Prévia do material em texto
Controle Postural, Mobilidade e Restrições do Controle Motor Conteudista Prof.ª Dra. Ana Paula Oliveira Borges Revisão Textual Prof.ª Dra. Selma Aparecida Cesarin 2 OBJETIVOS DA UNIDADE Atenção, estudante! Aqui, reforçamos o acesso ao conteúdo on-line para que você assista à videoaula. Será muito importante para o entendimento do conteúdo. Este arquivo PDF contém o mesmo conteúdo visto on-line. Sua dis- ponibilização é para consulta off-line e possibilidade de impressão. No entanto, recomendamos que acesse o conteúdo on-line para melhor aproveitamento. • Compreender as alterações da postura, do controle postural e da mar- cha na mobilidade da pessoa idosa; • Apresentar os fatores de risco para quedas e a importância do envelhe- cimento ativo sob o olhar da Fisioterapia. 3 Introdução Sabemos o quanto a manutenção da postura e do equilíbrio corporal são impor- tantes para que o indivíduo consiga ter mobilidade para realizar suas atividades de vida diária. Essas tarefas motoras são complexas e se desenvolvem desde os pri- meiros anos de vida, mas que começa a dar sinais de alterações devido ao proces- so natural do envelhecimento ou quando associada a diversas patologias. Muitas vezes, essas restrições do controle motor na pessoa idosa são resultado de uma combinação de fatores; além da idade, ocorrem limitações musculoesqueléticas, neurais e sensoriais que contribuem para os distúrbios do controle postural e da mobilidade. Essa Unidade, desse modo, busca compreender as alterações da pos- tura, do controle postural e da mobilidade da pessoa idosa. Além disso, apresenta os fatores de risco para quedas e a importância do envelhecimento ativo sob o olhar da Fisioterapia. Nesse sentido, leia atenciosamente o conteúdo, bem como os materiais complementares para ampliar sua compreensão acerca dessa temática. Postura e Envelhecimento O processo natural do envelhecimento envolve inúmeras transformações biológi- cas inerentes aos organismos e que ocorrem de maneira gradativa por necessida- des evolutivas. A velocidade deste declínio depende de diversos fatores, genéticos e epigenéticos, que determinarão a resposta do organismo aos estímulos. A alteração da postura é facilmente observável ao longo dessa fase e é resultado das modificações nos tecidos ósseo, muscular e conjuntivo que acompanham o envelhecimento, somada aos eventos que ocorrem no sistema musculoesquelé- tico no decorrer da vida, como traumas ortopédicos e outras lesões. Por esses motivos, um dos principais problemas associados ao envelhecimento humano é a redução da habilidade para controlar a postura e a marcha. Estima-se que a prevalência de queixas de equilíbrio na população acima de 65 anos chega a 85%, estando associada a várias etiologias e podendo se manifestar como desequilíbrio, desvio de marcha, instabilidade, náuseas, tonturas, vertigens e quedas frequentes. Atualmente, as fraturas decorrentes de quedas são responsáveis por, aproximada- mente, 70% das mortes acidentais em pessoas acima de 75 anos e da diminuição da independência funcional. Mas, afinal, o que é postura? Pode-se definir postura como a posição, atitude de um corpo, maneira em que suas partes se encontram para realizar uma ativida- de específica, ou a forma de suportar o próprio peso corporal. O termo “postura” 4 também é usado para descrever o alinhamento do corpo, bem como a orientação do corpo no ambiente. A manutenção da postura ereta é uma tarefa importante e complexa para o corpo humano porque refere-se ao alinhamento e ao controle de vários segmentos cor- porais. Permanecer em pé exige oscilações do corpo para manter o equilíbrio. Essa manutenção advém dos sistemas sensoriais vestibular, somatossensorial e visual, a fim de levar ao sistema nervoso informações do que acontece no ambiente. O controle postural requer uma interação completa entre o sistema neural e muscu- loesquelético, o que inclui as relações biomecânicas entre os segmentos corporais. Figura 1 – Importância das informações sensoriais para a manutenção do controle postural Fonte: Getty Images #ParaTodosVerem: imagem mostra duas pessoas idosas de costas e de mãos dadas andando em uma praça, um homem e uma mulher. Fim da descrição. Uma boa postura é aquela em que as articulações que suportam peso estão em alinhamento e há o mínimo de ação muscular necessária para manter a postura ereta. Em qualquer exame clínico, o estudo das alterações posturais requer a definição de uma postura de referência. Na postura ereta, a referência é definida pela relação entre a linha de gravidade e os segmentos do corpo. Estudos pro- põem como modelo de uma postura idealmente alinhada que, em vista lateral, o fio de prumo (linha de nylon vertical usada para medir desvios posturais) coincida com uma posição ligeiramente anterior ao maléolo lateral e ao eixo da articula- ção do joelho, ligeiramente posterior ao eixo da articulação do quadril, dos cor- pos das vértebras lombares, da articulação do ombro, dos corpos da maioria das vértebras cervicais, meato auditivo externo e ligeiramente posterior ao ápice da sutura coronal, como pode ser visto na Figura 2. 