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"A SOCIEDADE, ASSIM COMO O
CORPO HUMANO, TEM PARTES, 
NECESSIDADES E FUNCIONAMENTO
INTER-RELACIONADOS".
ÉMILE DURKHEIM (1858-1917)
A humanidade evoluiu de pequenas comunidades ou agrupamentos homogêneos 
para a formação de sociedades grandes e complexas.
Na sociedade tradicional, a religião e a cultura criaram uma consciência coletiva
capaz de produzir solidariedade.
Na sociedade moderna, a divisão do trabalho trouxe uma maior especialização,
e o foco mudou para o indivíduo em vez do coletivo...
... de modo que a solidariedade agora vem da interdependência
de indivíduos com funções especializadas.
A sociedade, assim como o corpo humano, tem partes,
necessidades e funcionamento inter-relacionados.




UNIDADE 04 Objeto da Sociologia
Figura 01
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1. CONCEITO DE FATO SOCIAL
Durante o século XX, ocorreram profundos estu-
dos científicos da sociedade. Entre os estudio-
sos estava Durkheim, que qualificou fato social como 
uma "coisa exterior ao indivíduo", ou seja, são ma-
neiras de agir, de pensar e de sentir exteriores ao 
indivíduo, dotadas de poder coercitivo. Nesse sen-
tido, fatos sociais são vistos também como normas 
coletivas às quais, gostando ou não, a pessoa se vê 
obrigada a segui-las e caso não sigam, poderão so-
frer punição, consequências, retaliações etc. 
São fatos sociais o modo de se vestir, a língua, 
a religião, o sistema monetário e uma infinidade de 
fenômenos do mesmo tipo. Pode-se observar o se-
guinte exemplo: se, em uma cerimônia de casamen-
to, um dos convidados aparecer trajando maiô ou 
sunga, como se estivesse na praia, poderá ser alvo 
de risos, deboches, impedimento etc.
Segundo essa teoria, para ocorrer o estudo do 
fato social é necessário aplicar métodos e processos 
por meio de recursos experimentais, tal qual nas ci-
ências exatas.
Durkheim defendia a ideia de que somente a par-
tir da investigação das causas sociais é que se pode 
explicar os fatos que ocorrem na sociedade.
Apesar da enorme contribuição de Augusto 
Comte, considerado o pai da sociologia e primeiro 
estudioso a utilizar a palavra sociologia, foi Durkheim 
o primeiro a considerar a sociologia como ciência, 
demonstrando que o fato social tem características 
próprias. Para ele, "a sociologia é o estudo dos fatos 
sociais".
A força coercitiva dos fatos sociais se torna evi-
dente pelas "sanções legais" ou "espontâneas" a 
que o indivíduo está sujeito quando tenta rebelar-se 
contra ela. "Legais" são as sanções prescritas pela 
sociedade, sob a forma de leis, nas quais se define a 
infração e se estabelece a penalidade corresponden-
te. Espontâneas são as que afloram como resposta a 
uma conduta considerada inadequada por um grupo 
ou uma sociedade. Multas de trânsito, por exemplo, 
fazem parte das coerções legais, pois estão previs-
Figura 02
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tas e regulamentadas pela legislação que regula o 
tráfego de veículos e pessoas pelas vias públicas. Já 
os olhares de reprovação de que somos alvo quando 
comparecemos a um local com a roupa inadequada 
constituem sanções espontâneas. Embora não codi-
ficados em lei, esses olhares têm o poder de conduzir 
o infrator para o comportamento esperado. Durkheim 
dá o seguinte exemplo das sanções espontâneas:
2. CARACTERÍSTICA E NATUREZA
 DO FATO SOCIAL
As características do fato social, segundo Durk-
heim, são:
2.1 Generalidade: é comum aos membros de um 
grupo ou à sociedade, como a forma de habita-
ção, de comunicação, de sentidos e moral.
2.2 Exterioridade: é externo ao indivíduo, indepen-
dente de sua vontade; o que existe antes de seu 
nascimento são as regras sociais, os costumes, 
as leis, que são impostos de maneira coercitiva. 
2.3 Coercitividade: os indivíduos são obrigados 
a seguir o comportamento estabelecido, ou 
seja, a força que os fatos exercem sobre eles, 
levando-os a se conformar com as regras da 
sociedade em que vivem, independente de sua 
vontade de escolha.
2.1. Generalidade
São os fatos sociais comuns na sociedade, ou 
seja, são as características que irão determinar a 
qual sociedade o indivíduo pertence, permitindo dis-
tinguir se ele é brasileiro ou mexicano, por exemplo.
Como vimos, Durkheim reconhecia a existência 
de duas consciências: a coletiva e a individual.
A consciência individual se manifesta por meio 
dos traços de caráter ou de temperamento e também 
por meio das experiências pessoais, possibilitando, 
assim, uma relativa autonomia no emprego e na ade-
quação da forma de agir, de pensar e de sentir.
Na generalidade, a consciência coletiva pode se 
impor, com maior ou menor força, possibilitando à 
consciência individual diversos graus de autonomia.
Nas sociedades coletivas, é possível notar a ge-
neralidade dos fatos sociais com maior clareza, pois 
a consciência coletiva domina quase que totalmente 
as consciências individuais. O que não difere da so-
ciedade moderna com uma tecnologia avançada, em 
que a generalidade do fato social continua existindo, 
fazendo com que as consciências individuais passem 
a ter certa autonomia, surgindo, desse modo, grupos 
que possuem características distintas.
As relações familiares nas variadas nações ou 
até mesmo em diferentes regiões de um mesmo país 
sofreram e sofrem modificação. Em um tempo remo-
to, eram os pais que determinavam com quem seus 
filhos deveriam casar. Na atualidade, é a própria pes-
soa que, geralmente, escolhe o(a) companheiro(a).
Em algumas regiões do Oriente, a escolha dos 
cônjuges ainda é feita pelos mais velhos da família, 
sendo que só é permitido ao noivo ver o rosto de sua 
noiva no dia do casamento.
Durkheim ensina aos sociólogos que os fatos so-
ciais podem ser estudados objetivamente, como "coi-
sas", e que, para estudá-los, teriam de aplicar métodos 
e processos científicos, ou seja, recursos experimen-
tais como os aplicados nas ciências exatas.
