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Introdução
Pela honra de Maioral de Todos os Infernos temos a satisfação de publicar 
um projeto de tamanha responsabilidade. Foram dias difíceis, muito estudo e 
dedicação até alcançarmos a plenitude inserida em cada palavra de Exu. Nesse 
lapso, amigos-irmãos dedicados ao Combate contra as forças inertes do Sistema se 
apresentaram e exteriorizaram seus dons. São pessoas que através das Asas negras 
de Exu Morcego, estabeleceram uma união e uma irmandade que transcende 
a presença física. Apresentaremos os responsáveis pelo projeto através de uma 
pequena ficha técnica e deixaremos seus links de trabalho para que os leitores 
tenham boas referencias. 
Dentro do trabalho do T.Q.M.B.E.P.N destacamos o trabalho gráfico de Francisco 
Facchiolo Lima. Além de adepto da Quimbanda Brasileira e outras formas de 
Magia Obscura por muitos anos, é um exímio designer profissional. Confiram 
parte de seus trabalhos em: valardesign.carbonmade.com
Bruno Neves Oliveira, estudante do T.Q.M.B.E.P.N, poeta e geólogo. Nesse 
projeto dedicou-se a tradução e correção dos textos. 
Edgar Kerval, Colômbia - América do Sul. Mestre em diversas Artes Ocultas, 
escritor, músico e artista. Em sua jornada, apresenta um refinado dom de captar 
as forças Qliphoticas e produzir meios para expandir a mente de muitos adeptos. 
Suas evocações, invocações, práticas de magia sexual, pinturas advindas de visões 
e composições musicais ritualísticas visam a criação de vórtices mágicos a fim de 
promover a expansão da consciência. Autor de diversas obras esotéricas, destaca-se 
“As Máscaras dos Deuses Vermelhos” (Aeon Sophia Press), onde o autor derrama 
luz sobre teorias e práticas com deidades africanas e brasileiras incluindo Exu e 
Pombagira. Além disso temos as publicações do Qliphoth Jornal e Sabbatica, 
ambos pela editora Nephilim Press. Atualmente sua parceria está com a editora 
Transmutação Publishing. Nesse projeto Kerval assina os sons usados para 
meditação e expansão. Confira parte de seus trabalhos: 
http://valardesign.carbonmade.com
3
•	 www.sunbehindthesun.blogspot.com
•	 http://www.nox210.blogspot.com/
•	 http://www.panoramajournal.blogspot.com/
•	 http://www.transmutationpublishing.com/
•	 http://www.discogs.com/artist/2389105-Edgar-Kerval
•	 https://www.youtube.com/user/kerval111
•	 https://www.facebook.com/edgar.kerval
•	 http://www.monamagick.com/media/up-close-interviews/edgar-kerval/
•	 http://slayingtongue.blogspot.com/2014/02/an-interview-with-edgar-kerval-of-
emme.html
•	 https://miskatonicbooks.wordpress.com/tag/edgar-kerval/
•	 http://www.goodreads.com/author/show/7706201.Edgar_Kerval
Néstor Avalos, México - América do Norte. Artista obscuro que transforma 
conceitos em belíssimos desenhos e artes gráficas. Como conhecedor das arte 
noturnas, caóticas e qliphoticas, Néstor consegue captar e dar forma às forças 
acausais e amorfas. Assina ilustrações de diversas publicações em livros e cds 
obscuros. Nesse projeto forneceu a imagem principal, também usada na capa 
do Livro “Quimbanda- Fundamentos e Práticas Ocultas Vol. 01”. Essa imagem 
trouxe a abertura das portas para novas empreitadas, assim como foi um marco 
que diferenciará nosso trabalho. Conheçam parte de seus trabalhos em:
•	 Nestor	Avalos	official	Black	Arts	Site
•	 https://www.youtube.com/watch?v=ZJjCux87hZE
Pharzhuph.N.Azoth, Brasil – América do Sul. Profundo conhecedor dos 
caminhos L.H.P, praticante de diversas vertentes mágicas, destacando-se a 
Quimbanda, Pharzhuph assina a Revista Eletrônica “Lucifer Luciferax”, uma das 
melhores publicações obscuras brasileiras. Nesse projeto Pharzhuph corrobora 
com correções ortográficas e ideias que ajudaram estruturar o conteúdo. Confira 
a revista em:
•	 https://www.facebook.com/LuciferLuciferax/?ref=ts&fref=ts
Agradecimentos especiais: Humberto Maggi, Helgea Hekatae, Absentia, 
Adharma Music Project, Editora Capelobo e Quimbanda Store. 
Dedicado aos verdadeiros adeptos do T.Q.M.B.E.P.N
Força e Honra! Salve nossa amada Quimbanda Brasileira!
Lucifer, dóminus illuminátio mea!
Danilo Coppini - T.Q.M.B.E.P.N
http://www.sunbehindthesun.blogspot.com
http://www.nox210.blogspot.com/
http://www.panoramajournal.blogspot.com/
http://www.transmutationpublishing.com/
http://www.discogs.com/artist/2389105-Edgar-Kerval
https://www.youtube.com/user/kerval111
https://www.facebook.com/edgar.kerval
http://www.monamagick.com/media/up-close-interviews/edgar-kerval/
http://slayingtongue.blogspot.com/2014/02/an-interview-with-edgar-kerval-of-emme.html
http://slayingtongue.blogspot.com/2014/02/an-interview-with-edgar-kerval-of-emme.html
https://miskatonicbooks.wordpress.com/tag/edgar-kerval/
http://www.goodreads.com/author/show/7706201.Edgar_Kerval
https://www.artstation.com/artist/nestoravalosofficialblackartssite
https://www.youtube.com/watch%3Fv%3DZJjCux87hZE
https://www.facebook.com/LuciferLuciferax/%3Fref%3Dts%26fref%3Dts
Vivendo a Morte 
através dos Espíritos 
da Quimbanda
 Projeto 001 – 2015
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Definições e Conceitos
“Sereis assim e como sois então fomos nós!”
