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Prof. Paulo Burgo UNIDADE I Ética e Legislação Profissional Ontem fiz uma promessa a um amigo e sei que esta me causará problemas financeiros... Devo cumpri-la?! Por cumprir ordens, o soldado mata uma pessoa em uma guerra... Este soldado pode ser julgado e condenado?! Um aluno está assinando a lista de presença por outro... Devo denunciá-lo ao professor?! Estes casos presentes nas nossas vidas refletem situações práticas em que indivíduos devem reagir com base em suas próprias reações, mas também avaliando as consequências que estas terão nas vidas dos outros. 1. Conceito de ética Na solução destas situações os indivíduos se defrontam com a necessidade de pautar o seu comportamento em regras que julgam mais apropriadas ou mais dignas para serem cumpridas. Esta dignidade se baseia na moral de cada indivíduo. Nesses casos, dizemos que se age de modo moralmente adequado: “ele agiu bem naquelas circunstâncias!” Os homens não só agem moralmente, mas também refletem sobre a prática deste comportamento e o tomam como objeto de sua reflexão. Ao se pensar, passa-se da prática da moral para a teoria da moral. À teoria moral se dá o nome de ética. 1. Conceito de ética É, portanto, ética qualquer situação teórica na qual o indivíduo tem de avaliar suas ações e relações para com grupos e fatos que impliquem em suas futuras atitudes perante seus pares. 1. Conceito de ética indivíduo vizinhos família coisas subordinados superiores no trabalho animais outros indivíduos colegas É inútil recorrer à Ética buscando um manual de boa conduta e de soluções para situações concretas. A solução dos problemas de relacionamento são de ordem prática e, portanto, não teórica. Porém, o embasamento teórico que faz a discussão do problema com todas suas possíveis consequências a este ou a seu objeto estão sim no campo da Ética. 1. Conceito de ética Ética Moral Prática Teoria É muito comum que o ser humano busque se relacionar com pessoas de mesma formação e com afinidades sociais, financeiras (entre outras características que proporcionem o sentimento de identidade entre os indivíduos). Os “grupos sociais” são a forma mais básica de associação humana. O que difere os grupos sociais dos chamados “agregados sociais” é justamente a forma de interação entre as pessoas, ou seja, uma multidão em uma passeata corresponde a um agregado social, não necessariamente a um grupo social, visto que compartilham, de alguma forma, um ideal, uma curiosidade... 1.1. A ética na sociedade atual Grupo social Agregado social Fato Identidade Transitório Permanente Lei é toda regra jurídica, escrita ou não; aqui ela abrange os costumes e todas as normas formalmente produzidas pelo Estado, que servem para ligar os fatos ou os acontecimentos à ordem e à paz social. Semelhanças: a Lei e a ética resultam de um caráter histórico e social que se orienta por valores próprios de uma determinada sociedade; Diferenças: ética é mais informal, enquanto que a lei é formal, escrita e promulgada; A ética pode apresentar variações para um mesmo grupo, enquanto que a lei é única para todos; A falta de ética pode gerar uma rejeição do grupo social, o descumprimento da lei gera obrigatoriamente uma penalidade. 1.1. A ética na sociedade atual Da mesma forma que pessoas com uma mesma identidade tendem a se organizar em um grupo social, profissionais de uma mesma formação tendem a se organizar em um grupo profissional. Estas organizações podem refletir aspectos ou enfoques de um mesmo exercício profissional para que seus membros possam discutir aspectos comuns à sua prática: 1.1. A ética na sociedade atual Sindicatos Associações Diretrizes sociais comuns Profissão Institutos Diretrizes de pesquisa ou filantropia Para o caso dos arquitetos e urbanistas: 1.1. A ética na sociedade atual FNA/Sindicato Arquitetos ABEADiretrizes sociais comuns Profissão IAB Cultura arquitetônica e relações com a sociedade AsBEA ABAP Ensino Escritórios Arquitetos Paisagistas Portanto: A ética deve ser vista como um estado permanente de reflexão e estudo das relações do indivíduo para com seus semelhantes e seu meio. A ética não se baseia unicamente em um código moral de relações. A ética pode ser tratada tanto para um indivíduo quanto para um grupo. A Ética é a teoria ou ciência do comportamento moral dos homens em sociedade (Vazquez, 2012, p. 23). 