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43 A rigor, pronome é toda palavra que apresenta, substitui ou acompanha um substantivo, referindo-se sempre a um ser e indicando uma pessoa gramatical. Pronomes pessoais Reto Oblíquo Átono Tônico eu me mim tu te ti ele, ela se, o, a, lhe si, ele, ela nós nos nós vós vos vós eles, elas se, os, as, lhes si, eles, elas As gramáticas tradicionais reconhecem, ainda, a exis- tência de pronomes de tratamento. Exemplos: Pronome Abreviaturas Empregos Você v. – vv. tratamento informal Senhor/Senhora Sr./Sr. a – Srs./Sr. as trat. mais formal Vossa Alteza V.A. – VV.AA. príncipes, princesas, duques Vossa Eminência V.E. ma – V.E.M. as cardeais Vossa Excelência V.E.X. a – V.E.X. as altas autoridades Emprego de eu, mim • Eu: sujeito (sujeito de infinitivo). Após palavras de exclu- são ou inclusão. Ex.: O trabalho é para eu realizar. A turma toda recebeu o castigo, menos eu. • Mim: preposicionado no fim das orações. Ex.: Não vão sem mim. Depois de entre, perante, contra. Ex.: Uma discussão aconteceu entre mim e ti. Em frases de ordem inversa, começadas por verbo de ligação + predicativo. Ex.: É imprescindível para mim receber esses documentos agora. Com nós, com vós x conosco, convosco • Conosco, convosco: No fim das frases e das orações. Ex.: Venham conosco, não se arrependerão. • Com nós, com vós: antes de mesmos, próprios, ambos, todos, outros, ou qualquer numeral. Ex.: A turma seguirá com vós mesmos. Si e consigo São pronomes reflexivos ou recíprocos e devem ser uti- lizados quando se referem ao sujeito da oração. Ela só pensa em si. Ela só se preocupa consigo. Pronomes possessivos Os pronomes possessivos, de acordo com a normatização tradicional, distribuem-se assim: Pessoa Um possuidor Mais de um possuidor 1ª meu, minha, meus, minhas nosso, nossa, nossos, nossas 2º teu, tua, teus, tuas vosso, vossa, vossos, vossas 3º seu, sua, seus, suas seu, sua, seus, suas Pronomes relativos Variáveis Invariáveis o qual, a qual, os quais, as quais, cujo, cuja, cujos, cujas, quanto, quantos, quantas. que, quem, onde, como, quando Pronomes interrogativos Variáveis Invariáveis qual, quais, quanto, quanta, quantos, quantas. que, quem 44 Pronomes indefinidos Variáveis Invariáveis algum, alguma alguns, algumas nenhum, nenhuma nenhuns, nenhumas todo, toda, todos, todas certo, certa, certos, certas outro, outra, outros, outras muito, muita, muitos, muitas bastante, bastantes pouco, pouca, poucos, poucas vários, várias qualquer, quaisquer tanto, tanta, tantos, tantas quanto, quanta, quantos, quantas um, uns, uma, umas algo, alguém, ninguém, tudo, cada, outrem, nada, mais, demais, menos. Pronomes demonstrativos Os pronomes demonstrativos essenciais são: 1ª pessoa este, esta, estes, estas, isto. 2ª pessoa esse, essa, esses, essas, isso. 3ª pessoa aquele, aquela, aqueles, aquelas, aquilo. Em certos contextos são também pronomes demons- trativos: o, a, os, as; tal, tais; semelhante(s), mesmo(s), mes- ma(s); próprio(s), própria(s). Os pronomes conhecidos como demonstrativos são usa- dos para indicar proximidade ou distância, isto é, a posição de algo ou de um ser em relação à pessoa gramatical do enuncia-dor. Veja os principais demonstrativos: O, A, OS, AS (= aquilo, aquele, aquela e flexões) “Quando eu te encarei frente a frente não vi meu rosto chamei de mau gosto o que vi...” (Caetano Veloso) O pronome “o” em “o que vi” pode ser substituído por “aquilo”: chamei de mau gosto aquilo que vi... Este, esse, aquele... Há dois critérios a serem observados: 1. Critério espacial • Próximo do emissor: este, esta, estes, estas, isto. Esta caneta = Minha caneta. • Próximo do receptor: esse, essa, esses, essas, isso. Essa caneta = Tua caneta. 