Dentre as crenças que descrevem as mudanças sutis e drásticas dos estados 
de consciência destaca-se a Quimbanda Brasileira. Tais mudanças ocorrem 
principalmente através do constante contato entre os vivos e os Poderosos Mortos 
os quais nossa Tradição nomina como Exu e Pombagira. A ação desses espíritos, 
por mais simples que sejam, produz uma alteração progressiva através dos aspectos 
experimentais e esses fenômenos produzem a quebra da previsibilidade causal e a 
expansão excepcional da mente dos adeptos.
Todos os rituais, repletos de “pontos-de-contato” simbólicos, tem por finalidade 
reproduzir uma determinada densidade energética existente em “Pontos-Estágios” 
materiais e astrais, ou seja, quando se evoca/invoca determinada força através de 
Pontos Riscados (Sigilos) e Cantados, rezas, uso dos quatro elementos, sacrifícios, 
dentre outras vias ritualísticas, desejamos modificar a estrutura do ambiente em 
que nos encontramos tornando-o compatível com a energia do espírito, Legião ou 
Reino que evocamos. Todo esse esforço visa proporcionar à força que desejamos 
contatar uma faixa vibratória compatível em amplos aspectos. Além desses 
aspectos, os rituais proporcionam a reunião, a atitude correta diante ao espiritual 
e uma forma incisiva de quebrar as correntes do “Eu” em busca do encontro com 
nossos ancestrais venerados ou poderosos espíritos. 
O contato espiritual somado ao estudo, constante busca pluricultural e a uma 
intensa dedicação à expansão da consciência visam ampliar as ‘encruzilhadas’ 
obsoletas desmistificando os tabus que envolvem o Culto da Quimbanda, em 
especial, as práticas mortuárias ou necromânticas. “Morrer	 tornou-se	 uma	 Arte	
muito	mais	bela	e	rica	do	que	viver!”. Com essa afirmativa vinda através do contato 
com Exu Lúcifer, entendemos que a cartografia e a compreensão do mundo dos 
mortos são de extrema importância para os adeptos que desejam se aprofundar
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nos Grandes Mistérios. Para isso é necessária uma preparação física, psicológica 
e espiritual capaz de reproduzir a aniquilação biológica para posteriormente ser 
derramada a Luz Luciférica do renascimento espiritual. Estamos tratando de um 
processo iniciático gradual onde o feiticeiro se torna sua própria sombra.
Nosso Templo entende que a Quimbanda possui atributos muito similares a cultura 
hindu, principalmente no que tange à inversão dos valores atribuídos aos vivos e 
mortos. Morrer significa libertar-se da Ilusão (que no hinduísmo é representado 
pela Deusa	Maya) e, para alguns, seguir adiante de forma evolucionista. Assim, 
torna-se condição primordial a compreensão sobre a viagem póstuma e sobre a ação 
e reação nos Campos Astrais de V.S Maioral. A consciência sobre a temporalidade 
age como inimiga do desconhecido e do escravismo linear. 
Toda essa alquimia mortuária visa aliviar nosso sofrimento mental e deixar em 
nossos subconscientes as “chaves” que abrirão comportas capazes de intensificar 
e acelerar a mente para quenos encontros com a Morte e suas eventuais provas e 
julgamentos pouco habituais não façam do adepto um joguete entre o “bem e o 
mal”. Também existe a preocupação em mostrar aos adeptos vivos que o primeiro 
contato com a Luz de Lúcifer pode ser a única maneira de iniciar o processo 
antiescravista.
A condução ao “mundo dos defuntos” de forma gradativa e estruturada permitirá 
aos adeptos que tenham infinitas fontes de sabedoria, tanto ancestrais quanto não 
humanas. Isso fará com que os envoltos na mortalha invisível do Rei da Kalunga 
tenham completo domínio da ‘Realidade Objetiva’ e do ‘Mundo Sobrenatural’. 
O Reino dos Mortos – O Império da Kalunga
Kalunga é uma palavra de origem africana (Bantu) cuja tradução assemelha-se ao 
“Mundo dos Mortos”. Essa palavra é abrangente e também sinaliza as águas que 
dividem os mundos dos vivos e dos mortos. Acreditamos que ao atravessar o mar 
nos navios negreiros, os escravos africanos entendiam que estavam atravessando 
a Kalunga e, em razão das viagens serem longas e de muitos morrerem vitimados 
por doenças e violência chamavam o mar de ‘Kalunga Grande’ (os corpos eram 
jogados ao mar). Devemos lembrar que milhares de negros jamais haviam visto 
o mar o que tornou essa concepção muito mais marcante para a criação de novos 
conceitos.
O povo africano antigo professava a crença da sobrevivência da alma após a 
morte física. Os mortos, dependendo da forma ao qual faleciam, tinham força 
para intervirem na vida dos vivos. Da mesma forma, os ameríndios professavam 
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crenças similares. Se estudarmos ambas as culturas entenderemos que as causas 
e consequências de diversas passagens estavam relacionadas aos antepassados. 