1.1. A ética na sociedade atual É a lei que regulamenta o exercício da Arquitetura e Urbanismo; cria o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil – CAU/BR e os Conselhos de Arquitetura e Urbanismo dos Estados e do Distrito Federal – CAUs; e dá outras providências. “(...) orientar, disciplinar e fiscalizar o exercício da profissão de arquitetura e urbanismo, zelar pela fiel observância dos princípios de ética e disciplina da classe em todo o território nacional, bem como pugnar pelo aperfeiçoamento do exercício da arquitetura e urbanismo.” (§ 1 do Art. 24 da Lei n. 12.378/2010). 2. Legislação profissional Os Conselhos regulamentam o exercício da profissão (por meio de Lei Federal) e têm a função de orientar, disciplinar e fiscalizar a aplicação da lei no exercício da profissão, enquanto os Sindicatos têm a função de “regulação das relações trabalhistas entre empregadores e empregados. Qualquer empresa ou empregado deve, por força de lei, ser representado pelo sindicato da sua categoria econômica ou profissional, respectivamente”. Veja mais: http://www.sinaenco.com.br/faq_sindical.asp#sthash.bBaZWfq1.dpuf 2. Legislação profissional Atribuições profissionais I. Supervisão, coordenação, gestão e orientação técnica; II. Coleta de dados, estudo, planejamento, projeto e especificação; III. Estudo de viabilidade técnica e ambiental; IV. Assistência técnica, assessoria e consultoria; V. Direção de obras e de serviço técnico; VI. Vistoria, perícia, avaliação, monitoramento, laudo, parecer técnico, auditoria e arbitragem; VII. Desempenho de cargo e função técnica; 2. Legislação profissional VIII.Treinamento, ensino, pesquisa e extensão universitária; IX. Desenvolvimento, análise, experimentação, ensaio, padronização, mensuração e controle de qualidade; X. Elaboração de orçamento; XI. Produção e divulgação técnica especializada; XII. Execução, fiscalização e condução de obra, instalação e serviço técnico. (Art. 2 da Lei n. 12.378/2010). Deve ficar claro que as atribuições profissionais são equivalentes aos verbos pois indicam as possibilidades de ações que os profissionais podem exercer. 2. Legislação profissional São campos de atuação do arquiteto e urbanista previstos pela Lei: I. da Arquitetura e Urbanismo, concepção e execução de projetos; II. da Arquitetura de Interiores, concepção e execução de projetos de ambientes; III. da Arquitetura Paisagística, concepção e execução de projetos para espaços externos, livres e abertos, privados ou públicos, como parques e praças, considerados isoladamente ou em sistemas, dentro de várias escalas, inclusive a territorial; IV. do patrimônio histórico cultural e artístico, arquitetônico, urbanístico, paisagístico, monumentos, restauro, práticas de projeto e soluções tecnológicas para reutilização, reabilitação, reconstrução, preservação, conservação, restauro e valorização de edificações, conjuntos e cidades; 2. Legislação profissional V. do planejamento urbano e regional, planejamento físico-territorial, planos de intervenção no espaço urbano, metropolitano e regional fundamentados nos sistemas de infraestrutura, saneamento básico e ambiental, sistema viário, sinalização, tráfego e trânsito urbano e rural, acessibilidade, gestão territorial e ambiental, parcelamento do solo, loteamento, desmembramento, remembramento, arruamento, planejamento urbano, plano diretor, traçado de cidades, desenho urbano, sistema viário,tráfego e trânsito urbano e rural, inventário urbano e regional, assentamentos humanos e requalificação em áreas urbanas e rurais; VI. topografia, elaboração e interpretação de levantamentos topográficos cadastrais para a realização de projetos de arquitetura, de urbanismo e de paisagismo, fotointerpretação, leitura, interpretação e análise de dados e informações topográficas e sensoriamento remoto; 2. Legislação profissional VII. tecnologia e resistência dos materiais, dos elementos e produtos de construção, patologias e recuperações; VIII.dos sistemas construtivos e estruturais, estruturas, desenvolvimento de estruturas e aplicação tecnológica de estruturas; IX. de instalações e equipamentos referentes à Arquitetura e Urbanismo; X. do conforto ambiental, técnicas referentes ao estabelecimento de condições climáticas, acústicas, lumínicas e ergonômicas, para a concepção, organização e construção dos espaços; XI. do meio ambiente, estudo e avaliação dos impactos ambientais, licenciamento ambiental, utilização racional dos recursos disponíveis e desenvolvimento sustentável. 