5 Figura 2 – O alinhamento ideal na postura em pé requer o mínimo esforço muscular para manter a posição vertical (A). Os músculos que são ativados durante o controle da posição em pé imóvel (B) Fonte: Adaptada de Getty Images | SHUMWAY-COOK; WOOLLACOTT, 2010 #ParaTodosVerem: imagem mostra dois corpos humanos, um ao lado do outro, numa vista lateral. O da direita apresenta os grupos musculares necessários para manter a postura contra a gravidade, e do lado esquerdo representa os ossos e o alinhamento corporal necessário para se manter estável. Fim da descrição. Dessa forma, podemos observar que se considera uma postura correta o alinha- mento do corpo com eficiência fisiológica e biomecânica máximas, o que mini- miza os estresses e as sobrecargas sofridas ao sistema de apoio pelos efeitos da gravidade. Os maus hábitos posturais em geral acompanham o indivíduo desde a infância e constituem uma das primeiras razões para o desenvolvimento das alterações na postura, podendo induzir à disfunção irreversível. Vários fatores individuais podem influenciar essas alterações, como anomalias congênitas e/ou 6 adquiridas, má postura, obesidade, alimentação inadequada, atividades físicas sem orientação e/ou inadequadas, distúrbios respiratórios, desequilíbrios mus- culares, frouxidão ligamentar e doenças psicossomáticas. Saiba Mais Postura é o alinhamento em que o corpo se sustenta numa de- terminada posição ou atividade. Uma postura considerada ade- quada é aquela em que há uma boa eficiência biomecânica e as articulações não recebem excesso de sobrecarga. E o que se modifica na postura da pessoa idosa? A ênfase na discussão do alinha- mento postural nessa população justifica-se pelo conceito de que o estresse me- cânico tem repercussões clínicas, gera consequências no tecido conjuntivo, nos músculos e nas articulações. O mau alinhamento corporal pode alterar a distribui- ção de carga e de pressão nas superfícies articulares, contribuindo, assim, para a degeneração articular e tensões musculares inadequadas. Essas alterações não incluem somente o alinhamento dos segmentos do corpo, mas também o reflexo de ajustes para a manutenção do equilíbrio e da funcionalidade corporal. A postura da pessoa idosa não deve ser analisada somente como o resultado do envelhecimento do sistema musculoesquelético; ela reflete a história de vida do in- divíduo, com suas características físicas, sociais e psicológicas. Variáveis como há- bitos, qualidade de vida, autoestima e autoimagem são importantes para compre- ender como este indivíduo respondeu às adaptações necessárias durante a vida. As alterações de postura não são inevitáveis, nem se manifestam obrigatoria- mente juntas. Essas transformações surgem como mecanismo do corpo de sustentação, o qual consiste em assegurar uma postura ereta, semdesvios. Na pessoa idosa, estas mudanças se manifestam após os 40 anos de idade, princi- palmente na vista lateral, caracterizando-se pela cabeça anteriorizada, aumento da cifose torácica, aumento ou diminuição da lordose lombar, aumento do ân- gulo de flexão do joelho, deslocamento da articulação coxofemoral para trás e inclinação do tronco para diante, o que contribui, assim, para a diminuição de estatura e para a posição inclinada, e pode acarretar desvios posturais, compro- metendo, dessa forma, as atividades de vida diária. Algumas posições do corpo devem ser compreendidas como adaptativas ou compensatórias ao processo de envelhecimento, e não patológicas, embora as disfunções corporais agravem essas adaptações. 7 Figura 3 – Comparação do alinhamento postural em um adulto jovem (à direita) com um adulto mais velho (à esquerda). Mudanças na flexibilidade da coluna podem levar à adoção de uma postura fletida ou curvada em muitas pessoas idosas Fonte: Adaptada de Getty Images | SHUMWAY-COOK; WOOLLACOTT, 2010 #ParaTodosVerem: imagem mostra dois corpos humanos, um ao lado do outro, numa vista lateral. Eles representam as modificações da postura do corpo ao longo do tempo. À direita, um corpo humano de um jovem com um bom alinhamento corporal. À esquerda, um corpo humano de uma pessoa idosa com as alterações posturais que são esperadas no processo de envelhecimento. Fim da descrição. 8 Vídeo Vista de perfil, a coluna vertebral apresenta dois tipos de cur- vas naturais: a lordose e a cifose. A lordose é a curva encontra- da nas regiões cervical e lombar, e a cifose é encontrada nas regiões torácica e sacro-coccígea. A presença dessas curvas é normal, porém, o aumento e a diminuição que elas podem sofrer são considerados alterações posturais ou patológicas. Diferentemente da cifose e da lordose, a escoliose é uma cur- vatura anormal da coluna para um dos lados do tronco, deter- minada pela rotação das vértebras. A deformidade pode ser vista olhando a pessoa de costas. Interessante, não é? Assista os vídeos a seguir e saiba mais sobre essas alterações tão comuns da coluna vertebral. Coluna Vertebral – Anatomia Envelhecimento e Alterações