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<p>Prof. Rodrigo Brito de Souza</p><p>Médico Veterinário</p><p>AULA 1</p><p>Zootecnia de</p><p>Ruminantes</p><p>3</p><p>4</p><p>5Bom semestre para todos!</p><p>Não peguem ranço!</p><p>• Noções de Clima e Tempo;</p><p>• Instalações para Ruminantes.</p><p>CONTEÚDO</p><p>6</p><p>• É comum ver o uso dos termos “tempo” e “clima” para designar</p><p>um mesmo estado atmosférico;</p><p>• Tempo e clima são elementos que se complementam na</p><p>descrição do ambiente atmosférico;</p><p>• Tempo refere-se a um estado momentâneo das condições</p><p>atmosféricas.</p><p>• Clima é duradouro, tratando-se de uma sucessão habitual de</p><p>tempos.</p><p>Não confundir</p><p>8</p><p>9</p><p>10</p><p>11</p><p>12</p><p>13</p><p>14</p><p>• Qualquer região pode ser afetada pelos efeitos negativos do</p><p>aquecimento global que pode resultar em ações devastadoras.</p><p>Qual a importância?</p><p>15</p><p>16</p><p>Guanambi não tem alagamento</p><p>17</p><p>18</p><p>19</p><p>20</p><p>21</p><p>IBIASSUCÊ</p><p>22</p><p>IBIASSUCÊ</p><p>23</p><p>CAETITÉ</p><p>24</p><p>BRUMADO</p><p>25</p><p>26</p><p>27</p><p>30</p><p>31</p><p>32</p><p>• Não se cria um animal no interior da Bahia da mesma forma que</p><p>se cria um animal no Sul de Minas, por exemplo.</p><p>Qual a importância?</p><p>33</p><p>Guanambi-BA</p><p>Maria da Fé-MG</p><p>34</p><p>• Cada região tem um clima e tempo diferentes, mesmo em</p><p>cidades vizinhas podem ocorrer mudanças significativas.</p><p>Qual a importância?</p><p>35</p><p>• Essencial conhecer os tipos de climas e um pouco sobre o</p><p>tempo para poder planejar várias atividades relacionadas à</p><p>criação dos animais;</p><p>• E assim, vai ser possível determinar as raças e até mesmo</p><p>espécies mais adaptadas à região em que que planeja começar</p><p>uma atividade com animais.</p><p>CONCLUSÃO</p><p>36</p><p>37</p><p>Instalações</p><p>• Evitar terrenos baixos: ventilação deficiente e alta umidade;</p><p>• A cumeeira do galpão deve ser orientada no sentido leste-</p><p>oeste;</p><p>• A parede do lado nascente pode ser mais fina (<15 cm);</p><p>• A parede do lado poente pode ser mais espessa (25 cm) ou</p><p>construída com material de menor condutividade;</p><p>ORIENTAÇÃO DA CONSTRUÇÃO</p><p>39</p><p>ORIENTAÇÃO DA CONSTRUÇÃO</p><p>40</p><p>• Quando não for possível, deve-se plantar árvores para servir de</p><p>barreira;</p><p>• Lembrando que em regiões frias pode-se adotar o sentido</p><p>norte-sul.</p><p>ORIENTAÇÃO DA CONSTRUÇÃO</p><p>41</p><p>DISTÂNCIA ENTRE GALPÕES</p><p>42</p><p>O + correto</p><p>43</p><p>• Quando não for possível, tentar manter a distância de pelo menos</p><p>3 vezes a altura do galpão anterior;</p><p>• Talvez seja melhor construir menos galpões, do jeito certo, do que</p><p>mais galpões em que os animais não conseguem produzir o</p><p>máximo.