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Práticas de ensino e avaliação de gramática

Conjunto de questões e texto sobre ensino e avaliação de gramática: perguntas de múltipla escolha sobre correção de textos, reflexão linguística, gêneros e critérios avaliativos; discussão sobre avaliação hegemônica e dialógica e exemplos práticos como trabalho em grupo e leitura de gêneros.

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Práticas de ensino e avaliação de gramática
1. Após a discussão realizada sobre o processo de avaliação alinhado aos nossos objetivos de ensino de Língua Portuguesa, podemos afirmar sobre a avaliação aos textos dos alunos:
A. Não devemos corrigir a gramática.
B. Devemos corrigir apenas a gramática.
C. Devemos ler o texto como leitores interessados, não apenas como simples avaliadores.
D. Deve-se corrigir todos os erros que os alunos cometem.
E. Os alunos devem seguir todas as sugestões de melhoria apontadas pelo professor.
2. A reflexão linguística é um momento importante na aula de Língua Portuguesa, porém a aula não deve ser centrada apenas nas questões relacionadas às regras gramaticais. Existem momentos, durante a aula, que são oportunos para refletir sobre questões mais específicas relacionadas às estruturas da língua. A reflexão sobre o uso da linguagem acontece:
A. Somente na análise das produções dos alunos.
B. Acontece na etapa de leitura dos gêneros.
C. Por meio da reflexão sobre como usar a gramática.
D. Por meio da discussão de textos autênticos pertencentes a diferentes gêneros do discurso.
E. Por meio da análise linguística.
3. O trabalho na aula de língua portuguesa envolve, como objeto estruturante, os gêneros do discurso. Esses gêneros têm características muito diferentes. Levando isso em consideração, a avaliação das variedades linguísticas adotadas pelo aluno na escrita do seu texto:
A. Devem seguir a norma culta.
B. Devem ser a variedade linguística utilizada pelos alunos.
C. Deve ser a variedade que o professor orienta os alunos a utilizarem.
D. Deve ser a definida por todos a partir da análise dos gêneros do discurso.
E. Deve ser a mais formal possível, pois estamos falando de escrita.
4. O processo de avaliação dos textos envolve a criação de uma grade de avaliação na qual encontramos os critérios que ajudarão os alunos a melhorarem seus textos. Ao elaborar os critérios para avaliação de um texto, o professor deve:
A. Definir quais são os critérios de avaliação logo no início da produção, não modificando-os até o fim do projeto.
B. Considerar somente os aspectos da língua padrão, pois é ela que vai definir a qualidade da escrita.
C. Construir sozinho, sem a ajuda dos alunos, pois é o professor que estudou e sabe como avaliar.
D. Considerar a constituição do gênero do discurso que está sendo lido e produzido e elaborar os critérios junto com seus alunos para que todos os sujeitos estejam a par de como a prática avaliativa está acontecendo.
E. Deve considerar os critérios exigidos em grandes exames nacionais, pois o aluno deve estar acostumado quando tiver de fazer esse tipo de prova.
5. Existem diferentes tipos de avaliação e é fundamental que o professor faça uso de um processo coerente com suas concepções de ensino e linguagem. Um tipo de avaliação é a avaliação hegemônica. Sobre esse tipo, podemos afirmar que:
A. Considera a progressão do aluno.
B. Se preocupa em avaliar somente o que aluno sabe em um determinado momento do processo educacional.
C. É sinônimo de avaliação formativa.
D. Considera as práticas de uso da linguagem.
E. É discursiva.
Desafio
Segundo Livia Suassuna, a avaliação deve ser dialógica, ou seja, ela também é um diálogo entre interlocutores com um fim específico dentro de um contexto. Quando a autora afirma que a avaliação precisa conter o gesto dialógico da própria escrita, ela está afirmando que a avaliação também é interação. Interação entre professor-aluno, alunos-alunos. Ela envolve a dinâmica de se pensar o interlocutor e formular sua atitude responsiva a partir dele. Ao avaliarmos, estamos propondo que o aluno reveja, reformule, revise, reescreva para que seja novamente avaliado.
Quando fazemos essa proposta, participamos juntos desse processo de reescrita, como mediadores, revisores, leitores, enfim, interlocutores. O produto final desse processo de reformulação, revisão e reescrita será divulgado na busca de novos interlocutores. A partir da discussão feita sobre ensino e avaliação de gramática nesta unidade, dê exemplos de ações propostas pelos professores que percebam a avaliação como dialógica.
R=Exemplos de ações que permitam que os professores mantenham uma atitude dialógica nas avaliações dos alunos são:
· Realizar um trabalho em grupo, onde os alunos necessitam discutir entre eles alguma norma gramatical ou o assunto daquela unidade
· Apresentar as diversas variedades linguísticas, conversando com os alunos e pedindo para que apresentem expressões ou palavras que são comuns a eles
· Fazer a leitura de diversos gêneros textuais, pontuando sobre a diferença entre o emprego da norma culta nesses textos
· Realizar a explicação das normas gramaticais como uma das formas de linguagem e não a absoluta, se abrindo para as dúvidas dos alunos, discutindo as normas e apresentando suas bases
A avaliação dialógica
A avaliação como uma prática dialógica na área da gramática envolve a interações entre professor e aluno, proporcionando espaço para reflexão, discussão e construção conjunta de conhecimento.
Por isso que se chama dialógica, pois se subentende que existe um diálogo entre o professor e o aluno, compreendendo a educação como uma linha horizontal, em que ambos se complementam.
Padrão de resposta esperado
Uma importante proposta de ação é a escrita de bilhetes orientadores pelo professor. Quando o professor não percebe a avaliação como um processo dialógico, ele entende o texto do aluno como um objeto a ser corrigido, com o objetivo de "catar" erros gramaticais. O texto é devolvido ao aluno com marcações em vermelho do que é considerado inadequado dentro das regras da norma padrão e o processo termina por aí.
Na maioria das vezes, os alunos não leem e não refletem sobre essas marcações, porque não percebem sentido em fazê-lo. O papel do bilhete orientador é iniciar uma conversa sobre o texto do aluno. O professor lê o texto do aluno como leitor, interessado em saber o que o aluno tem a dizer e como está dizendo, após a leitura, o professor escreve um bilhete orientando o aluno para um trabalho de reescrita, explicando como ele pode tornar o texto melhor. Após a reescrita, o professor faz uma nova leitura do texto e escreve novamente para o aluno dizendo o que de fato está melhor no texto e se ainda há aspectos a serem melhorados. Esse processo pode ser mais ou menos extenso dependendo do objetivo do professor com a produção.
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