2. Legislação profissional Deve ficar claro que as atribuições profissionais são equivalentes aos substantivos pois indicam as tarefas que os profissionais podem exercer. Portanto… De forma a saber exatamente o que um arquiteto e urbanista pode realizar em sua vida profissional devemos somar uma atividade com um campo de atuação. Exemplo: Atividade: estudo de viabilidade técnica. Campo de atuação: arquitetura e urbanismo, concepção e execução de projetos. Atribuição: Estudo de viabilidade técnica na concepção e execução de projetos de Arquitetura e Urbanismo. 2. Legislação profissional “Art. 5 Para uso do título de arquiteto e urbanista e para o exercício das atividades profissionais privativas correspondentes, é obrigatório o registro do profissional no CAU do Estado ou do Distrito Federal. Parágrafo único. O registro habilita o profissional a atuar em todo o território nacional. Art. 6 São requisitos para o registro: I. capacidade civil; e II. diploma de graduação em arquitetura e urbanismo, obtido em instituição de ensino superior oficialmente reconhecida pelo poder público.” “Art. 9 É facultada ao profissional e à pessoa jurídica, que não estiver no exercício de suas atividades, a interrupção de seu registro profissional no CAU por tempo indeterminado, desde que atenda às condições regulamentadas pelo CAU/BR.” 2. Legislação profissional No exercício profissional, o arquiteto e urbanista está sujeito à Constituição, às leis e aos seus preceitos éticos e morais. Assim, os profissionais e as sociedades profissionais que atuam em Arquitetura e Urbanismo devem orientar a conduta profissional pelas normas desse âmbito. Portanto, é correto afirmar que tais normas: a) Implicam em exigências éticas apenas para os profissionais e sem qualquer exigência com a sociedade. b) Tratam de um modelo ético à instauração e à defesa das normas de conduta profissional, propondo um caráter humanista e preservacionista para com o patrimônio socioambiental e cultural. c) Pressupõem uma relação intrínseca entre os campos da atuação do arquiteto e urbanista junto aos estudos de populações de infestações de vetores de doenças contagiosas. d) Tratam de um modelo ético à instauração e à defesa das normas de conduta profissional, propondo um caráter filantrópico e assistencialista aos projetos profissionais para com a sociedade brasileira. e) Representam e reafirmam a ética para os arquitetos e urbanistas como um modelo utópico de relacionamento profissional com a sociedade o qual jamais poderá ser transformado em realidade. Interatividade No exercício profissional, o arquiteto e urbanista está sujeito à Constituição, às leis e aos seus preceitos éticos e morais. Assim, os profissionais e as sociedades profissionais que atuam em Arquitetura e Urbanismo devem orientar a conduta profissional pelas normas desse âmbito. Portanto, é correto afirmar que tais normas: a) Implicam em exigências éticas apenas para os profissionais e sem qualquer exigência com a sociedade. b) Tratam de um modelo ético à instauração e à defesa das normas de conduta profissional, propondo um caráter humanista e preservacionista para com o patrimônio socioambiental e cultural. c) Pressupõem uma relação intrínseca entre os campos da atuação do arquiteto e urbanista junto aos estudos de populações de infestações de vetores de doenças contagiosas. d) Tratam de um modelo ético à instauração e à defesa das normas de conduta profissional, propondo um caráter filantrópico e assistencialista aos projetos profissionais para com a sociedade brasileira. e) Representam e reafirmam a ética para os arquitetos e urbanistas como um modelo utópico de relacionamento profissional com a sociedade o qual jamais poderá ser transformado em realidade. Resposta Por definição: As resoluções são atos administrativos normativos que partem de autoridade superiores, mas não do chefe do executivo, através das quais disciplinam matéria de sua competência específica. Portanto no ambiente a que se destinam tem o valor e o peso igual ao de uma Lei. Resoluções do CAU BR servem como diretrizes a serem observadas no melhor exercício da Arquitetura e do Urbanismo no Brasil. 