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ANATOMIA UND 2

Capítulo de Anatomia Humana (Fisioterapia) sobre o sistema articular: definição de articulação, artrologia e cinesiologia; classificação funcional (sinartroses, anfiartroses, diartroses) e estrutural (fibrosas, cartilagíneas, sinoviais); descrição de suturas, sindesmoses e gonfoses.

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Sistema Articular
Paulo Heraldo Costa do Valle
Sistema Articular
2
Introdução
O objetivo deste material é estudar em detalhes todas as informações referentes 
ao sistema articular por meio da abordagem da classificação funcional e estrutural 
de todas as articulações, todos os tipos de articulações e em especial a articulação 
sinovial e por último será estudado todas as articulações que estão presentes no 
membro superior e no membro inferior.
Objetivos da Aprendizagem
Ao final do conteúdo, esperamos que você seja capaz de:
• entender em detalhes todas as informações através da abordagem detalhada 
sobre o sistema articular;
• conhecer todos os tipos de articulações sinoviais (planas, gínglimo, trocoi-
deas, elipsóideas, selares e esferóideas);
• entender os movimentos que as articulações sinoviais realizam;
• estudar em detalhes todas articulações que fazem parte do membro superior 
e inferior.
3
Introdução ao Sistema Articular
Articulação como Ponto de Contato entre os Ossos
Todos os ossos são bastante rígidos para sofrerem qualquer tipo de curvatura sem 
que ocorra uma fratura.
Os tecidos conjuntivos são muito flexíveis e vão formar as articulações que vão manter 
os ossos juntos, na maioria das situações existe um certo grau de movimento.
A articulação é o ponto de contato entre os dois ossos, um osso e a cartilagem ou 
ainda entre o osso e o dente.
O estudo das articulações é denominado de artrologia, onde artro 
= articulação e logia = estudo, enquanto o estudo do movimento é 
chamado de cinesiologia, onde cinesio = movimento.
Saiba mais
Classificação das Articulações
Todas as articulações são classificadas estruturalmente de acordo com as 
características anatômicas, já a classificação quanto a funcionalidade é realizada 
tendo como base o tipo de movimento que é possibilitado.
Todos os ossos possuem duas funções fundamentais que são permitir o apoio a e 
movimentação.
Os movimentos são realizados através das articulações dos ossos junto com as 
contrações dos músculos esqueléticos que estão inseridos nos ossos.
Ainda que as articulações sejam consideradas como pontos mais 
fracos do esqueleto, a sua natureza possibilita que resista aos 
esmagamentos, dilacerações como também a várias forças que 
estão impulsionando as mesmas para fora do alinhamento.
Atenção
4
As articulações podem ser classificadas de duas formas através da função ou por 
estrutura.
Classificação Funcional das Articulações
Quanto a classificação funcional ele está relacionado com a quantidade do movimento 
permitido, existindo três tipos: 
• Sinartroses - articulações sem movimento;
• Anfiartroses - articulações com pouca movimentação;
• Diartroses - articulações muito móveis .
O predomínio em todos os membros (superior e inferior) é do tipo diartroses, enquanto 
no esqueleto axial são as sinartroses e as anfiartroses.
Classificação Estrutural das Articulações
A classificação estrutural é baseada através do material responsável pela união com os 
ossos como também com relação a presença e a ausência de uma cavidade articular.
Quanto à forma estrutural as articulações são classificadas em três tipos:
• Fibrosas;
• Cartilagíneas;
• Sinoviais.
Articulações Fibrosas
Nas articulações fibrosas a conexão dos ossos é dada através de um tecido fibroso 
que é chamado de tecido conjuntivo denso modelado, não existindo nenhuma cavidade 
articular.
A grande parte das articulações fibrosas não é móvel ou ainda ligeiramente móvel, os 
tipos de articulações fibrosas são:
• Suturas;
• Sindesmoses;
• Gonfoses.
5
Suturas
A sutura é uma articulação fibrosa que é constituída por uma camada fina 
de tecido conjuntivo fibroso denso, este tipo de articulação estão presentes 
principalmente no crânio.