</p><p>44</p><p>DISTÂNCIA ENTRE GALPÕES</p><p>45</p><p>Cinturão Verde – muito citado no PNSSSaúde Produção</p><p>46</p><p>Quarentenário - com distância no mínimo 500m com CV</p><p>Saúde Produção</p><p>47</p><p>Sem cinturão verde</p><p>Saúde Produção</p><p>48</p><p>49</p><p>ALTURA DO PÉ DIREITO</p><p>ALTURA DO PÉ DIREITO</p><p>• Ideal que reflita o máximo de calor;</p><p>• Cobertura branca;</p><p>• Atualmente muitos materiais de boa qualidade;</p><p>• Telha de barro é uma das melhores para conforto térmico;</p><p>51</p><p>COBERTURA DOS GALPÕES</p><p>52</p><p>COBERTURA DOS GALPÕES</p><p>• Beiral entre 1,0 e 2,5m.</p><p>• Serve para evitar entrada de chuva e raios solares.</p><p>• Serve para auxiliar à ventilação interna do galpão e possibilitar a</p><p>expulsão de gases e de ar quente;</p><p>• Somente se constrói lanternim em galpões com largura superior a</p><p>7 metros;</p><p>• É um exaustor natural.</p><p>53</p><p>LANTERNIM</p><p>54</p><p>LANTERNIM</p><p>55</p><p>56</p><p>57</p><p>• Árvores devidamente posicionadas podem propiciar sombreamento</p><p>nos galpões;</p><p>• Muito importante, principalmente nos galpões que não se consegue</p><p>a construção no sentido leste-oeste.</p><p>58</p><p>SOMBREAMENTO</p><p>• Proteção contra o sol e ventos excessivos;</p><p>• Redução da TA, absorve raios solares e refrigera os locais;</p><p>• Reciclagem de nutrientes provenientes das folhas, ramos e galhos</p><p>das árvores;</p><p>• Agem como elementos promotores da renovação do oxigênio do</p><p>ar, pelo processo de fotossíntese;</p><p>• Melhor aproveitamento da água das chuvas.</p><p>Vantagem da utilização de árvores em pastagens:</p><p>59</p><p>Características das árvores:</p><p>• Crescimento rápido e resistência a ventos;</p><p>• Espécies adaptadas à região;</p><p>• Ter uma copa aberta e porte médio;</p><p>• Folhas perenes;</p><p>• Altura mínima de três metros;</p><p>• Não devem ter nas folhas, nos frutos e nas cascas agentes tóxicos</p><p>para os animais;</p><p>• Não ter raízes expostas, que dificultam a acomodação das vacas;</p><p>• Não produzirem frutos grandes, com mais de 5 cm de diâmetro.</p><p>Espécies arbóreas recomendadas</p><p>60</p><p>Benefícios da sombra no sistema de produção de LEITE:</p><p>• Aumenta a produção de leite entre 12 a 15%.</p><p>• Aumenta a taxa de concepção em 20%.</p><p>• Reduz o nº de serviço/concepção em quase 50%.</p><p>SOMBREAMENTO</p><p>61</p><p>https://www.girodoboi.com.br/destaques/uso-do-sombrite-no-confinamento-pode-aumentar-ganho-de-peso-em-ate-meia-arroba/</p><p>62</p><p>SOMBREAMENTO ARTIFICIAL</p><p>63</p><p>Meia @ = 104 R$</p><p>1 animal = 104 R$</p><p>20 animais = 2.008 R$</p><p>64</p><p>65</p><p>66</p><p>67</p><p>SOMBREAMENTO ARTIFICIAL</p><p>68</p><p>69</p><p>IMPORTANTE ?</p><p>• Ventiladores;</p><p>• Aspersão de água sobre o telhado;</p><p>• Nebulizadores(vapor de água).</p><p>OUTRAS ALTERNATIVAS</p><p>70</p><p>71</p><p>72</p><p>73</p><p>74</p><p>BOM PARA LIMPEZA + DESCONFORTÁVEL</p><p>75</p><p>• A quantidade de voltas do cólon ascendente (um dos</p><p>segmentos do intestino grosso) das ovelhas é duas vezes maior</p><p>que a das vacas – aspecto de colar de pérolas;</p><p>• Vacas bebem muito mais água (de 50 a 80 litros por dia) do que</p><p>os ovinos (de 3 a 4 litros por dia);</p><p>• Secreções salivares dos bovinos (98 a 190 litros) e outras</p><p>enzimas digestivas colaboram para a consistência pastosa das</p><p>suas fezes.