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<p>dores de uma variedade quase infinita de escolas "seitas" calmente ao empirismo baconiano, compartilha com Bacon do da previsão exata; teste prova uma de intervenção psicológicas, foram aqui denominados matrizes do pensamento interesse utilitário: "Adquiri, porém, algumas noções gerais de ou uma antecipação precisa de resultados. real. portanto, que psicológico. física ao principiar experimentá-las em diferentes dificul- se pode integrar como matéria-prima ao esquema destas opera- Cada uma das matrizes examinadas recebeu uma designa- I dades particulares. fizeram enxergar que possível adquirir A tecnologia da ciência tecnologia produtiva progridem que aponta para grande conjunto cultural que está na sua conhecimentos muito úteis para vida que, em lugar desta juntas, amparando-s incentivando-se reciprocamente, isto é origem. No foco das análises estão sempre pressupostos que filosofia especulativa que se ensina nas escolas, pode-s encon- porque ambas encarnam um mesmo projeto visam da sustentam as teóricas da(s) psicologia(s) contem- A Constituição do Espaço trar uma filosofia pela qual conhecendo força ação mesma forma os seus objetos. porânea(s), sejam elas pretensamente ou do fogo, da água, do ar, dos astros, dos céus de todos os outros Em sua obra, Bacon, ao lado da no aspecto acintosamente Psicológico corpos que nos rodeiam, tão distintamente quanto conhecemos dominador da atividade humana, coloca esta mesma atividade os diferentes ofícios de nossos artifices, fosse possível aplica- presente embora redigido com objetivo de alcan- no banco dos réus: rasgo mais moderno de sua filosofia da los do mesmo modo odos os usos que prestam, nos prioritariamente alunos pós-graduados profissionai da ciência é, na rigoroso julgamento que são sub- como que senhores e possuidores da natureza" (Discurso do área psi, poderá ser também usado como livro de texto em metidas as tendências do espirito. Não se trata método). disciplinas de História da psicologia ou Teorias sistemas, em apenas de ampliar tema renascentista do rompimento com cursos de Na verdade, livro se originou de aulas Desde então, de Bacon Descartes às filosofias da ciência tradição com preconceitos que, na própria Renascença, para alunos de graduação no IUP (atualmente Universidade do século XX- numa tradição que passa pelos empiristas ingleses resultava na curiosidade na imaginação sem freios, na Paulista), desde 1986 vem sendo usado como ivro-base na 1. EMERGÊNCIA E RUÍNA DO SUJEITO sucessores de Bacon (em particular, Hobbers, Locke, Berkeley e credulidade na Em Francis Bacon em particu- disciplina de Psicologia geral, na Universidade de São No Hume), pelos materialistas ideólogos franceses dos séculos XVII lar, na sua doutrina dos do conhecimento há uma luta nível pos-graduação foi adotado no Mestrado em psicologia Aidade moderna inaugura-se com um fenômeno de amplas e XVIII, pelo positivismo de Augusto Comte, pelo pragmatismo sistematica contra as mentis, ou seja, contra incli- da Universidade Federal da Paraíba e no Doutoramento em e penetrantes repercussões no surgimento da psicologia contem- americano de S. Peirce e J. Dewey, pelo fenomenalismo de nações inatas ou aprendidas do homem que bloqueiam ou psicologia social da PUC-SP. Para garantir esta diversidade de porânea: partir do século XVII pode-se observar claramente Ernst Mach pelo refutabilismo de Sir Karl Popper subordi- deformam leitura objetiva do livro natureza: "A mente usos, texto foi escrito com suposição de que servirá ou como uma redefinição das relações sujeito/objeto, seja no plano da nação do conhecimento à adaptação ao humana foi de tal forma por falsos preceitos, leitura complementar para aulas expositivas como ocorre nos ação, seja no do conhecimento. Arazão contemplativa orientada controle, bem como modelação da pela ação que ali sitiam, que verdade mal pode penetrar, cursos de graduação ou como leitura de oritentação geral, desintere adamente para verdade concebida sob modo instrumental alcançaram realce cada vez maior. Aqui de fato mas