFEGO TOTAL DE AUTOMÓVEIS NO ANO 2010 = 1431
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124
QUESTÃO 7.10 (para fazer em casa)
00:00 - 24:00 horas
Foi realizada uma pesquisa de Origem/Destino no dia 18/04/98 entre 6-18 horas.
330 314 305 315
312 329 311
316 326 313
(4) (6) (9)
(8)
332 304
(1) (2)
(7) (11)
(5) (10)
(3)
324 309 319 301
308 320 328 303
Utilizar os seguintes Fatores de Correção:
FCH(6-18 h) = 1,341 FCS(1o.dia) = 1,134 FCS (2o.dia) = 1,057
Considere-se que os únicos caminhos para se chegar às diversas zonas de tráfego são
os indicados no croquis.
327
317
323
310
FCM = 0,911
Sabe-se que, atualmente a Rodovia AE, é uma rodovia em Terra com extensão de 56,7
km e que no futuro estará pavimentada com extensão de 51,9 km e que a mesma
atravessa uma região de topografia Plana.
Pede-se calcular o tráfego total de CAMINHÕES que existirá no ano 2015 para o
Trecho AB.
O resultado de uma contagem volumétrica classificatória realizada nos diversos pontos
da Rodovia AE é apresentado no Quadro 1 adiante.
Esta contagem foi realizada durante 2 dias consecutivos, nos seguintes horários:
Os resultados dos fluxos de movimentação de veículos são apresentados no Quadro 2
adiante
O croquis acima mostra a rodovia com as zonas de tráfego que formam a área de
influência direta. As taxas de crescimento das zonas de tráfego, de 1 até 11, são
fornecidas adiante no Quadro 3 e as taxas das zonas 301 a 333 devem ser obtidas da
Tabela de Taxas de Crescimento da Apostila do Curso.
18/04/98 - 3a. Feira
19/04/98 - 4a. Feira
06:00 - 18:00 horas
A
P B
Q
C
R
D
S
E
Apostila do Curso de Graduação em Engenharia Civil
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125
RESULTADO DA CONTAGEM VOLUMÉTRICA REALIZADA NO PONTO "P"
QUADRO 1
CP ON CM
1o. DIA 236 12 324
2o. DIA 357 16 356
RESULTADO DA PESQUISA DE O/D DO DIA 18/04/98
FLUXOS DE MOVIMENTAÇÃO DE VEÍCULOS
QUADRO 2
PARES CP ON CM
1 x 316 40 9
3 x 327 30 11
4 x 309 28 15
5 x 320 25 12
7 x 317 30 18
316 x 308 20 20
332 x 320 15 11
ZONA 1 ZONA 2 ZONA 3 ZONA 4 5 6 7 8 9 10
2,3 1,9 2,0 2,5 3,2 2,8 2,7 2,3 2,6 2,8
Caminhão Tipo para a situação Atual: Caminhão Pesado de 15 t
Caminhão Tipo para a situação Futura: Caminhão Carreta de 20 t
RESPOSTA
Taxa Crescimento Tráfego Local = 2,555%
Taxa Crescimento Tráfego Longa Distância = 2,258%
Fator de Geração de Tráfego = 0,273
TRÁFEGO LOCAL DE CAMINHÕES NO ANO BASE = 396
TRÁFEGO LONGA DIST. DE CAMINHÕES NO ANO BASE = 91
TRÁFEGO LOCAL DE CAMINHÕES NO ANO 2015 = 608
TRÁFEEGO INDUZIDO DE CAMINHÕES NO ANO 2015 = 166
TRÁFEGO LONGA DIST. DE CAMINHÕES NO ANO 2015 = 134
TRÁFEGO TOTAL DE CAMINHÕES NO ANO 2015 = 908
Dados do Problema -
considerar:
QUADRO 3 - TAXAS DE CRESCIMENTO DAS DIVERSAS ZONAS DE TRÁFEGO EM %
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126
QUESTÃO 7.11 (para fazer em casa)
00:00 - 24:00 horas
Foi realizada uma pesquisa de Origem/Destino no dia 18/04/98 entre 6-18 horas.
330 314 305 315
312 329 311
316 326 313
(4) (6) (9)
(8)
332 304
(1) (2)
(7) (11)
(5) (10)
(3)
324 309 319 301
308 320 328 303
Utilizar os seguintes Fatores de Correção:
FCH(6-18 h) = 1,341 FCS(1o.dia) = 1,134 FCS (2o.dia) = 1,057
FCM = 0,911
Sabe-se que, atualmente a Rodovia AE, é uma rodovia em Terra com extensão de 58,4
km e que no futuro estará pavimentada com extensão de 53,2 km e que a mesma
atravessa uma região de topografia Plana.
Pede-se calcular o tráfego total de CAMINHÕES que existirá no ano 2015 para o
Trecho AB.
O resultado de uma contagem volumétrica classificatória realizada nos diversos pontos
daRodovia AE é apresentado no Quadro 1 adiante.
Esta contagem foi realizada durante 2 dias consecutivos, nos seguintes horários:
Os resultados dos fluxos de movimentação de veículos são apresentados no Quadro 2
adiante
O croquis acima mostra a rodovia com as zonas de tráfego que formam a área de
influência direta. As taxas de crescimento das zonas de tráfego, de 1 até 11, são
fornecidas adiante no Quadro 3 e as taxas das zonas 301 a 333 devem ser obtidas da
Tabela de Taxas de Crescimento da Apostila do Curso.
18/04/98 - 3a. Feira
19/04/98 - 4a. Feira
06:00 - 18:00 horas
Considere-se que os únicos caminhos para se chegar às diversas zonas de tráfego são
os indicados no croquis.