As bordas não regulares que estão interligadas nas suturas vão garantir uma 
resistência adicional e reduzir a probabilidade de fraturas.
Como as suturas são fixas a sua classificação quanto a funcionalidade é de 
uma sinartrose.
Existem algumas estruturas que estão presentes no decorrer do crescimento 
do crânio, sendo modificadas por osso nos adultos, esta sutura é denominada 
de sinostose ou ainda de articulação óssea, ou seja, uma articulação onde vai 
existir uma fusão completa do osso por meio da linha de sutura.
Geralmente as suturas vão sofrer a fusão completa em torno dos 6 anos de 
idade.
Sindesmoses
A sindesmose é uma articulação fibrosa onde existe uma distância maior entre 
todos os ossos da articulação, como também mais tecido conjuntivo fibroso 
denso do que em uma sutura.
A disposição do tecido conjuntivo fibroso pode ser dar de duas formas, pode 
ser como um feixe (ligamento) ou como uma lâmina (membrana interóssea).
Os exemplos neste caso é a sindesmose tibiofibular, onde o ligamento tibiofibular 
anterior vai se unir a tíbia e a fíbula.
Gonfoses
A gonfose é uma tipo de articulação fibrosa onde existe uma cavilha coniforme 
que vai se ajustar a uma concavidade.
Os exemplos são as articulações entre as raízes dos dentes e os seus alvéolos, 
tanto na maxila como na mandíbula.
A classificação da gonfose quanto a funcionalidade é uma sinartrose, ou seja, 
uma articulação fixa.
Articulações Cartilagíneas 
Este tipo de articulação assim como as articulações fibrosas possibilitam que exista 
pouco ou nenhum movimento e não possuem uma cavidade articular.
6
Os ossos da articulação estão unidos de forma muito forte através da cartilagem 
hialina ou pela fibrocartilagem.
Os tipos de articulações cartilagíneas são:
• Sincondrose;
• Sínfise.
Sincondrose
Uma sincondrose é uma articulação cartilagínea onde o material que faz a 
conexão é a cartilagem hialina, um exemplo de sincondrose é a lâmina epifisial 
que vai fazer a união da epífise e o corpo de um osso que está em crescimento. 
Em termos funcionais uma sincondrose é uma sinartrose.
No momento que ocorre o término do alongamento do osso, o osso vai substituir 
a cartilagem hialina e a sincondrose vai se tornar uma sinostrose, ou seja, uma 
articulação ossificada.
A articulação entre a primeira costela e o manúbrio do esterno, também vai 
ossificar durante a vida adulta se tornando uma sinostose fixa. 
Sínfise
A sínfise é uma articulação cartilagínea onde as extremidades dos ossos das 
articulações estão recobertos pela cartilagem hialina, sendo que estes ossos 
estão unidos através de um disco largo e plano de fibrocartilagem.
Todas as sínfises estão presentes nas linhas medianas do corpo, um exemplo 
de sínfise é a sínfise púbica, a qual está entre as faces anteriores dos ossos 
do quadril, este tipo também está presente no cruzamento do manúbrio com 
o corpo do esterno e também nos discos intervertebrais entre os corpos 
vertebrais, sendo que uma parte dos discos intervertebrais é constituída por 
fibrocartilagem, a sínfise é classificada como uma anfiartrose.
Articulações Sinoviais e Tipos de Movimentos
Neste tópico será realizado uma introdução das articulações sinoviais, cápsula 
articular, líquido sinovial, tipos de articulações sinoviais (planas, gínglimo, trocoidea, 
elipsóidea, selar e esferóidea). 
7
Introdução as Articulações Sinoviais
As articulações sinoviais apresentam características próprias as quais diferem de 
todos os outros tipos, sendo a presença de cavidade articular (sinovial) entre os 
ossos da articulação considerada como uma característica própria das articulações 
sinoviais.