ainda que consiga penetrar, eles nos molestarão novamente situando as matrizes escolas delas derivadas conduzindo receptivo de uma preensão empírica ou racional da essência das extremamente importante salientar que, com passar do tempo quando a ciência ali se instalar, menos que os homens, pre- leitor outros textos que forneçam mais informação análises coisas, cede lugar, progressivamente razão ação instru- e com desdobramento da tradição utilitária, possível e venidos do perigo, fortifiquem da melhor forma possível contra Para tanto, ao final de cada capítulo, nas notas, Efetivamente, ao longo da Idade Média já se podiam desejável aplicação prática do conhecimento deixa de atuar seus ataques" (Novum Instala-se partir de Francis leitor encontrará indicações comentadas de bibliografia com- vislumbrar os primeiros sinais da mudança nas obras de Roger apenas como um condicionante externo, justificando moti- Bacon uma atitude cautelosa suspeitosa do homem para con- plementar. Bacon, Robert Grosseteste Jean Buridan, por exemplo1 vando pesquisa. na verdade, nem mesmo ocorre necessa- sigo mesmo. A produção do conhecimento objetivo ação experimento, um procedimento ativo, mera ob- riamente, ao menos no nível da consciência dos cientistas e instrumental ganham uma nova espessura aonde se revela uma servação, a finalidade utilitária emerge como justificativa e Porém, se com Descartes Bacon (e todos os dificuldade inesperada; autoconhecimento autocontrole legitimação da ciência, ao lado da tradicional busca da verdade empiristas posteriores) as teorias do conhecimento ainda per- apresentam-se então como preliminares indispensáveis. A dis- objetiva. Contudo, na obra do filósofo Francis Bacon um maneciam sob modelo da razão contemplativa, buscando os ciplina do espírito será objetivo das regras metodológicas que espírito de transição entre Renascença Idade Moderna que fundamentos absolutos do conhecimento seja na visão externa definirão própria especificidade da prática cientista este novo modo de existência aparece de forma (valorização empirista dos sentidos) seja na visão interna (valori- não quem alcança verdade, mas quem se submete cons- suficientemente sistematizada nítida para caracterizar al- zação das idéias claras distintas que chega pela intuição cienciosamente disciplina do método. vorada de uma nova Nos seus livros, Bacon (um empirista pura), na prática de pesquisa na reflexão epistemológica A vertente racionalista da nova ciência, com Descartes, extremado) atribui ao sujeito status de senhor de direito da (particularmente nas obras de Peirce Popper) instru- exigia também dúvida metódica como procedimento fun- natureza, cabendo ao conhecimento transformá-lo em senhor de mentalidade do conhecimento converte-se numa das determi- damental ciência: descontente com diversidade das fato: "Tantum possumus quantum scimus". Nunca até se nações internas da ciência, cujos procedimentos e técnicas e dos costumes, com tudo que lera com tudo que observara enfatizara tanto caráter operante das relações entre homem nos termos de controle, cálculo teste. em suas viagens, Descartes "No que tange todas as mundo, bem como legitimidade dessa forma de relacio- objeto desta ciência apenas real tecnicamente manipulável, (...) não podia fazer coisa melhor que tentar tirá las de namento. Descartes, apesar de, como racionalista, opor-se radi- na forma efetiva do contole ou na forma do cálculo e novo (...) para em seguida adotar outras melhores, ou as mesmas BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA 12 13 14 15 PROF ROGER PATTI</p><p>condicionado essencialmente relativo, objeto ela própria de quando estivessem ao nível da razão (...) Repelir como inteira- do Para esta ciência das leis gerais da quantidade, que o incremento do domínio técnico sobre natureza, uma ciência empírica A cautela diante da própria razão pelo mente falso tudo aquilo em que pudesse supor mais infima por objeto que permanece reproduz regularmente, a fiscalização autocontrole autocorreção do menos nas suas formas usos quotidianos vamo la encontrar perceptiva, experiência