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<p>APOSTILA</p><p>Imtrans De</p><p>Manacapuru AM</p><p>Cargo: Assistente Administrativo</p><p>Revenda proibida. Todos os direitos reservados meritoapostilas.com.br</p><p>https://meritoapostilas.com.br/</p><p>OBRIGADO POR ADQUIRIR UMA APOSTILA</p><p>MÉRITO APOSTILAS</p><p>Missão</p><p>Oferecer educação inovadora, que promova a excelência humana e acadêmica e o desenvol-</p><p>vimento de uma sociedade sustentável.</p><p>Visão</p><p>Sermos reconhecidos como empresa de referência, dinâmica, integrada e comprometida com</p><p>a formação de concurseiros, éticos e conscientes do compromisso com a responsabilidade do</p><p>serviço público.</p><p>Valores</p><p>• Comprometimento</p><p>• Respeito</p><p>• Inovação</p><p>• Criatividade</p><p>• Melhoramento contínuo</p><p>Material protegido, Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998. Você não pode compartilhar,</p><p>revender, fazer rateio ou sorteio das apostilas por nenhum meio, seja de forma parcial ou total,</p><p>independente se for de forma gratuita ou com intuito comercial. As apostilas são licenciadas</p><p>exclusivamente para o usuário que efetuou a compra em nosso site, você não poderá compar-</p><p>tilhar a sua senha do site para outras pessoas efetuarem o download. Podemos incluir seu</p><p>número do CPF como marca d’água nas apostilas para assegurar a exclusividade do material.</p><p>Encontrou algum erro, precisa de retificação, tem alguma dúvida, crítica ou sugestão? Basta</p><p>acessar o site e clicar em “Fale conosco”. Atendimento de Seg. à Sex. das 09hs às 17hs. Não</p><p>contém nenhuma legislação específica comentada, caso necessite entre em contato conosco</p><p>e disponibilizaremos de forma literal, ou seja, a legislação em si.</p><p>Perguntas Frequentes: https://meritoapostilas.com.br/perguntas-frequentes/</p><p>Política de privacidade: https://meritoapostilas.com.br/privacidade/</p><p>https://meritoapostilas.com.br/perguntas-frequentes/</p><p>https://meritoapostilas.com.br/privacidade/</p><p>Língua Portuguesa</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>1MÉRITO</p><p>Apostilas</p><p>Leitura, compreensão e interpretação de textos</p><p>Leitura, compreensão e</p><p>interpretação de textos</p><p>1MÉRITO</p><p>Apostilas</p><p>Leitura, compreensão e interpretação de textos</p><p>Compreensão e interpretação de texto são duas ações que estão relacionadas,</p><p>uma vez que quando se compreende corretamente um texto e seu propósito</p><p>comunicativo chegamos a determinadas conclusões (interpretação).</p><p>A compreensão de um texto é a análise e decodificação do que está realmente</p><p>escrito, seja das frases ou das ideias presentes.</p><p>Já a interpretação de texto, está ligada às conclusões que podemos chegar ao</p><p>conectar as ideias do texto com a realidade. É o entendimento subjetivo que o</p><p>leitor teve sobre o texto.</p><p>É possível compreender um texto sem interpretá-lo, porém não é possível</p><p>interpretá-lo sem compreendê-lo.</p><p>Compreensão de texto</p><p>A compreensão de texto significa decodificá-lo para entender o que foi dito. É a</p><p>análise objetiva e a assimilação das palavras e ideias presentes no texto.</p><p>As expressões que geralmente se relacionam com a compreensão são:</p><p>• Segundo o texto…</p><p>• De acordo com o autor…</p><p>• No texto…</p><p>• O texto informa que...</p><p>• O autor sugere…</p><p>Interpretação de texto</p><p>A interpretação do texto é o que podemos concluir sobre ele, após estabelecer</p><p>conexões entre o que está escrito e a realidade. São as conclusões que podemos</p><p>2</p><p>Leitura, compreensão e interpretação de textos</p><p>tirar com base nas ideias do autor. Essa análise ocorre de modo subjetivo e está</p><p>relacionada com a dedução do leitor.</p><p>Na interpretação de texto, as expressões geralmente utilizadas são:</p><p>• Diante do que foi exposto, podemos concluir…</p><p>• Infere-se do texto que…</p><p>• O texto nos permite deduzir que…</p><p>• Conclui-se do texto que...</p><p>• O texto possibilita o entendimento de...</p><p>Item Compreensão Interpretação</p><p>Definição</p><p>Análise objetiva do conteúdo,</p><p>compreendendo frases, ideias e</p><p>dados presentes no texto.</p><p>A conclusão subjetiva do texto. É o que o leitor entende</p><p>que o texto quis dizer.</p><p>Informação</p><p>As informações necessárias estão</p><p>dispostas no texto.</p><p>A informação vai além do que está no texto, embora</p><p>tenha uma relação direta com ele.</p><p>Análise Objetiva. Ligada mais aos fatos. Subjetiva. Pode estar relacionada a uma opinião.</p><p>A Importância da Leitura</p><p>Tanto a leitura quanto a escrita são práticas sociais de importância fundamental</p><p>para o desenvolvimento da cognição humana. Ambas asseguram o</p><p>desenvolvimento do intelecto e da imaginação e conduzem à aquisição de</p><p>conhecimentos.</p><p>Quando lemos, existem várias conexões no cérebro que nos permitem desenvolver</p><p>nosso raciocínio. Além disso, por meio dessa atividade, aprimoramos nosso senso</p><p>crítico por meio da capacidade de interpretar.</p><p>Nesse sentido, vale lembrar que a “interpretação” dos textos é uma das chaves</p><p>básicas da leitura. Afinal, não basta ler ou decodificar códigos de linguagem, é</p><p>preciso entender e interpretar essa leitura.</p><p>3</p><p>Leitura, compreensão e interpretação de textos</p><p>Exercícios</p><p>1 - (Enem-2012)</p><p>O efeito de sentido da charge é provocado pela combinação de informações</p><p>visuais e recursos linguísticos. No contexto da ilustração, a frase proferida recorre</p><p>à:</p><p>a) polissemia, ou seja, aos múltiplos sentidos da expressão “rede social” para</p><p>transmitir a ideia que pretende veicular.</p><p>b) ironia para conferir um novo significado ao termo “outra coisa”.</p><p>c) homonímia para opor, a partir do advérbio de lugar, o espaço da população</p><p>pobre e o espaço da população rica.</p><p>d) personificação para opor o mundo real pobre ao mundo virtual rico.</p><p>e) antonímia para comparar a rede mundial de computadores com a rede caseira</p><p>de descanso da família.</p><p>4</p><p>Figura 1: Fonte: www.ivancabral.com.</p><p>Leitura, compreensão e interpretação de textos</p><p>2. (Enem-2019)</p><p>Qual a diferença entre publicidade e propaganda?</p><p>Esses dois termos não são sinônimos, embora sejam usados indistintamente no</p><p>Brasil. Propaganda é a atividade associada à divulgação de ideias (políticas,</p><p>religiosas, partidárias etc.) para influenciar um comportamento. Alguns exemplos</p><p>podem ilustrar, como o famoso Tio Sam, criado para incentivar jovens a se alistar</p><p>no exército dos EUA; ou imagens criadas para “demonizar” os judeus, espalhadas</p><p>na Alemanha pelo regime nazista; ou um pôster promovendo o poderio militar da</p><p>China comunista. No Brasil, um exemplo regular de propaganda são as campanhas</p><p>políticas em período pré-eleitoral.</p><p>Já a publicidade, em sua essência, quer dizer tornar algo público. Com a Revolução</p><p>Industrial, a publicidade ganhou um sentido mais comercial e passou a ser uma</p><p>ferramenta de comunicação para convencer o público a consumir um produto,</p><p>serviço ou marca. Anúncios para venda de carros, bebidas ou roupas são exemplos</p><p>de publicidade. VASCONCELOS, Y. Fonte: https://mundoestranho.abril.com.br.</p><p>A função sociocomunicativa desse texto é</p><p>a) ilustrar como uma famosa figura dos EUA foi criada para incentivar jovens a se</p><p>alistar no exército.</p><p>b) explicar como é feita a publicidade na forma de anúncios para venda de carros,</p><p>bebidas ou roupas.</p><p>c) convencer o público sobre a importância do consumo.</p><p>d) esclarecer dois conceitos usados no senso comum.</p><p>e) divulgar atividades associadas à disseminação de ideias.</p><p>5</p><p>Leitura, compreensão e interpretação de textos</p><p>Gabarito</p><p>1 - (Enem-2012)</p><p>Resposta correta: a) polissemia, ou seja, aos múltiplos sentidos da expressão</p><p>“rede social” para transmitir a ideia que pretende veicular.</p><p>A questão é um bom exemplo de compreensão e interpretação de texto visual.</p><p>O humor gerado pela charge advém da polissemia da palavra "rede", ou seja, dos</p><p>diferentes significados que ela carrega.</p><p>Na cultura indígena, a rede é um objeto utilizado para dormir. Já rede social, termo</p><p>que surgiu por meio do avanço da internet, representa espaços virtuais de</p><p>interação entre grupos de pessoas ou de empresas.</p><p>Uma interpretação que podemos obter com a observação da charge é sobre a</p><p>desigualdade social que atinge muitas pessoas as quais não possuem condições</p><p>financeiras de ter acesso à internet.</p><p>2. (Enem-2019)</p><p>Exemplo: Chuva</p><p>2</p><p>Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções</p><p>Compostos</p><p>Nomes formados por duas palavras. Exemplo: Guarda-chuva</p><p>Concretos</p><p>Quando sua existência é independente, ou seja, não precisa de algo ou de alguém</p><p>para se manifestar. Exemplo: Mesa</p><p>Abstratos</p><p>Quando sua existência depende de algo ou de alguém. Exemplo: Raiva</p><p>Coletivos</p><p>Quando indicam coleção, conjunto de seres, desde que pertençam à mesma</p><p>espécie. Exemplo: Fauna (animais de uma região)</p><p>Comum</p><p>Quando não especificam, pelo contrário, generalizam. Exemplo: menino.</p><p>Próprio</p><p>Quando especificam, quando particularizam. Exemplo: João.</p><p>Adjetivos</p><p>O adjetivo é uma classe de palavras que atribui características aos substantivos,</p><p>ou seja, ele indica suas qualidades e estados.</p><p>Essas palavras variam em gênero (feminino e masculino), número (singular e</p><p>plural) e grau (comparativo e superlativo).</p><p>3</p><p>Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções</p><p>Exemplos de adjetivos:</p><p>• garota bonita</p><p>• garotas bonitas</p><p>• criança obediente</p><p>• crianças obedientes</p><p>Os tipos de adjetivos</p><p>Adjetivo Simples - apresenta somente um radical. Exemplos: pobre, magro, triste,</p><p>lindo, bonito.</p><p>Adjetivo Composto - apresenta mais de um radical. Exemplos: luso-brasileiro,</p><p>superinteressante, amarelo-ouro.</p><p>Adjetivo Primitivo - palavra que dá origem a outros adjetivos. Exemplos: bom,</p><p>alegre, puro, triste, notável.</p><p>Adjetivo Derivado - palavras que derivam de substantivos ou verbos. Exemplos:</p><p>articulado (verbo articular), visível (verbo ser), formoso (substantivo formosura),</p><p>tristonho (substantivo triste).</p><p>Adjetivo Pátrio (ou adjetivo gentílico) - indica o local de origem ou nacionalidade</p><p>de uma pessoa. Exemplos: brasileiro, carioca, paulista, europeu, espanhol.</p><p>O gênero dos adjetivos</p><p>Em relação aos gêneros (masculino e feminino), os adjetivos são divididos em dois</p><p>tipos:</p><p>Adjetivos Uniformes - apresentam uma forma para os dois gêneros (feminino e</p><p>masculino). Exemplo: menino feliz; menina feliz</p><p>4</p><p>Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções</p><p>Adjetivos Biformes - a forma varia conforme o gênero (masculino e feminino).</p><p>Exemplo: homem carinhoso; mulher carinhosa.</p><p>O número dos adjetivos</p><p>Os adjetivos podem estar no singular ou no plural, concordando com o número do</p><p>substantivo a que se referem. Assim, a sua formação se assemelha à dos</p><p>substantivos.</p><p>Exemplos:</p><p>• Pessoa feliz - pessoas felizes</p><p>• Vale formoso - vales formosos</p><p>• Casa enorme - casas enormes</p><p>• Problema socioeconômico - problemas socioeconômicos</p><p>• Menina afro-brasileira - meninas afro-brasileiras</p><p>• Estudante mal-educado - estudantes mal-educados</p><p>O grau dos adjetivos</p><p>Quanto ao grau, os adjetivos são classificados em dois tipos:</p><p>• Comparativo: utilizado para comparar qualidades.</p><p>• Superlativo: utilizado para intensificar qualidades.</p><p>Grau comparativo</p><p>Comparativo de Igualdade - O professor de matemática é tão bom quanto o de</p><p>geografia.</p><p>Comparativo de Superioridade - Marta é mais habilidosa do que a Patrícia.</p><p>Comparativo de Inferioridade - João é menos feliz que Pablo.</p><p>5</p><p>Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções</p><p>Grau superlativo</p><p>Superlativo Absoluto: refere-se a um substantivo somente, sendo classificados</p><p>em:</p><p>• Analítico - A moça é extremamente organizada.</p><p>• Sintético - Luiz é inteligentíssimo.</p><p>Superlativo Relativo: refere-se a um conjunto, sendo classificados em:</p><p>• Superioridade - A menina é a mais inteligente da turma.</p><p>• Inferioridade - O garoto é o menos esperto da classe.</p><p>A locução adjetiva</p><p>A locução adjetiva é o conjunto de duas ou mais palavras que possuem valor de</p><p>adjetivo.</p><p>Exemplos:</p><p>Amor de mãe - Amor maternal</p><p>Doença de boca - doença bucal</p><p>Pagamento do mês - pagamento mensal</p><p>Férias do ano - férias anual</p><p>Dia de chuva - dia chuvoso</p><p>O pronome adjetivo</p><p>Os pronomes adjetivos são aqueles em que o pronome exerce a função de adjetivo.</p><p>Surgem acompanhados do substantivo, modificando-os. Exemplos:</p><p>Este livro é muito bom. (acompanha o substantivo livro)</p><p>6</p><p>Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções</p><p>Aquela é a empresa onde ele trabalha. (acompanha o substantivo empresa)</p><p>Pronomes</p><p>Os pronomes representam a classe de palavras que substituem ou acompanham os</p><p>substantivos.</p><p>De acordo com a função que exercem, eles são classificados em sete tipos:</p><p>• Pronomes Pessoais</p><p>• Pronomes Possessivos</p><p>• Pronomes Demonstrativos</p><p>• Pronomes de Tratamento</p><p>• Pronomes Indefinidos</p><p>• Pronomes Relativos</p><p>• Pronomes Interrogativos</p><p>Exemplos:</p><p>1) Mariana apresentou um show esse final de semana. Ela é considerada uma das</p><p>melhores cantoras de música Gospel.</p><p>No exemplo acima, o pronome pessoal “Ela” substituiu o substantivo próprio</p><p>Mariana. Note que com o uso do pronome no período evitou-se a repetição do</p><p>nome.</p><p>2) Aquela bicicleta é da minha prima Júlia.</p><p>Nesse exemplo, utilizamos dois pronomes: o pronome demonstrativo “aquela” para</p><p>indicar algo (no caso o bicicleta) e o pronome possessivo “minha” que transmite a</p><p>ideia de posse.</p><p>1. Pronome Pessoal</p><p>7</p><p>Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções</p><p>Os pronomes pessoais são aqueles que indicam a pessoa do discurso e são</p><p>classificados em dois tipos:</p><p>1. Pronomes Pessoais do Caso Reto: exercem a função de sujeito.</p><p>Exemplo: Eu gosto muito da Ana. (Quem gosta da Ana? Eu.)</p><p>2. Pronomes Pessoais do Caso Oblíquo: substituem os substantivos e</p><p>complementam os verbos.</p><p>Exemplo: Está comigo seu caderno. (Com quem está o caderno? Comigo. Note que</p><p>para além de identificar quem tem o caderno, o pronome auxilia o verbo “estar”.)</p><p>Pessoas Verbais</p><p>Pronomes do Caso</p><p>Reto</p><p>Pronomes do Caso</p><p>Oblíquo</p><p>1ª pessoa do</p><p>singular</p><p>eu me, mim, comigo</p><p>2ª pessoa do</p><p>singular</p><p>tu, você te, ti, contigo</p><p>3ª pessoa do</p><p>singular</p><p>ele, ela o, a, lhe, se, si, consigo</p><p>1ª pessoa do</p><p>plural</p><p>nós nos, conosco</p><p>2ª pessoa do</p><p>plural</p><p>vós, vocês vos, convosco</p><p>3ª pessoa do</p><p>plural</p><p>eles, elas</p><p>os, as, lhes, se, si,</p><p>consigo.</p><p>Vale lembrar: os pronomes oblíquos “o, a, os, as, lo, la, los, las, no, na, nos, nas”</p><p>funcionam somente como objeto direto.</p><p>2. Pronome Possessivo</p><p>Os pronomes possessivos são aqueles que transmitem a ideia de posse.</p><p>Exemplos:</p><p>8</p><p>Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções</p><p>Essa caneta é minha? (o objeto possuído é a caneta, que pertence à 1ª pessoa do</p><p>singular)</p><p>O computador que está em cima da mesa é meu. (o objeto possuído é o</p><p>computador, que pertence à 1ª pessoa do singular)</p><p>A sua bolsa ficou na escola. (o objeto possuído é a bolsa, que pertence à 3ª</p><p>pessoa do singular)</p><p>Nosso trabalho ficou muito bom. (o objeto possuído é o trabalho, que pertence à</p><p>1ª pessoa do plural)</p><p>Pessoas Verbais Pronomes Possessivos</p><p>1ª pessoa do singular</p><p>(eu)</p><p>meu, minha (singular); meus, minhas</p><p>(plural)</p><p>2ª pessoa do singular (tu,</p><p>você)</p><p>teu, tua (singular); teus, tuas (plural)</p><p>3ª pessoa do singular</p><p>(ele/ela)</p><p>seu, sua (singular); seus, suas (plural)</p><p>1ª pessoa do plural (nós)</p><p>nosso, nossa (singular); nossos,</p><p>nossas (plural)</p><p>2ª pessoa do plural (vós,</p><p>vocês)</p><p>vosso, vossa (singular); vossos,</p><p>vossas (plural)</p><p>3ª pessoa do plural</p><p>(eles/elas)</p><p>seu, sua (singular); seus, suas (plural)</p><p>3. Pronome Demonstrativo</p><p>Os pronomes demonstrativos são utilizados para indicar a posição de algum</p><p>elemento em relação à pessoa seja no discurso, no tempo ou no espaço.</p><p>Eles reúnem algumas palavras variáveis - em gênero (masculino e feminino) e</p><p>número (singular e plural) - e as invariáveis.</p><p>Os pronomes demonstrativos variáveis são aqueles flexionados (em número ou</p><p>gênero), ou seja, são os que sofrem alterações na sua forma. Por exemplo: esse,</p><p>este, aquele, aquela, essa, esta.</p><p>9</p><p>Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções</p><p>Já os pronomes invariáveis são aqueles que não são flexionados, ou seja, que</p><p>nunca sofrem alterações. Por exemplo: isso, isto, aquilo.</p><p>Pronomes</p><p>Demonstrativos</p><p>Singular Plural</p><p>Feminino esta, essa, aquela estas, essas, aquelas</p><p>Masculino este, esse, aquele estes, esses, aqueles</p><p>Exemplos:</p><p>• Essa camisa é muito linda.</p><p>• Aquelas bicicletas são boas.</p><p>• Este casaco é muito caro.</p><p>• Eu perdi aqueles bilhetes de cinema.</p><p>4. Pronome de Tratamento</p><p>Os pronomes de tratamento são termos respeitosos empregados normalmente em</p><p>situações formais. Mas, como toda regra tem exceção, “você” é o único pronome</p><p>de tratamento utilizado em situações informais.</p><p>Exemplos:</p><p>Você deve seguir as regras impostas pelo governo.</p><p>A senhora deixou o casaco cair na rua.</p><p>Vossa Magnificência irá assinar os diplomas dos formandos.</p><p>Vossa Santidade é muito querido, disse o sacerdote ao Papa.</p><p>Pronomes de</p><p>Tratamento</p><p>Abreviações Emprego</p><p>Você V./VV Único pronome de tratamento utilizado em</p><p>10</p><p>Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções</p><p>Pronomes de</p><p>Tratamento</p><p>Abreviações Emprego</p><p>situações informais.</p><p>Senhor (es) e</p><p>Senhora (s)</p><p>Sr, Sr.ª (singular) e</p><p>Srs., Srª.s. (plural)</p><p>Tratamento formal e respeitoso usado para</p><p>pessoas mais velhas.</p><p>Vossa</p><p>Excelência</p><p>V. Ex.ª/V. Ex.ªs</p><p>Usados para pessoas com alta autoridade, como</p><p>por exemplo: Presidente da República,</p><p>Senadores, Deputados, Embaixadores.</p><p>Vossa</p><p>Magnificência</p><p>V. Mag.ª/V. Mag.ªs Usados para os reitores das Universidades.</p><p>Vossa Senhoria V. S.ª/V. S.ªs</p><p>Empregado nas correspondências e textos</p><p>escritos.</p><p>Vossa</p><p>Majestade</p><p>VM/VVMM Utilizado para Reis e Rainhas</p><p>Vossa Alteza</p><p>V.A.(singular) e</p><p>V.V.A. A. (plural)</p><p>Utilizado para príncipes, princesas, duques.</p><p>Vossa</p><p>Santidade</p><p>V.S. Utilizado para o Papa</p><p>Vossa</p><p>Eminência</p><p>V. Ex.ª/V. Em.ªs Usado para Cardeais.</p><p>Vossa</p><p>Reverendíssima</p><p>V. Rev.m.ª/V.</p><p>Rev.m.ªs</p><p>Utilizado para sacerdotes e religiosos em geral.</p><p>5. Pronome Indefinido</p><p>Empregados na 3ª pessoa do discurso, o próprio nome já indica que os pronomes</p><p>indefinidos substituem ou acompanham o substantivo de maneira vaga ou</p><p>imprecisa.</p><p>Exemplos:</p><p>Nenhum vestido serviu na Antônia. (o termo “nenhum” acompanha o substantivo</p><p>“vestido” de maneira vaga, pois não sabemos de que vestido se fala)</p><p>Outras viagens virão. (o termo “outras” acompanha o substantivo “viagens” sem</p><p>especificar quais viagens serão)</p><p>11</p><p>Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções</p><p>Alguém deve me explicar a matéria. (o termo “alguém” significa “uma pessoa cuja</p><p>identidade não é especificada ou definida” e, portanto, substitui o substantivo da</p><p>frase)</p><p>Cada pessoa deve escolher seu caminho. (o termo “cada” acompanha o</p><p>substantivo da frase “pessoa” sem especificá-lo)</p><p>Classificação Pronomes Indefinidos</p><p>Variáveis</p><p>algum, alguma, alguns, algumas, nenhum, nenhuma, nenhuns,</p><p>nenhumas, muito, muita, muitos, muitas, pouco, pouca, poucos,</p><p>poucas, todo, toda, todos, todas, outro, outra, outros, outras,</p><p>certo, certa, certos, certas, vário, vária, vários, várias, tanto, tanta,</p><p>tantos, tantas, quanto, quanta, quantos, quantas, qualquer,</p><p>quaisquer, qual, quais, um, uma, uns, umas.</p><p>Invariáveis quem, alguém, ninguém, tudo, nada, outrem, algo, cada.</p><p>6. Pronome Relativo</p><p>Os pronomes relativos se referem a um termo já dito anteriormente na oração,</p><p>evitando sua repetição. Esses termos podem ser palavras variáveis e invariáveis:</p><p>substantivo, adjetivo, pronome ou advérbio.</p><p>Exemplos:</p><p>Os temas sobre os quais falamos são bastante complexos. (“os quais” faz</p><p>referência ao substantivo dito anteriormente “temas”)</p><p>São plantas cuja raiz é muito profunda. (“cuja” aparece entre dois substantivos</p><p>“plantas” e “raiz” e faz referência àquele dito anteriormente “plantas”)</p><p>Daniel visitou o local onde nasceu seu avô. (“onde” faz referência ao substantivo</p><p>“local”)</p><p>Tive as férias que sonhava. (“que” faz referência ao substantivo “férias”)</p><p>Classificação Pronomes Relativos</p><p>Variáveis</p><p>o qual, a qual, os quais, as quais, cujo, cuja, cujos, cujas, quanto,</p><p>quanta, quantos, quantas.</p><p>12</p><p>Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções</p><p>Classificação Pronomes Relativos</p><p>Invariáveis quem, que, onde.</p><p>7. Pronome Interrogativo</p><p>Os pronomes interrogativos são palavras variáveis e invariáveis empregadas para</p><p>formular perguntas diretas e indiretas.</p><p>Exemplos:</p><p>Quanto custa a entrada para o cinema? (oração interrogativa direta)</p><p>Informe quanto custa a entrada para o cinema. (oração interrogativa indireta)</p><p>Quem estava com Maria na festa? (oração interrogativa direta)</p><p>Ela queria saber o que teria acontecido com Lavínia. (oração interrogativa</p><p>indireta)</p><p>Classificação Pronomes Interrogativos</p><p>Variáveis</p><p>qual, quais, quanto, quantos,</p><p>quanta, quantas.</p><p>Invariáveis quem, que.</p><p>Preposição</p><p>Preposição é a palavra invariável que liga dois termos da oração numa relação de</p><p>subordinação donde, geralmente, o segundo termo subordina o primeiro.</p><p>Tipos e Exemplos de Preposições</p><p>Preposição de lugar: O navio veio de São Paulo.</p><p>Preposição de modo: Os prisioneiros eram colocados em fila.</p><p>13</p><p>Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções</p><p>Preposição de tempo: Por dois anos ele viveu aqui.</p><p>Preposição de distância: A cinco quilômetros daqui passa uma estrada.</p><p>Preposição de causa: Com a seca, o gado começou a morrer.</p><p>Preposição de instrumento: Ele cortou a árvore com o machado.</p><p>Preposição de finalidade: A praça foi enfeitada para a festa.</p><p>Classificação das Preposições</p><p>As preposições podem ser divididas em dois grupos:</p><p>Preposições Essenciais – são as palavras que só funcionam como preposição, a</p><p>saber: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, per, perante, por,</p><p>sem, sob, sobre, trás.</p><p>Preposições Acidentais – são as palavras de outras classes gramaticais que, em</p><p>certas frases funcionam como preposição, a saber: afora, como, conforme,</p><p>consoante, durante, exceto, mediante, menos, salvo, segundo, visto etc.</p><p>Locuções Prepositivas</p><p>A locução prepositiva é formada por duas ou mais palavras com o valor de</p><p>preposição, sempre terminando por uma preposição, por exemplo:</p><p>• abaixo de, acima de, a fim de, além de, antes de, até a, depois de, ao invés de,</p><p>ao lado de, em que pese a, à custa de, em via de, à volta com, defronte de, a</p><p>par de, perto de, por causa de, através de, etc.</p><p>Combinação, Contração e Crase</p><p>Algumas preposições podem aparecer combinadas com outras palavras. Assim,</p><p>quando na junção dos termos não houver perda de elementos fonéticos, teremos</p><p>uma combinação, por exemplo:</p><p>14</p><p>Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções</p><p>ao (a + o)</p><p>aos (a + os)</p><p>aonde (a + onde</p><p>Por conseguinte, quando da junção da preposição com outra palavra houver perda</p><p>fonética, teremos a chamada contração, por exemplo:</p><p>do (de + o)</p><p>dum (de + um)</p><p>desta (de + esta)</p><p>no (em + o)</p><p>neste (em + este)</p><p>nisso (em + isso)</p><p>Por fim, toda fusão de vogais idênticas forma uma crase:</p><p>à = contração da preposição a + o artigo a</p><p>àquilo = contração da preposição a + a primeira vogal do pronome aquilo.</p><p>Conjunção</p><p>Conjunção é um termo que liga duas orações ou duas palavras de mesmo valor</p><p>gramatical, estabelecendo uma relação entre eles.</p><p>Exemplos:</p><p>Ele joga futebol e basquete. (dois termos semelhantes)</p><p>Eu iria ao jogo, mas estou sem companhia. (duas orações)</p><p>15</p><p>Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções</p><p>Classificação das Conjunções</p><p>As conjunções são classificas em dois grupos: coordenativas e subordinativas.</p><p>Conjunções Coordenativas</p><p>As conjunções coordenativas são aquelas que ligam duas orações independentes.</p><p>São divididas em cinco tipos:</p><p>1. Conjunções Aditivas</p><p>Essas conjunções exprimem soma, adição de pensamentos: e, nem, não só...mas</p><p>também, não só...como também.</p><p>Exemplo: Ana não fala nem ouve.</p><p>2. Conjunções Adversativas</p><p>Exprimem oposição, contraste, compensação de pensamentos: mas, porém,</p><p>contudo, entretanto, no entanto, todavia.</p><p>Exemplo: Não fomos campeões, todavia exibimos o melhor</p><p>futebol.</p><p>3. Conjunções Alternativas</p><p>Exprimem escolha de pensamentos: ou...ou, já...já, ora...ora, quer...quer, seja...seja.</p><p>Exemplo: Ou você vem conosco ou você não vai.</p><p>4. Conjunções Conclusivas</p><p>Exprimem conclusão de pensamento: logo, por isso, pois (quando vem depois do</p><p>verbo), portanto, por conseguinte, assim.</p><p>Exemplo: Chove bastante, portanto a colheita está garantida.</p><p>16</p><p>Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções</p><p>5. Conjunções Explicativas</p><p>Exprimem razão, motivo: que, porque, assim, pois (quando vem antes do verbo),</p><p>porquanto, por conseguinte.</p><p>Exemplo: Não choveu, porque nada está molhado.</p><p>17</p><p>Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções</p><p>Conjunções Subordinativas</p><p>As conjunções subordinativas servem para ligar orações dependentes uma da</p><p>outra e são divididas em dez tipos:</p><p>1. Conjunções Integrantes</p><p>Introduzem orações subordinadas com função substantiva: que, se.</p><p>Exemplo: Quero que você volte já. Não sei se devo voltar lá.</p><p>2. Conjunções Causais</p><p>Introduzem orações subordinadas que dão ideia de causa: que, porque, como, pois,</p><p>visto que, já que, uma vez que.</p><p>Exemplo: Não fui à aula porque choveu. Como fiquei doente não pude ir à aula.</p><p>3. Conjunções Comparativas</p><p>Introduzem orações subordinadas que dão ideia de comparação: que, do que,</p><p>como.</p><p>Exemplo: Meu professor é mais inteligente do que o seu.</p><p>4. Conjunções Concessivas</p><p>Iniciam orações subordinadas que exprimem um fato contrário ao da oração</p><p>principal: embora, ainda que, mesmo que, se bem que, posto que, apesar de que,</p><p>por mais que, por melhor que.</p><p>Exemplo: Vou à praia, embora esteja chovendo.</p><p>18</p><p>Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções</p><p>5. Conjunções Condicionais</p><p>Iniciam orações subordinadas que exprimem hipótese ou condição para que o fato</p><p>da oração principal se realize ou não: caso, contanto que, salvo se, desde que, a não</p><p>ser que.</p><p>Exemplo: Se não chover, irei à praia.</p><p>6. Conjunções Conformativas</p><p>Iniciam orações subordinadas que exprimem acordo, concordância de um fato com</p><p>outro: segundo, como, conforme.</p><p>Exemplo: Cada um colhe conforme semeia.</p><p>7. Conjunções Consecutivas</p><p>Iniciam orações subordinadas que exprimem a consequência ou o efeito do que se</p><p>declara na oração principal: que, de forma que, de modo que, de maneira que.</p><p>Exemplo: Foi tamanho o susto que ela desmaiou.</p><p>8. Conjunções Temporais</p><p>Iniciam orações subordinadas que dão ideia de tempo: logo que, antes que,</p><p>quando, assim que, sempre que.</p><p>Exemplo: Quando as férias chegarem, viajaremos.</p><p>9. Conjunções Finais</p><p>Iniciam orações subordinadas que exprimem uma finalidade: a fim de que, para</p><p>que.</p><p>Exemplo: Estamos aqui para que ele fique tranquilo.</p><p>19</p><p>Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções</p><p>10. Conjunções Proporcionais</p><p>Iniciam orações subordinadas que exprimem concomitância, simultaneidade: à</p><p>medida que, à proporção que, ao passo que, quanto mais, quanto menos, quanto</p><p>menor, quanto melhor.</p><p>Exemplo: Quanto mais trabalho, menos recebo.</p><p>20</p><p>Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções</p><p>Anotações:</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>21</p><p>Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções</p><p>Exercícios</p><p>Exercício 1</p><p>Qual das palavras destacadas abaixo não representa um substantivo abstrato:</p><p>a) A sua conquista se deve ao seu esforço.</p><p>b) A humildade é a sua principal característica.</p><p>c) A sua aprendizagem é bastante rápida.</p><p>d) As suas atitudes se baseiam na justiça.</p><p>e) Muitos idosos têm problemas de saúde.</p><p>Exercício 2</p><p>Os substantivos primitivos são palavras que não derivam de outras. De acordo</p><p>com isso, a alternativa abaixo que contempla um substantivo primitivo e um</p><p>derivado é:</p><p>a) anel - papel</p><p>b) pedras - rochas</p><p>c) árvores - plantas</p><p>d) sapato - sapataria</p><p>e) profissão – carreira</p><p>Exercício 3</p><p>(UFPR/2013)</p><p>Em qual dos casos o primeiro elemento do adjetivo composto não corresponde ao</p><p>substantivo entre parênteses?</p><p>a) Indo-europeu (Índia)</p><p>22</p><p>Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções</p><p>b) Ítalo-brasileiro (Itália)</p><p>c) Luso-brasileiro (Portugal)</p><p>d) Sino-árabe (Sião)</p><p>e) Anglo-americano (Inglaterra)</p><p>Exercício 4</p><p>(CESGRANRIO)</p><p>Assinale a oração em que o termo cego(s) é um adjetivo:</p><p>a) Os cegos, habitantes de um mundo esquemático, sabem onde ir…</p><p>b) O cego de Ipanema representava naquele momento todas as alegorias da noite</p><p>escura da alma…</p><p>c) Todos os cálculos do cego se desfaziam na turbulência do álcool.</p><p>d) Naquele instante era só um pobre cego.</p><p>e) … da Terra que é um globo cego girando no caos.</p><p>23</p><p>Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções</p><p>Gabarito</p><p>Exercício 1</p><p>Alternativa correta: e) Muitos idosos têm problemas de saúde.</p><p>O substantivo abstrato são palavras que indicam qualidade, sentimento, estado,</p><p>ação e conceito. Dos termos destacados acima, somente “idosos” não é um</p><p>substantivo abstrato.</p><p>Exercício 2</p><p>Alternativa correta d) sapato - sapataria</p><p>O substantivo primitivo é aquele que não deriva de outras palavras como os</p><p>substantivos derivados, que surgem de um substantivo primitivo por meio de um</p><p>processo denominado "derivação" mediante o acréscimo de letras ou sílabas.</p><p>Assim, “sapato” é um substantivo primitivo que possui o mesmo radical de</p><p>“sapataria” (-sapat). Logo, por meio do processo denominado derivação sufixal há o</p><p>acréscimo de sufixo à palavra primitiva: sapat (radical) + aria (sufixo).</p><p>E xercício 3</p><p>Alternativa correta: d) Sino-árabe (Sião)</p><p>a) ERRADA. “indo” é um elemento de formação de</p><p>palavras compostas cujo</p><p>significado está relacionado à Índia ou aos indianos. Assim sendo, ele está</p><p>relacionado ao substantivo “Índia”, entre parênteses.</p><p>b) ERRADA. “ítalo” é o mesmo que “italiano”. Logo, corresponde à palavra “Itália”,</p><p>entre parênteses.</p><p>c) ERRADA. “luso” é o mesmo que “lusitano”, que significa “português”; indivíduo</p><p>de naturalidade portuguesa. Dessa forma, corresponde à palavra “Portugal”, entre</p><p>parênteses.</p><p>24</p><p>Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções</p><p>d) CORRETA. “sino” não é um elemento de formação de palavras compostas, trata-</p><p>se de uma palavra que possui diferentes significados, dentre eles o de instrumento</p><p>que produz som.</p><p>A palavra “Sião” refere-se ao Monte Sião. O adjetivo gentílico de quem nasce no</p><p>Monte Sião é Monte-Sionense.</p><p>Assim sendo, “sino” não corresponde ao substantivo entre parênteses.</p><p>e) ERRADA. “anglo” significa “indivíduo inglês”. Logo, corresponde ao substantivo</p><p>“Inglaterra”, entre parênteses.</p><p>Exercício 4</p><p>Alternativa correta: e) … da Terra que é um globo cego girando no caos.</p><p>A alternativa e) é a única onde a classe gramatical da palavra “cego” é adjetivo.</p><p>Na frase, “cego” está atribuindo uma característica ao substantivo “globo”.</p><p>Lembre-se de que um adjetivo atribui qualidade ou classificação a um substantivo.</p><p>Em todas as demais alternativas, o termo “cego(s)” tem função de substantivo, pois</p><p>denomina um ou mais seres.</p><p>25</p><p>Pronomes demonstrativos</p><p>1</p><p>PRONOMES DEMONSTRATIVOS</p><p>Pronomes demonstrativos</p><p>2</p><p>Pronomes demonstrativos</p><p>Os pronomes demonstrativos marcam a posição espacial de um elemento qualquer em relação</p><p>às pessoas do discurso, situando-os no espaço, no tempo ou no próprio discurso. Eles se apresentam</p><p>em formas variáveis (gênero e número) e não-variáveis.</p><p>Pronomes Demonstrativos</p><p>Primeira pessoa Este, estes, esta, estas, isto</p><p>Segunda pessoa Esse, esses, essa, essas, isso</p><p>Terceira pessoas Aquele, aqueles, aquela, aquelas, aquilo</p><p>- As formas de primeira pessoa indicam proximidade de quem fala ou escreve:</p><p>Esta mulher ao meu lado é minha esposa.</p><p>Os demonstrativos de primeira pessoa podem indicar também o tempo presente em relação a quem</p><p>fala ou escreve.</p><p>Nestas primeiras horas estou muito entusiasmada com o novo emprego.</p><p>- as formas de segunda pessoa indicam proximidade da pessoa a quem se fala ou escreve:</p><p>Essa blusa que tens nas mãos é sua?</p><p>- os pronomes de terceira pessoa marcam posição próxima da pessoa de quem se fala ou posição</p><p>distante dos dois interlocutores.</p><p>Aquela blusa que ele tem na mão é sua?</p><p>Uso do pronome demonstrativo</p><p>Os pronomes demonstrativos, além de marcar posição no espaço, marcam posição no tempo.</p><p>- Este (e flexões) marca um tempo imediato ao ato da fala.</p><p>Neste instante ele está se casando.</p><p>Pronomes demonstrativos</p><p>3</p><p>- Esse (e flexões) marca um tempo proximamente anterior ao ato da fala.</p><p>No mês passado fui demitida do trabalho. Nesse mesmo mês perdi meu celular.</p><p>- Aquele (e flexões) marca um tempo remotamente anterior ao ato da fala.</p><p>Em 1970, a seleção brasileira de futebol era fraquíssima. Naquele ano o Brasil perdeu o campeonato</p><p>mundial.</p><p>Os pronomes demonstrativos servem para fazer referência ao que já foi dito e ao que se vai dizer, no</p><p>interior do discurso.</p><p>- Este (e flexões) faz referência àquilo que vai ser dito posteriormente.</p><p>Desejo sinceramente isto: que seja muito feliz.</p><p>- Esse (e flexões) faz referência àquilo que já foi dito no discurso.</p><p>Que seja muito feliz: é isso que desejo.</p><p>- Este em oposição a aquele quando se quer fazer referência a elementos já mencionados. Este se</p><p>refere ao mais próximo, aquele, ao mais distante.</p><p>Comédia e Suspense são gêneros que me agradam, este me deixa ansioso, aquela, bem-humorado.</p><p>- O (a, os, as) são pronomes demonstrativos quando se referem a aquele (s), aquela (s), aquilo, isso.</p><p>Não aceito o que eles fazem. (aquilo)</p><p>- Mesmo e próprio, pronomes demonstrativos, designam um termo igual a outro que já ocorreu no</p><p>discurso.</p><p>As reclamações dos pais não mudam: são sempre as mesmas.</p><p>-são usados como reforço dos pronomes pessoais.</p><p>Eu mesma lavei a roupa.</p><p>-como pronomes, concordam com o nome a que se referem.</p><p>Ela própria fez o almoço.</p><p>Eles próprios vieram à festa.</p><p>Pronomes demonstrativos</p><p>4</p><p>Anotações:</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>Pronomes de Tratamento</p><p>Pronomes de Tratamento</p><p>1MÉRITO</p><p>Apostilas</p><p>Pronomes de Tratamento</p><p>Os pronomes de tratamento são usados para se dirigir às pessoas com quem</p><p>se fala (2.