Posturais Algumas modificações importantes ocorrem no sistema musculoesquelético du- rante o envelhecimento e prejudicam a postura e o equilíbrio corporal. São elas: • Diminuição da massa muscular, o que repercute na diminuição da força muscular. A diminuição da força muscular tende a ser mais expressiva nos músculos dos membros inferiores, principalmente aqueles com ação antigravitacional, como quadríceps, extensores do quadril, estabilizado- res da pelve e dorsiflexores do pé. Essa perda de massa e força muscular implica modificações da postura ortostática e aumento do risco de que- das e fraturas; • A densidade óssea do corpo tende a diminuir com o envelhecimento. Esta perda de massa óssea representa riscos maiores para diversas pa- tologias. A osteopenia afeta principalmente os ossos longos e as vér- tebras da coluna, podendo evoluir para a osteoporose. A diferença de sexo influencia à perda óssea, sendo que, nas mulheres, as alterações hormonais, provenientes da menopausa, podem acelerar e intensificar o processo; https://youtu.be/OQqcdF6ZRt8 https://youtu.be/OQqcdF6ZRt8 https://youtu.be/lE27iYNVvbc 9 • O tecido conjuntivo sofre modificações apresentando maior rigidez, alte- ração da elasticidade e aparecimento de sinais resultantes do processo de degeneração. O tecido conjuntivo está em ligamentos, tendões e cápsulas articulares e suas alterações repercutem na estabilidade e na dinâmica articular. Os discos intervertebrais presentes na coluna vertebral ficam mais rígidos e com menor espessura, o que colabora para o aumento das curvaturas da coluna vertebral, sobretudo a cifose torácica. A diminuição da amplitude de movimento entre as vértebras gera um movimento em bloco do tronco, com diminuição da sua rotação. A sobrecarga mecânica contribui para o desgaste articular e, consequentemente, à artrose; • A estatura tende a diminuir a partir dos 40 anos, e se acentua a partir dos 70 anos. A diminuição da estatura e o aumento da cifose torácica, por exemplo, resultam de achatamento vertebral (diminuição de massa ós- sea vertebral), desidratação e diminuição do disco intervertebral e alte- ração da força de tensão dos ligamentos da coluna. A perda de estatura é variável e, na literatura, encontra-se descrito o valor de 1 ou até 2 cm por década a partir dos 40 anos. A avaliação da pessoa idosa deve ser conduzida pelo fisioterapeuta, de forma que as informações obtidas se complementem e forneçam ao profissional uma linha de raciocínio para o diagnóstico fisioterapêutico e o estabelecimento de um tratamento coerente e realista, com foco em amenizar quadros dolorosos, melhorar a funcionalidade e a qualidade de vida. Figura 4 – Avaliação da coluna vertebral, região tão importante para a manutenção da postura corporal Fonte: Getty Images #ParaTodosVerem: imagem mostra um fisioterapeuta, homem, em pé, com um jaleco branco, avaliando a coluna vertebral de uma pessoa idosa, homem, sentado. Fim da descrição. 10 Aspectos Educativos A manutenção da boa postura pode contribuir para uma melhor qualidade de vida. Para tanto, é necessário orientar a pessoa idosa sobre hábitos de vida sau- dáveis que irão influenciar o alinhamento corporal, como os exercícios físicos e a alimentação. Para isso, algumas orientações posturais são importantes: • Obter, adotar e manter uma postura adequada e equilibrada; • É importante realizar a adaptação do mobiliário em que se trabalha ou permanece diariamente. Manter-se por tempo prolongado em postura inadequada, seja em pé, sentado ou deitado, pode causar tensão nos músculos e dor; • Sentar corretamente: sentar na cadeira com os pés apoiados, no chão ou em algum apoio, de modo a manter a articulação do quadril e do tor- nozelo a aproximadamente 90°. Sentar-se nos apoios isquiáticos, o que facilita que a coluna fique reta. Esta postura deve ser mantida por algum tempo, como forma de treino para uma boa postura naturalmente; • Segurar objetos corretamente: pegar o objeto próximo ao corpo flexio- nando os quadris e os joelhos. Quanto maior a distância entre o objeto e o corpo, maior será a sobrecarga nos ombros e na coluna. Pegar objetos com flexão anterior de tronco implica grande sobrecarga para os discos intervertebrais; • Aprender a descarregar o peso nos membros inferiores durante os trabalhos em pé: colocar um dos pés em um apoio mais alto; esta pos- tura ajuda a relaxar a coluna lombar e pode ser adotada em diversas atividades diárias, como lavar louça e passar roupa, dentre outras; • Autocorreção postural: diante de um espelho, observar a própria pos- tura, verificar se ela está reta ou inclinada e tentar alinhá-la; repetir o exercício diariamente. 