2. Critério temporal: • Tempo presente em relação ao emissor: este, esta. Esta noite está sendo inesquecível. • Passado próximo em relação ao emissor: esse, essa. Essa noite foi inesquecível. Observação: aquele, aquela, aquilo indicam distancia- mento do emissor e do receptor. Valor efetivo ou pejorativo É este o meu filho! Aquela... é uma víbora! Leia o texto e responda às questões de 01 a 04. Guardião da brasilidade na América Na primeira vez em que esteve no Brasil, o historiador Thomas Cohen não estava entendendo nada. Logo ao chegar, tinha um encontro com um renomado professor da história da universidade de São Paulo. O professor chegou uma hora e meia atrasado e anunciou que precisava viajar em seguida. Convidou o jovem Cohen, então com 25 anos, para acompanhá-lo à cidade de Franca, onde passaria o fim de semana dando palestras. Cohen pensou que o professor fizera o convite apenas para compensá-lo pelo desencon- tro e, polidamente, recusou. “Só depois descobri que os brasileiros são assim mesmo, disponíveis, espontâneos”, diz. Cohen acabou encantando-se com a informalidade dos intelectuais brasileiros, e hoje, passados trinta anos, enten- de muito do Brasil. Já visitou o país dezenas de vezes, é fluente em português, especialista na obra do padre Antô- nio Vieira (1608 – 1697) e guardião de uma preciosidade: a única biblioteca dedicada exclusivamente às coisas do Brasil e de Portugal em solo americano – a The Oliveira Lima Library. [...] André Petry. Revista Veja. São Paulo: Abril, Edição 2317. Ano 46, No 16, 17 de abril de 2013, p. 93 04 – Pronomes • 1º Semestre, 2014 45 01. Na primeira linha a expressão “Na primeira vez”, pode ser entendida como um(a) a) forma nominalizante que remete a argumentos da oração subsequente. b) elemento não referencial, pois não faz referência a nenhum elemento do grupo nominal. c) elo de coesão que remete a todo um contexto anterior. d) elemento referencial que tem função localizadora. e) forma remissiva que faz referência temporal a um cons- tituinte do universo textual. 02. As aspas no enunciado “Só depois descobri que os bra- sileiros são assim mesmo, disponíveis, espontâneos” indicam: I - A identificação de um discurso do outro, marcado lin- guisticamente pelo narrador. II - Uma forma indireta do discurso de outra pessoa, po- dendo ser dispensáveis na construção descritiva. III - Um modo de oferecer credibilidade ao discurso do autor, referendado pelo verbo de elocução “diz”, que vem logo em seguida. Analise as proposições e marque a alternativa que apresen- ta, apenas, a(s) correta(s): a) I e II. b) I e III. c) I. d) II. e) III. 03. Em “Convidou o jovem Cohen, então com 25 anos, para acompanhá-lo à cidade de Franca, onde passaria o fim de semana dando palestras”, pode-se afirmar que a) o uso do pronome indica uma referência ao historia- dor, que também vai para a cidade de Franca. b) em “acompanhá-lo”, o pronome utilizado faz referên- cia ao jovem Cohen, que viajará com o palestrante. c) o pronome oblíquo em “acompanhá-lo” substitui o ter- mo “professor” sem alterar o sentido do texto. d) o sentido do enunciado é construído devido ao empre- go do pronome que faz referência ao convite feito pelo professor. e) o pronome oblíquo foi usado para se referir ao convi- dado do intelectual brasileiro. 04. Do enunciado “Cohen acabou encantando-se com a informalidade dos intelectuais brasileiros, e hoje, passados trinta anos, entende muito do Brasil.”, pode-se afirmar que em “e hoje, passados trinta anos” há a) relação entre dois momentos que realça o motivo que levou Cohen a entender “muito do Brasil”. b) ideia temporal que indica o modo como a informali- dade do brasileiro influenciou o historiador Cohen. c) estabelecimento de uma relação que indica o fato que determinou o encantamento de Cohen pelo Brasil. d)referência ao período em que o historiador chegou ao Brasil e iniciou seus estudos sobre o padre Antônio Vieira. e) recorrência com sentido temporal, situando-se numa sequência de relato no presente e, também a um tempo retrospectivo. 