Para ele, ao explicar o fato social, tem de haver 
uma necessidade de investigar as causas sociais, 
não pelos fatos históricos, nem psicológicos e nem 
biológicos. O pesquisador precisa ser neutro em re-
lação aos fatos, tem de deixar de lado seus valores 
e sentimentos pessoais em relação aos aconteci-
mentos estudados, para não distorcer a realidade 
dos fatos e para que sua pesquisa possa ter base 
científica. Nesse sentido, o pesquisador deve obser-
var, comparar e medir independentemente do que as 
pessoas pensem ou declarem a seu respeito.
De acordo com as concepções de Durkheim, o 
cientista necessita identificar características exterio-
res comuns para se apoderar dos fatos sociais. O 
trabalho científico deve eliminar quaisquer traços de 
subjetividade, além de manter uma atitude de distan-
ciamento.
Com esse rigor, Durkheim queria garantir o su-
cesso da ciência exata, definindo a sociologia como 
ciência, rompendo com as ideias e o senso comum 
e propondo que a realidade social deixasse de ser 
interpretada de maneira vulgar. 
2.2. Exterioridade
No conceito de Durkheim, a exterioridade é de 
consciência coletiva. E são as maneiras de agir, de 
pensar e de sentir, comuns entre os membros de 
uma determinada sociedade que são transmitidas 
através do tempo, de geração a geração. Os modos 
de agir, de pensar e de sentir são de fora para dentro, 
ou seja, são exteriores e estão além dos sentidos dos 
indivíduos, e por isso sobrevivem ao longo do tempo 
e permanecem. 
Figura 03
Figura 04
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2.3. Coercitividade
As leis e os costumes são transmitidos socialmen-
te por meio da educação, que se encarrega de tornar 
aceito e válido o modo de agir, pensar e sentir.
Todas as pessoas têm direitos garantidos e deve-
res a cumprir estabelecidos pelo Estado, pela institui-
ção familiar, por religiosos, pela empresa em que se 
trabalha etc.
As normas de condutas ou de pensamento são 
impostas independente da vontade das pessoas; 
portanto, agem de forma externa, por isso são dota-
das de poder coercitivo.
As normas que regulam as instituições, por exem-
plo,estão estabelecidas mesmo que as neguemos 
ou deixemos de pertencer a elas. Ainda assim elas 
continuarão existindo.
O descumprimento das normas leva à punição. 
São várias as formas de punição. Uma delas é por 
meio de prisão, por exemplo, ao indivíduo que não 
cumpra as leis. As leis só passam a vigorar se o indi-
víduo não as cumprir. A coerção também ocorre atra-
vés de risos, zombarias, afastamento das pessoas 
etc.
Socialmente, usos e costumes não são imóveis, 
estáticos, mas sim dinâmicos. Transformam-se dia-
riamente.
A coerção não deixa de existir, mesmo ocorrendo 
transformações que modificam as normas e os cos-
tumes na sociedade. Quando uma pessoa procura 
inovar as regras dentro de uma sociedade, ela sofre 
pressão social e terá de lutar para obter êxito. Todas 
as mudanças, por melhores que sejam, de início não 
são aceitas. Geralmente, há pressões para que não 
vigorem. Quando ocorre a pressão dos fatos sociais, 
observa-se a subjetividade que se impõe a nossa 
consciência, que é externa e alheia a nossa vontade; 
e a objetividade é a reação provocada no grupo por 
não nos submetermos às normas e condutas já exis-
tentes e que permanecem. 
3. NATUREZA DO FATO SOCIAL
De acordo com Durkheim, os fenômenos sociais 
devem ser tratados como coisa exterior ao indiví-
duo. 
Para Durkheim, todo objeto do conhecimento 
que a inteligência não chega a perceber de maneira 
natural é coisa. Portanto, nas próprias palavras de 
Durkheim: 
"[...] tudo aquilo de que não podemos formular 
uma noção adequada por simples processo de aná-
lise mental, tudo o que o espírito não pode chegar a 
compreender, senão sob condição de sair de si mes-
mo, por meio da observação e da experimentação, 
passando, progressivamente, dos caracteres mais 
imediatamente acessíveis para os menos visíveis e 
mais profundos." 
É natural que os fatos sociais devam ser tratados 
como coisas, e, ao observá-los, o pesquisador preci-
sa estudá-los de modo objetivo e científico, partindo 
tanto do princípio da observação de como ocorrem 
os fatos sociais como também da experimentação 
— isso porque nem tudo que nos chega do mundo 
exterior é de maneira natural. 
Os fatos sociais devem ser explicados a partir das 
causas sociais. Segundo Durkheim: 
[...] Desta forma, quando tentamos explicar 
um fenômeno social, devemos investigar separa-
damente a causa eficiente que o produz e a fun-
ção que ele desempenha. Preferimos servir-nos 
do termo função em vez do de fim ou objetivo, 
precisamente porque os fenômenos sociais não 
existem geralmente em vista dos resultados úteis 
que produzem. O que é necessário determinar 
é se existe correspondência entre o fato consi-
derado e as necessidades gerais do organismo 
social e em que consiste esta correspondência, 
sem nos preocuparmos em saber se foi ou não 
intencional. Todas estas questões de intenção 
são, aliás, demasiado subjetivas para poder ser 
tratadas cientificamente [...] A causa determinan-
te de um fato social deve ser buscada entre os 
fatos sociais anteriores, e não entre os estados 
Figura 05
Figura 06
5353
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de consciência individual [...] A função de um fato 
social deve ser sempre buscada na relação que 
mantém com algum fim social. 
DURKHEIM , Émile. As regras do método sociológico. 
São Paulo: Martin Claret, 2003. 
Os fenômenos sociais não existem para resulta-
dos úteis, é necessário determinar uma relação entre 
os fatos considerados e as necessidades gerais do 
organismo social, sem a preocupação de ser ou não 
intencional. Vejamos a seguir um exemplo.