327
317
323
310
A
P B
Q
C
R
D
S
E
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Introdução à Engenharia de Tráfego – Prof. Pedro Akishino – Universidade Federal do Paraná (UFPR) Cap 07
127
RESULTADO DA CONTAGEM VOLUMÉTRICA REALIZADA NO PONTO "P"
QUADRO 1
CP ON CM
1o. DIA 236 12 331
2o. DIA 357 16 342
RESULTADO DA PESQUISA DE O/D DO DIA 18/04/98
FLUXOS DE MOVIMENTAÇÃO DE VEÍCULOS
QUADRO 2
PARES CP ON CM
2 x 316 40 9
4 x 327 30 11
9 x 308 28 15
7 x 320 25 12
11 x 317 30 18
316 x 332 20 20
303 x 330 15 11
ZONA 1 ZONA 2 ZONA 3 ZONA 4 5 6 7 8 9 10 11
2,8 2,2 1,9 2,6 2,9 2,8 2,4 3,1 2,0 2,4 2,6
Caminhão Tipo para a situação Atual: Caminhão Pesado de 15 t
Caminhão Tipo para a situação Futura: Caminhão Carreta de 20 t
RESPOSTA
Taxa Crescimento Tráfego Local = 2,518%
Taxa Crescimento Tráfego Longa Distância = 2,249%
Fator de Geração de Tráfego = 0,275
TRÁFEGO LOCAL DE CAMINHÕES NO ANO BASE = 394
TRÁFEGO LONGA DIST. DE CAMINHÕES NO ANO BASE = 91
TRÁFEGO LOCAL DE CAMINHÕES NO ANO 2015 = 601
TRÁFEEGO INDUZIDO DE CAMINHÕES NO ANO 2015 = 165
TRÁFEGO LONGA DIST. DE CAMINHÕES NO ANO 2015 = 133
TRÁFEGO TOTAL DE CAMINHÕES NO ANO 2015 = 900
Dados do Problema -
considerar:
QUADRO 3 - TAXAS DE CRESCIMENTO DAS DIVERSAS ZONAS DE TRÁFEGO EM %
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Introdução à Engenharia de Tráfego – Prof. Pedro Akishino – Universidade Federal do Paraná (UFPR) Cap 07
128
BIBLIOGRAFIA DO CAPÍTULO 07
MANUAL DE ENCUESTAS DE TRANSPORTE URBANO
LEON, Modesto Rodrigues com assessoria do Prof .José Geraldo Maderna Leite
LIMA / Peru 1988
CURSO DE EXTENSÃO EM ENGENHARIA DE TRÁFEGO
AKISHINO, Pedro 1979
MANUAL DE ESTUDIOS DE INGENIERIA DE TRANSITO - Mexico 1976
Asociacion Mexicana de Caminos, A.C. y Representaciones y Servicios de Ingenieria
S.A
ENGENHARIA DE TRÁFEGO
Luis Ribeiro Soares 1975
ESTUDOS DE VIABILIDADE TÉCNICO ECONÔMICA DE RODOVIAS
VICINAIS DER / PARANÁ 1973
ESTUDO DE VIABILIDADE TÉCNICO ECONÔMICA DO PLANO DIRETOR
DE
RODOVIAS ALIMENTADORAS DER / PARANÁ 1977
AVALIAÇÃO ECONÔMICA DE RODOVIAS VICINAIS E ALIMENTADORAS
DER / PR 1983
REDE MULTIMODAL DE TRANSPORTE
Secretaria dos Transportes do Paraná 1978
PLANO DE TRANSPORTE COLETIVO RODOVIÁRIO INTERMUNICIPAL DE
PASSAGEIROS Secretaria dos Transportes do Paraná 1978
PLANO DIRETOR RODOVIÁRIO REGIÃO SUL DNER 1970 e 1976
INFORMAÇÕES PRÁTICAS PARA REALIZAÇÃO DE ESTUDOS DE TRÁFEGO
EM PROJETOS DE ENGENHARIA RODOVIÁRIA
Amir Mattar Valente DER / Santa Catarina 1993
PESQUISA DE OPINIÃO DOS USUÁRIOS DE TRANSPORTE COLETIVO
LINHAS METROPOLITANAS - Sao José dos Pinhais 1994
Departamento de Transporte da UFPR
MÉTODO GRÁFICO PARA PROJEÇÃO DE TRÁFEGO
ARATANGY, Nestor José 1972
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Introdução à Engenharia de Tráfego – Prof. Pedro Akishino – Universidade Federal do Paraná (UFPR) Cap 08
129
CAPÍTULO 08
PESQUISAS DE TEMPOS DE PERCURSO E DEMORAS
1. CONCEITOS
TEMPO DE PERCURSO
é o tempo gasto por um veículo para se deslocar de um ponto A até um outro
B, incluindo paradas e demoras, nas condições prevalecentes de tráfego.
DEMORAS
é o tempo gasto pelo tráfego, devido aos sinais de interrupções de movimento
ou diminuição da velocidade normal. Pode ser dividido em demoras fixas,
demoras operacional ou demoras de tempo de percurso.
PARADAS
é o tempo em que o veículo fica parado durante o percurso.
TEMPO DE MOVIMENTO
é a porção do tempo do percurso em que o veículo está realmente em
movimento.
MEDIANA
É a velocidade tal que existam o mesmo número de carros com velocidade
maior e com velocidade menor que ela.
É também chamada de velocidade do meio e 50o. porcentil
PORCENTIS DAS VELOCIDADES
É a velocidade na qual ou abaixo da qual os veículos correspondentes
àquela porcentagem se movem.
85o. PORCENTIL
É muitas vezes referenciado como o da velocidade crítica.
Os motoristas que excedem a velocidade correspondente a esse porcentil, são
considerados como os que dirigem mais depressa do que é seguro, nas
condições existentes.
Esse porcentil é um bom guia para se estabelecer velocidades limites.
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130
CAUSAS DAS DEMORAS
DEMORAS FIXAS
ocorrem, principalmente nas interseções.
Este tipo de demora não depende das características de fluxo e
podem ocorrer mesmo com um só veículo percorrendo o
segmento.
Exemplos:
sinais de tráfego
símbolos de paradas
símbolos de via preferencial
cruzamentos ferroviários, etc.
DEMORAS OPERACIONAIS
é a demora causada por interferência de outros componentes, na
corrente de trafego.
Causas:
a) fricções laterais
veículos que entram e saem de estacionamentos
veículos fazendo retornos
pedestres
veículos parados
veículos estacionados em segunda fila
tráfego cruzado
b) fricções internas
congestionamento devido a altos volumes
falta de capacidade
manobras de entrada ou saída
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131
MÉTODOS DE MEDIÇÃO DE VELOCIDADE
RADAR
baseia-se na freqüência da reflexão de onda eletromagnética ocasionada
pela passagem do veículo.
Quando se deseja obter a velocidade livre dos veículos em rodovias, é
necessário obter dados referentes a regularidade ou irregularidade da
superfície de rolamento, o tipo de pavimento, a declividade e existência de
curvas ou tangentes.
Torna-se importante obter não só a velocidade instantaneamente
num determinado ponto, mas também as velocidades quando os
veículos estão acelerando ou desacelerando.