Cápsula Articular
A cápsula é parecida com um manguito que abraçam a cavidade articular e vão unir 
os ossos da articulação. A cápsula articular é constituída por duas camadas que são:
• Cápsula fibrosa externa;
• Membrana sinovial interna.
Cápsula Fibrosa Externa
A cápsula fibrosa externa é constituída por um tecido conjuntivo denso não modelado, 
possuindo principalmente fibras colágenas, que vão se fixar ao periósteo dos ossos 
de uma articulação.
A flexibilidade da cápsula vai possibilitar uma grande movimento na articulação, já a 
elevada resistência a tração vai impedir que exista o deslocamento dosossos. 
As fibras das cápsulas fibrosas são dispostas através de feixes paralelos, sendo 
bastante adaptáveis para a resistência as tensões. 
Estes feixes de fibras são denominados de ligamentos que são chamados normalmente 
através de nomes individuais.
A força dos ligamentos é considerada como um dos principais fatores mecânicos que 
são capazes de manterem os ossos unidos em uma articulação sinovial.
Membrana Sinovial Interna
Já a camada interna da cápsula articular denominada de membrana sinovial é 
constituída por um tecido conjuntivo frouxo com fibras elásticas.
Em várias articulações sinoviais, a membrana sinovial apresenta acúmulos de tecido 
adiposo denominado de corpos adiposos articulares.
8
Todo indivíduo que possui uma alta flexibilidade corporal é capaz 
de realizar movimentos com um maior amplitude de movimento, 
porém estas articulações são consideradas estruturalmente como 
menos estáveis e mais fáceis de serem deslocadas.
Saiba mais
Líquido Sinovial
A membrana sinovial vai secretar o líquido sinovial o qual constitui uma fina película 
sobre as faces, no interior da cápsula articular.
Este líquido viscoso é amarelo claro e é muito parecido com a ovalbumina crua, este 
líquido é constituído pelo ácido hialurônico, o qual é secretado pelas células muito 
parecidas com o fibroblastos que estão localizados na membrana sinovial e no líquido 
intersticial filtrado do plasma sanguíneo.
As funções estão relacionadas com:
• Redução do atrito através da lubrificação da articulação;
• Absorção dos impactos;
• Fornecimento de nutrientes e oxigênio para os condrócitos dentro da cartila-
gem articular;
• Remoção do dióxido de carbono.
O líquido sinovial possui também células fagocíticas que vão remover os micróbios e 
fragmentos resultantes do desgaste normal da articulação.
Nos casos de imobilização de uma articulação sinovial, o líquido vai ficar muito viscoso, 
porém quando o movimento da articulação vai retornando existe uma redução da 
viscosidade.
Um dos principais benefícios encontrados na prática de atividade física regular é 
o estímulo quanto a produção e secreção do líquido sinovial, ou seja, quanto mais 
líquido existir menor será a tensão sobre as articulações durante o exercício físico.
9
Tipos de Articulações Sinoviais
Apesar das articulações sinoviais serem parecidas com relação a estrutura, existe 
uma variação quanto as formas das faces articulares, existindo, portanto, vários tipos 
de movimentos.
Estas articulações são divididas em:
• Planas;
• Gínglimo;
• Trocóideas;
• Elipsóideas;
• Selares;
• Esferóideas.
Planas
As articulações planas possibilitam a realização de movimentos de deslizamento 
lateral e para frente e para trás. 
Estas articulações são consideradas como não axiais, visto que permitem que 
o movimento não ocorra em torno de um eixo ao longo de um plano.
Os exemplos deste tipo são encontrados nas articulações intercarpais (ossos 
do punho), articulações intertarsais (ossos tarsais do tornozelo), articulações 
esternoclavicular (entre o manúbrio do esterno e a clavícula), articulações 
acromioclaviculares (acrômio da escápula e a clavícula), articulações 
esternocostais (esterno e as extremidades das cartilagens costais nas pontas 
do 2ª ao 7º par de costelas), articulações vertebrocostais (entre as cabeças dos 
tubérculos das costelas e os processos transversos das vértebras torácicas).