Imaginemos que alguns delinquentes entram em 
uma casa com o objetivo de roubar. No entanto, al-
guém vê e aciona a Polícia Militar. Um grupo de po-
liciais vai até o local e cerca a casa. Como possuem 
reféns, os ladrões fazem exigências e solicitam um 
carro blindado. Na fuga, levam um dos donos da 
casa, sob ameaça de morte. No entanto, os ladrões 
são dominados, presos, julgados e condenados a 
cumprir pena.
O cumprimento da pena pelo crime cometido pas-
sa a ser a reação social pela intensidade dos sen-
timentos da sociedade causada pelo crime. Esse 
cumprimento da pena é também uma maneira de 
manter a sociedade coesa em um determinado grau 
de intensidade, para que não haja manifestações 
como agressões violentas de linchamento ou ape-
drejamento.
Os fatos sociais possuem uma dependência re-
cíproca. Segundo Durkheim, "sejam quais forem as 
causas, repercutem em todas as direções do orga-
nismo social e não podem deixar de afetar, mais ou 
menos, todas as suas funções".
Suicídio
Durkheim estudou profundamente o suicídio, utili-
zando nesse trabalho toda a metodologia defendida 
e propagada por ele. Considerou-o fato social por 
sua presença universa em toda e qualquer socieda-
de e por suas características exteriores e mensurá-
veis, completamente independentes das razões que 
levam cada suicida a acabar com a própria vida. 
Assim, apesar da conduta marcada pela vontade 
individual, o suicídio interessa ao sociólogo por 
aquilo que ele tem em comum e coletivo e que, 
certamente, escapa às consciências individuais 
dos indivíduos – do suicida e dos que os cercam. 
Para Durkheim, a prova de que o suicídio depende 
de leis sociais e não da vontade dos sujeitos es-
tava na regularidade com que variam as taxas de 
suicídio de acordo com as alternâncias as condi-
ções históricas. Ele verificou, por exemplo, que as 
taxas de suicídio aumentavam nas sociedades em 
que havia a aceitação profunda de uma fé religiosa 
que promete a felicidade após a morte. É sobre fa-
tos assim concretos e objetivos, gerais e coletivos, 
cuja natureza social se evidencia, que o sociólogo 
deve se debruçar.
Com o auxílio de estatísticas, mostra em se-
guida Durkheim que o suicídio é com certeza um 
fato social na medida em que, em todos os paí-
ses, a taxa de suicídios se mantém constante de 
um ano para o outro. A longo prazo, ainda por 
cima, a evolução dos suicídios se inscreve em 
curvas que têm formas similares para todos os 
países da Europa. Os desvios entre regiões e 
países são igualmente constantes. 
LALLEMENT, Michael. História das ideias sociológicas. 
Petrópolis: Vozes, 2003. p. 218
4. CONCEITOS DE AÇÃO SOCIAL
 (MAX WEBER)
Durkheim define que a sociologia tem caráter ob-
jetivo, pois determina o caráter social da ação, par-
tindo da coerção do mundo exterior sobre o procedi-
mento dos indivíduos.
Já Max Weber, em seu conceito sobre o modo 
subjetivo da ação social, procura fundamentar-se em 
critérios interiores aos indivíduos participantes. Para 
Weber, a ação social é a maneira pela qual o ser hu-
mano se comporta, dotado de sentidos dentro de uma 
sociedade. Ele afirmava que os agentes da ação so-
cial podem ser a política, a economia ou a religião.
Existem várias etapas que compõem a ação so-
cial. Por exemplo, ao enviarmos uma carta, podemos 
observar várias ações sociais com sentido, que deter-
minam um objetivo: escrever, selar, enviar e receber. 
Portanto, a ação social tem efeito sobre a realidade 
em que ocorre, escapando ao controle do indivíduo 
e da previsão do agente. A ação social permite des-
vendar o seu sentido, que é social na medida em que 
cada indivíduo age levando em conta a resposta ou a 
reação dos outros. 
O indivíduo, por meio de valores sociais e de 
sua motivação, produz o sentido da ação; isso 
não quer dizer que cada pessoa possa prever 
com certeza todas as consequências de determi-
nada ação.
Por mais individual que seja o sentido de uma 
ação, o fato de se agir levando em consideração 
o outro dá um caráter social a toda ação humana. 
Sendo assim, o social só se manifesta em indivídu-
os, expressando-se sob forma de motivação interna 
e pessoal.
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Para que haja uma relação social, é preciso que o sentido seja compartilhado. Podemos citar como exem-
plo uma sala de aula, onde o objeto da ação dos alunos é compartilhar, criando assim uma relação social.
Para Max Weber, o objetivo da sociologia é investigara ação social; cada formação social adquire especi-
ficidade e importância própria. É o homem que dá sentido a sua ação social, pois estabelece a conexão entre 
o motivo da ação propriamente dita e seus efeitos.
A tarefa do cientista, para Weber, é descobrir os possíveis sentidos da ação humana presente na reali-
dade social que lhe interessa estudar. Compete também ao pesquisador detectar o sentido produzido pelos 
diversos agentes em todas as suas consequências.
A ligação que o cientista faz entre motivos e ações sociais revela as diversas instâncias da ação social, 
sejam elas políticas, econômicas ou religiosas. Portanto, o cientista pode descobrir o vínculo entre as várias 
etapas que separam os elementos da ação social.
Quando Weber diferencia ação da relação social, é para mostrar que para se ter uma relação social é 
preciso que o sentido seja compartilhado. É o cientista que vai entender as frequências com que certas ações 
sociais levam o indivíduo a agir de determinado modo em cada sociedade. A meta do cientista é compreen-
der, buscar as ligações causais que representam o sentido da ação social. Para Weber, qualquer que seja a 
perspectiva adotada por um cientista, será sempre parcial. São palavras dele: "Todo indivíduo em ação age 
guiado por seus motivos, sua cultura e sua tradição". 