Para isso, antenas dispostas nos radares devem ficar assentadas tão
tangentes quanto possível à direção do trafego a ser observado.
Aproximando-se o veículo ao alcance da ação do radar (cerca de 500m) um
visor digital indica a sua velocidade enquanto aquele permanecer em seu
ângulo de percepção.
Em trechos de aclives, 3 radares são capazes de acompanhar o veículo num
percurso de 1,5 Km.
Para os greides em declives são necessárias 5 posições de radar para
abranger um percurso de 2Km.
Nos testes de velocidades estáticas devem ser escolhidos trechos retos,
abertos, sem a influencia de símbolos ou sinais ou qualquer interferência
estranha que altere a velocidade livre dos veículos.
Isto quer dizer que o observador de velocidade deve ficar despercebido do
motorista.
O observador deveráselecionar os veículos aleatoriamente na corrente de
tráfego, procurando escolher um número de caminhões proporcionalmente ao
volume de tráfego a fim de que a amostra seja adequadamente estratificada.
Existe uma tendência de o observador medir velocidades de veículos mais
rápidos, e não aleatoriamente.
CARRO TESTE
Consiste na utilização de um veículo teste que é dirigido várias vezes, numa
determinada seção teste.
a) Carro Flutuante
neste método, o motorista tenta, na corrente de tráfego, ultrapassar o maior
número possível de veículos, determinando assim, os menores tempo de
percurso e demora.
b) Velocidade Média
o motorista dirige o carro teste, que em sua opinião, trafegará na velocidade
representativa da velocidade média do tráfego total, na ocasião do teste.
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132
MÉTODOS DE MEDIÇÃO DE VELOCIDADE
(continuação)
CRONÔMETROS
a) Cronômetros Sincronizados
Consiste na utilização de cronômetros sincronizados em pontos
predeterminados.
O primeiro passo para a execução é a escolha dos trechos de acordo com
as características que se quer apurar (rodovia pavimentada, revestimento
primário, terra, etc. - tipo de região: plana, ondulada, montanhosa).
Os trechos não deverão ter entroncamentos importantes e se, em rodovias, a
região deverá ser pouco habitada, não devendo possuir posto de gasolina,
policial ou qualquer outro motivo de perturbação do fluxo normal do tráfego,
(evitar atrito lateral).
Os cronômetros deverão ser acionados simultaneamente, sendo o trabalho
realizado durante 4 horas consecutivas, quando os cronômetros deverão ser
parados simultaneamente.
b) Medição de Tempo em Distância Conhecida
Consiste em medir o tempo que o veículos demoram para se deslocar de
um ponto A até ao B, através de cronômetros.
Isto pode ser feito por marcas no pavimento, ou caixa com espelho, ou
aparelho eletromecânico, ou marcador gráfico.
O método de marcas no pavimento consiste em se colocar marcas no
pavimento no início e no final do trecho e o observador liga e desliga o relógio
quando o veículo passa nessas marcas.
O método da caixa com espelho consiste na utilização de uma caixa em
forma de "L" aberta nas duas extremidades e com um espelho formando
ângulo de 45 graus com as paredes do canto.
O observador, colocado entre os dois pontos extremos, vê pelo espelho,
quando o veículo cruza esses pontos. A caixa de espelho e sua utilização,
pode ser vista na figura inserida adiante.
No caso do Aparelho Eletromecânico, um tubo contendo ar ou corrente
elétrica, emite impulsos quando os veículos passam sobre o tubo, que por
sua vez operam um interruptor, acionando e parando um cronômetro.
Já o marcador gráfico é um instrumento que se move a velocidade constante
e com uma pena que se desloca para cima e para baixo, conforme impulsos
de ar vindos de tubos que cruzam a via.
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133
ENOSCOPIO para medição de tempo em distância conhecida
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134
MÉTODOS DE MEDIÇÃO DE VELOCIDADE
(continuação)
MEDIDOR COM MOTOR DE VELOCIDADE CONSTANTE
que cronometra os veículos automaticamente, numa faixa de 10 a 25 metros
de largura.
REGISTRADOR GRÁFICO "EASTERLINE ANGUS"
que registra num papel cronometrado o momento em que todos os veículos
passam pelos dois extremos de faixa considerada possuindo para isso 20
estiletes.
MEDIDOR DESENVOLVIDO PELO "BUREAU OF ROADS"
que, além de registrar a velocidade instantânea, assinala também a posição
transversal do veículo na pista.
Neste caso são empregados detetores de metal em vez de tubos
pneumáticos.
TÉCNICA DE LEITURAS DE PLACAS
usada quando só se deseja informação de tempo de percurso.
Esse método utiliza um observador no início e na saída da seção em teste.
Cada observador registra a hora e o número da placa.
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135
MÉTODOS DE MEDIÇÃO DE VELOCIDADE
(continuação)
FOTOGRAFIAS
consiste em se obter fotografias espaçadas em séries.
Permite determinar também, espaços entre os carros, uso das faixas,
valores de aceleração, manobras de entrada ou de cruzamento e demoras
nas interseções.
A distância que um veículo se move de uma fotografia para a sucessiva,
dividida pelo tempo entre as duas fotografias, dá a sua velocidade.
TÉCNICAS DE ENTREVISTAS
pode ser utilizada quando se necessita de muitos dados e se dispõe de
pouco tempo e dinheiro.
Normalmente se entrevistam empregados de firmas ou
estabelecimentos localizados estrategicamente, para se indagar a
respeito do tempo que gastam para ir ao trabalho.
Utilizam-se também entrevistas por telefone.
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136
DEMORAS EM INTERSEÇÕES - MÉTODOS DE MEDIÇÕES
MÉTODO DO TEMPO DE PERCURSO
consiste em medir o tempo de percurso de um ponto antes e
um ponto após a interseção das seguintes formas:
a) carro teste operando entre dois pontos
b) anotação de tempo e número das placas dos veículos nos
dois pontos
c) fotografias em tempo determinado
d) observador em ponto elevado seguindo os veículos (um de
cada vez) registrando o tempo de percurso entre os dois pontos
escolhidos
MÉTODO DAS DEMORAS DE PARADAS
consiste em medir o tempo em que os veículos ficam parados
na região da interseção, não sendo incluídos os tempos devido
à aceleração e desaceleração.