2. Legislação profissional: Resoluções – CAU/BR Os arquitetos e urbanistas constituem categoria uniprofissional, de formação generalista, sujeitos a registro no Conselho de Arquitetura e Urbanismo da Unidade da Federação (CAU/UF) do local do seu domicílio, cujas atividades, atribuições e campos de atuação previstos na Lei n. 12.378, de 2010, são disciplinados pela presente Resolução. A Resolução ratifica os aspectos da atribuição profissional presentes no artigo segundo da Lei n. 12.378 e anexa uma tabela que descreve e enumera todo o detalhamento das possíveis atribuições. 2.2. Resolução n. 21 – CAU/BR – Atribuições Profissionais do Arquiteto e Urbanista O que é a Resolução n. 51 – CAU/BR? É a resolução do conselho que dispõe sobre as áreas de atuação privativas dos arquitetos e urbanistas e as áreas de atuação compartilhadas com outras profissões regulamentadas, dando ainda outras providências. Quais são as principais áreas de atuação privativas dos arquitetos e urbanistas? Arquitetura e urbanismo; Arquitetura de interiores; Patrimônio histórico cultural e artístico; Projeto e planejamento urbano e regional e paisagismo; Conforto ambiental. 2.3. Resolução n. 51 – CAU/BR – Áreas Privativas de Atuação dos Arquitetos e Urbanistas Na Resolução n. 51, o Conselho apresenta as atividades em cada uma destas áreas privativas de atuação dos arquitetos, tais como levantamento, projeto, detalhamento, relatórios técnicos, entre outras. A presente resolução veio para complementar o artigo das áreas de atuação, já descrito na Lei n. 12.378/10 – Lei do CAU/BR (Artigo 2 da Lei 12.378/10). 2.3. Resolução n. 51 – CAU/BR – Áreas Privativas de Atuação dos Arquitetos e Urbanistas Art. 1 A elaboração de projetos, a execução de obras e a realização de quaisquer outros serviços técnicos no âmbito da Arquitetura e Urbanismo, que envolvam competência privativa de arquitetos e urbanistas ou atuação compartilhada destes com outras profissões regulamentadas, ficam sujeitas ao Registro de Responsabilidade Técnica (RRT) nos termos desta Resolução, em conformidade com a Lei n. 12.378, de 31 de dezembro de 2010. Art. 2 O RRT (Red. dada pela Res. CAU/BR n. 184, de 22 de nov de 2019) deverá ser efetuado conforme as seguintes condições de tempestividade: “Atividade Técnica”, “Projeto” e “Meio Ambiente e Planejamento Reg. e Urbano”, “Coordenação e Compatibilização de Projetos, Projeto de Sist. de Seg e Proj. de Prot. Contra Incêndios” etc. III. para as demais atividades, o RRT deverá ser efetuado em até 30 dias contados da data de início da atividade. 2.4.Registro de Responsabilidade Técnica (Resolução n. 91, de 09/10/2014) Art. 1 Esta Resolução estabelece as condições e os procedimentos para emissão de certidões pelos Conselhos de Arquitetura e Urbanismo dos Estados e do Distrito Federal (CAU/UF) (...). Art. 2 As certidões emitidas pelos CAU/UF são I. Certidão de Acervo Técnico (CAT); II. Certidão de Acervo Técnico com Atestado (CAT-A); III. Certidão de Reg. e Quitação de Pessoa Física (CRQPF); IV. Certidão de Reg. e Quitação de Pessoa Jurídica (CRQPJ); V. Certidão Negativa de Débito (CND). Art. 3 O acervo técnico do arquiteto e urbanista é o conjunto de projetos, obras e demais serviços técnicos, no âmbito da Arquitetura e Urbanismo, que tenham sido por ele realizados e registrados no CAU/UF. 2.5. Emissões de Certidões pelo CAU (Resolução n. 93, de 7 de novembro de 2014) Conselho de Arquitetura e Urbanismo Registro de Responsabilidade Técnica - RRT RRT SIMPLES INICIAL INDIVIDUAL ______ 1. Responsável Técnico _______________ Registro Nacional: A34579-2 LETICIA TAKEDA LODI Título do Profissional: Arquiteto e Urbanista ______ 2. Dados do Contrato _________________ CPF: 357.936.578-00 Contratante: Lucca Mariotto Nardez Contrato: 019 Celebrado em 10/12/2012 Valor: R$ 5.000,00 Tipo do Contratante: Pessoa física Ação Institucional: Data de início: 02/01/2013 Previsão de término: 30/12/2013 Observação: Declaração: Declaro que estou cumprindo as regras de acessibilidade previstas nas normas técnicas da ABNT, na legislação específica e no decreto n. 5296/2004. ______ 3. Dados da Obra/Serviço _____________ RUA LEONARDO NARDEZ Nº: 171 Complemento: Bairro: VILA NOVA CONCEIÇÃO UF: SP CEP: 04507 100 Cidade: SÃO PAULO Coordenadas Geográficas: 0 0 ______ 4. Atividade Técnica __________________ Atividade: 2.1.2 - Execução de reforma de edificação Quantidade: 40,00 Unidade: m2 ___________________________________________ Após a conclusão das atividades técnicas o profissional deverá preceder a baixa deste RRT ______ 5. Descrição _________________________ execução obra de reforma ______ 6. Valor _____________________________ ______ 7. Assinaturas ________________________ _____________________________________________________ Declaro serem verdadeiras as informações acima LETICIA TAKEDA LODI - CPF: 295.401.086-61 ________________, ______ de ___________________ de _______ _____________________________________________________ Local data Luca Mariotto Nardez - CPF: 357.938.578-00 ______ 8. Informações _______________________ * O comprovante de pagamento deverá ser apensado documento RRT para comprovação de quitação O que é a Resolução n. 52 – CAU/BR? É a resolução do conselho que aprova o Código de Ética e Disciplina do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR). As normas do Código de Ética são estruturadas em hierarquia com três classes: princípios são as normas de maior abrangência, cujo caráter teórico abstrato faz referência a agrupamentos de normas subordinadas; regras são derivadas dos princípios e devem ser seguidas; a sua desobediência será considerada infração; recomendações – a não observância gera apenas sanções disciplinares. 2.6. Resolução n. 52 – CAU/BR – Código de Ética (06/09/13) O arquiteto deverá observar os princípios, as regras e as recomendações em sua atuação profissional. O Conselho separa estas normas em: Disposições gerais, isto é, normas de caráter geral para a profissão; Obrigações para com o direito público, isto é, normas que se aplicam especificamente com o direito público; Obrigações para com o contratante, isto é, normas que disciplinam a relação com o cliente; Obrigações com a profissão, isto é, normas com relação à arquitetura e urbanismo; Obrigações para com os colegas, isto é, normas de relacionamento com outros arquitetos; Obrigações para com o Conselho de Arquitetura e Urbanismo, isto é, normas para com o CAU. 2.6. Resolução n. 52 – CAU/BR – Código de Ética (06/09/13) I. A ABNT NBR 16636 estabelece os procedimentos gerais e as diretrizes para a aplicabilidade e produção das principais etapas para a elaboração e o desenvolvimento dos serviços especializados de projetos técnicos profissionais, arquitetônicos e urbanísticos, considerando-se outras normas específicas e apropriadas, de acordo com as diversas especialidades envolvidas em cada projeto. Para uma melhor compreensão e especificidade da norma esta foi dividida em três partes a saber: NBR 16.636 – Elaboração e desenvolvimento de serviços técnicos especializados: Parte 1: Diretrizes e terminologia; Parte 2: Projeto arquitetônico; Parte 3: Projeto urbanístico. 3. NBR 16.636 – Elaboração e desenvolvimento de serviços técnicos especializados de projetos arquitetônicos e urbanísticos II. A Parte 1 da ABNT NBR 16636 define o contexto geral das atividades técnicas de projetos arquitetônicos e urbanísticos, que devem considerar a elas integradas diversas outras especialidades em um sistema de retroalimentação. Esta contém diversas partes de suma importância: Termos e definições: determina conceitos de termos usados em demasia em diversas fases pelos Profissionais – acessibilidade, ciclo de vida do projeto, consultor técnico etc. Requisitos: bases conceituais para determinação do seu uso geral – especialidades integradas ao projeto, atividades técnicas, contratos