Teoria Sociológica Durkheimiana - Esquema teórico
MORAL
FISIOLOGIA SOCIAL
MORFOLOGIA SOCIAL
RELIGIÃO
A
N
O
M
IA
SO
LI
D
A
R
IE
D
A
D
E 
SO
C
IA
L
REPRESENTAÇÕES
COLETIVAS
GRUPOS E
INSTITUIÇÕESINDIVÍDUO
ORGÂNICA
MECÂNICA
SUICÍDIO
DIVISÃO
DO
TRABALHO
SOCIEDADE
(complexo integrado 
de fatos sociais)
Sagrado
Profano
Direito
Repressivo
Direito
Restitutivo
CONSCIÊNCIA
COLETIVA
coerção
co
erç
ão
an
ôm
ico
tipo
tipo
funções
altruísta
egoísta
coerção
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5. CARACTERIZAÇÃO DA AÇÃO SOCIAL
Segundo Weber, a ação social pode ser:
a)	 Racional	 (fins): por expectativa utilizada como 
condições ou meios para alcançar fins próprios 
que são racionalmente avaliados e procurados. 
Uma pessoa, quando atua de forma racional, 
procura visar os fins; quando orienta sua ação 
pelos meios ou quando atua de forma racional, 
procura fazer uma comparação dos meios com os 
fins, até mesmo pelas consequências envolvidas 
e também pelos diferentes fins possíveis.
b) Racional (valores): através da crença que tem, 
de acordo com seu conhecimento, adquirindo 
valor ético, estético e religioso entre outros. Esses 
valores são próprios de uma conduta específica, 
baseados nos méritos desses mesmos valores. 
Quando o ser humano atua de forma racional, ele 
procura visar os valores; não tem a consideração 
com as consequências que poderá causar. Sua 
ação se dá através da certeza do que almeja 
sobre o dever, a dignidade, a beleza, a crença ou 
em nome de uma causa.
c) Afetiva: determinada pelo afeto e o estado 
sentimental. Ocorre de forma afetiva, quando um 
indivíduo atua de forma a satisfazer apenas suas 
necessidades para alcançar algo que almeja, seja 
por vingança, prazer, crença em uma doutrina 
religiosa ou por sua paixão. A ação afetiva tem 
como objetivo adquirir valores através de sua 
própria ação.
d) Tradicional: por um costume enraizado. A ação 
de uma pessoa é ligada a costumes tradicionais; 
portanto, é rigorosa e possui um limite que muitas 
vezes está além de seus limites, do que se pode 
chamar de uma ação com sentido. A reação é 
habitual, ligada por atitudes tradicionais que estão 
enraizadas nos costumes. 
Batizado do
Lorenzo
Segundo Weber, essas características apresenta-
das não representam uma ação específica, mas toda 
a ação do ser humano que atua em sociedade e que 
possui valores e crenças que estão ligados a traços 
de tradição ou não, pois cada indivíduo atua num 
mundo cheio de particularidades. 
6. AÇÃO
Ação é a maneira como um indivíduo age, atua ou 
se manifesta sobre outro, sendo de caráter social. É 
o sentido da ação do indivíduo que vai determinar se 
há relação social ou não, de acordo com a necessi-
dade de cada um.
Weber distingue a ação da relação social. Para 
ele, a ação ocorre na maneira em que a pessoa age 
ou atua no ambiente em que está inserida; já a re-
lação social tem a necessidade de que os sentidos 
sejam compartilhados. Caso isso não ocorra, haverá 
uma ação social, como, por exemplo: um sujeito que 
pede informação a outro está somente estabelecen-
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do a ação social, mas não compartilha um sentido 
com o outro.
Em um ambiente em que o objetivo da ação é 
compartilhar, pode-se dizer que há uma relação so-
cial. Por exemplo: um grupo de jovens em que todos 
torcem para um mesmo time de futebol acaba com-
partilhando sentimentos pelo time; seja assistindo no 
estádio, na televisão ou conversando a respeito do 
assunto. Portanto, o modo em que o indivíduo age, 
manifesta-se ou atua é que vai determinar se ele está 
estabelecendo uma ação ou uma relação social.
Conforme as concepções de Weber, a motivação 
para a ação é algo sentido pelo sujeito sob forma de 
valores e modelos de conduta: "o sentido tem muito 
a ver com o modo como se encadeia o processo de 
ação, tomando-se a ação efetiva adotada de senti-
do como um meio para alcançar um fim, justamente 
aquele subjetivamente visado pelo agente".
Para Weber, a ação social não é um ato isolado, 
mas sim um processo no qual percorre uma sequên-
cia definida de ligações.
7. A ÉTICA PROTESTANTE E O
 ESPÍRITO DO CAPITALISMO
Um dos trabalhos mais conhecidos e importantes 
de Weber é A ética protestante e o espírito do capita-
lismo, no qual ele relaciona o papel do protestantis-
mo na formação do comportamento típico do capita-
lismo ocidental moderno.
Weber parte de dados estatísticos que lhe mos-
traram a proeminência de adeptos da Reforma Pro-
testante entre grandes homens de negócios, empre-
sários bem-sucedidos e mão de obra qualificada. 
A partir daí, procura estabelecer conexões entre a 
doutrina e a pregação protestante, seus efeitos no 
comportamento dos indivíduos e sobre o desenvolvi-
mento capitalista.
Weber descobre que os valores do protestantis-
mo - como disciplina ascética, a poupança, a austeri-
dade, a vocação, o dever e a propensão ao trabalho 
- atuavam de maneira decisiva sobre os indivíduos. 
No seio das famílias protestantes, os filhos eram 
criados para o ensino especializado e para o traba-
lho fabril, optando sempre por atividades mais ade-
quadas à obtenção do lucro, preferindo o cálculo e 
os estudos técnicos ao estudo humanístico. Weber 
mostra a formação de uma nova mentalidade, um 
ethos - conjunto dos costumes e hábitos fundamen-
tais - propício ao capitalismo, em flagrante oposição 
ao "alheamento" e à atitude contemplativa do cato-
licismo, voltado para a oração, sacrifício e renúncia 
da vida prática.
Um dos aspectos importantes desse trabalho, no 
seu sentido teórico, está em expor as relações entre 
religião e sociedade e desvendar particularidades do 
capitalismo. Além disso, nessa obra, podemos ver de 
que maneira Weber aplica seus conceitos e posturas 
metodológicas.
Alguns dos principais aspectos da análise.
1. A relação entre a religião e a sociedade não 
se dá por meios institucionais, mas por inter-
médio de valores introjetados nos indivíduos 
e transformados em motivos da ação social. A 
motivação do protestante, segundo Weber, é 
o trabalho, enquanto dever e vocação, como 
um fim absoluto em si mesmo, e não o ganho 
material obtido por meio dele.