Diante a todas essas mudanças, um Deus Bantu, considerado o Senhor dos 
Mortos, em alguns lugares chamado de Kalunga-Ngombe possivelmente seja a 
‘raiz’ que explica o uso da palavra Kalunga tanto para os cemitérios quanto para 
o mar: A Terra de Kalunga-Ngombe, a morte, as pestes, o ceifador de rebanhos.
Um detalhe interessante de expormos também encontra explicação na cultura 
religiosa Bantu. Quando um espírito familiar desencarna torna-se um ancestral 
divinizado, considerado um fantasma familiar. Esses espíritos são nomeados de 
Makungos. Ao longo das gerações esses espíritos perdem suas estruturas individuais 
e passam compor outras classes de espíritos. Dentro do enredo da Quimbanda 
praticada pelo T.Q.M.B.E.P.N, entendemos que essa descaracterização da 
individualidade é exatamente o processo pelo qual Exus e Pombagiras são 
submetidos antes de adentrarem a uma Legião/Povo. Segundo os Bantus, dentro 
dessas novas classes de espírito encontram-se os Mwene-Mbago, ou melhor, os 
espíritos masculinos e femininos que estão nos bosques e florestas. Isso ocorre 
porque os mortos eram enterrados no alto dos vales e as árvores desses locais 
são consideradas sagradas guardiãs, inclusive recebendo oferendas e orações. 
Os africanos acreditavam que nos troncos dessas árvores habitavam espíritos 
poderosos que guardavam os mortos e poderiam ser extremamente cruéis com 
aqueles que desrespeitassem esse espaço. Essa crença assemelha-se muito com a 
forma que os ameríndios celebravam seus mortos.
Em um relato histórico do Jesuíta J. Cabral (1713) encontramos um texto 
afirmando que em determinados locais próximos aos rios os índios teciam a crença 
que as figueiras eram o habitat	de seus mortos e quando o vento as balançava era 
como se os mortos dançassem para os vivos. 
Um dos principais “Pontos-de-Força” da Quimbanda Brasileira é o Cruzeiro 
das Almas. A palavra “Cruzeiro” remete-nos às cruzes de pedra ou de madeira 
erguidas nos adros das igrejas, nas praças, estradas e cemitérios. No Brasil, o 
culto à “Santa Cruz” teve início através do processo de colonização portuguesa. 
Na Europa antiga, as cruzes eram símbolos de proteção e foram largamente 
usadas como marco de divindade, pois assinalavam e santificavam os territórios 
dantes tidos como selvagens pelos cristitas. Todo processo de urbanização estava 
intrinsecamente conectado a elevação das cruzes. Segundo a pesquisadora Profa. 
Dra. Adalgisa Arantes Campos (Universidade Federal de Minas Gerais), o culto 
as Almas prestado diante das cruzes ocorreu no fim dos seiscentos da era cristã 
em Portugal. O início dessa Tradição nasceu justamente no alto das montanhas 
sagradas onde os mortos encontravam seus caminhos espirituais. Acreditamos que 
dentre as árvores, a mais frondosa era um grande portal e funcionava como um
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Cruzeiro, afinal, as árvores são símbolos de evolução espiritual e continuidade, 
assim como as cruzes. 
Muitas culturas antigas compartilham a crença de que os mortos deveriam escalar 
a montanha para chegar ao Reino dos Deuses. Da mesma forma, acreditavam 
que a ‘Terra dos Defuntos” poderia estar acima dos rios ou atrás das grandes 
montanhas. Podemos retratar isso através da lenda dos “Eternos Campos de 
Caça” onde os índios mortos, após escalarem uma montanha íngreme e cansativa, 
encontravam uma terra farta de caça, água pura e descanso. O cristianismo 
usurpou de vários fundamentos pagãos – e isso não é novidade para os adeptos – 
e dentre os mesmos encontra-se a ideia de que Deus (o Falso-Criador) habita no 
Céu, também conhecido como paraíso. No culto hebreu (também retratado na 
Bíblia) temos a passagem onde Moisés sobe o monte para ter contato direto com 
Deus. O próprio Jesus também firmou seus pés na montanha para dar o sermão, 
ou seja, as montanhas sempre foram lugares místicos e poderosos. 
A fusão cultural ocorrida através do sincretismo solidificou alguns desses aspectos. 
O primeiro é que a prima Kalunga estava localizada na mata, guardada pelos 
espíritos poderosos que habitavam em árvores. Tanto para os índios, quanto 
para os africanos esses locais eram sagrados e os espíritos residentes em tais locais 
poderiam ser uma fonte inesgotável de conhecimento e sabedoria. Por isso os 
líderes espirituais recorriam aos mesmos para a cura de doenças, quebra de 
feitiços, abertura de caminhos, dentre outras solicitações. Assim os mortos eram 
celebrados e recebiam muitas oferendas que lhes rendiam energia para prosseguir 
o compartilhamento de sabedoria. Difere-se do conceito vindo dos europeus que 
consideravam os cemitérios lugares mal-agourados, de tristeza e saudade, pois 
suas culturas não veneravam (pós-pagã) os mortos como se estivessem vivos. Os 
cemitérios eram lugares gélidos, escuros, repletos de lembranças onde figuras 
religiosas simbolizavam sentinelas nas tumbas. Os dois cenários se fundiram na 
Quimbanda Brasileira. Os cemitérios são chamados de Kalungas e, ao mesmo 
tempo em que existem ritos para celebrar os mortos, ocorrem ritualísticas para se 
evocar as forças obscuras e mortíferas para se atacar alguém em amplos aspectos. 