ª pessoa). Eles representam as formas educadas, de acordo com a idade</p><p>ou cargo ocupados, e assumem o papel de pronomes pessoais.</p><p>Você (v.) é um pronome de tratamento que é, todavia, utilizado em situações</p><p>informais.</p><p>Exemplo:</p><p>Você deveria mudar essa roupa para ir à festa.</p><p>Pronome Abreviaturas Utilização</p><p>Singular Plural</p><p>Senhor(es) e</p><p>Senhora(s) sr. e sra. srs. e sras. Tratamento formal.</p><p>Você(s) v. v. Tratamento informal.</p><p>Vossa(s) Alteza(s) V.A. VV. AA. Príncipes e princesas, duques e</p><p>duquesas.</p><p>Vossa(s) Eminência(s)</p><p>V. Ema., V. Em.a</p><p>ou V. Em.a</p><p>V. Emas., V.</p><p>Em.as ou V.</p><p>Em.as</p><p>Cardeais.</p><p>Vossa(s) Excelência(s) V. Ex.a ou V. Ex.a V. Ex.as ou V.</p><p>Ex.as</p><p>Altas autoridades: Presidente da</p><p>República, ministros, deputados,</p><p>embaixadores.</p><p>Vossa Excelentíssima</p><p>Reverendíssima</p><p>V. Ex.a Rev.ma V. Ex.as Rev.mas Bispos e arcebispos.</p><p>Vossa(s)</p><p>Magnificência(s)</p><p>V. Mag.a. ou V.</p><p>Mag.a</p><p>V. Mag.as ou V.</p><p>Mag.as</p><p>Reitores de universidades.</p><p>Vossa(s)Majestade(s) V. M. VV. MM. Reis e rainhas, imperadores e</p><p>imperatrizes.</p><p>Vossa Reverência V. Rev.a V. Rev.as Sacerdotes e outras autoridades</p><p>religiosas do mesmo nível.</p><p>Vossa(s)</p><p>Reverendíssima(s)</p><p>V. Revma., V.</p><p>Rev.ma ou V.</p><p>Rev.ma</p><p>V. Revma., V.</p><p>Rev.mas ou</p><p>Rev.mas</p><p>Sacerdotes e outras autoridades</p><p>religiosas do mesmo nível.</p><p>Vossa Santidade V. S. - Papa.</p><p>Vossa(s) Senhoria(s) V. S.a ou V.S.a V. S.as ou V.S.as Oficiais, funcionários graduados e</p><p>tratamento comercial.</p><p>Regras</p><p>1) Embora estejamos a nos dirigir à 2.ª pessoa, a concordância verbal deve</p><p>ser feita mediante a utilização do verbo na 3.ª pessoa.</p><p>Exemplos:</p><p>• Você precisa de ajuda?</p><p>• Agradeço que Vossa Senhoria analise o assunto assim que possível.</p><p>2</p><p>Pronomes de Tratamento</p><p>2) O possessivo “Vossa” de alguns pronomes de tratamento deve ser substitu-</p><p>ído pelo “Sua” quando o pronome de tratamento se refere não à pessoa com que</p><p>se fala (2.ª pessoa), mas de quem se fala (3.ª pessoa).</p><p>Exemplos:</p><p>• Vossa Magnificência gostaria de assinar os diplomas agora?</p><p>• Sua Magnificência gostaria de assinar os diplomas agora. Dê-me a pasta,</p><p>por favor.</p><p>Linguagem Formal</p><p>A linguagem formal, também chamada de "culta" está pautada no uso correto</p><p>das normas gramaticais bem como na boa pronúncia das palavras.</p><p>Já a linguagem informal ou coloquial representa a linguagem cotidiana, ou</p><p>seja, trata-se de uma linguagem espontânea, regionalista e despreocupada com</p><p>as normas gramaticais.</p><p>No âmbito da linguagem escrita, podemos cometer erros graves entre as lin-</p><p>guagens formal e informal.</p><p>Dessa forma, quando se produz um texto, pode haver dificuldade de se dis-</p><p>tanciar da linguagem mais espontânea e coloquial. Isso acontece por descuido ou</p><p>mesmo por não dominarem as regras gramaticais.</p><p>Assim, para que isso não aconteça, é muito importante estar atento à essas</p><p>variações, para não cometer erros.</p><p>Duas dicas muito importantes para evitar escrever um texto repleto de erros e</p><p>expressões coloquiais são:</p><p>• Conhecer as regras gramaticais;</p><p>• Possuir o hábito da leitura, que auxilia na compreensão e produção dos tex-</p><p>tos, uma vez que amplia o vocabulário do leitor.</p><p>Comunicação Escrita</p><p>A comunicação escrita é o código utilizado pelos livros, pelo jornalismo im-</p><p>presso ou on-line e pelas ferramentas de comunicação virtual.</p><p>3</p><p>Pronomes de Tratamento</p><p>Nela o receptor está ausente, o que transforma a comunicação em um cons-</p><p>tante monólogo do emissor. Requer o máximo cuidado na ordenação das informa-</p><p>ções e na correção ortográfica e de pontuação.</p><p>Ainda que sejam possíveis as retificações, os erros ou os ruídos nesse tipo de</p><p>comunicação comprometem o entendimento da mensagem pelo receptor.</p><p>Comunicação Oral</p><p>Ao contrário da comunicação escrita, a comunicação oral é presencial, ou</p><p>seja, nela emissor e receptor estão presentes (exceto o caso da televisão, do rádio</p><p>e das mensagens gravadas).</p><p>Essa, também, é um instrumento necessário para quem deseja conquistar</p><p>amigos, uma vez que possibilita a interação social.</p><p>Para saber como transmitir uma mensagem de forma correta, segue algumas</p><p>dicas:</p><p>• Não tenha medo de falar;</p><p>• Fale com naturalidade;</p><p>• Contorne situações difíceis e inesperadas;</p><p>• Planeje uma imagem simpática e confiante;</p><p>• Converse com desenvoltura;</p><p>• Se necessário, responda perguntas com segurança;</p><p>• Não gesticule em excesso.</p><p>Como escrever uma carta formal</p><p>uma carta formal pode ser uma correspondência profissional, motivacional,</p><p>atestado, sumário, relatório de estágio, um comunicado formal, uma carta formal</p><p>para embaixada, dentre outras possibilidades. Fato é que para escrever uma carta</p><p>formal, independente da motivação, é necessário um ter um estilo formal, quer</p><p>seja para cartas de negócios ou para ocasiões em que se pretende mostrar respei-</p><p>to pela pessoa com a qual se mantém correspondência ao mesmo tempo em que</p><p>se passa uma mensagem clara e cordial para evitar qualquer mau entendido.</p><p>Além da escrita impecável, é importante ter em conta as orientações padrão para</p><p>escrever uma carta formal.</p><p>4</p><p>Pronomes de Tratamento</p><p>Tipo de papel</p><p>Escolha um formato de papel estilizado e de alta qualidade para este tipo de</p><p>carta. Deverá ser de uma cor neutra como o branco, o creme ou bege. Evite os</p><p>desenhos de fundo com cores brilhantes ou distrações com elementos gráficos. Se</p><p>a carta é para estabelecer um negócio, utilize papel timbrado da empresa.</p><p>Envelope</p><p>Mesmo que a carta não seja enviada pelo correio, o envelope passa uma ima-</p><p>gem formal e protocolada para fazer uma carta formal. Prefira um envelope do</p><p>mesmo tamanho do papel. Se for dobrar o papel, dobre o mínimo possível. Quanto</p><p>menos dobras, mais elegante a estrutura da carta.</p><p>A carta</p><p>Para fazer uma carta formal, no cabeçalho você deverá incluir o seu endereço</p><p>(remetente) no canto superior esquerdo da carta. Acrescente o endereço do desti -</p><p>natário no canto direito da página, de forma a ficar paralelo com o endereço do</p><p>remetente.</p><p>Deixe duas linhas em branco e escreva cidade (com abreviatura do Estado en-</p><p>tre parenteses) e a data. Certifique-se de escrever também o mês e o ano. Por</p><p>isso, numa carta formal a data deve ser do seguinte formato:</p><p>“São Paulo (SP), 12 de fevereiro de 2014.”</p><p>Lembre-se que na língua portuguesa os nome de meses do ano são escritos</p><p>com letra minúscula.</p><p>Deixe novamente duas linhas em branco e comece a carta com uma saudação</p><p>apropriada. Todas as cartas precisam começar com um vocativo, ou seja, um cha-</p><p>mado ao destinatário.</p><p>Inclua o nome do destinatário, caso saiba qual é, mas nunca chamando pelo</p><p>primeiro nome diretamente. Se não conhecer a pessoa, você deve iniciar a carta</p><p>com "Senhor ou Senhora" ou o pronome mais apropriado ao destinatário. O trata-</p><p>mento deve ser sempre formal e em casos de cargos específicos existem prono-</p><p>mes de tratamento específicos.</p><p>Certifique-se de incluir o título correto na saudação (como Senhor, Senhora.,</p><p>Doutor, Doutora, Doutor). Se o destinatário for uma mulher e você não tem certe -</p><p>5</p><p>Pronomes de Tratamento</p><p>za de como ela gosta de ser tratada, utilize o título formal de "Senhora". Apesar</p><p>de as abreviaturas formais serem mais indicadas para e-mails formais, elas são</p><p>aceitas na hora de redigir uma carta formal, mas o ideal é evitá-las.</p><p>O vocativo para escrever uma carta formal sempre vai variar, de acordo com</p><p>quem você esteja se redigindo, mas os mais comuns são:</p><p>• Senhor/Senhora + nome completo ,</p><p>• Caro/Cara + nome completo;</p><p>• Prezado/Prezada + nome completo;</p><p>• A quem possa interessar,..;</p><p>Pule duas linhas e comece a escrever a introdução.</p><p>No primeiro parágrafo da carta formal você deve se identificar ou se apresen-</p><p>tar, principalmente se o destinatário não te conhece, de acordo com a situação ou</p><p>pedido da carta. Veja alguns exemplos de introdução de carta formal:</p><p>• Me chamo Sara Viega, tenho 30 anos, vivo em...</p><p>• Sou Sara Viega, redatora, nos conhecemos em...</p><p>Então, é hora de indicar o propósito da carta formal, quer seja para solicitar</p><p>informação sobre um trabalho, apresentar uma queixa ou solicitar informação.</p><p>Não seja vago ou impreciso. O destinatário não tem que adivinhar a intenção da</p><p>sua carta. Se você não sabe muito bem por onde começar, tente se guiar pelas</p><p>perguntas da pirâmide invertida: por que, como, quando e onde, não nessa ordem</p><p>necessariamente.</p><p>Dependendo do objetivo da carta e grau de formalidade é possível iniciar o</p><p>propósito com algumas sentenças do tipo:</p><p>• Venho por meio desta carta...</p><p>• Te escrevo para...</p><p>• Meu objetivo com esta carta...</p><p>• Gostaria de...</p><p>6</p><p>Pronomes de Tratamento</p><p>Agora é hora</p><p>de escrever o corpo principal da carta formal. Isto deve incluir</p><p>informação relevante que apoie o propósito da carta e os justifique. Certifique-se</p><p>que os seus comentários se estruturem de uma forma clara e concisa e evite a in -</p><p>formação desnecessária.</p><p>Formato de carta formal</p><p>Para o corpo da carta, use como guia as informações usadas para montar o</p><p>propósito da introdução (porque, como, onde, quando) e desenvolva essas infor-</p><p>mações de forma clara, objetiva e formal.</p><p>Se o objetivo da carta é um pedido de bolsa de estudos, por exemplo, será</p><p>preciso explicar porque isso é importante para você, o que você gostaria de estu-</p><p>dar, como, se isso traz algum benefício ao destinatário e o que mais possa ser útil,</p><p>mas evite ser redundante e repetitivo.</p><p>Como finalizar uma carta formal</p><p>Crie um parágrafo final onde você comunica ao receptor o que espera dele.</p><p>Por exemplo, o envio de informação, entrar em contato consigo para uma entre-</p><p>vista ou um reembolso. Pode fazer referência a futuros contatos se espera ver</p><p>essa pessoa ou falar com ela numa data futura.</p><p>A simpatia final é muito importante para escrever uma carta formal. Finalize a</p><p>carta formal usando as palavras "Cordialmente" ou "Atentamente". A primeira</p><p>deve ser utilizada quando não se conhece o destinatário e a segundo quando se</p><p>conhece. Algumas maneiras de finalizar uma carta formal são:</p><p>• Agradeço a consideração,</p><p>• Atenciosamente;</p><p>• Atentamente;</p><p>• Cordialmente;</p><p>• Obrigado pelo consideração,</p><p>• Respeitosamente.</p><p>7</p><p>Pronomes de Tratamento</p><p>Assinatura da carta formal</p><p>Deixe quatro linhas em branco e acrescente o seu nome e o seu cargo na em-</p><p>presa, se necessário. As quatro linhas permitem-lhe assinar a carta antes de a en-</p><p>viar.</p><p>Revise a gramática e a ortografia da sua carta mais de uma vez. Se possível,</p><p>peça para que alguém de confiança leia também.</p><p>Modelo de carta formal</p><p>“Cidade (UF), 1 de janeiro de 2019,</p><p>Vocativo de tratamento e nome completo,</p><p>Apresentação do destinatário. Propósito da carta formal.</p><p>Corpo da carta e desenvolvimento dos fatos citados no propósito.</p><p>Despedida, agradecimento e simpatia final</p><p>Assinatura.”</p><p>8</p><p>Pronomes de Tratamento</p><p>Anotações:</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>9</p><p>Noções de pronomes pessoais e possessivos</p><p>Noções de pronomes pessoais e</p><p>possessivos</p><p>1MÉRITO</p><p>Apostilas</p><p>Noções de pronomes pessoais e possessivos</p><p>O que são pronomes</p><p>Os pronomes representam a classe de palavras que substituem ou acompanham os</p><p>substantivos.</p><p>De acordo com a função que exercem, eles são classificados em sete tipos:</p><p>• Pronomes Pessoais</p><p>• Pronomes Possessivos</p><p>• Pronomes Demonstrativos</p><p>• Pronomes de Tratamento</p><p>• Pronomes Indefinidos</p><p>• Pronomes Relativos</p><p>• Pronomes Interrogativos</p><p>Para entender melhor o uso dos pronomes nas frases, confira os exemplos:</p><p>1) Mariana apresentou um show esse final de semana. Ela é considerada uma das</p><p>melhores cantoras de música Gospel.</p><p>No exemplo acima, o pronome pessoal “Ela” substituiu o substantivo próprio</p><p>Mariana. Note que com o uso do pronome no período evitou-se a repetição do</p><p>nome.</p><p>2) Aquela bicicleta é da minha prima Júlia.</p><p>Nesse exemplo, utilizamos dois pronomes: o pronome demonstrativo “aquela” para</p><p>indicar algo (no caso o bicicleta) e o pronome possessivo “minha” que transmite a</p><p>ideia de posse.</p><p>2</p><p>Noções de pronomes pessoais e possessivos</p><p>Pronome Pessoal</p><p>Os pronomes pessoais são aqueles que indicam a pessoa do discurso e são</p><p>classificados em dois tipos:</p><p>1. Pronomes Pessoais do Caso Reto: exercem a função de sujeito.</p><p>Exemplo: Eu gosto muito da Ana. (Quem gosta da Ana? Eu.)</p><p>2. Pronomes Pessoais do Caso Oblíquo: substituem os substantivos e</p><p>complementam os verbos.</p><p>Exemplo: Está comigo seu caderno. (Com quem está o caderno? Comigo. Note que</p><p>para além de identificar quem tem o caderno, o pronome auxilia o verbo “estar”.)</p><p>Pessoas Verbais Pronomes do Caso Reto Pronomes do Caso Oblíquo</p><p>1ª pessoa do singular eu me, mim, comigo</p><p>2ª pessoa do singular tu, você te, ti, contigo</p><p>3ª pessoa do singular ele, ela o, a, lhe, se, si, consigo</p><p>1ª pessoa do plural nós nos, conosco</p><p>2ª pessoa do plural vós, vocês vos, convosco</p><p>3ª pessoa do plural eles, elas os, as, lhes, se, si, consigo.</p><p>Vale lembrar que os pronomes oblíquos “o, a, os, as, lo, la, los, las, no, na, nos, nas”</p><p>funcionam somente como objeto direto.</p><p>Pronome Possessivo</p><p>Os pronomes possessivos são aqueles que transmitem a ideia de posse.</p><p>Exemplos:</p><p>• Essa caneta é minha? (o objeto possuído é a caneta, que pertence à 1ª</p><p>pessoa do singular)</p><p>• O computador que está em cima da mesa é meu. (o objeto possuído é o</p><p>computador, que pertence à 1ª pessoa do singular)</p><p>3</p><p>Noções de pronomes pessoais e possessivos</p><p>• A sua bolsa ficou na escola. (o objeto possuído é a bolsa, que pertence à 3ª</p><p>pessoa do singular)</p><p>• Nosso trabalho ficou muito bom. (o objeto possuído é o trabalho, que</p><p>pertence à 1ª pessoa do plural)</p><p>Confira abaixo a tabela com os pessoas verbais do discurso e os respectivos</p><p>pronomes possessivos:</p><p>Pessoas Verbais Pronomes Possessivos</p><p>1ª pessoa do singular (eu) meu, minha (singular); meus, minhas (plural)</p><p>2ª pessoa do singular (tu, você) teu, tua (singular); teus, tuas (plural)</p><p>3ª pessoa do singular (ele/ela) seu, sua (singular); seus, suas (plural)</p><p>1ª pessoa do plural (nós) nosso, nossa (singular); nossos, nossas (plural)</p><p>2ª pessoa do plural (vós, vocês) vosso, vossa (singular); vossos, vossas (plural)</p><p>3ª pessoa do plural (eles/elas) seu, sua (singular); seus, suas (plural)</p><p>4</p><p>Noções de pronomes pessoais e possessivos</p><p>Anotações:</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>5</p><p>Termos da oração</p><p>Termos da oração</p><p>1MÉRITO</p><p>Apostilas</p><p>Termos da oração</p><p>Os termos essenciais da oração são o sujeito e o predicado. É em torno des-</p><p>ses dois elementos que as orações são estruturadas.</p><p>O elemento a quem se declara algo é denominado sujeito. Na estrutura da</p><p>oração, o sujeito é o elemento que estabelece a concordância com o verbo. Por</p><p>sua vez, o predicado é tudo aquilo que se diz sobre o sujeito.</p><p>Sujeito = o ser sobre o qual se declara alguma coisa.</p><p>Predicado = o que se declara sobre o sujeito.</p><p>Na oração, sujeito e predicado funcionam assim:</p><p>Exemplo 1:</p><p>As ruas são intransitáveis.</p><p>Sujeito: as ruas</p><p>Verbo: são</p><p>Predicado: são intransitáveis (este é um predicado nominal e abaixo você vai</p><p>entender o porquê!)</p><p>Exemplo 2:</p><p>Os alunos chegaram atrasados novamente.</p><p>Sujeito: os alunos</p><p>Verbo: chegaram</p><p>Predicado: chegaram atrasados novamente</p><p>Sujeito</p><p>Núcleo do sujeito</p><p>Núcleo do sujeito é a palavra com carga mais significativa em torno do sujei -</p><p>to. Quando o sujeito é formado por mais de uma palavra, há sempre uma com</p><p>maior importância semântica.</p><p>2</p><p>Termos da oração</p><p>Exemplo:</p><p>O garoto logo percebeu a festa que o esperava.</p><p>Sujeito: O garoto</p><p>Núcleo do sujeito: garoto</p><p>Predicado: logo percebeu a festa que o esperava</p><p>O núcleo do sujeito pode ser expresso por substantivo, pronome substantivo,</p><p>numeral substantivo ou qualquer palavra substantivada.</p><p>Exemplo de substantivo:</p><p>A casa foi fechada para reforma.</p><p>Sujeito: A casa</p><p>Núcleo do sujeito: casa</p><p>Predicado: foi fechada para reforma.</p><p>Exemplo de pronome substantivo:</p><p>Eles não gostam de carne vermelha.</p><p>Sujeito: Eles</p><p>Núcleo do sujeito: Eles</p><p>Predicado: não gostam de carne vermelha.</p><p>Exemplo de numeral substantivo:</p><p>Três excede.</p><p>Sujeito: Três</p><p>Núcleo do sujeito: Três</p><p>Predicado: excede.</p><p>3</p><p>Termos da oração</p><p>Exemplo de palavra substantivada:</p><p>Um oi foi expresso rapidamente.</p><p>Sujeito: Um oi</p><p>Núcleo do sujeito: oi</p><p>Predicado: foi expresso rapidamente.</p><p>Tipos de sujeito</p><p>O sujeito pode ser determinado (simples, composto, oculto), indeterminado ou</p><p>inexistente.</p><p>Sujeito simples</p><p>Quando possui um só núcleo. Ocorre quando o verbo se refere a um só subs-</p><p>tantivo ou um só pronome, ou um só numeral, ou a uma só palavra substantivada.</p><p>Exemplo:</p><p>O desenho em nanquim será sempre uma expressão admirada.</p><p>Sujeito: O desenho em nanquim</p><p>Núcleo: desenho</p><p>Predicado: será sempre uma expressão admirada.</p><p>Sujeito composto</p><p>Com mais de um núcleo. As orações com sujeito composto são compostas por</p><p>mais de um pronome, mais de um numeral, mais de uma palavra ou expressão</p><p>substantivada ou mais de uma oração substantivada.</p><p>4</p><p>Termos da oração</p><p>Exemplo:</p><p>Cristina, Marina e Bianca fazem balé no Teatro Municipal.</p><p>Sujeito: Cristina, Marina e Bianca</p><p>Núcleo: Cristina, Marina, Bianca</p><p>Predicado: fazem balé no Teatro Municipal.</p><p>Sujeito oculto</p><p>Ocorre quando o sujeito não está materialmente expresso na oração, mas</p><p>pode ser identificado pela desinência verbal ou pelo período contíguo.</p><p>Também é chamado de sujeito elíptico, desinencial ou implícito.</p><p>Exemplo:</p><p>Estávamos à espera do ônibus.</p><p>Sujeito oculto: nós</p><p>Desinência verbal: estávamos</p><p>Sujeito indeterminado</p><p>O sujeito indeterminado ocorre quando não se refere a um elemento identifi-</p><p>cado de maneira clara. É observado em três casos:</p><p>• quando o verbo está na 3ª pessoa do plural, sem que o contexto permita</p><p>identificar o sujeito;</p><p>• quando um verbo está na 3.ª pessoa do singular acompanhado do pronome</p><p>(se);</p><p>• quando o verbo está no infinitivo pessoal.</p><p>5</p><p>Termos da oração</p><p>Sujeito inexistente</p><p>A oração sem sujeito ocorre quando a informação veiculada pelo predicado</p><p>está centrada em um verbo impessoal. Por isso, não há relação entre sujeito e</p><p>verbo.</p><p>Exemplo:</p><p>Choveu muito em Manaus.</p><p>Predicado: Choveu muito em Manaus</p><p>Predicado</p><p>O predicado pode ser verbal, nominal ou verbo-nominal.</p><p>Predicado Verbal</p><p>O predicado verbal ocorre quando o núcleo da informação veiculada pelo pre-</p><p>dicado está contido em um verbo significativo que pode ser transitivo ou intransi-</p><p>tivo. Nesse caso, a informação sobre o sujeito está contida nos verbos.</p><p>Exemplo:</p><p>O entregador chegou.</p><p>Predicado verbal: chegou.</p><p>Predicado</p><p>Nominal</p><p>O predicado nominal é formado por um verbo de ligação + predicativo do su-</p><p>jeito.</p><p>6</p><p>Termos da oração</p><p>Exemplo:</p><p>O entregador está atrasado.</p><p>Predicado nominal: está atrasado.</p><p>Predicado Verbo-nominal</p><p>O predicado verbo-nominal apresenta dois núcleos: o verbo transitivo ou in-</p><p>transitivo + o predicativo do sujeito ou predicativo do objeto.</p><p>Exemplo:</p><p>A menina chegou ofegante à ginástica.</p><p>Sujeito: A menina</p><p>Predicado verbo-nominal: chegou ofegante à ginástica.</p><p>7</p><p>Termos da oração</p><p>Exercícios</p><p>1. (EMM) Há predicado verbo-nominal em:</p><p>a) Ela descansava em casa.</p><p>b) Todos cumpriram o juramento</p><p>c) Ele vinha preocupado.</p><p>d) Ele está abatido</p><p>e) Ela marchava alegremente.</p><p>2. (EMM) A única oração com sujeito simples é:</p><p>a) Existem algumas dúvidas.</p><p>b) Compraram-se livros e revistas.</p><p>c) Precisa-se de ajuda.</p><p>d) Faz muito frio.</p><p>e) Há alguns problemas.</p><p>3. (PUC-SP) – O verbo ser, na oração:</p><p>“Eram cinco horas da manhã...”, é:</p><p>a) pessoal e concorda com o sujeito indeterminado.</p><p>b) impessoal e concorda com o objeto direto.</p><p>c) impessoal e concorda com o sujeito indeterminado.</p><p>d) Impessoal e concorda com a expressão numérica.</p><p>e) Pessoal e concorda com a expressão numérica.</p><p>8</p><p>Termos da oração</p><p>Gabarito</p><p>1- Alternativa c: Ele vinha preocupado.</p><p>2- Alternativa a: Existem algumas dúvidas.</p><p>3- Alternativa d: Impessoal e concorda com a expressão numérica.</p><p>9</p><p>Termos da oração</p><p>Anotações:</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>10</p><p>Concordância Verbal e Nominal</p><p>Concordância Verbal e Nominal</p><p>1MÉRITO</p><p>Apostilas</p><p>Concordância Verbal e Nominal</p><p>Concordância verbal e nominal é a parte da gramática que estuda a conformidade</p><p>estabelecida entre cada componente da oração.</p><p>Concordância verbal se ocupa da relação entre sujeito e verbo, concordância</p><p>nominal se ocupa da relação entre as classes de palavras:</p><p>concordância verbal = sujeito e verbo</p><p>concordância nominal = classes de palavras</p><p>Concordância Verbal</p><p>1. Sujeito composto antes do verbo</p><p>Quando o sujeito é composto e vem antes do verbo, esse verbo deve estar sempre</p><p>no plural.</p><p>Exemplo: Maria e José conversaram até de madrugada.</p><p>2. Sujeito composto depois do verbo</p><p>Quando o sujeito composto vem depois do verbo, o verbo tanto pode ficar no</p><p>plural como pode concordar com o sujeito mais próximo.</p><p>Exemplos:</p><p>Discursaram diretor e professores.</p><p>Discursou diretor e professores.</p><p>3. Sujeito formado por pessoas gramaticais diferentes</p><p>Quando o sujeito é composto, mas as pessoas gramaticais são diferentes, o verbo</p><p>também deve ficar no plural. No entanto, ele concordará com a pessoa que, a nível</p><p>gramatical, tem prioridade.</p><p>Isso quer dizer que 1.ª pessoa (eu, nós) tem prioridade em relação à 2.ª (tu, vós) e a</p><p>2.ª tem prioridade em relação à 3.ª (ele, eles).</p><p>2</p><p>Concordância Verbal e Nominal</p><p>Exemplos:</p><p>Nós, vós e eles vamos à festa.</p><p>Tu e ele falais outra língua?</p><p>Concordância Nominal</p><p>1. Adjetivos e um substantivo</p><p>Quando há mais do que um adjetivo para um substantivo, os adjetivos devem</p><p>concordar em gênero e número com o substantivo.</p><p>Exemplo: Adorava comida salgada e gordurosa.</p><p>2. Substantivos e um adjetivo</p><p>No caso inverso, ou seja, quando há mais do que um substantivo e apenas um</p><p>adjetivo, há duas formas de concordar:</p><p>2.1. Quando o adjetivo vem antes dos substantivos, o adjetivo deve concordar com</p><p>o substantivo mais próximo.</p><p>Exemplo: Linda filha e bebê.</p><p>2.2. Quando o adjetivo vem depois dos substantivos, o adjetivo deve concordar</p><p>com o substantivo mais próximo ou com todos os substantivos.</p><p>Exemplos: Pronúncia e vocabulário perfeito.</p><p>Vocabulário e pronúncia perfeita.</p><p>Pronúncia e vocabulário perfeitos.</p><p>Vocabulário e pronúncia perfeitos.</p><p>3</p><p>Regência verbal e nominal</p><p>Regência verbal e nominal</p><p>1MÉRITO</p><p>Apostilas</p><p>Regência verbal e nominal</p><p>Regência verbal</p><p>A regência verbal indica a relação que um verbo (termo regente) estabelece com o</p><p>seu complemento (termo regido) através do uso ou não de uma preposição. Na</p><p>regência verbal os termos regidos são o objeto direto (sem preposição) e o objeto</p><p>indireto (preposicionado).</p><p>Exemplos de regência verbal preposicionada</p><p>• assistir a;</p><p>• obedecer a;</p><p>• avisar a;</p><p>• agradar a;</p><p>• morar em;</p><p>• apoiar-se em;</p><p>• transformar em;</p><p>• morrer de;</p><p>• constar de;</p><p>• sonhar com;</p><p>• indignar-se com;</p><p>• ensaiar para;</p><p>• apaixonar-se por;</p><p>• cair sobre.</p><p>Regência verbal sem preposição</p><p>Os verbos transitivos diretos apresentam um objeto direto como termo regido,</p><p>não sendo necessária uma preposição para estabelecer a regência verbal.</p><p>2</p><p>Regência verbal e nominal</p><p>Exemplos de regência verbal sem preposição:</p><p>• Você já fez os deveres?</p><p>• Eu quero um carro novo.</p><p>• A criança bebeu o suco.</p><p>O objeto direto responde, principalmente, às perguntas o quê? e quem?, indicando</p><p>o elemento que sofre a ação verbal.</p><p>Regência verbal com preposição</p><p>Os verbos transitivos indiretos apresentam</p><p>um objeto indireto como termo regido,</p><p>sendo obrigatória a presença de uma preposição para estabelecer a regência</p><p>verbal.</p><p>Exemplos de regência verbal com preposição:</p><p>• O funcionário não se lembrou da reunião.</p><p>• Ninguém simpatiza com ele.</p><p>• Você não respondeu à minha pergunta.</p><p>O objeto indireto responde, principalmente, às perguntas de quê? para quê? de</p><p>quem? para quem? em quem?, indicando o elemento ao qual se destina a ação</p><p>verbal.</p><p>Preposições usadas na regência verbal</p><p>As preposições usadas na regência verbal podem aparecer na sua forma simples,</p><p>bem como contraídas ou combinadas com artigos e pronomes.</p><p>Preposições simples: a, de, com, em, para, por, sobre, desde, até, sem,...</p><p>3</p><p>Regência verbal e nominal</p><p>Contração e combinação de preposições: à, ao, do, das, destes, no, numa, nisto,</p><p>pela, pelo,...</p><p>As preposições mais utilizadas na regência verbal são: a, de, com, em, para e por.</p><p>• Preposição a: perdoar a, chegar a, sujeitar-se a,...</p><p>• Preposição de: vangloriar-se de, libertar de, precaver-se de,...</p><p>• Preposição com: parecer com, zangar-se com, guarnecer com,...</p><p>• Preposição em: participar em, teimar em, viciar-se em,...</p><p>• Preposição para: esforçar-se para, convidar para, habilitar para,...</p><p>• Preposição por: interessar-se por, começar por, ansiar por,…</p><p>Regência nominal</p><p>A regência nominal indica a relação que um nome (termo regente) estabelece com</p><p>o seu complemento (termo regido) através do uso de uma preposição.</p><p>Exemplos de regência nominal</p><p>• favorável a;</p><p>• apto a;</p><p>• livre de;</p><p>• sedento de;</p><p>• intolerante com;</p><p>• compatível com;</p><p>• interesse em;</p><p>• perito em;</p><p>• mau para;</p><p>4</p><p>Regência verbal e nominal</p><p>• pronto para;</p><p>• respeito por;</p><p>• responsável por.</p><p>Regência nominal com preposição</p><p>A regência nominal ocorre quando um nome necessita obrigatoriamente de uma</p><p>preposição para se ligar ao seu complemento nominal.</p><p>Exemplos de regência nominal com preposição:</p><p>• Sempre tive muito medo de baratas.</p><p>• Seu pai está furioso com você!</p><p>• Sinto-me grato a todos.</p><p>Preposições usadas na regência nominal</p><p>Também na regência nominal as preposições podem ser usadas na sua forma</p><p>simples e contraídas ou combinadas com artigos e pronomes.</p><p>As preposições mais utilizadas na regência nominal são, também: a, de, com, em,</p><p>para, por.</p><p>Preposição a: anterior a, contrário a, equivalente a,...</p><p>Preposição de: capaz de, digno de, incapaz de,...</p><p>Preposição com: impaciente com, cuidadoso com, descontente com,...</p><p>Preposição em: negligente em, versado em, parco em,...</p><p>Preposição para: essencial para, próprio para, apto para,...</p><p>Preposição por: admiração por, ansioso por, devoção por,...</p><p>5</p><p>Crase</p><p>Crase</p><p>1MÉRITO</p><p>Apostilas</p><p>Crase</p><p>A crase caracteriza-se como a fusão de duas vogais idênticas, relacionadas ao</p><p>emprego da preposição “a” com o artigo feminino a (s), com o “a” inicial referente</p><p>aos pronomes demonstrativos – aquela (s), aquele (s), aquilo e com o “a”</p><p>pertencente ao pronome relativo a qual (as quais). Casos estes em que tal fusão se</p><p>encontra demarcada pelo acento grave (`): à(s), àquela, àquele, àquilo, à qual, às</p><p>quais.</p><p>Quando usar crase</p><p>Antes de palavras femininas</p><p>Fui à escola.</p><p>Fomos à praça.</p><p>Quando acompanham verbos que indicam destino (ir, voltar, vir)</p><p>Vou à padaria.</p><p>Fomos à praia.</p><p>Nas locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas</p><p>Saímos à noite.</p><p>À medida que o tempo passa as amizades aumentam.</p><p>Exemplos de locuções: à medida que, à noite, à tarde, às pressas, às vezes, em</p><p>frente a, à moda de.</p><p>2</p><p>Crase</p><p>Antes dos Pronomes demonstrativos aquilo, aquela, aquele</p><p>No verão, voltamos àquela praia.</p><p>Refere-se àquilo que aconteceu ontem na festa.</p><p>Antes da locução "à moda de" quando ela estiver subentendida</p><p>Veste roupas à (moda de) Luís XV.</p><p>Dribla à (moda de) Pelé.</p><p>Uso da crase na indicação das horas</p><p>Utiliza-se a crase antes de numeral cardinal que indicam as horas exatas:</p><p>Termino meu trabalho às cinco horas da tarde.</p><p>Saio da escola às 12h30.</p><p>Por outro lado, quando acompanhadas de preposições (para, desde, após, perante,</p><p>com), não se utiliza a crase, por exemplo:</p><p>Ficamos na reunião desde as 12h.</p><p>Chegamos após as 18h.</p><p>O congresso está marcado para as 15h.</p><p>Quando não usar crase</p><p>Antes de palavras masculinas</p><p>Jorge tem um carro a álcool.</p><p>Samuel comprou um jipe a diesel.</p><p>3</p><p>Crase</p><p>Antes de verbos que não indiquem destino</p><p>Estava disposto a salvar a menina.</p><p>Passava o dia a cantar.</p><p>Antes de pronomes pessoais do caso reto e do caso oblíquo</p><p>Falamos a ela sobre o ocorrido</p><p>Ofereceram a mim as entradas para o cinema.</p><p>Os pronomes do caso reto são: eu, tu, ele, nós, vós, eles.</p><p>Os pronomes do caso oblíquo são: me, mim, comigo, te, ti, contigo, se, si, o, lhe.</p><p>Antes dos pronomes demonstrativos isso, esse, este, esta, essa</p><p>Era a isso que nos referíamos.</p><p>Quando aderir a esse plano, a internet ficará mais barata.</p><p>Crase facultativa</p><p>1. Depois da preposição “até”</p><p>Exemplos:</p><p>Vou até a faculdade agora. OU Vou até à faculdade agora.</p><p>Vamos até a feira? OU Vamos até à feira?</p><p>Fui até a loja de manhã. OU Fui até à loja de manhã.</p><p>Explicação:</p><p>4</p><p>Crase</p><p>A crase é a junção da preposição "a" com o artigo "a". Para não escrever “Vou a a</p><p>praia”, usamos o acento grave para indicar essa soma (a + a).</p><p>Bem, “até” é preposição e, sendo assim, não há soma de “a + a”: Vou até a faculdade.</p><p>Mas, também podemos dizer “até a”. “Até a” é uma locução prepositiva e, neste</p><p>caso, há a soma de “a + a”: “Vou até a a faculdade” é o mesmo que “Vou até à</p><p>faculdade”.</p><p>Por isso, as duas formas estão corretas: “até a” ou “até à”.</p><p>1.1. “Até” antes de horas</p><p>Antes da indicação de um horário usamos crase, mas se antes das horas vier a</p><p>preposição “até”, o seu uso é facultativo.</p><p>Exemplos:</p><p>Chegarei ao restaurante até as 20h. OU Chegarei ao restaurante até às 20h.</p><p>O médico atenderá o paciente até as 14h. OU O médico atenderá o paciente</p><p>até às 14h.</p><p>Até as 11h devo ligar para você. OU Até às 11h devo ligar para você.</p><p>2. Antes dos nomes próprios femininos</p><p>Exemplos:</p><p>Custa a Maria ver o filho sofrer. OU Custa à Maria ver o filho sofrer.</p><p>Obedeça a Joana! OU Obedeça à Joana!</p><p>Informou a Ana. OU Informou à Ana.</p><p>Explicação:</p><p>O uso do artigo é facultativo antes de nomes próprios femininos:</p><p>Maria é uma simpatia. OU A Maria é uma simpatia.</p><p>5</p><p>Crase</p><p>Joana é inglesa. OU A Joana é inglesa.</p><p>Ana está atrasada. OU A Ana está atrasada.</p><p>Uma vez que não haja artigo “a” haverá apenas a presença da preposição “a”, logo,</p><p>não há crase.</p><p>No entanto, se considerarmos a preposição e o artigo (a + a), então há crase.</p><p>Ambas opções estão corretas.</p><p>3. Antes dos pronomes possessivos</p><p>Exemplos:</p><p>Não iremos a tua casa. OU Não iremos à tua casa.</p><p>Querem assistir a nossa reportagem? OU Querem assistir à nossa reportagem?</p><p>Vamos a minha casa! OU Vamos à minha casa!</p><p>Explicação:</p><p>O uso do artigo também é facultativo antes dos pronomes possessivos. É por isso</p><p>que antes deles o uso ou não da crase está correto:</p><p>Tua casa é bonita. OU A tua casa é bonita.</p><p>Nossa reportagem está ótima. OU A nossa reportagem está ótima.</p><p>Minha casa está uma bagunça! OU A minha casa está uma bagunça!</p><p>Para lembrar: os pronomes possessivos femininos são: minha(s), tua(s), sua(s),</p><p>nossa(s), vossa(s).</p><p>6</p><p>Crase</p><p>Anotações:</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>7</p><p>Crase</p><p>Exercícios</p><p>Exercício 1</p><p>(ESAN - Escola Superior de Administração de Negócios de São Paulo) Das frases</p><p>abaixo, apenas uma está correta, quanto à crase. Assinale-a:</p><p>a) Devemos aliar a teoria à prática.</p><p>b) Daqui à duas semanas ele estará de volta.</p><p>c) Dia à dia, a empresa foi crescendo.</p><p>d Ele parecia entregue à tristes cogitações.</p><p>e) Puseram-se à discutir em voz alta.</p><p>Exercício 2</p><p>(FCC - Fundação Carlos Chagas) É preciso suprimir um ou mais sinais de crase em:</p><p>a) À falta de coisa melhor para fazer, muita gente assiste à televisão sem sequer</p><p>atentar para o que está vendo.</p><p>b) Cabe à juventude de hoje dedicar-se à substituição dos apelos do mercado por</p><p>impulsos que, em sua verdade natural, façam jus à capacidade humana de sonhar.</p><p>c) Os sonhos não se adquirem à vista: custa tempo para se elaborar dentro de nós a</p><p>matéria de que são feitos, às vezes à revelia de nós mesmos.</p><p>d) Compreenda-se quem aspira à estabilidade de um emprego, mas prestem-se</p><p>todas as homenagens àquele que cultiva seus sonhos.</p><p>e) Quem acha que agracia à juventude de hoje com elogios ao seu pragmatismo</p><p>não está à salvo de ser o responsável pela frustração de toda uma geração.</p><p>8</p><p>Crase</p><p>Gabarito</p><p>Exercício 1</p><p>Alternativa A) Devemos aliar a teoria à prática.</p><p>Exercício 2</p><p>Alternativa E) Quem acha que agracia à juventude de hoje com elogios ao seu</p><p>pragmatismo não está à salvo de ser o responsável pela frustração de toda uma</p><p>geração.</p><p>9</p><p>Vícios de linguagem</p><p>Vícios de linguagem</p><p>1MÉRITO</p><p>Apostilas</p><p>Vícios de linguagem</p><p>Os vícios de linguagem são desvios não intencionais da norma-padrão do idio-</p><p>ma ou construções linguísticas inadequadas que geram problemas ou ruídos na</p><p>comunicação. Os vícios de linguagem devem ser evitados em contextos formais e</p><p>que exijam o uso da norma-padrão da língua portuguesa.</p><p>Classificação dos vícios de linguagem</p><p>Agora, vejamos alguns dos principais vícios de linguagem com seus respecti-</p><p>vos exemplos.</p><p>Solecismo</p><p>Solecismo é o desvio que envolve erros de sintaxe na construção de um tre-</p><p>cho ou combinação de palavras, podendo ser de concordância, de regência, de co-</p><p>locação e de má estruturação.</p><p>Exemplos:</p><p>→ Concordância</p><p>“Meus irmão são muito briguentos.” em vez de “Meus irmãos são muito bri-</p><p>guentos.”</p><p>→ Regência</p><p>“Cheguei na sua casa.” em vez de “Cheguei à sua casa.”</p><p>→ Colocação</p><p>“Ela não falou-me isso.” em vez de “Ela não me falou isso.”</p><p>Barbarismo</p><p>Barbarismo é o desvio envolvendo erros no emprego de uma palavra, tratan-</p><p>do de questões fonéticas (de som e de pronúncia), morfológicas (de ortografia e</p><p>de flexões) ou semânticas (de sentidos e de significados).</p><p>Exemplos:</p><p>→ Pronúncia</p><p>“Rúbrica” em vez de “Rubrica” (sílaba tônica em “bri”)</p><p>2</p><p>Vícios de linguagem</p><p>→ Ortografia</p><p>“Ancioso” em vez de “Ansioso”</p><p>→ Sentido</p><p>“Eu assumi que o evento já tivesse acabado.” em vez de “Eu supus que o</p><p>evento já tivesse acabado.”