Formas de obtenção:
- Medidor de Demoras: acoplado ao painel do carro que registra
o tempo em que o mesmo fica parado
- Medidor de Amostragem: é feita a contagem de veículos
parados em intervalos de tempo (por exemplo a cada 15
minutos)
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137
2. DEMORA EM INTERSEÇÃO - APLICAÇÃO
Considere-se uma pesquisa de 5 minutos com observações a cada 15
segundos, obtendo-se os valores do quadro seguinte:
HORÁRIO
Número total de veículos parados na
aproximação da intersecção
----------------------------------------------------------------
0 seg | 15 seg | 30 seg | 45 seg
Volume de Serviço
-----------------------------------------
Carros que | Carros que
param | não param
17:00
17:01
17:02
17:03
17:04
0 2 7 9
4 0 0 3
9 16 14 6
1 4 9 13
5 0 0 2
11 6
6 14
18 0
17 0
4 17
SUBTOTAL 19 22 30 33 5637
TOTAL 104 93
Demora Total: número total de veículos parados observados x intervalo de
observação = 104 x 15 = 1560 veículos segundos
Demora Total
Média de Demora por Veículo Parado = ---------------------------------------- =
número de veículos parados
1560
= ----------- = 27.8 segundos
56
Demora Total
Média de Demora por Volume de Serviço = ---------------------------- =
Volume de Serviço
1560
= --------- = 16.8 segundos
93
número veículos parados 56
% de Veículos que Param = --------------------------------- = ------- = 60,2%
volume de serviço 93
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138
3. MÉTODO DO CRONÔMETRO - APLICAÇÃO
A utilização de cronômetros permite determinar velocidades de operação de
veículos em um dado segmento viário, seja rodoviário ou urbano. Essa
velocidade pode ser para um determinado tipo de veículo, ou para a velocidade
do trânsito. A velocidade do trânsito para diversos tipos de rodovias ou vias
urbanas foi definida em diversos estudos realizados por diversos outros países,
porém, no caso brasileiro, o problema está no fato de que a composição do
tráfego, principalmente de rodovias, é muito diferente das rodovias
estrangeiras, onde possuimos uma incidência entre 30-40% de caminhões, e
até mesmo, de até 60% de caminhões, como no caso da BR 116, entre
Curitiba – São Paulo.
Assim sendo, a determinação de velocidade em uma determinada rodovia,
passa a ter importância significativa, uma vez que valores utilizados em outros
países, deixam de ser válidos para o nosso. É, pois, necessário conhecer, não
somente a velocidade dos diversos tipos de veículos e do trânsito por tipo de
pista de rolamento (pavimentada, revestida, ou terra), atravessando regiões
topográficas distintas (plana, ondulada, montanhosa), mas também a sua
variação conforme o aumento do volume de tráfego e a influência do aumento
de percentual de veículos pesados.
Um método simples de determinação de velocidade em rodovia, com utilização
de cronômetros é descrito na seqüência.
Escolhe-se o segmento da rodovia que se pretende avaliar, de tal forma
que o mesmo tenha uma extensão entre 3 a 5 km (quanto maior a
extensão mais preciso será a velocidade determinada); que seja pouco
habitado, que não tenha entroncamentos importantes, postos de
combustíveis, posto policial, ou qualquer outro motivo de perturbação do
fluxo normal do tráfego.
Levantam-se as características técnicas do trecho, como tipo de
pavimento, largura da pista, acostamento, extensão, perfil longitudinal
do segmento (ou indicativo da topografia da região), quantidade de
curvas fechadas.
Um engenheiro coordenador e 2 equipes formadas de 4 elementos cada
uma executarão o trabalho, cada uma delas em cada extremo do
segmento, sendo que o primeiro elemento se encarrega do cronômetro,
ditando o minuto e o segundo a cada 10 segundos (exemplo: 4 minutos
e 20 segundos, 30 segundos, 40 segundos, ... , 5 minutos e 0 segundos,
10 segundos, 20 segundos, ...); o segundo dita a placa do veículo (2
últimos números da placa) e o tipo (automóvel, ônibus, ou caminhão); o
terceiro preenche o formulário, anotando a placa na linha
correspondente ao minuto e intervalo de 10 segundos, fazendo um traço
debaixo do algarismo se o tipo de veículo for caminhão, dois traços se
for ônibus e nenhum se for automóvel (ver modelo de formulário
adiante); o quarto elemento anotará o tráfego que se desloca no sentido
do teste (o quarto elemento da segunda equipe anota o tráfego no
sentido oposto).
Apostila do Curso de Graduação em Engenharia Civil
Introdução à Engenharia de Tráfego – Prof. Pedro Akishino – Universidade Federal do Paraná (UFPR) Cap 08
139
Modelo de Formulário de Registro de Placas de Veículos
TESTE DE VELOCIDADE POR ANOTAÇÃO DE PLACAS DE VEÍCULOS E UTILIZAÇÃO DE CRONÔMETROS
RODOVIA: POSTO: DATA: DIA DA SEMANA:
TRECHO: DE: ATÉ:
EXEMPLO: 09 15 09 30
SEGMENTO: SENTIDO:
MI SE NÚMERO DA PLACA MI SE NÚMERO DA PLACA MI SE NÚMERO DA PLACA
NU GUN (1 Grifo para Caminhões e NU GUN (1 Grifo para Caminhões e NU GUN (1 Grifo para Caminhões e
TOS DOS ( e 2 Grifos para Ônibus) TOS DOS ( e 2 Grifos para Ônibus) TOS DOS ( e 2 Grifos para Ônibus)
00-10 00-10 00-10
10-20 10-20 10-20
20-30 20-30 20-30
30-40 30-40 30-40
40-50 40-50 40-50
50-60 50-60 50-60
00-10 00-10 00-10
10-20 10-20 10-20
20-30 20-30 20-30
30-40 30-40 30-40
40-50 40-50 40-50
50-60 50-60 50-60
00-10 00-10 00-10
10-20 10-20 10-20
20-30 20-30 20-30
30-40 30-40 30-40
40-50 40-50 40-50
50-60 50-60 50-60
00-10 00-10 00-10
10-20 10-20 10-20
20-30 20-30 20-30
30-40 30-40 30-40
40-50 40-50 40-50
50-60 50-60 50-60
00-10 00-10 00-10
10-20 10-20 10-20
20-30 20-30 20-30
30-40 30-40 30-40
40-50 40-50 40-50
50-60 50-60 50-60
PESQUISADOR: OBS.: O minuto zero corresponde ao horário de início. Assim, se
a hora de início é 09:15, o minuto 00:00 até 00:60 corresponde FOLHA .............DE..........
a 09:15 e o minuto 01:00 até 01:60 ao horário 09:16 h VelocidadeCronomPlaca.xls
13
10
1 6 11
4 9 14
0 5
2 7 12
3 8
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Introdução à Engenharia de Tráfego – Prof. Pedro Akishino – Universidade Federal do Paraná (UFPR) Cap 08
140
Observe-se que, por este formulário, é possível saber a velocidade de cada
veículo, mas também pode-se saber qual o volume que foi registrado no posto
de pesquisa, minuto por minuto. Anotam-se as placas de todos os veículos que
passarem no posto. Se a rodovia for de pista dupla, mais uma equipe em cada
posto deve ser considerada para cada faixa de tráfego acrescida, nos horários
de pico, onde cada equipe anota as placas dos veículos de uma faixa. O
quarto elemento que faz a contagem dos veículos é necessário para
conferência e possíveis ajustes, se nem todas as placas puderem ser anotadas
(algum veículo pode não ter placa). A contagem volumétrica deve ter registro
de 15 em 15 minutos.
