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Humanismo Renascentista

Resumo de artigo sobre o Humanismo renascentista e a formação da subjetividade moderna. Analisa a valorização do homem, a quebra do teocentrismo, a fé na capacidade intelectual e textos de Petrarca, Giannozzo Manetti, Pico della Mirandola e a relação com Descartes e Heidegger.

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<p>Universidade Estadual do Maranhão – UEMA</p><p>Centro de Educação, Ciências Exatas e Naturais – CECEN</p><p>Curso de Licenciatura em Filosofia</p><p>Disciplina História da Filosofia Moderna</p><p>Luiza Caterine S. Oliveira</p><p>20200007582</p><p>São Luís – MA</p><p>2021</p><p>RESUMO DO ARTIGO - Humanismo, Renascentista e Subjetividade. MARQUES,</p><p>Jordino:</p><p>O artigo em questão trata do Humanismo na era renascentista, período que se</p><p>baseia na valorização e formação do homem moderno e sua subjetividade. O</p><p>movimento, que surgiu na Itália, teve como marco principal a transição da</p><p>concepção do homem medieval para o homem moderno, que vai além de seu</p><p>aspecto espiritual e que acentuará sobremaneira seus traços e sua especificidade.</p><p>Os humanistas acreditavam na capacidade intelectual ilimitada do homem e</p><p>estimulava a divulgação de conhecimento, o que desafiava a política e a</p><p>religião, pois a visão centrada em Deus deixa de predominar e o homem passa a</p><p>ser visto como a razão e a natureza, e responsável pela construção dos seus</p><p>valores. Além disso, as teorias passam a seguir instintos e criatividade, deixando</p><p>para trás o teocentrismo medieval que lhe impunha valores como a negação dos</p><p>pensamentos científicos e da filosofia racional. Ainda assim, os preceitos</p><p>religiosos não se desfazem por completo, na medida em que Francisco Petrarca-</p><p>poeta, orador e escritor humanista italiano além de um dos precursores do</p><p>Renascimento italiano e fundador do Humanismo- argumenta que por força da</p><p>encarnação, Deus nos mostrou em que posição nobre o homem se encontra no</p><p>conjunto da criação. Petrarca também é responsável por iniciar uma tradição de</p><p>representar a dignidade do homem a partir de fontes da literatura antiga e da</p><p>bíblia. Outro nome importante para entendermos o período renascentista</p><p>humanista é Giannozzo Manetti, estadista e um dos percussores do movimento.</p><p>Para Manetti, é decisivo o fato de que ele louva o homem criado, que no uso dos</p><p>dons que lhe foram dados alcança seu reino aqui na terra. Como um humanista</p><p>que dá valor às atividades e habilidades humanas, Manetti destaca em seus</p><p>estudos anatômicos os detalhes da mão humana como um instrumento que o</p><p>intelecto usa nas artes e nas técnicas. Foram homens como Manetti que</p><p>ajudaram a difundir o pensamento humanista através de suas principais obras.</p><p>Manetti fez uma defesa sistemática da dignidade do homem nos quatro livros</p><p>que compõem “Sobre a dignidade e excelência do homem”. O primeiro livro,</p><p>baseado em Cícero e Lactantius, trata do corpo humano, do qual Manetti,</p><p>destaca a harmonia e a beleza; o segundo, descreve a alma humana partindo da</p><p>concepção da filosofia tradicional de Aristóteles e Cícero, cujo atributo</p><p>principal é a imortalidade; o terceiro, da combinação entre os dois, e o quarto é</p><p>aquele diretamente colocado contra Inocêncio III. Em uma terceira instância,</p><p>podemos destacar também, como um dos mais influentes humanista</p><p>renascentista, Pico Della Mirandola. Trata-se de mais um a escrever sobre a</p><p>dignidade do homem. A temática da dignidade do homem em Mirandola está</p><p>justamente na capacidade que o homem tem de raciocinar, que irá permiti-lo</p><p>tomar consciência da sua liberdade. O homem, então, é o ser mais digno da</p><p>criação de Deus e o único que não tem o seu destino traçado, diferente das</p><p>demais criaturas, assim, a possibilidade de viver como animais ou de se</p><p>reconstruir seguindo a imagem divina, depende dele mesmo. Por fim, podemos</p><p>concluir que Pico, Mirandola, Menatti, Petrarca e tantos outros, foram</p><p>moldadores do homem moderno, mostrando aquilo que ele tem de mais</p><p>representativo e epigonal além da subjetividade moderna inaugurada por</p><p>Descartes que se liga ao humanismo renascentista juntamente com a</p><p>interpretação heideggeriana.</p>

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