</p><p>Estrangeirismo</p><p>Estrangeirismo é o uso de palavras, expressões e construções típicas de idio-</p><p>mas estrangeiros como se pertencessem à língua portuguesa. É natural a apropri-</p><p>ação de certas palavras e expressões estrangeiras, mas a ocorrência desse fenô-</p><p>meno em excesso é tida como um vício de linguagem.</p><p>Exemplo:</p><p>“Esse filme, apesar de vintage, é muito trash. O pessoal diz que gosta pra</p><p>se fazer de cool.”</p><p>Pleonasmo vicioso</p><p>O pleonasmo vicioso refere-se ao uso de termos redundantes de maneira não</p><p>intencional, causando a repetição desnecessária de uma ideia.</p><p>Exemplos:</p><p>“Sair para fora”</p><p>“Entrar para dentro”</p><p>“Descer para baixo”</p><p>“Subir para cima”</p><p>Ambiguidade</p><p>A ambiguidade ocorre quando é possível depreender mais de um sentido em</p><p>um enunciado pelo fato de ele não ter uma construção adequada.</p><p>Exemplo:</p><p>“Preciso que você confirme se ele pode ir com a sua mãe.”</p><p>3</p><p>Vícios de linguagem</p><p>De quem é a mãe: de “você” ou “dele”? É para confirmar com a mãe se ele</p><p>pode ir ou é para confirmar se ele pode ir com a mãe?</p><p>Cacofonia</p><p>A cacofonia acontece quando a sequência de duas ou mais palavras gera um</p><p>som desagradável e indesejado.</p><p>Exemplos:</p><p>“Música gospel”</p><p>“Boca dela”</p><p>Eco</p><p>O eco é o desvio em que, no enunciado, ocorre uma repetição não intencional</p><p>de sons, gerando rimas que atrapalham o discurso.</p><p>Exemplo:</p><p>“Sem descanso, avanço descalço.”</p><p>Arcaísmo</p><p>O arcaísmo é caracterizado pelo uso de vocábulos ou construções arcaicas</p><p>que caíram em desuso e não são mais válidas hoje em dia.</p><p>Exemplos:</p><p>“Físico” em vez de “Médico”</p><p>“Fremoso” em vez de “Formoso”</p><p>4</p><p>Vícios de linguagem</p><p>Exercícios</p><p>Questão 1 – (Ufop) Qual o vício de linguagem que se observa na frase: “Eu</p><p>não vi ele faz muito tempo”.</p><p>A) solecismo</p><p>B) cacófato</p><p>C) arcaísmo</p><p>D) barbarismo</p><p>E) colisão</p><p>Questão 2 – (Consesp) Assinale a alternativa em que não se verifica pleonas-</p><p>mo (vicioso ou estilístico).</p><p>A) É preciso encarar de frente os problemas da vida.</p><p>B) Vi com os olhos os preços dos remédios na tabuleta.</p><p>C) Chorei aquelas lágrimas terríveis e doloridas.</p><p>D) A brisa matinal da manhã soprou calma como nunca.</p><p>E) Pus fogo no monte de lenha.</p><p>5</p><p>Vícios de linguagem</p><p>Gabarito</p><p>Questão 1 - Alternativa A. O solecismo é caracterizado por erros de sintaxe.</p><p>No enunciado, há desvio no uso do pronome com “eu vi ele” em vez de “eu o vi”.</p><p>Questão 2 - Alternativa E. Não há nenhum termo redundante no enunciado</p><p>6</p><p>Vícios de linguagem</p><p>Anotações:</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>Resposta correta: d) esclarecer dois conceitos usados no senso comum.</p><p>Essa é uma questão de compreensão e interpretação de um texto escrito.</p><p>Depois da leitura atenta do texto, fica claro entender qual sua finalidade:</p><p>esclarecer sobre dois conceitos que são utilizados como sinônimos pelo senso</p><p>comum.</p><p>Assim, trata-se de um tipo de texto explicativo que utiliza alguns exemplos para</p><p>ilustrar os conceitos de publicidade e propaganda.</p><p>6</p><p>Sinônimos, antônimos, homônimos e parônimos</p><p>Sinônimos, antônimos, homônimos</p><p>e parônimos</p><p>1MÉRITO</p><p>Apostilas</p><p>Sinônimos, antônimos, homônimos e parônimos</p><p>Semântica é a classe gramatical que estuda a significação das palavras e as</p><p>relações que elas têm umas com as outras por meio das classificações como si -</p><p>nônimos, antônimos, homônimos e parônimos.</p><p>Sinônimos</p><p>A sinonímia é o nome dado ao que ocorre quando usamos palavras diferen-</p><p>tes, mas com o significado igual ou parecido, estabelecendo uma relação de proxi-</p><p>midade. Essas palavras de mesma significação são chamadas de sinônimos, e uti-</p><p>lizá-las evita que sentenças e argumentos se tornem repetitivos e desinteressan-</p><p>tes.</p><p>Importante notar que sinônimos não são equivalentes e é raro encontrar</p><p>aqueles que são perfeitos, como no caso de “belo” e “bonito”, dependendo do</p><p>contexto (“este rapaz é belo” é muito semelhante a “este rapaz é bonito”, mas nem</p><p>sempre a relação é tão próxima).</p><p>Exemplos:</p><p>• Casa/lar/moradia/residência</p><p>• Longe/distante</p><p>• Delicioso/saboroso</p><p>• Carro/automóvel</p><p>• Triste/melancólico</p><p>• Resgatar/recuperar</p><p>Antônimos</p><p>A antonímia, ao contrário da sinonímia, é o que acontece quando duas pala -</p><p>vras são usadas para indicar o oposto uma da outra, estabelecendo uma relação</p><p>de contrariedade.</p><p>Exemplos:</p><p>2</p><p>Sinônimos, antônimos, homônimos e parônimos</p><p>• Amor/ódio</p><p>• Luz/trevas</p><p>• Mal/bem</p><p>• Ausência/presença</p><p>• Fraco/forte</p><p>• Bonito/feio</p><p>• Cheio/vazio</p><p>Polissemia e monossemia</p><p>Quando uma palavra tem vários significados, temos uma polissemia. O con-</p><p>trário, que é quando uma palavra tem somente um significado, é chamado de mo-</p><p>nossemia. Para entender esses significados, é fundamental observar o contexto</p><p>no qual essas palavras estão inseridas.</p><p>Exemplo:</p><p>Gato: animal, homem atraente, instalação elétrica irregular.</p><p>• Adotei um gato na semana passada.</p><p>• Conheci seu amigo ontem na festa. Que gato!</p><p>• Aquela instalação elétrica da vizinha é um gato.</p><p>Homônimos</p><p>Homônimos são aquelas palavras que têm som igual, escrita igual, mas signifi-</p><p>cados diferentes. Dentro dessa classificação, temos ainda as palavras homófonas</p><p>(mesmo som, mas com escrita e significado diferentes) e as homógrafas (escrita</p><p>igual, mas com som e significado diferentes).</p><p>Exemplos:</p><p>3</p><p>Sinônimos, antônimos, homônimos e parônimos</p><p>• Vou colocar “extrato” de tomate no molho do macarrão.</p><p>• Vou ao banco retirar o “extrato”.</p><p>• Eu “rio” tanto.</p><p>• Da minha casa posso ver o “rio”.</p><p>Homônimos perfeitos: são palavras que possuem a mesma grafia e o mesmo</p><p>som. Exemplo: Esse homem é são (saúde), São Pedro (título), Como vai? (sauda-</p><p>ção), Eu como feijão (verbo comer).</p><p>Homônimos homófonos: são as palavras que possuem o mesmo som, porém</p><p>a grafia é diferente. Exemplo: sessão (reunião), seção (repartição), cessão (ato de</p><p>ceder), concerto (musical) e conserto (ato de consertar).</p><p>Homônimos homógrafos: são palavras que possuem a mesma grafia e sons</p><p>diferentes. Exemplo: almoço (ô) substantivo – almoço (ó) verbo; jogo (ô) substanti-</p><p>vo – jogo (ó) verbo; para (preposição) – para (verbo)</p><p>Parônimos</p><p>são aquelas que são escritas e pronunciadas de maneira semelhante, mas têm</p><p>significados distintos.</p><p>• coro e couro;</p><p>• cesta e sesta;</p><p>• eminente e iminente;</p><p>• osso e ouço;</p><p>• sede e cede;</p><p>• comprimento e cumprimento;</p><p>• tetânico e titânico;</p><p>• degradar e degredar;</p><p>4</p><p>Sinônimos, antônimos, homônimos e parônimos</p><p>• infligir e infringir;</p><p>Formas variantes</p><p>As formas variantes se referem a palavras que possuem mais do que uma gra-</p><p>fia correta, sem que haja alteração do seu significado.</p><p>Exemplos de formas variantes:</p><p>• abdome e abdômen;</p><p>• bêbado e bêbedo;</p><p>• embaralhar e baralhar;</p><p>• enfarte e infarto;</p><p>• louro e loiro.</p><p>5</p><p>Sinônimos, antônimos, homônimos e parônimos</p><p>Exercícios</p><p>Exercício 1</p><p>Levando em consideração o contexto atribuído pelos enunciados, empregue</p><p>corretamente um dos termos propostos pelas alternativas entre parênteses.</p><p>a – O atacante aproveitou a jogada distraída e deu o ___________ no adversário.</p><p>(cheque/xeque)</p><p>b – O visitante pôs a _____________ no cavalo, despediu-se de todos e seguiu</p><p>viagem. (cela/sela)</p><p>c – No presídio, todos os ocupantes foram trocados de _____________. (cela/sela)</p><p>d – O filme a que assisti pertence à ______ das dez. (seção/sessão/cessão)</p><p>Exercício 2</p><p>(FMPA- MG) - Assinale o item em que a palavra destacada está incorretamente</p><p>aplicada:</p><p>a) Trouxeram-me um ramalhete de flores fragrantes .</p><p>b) A justiça infligiu pena merecida aos desordeiros.</p><p>c) Promoveram uma festa beneficiente para a creche.</p><p>d) Devemos ser fieis aos cumprimentos do dever.</p><p>e) A cessão de terras compete ao Estado.</p><p>Exercício 3</p><p>CEITEC 2012 - FUNRIO - Advogado - AAO-ADVOGAD</p><p>Fotografia divulgada na internet mostra a placa com o nome de um bar. Nela se</p><p>lê: “BAR ÁLCOOL ÍRIS”. Pode-se criticar a suposta originalidade, mas não há</p><p>dúvida de que a escolha do nome baseou-se na relação que há entre as palavras</p><p>“álcool” e “arco”, o que caracteriza um caso de:</p><p>6</p><p>Sinônimos, antônimos, homônimos e parônimos</p><p>a. ambiguidade.</p><p>b. homonímia.</p><p>c. paráfrase.</p><p>d. paronímia.</p><p>e. polissemia.</p><p>Exercício 4</p><p>CEITEC 2012 - FUNRIO - Administração/Ciências Contábeis/Direito/Pregoeiro</p><p>Público AAO-COMNACI</p><p>Os vocábulos Emergir e Imergir são parônimos: empregar um pelo outro acarreta</p><p>grave confusão no que se quer expressar. Nas alternativas abaixo, só uma</p><p>apresenta uma frase em que se respeita o devido sentido dos vocábulos,</p><p>selecionando convenientemente o parônimo adequado à frase elaborada.</p><p>Assinale-a.</p><p>a A descoberta do plano de conquista era eminente.</p><p>b O infrator foi preso em flagrante.</p><p>c O candidato recebeu despensa das duas últimas provas.</p><p>d O metal delatou ao ser submetido à alta temperatura.</p><p>e Os culpados espiam suas culpas na prisão.</p><p>7</p><p>Sinônimos, antônimos, homônimos e parônimos</p><p>Gabarito</p><p>Exercício 1</p><p>Resposta:</p><p>a – xeque</p><p>b – sela</p><p>c – cela</p><p>d – sessão</p><p>Exercício 2</p><p>Resposta: Alternativa “c”.</p><p>Exercício 3</p><p>Resposta: ( D ) paronímia.</p><p>Exercício 4</p><p>Resposta: ( B ) O infrator foi preso em flagrante.</p><p>8</p><p>Linguagem Denotativa e Conotativa</p><p>Linguagem Denotativa e</p><p>Conotativa</p><p>1MÉRITO</p><p>Apostilas</p><p>Linguagem Denotativa e Conotativa</p><p>Conotação e denotação são expressões linguísticas relacionadas ao significado de</p><p>palavras ou expressões em declarações.</p><p>Quando a mensagem é literal, ou seja, de acordo com o significado do dicionário, é</p><p>chamada de denotativa.</p><p>Depois de jogar bola, nós comemos um churrasco. (denotação)</p><p>O termo “bola” está empregado em sentido denotativo, que se refere ao objeto</p><p>esférico utilizado para jogar futebol, basquete e vôlei.</p><p>Por outro lado, se uma mensagem tem um significado mais subjetivo e figurativo,</p><p>dizemos que é conotativa.</p><p>Ele comeu bola na prova de matemática. (conotação)</p><p>A expressão “comer bola” está em sentido figurado ou conotativo, que significa:</p><p>cometer um erro.</p><p>Denotação</p><p>Denotação é o uso do sentido literal ou real da linguagem em uma declaração.</p><p>Quando utilizada, ela não proporciona espaço para outras interpretações, sendo,</p><p>portanto, precisa e objetiva.</p><p>Por isso, a denotação compreende o sentido dos dicionários, ou seja, o sentido</p><p>próprio, original e direto das palavras.</p><p>Assim, a intenção de uma enunciação denotativa é emitir a mensagem ao receptor,</p><p>de modo que ela não seja interpretada ou decifrada de outra maneira.</p><p>Emprego de denotação:</p><p>• Notícias e reportagens</p><p>• Bulas de remédios</p><p>• Manuais de instruções</p><p>• Textos científicos</p><p>2</p><p>Linguagem Denotativa e Conotativa</p><p>Conotação</p><p>A conotação é o uso do sentido figurado, metafórico</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>7</p><p>Equivalência e transformação de estruturas</p><p>Equivalência e</p><p>transformação de</p><p>estruturas</p><p>1MÉRITO</p><p>Apostilas</p><p>Equivalência e transformação de estruturas</p><p>O objetivo da equivalência e transformação de estruturas é transformar a es-</p><p>trutura de um texto a algo equivalente sem perder o sentido e continuar gramati -</p><p>calmente correto.</p><p>Simplificando: é reescrever o texto de maneira que ele continue coerente e</p><p>não perca o sentido.</p><p>Paralelismo sintático e paralelismo semântico</p><p>Paralelismo é a criação de uma sequência de frases com uma estrutura para-</p><p>lela com significados equivalentes, ou seja, idêntica. Isto torna o texto claro, obje-</p><p>tivo e harmonioso.</p><p>Paralelismo sintático:</p><p>É uma sequência de estruturas sintáticas idênticas que se repete com valores</p><p>sintáticos iguais. É um recursos de coesão textual que acaba dando ao texto mais</p><p>objetividade, precisão e clareza. Os termos e orações se ligam através do proces-</p><p>so de coordenação dando uma relevância uma sobre a outra. A isso chamamos de</p><p>paralelismo sintático.</p><p>Os valores são iguais, ou seja, estruturas simétricas.</p><p>Abaixo tem exemplos com e sem paralelismo sintático para você entender</p><p>melhor:</p><p>Exemplos 1</p><p>Sem paralelismo sintático</p><p>O corredor brasileiro que venceu a maratona, foi seguido pelo corredor portu-</p><p>guês e do corredor chileno.</p><p>Com paralelismo sintático</p><p>O corredor brasileiro que venceu a maratona foi seguido pelo corredor portu-</p><p>guês e pelo corredor chileno.</p><p>2</p><p>Equivalência e transformação de estruturas</p><p>Exemplo 2</p><p>Sem paralelismo sintático</p><p>Eu pedi para ela vir na hora do almoço e que trouxesse sobremesa.</p><p>Com paralelismo sintático</p><p>Eu pedi que ela viesse na hora do almoço e que trouxesse sobremesa.</p><p>Estruturas de paralelismo sintático mais comuns são:</p><p>Por um lado… por outro…</p><p>Ex.: Se por um lado o aumento de preço garantem o emprego de todos, por</p><p>outro, descontentam os clientes.</p><p>Não… nem…</p><p>Ex.: Não ganhou o campeonato neste ano, nem no anterior.</p><p>Tanto… quanto…</p><p>x.: O cigarro é prejudicial tanto para os fumantes, quanto para os não fuman-</p><p>tes.</p><p>Primeiro… segundo…</p><p>Ex.:Não gostei de seu discurso. Primeiro porque não tinha haver com o mo-</p><p>mento; segundo porque todos ficaram constrangidos.</p><p>Além destes temos também:</p><p>Seja… seja…</p><p>Quanto mais… mais…</p><p>Quanto menos… menos…</p><p>3</p><p>Equivalência e transformação de estruturas</p><p>Ora… ora…</p><p>Etc…</p><p>Paralelismo semântico:</p><p>O paralelismo semântico ocorre quando há uma concordância (sentido) entre</p><p>as ideias presentes no texto. As ideias têm que ser comparadas entre si, ou seja,</p><p>elas têm que estar relacionadas.</p><p>Exemplo 1</p><p>Sem paralelismo semântico</p><p>O pedreiro pediu que o Caio fosse ao mercado.</p><p>Com paralelismo semântico</p><p>O pedreiro pediu que o ajudante fosse ao mercado.</p><p>Exemplo 2</p><p>Sem paralelismo semântico</p><p>João gosta de maçã e nadar</p><p>Com paralelismo semântico</p><p>João gosta de maçã e banana.</p><p>4</p><p>Equivalência e transformação de estruturas</p><p>Anotações:</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>5</p><p>Coordenação e Subordinação</p><p>Coordenação e</p><p>Subordinação</p><p>1MÉRITO</p><p>Apostilas</p><p>Coordenação e Subordinação</p><p>Para compreender a estrutura sintática de uma frase, ou seja, a análise em</p><p>relação à organização da mesma, que é dividida em coordenação e subordina-</p><p>ção; primeiramente deve-se entender o que é frase; e, de acordo com Mattoso</p><p>Câmara, nada mais é do que “unidade de comunicação linguística, caracterizada</p><p>[...] do ponto de vista comunicativo – por ter um propósito definido e ser suficien -</p><p>te pra defini-lo –, e do ponto de vista fonético – por uma entonação [...] que lhe</p><p>assinala nitidamente o começo e o fim.”.</p><p>Seguindo a linha de definição acerca de frase escrita, Perini diz que se inicia</p><p>com letra maiúscula e finaliza com algum sinal de pontuação (ponto final, ponto</p><p>de interrogação, ponto de exclamação etc), todavia, outros gramáticos não delimi -</p><p>tam a necessidade de pontuação para a constituição de frase.</p><p>O vocábulo definido acima ainda pode ser uma oração, mas a última não é si -</p><p>nônimo de frase; isto é, uma oração possui verbo, mas uma frase não precisa de</p><p>verbo para ser denominada como tal, sendo assim, toda oração (ou conjunto de</p><p>orações = período) é uma frase (exemplo: Abra o livro na página 4 e Faça um bolo</p><p>e entregue a Maria), porém, nem toda frase é uma oração (exemplo: O caderno</p><p>amarelo da filha de João da Silva).</p><p>Quanto a período (ou enunciado) – que é a soma dos elementos estruturais da</p><p>frase e tem a necessidade da pontuação –, este pode ser simples ou composto;</p><p>sendo por composição, será subdividido em coordenação (semântica + sintática)</p><p>e subordinação (“... é o emprego de um nível mais elevado no lugar de outro de</p><p>nível inferior”, BACK). Outro ponto a ser frisado é que composição por aposição di -</p><p>fere-se de composição por coordenação, pois a primeira admite expressões expli -</p><p>cativas (isto é; quero dizer) e expressões retificadoras (minto; aliás).</p><p>Ainda em relação à composição por aposição, Back enumera dois tipos de</p><p>aposição: identificadora (“Pedro Álvares Cabral, um almirante português , desco-</p><p>briu o Brasil.”) e retificadora (“João, minto , Pedro veio até a sala.”), e ambas exer-</p><p>cem a mesma função sintática.</p><p>A locução subordinante também tem duas classificações, podendo ser com-</p><p>plexa ou unitária. A primeira refere-se a uma locução verbal (Ex. Amanhã, todos</p><p>os alunos irão fazer o teste), enquanto a segunda, como o próprio nome diz, é</p><p>composta por um único verbo (Ex. Ontem, Pedro fez o exame).</p><p>A explanação de alguns termos, como hipotaxe (subordinação) – estrutura</p><p>muito complexa que pode ser reduzida – e parataxe – termo equivalente para a</p><p>coordenação –, hipertaxe – palavra que exerce um grande significado, como, por</p><p>exemplo, um substantivo com significado maior – é também bastante válida para</p><p>uma compreensão clara e coerente. Além disso, vale ressaltar que pronome sem-</p><p>pre tem função sintática.</p><p>2</p><p>Coordenação e Subordinação</p><p>Anotações:</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>3</p><p>Sintaxe da oração</p><p>1</p><p>Sintaxe da oração</p><p>Sintaxe da oração</p><p>2</p><p>Sintaxe da oração</p><p>A sintaxe é a parte da gramática que estuda a estrutura da frase, analisando as funções que as</p><p>palavras desempenham numa oração e as relações que estabelecem entre si. A sintaxe estuda</p><p>também as relações existentes entre as diversas orações que formam um período.</p><p>Estudo da relação entre os termos da oração</p><p>Segundo uma análise sintática, a oração se encontra dividida em:</p><p>• termos essenciais;</p><p>• termos integrantes;</p><p>• termos acessórios.</p><p>Os termos essenciais da oração são o sujeito e o predicado.</p><p>Os termos integrantes da oração são o objeto direto, o objeto indireto, o predicativo do sujeito, o</p><p>predicativo do objeto, o complemento nominal e o agente da passiva.</p><p>Os termos acessórios da oração são o adjunto adnominal, o adjunto adverbial e o aposto.</p><p>Exemplos de análise sintática</p><p>Amanhã, a Madalena pagará suas dívidas ao banco.</p><p>Sujeito: a Madalena</p><p>Predicado: pagará suas dívidas ao banco</p><p>Objeto direto: suas dívidas</p><p>Objeto indireto: ao banco</p><p>Adjunto adverbial: amanhã</p><p>Adjunto adnominal: a, suas</p><p>O diretor está livre de compromissos.</p><p>Sujeito: o diretor</p><p>Predicado: está livre de compromissos</p><p>Predicativo do sujeito: livre</p><p>Complemento nominal: compromissos</p><p>A roupa foi passada pela vizinha, uma senhora trabalhadora.</p><p>Sujeito: a roupa</p><p>Predicado: foi passada pela vizinha</p><p>Agente da passiva: vizinha</p><p>Aposto: uma senhora trabalhadora</p><p>Ela acusou-a de fofoqueira.</p><p>Sintaxe da oração</p><p>3</p><p>Sujeito: ela</p><p>Predicado: acusou-a de fofoqueira</p><p>Objeto direto: a</p><p>Predicativo do objeto: fofoqueira</p><p>Período Simples e Composto</p><p>O período pode ser caracterizado pela presença de uma ou de mais orações, por isso, pode ser</p><p>simples ou composto.</p><p>Período Simples - apresenta apenas uma oração,</p><p>a qual é chamada de oração absoluta.</p><p>Exemplos:</p><p>• Já acordamos.</p><p>• Hoje está tão quente!</p><p>• Preciso disto.</p><p>Período Composto - apresenta duas ou mais orações.</p><p>Exemplos:</p><p>• Conversamos quando eu voltar.</p><p>• É sua obrigação explicar o que aconteceu.</p><p>• Descansou, passeou e fez o que mais quis nas férias.</p><p>O número de orações depende do número de verbos presentes num enunciado.</p><p>Período simples e composto - Coordenação e subordinação</p><p>1) Composto por coordenação, com orações “sócias” (coordenadas), que possuem autonomia, mas se</p><p>unem para tornar a informação mais completa e significativa;</p><p>Exemplo:</p><p>Ele sabia a verdade, mas ela negou tudo.</p><p>Sintaxe da oração</p><p>4</p><p>2) Composto por subordinação, com orações “funcionárias” (subordinadas), que servem para comple-</p><p>tar uma oração principal, exercendo ou a função de um substantivo, ou a de um adjetivo, ou a de um</p><p>advérbio;</p><p>Exemplos:</p><p>Ele sabia que ela negaria tudo. O crime que ela cometeu ainda não apareceu na mídia. Quando</p><p>ela chegasse, ele deixaria a sala.</p><p>3) Composto por coordenação e subordinação, com a mescla dos tipos anteriores (coordenadas e su-</p><p>bordinadas).</p><p>Exemplo:</p><p>Quando ela chega</p><p>Sintaxe da oração</p><p>5</p><p>Anotações:</p><p>___________________________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________________________</p><p>MÉRITO</p><p>Apostilas</p><p>Estrutura morfossintática do período</p><p>Estrutura morfossintática do período</p><p>1</p><p>Estrutura morfossintática do período</p><p>Período Composto</p><p>Período composto é aquele formado por duas ou mais orações. Há dois tipos de</p><p>períodos compostos:</p><p>1) Período composto por coordenação: quando as orações não mantêm rela-</p><p>ção sintática entre si, ou seja, quando o período é formado por orações sintatica-</p><p>mente independentes entre si.</p><p>Ex. Estive à sua procura, mas não o encontrei.</p><p>2) Período composto por subordinação: quando uma oração, chamada subor-</p><p>dinada, mantém relação sintática com outra, chamada principal.</p><p>Ex. Sabemos que eles estudam muito. (oração que funciona como objeto direto)</p><p>Relações de subordinação entre orações e entre termos da oração.</p><p>Período Composto por Subordinação</p><p>A uma oração principal podem relacionar-se sintaticamente três tipos de ora-</p><p>ções subordinadas: substantivas, adjetivas e adverbiais.</p><p>I. Orações Subordinadas Substantivas: São seis as orações subordinadas subs-</p><p>tantivas, que são iniciadas por uma conjunção subordinativa integrante (que, se)</p><p>A) Subjetiva: funciona como sujeito da oração principal. Existem três estruturas</p><p>de oração principal que se usam com subordinada substantiva subjetiva: verbo de li-</p><p>gação + predicativo + oração subordinada substantiva subjetiva.</p><p>Ex. É necessário que façamos nossos deveres.</p><p>2</p><p>Estrutura morfossintática do período</p><p>verbo unipessoal + oração subordinada substantiva subjetiva. Verbo unipessoal</p><p>só é usado na 3ª pessoa do singular; os mais comuns são convir, constar, parecer,</p><p>importar, interessar, suceder, acontecer.</p><p>Ex. Convém que façamos nossos deveres.</p><p>Verbo na voz passiva + oração subordinada substantiva subjetiva.</p><p>Ex. Foi afirmado que você subornou o guarda.</p><p>B) Objetiva Direta: funciona como objeto direto da oração principal. (sujeito) +</p><p>VTD + oração subordinada substantiva objetiva direta.</p><p>Ex. Todos desejamos que seu futuro seja brilhante.</p><p>C) Objetiva Indireta: funciona como objeto indireto da oração principal. (sujeito)</p><p>+ VTI + prep. + oração subordinada substantiva objetiva indireta.</p><p>Ex. Lembro-me de que tu me amavas.</p><p>D) Completiva Nominal: funciona como complemento nominal de um termo da</p><p>oração principal. (sujeito) + verbo + termo intransitivo + prep. + oração subordinada</p><p>substantiva completiva nominal.</p><p>Ex. Tenho necessidade de que me elogiem.</p><p>E) Apositiva: funciona como aposto da oração principal; em geral, a oração su-</p><p>bordinada substantiva apositiva vem após dois pontos, ou mais raramente, entre vír-</p><p>gulas. oração principal + : + oração subordinada substantiva apositiva.</p><p>3</p><p>Estrutura morfossintática do período</p><p>Ex. Todos querem o mesmo destino: que atinjamos a felicidade.</p><p>F) Predicativa: funciona como predicativo do sujeito do verbo de ligação da ora-</p><p>ção principal. (sujeito) + VL + oração subordinada substantiva predicativa.</p><p>Ex. A verdade é que nunca nos satisfazemos com nossas posses.</p><p>Nota: As subordinadas substantivas podem vir introduzidas por outras palavras:</p><p>Pronomes interrogativos (quem, que, qual…)</p><p>Advérbios interrogativos (onde, como, quando…)</p><p>Perguntou-se quando ele chegaria. Não sei onde coloquei minha carteira.</p><p>II. Orações Subordinadas Adjetivas</p><p>As orações subordinadas adjetivas</p><p>são sempre iniciadas por um pronome relati-</p><p>vo.</p><p>São duas as orações subordinadas adjetivas:</p><p>A) Restritiva: é aquela que limita, restringe o sentido do substantivo ou prono-</p><p>me a que se refere. A restritiva funciona como adjunto adnominal de um termo da</p><p>oração principal e não pode ser isolada por vírgulas.</p><p>Ex. A garota com quem simpatizei está à sua procura.</p><p>Os alunos cujas redações foram escolhidas receberão um prêmio.</p><p>4</p><p>Estrutura morfossintática do período</p><p>B) Explicativa: serve para esclarecer melhor o sentido de um substantivo, expli-</p><p>cando mais detalhadamente uma característica geral e própria desse nome. A expli-</p><p>cativa funciona como aposto explicativo e é sempre isolada por vírgulas.</p><p>Ex. Londrina, que é a terceira cidade da região Sul do país, está muito bem cui-</p><p>dada.</p><p>III. Orações Subordinadas Adverbiais</p><p>São nove as orações subordinadas adverbiais, que são iniciadas por uma conjun-</p><p>ção subordinativa</p><p>A) Causal: funciona como adjunto adverbial de causa.</p><p>Conjunções: porque, porquanto, visto que, já que, uma vez que, como, que.</p><p>Ex. Saímos rapidamente, visto que estava armando um tremendo temporal.</p><p>B) Comparativa: funciona como adjunto adverbial de comparação. Geralmente,</p><p>o verbo fica subentendido</p><p>Conjunções: (mais) … que, (menos)… que, (tão)… quanto, como.</p><p>Ex. Diocresildo era mais esforçado que o irmão(era).</p><p>C) Concessiva: funciona como adjunto adverbial de concessão.</p><p>Conjunções: embora, conquanto, inobstante, não obstante, apesar de que, se-</p><p>bem que, mesmo que, posto que, ainda que, em que pese.</p><p>5</p><p>Estrutura morfossintática do período</p><p>Ex. Todos se retiraram, apesar de não terem terminado a prova.</p><p>D) Condicional: funciona como adjunto adverbial de condição.</p><p>Conjunções: se, a menos que, desde que, caso, contanto que.</p><p>Ex. Você terá um futuro brilhante, desde que se esforce.</p><p>E) Conformativa: funciona como adjunto adverbial de conformidade.</p><p>Conjunções: como, conforme, segundo.</p><p>Ex. Construímos nossa casa, conforme as especificações dadas pela Prefeitura.</p><p>F) Consecutiva: funciona como adjunto adverbial de consequência.</p><p>Conjunções: (tão)… que, (tanto)… que, (tamanho)… que. Ex. Ele fala tão alto, que</p><p>não precisa do microfone.</p><p>G) Temporal: funciona como adjunto adverbial de tempo.</p><p>Conjunções: quando, enquanto, sempre que, assim que, desde que, logo que,</p><p>mal.</p><p>Ex. Fico triste, sempre que vou à casa de Juvenildo.</p><p>H) Final: funciona como adjunto adverbial de finalidade.</p><p>6</p><p>Estrutura morfossintática do período</p><p>Conjunções: a fim de que, para que, porque.</p><p>Ex. Ele não precisa do microfone, para que todos o ouçam.</p><p>I) Proporcional: funciona como adjunto adverbial de proporção.</p><p>Conjunções: à proporção que, à medida que, tanto mais. À medida que o tempo</p><p>passa, mais experientes ficamos.</p><p>IV. Orações Reduzidas</p><p>Quando uma oração subordinada se apresenta sem conjunção ou pronome rela-</p><p>tivo e com o verbo no infinitivo, no particípio ou no gerúndio, dizemos que ela é</p><p>uma oração reduzida, acrescentando-lhe o nome de infinitivo, de particípio ou de</p><p>gerúndio.</p><p>Ex. Ele não precisa de microfone, para o ouvirem.</p><p>Período Simples e Composto</p><p>O período pode ser caracterizado pela presença de uma ou de mais orações, por</p><p>isso, pode ser simples ou composto.</p><p>Período Simples - apresenta apenas uma oração, a qual é chamada de oração</p><p>absoluta.</p><p>Exemplos:</p><p>Já acordamos.</p><p>Hoje está tão quente!</p><p>7</p><p>Estrutura morfossintática do período</p><p>Preciso disto.</p><p>Período Composto - apresenta duas ou mais orações.</p><p>Exemplos:</p><p>• Conversamos quando eu voltar.</p><p>• É sua obrigação explicar o que aconteceu.</p><p>• Descansou, passeou e fez o que mais quis nas férias.</p><p>O número de orações depende do número de verbos presentes num enunciado.</p><p>Classificação do Período Composto</p><p>Conforme a sua formação, o período composto é classificado em:</p><p>Período Composto por Coordenação - quando as orações são independentes</p><p>entre si, ou seja, cada uma delas têm sentido completo.</p><p>Exemplos:</p><p>Levantou e começou a trabalhar.</p><p>Assaltou a loja e correu pela porta dos fundos.</p><p>Período Composto por Subordinação - quando as orações relacionam-se entre</p><p>si.</p><p>Exemplos:</p><p>8</p><p>Estrutura morfossintática do período</p><p>Espero terminar os enfeites até que os convidados comecem a chegar.</p><p>Fi a receita mesmo sem saber quais ingredientes levava.</p><p>Período Misto- quando há a presença de orações coordenadas e subordinadas.</p><p>Exemplos:</p><p>Levantei, embora ainda estivesse cheio de sono.</p><p>Enquanto ele falar, nós vamos escutar.</p><p>Orações Coordenadas</p><p>As orações coordenadas podem ser sindéticas ou assindéticas, respectivamente,</p><p>conforme são utilizadas ou não conjunções.</p><p>Exemplos: Ora fala, ora não fala. (oração coordenada sindética, marcada pelo</p><p>uso da conjunção “ora...ora”).</p><p>As aulas começaram, os deveres começaram e a preguiça deu lugar à determinação.</p><p>(orações coordenadas assindéticas: “As aulas começaram, os deveres começaram”,</p><p>oração coordenada sindética: “e a preguiça deu lugar à determinação”.)</p><p>As orações coordenadas sindéticas podem ser:</p><p>Aditivas: quando as orações expressam soma. Exemplo: Gosta de praia, mas</p><p>também gosta de campo.</p><p>Adversativas: quando as orações expressam adversidade. Exemplo: Gostava do</p><p>curso, contudo não havia vaga na sua cidade.</p><p>Alternativas: quando as orações expressam alternativa. Exemplo: Vai ele ou vou</p><p>eu.</p><p>Conclusivas: quando as orações expressam conclusão. Exemplo: Estão de acor-</p><p>do, então vamos.</p><p>9</p><p>Estrutura morfossintática do período</p><p>Explicativas: quando as orações expressam explicação. Exemplo: Fizemos o tra-</p><p>balho hoje porque tivemos tempo.</p><p>Orações Subordinadas</p><p>As orações subordinadas podem ser substantivas, adjetivas ou adverbiais, con-</p><p>forme a sua função.</p><p>Exemplos:</p><p>Substantivas: quando as orações têm função de substantivo. Exemplo: Espero</p><p>que vocês consigam.</p><p>Adjetivas: quando as orações têm função de adjetivo. Exemplo: Os concorrente</p><p>que dormem mais têm um desempenho melhor.</p><p>Adverbiais: quando as orações têm função de advérbio. Exemplo: À medida que</p><p>crescem, aumentam as preocupações.</p><p>________________________________________________________________________________</p><p>________</p><p>________________________________________________________________________________</p><p>________</p><p>________________________________________________________________________________</p><p>________</p><p>________________________________________________________________________________</p><p>________</p><p>________________________________________________________________________________</p><p>________</p><p>10</p><p>Estrutura morfossintática do período</p><p>________________________________________________________________________________</p><p>________</p><p>________________________________________________________________________________</p><p>________</p><p>Exercícios:</p><p>1. (UNIRIO) No período “Ah, arrulhou de repente a pomba, quando distinguiu,</p><p>indignada, o pombo que chegava (...)”, as duas orações subordinadas são</p><p>respectivamente:</p><p>a) adjetiva e adverbial temporal</p><p>b) substantiva predicativa e adjetiva</p><p>c) adverbial temporal e adverbial temporal</p><p>d) adverbial temporal e adverbial consecutiva</p><p>e) adverbial temporal e adjetiva</p><p>________________________________________________________________________________</p><p>________</p><p>2. (FGV) Leia atentamente: “O vigilante guarda-noturno e o seu valente auxiliar,</p><p>nunca esmoreceram no cumprimento do dever.” No período acima, a vírgula está</p><p>mal colocada, pois separa:</p><p>a) o sujeito e o objeto direto</p><p>b) o sujeito e o predicado</p><p>c) a oração principal e a oração subordinada</p><p>11</p><p>Estrutura morfossintática do período</p><p>d) o sujeito e o seu adjunto adnominal</p><p>e) o predicado e o objeto direto</p><p>________________________________________________________________________________</p><p>________</p><p>Gabarito</p><p>1 – Alternativa e: adverbial temporal e adjetiva.</p><p>2 – Alternativa b: o sujeito e o predicado</p><p>3 – Alternativa b: subordinada adverbial consecutiva</p><p>12</p><p>Discurso Direto e Indireto</p><p>Discurso Direto e Indireto</p><p>1MÉRITO</p><p>Apostilas</p><p>Discurso Direto e Indireto</p><p>Discurso Direto e Discurso Indireto são tipos de discursos utilizados</p><p>no gênero</p><p>narrativo para introduzir as falas e os pensamentos dos personagens. Seu uso va-</p><p>ria de acordo com a intenção do narrador.</p><p>Discurso Direto</p><p>No discurso direto, o narrador dá uma pausa na sua narração e passa a citar</p><p>fielmente a fala do personagem.</p><p>O objetivo desse tipo de discurso é transmitir autenticidade e espontaneida-</p><p>de. Assim, o narrador se distancia do discurso, não se responsabilizando pelo que</p><p>é dito.</p><p>Pode ser também utilizado por questões de humildade - para não falar algo</p><p>que foi dito por um estudioso, por exemplo, como se fosse de sua própria autoria.</p><p>Características do Discurso Direto</p><p>Utilização dos verbos da categoria dicendi, ou seja, aqueles que têm rela-</p><p>ção com o verbo "dizer". São chamados de "verbos de elocução", a saber: falar,</p><p>responder, perguntar, indagar, declarar, exclamar, dentre outros.</p><p>• Utilização dos sinais de pontuação - travessão, exclamação, interrogação,</p><p>dois pontos, aspas.</p><p>• Inserção do discurso no meio do texto - não necessariamente numa linha</p><p>isolada.</p><p>Exemplos de Discurso Direto</p><p>1- Os formados repetiam: "Prometo cumprir meus deveres e respeitar meus</p><p>semelhantes com firmeza e honestidade.".</p><p>2- O réu afirmou: "Sou inocente!"</p><p>3- Querendo ouvir sua voz, resolveu telefonar:</p><p>— Alô, quem fala?</p><p>— Bom dia, com quem quer falar? — respondeu com tom de simpatia.</p><p>2</p><p>Discurso Direto e Indireto</p><p>Discurso Indireto</p><p>No discurso indireto, o narrador da história interfere na fala do personagem</p><p>preferindo suas palavras. Aqui não encontramos as próprias palavras da persona-</p><p>gem.</p><p>Características do Discurso Indireto</p><p>• O discurso é narrado em terceira pessoa.</p><p>• Algumas vezes são utilizados os verbos de elocução, por exemplo: falar, res-</p><p>ponder, perguntar, indagar, declarar, exclamar. Contudo não há utilização</p><p>do travessão, pois geralmente as orações são subordinadas, ou seja, depen-</p><p>dem de outras orações, o que pode ser marcado através da conjunção “que”</p><p>(verbo + que).</p><p>Exemplos de Discurso Indireto</p><p>1- Os formados repetiam que iriam cumprir seus deveres e respeitar seus se-</p><p>melhantes com firmeza e honestidade.</p><p>2- O réu afirmou que era inocente.</p><p>3- Querendo ouvir sua voz, resolveu telefonar. Cumprimentou e perguntou</p><p>quem estava falando. Do outro lado, alguém respondeu ao cumprimento e pergun-</p><p>tou com tom de simpatia com quem a pessoa queria falar.</p><p>Transposição do Discurso Direto para o Indireto</p><p>Nos exemplos a seguir verificaremos as alterações feitas a fim de moldar o</p><p>discurso de acordo com a intenção pretendida.</p><p>Discurso Direto Discurso Indireto</p><p>Preciso sair por alguns instantes. (enunciado</p><p>na 1.ª pessoa)</p><p>Disse que precisava sair por alguns instantes.</p><p>(enunciado na 3.ª pessoa)</p><p>Sou a pessoa com quem falou há pouco.