05. (Adão Iturrusgarai. Folha de S. Paulo, 23.02.2012) Analise a tirinha e identifique uma situação linguística carac- terística do português falado no Brasil. a) O discurso em primeira pessoa: Meu novo namorado? b) A presença de adjetivação: Gente finíssima! c) O emprego do pronome reto em lugar do oblíquo: Co- nheci ele em um… d) O significado incorreto atribuído à expressão banheiro público. e) A opção pela linguagem formal confirmada pela ex- pressão gente finíssima. Leia a crônica a seguir para responder às questões 06 e 07. ÉPICO O futebol de calçada era com narração, e o próprio jogador fornecia a narração. Jogava e descrevia sua jogada ao mesmo tempo, e nunca deixava de se autoentusiasmar. "Sensacional, senhores ouvintes!" (Naquele tempo os locutores tratavam o público de "senhores ouvintes".) "Sensacional! Mata no peito, põe no chão, faz que vai mas não vai, passa por um, por dois... Fau! Foi fau do beque! O juiz não deu! O juiz está comprado, senhores ouvintes!" 04 – Pronomes • 1º Semestre, 2014 46 Fau era "foul" e beque era "back", na língua daquela terra estranha, o passado. E o juiz, claro, era imaginário. Tudo era imaginário no futebol de calçada, a começar pela nossa genialidade. A bola era de borracha, quando não era qualquer coisa remotamente redonda. A bola número cinco oficial de couro ganha no Natal não aparecia na calçada, tá doido? Estragar uma bola de futebol novinha jogando futebol? Mas éramos gênios na nossa própria narração. "Lá vai ele de novo. Cabeça erguida! Passa a bola e corre para receber de volta... Que lance! O passe não vem! Não lhe devolvem a bola! Assim não dá, senhores ouvintes... Só ele joga nesse time!" A narração dava um toque épico ao futebol. Lembro que na primeira vez em que fui a um campo, acostumado a só ouvir futebol pelo rádio, senti falta de alguma coisa que não sabia o que era. Tudo era maravilhoso, o público, o cheiro de grama, os ídolos que eu conhecia de fotografias desbotadas no jornal ali, em cores vivas... Mas faltava alguma coisa. Faltava uma voz me dizendo que o que eu estava vendo era mais do que estava vendo. Faltava a narrativa heroica. Faltava o Homero. Na calçada éramos os nossos próprios heróis e os nos- sos próprios Homeros. "Atenção. Ele olha para o gol. Vai chutar. Lá vai a bom- ba. O goleiro treme. Ele chuta! A bola toma efeito. Entra pela janela. E lá vem a mãe, senhores ouvintes! A mãe inva- de o campo. Ele tenta se esquivar. Dá um drible espetacular na mãe. Dois. A mãe pega ele pela orelha. Pela orelha! E o juiz não vê isso!" Mesmo se nem tudo merecesse o toque épico. VERÍSSIMO, Luís Fernando. Épico. Jornal O Estadão, 26 set. 2013 06. Os longos poemas narrativos, em que um aconteci- mento histórico protagonizado por um herói é celebrado em estilo solene, grandioso, são chamados de épicos ou epo- peias. O termo deriva do grego épos, que, entre os seus sig- nificados, quer dizer palavra, verso, discurso. (ABAURRE, 2008) O título utilizado por Luís Fernando Veríssimo permite-nos afirmar que a crônica a) faz menção a Homero, por este ser o herói do time e driblar a mãe. b) pode ser considerada um poema narrativo, já que a crônica possui rimas internas. c) pretende satirizar o estilo narrativo do futebol de cal- çada, em que o jogador não é um narrador autoentu- siasta. d) conta o sonho de um menino pobre que queria ser jogador épico de futebol. e) caracteriza o futebol de calçada como um evento gran- dioso, narrado pelo próprio narrador. 