Como já é sabido por muitos, nosso grupo (T.Q.M.B.E.P.N) possui uma 
Tradição moldada não só nos preceitos tradicionais da Quimbanda como em 
fundamentos esotéricos de Tradições obscuras. Entendemos que os cemitérios 
são solos sagrados onde a carne se putrefaz e o espírito ascende. Nesse solo é 
que são separados os espíritos com essência ígnea daqueles desprovidos de força, 
cuja vida material foi cerceada pelo comportamento frio do barro. As tumbas 
e sepulcros são aberturas para os reinos Ctônicos governados pelos Grandes 
Mestres (as) Exus e Pombagiras. Cada pedaço desse solo é carregado de poder e 
possui uma gerência diferente; a Terra, a poeira, as lascas de sepulturas, os vasos, 
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cruzes, veleiros, flores e plantas que ali residem. Isso tudo tem um governo que na 
nossa Tradição é feito pelos Exus Reis da Kalunga (ou Exu Omulu Rei) e pelas 
Pombagiras Rainhas da Kalunga. Esses espíritos estão sob a graça da própria 
Morte, cujo entendimento se trata do Grande Ceifeiro ou o Primeiro Coveiro. 
Esse para nós chama-se Qayin, entretanto, não nos aprofundaremos nesse assunto.
Entendemos que o Reino dos Mortos é um local onde diversas energias se 
manifestam, mas em geral trata-se de um localcom uma atmosfera mais silenciosa 
e densa. Existe movimentação, entretanto, a polaridade que governa esse Reino é 
mais receptiva (-). Vemos isso claramente quando estudamos os pontos riscados 
dos Exus. Na grande maioria possuem garfos arredondados o que demonstra seus 
domínios de drenagem energética. Os espíritos arrebanhados para o trabalho 
dentro do reino da Kalunga são mais sombrios que os demais, apesar de serem 
guerreiros e feiticeiros de grande conhecimento magístico. Tais espíritos dominam 
muitas artes proibidas e são exímios manipuladores de correntes energéticas. 
Conhecem as artes da cura e da doença e podem ser evocados e invocados em 
diversos casos. Alguns se apresentam astralmente como caveiras o que demonstra 
seus altos graus de desprendimento mundano e o governo de diversas etapas 
do processo de desprendimento material. Dentro desse Reino encontramos as 
conexões ancestrais com os espíritos similares e o trabalho magístico pode se 
tornar muito mais amplo e poderoso. Exigem respeito acima de tudo! Nada deve 
ser retirado da Kalunga sem a anuência desses guardiões, pois pode fazer com que 
os mesmos descarreguem suas iras na forma de emanações energéticas. Para isso 
usam de almas obsessivas, ameaçadoras e vingadoras. Esses são escravos dos Exus/
Pombagiras da Kalunga até que sua obsessão diminua de intensidade e o mesmo 
seja conduzido para um Mestre Preparador a fim de ascender como Exu. 
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Sobre o Projeto
“Eke a pá eleké (A mentira matará o mentiroso)
Odalê a pá Odalê!” (A traição matará o traidor!)“ 
Essa é a primeira parte de um grande projeto. Dentre nossas intensões se destacam 
alguns ideais:
•	 Proporcionar conhecimento sobre as práticas necrosóficas e mortuárias 
contidas na Quimbanda Brasileira.
•	 Apresentar aos adeptos formas reais de contato com sua ancestralidade 
divina.
•	 Estimular a mente através de rituais e fórmulas sonoras para o contato 
com o “Vale dos Defuntos”.
•	 Desmistificar um culto raso e com fundamentos incertos.
•	 Despertar as fagulhas adormecidas de Exu e Pombagira em todos que 
rasgarem os véus, independente do país, origem e ancestralidade.
•	 Recriar conceitos estagnados e findar todo tipo de descriminação 
demonstrando que os Poderosos Mortos transcendem nossas limitações. 
Condições para as práticas
Acreditamos que todas as pessoas que tenham domínio sobre si podem participar 
desse Projeto. Lembramos que não se tratam de práticas onerosas, mas envolverão 
certos gastos financeiros. O adepto deve focar principalmente na forte vontade 
e convicção de atravessar as portas da Morte e sentir suas cinzas revoarem como 
animais noturnos. O contato real com os Mestres Exus pode ser desconfortante em 
certos momentos, portanto, deixamos como um alerta que bênçãos e maldições 
estão implícitas nas energias motivadas. É um momento de agonia e êxtase, bem 
e mal, beleza e fealdade, iluminação e trevas absolutas.
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Todo aquele que reconhecer a veracidade dessa prática receberá ao longo do tempo 
sucessivas visões da amplitude e presença da Morte através de seus mensageiros. 
Aquele que sorver as “águas da morte” certamente irá ao encontro das piores 
incertezas que agem como um espelho negro refletindo iluminação e loucura.
Sobre a data escolhida
Varias Tradições antigas elegem um determinado dia sagrado para comemorar e 
venerar seus mortos. Assim como a Quimbanda Brasileira é um fruto alcançado 
a partir da fusão de variados conceitos, certas datas comemorativas também o 
são. Entre os dias 31 de Outubro e 02 de Novembro em certas partes do mundo, 
principalmente nas regiões de influencia católica, ocorrem as comemorações e 
venerações aos finados. Sabemos que essas datas são correspondentes às antigas 
Tradições Celtas que celebravam o Samhain	–	Dia	dos	Mortos e como a igreja 
católica já havia implementado o costume de comemorar vésperas, sincretizou a 
data como forma de expandir seus crescentes domínios na região. O mesmo tipo 
de sincretismo ocorreu nas celebrações do ‘Carnaval’.