Gínglimo
No gínglimo a face convexa do osso é encaixada na fase côncava de um 
outro osso, os gínglimos produzem um movimento angular de abrir e fechar, 
semelhante a uma porta com dobradiças. 
Na grande parte dos movimentos da articulação um osso fica em uma posição 
enquanto o outro via ser mover em torno de um eixo. 
Os gínglimos são monoaxiais (uniaxiais) uma vez que possibilitam a realização 
de movimentos em torno de um único eixo. Os exemplo são a articulação do 
joelho, cotovelo, talocrural e interfalângicas.
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Trocóidea
Nesta articulação a face pontiaguda ou arredondada de um osso vai se articular 
com um anel constituindo parcialmente um outro osso e parcialmente por outro 
ligamento. 
A articulação trocoidea é monoaxial visto que possibilita que exista a rotação 
apenas em torno do seu próprio eixo. Os exemplos de articulações são: 
atlantoaxial onde o atlas vai girar em torno do axis e possibilita que a cabeça se 
movimente de um lado para o outro quando se quer por exemplo expressar uma 
negação e também a radioulnar que possibilita o movimento de girar as palmas 
anterior e posteriormente.
Elipsóidea
Neste tipo a proeminência oval de um osso vai se encaixar na proeminência 
oval de um outro osso. A articulação elipsódeia é biaxial, visto que possibilita o 
movimento em dois eixos. 
Os exemplos para este tipo são: articulações radiocarpais e metatarsofalângicas 
do 2º ao 5º dedos.
Selar
Na articulação selar a face articular de um osso tem o formato de uma cela 
enquanto a face articular do outro osso vai se encaixar na “sela”.
A articulação selar é uma articulação elipsóidea modificada, existindo um 
movimento livre.
As articulações em sela são biaxiais gerando movimentos de um lado para o 
outro e para cima e para baixo.
Os exemplos deste tipo são a articulação carpometacarpal entre o trapézio do 
carpo e o osso metacarpal do polegar.
Esferóidea
A articulação esferóidea consiste na face esferóidea de um osso encaixado na 
depressão caliciforme de um outro osso. 
Estas articulações são multiaxiais visto que possibilitam a realização do 
movimento em torno de três eixos como também em todas as direções 
existentes entre eles.
Os exemplos neste caso são as articulações do ombro e do quadril, sendo 
que na articulação do ombro a cabeça do úmero vai se encaixar na cavidade 
glenoidal da escápula.
Na articulação do quadril a cabeça do fêmur vai se encaixar no acetábulo do 
osso do quadril.
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Tipos de Movimentos nas Articulações Sinoviais
Será estudado os tipos de movimentos existentes nas articulações sinoviais que são: 
deslizamento, angulares, rotação e especiais.
Deslizamento
O deslizamento é o tipo de movimento simples onde uma superfície articular é movida 
para frente, para trás ou ainda de um lado para o outro, não existindo uma grande 
alteração do ângulo entre os ossos.
Angulares
Existe um aumento ou redução no ângulo entre os ossos nos movimentos angulares, 
estes movimentos são; flexão, extensão, hiperextensão, abdução, adução e 
circundução.
• Flexão - Corresponde a diminuição do ângulo entre os ossos que estão arti-
culados. 
• Extensão - É o aumento do ângulo entre os ossos que estão articulados. 
• Hiperextensão - É o movimento de extensão além da posição anatômica.
• Abdução - É o movimento de distanciamento de um segmento ósseo da linha 
mediana. 
• Adução - O movimento está mais próximo de um segmento ósseo da linha 
mediana.
• Circundução - Corresponde ao movimento de um segmento ósseo em círculo 
sendo caracterizado por uma sequência constante de flexão, abdução, exten-
são e adução. 
Rotação
A rotação é o movimento de um determinado segmento ósseo em torno de um eixo, 
quando o movimento ocorre em direção à linha mediana, a rotação é chamada de 
rotação medial e quando for para distante da linha mediana é denominada de rotação 
lateral.
