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<p>Órtese eÓrtese e</p><p>PrótesePrótese</p><p>da avaliação ao tratamento</p><p>Um manual para você otimizar sua prática clínica</p><p>Mais de 70 páginasMais de 70 páginas</p><p>de conteúdo facilitadode conteúdo facilitado</p><p>e ilustradoe ilustrado</p><p>Olá, me chamo Amanda, tenho 26 anos e sou</p><p>Fisioterapeuta. Há pouco mais de três anos criei o perfil</p><p>@afisioamanda no Instagram, já somos mais de 23 mil</p><p>seguidores e os conteúdos lá postados já ajudaram</p><p>diversos estudantes, criei esse E-Book com o intuito de</p><p>ajudá-los ainda mais.</p><p>Este material trata-se de conteúdos relacionados a</p><p>disciplina de Órtese e Prótese, conteúdos fundamentais</p><p>para a sua graduação. Todas as informações contidas</p><p>aqui são baseadas na literatura acadêmica existente,</p><p>escritas de forma facilitada para você pode aprender e</p><p>revisar o conteúdo, sempre consulte outras fontes para</p><p>complementar seu conhecimento, se julgar necessário.</p><p>Desde já agradeço a confiança e desejo uma excelente</p><p>aquisição de conhecimentos!</p><p>Nenhuma parte desta obra poderá ser reproduzida por</p><p>qualquer meio ou forma, sem o consentimento da</p><p>autora. A Lei Federal n° 9.610 de 1998 estabelece como</p><p>crime a violação dos direitos autorais.</p><p>Apresentação</p><p>Órteses</p><p>Páginas 04 - 43</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>Os primeiros registros do uso de Órteses foram</p><p>encontrados em pinturas egípcias (2750-2625 a. C.,). Essas</p><p>órteses formavam uma cobertura protetora em torno do</p><p>membro acometido, com o intuito de manter o membro em</p><p>posição de descanso.</p><p>Hipócrates (460-375 a.C.) em uma de suas obras</p><p>apresentou discussões a respeito de métodos de tratamento</p><p>para fraturas, deformidades congênitas e outras lesões</p><p>ortopédicas. Por muito tempo o princípio defendido por</p><p>Hipócrates sobre o uso das órteses permaneceram como</p><p>um tratamento para diferentes problemas ortopédicos.</p><p>Após alguns estudos realizados, Galeno (199-129 a.C.)</p><p>escreveu sobre as alterações das curvaturas da coluna</p><p>vertebral a escoliose, a hiperlordose e a hipercifose. Sendo o</p><p>primeiro a utilizar o enfaixamento da caixa torácica para</p><p>tratar essas deformidades.</p><p>Órteses</p><p>Histórico</p><p>04</p><p>Órteses</p><p>Histórico</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>Na Idade Média (séculos V-XV) já se utilizava órtese</p><p>no tratamento de diversas doenças. Chauliac (1330-</p><p>1368) escreveu sobre o tratamento de fratura de fêmur</p><p>com a utilização da tração feita por uma órtese.</p><p>Ambroise Paré (1510-1590) publicou trabalhos sobre</p><p>próteses e órteses metálicas para vários tipos de</p><p>correções ortopédicas, como colete ortopédico para</p><p>coluna e bota ortopédica para pé torto congênito.</p><p>Contudo, apenas a partir da guerra civil americana e</p><p>das primeira e segunda guerras mundiais, a preocupação</p><p>em assistir os soldados lesionados nas guerras, houveram</p><p>avanços nas técnicas cirúrgicas para as amputações e na</p><p>confecção de Órtese, Prótese e Meios de locomoção.</p><p>Com o passar do tempo, outras pessoas deram</p><p>continuidade ao uso desse recurso de tratamento,</p><p>utilizando as órteses para diferentes tipos de</p><p>deformidades e lesões.</p><p>05</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>O termo órteses vem do grego "orthós" que significa</p><p>direito ou reto. As Órteses são dispositivos exoesqueléticos,</p><p>ou seja aplicadas externamente ao corpo, com o objetivo de</p><p>auxiliar o membro ou segmento corpóreo a desempenhar</p><p>sua função, agindo como reorganizadores e auxiliadores</p><p>funcionais.</p><p>As órteses são utilizadas em casos de comprometimentos</p><p>musculoesqueléticos ou alterações funcionais, sejam elas</p><p>permanentes ou temporárias, auxiliando na reabilitação</p><p>funcional do indivíduo.</p><p>Órteses</p><p>Conceito</p><p>06</p><p>Objetivos</p><p>Restaurar e melhorar a função do corpo;</p><p>Sustentação do corpo;</p><p>Alinhamento postural;</p><p>Melhorar o padrão da marcha;</p><p>Corrigir desvios;</p><p>Imobilizar uma articulação ou segmento.</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>O pioneiro na confecção de órteses foi Ambroise Paré</p><p>(1509-1590), que já propunha mecanismos de acordo</p><p>com a anatomia do indivíduo e na necessidade da órtese</p><p>ser leve e confortável.</p><p>A escolha do material para confecção da órtese deve</p><p>considerar a força, durabilidade, flexibilidade e peso. O</p><p>design ortótico deve ser simples, discreto, confortável e</p><p>a estética mais próxima o possível do segmento real do</p><p>corpo.</p><p>Órteses</p><p>Materiais</p><p>07</p><p>O aspecto estético e o conforto são dois fatores</p><p>que facilitarão o ajuste ao déficit funcional e a</p><p>aceitação do indivíduo.</p><p>Os principais materiais utilizados são :</p><p>Couro: serve para o revestimento de estruturas metálicas</p><p>e em correias de calçados. As principais características são:</p><p>resistência, porosidade, não toxicidade, estética, facilidade</p><p>de manipulação, durabilidade e custo médio.</p><p>Órtese de Tornozelo e Pé em couro</p><p>Ao</p><p>@Afisiomanda</p><p>Órtese de Pé em fibra de carbono</p><p>Metais: Utiliza-se o aço geralmente em órteses de MMII</p><p>mas possui um peso alto; o alumínio em contrapartida</p><p>apresenta leveza, resistência à corrosão e boa aparência, mas</p><p>é pouco resistente; o duralumínio é o mais indicado dentre os</p><p>metais pois ele possui grande resistência mecânica; o titânio é</p><p>utilizado na confecção das hastes e articulações do quadril,</p><p>joelho e tornozelo, possui baixo peso, alta resistência e boa</p><p>aparência porém possui alto custo.</p><p>Órteses</p><p>Materiais</p><p>08</p><p>Fibras de carbono: junto a outras materiais, resulta em</p><p>um componente com ótima propriedade mecânica. Suas</p><p>principais características são: leveza, durabilidade e alta</p><p>resistência mecânica porém possuem um custo elevado.</p><p>Órtese de Metal</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>Termoplásticos: os principais tipos de termoplásticos são: o</p><p>polipropileno, o polietileno, o politereftalato de etileno e o</p><p>policloreto de vinil, sendo o polipropileno o mais utilizado na</p><p>confecção de órtese. Suas vantagens são: alta resistência</p><p>química e a solventes, baixo custo, facilidade de moldagem e</p><p>de coloração, alta resistência a fraturas, a impactos e fadiga e</p><p>possui boa estabilidade térmica.</p><p>Órteses</p><p>Materiais</p><p>09</p><p>Órtese para mão de termoplástico</p><p>Espumas: estas são utilizadas junto a outros materiais com</p><p>o objetivo de proteção entre a órtese e a pele do paciente,</p><p>principalmente em locais de proeminências ósseas. O tipo</p><p>mais utilizado é o polietileno, que apresenta células fechadas</p><p>em sua composição, as quais previnem a absorção de</p><p>líquidos, como urina, suor e exsudatos.