07. Em “A mãe pela ele pela orelha”, o narrador, ao usar a forma ele como pronome oblíquo sem preposição, expressa-se por meio da linguagem popular. Redigindo a oração, de acordo com a gramática normativa, teríamos: a) A mãe os pega-se pela orelha. b) A mãe pega-se pela orelha. c) A mãe o pega pela orelha. d) A mãe o pega-lhe pela orelha. e) A mãe pega-lhe pela orelha. 08. Observe atentamente a tira abaixo e responda ao que se pede: QUINO. Mafalda e seus amigos. Coordenação da tradução e texto final de Monica Stahel. são Paulo: Martins Fontes, 1999, v. 8, p. 43. O pronome ISTO aparece em evidência na fala de Mafalda porque a) desempenha uma função adjetiva, ou seja, é utilizado no lugar do adjetivo maldito. b) desempenha uma função substantiva, ou seja, é utili- zado no lugar do substantivo pai. c) deve combinar com o pronome demonstrativo esse. d) faz concordância com o verbo devolve, por isso, ambos aparecem no singular. e) faz concordância com o substantivo escritório, por isso, ambos aparecem no singular. 04 – Pronomes • 1º Semestre, 2014 47 09. Disponível em http://www.google.com.br/imgres?img url=http://3.bp.blogspot.com/. Acesso em 09 aet. 2013. Na charge, observa-se o emprego do pronome oblíquo mim em “...Que espécie de mundo você espera deixar para mim...?!”. Leia as afirmações abaixo: I - Perante mim, ninguém reclamou. II - entre mim e você há uma grande amizade. III - Esta agenda é para mim consultar. Indique o item que foge ao padrão formal, por se ter em- pregado mim em lugar de eu. a) I, apenas. b) II, apenas. c) II, apenas. d) II e III, apenas. e) I, II e III. 10. “Provavelmente a mãe e o pai não sabiam de certos golpes que aquele filho lhes aplicava. Haviam lhe dedicado muito afeto e proporcionado boa educação. Por isso o rapaz continuava como administrador dos pequenos empreendi- mentos da família, já que os progenitores o tomavam, den- tre os herdeiros, como o mais confiável.” O pronome oblíquo “lhe”, nas suas formas plural e singular, negritado no texto, relaciona-se, respectivamente: a) ao filho, aos pais. b) aos pais, ao filho. c) aos herdeiros, aos pais. d) aos herdeiros, ao filho. 11. “Em quaisquer outras dessas situações ninguém vive- ria tais alegrias, em nenhum lugar do mundo.” Os prono- mes que aparecem no texto acima devem ser classifica- dos, pela ordem, como: a) demonstrativo, indefinido, demonstrativo, indefinido, pessoal, demonstrativo. b) demonstrativo, indefinido, indefinido, demonstrativo, demonstrativo, pessoal. c) indefinido, indefinido, demonstrativo, demonstrativo, demonstrativo, demonstrativo. d) indefinido, indefinido, demonstrativo, indefinido, de- monstrativo, indefinido. e) nenhuma das opções anteriores. 12. Assinale a opção que preenche adequadamente os textos a seguir, respectivamente: 1 - Os gritos de dor chegaram até ………… 2 - Entre você e ………… há grande diferença de idade. 3 - Entregou as fotografias da excursão para ………… selecionar as melhores. 4 - É muito prazeroso para ………… ler durante a noite. 5 - Minha mulher, espertamente, deixou a louça para ………… lavar. a) mim – mim – eu – mim – eu. b) mim – eu – mim – eu – mim. c) eu – mim – eu – eu – eu. d) mim – mim – eu – eu – mim. e) eu – eu – mim – mim – eu. 13. O McDonald’s não pensa só no que seus filhos querem. Pensa no que você quer para seus filhos Vamos falar do assunto mais importante do mundo: seus filhos. Acredite, como você, a gente também passa a maior parte do tempo pensando neles. No que vão comer, beber, se é nutritivo e se vão achar gostoso. Neste ano, lançamos Del Valle, marca que você conhece e em que confia e que seus filhos adoram, agora com uma novidade: o sabor pêssego. Da próxima vez em que você vier ao McDoanld's, lembre-se de que a gente faz qualquer coisa por um sorriso dos seus filhos, mas sempre pensando no que você quer para eles. Fonte: Propaganda do McDonald’s publi- cada em revistas de circulação nacional Marque a alternativaINCORRETA. a) O pronome eles (neles – 2º período e eles – 5º período) é elemento de remissão anafórica que retoma seus filhos. b) A expressão a gente é uma estratégia de aproximação com o leitor, que simula, por meio da informalidade, uma conversa com os pais. c) O McDonald's se mostra tão preocupado com a saúde alimentar dos filhos quanto os pais, legitimando o discurso dos cuidados desses em relação àqueles. d) O alvo da publicidade são apenas os filhos, mas o McDonald's entende serem os pais os que devem ser convencidos da qualidade dos produtos vendidos pela rede fastfood. 