Não adentraremos na história por trás dessas datas, mas acreditamos que a força 
desses dias, ao qual a Quimbanda também acredita que seja uma época propícia 
para celebrar nossos ancestrais divinos e poderosos, gera uma eletricidade muito 
benigna para os contatos com a Morte e seus mensageiros. Essa eletricidade 
é gerada pela egrégora que milhares de pessoas produzem ao atrair seus entes 
queridos para o plano material. Quem conduz parte dessa transição espiritual, 
segundo a Quimbanda Brasileira, é o Povo do Cruzeiro; responsável pela abertura 
e fechamento de certos Portais Astrais. 
Para que os adeptos tenham nesse projeto uma forte fonte de informações 
apontamos que O Povo do Cruzeiro é executor e direcionador das almas que 
percorrerão o caminho que suas energias karmáticas construíram ao longo da 
existência material. Esotericamente, o Cruzeiro é o ponto de conjunção de 
opostos, um grande vórtice de energia, um portal que conecta os Reinos e Sub-
Reinos da Quimbanda.
A natureza esotérica da cruz é muito similar a das encruzilhadas, entretanto, a 
cruz não é um ponto de cruzamento e sim de direcionamento. Entendemos que 
a cruz é um símbolo que busca no interior dos vivos e dos mortos a quintessência 
oculta e a verdadeira chama adormecida. Muitos povos antigos adotaram-na 
como símbolo religioso com múltiplos entendimentos, entretanto, a Quimbanda 
Brasileira entende que dentre a enorme gama de significados, a cruz denote o 
símbolo que melhor expressa a relação entre o astral e o material, como um eixo 
12
que liga os planos e fornece entendimento acerca da prisão material e astral que 
os espíritos são submetidos.
Baseado em tais premissas maiores, entendemos que entre os dias apontados o 
Povo do Cruzeiro, na figura maior de Exu Rei e Pombagira Rainha do Cruzeiro e 
de todas as Legiões desse Povo, permitem aos adeptos um contato mais profundo 
com a espiritualidade de Exu e suas conexões mortíferas. Por isso a importância 
de um poderoso ritual que envolva uma Morte simbólica, pois dessa forma, o 
adepto percorrerá o mesmo caminho que seu Poderoso Mestre Ancestral percorreu 
visando conhecer a verdadeira essência do Culto e dos Mortos.
O Ritual
Esse projeto se divide em três fases:
•	 Iniciamos as atividades dia 02 de Novembro com a primeira parte da ritualística 
(aproveitando a egrégora dos dias 31 de Outubro e 01 de Novembro).
•	 Permanecemos em orações e meditações ao longo de 13 dias seguidos.
•	 Finalizamos a primeira parte do Projeto dia 15 de Novembro.
O dia 15 de Novembro também é um dia onde algumas Tradições comemoram 
seus mortos. A I.C.A.R celebra nessa data a “Penitencia pelos Mortos”, um dia 
destinado ao sacrifício em prol das Almas que estão em fase de Purgatório. O 
grande conceito esotérico que essa via religiosa escravista e estagnada impõe aos 
seus seguidores é que os mesmos devem simbolicamente agir como seu grande 
cordeiro Jesus Cristo em prol das Almas sofredoras e cegas. A Quimbanda 
Brasileira se apropria dessa energia para incendiar (dizimar) o fardo individual que 
nos conecta como elos de corrente aos vícios e comportamentos escravizadores. 
Nessa data o adepto deverá compreender que bem-aventurados não são aqueles 
que morrem pela passividade e sim os que enfrentam com Luz e Sabedoria o 
momento da vida para receber a primeira libertação depois de mortos. Essa 
máxima faz parte da Grande Essência de Exu, principalmente no que tange ao 
individualismo: “Sonsôobékolorieru”- entendemos como “Exu	nasceu	com	uma	
lâmina	afiada	(oculta	sob	seu	gorro	fálico)	justamente	por	não	ter	cabeça	para	carregar	
fardo!”.
Conforme dito anteriormente, o projeto se divide em três partes. Hoje estamos 
disponibilizando a primeira e a segunda parte, entretanto, o Rito do dia 15 
de Novembro só será enviado àqueles que nos emitirem impressões sobre suas 
experiências.
13
Dia 02 de Novembro
Nessa data iniciaremos nosso Projeto. Antes de descrevermos a parte prática, 
listaremos os materiais necessáriose alguns detalhes primordiais. Lembramos que 
esse ritual pode ser feito por adeptos e iniciantes, portanto, algumas adaptações 
podem ser feitas livremente de acordo com o grau e intensidade individual. Não 
precisa ser feito dentro de um cemitério, porém, para aqueles que sabem os 
Mistérios da Quimbanda referentes à Kalunga torna-se ainda mais poderoso. 