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Especiais
Os movimentos especiais são os que são realizados por apenas algumas articulações, 
estes movimentos são de supinação, pronação, elevação, depressão, protusão, 
retração, inversão, eversão, oposição, reposição, flexão lateral, dorsiflexão e flexão 
plantar.
• Supinação - É um movimento de rotação do antebraço lateralmente, onde a 
palma da mão está voltada anteriormente e o dorso da mão está voltado pos-
teriormente. 
• Pronação - É um movimento de rotação do antebraço medialmente, onde a 
palma da mão está voltada posteriormente e o dorso da mão está voltado 
anteriormente. 
• Elevação - É o movimento superiormente do segmento ósseo. 
• Depressão - É o movimento inferiormente do segmento ósseo. 
• Protrusão - Também pode serchamado de protração, significa o movimento 
anteriormente do segmento ósseo. 
• Retração - É o movimento posteriormente do segmento ósseo.
• Inversão - Corresponde ao movimento de elevação da borda medial do pé. 
• Eversão - Corresponde ao movimento de elevação da borda lateral do pé. 
• Oposição - Corresponde ao movimento da ponta do polegar em direção a pon-
ta dos outros dedos da mão. 
• Reposição - Corresponde ao movimento de retorno do polegar à posição ana-
tômica. 
• Flexão lateral - É o movimento de inclinação da coluna vertebral na lateral. 
• Dorsiflexão - É o movimento onde o dorso do pé está próximo da face anterior 
da perna.
• Flexão plantar - É o movimento onde o dorso do pé está distanciado da face 
anterior da perna.
Sistema Articular - Membros Superiores e Inferiores
Neste item será estudado em detalhes as articulações dos membros superiores 
(ombro, cotovelo, punho e mão) e as articulações dos membros inferiores (pélvica e 
do quadril, joelho e tornozelo).
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Articulações dos Membros Superiores
Será estudado em detalhes todos os ligamentos que vão constituir as articulações do 
membro superior que são:
• Articulação do ombro;
• Articulação do cotovelo;
• Articulação do punho;
• Articulação do mão.
Articulação do Ombro
Esta articulação também é chamada de glenoumeral, compondo a cabeça do úmero 
e a cavidade glenoidal da escápula. A articulação é do tipo esferóidea, possui uma 
ampla liberdade com relação aos movimentos do corpo, uma cinta circular de 
fibrocartilagem denominada de lábio glenoidal, que passa em volta da margem da 
articulação do ombro e penetra a concavidade da cavidade glenoidal.
A articulação do ombro é protegida superiormente através de um arco constituído 
pelo acrômio e pelo processo coracóide da escápula e da clavícula.
Existem dois ligamentos e um retináculo envolvendo e mantendo a articulação do 
ombro, grande parte da estabilidade da articulação é originada dos músculos e dos 
tendões que estão fazendo o cruzamento.
Esta articulação apresenta uma grande mobilidade e a sua estabilidade pode estar 
prejudicada devido a sua grande mobilidade.
O ligamento coracoumeral está estendido do processo coracóide da escápula ao 
tubérculo maior do úmero, sendo que a cápsula articular é reforçada através de três 
feixes ligamentares que são chamados de ligamentos glenoumerais, o suporte final 
da articulação do ombro é denominado de retináculo transverso do úmero, um feixe 
delicado que é estendido do tubérculo maior ao tubérculo menor do úmero.
As duas bolsas maiores e as duas menores estão conectadas com a articulação do 
ombro, as bolsas maiores são chamadas de subdeltoídea, localizada entre o músculo 
deltoide e a cápsula articular, já a bolsa subacromial está localizada entre o acrômio 
e a cápsula articular.
A bolsa subcoracóidea está situada entre o processo coracóide e a cápsula articular 
sendo considerada como uma extensão da bolsa subacromial. Existe uma bolsa 
14
subescapular pequena que está situada entre o tendão do músculo subescapular e a 
cápsula articular.