sensorial pode ser tão perigosa dão origem epistemológicas princi- dúvida, isso para verificar se restaria depois, algo em sua nas tentativas neopositivistas de elaboração de uma língua arti- crença que fosse completamente fora dúvida. Assim, algumas e estéril para ciência como experiências afetivas abre-se palmente, metodológicas, características da nossa época, e, ficial que elimine fragilidade sintática imprecisão semântica vezes conhecendo que os nossos sentidos nos enganam, quis igualmente aos efeitos da subjetividade insidiosa com toda sua do discurso leigo. Encontramo-la ainda, em manifestações numa decorrência, um projeto de psicologia como ciência carga de arbítrio instabilidade epistemologia francesa do natural do subjetivo Constitui- tenta-se colonizar um novo imaginar que nada existisse com exatidão igual ao que nos fazem agudas nos conceitos de "discurso e "racionalização", século XX. inspirada na obra de Gaston igualmente continente: da natureza interna, projeto, todavia, imaginar. Como existem homens que se deixam iludir em seus em que concatenação paralógica encobriria (revelaria) interes- raciocínios incorrem em paralogismos (...) rejeitou como sendo enfatiza descontinuidade entre os objetos dos sentidos o envolve uma contradição: justifica apenas porque se presume ses de legitimação coletiva ou falsas todas as razões que anteriormente tomara por objeto da ciência que um objeto da razão: primeiro obstáculo que natureza interna seja essencialmente hostil disciplina epistemológico ser vencido na constituição de uma prática Tomando-se autores movimentos intelectuais isolada- pelo método deva por isso ser trações". percepção ingênua saturada de preconceitos e mente não se encontrarão facilmente exemplares que conjuguem por outro lado, objetivo seria exatamente de submeter a Na doutrina dos na dúvida metódica maus hábitos da experiência a um só tempo as suspeitas diante das teorias dos dados, da natureza interna às mesmas práticas de pesquisa portanto, no embrião, todos os discursos de suspeita que Idade Moderna razão da além das suspeitas generalizadas diante de controle que se na interação com natureza elaborou para identificar ou pelo menos A partir de um outro ponto de vista, Hegel Marx con- dos afetos das Esta conjugação reduziria sujeito externa inclusive. definiram seu caráter. Em decorrência, o a subjetividade empírica. Na denúncia dos do teatro" para desconfianca em relação ao ao imedi- ao desespero condenação como ilusória de qualquer preten- sujeito atravessado por uma sucessão de rupturas: num (doutrinas sistemas reconhecem-se as posições atamente dado. Nesta tradição todo são ao conhecimento objetivo. niilismo de Nietzsche ainda primeiro nível, sensibilidade, intuição, rigidamente empiristas antiteoricistas dos dogmaticos do an- conhecimento mediado Embora aparência não que mais se aproxima deste limite. Nele, alias. se revelam de pré-reflexiva etc. conflitam com razão instrumental: num tidogmatismo (como os positivistas do de Viena como seja pura falsidade. mas um momento simultaneamente distinto forma exacerbada as duas vertentes da dialética do sujeito segundo nível, própria razão que se desdobra em discursos B. F. Skinner)5: com dos do mercado' (as necessário da essência, conhecimento da essência deve negar levadas sua mais aguda radicalização: de um vontade desuspeita identifica extirpar dos discursos com formas coloquiais de comunicação) impulsiona-se tradição de aparência e, ao mesmo tempo, recuperá-la, desvelando sua de poder, de outro impiedosa do sujeito epistêmico, pretensões racionais os vestígios cada vez mais dissimulados da crítica da já iniciada com os nominalistas natureza de ilusão necessária. As formas conduzindo ambas dissolução do ideal do conhecimento ver- inevitavelmente quanto mais avança, mais e prosseguida com os empiristas ingleses, com os ideólogos gicas, neste caso, ocultam: mas, simultanea amente, constituem dadeiro, que, nesta manifestação exemplar do operante razão descobre motivos para duvidar sua própria integridade franceses e, recentemente, com Wittgenstein os