04 – Pronomes • 1º Semestre, 2014 48 e) Segundo a propaganda, o MacDonald's procura aliar a necessidade de os alimentos serem saudáveis a um sa- bor agradável, em especial, para crianças e adolescentes. 14. (Folha de S. Paulo, 14/02/2012) No segundo e terceiro quadrinhos da tirinha, há um jogo de palavras com as expressões “algum lugar” e “lugar- comum”, cujo objetivo é a) revelar que a linguagem presente nas redes sociais é repleta de trocadilhos. b) incentivar as interações mediadas por computadores entre os internautas para discutirem opiniões. c) evidenciar que a internet substituiu as mídias conven- cionais como formadora de opiniões. d) satirizar a banalidade das discussões realizadas em populares sites de relacionamento. e) denunciar que as interações sociais promovidas pelos sites de relacionamento são efêmera. 15. QUINO. Toda Mafalda A expressividade da charge decorre da(o): a) sua capacidade de provocar a reflexão do leitor. b) riqueza de detalhes apresentados com a técnica do pontilhado. c) concretização do tema por meio da relação entre dife- rentes planos de linguagem. d) humor gerado pelo fato de uma criança refletir sobre questões profundas. e) tom poético da fala enriquecida pelo tracejado artísti- co do desenho. 16. Balada do amor através das idades Eu te gosto, você me gosta desde tempos imemoriais. Eu era grego, você troiana, troiana mas não Helena. Saí do cavalo de pau para matar seu irmão. Matei, brigamos, morremos. (…) ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma poesia. Rio de Janeiro: Record, 1930 Levando em consideração o registro da linhagem nos pri- meiros versos, pode-se inferir que a) o uso dos pronomes não corresponde à orientação dada pela norma culta da língua. b) a regência do verbo gostar está correta e não se usa a preposição. c) o verbo gostar é transitivo direto e não pede preposição. d) os verbos estão corretamente conjugados no particípio. O texto abaixo refere-se as questões 17 e 18. Revista Caras. São Paulo: nº14, 03 de abr, 2009, p.s/n 04 – Pronomes • 1º Semestre, 2014 49 17. Na publicidade acima, observam-se vários textos que compõem um todo. No trecho Capturar as maravilhas da natureza com o olhar. Esse é meu sonho. Por isso uso lentes Transitions, o termo destacado refere-se a) ao consumidor. b) ao publicitário. c) ao personagem da publicidade: o fotógrafo. d) ao criador das lentes. e) ao leitor 18. Sabe-se que cada gênero discursivo tem seu papel social e cumpre uma finalidade. Neste caso, a finalidade do texto publicitário é a) informar sobre algo ou alguém. b) influenciar a aquisição de um produto. c) argumentar a favor de algo ou alguém. d) expor uma ideia para a população. e) descrever uma cena. 19. Das mensagens publicitárias transcritas abaixo, a única que esta redigida de acordo com a norma-padrão é: a) Você vai conhecer agora um carro com design tão revo- lucionário que os especialistas nem conseguem dizer qual segmento ele pertence. b) Tem momentos que ficam para sempre e eu mereço viver- lhes intensamente. c) Você acompanha as notícias sobre economia e a gente te acompanha aonde você estiver. d) Fique perto do que é importante: mantenha em apenas um lugar tudo o que você julga fundamental. 