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Mapa Mental- Estudos Epidemiológicos I

Resumo sobre desenhos de estudos epidemiológicos: tipos (ecológico, transversal/seccional, descritivo, analítico, coorte, caso‑controle, ensaio clínico), vantagens/desvantagens, vieses e erros, medidas estatísticas (p, intervalo de confiança, RR) e fases de ensaios clínicos.

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Bruna Baena

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2023 Desenho: observacional + transversal + agregado
Exemplo: prevalência de DM na população brasileira em 2020.
Vantagens: fáceis; rápidos; baratos; dados usualmente já disponíveis (ex.: sites do 
Ministério da Saúde, IBGE, Datasus etc.); levanta hipótese, mas não testa. 
Desvantagens: falácia ecológica (inferir que resultados do estudo agregado podem 
ser extrapolados para cada individuo ou todas as populações), depende de 
sistemas de informações adequados, causalidade reversa (não consegue dizer 
quem veio primeiro à diabetes é um fator de risco para obesidade OU obesidade é
um fator de risco para diabetes) 
Outros nomes: seccional, prevalência
Desenho: descritivo + observacional + transversal + individual
− Feito a partir de questionários, testes ou exames realizados individualmente, sem nenhuma 
intervenção 🡪 é uma foto da população estudada
Exemplo: prevalência de DM no meu ambulatório em 2020
Vantagens: fáceis; rápidos; baratos; levanta hipótese, mas não testa 
Desvantagens: viés de prevalência (ocorre principalmente em estudos transversais por fazer a fotografia da 
população no dia). 
• P <0,05 🡪 se repetir o estudo 100 vezes, o mesmo resultado será encontrado em 
mais de 95 vezes.
• Intervalo de confiança: avaliar a significância estatística
• Se RR > 1 (fator de risco), o valor do IC sempre deve estar acima de 1; já se RR < 1 
(fator de proteção), o IC sempre deve estar abaixo de 1, caso contrário não há
significância estatística. 
✔ RR = 1,7 - (IC95: 1,2-2,3) 🡪 Há significância estatística 
✔ RR = 1,7 – (IC95: 0,5-2,3) 🡪 Não há significância estatística 
Hipótese nula: costuma ser contrária à
hipótese de investigação.
− Erro tipo alfa ou erro tipo 1: falso-positivo
− Erro tipo beta ou erro tipo 2: falso-
negativo
Erros sistemáticos:
− Viés de seleção: quando grupos de comparação são heterogêneos 🡪 resolve 
fazendo a randomização
− Viés de memória: acontece no caso-controle quando paciente pode não 
lembrar se foi ou não exposto a determinados fatores de risco
− Viés de aferição: quando os métodos de coleta dos dados diferem entre os 
grupos (p.ex. tensiômetro não calibrado)
− Viés de publicação: maioria dos estudos não são publicados porque muitas 
vezes o achado do estudo não interessa aos pesquisadores
− Viés de confusão: quando há algum fator de confusão entre os grupos, o que 
pode resultar na impossibilidade de comparação.
• O que faz: 
✔ Descritivos: descrevem; relato de caso e série de casos
✔ Analíticos: analisam; caso-controle, coorte e ensaios clínicos
OBS: algumas literaturas colocam os estudos ecológicos e seccionais como 
descritivos e outros os colocam como analíticos. 
• Se tem intervenção:
✔Observacional: coorte, caso-controle, seccional, transversal e ecológico
✔ Intervencionista: ensaio clínico
• observa a população 1x ou mais:
✔ Transversal: dados se referem a um único momento no tempo
✔ Longitudinal: pesquisador acompanha os participantes; olha mais de 1x
• Características da população:
✔ Agregados: variáveis são observadas e registradas para um grupo de um 
indivíduos. Maioria avalia um banco de dados.
✔ Individual: cada variável é observada e registrada para cada indivíduo. 
Desenho: analítico + intervencionista + longitudinal + prospectivo + individual
− É o único estudo em que há intervenção
− Grande relevância como fonte de evidências
− É o melhor estudo para avaliar uma relação causal
Vantagens: randomizar (diminui o viés de seleção e confusão); cegar (dos pacientes e pesquisadores; diminui o viés de aferição); estratificar; 
comparativo 
Desvantagens: problemas legais e éticos; caro; difíceis de fazer 
Fases:
1. Pré-clínica: avaliar segurança da intervenção em animais não humanos
2. Fase clínica: testes em seres humanos
✔ Fase 1: fase de segurança em humanos; grupo pequeno (20-100) de pessoas saudáveis; ver se as pessoas não desenvolveram um efeito colateral 
muito danoso
✔ Fase 2: fase de eficácia; avaliar se ela funciona para tratar um grupo pequeno (100-300) de doentes; determinar a dose mais correta para se obter o 
efeito desejado (dose x resposta)
✔ Fase 3: milhares de humanos doentes; liberação do medicamento para ser vendido e prescrito (avaliação em larga escala)
✔ Fase 4: vigilância pós-comercialização, principalmente segurança e efetividade; permite acompanhar os efeitos dos medicamentos a longo prazo
Erros e vieses
Erro ao acaso: são erros imprevisíveis e que 
não podem ser controlados, mesmo com uma 
boa execução de todas as etapas do estudo.
Desenho: analítico + observacional + longitudinal + prospectivo + individual
Exemplo: incidência de câncer de pâncreas em pacientes fumantes
− Parte do fator de risco para doença
Atenção: há um tipo de exceção de coorte, o coorte retrospectivo 🡪 parte de um 
fator de risco para um desfecho e seleciona grupos e resultados que aconteceram 
um determinado período do passado
Vantagens: adequado para exposições raras, avalia vários desfechos 
Desvantagens: longa duração; alto custo; ruim para doenças raras; perda de 
pacientes durante o seguimento 
Desenho: analítico + observacional + longitudinal + retrospectivo + individual
− Há uma análise de grupos doentes (casos) e não doentes (controles), 
buscando fatores de risco envolvidos com a doença
− Sai da doença e vai em busca dos fatores de risco/exposição
Exemplo: avaliando pacientes com e sem câncer de pâncreas e olho para trás
para saber se fumaram ou não. 
Vantagens: adequado para doenças raras; avalia vários fatores de risco; curto; 
barato; fácil. 
Desvantagens: ruim para fatores de risco raro; viés de memoria (alguns pacientes 
podem não lembrar se foram ou não expostos a determinados fatores de risco); 
viés de seleção (o grupo com e sem doença devem ser extremamente parecidos 
e, quando não são, pode ocorrer esse viés) e avalia apenas 1 doença. 
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