11 Aspectos do Controle Postural e da Mobilidade Controle Postural Para nos mantermos em pé e realizarmos atividades ao longo do dia, não basta termos uma boa postura, mas devemos nos manter em equilibrio corporal para não cair quando nos deslocamos. Chamamos essa habilidade de controle postural. Para alcancarmos essa habilidade, necessitamos de duas tarefas: manter a orien- tação postural (engloba o alinhamento dos segmentos corporais) e a estabilida- de postural. A orientação postural envolve o controle ativo do alinhamento dos segmentos corporais e do tônus postural em relação à gravidade, superfície de suporte, ambiente visual e referências internas. A estabilidade postural envolve a coordenação de estratégias sensorimotoras para estabilizar o corpo dentro da base de sustentação (distância entre os pés no chão, por exemplo) durante pertur- bações iniciadas pelo próprio indivíduo (marcha, transferências posturais, movi- mento intencional de segmentos do corpo) e em relação a perturbações externas (empurrão, escorregão, tropeço, etc.) para que a estabilidade possa ser mantida.Figura 5 – Importância do controle postural no nosso dia a dia Fonte: Getty Images #ParaTodosVerem: imagem mostra duas pessoas idosas se equilibrando na posição em pé, em volta de um lago, sendo uma mulher subindo em cima de uma pedra, apoiada pelas mãos do homem no topo da pedra, que a auxilia nessa posição. Fim da descrição. 12 Manter um equilíbrio corporal adequado é essencial para uma mobilidade in- dependente e segura na velhice. Com o avançar da idade, o declínio gradual na estabilidade postural se inicia a partir da 4ª década de vida e se acentua, de ma- neira significativa, a partir da 6ª década. As queixas de desequilíbrio corporal são frequentes nas pessoas idosas, particularmente nos mais velhos. Cerca de 70% deles, em geral, refere-se à falta de estabilidade; 55% relatam ter dificuldade para andar em terrenos irregulares, 40% para subir escadas e 30% para andar no escuro. A partir dos 80 anos, há cerca de sete vezes mais chances de aparcerem problemas de equilíbrio corporal quando comparado aos 65 e 69 anos. Esses problemas de equilíbrio podem limitar a mobilidade dentro e fora de casa, au- mentar o risco de quedas, gerar medo e insegurança e restringir o desempenho em atividades do dia a dia. Portanto, entende-se o controle postural como uma tarefa motora complexa que envolve a interação de múltiplos processos sensorimotores, e o planejamento e a execução de padrões de movimento flexíveis para que vários objetivos sejam alcançados. Por padrões flexíveis entende-se a capacidade de se ajustar ao con- texto ambiental, as demandas específicas da tarefa e a intencionalidade do indi- víduo. Podemos citar que há três tarefas básicas do equilíbrio corporal: • Manutenção de uma dada postura, por exemplo, permanecer sentado ou em pé; • Controle do corpo durante o movimento voluntário, por exemplo, a transferência entre uma postura e outra e o andar; • Reação a uma perturbação externa, por exemplo, ao tropeçar, escorre- gar ou levar um empurrão. Vários fatores podem comprometer o controle postural, como doenças e condi- ções de saúde, atividade física insuficiente, uso inapropriado de medicamentos e distúrbios psicológicos, como depressão e ansiedade, medo de cair, falta de confiança e baixa autoeficácia. No entanto, podemos observar que o desempe- nho de cada um em relação ao controle postural é muito particular e depen- de das estratégias individuais usadas para manter a estabilidade corporal e a orientação postural em uma dada tarefa, levando-se em conta suas disfunções e limitações. Assim, a pessoa idosa pode compensar a alteração no controle postural utilizando uma bengala e manter-se funcional em quase todas as ativi- dades. Contudo, pode experimentar uma adversidade particular em situações imprevisíveis, como tropeçar em um obstáculo ou ter dificuldade para fazer duas tarefas de maneira simultânea. 13 O medo de cair é comum em pessoas idosas que já experimentaram eventos de quedas. Inicialmente, foi considerado apenas uma consequência das quedas e se denominava síndrome pós-queda. No entanto, não só os que já caíram apresen- tam medo de recorrência, mas também aqueles que nunca caíram relatam medo de cair e evitam atividades nas quais se sintam menos competentes. Glossário Você conhece o termo “ptofobia”? A ptofobia é medo fóbico de cair e caracteriza-se por pavor descontrolado de andar, mesmo sem apresentar alterações na locomoção que impeçam a mar- cha, além da perda de autoestima e do isolamento social. O medo de cair pode ser avaliado indiretamente pelo senso de autoeficácia, ou seja, o julgamento que o indivíduo faz de sua habilidade de realizar uma tarefa dentro de certo domínio. A teoria da autoeficácia prevê que o nível de confian- ça do indivíduo em suas habilidades é um forte motivador e regulador de seus comportamentos. A pessoa idosa que se percebe capaz de realizar determinada tarefa esforça-se mais para realizá-la, tem maior motivação para concluí-la e per- severa mais tempo na sua realização do que o aquele com baixa autoeficácia. Os indivíduos com medo de cair tendem a ter pior desempenho em tarefas de equi- líbrio, marcha e mobilidade, podendo necessitar do uso de dispositivos de auxílio à marcha como recurso para manter o seu senso de segurança e autoconfiança. Leitura A Escala internacional de Eficácia de Quedas questiona quanto o indivíduo está preocupa- do com a possibilidade de uma