Dessa forma, como é conhecida quantidade de veículos que transitaram no
segmento a cada 15 minutos, e como cada formulário de registro de placas
anota as placas por 15 minutos, pode-se calcular as velocidades dos veículos
que trafegaram no segmento no período de 15 minutos. Multiplicando-se o
volume de tráfego dos 15 minutos por 4, obtém-se o fluxo de tráfego
equivalente de uma hora. Dessa forma, para cada volume horário de tráfego,
pode-se conhecer as velocidades dos veículos e a velocidade do trânsito, o
que permite analisar a redução de velocidade, em função do aumento no
volume de tráfego.
Como a pesquisa é realizada por um período de 4 horas e, havendo 4
intervalos de 15 minutos em uma hora, significa que se obterão 16 blocos de
velocidades relacionadas com o volume horário. A velocidade média será a
velocidade obtida em diversos testes realizadosno segmento, onde cada teste
deverá ter duração mínima de 4 horas.
É preciso observar que os cronômetros devem ser acionados simultaneamente
no primeiro posto. A segunda equipe se dirige para o segundo posto e um
tempo estimado para o início das anotações deve ser considerado. No final do
tempo previsto para pesquisa (no mínimo de 4 horas) os cronômetros devem
ser travados. Se forem travados no mesmo instante, os últimos veículos que
passaram no primeiro posto não foram registrados no segundo. Se houver uma
diferença de tempo de travamento do cronômetro, para que os veículos do
primeiro posto possam ser registrados no segundo, esse tempo deverá ser
definido com antecipação, pois, pode ocorrer um erro no cronômetro que terá
que ser corrigido através de um coeficiente de correção a ser determinado.
Como a distância percorrida pelo veículo é conhecida e o tempo foi medido,
calcula-se a velocidade de cada veículo registrado.
O quadro adiante mostra o resultado de um teste realizado. O quadro
apresenta a velocidade média de cada tipo de veículos por intervalo de 15
minutos, ou seja, considera a velocidade de todos os veículos registrados no
intervalo, obtendo-se um valor médio. Não é, portanto, a velocidade do trânsito
que se está determinando.
Apostila do Curso de Graduação em Engenharia Civil
Introdução à Engenharia de Tráfego – Prof. Pedro Akishino – Universidade Federal do Paraná (UFPR) Cap 08
141
RESUMO DO TESTE DE VELOCIDADE COM USO DE CRONÔMETRO
RODOVIA: BR 116 POSTO: 1 DATA: 26/04/1964
TRECHO: CURITIBA - SÃO PAULO DIA DA SEMANA: SEG
SEGMENTO: CURITIBA - ATUBA SENTIDO: 1
DISTÂNCIA ENTRE OS POSTOS: 2 km
HORÁRIO DA AUTOMÓVEIS ÔNIBUS CAMINHÕES VOLU VOLU
PESQUISA POR VO TEM km VO TEM km VO TEM km ME ME
PERÍODO DE LU PO / % LU PO / % LU PO / % TO- HORA
15 MINUTOS ME (min.) h ME (min.) h ME (min.) h TAL RIO
07 : 00 - 07 : 15 28 28 56,50 59,5 49,1 6 6 13,50 53,3 10,5 23 23 57,40 48,1 40,4 57 228
07 : 15 - 07 : 30 48 48 117,20 49,1 53,3 7 7 15,60 53,8 7,8 35 35 57,40 73,2 38,9 90 360
07 : 30 - 07 : 45 39 39 84,00 55,7 49,4 10 10 24,00 50,0 12,7 30 29 57,40 60,6 38,0 79 316
07 : 45 - 08 : 00 39 36 79,30 54,5 55,7 5 5 11,40 52,6 7,1 26 24 57,40 50,2 37,1 70 280
08 : 00 - 08 : 15 53 53 120,90 52,6 60,9 14 14 29,80 56,4 16,1 20 20 57,40 41,8 23,0 87 348
08 : 15 - 08 : 30 55 55 110,20 59,9 71,4 5 5 11,40 52,6 6,5 17 17 57,40 35,5 22,1 77 308
08 : 30 - 08 : 45 62 60 116,70 61,7 68,1 11 11 23,10 57,1 12,1 18 18 57,40 37,6 19,8 91 364
08 : 45 - 09 : 00 41 40 82,20 58,4 58,6 6 6 14,30 50,3 8,6 23 23 57,40 48,1 32,9 70 280
09 : 00 - 09 : 15 63 59 130,60 54,2 71,6 1 1 2,50 48,0 1,1 24 23 57,40 48,1 27,3 88 352
09 : 15 - 09 : 30 48 48 97,90 58,8 63,2 8 8 18,60 51,6 10,5 20 20 57,40 41,8 26,3 76 304
09 : 30 - 08 : 45 79 76 202,90 44,9 65,3 3 3 6,80 52,9 2,5 39 38 57,40 79,4 32,2 121 484
08 : 45 - 10 : 00 61 56 122,90 54,7 79,2 1 1 2,00 60,0 1,3 15 14 57,40 29,3 19,5 77 308
10 : 00 - 10 : 15 61 59 132,90 53,3 77,2 4 4 12,40 38,7 5,1 14 13 57,40 27,2 17,7 79 316
10 : 15 - 10 : 30 62 62 127,30 58,4 69,7 5 5 9,90 60,6 5,6 22 20 57,40 41,8 24,7 89 356
10 : 30 - 10 : 45 54 54 115,90 55,9 62,1 8 8 17,50 54,9 9,2 25 24 57,40 50,2 28,7 87 348
10 : 45 - 11 : 00 77 75 221,00 40,7 74,0 9 9 35,00 30,9 8,7 18 18 57,40 37,6 17,3 104 416
SEQUÊNCIA DE CÁLCULOS:
OBSERVAÇÃO:
O sentido 1 significa mesmo sentido que aquele indicado na identificação do segmento. O sentido 2 seria o
sentido inverso àquele indicado na identificação do segmento.