</p><p>Órtese para cervical de espuma</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>Órteses</p><p>10</p><p>A situação clínica do paciente;</p><p>O tempo de utilização;</p><p>A durabilidade;</p><p>Em situações de pós-operatório a órtese será utilizada</p><p>por pouco tempo, os materiais utilizados podem ser mais</p><p>simples e baratos. Nos casos de uso definitivo, como</p><p>pacientes com sequelas de patologias neurológicas, tais</p><p>como: AVC e Paralisia Cerebral, os materiais devem ser</p><p>mais leves, resistentes e duradouros, principalmente para</p><p>aqueles pacientes obesos. Além disso, as órteses devem</p><p>ser confeccionadas sob medida para que o paciente se</p><p>adapte melhor a ela.</p><p>Algumas considerações são importantes na escolha do</p><p>material a ser usado na Órtese, são:</p><p>A presença de reação alérgica;</p><p>O peso dos materiais;</p><p>Peso e idade do paciente;</p><p>É importante investigar se o paciente possui alergia a</p><p>algum tipo de material utilizado na confecção da órtese,</p><p>se houver é necessário substituir por aqueles não</p><p>alérgicos. Materiais mais leves proporcionam um menor</p><p>gasto de energia e se tornam mais confortáveis de</p><p>utilizar, principalmente em crianças.</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>Órteses</p><p>11</p><p>Além disso, a força que será aplicada na órtese durante</p><p>o seu uso precisa ser pensada de acordo com o peso e a</p><p>idade do paciente, para que não comprometa o</p><p>desempenho funcional dele.</p><p>Aqueles pacientes que moram em locais muito úmidos</p><p>e deteriorados, devem evitar materiais que tendem a</p><p>oxidar e danificar facilmente.</p><p>O material deve permitir uma boa flexibilidade do</p><p>segmento corpóreo para que o paciente consiga</p><p>desempenhar suas atividades cotidianas, principalmente</p><p>os atletas.</p><p>Outro ponto importante é conhecer a condição</p><p>econômica do paciente para que em casos de baixa</p><p>renda, materiais de custo baixo substituam aqueles mais</p><p>caros, mas mantendo o objetivo da indicação e a</p><p>qualidade, sem prejudicar a</p><p>funcionalidade.</p><p>O local de moradia do paciente;</p><p>O tipo de atividade que o paciente realiza;</p><p>A condição financeira do paciente.</p><p>Af</p><p>@AfisiomandaFlacidez: lesões periféricas, poliomielite;</p><p>Espasticidade: Paralisia Cerebral (PC), AVC;</p><p>Incoordenação: PC, Esclerose Múltipla e Parkinson;</p><p>Prevenção de Contraturas: Queimaduras, Paralisia</p><p>Cerebral, Artrites, artroses;</p><p>Dor e traumatismo: luxações, entorses e fraturas.</p><p>Órteses</p><p>Indicações</p><p>12</p><p>As órteses são indicadas em casos onde o paciente não</p><p>consegue manter o membro em sua posição funcional, na</p><p>presença ou tendência à deformidade e necessidade de</p><p>repouso e imobilização de uma articulação. Algumas</p><p>situações onde o uso é indicado :</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>Deficiência Mental acentuada;</p><p>Deformidade grave;</p><p>Alergia ao material;</p><p>Dor;</p><p>Redução do desempenho funcional;</p><p>Desconforto emocional e fisico;</p><p>Úlcera por pressão.</p><p>Órteses</p><p>Contra-indicações</p><p>13</p><p>Algumas contra-indicações se forem resolvidas</p><p>devidamente não são absolutas e o paciente pode utilizar</p><p>a órtese sem nenhum comprometimento.</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>Órteses</p><p>Nomenclatura</p><p>14</p><p>A NBR ISO 8549-3:1989 estabelece o vocabulário das</p><p>próteses e órteses e define os termos gerais para descrever</p><p>órteses relacionados a articulações. A nomenclatura é feita</p><p>utilizando as iniciais (em inglês) das articulações ou dos</p><p>segmentos corpóreos onde a órtese está localizada, no</p><p>sentido craniocaudal, somadas pela letra “O”, que refere-se a</p><p>“orthosis”. Alguns exemplos :</p><p>AFO: ankle-foot orthosis (órtese tornozelo-pé).</p><p>KAFO: knee-ankle-foot orthosis (órtese joelho-tornozelo-</p><p>pé);</p><p>TLSO: thoracic-lumbar-sacral orthosis (órtese torácica-</p><p>lombar-sacral);</p><p>EWHO: elbow-wrist-hand orthosis (órtese cotovelo-</p><p>punho-mão);</p><p>WHO: wrist-hand orthosis (órtese punho-mão);</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>Órteses</p><p>Nomenclatura</p><p>15</p><p>Na nomenclatura também foram inseridas correlações</p><p>funcionais, características ou os componentes da órtese.</p><p>Por exemplo:</p><p>AFO de reação ao solo;</p><p>KAFO com trava em anel;</p><p>WHO dinâmica extensora;</p><p>TLSO tipo Boston.</p><p>Quando o nome envolver 5 ou</p><p>mais letras, fraciona-se o nome em</p><p>duas partes, por exemplo:</p><p>Órtese bilateral longa de</p><p>membros inferiores com cinto</p><p>pélvico e suporte toracolombar, o</p><p>nome ficaria: TLSHKAFO mas</p><p>fracionando fica: TLSO + HKAFO.</p><p>Fonte : Autora</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>Dinâmicas:</p><p>Estas permitem o movimento articular, então são</p><p>indicadas quando se busca auxiliar, limitar ou</p><p>direcionar movimentos. Exemplo:</p><p>Órteses</p><p>Classificação</p><p>16</p><p>As órteses podem ser classificadas de acordo com a</p><p>funcionalidade e quando ao sistema de confecção:</p><p>Estáticas:</p><p>São indicadas quando se busca imobilização, repouso,</p><p>correção e/ou proteção do segmento comprometido.</p><p>Exemplo:</p><p>De acordo com a funcionalidade, podem ser:</p><p>Órtese estática para MMSS</p><p>Órtese dinâmica para MMSS</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>Pré- Fabricadas Ajustáveis :</p><p>Estas também estão disponíveis no mercado mas</p><p>permitem ajustes por meio de velcro e parafusos, de</p><p>acordo para melhor estabilidade e adaptação do</p><p>paciente.</p><p>Órteses</p><p>Classificação</p><p>17</p><p>Pré-fabricadas:</p><p>Estas já estão prontas e disponíveis no mercado. São</p><p>confeccionadas por materiais flexíveis, como espumas,</p><p>tecidos, elásticos e gel polímero, garantindo uma fácil</p><p>adaptação do paciente. Exemplo :</p><p>De acordo com o sistema de confecção, podem ser:</p><p>Órtese pré fabricada para Cervical</p><p>Órtese pré-fabricada ajustável para MMII</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>Órteses</p><p>Classificação</p><p>18</p><p>Confeccionadas sob medidas :</p><p>Estas são confeccionadas de acordo com as prescrições</p><p>específicas para o paciente, permitindo alguns ajustes se</p><p>necessário. No entanto, essas órteses possuem um custo</p><p>alto e levam um tempo maior até estarem prontas para o</p><p>uso.</p><p>Órtese confeccionada sob medida para os pés</p><p>As órteses são um recurso terapêutico complementar ao</p><p>tratamento fisioterapêutico, a partir delas muitos objetivos</p><p>podem ser alcançados. Existem vários tipos de órteses, veja</p><p>mais na próxima página.</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>Tirante clavicular ou axilar em oito :</p><p>Objetiva manter as escápulas e os ombros em</p><p>retração, impedindo o movimento da clavícula em</p><p>oito, nos casos de fratura desse osso. É pré-fabricada</p><p>e possui fixação na região posterior.</p><p>Órteses</p><p>Tipos de Órteses</p><p>19</p><p>Órteses para Membros Superiores :</p><p>Tirante clavicular</p><p>Tipoia :</p><p>Objetiva a imobilização e o repouso do membro</p><p>superior. É pré- fabricada e apresenta tirantes que</p><p>são ajustados de acordo com o objetivo do</p><p>tratamento.</p><p>Tipoia</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>Tirante proximal do antebraço :</p><p>Objetiva o alivio a dor e desconforto resultantes da</p><p>epicondilite lateral (cotovelo de tenista). É pré-</p><p>fabricada e possui diferentes modelos e diferentes</p><p>materiais.