neoposi- uma dimensão ssencial da realidade social, econômic da Idade substituído pelo ideal da pura dominação, e auto- suficiência, mais ela detecta em os sinais do inimigo. tivistas na denúncia dos da caverna" (predisposições e ca. Toda ciência assim crítica da ideologia da experiência quetodas atividades do espírito devem ser convenientemente Para ser fiel este impulso auto vieses individuais) e dos da tribo" (características e quotidiana; negação da aparência do dado imediato, desco- Mas Nietzsche não foi norma. suspeita em psicologia precisaria renunciar ambição de teruma história que limitações universais do espírito humano) antecipa-s reconhe brindo por do dado aparente movimento que cria, que relação uma das possíveis fontes ou critério verdade costuma se conformasse ao ideal de progresso das ciências naturais que, cimento da personalidade, da história de vida, da existência nele se revela pesquisa que nele se esconde à ser temperada pela absolvição das demais. Em acréscimo, com se não exclui revoluções rupturas, pode, ainda assim, ser biológica do desejo como fatores responsáveis pelo mau uso percepção vivência irrefletidas 12 Deve-s considerar, en- Peirce Popper busca fundamento absolutamente seguro concebida como uma aproximação infinita da verdade numa dos sentidos. tretanto, que para além da suspeita dialética relação ao dado do conhecimento foi substituída pela especificação de um pro- certa medida, como acúmulo de conhecimento Porém, radi- Embora difícil de obter exigindo uma constante higiene imediato, marxismo foi submetido leituras (como nos cedimento de uma lógica da investigação que, ciente da calizar projeto de autocontrole do sujeito, nos quadros das mental evidência empírica ainda era para Bacon, como primeiros textos de Althusser que colocam francamente impossibilidade de extirpar subjetivismo arbitrariedade no ciências naturais, psicologia assumiria uma natureza auto-re- alinhado entre os movimentos intelectuais que radical- continuou ser para as filosofias empiristas positivistas, base início da pesquisa, promova um processo infinito de autocorre- flexiva que acabaria transpondo negando os limites deste segura para se fundar validar conhecimento objetivo. Já no mente inteligível, que manifestaria na oposição em que verdade objetiva coloca como idéia reguladora, mesmo quadro. Isto porque as ciências naturais repousam na XVII, todavia, doutrina das qualidades primárias e supostamente insuperável entre ideologia no termo ideal da atividade epistêmica decisivo. porém, é suposição uma exterioridade entre prática de pesquisa secundárias adotada por Galileu Descartes introduz uma sus- Enquanto se desenvolvia suspeita dirigida experiência perceber que época define-se pela presença destes ataques objeto: confronto nitidamente delimitado e rigorosamente peita exatamente em relação confiança na percepção o do numa outra tradição era a própria razão que tinha seu ao sujeito empírico do pelas táticas de defesa controlado entre sujeito objeto do conhecimento promove a mínio da física restringe-se, com estes autores, ao que pode ser valor limites investigados. o grande filósofo empirista David contra sua intrusão indesejada, pelo armado em torno da multiplicação refinamento dos instrumentos conceituais e submetido razão da geometria da mecânica, Hume, no século reduziu todos os processos mentais a teoricos de previsão controle No entanto, quando a medido calculado. Objetos da ciência são apenas aqueles apontando para aprendizagem como razão instrumental descobre- sempre inevitavelmente condi- sujeito empírico concebido assim como fator de erro e origem das categorias operações do Hume cionada implicada pela existência do seu próprio objeto a aspectos da realidade que podem ser reconhecidos pela razão de ilusão. Na linguagem coloquial atribuição de caráter inicia, de fato. movimento, continuado por J. S. Mill. entre "vida subjetiva" os procedimentos de verificação e como objetivos (qualidades enquanto que exclui jetivo um argumento desqualifica diante da lógica ou diante aquilo que dado apenas tão-somente o outros, que