Materiais necessários:
•	 03	velas	finas	pretas;
•	 03	velas	finas	metade	vermelhas	e	metade	pretas;
•	 03	velas	finas	roxas;
•	 ½	litro	de	infusão	de	arruda	ou	um	pequeno	frasco	de	óleo	de	arruda;
•	 Incenso	de	Mirra;
•	 04	metros	de	corrente	(tamanho	do	elo	é	livre);
•	 01	cadeado	com	chave	(não	necessita	ser	novo);
•	 Os	 Pontos	 Riscados	 da	 ‘Comunhão	 com	 os	Mortos’	 do	 Exu	 Rei	 da	 Kalunga	 e	
Pombagira	Rainha	da	Kalunga	impressos	ou	desenhados	em	um	tamanho	adequado	
para	a	visualização;
•	 01	garrafa	de	bebida	destilada	(uísque,	Gim	ou	aguardente);
•	 01	garrafa	de	bebida	alcoólica	adocicada;
•	 01	copo	ou	taça	masculina;
•	 01	copo	ou	taça	feminina;	
•	 02	pedaços	de	fígado	bovino	cru;
•	 03	pequenos	pratos	de	barro	ou	terrina	para	acender	as	velas;
•	 01	charuto;
•	 01	cigarro	normal	com	filtro	branco;
•	 01	pano	preto	de	aproximadamente	01	metro;
•	 01	reprodutor	sonoro;
•	 Música	apropriada	para	a	meditação.	
14
Observação: Esse ritual não foi criado com fundamentos exclusivos da Quimbanda 
Brasileira, porém, as energias bem como os espíritos evocados o são.
Início
Ao anoitecer (dia 02 de Novembro), o adepto deverá preparar todos os materiais. 
Lavar normalmente os pratos e copos, separar a carne, imprimir ou desenhar 
os Pontos Riscados (sigilos) e preparar previamente o local onde realizará essa 
prática. Essa preparação pode ser feita limpando o local através do uso da tintura 
de arruda e a queima de parte do incenso de mirra. Postaremos um banimento 
que deve ser recitado enquanto se limpa o ambiente, porém, pode ser adaptado 
conforme o conhecimento individual.
Banimento
“Eu	conjuro	as	forças	ancestrais	da	Quimbanda	para	adentrarem	nesse	recinto	e	através	
do	poderoso	garfo	de	Exu	dizimarem	as	energias	inertes	e	nocivas.	Pelo	fogo,	ar,	água	
e	terra	que	cada	pedaço,	fresta,	rachadura	ou	vão	possa	ser	preparado	para	o	chamado	
dos	Reis!	Laroyê	Exu!”
Após a preparação dos materiais e do ambiente, o adepto iniciará a preparação 
individual. Deve tomar banho normalmente, porém, não deve usar perfume 
algum no corpo (apenas óleos mágicos se tiver), separar uma roupa negra simples 
(lavada) ou pode optar em realizar o rito completamente nu. 
Grande Ritual
Pedimos que o ritual se inicie ao anoitecer, pois os Espíritos da Quimbanda são 
noturnos e respondem melhor sob a emissão lunar. 
1. O adepto preparará as velas nos pratos específicos. Deverá ungi-las com tintura 
ou óleo de arruda e firma-las (prendê-las no prato) em forma triangular masculina. 
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2. Para cada vela acesa o adepto exclama:
“Salve o Povo de Exu, Salve a Luz de Lúcifer! Oferto o fogo para que Exu 
me conduza pelos vales obscuros na Terra dos Defuntos. Que o lado sombrio 
desse elemento destrua minhas limitações e que as lágrimas dessas velas seja 
de júbilo pelo meu despertar!”
3. Após acender as velas nos respectivos pratos o adepto deverá dispor os três 
pratos de forma triangular a sua frente. 
4. Confortavelmente o adepto se senta diante às velas. Respira profundamente 
e deixa o corpo e a mente entrarem em sintonia com as energias de Exu. Com 
as duas mãos pega a corrente e circularmente a passa por cima do triangulo de 
chamas enquanto exclama:
“Essas	 correntes	 não	 me	 prendem.	 Essas	 correntes	 me	 protegem	 enquanto	 minha	
consciência	vaga	entre	o	mundo	dos	vivos	e	dos	mortos.	Ativo	a	incandescência	do	aço	
para	que	repila	toda	forma	nociva	e	prejudicial	ao	meu	desligamento.	Evoco	nesses	elos	
a	força	repulsiva	e	ígnea	de	Exu	e	Pombagira!	Fecho	com	o	Cadeado	do	Senhor	Exu	
Tranca	Tudo	e	sobre	esse	nome	de	poder	inicio	minha	partida!”
40cm
40
cm
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5. Pegar o cadeado e fechar a corrente em um círculo que envolve o adepto e o 
triangulo de vela.
6. O adepto deverá iniciar a queima do incenso de Mirra. Enquanto a fumaça se 
propaga no ambiente, inicia a seguinte evocação:
“Eu	(dizer	nome	completo)	evoco	minha	ancestralidade	espiritual	e	me	purifico	com	
a	Mirra,	outrora	usada	para	perfumar	os	 cadáveres.	Deixo	meu	corpo	aberto	para	
ser	devorado	em	minha	descida.	Ó	Sagrados	e	Poderosos	Mortos,	eis	aqui	a	carne	que	
deseja	ser	consumida	e	a	alma	que	deseja	ser	conduzida	ao	labirinto	das	Almas.	Peço	
que	me	iniciem	nos	Necro	Mistérios	e	que	ao	término	desse	ritual	eu	volte	ao	mundano	
exalando	força	e	poder	e	com	a	Luz	de	Exu	entre	meus	olhos!”