</p><p>76</p><p>TRABALHO REALIZADO</p><p>COM BOVINOS NELORE</p><p>77</p><p>• Investigar os parâmetros fisiológicos e</p><p>características morfológicas do pelame em vacas</p><p>Nelore no verão e inverno.</p><p>OBJETIVO</p><p>78</p><p> Setor de Bovinocultura de Corte da fazenda Experimental</p><p>Capim Branco da Universidade Federal de Uberlândia.</p><p>20 fêmeas bovinas da raça Nelore.</p><p>Variáveis fisiológicas e características do pelame foram</p><p>coletados na hora mais quente do dia (11h às 15h) no</p><p>verão (janeiro) e inverno (julho) de 2014.</p><p>79</p><p>• A temperatura da superfície do pelame foi determinada em quatro pontos:</p><p>fronte, escápula, virilha e jarrete por meio de um termômetro de infra-</p><p>vermelho digital portátil.</p><p>80</p><p>81</p><p>A temperatura retal foi obtida com o auxílio de um termômetro</p><p>clínico digital inserido, aproximadamente, 3 cm no reto por 2</p><p>minutos.</p><p>Souza, 2015 82</p><p>• A frequência respiratória foi medida pela contagem dos</p><p>movimentos do flanco durante 1 minuto.</p><p>• A frequência cardíaca pela auscultação entre o terceiro e</p><p>quinto espaço intercostal, com o auxílio de um estetoscópio.</p><p>83</p><p>A espessura do pelame:</p><p>❖20 cm abaixo da coluna vertebral, na região torácica mediana, por meio de</p><p>um paquímetro.</p><p>❖e as amostras de pelo foram retiradas no mesmo local por meio de um</p><p>alicate de eletricista adaptado.</p><p>Souza, 201584</p><p>• Densidade de pelo:</p><p>• contagem do número de fibras da amostra,</p><p>correspondente a área de 0,14 cm2, e a conversão para</p><p>número de pelos por cm2.</p><p>85</p><p>• O comprimento do pelo foi calculado pela média dos dez</p><p>maiores pelos da amostra, escolhidos por análise visual</p><p>utilizando uma lupa e medidos por paquímetro.</p><p>86</p><p>• A taxa de sudação foi medida pelo método de Schleger e</p><p>Turner (1965).</p><p>87</p><p> A temperatura do ar e umidade foram mensuradas.</p><p>AMBIENTE TÉRMICO</p><p>88</p><p>Resultados e Discussão</p><p>89</p><p>TA UR</p><p>Verão 29,7±0,7b 55,2±4,9b</p><p>Inverno 25,8±0,7a 50,7±5,2a</p><p>TA = Temperatura do Ar</p><p>UR = Umidade Relativa</p><p>Características climáticas do Verão e Inverno em 2014</p><p>90</p><p>TR TS FR FC TE</p><p>Verão</p><p>38,85a 181,36a 37,3b 90,7b 34,54a</p><p>Inverno</p><p>38,91a 102,36b 32,2a 81,9a 34,25a</p><p>TR = temperatura retal TE = temperatura da epiderme</p><p>TS = taxa de sudação</p><p>FR = frequência respiratória FC = frequência cardíaca</p><p>Variáveis Fisiológicas em vacas Nelore</p><p>91</p><p>Apesar dos animais utilizarem os mecanismos de dissipação de</p><p>calor por evaporação com mais intensidade, uma vez que</p><p>apresentaram maior secreção de suor e frequências respiratória e</p><p>cardíaca maiores,</p><p>Conseguiram manter constante a temperatura corporal e dentro da</p><p>faixa de normalidade.