desqualifica lógica como reitora incondicional do refutação de hipóteses carecem de sentido. As hipóteses não se dos Aprodução validação do conhecimento é. em última puramente sensível ilusório, transitório criação arbitária discurso científico coloca como resultado da experiência, algo aos seus objetos, mas fazem, numa certa medida, 18 19 16 17</p><p>parte deles. A interpenetração do sujeito e do objeto do conheci- entre interesses particulares opostos. Em outras palavras: a cada desfeita, então psicologia será também uma ilusão transitória NOTAS mento psicológico manifesta-se também no que vem sendo apon- indivíduo, objetivamente, não interessa a individualização alhei- e não se justifica como ciência independente. Oberva-se também tado por vários as hipóteses não deixam intactos seus senão que, ao contrário, a obediência do próximo ao controle aqui uma cisão no indivíduo. De um lado o indivíduo para si, A dinâmica interna desta transformação é agudamente em: objetos, senão que contribuem para modelá-los e calculado, previsão exata, que possível se outro exibir de outro, indivíduo para outro, um suporte de M ADORNO T.W. Dialectica del Buenos Aires, Sur, padrões típicos estereotipados de reação. Aonde não é possível papéis sociais pré-definidos. Um, objeto de uma psicologia que 1971 M. del instrumental Buenos Sur. 1969. Em conclusão: psicologia, que nasce no bojo das tentati- M. Sobre de razón. Em: ADORNO T.W. vas de fundamentação das outras ciências, fica destinada a não classificar, tipificar e quantificar, controle é sempre incom- não é ciência; outro, objeto de uma ciência que não chega a ser M. Madri. Taurus, 1966, p. 257-271 Esta última referência encontrar jamais seus próprios fundamentos, a nunca satisfazer pleto, quando não impossível. Em que pese a individualização psicologia. pequeno pode ser proveitosamente lido como introdução dois ser sempre promovida apesar às custas dos outros, enquanto a outros textos, mais profundos complexos. os cânones de cientificidade cujo atendimento motivou sua própria emergência como ciência independente. Mas fica igual- nova sociedade experimentava suas imensas potencialidades de 2. emergência na Idade do instrumentalismo pode ser acompa- 3. CONCLUSÕES mente destinada a sobreviver, sem segurança nem confiança, produção e libertação, a imagem de homem dominante era do em Kolakowski, L. Positivist 1972 20-28. leitor menos avançado pode obter informações úteis em LOSEE tentando precariamente ocupar espaço que a configuração do indivíduo capaz de discernimento, capaz de cálculo na defesa de Reconstituindo-se as condições sociais, econômicas e cul- Introdução filosofia da ciência. Belo Horizonte/São Paulo, Itati- saber lhe assegurou. seus interesses que longo prazo convergiriam para os interes- 1979, ses gerais capaz de independência em relação à autoridade e turais que jazem no subterrâneo do projeto de uma psicologia à tradição: esta é a imagem legada pelo iluminismo e presente que lhe criam espaço e definem significado, pode-se As referências obrigatórias são os textos do filósofo sociólogo Habermas, da escola de HABERMAS tecnique 2. EMERGÊNCIA E RUÍNA DO INDIVÍDUO notar: no liberalismo clássico do início do século XIX. Paris, 1973, Connaissance intérêt 1) A oposição estabelecida entre, de um lado, caráter Paris, Gallimard, Não são textos de fácil leitura para aluno sem nenhum Mais tarde, porém, a sociedade entra em crise. As guerras, mas neles explicita internalização da na A identidade social numa sociedade agrária, como a medi- as lutas operárias, as recessões econômicas, a permanência e a supostamente pré ou do sujeito, somado ao caráter metodologia das ciências naturais. Como leitura recomenda-s eval, em que as relações políticas cristalizadas em direitos e proliferação dos bolsões de miséria urbana, a delinquência etc. supostamente pré ou anti-social do indivíduo privado de outro C.S. que pragmatismo. Em: C.S. São Paulo, deveres, em obrigações e lealdades consuetudinárias suportavam lado, a necessidade de submeter a vida interior do indivíduo a Perspectiva, 1977, p. 203-299. DEWEY