2. O motivo que mobiliza internamente os indi-
víduos é consciente. Entretanto, os feitos dos 
atos individuais vão além das metas propostas 
e aceitas por eles. Buscando sair-se bem na 
profissão, mostrando sua própria virtude e vo-
cação e renunciando aos prazeres materiais, 
o protestante puritano se adapta facilmente ao 
mercado de trabalho, acumula capital e o rein-
veste produtivamente.
Figura 08
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3. Ao cientista cabe, segundo Weber, estabele-
cer conexões entre motivação dos indivídu-
os e os efeitosde sua ação no meio social. 
Procedendo assim, Weber analisa os valo-
res do catolicismo e do protestantismo, mos-
trando que os últimos revelam a tendência 
ao racionalismo econômico, base da ação 
capitalista.
4. Para constituir o tipo ideal de capitalismo 
ocidental moderno, Weber estuda as diver-
sas características das atividades econômi-
cas em diversas épocas e lugares, antes e 
após o surgimento das atividades mercantis 
e da indústria. E, conforme seus preceitos, 
constrói um tipo gradualmente estruturado 
a partir de suas manifestações particulares 
tomadas à realidade histórica. Assim, diz ser 
o capitalismo, na sua forma típica, uma or-
ganização econômica racional assentada no 
trabalho livre e orientada para um mercado 
real, não para a mera especulação ou rapi-
nagem. O capitalismo promove a separação 
entre empresa e residência, a utilização téc-
nica de conhecimentos científicos e o surgi-
mento do direito e da administração racionali-
zados.
Nessa pintura holandesa podemos perceber a valorização do 
trabalho, própria da ética protestante analisada por Weber. O 
vendedor de peixes, pintura de Adrien Van Ostade, de 1672.
7.1 Análise Histórica e Método Compreensivo 
 
Weber teve uma contribuição importantíssima 
para o desenvolvimento da sociologia. Em meio a 
uma tradição filosófica peculiar, a alemã, e vivendo 
os problemas de seu país, diversos dos da França 
e da Inglaterra na mesma época, pôde trazer uma 
nova visão, não influenciada pelos ideais políticos 
nem pelo racionalismo positivista de origem anglo-
-francesa. 
Sua contribuição para a sociologia tornou-o re-
ferência obrigatória. Mostrou, em seus estudos, a 
fecundidade da análise histórica e da compreen-
são qualitativa dos processos históricos e sociais. 
Embora polêmicos, seus trabalhos abriram as 
portas para as particularidades históricas das so-
ciedades e para a descoberta do papel da subjeti-
vidade na ação e na pesquisa social. Weber desen-
volveu suas análises de forma mais independente 
das ciências exatas e naturais. Foi capaz de com-
preender a especificidade das ciências humanas 
como aquelas que estudam o ser humano como 
um ser diferente dos demais e, portanto, sujeito a 
leis de ação e comportamento próprios. 
Figura 09
Outra novidade do pensamento weberiano no 
desenvolvimento da sociologia foi a ideia do inde-
terminismo histórico. Ao contrário de seus prede-
cessores, ele não admitia nenhuma lei pré-existen-
te que regulasse o desenvolvimento da sociedade 
ou a sucessão de tipos de organização social. Isso 
permitiu que ele se aprofundasse no estudo das 
particularidades, procurando entender as forma-
ções sociais em suas singularidades, especial-
mente a jovem nação alemã que ele via despontar 
como potência. Nesse sentido, contribuiu também 
para a formação de um pensamento alemão, críti-
co, histórico e consoante com sua época.
Outros sociólogos alemães puseram em prática 
o método compreensivo de Weber, como Sombart, 
igualmente um estudioso do capitalismo ocidental. 
Weber desenvolveu também trabalhos na área de 
história econômica, buscando as leis de desenvol-
vimento das sociedades. Estudou ainda, com base 
em fontes históricas, as relações entre o meio ur-
bano e o agrário e o acúmulo de capital auferido 
pelas cidades por meio dessas relações.
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Ética do trabalho protestante
DATAS IMPORTANTES
1517
O teólogo alemão Martinho Lutero anuncia suas 
"Noventa e cinco teses sobre o poder e eficácia 
das indulgências", um catalisador da Reforma 
Protestante.
A partir de 1840
Karl Marx foca os fatores econômicos - não os 
religiosos ou culturais - para entender a ascen-
são do capitalismo.
1882
Uma visão de mundo hostil ao cristianismo é 
articulada pelo filósofo alemão Friedrich Nietzs-
che, que declara que "Deus está morto".
1920
O livro Sociologia das religiões é publicado e se 
torna uma enorme influência nas teorias socio-
lógicas da religião.
A visão de mundo protestante
Foi moldada pelo conceito de que as tarefas se-
culares mostram reverência a Deus e promovem 
sua glória. O sucesso material é interpretado 
como a aprovação de Deus - uma recompensa 
pelo esforço, pela parcimônia, pela sobriedade e 
por outras formas "corretas" de viver.
"O PURITANO QUERIA SER UM PROFISSIONAL - NÓS DEVEMOS SÊ-LO."
Max Weber
A modernidade e o Holocausto
Para Weber, a disseminação dos valores de cál-
culo, racionalidade e autocontrole que definiam 
a ética do trabalho protestante também era cru-
cial para o desenvolvimento da modernidade.
O sociólogo alemão-polonês Zygmunt Bauman 
argumenta que a base de valor daquela ética 
também explica como foi possível que hou-
vesse o Holocausto nazista. Em vez da visão 
tradicional do Holocausto como o triunfo da ir-
racionalidade e da regressão a formas de pen-
sar e agir primitivas e pré-modernas, Bauman 
vê esse evento como altamente racionalizado. 
Não apenas a modernidade tornou possível o 
Holocausto, como também lhe foi uma condição 
necessária, porque o extermínio era administra-
do de forma burocrática e organizada. Bauman 
argumenta que os altos níveis de racionalidade 
e autodisciplina demonstrados pelos perpetra-
dores do Holocausto estão inextricavelmente 
ligados à cultura e aos valores religiosos encon-
trados por toda a Europa protestante.