queda caso realizasse determinadas atividades e é muito utilizada para avaliar o medo da pessoa idosa cair. Leia o artigo que traz a escala na integra, acompanhe o vídeo explicativo e amplie esse conhecimento. Vídeo Acompanhe o vídeo explicativo e amplie o co- nhecimento acerca do medo de cair e a Esca- la de Eficiência de Quedas. https://bit.ly/3P7UStB https://youtu.be/8khXrgvuMLg 14 Mobilidade Até agora, você estudou sobre a postura (como o nosso corpo se alinha contra a gravidade) e o controle postural (manutenção da orientação e da estabilidade do corpo para execução da tarefas diarias). Outro importante componente do movimento é a mobilidade, que é de extrema importância para a manutenção da funcionalidade. Seu comprometimento está intimamente relacionado à perda de independência, hospitalização e morte prematura. Mobilidade pode ser definida como a capacidade de movimentação, de forma in- dependente e segura, de um lugar para outro. Ela incorpora muitos tipos de tare- fas, como a capacidade de transferência (por exemplo, deitado para sentado ou sentado para em pé) e de deambulação (andar), até atividades mais complexas como correr e pular, dirigir um carro e utilizar transporte público. A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) é um modelo biop- sicossocial abrangente para compreensão da saúde proposto pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Seu conceito define mobilidade como o movimento de mudar o corpo de posição ou de lugar; carregar, mover ou manipular objetos; andar, correr, escalar e utilizar várias formas de transporte, inclusive dirigir. As tarefas de mobilidade apresentam três exigências essenciais: progressão (mo- vimento na direção desejada), controle postural e capacidade de adaptar-se às condições mutáveis da tarefa e do ambiente. Quando se fala em mobilidade, pode-se dividir esse segmento nas seguintes categorias: • Trocas posturais (rolar, sentar-se, levantar-se); • Transferências (mudança de superfície; por exemplo, cama e cadeira de rodas, cadeira para outra cadeira); • Locomoção (marcha). Importante Levantar-se da cadeira é considerada uma das tarefas funcio- nais de maior demanda biomecânica, além de ser um pré-re- quisito para a marcha. Sem a capacidade de levantar-se, mui- tas pessoas idosas, que potencialmente poderiam deambular, ficam presas às suas cadeiras, o que é preocupante, pois o se- dentarismo, no envelhecimento, atua como fator desencadean- te de declínio cognitivo e motor. 15 Pessoas idosas que apresentam dificuldades, mesmo que discretas, em tarefas complexas de mobilidade e participação social podem aumentar sua chance de incapacidade funcional, institucionalização e morte. A perda da independência e da autonomia começa de forma discreta, com a diminuição gradativa da participação social, muitas vezes atribuída à idade, até que a perda das Atividades de Vida Diária (AVD) se instale e o processo de fragilidade e incapacidade agrave o estado de saúde do indivíduo. Eles podem apresentar dificuldades iniciais de mobilidade em tarefas domésticas, compras, ônibus e em andar de forma rápida. Aqueles que apresentam dificuldades em tarefas mais complexas de mobilidade aumentam sua chance de incapacidade funcional. Atividades de mobilidade como marcha e transferências, quando com- prometidas, são fortemente associadas com a autopercepção de saúde negativa. Saiba Mais A perda de mobilidade é identificada por pessoas idosas como uma das grandes desvantagens do envelhecimento. Manter as habilidades de mobilidadetem impacto não só na manutenção da funcionalidade das tarefas rotineiras, mas também no enga- jamento social e nas atividades produtivas que contribuem para o bem-estar psicológico. Um bom indicador de perda funcional e de mobilidade pode ser obtido ao ques- tionar a pessoa idosa quanto à sua frequência de saídas de casa. Vários estudos demonstram que aqueles que apresentam dificuldades de mobilidade fora de casa aumentam sua chance de dependência funcional em curto período. Isso porque sair de casa depende de uma combinação de capacidades físicas e men- tais que incluem: controle da marcha, função cognitiva, sensação de bem-estar, comunicação, relacionamentos com outros e autonomia. Os mais frágeis normal- mente reduzem as frequências de saídas de casa e isso leva a uma maior inca- pacidade: o isolamento em casa está relacionado com alta prevalência de distúr- bios psicológicos, limitação física, pouco contato social e deficiência nutricional. Outro fator que faz pessoas idosas saírem menos de casa é o enfrentamento de barreiras ambientais e arquitetônicas nas cidades. Ambientes pouco acolhedo- res com presença de escadas na entrada, ausência de bancos de descanso, vio- lência e tráfego intenso podem restringir a mobilidade. Um exemplo de fatores ambientais restritivos pode ser ilustrado pelo tempo de travessia de pedestres em grandes ruas de cidades. Muitos estudos descrevem que a velocidade de marcha de grande parte das pessoas idosas não é suficiente para atravessar a rua no tempo dos semáforos da maioria das avenidas de uma cidade. 