</p><p>Órteses para a região do cotovelo :</p><p>Objetiva imobilização, limitação de alguns</p><p>movimentos em casos de fratura nessa região e</p><p>instabilidade articular. Pode ser confeccionada sob</p><p>medida, pré fabricada, dinâmicas ou estática.</p><p>Órteses</p><p>Principais tipos de Órteses</p><p>20</p><p>Órteses para Membros Superiores :</p><p>Tirante do antebraço</p><p>Órtese para cotovelo</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>As órteses para punho também podem englobar o</p><p>polegar.</p><p>Órtese para punho e polegar</p><p>Órteses para a região do punho :</p><p>Objetiva imobilização, analgesia, redução do</p><p>processo inflamatório, limitar movimentos e</p><p>melhorar a função comprometida, além disso, serve</p><p>para estabilizar e repousar a articulação em posição</p><p>fisiológica para prevenir ou tratar contraturas.</p><p>Existem pré-fabricadas e confeccionadas sob</p><p>medida.</p><p>Órteses</p><p>Principais tipos de Órteses</p><p>21</p><p>Órteses para Membros Superiores :</p><p>Órtese para punho</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>Órtese interfalangeana</p><p>Órteses para a região interfalangeana :</p><p>Objetiva imobilizar e estabilizar as articulações</p><p>interfalangianas em casos de fraturas, luxações,</p><p>contraturas e/ou pós-operatórios.</p><p>Órteses para a região dos metacarpos :</p><p>Objetiva imobilizar essa região em casos de</p><p>inflamação articular como Artrite Reumatóide e</p><p>contraturas. São pré-fabricadas e dinâmicas.</p><p>Órteses</p><p>Principais tipos de Órteses</p><p>22</p><p>Órteses para Membros Superiores :</p><p>Órtese para metacarpo</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>Órtese KAFO</p><p>Órtese KAFO (joelho-tornozelo-pé) :</p><p>Objetiva estabilizar o joelho para sustentar o peso</p><p>em casos de fraqueza muscular, após lesões no</p><p>sistema nervoso central ou sistema nervoso</p><p>periférico.</p><p>Órtese AFO (tornozelo-pé) :</p><p>Objetiva manter as articulações (tibiotársica e</p><p>subtalar) na posição funcional, nos casos de fraqueza</p><p>muscular, prevenção ou correção de deformidades,</p><p>em pacientes com sequelas neuromotoras.</p><p>Órteses</p><p>Principais tipos de Órteses</p><p>23</p><p>Órteses para Membros Inferiores :</p><p>Órtese AFO</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>Órtese HKAFO (quadril-joelho-tornozelo-pé) :</p><p>Objetiva englobar vários grupos musculares que</p><p>apresentam déficits, promove estabilidade e controle</p><p>dessas articulações, auxiliando na deambulação e</p><p>equilíbrio. Esta órtese possui um mecanismo</p><p>chamado de Reciprocação (à medida que o paciente</p><p>estende um quadril, o contralateral automaticamente</p><p>entra em flexão) permitindo uma marcha recíproca.</p><p>Órteses</p><p>Principais tipos de Órteses</p><p>24</p><p>Órteses para Membros Inferiores :</p><p>Órtese HKAFO</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>Órtese UCBL</p><p>Palmilha</p><p>Órtese para pé (palmilhas) :</p><p>Objetiva aliviar pressão em zonas dolorosas,</p><p>úlceras, calosidades, corrigir a posição do pé. As</p><p>palmilhas podem ser feita sob medida ou pré-</p><p>fabricadas.</p><p>Órteses</p><p>Principais tipos de Órteses</p><p>25</p><p>Órteses para Membros Inferiores :</p><p>Órtese UCBL (University of California Biomechanics Lab) :</p><p>Possui esse nome pois foi projetada em Laboratório</p><p>na Universidade da Califórnia-Berkeley. Objetiva</p><p>melhorar a instabilidade e desvios posturais no pé.</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>Órtese SubMO</p><p>Órtese SMO</p><p>Órtese supramaleolar (SMO) :</p><p>Objetiva melhorar a estabilidade e desvios posturais</p><p>do pé em eversão. É confeccionada sob medida.</p><p>Órteses</p><p>Principais tipos de Órteses</p><p>26</p><p>Órteses para Membros Inferiores :</p><p>Órtese submaleolar (SubMO) :</p><p>Objetiva melhorar a estabilidade e desvios posturais</p><p>do pé planos, valgos, varos ou hiperpronados. É</p><p>confeccionada sob medida.</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>Bengalas :</p><p>Objetiva proporcionar uma maior estabilidade e</p><p>sustentação, diminuição da sustentação do peso,</p><p>reconhecimento do ambiente além da melhora do</p><p>equilíbrio.</p><p>Calçados</p><p>Calçados :</p><p>Objetiva proporcionar correção de deformidades</p><p>do tornozelo e pé, dismetria de membros inferiores,</p><p>além de melhorar a postura e a estabilidade para</p><p>marcha.</p><p>Órteses</p><p>Principais tipos de Órteses</p><p>27</p><p>Órteses para Membros Inferiores :</p><p>Meios Auxiliares da Marcha :</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>A muleta canadense é leve e ajustável, proporciona</p><p>uma maior estabilidade ao paciente para usar as mãos,</p><p>pois possui um suporte fixo no antebraço. No entanto</p><p>necessitam que o paciente tenha uma boa força nos</p><p>membros superiores e controle de tronco, além disso</p><p>possuem um custo mais alto de aquisição.</p><p>Muleta canadense</p><p>Órteses</p><p>Principais tipos de Órteses</p><p>28</p><p>Órteses Auxiliares da Marcha :</p><p>Muletas :</p><p>Objetiva aumentar o nível de mobilidade e redução</p><p>da sustentação de peso nos MMII, otimizar a marcha,</p><p>aumentar a base de apoio e manter ou melhorar o</p><p>equilíbrio. Existem dois tipos principais de muletas :</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>A muleta axilar diferentemente da muleta canadense</p><p>oferece um melhor apoio e estabilidade lateral e são</p><p>mais baratas. Essas muletas são geralmente utilizadas</p><p>em casos onde o paciente não deve exercer nenhum</p><p>tipo de carga no membro inferior afetado, elas oferecem</p><p>um maior conforto e estabilidade devido a seu apoio</p><p>axilar para que o paciente não apoie o pé no chão.</p><p>Muleta Axilar</p><p>Órteses</p><p>Principais tipos de Órteses</p><p>29</p><p>Órteses Auxiliares da Marcha :</p><p>Os dois tipos de muletas devem ser ajustadas</p><p>de acordo com à altura do usuário para prevenir</p><p>o risco de quedas.</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>Andadores</p><p>Órteses</p><p>Principais tipos de Órteses</p><p>30</p><p>Órteses Auxiliares da Marcha :</p><p>Andadores :</p><p>Objetiva aumentar o nível de mobilidade, permitir a</p><p>marcha com mais segurança e equilíbrio, uma vez</p><p>que apresenta 4 pontos de apoio no solo. É leve,</p><p>porém não permite que o paciente suba degraus</p><p>utilizando-o.</p><p>Cadeira de Rodas :</p><p>Objetiva oferecer um grau de independência na</p><p>locomoção de pacientes que possuem perda parcial ou</p><p>total da mobilidade de MMII, sejam pessoas com</p><p>deficiência ou lesionados. Pode ser do tipo padrão ou</p><p>elétrica (esta possui um custo maior de aquisição).</p><p>Cadeira de rodas</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>Colares cervicais :</p><p>Objetiva proteger e estabilizar a coluna cervical,</p><p>mantendo-a em posição neutra. Podem ser sem apoio</p><p>mentoniano (permitem leves movimento), com apoio</p><p>mentoniano (limitam alguns movimentos) e com apoio</p><p>occipito-mentoniano-torácico (nesse caso restringem os</p><p>movimentos desta região).</p><p>Colete de Milwaukee :</p><p>Utilizado em casos de hipercifose torácica acentuada.</p><p>Possui um suporte pélvico, um anel cervical, três hastes</p><p>metálicas para estabilizar o tronco e almofadas na</p><p>região torácica.