</p><p>(enunciado no presente)</p><p>Disse que era a pessoa com quem tinha falado há</p><p>pouco. (enunciado no imperfeito)</p><p>Não li o jornal hoje. (enunciado no pretérito</p><p>perfeito)</p><p>Disse que não tinha lido o jornal. (enunciado no</p><p>pretérito mais que perfeito)</p><p>O que fará relativamente sobre aquele</p><p>assunto? (enunciado no futuro do presente)</p><p>Perguntou-me o que faria relativamente sobre</p><p>aquele assunto. (enunciado no futuro de pretérito)</p><p>Não me ligues mais! (enunciado no modo Pediu que não lhe ligasse mais. (enunciado no</p><p>3</p><p>Discurso Direto e Indireto</p><p>Discurso Direto Discurso Indireto</p><p>imperativo) modo subjuntivo)</p><p>Isto não é nada agradável. (pronome</p><p>demonstrativo em 1.ª pessoa)</p><p>Disse que aquilo não era nada agradável. (pronome</p><p>demonstrativo em 3.ª pessoa)</p><p>Vivemos muito bem aqui. (advérbio de lugar</p><p>aqui)</p><p>Disse que viviam muito bem lá. (advérbio de lugar</p><p>lá)</p><p>4</p><p>Discurso Direto e Indireto</p><p>Anotações:</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>5</p><p>Colocação Pronominal</p><p>Colocação Pronominal</p><p>1MÉRITO</p><p>Apostilas</p><p>Colocação Pronominal</p><p>A colocação pronominal indica a posição dos pronomes átonos - me, nos, te, vos,</p><p>se, o(s), a(s), lhe(s) - em relação ao verbo, do que resulta a próclise, a mesóclise e a</p><p>ênclise.</p><p>Antes de entender como cada um dos casos deve ser usado, a primeira regra é: a</p><p>colocação pronominal é feita com base em prioridades. O caso que tem mais</p><p>prioridade é a próclise, e se nenhuma das situações satisfizer o seu uso, é utilizada</p><p>a ênclise. Lembrando que a mesóclise somente é utilizada com verbos no futuro do</p><p>presente e no futuro do pretérito</p><p>Próclise</p><p>Na próclise, o pronome é colocado antes do verbo. Isso acontece quando a oração</p><p>contém palavras que atraem o pronome:</p><p>1. Palavras que expressam negação tais como “não, ninguém, nunca”:</p><p>Não o quero aqui.</p><p>Nunca o vi assim.</p><p>2. Pronomes relativos (que, quem, quando...), indefinidos (alguém, ninguém, tudo…)</p><p>e demonstrativos (este, esse, isto…):</p><p>Foi ela que o fez.</p><p>Alguns lhes deram maus conselhos.</p><p>Isso me lembra algo.</p><p>3. Advérbios ou locuções adverbiais:</p><p>Ontem me disseram que havia greve hoje.</p><p>Às vezes nos deixa</p><p>falando sozinhos.</p><p>2</p><p>Colocação Pronominal</p><p>4. Palavras que expressam desejo e também orações exclamativas:</p><p>Oxalá me dês a boa notícia.</p><p>5. Conjunções subordinativas:</p><p>Embora se sentisse melhor, saiu.</p><p>Conforme lhe disse, hoje vou sair mais cedo.</p><p>6. Palavras interrogativas no início das orações:</p><p>Quando te deram a notícia?</p><p>Quem te presenteou?</p><p>Mesóclise</p><p>Na mesóclise, o pronome é colocado no meio do verbo. Isso acontece com verbos</p><p>do futuro do presente ou do futuro do pretérito, a não ser que haja palavras que</p><p>atraiam a próclise:</p><p>• Orgulhar-me-ei dos meus alunos. (verbo orgulhar no futuro do presente:</p><p>orgulharei)</p><p>• Orgulhar-me-ia dos meus alunos. (verbo orgulhar no futuro do pretérito:</p><p>orgulharia)</p><p>Ênclise</p><p>Na ênclise, o pronome é colocado depois do verbo. Isso acontece quando a oração</p><p>contém palavras que atraem esse tipo de colocação pronominal:</p><p>1. Verbos no imperativo afirmativo:</p><p>Depois de terminar, chamem-nos.</p><p>3</p><p>Colocação Pronominal</p><p>Para começar, joguem-lhes a bola!</p><p>2. Verbos no infinitivo impessoal:</p><p>Gostaria de pentear-te a minha maneira.</p><p>O seu maior sonho é casar-se.</p><p>3. Verbos no início das orações:</p><p>Fiz-lhe a pessoa mais feliz do mundo.</p><p>Surpreendi-me com o café da manhã.</p><p>Colocação pronominal nas locuções verbais</p><p>Nos exemplos acima existe apenas um verbo atraindo o pronome.</p><p>Agora, vejamos como ocorre a colocação do pronome nas locuções verbais.</p><p>Lembrando que as regras citadas para os verbos na forma simples devem ser</p><p>seguidas.</p><p>1. Usa-se a ênclise depois do verbo auxiliar ou depois do verbo principal nas</p><p>locuções verbais em que o verbo principal esteja no infinitivo ou no gerúndio:</p><p>Devo-lhe explicar o que se passou. (ênclise depois do verbo auxiliar, “devo”)</p><p>Devo explicar-te o que se passou. (ênclise depois do verbo principal, “explicar”)</p><p>2. Caso não haja palavra que atraia a próclise, usa-se a ênclise depois do verbo</p><p>auxiliar em que o verbo principal esteja no particípio:</p><p>Foi-lhe explicado como deveria agir. (ênclise depois do verbo auxiliar, “foi”, uma</p><p>vez que o verbo principal “explicar” está no particípio, “explicado”)</p><p>Tinha-lhe feito as vontades se não tivesse sido mal criado. (ênclise depois do</p><p>verbo auxiliar, “tinha”, uma vez que o verbo principal “fazer” está no particípio,</p><p>“feito”)</p><p>4</p><p>Estrutura e formação de palavras</p><p>Estrutura e formação de palavras</p><p>1MÉRITO</p><p>Apostilas</p><p>Estrutura e formação de palavras</p><p>Palavras são formadas por elementos mórficos, também denominados morfemas,</p><p>que podem ser definidos por unidades mínimas de caráter significativo. Esses</p><p>elementos mórficos recebem denominações diferentes, dependendo de qual sua</p><p>função na formação das palavras, podendo ser assim denominados: radical, afixos,</p><p>desinências, vogais temáticas ou vogais e consoantes de ligação.</p><p>Um radical, também chamado de raiz ou tema, é o elemento básico da palavra, o</p><p>que contém seu significado e que a partir dele é possível identificá-la. Como “livr -</p><p>”, “escol - ”, “cert -”.</p><p>Afixos são acréscimos, podendo vir antes (os prefixos) ou depois (os sufixos. Os</p><p>afixos modificam o significado dos radicais e também da classe gramatical destes.</p><p>Seguindo os exemplos anteriores podemos dizer: “incertamente”, “escolarização”,</p><p>“livreto”, ou também “internacional”,</p><p>Desinências são flexões do radical, ou seja, as flexões do verbo em número, tempo</p><p>e pessoa. Desinências nominais indicam o nome e o número, utilizando-se das</p><p>vogais “a” e “o” e o morfema “s”.</p><p>Vogal temática: Aparece entre o radical e uma desinência. As vogais temáticas</p><p>verbais definem a conjugação verbal. As vogais temáticas nominais atuam também</p><p>como desinência de gênero.</p><p>Tema: É a junção do radical com uma vogal temática.</p><p>Vogal ou consoante de ligação: As vogais ou consoantes de ligação são morfemas</p><p>que surgem por motivos eufônicos, ou seja, para facilitar ou mesmo possibilitar a</p><p>leitura de uma determinada palavra. Temos um exemplo de vogal de ligação na</p><p>palavra escolaridade: o -i- entre os sufixos -ar- e -dade facilita a emissão vocal da</p><p>palavra. Outros exemplos: gasômetro, alvinegro, tecnocracia, paulada, cafeteira,</p><p>chaleira, tricota.</p><p>Análise de morfemas</p><p>Avissássemos</p><p>aviss-á-sse-mos</p><p>2</p><p>Estrutura e formação de palavras</p><p>aviss (radical)</p><p>á (vogal temática)</p><p>sse (desinência indicativa do modo e tempo verbal)</p><p>mos (desinência indicativa da pessoa e número verbal)</p><p>Separação de morfemas</p><p>Força</p><p>força (forç-a)</p><p>forçar (forç-a-r)</p><p>forçado (forç-a-do)</p><p>forcinha (forc-inh-a)</p><p>esforçar (es-forç-a-r)</p><p>esforçadamente (es-forç-a-da-mente)</p><p>Formação de palavras</p><p>Existem diversos processos que possibilitam a formação de novas palavras. Os</p><p>dois processos principais são a derivação e a composição.</p><p>Existem vários tipos de derivação e composição:</p><p>• derivação prefixal;</p><p>• derivação sufixal;</p><p>• derivação parassintética;</p><p>• derivação regressiva;</p><p>• derivação imprópria;</p><p>3</p><p>Estrutura e formação de palavras</p><p>• composição por justaposição;</p><p>• composição por aglutinação.</p><p>Processos de</p><p>formação</p><p>Caracterização Exemplos</p><p>Derivação</p><p>prefixal</p><p>Acrescenta-se um prefixo a</p><p>uma palavra já existente.</p><p>infiel (in- + fiel)</p><p>reaver (re- + haver)</p><p>antemão (ante- + mão)</p><p>Derivação</p><p>sufixal</p><p>Acrescenta-se um sufixo a</p><p>uma palavra já existente.</p><p>gentileza (gentil + -eza)</p><p>chatice (chato + -ice)</p><p>tapar (tapa + -ar)</p><p>Derivação</p><p>parassintética</p><p>Acrescenta-se um sufixo e um</p><p>prefixo a uma palavra já existente.</p><p>envernizar</p><p>(en- + verniz + -izar)</p><p>apodrecer</p><p>(a- + podre + -ecer)</p><p>engordar</p><p>(en- + gordo + -ar)</p><p>Derivação</p><p>regressiva</p><p>Ocorre a redução da palavra</p><p>primitiva.</p><p>amparo (de amparar)</p><p>sobra (de sobrar)</p><p>choro (de chorar)</p><p>Derivação</p><p>imprópria</p><p>Não há alteração da palavra</p><p>primitiva. Há mudança de</p><p>significado e de</p><p>classe gramatical.</p><p>jovem (de adjetivo para</p><p>substantivo)</p><p>saber (de verbo para</p><p>substantivo)</p><p>Composição</p><p>por aglutinação</p><p>Há alteração das palavras</p><p>formadoras, que se fundem.</p><p>aguardente</p><p>(água + ardente)</p><p>vinagre (vinho + acre)</p><p>dessarte (dessa + arte)</p><p>Composição</p><p>por</p><p>justaposição</p><p>Não há alteração das palavras</p><p>formadoras, que apenas se juntam.</p><p>beija-flor</p><p>segunda-feira</p><p>paraquedas</p><p>4</p><p>Estrutura e formação de palavras</p><p>Outros processos de formação de palavras</p><p>Além da derivação e da composição, existem outros processos secundários de</p><p>formação de palavras:</p><p>• abreviação (vídeo, de videocassete)</p><p>• reduplicação (zum-zum)</p><p>• combinação (showmício, de show + comício)</p><p>• intensificação (culpabilizar, de culpar)</p><p>• hibridismo (monóculo, do grego mono + o latim oculus)</p><p>5</p><p>Estrutura e formação de palavras</p><p>Anotações:</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>6</p><p>Estrutura e formação de palavras</p><p>Exercícios</p><p>Exercício 1</p><p>(UFSC) Aponte a alternativa cujas palavras são respectivamente formadas por</p><p>justaposição, aglutinação e parassíntese:</p><p>a) varapau - girassol - enfaixar</p><p>b) pontapé - anoitecer - ajoelhar</p><p>c) maldizer - petróleo - embora</p><p>d) vaivém - pontiagudo - enfurece</p><p>e) penugem - plenilúnio - despedaça</p><p>Exercício 2</p><p>Indique quais das seguintes palavras da lista são formadas por derivação prefixal,</p><p>derivação sufixal e derivação parassintética.</p><p>a) lealdade</p><p>b) folhagem</p><p>c) entristecer</p><p>d) sobre-humano</p><p>e) entardecer</p><p>f) desfazer</p><p>g) livraria</p><p>h) sobrenome</p><p>i) contra-ataque</p><p>7</p><p>Estrutura e formação de palavras</p><p>Gabarito</p><p>Exercício 1</p><p>Resposta: Alternativa D.</p><p>- Vaivém – Justaposição: ocorre quando dois radicais unem-se sem que as palavras</p><p>sofram transformações.</p><p>- Pontiagudo – Aglutinação: ocorre quando dois radicais unem-se e um deles sofre</p><p>alteração.</p><p>- Enfurece – Parassíntese: ocorre quando os dois morfemas (prefixo e sufixo)</p><p>unem-se ao radical simultaneamente. Perceba que não existe a palavra enfure, da</p><p>mesma forma que não existe a palavra furece. Portanto, podemos afirmar que a</p><p>anexação do prefixo e do sufixo ocorreu ao mesmo tempo.</p><p>Exercício 2</p><p>Resposta:</p><p>Palavras formadas por derivação prefixal (ou prefixação) , que são aquelas cujo</p><p>prefixo é adicionado à palavra primitiva formando uma nova palavra:</p><p>d) sobre-humano (o prefixo sobre- foi adicionado à palavra primitiva “humano”)</p><p>f) desfazer (o prefixo des- foi adicionado à palavra primitiva “fazer”)</p><p>h) sobrenome (o prefixo sobre- foi adicionado à palavra primitiva “nome”)</p><p>i) contra-ataque (o prefixo contra- foi adicionado à palavra primitiva “ataque”)</p><p>Palavras formadas por derivação sufixal (ou sufixação), que são aquelas cujo</p><p>sufixo é adicionado à palavra primitiva formando uma nova palavra:</p><p>a) lealdade (o sufixo -dade foi adicionado à palavra primitiva “leal”)</p><p>b) folhagem (o sufixo -agem foi adicionado à palavra primitiva “folha”)</p><p>g) livraria (o sufixo -aria foi adicionado à palavra primitiva “livro”)</p><p>8</p><p>Estrutura e formação de palavras</p><p>Palavras formadas por derivação parassintética (ou parassíntese) , que são</p><p>aquelas cujo prefixo e sufixo são adicionados à palavra primitiva, ao mesmo tempo,</p><p>formando uma nova palavra:</p><p>c) entristecer (o prefixo en- e o sufixo - ecer foram adicionados de forma</p><p>simultânea à palavra primitiva “triste”.)</p><p>e) entardecer (o prefixo en- e o sufixo - ecer foram adicionados de forma</p><p>simultânea à palavra primitiva “tarde”.)</p><p>9</p><p>MATEMÁTICA</p><p>MATEMÁTICA</p><p>1MÉRITO</p><p>Apostilas</p><p>Números naturais</p><p>Números naturais</p><p>1MÉRITO</p><p>Apostilas</p><p>Números naturais</p><p>Os Números Naturais N = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12...} são números</p><p>inteiros positivos (não-negativos) que se agrupam num conjunto chamado de N,</p><p>composto de um número ilimitado de elementos. Se um número é inteiro e</p><p>positivo, podemos dizer que é um número natural.</p><p>Quando o zero não faz parte do conjunto, é representado com um asterisco ao</p><p>lado da letra N e, nesse caso, esse conjunto é denominado de Conjunto dos</p><p>Números Naturais Não-Nulos: N* = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9...}.</p><p>• Conjunto dos Números Naturais Pares = {0, 2, 4, 6, 8...}</p><p>• Conjunto dos Números Naturais Ímpares = {1, 3, 5, 7, 9...}</p><p>O conjunto de números naturais é infinito. Todos possuem um antecessor (número</p><p>anterior) e um sucessor (número posterior), exceto o número zero (0). Assim:</p><p>• o antecessor de 1 é 0 e seu sucessor é o 2;</p><p>• o antecessor de 2 é 1 e seu sucessor é o 3;</p><p>• o antecessor de 3 é 2 e seu sucessor é o 4;</p><p>• o antecessor de 4 é 3 e seu sucessor é o 5.</p><p>Cada elemento é igual ao número antecessor mais um, exceptuando-se o zero.</p><p>Assim, podemos notar que:</p><p>• o número 1 é igual ao anterior (0) + 1 = 1;</p><p>• o número 2 é igual ao anterior (1) + 1 = 2;</p><p>• o número 3 é igual ao anterior (2) + 1 = 3;</p><p>• o número 4 é igual ao anterior (3) + 1 = 4.</p><p>2</p><p>Números naturais</p><p>A função dos números naturais é contar e ordenar. Nesse sentido, vale lembrar</p><p>que os homens, antes de inventarem os números, tinham muita dificuldade em</p><p>realizar a contagem e ordenação das coisas.</p><p>De acordo com a história, essa necessidade começou com a dificuldade</p><p>apresentada pelos pastores dos rebanhos em contarem suas ovelhas.</p><p>Assim, alguns povos antigos, desde os egípcios, babilônios, utilizaram diversos</p><p>métodos, desde acumular pedrinhas ou marcar as ovelhas.</p><p>Sucessor</p><p>O conjunto dos números naturais é formado apenas por números inteiros e não</p><p>contém números repetidos, por isso, é possível escolher, entre dois números</p><p>naturais distintos, aquele que é maior e aquele que é menor. Quando um número</p><p>natural x é maior do que um número natural y em uma unidade, dizemos que x é</p><p>sucessor de y. Assim:</p><p>x é sucessor de y se x + 1 = y</p><p>Se olharmos na lista dos números naturais, colocada em ordem crescente, o</p><p>sucessor de um número natural n é sempre o próximo número à sua direita. Logo:</p><p>O sucessor de 7 = 8</p><p>O sucessor de 20 = 21</p><p>etc.</p><p>Todo número natural possui sucessor, assim, o sucessor do zero é 1, o sucessor de</p><p>1 é 2 …</p><p>3</p><p>Números naturais</p><p>Essa característica garante que, independentemente do número natural escolhido,</p><p>e por maior que ele seja, sempre existirá um número natural uma unidade maior</p><p>que ele. Portanto, o conjunto dos números naturais é infinito.</p><p>Antecessor</p><p>Quando um número natural x é menor que um número natural y em uma unidade,</p><p>dizemos que x é o antecessor de y. Assim:</p><p>x é antecessor de y se x – 1 = y</p><p>Olhando a lista de números naturais em ordem crescente, verificamos que o</p><p>antecessor de um número natural n é o número à sua esquerda. Logo:</p><p>O antecessor de 7 = 6</p><p>O antecessor de 20 = 19</p><p>etc.</p><p>Nem todo número natural possui antecessor. Na realidade, apenas o zero não</p><p>possui, pois ele é o primeiro número natural e também porque 0 – 1 = – 1, que não</p><p>é um número natural. Assim sendo, concluímos que o conjunto dos números</p><p>naturais é limitado.</p><p>É possível que um conjunto seja limitado e infinito ao mesmo tempo. O conjunto</p><p>dos números naturais é limitado inferiormente pelo zero, mas ilimitado</p><p>superiormente e, por isso, é infinito.</p><p>4</p><p>Números naturais</p><p>Anotações:</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>5</p><p>Números naturais</p><p>Exercícios</p><p>Exercício 1</p><p>Marque apenas os números naturais dos números listados a seguir:</p><p>A) 0</p><p>B) 1</p><p>C) 2</p><p>D) 0,43</p><p>E) –1</p><p>F) – 0,59</p><p>G) 78.765</p><p>Exercício 2</p><p>(Concurso/ Pref. de Itaboraí) O quociente entre dois números naturais é 10.</p><p>Multiplicando-se o dividendo por 5 e reduzindo o divisor à metade, o quociente da</p><p>nova divisão será:</p><p>a) 2</p><p>b) 5</p><p>c) 25</p><p>d) 50</p><p>e) 100</p><p>6</p><p>Números naturais</p><p>Gabarito</p><p>Exercício 1</p><p>O conjunto dos números naturais é constituído por números estritamente</p><p>positivos que não possuem vírgula, logo os números naturais da lista são:</p><p>B) 1</p><p>C) 2</p><p>G) 78.765</p><p>Exercício 2</p><p>Resposta: Alternativa e)</p><p>De acordo com o enunciado, o quociente (divisão) entre dois números naturais é</p><p>10. Como ainda não sabemos quais são esses números, vamos nomeá-los por m e</p><p>n, então:</p><p>Agora, multiplicando o dividendo por 5 e reduzindo o divisor à metade, temos:</p><p>Realizando a divisão de fração e substituindo o valor de m, teremos:</p><p>7</p><p>Operações</p><p>1</p><p>Operações</p><p>Operações</p><p>2</p><p>Operações</p><p>Adição</p><p>Na adição, a soma de dois números naturais resultará sempre em outro número natural. Nesta</p><p>operação teremos “a + b = c”, sendo “a” e “b” as parcelas da soma e “c” o total da operação.</p><p>Por exemplo, 4 + 2 = 6. É importante notar que a ordem dos números não influenciará no resul-</p><p>tado, assim, 2 + 4 = 6.</p><p>Já o zero, no conjunto dos números naturais, é chamado de elemento neutro. Portanto: 5 + 0 = 5</p><p>ou 0 + 7 = 7.</p><p>Propriedades da Adição</p><p>• Fechamento: A adição no conjunto dos números naturais é fechada, pois a soma de dois núme-</p><p>ros naturais é ainda um número natural. O fato que a operação de adição é fechada em N é</p><p>conhecido na literatura do assunto como: A adição é uma lei de composição interna no conjunto</p><p>N.</p><p>• Associativa: A adição no conjunto dos números naturais é associativa, pois na adição de três ou</p><p>mais parcelas de números naturais quaisquer é possível associar as parcelas de quaisquer mo-</p><p>dos, ou seja, com três números naturais, somando o primeiro com o segundo e ao resultado</p><p>obtido somarmos um terceiro, obteremos um resultado que é igual à soma do primeiro com a</p><p>soma do segundo e o terceiro.</p><p>• Elemento neutro: No conjunto dos números naturais, existe o elemento neutro que é o zero,</p><p>pois tomando um número natural qualquer e somando com o elemento neutro (zero), o resul-</p><p>tado será o próprio número natural.</p><p>• Comutativa: No conjunto dos números naturais, a adição é comutativa, pois a ordem das parce-</p><p>las não altera a soma, ou seja, somando a primeira parcela com a segunda parcela, teremos o</p><p>mesmo resultado que se somando a segunda parcela com a primeira parcela.</p><p>Subtração</p><p>Na subtração, retiramos uma quantidade de outra, e o valor restante dará o resultado dessa ope-</p><p>ração, que pode ser representada por “a – b = c”.</p><p>É importante ressaltar que o resultado na subtração nem sempre resultará em um número natural,</p><p>podendo ele ser negativo, o que não se enquadra na regra dos números naturais, sempre positivos.</p><p>Operações</p><p>3</p><p>Ademais, na subtração a ordem dos números também influenciará no resultado.</p><p>Multiplicação</p><p>A multiplicação dos números naturais, assim como na adição, sempre resultará em um produto</p><p>de número natural, podendo ser representada por a x b = c.</p><p>Esta operação pode ser explicada pela adição de parcelas iguais. Ao invés de somarmos 5 + 5 + 5</p><p>= 15, podemos calcular 5 x 3 = 15.</p><p>Da mesma maneira, cinco vezes o número 100, por exemplo, seria o mesmo que somar 100 + 100</p><p>+ 100 + 100 + 100.</p><p>Na multiplicação, a ordem dos fatores também não afetará o resultado do produto. Todo número</p><p>multiplicado pelo zero resultará em zero. E o número 1, nesta operação, é considerado o elemento</p><p>neutro, não afetando no resultado do produto.</p><p>Propriedades da multiplicação</p><p>• Fechamento: A multiplicação é fechada no conjunto N dos números naturais, pois realizando o</p><p>produto de dois ou mais númros naturais, o resultado estará em N. O fato que a operação de</p><p>multiplicação é fechada em N é conhecido na literatura do assunto como: A multiplicação é uma</p><p>lei de composição interna no conjunto N.</p><p>• Associativa: Na multiplicação, podemos associar 3 ou mais fatores de modos diferentes, pois se</p><p>multiplicarmos o primeiro fator com o segundo e depois multiplicarmos por um terceiro número</p><p>natural, teremos o mesmo resultado que multiplicar o terceiro pelo produto do primeiro pelo</p><p>segundo.</p><p>(m.n).p = m.(n.p)</p><p>(3.4).5 = 3.(4.5) = 60</p><p>• Elemento Neutro: No conjunto dos números naturais existe um elemento neutro para a multi-</p><p>plicação que é o 1. Qualquer que seja o número natural n, tem-se que:</p><p>1.n = n.1 = n</p><p>1.7 = 7.1 = 7</p><p>• Comutativa: Quando multiplicamos dois números naturais quaisquer, a ordem dos fatores não</p><p>altera o produto, ou seja, multiplicando o primeiro elemento pelo segundo elemento teremos</p><p>o mesmo resultado que multiplicando o segundo elemento pelo primeiro elemento.</p><p>Operações</p><p>4</p><p>m.n = n.m</p><p>3.4 = 4.3 = 12</p><p>Divisão</p><p>A divisão, é uma operação inversa à multiplicação. Nessa operação, repartimos uma quantidade</p><p>total em partes iguais. Sendo a ÷ b = c.</p><p>O produto deste fracionamento poderá ser um número inteiro, positivo, e, portanto, um número</p><p>natural.</p><p>Dizemos que uma divisão é exata quando não sobram restos. Se temos 3 laranjas e elas serão</p><p>divididas entre três pessoas, cada um ficará com uma laranja, não sobrando nenhum resto na divisão.</p><p>Por outro lado, se temos 4 livros para ser divididos entre 3 crianças, cada uma ganhará 1 livro,</p><p>restando ainda um, que será deixado de lado, para que todas as crianças sejam contempladas igual-</p><p>mente, não favorecendo nenhuma.</p><p>No entanto, quando o dividendo for menor do que o divisor, o quociente será um número decimal,</p><p>com vírgulas, o que não se enquadra dentro do conjunto dos números naturais.</p><p>Além disso, é preciso reforçar que nesta operação, assim como na subtração, a ordem dos fatores</p><p>irá influenciar no resultado do produto. A divisão pelo número 0 é indefinida ou impossível. E a divisão</p><p>por 1, sempre resultará no próprio dividendo. Assim:</p><p>• 10 ÷ 1 = 10</p><p>• 10 ÷ 0 = Impossível</p><p>• 10 ÷ 5 = 2 (número natural)</p><p>• 5 ÷ 10 = 0,5 (número decimal)</p><p>Operações</p><p>5</p><p>Anotações:</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>Equações do primeiro e segundo grau</p><p>Equações do primeiro e segundo</p><p>grau</p><p>1MÉRITO</p><p>Apostilas</p><p>Equações do primeiro e segundo grau</p><p>Equação do Primeiro Grau</p><p>As equações de primeiro grau são sentenças matemáticas que estabelecem</p><p>relações de igualdade entre termos conhecidos e desconhecidos, representadas</p><p>sob a forma:</p><p>ax+b = 0</p><p>Donde a e b são números reais, sendo a um valor diferente de zero (a ≠ 0) e x</p><p>representa o valor desconhecido.</p><p>O valor desconhecido é chamado de incógnita que significa "termo a determinar".</p><p>As equações do 1º grau podem apresentar uma ou mais incógnitas.</p><p>As incógnitas são expressas por uma letra qualquer, sendo que as mais utilizadas</p><p>são x, y, z. Nas equações do primeiro grau, o expoente das incógnitas é sempre</p><p>igual a 1.</p><p>As igualdades 2.x = 4, 9x + 3 y = 2 e 5 = 20a + b são exemplos de equações do 1º</p><p>grau. Já as equações 3x2+5x-3 =0, x3+5y= 9 não são deste tipo.</p><p>O lado esquerdo de uma igualdade é chamado de 1º membro da equação e o lado</p><p>direito é chamado de 2º membro.</p><p>Como resolver uma equação de primeiro grau</p><p>O objetivo de resolver uma equação de primeiro grau é descobrir o valor</p><p>desconhecido, ou seja, encontrar o valor da incógnita que torna a igualdade</p><p>verdadeira.</p><p>Para isso, deve-se isolar os elementos desconhecidos em um dos lados do sinal de</p><p>igual e os valores constantes do outro lado.</p><p>É importante observar que a mudança de posição desses elementos deve ser feita</p><p>de forma que a igualdade continue sendo verdadeira.</p><p>Quando um termo da equação mudar de lado do sinal de igual, devemos inverter a</p><p>operação. Assim, se tiver multiplicando, passará dividindo, se tiver somando,</p><p>passará subtraindo e vice-versa.</p><p>2</p><p>Equações do primeiro e segundo grau</p><p>Exemplo</p><p>Qual o valor da incógnita x que torna a igualdade 8x - 3 = 5 verdadeira?</p><p>Solução</p><p>Para resolver a equação, devemos isolar o x. Para isso, vamos primeiro passar o 3</p><p>para o outro lado do sinal de igual. Como ele está subtraindo, passará somando.</p><p>Assim:</p><p>8x = 5 + 3</p><p>8x = 8</p><p>Agora podemos passar o 8, que está multiplicando o x, para o outro lado dividindo:</p><p>x = 8/8</p><p>x = 1</p><p>Outra regra básica para o desenvolvimento das equações de primeiro grau</p><p>determina o seguinte:</p><p>Se a parte da variável ou a incógnita da equação for negativa, devemos multiplicar</p><p>todos os membros da equação por –1. Por exemplo:</p><p>– 9x = – 90 . (-1)</p><p>9x = 90</p><p>x = 10</p><p>3</p><p>Equações do primeiro e segundo grau</p><p>Equação do Segundo Grau</p><p>A equação do segundo grau recebe esse nome porque é uma equação polinomial</p><p>cujo termo de maior grau está elevado ao quadrado. Também chamada de equação</p><p>quadrática, é representada por:</p><p>ax2 + bx + c = 0</p><p>Numa equação do 2º grau, o x é a incógnita e representa um valor desconhecido.</p><p>Já as letras a, b e c são chamadas de coeficientes da equação.</p><p>Os coeficientes são números reais e o coeficiente a tem que ser diferente de zero,</p><p>pois do contrário passa a ser uma equação do 1º grau.</p><p>Resolver uma equação de segundo Grau, significa buscar valores reais de x, que</p><p>tornam a equação verdadeira. Esses valores são denominados raízes da equação.</p><p>Uma equação quadrática possui no máximo duas raízes reais.</p><p>Equações do 2º Grau Completas e Incompletas</p><p>As equações do 2º grau completas são aquelas que apresentam todos os</p><p>coeficientes, ou seja a, b e c são diferentes de zero (a, b, c ≠ 0).</p><p>Por exemplo, a equação 5x2 + 2x + 2 = 0 é completa, pois todos os coeficientes são</p><p>diferentes de zero (a = 5, b = 2 e c = 2).</p><p>Uma equação quadrática é incompleta quando b = 0 ou c = 0 ou b = c = 0. Por</p><p>exemplo, a equação 2x2 = 0 é incompleta, pois a = 2, b = 0 e c = 0</p><p>Fórmula de Bhaskara</p><p>Quando uma equação do segundo grau é completa, usamos a Fórmula de Bhaskara</p><p>para encontrar as raízes da equação.</p><p>A fórmula é apresentada abaixo:</p><p>x=</p><p>−b±√b ²−4.a.c</p><p>2.a</p><p>4</p><p>Equações do primeiro e segundo grau</p><p>Onde,</p><p>x: é uma variável chamada de incógnita</p><p>a: coeficiente quadrático</p><p>b: coeficiente linear</p><p>c: coeficiente constante</p><p>As equações do segundo grau são chamadas de "equações quadráticas", uma vez</p><p>que determinam os valores de uma equação polinomial de grau dois.</p><p>Elas são representadas pela expressão:</p><p>ax ²+bx+c=0</p><p>Nesse caso, a, b e c são números reais e a ≠ 0, por exemplo:</p><p>2x² + 3x + 5 = 0</p><p>Onde,</p><p>a = 2</p><p>b = 3</p><p>c = 5</p><p>Observe que se o coeficiente a for igual a zero, o que temos é uma equação do</p><p>primeiro grau:</p><p>ax + b = 0</p><p>5</p><p>Equações do primeiro e segundo grau</p><p>Discriminante da Equação</p><p>A expressão dentro da raiz quadrada na fórmula de Bhaskara é chamada de</p><p>discriminante da equação e é representada pela letra grega delta ( ), ou seja:Δ</p><p>Δ=b ²−4.a .c</p><p>Normalmente essa expressão é calculada</p><p>separadamente, pois, de acordo com o</p><p>valor encontrado, podemos saber antecipadamente o número de raízes da</p><p>equação e se pertencem ao conjunto dos números reais.</p><p>Note que a, b e c são as constantes da equação e o valor de Delta ( ) pode ocorrer Δ</p><p>de três maneiras:</p><p>• Se o valor de for maior que zero ( > 0), a equação terá duas raízes reais Δ Δ</p><p>e distintas.</p><p>• Se o valor de for igual a zero ( = 0), a equação apresentará uma raiz real.Δ Δ</p><p>• Se o valor de for menor que zeroΔ</p><p>Assim, substituindo a expressão do discriminante por delta, a fórmula de Bhaskara</p><p>ficará:</p><p>x=</p><p>−b±√Δ</p><p>2.a</p><p>6</p><p>Equações do primeiro e segundo grau</p><p>Anotações:</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>7</p><p>Equações do primeiro e segundo grau</p><p>Exercícios</p><p>Exercício 1</p><p>Quantas e quais são as raízes da equação x² - 5x + 6 = 0?</p><p>8</p><p>Equações do primeiro e segundo grau</p><p>Gabarito</p><p>Exercício 1</p><p>O primeiro passo para resolver uma equação usando a fórmula de Bhaskara é</p><p>identificar os coeficientes da equação. Desta forma, os coeficientes na equação</p><p>são: a = + 1, b = - 5 e c = + 6.</p><p>Para saber o número de raízes, precisamos calcular o valor do delta, assim temos:</p><p>Como delta é maior que zero ( > 0)Δ , então a equação terá duas raízes reais e</p><p>distintas. Vamos agora aplicar a fórmula de Bhaskara para encontrar o valor das</p><p>raízes.</p><p>Assim, as duas raízes da equação são 2 e 3.</p><p>9</p><p>Sistema métrico decimal</p><p>1</p><p>Sistema métrico decimal</p><p>Sistema métrico decimal</p><p>2</p><p>Sistema métrico decimal</p><p>As unidades de medida são modelos estabelecidos para medir diferentes grandezas, tais como</p><p>comprimento, capacidade, massa, tempo e volume.</p><p>O Sistema Internacional de Unidades (SI) define a unidade padrão de cada grandeza. Baseado no</p><p>sistema métrico decimal, o SI surgiu da necessidade de uniformizar as unidades que são utilizadas na</p><p>maior parte dos países.</p><p>Medidas de Comprimento</p><p>Existem várias medidas de comprimento, como por exemplo a jarda, a polegada e o pé.</p><p>No SI a unidade padrão de comprimento é o metro (m). Atualmente ele é definido como o</p><p>comprimento da distância percorrida pela luz no vácuo durante um intervalo de tempo de</p><p>1/299.792.458 de um segundo.</p><p>Os múltiplos e submúltiplos do metro são: quilômetro (km), hectômetro (hm), decâmetro (dam),</p><p>decímetro (dm), centímetro (cm) e milímetro (mm).</p><p>Medidas de Capacidade</p><p>A unidade de medida de capacidade mais utilizada é o litro (l). São ainda usadas o galão, o barril,</p><p>o quarto, entre outras.</p><p>Os múltiplos e submúltiplos do litro são: quilolitro (kl), hectolitro (hl), decalitro (dal), decilitro (dl),</p><p>centilitro (cl), mililitro (ml).</p><p>Medidas de Massa</p><p>No Sistema Internacional de unidades a medida de massa é o quilograma (kg). Um cilindro de</p><p>platina e irídio é usado como o padrão universal do quilograma.</p><p>As unidades de massa são: quilograma (kg), hectograma (hg), decagrama (dag), grama (g),</p><p>decigrama (dg), centigrama (cg) e miligrama (mg).</p><p>São ainda exemplos de medidas de massa a arroba, a libra, a onça e a tonelada. Sendo 1 tonelada</p><p>equivalente a 1000 kg.</p><p>Medidas de Volume</p><p>No SI a unidade de volume é o metro cúbico (m3). Os múltiplos e submúltiplos do m3 são:</p><p>quilômetro cúbico (km3), hectômetro cúbico (hm3), decâmetro cúbico (dam3), decímetro cúbico (dm3),</p><p>centímetro cúbico (cm3) e milímetro cúbico (mm3).</p><p>Podemos transformar uma medida de capacidade em volume, pois os líquidos assumem a forma</p><p>do recipiente que os contém. Para isso usamos a seguinte relação:</p><p>Sistema métrico decimal</p><p>3</p><p>1 l = 1 dm3</p><p>Tabela de conversão de Medidas</p><p>O mesmo método pode ser utilizado para calcular várias grandezas.</p><p>Primeiro, vamos desenhar uma tabela e colocar no seu centro as unidades de medidas bases das</p><p>grandezas que queremos converter, por exemplo:</p><p>• Capacidade: litro (l)</p><p>• Comprimento: metro (m)</p><p>• Massa: grama (g)</p><p>• Volume: metro cúbico (m3)</p><p>Tudo o que estiver do lado direito da medida base são chamados submúltiplos. Os prefixos deci,</p><p>centi e mili correspondem respectivamente à décima, centésima e milésima parte da unidade</p><p>fundamental.</p><p>Do lado esquerdo estão os múltiplos. Os prefixos deca, hecto e quilo correspondem</p><p>respectivamente a dez, cem e mil vezes a unidade fundamental.</p><p>Múltiplos</p><p>Med</p><p>ida Base</p><p>Submúltiplos</p><p>quilo</p><p>(k)</p><p>hecto</p><p>(h)</p><p>deca</p><p>(da)</p><p>deci</p><p>(d)</p><p>centi</p><p>(c)</p><p>mili</p><p>(m)</p><p>quilolitr</p><p>o (kl)</p><p>hectolit</p><p>ro (hl)</p><p>decalitr</p><p>o (dal)</p><p>litro</p><p>(l)</p><p>decilitr</p><p>o (dl)</p><p>centilitr</p><p>o (cl)</p><p>mililitr</p><p>o (ml)</p><p>quilôm</p><p>etro (km)</p><p>hectôm</p><p>etro (hm)</p><p>decâm</p><p>etro (dam)</p><p>metr</p><p>o (m)</p><p>decím</p><p>etro (dm)</p><p>centím</p><p>etro (cm)</p><p>milím</p><p>etro (ml)</p><p>quilogr</p><p>ama (kg)</p><p>hectogr</p><p>ama (hg)</p><p>decagr</p><p>ama (dag)</p><p>gra</p><p>ma (g)</p><p>decigr</p><p>ama (dg)</p><p>centigr</p><p>ama (cg)</p><p>miligra</p><p>ma (mg)</p><p>quilôm</p><p>etro cúbico</p><p>(km3)</p><p>hectôm</p><p>etro cúbico</p><p>(hm3)</p><p>decâm</p><p>etro cúbico</p><p>(dam3)</p><p>metr</p><p>o cúbico</p><p>(m3)</p><p>decím</p><p>etro cúbico</p><p>(dm3)</p><p>centím</p><p>etro cúbico</p><p>(cm3)</p><p>milím</p><p>etro cúbico</p><p>(mm3)</p><p>Sistema métrico decimal</p><p>4</p><p>Anotações:</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>ou subjetivo da linguagem em</p><p>uma declaração. Quando utilizada, ela proporciona interpretações abstratas que</p><p>vão além do sentido real das palavras, ou seja, das definições que aparecem nos</p><p>dicionários. Por isso, ela recorre ao uso das figuras e vícios de linguagem para a</p><p>transmissão das mensagens.</p><p>Emprego de conotação:</p><p>• Textos literários (poemas, crônicas, novelas)</p><p>• Mensagens publicitárias</p><p>• Charges e tirinhas</p><p>• História em quadrinhos</p><p>Sentido denotativo e sentido conotativo no dicionário</p><p>O sentido denotativo representa o emprego de palavras e expressões em seu</p><p>sentido próprio, literal, original, real e objetivo. Muitas vezes, ele é caracterizado</p><p>pelo sentido do dicionário, ou seja, a primeira acepção da palavra. Já o sentido</p><p>conotativo é expresso pelo uso da palavra ou expressão em sentido figurado,</p><p>subjetivo ou expressivo.</p><p>Nos dicionários, depois da acepção denotativa há, entre parênteses ou colchetes, o</p><p>termo "figurado", o qual indica o sentido conotativo da palavra.</p><p>Exemplo da palavra "bode" no dicionário:</p><p>Ruminante cavicórneo, macho da cabra. (sentido denotativo)</p><p>[Gíria] Dar bode, dar confusão, encrenca. (sentido conotativo)</p><p>3</p><p>Linguagem Denotativa e Conotativa</p><p>Exercícios</p><p>Exercício 1</p><p>Qual das opções abaixo apresenta o sentido figurado:</p><p>a) As apostilas estão com preços exorbitantes.</p><p>b) Não conseguimos o atendimento no banco.</p><p>c) O funcionário estava muito confuso com os dados.</p><p>d) Ele foi muito doce e atencioso comigo.</p><p>e) No caminho de casa, encontramos um filhote de gato.</p><p>Exercício 2</p><p>Todas as alternativas abaixo possuem orações que apresentam o sentido</p><p>conotativo, EXCETO:</p><p>a) “o casamento não é um mar de rosas”</p><p>b) “meus pensamentos voaram alto”</p><p>c) “quando pisado, meu coração sangrou”</p><p>d) “alimentou-se da coragem”</p><p>e) “chorou intensamente até dormir”</p><p>Exercício 3</p><p>Indique se as orações abaixo apresentam o sentido denotativo (D) ou conotativo</p><p>(C).</p><p>1. ( ) Meu tio era muito rico e nadava em ouro.</p><p>2. ( ) O nadador brasileiro ganhou a medalha de ouro.</p><p>3. ( ) Ela tinha um coração de pedra.</p><p>4</p><p>Linguagem Denotativa e Conotativa</p><p>4. ( ) Caiu e machucou a cabeça na pedra.</p><p>5. ( ) Engoliu muito sapo no trabalho.</p><p>A alternativa correta é:</p><p>a) C, C, D, D, C</p><p>b) C, D, C, D, C</p><p>c) C, C, D, C, D</p><p>d) D, C, C, D, D</p><p>e) D, D, C, C, D</p><p>5</p><p>Linguagem Denotativa e Conotativa</p><p>Gabarito</p><p>Exercício 1</p><p>Alternativa correta: d) Ele foi muito doce e atencioso comigo.</p><p>O sentido figurado, chamado também de sentido conotativo, abarca o sentido</p><p>subjetivo da palavra. Assim o termo “doce” não está sendo empregado em seu</p><p>sentido literal, ou seja, algo que é açucarado. Nesse caso, está sendo utilizado para</p><p>indicar alguém que é tranquilo, que age com suavidade.