20. De acordo com o levantamento, dentre os consumi- dores que conhecem a Campanha “De Olho na Validade”, apenas 22% participaram ………… (da Campanha) e ………… (dos 22% de consumidores), 26% tiveram as seguintes dificuldades em obter outro produto: falta de conhecimento do funcionário do supermercado; alegação de não haver possibilidade de troca por falta de outro item para substi- tuição; alegação de que “o gerente não estava na loja”; so- licitação para que o consumidor voltasse em outro momen- to para efetuar a troca; ou espera excessiva. (http://www.procon.sp.gov.br/noticia.asp?id=3540. Adaptado) Os pronomes que, correta e respectivamente, substituem as palavras nos parêntesis, eliminando a ocorrência de re- petições no texto acima, são: a) daquela - desses. b) dela – destes. c) desta – destes. d) dessas – desses. e) daquela – daqueles. 21. Leia o enunciado abaixo para responder à questão a seguir: Dizem os especialistas que “A racionalidade instru- mental caracteriza-se pela relação entre meios e fins, quaisquer que sejam estes.” No texto, a expressão: “quais- quer que sejam estes” refere-se a: a) somente a “fins”. b) apenas a “meios”. c) “meios e fins”. d) “caracteriza-se”. e) “racionalidade instrumental”. 22. Em “Esta é a mulher de que lhe falei.”, a palavra que é: a) Pronome demonstrativo. b) Pronome indefinido. c) Pronome oblíquo. d) Pronome relativo. 23. Obedece às regras da gramática normativa, tendo em vista a língua escrita padrão, a seguinte construção: a) Está na hora dos funcionários multiplicarem esforços para cumprir seu dever. b) O funcionário chegou até mim e narrou outra versão do incidente. c) Senti grande frustração, pois o colega me viu e deu as costas. d) O pronunciamento do presidente da empresa foi assis- tido por todos os funcionários. 24. Assinale a alternativa em que, de acordo com a norma culta da língua portuguesa, a lacuna da frase pode ser preenchida pelo pronome relativo ONDE. a) “Em junho, será realizada a Copa das Confederações, …… …… algumas seleções de futebol estarão representando seus países na disputa pelo título.” b) “Na passeata dos Cem Mil, no Rio, num momento ………… o Brasil vivia o auge da ditadura militar, não havia ne- nhum manifestante de rosto coberto.” c) “O modo como o tecido escuro cobre aquela face lembra a indumentária daqueles acrobatas de filmes marciais ………… decepam cabeças com espadas uivantes.” d) “O tempo passou, eu me casei, tive os gêmeos e fui mo- rar na área rural, ………… era ainda mais difícil estudar.” 25. Em “Todo corrupto ou sonegador tem uma explica- ção, uma lógica para os seus atos, algo que justifique o porquê de uma determinada lei dever se aplicar a todos [...]”, algo é pronome a) demonstrativo. b) indefinido. 04 – Pronomes • 1º Semestre, 2014 50 c) interrogativo. d) relativo. 26. Os referentes dos pronomes estão corretamente identificados entre parênteses, EXCETO em a) “[...] e aí a retidão que espero inculcar em meus filhos [...]” (a retidão) b) “[...] decidi dar a meus filhos a mesma educação que re- cebi de meu pai.” (a mesma educação) c) “[...] e na maioria das vezes fico esperando por interlocu- tores que se atrasam e nem se desculpam [...]” (interlo- cutores) d) “[...] e de viver em um país em que existe um dilema entre o ensino da ética e o bom exercício da paternidade [...]” (viver em um país) 27. No trecho – O assunto está em discussão no Conama há cerca de oito anos e voltou à pauta neste ano, diante da sensação de que, como a prática acontece de qualquer jeito, seria preciso regulamentá-la. –, a forma la (l + prono- me pessoal oblíquo a = la) refere-se a a) prática. b) proposta. c) discussão. d) pauta. e) sensação. Antes de responder as questões 28 e 29, leia o tre- cho abaixo, retirado da crônica “A inveja dos ou- tros”, do colunista ContardoCalligaris. Nesse