</p><p>Colares cervicais</p><p>Órteses</p><p>Principais tipos de Órteses</p><p>31</p><p>Órteses para coluna vertebral :</p><p>Colete de Milwaukee</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>Colete Toraco-lombo-sacral (TSLO) alto ou baixo:</p><p>Este tipo de colete é confeccionado sob medida e</p><p>indicado para os casos de escoliose, o tipo do colete vai</p><p>depender do nível de escoliose (alta ou baixa).</p><p>Apresenta níveis de pressões em alguns pontos</p><p>específicos e objetiva manter a curvatura o mais</p><p>próxima possível do fisiológico.</p><p>Compressor Dinâmico Torácico Esternal ou Costal:</p><p>São utilizadas para correção de alterações da caixa</p><p>torácica, são confeccionadas sob medida. O local de</p><p>compressão depende da localização da deformidade.</p><p>Colete TSLO</p><p>Órteses</p><p>Principais tipos de Órteses</p><p>32</p><p>Órteses para coluna vertebral :</p><p>Compressor Torácico Esternal</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>Antes de prescrever uma órtese o Fisioterapeuta deve</p><p>avaliar o indivíduo verificando principalmente:</p><p>Nível de condicionamento cardiorrespiratório;</p><p>Função músculo-esquelética;</p><p>Atividades que o paciente costuma realizar;</p><p>Objetivos que o paciente quer atingir com a reabilitação</p><p>e uso da Órtese.</p><p>Órteses</p><p>Avaliação e prescrição</p><p>33</p><p>Para a prescrição da Órtese devemos levar em</p><p>consideração as alterações físicas, psicológicas e condições</p><p>socio-econômicas do indivíduo. Esses dados podem ser</p><p>coletados na avaliação fisioterapêutica.</p><p>Através da Anamnese (entrevista inicial feita pelo</p><p>profissional ao paciente) podemos averiguar :</p><p>Queixa principal do paciente;</p><p>História da Doença atual e de doenças anteriores;</p><p>Histórico familiar e psicossocial.</p><p>Dados pessoais e socioeconômicos;</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>No Exame Físico avaliar principalmente :</p><p>Tônus e Trofismo da região ou segmento corpóreo;</p><p>Presença de lesões na pele, edema e deformidades;</p><p>Amplitude de Movimento Articular;</p><p>Força muscular;</p><p>Alterações Posturais;</p><p>Alterações de Sensibilidade e Propriocepção;</p><p>Condição Cardiorrespiratória.</p><p>A avaliação da Amplitude de Movimento</p><p>pode ser feita através da Goniometria ou</p><p>utilizando um inclinômetro.</p><p>O tônus e trofismo podem ser avaliados pela</p><p>palpação, mobilização passiva e inspeção.</p><p>Órteses</p><p>Avaliação e prescrição</p><p>34</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>Órteses</p><p>Avaliação e prescrição</p><p>35</p><p>A avaliação postural realiza-se nas vistas anterior, lateral e</p><p>posterior buscando avaliar a presença de comprometimento</p><p>no sistema musculoesquelético. Observe o alinhamento dos</p><p>ombros e pelve, o posicionamento das escápulas e presença</p><p>de gibosidade, os desvios rotacionais das cinturas escapular</p><p>e pélvica, o posicionamento dos membros inferiores e a</p><p>presença de alterações plantares como pé plano valgo,</p><p>hiperextensão ou deformidade em flexão do joelho.</p><p>Observe se existem compensações, desnivelamentos e</p><p>deformidades das estruturas (sempre compare os dois lados)</p><p>nas regiões em que a órtese ficará posicionada. Lembre-se</p><p>que a órtese deve ser confortável e adaptada a anatomia e</p><p>biomecânica do paciente.</p><p>Se o paciente não for capaz de fornecer algumas</p><p>informações pergunte ao cuidador/acompanhante.</p><p>A força muscular pode ser avaliada manualmente</p><p>ou através da dinamometria.</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>O nível de Funcionalidade também deve ser averiguado:</p><p>Órteses</p><p>Avaliação e prescrição</p><p>36</p><p>Condições da Marcha e mobilidade dos membros</p><p>superiores;</p><p>Atividades básicas que o indivíduo realiza sozinho;</p><p>Atividades sociais que o indivíduo participa;</p><p>Condições do local de moradia.</p><p>Equilíbrio;</p><p>A funcionalidade assim como as restrições que o</p><p>indivíduo apresenta são importantes para a escolha da</p><p>órtese. Ela deve auxiliar no desempenho da função que</p><p>está comprometida e otimizar aquelas que estão</p><p>preservadas, as bengalas por exemplo conferem uma</p><p>maior estabilidade, diminuem o desequilíbrio e risco de</p><p>quedas. Sendo um ótimo recurso para pacientes que</p><p>possuem dificuldade para deambular e residem em</p><p>locais de difícil acesso. Ao final da avaliação o</p><p>profissional deve correlacionar as informações obtidas</p><p>com o objetivo da utilização da órtese e escolher o</p><p>dispositivo mais adequado para o indivíduo.</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>A órtese prescrita deve está de acordo com as medidas</p><p>antropométricas e estruturas anatômicas de cada indivíduo.</p><p>A escolha do material deve levar em consideração a força,</p><p>durabilidade, flexibilidade e peso do dispositivo. Pacientes</p><p>que vivem em locais muito úmidos e deteriorados devem</p><p>evitar materiais que tendem a oxidar e deteriorar</p><p>facilmente.</p><p>Os materiais devem ser leves para que o gasto</p><p>energético com o uso da órtese não seja maior, no</p><p>entanto indivíduos mais obesos devem utilizar materiais</p><p>mais resistentes, como metal. Alguns indivíduos possuem</p><p>dificuldade de aceitação com a sua condição e imagem</p><p>corporal, por isso é importante investigar o estado</p><p>emocional do paciente, além disso o design da órtese</p><p>deve ser esteticamente o mais discreto possível para que</p><p>o indivíduo se sinta confortável em utilizá-la e não</p><p>comprometa suas atividades sociais.</p><p>Órteses</p><p>Avaliação e prescrição</p><p>37</p><p>O uso da órtese não deve causar desconforto, dores ou</p><p>feridas, nem reduzir ou piorar a função, postura e marcha,</p><p>nem mesmo causar desconforto emocional. Na</p><p>ocorrência</p><p>de algum desses casos o uso deve ser interrompido.</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>É importante salientar que a órtese é um auxiliar ao</p><p>tratamento Fisioterapêutico, dessa forma os objetivos</p><p>são alcançados mais rapidamente. Antes da colocação da</p><p>órtese o paciente deve passar por uma fase de</p><p>preparação para recebê-la, esta preparação envolve:</p><p>Órteses</p><p>Tratamento</p><p>38</p><p>Alongamentos e Mobilizações</p><p>Todas as articulações devem ser tratadas, para que a</p><p>mobilidade seja mantida e a amplitude de movimento</p><p>(ADM) seja otimizada ou recuperada mas foque</p><p>principalmente naquelas que estão acometidas, pois</p><p>geralmente apresentam a musculatura encurtada e</p><p>déficit de movimento.</p><p>O Alongamento ativo, ativo-assistido ou passivo ajuda</p><p>a eliminar e/ou prevenir encurtamentos e contraturas.</p><p>A Mobilização busca restaurar o movimento articular,</p><p>preservando a ADM da articulação comprometida, além</p><p>disso, promove analgesia e consequentemente melhora a</p><p>função.