Adepto
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7. Descanse os sentidos, sinta o poder de Exu cada vez mais próximo. Suavemente 
pegue o “Ponto Riscado da Comunhão com os Mortos” e visualize-o durante 
certo tempo. Procure deixar a mente absorver cada traço e figura. Quando se 
sentir apto, coloque o Ponto no meio do triangulo de velas, fure o dedo mínimo 
da mão esquerda e derrame sete gotas de sangue sobre o mesmo. Exclame:
“Morte, invoco tua voracidade! Morte, clamo pela tua presença! Que os 
Poderosos Mortos peguem minhas mãos e me levem aos domínios do Exu Rei e 
Pombagira Rainha da Kalunga!”
8. Certamente as corrente frias virão ao local e o adepto começará sentir 
determinados efeitos em seu corpo físico e astral. Nesse momento deverá pegar o 
Ponto com sangue e incinera-lo nas velas.
9. Após a queima, o adepto deverá pegar os pedaços de fígado bovino e esfregar 
em seus corpos. Recomendamos que faça com movimentos em forma de cruz, 
como se estivesse preparando o corpo para ser devorado pelos mensageiros do 
Cruzeiro.
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10. Permaneça imóvel até sentir que o sangue dessa carne secar. Sinta como se 
estivesse sendo devorado, que almas famintas despedaçassem seu corpo com 
dentadas vorazes e que dezenas de punhais perfurassem-no em busca de seu 
sangue. Nesse momento, a vista tende a turvar e sensações de medo e prazer 
preencherão os espaços vazios. Permaneça nessa meditação até que a mente produza 
imagens, símbolos, sons e lembranças de acontecimentos que não ocorreram. 
Tente visualizar caminhos e pontos de referencia que formarão a cartografia do 
mundo dos defuntos. Enfrente esse momento com resignação e força. Clame pela 
presença de seus Mestres Exus e avive os laços imortais.
11. Esse momento determina o ritual. Quando o adepto deixa de sentir a pressão 
e volta ao seu estado inicial está pronto para continuar sua jornada. 
12. Pegue a taça masculina e coloque bebida destilada dentro. Levante-a com as 
duas mãos e oferte-a ao Exu Rei da Kalunga:
“Laroyê	 Exu	 Rei	 da	 Kalunga,	 Senhor	 dos	Mortos	 e	 fagulha	 espiritual	 da	 própria	
Morte,	a	ti	oferto	essa	bebida	e	a	libação	sagrada!”
13. O adepto colocará um pouco dessa bebida na boca e soprará em cima do 
sigilo impresso ou desenhado. Colocará esse sigilo no chão, no espaço dentro do 
triangulo de velas. Por cima do sigilo colocará a taça ou copo com a bebida.
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14. O adepto acenderá o charuto e soprará a fumaça sete vezes em cima do sigilo. 
Na sétima baforada exclamará:
“Ó	Poderoso	Rei	da	Kalunga,	espírito	coroado	por	Maioral	de	Todos	os	Infernos,	a	ti	
oferto	o	tabaco	para	que	através	de	vossa	energia,	eu	possa	acender	minha	espiritualidade	
e	conhecer	meus	mestres	Exus.	Ouça	meu	clamor	Senhor	dos	Ossos!”
15. Colocará o charuto na boca do copo ou em um cinzeiro (opcional).
16. Pegue a taça feminina e coloque bebida destilada adocicada dentro. Levante-a 
com as duas mãos e oferte-a Pombagira Rainha da Kalunga:
“Laroyê	Pombagira	 da	Kalunga,	 Senhora	 dos	Mortos,	 temível	 feiticeira	Mestra	 da	
Necromancia	e	fagulha	espiritual	da	própria	Morte,	a	ti	oferto	essa	bebida	e	a	libação	
sagrada!”
17. O adepto colocará um pouco dessa bebida na boca e soprará em cima do 
sigilo impresso ou desenhado. Colocará esse sigilo no chão, ao lado esquerdo do 
Ponto do Exu Rei no mesmo espaço dentro do triangulo de velas. Por cima do 
sigilocolocará a taça ou copo com a bebida adocicada.
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18. O adepto acenderá o cigarro de filtro branco e soprará a fumaça sete vezes em 
cima do sigilo. Na sétima baforada exclamará:
“Ó	Poderosa	Rainha	da	Kalunga,	espírito	coroado	por	Maioral	de	Todos	os	Infernos,	
a	 ti	 oferto	 o	 tabaco	 para	 que	 através	 de	 vossa	 energia,	 eu	 possa	 acender	 minha	
espiritualidade	e	conhecer	meus	mestres	Exus.	Ouça	meu	clamor	Senhora	dos	Ossos!”
19. Colocará o cigarro na boca do copo / taça ou em um cinzeiro (opcional).
20. Nesse momento do ritual o adepto inicia uma nova forma de meditação. Fará 
um forte esforço para visualizar as correntes energéticas preenchendo seu corpo 
e destruindo fobias e entraves psicológicos. Sentirá força e poder exalando como 
se tivesse renascido. Permanecerá nesse estágio até que as energias se estacionem e 
sinta vontade de finalizar o ritual.
21. O término do ritual ocorre da seguinte maneira: O adepto fará uma oração 
de agradecimento e recolherá todos os itens e apagará as velas. Por fim, abrirá o 
cadeado da corrente e embrulhará ambos em um pano preto. 
“Glorioso	Reino	dos	Mortos,	Poderoso	Trono	da	Kalunga,	entreguei	minha	vida	e	meus	
passos	nas	mãos	de	meus	Mestres	Ancestrais	e	recebi	o	poder	da	ressurreição.	Clamo	
para	que	nenhum	dos	meus	atos	tenham	ofendido	o	Reino.	Desejo	fortemente	que	essa	
energia	me	diferencie	do	rebanho	imundo	que	aguarda	o	aprisionamento	eterno!	Salve	
o	Povo	da	Kalunga!	Salve	a	Santidade	Maioral!	Salve	meus	Mestres	Exus!”