</p><p>Exercício 2</p><p>Alternativa correta: e) “chorou intensamente até dormir”</p><p>A oração “chorou intensamente até dormir” é um exemplo de uso do sentido</p><p>denotativo, literal e real. Nenhum termo utilizado possui algum sentido subjetivo,</p><p>figurado. Ou seja, a pessoa literalmente chorou muito até a hora de dormir.</p><p>Nas outras opções, temos:</p><p>a) “mar de rosas” é uma expressão que expressa o sentido figurado e significa que</p><p>algo é muito bom.</p><p>b) “voar alto” significa que os pensamentos de alguém foram de grande pretensão,</p><p>ou seja, exagerados.</p><p>c) o termo “sangrar” foi utilizado em sentido conotativo, que significa doer muito.</p><p>d) a expressão “alimentou-se da coragem” significa que alguém tomou coragem</p><p>para enfrentar algum desafio.</p><p>Exercício 3</p><p>Alternativa correta: b) C, D, C, D, C</p><p>1. (Sentido conotativo) Meu tio era muito rico e nadava em ouro. - “nadar em ouro”</p><p>é uma expressão utilizada quando a pessoa possui muito dinheiro.</p><p>6</p><p>Linguagem Denotativa e Conotativa</p><p>2. (Sentido denotativo) O nadador brasileiro ganhou a medalha de ouro. - oração</p><p>no sentido literal.</p><p>3. (Sentido conotativo) Ela tinha um coração de pedra. - “coração de pedra” é uma</p><p>expressão utilizada quando alguém aparenta não ter sentimentos.</p><p>4. (Sentido denotativo) Caiu e machucou a cabeça na pedra. - oração no sentido</p><p>literal.</p><p>5. (Sentido conotativo) Engoliu muito sapo no trabalho. - “engolir sapo” é uma</p><p>expressão utilizada quando alguém sofre acusações, julgamentos e não revida.</p><p>7</p><p>Ortografia 2.0</p><p>1</p><p>Ortografia 2.0</p><p>Ortografia 2.0</p><p>2</p><p>Ortografia 2.0</p><p>Mau ou mal</p><p>Alguns questionamentos são bem insistentes (ou será que nós é quem insistimos em errar?), entre</p><p>eles, o uso correto de mau e mal. Quem nunca se perguntou quando e como usar cada um dos termos,</p><p>não é mesmo? Essa é certamente uma das perguntas que sondam nosso particular universo linguístico,</p><p>mas nada como pensar um pouquinho para chegar a uma resposta. Se você ainda não sabe qual é o</p><p>correto, mau ou mal, fique atento às dicas para nunca mais errar.</p><p>Em primeiro lugar, devemos deixar bem claro que as duas formas existem, mau com “u” e mal</p><p>com “l”. Apesar de serem foneticamente idênticas, semanticamente são bem diferentes, o que facilita</p><p>na hora de escolher a grafia correta. Para usarmos corretamente essas duas palavrinhas-problema,</p><p>basta fazer a oposição entre seus antônimos. Observe:</p><p>Mal é advérbio, antônimo de bem.</p><p>Mau é um adjetivo, antônimo de bom.</p><p>Exemplos:</p><p>Os governantes fizeram mau uso do dinheiro público. (mau ≠ bom)</p><p>O aluno foi embora porque estava sentindo-se mal. (mal ≠ bem)"</p><p>Quando se usa há?</p><p>A palavra há é uma conjugação do verbo “haver” quando este é impessoal, por isso seus</p><p>significados mais comuns são no sentido de “existir” (nesse sentido, “ter”) ou, no caso de tempo</p><p>decorrido, “fazer”. Se você substituir o verbo há por um dos verbos citados acima e isso não alterar o</p><p>sentido da frase, você já sabe qual a forma correta de escrever.</p><p>Veja alguns exemplos:</p><p>A meteorologista disse que há muita probabilidade de chuva amanhã.</p><p>(A meteorologista disse que existe muita probabilidade de chuva amanhã.)</p><p>Há vários livros no meu quarto.</p><p>(Tem vários livros no meu quarto.)</p><p>Ortografia 2.0</p><p>3</p><p>Não nos vemos há muitos anos.</p><p>(Não nos vemos faz muitos anos.)</p><p>O uso de “há” e “a” pode gerar muitas dúvidas.</p><p>Quando se usa a?</p><p>A palavra “a” pode ter diversas classificações dependendo do contexto. Costuma estar em várias</p><p>locuções e, por isso, seu uso é muito versátil.</p><p>Usamos “a” como artigo definido feminino singular, ou seja, para especificar um substantivo</p><p>feminino em determinado contexto. Já as preposições conectam uma palavra a outra, gerando sentido</p><p>e estabelecendo uma relação de dependência entre elas. A preposição “a” costuma ser regida por</p><p>alguns verbos, isto é, eles necessitam dessa preposição para que o enunciado tenha sentido.</p><p>Além dos verbos, muitas vezes a preposição “a” aparece em locuções, que são duas ou mais</p><p>palavras com a mesma função, cujo sentido surge a partir da junção desses termos, e não da palavra</p><p>isolada.</p><p>Quando não há sentido de “existir” ou de tempo passado, use a palavra “a”.</p><p>Observe os exemplos a seguir:</p><p>Estivemos em consulta com a pediatra.</p><p>(Artigo)</p><p>Eu disse a ela que estava tudo bem.</p><p>(Preposição)</p><p>Daqui a pouco vai chover.</p><p>(Locução adverbial)"</p><p>Diferenças entre “acerca de”, “a cerca de” e “há cerca de”</p><p>As expressões “acerca de”, “a cerca de” e “há cerca de” costumam causar dúvidas por causa da</p><p>sua semelhança. Porém, elas significam coisas totalmente distintas. Vejamos, então, quando usá -las e</p><p>o significado de cada uma.</p><p>Ortografia 2.0</p><p>4</p><p>Quando se usa “acerca de”?</p><p>A expressão “acerca de” é o que chamamos locução prepositiva, situação em que duas ou mais</p><p>palavras têm valor morfológico de preposição. Essa expressão tem o significado de “sobre”, “quanto a”,</p><p>“a respeito de”. Observe os exemplos:</p><p>Na reunião de ontem, foi falado acerca do comportamento dos funcionários.</p><p>Assim, conforme o exemplo, na reunião foi falado sobre o comportamento dos funcionários.</p><p>Quero tratar acerca dos lucros da empresa. / Quero tratar a respeito dos lucros da empresa.</p><p>Atenção: Ressalta-se que, nesse</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>Sistema monetário brasileiro</p><p>Sistema monetário</p><p>brasileiro</p><p>1MÉRITO</p><p>Apostilas</p><p>Sistema monetário brasileiro</p><p>Um sistema monetário pode ser definido como uma coleção de moedas em</p><p>circulação em um país. A primeira moeda do Brasil foi uma moeda mercadoria, e</p><p>por muito tempo o comércio se deu por meio da troca de mercadorias, e isso con-</p><p>tinuou mesmo após a introdução da moeda metálica, sendo assim o início do Sis-</p><p>tema Monetário Nacional.</p><p>As primeiras moedas metálicas, como ouro, prata e cobre, surgiram com o iní-</p><p>cio da colonização portuguesa e, portanto, o Real português foi utilizado durante</p><p>todo o período colonial no Brasil.</p><p>No Brasil, a moeda vigente é o Real (R$) e o banco responsável pela adminis-</p><p>tração e produção de cédulas e notas é o Banco Central. Ele emite moeda-papel e</p><p>moeda metálica, nas condições e limites autorizados pelo Conselho Monetário Na-</p><p>cional (CMN).</p><p>A nota de R$1,00 e a moeda de 1 centavo foram retiradas de circulação.</p><p>No dia 29/07/2020 o Banco Central anunciou o lançamento da nota de 200 re -</p><p>ais, na qual já foi aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).</p><p>2</p><p>Figura 1: 1ª Família do Real</p><p>Sistema monetário brasileiro</p><p>3</p><p>Figura 2: 2ª Família do Real</p><p>Figura 3: Moedas</p><p>Figura 4: Cédula R$200</p><p>Sistema monetário brasileiro</p><p>Anotações:</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>4</p><p>Sistema monetário brasileiro</p><p>Exercícios</p><p>Exercício 1</p><p>Para pagar os R$ 7,90 que gastou em uma lanchonete, Solimar usou apenas três</p><p>tipos de moedas: de 5 centavos, de 25 centavos e de 50 centavos. Sabendo que</p><p>ela usou 8 moedas de 50 centavos e 13 de 25 centavos, então quantas moedas de</p><p>5 centavos foram necessárias para que fosse completada a quantia devida?</p><p>a) 6.</p><p>b) 7.</p><p>c) 10.</p><p>d) 11.</p><p>e) 13.</p><p>Exercício 2</p><p>Você tem um veículo em velocidade constante consome R$ 1,00 em gasolina a</p><p>cada um minuto.</p><p>Você sai para trabalhar as 14:45 e chega em seu destino às 14:55. Você vai</p><p>abastecer para repor esta gasolina gasta, mas só tem moedas de R$ 0,50.</p><p>Quantas moedas você deverá gastar com a gasolina deste percurso?</p><p>a) 5 moedas</p><p>b) 10 moedas</p><p>c) 15 moedas</p><p>d) 20 moedas</p><p>5</p><p>Sistema monetário brasileiro</p><p>Gabarito</p><p>Exercício 1</p><p>Solimar deve 790 centavos. (1 real equivale a 100 centavos).</p><p>Ele usou</p><p>8 moedas de 50 centavos: 400 centavos.</p><p>13 moedas de 25 centavos: 325 centavos.</p><p>400 + 325 = 725 centavos.</p><p>Ele deve 790 – 725 = 65 centavos.</p><p>Esta diferença ele tem que pagar com moedas de 5 centavos</p><p>65 / 5 = 13 moedas de 5 centavos.</p><p>RESPOSTA DA QUESTÃO 1: LETRA E</p><p>Exercício 2</p><p>O percurso durou 10 minutos. Então você gastou R$10,00.</p><p>Como você só tem moedas de R$0,50 para pagar, você utilizará 20 moedas, pois</p><p>10/ 0,50 = 20 moedas</p><p>RESPOSTA DA QUESTÃO 2: LETRA D</p><p>6</p><p>Relação entre grandezas</p><p>1</p><p>Relação entre grandezas</p><p>Relação entre grandezas</p><p>2</p><p>Relação entre grandezas</p><p>Definimos por grandeza tudo aquilo que pode ser contado e medido, como o tempo, a</p><p>velocidade, comprimento, preço, idade, temperatura entre outros. As grandezas são classificadas em:</p><p>diretamente proporcionais e inversamente proporcionais.</p><p>Grandezas diretamente proporcionais</p><p>São aquelas grandezas onde a variação de uma provoca a variação da outra numa mesma razão. Se</p><p>uma dobra a outra dobra, se uma triplica a outra triplica, se uma é dívida em duas partes iguais a</p><p>outra também é dívida à metade.</p><p>Exemplo 1</p><p>Se três cadernos custam R$ 8,00, o preço de seis cadernos custará R$ 16,00. Observe que se</p><p>dobramos o número de cadernos também dobramos o valor dos cadernos. Confira pela tabela:</p><p>Exemplo 2</p><p>Para percorrer 300 km, um carro gastou 30 litros de combustível. Nas mesmas condições, quantos</p><p>quilômetros o carro percorrerá com 60 litros? E com 120 litros?</p><p>Grandezas inversamente proporcionais</p><p>Uma grandeza é inversamente proporcional quando operações inversas são utilizadas nas grandezas.</p><p>Por exemplo, se dobramos uma das grandezas temos que dividir a outra por dois, se triplicamos uma</p><p>delas devemos dividir a outra por três e assim sucessivamente. A velocidade e o tempo são</p><p>Relação entre grandezas</p><p>3</p><p>considerados grandezas inversas, pois aumentarmos a velocidade, o tempo é reduzido, e se</p><p>diminuímos a velocidade, o tempo aumenta.</p><p>Exemplo 3</p><p>Para encher um tanque são necessárias 30 vasilhas de 6 litros cada uma. Se forem usadas vasilhas de</p><p>3 litros cada, quantas serão necessárias?</p><p>Utilizaremos 60 vasilhas, pois se a capacidade da vasilha diminui, o número de vasilhas aumenta</p><p>no intuito de encher o tanque.</p><p>As duas grandezas são muito utilizadas em situações de comparação, isto é comum no cotidiano. A</p><p>utilização da regra de três nos casos envolvendo proporcionalidade direta e inversa é de extrema im-</p><p>portância para a obtenção dos resultados.</p><p>Relação entre grandezas</p><p>4</p><p>Anotações:</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>Razão e Proporção</p><p>Razão e Proporção</p><p>1MÉRITO</p><p>Apostilas</p><p>Razão e Proporção</p><p>Na matemática, a razão estabelece uma comparação entre duas grandezas, sendo</p><p>o coeficiente entre dois números.</p><p>Já a proporção é determinada pela igualdade entre duas razões, ou ainda, quando</p><p>duas razões possuem o mesmo resultado.</p><p>A razão está relacionada com a operação da divisão. Vale lembrar que duas</p><p>grandezas são proporcionais quando formam uma proporção.</p><p>Ainda que não tenhamos consciência disso, utilizamos cotidianamente os</p><p>conceitos de razão e proporção. Para preparar uma receita, por exemplo,</p><p>utilizamos certas medidas proporcionais entre os ingredientes.</p><p>Para você encontrar a razão entre duas grandezas, as unidades de medida terão de</p><p>ser as mesmas.</p><p>Exemplos</p><p>A partir das grandezas A e B temos:</p><p>Razão: A</p><p>B</p><p>ou A : B, onde b≠0</p><p>Proporção: A</p><p>B</p><p>=</p><p>C</p><p>D</p><p>, onde todos os coeficientes são ≠0</p><p>Exemplo 1</p><p>Qual a razão entre 40 e 20?</p><p>40</p><p>20</p><p>=2 numa fração, o numerador é o número acima e o denominador, o de baixo.</p><p>Se o denominador for igual a 100, temos uma razão do tipo porcentagem, também</p><p>chamada de razão centesimal.</p><p>30%=</p><p>30</p><p>100</p><p>=0,30 Além disso, nas razões, o coeficiente que está localizado acima é</p><p>chamado de antecedente (A), enquanto o de baixo é chamado de consequente (B).</p><p>A</p><p>B</p><p>=</p><p>Antecedente</p><p>Consequente</p><p>2</p><p>Razão e Proporção</p><p>Propriedades da Proporção</p><p>1. O produto dos meios é igual ao produto dos extremos, por exemplo:</p><p>A</p><p>B</p><p>=</p><p>C</p><p>D</p><p>Logo:</p><p>A·D = B·C</p><p>Essa propriedade é denominada de multiplicação cruzada.</p><p>2. É possível trocar os extremos e os meios de lugar, por exemplo:</p><p>A</p><p>B</p><p>=</p><p>C</p><p>D</p><p>é equivalente B</p><p>D</p><p>=</p><p>C</p><p>A</p><p>Logo,</p><p>D. A = C . B</p><p>3</p><p>Razão e Proporção</p><p>Anotações:</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>4</p><p>Razão e Proporção</p><p>Exercícios</p><p>Exercício 1</p><p>Calcule a razão entre os números:</p><p>a) 120:20</p><p>b) 345:15</p><p>c) 121:11</p><p>d) 2040:40</p><p>Exercício 2</p><p>Qual das proporções abaixo são iguais à razão entre 4 e 6?</p><p>a) 2 e 3</p><p>b) 2 e 4</p><p>c) 4 e 12</p><p>d) 4 e 8</p><p>5</p><p>Razão e Proporção</p><p>Gabarito</p><p>Exercício 1</p><p>Resposta: a) 6</p><p>b) 23</p><p>c) 11</p><p>d) 51</p><p>Exercício 2</p><p>Resposta: Alternativa a: 2 e 3</p><p>6</p><p>Regra de três</p><p>Regra de três</p><p>1MÉRITO</p><p>Apostilas</p><p>Regra de três</p><p>A regra de três é um processo matemático para a resolução de muitos problemas</p><p>que envolvem duas ou mais grandezas diretamente ou inversamente</p><p>proporcionais.</p><p>Na regra de três simples, é necessário que três valores sejam apresentados, para</p><p>que assim, descubra o quarto valor. A regra de três permite descobrir um valor não</p><p>identificado, por meio de outros três.</p><p>A regra de três composta, por sua vez, permite descobrir um valor a partir de três</p><p>ou mais valores conhecidos.</p><p>Grandezas Diretamente Proporcionais</p><p>Duas grandezas são diretamente proporcionais quando, o aumento de uma implica</p><p>no aumento da outra na mesma proporção.</p><p>Grandezas Inversamente Proporcionais</p><p>Duas grandezas são inversamente proporcionais quando, o aumento de uma</p><p>implica na redução da outra.</p><p>Regra de Três Simples</p><p>Exemplo 1</p><p>Para fazer o bolo de aniversário utilizamos 300 gramas de chocolate. No entanto,</p><p>faremos 5 bolos. Qual a quantidade de chocolate que necessitaremos?</p><p>Inicialmente, é importante agrupar as grandezas da mesma espécie em duas</p><p>colunas, a saber:</p><p>1 Bolo 300g</p><p>5 Bolos x</p><p>2</p><p>Regra de três</p><p>Nesse caso, x é a nossa incógnita, ou seja, o quarto valor a ser descoberto. Feito</p><p>isso, os valores serão multiplicados de cima para baixo no sentido contrário:</p><p>1x = 300 . 5</p><p>1x = 1500 g</p><p>Logo, para fazer os 5 bolos, precisaremos de 1500 g de chocolate ou 1,5 kg.</p><p>Trata-se de um problema com grandezas diretamente proporcionais, ou seja,</p><p>fazer mais quatro bolos, ao invés de um, aumentará proporcionalmente a</p><p>quantidade de chocolate acrescentado nas receitas.</p><p>Exemplo 2</p><p>Para chegar em São Paulo, Lisa demora 3 horas numa velocidade de 80 km/h.</p><p>Assim, quanto tempo seria necessário para realizar o mesmo percurso numa</p><p>velocidade de 120 km/h?</p><p>Da mesma maneira, agrupa-se os dados correspondentes em duas colunas:</p><p>80 km/h 3 horas</p><p>120 km/h x</p><p>Ao aumentar a velocidade, o tempo do percurso diminuirá e, portanto, tratam-se</p><p>de grandezas inversamente proporcionais.</p><p>Em outras palavras, o aumento de uma grandeza, implicará na diminuição da outra.</p><p>Diante disso, invertemos os termos da coluna para realizar a equação:</p><p>120 km/h 3 horas</p><p>80 km/h x</p><p>120x = 240</p><p>x = 240/120</p><p>x = 2 horas</p><p>3</p><p>Regra de três</p><p>Logo, para fazer o mesmo trajeto aumentando a velocidade o tempo estimado será</p><p>de 2 horas.</p><p>Regra de Três Composta</p><p>Para ler os 8 livros indicados pela professora para realizar o exame final, o</p><p>estudante precisa estudar 6 horas durante 7 dias para atingir sua meta.</p><p>Porém, a data do exame foi antecipada e, portanto, ao invés de 7 dias para estudar,</p><p>o estudante terá apenas 4 dias. Assim, quantas horas ele terá de estudar por dia,</p><p>para se preparar para o exame?</p><p>Primeiramente, agruparemos numa tabela, os valores fornecidos acima:</p><p>Livros Horas Dias</p><p>8 6 7</p><p>8 X 4</p><p>Ao diminuir o número de dias, será necessário aumentar o número de horas de</p><p>estudo para a leitura dos 8 livros.</p><p>Portanto, tratam-se de grandezas inversamente proporcionais e, por isso, inverte-</p><p>se o valor dos dias para realizar a equação:</p><p>Livros Horas Dias</p><p>8 6 4</p><p>8 X 7</p><p>6/x = 8/8 . 4/7</p><p>6/x = 32/56 = 4/7</p><p>6/x = 4/7</p><p>4 x = 42</p><p>x = 42/4</p><p>4</p><p>Regra de três</p><p>x = 10,5 horas</p><p>Logo, o estudante precisará estudar 10,5 horas por dia, durante os 4 dias, a fim de</p><p>realizar a leitura dos 8 livros indicados pela professora.</p><p>5</p><p>Regra de três</p><p>Anotações:</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>6</p><p>Regra de três</p><p>Exercícios</p><p>Exercício 1</p><p>Para alimentar o seu cão, uma pessoa gasta 10 kg de ração a cada 15 dias. Qual a</p><p>quantidade total de ração consumida por semana, considerando que por dia é</p><p>sempre colocada a mesma quantidade de ração?</p><p>7</p><p>Regra de três</p><p>Gabarito</p><p>Exercício 1</p><p>Devemos sempre começar identificando as grandezas e as suas relações. É muito</p><p>importante identificar corretamente se as grandezas são diretamente ou</p><p>inversamente proporcionais.</p><p>Neste exercício as grandezas quantidade total de ração consumida e o número de</p><p>dias são diretamente proporcionais, pois quanto mais dias maior será a quantidade</p><p>total gasta.</p><p>Para melhor visualizar</p><p>a relação entre as grandezas, podemos usar setas. O</p><p>sentido da seta aponta para o maior valor de cada grandeza.</p><p>As grandezas cujos pares de setas apontam para o mesmo sentido, são</p><p>diretamente proporcionais e as que apontam em sentidos contrários, são</p><p>inversamente proporcionais.</p><p>Vamos então resolver o exercício proposto, conforme o esquema abaixo:</p><p>Resolvendo a equação, temos:</p><p>Assim, a quantidade de ração consumida por semana é de aproximadamente 4,7kg.</p><p>8</p><p>Porcentagem</p><p>Porcentagem</p><p>1MÉRITO</p><p>Apostilas</p><p>Porcentagem</p><p>Porcentagem, representada pelo símbolo %, é a divisão de um número qualquer</p><p>por 100. A expressão 25%, por exemplo, significa que 25 partes de um todo foram</p><p>divididas em 100 partes.</p><p>Há três formas de representar uma porcentagem: forma percentual, forma</p><p>fracionária e forma decimal. O cálculo do valor representado por uma</p><p>porcentagem geralmente é feito a partir de uma multiplicação de frações ou de</p><p>números decimais, por isso o domínio das quatro operações é fundamental para a</p><p>compreensão de como calcular corretamente uma porcentagem.</p><p>Forma percentual</p><p>A representação na forma percentual ocorre quando o número é seguido do</p><p>símbolo % (por cento).</p><p>Exemplos:</p><p>5%</p><p>0,1%</p><p>150%</p><p>Forma fracionária</p><p>Para realização de cálculos, uma das formas possíveis de representação de uma</p><p>porcentagem é a forma fracionária, que pode ser uma fração irredutível ou uma</p><p>simples fração sobre o número 100.</p><p>Exemplo:</p><p>2</p><p>Porcentagem</p><p>Forma decimal</p><p>A forma decimal é uma possibilidade de representação também. Para encontrá-la,</p><p>é necessária a realização da divisão.</p><p>Exemplo:</p><p>A forma decimal de 25% é obtida pela divisão de 25 : 100 = 0,25.</p><p>Dica:</p><p>Lembrando que a nossa base é decimal, então, ao dividir por 100, basta andar</p><p>com a vírgula duas casas para a esquerda.</p><p>Exemplos:</p><p>Forma percentual para a forma decimal:</p><p>30% = 0,30 = 0,3</p><p>5% = 0,05</p><p>152% = 1,52</p><p>Alguns exercícios pedem para fazermos o contrário, ou seja, transformar um</p><p>número decimal em porcentagem. Para isso, basta andarmos com a vírgula duas</p><p>casas para a direita (aumentando o número) e acrescentar o símbolo %.</p><p>Forma decimal para a forma percentual:</p><p>0,23 = 23%</p><p>0,111 = 11,1%</p><p>0,8 = 80%</p><p>1,74 = 174 %</p><p>3</p><p>Porcentagem</p><p>Porcentagem Razão Centesimal Número Decimal</p><p>1% 1/100 0,01</p><p>5% 5/100 0,05</p><p>10% 10/100 0,1</p><p>120% 120/100 1,2</p><p>Como Calcular a Porcentagem</p><p>Podemos utilizar diversas formas para calcular a porcentagem. Abaixo</p><p>apresentamos três formas distintas:</p><p>• regra de três</p><p>• transformação da porcentagem em fração com denominador igual a 100</p><p>• transformação da porcentagem em número decimal</p><p>Devemos escolher a forma mais adequada de acordo com o problema que</p><p>queremos resolver.</p><p>Exemplos:</p><p>1) Calcule 30% de 90</p><p>Para usar a regra de três no problema, vamos considerar que 90 corresponde ao</p><p>todo, ou seja 100%. O valor que queremos encontrar chamaremos de x. A regra de</p><p>três será expressa como:</p><p>4</p><p>Porcentagem</p><p>Para resolver usando frações, primeiro temos que transformar a porcentagem em</p><p>uma fração com denominador igual a 100:</p><p>Podemos ainda transformar a porcentagem em número decimal:</p><p>30% = 0,3</p><p>0,3 . 90 = 27</p><p>O resultado é o mesmo nas três formas, ou seja 30% de 90 corresponde a 27.</p><p>5</p><p>Porcentagem</p><p>Anotações:</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>6</p><p>Porcentagem</p><p>Exercícios</p><p>Exercício 1</p><p>Calcule os valores abaixo:</p><p>a) 6% de 100</p><p>b) 70% de 100</p><p>c) 30% de 50</p><p>d) 20 % de 60</p><p>e) 25% de 200</p><p>f) 7,5% de 400</p><p>g) 42% de 300</p><p>h) 10% de 62,5</p><p>i) 0,1% de 350</p><p>j) 0,5% de 6000</p><p>Exercício 2</p><p>(ENEM-2013)</p><p>Para aumentar as vendas no início do ano, uma loja de departamentos remarcou os</p><p>preços de seus produtos 20% abaixo do preço original. Quando chegam ao caixa,</p><p>os clientes que possuem o cartão fidelidade da loja têm direito a um desconto</p><p>adicional de 10% sobre o valor total de suas compras.</p><p>Um cliente deseja comprar um produto que custava R$50,00 antes da remarcação</p><p>de preços. Ele não possui o cartão fidelidade da loja. Caso esse cliente possuísse o</p><p>cartão fidelidade da loja, a economia adicional que obteria ao efetuar a compra, em</p><p>reais, seria de:</p><p>a) 15,00</p><p>7</p><p>Porcentagem</p><p>b) 14,00</p><p>c) 10,00</p><p>d) 5,00</p><p>e) 4,00</p><p>Exercício 3</p><p>Em uma sala de aula há 30 alunos, dos quais 40% são meninas. Quantas meninas</p><p>têm na sala?</p><p>a) 10 meninas</p><p>b) 12 meninas</p><p>c) 15 meninas</p><p>d) 18 meninas</p><p>8</p><p>Porcentagem</p><p>Gabarito</p><p>Exercício 1</p><p>a) 6% de 100 = 6</p><p>b) 70% de 100 = 70</p><p>c) 30% de 50 = 15</p><p>d) 20 % de 60 = 12</p><p>e) 25% de 200 = 50</p><p>f) 7,5% de 400 = 30</p><p>g) 42% de 300 = 126</p><p>h) 10% de 62,5 = 6,25</p><p>i) 0,1% de 350 = 0,35</p><p>j) 0,5% de 6000 = 30</p><p>Exercício 2</p><p>Valor original do produto: R$50,00.</p><p>Preços possuem 20% de desconto.</p><p>Logo:</p><p>Aplicando o desconto no preço, temos:</p><p>50 . 0,2 = 10</p><p>O desconto inicial será de R$10,00. Calculando sobre o valor original do produto:</p><p>R$50,00 – R$10,00 = R$40,00.</p><p>Se a pessoa tiver o cartão fidelidade,</p><p>o desconto será ainda maior, ou seja, o cliente</p><p>vai pagar R$40,00 com mais 10% de desconto. Assim,</p><p>9</p><p>Porcentagem</p><p>Aplicando o novo desconto:</p><p>40 . 0,1 = 4</p><p>Logo, o desconto da economia adicional para quem possui o cartão fidelidade será</p><p>de mais R$4,00.</p><p>Alternativa e: 4,00</p><p>Exercício 3</p><p>Alternativa correta: b) 12 meninas.</p><p>Utilizando a regra de três encontramos a quantidade de meninas na sala.</p><p>Portanto, em uma sala de 30 alunos há 12 meninas.</p><p>10</p><p>Geometria básica</p><p>1</p><p>Geometria básica</p><p>Geometria básica</p><p>2</p><p>Geometria básica</p><p>A geometria plana estuda o comportamento de estruturas no plano, a partir de conceitos básicos pri-</p><p>mitivos como ponto, retos e planos. Estuda o conceito e a construção de figuras planas como quadrilá-</p><p>teros, triângulos, círculos, suas propriedades, formas, tamanhas e o estudo de suas áreas e perímetro.</p><p>Conceitos básicos</p><p>Os conceitos básicos, ou primitivos, da geometria plana, são chamados de axiomas, ou seja, são aceitos</p><p>sem demonstrações. São apenas noções que auxiliam no entendimento de conceitos mais completos.</p><p>Ponto</p><p>Segundo “Os Elementos”, de Euclides, um ponto é definido como "o que não tem partes". É apenas</p><p>uma posição no espaço. É representado por letras maiúsculas.</p><p>Reta</p><p>Uma reta é a reunião de infinitos pontos. É uma “linha” com comprimento, mas sem largura. É sempre</p><p>representada por uma letra minúscula.</p><p>Se tivermos dois pontos, eles determinam uma reta. Há apenas uma reta que passa por esses dois</p><p>pontos. Por um ponto passam infinitas retas.</p><p>Duas retas são concorrentes se, e somente se, elas têm um único ponto em comum.</p><p>Plano</p><p>Um plano é uma região onde há infinitos pontos e infinitas retas. É um elemento com comprimento e</p><p>largura. Geralmente é representado por letras gregas.</p><p>Um plano é determinado por três pontos não colineares (pontos não alinhados). Se uma reta tem dois</p><p>pontos distintos em um plano, então esta reta está contida nesse plano.</p><p>Segmento de Reta</p><p>Dados dois pontos distintos A e B, a união desses pontos com o conjunto de pontos compreendidos</p><p>entre A e B é chamado de segmento de reta.</p><p>Representamos esse segmento de reta AB por AB¯¯¯¯¯¯¯¯.</p><p>Geometria básica</p><p>3</p><p>Semirreta</p><p>Dados dois pontos distintos A e B, a reunião do segmento de reta AB¯¯¯¯¯¯¯¯ com o conjunto dos pontos</p><p>X tais que B está entre A e X é a semirreta AB, indicada por AB−→−.</p><p>Em resumo, temos:</p><p>Ângulos</p><p>Chama-se ângulo a região entre duas semirretas que partem de uma mesma origem. Podemos dizer,</p><p>ainda que um ângulo é a medida da abertura de duas semirretas que partem da mesma origem.</p><p>Indica-se: ∠AOB, ∠BOA, AÔB, BÔA ou Ô.</p><p>Geometria básica</p><p>4</p><p>O ponto O é o vértice do ângulo e as semirretas OA¯¯¯¯¯¯¯¯ e OB¯¯¯¯¯¯¯¯ são os lados do ângulo.</p><p>Polígonos</p><p>Polígonos são figuras geométricas planas que são formadas por segmentos de reta a partir de uma</p><p>sequência de pontos de um plano, todos distintos e não colineares, onde cada extremidade de qualquer</p><p>um desses segmentos é comum a apenas um outro.</p><p>Geometria básica</p><p>5</p><p>Anotações:</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>Área e volume</p><p>1</p><p>Área e volume</p><p>Área e volume</p><p>2</p><p>Área e volume</p><p>Na geometria, os conceitos de área e perímetro são utilizados para determinar as medidas de</p><p>alguma figura.</p><p>Área: equivale a medida da superfície de uma figura geométrica.</p><p>Perímetro: soma das medidas de todos lados de uma figura.</p><p>Geralmente, para encontrar a área de uma figura basta multiplicar a base (b) pela altura (h). Já o</p><p>perímetro é a soma dos segmentos de retas que formam a figura, chamados de lados (l).</p><p>Para encontrar esses valores é importante analisar a forma da figura. Assim, se vamos encontrar</p><p>o perímetro de um triângulo, somamos as medidas dos três lados. Se a figura for um quadrado</p><p>somamos as medidas dos quatro lados.</p><p>Na Geometria Espacial, que inclui os objetos tridimensionais, temos o conceito de área (área da</p><p>base, área da lateral, área total) e o de volume.</p><p>O volume é determinado pela multiplicação da altura pela largura e pelo comprimento. Note</p><p>que as figuras planas não possuem volume.</p><p>Áreas e Perímetros de Figuras Planas</p><p>Confira abaixo as fórmulas para encontrar a área e o perímetro das figuras planas.</p><p>Triângulo: figura fechada e plana formado por três lados.</p><p>Retângulo: figura fechada e plana formada por quatro lados. Dois deles são congruentes e os</p><p>outros dois também.</p><p>Área e volume</p><p>3</p><p>Quadrado: figura fechada e plana formada por quatro lados congruentes (possuem a mesma</p><p>medida).</p><p>Círculo: figura plana e fechada limitada por uma linha curva chamada de circunferência.</p><p>Área e volume</p><p>4</p><p>Atenção!</p><p>π: constante de valor 3,14</p><p>r: raio (distância entre o centro e a extremidade)</p><p>Trapézio: figura plana e fechada que possui dois lados e bases paralelas, onde uma é maior e</p><p>outra menor.</p><p>Losango: figura plana e fechada composta de quatro lados. Essa figura apresenta lados e ângulos</p><p>opostos congruentes e paralelos.</p><p>Área e volume</p><p>5</p><p>A área do paralelogramo está relacionada com a medida da superfície dessa figura plana.</p><p>Lembre-se que o paralelogramo</p><p>é um quadrilátero que possui quatro lados opostos congruentes</p><p>(mesma medida). Nessa figura, os lados opostos são paralelos.</p><p>O paralelogramo é um polígono (figura plana e fechada) que possui quatro ângulos internos e</p><p>externos. A soma dos ângulos internos ou externos são de 360°.</p><p>Fórmula da Área</p><p>Para calcular a medida da área do paralelogramo multiplica-se o valor da base (b) pela altura (h).</p><p>Logo, a fórmula é:</p><p>A = b.h</p><p>Área e volume</p><p>6</p><p>A área do prisma pode ser calculada pela soma de sua área lateral com as áreas das bases. O</p><p>processo de cálculo dessas áreas acaba sendo facilitado porque as duas bases de um prisma são</p><p>iguais, bastando, portanto, calcular a área de uma base e multiplicar o resultado por 2. A área lateral</p><p>do prisma é dada pela soma das áreas das faces laterais, que também costumam ser iguais ou seguir</p><p>algum padrão. Claro que isso não elimina o fato de, em alguns casos, existirem prismas que exigirão o</p><p>cálculo separado para cada uma de suas faces, mas esses casos são mais raros.</p><p>Neste artigo discutiremos alguns exemplos de cálculo de área de prismas. O texto completo a</p><p>respeito desse cálculo pode ser encontrado aqui.</p><p>(UNESP/2016) Um paralelepípedo reto-retângulo foi dividido em dois prismas por um plano que</p><p>contém as diagonais de duas faces opostas, como indica a figura.</p><p>Comparando-se o total de tinta necessária para pintar as faces externas do paralelepípedo antes</p><p>da divisão com o total necessário para pintar as faces externas dos dois prismas obtidos após a</p><p>divisão, houve um aumento aproximado de</p><p>a) 42%.</p><p>b) 36%.</p><p>c) 32%.</p><p>d) 26%.</p><p>e) 28%.</p><p>Solução:</p><p>Primeiramente calcularemos a área do prisma reto-retângulo. Observe que ele é formado por</p><p>duas faces laterais retangulares de base 3 e altura 1, por duas faces laterais de base 4 e altura 1 e por</p><p>duas bases retangulares de comprimento 4 e largura 3.</p><p>A área lateral é igual à soma das áreas das faces laterais, e a área total é a soma entre esse</p><p>resultado e a área das duas bases. Observe:</p><p>Al = 4·1 + 4·1 + 3·1 + 3·1 = 4 + 4 + 3 + 3 = 14 cm2</p><p>Ab = 4·3 + 4·3 = 12 + 12 = 24 cm2</p><p>A área total do prisma reto-retângulo é:</p><p>Ar = 14 + 24 = 38 cm2</p><p>Área e volume</p><p>7</p><p>Agora calcularemos a área de um dos prismas triangulares. Como eles foram criados pela secção</p><p>sobre as diagonais das bases, eles possuem medidas congruentes e, por isso, basta encontrar a área</p><p>de um deles e multiplicar o resultado por 2. Entretanto, precisamos descobrir o comprimento dessa</p><p>diagonal. Para isso, usaremos o teorema de Pitágoras. Só é possível usá-lo porque temos a garantia de</p><p>que os ângulos entre duas arestas (exceto as introduzidas pelo corte) são retos, já que se trata de</p><p>um prisma reto-retângulo.</p><p>Tendo em vista que os outros dois lados do retângulo, base do prisma, medem 3 e 4, a sua</p><p>diagonal mede x:</p><p>x2 = 32 + 42</p><p>x2 = 9 + 16</p><p>x2 = 25</p><p>x = 5</p><p>No prisma triangular, temos uma face com base 4 e altura 1, uma com base 3 e altura 1 e uma</p><p>com lado 5 e altura 1. Além disso, duas faces são bases, com “altura” 3 e “base” 4. Logo, a área lateral</p><p>e a área das bases serão:</p><p>Al = 3·1 + 4·1 + 5·1 = 3 + 4 + 5 = 12</p><p>Ab = 3·4 + 3·4 = 6 + 6 = 12</p><p>2 2</p><p>Dessa maneira, a área de um prisma triangular é:</p><p>At = 12 + 12 = 24 cm2</p><p>Como dito anteriormente, a área dos dois prismas triangulares é o produto da área de um deles</p><p>por 2.</p><p>Att = 2·24 = 48 cm2</p><p>Para finalizar o exercício, basta calcular o percentual representado pela diferença entre as áreas</p><p>dos retângulos. A diferença é 48 – 38 = 10. A razão entre a diferença e a área é:</p><p>10/38 = 0,263158</p><p>O percentual pode ser calculado multiplicando-se essa taxa por 100. Arredondando o resultado,</p><p>teremos:</p><p>0,263158·100 = 26%</p><p>Gabarito: letra D.</p><p>Área e volume</p><p>8</p><p>Anotações:</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>Unidades de medida e tempo</p><p>Unidades de medida e tempo</p><p>1MÉRITO</p><p>Apostilas</p><p>Unidades de medida e tempo</p><p>As unidades de medida são modelos estabelecidos para medir diferentes</p><p>grandezas, tais como comprimento, capacidade, massa, tempo e volume.</p><p>O Sistema Internacional de Unidades (SI) define a unidade padrão de cada</p><p>grandeza. Baseado no sistema métrico decimal, o SI surgiu da necessidade de</p><p>uniformizar as unidades que são utilizadas na maior parte dos países.</p><p>Medidas de Comprimento</p><p>Existem várias medidas de comprimento, como por exemplo a jarda, a polegada e o</p><p>pé.</p><p>No SI a unidade padrão de comprimento é o metro (m). Atualmente ele é definido</p><p>como o comprimento da distância percorrida pela luz no vácuo durante um</p><p>intervalo de tempo de 1/299.792.458 de um segundo.</p><p>Os múltiplos e submúltiplos do metro são: quilômetro (km), hectômetro (hm),</p><p>decâmetro (dam), decímetro (dm), centímetro (cm) e milímetro (mm).</p><p>Medidas de Capacidade</p><p>A unidade de medida de capacidade mais utilizada é o litro (l). São ainda usadas o</p><p>galão, o barril, o quarto, entre outras.</p><p>Os múltiplos e submúltiplos do litro são: quilolitro (kl), hectolitro (hl), decalitro</p><p>(dal), decilitro (dl), centilitro (cl), mililitro (ml).</p><p>Medidas de Massa</p><p>No Sistema Internacional de unidades a medida de massa é o quilograma (kg). Um</p><p>cilindro de platina e irídio é usado como o padrão universal do quilograma.</p><p>As unidades de massa são: quilograma (kg), hectograma (hg), decagrama (dag),</p><p>grama (g), decigrama (dg), centigrama (cg) e miligrama (mg).</p><p>São ainda exemplos de medidas de massa a arroba, a libra, a onça e a tonelada.</p><p>Sendo 1 tonelada equivalente a 1000 kg.</p><p>2</p><p>Unidades de medida e tempo</p><p>Medidas de Volume</p><p>No SI a unidade de volume é o metro cúbico (m3). Os múltiplos e submúltiplos do</p><p>m3 são: quilômetro cúbico (km3), hectômetro cúbico (hm3), decâmetro cúbico</p><p>(dam3), decímetro cúbico (dm3), centímetro cúbico (cm3) e milímetro cúbico (mm3).</p><p>Podemos transformar uma medida de capacidade em volume, pois os líquidos</p><p>assumem a forma do recipiente que os contém. Para isso usamos a seguinte</p><p>relação:</p><p>1 l = 1 dm3</p><p>Tabela de conversão de Medidas</p><p>O mesmo método pode ser utilizado para calcular várias grandezas.</p><p>Primeiro, vamos desenhar uma tabela e colocar no seu centro as unidades de</p><p>medidas bases das grandezas que queremos converter, por exemplo:</p><p>• Capacidade: litro (l)</p><p>• Comprimento: metro (m)</p><p>• Massa: grama (g)</p><p>• Volume: metro cúbico (m3)</p><p>Tudo o que estiver do lado direito da medida base são chamados submúltiplos. Os</p><p>prefixos deci, centi e mili correspondem respectivamente à décima, centésima e</p><p>milésima parte da unidade fundamental.</p><p>Do lado esquerdo estão os múltiplos. Os prefixos deca, hecto e quilo</p><p>correspondem respectivamente a dez, cem e mil vezes a unidade fundamental.</p><p>Múltiplos</p><p>Medida</p><p>Base</p><p>Submúltiplos</p><p>quilo (k) hecto (h) deca (da) deci (d) centi (c) mili (m)</p><p>quilolitro hectolitro decalitro litro (l) decilitro centilitro mililitro</p><p>3</p><p>Unidades de medida e tempo</p><p>Múltiplos</p><p>Medida</p><p>Base</p><p>Submúltiplos</p><p>(kl) (hl) (dal) (dl) (cl) (ml)</p><p>quilômetro</p><p>(km)</p><p>hectômetro</p><p>(hm)</p><p>decâmetro</p><p>(dam)</p><p>metro</p><p>(m)</p><p>decímetro</p><p>(dm)</p><p>centímetro</p><p>(cm)</p><p>milímetro</p><p>(ml)</p><p>quilograma</p><p>(kg)</p><p>hectograma</p><p>(hg)</p><p>decagrama</p><p>(dag)</p><p>grama</p><p>(g)</p><p>decigrama</p><p>(dg)</p><p>centigrama</p><p>(cg)</p><p>miligrama</p><p>(mg)</p><p>quilômetro</p><p>cúbico</p><p>(km3)</p><p>hectômetro</p><p>cúbico</p><p>(hm3)</p><p>decâmetro</p><p>cúbico</p><p>(dam3)</p><p>metro</p><p>cúbico</p><p>(m3)</p><p>decímetro</p><p>cúbico</p><p>(dm3)</p><p>centímetro</p><p>cúbico</p><p>(cm3)</p><p>milímetro</p><p>cúbico</p><p>(mm3)</p><p>Exemplo:</p><p>1) Quantos mililitros correspondem 35 litros?