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Alfabetização 
e Letramento
A História dos
Métodos de Alfabetização
Como você foi a
sua alfabetização?
Memórias de alfabetização
A história da alfabetização tem sua face mais visível na
história dos métodos de alfabetização, que desde o final do
séc. XIX busca uma explicação para o problema: a
dificuldade de nossas crianças em aprender a ler e
escrever, especialmente na rede pública. (MORTATTI, 2006)
Proclamação da República no final do séc. XIX - A educação
ganhou destaque como uma das utopias da modernidade.
Saber ler e escrever = instrumento privilegiado de aquisição
de saber/ esclarecimento e imperativo da modernização e
desenvolvimento social.
A leitura e a escrita - eram práticas culturais cuja
aprendizagem se encontrava restrita a poucos e ocorria
por meio de transmissão assistemática de seus rudimentos
no âmbito privado do lar, ou nas poucas “escolas” do
Império (“aulas régias”).
Tornaram-se fundamentos da escola obrigatória, leiga e
gratuita e objeto de ensino e aprendizagem escolarizados,
o ensino organizado, sistemático e intencional,
demandando a preparação de profissionais especializados.
• As evidências que sustentam a associação entre
escola e alfabetização vem sendo questionadas nas
últimas décadas em decorrência das dificuldades na
efetivação da ação da escola sobre o cidadão.
• Evidências explicadas como problemas decorrentes,
ora do método de ensino, ora do aluno, ora do
professor, ora do sistema escolar, ora das condições
sociais, ora de políticas públicas.
Para refletir... 
O QUE É TRADICIONAL? 
Quando e por que se inicia um tipo de ensino de 
leitura e escrita que hoje chamamos de 
tradicional? 
Como podemos explicar sua insistente 
permanência na prática docente? 
Como dialogam entre si a tradição e os repetidos 
esforços de mudança em alfabetização? 
Qual é o melhor método para 
alfabetizar? 
O que é método? 
• Caminho para se chegar a um fim; 
• Modo ordenado de fazer as coisas; 
• Conjunto de procedimentos técnicos e 
científicos. 
MÉTODO DE ALFABETIZAÇÃO 
Um conjunto de saberes
práticos ou de princípios
organizadores do processo
de alfabetização, (re)criados
pelo professor em seu
trabalho pedagógico.
ALFABETIZAR
• Ensinar a ler e escrever. 
• Tornar o indivíduo capaz de ler e escrever 
Teoria Condutista
• Segundo a Teoria Condutista a melhor idade
para se começar a instrução da leitura e da
escrita seria aos 6/7 anos.
• Seria necessário preparar a criança para a
aprendizagem, exercitando-a em pré-requisitos
– prontidão.
MÉTODOS DE ALFABETIZAÇÃO 
SINTÉTICOS
ANALÍTICOS
MISTOS
MÉTODOS SINTÉTICOS
Estes métodos estabelecem uma correspondência
entre o som e a grafia, entre o oral e o escrito.
O aprendizado se dá letra por letra, sílaba por sílaba e
palavra por palavra.
• Fônico
• Alfabético
• Silábico 
Método Fônico
O método parte do som das letras, unindo o som da
consoante ao som da vogal, pronunciando a sílaba
formada.
O método é baseado no ensino do código alfabético
de forma dinâmica, ou seja, as relações entre sons e
letras devem ser feitas através do planejamento de
atividades lúdicas para levar as crianças a aprender a
codificar a fala em escrita e a decodificar a escrita no
fluxo da fala e do pensamento.
O método fônico nasceu como uma crítica ao método
da soletração ou alfabético.
Primeiro são ensinadas as formas e os sons das vogais,
depois são ensinadas as consoantes, sendo, aos
poucos, estabelecidas relações mais complexas.
Cada letra é aprendida como um fonema que,
juntamente com outro, forma sílabas e palavras.
São ensinadas primeiro as sílabas mais simples
e depois as mais complexas.