</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>Os exercícios visam melhorar a resistência, flexibilidade,</p><p>coordenação e a força muscular. E podem ser realizados</p><p>de diferentes maneiras :</p><p>ATIVOS : São realizados voluntariamente pelo indivíduo,</p><p>nesse caso a musculatura envolvida no exercício deve</p><p>estar apta para atuar voluntariamente (sem ajuda de uma</p><p>força externa). Esses exercícios mantém ou aumentam a</p><p>ADM, estimulam o fortalecimento ósseo, a flexibilidade</p><p>muscular e a coordenação motora, além disso promove o</p><p>aumento da força e um melhor funcionamento do</p><p>sistema cardiovascular e circulatório. Nesses exercícios</p><p>você pode adicionar uma resistência de acordo com a</p><p>condição do paciente, tipo :</p><p>Faixa elástica;</p><p>Halteres (pesos);</p><p>Caneleira;</p><p>Aparelhos (cadeira extensora).</p><p>Órteses</p><p>Tratamento</p><p>39</p><p>Exercícios</p><p>ATIVO-ASSISTIDO: São realizados pelo paciente</p><p>juntamente com o fisioterapeuta, quando a musculatura</p><p>envolvida no exercício não está totalmente apta para</p><p>realizar o movimento.</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>PASSIVOS: São realizados quando o indivíduo não faz o</p><p>movimento ativamente, então o fisioterapeuta realiza a</p><p>movimentação das articulações. Prevenindo contraturas</p><p>e aderências capsulares, mantendo a integridade das</p><p>articulações, tecidos moles e cartilagem.</p><p>Órteses</p><p>Tratamento</p><p>40</p><p>Exercícios</p><p>Foque em trabalhar as articulações mais requisitadas na</p><p>função comprometida. Ex: marcha, trabalhe movimentos de</p><p>MMII realizados na marcha, como a flexão de joelho.</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>O treino funcional consiste em você elaborar exercícios</p><p>que simulem as atividades cotidianas de uma pessoa.</p><p>Esse trabalho auxiliará a preparação para o desempenho</p><p>da função após a colocação da órtese. Por exemplo :</p><p>Órteses</p><p>Tratamento</p><p>41</p><p>Treino Funcional</p><p>Pegar um objeto de um lado e colocar no outro,</p><p>trabalhando a rotação e controle de tronco.</p><p>Erguer os braços para frente, para cima ou para os</p><p>lados para pegar um objeto da mão do fisioterapeuta</p><p>trabalhando o alcance a um alvo.</p><p>Treino de marcha em sedestação ou bipedestação,</p><p>realizando a flexão de joelho e quadril;</p><p>Descarga de peso em superfície instável, em apoio</p><p>unipodal, trabalhando também o equilíbrio.</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>Como dito antes a utilização de algumas órteses pode</p><p>aumentar o gasto energético do indivíduo. Desta forma é</p><p>importante trabalhar o seu condicionamento físico.</p><p>Órteses</p><p>Tratamento</p><p>42</p><p>Treino Cardiorrespiratório</p><p>Você pode trabalhar criando circuitos (respeitando a</p><p>condição do paciente), inserindo diversas atividades</p><p>que o indivíduo precisa realizar, em sequência;</p><p>Treino de marcha com obstáculos, subir e descer</p><p>degraus e rampa;</p><p>Sempre respeite a condição clínica do paciente e se baseie no seu</p><p>diagnóstico cinéticofuncional a partir da avaliação feita. As sugestões aqui</p><p>contidas não são padrões para todos , são apenas exemplos para facilitar o</p><p>entendimento. Monte condutas de acordo com o que seu paciente apresenta.</p><p>Cicloergômetro;</p><p>Esteira.</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>Após esta preparação o plano de tratamento deve ser</p><p>continuado. Na etapa pós colocação da órtese também</p><p>deve-se instruir o paciente quanto aos cuidados com o</p><p>uso e higiene da órtese, tais como:</p><p>Órteses</p><p>Tratamento</p><p>43</p><p>Na presença de pontos de pressão, dor, alteração da</p><p>cor da pele (vermelhidão, roxeados), desconforto ou</p><p>coceira comunicar ao profissional responsável, para</p><p>as devidas soluções.</p><p>Respeitar os horários de uso, por menor que seja a</p><p>funcionalidade que o paciente possui no membro esta</p><p>deve ser estimulada, manter o membro imobilizado</p><p>totalmente não é ideal.</p><p>Fazer acompanhamento profissional para em caso</p><p>de algum dano a órtese ser reajustada ou trocada.</p><p>Evitar higienizar a órtese com produtos como : água</p><p>sanitária, alvejante e álcool e deixar de molho.</p><p>Evitar expor a órtese a temperaturas altas (quentes)</p><p>pois o material pode deformar.</p><p>Próteses</p><p>Páginas 45-72</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>Apesar de a amputação ser considerada a cirurgia mais</p><p>antiga da história da medicina, os primeiros registros de</p><p>amputação são de V a.C., por Hipócrates, nesse período</p><p>devido a falta de recursos e procedimentos tecnológicos</p><p>como os quais existem hoje, a taxa de mortalidade era</p><p>grande.</p><p>A primeira amputação realizada com a técnica de</p><p>cobertura muscular foi feita, segundo Watson (1885),</p><p>pelo cirurgião romano chamado Celsus, no período da</p><p>Idade Média (séc. XIV a XV). Esse período foi marcado</p><p>por muitas perdas de membros devido a doenças</p><p>endêmicas, punições graves e pelos efeitos mutilantes da</p><p>guerra.</p><p>Durante o século XV, os avanços da tecnologia para o</p><p>desenvolvimento das amputações foram relevantes</p><p>graças a Ambroise Paré (1510-1590) que desenvolveu</p><p>várias técnicas e procedimentos tanto cirúrgicos quanto</p><p>de tratamento para o coto.</p><p>Próteses</p><p>Histórico</p><p>45</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>Paré foi o primeiro em alcançar a homeostase dos</p><p>membros amputados, e a utilizar a ligadura vascular para</p><p>conter o sangramento e pinças e fios para conectar os</p><p>vasos, assim como é realizado atualmente. A primeira</p><p>amputação realizada com a técnica de cobertura</p><p>muscular foi feita, segundo Watson (1885), pelo cirurgião</p><p>romano chamado Celsus, no período da Idade Média</p><p>(séc. XIV a XV). Esse período foi marcado por muitas</p><p>perdas de membros devido a doenças endêmicas,</p><p>punições graves e pelos efeitos mutilantes da guerra.</p><p>Durante o século XVIII, na Europa, a amputação foi o</p><p>tipo de cirurgia mais realizada e no século XIX houve um</p><p>avanço significativo nas técnicas de anestesia,</p><p>antissepsia e uso de antibióticos que perduram até os</p><p>dias de hoje. Já nos períodos seguintes a ênfase foi dada</p><p>a morfologia do coto em formas de deixá-lo o mais</p><p>funcional possível e com uma recuperação mais rápida,</p><p>havendo melhora para o processo de protetização.</p><p>Próteses</p><p>Histórico</p><p>46</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>A partir de 1960 os cirurgiões perceberam que quanto</p><p>maior e preservado o coto, mais rápida era a recuperação</p><p>do paciente, pois assim o coto se tornava mais adaptável</p><p>para a prótese, e o braço de alavanca durante a marcha</p><p>era maior, facilitando a deambulação com o uso de</p><p>prótese.</p><p>Já é comprovado que se deve preservar o coto o maior</p><p>possível, isso contribui para uma melhor recuperação e</p><p>também para uma protetização bem sucedida.</p><p>Claro que um bom acompanhamento e cuidados pré-</p><p>operatórios e pós-operatórios também irão contribuir</p><p>para isso.</p><p>Atualmente a amputação pode ocorrer por várias</p><p>causas, veja as principais na página seguinte :</p><p>Próteses</p><p>Histórico</p><p>47</p><p>Coto: parte restante do membro</p><p>amputado.</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>Doença vascular periférica;</p><p>Traumatismo;</p><p>Tumores e Neoplasias;</p><p>Doenças congênitas;</p><p>Doenças infecciosas;</p><p>Diabetes;</p><p>Queimaduras;</p><p>Doenças do sistema osteomuscular;</p><p>Doenças do tecido conjuntivo;</p><p>Próteses</p><p>Causas de amputação</p><p>48</p><p>As doenças vasculares crônicas são as responsáveis</p><p>por grande parte das remoções de um membro,</p><p>principalmente na população idosa.