</p><p>Para fazer a transformação pedida, vamos escrever o número na tabela das</p><p>medidas de capacidade. Lembrando que a medida pode ser escrita como 35,0</p><p>litros. A virgula e o algarismo que está antes dela devem ficar na casa da unidade</p><p>de medida dada, que neste caso é o litro.</p><p>kl hl dal l dl cl ml</p><p>3 5, 0</p><p>Depois completamos as demais caixas com zeros até chegar na unidade pedida. A</p><p>vírgula ficará sempre atrás do algarismos que estiver na caixa da unidade pedida,</p><p>que neste caso é o ml.</p><p>kl hl dal l dl cl ml</p><p>3 5 0 0 0,</p><p>Assim 35 litros correspondem a 35000 ml.</p><p>4</p><p>Unidades de medida e tempo</p><p>Medidas de Tempo</p><p>Existem diversas unidades de medida de tempo, por exemplo a hora, o dia, o mês, o</p><p>ano, o século. No sistema internacional de medidas a unidades de tempo é o</p><p>segundo (s).</p><p>O segundo é definido como a duração de 9 192 631 770 períodos da radiação</p><p>correspondente à transição entre os dois níveis hiperfinos do estado fundamental</p><p>do átomo de césio 133.</p><p>Horas, Minutos e Segundos</p><p>Muitas vezes necessitamos transformar uma informação que está, por exemplo,</p><p>em minuto para segundos, ou em segundos para hora.</p><p>Para tal, devemos sempre lembrar que 1 hora tem 60 minutos e que 1 minuto</p><p>equivale a 60 segundos. Desta forma, 1 hora corresponde a 3600 segundos.</p><p>Assim, para mudar de hora para minuto devemos multiplicar por 60. Por exemplo,</p><p>3 horas equivalem a 180 minutos (3 . 60 = 180).</p><p>O diagrama abaixo apresenta a operação que devemos fazer para passar de uma</p><p>unidade para outra.</p><p>Em algumas áreas é necessário usar medidas com precisão maior que o segundo.</p><p>Neste caso, usamos seus submúltiplos.</p><p>Assim, podemos indicar o tempo decorrido de um evento em décimos, centésimos</p><p>ou milésimos de segundos.</p><p>Por exemplo, nas competições de natação o tempo de um atleta é medido com</p><p>precisão de centésimos de segundo.</p><p>5</p><p>Unidades de medida e tempo</p><p>Outras Unidades de Medidas de Tempo</p><p>O intervalo de tempo de uma rotação completa da terra equivale a 24h, que</p><p>representa 1 dia.</p><p>O mês é o intervalo de tempo correspondente a determinado número de dias. Os</p><p>meses de abril, junho, setembro, novembro têm 30 dias.</p><p>Já os meses de janeiro, março, maio, julho, agosto, outubro e dezembro possuem</p><p>31 dias. O mês de fevereiro normalmente têm 28 dias. Contudo, de 4 em 4 anos ele</p><p>têm 29 dias.</p><p>O ano é o tempo que a Terra leva para dar uma volta completa ao redor do Sol.</p><p>Normalmente, 1 ano corresponde a 365 dias, no entanto, de 4 em 4 anos o ano têm</p><p>366 dias (ano bissexto).</p><p>Na tabela abaixo relacionamos algumas dessas unidades:</p><p>6</p><p>Unidades de medida e tempo</p><p>Anotações:</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>7</p><p>Unidades de medida e tempo</p><p>Exercícios</p><p>Exercício 1</p><p>Um aluno de Ensino Médio vai até o açougue, a pedido de seus pais, comprar 5 kg</p><p>de carne para um churrasco em sua casa. Além da carne, ele compra 8 litros de</p><p>refrigerante para oferecer aos convidados. Qual das alternativas a seguir possui os</p><p>valores da quantidade de carne e de refrigerante, respectivamente, nas unidades</p><p>tonelada (t) e mililitro (mL)?</p><p>a) 0,005 t e 0,008 mL</p><p>b) 5000 t e 0,008 mL</p><p>c) 0,005 t e 8000 mL</p><p>d) 5000 t e 8000 mL</p><p>e) 0,005 t e 0,8 mL</p><p>Exercício 2</p><p>Em um teste de aptidão em um concurso da Polícia Militar de um determinado</p><p>estado, o candidato deve percorrer uma distância de 2400 metros em um tempo</p><p>de 12 minutos. Qual alternativa indica os valores de distância e tempo em km e</p><p>hora, respectivamente?</p><p>a) 2,4 km e 2 h</p><p>b) 4,2 km e 0,2 h</p><p>c) 0,24 km e 0,2 h</p><p>d) 4,2 km e 2 h</p><p>e) 2,4 km e 0,2 h</p><p>8</p><p>Unidades de medida e tempo</p><p>Gabarito</p><p>Exercício 1</p><p>Resposta:</p><p>Letra c). O exercício fornece os valores 5 kg e 8L, de massa e volume,</p><p>respectivamente, e pede para que passemos essas unidades para tonelada e</p><p>mililitro. Para isso, basta montar regras de três. Veja:</p><p>Para a massa:</p><p>Sabe-se que 1 tonelada equivale à quantidade de 1000 kg. Dessa forma, a regra de</p><p>três utilizada para transformar 5 kg em t é:</p><p>1 t----------1000Kg</p><p>x--------- 5 Kg</p><p>1000.x = 1.5</p><p>1000x = 5</p><p>x = 5</p><p>1000</p><p>x = 0,005 t</p><p>Para o volume:</p><p>Sabe-se que 1 litro equivale à quantidade de 1000 mL. Dessa forma, a regra de três</p><p>utilizada para transformar 8 litros em mL é:</p><p>1 L----------1000 mL</p><p>8 L--------- x</p><p>1.x = 8.1000</p><p>x = 8000 mL</p><p>9</p><p>Unidades de medida e tempo</p><p>Exercício 2</p><p>Transformação de metro para km</p><p>Para transformar 2400 metros em km, basta montar uma regra de três utilizando a</p><p>relação de que 1 km equivale a 1000 m:</p><p>1 Km.........1000 m</p><p>x......... 2400 m</p><p>1. 2400 = 1000.x</p><p>1000x = 2400</p><p>x = 2400</p><p>1000</p><p>x = 2,4 Km</p><p>Transformação de minutos em horas</p><p>Basta montar uma regra de três utilizando o fato de que 1 hora equivale a 60</p><p>minutos:</p><p>1 hora.........60 minutos</p><p>x.........12 minutos</p><p>60.x = 1.12</p><p>60x = 12</p><p>x = 12</p><p>60</p><p>x = 0,2 horas</p><p>10</p><p>Raciocínio lógico para resolução de problemas elementares</p><p>Raciocínio lógico para resolução de</p><p>problemas elementares</p><p>1MÉRITO</p><p>Apostilas</p><p>Raciocínio lógico para resolução de problemas elementares</p><p>Raciocínio lógico é um processo de estruturação do pensamento de acordo com as</p><p>normas da lógica que permite chegar a uma determinada conclusão ou resolver um</p><p>problema.</p><p>O raciocínio lógico está ligado a conceitos de filosofia, como o da lógica aristotélica</p><p>e também a conceitos da matemática.</p><p>Esses conceitos existem para organizar e clarear situações cotidianas. Ajudam a</p><p>preparar nossa mente para enfrentar problemas de forma mais rápida.</p><p>A utilização dessa forma de raciocínio está muito ligada à nossa capacidade de</p><p>escrita, leitura e resolução de problemas a partir de informações dadas em</p><p>determinado contexto.</p><p>Pode ser resumido em três habilidades principais:</p><p>• Interpretação de problemas;</p><p>• Escrita com propriedade;</p><p>• Identificação de soluções.</p><p>R aciocínio lógico-matemático</p><p>O raciocínio lógico matemático ou quantitativo é o raciocínio usado para a</p><p>resolução de alguns problemas e exercícios matemáticos. Esses exercícios são</p><p>frequentemente usados no âmbito escolar, através de problemas matriciais,</p><p>geométricos e aritméticos, para que os alunos desenvolvam determinadas</p><p>aptidões. Este tipo de raciocínio é bastante usado em áreas como a análise</p><p>combinatória.</p><p>O raciocínio lógico-matemático auxilia na resolução de problemas lógicos</p><p>envolvendo as funções executivas como atenção, organização e memória.</p><p>Conceitos importantes para aprender raciocínio lógico-matemático:</p><p>Proposição</p><p>É um conteúdo ou enunciado que pode ser tomado como verdadeiro ou falso.</p><p>2</p><p>Raciocínio lógico para resolução de problemas elementares</p><p>Argumento</p><p>É um conjunto de conteúdos ou enunciados que estão relacionados entre si (o</p><p>raciocínio lógico propriamente dito).</p><p>Premissa</p><p>É a informação essencial (ou conjunto de informações), que serve de base para o</p><p>argumento.</p><p>Conclusão</p><p>É o resultado da relação lógica entre as premissas, a proposição final do</p><p>argumento.</p><p>Tabela Verdade</p><p>É uma ferramenta que ajuda a identificar se a relação entre grupos de proposições</p><p>é falsa ou verdadeira.</p><p>Permite uma análise rápida e simplificada das questões, seguindo os passos:</p><p>• Identificar os elementos no enunciado;</p><p>• Montar uma tabela colocando uma coluna para cada elemento;</p><p>• Ler e interpretar casa informação no enunciado;</p><p>• Marcar as informações de cada alternativa na tabela.</p><p>Com esses conceitos você conseguirá entender as explicações em qualquer</p><p>material que encontrar sobre raciocínio lógico e matemático, além de conseguir</p><p>resolver aqueles problemas de lógica nas revistas de palavras cruzadas.</p><p>3</p><p>Raciocínio lógico para resolução de problemas elementares</p><p>Como estudar Raciocínio Lógico e Matemático?</p><p>O primeiro passo para aprender raciocínio lógico-matemático é revisar</p><p>matemática básica, relembrar assuntos como conjuntos, funções e símbolos.</p><p>Depois reveja as fórmulas e regras matemáticas, já que elas serão muito utilizadas</p><p>nas questões que você precisará resolver.</p><p>Quando estiver começando a resolver exercícios, lembre-se de sempre resumir as</p><p>questões, monte quadros como a tabela verdade, faça símbolos, rabisque o</p><p>máximo possível pois isso ajuda a sua mente a começar a treinar a forma de</p><p>raciocínio necessária.</p><p>Lógica das proposições</p><p>É o conceito mais elementar da lógica, pautada na apreciação de sentenças, que</p><p>podem ser feitas por meio de números, símbolos ou palavras. O conteúdo pode ou</p><p>não ser verdadeiro.</p><p>Um exemplo básico é “o Sol é menor do que a Terra”. Essa é a proposição, cuja</p><p>lógica está pautada no tamanho, já calculado, dos dois elementos.</p><p>Teoria de conjuntos</p><p>Estuda as coleções de elementos relacionados por símbolos matemáticos. É uma</p><p>matéria vista nas aulas de matemática, parece muito familiar e fácil, mas pode</p><p>causar confusão, por isso é preciso estudar com muita calma os símbolos.</p><p>Um exemplo é “A B={x:x A ou x B}∪ ∈ ∈ ” e o raciocínio a ser seguido é “se um</p><p>elemento x pertencer a união de A com B, então x pertence a A ou pertence a B”.</p><p>Porcentagem</p><p>Esse assunto possui duas linhas de raciocínio: uma interpretativa e a outra formal.</p><p>4</p><p>Raciocínio lógico para resolução de problemas elementares</p><p>Normalmente as questões que envolvem porcentagem relacionam casos</p><p>concretos, o que exige interpretação de texto da sua parte. Você precisa saber</p><p>calcular porcentagem depois de conseguir entender o que a questão pede.</p><p>Análise combinatória</p><p>É a parte da matéria responsável pelas possibilidades e combinações. Você verá a</p><p>separação do conteúdo em grupos, de três formas: arranjos, permutações e</p><p>combinações.</p><p>Possibilita a realização de contagens de maneira mais eficiente e é um passo a mais</p><p>para você aprender probabilidade.</p><p>5</p><p>Raciocínio lógico para resolução de problemas elementares</p><p>Anotações:</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>6</p><p>Raciocínio lógico para resolução de problemas elementares</p><p>Exercícios</p><p>Exercício 1</p><p>Descubra a lógica e complete o próximo elemento:</p><p>a) 1, 3, 5, 7, ___</p><p>b) 2, 4, 8, 16, 32, 64, ____</p><p>c) 0, 1, 4, 9, 16, 25, 36, ____</p><p>d) 4, 16, 36, 64, ____</p><p>e) 1, 1, 2, 3, 5, 8, ____</p><p>f) 2,10, 12, 16, 17, 18, 19, ____</p><p>Exercício 2</p><p>(Enem) Jogar baralho é uma atividade que estimula o raciocínio. Um jogo</p><p>tradicional é a Paciência, que utiliza 52 cartas. Inicialmente são formadas sete</p><p>colunas com as cartas. A primeira coluna tem uma carta, a segunda tem duas</p><p>cartas, a terceira tem três cartas, a quarta tem quatro cartas, e assim</p><p>sucessivamente até a sétima coluna, a qual tem sete cartas, e o que sobra forma o</p><p>monte, que são as cartas não utilizadas nas colunas.</p><p>A quantidade de cartas que forma o monte é</p><p>a) 21.</p><p>b) 24.</p><p>c) 26.</p><p>d) 28.</p><p>e) 31.</p><p>7</p><p>Raciocínio lógico para resolução de problemas elementares</p><p>Gabarito</p><p>Exercício 1</p><p>Respostas:</p><p>a) 9. Sequência de números ímpares ou + 2 (1+2=3; 3+2=5; 5+2=7; 7+2=9)</p><p>b) 128. Sequência baseada na multiplicação por 2 (2x2=4; 4x2=8; 8x2=16...</p><p>64x2=128)</p><p>c) 49. Sequência baseada na soma em uma outra sequência de números ímpares</p><p>(+1, +3, +5, +7, +9, +11, +13)</p><p>d) 100. Sequência de quadrados de números pares (22, 42, 62, 82, 102).</p><p>e) 13. Sequência baseada na soma dos dois elementos anteriores: 1 (primeiro</p><p>elemento), 1 (segundo elemento), 1+1=2, 1+2=3, 2+3=5, 3+5=8, 5+8=13.</p><p>f) 200. Sequência numérica baseada em um elemento não numérico, a letra inicial</p><p>do número escrito por extenso: dois, dez, doze, dezesseis, dezessete, dezoito,</p><p>dezenove, duzentos.</p><p>É importante estar-se atento à possibilidades de mudanças de paradigma, no caso,</p><p>os números escritos por extenso, que não operam em uma lógica quantitativa</p><p>como os demais.</p><p>Exercício 2</p><p>Alternativa correta: b) 24</p><p>Para descobrir o número de cartas que sobraram no monte, devemos diminuir do</p><p>número total de cartas do número de cartas que foram utilizadas nas 7 colunas.</p><p>O número total de cartas utilizadas nas colunas é encontrado somando-se as</p><p>cartas de cada uma delas, deste modo, temos:</p><p>1 + 2 + 3 + 4 + 5 + 6 + 7 = 28</p><p>Fazendo a substração, encontramos: 52 - 28 = 24</p><p>8</p><p>CONHECIMENTOS GERAIS</p><p>CONHECIMENTOS</p><p>GERAIS</p><p>1MÉRITO</p><p>Apostilas</p><p>Aspectos Geográficos Do Brasil</p><p>1</p><p>Aspectos Geográficos Do Brasil</p><p>Aspectos Geográficos Do Brasil</p><p>2</p><p>Aspectos Geográficos Do Brasil</p><p>Regiões do Brasil</p><p>Histórico</p><p>A definição das regiões do Brasil vista como é hoje teve seu início de discussão desde a década</p><p>de 1940, quando o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) desenvolveu a primeira divisão</p><p>regional brasileira para a divulgação dos dados estatísticos do país. Era dividida entre Norte, Nor-</p><p>deste, Este, Centro e Sul, e a disposição das unidades de federação estavam diferentes, assim como</p><p>algumas ainda não existiam até então.</p><p>Em 1945 houve uma divisão com o intuito de agrupar as regiões de acordo com fatores naturais</p><p>como vegetação, clima, relevo e econômicos. As alterações foram feitas e as regiões se dividiam entre</p><p>Norte, Nordeste Ocidental, Nordeste Oriental, Leste Setentrional, Leste Meridional, Centro -Oeste e</p><p>Sul. Ainda não haviam surgido todas as unidades de federação, e essa divisão em maior número de</p><p>regiões era voltada mais as características naturais e não se relacionava com a real vivencia da econo-</p><p>mia do país naquele momento.</p><p>Na década de 1960 há uma nova formulação de divisões, seguido os parâmetros naturais e</p><p>socioeconômicos, mas com o surgimento de novas regiões como a solidificação da região Nordeste e</p><p>o surgimento da Sudeste, bem próximo ao que se encontra atualmente, mas as unidades de</p><p>federação de Tocantins e Mato Grosso do Sul ainda não haviam se fragmentado.</p><p>Regiões brasileiras atualmente</p><p>O território brasileiro passou por mudanças durante esse período, com a criação de novos</p><p>estados, novos estudos sobre as características naturais do país, aumento da industrialização, entre</p><p>outros fatores, que fizeram com que houvesse uma nova divisão territorial. Em 1970 constituiu -se a</p><p>divisão regional como é encontrada nos dias atuais, entre Centro-Oeste, Nordeste, Norte, Sudeste e</p><p>Sul, com a atual disposição das unidades de federação. Os principais fatores utilizados para a atual</p><p>divisão foram as características naturais, sociais e econômicas, mesmo não sendo os condicionantes</p><p>específicos para limitar essas regiões, foram levados em consideração a divisão político-</p><p>administrativa, de modo que nenhuma unidade de federação está presente em mais de uma região.</p><p>São chamadas de macrorregiões ou de regiões homogêneas.</p><p>Região Norte</p><p>A Região Norte é formada por 7 unidades de federação, sendo elas Acre (AC), Amapá (AP), Ama-</p><p>zonas (AM), Pará (PA), Rondônia (RO), Roraima (RR) e Tocantins (TO), é a maior região em dimensão</p><p>territorial, com aproximadamente 3.870.000 km², porém sua população possui cerca de 17.800.000</p><p>Aspectos Geográficos Do Brasil</p><p>3</p><p>habitantes (expectativa para 2016), tendo a menor densidade demográfica do país, com cerca de 4,5</p><p>habitantes/km². É a região com o maior número de população que se identifica como indígena. É</p><p>composta pela floresta amazônica, maior floresta pluvial, também pela maior bacia hidrográfica, que</p><p>recebe o nome de seu rio principal, a bacia do amazonas. Possui clima equatorial, responsável por al-</p><p>tas temperaturas e chuvas intensas por todo o ano.</p><p>Região Nordeste</p><p>A Região Nordeste é formada por 9 unidades de federação, sendo, Alagoas (AL), Bahia (BA), Ce-</p><p>ará (CE), Maranhão (MA), Paraíba (PB), Pernambuco (PE), Piauí (PI), Rio Grande do Norte (RN) e Ser-</p><p>gipe (SE). Possui a segunda maior população do país, com cerca de 56.900.00 habitantes (expectativa</p><p>para 2016) distribuídos em um território de aproximadamente 1.561.177,8 km², gerando uma densi-</p><p>dade demográfica de 36,4 habitantes/km². Essa região é marcada pela forte presença do clima semiá-</p><p>rido, característico do sertão nordestino, dificultando o desenvolvimento econômico a partir da agro-</p><p>pecuária nessa sub-região, um dos motivos de uma grande migração dos habitantes para as demais</p><p>regiões em busca de melhores qualidades de vida. A formação vegetal do Nordeste é a caatinga, com</p><p>características próprias para o clima seco da região. Suas outras sub-regiões são divididas entre zona</p><p>da mata, agreste e meio norte, cada um com características específicas e transitórias.</p><p>Região Centro-Oeste</p><p>A Região Centro-Oeste é formada por 4 unidades de federação, sendo, o Distrito Federal (DF),</p><p>Goiás (GO), Mato Grosso (MT) e Mato Grosso do Sul (MS). Possui aproximadamente 1.612.000 km² e</p><p>uma população com cerca de 15.700.000 habitantes (expectativa para 2016), o que proporciona uma</p><p>densidade demográfica de 9,7 habitantes/km². É a região em que se encontra o Distrito Federal, capi-</p><p>tal do país, onde se encontram os três poderes federais (executivo, judiciário e legislativo). Possui</p><p>uma das maiores expansões agropecuárias do país, principalmente as voltadas a monoculturas, esse</p><p>fator é um dos agravantes da diminuição da vegetação local que é o cerrado, que possui característi-</p><p>cas de vegetação morta e seca no período de escassez, mas durante as chuvas sua coloração volta ao</p><p>verde. Seu clima é o tropical de altitude, pois se encontra no</p><p>planalto central do país.</p><p>Região Sudeste</p><p>A Região Sudeste é formada por 4 unidades de federação, sendo. Espirito Santo (ES), Minas Ge-</p><p>rais (MG), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP). A região brasileira com o maior número absoluto de</p><p>pessoas e de densidade demografia, pois há cerca de 86.400.00 habitantes (expectativa para 2016)</p><p>divididos em um território de aproximadamente 927.286km², o que resulta em uma densidade demo-</p><p>gráfica de 92,7 habitantes/km². É a região com maior industrialização, centros urbanos e consequen-</p><p>temente graves problemas sociais ligados ao desordenado e acelerado crescimento das cidades. A</p><p>Aspectos Geográficos Do Brasil</p><p>4</p><p>grande expansão das cidades foi um dos fatores que levaram ao desmatamento em massa da Mata</p><p>Atlântica, vegetação nativa presente em maior parte na região. Seu clima está entre Tropical Úmido e</p><p>Tropical de Altitude, sendo o primeiro nas áreas litorâneas.</p><p>Região Sul</p><p>A Região Sul é formada por 3 unidades de federação, sendo, Paraná (PR), Rio Grande do Sul (RS)</p><p>e Santa Catarina (SC). Com população aproximada de 29.500.000 habitantes (expectativa para 2016) e</p><p>área com cerca de 576.773,368 km², possui uma densidade demográfica de 51,1 habitantes/km². É a</p><p>menor das regiões e com o menor número de unidades de federação, sua economia se destaca com</p><p>as atividades agrícolas, já que os campos sulinos, vegetação da região, permite uma ampliação do uso</p><p>de máquinas. Diferente das demais regiões brasileiras, se encontra geograficamente abaixo do trópico</p><p>de capricórnio, o que resulta em ter um clima subtropical.</p><p>Contudo a atual divisão regional do Brasil está classificada pelo IBGE com o intuito de</p><p>compreender os fatores socioeconômicos, mas ainda possui caráter demonstrativo a partir dos</p><p>censos que o instituto realiza frequentemente para apresentar os dados de cada região e</p><p>compreender suas separações socioeconômicas.</p><p>Estados do Brasil</p><p>Os estados do Brasil são, segundo definição do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, en-</p><p>tidades autônomas que possuem seus próprios governos, bem como suas próprias constituições. Jun-</p><p>tos, formam a República Federativa do Brasil. São também denominados unidades federativas.</p><p>O Brasil já passou por diversas regionalizações, as quais mudaram a configuração do território</p><p>brasileiro ao longo dos anos. A atual regionalização está relacionada com a Constituição Federal de</p><p>1988, na qual alguns estados surgiram e outros territórios foram elevados à categoria de estado.</p><p>Quantos estados tem o Brasil?</p><p>Atualmente, o Brasil é dividido em 26 estados e o Distrito Federal, ao todo são 27 unidades fede-</p><p>rativas. Contudo, o território brasileiro nem sempre foi organizado dessa forma. Entre os anos de</p><p>1500 e 1822 (período colonial), o Brasil não existia como uma nação. A parte conhecida do país era de</p><p>posse do governo português e também do espanhol, tendo sido dividida em capitanias hereditárias.</p><p>Por volta de 1789, houve modificações na organização do território com a expansão territorial</p><p>proporcionada pelo Tratado de Madri, e nomes como Grão-Pará e São Paulo já eram conhecidos no</p><p>território brasileiro. A partir de 1889, os contornos do Brasil estavam mais próximos dos que conhece-</p><p>mos atualmente. A região do Grão-Pará foi extinta e deu origem à província do Pará e à província do</p><p>Aspectos Geográficos Do Brasil</p><p>5</p><p>Amazonas. Foi a partir da Proclamação da República, em 1889, que as províncias brasileiras tornaram-</p><p>se estados, oficializados por meio da Constituição de 1891.</p><p>Em 1942, criaram-se o território de Rio Branco (que, depois, elevou-se à categoria de estado e</p><p>foi nomeado Roraima) e o arquipélago de Fernando de Noronha. A partir de 1943, o Acre torna-se um</p><p>território administrado pelo governo brasileiro. No ano de 1960, o território do estado de Goiás foi</p><p>desmembrado, na divisa, do território do estado de Minas Gerais, passando a abrigar então a capital</p><p>do país, Brasília, sediada no que ficou conhecido como Distrito Federal. No ano de 1962, o território</p><p>do Acre elevou-se à categoria de estado. No ano de 1977, a parte sul do estado do Mato Grosso deu</p><p>origem ao estado do Mato Grosso do Sul. Em 1991, foi criado o estado de Rondônia.</p><p>A atual configuração do território brasileiro deu-se a partir da Constituição Federal de 1988.</p><p>Amapá e Roraima foram elevados à categoria de estado. Fernando de Noronha foi integrado ao</p><p>estado de Pernambuco. O estado de Goiás foi novamente desmembrado e sua porção norte deu</p><p>origem ao estado do Tocantins.</p><p>História das capitais do Brasil</p><p>Você sabia que o Brasil já teve três capitais federais? Ao longo da história do país e do seu de-</p><p>senvolvimento, a capital federal, que inicialmente se encontrava na Região Nordeste do país, foi</p><p>transferida para a Região Sudeste e, posteriormente, para a Região Centro-Oeste.</p><p>Salvador</p><p>Salvador foi a primeira capital do Brasil, escolhida por conta de sua localização estratégica.</p><p>A primeira capital do Brasil foi a cidade de Salvador, localizada na Bahia. A escolha da cidade</p><p>como capital deu-se em 1549, ano de sua fundação, tendo à frente do governo o militar e político</p><p>português Tomé de Sousa, o primeiro governador-geral do Brasil.</p><p>A escolha de Salvador como a capital foi influenciada tanto pela sua localização, que facilitava o</p><p>escoamento dos recursos naturais explorados no território brasileiro para o continente europeu,</p><p>quanto pela existência do pau-brasil e a produção de cana-de-açúcar na região. Salvador foi a capital</p><p>do país por 214 anos.</p><p>Rio de Janeiro</p><p>Rio de Janeiro foi a capital do Brasil entre 1753 e 1960.</p><p>Aspectos Geográficos Do Brasil</p><p>6</p><p>Posteriormente, houve a transferência da capital do Brasil para a cidade do Rio de Janeiro, locali-</p><p>zada no estado do Rio de Janeiro, na Região Sudeste do país, tendo em vista a nova realidade econô-</p><p>mica vivida naquele período. A economia açucareira passou a dar espaço para a economia minera-</p><p>dora, com extração do ouro especialmente nos estados do Mato Grosso, Minas Gerais e Goiás. O Rio</p><p>de Janeiro foi a capital do país entre 1763 e 1960.</p><p>Brasília</p><p>Brasília é atualmente a capital do Brasil e sede do governo do Distrito Federal.</p><p>A atual capital do Brasil é Brasília, localizada na Região Centro-Oeste, correspondendo também à</p><p>sede do governo do Distrito Federal. Na cidade, encontra-se a sede dos Poderes Legislativo, Executivo</p><p>e Judiciário, assim como as embaixadas dos países do mundo. Brasília, considerada Patrimônio Mun-</p><p>dial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), tornou-se a</p><p>capital do país em 1960, quando foi inaugurada pelo então presidente do país, Juscelino Kubitschek."</p><p>Aspectos Geográficos Do Brasil</p><p>7</p><p>Anotações:</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>caso, é possível a contração da preposição “de” com o artigo, ou</p><p>seja, acerca do — de + o / acerca da — de + a, de modo a concordar com o substantivo posterior.</p><p>Quando se usa “a cerca de”?</p><p>Primeiramente, é importante lembrar que existe, na língua portuguesa, a expressão “cerca de”,</p><p>que significa “perto”, “aproximado”, “junto”, “nas aproximações”. Essa expressão, quando</p><p>preposicionada, torna-se “a cerca de”, que mantém o seu significado original. Dessa forma, “a cerca</p><p>de” marca distância aproximada no espaço e no tempo futuro.</p><p>Exemplos:</p><p>O mercado está a cerca de três quilômetros de distância. / O mercado está aproximadamente a</p><p>três quilômetros de distância.</p><p>A cerca de dois quilômetros, você terá que virar à direita. / Mais ou menos em dois quilômetros,</p><p>você terá que virar à direita.</p><p>Quando se usa “há cerca de”?</p><p>Em “há cerca de”, percebemos a presença do verbo haver na sua forma impessoal: há. Isso faz</p><p>com que a expressão ganhe a conotação de tempo passado, como em “há dois anos” = “faz dois anos”,</p><p>ou seja, dois anos atrás. Por isso, a expressão marca algum evento acontecido próximo a determinado</p><p>tempo passado.</p><p>Exemplos:</p><p>Há cerca de quatro anos, retornei à cidade. / Aproximadamente há quatro anos, retornei à cidade.</p><p>Essa guerra aconteceu há cerca de 200 anos. / Essa guerra aconteceu aproximadamente há 200</p><p>anos.</p><p>Ortografia 2.0</p><p>5</p><p>Atenção: Vale lembrar que quando ocorre o uso de “há”, este já estabelece a marcação de um</p><p>tempo passado, dispensando o uso de “atrás”. Logo, utilizar a expressão “há cerca de dois anos atrás”</p><p>configura pleonasmo ou redundância, uma vez que é desnecessário marcar o tempo passado duas</p><p>vezes.</p><p>Quando se usa “onde”?</p><p>“Onde” é um advérbio de lugar e também pode exercer a função de pronome relativo (quando se</p><p>refere a um lugar mencionado anteriormente na frase).</p><p>Exemplo</p><p>“Onde há fumaça, há fogo. ”</p><p>Nessa expressão popular, a palavra “onde” indica o lugar em que há fumaça e fogo.</p><p>Exemplo</p><p>Onde coloquei a minha carteira?</p><p>Nessa frase interrogativa, a palavra “onde” indica o lugar (ainda desconhecido) em que o</p><p>enunciador colocou sua carteira.</p><p>Já na próxima frase, perceba que o pronome relativo “onde” retoma o substantivo “país”:</p><p>Angola foi o país onde vivi durante os anos 90.</p><p>Portanto, “onde”, nesse exemplo, refere-se ao país Angola, mencionado anteriormente.</p><p>Angola é um país onde há belas paisagens.</p><p>Mas atenção! Não confunda lugar com tempo. É comum algumas pessoas usarem “onde”</p><p>equivocadamente, como em:</p><p>Estávamos todos tristes naquele dia, foi onde percebi que ele fazia falta.</p><p>Note que o uso da palavra “onde”, nessa frase, não faz sentido, pois essa palavra indica lugar. A</p><p>que lugar o enunciador ou enunciadora se refere então? Na verdade, a sua intenção era esta:</p><p>Estávamos todos tristes naquele dia, foi quando percebi que ele fazia falta.</p><p>Ortografia 2.0</p><p>6</p><p>Agora sim, o termo “quando” se refere ao dia (portanto, indica tempo) em que todos estavam</p><p>tristes.</p><p>Quando se usa aonde?</p><p>A bicicleta é o lugar onde os ciclistas estão, para ir aonde eles querem.</p><p>A palavra “aonde” é formada pela união da preposição “a” e do advérbio ou pronome relativo</p><p>“onde”. Portanto, só usamos esse termo quando ele vem acompanhado de outro termo que exija a</p><p>preposição “a”, como é o caso do verbo “chegar” no exemplo seguinte:</p><p>Aonde você quer chegar com essa atitude?</p><p>Desse modo, quem chega, chega a algum lugar: chegar aonde.</p><p>Ou ainda este exemplo:</p><p>Vou aonde você quiser.</p><p>Nessa frase, o verbo “ir” exige a preposição “a”; portanto, quem vai, vai a algum lugar: vou aonde."</p><p>5 hábitos para escrever melhor e não errar mais a fim de ou afim</p><p>1. Leia mais</p><p>A leitura estimula o cérebro e contribui com o aprendizado.</p><p>Embora seja fundamental conhecer as regras da língua portuguesa, a compreensão delas pode</p><p>ser facilitada ao assimilar os exemplos aplicados.</p><p>2. Troque a ligação por uma mensagem</p><p>A ideia aqui é fazer com que a escrita seja mais presente na sua vida.</p><p>Você não precisa se concentrar apenas em construir textos longos.</p><p>Ao redigir mensagens, e-mails ou cartas, por exemplo, você acaba treinando, além da ortografia,</p><p>a sua capacidade criativa.</p><p>Ortografia 2.0</p><p>7</p><p>3. Dê uma folga para o corretor ortográfico</p><p>Você é daqueles que vive com o corretor sempre ligado?</p><p>Então, que tal desativá-lo um pouco?</p><p>A ferramenta é, de fato, uma aliada do mundo moderno, mas você não pode ficar refém dela.</p><p>4. Pesquise sempre que houver dúvidas</p><p>Na hora de escrever, incertezas sempre vão surgir.</p><p>Por isso, nesses casos, não hesite em fazer algumas pesquisas para descobrir a escrita correta.</p><p>Você pode consultar, por exemplo, o sistema de busca do Vocabulário Ortográfico da Língua</p><p>Portuguesa.</p><p>Lá, é possível digitar uma palavra e verificar se ela, realmente, existe no nosso idioma e se está</p><p>com a grafia certa.</p><p>5. Continue estudando</p><p>Para melhorar o aprendizado em qualquer área, é fundamental se manter sempre atualizado,</p><p>buscando novos conhecimentos.</p><p>A educação continuada é uma alternativa excelente para desenvolver habilidades como o</p><p>vocabulário, a comunicação, a criatividade e a visão estratégica, dentre outras.</p><p>Mais ou Mas?</p><p>O “mais” e o “mas” são duas palavras que tem um som parecido, no entanto, são utilizadas em</p><p>contextos distintos. Confira abaixo a diferença entre elas e suas regras de uso.</p><p>Mais</p><p>A palavra “mais” possui como antônimo o “menos”. Nesse caso, ela indica a soma ou o aumento</p><p>da quantidade de algo.</p><p>Ortografia 2.0</p><p>8</p><p>Embora seja mais utilizada como advérbio de intensidade, dependendo da função que exerce na</p><p>frase, o “mais” pode ser substantivo, preposição, pronome indefinido ou conjunção.</p><p>Exemplos:</p><p>Quero ir mais vezes para a Europa.</p><p>Hoje vivemos num mundo melhor e mais justo.</p><p>Jonatas foi à festa com seu amigo mais sua namorada.</p><p>Dica: Uma maneira de saber se você está usando a palavra corretamente é trocar pelo seu</p><p>antônimo “menos”.</p><p>Mas</p><p>A palavra, “mas” pode desempenhar o papel de substantivo, conjunção ou advérbio.</p><p>1. Como substantivo, o, “mas” está associado a algum defeito.</p><p>Exemplo: Nem, mas, nem meio, mas, faça já seus deveres de casa.</p><p>2. Como conjunção adversativa, o, “mas” é utilizado quando o locutor quer expor uma ideia</p><p>contrária a que foi dita anteriormente.</p><p>Exemplo: Sou muito calmo, mas estou muito nervoso agora.</p><p>Nesse caso, ela possui o mesmo sentido de: porém, todavia, contudo, entretanto, contanto que,</p><p>etc.</p><p>3. Como advérbio, o “mas” é empregado para enfatizar alguma informação.</p><p>Exemplo: Ela é muito dedicada, mas tão dedicada, que trabalhou anos vendendo doces.</p><p>Não confunda!</p><p>A palavra "más" com acento é o plural de "má", ou seja, é um adjetivo sinônimo de ruim, por</p><p>exemplo:</p><p>Nesse semestre suas notas estão muito más.</p><p>Ortografia 2.0</p><p>9</p><p>Exercícios</p><p>Mais ou Mas</p><p>1. (Cesgranrio) para estar de acordo com a norma-padrão, a frase abaixo deve ser completada.</p><p>Esperamos que, daqui ____ alguns anos, não tenhamos de lidar ____ com os mesmos problemas</p><p>que enfrentamos já ____ duas décadas no Brasil.</p><p>A sequência de palavras que completa as lacunas acima de acordo com a norma-padrão é:</p><p>a) a – mas – há</p><p>b) a – mais – a</p><p>c) a – mais – há</p><p>d) há – mas – há</p><p>e) há – mais – a</p><p>Alternativa c: a – mais – há</p><p>Exercícios resolvidos sobre “acerca de”, “a cerca de” e “há cerca de”</p><p>Questão 1</p><p>Analise o uso das expressões “acerca de”, “a cerca de” e “há cerca de” nas proposições a seguir e</p><p>marque a alternativa correta:</p><p>I - Meu carro está estacionado a cerca de 100 metros daqui.</p><p>II - Conversamos muito acerca do divórcio.</p><p>III - A cerca de 300 anos, iniciou-se a jornada do grande homem.</p><p>Onde ou aonde</p><p>"Questão 1 - Todas as orações a seguir apresentam o uso correto dos termos “onde” e “aonde”,</p><p>exceto:</p><p>Ortografia 2.0</p><p>10</p><p>a) Não sei onde está o meu caderno e nem onde coloquei meu lápis.</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>História e Geografia do Brasil</p><p>História e Geografia do</p><p>Brasil</p><p>1MÉRITO</p><p>Apostilas</p><p>História e Geografia do Brasil</p><p>Brasil, oficialmente República Federativa do Brasil, é um país localizado no</p><p>continente americano, especificamente na América do Sul. A leste, o país é ba-</p><p>nhado pelo oceano Atlântico; a oeste, faz fronteiras com países, como Argentina,</p><p>Uruguai, Paraguai, Bolívia e Venezuela. A norte, o país é cortado pela Linha do</p><p>Equador, e a sul, pelo Trópico de Capricórnio.</p><p>O país é o maior da América do Sul em extensão territorial e um dos mais po -</p><p>pulosos também, contudo é considerado pouco povoado, e isso se deve ao tama-</p><p>nho de sua área. O Brasil possui uma enorme diversidade cultural, étnica, religio-</p><p>sa e também no que se refere aos aspectos naturais, como vegetação, clima, rele -</p><p>vo, fauna e flora. No país, o português é a língua oficial, o que nos remete a sua</p><p>colonização.</p><p>Dados gerais</p><p>Nome oficial República Federativa do Brasil</p><p>Gentílico Brasileiro(a)</p><p>Localização América do Sul</p><p>Capital Brasília</p><p>Governo República Federativa Presidencialista e sistema político</p><p>multipartidarista (admite vários partidos políticos)</p><p>Moeda Real</p><p>Área 8.510.820,623 km2</p><p>População (2020) 212,6 milhões</p><p>Produto Interno Bruto</p><p>(2020) R$ 7,4 trilhões</p><p>Índice de Desenvolvimento</p><p>Humano (2019) 0,765</p><p>2</p><p>História e Geografia do Brasil</p><p>Estados do Brasil</p><p>O território brasileiro é dividido em 26 estados e um Distrito Federal, portanto,</p><p>em 27 unidades federativas que se distribuem nas cinco regiões do país.</p><p>Estados       Capitais</p><p>Acre (AC) Rio Branco</p><p>Alagoas (AL) Maceió</p><p>Amapá (AP) Macapá</p><p>Amazonas (AM) Manaus</p><p>Bahia (BA) Salvador</p><p>Ceará (CE) Fortaleza</p><p>Distrito Federal (DF) Brasília</p><p>Espírito Santo (ES) Vitória</p><p>Goiás (GO) Goiânia</p><p>Maranhão (MA) São Luís</p><p>Mato Grosso (MT) Cuiabá</p><p>Mato Grosso do Sul (MS) Campo Grande</p><p>Minas Gerais (MG) Belo Horizonte</p><p>Pará (PA) Belém</p><p>Paraíba (PB) João Pessoa</p><p>Paraná (PR) Curitiba</p><p>3</p><p>História e Geografia do Brasil</p><p>Pernambuco (PE) Recife</p><p>Piauí (PI) Teresina</p><p>Rio de Janeiro (RJ) Rio de Janeiro</p><p>Rio Grande do Norte (RN) Natal</p><p>Rio Grande do Sul (RS) Porto Alegre</p><p>Rondônia (RO) Porto Velho</p><p>Roraima (RR) Boa Vista</p><p>Santa Catarina (SC) Florianópolis</p><p>São Paulo (SP) São Paulo</p><p>Sergipe (SE) Aracaju</p><p>Tocantins (TO) Palmas</p><p>Capital</p><p>A atual capital do Brasil é Brasília. A cidade localiza-se no Centro-Oeste brasi -</p><p>leiro. Brasília é também a sede do governo do Distrito Federal. A cidade tornou-se</p><p>capital do país em 1960, durante o governo de Juscelino Kubitschek. Anterior à es-</p><p>colha de Brasília como capital, o país teve outras duas capitais.