Método Alfabético
É dos mais antigos, também conhecido como
soletração, tem como princípio de que a leitura
parte da decoração oral das letras do alfabeto,
depois, todas as suas combinações silábicas e, em
seguida, as palavras e, a partir daí, a criança começa
a ler sentenças curtas e vai evoluindo até poder ler
textos.
Por este processo, a criança vai soletrando as sílabas até
decodificar a palavra. Por exemplo, a palavra casa
soletra-se assim c, a, ca; s, a, sa; casa.
As principais críticas a este método estão relacionadas à
repetição dos exercícios, o que o tornaria tedioso para
as crianças, além de não respeitar os conhecimentos
adquiridos pelos alunos antes de eles ingressarem na
escola.
Em seguida, escreve várias palavras no quadro e pede para
os alunos apontarem a letra inicialmente apresentada.
A partir do conhecimento já adquirido, o aluno pode
apresentar outras palavras com esta letra.
Um exemplo deste método é o
professor que escreve uma letra no
quadro e apresenta imagens de
objetos que comecem com esta
letra.
A maior crítica a este método é que não serve para
trabalhar com as muitas exceções da língua portuguesa.
Por exemplo, como explicar que cassa e caça têm a
mesma pronúncia e se escrevem de maneira diferente?
Método Silábico
O estudante aprende primeiro as
sílabas, aprendendo posteriormente a
leitura com compreensão.
Há utilização de cartilhas para orientar
alunos e professores no aprendizado,
apresentando um fonema/grafema por
vez, evitando confusões auditivas e
visuais.
Uma crítica aos métodos sintéticos é que eles são
repetitivos e mecânicos, a criança não age com
autonomia, ela apenas repete ações com palavras e
textos muitas vezes fora de sua realidade.
MÉTODOS SINTÉTICOS
MÉTODOS ANALÍTICOS
É um método que defende que a leitura
é global e audiovisual.
Os seguidores deste método começam a
trabalhar a partir de unidades
completas de linguagem para depois
dividi-las em partes menores.
• Global 
• Sentenciação
• Palavração
Os adeptos dos métodos analíticos partem do todo
em direção às partes e procuram romper
radicalmente com o princípio da decifração,
buscando atuar na compreensão.
Global
Nesse método, a unidade tomada como ponto de
partida é o texto.
Tomando como foco o sentido, o professor encaminha
o processo utilizando-se, por um período, de textoS
completos das várias lições seguidas.
Somente após esse convívio maior com o texto é que
viria uma forma de decomposição, mas com o
cuidado de fragmentar o texto em parcelas maiores
como primeiro a sentença e depois a palavra.
Sentenciação
Neste método a unidade inicial do aprendizado é a frase, 
que depois é dividida em palavras.
O ponto de partida são atividades de expressão oral das
crianças, cujos enunciados são simplificados em orações
simples e escritos em faixas de distintos tamanhos, exibidas
na sala de aula para que as crianças possam ilustrá-las,
conservando-as numa certa ordem.
Essas frases podem depois ser consultadas para que as
crianças encontrem nelas novas palavras e combinações.
Palavração
Na palavração, as palavras são apresentadas em
agrupamentos e os alunos aprendem a reconhecê-las pela
visualização e pela configuração gráfica.
Em suas aplicações, as figuras podem acompanhar as
palavras, no início do processo, e sua repetição garante a
memorização.
Ao mesmo tempo em que são incentivadas estratégias de
leitura inteligente, a atenção do aluno pode ser dirigida a
detalhes da palavra como letras, sílabas e sons.
O princípio do método analítico é a leitura, do ponto de
vista conceitual e fisiológico. Nesta teoria, os olhos se
movimentariam aos saltos e não em pequenas pausas ou
sinais gráficos e a leitura se daria em torno de idéias e
não símbolos gráficos.