16 Mas por que essas pessoas deixam de executar tais atividades? O sintoma mais comumente relatado como causa da incapacidade são: dor musculoesquelética, fraqueza e dificuldades com o equilíbrio, fadiga e tontura, além do medo de cair. Importante As alterações da marcha associadas à idade estão associadas à diminuição da velocidade, da altura e do comprimento dos passos, diminuição da flexão dos joelhos e do tronco, per- da de sincronia na movimentação dos membros superiores e aumento da base de apoio. Essas modificações podem es- tar associadas a mecanismos de compensação para manter a marcha e podem ocasionar quedas, assim como a diminui- ção da altura do passo provoca aumento do risco de tropeços, podendo ocasionar grave comprometimento dos movimentos requeridos para a execução das atividades da vida diária. A ve- locidade de marcha é uma das avaliações mais utilizadas para avaliar mobilidade em pessoas idosas e é um importante pre- ditor de incapacidade funcional. Figura 6 – A locomoção (marcha) como importante aspecto de mobilidade e independência Fonte: Getty Images #ParaTodosVerem: imagem mostra duas pessoas idosas, um homem e uma mulher, andando em uma rua sobre a faixa de pedestre. Fim da descrição. 17 As limitações na mobilidade de pessoas idosas podem acontecer por doenças ou eventos específicos, como Acidente Vacular Cerebral (AVC) ou fratura de quadril, por exemplo, mas, em geral, têm causas multifatoriais. Essas causas podem ser relacionadas a mudanças fisiológicas do envelhecimento nos sistemas corporais, como o musculoesquelético e Sistema Nervoso Central (SNC), mas também a quadros de dor, doenças crônicas e obesidade, que aparecem como fatores im- portantes na diminuição da mobilidade. Mobilidade em Contextos Hospitalar e de Instituições de Longa Permanência Durante um período de internação hospitalar, qualquer indivíduo evolui com um quadro de diminuição da sua mobilidade, principalmente pelo fato de restringir suas atividades diárias ao quarto de hospital, no qual suas capacidades e habili- dades tornam-se reduzidas. Quando se fala de pessoas idosas, observa-se, por todos os aspectos relativos ao processo de envelhecimento, que esses déficits se tornam mais acentuados. A mobilidade restrita e o repouso no leito são ocorrências comuns durante a internação e estes são fatores que devemos estar atentos, pois podem interfe- rir no risco aumentado de quedas, acontecimento frequente nessa população. Além disso, a consequente diminuição da independência em pessoas hospitali- zados está associada ao aumento do risco de transferência para instituições de longa permanência, maior carga de cuidados e custos de saúde após a alta, bem como mortalidade. A recuperação da mobilidade após alta hospitalar é essencial, principalmente para aquele previamente hígido, para manutenção da independência para mar- cha e conservação de sua autonomia para atividades básicas de vida diária. À medida que a restrição de mobilidade se mantém por mais tempo pós-inter- nação, é provável que isso predisponha a maior risco de futuras lesões e novas hospitalizações, aumentando o risco de morbimortalidade. Uma vez encaminhado para uma Instituição de Longa Permanência, os efeitos de uma internação hospitalar prolongada podem perdurar e até tornarem-se crônicos pela necessidade de auxílio de terceiros para o máximo de atividades básicas possíveis. Isso leva a um ciclo que consiste na diminuição da indepen- dência, maior carga de cuidados e maiores custos com saúde. Diferentes tipos de programas de prevenção de perda de mobilidade podem ser propostos, os quais vão desde programas de exercícios de mobilização precoce em ambiente hospitalar até o acompanhamento domiciliar. Intervenções físicas 18 e cognitivas são baseadas nos fatores modificáveis dos preditores de incapacida- de e perda de mobilidade. Estratégias de prevenção incluem intervenções cogni- tivas, exercícios físicos, exercícios de treinamento de resistência progressivo, Tai Chi Chuan e exercícios de alongamento. Sindrome da Imobilidade A síndrome de imobilidade é o conjunto de sinais e sintomas decorrentes da imobilidade, por restrição a uma poltrona ou ao leito, por tempo prolongado, associada a múltiplas causas e com implicações físicas e psicológicas e que pode levar ao óbito. Apesar de a imobilização ser benéfica em diversos processos patológicos que afetam o corpo, particularmente em lesões que afetem especificamente partes deste, é um processo que, quando prolongado no tempo, se traduz por uma lesão no resto do corpo. Problemas associados à imobilidade podem complicar o processo patológico primário e, por diversas vezes, tornarem-se questões so- brepostas em importância a essa mesma doença. A imobilidade pode ser temporária, no caso de fraturas, cirurgias, internamentos, doenças agudas e infeções ou crónicas, como nos casos de demências, depres- são grave, astenia, doenças cardiorrespiratórias, dor crônica, neoplasias, fratu- ras e suas complicações, distúrbios de marcha, fobia de queda e sequela de