</p><p>A primeira foi Salvador, cidade situada no estado da Bahia, no Nordeste brasi-</p><p>leiro. A escolha de Salvador deu-se em 1549 por Tomé de Sousa, primeiro gover-</p><p>nador-geral do Brasil. Após Salvador, a cidade do Rio de Janeiro foi nomeada capi -</p><p>tal brasileira, localizada no estado homônimo, no Sudeste brasileiro, em 1763.</p><p>4</p><p>História e Geografia do Brasil</p><p>Mapa</p><p>Regiões do Brasil</p><p>O território brasileiro é dividido em cinco grandes regiões. Essa regionalização</p><p>foi feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entidade da ad-</p><p>ministração pública federal considerada a principal fornecedora de dados e infor-</p><p>mações do país. A regionalização atual foi elaborada em 1970 e agrupa estados</p><p>cujas características são semelhantes, como os aspectos naturais, sociais e eco-</p><p>nômicos.</p><p>Norte</p><p>A região Norte é composta por sete estados: Acre, Amapá, Amazonas, Pará,</p><p>Rondônia, Roraima e Tocantins. Essa é a maior região brasileira, com</p><p>5</p><p>História e Geografia do Brasil</p><p>3.853.676,948 km2, o que representa quase 45% do território do país. Com cerca</p><p>de 18.182.253 habitantes, o Norte é considerado populoso, porém pouco povoado,</p><p>possuindo a menor densidade demográfica (relação entre o número de habitantes</p><p>e a área habitada) entre as regiões: 4,72 habitantes por quilômetro quadrado.</p><p>Nordeste</p><p>A região Nordeste é composta por nove estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Mara-</p><p>nhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. A região corres -</p><p>ponde à boa parte do litoral brasileiro e apresenta uma área de 1.544.291 km2.</p><p>Entre as regiões do país, essa é a que apresenta os menores índices de desenvol -</p><p>vimento social. Isso significa que boa parte do Nordeste sofre com políticas públi-</p><p>cas insuficientes ou ineficientes, o que cria um desafio para o seu desenvolvimen-</p><p>to econômico. Esse desafio é reforçado devido às características naturais da regi -</p><p>ão. O clima semiárido dificulta o desenvolvimento da agricultura e da pecuária,</p><p>atividades essas bastante desenvolvidas no resto do país.</p><p>Centro-Oeste</p><p>A região Centro-Oeste é composta por três estados: Goiás, Mato Grosso e</p><p>Mato Grosso do Sul, e também pelo Distrito Federal. Essa região apresenta gran-</p><p>des particularidades, especialmente quanto aos aspectos naturais, visto que ela</p><p>faz fronteira com quase todas as demais regiões, resultando então numa enorme</p><p>biodiversidade. Atualmente a região é bastante conhecida pela expansão da agro-</p><p>pecuária e do extrativismo mineral.</p><p>Sudeste</p><p>A região Sudeste é composta por quatro estados: Espírito Santo, Minas Gerais,</p><p>Rio de Janeiro e São Paulo. Essa região destaca-se das demais quando o assunto é</p><p>economia e população. O sudeste brasileiro é a região mais populosa do Brasil, ul -</p><p>trapassando a marca de 85 milhões de habitantes. Muitos destes são migrantes</p><p>que se deslocam de outras regiões para lá em busca de oportunidades de empre-</p><p>go. Essa região é responsável por 55,2% do Produto Interno Bruto nacional, ou</p><p>seja, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país durante um ano ou</p><p>trimestre.</p><p>6</p><p>História e Geografia do Brasil</p><p>Sul</p><p>A região Sul é composta por três estados: Paraná, Santa Catarina e Rio Gran-</p><p>de do Sul. Essa região difere-se das demais em diversos aspectos. O Sul do país</p><p>foi colonizado não só por portugueses mas também por holandeses, alemães, itali-</p><p>anos, entre outros. Com uma área de 576.774 km2, a região Sul, diferentemente</p><p>das outras regiões, apresenta as estações do ano bem definidas, ou seja, as ca-</p><p>racterísticas comuns de cada estação são realmente vivenciadas em cada uma</p><p>delas. No restante do Brasil, há basicamente duas estações: uma seca e uma chu-</p><p>vosa.</p><p>Aspectos gerais</p><p>População</p><p>Como dito, a população brasileira apresenta uma enorme pluralidade étnica e</p><p>cultural devido à colonização e aos processos migratórios. Cerca de 86,6% da po-</p><p>pulação vivem</p><p>nas áreas urbanas, concentradas especialmente na região Sudeste.</p><p>A taxa de natalidade (número de nascidos vivos no período de ano com base</p><p>no número de habitantes) é de 14,163 por mil habitantes, número esse menor do</p><p>que o do período de 2012 a 2016, segundo o IBGE. Já a taxa de mortalidade (nú-</p><p>mero de óbitos ao longo de um ano com base no número de habitantes), que de-</p><p>monstrou um leve aumento entre os anos de 2012 e 2016, é de 6,165 por mil ha -</p><p>bitantes.</p><p>Há no país um maior número de mulheres, cerca de 107.268.645. Já os ho-</p><p>mens são ao todo 103.599.314. A esperança de vida do brasileiro, segundo o</p><p>IBGE, é 75,7 anos, expectativa essa que cresceu entre os anos de 2013 e 2017.</p><p>Cerca de 97,5% da população têm acesso à água potável, e 86,15%, à rede sani-</p><p>tária.</p><p>Dados do IBGE (Censo 2010) mostram que 47,1% da população brasileira de-</p><p>claram-se brancos; 43,42%, pardos; 7,52%, negros; 1,1%, amarelos; e 0,43%, indí -</p><p>genas.</p><p>Economia</p><p>A economia do Brasil é considerada uma das maiores do mundo, ocupando o</p><p>sétimo lugar no ranking mundial (segundo o Programa das Nações Unidas para o</p><p>7</p><p>História e Geografia do Brasil</p><p>Brasil) e a maior da América Latina (região do continente americano composta por</p><p>países que falam línguas românicas, como o espanhol, português e francês).</p><p>A economia brasileira baseia-se principalmente na agropecuária, cuja produ-</p><p>ção é voltada para o mercado externo; na mineração, visto que o país é extrema-</p><p>mente rico em recursos minerais; nas indústrias de aeronaves, automobilística,</p><p>têxteis, de calçados, de petrolífica do pré-sal, e de serviços. Segundo a Confedera -</p><p>ção da Agricultura e Pecuária do Brasil, o agronegócio é responsável por 23% do</p><p>PIB brasileiro, ocupando nosso país o terceiro lugar no ranking de maiores expor-</p><p>tadores mundiais de produtos agrícolas.</p><p>Vegetação</p><p>A vegetação no Brasil é extremamente diversificada. Há no país seis grandes</p><p>biomas: Amazônia, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal. Esses</p><p>compreendem inúmeros ecossistemas caracterizados pela grande biodiversidade.</p><p>No país podemos encontrar florestas tropicais, florestas equatoriais e florestas de</p><p>araucárias. Muitos desses biomas têm sofrido com a devastação, perdendo parte</p><p>da sua vegetação original.</p><p>8</p><p>História e Geografia do Brasil</p><p>Clima</p><p>O clima predominante no Brasil é o tropical. Contudo, devido à grande exten-</p><p>são territorial do país, há uma diversidade climática. A região Norte é caracteriza-</p><p>da pelo clima equatorial úmido, com chuvas durante boa parte do ano. Já na regi -</p><p>ão Nordeste, o clima característico é o semiárido, com elevadas temperaturas e</p><p>baixos índices pluviométricos ao ano.</p><p>No Centro-Oeste brasileiro, apresenta-se o clima tropical, com duas estações</p><p>bem definidas: invernos secos e verões úmidos. A região Sudeste apresenta algu-</p><p>mas variações climáticas, como subtropical úmido e tropical de altitude. Na região</p><p>Sul, o clima predominante é o subtropical, apresentando em algumas de suas par-</p><p>tes temperaturas negativas.</p><p>Relevo</p><p>O relevo brasileiro é diversificado, podendo ser encontradas no território</p><p>áreas de planícies, planaltos e cerrados, assim como áreas de morros e serras. As</p><p>planícies podem ser encontradas em diversas regiões, como Norte e Sul. Serras e</p><p>morros são características também de diversas regiões, com destaque para o Su-</p><p>deste brasileiro. O planalto é predominante no Centro-Oeste do país.</p><p>Religião</p><p>A religião predominante no país é a Católica Apostólica Romana, mas há uma</p><p>enorme diversidade religiosa no território brasileiro. Há um grande grupo de cris-</p><p>tãos divididos em católicos, pentecostais, episcopais, metodistas, luteranos e ba-</p><p>tistas. Há também uma parcela espírita, judeus, muçulmanos, budistas e também</p><p>grupos umbandistas. Cerca de 64,6% dos brasileiros declaram-se católicos;</p><p>22,2%, protestantes; 8%, ateus; 2%, espíritas; e 3,2%, outra religião.</p><p>É importante dizer que o Estado é laico e a Constituição do país prega a liber -</p><p>dade religiosa.</p><p>História do Brasil</p><p>História do Brasil não possui um marco inicial bem definido. Não obstante, tra -</p><p>dicionalmente, existe uma datação recorrente sobre a chegada dos portugueses</p><p>com Pedro Álvares Cabral, em 22 de abril de 1500, à região costeira de onde hoje</p><p>é a Bahia. Seria esse então o “descobrimento do Brasil”. No entanto, cabe ressal -</p><p>tar que se trata da descoberta dos portugueses. Diversos grupos étnicos já habita -</p><p>9</p><p>História e Geografia do Brasil</p><p>vam o território que veio a ser o Brasil muito antes de qualquer europeu desem-</p><p>barcar nele.</p><p>O Brasil é o resultado histórico de diversos projetos distintos que se sucede-</p><p>ram em uma delimitação geográfica específica. Primeiro tratava-se de um projeto</p><p>de conquista; depois, um projeto de colonização; já no século XIX, um projeto de</p><p>Império e de constituição de um Estado-nação; e, por fim, um projeto de Brasil Re-</p><p>pública, que é o que se tenta manter até hoje.</p><p>Nossos hinos, bandeiras, brasões, emblemas, palavras de ordem, e tudo aqui-</p><p>lo que nos remete à identidade nacional, dizem respeito a essa construção. Ser</p><p>patriota é ser adepto de um projeto de nação, que muitas vezes diverge de outros</p><p>projetos que também estão em construção. Portanto, seria mais preciso referirmo-</p><p>nos ao processo da chegada dos portugueses como a invenção do Brasil, da qual</p><p>se sucederam projetos diferentes.</p><p>Período Pré-Cabralino (~ -1500)</p><p>Antes da chegada dos portugueses, havia diversos grupos étnicos ocupantes</p><p>do território que, futuramente, seria chamado Brasil. O período Pré-Cabralino diz</p><p>respeito, como o próprio nome sugere, à história que antecede o contato desses</p><p>povos separados pelo Atlântico.</p><p>Durante algum tempo, era comum encontrar a denominação “Pré-História do</p><p>Brasil”, que já não é considerada adequada por grande parte dos historiadores e</p><p>antropólogos. A história não passa a existir após a chegada dos portugueses. E</p><p>mesmo que exista o argumento de que essa expressão preserva a noção de que a</p><p>história diz respeito às fontes escritas, desde meados do século XX até os dias de</p><p>hoje, a historiografia desenvolveu-se bastante tendo em vista metodologias que</p><p>analisem outros tipos de fontes.</p><p>Estima-se que os primeiros povos começaram a habitar o território onde hoje</p><p>é o Brasil há 60.000 anos. Contudo, devido a esse enorme traçado temporal e à</p><p>ausência de qualquer tentativa de preservação do seu início, muito foi perdido da</p><p>integridade dessa história.</p><p>Nesse sentido, um dos indícios mais trabalhados pela arqueologia sobre o ter-</p><p>ritório brasileiro são os sambaquis, que consistem em depósitos de matéria orgâ-</p><p>nica e calcário formados pela ação humana e que, ao longo do tempo, sofreram</p><p>um processo de fossilização. Eles oferecem informações importantes sobre as pri -</p><p>meiras populações que habitaram nosso território por volta de 2.000 a 8.000 anos</p><p>atrás.</p><p>10</p><p>História e Geografia do Brasil</p><p>Com a chegada dos jesuítas, em meados do século XVI, uma série de “obras</p><p>gramaticais” foi produzida com o objetivo de normatizar algumas “línguas dificul-</p><p>tosas” da colônia. Nesse empreendimento, foram catalogados conhecimentos vali-</p><p>osos sobre línguas indígenas do período que corresponde à chegada dos portu-</p><p>gueses à América.</p><p>Assim se descobriu que existiam quatro grupos linguísticos principais, sendo</p><p>eles: os tupi-guarani, os caraíba, os macro-jê e os arauaque. Desses troncos lin -</p><p>guísticos, como também são chamados, derivam uma série de grupos étnicos e</p><p>variações linguísticas que dão origem aos idiomas indígenas modernos.</p><p>Período Pré-Colonial (1500-1530)</p><p>Após 22 de abril de 1500, com a chegada dos portugueses ao território ameri -</p><p>cano, essas novas terras desconhecidas não despertaram grande interesse na Co-</p><p>roa de imediato. O Império português estava, nesse momento, voltado para o co-</p><p>mércio com as Índias, o qual, por sua vez, já estava em processo de declínio, des-</p><p>de a tomada da Constantinopla pelos turcos otomanos em 1453, dando fim ao Im-</p><p>pério bizantino.</p><p>Já os franceses não tardaram muito e, no início do século XVI, fizeram o envio</p><p>de</p><p>embarcações para o Atlântico Sul, pois estavam de olho nessas novas terras e</p><p>questionavam a divisão luso-espanhola determinada pelo Tratado de Tordesilhas.</p><p>Nisso estabeleceram, em 1555, uma colônia, na Baía de Guanabara, conhecida</p><p>como França Antártica.</p><p>Portugal, nesse momento inicial, promovia as chamadas expedições explora-</p><p>doras no território sul-americano com o objetivo de reconhecer e mapear o territó-</p><p>rio e estabelecer contato com os índios nativos. O principal produto extraído des-</p><p>sas terras, até então, era uma árvore nativa da Mata Atlântica que passou a ser</p><p>chamada de pau-brasil.</p><p>É interessante saber que o nome Brasil surge antes da própria terra brasileira.</p><p>Desde o século XIV, mapas europeus atribuíam-no, com diversas variantes possí-</p><p>veis (Bracil, Brazille, Bersil, Braxili etc.), a uma ou mais ilhas, “expressando um</p><p>horizonte geográfico ainda mítico”, segundo a historiadora Laura de Mello e Sou-</p><p>za. Contudo, em 1º de maio de 1500, em carta, Pero Vaz de Caminha referia-se a</p><p>essa terra por Vera Cruz. Posteriormente, outros nomes também foram utilizados,</p><p>como Terra dos Papagaios e Santa Cruz.</p><p>No fim do Período Pré-Colonial, em 1530, quando Portugal envia expedições</p><p>com o objetivo de estabelecer colonos e implementar uma administração colonial,</p><p>o nome Estado do Brasil passa a ser oficial.</p><p>11</p><p>História e Geografia do Brasil</p><p>Período Colonial (1530-1815)</p><p>Em 1530, Portugal envia Martim Afonso de Souza como chefe de uma expedi-</p><p>ção colonizadora. Sua missão era combater os traficantes franceses, que preocu-</p><p>pavam a Coroa, estabelecer alguns núcleos de povoamento na região litorânea e</p><p>buscar metais preciosos. Para isso, foi Afonso de Souza designado capitão-mor, o</p><p>que lhe acumulava a função de exercer a justiça civil e criminal, distribuir sesma-</p><p>rias, reivindicar terras em nome do rei e nomear funcionários para administração</p><p>colonial.</p><p>Em 1532, o explorador recebeu a ordem, vinda de D. João III, de implementar</p><p>o sistema de capitanias hereditárias. Nesse sistema, o território recém-descoberto</p><p>foi dividido em 15 lotes, que formavam 14 capitanias, e eram nomeados capitães</p><p>donatários os responsáveis pela administração de cada uma delas. O sistema é</p><p>implementado em 1534 (nele, o próprio Martim Afonso de Souza torna-se donatá-</p><p>rio da capitania de São Vicente) e dura até 1548, quando surge o governo geral,</p><p>com o objetivo de centralizar a administração colonial de todo o território.</p><p>É também na capitania de São Vicente que Martim Afonso de Souza estabele-</p><p>ce, em meados do século XVI, o primeiro engenho de açúcar (que, até meados do</p><p>século XVII, seria o principal produto de exportação da colônia), inaugurando, en-</p><p>tão, o ciclo do açúcar. O sistema de plantation era o modelo utilizado nesse tipo</p><p>produção. Extensas faixas territoriais eram concedidas aos senhores de engenho,</p><p>que, munidos com a fertilidade da terra, a mão de obra escrava e a monocultura</p><p>da cana-de-açúcar, transformaram-se na principal elite econômica, social e políti -</p><p>ca a partir de então.</p><p>Em um primeiro momento, os portugueses utilizaram a mão de obra escrava</p><p>indígena. Entretanto, com a pressão do crescente tráfico negreiro, já em meados</p><p>do século XVI, a escravização negra tornou-se a maior fonte de trabalho, tendo o</p><p>Brasil recebido cerca de 4,9 milhões de escravos africanos até século XIX, quando</p><p>houve a promulgação da Lei Eusébio de Queirós, em 1850.</p><p>O fim do ciclo do açúcar é marcado pela invasão e tentativa de colonização</p><p>holandesa. Os holandeses conseguem estabelecer-se em 1637, e, até 1644, o con-</p><p>de Maurício de Nassau governa a região de Pernambuco, a qual também começa a</p><p>produzir açúcar. No entanto, em 1645, com o apoio da Inglaterra, os portugueses</p><p>voltam a combater os holandeses, no que ficou conhecido como insurreição per-</p><p>nambucana, até que, em 1654, conseguem restabelecer a cidade de Olinda como</p><p>posse da Coroa portuguesa.</p><p>A partir de então, os holandeses instalam-se na América Central e passam</p><p>competir com sua produção de açúcar, prejudicando diretamente o comércio exte-</p><p>rior do Império português. Com isso, as entradas e bandeiras começam a voltar-se</p><p>em busca de metais preciosos, até que, já no final do século XVII, na região da ca-</p><p>12</p><p>História e Geografia do Brasil</p><p>pitania de São Paulo, quantidades significativas são encontradas, dando início ao</p><p>ciclo do ouro.</p><p>O Período Colonial também é marcado por uma série de conflitos e revoltas,</p><p>como as rebeliões nativistas e as rebeliões separatistas. Sobretudo a partir do fi -</p><p>nal do século XVII, os interesses de uma crescente elite local e de portugueses co-</p><p>meçaram a criar problemas para a administração colonial.</p><p>Além disso a Família Real portuguesa, sob ameaça de invasão francesa em</p><p>Portugal, foge para o Brasil que, em 1815, é designado Reino de Portugal, Brasil e</p><p>Algarves, sendo o Rio de Janeiro sede da administração do reino. Esse movimento</p><p>deu fim ao Período Colonial.</p><p>Desde o final do século XVIII começou a ocorrer processos de independência</p><p>das colônias inglesas, francesas, espanholas e portuguesas. Os conflitos entre o</p><p>Partido Brasileiro, nome que se dava ao grupo político que defendia interesses lo-</p><p>cais, e os portugueses acentuavam-se cada vez mais, culminando, em 1822, no</p><p>processo de independência do Brasil.</p><p>Período Imperial</p><p>Período Imperial vai de 1822, com a independência do Brasil, até 1889, com a</p><p>proclamação da República, e é dividido em três fases principais: o Primeiro Reina-</p><p>do (1822-1831), o Período Regencial (1831-1840) e o Segundo Reinado (1840-</p><p>1889). Embora, desde 1815 que o Brasil tornara-se Reino de Portugal, Brasil e Al-</p><p>garves, como consequência direta da transferência Corte para o Rio de Janeiro.</p><p>Outras medidas importantes foram tomadas, tais como a abertura dos portos</p><p>às nações amigas em 1808, a fundação do Banco do Brasil no mesmo ano, os tra-</p><p>tados de 1810, a fundação da Real Biblioteca, a Missão Artística Francesa em</p><p>1816, entre outras coisas. Estima-se que entre 10 a 15 mil pessoas embarcaram</p><p>rumo ao Brasil, entre 25 e 27 de novembro de 1807. Estruturas administrativas in -</p><p>teiras instalaram-se do outro lado do Atlântico.</p><p>A partir de então, o Brasil sofreu grandes transformações. Na política, por</p><p>exemplo, houve um movimento emancipacionista, inspirado nos ideais iluministas,</p><p>na capitania de Pernambuco. Conhecido como Revolução Pernambucana, ou Revo-</p><p>lução dos Padres, tal motim foi fortemente reprimido pelo Reino.</p><p>Esses e outros conflitos estabelecidos nesse período, somados à Revolução Li-</p><p>beral do Porto e ao retorno da Corte para Portugal, foram decisivos para o proces-</p><p>so de independência brasileira, que Portugal só reconheceu oficialmente em 1825,</p><p>após receber uma indenização volumosa.</p><p>13</p><p>História e Geografia do Brasil</p><p>• Primeiro Reinado</p><p>O principal ícone da independência brasileira foi Pedro de Alcântara (o quarto</p><p>filho de D. João VI), que, após esse processo, torna-se o primeiro imperador do</p><p>Brasil, assumindo a alcunha de Pedro I do Brasil. Diferentemente de seu pai, Pedro</p><p>I admirava os ideais iluministas, defendia ideias liberais, como a abolição da es-</p><p>cravidão, e liberdades individuais.</p><p>Nesse contexto, surgem dois grupos políticos informais na disputa por espa-</p><p>ços de poder: o Partido Português, que concentrava defensores do absolutismo, de</p><p>um governo centralizado e forte, dos comerciantes portugueses e, muitas vezes,</p><p>da restauração do Brasil enquanto colônia de Portugal; e o Partido Brasileiro, com-</p><p>posto por comerciantes brasileiros, latifundiários e senhores de escravos, cujos</p><p>principais objetivos eram na defesa e a ampliação de direitos e privilégios con-</p><p>quistados.</p><p>Em 1823, foi instalada a Assembleia Nacional Constituinte, que deu origem à</p><p>Constituição Política do Império do Brasil, de 1824. Embora, a princípio, o seu pa-</p><p>pel seria limitar os poderes do monarca, conforme os ideais iluministas, a Consti -</p><p>tuição de 1824 possuía forte caráter autoritário e centralizador, sobretudo por</p><p>meio da instituição do poder moderador.</p><p>Ainda com resquícios da Revolução Pernambucana</p><p>no ar, após a promulgação</p><p>da Constituição de 1824 e seu caráter expressamente autoritário, os pernambuca-</p><p>nos novamente revoltaram-se, e, em julho de 1824, deflagra-se a Confederação</p><p>do Equador, de caráter separatista e republicano. Logo em seguida, o Império en-</p><p>volve-se na Guerra da Cisplatina, trazendo ainda mais impopularidade a D. Pedro</p><p>I.</p><p>Em 1826, com a morte de João VI, pai do imperador, abre-se um problema de</p><p>sucessão na monarquia lusitana. Diante disso e da incapacidade de acalmar os</p><p>ânimos no Brasil, Pedro I abdica do trono e deixa seu filho, Pedro II, com apenas</p><p>cinco anos, como seu sucessor. Contudo, a própria Constituição de 1824 determi-</p><p>nava que o imperador deveria ter, pelo menos, 21 anos de idade para assumir o</p><p>cargo. Foi preciso, assim, estabelecer um governo regencial, inaugurando uma</p><p>nova fase do Período Imperial.</p><p>• Período Regencial</p><p>O Período Regencial foi marcado por uma série de conflitos constantes com o</p><p>governo central, criando sucessivos quadros de instabilidade política, agravada</p><p>pela grave situação econômica. As forças políticas dividiam-se, basicamente, em</p><p>duas vertentes: os liberais e os conservadores, estes com maior presença política.</p><p>14</p><p>História e Geografia do Brasil</p><p>Na tentativa de conter essas rebeliões, em 1834 foi promulgado um ato adici -</p><p>onal que revisou pontos importantes da Constituição de 1824, proporcionando, en-</p><p>tre outras coisas, maior autonomia das províncias. Contudo isso não foi suficiente.</p><p>Dentre essas revoltas regenciais, destacaram-se: Revolta dos Malês (1835), Caba-</p><p>nagem (1835-1840), Sabinada (1837-1838), Balaiada (1838-1841) e Revolta dos</p><p>Farrapos (1835-1845).</p><p>Em julho de 1840, sob iniciativa dos liberais, que pressionavam a Regência,</p><p>foi dado o Golpe da Maioridade, nomeando D. Pedro II, com apenas 14 anos de</p><p>idade, imperador do Brasil. Foi uma tentativa dos liberais de ocuparem mais espa-</p><p>ço nas decisões políticas, além de viabilizarem uma forma de conter as agitações</p><p>políticas que se alastravam por todo o território. Inicia-se, assim, o Segundo Rei -</p><p>nado (1840-1889).</p><p>• Segundo Reinado</p><p>Durante esse período, ocorreram transformações profundas. A economia do</p><p>Império que, desde o ciclo do ouro, estava em sérias dificuldades, encontrou no</p><p>aumento do consumo do café no exterior a possibilidade de aumentar suas expor-</p><p>tações, diminuindo, assim, seu déficit comercial. Essa atitude deu início ao ciclo</p><p>do café. Tal atividade, que já vinha ocorrendo antes mesmo da chegada da Corte</p><p>portuguesa, portanto, acelerou-se.</p><p>O poder econômico passou a transferir-se do Nordeste para o Sudeste do país,</p><p>onde se concentravam as plantações de café. Ao mesmo tempo, o próprio sistema</p><p>de produção agrícola, a plantation, começa a sofrer fortes pressões, sobretudo dos</p><p>ingleses, com a exigência do fim do comércio de escravos e, consequentemente,</p><p>da abolição da escravidão.</p><p>No entanto, somente com a promulgação das leis abolicionistas, a partir de</p><p>1850 com a Lei Eusébio de Queirós, o combate à escravidão começou a ser colo -</p><p>cado em prática no Brasil. Outro evento importante, tanto para a abolição quanto</p><p>para a formação sociopolítica que deu origem ao movimento de derrubar a monar-</p><p>quia brasileira, foi a Guerra do Paraguai (1864-1870). Escravos foram enviados ao</p><p>campo de batalha, muitos deles até obrigados, sob a promessa de alforria após o</p><p>término do conflito.</p><p>Após a vitória brasileira, e seu alto nível de endividamento para financiar a</p><p>guerra, D. Pedro II sai fragilizado politicamente, ao mesmo tempo que os militares</p><p>passam a ocupar mais espaço dentro do debate político. São eles, inclusive, que</p><p>encabeçam a proclamação da República, em 1889.</p><p>15</p><p>História e Geografia do Brasil</p><p>Período Republicano</p><p>A República Brasileira, período sob o qual o país ainda está em vigência, pode</p><p>ser dividida da seguinte forma: Primeira República/República Velha (1889-1930),</p><p>Governo Provisório (1930-1934), Constitucional de Vargas (1934-1937), Estado</p><p>Novo (1937-1945), Quarta República (1945-1964), Regime Militar (1964-1985), e</p><p>Nova República (1985-até os dias atuais).</p><p>É importante destacar que, mesmo diante do sistema republicano, o Brasil</p><p>possui historicamente sérias dificuldades em manter-se sob o regime democrático.</p><p>Durante esse período, foram promulgadas outras seis constituições, sendo duas</p><p>delas (a de 1937 do Estado Novo e a de 1967 do regime militar).</p><p>• Primeira República</p><p>Logo no começo da República, durante a presidência de Prudente de Morais,</p><p>primeiro civil eleito e por voto popular, deflagrou-se um dos maiores conflitos ar-</p><p>mados do período, cujas motivações ainda são incertas e imprecisas: a Guerra dos</p><p>Canudos (1896-1897).</p><p>Esse período da Primeira República também foi marcado pela alternância do</p><p>poder, entre as oligarquias de São Paulo e Minas Gerais, que ficou conhecida</p><p>como política do café com leite. Esse tipo de política contribuía ainda mais para o</p><p>isolamento dos outros Estados da federação e consolidava a hegemonia do Sudes-</p><p>te do país.</p><p>Apenas em 1930, com o movimento civil militar liderado por Getúlio Vargas,</p><p>após vitória de Washington Luís ao cargo do executivo nacional ser questionada</p><p>pela Aliança Liberal, deu-se início então à Revolução de 1930. O Brasil, a partir de</p><p>então, inicia uma nova fase da República.</p><p>• Era Vargas</p><p>Durante a Era Vargas (1930-1945), houve um rearranjo das forças políticas,</p><p>que se concentravam em setores médios dos centros urbanos. Esse, inclusive, foi</p><p>o período de maior crescimento industrial da história do Brasil. Foi quando, tam-</p><p>bém, criou-se a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), no dia 1º de maio de</p><p>1943, unificando e ampliando os direitos dos trabalhadores, entre outras coisas.</p><p>Contudo, é importante ressaltar que o Estado Novo foi um regime que perse-</p><p>guiu lideranças políticas, sobretudo ligadas ao Partido Comunista do Brasil, além</p><p>16</p><p>História e Geografia do Brasil</p><p>de ter feito aliança, em alguns momentos, com a Ação Integralista Brasileira, de</p><p>inspiração fascista, com o Integralismo Lusitano e com a Doutrina Social da Igreja</p><p>Católica.</p><p>Ao mesmo tempo, Vargas possuía forte capilaridade nos movimentos dos tra-</p><p>balhadores, conseguindo, inclusive, controlar de perto as atividades dos sindica-</p><p>tos. Por esses motivos, muitas vezes, Vargas é chamado de populista. Todavia,</p><p>uma historiografia já consolidada no assunto identifica problemas desse tipo de</p><p>atribuição, uma vez que trata a massa de eleitores que o apoiou não por ser facil -</p><p>mente manipulável em torno de um projeto de poder, mas porque parte conside-</p><p>rável de suas demandas foi atendida pelo Executivo.</p><p>Aliás, Getúlio Vargas é uma personalidade com muitas nuances. Toda a era</p><p>que leva o seu nome na história da República do Brasil divide-se em momentos</p><p>muito distintos, estando em lados distintos do espectro político e atendendo de-</p><p>mandas aparentemente contraditórias. Ainda hoje é a principal referência política</p><p>e histórica para o trabalhismo brasileiro.</p><p>No entanto, a tradição do trabalhismo deixada por Vargas transformou-se em</p><p>uma grande ameaça política, segundo os militares e forças da Unidade Democráti -</p><p>ca Nacional (UDN), que queriam sua renúncia. Na segunda metade da década de</p><p>1940, sucedem-se uma série de pressões buscando interferir na já fragilizada de-</p><p>mocracia recentemente instaurada após o fim do Estado Novo. Vargas foi eleito</p><p>em 1950 pelo voto direto, assumiu a presidência em 1951 e, sob pressão dos mili -</p><p>tares, que já ameaçavam um golpe no país, suicidou na madrugada de 24 de</p><p>agosto de 1954.</p><p>Apesar desse ato “retardar o golpe”, o clima de instabilidade política acirrou-</p><p>se cada vez mais. Em 1961, quando o ex-ministro do trabalho de Vargas, João</p><p>Goulart, na ocasião vice-presidente do Brasil, deveria assumir a presidência da Re-</p><p>pública após a renúncia de Jânio Quadros, os militares tentaram impedi-lo.</p><p>Foi quando Leonel Brizola, naquela ocasião governador do Rio Grande do Sul,</p><p>promoveu a campanha da legalidade, pegando em armas, inclusive, para garantir</p><p>a posse do novo presidente. Apesar disso, em abril</p><p>de 1964, é deflagrado o golpe</p><p>militar no Brasil, com apoio dos Estados Unidos da América, instaurando o regime</p><p>militar que durou 21 anos.</p><p>• Regime Militar</p><p>Durante o Regime Militar, uma série de conquistas obtidas com a Constituição</p><p>de 1946, no breve período da Quarta República, foram suspendidas com as pro-</p><p>mulgações dos atos institucionais. Em 1968, o AI-5, considerado o golpe dentro do</p><p>golpe, proibiu reuniões políticas, executou censura prévia em filmes, livros, peças</p><p>17</p><p>História e Geografia do Brasil</p><p>de teatros e programas de televisão, suspendeu o habeas corpus, conferiu ao pre-</p><p>sidente o direito de fechar o Congresso Nacional, entre outras coisas. Tal docu-</p><p>mento institucionalizou a repressão no país.</p><p>Durante esse período, surgiram também importantes movimentos artísticos</p><p>que se colocaram ao lado da resistência ao regime, como o cinema novo e o Tropi -</p><p>calismo, e que revolucionaram seus respectivos campos de atuação no Brasil, ten-</p><p>do reverberação até os dias atuais. A partir de 1974, inicia-se o processo de aber-</p><p>tura política do regime, de forma lenta e gradual, com o objetivo de entregar aos</p><p>civis o poder político.</p><p>Em 1985 o poder Executivo é, de fato, entregue pelos militares. Ainda de for-</p><p>ma indireta, Tancredo Neves é eleito presidente do Brasil, porém, antes mesmo de</p><p>assumir, faleceu vítima de uma infecção generalizada. José Sarney, o vice, assu-</p><p>me, por fim, a presidência do Brasil em março de 1985, encerrando o período de</p><p>Regime Militar.</p><p>• Nova República</p><p>Assim se inicia o período da Nova República. Até hoje, esse é o período demo-</p><p>crático mais longevo de nossa história, seu início foi marcado pelo combate à hi-</p><p>perinflação, além de uma dívida externa que, durante os governos militares, cres-</p><p>ceu 30 vezes. Até hoje, sucederam-se oito presidentes, sendo o primeiro eleito</p><p>Fernando Collor de Mello, em 1989.</p><p>Em 1988 foi promulgada também uma nova Constituição, que, pela ampla ga-</p><p>rantia de acessos aos serviços públicos, recebeu a alcunha de Constituição Cida-</p><p>dã. Apesar de ser o maior período democrático da história brasileira, a Nova Repú-</p><p>blica já passou por dois processos de impedimento (ou impeachment).</p><p>No regime presidencialista, como é o caso do Brasil desde que se tornou Re-</p><p>pública, o processo de impeachment deve ser empenhado com muitas ressalvas,</p><p>uma vez que a dinâmica do cargo de presidente confere-lhe mais poderes do que</p><p>o cargo de primeiro-ministro, como é o caso do parlamentarismo. Caso contrário,</p><p>a própria credibilidade do regime democrático é colocada em risco, destacando</p><p>que se trata de um processo político-jurídico, o que minimiza o poder do voto.</p><p>18</p><p>História e Geografia do Brasil</p><p>Anotações:</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________________</p><p>19</p><p>Município De MANACAPURU AM</p><p>1</p><p>Município De MANACAPURU AM</p><p>Município De MANACAPURU AM</p><p>2</p><p>A Cidade de Manacapuru</p><p>A Cidade de Manacapuru é conhecida como a Princesinha do Solimões. A Vila e o</p><p>Município foram criados em 27 de setembro de 1894, pela Lei nº 83, na gestão do governo</p><p>de Eduardo Ribeiro, mas somente em 16 de julho de 1932 é que foi elevada à categoria de</p><p>Cidade pelo Ato de nº 1.639 do então interventor Waldemar Pedrosa, tendo sido inaugurada</p><p>no dia 11 de agosto. Em 10 de dezembro de 1981 foram desmembradas diversas partes do</p><p>território do Município de Manacapuru em favor dos Municípios de Iranduba, Beruri,</p><p>Manaquiri, Anamã e Caapiranga.</p><p>Manacapuru é uma palavra de origem indígena derivada das expressões Manacá e</p><p>Puru. Manacá (Brunfelsia hospeana) é uma planta brasileira das dicotiledôneas, da família</p><p>solanaceae que significa, em tupi, Flor. Puru, da mesma origem, quer dizer enfeitado,</p><p>matizado. Em função disso, Manacapuru na língua indígena tupi quer dizer "Flor Matizada".</p><p>Os fundamentos da história da Cidade de Manacapuru estão ligados à aldeia dos Índios</p><p>Mura, que aqui se estabeleceram no século XVIII. A cidade está assentada na margem</p><p>esquerda do Rio Solimões. O seu nome foi sempre o mesmo, desde sua origem até o</p><p>momento atual. Além dessas características, que transformam a princesinha num refúgio</p><p>agradável à população local, bem como para milhares de turistas que a visitam durante os</p><p>365 dias do ano, em função de seus atrativos culturais como o Festival de Cirandas, hoje</p><p>conhecida nacionalmente, as festas de Santo Antônio, do Bodó, da Juta, o Balneário do</p><p>Miriti, Paraíso D'Ângelo, Evanstour, Mundo Amazônico, Orla do Miriti, a Reserva do Piranha</p><p>com seu projeto de Ecoturismo, pioneiro no desenvolvimento sustentável, são outras</p><p>atrações que proporcionam uma paisagem de rara beleza.</p><p>O município possui uma superfície de 7.330 km², limita-se com municípios de: Novo</p><p>Airão, Iranduba, Manaquiri, Beruri, Anamã e Caapiranga. A sede municipal está localizada na</p><p>margem esquerda do Rio Solimões, na confluência deste rio com a foz do Rio Manacapuru,</p><p>dista 157 km de Manaus, por via fluvial e 84 km por via rodoviária.</p><p>A população de 85.141 habitantes, segundo o Censo - IBGE 2010, traz consigo a</p><p>beleza, determinação e a bravura dos índios Muras, descendentes das tribos Tupi.</p><p>Fundadores, juntamente com os portugueses, do povoado de Manacapuru. Lutaram com os</p><p>cabanos em meados do século 19 no movimento único que levou o povo ao poder nesses</p><p>500 anos</p><p>de exploração: "A Cabanagem".</p><p>Em sua geografia há um grande potencial aquático, florístico e faunístico. Manacapuru</p><p>desponta no Estado do Amazonas como o primeiro município a ter em sua área um Sistema</p><p>Municipal de Unidade de Conservação, com destaque para a Reserva de Desenvolvimento</p><p>Sustentável do Piranha, além da a Área de Proteção Ambiental do Miriti e os Lagos de</p><p>Manutenção do Paru e Calado. Sua vegetação é característica dos ecossistemas de várzea</p><p>e terra firme, o clima varia entre 24 a 35 graus positivos.</p><p>Em 2022, a população era de 101.883 habitantes e a densidade demográfica era de</p><p>13,89 habitantes por quilômetro quadrado. Na comparação com outros municípios do estado,</p><p>Município De MANACAPURU AM</p><p>3</p><p>ficava nas posições 3 e 5 de 62. Já na comparação com municípios de todo o país, ficava</p><p>nas posições 315 e 3891 de 5570.</p><p>Em 2021, o salário médio mensal era de 1,9 salários mínimos. A proporção de pessoas</p><p>ocupadas em relação à população total era de 7,04%. Na comparação com os outros</p><p>municípios do estado, ocupava as posições 14 de 62 e 24 de 62, respectivamente. Já na</p><p>comparação com cidades do país todo, ficava na posição 2715 de 5570 e 4747 de 5570,</p><p>respectivamente. Considerando domicílios com rendimentos mensais de até meio salário</p><p>mínimo por pessoa, tinha 46,1% da população nessas condições, o que o colocava na</p><p>posição 56 de 62 dentre as cidades do estado e na posição 2016 de 5570 dentre as cidades</p><p>do Brasil.