Articulação do Cotovelo
Esta articulação é do tipo sinovial gínglimo, sendo formada por duas articulações:
• Articulação umeroulnar;
• Articulação umerorradial.
A articulação umeroulnar é constituída pela tróclea do úmero e a incisura troclear 
da ulna, enquanto a articulação umerorradial é formada pelo capítulo do úmero e da 
cabeça do rádio.
As duas articulações estão relacionadas com uma única cápsula articular, no lado 
posterior do cotovelo existe uma grande bolsa do olécrano que possui a função de 
lubrificar a região. 
O ligamento colateral radial vai fortalecer a cápsula do cotovelo no lado lateral, 
enquanto o ligamento colateral ulnar vai reforçar o lado medial.
Articulações do Punho e Mão
Fazem parte das articulações do punho e da mão as articulações metacarpofalângicas 
e interfalângicas.
As articulações metacarpofalângicas são articulações sinoviais condilares (elipsóidea) 
e as articulações interfalângicas são do tipo sinoviais gínglimos. Os ossos que estão 
ligados por meio das articulações metacarpofalângicas são os ossos metacarpais 
em contato com as falanges proximais, enquanto que nas últimas são os ossos 
adjacentes.
Cada articulação em ambos os tipos possui três ligamentos, o ligamento palmar 
atravessa cada uma das articulações no lado palmar ou anterior da cápsula articular.
Cada articulação é constituída por dois ligamentos colaterais, sendo um no lado 
lateral e outro no lado medial, reforçando a cápsula articular, não existem ligamentos 
de suporte no lado posterior.
15
Figura 1 - Características das articulações do membro superior
Fonte: (MARIEB & cols, p 230, 2023)
Articulações dos Membros Inferiores
Neste item será estudado em detalhes todos os ligamentos que vão constituir as 
articulações do membro inferior que são:
• Articulação pélvica e do quadril;
• Articulação do joelho;
• Articulação do tornozelo.
Articulação Pélvica e do Quadril
A articulação do quadril é do tipo sinovial esferóidea, sendo formada pela cabeça 
do fêmur e do acetábulo do osso do quadril, tendo como função o suporte de peso 
corporal, sendo muito mais forte e mais estável do que a articulação do ombro.
A articulação do quadril é protegida por meio de uma cápsula articular fibrosa forte, 
sendo que existem vários ligamentos e músculos bastante fortes. 
Os principais ligamentos do quadril são iliofemoral, pubofemoral e o isquiofemoral.
16
O ligamento da cabeça do fêmur está localizado no interior da cápsula articular 
fixando a cabeça do fêmur ao acetábulo, este ligamento é moderadamente frouxo 
e não possui uma função significativa quanto a manutenção do fêmur no acetábulo, 
entretanto existe uma pequena artéria que nutre a cabeça do fêmur. 
O ligamento transverso do acetábulo atravessa a incisura e vai se ligar a cápsula 
articular ao ligamento da cabeça do fêmur. O lábio do acetábulo é uma fibrocartilagem 
que envolve a cabeça do fêmur quando está articulada com o acetábulo, estando fixa 
na margem do acetábulo.
Articulação do Joelho
A articulação do joelho também é chamada de tibiofemoral, estando localizada entre 
o fêmur e a tíbia, sendo considerada como a mais complexa e vulnerável do corpo 
humano.
É uma articulação sinovial do tipo gínglimo bastante complexa que possibilita uma 
rotação limitada e movimentos de deslizamentos como também de flexão e de 
extensão.
A articulação do joelho no lado anterior é estabilizada e protegida por meio da patela 
e do ligamento da patela constituindo a articulação plana patelofemoral.
Na face anterior além da patela e do ligamento da patela, a inserção do tendão do 
músculo quadríceps femoral vai formar duas faixas que vão dar suporte aos retináculos 
da patela lateral e medial. 
Existem quatro bolsas que estão relacionadas com a face anterior do joelho, sendo 
a bolsa subcutânea pré patelar, bolsa suprapatelar, bolsa subfascial pré patelar e a 
bolsa infrapatelar profunda.