AVC. Os principais fatores predisponentes e de risco para a síndrome de imobilida- de envolvem a polipatogenia, aspetos econômicos, ambientais, psicológicos e sociais. Entre esses fatores, destacam-se o repouso prolongado no leito, doen- ças neurológicas que se acompanham de contraturas, limitação da marcha e do equilíbrio; depressão e demência; cardiopatias e pneumopatias crônicas, que restringem as atividades. Doenças reumáticas podem provocar um quadro dolo- roso e deformidades, levando a pessoa a permanecer no leito, desencadeando a síndrome. Há, ainda, aqueles com estado nutricional precário, uso excessivo de medicamentos ou problemas decorrentes de iatrogenia, evidenciados por fra- queza muscular e insegurança na locomoção. É importante reconhecer a natureza cíclica deste processo patológico, dado que o repouso prolongado promove o descondicionamento de múltiplos sistemas corporais que, por si só, leva a uma perda da independência, o que conduz à imobilidade. De fato, os efeitos deletérios da imobilidade predispõem a pessoa idosa a uma perda da capacidade funcional, o que condiciona uma perda de qualidade de vida. O sistema musculoesquelético é o mais acometido por esta 19 síndrome, porém não é o único. Praticamente, todos os sistemas do organismo ficam comprometidos: cardiorrespiratório, vascular, endócrino,gastrointestinal, urinário e neurológico, além do tecido conjuntivo e epitelial. Existe a possibilida- de de a imobilidade afetar também o estado emocional, podendo levá-lo à apa- tia, isolamento, depressão, ansiedade. A síndrome da imobilidade representa um risco para o indivíduo acometido por causa da redução da capacidade funcional, a redução das funções fisiológicas e por causa das complicações. As complicações vão variar de acordo com a condi- ção anterior à imobilidade, comorbidades pré-existentes e aos cuidados no leito. Figura 7 – A Sindrome da imobilidade compromete todos os sistemas corporais Fonte: Getty Images #ParaTodosVerem: imagem apresenta uma pessoa idosa, homem, deitado em uma cama com a mão esquerda sobre o rosto. Fim da descrição. O tratamento e a prevenção da síndrome da imobilidade são baseados em uma abordagem multidisciplinar, onde cada profissional tem um papel fundamental no cuidado, inclusive com a ajuda ativa dos familiares e cuidadores. O indivíduo deve ser estimulado a ter uma movimentação no leito. Essa movimentação deve ser realizada com exercícios, preferencialmente ativos, porém, podem ser reali- zados exercícios passivos, quando ele não tiver condições de realizá-los sozinho. Esse trabalho é realizado com objetivo de movimentar as articulações, mantendo os músculos em movimento e evitando ou minimizando os riscos de contraturas e atrofias musculares. 20 Além disso, se possível, deve ser estimulado a deambulação. Exercícios pulmona- res devem ser realizados, com objetivo de prevenir ou minimizar complicações pulmonares. A realização de exercícios evita também complicações circulatórias, reduzem dor, edema e promovem relaxamento. A prevenção de úlceras de de- cúbito é muito importante e deve ser feita por meio da mudança constante de decúbito, de duas em duas horas, do cuidado na hora do manejo, para não o machucar, uma vez que este tem a pele fragilizada. Outro ponto importante na prevenção é a manutenção da pele hidratada e seca. Também devem existir cui- dados com a região já ulcerada, a fim de prevenir complicações. A troca constan- te de fraldas deve ser realizada para evitar que a pele fique úmida e os lençóis devem estar sem dobras. O posicionamento no leito deve ser estimulado para que não haja posições viciadas, como, por exemplo, em flexão, pois este posicio- namento é favorável ao desenvolvimento de contraturas musculares. Importância do Envelhecimento Ativo sob o Olhar da Fisioterapia O envelhecimento bem-sucedido está ligado à capacidade de adaptação do in- divíduo aos fatores agressores a que ele foi exposto ao longo da vida. Esse con- ceito engloba a prevenção de doenças e incapacidades, e a manutenção da con- dição física e cognitiva, além da participação em atividades sociais e produtivas. Contudo, a exposição a situações que predispõem o acúmulo de estresse bioló- gico, como tabagismo, sedentarismo e nutrição inadequada, é outro elemento Vídeo A prevenção e o tratamento são fundamentais no planejamento de cuidados da síndrome da imobilidade. Saiba mais sobre essa importante temática assistindo a esses dois vídeos: Síndrome do Imobilismo em Idosos – Síndrome Geriátrica Síndrome de Imobilidade https://youtu.be/kcshzEjbLrI https://youtu.be/kBr_bI9ksds 21 contribuinte para os achados da senilidade, determinando a qualidade do enve- lhecimento. Nesse sentido, a fisioterapia pode ajudar a promover um envelhe- cimento bem-sucedido por meio de medidas terapêuticas focadas nos achados biológicos da senescência. Objetiva atenuar as perdas progressivas de diferentes sistemas e funções, contribuindo para a prevenção de incapacidades, bem como reabilitar indivíduos doentes por meio de estratégias para redução de danos que interrompam