mundo, o ter é mais importante do que o ser ape- nas porque, à diferença do ser, o ter pode ser mostrado facil- mente. É simples mostrar o brilho de roupas e bugiganga aos olhos dos invejosos. Complicado seria lhes mostrar vestígios de vida interior e pedir que nos invejem por isso. O Facebook é o instrumento perfeito para um mundo em que a inveja é um regulador social. Nele, quase todos men- tem, mas circula uma verdade de nossa cultura: o valor social de cada um se confunde com a inveja que ele consegue suscitar. http://www1.folha.uol.com.br/colunas/contardo calligaris/2013/08/1329734-a-inveja-dos-outros.shtml 28. Sobre o uso da gramática normativa utilizada no texto, marque a alternativa correta: a) A crase na expressão “à diferença do ser” está inade- quada. b) O pronome “nele”, bem como o pronome “ele” retoma Facebook. c) O trecho “o valor social de cada um...” explica a “verdade de nossa cultura”, o que não explica o uso dos dois pontos. d) Não há, ao longo do texto, nenhum sinônimo para inveja. 29. Quanto ao conteúdo do trecho lido, podemos afirmar: a) Discute fortemente a relevância do facebook para a contemporaneidade. b) Faz uma leitura otimista sobre a inveja na vida humana. c) Acredita que a inveja é um importante regulador social. d) Traz à tona a discussão em torno da polêmica entre o “ter”e o “ser”, tendo o despertar da inveja como alicer- ce fundamental dos argumentos. Instrução: Leia atentamente o texto abaixo e respon- da às questões de 30 a 35. A rede antissocial O ser humano, como seus ancestrais macacos, é um ani- mal gregário (que vive em bando), mas as megalópoles nos levaram a um paradoxo: quanto maior uma cidade, mais isolados estão seus habitantes. Desse paradoxo, nascem muitos problemas, e talvez o principal deles seja a epidemia de depressão crescente detectada pela Organização Mundial de Saúde. Nesse mesmo contexto, surge ainda uma praça pública virtual, disponível a todos, o Facebook. Hoje, com 500 milhões de usuários, essa rede social é um fenômeno mundial. A grande qualidade do Facebook é ter um sistema que incentiva a comunicação direta e contínua. Você escreve algo, e logo dez pessoas curtiram, duas comentaram e, de alguma forma, a sensação de estar se comunicando com outro ser humano acontece. Aparecem perguntas, apare- cem respostas. Você reencontra e convive com amigos há muito perdidos. De repente, parece que você, milagrosa- mente, encontrou uma sala de estar com alguns convivas para ir a qualquer hora do dia ou da noite. Mas eu me questiono até que ponto essa sensação de encontro é verdadeira. Os debates e as declarações de amor ou de ódio estão ali, mas as pessoas... Elas estão cada vez mais enfurnadas em suas casas – em frente a seus compu- tadores. Até mesmo o telefone virou uma coisa para os muito íntimos. Será que o Face, no fundo, não está mais próximo do autismo de um videogame do que da alegria de uma praça pública? Eu não sei, mas sinto que o crescimen- to das redes sociais indica que o ser humano está desespe- radamente tentando voltar para casa. Só que ainda não sabe bem como. (MUYLAERT, Anna. Gloss, dezembro de 2010) 04 – Pronomes • 1º Semestre, 2014 51 30. No texto, a autora defende um ponto de vista sobre as redes sociais na vida do ser humano. Sobre a construção desse ponto de vista, analise as afirmativas. I - Logo no primeiro parágrafo a autora mostra claramente que considera o Facebook uma rede antissocial, responsá- vel por uma epidemia de depressão. II - O título, A rede antissocial, dá pista para que o leitor perceba, mesmo antes de ler o texto, a posição da autora sobre o assunto. III - O uso de certas palavras ao longo do texto, a exemplo de parece, sensação, sinto, minimiza o tom que a autora emprega para defender seu ponto de vista. IV - Na conclusão, a autora revela explicitamente que aprova as redes sociais, pois aproximam os seres humanos sem mesmo saírem de casa. Estão corretas as afirmativas a) II e III, apenas. b) I, II e IV, apenas. c) I, III e IV, apenas. d) II e IV, apenas. 