</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>Próteses</p><p>Níveis de amputação</p><p>49</p><p>Desarticulação do ombro</p><p>Transumeral</p><p>Desarticulação do cotovelo</p><p>Transradial</p><p>Desarticulação do punho</p><p>Parcial da mão</p><p>1.</p><p>2.</p><p>3.</p><p>4.</p><p>5.</p><p>6.</p><p>7. Hemipelvectomia</p><p>8. Desarticulação do quadril</p><p>9.</p><p>Transfemoral</p><p>10.Desarticulação do joelho</p><p>11.Transtibial</p><p>12.Parcial do pé</p><p>1</p><p>2</p><p>3</p><p>5</p><p>4</p><p>6</p><p>7 8</p><p>9</p><p>11</p><p>10</p><p>12</p><p>Amputação MMSS</p><p>Amputação MMII</p><p>Desarticulação = retirada da articulação.</p><p>@afis</p><p>io</p><p>am</p><p>an</p><p>da @afisioam</p><p>anda</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>Próteses</p><p>Níveis de amputação</p><p>50</p><p>Tipos de amputação do pé :</p><p>1.Syme: Desarticulação Tibio-társica óssea dos maleólos,</p><p>retirada de todo o pé.</p><p>1</p><p>2</p><p>3</p><p>4</p><p>2.Chopart: Desarticulação talonavicular, retirada do retropé,</p><p>desarticulação calcâneocubóidea, deformidade em equino</p><p>(semelhante a pata de cavalo), nível de amputação não</p><p>funcional.</p><p>3.Lisfranc: Desarticulação tarso-metatarso, retirada do antepé.</p><p>4.Transmetarsiana: Geralmente feita na base dos metatarsos, o</p><p>pé fica com uma área curta mas suficiente para o suporte de</p><p>carga.</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>O coto é o membro residual, parte restante do membro</p><p>após uma amputação. Para que um paciente esteja apto</p><p>a utilizar uma prótese é necessário uma avaliação</p><p>completa e minuciosa.</p><p>Através da Anamnese (entrevista inicial feita pelo</p><p>profissional ao paciente) podemos averiguar :</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>Próteses</p><p>Avaliação do amputado</p><p>51</p><p>Dados pessoais e sociodemográficos;</p><p>Estado prévio a amputação;</p><p>Trabalho/ocupação;</p><p>Nível de atividade/funcionalidade;</p><p>Nível de independência;</p><p>Causas da amputações;</p><p>Doenças/sintomas associados;</p><p>Aspecto emocional (nível de aceitação da amputação</p><p>e da imagem corporal).</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>No Exame Físico avaliar principalmente :</p><p>Tônus e Trofismo do coto;</p><p>Presença de lesões no coto e deformidades;</p><p>Amplitude de Movimento Articular;</p><p>Força muscular;</p><p>Presença de cicatriz, aderências, hidratação, enxertos;</p><p>Alterações de Sensibilidade;</p><p>Vascularidade do coto: cor, temperatura, edema;</p><p>Comprimento e circunferência do coto;</p><p>Formato do coto;</p><p>Neuromas (presença de tecidos moles, formigamento</p><p>e dor no coto);</p><p>Membro fantasma (presença de formigamento,</p><p>queimação, coceira, pressão, dormência ou dor);</p><p>Estado funcional: transferência/ descarga de peso,</p><p>equilíbrio, mobilidade, situação da casa/família, AVD'S,</p><p>atividades instrumentais.</p><p>Próteses</p><p>Avaliação do amputado</p><p>52</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>A avaliação da Amplitude de Movimento</p><p>pode ser feita através da Goniometria ou</p><p>utilizando um inclinômetro e deve ser feita</p><p>em ambos os lados.</p><p>O tônus e trofismo podem ser avaliados pela</p><p>palpação, mobilização passiva e inspeção.</p><p>A força muscular pode ser avaliada</p><p>manualmente ou através da dinamometria.</p><p>Próteses</p><p>Avaliação do amputado</p><p>53</p><p>Um coto bom para protetização deve ser firme, sem espículas</p><p>ósseas, sem aderências e contraturas articulares, de preferência</p><p>sem neuromas e de formato cônico (moldado por enfaixamento).</p><p>Um coto malformado gera complicações e má adaptação de</p><p>próteses.</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>O termo prótese vem do grego "prósthesis" que</p><p>significa "adição, aplicação, acessório". As próteses são</p><p>dispositivos acrescentados ao corpo que substituem</p><p>totalmente ou parcialmente segmentos corporais. Iremos</p><p>falar aqui sobre as próteses com finalidade ortopédica</p><p>que tem a finalidade de atender as necessidades e</p><p>funções de indivíduos amputados.</p><p>Próteses</p><p>Conceito</p><p>54</p><p>Objetivo</p><p>Desempenhar as funções motoras do membro</p><p>amputado;</p><p>Melhorar a aceitação ao novo modo de vida;</p><p>Aumentar a autoestima do paciente amputado;</p><p>Promover maior independência;</p><p>Promover qualidade de vida;</p><p>Melhorar o equilíbrio e postura;</p><p>Melhora da marcha;</p><p>https://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_grega_antiga</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>Prótese endoesquelética de MMII</p><p>Os materiais mais utilizados para fabricar as próteses</p><p>ortopédicas são:</p><p>Próteses</p><p>Materiais</p><p>55</p><p>Prótese exoesquelética: Feita em resina, PVC, fibra</p><p>de carbono ou polipropileno, podendo ser oca ou</p><p>não. Possuem uma estrutura mais rígida, são mais</p><p>estéticas e menos funcionais.</p><p>Prótese exoesquelética de MMII</p><p>Prótese endoesquelética: Feita com materiais mais</p><p>sofisticados como alumínio, aço, titânio e fibra de</p><p>carbono. Mais funcional em comparação as demais.</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>As próteses exoesqueléticas (convencionais) possuem</p><p>como vantagens a resistência, a durabilidade e a pouca</p><p>manutenção das próteses, no entanto além da estética</p><p>ser menos agradável, existem dificuldades para</p><p>realinhamentos e poucas opções de componentes.</p><p>Já as próteses endoesqueléticas (modulares) como</p><p>vantagens possuem mais opções de componentes, são</p><p>mais sofisticadas e funcionais, podem ser utilizadas</p><p>para todos os níveis de amputação dos membros</p><p>inferiores, com exceção das amputações parciais do pé</p><p>e do tornozelo e para os membros superiores se</p><p>restringem às amputações transumerais.</p><p>Próteses</p><p>56</p><p>Agora que você já conheceu os materiais que podem</p><p>ser utilizados na fabricação das próteses, vamos</p><p>conhecer a classificação e os tipos de próteses de</p><p>membro superiores e inferiores.</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>Próteses</p><p>Classificação</p><p>57</p><p>Cada pessoa necessita utilizar uma prótese para uma</p><p>necessidade específica, que deve está de acordo,</p><p>principalmente, com a idade e as atividades de vida</p><p>diária. Sendo assim, as próteses são classificadas, com</p><p>base em sua funcionalidade, em:</p><p>Próteses passivas ou estéticas: são consideradas mais</p><p>leves, porém com pouca ou nenhuma funcionalidade,</p><p>cujo objetivo é praticamente estético.</p><p>Próteses ativas ou funcionais: esse tipo de prótese</p><p>apresenta certa funcionalidade, que é acionada a partir</p><p>do movimento realizado pelo coto.</p><p>Próteses mioelétricas: são acionadas por meio de</p><p>eletrodos inseridos na superfície da pele, os quais</p><p>captam os estímulos do músculo e enviam para o</p><p>processador da prótese, resultando no movimento.</p><p>Próteses hidráulicas: possuem uma unidade hidráulica</p><p>que controla a fase de balanço da marcha</p><p>Próteses metálicas: componentes que são implantados</p><p>no corpo do paciente, por exemplo, prótese de quadril e</p><p>de joelho.