etc. Aceitação e rejeição: os documentos técnicos produzidos nos projetos da edificação ou dos espaços urbanos devem ser submetidos ao contratante dos serviços 3. NBR 16.636 – Parte 1: Diretrizes e terminologia I. O projeto arquitetônico é parte do projeto completo de edificação, conjunto de projetos das diversas especialidades necessárias para a execução de uma edificação. Esta Parte 2 da ABNT NBR 16636 orienta o planejamento e o desenvolvimento de projetos arquitetônicos das edificações ao longo de todas as suas etapas, caracterizando as entradas e saídas em cada momento, bem como o inter-relacionamento com as demais especialidades. Esta contém diversas partes de suma importância: Objetos do projeto arquitetônico de edificações ambientes exteriores, interiores e intermediários; Fases e etapas do projeto arquitetônico de edificações levantamento de dados para arquitetura (LV-ARQ); programa de necessidades para arquitetura (PN-ARQ). 3. NBR 16.636 – Parte 2: Projeto Arquitetônico Estudo de viabilidade de arquitetura (EV-ARQ); Estudo preliminar arquitetônico (EP-ARQ); Anteprojeto arquitetônico (AP-ARQ); Estudo preliminar dos projetos complementares (EP-COMP); Projeto para licenciamentos (PL-ARQ); Anteprojetos complementares (AP-COMP); Projeto executivo arquitetônico (PE-ARQ); Projetos executivos complementares (PE-COMP); Projeto completo de edificação (PECE); Documentação conforme construído (as built); Programação das etapas do projeto arquitetônico etc. 3. NBR 16.636 – Parte 2: Projeto Arquitetônico I. Esta Parte da ABNT NBR 16636 estabelece as atividades técnicas envolvidas no desenvolvimento do projeto urbanístico, com foco em novas cidades, trechos urbanos ou redesenho de áreas urbanas existentes a serem renovadas; é aplicável a todas as classes (ou categorias) tipológicas funcionais e formais de assentamentos urbanos, referentes aos projetos urbanísticos. Assim como a parte anterior, esta contém diversas partes de suma importância: Termos e definições: carta geotécnica, parcelamento do solo urbano, patrimônio histórico, cultural e artístico etc.; Objetos do projeto urbanístico: criação de novos espaços urbanos ou intervenção nos existentes. Fases e etapas do projeto urbanístico Levantamento de dados para o projeto urbanístico (LV- PROJURB). 3. NBR 16.636 – Parte 3: Projeto Urbanístico Programa de Necessidades para o Projeto Urbanístico (PN-PROJURB); Estudo de Viabilidade para o ProjetoUrbanístico (EV-PROJURB); Estudo Preliminar do Projeto Urbanístico ou Plano de Massas (EP-PMURB); Projeto para Licenciamentos (PL-URB) e Estudos Ambientais (EAMB); Estudo Preliminar dos Projetos das Especialidades (EP-PROJCOMP); Anteprojetos das Especialidades (AP-PROJCOMP); Projeto Executivo Urbanístico (PE-PROJURB); Projetos Executivos das Especialidades (PE-PROJCOMP); Projeto Completo (PROJ-COMP); e Documentação “conforme construído” (as built). 3. NBR 16.636 – Parte 3: Projeto Urbanístico O que é uma NR? É uma Norma Regulamentadora que fornece procedimentos obrigatórios relacionados à segurança e medicina do trabalho. São revistas periodicamente pelo Ministério do Trabalho. É a NR que estabelece diretrizes de ordem administrativa, de planejamento e de organização, que objetivam a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos, nas condições e no meio ambiente de trabalho na indústria da construção. Qual a importância da NR 18? A manutenção das condições de saúde e de segurança no ambiente de execução de obras de edificações. 4. NR 18 Comunicação prévia: é obrigatória a comunicação à Delegacia Regional do Trabalho antes do início das atividades. Informações como número de funcionários, endereço da obra, tipo de obra, data de início e término, entre outras. O que é o PCMAT? É o Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na indústria da construção, que deverá ser elaborado para obras com mais de 20 funcionários. Canteiro de obras – áreas de vivência (deverão possuir): instalações sanitárias, vestiário, alojamento, local de refeições, cozinha, quando houver preparo de refeições, lavanderia, área de lazer, ambulatório, quando se tratar de frentes de trabalho com 50 (cinquenta) ou mais trabalhadores. 