o ciclo vicioso de doença-incapacidade-nova doença com o propó- sito de melhorar a capacidade funcional e a qualidade de vida. Assim, a fisiote- rapia geriátrica e gerontológica inclui um conjunto de intervenções diagnósticas e terapêuticas com o objetivo de manter ou restaurar a capacidade funcional da pessoa idosa, desenvolvendo seu potencial de maneira individualizada. Em vista das repercussões do envelhecimento sobre a funcionalidade, as metas fisioterapêuticas nessa população são: • Adiar a instalação de incapacidades; • Tratar as alterações funcionais e motoras; • Prevenir doenças e comprometimentos associados; • Reabilitar as pessoas idosas dentro de suas especificidades. A atuação fisioterapêutica é ampla, dispondo de estratégias preventivas e in- tervenções na atenção primária e secundária, e até na terciária, com cuidados de alta complexidade. A abordagem preventiva é realizada com os objetivos de melhorar a capacidade funcional, diminuir a necessidade de utilização de medi- camentos, retardar as incapacidades e dependências decorrentes do envelheci- mento, diminuir o risco de quedas, estabelecer adaptações ambientais e, conse- quentemente, melhorar a qualidade de vida. Com a instituição do plano fisioterapêutico, é possível promover: • Melhora da capacidade cardiovascular e respiratória; • Desenvolvimento das reações de equilíbrio e coordenação motora; • Aumento da amplitude de movimento, força e flexibilidade muscular; • Incremento de propriocepção; • Diminuição de perdas funcionais; • Promoção de bem-estar, concentração e inclusão social. 22 Dessa forma, aponta-se a atuação da Fisioterapia como uma das formas de pro- piciar um envelhecimento ativo e com qualidade, uma vez que a mesma busca melhorar a capacidade funcional das pessoas idosas, prevenindo seu desgaste funcional advindo tanto da senescência quanto oriundos da senilidade, nas mais diversas situações clínicas, desde a promoção do envelhecimento saudável com estratégias preventivas até a reabilitação de disfunções instaladas no nível terci- ário de atenção à saúde. Vídeo A Fisioterapia possui uma importante atua- ção na melhora da capacidade funcional da pessoa idosa. Acompanhe o video a seguir e saiba mais sobre essa abordagem. Chegamos ao final da nossa Unidade. Como já salientado, a manutenção da pos- tura corporal, assim como do controle postural, é essencial para manter a mo- bilidade e a independência funcional. As quedas estão intimamente ligadas a alterações da postura, do controle postural e da mobilidade, que, por sua vez, so- frem várias influências do envelhecimento normal e patológico. O conhecimento prévio das mudanças posturais em decorrência do processo de envelhecimento e suas implicações clínicas e funcionais darão suporte aos profissionais de saúde para avaliar, tratar e, principalmente, promover programas preventivos a fim de minimizarem os efeitos deletérios das disfunções funcionais, resgatando a auto- nomia funcional e melhorando a qualidade de vida da pessoa idosa. Nesse senti- do, leia todo conteúdo, assista aos vídeos e busque nos materiais complementa- res ampliar os seus conhecimentos nessa temática para que possa se qualificar cada vez mais. https://youtu.be/YCucOMb7pAM MATERIAL COMPLEMENTAR Livros Crescimento, Desenvolvimento e Envelhecimento Humano CAMARGOS, G. L.; LEHNEN, A. M.; CORTINAZ, T. Crescimento, desenvolvimento e envelhecimento humano. Porto Alegre: Grupo A, 2018. Compreendendo o Desenvolvimento Motor: Bebês, Crianças, Adolescentes e Adultos GALLAHUE, D. L.; OZMUN, J. C. Compreendendo o desenvolvimento motor: bebês, crianças, adolescentes e adultos. São Paulo: Phorte editora, 2001. Fisioterapia Geriátrica REBELATTO, J. R., MORELLI, J. G. S. Fisioterapia geriátrica. Barueri: Manole; 2007 Leituras A Postura do Idoso e suas Implicações Clínicas https://bit.ly/45C4nqm O Papel da Fisioterapia no Controle Postural do Idoso https://bit.ly/3QQ7Yg5 Controle Postural e o Envelhecimento https://bit.ly/3YJoyAq Vídeos Você já Ouviu Falar na Síndrome do Imobilismo? https://youtu.be/8FuhVjGrucU Conheça Quais os Exercícios que Podem Ser Usados em Pessoas Acamadas https://youtu.be/oODE-m0UYdk Idosos: as Principais AlteraçõesBiomecânicas https://youtu.be/XYwQkGihVn0 https://bit.ly/45C4nqm https://bit.ly/3QQ7Yg5 https://bit.ly/3YJoyAq https://youtu.be/8FuhVjGrucU https://youtu.be/oODE-m0UYdk https://youtu.be/XYwQkGihVn0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALFIERI, F. M.; MORAES, M. C. L. Envelhecimento e o controle postural. Saúde Coleti- va, v. 4, n. 19, pp. 30-33, 2008. Disponível em: < h t t p s : / / w w w . r e d a l y c . o r g / p d f / 8 4 2 / 8 4 2 0 1 9 0 7 . p d f >. Acesso em: 24/12/2022. FREITAS, E. V. D.; PY, L. Tratado de Geriatria e Gerontologia. 4. ed. São Paulo: Grupo GEN, 2016. PAPALÉO NETTO, M. Tratado de gerontologia. 2. ed. São Paulo: Atheneu; 2007. PERRACINI, M. R. Funcionalidade e Envelhecimento. 2. ed. São Paulo: Grupo GEN, 2019. SHUMWAY-COOK, A.; WOOLLACOTT, M. Controle Motor: Teoria e Aplicações Práti- cas. Baureri: Editora Manole, 2010.