A face posterior do joelho é chamada de fossa poplítea, sendo que o ligamento poplíteo 
oblíquo e o ligamento poplíteo arqueado são mais superficiais quanto a posição, já o 
ligamento cruzado anterior e o posterior já são intracapsulares. 
A bolsa poplítea e a bolsa do músculo semimembranáceo são duas bolsas relacionadas 
com a face posterior do joelho.
Os ligamentos colaterais vão reforçar os dois lados do joelho (medial e lateral), existem 
dois discos de fibrocartilagens que são chamados de meniscos lateral e medial 
estando situados no interior das articulações do joelho inseridos entre os côndilos do 
fêmur distais e os côndilos da tíbia proximais.
17
Os dois meniscos estão unidos através do ligamento transverso. Existem sete bolsas 
no lado lateral e medial e quatro no lado anterior e duas no lado posterior, totalizando 
13 bolsas.
Articulação do Tornozelo
Existem duas articulações principais que compreendem a articulação do tornozelo, 
sendo ambos sinoviais gínglimos, sendo que uma é constituída quandoa extremidade 
distal da tíbia e seu maléolo medial estão articulados com o tálus, enquanto a outra é 
constituída quando o maléolo lateral da fíbula vai se articular com o tálus.
Existe uma cápsula articular que compreende as articulações dos três ossos e quatro 
ligamentos que vão sustentar a articulação do tornozelo do lado externo da cápsula. 
O ligamento deltoideo está unido com a tíbia, já o ligamento colateral lateral, ligamento 
talofíbular anterior, ligamento talofíbular posterior e o ligamento calcaneofibular estão 
relacionados com a fíbula.
Os maléolos constituem um capuz em cima da face superior do tálus que não 
vai possibilitar os movimentos laterais da articulação do tornozelo. Diferente da 
articulação condilar do punho, os movimentos do tornozelo são limitados quanto a 
flexão e a extensão. 
A dorsiflexão do tornozelo é responsável principalmente pelo tendão calcâneo, já 
a flexão plantar ou a extensão do tornozelo é responsável pela tensão dos tendões 
extensores na frente da articulação e na parte anterior da cápsula articular.
18
Conclusão
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudo? Agora, só para 
termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste material, 
vamos resumir tudo o que foi abordado.
Estudamos inicialmente a introdução ao sistema articular através da abordagem da 
articulação como ponto de contato entre os ossos e classificação das articulações 
(classificação estrutural e funcional).
Em seguida foi abordado as articulações sinoviais e os tipos de movimentos sendo 
estudado a cápsula articular, líquido sinovial, tipos de articulações sinoviais (planas, 
gínglimo, trocoideas, elipsóideas, selares e esferóideas).
Posteriormente foi estudado os tipos de movimentos nas articulações sinoviais sendo 
abordado os movimentos de deslizamento, angulares, rotação e especiais.
E por último for abordado em detalhes as articulações dos membros superiores 
(ombro, cotovelo, punho e mão) e as articulações dos membros inferiores (pélvica e 
do quadril, joelho e tornozelo).
Referências 
DANGELO & FATTINI. Anatomia Humana Sistêmica e Segmentar. São Paulo, 2ª Edição, 
Editora Atheneu, 2003.
DAVIES, A.; BLAKELEY, AGH. & KIDD, C. Fisiologia Humana. Porto Alegre, Editora Artes 
Médicas, 2002.
FOX, SI. Fisiologia Humana. São Paulo, 7ª Edição, Editora Manole, 2007.
GUYTON, AC. Tratado de Fisiologia Médica. Rio de Janeiro, 13ª Edição, Editora Elsevier, 
2017.
SHERWOOD, L. Fisiologia Humana das Células aos Sistemas. São Paulo, 7ª Edição, 
Editora Cengage, 2011.
TORTORA, GJ. Princípios de Anatomia Humana. Rio de Janeiro, 10ª Edição, Editora 
Guanabara Koogan, 2011.

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