J. The development of american orientam a revisão da ideologia liberal. É o indivíduo privado, já o peso de toda a reprodução social era totalmente, ou quase, leis, descobrindo nela regularidades que possibilitem o controle matism. Em Living schools of philosophy. Paterson, agora visto como irracionalmente insensatamente ime- Adams and p. 398-414 POPPER, K.R. Conjecturas Brasília, pré-definida pela cultura em função de eventos biográficos, como diatista, incapaz de espontaneamente submeter-se ao autocon- e a coloquem a serviço do domínio técnico da natureza e da Editora Universidade de cap. 1,3e6 de acesso texto o nascimento, a filiação e a idade, independentes do próprio trole exigido para a prevenção das crises e conflitos, grande reprodução social. de Sir Herman Bondi que progresso em onde "A que indivíduo. Grande ou pequeno, fraco ou poderoso indivíduo era depositamos na possibilidade de realizar testes mais aprofundados bode expiatório. o mesmo padrão de resposta nitidamente em grande medida que comunidade definia, restringindo-se, 2) Em decorrência, a ciência psicologica tenta-se constituir, hoje tem por base nossa fé no progresso da tecnologia tecnologia fornece ao antiindividualista aparece na gerência na tec- sendo obrigada a, simultaneamente, reconhecer e desconhecer experimentador observador os meios de que utilizam tecnologia que, ainda que não se eliminando de todo, faixa das opções individu- noburocracia e, com fumos esquerdistas, nas concepções mili- seu objeto. Se não o reconhece não se legitima como ciência progredindo, permite- medir novas coisas ou medir com precisão maior velhas ais capazes de, na interação com a sociedade, contribuir para a (...) idéia de que ciência bela brilhante conduz tecnologia tares burocráticas da "vanguarda proletária", como caso dos definição de sua identidade social. A dissolução destes vínculos independente, podendo ser anexada à medicina, à pedagogia à acompanha uma idéia totalmente errada. relação entre as duas relação partidos comunistas leninistas. A burocratização apenas realiza pessoais calcados na tradição erodiu a identidade social não administração, ou seja, às técnicas ou às suas bases entre galinha ovo, progresso de uma delas se deve. ao Desde então, ser alguém pressupõe tornar-se al- integralmente o princípio de instrumentalidade que penetrara como a biologia micro-sociologia. Se não o desconhece, não progresso da outra" Em: Problemas revolução Belo nas relações humanas burocracia é existência institucional se legitima como ciência, já que não submete aos requisitos da Horizonte/ Paulo, 1976, 17-26. guém. da razão instrumental a que se devem submeter os indivíduos metodologia nem resulta na formulação de leis gerais 4. A natureza da mentalidade renascentista sua contribuição para o desaparecimento das formas de proprie- Esta perspectiva instrumental da administração racionalizada com preditivo Abre-se então um campo de divergências nascimento da nova ciência século XVII são discutidos em KOYRÉ. L'apport scientifique de la Em: A. Études d'histoire de la pensée dade feudais e comunais, a apropriação privada dos meios de aparece também no projeto de constituição de uma psicologia e oposições que não tem nada de acidental nem parece que possa scientifique. Paris, PUF, 1966, p. 38-47. produção e a apropriação individual do próprio corpo que como ciência do (contra o) indivíduo. Julga-se necessário, efeti- vir a ser unificado através de um processo de eliminação de 5. De Skinner poderiam ser recomendados vários como por exem- liberto das obrigações separado da terra convertia-se em força vamente, conhecer para fiscalizar, controlar, prever e corrigir alternativas que não suportem teste ou de para- Acase history in scientific method Em: A.C. Contemporar research de trabalho asseguravam as bases econômicas da existência (socializar) e a irracionalidade. digmatização em torno de uma alternativa particularmente bem- operante Glenview, Scott and Foresman, Na filosofia individual independente. a competição no mercado Percebe-se facilmente neste projeto a mesma espécie de