31. No trecho Nesse mesmo contexto, surge ainda uma praça pública virtual, disponível a todos, o Facebook., a autora denomina o Facebook de praça pública. Qual seria um entendimento adequado a essa caracterização? a) Em uma praça, pessoas conversam, assim como fazem no Facebook. b) O contato que as pessoas têm em uma praça é o mes- mo que elas têm no Facebook. c) No Facebook, as pessoas se dirigem a outras de forma presencial, assim como em uma praça. d) O toque, a palavra, o olhar, no Facebook e na praça pública, acontecem de igual maneira, são os mesmos. 32. Assinale o trecho que NÃO sugere o ponto de vista da autora sobre as redes sociais, principalmente o facebook. a) Mas eu me questiono até que ponto essa sensação de en- contro é verdadeira. b) Os debates e as declarações de amor ou de ódio estão ali, mas as pessoas... c) Elas estão cada vez mais enfurnadas em suas casas – em frente a seus computadores. d) Você reencontra e convive com amigos há muito perdidos. 33. Sobre a linguagem do texto, marque V para as afir- mativas verdadeiras e F para as falsas. ( ) O texto apresenta predominância de registro informal de linguagem sem cuidado com a escrita padrão, a exemplo de Aparecem perguntas, aparecem respostas. ( ) O advérbio ali funciona como elemento coesivo refe- rencial, seu sentido depende do contexto; no terceiro pará- grafo (3º §), retoma o sentido de encontro. ( ) Se gregário (1º §) é denominação para quem vive em bando, seu antônimo é solitário, desacompanhado. ( ) Dentre os advérbios empregados no texto, há os que expressam tempo, como hoje (1º §) e logo (1º §), e os que expressam intensidade, como desesperadamente (3º §) e milagrosamente (2º §). Assinale a sequência correta. a) V, F, V, V. b) F, V, V, F. c) V, V, F, F. d) F, V, F, V. 34. Leia o trecho Você escreve algo, e logo dez pessoas curtiram, duas comentaram e, de alguma forma, a sensa- ção de estar se comunicando com outro ser humano acon- tece. Aparecem perguntas, aparecem respostas. Sobre os recursos linguísticos e expressivos empregados, assinale a afirmativa INCORRETA. a) A forma verbal escreve está no presente, mas curtiram e comentaram estão no pretérito, o que contribui para sugerir a rapidez com que são veiculadas as informa- ções no Facebook. b) A expressão verbal estar se comunicando indica uma ação contínua, em desenvolvimento. c) A última frase apresenta ideias encadeadas, mas o sen- tido, devido à falta de conjunção, é de oposição. d) As vírgulas em e, de alguma forma, separam a expres- são adverbial fora de sua posição canônica. 35. Coesão é a propriedade pela qual as partes de um texto se ligam, estabelecendo uma sequência lógico-se- mântica. Sobre os elementos coesivos no texto, analise as afirmativas. I - Em diversas ocorrências do texto, a autora emprega o pronome você, remetendo especificamente ao jovem usuá- rio do Facebook. II – No segundo parágrafo, a autora usa o pronome nos, quando em outras situações do texto usa eu; com o nos, ela se inclui entre as pessoas que vivem em megalópoles. III - A palavra que, destacada no segundo e terceiro pará- grafos, exerce função coesiva, retomando o sentido do termo antecedente. IV - O conector mas, que inicia o terceiro parágrafo, estabe- lece contraposição aos argumentos dos parágrafos anteriores. V - No terceiro parágrafo, os pronomes elas, suas e seus, como elementos coesivos, retomam o sentido do mesmo referente. Estão corretas as afirmativas a) I, III e IV, apenas. b) II e III, apenas. c) II, IV e V, apenas. d) I, II, IV e V, apenas. 04 – Pronomes • 1º Semestre, 2014