Nestes métodos também se apresenta uma preocupação
com os aspectos semânticos, uma vez que o universo
infantil é tomado como foco para a produção dos textos e
para a escolha dos temas.
De maneira, geral, pode-se dizer também que o sentido
privilegiado nos métodos analíticos é a visão e que os
principais exercícios envolvidos neste método voltam-se
para o reconhecimento de palavras sem que se passe
por uma leitura labial.
Neles é muito incentivada a leitura silenciosa e a cópia e,
embora se fizesse leitura oral dos cartazes no
desenvolvimento das lições, era destinado um tempo
maior para cópias.MÉTODOS ANALÍTICOS
ALFABETIZAÇÃO 
Ação de tornar o sujeito capaz de ler e escrever, ou ainda, capaz de 
decifrar o código escrito.
LETRAMENTO
Da língua inglesa: “literacy”
Representação etimológica de estado, condição, ou qualidade de ser
literate, que é definido como educado. A partir da década de 90, o
termo significa apropriação e uso da linguagem escrita –
funcionalidade social.
O letramento antecede, acompanha e ultrapassa o 
movimento da alfabetização.
ALFABETIZAÇÃO
• Domínio do sistema alfabético-
ortográfico;
• Relação entre pauta sonora e as letras.
LETRAMENTO
• Conjunto de conhecimentos, 
atitudes e capacidades necessários 
para usar a escrita em práticas 
sociais.
PROCESSO COMPLEXO E MULTIFACETADO
Alfabetizar e letrar são duas ações distintas, mas
não inseparáveis, ao contrário, o ideal seria
alfabetizar letrando, ou seja, ensinar a ler e
escrever no contexto das práticas sociais da leitura
e da escrita, de modo que o indivíduo se tornasse,
ao mesmo tempo, alfabetizado e letrado (Soares,
1998, p. 47).
O QUE É NECESSÁRIO SABER PARA ESTAR 
ALFABETIZADO?
1. Compreender o que é um símbolo;
2. Discriminar as formas das letras;
3. Discriminar os sons da fala;
4. Captar o conceito de palavra;
5. Reconhecer sentenças.
(LEMLE, 2006, p. 7-15)
LEITURA E ESCRITA: NÃO SE DISSOCIAM
Ação Pedagógica: não deve reduzir-se ao
simples domínio do código, mas deve
pautar-se “na perspectiva do significado,
da textualidade, em que o domínio do
código está subordinado a este eixo mais
amplo que é a linguagem”.
(SIGWALT, 2008, p. 2)
ESCRITA
A escrita, como toda atividade interativa, implica
uma relação cooperativa entre duas ou mais
pessoas. Assim deve-se levar em conta para quê e
para quem escrevo algo.
Gêneros textuais
ALFABETIZAR E LETRAR
Conceitos distintos que precisam ser 
aproximados
DESCOBRIR 
A LEITURA E 
A ESCRITA
APRENDER 
SOBRE A 
LÍNGUA
APRENDER 
COM A 
LÍNGUA
A
L
F
A
B
E
T
I 
Z
A
Ç
Ã
O
Organização do ciclo de 
alfabetização
Organização do Trabalho 
Pedagógico 
Plano de Trabalho Docente
▪ Conhecimento do sistema de escrita.
▪ Domínio das correspondências grafofônicas.
▪ Compreensão e produção de textos orais e 
escritos.
Foco no trabalho sistemático e intencional:
▪ O quê?
▪ Como?
▪ Por quê/ para quê?
▪ Parte da proposta pedagógica.
▪ Organiza o ensino-aprendizagem em sala de 
aula.
CICLO DE ALFABETIZAÇÃO
LEMLE, M. Guia Teórico do Alfabetizador. São Paulo: Ática, 2006.
SIGWALT, C. S. B.; Programa de formação continuada. Curitiba:
SEED PR, 2008.
SOARES, M. Letramento: tema em três gêneros. Belo Horizonte:
Autêntica, 1998.
REFERÊNCIAS

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