As divergências parecem, antes, refletir as da ciência, antiteoricismo encontrado nas defesas intransigentes do método de bens de trabalho projetava a individualização como ideal e contradição que mina psicologia como ciência natural do contradições do próprio projeto que, por sua na indutivo para formação de conceitos leis empíricas, apesar de desde D. Hume, saber que não uma justificativa para uso da HUME pré-condição para a realização do sujeito no contexto da vida em sujeito. Ou bem o indivíduo é realmente único, independente e ambiguidade da posição do sujeito do indivíduo na cultura Investigação acerca do entendimento humano. São Paulo, 1972 sociedade. irracional, sendo portanto refratário às leis da ciência e da ocidental No capítulo seguinte serão apresen- 6. KOLAKOWSKI, Op. cit., p. 9-59. Mas tornar-se um alguém individualizado, se é possível e sociedade neste caso psicologia poderia ser necessária, mas tadas em suas grandes linhas as alternativas em conflito. 7. Cf. em G. Introduction aux sciences humaines, cap. IV da desejável, é também difícil: na nova forma de organização social seria ou bem não passa o indivíduo de uma ficção a ser parte cap. II da parte. Ophrys, 1974. a convivência é marcada pelas relações instrumentais e pela luta desfeita, e então a psicologia será também uma ilusão transitória 20 21 22 23</p><p>apenas interesse (WEBER Ensaios de Paulo, Rio Janeiro, popperiana deprogresso 229-282) Tratatus logico philosophicus. enunciados 4.0031 São Esta seria, gerais, 31-58. POPPER, K.R. POPPER, EDUSP, 1968 discussão. também leitura lenguaje de 8 Cf. para nunciados de 19. POPPER, K.R. Paulo, Op. EDUSP 260. s.d. aluno que merecem leitura medianteel Fondo de Cultura Economica, investigação para São se introduzir progressivamente na AJ (org.) positivismo seguir esta ordem 66-87. das qualidades primariasen Galileu MARTINEZ of the Popper traços gerais, uma característica ineficiente do processo doutrina and secondary qualities: Journal of the history qual uma atividade profissional eficaz, alteração Esta seria, cientifica em desorganizada J. Galileo primary 1974 (10): behavioral sciences, de Descartes, na realidade, confiança último nos sentidos foi Thomas Kuhn, que 1962 produziu KUHN estruture das ciência american 975 prontar 10. No DESCARTES, restabelecida, caso R. Discurso mas nunca como Paulo, Hemus, 1978, pectiva, brasileiro pelos artigos cientificas acessível ao leitor desenvolvimento Cf. revoluções kuhnianas MUSGRAVE, partes BACHELARD, La formation de scientifique. Paris, Vrin, ados São Paulo, onhecimento conhecimento imediato está presente em em HEGEL G.W.P Fenome espirito introdução aparece seu primeiro 12. critica explicitada primeiro em capítulo (Paris; Science Civilização Aubier, 1969) tema de MARX, capital (Rio analise leitura se 1969) item livro primeiro Nesse item paradigma pratica dasrelações melhor entre essência entre representação social. ALTHUSSER filosofia como ea ALTHUSSER, Cuadernos Em: de Pasado Presente, 1970. de 14. HUME D.Op. C.S. Op cit. POPPER, K.R cit ALBERT, H. Tratado da Rio PEIRCE Janeiro, Tempo diretas, Brasileiro, entre 1976 fracassos do humano" naturais relações, muitas desenvolv vezes imento uma são discutidas estudo KIRSH, nas como ciências forma controlar recurrent fracass pattern Journal the History of the scientific psychology: Behavioral impetus 1976 (12): 120-129 LACEY, H. Em: Bheaviorism, 1978, 229 Psychology 1973 as factory psychology. Personality and Rio de Social Social (26): 309-320 Journal homem na pesquisa Janeiro, Zahar, 1979 Max Weber sobre da tico, de onde retirei seguinte sempre texto: superioridade superioridade puramente descrição, 18 Recomenda analises de razão decisiva para (...) organização burocratica clareza, conhecimento arquivos, material redução atrito e dos custos ratica. rigorosa, rigorosamente levados ao ponto 6timo administração significa, primordialmente, um um cumprimento 'objetivo' das com todos os cumprimento detarefas segundo também palavra de ordem no e, em geral, em pessoas 25 24</p>

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