P
L
A
C
A
S
P
L
A
C
A
S
P
L
A
C
A
S
O volume de cada tipo de veículo é obtido pela contagem volumétrica realizada. A coluna placas registra o
número de veículos que tiveram as suas placas anotadas e a velocidade medida. O tempo é o somatório do
tempo de todos os veículos que tiveram suas placas anotadas, valor esse em minutos obtido do formulário de
campo. A velocidade será o quociente entre a distância percorrida por todos os veículos pelo somatório dos
tempos gastos (como o tempo é medido em minutos, a sua transformação em hora necessita ser feita). A coluna
(%) indica a composição percentual do tipo de veículo. A coluna volume total é o somatório do volume de
automóveis, ônibus e caminhões. A coluna "Volume Horário" corresponde ao volume horário equivalente e é
obtida multiplicando-se o volume total por 4, uma vez que o volume total refere-se ao volume de 15 minutos.
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142
Na determinação da velocidade do trânsito é necessário considerar a
velocidade de todos os veículos que se deslocam no segmento em análise. A
medição realizada permite calcular essa velocidade.
O exemplo apresentado, mostra apenas um caso de velocidades por tipo de
veículo por faixa de volume de tráfego.
Os exemplos a seguir mostram formas de se calcular a velocidade do trânsito.
As medidas de velocidades realizadas permitem calcular uma série de
parâmetros, dos quais citaremos apenas os mais significativos para
utilização do porcentil 85, ou seja, a velocidade abaixo da qual 85% dos
veículos trafegam, portanto, somente ultrapassada por 15% dos veículos.
VELOCIDADE MÉDIA - é uma média da tendência central dos dados
x
fi xi
n
_
_
x = velocidade média n = número total de veículos observados
fi = freqüência xi = velocidade do intervalo
DESVIO PADRÃO
s
fi xi
n
fi xi
n
s s2
2 2
2
1
1
ERRO PADRÃO DA MEDIA
Este é um valor estatístico que indica a segurança com que a média da
amostra pode representar a velocidade média real de todo o tráfego.
s
s
n
s s
x x x
_ _ _
2 2 2
= =
s_ = erro padrão da média
x
s
x
2
= variança média s2
= variança da amostra
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143
O Erro Padrão da média, mais e menos um desvio, contém aproximadamente,
68 % das velocidades dos veículos.
O Erro Padrão da média, mais e menos dois desvios padrão, contém 95 %.
E, o erro padrão da média, mais e menos três desvios padrão, contém 99,8 %.
ESTUDOS ANTERIORES E POSTERIORES
Para se determinar quando a diferença entre a velocidade média dos
estudos anteriores e posteriores é significativa, é necessário que se estime o
desvio padrão da diferença das médias.
s s s
xb xa
_
_ _ = +
2 2
_ _ _
x b - x a > 2 s
_
s = desvio padrão da diferença das médias
2
( s_ ) = variância média do estudo "anterior"
xb
2
( s_ ) = variância média do estudo "posterior"
xa
_
xb = velocidade média do estudo "anterior"
_
xa = velocidade média do estudo "posterior"
_
s = desvio padrão da diferença das médias
Se a diferença das velocidades médias é maior que duas vezes o desvio
padrão da diferença das médias, pode-se dizer, com 95% de segurança que a
diferença observada nas velocidades médias é significante (a mudança nas
condições afetou significativamente a velocidade média).
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144
EXERCICIO 8.3.1
Considere-se a pesquisa de velocidade abaixo:
VELOCIDADE MEDIA FREQUENCIA
FAIXA DE VELOCIDADE POR FAIXA (No. de veículos
DOS VEÍCULOS (xi) observados)
(fi)
13.6 - 16.5 15 1
16.6 - 19.5 18 2
19.6 - 22.5 21 6
22.6 - 25.5 24 12
25.6 - 28.5 27 13
28.6 - 31.5 30 20
31.6 - 34.5 33 18
34.6 - 37.5 36 17
37.6 - 40.5 39 4
40.6 - 43.5 42 5
43.6 - 46.5 45 1
46.6 - 49.5 48 1
Na tabela apresentada, os dados são agrupados em intervalos de
velocidade de 3 km/h, tendo na segunda coluna a média do intervalo .
Na terceira coluna e lançado o número de veículos observados com
velocidade dentro de cada intervalo.
Calcular a velocidade média do conjunto, bem como a mediana, a moda e os
diversos porcentis.
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145
RESOLUÇÃO DO EXERCÍCIO 8.3.1
FAIXA
VELOC.
xi
fi fi ACUM
(3)
% ACUM
100.(3)/n
fi . xi fi . (xi)²
13.6-16.5 15 1 1 1 15 225
16.6-19.5 18 2 3 3 36 648
19.6-22.5 21 6 9 9 126 2 646
22.6-25.5 24 12 21 21 288 6 912
25.6-28.5 27 13 34 34 351 9 477
28.6-31.5 30 20 54 54 600 18 000
31.6-34.5 33 18 72 72 594 19 602
34.6-37.5 36 17 89 89 612 22 032
37.6-40.5 39 4 93 93 156 6 084
40.6-43,5 42 5 98 98 210 8 820
43.6-46.5 45 1 99 99 45 2 025
46.6-49.5 48 1 100 100 48 2 304
SOMA n= 100 3 081 98 775
VELOCIDADE MÉDIA
n
x
fi.xi
DESVIO PADRÃO
s
fi xi
n
2
2
1
=
fi.(xi)2 1n
.
ERRO PADRÃO DA MÉDIA
sx =
s
n
2 2
=
Podemos afirmar, com 95% de segurança, que a velocidade está
compreendida entre a velocidade média 2 erros padrões da média, isto é:
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146
30,81 - 2x0,624 e 30,81 + 2x0,624
Mediana = 30 km/h e Moda = 30 km/h
As porcentagens acumuladas (coluna 4) lançadas no eixo das ordenadas e os
limites superior de cada grupo de velocidades lançadas no eixo das abcissas,
definem uma curva em forma de "S" que se denomina "curva de velocidades
acumuladas".