</p><p>Prótese mecânica para mão</p><p>Próteses</p><p>Tipos de próteses</p><p>58</p><p>Tipos de próteses para MMSS</p><p>Prótese estética para mão</p><p>Mão estética:</p><p>Esta é indicada nos casos de amputações parciais,</p><p>composta internamente por espumas e dedos</p><p>reforçados por arames, passiva.</p><p>Mão mecânica:</p><p>Esta é acionada por tração de tirantes, seu</p><p>mecanismo interno possui três dedos funcionais e</p><p>permite o movimento de pinça, ativa.</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>Próteses</p><p>Tipos de próteses</p><p>59</p><p>Tipos de próteses para MMSS</p><p>Prótese mioelétrica para mão</p><p>Mão mioelétrica:</p><p>Esta é ativada por potenciais elétricos captados pelos</p><p>eletrodos sobre a pele. Possui dois sistemas de controle: um</p><p>digital, que apresenta a velocidade de abertura e</p><p>fechamento da mão constante, independentemente da</p><p>amplitude do sinal mioelétrico e um proporcional, no qual a</p><p>velocidade é de acordo com a intensidade do sinal</p><p>mioelétrico dessa forma um controle fisiológico dos</p><p>movimentos.</p><p>Mão DMC® (Dynamic Mode Control®):</p><p>Esta é ativada a partir de um processamento proporcional</p><p>para mão mioelétrica. Permitindo o controle da velocidade</p><p>de abertura, fechamento e apreensão da mão, tornando os</p><p>Próteses</p><p>Tipos de próteses</p><p>60</p><p>Tipos de próteses para MMSS</p><p>Prótese DMC para mão</p><p>movimentos mais rápidos e precisos.</p><p>A Mão com Sensor-Suva é um modelo mais moderno e sofisticado</p><p>da DMC, possui um sistema que permite que à prótese perceba um</p><p>objeto deslizando por ela e ajuste a preensão, conseguindo segurar</p><p>o objeto novamente sem deixá-lo cair.</p><p>Este geralmente é utilizado em próteses funcionais ou</p><p>mioelétricas, denominado “Greifer”. Seu sistema de controle</p><p>pode ser tanto o digital quanto o proporcional.</p><p>Gancho:</p><p>Gancho</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>Nessas próteses o encaixe é fundamental para a sua</p><p>eficácia, é preciso um envolvimento do coto com</p><p>contato total, sem obstruir a circulação sanguínea e</p><p>fornecer maior descarga de peso distal, impedindo</p><p>sobrecarga no coto.</p><p>Existem três tipos principais de encaixes para próteses</p><p>abaixo do joelho:</p><p>PTB (Patela – Tendão – Bearing): descarga sobre o tendão patelar,</p><p>bordo proximal de encaixe termina no nível central do joelho.</p><p>KBM (Kondylen – Bettung – Münster): descarga sobre o tendão</p><p>patelar, bordo</p><p>proximal possui o formato de duas orelhas envolvendo</p><p>os côndilos e mantem a patela livre.</p><p>PTS (Prothèse tibiale supracondylienne): seu encaixe envolve toda a</p><p>patela, o bordo anterior termina acima da patela e exerce pressão</p><p>sobre o músculo quadríceps, é indicado para cotos muito curtos.</p><p>Próteses</p><p>Tipos de próteses</p><p>61</p><p>Tipos de próteses para MMII</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>Existe uma variedade grande de articulações de joelho</p><p>no mercado e por isso a escolha vai de acordo com o</p><p>profissional após avaliação, já as articulações de quadril</p><p>possuem uma variedade menor e podem ser livres ou</p><p>com trava, vale ressaltar que não existe coto para as</p><p>amputações de quadril, além disso a forma de adaptação</p><p>da articulação ao cesto pélvico também é importante.</p><p>Componentes dessa prótese :</p><p>Encaixe: precisa ser confortável, englobar todo o coto,</p><p>não prender a circulação, suspender o membro e auxiliar</p><p>no movimento.</p><p>Joelho: pode ser usado a partir da amputação</p><p>transfemoral, pode ser modular ou convencional,</p><p>promove estabilidade e controle da marcha.</p><p>Pé: a escolha depende do tipo de prótese, joelho,</p><p>atividade profissional, moradia e nível de amputação.</p><p>Próteses</p><p>Tipos de próteses</p><p>62</p><p>Tipos de próteses para MMII</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>Tipos de articulações de joelho :</p><p>Joelho com ficção: confere uma marcha mais funcional</p><p>e lenta, boa para terrenos planos mas requer bom</p><p>controle postural.</p><p>Joelho com trava manual: ideal para pacientes inseguros</p><p>e debilitados mas compromete a marcha normal.</p><p>Joelho pneumáticos e hidráulicos: controlam a fase de</p><p>balanço, impedem flexão excessiva e extensão brusca,</p><p>promove uma marcha mais fisiológica.</p><p>Joelho policêntrico: permite maior liberdade de flexão,</p><p>rotação e translação, controle voluntário e maior</p><p>estabilidade na fase de apoio (imagem).</p><p>Próteses</p><p>Tipos de próteses</p><p>63</p><p>Tipos de próteses para MMII</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>Classificação do pé de acordo com o movimento que ele</p><p>simula ou permite na marcha:</p><p>Pés não-articulados:</p><p>Próteses</p><p>Tipos de próteses</p><p>64</p><p>Tipos de próteses para MMII</p><p>Pé SACH: calcanhar de espuma, estrutura flexível,</p><p>núcleo de madeira, revestido de borracha, pode conter</p><p>dedos ou não. Indicado para pacientes pouco ativos,</p><p>inseguros e de baixo peso.</p><p>Pé DINÂMICO: calcâneo mais rígido, não simula flexão</p><p>plantar, indicado para pacientes com bom controle</p><p>motor e que pratiquem alguma atividade.</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>Pés articulados:</p><p>Próteses</p><p>Tipos de próteses</p><p>65</p><p>Tipos de próteses para MMII</p><p>Articulação monocêntrica: realiza apenas flexão</p><p>plantar, indicado para pacientes com pouco controle</p><p>dos extensores do quadril.</p><p>Pés multiaxiais: realiza movimentos em todos os</p><p>planos, indicado para pacientes que andam em</p><p>terrenos acidentados. Contraindicado para amputação</p><p>parcial do pé e SYME.</p><p>estrutura da prótese</p><p>Pés de reação dinâmica: absorve energia na fase de</p><p>apoio e libera na fase de impulso. Indicado para</p><p>atletas e não pacientes pouco ativos. Permite alta</p><p>performance mas é de alto custo.</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>Próteses</p><p>Tipos de próteses</p><p>66</p><p>Tipos de próteses para MMII</p><p>Pés computadorizados: os sofisticados pés biônicos,</p><p>são pesados e de alto custo.</p><p>estrutura da prótese</p><p>estrutura da prótese</p><p>Nas desarticulações de quadril a pelve do paciente será</p><p>a responsável por controlar as próteses ortopédicas, um</p><p>cesto pélvico feito sob medida e um bom alinhamento</p><p>estático permite a esse paciente uma marcha mais</p><p>funcional mesmo na ausência de um coto como braço de</p><p>alavanca.</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>Durante a fase pré-protética, deve haver uma avaliação</p><p>minuciosa para verificar as condições gerais do coto e</p><p>também do estado geral do paciente.</p><p>A prescrição da prótese deve equilibrar a necessidade</p><p>individual de estabilidade, segurança, mobilidade,</p><p>durabilidade e estética desejada. Além disso, a escolha</p><p>do tipo de prótese, deve considerar: condições clínicas,</p><p>idade, nível de atividade física, peso e estatura, atividade</p><p>profissional e fatores ambientais que influenciam na</p><p>conservação do equipamento.