Honre
seu chamado
e será
recompensado.
“
O cumprimento
das tarefas seculares é...
a única maneira de viver 
aceitável para Deus.
Max Weber“
Secularização - O que é?
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A corrupção
e outros
aspectos mundanos
do catolicismo romano
provocam um
chamado à
mudança
A noção
reformadora do
"chamado" alega
que o dever religioso
e o ganho do sustento
são a mesma
coisa.
As raízes
religiosas
do capitalismo
desaparecem conforme
o seu sucesso leva
ao triunfo da
secularização.
Uma ética
do trabalho de
inspiração religiosa
se desenvolve com
um senso de dever
animado pela
"utilidade social".
Uma ênfase
na acumulação
econômica alimenta
o novo "espírito
do capitalismo"
protestante.
 ⇒ ⇒
 ⇐
⇐
8. TIPO IDEAL, DE MAX WEBER
 
Max Weber
Às vezes compreender um conceito sociológico 
não é uma tarefa fácil. Quase sempre é necessário 
entender elementos que não estão presente em uma 
definição. Pensando nisso, destacamos 10 pontos 
que são necessários para compreender o conceito 
de Tipo Ideal, cunhado por Max Weber.
 
1. O conceito foi criado para designar um método 
proposto por Weber para estudar os fenôme-
nos culturais;
2. Criado para dar conta de um embate teórico-
-metodológico em torno da indefinição de um 
método para estudar os fenômenos culturais 
(generalizante ou particularizante? Explicati-
vo ou compreensivo? Objetividade ou subjeti-
vidade?);
3. Tem influência kantiana, por isso carrega adje-
tivo “ideal” (tipo ideal);
4. Trata-se de uma construção mental, não exis-
tindo em sua forma pura na realidade, por isso 
o adjetivo “Puro”(Tipos Ideais Puros);
5. O tipo ideal é sempre um recorte a ser pes-
quisado, por isso trata-se de uma construção 
mental acentuada lateralmente;
6. Embora seja um construto mental do pesqui-
sador, não é arbitrário, totalmente subjetivo e 
pessoal;
7. O tipo ideal possui função compreensiva/com-
parativa (individualizante) ou explicativa (ge-
neralizante);
8. É por meio da construção de um tipo ideal 
que o pesquisador organiza mentalmente a 
realidade de forma lógica, sem pretensão de 
traduzir com exatidão a estrutura do mundo 
social;
9. Para a criação de um tipo ideal o pesquisa-
dor realiza seleções de características que 
daram “corpo” e inteligibilidade ao fenômeno 
estudado de acordo com seus interesses de 
estudo;
10.O tipo ideal por ser um instrumento metodo-
lógico é mobilizado em toda a obra de We-
ber, seja buscando compreender particulari-
dades ou em historicizações comparativas 
que realizou.
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1. (Seduc-CE) Entre as principais obras de Weber, 
destaca-se:
a) A ação humana. 
b) Economia e sociedade.
c) Por uma sociologia positivista. 
d) Suicídio. 
2. Durkheim em seu conceito sobre o fato social 
procurou	 qualificá-lo	 como	 coisa	 exterior	 ao	
indivíduo, pois crê que ao estudarmos o fato 
social é necessário que apliquemos um método 
e processo, através de experiências, como 
faz a ciência exata, pois essa investigação é 
necessária para que possam ser explicados 
os fatos que ocorrem na sociedade. 
	 Podemos	definir	um	fato	social	como:
a) a ação de um indivíduo de apenas olhar para 
outro.
b) o modo como a pessoa age, sem a intenção 
de coerção perante outro.
c) a maneira de agir, de pensar ou sentir que são 
exteriores ao indivíduo dotado de um poder 
coercivo.
d) nenhuma das alternativas está correta. 
3. As três características do fato social, segundo 
Durkheim, são:
a) organização, poder e manifestação. 
b) organização, generalidade e exterioridade. 
c) ação, coerção e organização. 
d) generalidade, exterioridade e coercitividade. 
4. Quando estudamos os fenômenos sociais 
devemos:
a) olhar os fatos sociais com sentimento de valo-
rizar as coisas como realmente acontecem.
b) tratar os fatos sociais como coisa, podendo 
estudá-la de forma objetiva e científica.
c) estudar os fatos sociais sem a preocupação de 
explicar suas causas e efeitos.
d) valorizar nossos sentimentos ao estudar os fatos 
sociais para garantir o sucesso dessa ciência. 
5. O conceito de exterioridade baseia-se:
a) nas normas de conduta dos pensamentos.
b) no poder coercitivo que se opõem ao indiví-
duo.
c) na concepção de Durkheim de consciência co-
letiva.
d) nos costumes da sociedade, por não ser uma 
transformação contínua.
6. Na interpretação de Max Weber, a sociologia é:
a) uma ciência cujo objetivo é compreender de 
forma clara a conduta humana e fornecer ex-
plicação causal de sua origem e resultados. 
b) uma ciência que tem como critério estudar a 
história dos fatos como realmente acontecem, 
valorizando as condutas, sem a necessidade 
de explicar suas origens. 
c) uma explicação dos fatos como realmente 
acontecem, conduzindo-a a uma realidade 
aparente. 
d) uma ciência racional que estuda as formas e 
os efeitos da história humana. 
7. Segundo Max Weber, a ação afetiva é:
a) determinada por suas crenças em valores éti-
cos, estéticos, religiosos, entre outros.
b) determinada por costumes enraizados na so-
ciedade.
c) determinada por afeto e estado de sentimento.
d) determinada pela coerção que os fatos sociais 
exercem sobre os indivíduos. 