22. Após o ritual, o adepto deverá tomar um banho convencional e retirar o 
sangue do corpo. Acrescentamos que ungir o corpo com tintura e óleo de arruda 
fará grande diferença.
Observação: O uso do próprio sangue não é obrigatório! Sabemos que a 
construção de confiança entre nosso Templo e os novos adeptos deve ser feita de 
forma gradativa. Não usar não implica na diminuição da intensidade.
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Dia 03 de Novembro
No dia seguinte pós-ritual ao longo do dia o adepto se direcionará a um cemitério 
levando consigo os Pontos Riscados, o charuto apagado, os restos do cigarro, 
as garrafas de bebida e a corrente enrolada no pano. Também deverá levar 11 
moedas de pequeno valor e uma pequena pá para abrir uma vala. 
Observação: As taças deverão ser lavadas e guardadas para Rituais posteriores.
Ao adentrar no cemitério, saldará a Porteira:
“Salve	 o	Povo	 da	Kalunga,	 Salve	 o	Exu	Sete	Porteiras,	 Salve	 o	Exu	Tata	Caveira	
e	 o	 próprio	Exu	Caveira.	Entro	no	Campo	Santo	 para	desagregar	meu	velho	 eu	 e	
consagrar	minha	proteção.	Laroyê	Exu!”
Na porta o adepto bate o pé três vezes no chão como forma de fortalecer sua volta. 
Deve-se colocar uma moeda de pequeno valor em cada lado da porta para pagar 
a entrada. 
Dentro do cemitério o adepto procurará um local isolado. Visualize se existem 
profanos ao redor e não cave até que estejas sozinho no local. Com palavras 
simples pedirá licença ao Exu Sete Catacumbas para cavar seu corpo e abrirá uma 
cova que caiba acomode a corrente dentro. Exclamará:
“Salve Exu e Pombagira, salve as Almas e todas as formas que guardam, 
carregam e descarregam esse campo, peço em nome de Exu Rei e Pombagira 
Rainha da Kalunga o direito de abrir as entranhas da terra e guardar minha 
corrente de fogo. Por 13 dias esse artefato permanecerá aqui guardado e após 
esse período virei busca-lo. Será intransponível como os Portões da Morte, 
carregado com os poderes ctônicos e abençoado pelo Exu Sete Correntes. Laroyê 
Exu! Laroyê Pombagira! Salve a Kalunga!”
Feita essa oração, o adepto colocará a corrente dentro da vala e por cima os Pontos, 
charutos e restos de cigarro (e as 7 moedas). Fechará a cova e por cima derramará
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as bebidas destiladas. Jogará os vasilhames no lixo comum.
Sairá do cemitério preferencialmente por outra porta de aceso. Caso não tenha, 
pode sair pela mesma. Pagará para sair depositando uma moeda em cada canto 
da porta e agradecendo a proteção de Exu Tata Caveira, Exu Caveira e Exu Sete 
Porteiras. Ao sair baterá o pé esquerdo três vezes no chão e não olhará para trás.
Procedimento ao longo dos 13 dias.
Ainda no dia 03 de Novembro, ao anoitecer iniciará a trezena maldita. Sentará 
confortavelmente no mesmo ambiente que realizou o ritual, acenderá uma vela 
preta e fará a seguinte oração:
“Laroyê Exu! Laroyê Pombagira! Exu é Mojubá! Salve os Sete Reinos da 
Quimbanda! Salve meus Ancestrais de Poder! Nessa hora sagrada, evoco as 
forças que nunca adormecem para darem continuidade a minha alquimia 
mortal. Que essa vela seja meu guia pelos vastos campos astrais onde o Trono 
e os Olhos Diamantes de Maioral governam. A cada dia a força renascerá 
mais ascendente e a Glória de Lúcifer deverá ser exaltada. Fecho meus olhos 
e conduzirei minha meditação para dar continuidade no que foi iniciado. 
Cobá Exu!”
Nesse instante iniciará uma meditação livre, deixando que as forças de Exu 
possam modelar e mostrar aquilo que a individualidade necessita sentir. Esse 
procedimento deve ser repetido sem falhas ao longo de 13 dias seguidos e, mesmo 
que o adepto esteja em locais diferentes, não pode ser quebrada a corrente.
Fim da primeira e segunda parte do Projeto.
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Considerações finais
1. Ao longo de toda parte ritualística o adepto deverá escutar a música ambiente 
que foi preparada para tal. Se necessário programe a repetição. Essa música ajudará 
criar um ambiente propício para a manifestação das forças, pois foi composta por 
um Mestre nas Artes Negras.
2. Durante os 13 dias procure sintonizar-se continuadamente com a energia 
evocada e invocada. 
3. Dúvidas serão respondidas pelo corpo do Templo de Quimbanda Maioral 
Beelzebuth e Exu Pantera Negra pelo email: quimbandabrasileira@gmail.com.
4. Enviando as considerações sobre a ritualística enviaremos a última parte desse 
projeto. 
Que Exu abençoe a todos os famintos e corajosos!
Clique aqui para o download da música
mailto:quimbandabrasileira%40gmail.com
https://mega.nz/%23%2118BTVAiK%21TOQStYWoBthAg8cbt04igH0FDmrr5b22Scr2GqvrSUI

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