</p><p>Próteses</p><p>Contra-indicações</p><p>67</p><p>Embora a protetização seja sempre considerada nos</p><p>casos de amputação, é importante salientar que existem</p><p>situações em que ela é contraindicada, tais como:</p><p>Cotos muito curtos e proximais;</p><p>Incapacidades sensório-cognitivas graves;</p><p>Quando se recusa a usar prótese;</p><p>Cardiopatia grave;</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>Próteses</p><p>Reabilitação</p><p>68</p><p>Uma intervenção precoce possibilita um melhor</p><p>prognóstico, o objetivo geral da reabilitação de um</p><p>paciente amputado é promover a independência funcional</p><p>desse paciente e uma melhor qualidade de vida.</p><p>Essa reabilitação precoce compreende tanto a fase pré e</p><p>pós-protetização, de forma didática ela será explicada em</p><p>4 fases:</p><p>Fase I</p><p>Objetiva diminuir a dor do pós cirúrgico, sensação de</p><p>membro fantasma, edema e dores causadas por neuromas,</p><p>além de eliminar aderências cicatriciais. Pode ser feito:</p><p>PRICE: proteção, repouso, gelo, compressão e</p><p>elevação para diminuir sinais inflamatórios.</p><p>Enfaixamento: para proteção da pele além de moldar</p><p>o formato cônico do coto e reduzir dor/sensação do</p><p>membro fantasma e diminuir edema.</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>Próteses</p><p>Reabilitação</p><p>69</p><p>Fase I</p><p>Dessensibilização: estimulos lentos e graduais na</p><p>extremidade distal do coto com diferentes texturas</p><p>(algodão, esponja, escova de dente etc).</p><p>Recursos manuais : mobilização articular (grau 1 e 2),</p><p>massagem terapêutica.</p><p>Posicionamento: evitar postura de abdução, rotação</p><p>externa de coxa e flexão de joelho quando amputado</p><p>de perna (transtibial), manter o membro residual</p><p>alinhado, evitar permanecer sentado por períodos</p><p>longos, evitar ficar na cama com o coto fletido.</p><p>Recursos físicos: TENS, ultrassom, laser.</p><p>Recursos físicos: TENS, ultrassom, laser.</p><p>Cinesioterapia: fortalecimento de MMSS para a</p><p>utilização de muletas, fortaleicmento abdominal e do</p><p>membro não amputado para aumentar sua potência,</p><p>resistência e equilíbrio.</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>af</p><p>@afisioamanda</p><p>Próteses</p><p>Reabilitação</p><p>70</p><p>Fase II</p><p>Alongamentos e exercícios: passivos, ativos livres ou</p><p>ativos assistidos.</p><p>Hidroterapia: reduz espasmos, promove relaxamento,</p><p>propicia alternativas para exercícios.</p><p>Exercícios ativos resistidos e isométricos.</p><p>Objetiva prevenir contraturas, restaurar a ADM do coto</p><p>e otimizar a ADM do membro não amputado.</p><p>Fase III</p><p>Objetiva fortalecer o coto e membros, orientar quanto</p><p>ao uso de muletas/ andadores e preparar o paciente</p><p>para receber a prótese.</p><p>Hidroterapia (igual fase II).</p><p>Próteses</p><p>Reabilitação</p><p>71</p><p>Fase III</p><p>Uso de muletas: orientações quanto ao uso, treino de</p><p>marcha e trabalho cardiorrespiratório.</p><p>Ortotastismo e treino de marcha: em ambientes</p><p>irregulares, planos, escadas e barras paralelas.</p><p>Fase IV</p><p>Objetiva a restauração de um equilíbrio, melhorar a</p><p>coordenação motora, treinar marcha e corrida, reeducar</p><p>o sentar e levantar, trabalhar habilidade/motricidade</p><p>fina e transferência de peso, auxiliar no retorno as</p><p>atividades de vida diária e estimular o esportismo.</p><p>A fase I, II e III compreendem um trabalho preparatório</p><p>para a protetização e a IV pós protetização.</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>Próteses</p><p>Rebilitação</p><p>72</p><p>Fase IV</p><p>Transferência de peso: com ou sem a ajuda das</p><p>barras paralelas.</p><p>Treino funcional: simular e treinar algumas atividades</p><p>cotidianas realizadas pelo paciente.</p><p>Coordenação e propiocepção: esse trabalho irá</p><p>auxiliar numa deambulação mais funcional.</p><p>Lembrando para a fase IV é necessário uma avaliação</p><p>funcional que compreende a anamnese, o exame físico e</p><p>os recursos complementares pois ela visa determinar a</p><p>capacidade residual e o potencial do paciente com ênfase</p><p>na locomoção e na execução das atividades da vida diária</p><p>(AVD´s), para que assim seja montado terapêutico</p><p>personalizado e individual para cada caso específico, de</p><p>acordo com as necessidades diagnosticadas.</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>Bônus</p><p>Terminologias</p><p>73</p><p>Órtese: dispositivo aplicado externamente ao</p><p>segmento corpóreo e utilizado para modificar</p><p>características estruturais ou funcionais do sistema</p><p>neuromusculoesquelético.</p><p>Prótese: dispositivos</p><p>utilizados para substituir</p><p>segmentos amputados ou malformados.</p><p>Órtoprótese: dispositivo que simultaneamente teria a</p><p>função de uma órtese e de uma prótese.</p><p>Neuroprótese: dispositivos eletrônicos fixados</p><p>externamente ao corpo humano que enviam</p><p>estímulos elétricos para os grupos musculares.</p><p>Auxiliares de deambulação; dispositivos manuais que</p><p>auxiliam a marcha de pessoas com deficiência</p><p>temporária ou permanente por meio do apoio dos</p><p>MMSS.</p><p>Auxiliares de locomoção: equipamentos geralmente</p><p>montados sobre rodas.</p><p>Af</p><p>@Afisiomanda</p><p>Muito obrigada por chegar até aqui, tenho dois convites a</p><p>te fazer, se você ainda não me segue no @afisioamanda, dá</p><p>uma olhadinha lá e conheça um pouco do meu trabalho no</p><p>Instagram. Também te convido a participar do meu canal no</p><p>Telegram, lá compartilho livros, artigos e materiais diversos</p><p>que podem te ajudar ainda mais.</p><p>Clique nos ícones abaixo:</p><p>Agradecimentos</p><p>74</p><p>Atenciosamente,</p><p>Amanda Muniz</p><p>https://instagram.com/afisioamanda?utm_medium=copy_link</p><p>https://t.me/afisioamanda</p><p>Af</p><p>@Afisiomandaaf</p><p>Referências</p><p>75</p><p>BARBIN, Isabel Cristina Chagas. Prótese e Órtese. Londrina: Editora e</p><p>Distribuidora Educacional S.A., 2017. 168 p.</p><p>Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Especializada à</p><p>Saúde. Guia para Prescrição, Concessão, Adaptação e Manutenção de</p><p>Órteses, Próteses e Meios Auxiliares de Locomoção/ Ministério da</p><p>Saúde, Secretaria de Atenção Especializada à Saúde, Departamento de</p><p>Atenção Especializada e Temática. – Brasília: Ministério da Saúde, 2019.</p><p>CASTANEDA, Luciana. Planejamento Regional Integrado. PDF interativo</p><p>In: UNIVERSIDADE ABERTA DO SUS. UNIVERSIDADE FEDERAL DO</p><p>MARANHÃO. Atenção à Pessoa com Deficiência I: Transtornos do</p><p>espectro do autismo, síndrome de Down, pessoa idosa com deficiência,</p><p>pessoa amputada e órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção.</p><p>Prescrição, Concessão, Adaptação e Manutenção de Órteses, Próteses e</p><p>Meios Auxiliares de Locomoção. São Luís: UNA-SUS; UFMA; 2021.</p><p>Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão do Trabalho e da</p><p>Educação na Saúde. Confecção e manutenção de órteses, próteses e</p><p>meios auxiliares de locomoção: confecção e manutenção de próteses</p><p>de membros inferiores, órteses suropodálicas e adequação postural em</p><p>cadeira de rodas / Ministério da Saúde, Secretaria de Gestão do</p><p>Trabalho e da Educação na Saúde. – Brasília : Ministério da Saúde, 2013.</p><p>Fonte das imagens: Google imagens</p>

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