 
A seguir apresentamos um esquema de questões que envolvem o conceito de tipo ideal puro:
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8. Durkheim caracteriza o suicídio – até então 
considerado objeto de estudo da epidemiolo-
gia, da psicologia e da psiquiatria – como fato 
social e, por isso, dotado das características 
da coercitividade, da exterioridade, da genera-
lidade. É tomado, pois, como objeto de estudo 
sociológico, em virtude do fato de 
a) variar na razão inversa ao grau de integração 
dos grupos sociais de que faz parte o indiví-
duo, ou seja, quanto maior o grau de integra-
ção ao grupo social, mais elevada é a taxa de 
mortalidade-suicídio da sociedade. 
b) ser possível observar uma certa predisposição 
social para fornecer determinado número de 
suicidas, ou seja, uma tendência constante, 
marcada pela permanência, a despeito de va-
riações circunstanciais. 
c) configurar-se como uma morte que resulta 
direta ou indiretamente, consciente ou in-
conscientemente de um ato executado pela 
própria vítima. 
d) depender, exclusivamente, do temperamento 
do suicida, de seu caráter, de seu histórico 
familiar, de sua biografia, uma vez que não 
deixa de ser um ato do próprio indivíduo. 
 
9. O sociólogo francês Émile Durkheim (1858-
1917), em sua obra As Regras do Método 
Sociológico, ocupou-se em estabelecer o 
objeto de estudo da sociologia. Entre as 
constatações de Durkheim, está a de que o 
fato	 social	 não	 pode	 ser	 definido	 pela	 sua	
generalidade no interior de uma sociedade. 
Nessa obra, Durkheim elabora um tratamen-
to	 científico	 dos	 fatos	 sociais	 e	 cria	 uma	
base para a sociologia no interior de um con-
junto coeso de disciplinas sociais, visando 
fornecer uma base racional e sistemática da 
sociedade civil. 
 Sobre o significado	do	fato	social	para	Dur-
-kheim, é correto	afirmar	que	
a) os fenômenos sociais, embora obviamente 
inexistentes sem os seres humanos, resi-
dem nos seres humanos como indivíduos, ou 
seja, os fatos sociais são os estados mentais 
ou emoções dos indivíduos. 
b) os fatos sociais, parecem, aos indivíduos, 
uma realidade que pode ser evitada, de ma-
neira que se apresenta dependente de sua 
vontade. Nesse sentido, desobedecer a uma 
norma social não conduz o indivíduo a san-
ções punitivas. 
c) a proposição fundamental do método de 
Durkheim é a de que os fatos sociais devem 
ser tratados como coisas, ou seja, como ob-
jeto do conhecimento que a inteligência não 
penetra de forma natural, mas através da ob-
servação e da experimentação. 
d) Durkheim considera os fatos sociais como 
coisas materiais. Pode-se afirmar, portanto, 
que todo objeto de ciência é uma coisa mate-
rial e deve ser abordado a partir do princípio 
de que o seu estudo deve ser abordado sem 
ignorar completamente o que são. 
e) os fatos sociais são semelhantes aos fatos 
psíquicos, pois apresentam um substrato 
semelhante e evoluem no mesmo meio, de 
maneira que dependem das mesmas condi-
ções. 
 
10.
 Na tirinha acima, quase todas as pessoas pos-
suem um comportamento similar. Nesse caso 
específico,	 pode-se	 dizer	 que	 o	 consumo	 se	
tornou, segundo a abordagem durkheimiana: 
a) Um fato social. 
b) Uma anomia social. 
c) Um erro social. 
d) Uma morte social. 
e) Uma modalidade social. 
 
11. (Enem 2013) 
TEXTO I
 Ela acorda tarde depois de ter ido ao teatro e 
à dança; ela lê romances, além de desperdiçar 
o tempo a olhar para a rua da sua janela ou da 
sua varanda; passa horas no toucador a arru-
mar o seu complicado penteado; um número 
igual de horas praticando piano e mais outra 
na sua aula de francês ou de dança.
Comentário do Padre Lopes da Gama acerca dos costumes femininos 
[1839] apud SILVA, T. V. Z.Mulheres, cultura e literatura brasileira. Ipo-
tesi — Revista dos Estudos Literários, Juiz de Fora, v. 2. n. 2, 1998.
TEXTO II
 As janelas e portas gradeadas com treliças não 
eram cadeias confessas, positivas; mas eram, 
pelo aspecto e pelo seu destino, grandes gaio-
las, onde os pais e maridos zelavam, sonega-
das	à	sociedade,	as	filhas	e	as	esposas.
MACEDO, J.M. “Memória da Rua do Ouvidor [1878]”. Disponível em: 
www.dominiopublico.gov.br. Acesso em: 20 maio 2013 (adaptado).
 A representação social do feminino comum 
aos dois textos é o(a) 
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das nos setores público e privado, diretamen-
te associados com o aumento da expectativa 
de vida dos brasileiros. É característica que 
contribui para este cenário: 
a) o exercício pleno da manipulação genética, 
selecionando desde a metade do século XX 
apenas os indivíduos portadores dos genes da 
longevidade. 
b) a mudança no padrão de consumo do brasilei-
ro, que a partir de 1994 eliminou o consumo de 
alimentos industrializados e incentivou a com-
pra de artigos esportivos. 
c) o estabelecimento de benefícios públicos, 
como a instituição de meia-entrada e o trans-
porte público gratuito para a população idosa. 
d) a dificuldade de uma aposentadoria segura, 
obrigando as pessoas a participarem das ati-
vidades econômicas até os 64 anos. 
e) o acesso crescente a serviços de educação e 
saúde, condição que amplia as informações 
sobre o bem-estarda população e evita mor-
tes precoces pela falta de tratamento. 
 
14. (Ufu 2013) Ao contrário de outros pensadores 
sociológicos anteriores, Weber acreditava que 
a Sociologia deveria se concentrar na ação so-
cial e não nas estruturas.
GIDDENS, Anthony. Sociologia. 4.ed. 
Porto Alegre: Artmed, 2005. p. 33. 
 De acordo com esta assertiva, Weber conside-
ra que 
a) as ideias, os valores e as crenças têm o poder 
de ocasionar transformações. 
b) o conflito de classes é o fator mais relevante 
para a mudança social. 
c) as estruturas existem externamente ou inde-
pendentemente dos indivíduos. 
d) os fatores econômicos são os mais importan-
tes para as transformações sociais. 
 
TEXTO PARA A QUESTÃO 15: 
 Leia o texto a seguir e responda à próxima 
questão.