Traçando-se no gráfico uma linha horizontal, por uma porcentagem escolhida
(15% ou 50% ou 85% , por exemplo), se, no ponto onde esta linha intercepta
a curva, traçarmos uma linha vertical, vamos obter, no eixo das abcissas, a
velocidade na qual, ou abaixo da qual, os veículos correspondentes àquela
porcentagem se movem.
Assim, a cada porcentil corresponde uma velocidade.
O gráfico na sequência, permite calcular os diversos porcentis.
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147
CURVA DE VELOCIDADES ACUMULADAS
DETERMINAÇÃO DOS PORCENTIS
VELOCIDADE (km/h)
%
A
C
U
M
U
L
A
D
A
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
18 21 24 27 30 33 36 39 42 45 48
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148
EXERCÍCIO 8.3.2 (proposto)
Considerando-se o quadro abaixo calcular os diversos parâmetros.
Faixa velocidade Velocidade Freqüência
(mph) média (no. veículos)
xi fi
19 - 20.9 20 1
21 - 22.9 22 2
23 - 24.9 24 4
25 - 26.9 26 7
27 - 28.9 28 10
29 - 30.9 30 12
31 - 32.9 32 8
33 - 34.9 34 3
35 - 36.9 36 21
37 - 38.9 38 2
39 - 40.9 40 0
RESPOSTA
Velocidade Média = 31,029 mph
Desvio Padrão = 4,527 mph
Erro Padrão da Média = 0,541 mph
15o. Porcentil = 25,9 mph
50o. Porcentil = 30,0 mph
85o. Porcentil =36,3 mph
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149
4. MÉTODO DO CARRO TESTE - APLICAÇÃO
Para a determinação da velocidade média de um trecho através de testes
de velocidade dinâmicos, pode-se adotar a metodologia desenvolvida pelo
Road Research Laboratory e que pode ser sintetizada pelas expressões:
x + y
g = --------------------
a + w
y
t = w + -------
g
sendo:
g = fluxo de veículos numa direção
x = número médio de veículos contados na direção de g quando o carro teste está
se locomovendo na direção oposta
y = diferença entre veículos ultrapassados e os que ultrapassaram o carro teste
quando estava percorrendo no sentido de g (pode ser positivo ou negativo)
w = tempo médio de percurso quando o carro teste estiver trafegando na direção de g
a = tempo médio de percurso quando o carro teste estiver trafegando na direção
oposta de g
t = tempo médio de percurso do tráfego total
Se o carro teste se movimentar adequadamente no fluxo de tráfego, o
valor de y será igual a zero, tendo-se então t = w.
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150
UFPR TESTE DE VELOCIDADE - DINÂMICO TC/DTT
ÁREA URBANA OU TRECHO:
SENTIDO: DE PARA
ITINERÁRIO:
TESTE No: DATA: / / DIA DA SEMANA:
HORÁRIO INICIAL: HORÁRIO FINAL:
DISTÂNCIA PERCORRIDA : km TEMPO DE PERCUSO:
TEMPO DE PARADAS:
TRÁFEGO NO SENTIDO OPOSTO AO TESTE
CP
ON
CM
TOTAL:
TRÁFEGO NO SENTIDO DO TESTE
ULTRAPASSAGENS EFETUADAS ULTRAPASSAGENS RECEBIDAS
CP CP
ON ON
CM CM
TOTAL: TOTAL:
velocidadinamico.doc
NOME DO PESQUISADOR:
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151
EXERCÍCIO 8.3.3
A ficha adiante inserida refere-se a um teste de velocidade realizado em
trecho da rodovia que liga as localidades de Paranavaí e Alto do Paraná,
rodovia pavimentada com um tráfego diário médio de 2 943 veículos.
Foram realizadas 6 medições nos dias e horários indicados no quadro,
obtendo-se os valores ali apresentados.
Calcular a velocidade média nesse trecho.
RESOLUÇÃO
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152
No. Tipo Dia Dist. Tempo
do de da Percor Total
Tes Veí- Sema rida (min,
te culo na (km) seg) CP ON CM TT CP ON CM TT CP ON CM TT
01 A Sab 20/3 08:25 5,100 4' 3" 3 0 7 10 0 0 1 1 1 0 0 1
02 A Sab 20/3 14:35 5,200 3' 24" 6 0 0 6 0 0 0 0 0 0 0 0
03 A Dom 21/3 10:40 5,200 3' 15" 3 1 5 9 0 0 0 0 0 0 0 0
04 C Dom 21/3 16:55 5,100 4' 16" 9 1 2 12 0 0 0 0 3 0 0 3
05 C Seg 22/3 09:45 5,200 4' 58" 10 0 4 14 0 0 0 0 1 0 0 1
06 C Seg 22/3 14:20 5,200 5' 22" 11 0 7 18 0 0 0 0 2 0 0 2
No. Tipo Dia Dist. Tempo
do de da Percor Total
Tes Veí- Sema rida (min,
te culo na (km) seg) CP ON CM TT CP ON CM TT CP ON CM TT
01 A Sex 19/3 18:20 5,200 3' 36" 4 0 6 10 0 0 1 1 2 0 0 2
02 A Sab 20/3 14:30 5,200 3' 42" 5 0 1 6 0 0 1 1 0 0 0 0
03 A Sab 20/3 18:20 5,200 3' 37" 5 0 5 10 0 0 0 0 1 0 0 1
04 C Dom 21/3 10:35 5,400 4' 7" 6 0 0 6 0 0 0 0 2 0 0 2
05 C Dom 21/3 16:30 5,100 3' 41" 9 0 4 13 0 0 0 0 1 0 0 1
06 C Seg 22/3 09:40 5,100 4' 38" 9 0 1 10 0 0 0 0 2 0 0 2
TRECHO: Paranavaí - Alto Paraná SENTIDO: DE Alto Paraná PARA: Paranavaí
Data Hora
SENTIDO OPOSTO
AO TESTE
SENTIDO DA DIREÇÃO DO TESTE
ULTRAPASSAGENS
Efetuadas Recebidas
TESTE DE VELOCIDADE DINÂMICO
TRECHO: Paranavaí - Alto Paraná SENTIDO: DE Paranavaí PARA: Alto Paraná
SENTIDO DA DIREÇÃO DO TESTE
HoraData
Ficha Resumo
Efetuadas Recebidas
ULTRAPASSAGENS
SENTIDO OPOSTO
AO TESTE
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153
EXERCÍCIO 8.3.4 (proposto)
Considere-se a ficha resumo do trecho Presidente Castelo Branco -
Mandaguaçu.