</p><p>VERÃO</p><p>92</p><p>Animais em estresse por calor</p><p>Apresentam vasodilatação periférica</p><p>Queda na pressão sanguínea</p><p>Compensada pelo aumento do trabalho cardíaco</p><p>Ou seja, FC</p><p>Frequência Cardíaca</p><p>93</p><p>Estação NP(cm2) EP(mm) CP(mm) I(º)</p><p>Verão 697,14a 2,36a 4,50a 32,15a</p><p>Inverno 710,71a 2,40a 4,55a 32,56a</p><p>Características do pelame em vacas Nelore</p><p>NP= número de pelos; EP= espessura do pelame; CP=</p><p>comprimento do pelo e I= inclinação do pelo.</p><p>POR QUE NÃO VARIOU?</p><p>94</p><p>• Devido as características climáticas do inverno no Triângulo</p><p>Mineiro serem muito próximas ao do verão, não houve variação.</p><p> No Nelore, os pelos já são curtos, de maior diâmetro, bem</p><p>assentados, e com menor espessura de pelame. Ou seja, são</p><p>ideais.</p><p>Características do pelame</p><p>95</p><p>CONCLUSÃO</p><p> Considerar as necessidades dos animais nas estações do ano;</p><p> Impacto das tecnologias sobre as condições ambientais;</p><p> Nível gerencial;</p><p> Relação custo/benefício;</p><p> Capital disponível.</p><p>96</p><p>97</p><p>MUITO OBRIGADO!</p><p>Contatos:</p><p>• Email: rodrigo.b.souza@animaeducacao.com.br</p><p>• Telefone: (77) 9 9129 – 1308</p><p>• @rodrigobrito.vet</p><p>Slide 1</p><p>Slide 2: Zootecnia de Ruminantes</p><p>Slide 3</p><p>Slide 4</p><p>Slide 5</p><p>Slide 6</p><p>Slide 7</p><p>Slide 8</p><p>Slide 9</p><p>Slide 10</p><p>Slide 11</p><p>Slide 12</p><p>Slide 13</p><p>Slide 14</p><p>Slide 15</p><p>Slide 16</p><p>Slide 17</p><p>Slide 18</p><p>Slide 19</p><p>Slide 20</p><p>Slide 21</p><p>Slide 22</p><p>Slide 23</p><p>Slide 24</p><p>Slide 25</p><p>Slide 26</p><p>Slide 27</p><p>Slide 28</p><p>Slide 29</p><p>Slide 30</p><p>Slide 31</p><p>Slide 32</p><p>Slide 33</p><p>Slide 34</p><p>Slide 35</p><p>Slide 36</p><p>Slide 37</p><p>Slide 38: Instalações</p><p>Slide 39</p><p>Slide 40</p><p>Slide 41</p><p>Slide 42</p><p>Slide 43</p><p>Slide 44</p><p>Slide 45</p><p>Slide 46</p><p>Slide 47</p><p>Slide 48</p><p>Slide 49</p><p>Slide 50</p><p>Slide 51</p><p>Slide 52</p><p>Slide 53</p><p>Slide 54</p><p>Slide 55</p><p>Slide 56</p><p>Slide 57</p><p>Slide 58</p><p>Slide 59</p><p>Slide 60</p><p>Slide 61</p><p>Slide 62</p><p>Slide 63</p><p>Slide 64</p><p>Slide 65</p><p>Slide 66</p><p>Slide 67</p><p>Slide 68</p><p>Slide 69</p><p>Slide 70</p><p>Slide 71</p><p>Slide 72</p><p>Slide 73</p><p>Slide 74</p><p>Slide 75</p><p>Slide 76</p><p>Slide 77</p><p>Slide 78: OBJETIVO</p><p>Slide 79</p><p>Slide 80</p><p>Slide 81</p><p>Slide 82</p><p>Slide 83</p><p>Slide 84</p><p>Slide 85</p><p>Slide 86</p><p>Slide 87</p><p>Slide 88</p><p>Slide 89: Resultados e Discussão</p><p>Slide 90: TA = Temperatura do Ar UR = Umidade Relativa</p><p>Slide 91: TR = temperatura retal TE = temperatura da epiderme TS = taxa de sudação FR = frequência respiratória FC = frequência cardíaca</p><p>Slide 92</p><p>Slide 93</p><p>Slide 94: Características do pelame em vacas Nelore</p><p>Slide 95: Características do pelame</p><p>Slide 96</p><p>Slide 97</p>