 O desenvolvimento da civilização e de seus 
modos de produção fez aumentar o poder béli-
co entre os homens, generalizando no planeta 
a atitude de permanente violência. No mundo 
contemporâneo, a formação dos Estados na-
cionais fez dos exércitos instituições de defe-
sa de fronteiras e fator estratégico de perma-
nente disputa entre nações. Nos armamentos 
militares se concentra o grande potencial de 
destruição da humanidade. Cada Estado, em 
nome da autodefesa e dos interesses do ci-
dadão comum, desenvolve mecanismos de 
controle cada vez mais potentes e ostensivos. 
O uso da força pelo Estado transforma-se em 
recurso cotidianamente utilizado no combate 
à violência e à criminalidade.
Adaptado de: COSTA, C. Sociologia: introdução à ciência da 
sociedade. São Paulo: Moderna, 1997. p.283-285. 
a) submissão de gênero, apoiada pela concep-
ção patriarcal de família. 
b) acesso aos produtos de beleza, decorrência 
da abertura dos portos. 
c) ampliação do espaço de entretenimento, volta-
do às distintas classes sociais. 
d) proteção da honra, medida pela disputa mas-
culina em relação às damas da corte. 
e) valorização do casamento cristão, respaldado 
pelos interesses vinculados à herança. 
12. (Interbits 2014) Segundo Max Weber, podem 
existir 4 tipos puros de ação social. Relacione 
a primeira coluna com a segunda, de acordo 
com o tipo de ação social mais adequado a 
cada uma das situações:
(1) Homem que uma 
vez por semana 
vai à missa.
( ) Ação racional com 
relação a valores.
(2) Mulher que deixa 
o marido por ele 
tê-la traído.
( ) Ação racional com 
relação a fins.
(3) Mulher correndo 
por 2 horas para 
poder emagrecer.
( ) Ação tradicional.
(4) Homem comendo 
comida vegeta-
riana por respeito 
aos animais.
( ) Ação afetiva.
13.	Especialista	propõe	redefinir	conceito	de	idoso	
 Condições de vida e de saúde mudaram desde 
a criação do Estatuto do Idoso, que completa 
10 anos em outubro.
	 “A	definição	de	população	idosa	ficou	velha?”	
Quem levanta a questão é a demógrafa Ana 
Amélia Camarano, do Instituto de Pesquisa 
Econômica	Aplicada	(Ipea).	Ela	propõe	redefi-
nir o conceito na Lei n.º 10.741/2003, o Estatu-
to do Idoso, que completa 10 anos em outubro 
e, há uma década, estipulou como população 
idosa,	para	diversos	fins,	quem	tem	60	anos	de	
idade ou mais. “Em 1994, a esperança de vida 
ao nascer da população brasileira foi estimada 
em 68,1 anos. Entre 1994 e 2011, este indica-
dor aumentou 6 anos, alcançando 74,1. Isso 
tem sido acompanhado por uma melhoria das 
condições de saúde física, cognitiva e mental 
da população idosa, bem como de sua partici-
pação social. Em 2011, 57,2% dos homens de 
60 a 64 anos participavam das atividades eco-
nômicas”,	destaca	a	pesquisadora.
(www.ipea.gov.br. Adaptado.)
	 A	redefinição	do	conceito	de	idoso	é	uma	pro-
posta que responde às mudanças encontra-
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15. Assinale a alternativa que apresenta, correta-
mente, a concepção sociológica weberiana so-
bre o uso da força pelo Estado contemporâneo. 
a) A força militar contemporânea, por seu poder 
de persuasão e atributos personalísticos, é um 
agente exemplar do tipo de dominação caris-
mática. 
b) Na sociedade contemporânea, o poder com-
partilhado entre cidadãos e Estado, para o uso 
da força, define a dominação legítima do tipo 
racional-legal. 
c) O Estado contemporâneo caracteriza-se pela 
fragmentação do poder de força, conforme o 
tipo ideal de dominação carismática, a exem-
plo do patriarca. 
d) O Estado contemporâneo define-se pelo di-
reito de monopólio do uso da força, baseado 
na dominação legítima do tipo racional-legal. 
e) O tipo ideal de dominação tradicional é exer-
cido com base na legitimidade e na legalidade 
do poder de uso democrático da força pelo Es-
tado contemporâneo. 
 
16. Do ponto de vista do agente, o motivo é o fun-
damento da ação; para o sociólogo, cuja tarefa 
é compreender essa ação, a reconstrução do 
motivo é fundamental, porque, da sua perspec-
tiva,	ele	figura	como	a	causa	da	ação.	Nume-
rosas distinções podem ser estabelecidas e 
Weber realmente o faz. No entanto, apenas inte-
ressa assinalar que, quando se fala de sentido 
na sua acepção mais importante para a análise, 
não se está cogitando da gênese da ação, mas 
sim daquilo para o que ela aponta, para o obje-
tivo	visado	nela;	para	o	seu	fim,	em	suma.	
COHN, Gabriel (Org.). Max Weber: sociologia. 
São Paulo: Ática, 1979.
 A categoria weberiana que melhor explica o 
texto em evidência está explicitada em 
a) A ação social possui um sentido que orienta a 
conduta dos atores sociais. 
b) A luta de classes tem sentido porque é o que 
move a história dos homens. 
c) Os fatos sociais não são coisas, e sim aconte-
cimentos que precisam ser analisados. 
d) O tipo ideal é uma construção teórica abstrata 
que permite a análise de casos particulares. 
e) O sociólogo deve investigar o sentido das 
ações que não são orientadas pelas ações de 
outros. 
 
17. Associe o conceito sociológico com a sua de-
vida explicação.
1. Maneiras de pensar, agir e 
sentir que são exteriores aos 
indivíduos e exercem coer-
ção sobre eles.
( ) Tipo ideal.
2. Compreensão invertida da 
realidade que reafirma a si-
tuação de dominação do ho-
mem pelo homem.
( ) Ideologia.
3. Sentimento de falta de objetivos 
individuais causado pela perda 
de influência das normas so-
ciais sobre o indivíduo. 
( ) Anomia social. 
4. Instrumento metodológico que 
serve para dar objetividade à 
análise sociológica compre-
ensiva.
( ) Fato social.
GABARITO
1. B
2. C
3. D
4. B
5. C
6. A
7. C
8. B
9. C
10. A
11. A
12. 4; 3; 1; 2
13. E
14. A
15. D
16. A
17. 4; 2; 3; 1
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