4.1. Comunicação prévia da obra, PCMAT e canteiros de obras Cada módulo deve possuir área de ventilação natural, efetiva, de no mínimo 15% (quinze por cento) da área do piso em duas aberturas para ventilação adequada; garantir condições de conforto térmico; possuir pé-direito mínimo de 2,40 m; garantir os requisitos mínimos de conforto e higiene; possuir proteção contra riscos de choque elétrico por contatos indiretos, além do aterramento elétrico. A instalação sanitária deve ser constituída de lavatório, vaso sanitário e mictório, na proporção de 1 (um) conjunto para cada grupo de 20 (vinte) trabalhadores ou fração, bem como de chuveiro, na proporção de 1 (uma) unidade para cada grupo de 10 (dez) trabalhadores ou fração (deverá obedecer o disposto no código de obras do município em questão) e situadas em locais de fácil e seguro acesso, não sendo permitido um deslocamento superior a 150 (cento e cinquenta) metros do posto de trabalho aos gabinetes sanitários, mictórios e lavatórios. 4.1. Projeto de canteiro de obras Em caso de obras com alojamento, outras disposições deverão ser atendidas para garantir a segurança e qualidade de vivência do espaço de habitação provisório. É obrigatória a existência de local adequado para refeições no canteiro de obras, conforme as premissas dadas na NR 18 ou código de obras do município (sempre o mais restritivo). É obrigatória a existência de local para aquecimento de refeições, independentemente da existência de cozinha no canteiro de obras. É obrigatório o fornecimento de água potável, filtrada e fresca, seja em forma de bebedouro ou equipamento equivalente. 4.1. Projeto de canteiro de obras A partir do item 18.5 serão detalhadas as questões executivas para cada um dos itens abaixo, com a finalidade de garantir a segurança das pessoas envolvidas e a boa execução: de estruturas, alvenarias, acabamentos, entre outros itens de execução de uma obra. Finaliza a NR uma série de disposições finais e transitórias, além de um grande glossário de termos comuns nas obras de construção civil. 4.1. Questões executivas No exercício profissional, o arquiteto e urbanista encontra diversos desafios que devem sempre ser considerados para um trabalho de excelência. Para o bom desenvolvimento ético de seus serviços profissionais podemos afirmar que: a) São atribuições profissionais a condução de obra de instalações e equipamentos referentes à Arquitetura e Urbanismo e à coleta de dados para o projeto de interiores de veículos automotores. b) A RRT tem como principais funções fornecer o número de registro de pessoa física no conselho e efetivar o registro de sociedade entre profissionais junto ao CAU. c) A RRT é a prova documental de uma autoria de projeto e, portanto, se faz necessária para embasar o fornecimento de uma Certidão de Acervo Técnico. d) A reserva técnica se trata de uma verba legal fornecida aos profissionais da arquitetura e Urbanismo como uma forma de incentivo ao melhor desenvolvimento dos projetos. e) Em atividades profissionais que não ofereçam risco à vida, os arquitetos e urbanistas ficam isentos de recolhimento da RRT. Interatividade No exercício profissional, o arquiteto e urbanista encontra diversos desafios que devem sempre ser considerados para um trabalho de excelência. Para o bom desenvolvimento ético de seus serviços profissionais podemos afirmar que: a) São atribuições profissionais a condução de obra de instalações e equipamentos referentes à Arquitetura e Urbanismo e à coleta de dados para o projeto de interiores de veículos automotores. b) A RRT tem como principais funções fornecer o número de registro de pessoa física no conselho e efetivar o registro de sociedade entre profissionais junto ao CAU. c) A RRT é a prova documental de uma autoria de projeto e, portanto, se faz necessária para embasar o fornecimento de uma Certidão de Acervo Técnico. d) A reserva técnica se trata de uma verba legal fornecida aos profissionais da arquitetura e Urbanismo como uma forma de incentivo ao melhor desenvolvimento dos projetos. e) Em atividades profissionais que não ofereçam risco à vida, os arquitetos e urbanistas ficam isentos de recolhimento da RRT. Resposta ATÉ A PRÓXIMA!