Calcular a velocidade média.
RESPOSTA DO EXERCÍCIO 8.3.4
83 km/h
No. Tipo Dia Dist. Tempo
do de da Percor Total
Tes Veí- Sema rida (min,
te culo na (km) seg) CP ON CM TT CP ON CM TT CP ON CM TT
01 A Sab 20/3 09:00 5,100 3' 25" 11 1 2 14 1 0 0 1 1 0 0 1
02 A Sab 20/3 19:20 5,100 3' 21" 10 0 5 15 0 0 1 1 0 0 0 0
03 A Dom 21/3 11:03 5,200 3' 13" 7 1 4 12 0 0 0 0 0 0 0 0
04 C Dom 21/3 17:40 5,100 3' 46" 6 0 0 6 0 0 1 1 0 0 0 0
05 C Seg 22/3 10:20 5,100 4' 6" 5 1 0 6 0 0 0 0 0 0 0 0
06 C Seg 22/3 15:10 5,100 4' 7" 13 0 5 18 0 0 1 1 3 0 0 3
No. Tipo Dia Dist. Tempo
do de da Percor Total
Tes Veí- Sema rida (min,
te culo na (km) seg) CP ON CM TT CP ON CM TT CP ON CM TT
01 A Sex 19/3 17:05 5,900 4' 19" 19 0 6 25 0 0 0 0 1 0 0 1
02 A Sab 20/3 14:30 5,100 3' 28" 16 0 3 19 0 0 0 0 2 0 0 2
03 A Sab 20/3 17:00 5,200 3' 58" 7 1 3 11 0 0 1 1 0 0 0 0
04 C Dom 21/3 09:40 5,300 6' 15" 9 1 1 11 0 0 0 0 2 0 0 2
05 C Dom 21/3 16:30 5,200 4' 37" 17 1 1 19 0 0 0 0 1 0 0 1
06 C Seg 22/3 09:05 5,100 4' 22" 11 0 2 13 0 0 0 0 0 0 0 0
TESTE DE VELOCIDADE DINÂMICO
Ficha Resumo
TRECHO: Castelo Branco - Mandaguaçu SENTIDO: DE Castelo Branco PARA: Mandaguaçu
Data Hora
SENTIDO OPOSTO
AO TESTE
SENTIDO DA DIREÇÃO DO TESTE
ULTRAPASSAGENS
Efetuadas Recebidas
TRECHO: Castelo Branco - Mandaguaçu SENTIDO: DE Mandaguaçu PARA: Castelo Branco
Data Hora
SENTIDO OPOSTO
AO TESTE
SENTIDO DA DIREÇÃO DO TESTE
ULTRAPASSAGENS
Efetuadas Recebidas
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154
EXERCÍCIO 8.3.5 (proposto)
Considere-se a ficha resumo do trecho Maringá - Marialva.
Calcular a velocidade média.
RESPOSTA DO EXERCÍCIO 8.3.5
82 km/h
No. Tipo Dia Dist. Tempo
do de da Percor Total
Tes Veí- Sema rida (min,
te culo na (km) seg) CP ON CM TT CP ON CM TT CP ON CM TT
01 A Sab 20/3 09:45 5,100 4' 14" 32 2 12 46 0 0 0 0 1 0 0 1
02 A Sab 20/3 16:00 5,200 3' 35" 15 0 10 25 0 0 1 1 0 0 0 0
03 A Dom 21/3 07:50 5,100 3' 26" 9 0 0 9 0 1 3 4 0 0 0 0
04 C Dom 21/3 14:05 5,100 4' 26" 22 0 8 30 0 0 0 0 3 0 0 3
05 C Seg 22/3 07:10 4,900 4' 15" 27 0 20 47 0 0 0 0 3 0 0 3
06 C Seg 22/3 15:50 5,100 4' 53" 17 0 9 26 0 0 1 1 2 0 1 3
No. Tipo Dia Dist. Tempo
do de da Percor Total
Tes Veí- Sema rida (min,
te culo na (km) seg) CP ON CM TT CP ON CM TT CP ON CM TT
01 A Sex 19/3 14:19 5,100 4' 04" 24 2 11 37 0 0 0 0 1 0 0 1
02 A Sab 20/3 11:00 5,100 3' 24" 15 2 13 30 0 0 0 0 1 0 0 1
03 A Sab 20/3 16:55 5,100 3' 23" 12 1 13 26 0 01 1 0 0 0 0
04 C Dom 21/3 08:50 5,100 3' 39" 13 0 6 19 0 0 0 0 0 0 0 0
05 C Dom 21/3 15:07 5,200 3' 47" 18 0 2 20 0 0 0 0 2 0 0 2
06 C Seg 22/3 08:30 5,100 4' 09" 12 2 3 17 0 0 2 2 3 0 0 3
TESTE DE VELOCIDADE DINÂMICO
Ficha Resumo
TRECHO: Maringá - Marialva SENTIDO: DE Maringá PARA: Marialva
Data Hora
SENTIDO OPOSTO
AO TESTE
SENTIDO DA DIREÇÃO DO TESTE
ULTRAPASSAGENS
Efetuadas Recebidas
TRECHO: Maringá - Marialva SENTIDO: DE Marialva PARA: Maringá
Data Hora
SENTIDO OPOSTO
AO TESTE
SENTIDO DA DIREÇÃO DO TESTE
ULTRAPASSAGENS
Efetuadas Recebidas
Apostila do Curso de Graduação em Engenharia Civil
Introdução à Engenharia de Tráfego – Prof. Pedro Akishino – Universidade Federal do Paraná (UFPR) Cap 08
155
BIBLIOGRAFIA DO CAPITULO 08
ENGENHARIA DE TRAFEGO
MADERNA, José Geraldo
ENGENHARIA DE TRAFEGO
Grêmio Politécnico
MANUAL DE ESTUDIOS DE INGINIERIA DE TRANSITO
Associacion Mexicana de Caminos México
MANUAL OF TRAFFIC ENGINEERING STUDIES
Institute of Traffic Engineers
PIETRANTONIO, Hugo (2002) – Anotações de Aulas –Curso de Graduação-
Departamento de Engenharia de Transportes, Escola Politécnica da
Universidade de São Paulo (USP)
SALTER, R. J., (1989) – Traffic Engineering Worked Examples – University of
Bradford – Macmillan Education Ltd – Londres – 2a. edição