</p><p>Em 2010, a taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade era de 92,3%. Na</p><p>comparação com outros municípios do estado, ficava na posição 21 de 62. Já na</p><p>comparação com municípios de todo o país, ficava na posição 5387 de 5570. Em relação ao</p><p>IDEB, no ano de 2021, o IDEB para os anos iniciais do ensino fundamental na rede pública</p><p>era 5,2 e para os anos finais, de 4,8. Na comparação com outros municípios do estado,</p><p>ficava nas posições 8 e 6 de 62. Já na comparação com municípios de todo o país, ficava</p><p>nas posições 3296 e 2559 de 5570.</p><p>Em 2021, o PIB per capita era de R$ 15.506,76. Na comparação com outros municípios</p><p>do estado, ficava nas posições 15 de 62 entre os municípios do estado e na 3710 de 5570</p><p>entre todos os municípios. Já o percentual de receitas externas em 2015 era de 88,3%, o</p><p>que o colocava na posição 50 de 62 entre os municípios do estado e na 2567 de 5570. Em</p><p>2017, o total de receitas realizadas foi de R$ 169.816,26 (x1000) e o total de despesas</p><p>empenhadas foi de R$ 165.592,13 (x1000). Isso deixa o município nas posições 6 e 5 de 62</p><p>entre os municípios do estado e na 524 e 474 de 5570 entre todos os municípios.</p><p>A taxa de mortalidade infantil média na cidade é de 14,33 para 1.000 nascidos vivos. As</p><p>internações devido a diarreias são de 170,8 para cada 1.000 habitantes. Comparado com</p><p>todos os municípios do estado, fica nas posições 48 de 62 e 28 de 62, respectivamente.</p><p>Quando comparado a cidades do Brasil todo, essas posições são de 2561 de 5570 e 1986</p><p>de 5570, respectivamente.</p><p>Apresenta 23,7% de domicílios com esgotamento sanitário adequado, 60,2% de</p><p>domicílios urbanos em vias públicas com arborização e 11,9% de domicílios urbanos em vias</p><p>públicas com urbanização adequada (presença de bueiro, calçada, pavimentação e meio-</p><p>fio). Quando comparado com os outros municípios do estado, fica na posição 12 de 62, 19</p><p>de 62 e 14 de 62, respectivamente. Já quando comparado a outras cidades do Brasil, sua</p><p>posição é 3420 de 5570, 3673 de 5570 e 2591 de 5570, respectivamente.</p><p>Em 2022, a área do município era de 7.336,579 km², o que o coloca na posição 44 de</p><p>62 entre os municípios do estado e 194 de 5570 entre todos os municípios.</p><p>A cultura do município foi largamente influenciada pelos povos nativos da região e pelos</p><p>diversos grupos de imigrantes e migrantes que ali se estabeleceram, principalmente</p><p>Município De MANACAPURU AM</p><p>4</p><p>espanhóis. Manacapuru tornou-se uma cidade com ampla miscigenação cultural e</p><p>diversificadas culturas.</p><p>Quanto ao clima, Manacapuru possui uma temperatura média anual mínima de 24°C e</p><p>máxima de 35°C. Sua vegetação, típica da região amazônica, é formada por florestas de vár-</p><p>zea e terra firme, com um relevo composto por lagos, ilhotes e uma pequena serra</p><p>Hino de Manacapuru</p><p>Salve, Manacapuru</p><p>Taba altiva do Rio Solimões</p><p>Salve, Manacapuru</p><p>Tu plasmaste nossos corações</p><p>Salve, Manacapuru</p><p>Terra fértil de um povo viril,</p><p>Os teus filhos se orgulham de ti,</p><p>E engrandece a todo Brasil</p><p>Eme a má, ene a ná, tens maná</p><p>Cê a cá, manacá sempre tens tú</p><p>Pê u pu, erre urú, formado está</p><p>O teu nome Manacapuru</p><p>Salve, Manacapuru</p><p>Tens nas águas piscosas, farturas</p><p>Salve, Manacapuru</p><p>Tens rebanhos à carne assegura</p><p>Salve, Manacapuru</p><p>Tens minério, castanha e madeira</p><p>Município De MANACAPURU AM</p><p>5</p><p>A instrução de Moral e Civismo</p><p>De há muito é a tua bandeira.</p><p>Letra e Música: Newton Aguiar</p><p>Bandeira de Manacapuru</p><p>A Bandeira Municipal de Manacapuru, feita e descrita nos termos da Heráldica</p><p>Municipalista, traz faixas ou retângulos constituída de três cores: azul celeste, branca e</p><p>verde bandeira, obedecendo o modelo estabelecido no Anexo II desta Lei, com as seguintes</p><p>representatividades:</p><p>I - A cor celeste representa o céu amazônico, firmamento;</p><p>II - A cor branca representa a paz universal e a pureza;</p><p>III - A cor verde-bandeira representa a beleza da flora amazônica, suas matas intocáveis</p><p>que abrangem o Município de Manacapuru.</p><p>Brasão de Manacapuru</p><p>O brasão municipal - "Escudo em círculos ovais nas cores azul e branca; sendo no</p><p>primeiro círculo de cor branca, com os dizeres, em vermelho: 'Prefeitura Municipal de</p><p>Manacapuru - Amazonas'; no segundo círculo, de cor azul, os dizeres, em branco: 'Princesa</p><p>do Solimões'; ao centro, uma folha de juta, símbolo da economia de Manacapuru".</p><p>Direitos E Deveres Do Funcionário Público</p><p>1</p><p>Direitos E Deveres Do</p><p>Funcionário Público</p><p>Direitos E Deveres Do Funcionário Público</p><p>2</p><p>Direitos e Deveres dos Servidores Públicos</p><p>Quanto aos Direitos e Deveres dos servidores públicos, salienta que os regimes jurídi-</p><p>cos modernos impõem uma série de deveres aos servidores públicos como requisitos para o</p><p>bom desempenho de seus encargos e regular funcionamento dos serviços públicos. A Lei de</p><p>Improbidade Administrativa, de natureza nacional, diz que constituem ato de improbidade ad-</p><p>ministrativa que atenta contra os princípios da administração pública qualquer ação ou omis-</p><p>são que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade às institui-</p><p>ções. (Lei 8.429/92, art. 10 cap), as quais, para serem punidas, pressupõem que o agente as</p><p>pratique com a consciência da ilicitude, isto é, dolosamente.</p><p>O dever de lealdade exige do servidor maior dedicação ao serviço e o integral respeito</p><p>às leis e as instituições. O dever de obediência impõe ao servidor o acatamento ás ordens</p><p>legais de seus superiores e sua fiel execução. Dever de conduta ética decorre do princípio</p><p>constitucional da moralidade administrativa e impõem ao servidor de jamais desprezar o ele-</p><p>mento ético de sua conduta. Dever de eficiência, decorre do inciso LXXVIII do art. 5º da CF,</p><p>acrescentado pela EC 45/2004. Outros deveres são comumente especificados nos estatutos,</p><p>procurando adequar a conduta do servidor. QUANTOS AOS DIREITOS: A Constituição da</p><p>República, ao cuidar do servidor público (art.37 a 41), detalhou seus direitos, indicando es-</p><p>pecificamente os que lhe são extensivos dentre os reconhecidos aos trabalhadores urbanos</p><p>e rurais.</p><p>De modo geral, pode-se dizer que os servidores públicos têm os mesmos direitos reco-</p><p>nhecidos aos cidadãos, porque cidadãos também o são, apenas com certas restrições exigi-</p><p>das para o desempenho da função. Com a Constituição de 1988 gozam dos seguintes direi-</p><p>tos assegurados aos trabalhadores do setor privado: salário mínimo garantia de salário,</p><p>nunca</p><p>inferior ao mínimo, para os que percebem remuneração variável; décimo terceiro salá-</p><p>rio; remuneração do trabalho noturno superior ao diurno; salário família para os dependen-</p><p>tes; jornada de trabalho não superior a oito horas diária e quarenta e quatro semanais, re-</p><p>pouso semanal remunerado; remuneração extraordinária superior, no mínimo, em cinquenta</p><p>por cento a do normal; gozo de férias anuais remunerada com, pelo menos, um terço a mais</p><p>do que o salário normal; licença a gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, com du-</p><p>ração de cento e vinte dias; licença paternidade, nos termos fixados em lei; proteção do mer-</p><p>cado de trabalho da mulher; redução de riscos inerentes ao trabalho; proibição de diferença</p><p>de salários, idade, cor ou estado civil.</p><p>A Constituição admitiu, agora, o direito de greve ao servidor público que será exercido</p><p>nos termos e nos limites definidos em lei agora específica, e não mais em lei complementar</p><p>(art. 37, VI da CF). A Constituição Federal assegura aos servidores o direito de receber salá-</p><p>rios ou vencimentos pelo trabalho ou serviço prestado, a eles estendendo o direito ao salário</p><p>mínimo e ao décimo terceiro salário ou gratificação natalina. Além do vencimento próprio do</p><p>cargo que ocupa, o servidor público tem direito a receber vantagens: adicionais gratificações</p><p>e indenizações. O vencimento acrescido das vantagens permanentes ou temporárias corres-</p><p>ponde à remuneração do servidor. O direito à irredutibilidade do vencimento (CF, art, 37, XV)</p><p>implica a garantia de não redução do valor do vencimento do cargo público acrescido das</p><p>vantagens permanentes. As gratificações podem ser temporais, ou seja, pela prestação de</p><p>Direitos E Deveres Do Funcionário Público</p><p>3</p><p>serviços próprios do cargo em condições especiais, ou por função – pelo exercício de função</p><p>que, não é própria do cargo, deve ser desempenhada por servidor efetivo, como vimos ante-</p><p>riormente, direção, chefia e assessoramento. As indenizações são valores devidos ao servi-</p><p>dor em virtude de deslocamento ou viagens a serviço. São três os tipos mais comuns: ajuda</p><p>de custo, transporte e diárias. As indenizações não se incorporam a remuneração.</p><p>Conforme os estatutos e plano de carreira, aos servidores públicos da educação e em</p><p>especial ao magistério são pagos, por exemplo, adicional por tempo de serviço (anuênios,</p><p>biênios, triênios ou quinquênios) e por titulação, relativos a pós-graduação lato sensu, isto é,</p><p>aperfeiçoamento, especialização etc. ou estrito sensu, mestrado ou doutorado. Também a</p><p>legislação do magistério pode prever gratificações compensatórias, como as relativas ao</p><p>exercício da docência em condições especiais, turma de alfabetização, educação especial e</p><p>trabalho noturno. Por exemplo, as relativas ao local de trabalho, como zona rural ou em es-</p><p>colas de difícil acesso ou difícil provimento. E ainda, podem ser previstas gratificações por</p><p>função de maior responsabilidade ou abrangência do que as inerentes ao cargo, como dire-</p><p>ção de escola e, em redes maiores, vice direção e supervisão educacional exercida nos ór-</p><p>gãos centrais da educação.</p><p>Por vezes, existe ainda gratificação de regência de classe, que constitui vantagem a</p><p>mais pelo exercício de atribuições próprias ao cargo de professor. , isso evita a fuga da sala</p><p>de aula, pois o profissional em desvio de função, não recebe a regência. A legislação educa-</p><p>cional vigente dispõe da jornada de trabalho do magistério. Conforme a LDB (art. 67, V), os</p><p>novos planos de carreira do magistério devem assegurar “período reservado a estudos, pla-</p><p>nejamento e avaliação, incluída a carga de trabalho” segundo a Resolução 3/97 da CEB do</p><p>CNE, “ a jornada de trabalho dos docentes poderá ser de até quarenta horas e incluirá uma</p><p>parte de horas de aula e outra de horas atividades, essas horas atividades correspondem a</p><p>um percentual entre vinte e vinte cinco por cento do total da jornada (...)” As horas atividades</p><p>devem corresponder a trabalho individual e coletivo dos professores. Sua provisão possibilita</p><p>desenvolver programas de educação continuada e elaborar e executar o projeto pedagógico</p><p>nas escolas, com a participação dos docentes.</p><p>Além do direito de salário e jornada de trabalho adequado, a Constituição Federal es-</p><p>tende aos servidores públicos licenças asseguradas aos demais trabalhadores, como a li-</p><p>cença própria do serviço público, como a licença prêmio, a licença para tratar de interesses</p><p>particulares e para acompanhar cônjuge. DEVERES: Exercer com zelo e dedicação as atri-</p><p>buições do cargo; observar as normas legais e regulamentos; cumprir as ordens superiores,</p><p>exceto quando manifestamente ilegais; atender com presteza o público em geral; levar ao</p><p>conhecimento da autoridade superior irregularidade de que tiver conhecimento em razão do</p><p>cargo que ocupa e zelar pela economia do material e pela conservação do patrimônio pú-</p><p>blico. ALGUMAS PROIBIÇÕES AOS SERVIDORES PÚBLICO. Ausentar-se do serviço du-</p><p>rante o expediente, sem previa autorização do chefe; atribuir a outro servidor o desempenho</p><p>de função estranha a seu cargo, exceto em situações de emergência e transitórias; coagir ou</p><p>aliciar subordinados para filiação sindical ou partidária; receber propina, comissão, presente</p><p>ou qualquer vantagem pela abstenção ou prática regular de suas atribuições; utilizar pessoal</p><p>Direitos E Deveres Do Funcionário Público</p><p>4</p><p>ou recursos matérias da repartição em serviço ou atividades particulares; atribuir a uma pes-</p><p>soa estranha à repartição o desempenho de função de sua responsabilidade ou de seu su-</p><p>bordinado, entre outras. Neste parágrafo vamos falar de direito de petição. A legislação asse-</p><p>gura ao servidor público, pessoalmente ou por representante legal, o direito de requere aos</p><p>poderes públicos, em defesa de direito ou interesse legítimo, contra ilegalidade ou abuso de</p><p>poder. O requerimento deve ser encaminhado á autoridade competente.</p><p>Cabem pedidos de reconsideração da primeira decisão e recurso do indeferimento do</p><p>pedido de reconsideração e dos sucessivos recursos, encaminhados em escala ascendentes</p><p>ás demais autoridades. Esses documentos devem ser encaminhados por intermédio da auto-</p><p>ridade a qual o servidor estiver imediatamente subordinado. A legislação dispõe também so-</p><p>bre prazos para encaminhamento do pedido de reconsideração ou de recurso e sobre os</p><p>prazos de prescrição. Lembrando sempre que independentemente desses prazos, a adminis-</p><p>tração pública deve a qualquer tempo rever seus atos, quando ilegais.</p><p>O direito de petição na esfera administrativa não elimina o direito de propor ação judicial</p><p>sobre a mesma decisão administrativa questionada, sendo a ação judicial interposta á autori-</p><p>dade responsável por tal decisão. O direito de petição aos poderes públicos, independente-</p><p>mente de pagamento de qualquer taxa, em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso</p><p>de poder é um dos direitos fundamentais assegurado pela Constituição Federal (artigo 5º, in-</p><p>ciso XXXIV, letra a). Qualquer pessoa, física ou jurídica, tem o direito de petição expedido ao</p><p>Poder Público, e em nenhuma hipótese, a administração poderá se negar a protocolar, enca-</p><p>minhar ou apreciar a petição, sob pena de responsabilidade do agente. Da mesma forma,</p><p>constitui direito de qualquer cidadão obter dos poderes públicos, certidão para defesa de di-</p><p>reitos e esclarecimentos de situações (CF artigo 5º. Inciso XXXIV, letra b). Os pedidos de</p><p>certidão devem ser atendidos sob pena de responsabilidade da autoridade ou do servidor</p><p>que retardar a sua expedição.</p><p>Lei do processo administrativo</p><p>A Lei n. 9.784, de 29.01.1999 que regula o processo administrativo no âmbito da Admi-</p><p>nistração Pública Federal, aplicada extensivamente no âmbito das unidades federativas (art.</p><p>24, incisos XI e XVI, CF/88), trouxe alguns conceitos aos estatutos que regem servidores pú-</p><p>blicos. Segundo dicção do art. 2o dessa legislação Federa l: “A Administração Pública</p><p>obede-</p><p>cerá, dentre outros, os princípios da legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, propor-</p><p>cionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público e</p><p>eficiência” Parágrafo único. Nos processos administrativos serão observados, entre outros,</p><p>os critérios de:</p><p>I – atuação conforme a lei e o Direito;</p><p>II – atendimento a fins de interesse geral, vedada a renúncia total ou parcial de poderes</p><p>ou competências, salvo autorização em lei;</p><p>Direitos E Deveres Do Funcionário Público</p><p>5</p><p>III – objetividade no atendimento do interesse público, vedada a promoção pessoal de</p><p>agentes ou autoridades;</p><p>IV – atuação segundo padrões éticos de probidade, decoro e boa-fé;</p><p>V – divulgação oficial dos atos administrativos, ressalvadas as hipóteses de sigilo pre-</p><p>vistas na Constituição;</p><p>VI – adequação entre meios e fins, vedada a imposição de obrigações, restrições e san-</p><p>ções em medida superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse pú-</p><p>blico;</p><p>VII – indicação dos pressupostos de fato e de direito que determinarem a decisão;</p><p>VIII – observância das formalidades essenciais à garantia dos direitos dos administra-</p><p>dos;</p><p>IX – adoção de formas simples, suficientes para propiciar adequado grau de certeza, se-</p><p>gurança e respeito aos direitos dos administrados;</p><p>X – garantia dos direitos à comunicação, à apresentação de alegações finais, à produ-</p><p>ção de provas e à interposição de recursos, nos processos de que possam resultar sanções</p><p>e nas situações de litígio;</p><p>XI – proibição de cobrança de despesas processuais, ressalvadas as previstas em lei;</p><p>XII – impulsão, de ofício, do processo administrativo, sem prejuízo da atuação dos inte-</p><p>ressados;</p><p>XIII – interpretação da norma administrativa da forma que melhor garanta o atendimento</p><p>do fim público a que se dirige, vedada aplicação retroativa de nova interpretação”. Na se-</p><p>quência: "Art. 3o. O administrado tem os seguintes direitos perante a Administração sem pre-</p><p>juízo de outros que lhe sejam assegurados:</p><p>I - ser tratado com respeito pelas autoridades e servidores, que deverão facilitar o exer-</p><p>cício de seus direitos e o cumprimento de suas obrigações;</p><p>II - ter ciência da tramitação dos processos administrativos sem que tenha a condição</p><p>de interessado, ter vista dos autos, obter cópias de documentos neles contidos e conhecer</p><p>as decisões proferidas;</p><p>III - formular alegações e apresentar documentos antes da decisão, os quais serão ob-</p><p>jeto de consideração pelo órgão competente;</p><p>IV - fazer-se assistir, facultativamente, por advogado, salvo quando obrigatória a repre-</p><p>sentação, por força de lei. A sobredita legislação prevê em seu art. 4o. os deveres do servi-</p><p>dor público: “São deveres do administrado perante a Administração, sem prejuízo de outros</p><p>previstos em ato normativo:</p><p>Direitos E Deveres Do Funcionário Público</p><p>6</p><p>I - expor os fatos conforme a verdade;</p><p>II - proceder com lealdade, urbanidade e boa-fé;</p><p>III - não agir de modo temerário;</p><p>IV - prestar as informações que lhe forem solicitadas e colaborar para o esclarecimento</p><p>dos fatos".</p><p>Lei Orgânica do Município de Manacapuru</p><p>Página 1 de 107</p><p>LEI ORGÂNICA DO</p><p>MUNICÍPIO DE MANACAPURU</p><p>Lei Orgânica do Município de Manacapuru,</p><p>reformada pela Lei Municipal nº 238, de 02 de</p><p>dezembro de 2013.</p><p>Dezembro – 2022</p><p>Manacapuru - AM</p><p>Lei Orgânica do Município de Manacapuru – Julho 2021</p><p>Página 2 de 107</p><p>ÍNDICE</p><p>APRESENTAÇÃO .............................................................................................................................................. 5</p><p>PREÂMBULO ................................................................................................................................................... 6</p><p>TÍTULO I ............................................................................................................................................................................ 7</p><p>DAS DISPOSIÇÕES FUNDAMENTAIS .................................................................................................................................. 7</p><p>TÍTULO II ........................................................................................................................................................................... 9</p><p>DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS DOS MUNÍCIPES ............................................................................. 9</p><p>TÍTULO III ........................................................................................................................................................................ 10</p><p>DA COMPETÊNCIA DO MUNICÍPIO .................................................................................................................................. 10</p><p>Seção Única - Das Vedações ........................................................................................................................................... 11</p><p>TÍTULO IV ....................................................................................................................................................................... 12</p><p>DAS COMPETÊNCIAS DO MUNICÍPIO CONCORRENTEMENTE COM A UNIÃO E O ESTADO ............................................... 12</p><p>TÍTULO V ........................................................................................................................................................................ 12</p><p>DO GOVERNO MUNICIPAL .............................................................................................................................................. 12</p><p>CAPÍTULO I - DOS PODERES MUNICIPAIS ........................................................................................................................ 12</p><p>CAPÍTULO II - DO PODER LEGISLATIVO ............................................................................................................................ 13</p><p>Seção I - Do Mandato, da Instalação da Sessão, da Posse dos Vereadores e da Convocação Extraordinária.................... 13</p><p>Seção II - Da Câmara Municipal ...................................................................................................................................... 15</p><p>Seção III - Das Atribuições da Câmara Municipal ............................................................................................................. 16</p><p>Seção IV - Das Atribuições da Câmara com Sanção do Prefeito ....................................................................................... 16</p><p>Seção V - Dos Atos Exclusivos da Câmara ........................................................................................................................ 17</p><p>Seção VI - Da Eleição da Mesa Diretora .......................................................................................................................... 19</p><p>Seção VII - Das Atribuições da Mesa da Câmara .............................................................................................................. 20</p><p>Seção VIII - Da Competência do Presidente .................................................................................................................... 20</p><p>Seção IX - Das Comissões ................................................................................................................................................ 21</p><p>Seção X - Das Reuniões ................................................................................................................................................... 22</p><p>Seção XI - Dos Vereadores .............................................................................................................................................. 22</p><p>Seção XII - Da Licença dos Vereadores ............................................................................................................................ 23</p><p>Seção XIII - Da Convocação</p><p>do Suplente ......................................................................................................................... 24</p><p>Seção XIV - Da Incompatibilidade ................................................................................................................................... 24</p><p>Seção XV - Da Perda do Mandato ................................................................................................................................... 25</p><p>Seção XVI - Do Processo Legislativo ................................................................................................................................ 26</p><p>Subseção I - Das Disposições Gerais ................................................................................................................................ 26</p><p>Subseção II - Das Emendas à Lei Orgânica ....................................................................................................................... 26</p><p>Subseção III - Das Leis ..................................................................................................................................................... 27</p><p>Subseção IV - Das Leis Exclusiva do Prefeito ................................................................................................................... 27</p><p>Subseção V - Das Leis Exclusiva da Câmara Municipal ..................................................................................................... 28</p><p>Subseção VI - Das Leis Populares .................................................................................................................................... 28</p><p>Subseção VII - Das Leis Complementares ........................................................................................................................ 29</p><p>Subseção VIII - Das Leis Ordinárias.................................................................................................................................. 30</p><p>Subseção IX - Da Urgência, do Prazo, da Tramitação e do Veto. ...................................................................................... 30</p><p>Subseção X - Dos Decretos Legislativos e das Atribuições ............................................................................................... 31</p><p>Subseção XI - Das Resoluções e suas Atribuições ............................................................................................................ 32</p><p>Subseção XII – Das Leis Delegadas .................................................................................................................................. 32</p><p>Seção XVII - Das Deliberações ......................................................................................................................................... 32</p><p>CAPÍTULO III - DO PODER EXECUTIVO ............................................................................................................................. 33</p><p>Seção I - Do Prefeito e do Vice-Prefeito .......................................................................................................................... 33</p><p>Subseção I - Da Perda do Mandato do Prefeito e do Vice-Prefeito .................................................................................. 33</p><p>Subseção II - Do Mandato e da Inelegibilidade do Prefeito e do Vice-Prefeito ................................................................ 34</p><p>Subseção III - Das Obrigações e Deveres do Vice-Prefeito ............................................................................................... 34</p><p>Subseção IV - Dos Impedimentos do Prefeito e do Vice-Prefeito .................................................................................... 35</p><p>Subseção V - Da Licença do Prefeito e do Vice-Prefeito .................................................................................................. 35</p><p>Subseção VI - Da Remuneração dos Agentes Políticos .................................................................................................... 36</p><p>Subseção VII - Da Extinção e da Cassação do Mandato do Prefeito e Vice-Prefeito ......................................................... 38</p><p>Seção II - Das Atribuições do Prefeito ............................................................................................................................. 38</p><p>Lei Orgânica do Município de Manacapuru – Julho 2021</p><p>Página 3 de 107</p><p>Subseção I - Dos Crimes de Responsabilidade do Prefeito ou seu Substituto Legal ......................................................... 39</p><p>CAPÍTULO IV - DA TRANSIÇÃO ADMINISTRATIVA ............................................................................................................ 40</p><p>CAPÍTULO V – DOS SECRETÁRIOS MUNICIPAIS E PRESIDENTES DAS ENTIDADES DA ADMINISTRAÇÃO INDIRETA ............ 41</p><p>Seção I - Das Competências, dos Direitos, dos Deveres dos Secretários Municipais. ....................................................... 42</p><p>Seção II - Da Responsabilidade dos secretários e dos presidentes das entidades da administração indireta ................... 43</p><p>CAPÍTULO VI - DA ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL ............................................................................................................. 44</p><p>CAPÍTULO VII - DA PUBLICAÇÃO DAS LEIS E ATOS ADMINISTRATIVOS ............................................................................. 46</p><p>Seção Única - Acesso à Informação ................................................................................................................................. 46</p><p>CAPÍTULO VIII - DAS OBRAS E SERVIÇOS MUNICIPAIS ..................................................................................................... 47</p><p>CAPÍTULO IX - DOS BENS MUNICIPAIS ............................................................................................................................ 48</p><p>Seção Única - Da Administração dos Bens ...................................................................................................................... 49</p><p>CAPÍTULO X - DOS SERVIDORES PÚBLICOS ...................................................................................................................... 51</p><p>Seção I - Disposições Gerais ............................................................................................................................................ 51</p><p>Seção II - Da Assistência Social ........................................................................................................................................ 58</p><p>Seção III - Da Previdência Social ...................................................................................................................................... 59</p><p>TÍTULO VI ....................................................................................................................................................................... 60</p><p>DOS TRIBUTOS MUNICIPAIS ........................................................................................................................................... 60</p><p>Seção I - Disposições Gerais ............................................................................................................................................ 60</p><p>Seção II - Das Limitações do Poder Tributário ................................................................................................................. 61</p><p>Seção III - Dos Impostos do Município ............................................................................................................................ 62</p><p>Seção IV - Da Participação nas Receitas da União e do Estado ........................................................................................ 63</p><p>CAPÍTULO I - DA REMUNERAÇÃO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS............................................................................................ 64</p><p>CAPÍTULO II - DAS FINANÇAS PÚBLICAS ..........................................................................................................................</p><p>64</p><p>Seção I - Normas Gerais .................................................................................................................................................. 64</p><p>Seção II - Dos Orçamentos .............................................................................................................................................. 65</p><p>Seção III - Das Vedações Orçamentárias ......................................................................................................................... 68</p><p>Seção IV - Das Emendas aos Projetos Orçamentários...................................................................................................... 69</p><p>Seção V - Da Execução Orçamentária.............................................................................................................................. 71</p><p>Seção VI - Da Contabilidade Municipal............................................................................................................................ 72</p><p>Seção VII - Das Contas Municipais................................................................................................................................... 72</p><p>Seção VIII - Do Controle Interno ..................................................................................................................................... 73</p><p>Seção IX - Da Ordem Econômica e Social ........................................................................................................................ 73</p><p>TÍTULO VII ...................................................................................................................................................................... 74</p><p>DA COOPERAÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES NO PLANEJAMENTO MUNICIPAL .......................................................................... 74</p><p>TÍTULO VIII ..................................................................................................................................................................... 74</p><p>DA POLÍTICA URBANA ..................................................................................................................................................... 74</p><p>Seção I - Das Disposições Gerais ..................................................................................................................................... 74</p><p>Seção II - Do Planejamento Urbano ................................................................................................................................ 75</p><p>TÍTULO IX ........................................................................................................................................................................ 75</p><p>DO TRANSPORTE E DAS POLÍTICAS ESSENCIAIS E BÁSICAS À COLETIVIDADE ................................................................... 75</p><p>Seção I - Dos Transportes ............................................................................................................................................... 75</p><p>Seção II - Do Meio Ambiente .......................................................................................................................................... 80</p><p>Seção III - Do Turismo ..................................................................................................................................................... 81</p><p>Seção IV - Da Pesca e da Parte Fundiária ........................................................................................................................ 82</p><p>Seção V - Da População Ribeirinha e do Povo da Floresta ............................................................................................... 83</p><p>Seção VI - Do Abastecimento e da Produção .................................................................................................................. 83</p><p>Seção VII - Da Habitação ................................................................................................................................................. 85</p><p>Seção VIII - Da Segurança ............................................................................................................................................... 85</p><p>Subseção I - Disposições Gerais ...................................................................................................................................... 85</p><p>Subseção II - Da Guarda Municipal, do Corpo de Salva-Vidas e da Brigada Permanente de Defesa do Meio-Ambiente ... 86</p><p>Subseção III - Do Conselho Tutelar .................................................................................................................................. 87</p><p>Seção IX - Da Consulta Popular ....................................................................................................................................... 88</p><p>Seção X - Da Defesa do Consumidor ............................................................................................................................... 88</p><p>Seção XI - Da Assistência Social aos Idosos, Deficientes, Adolescentes, Crianças e outros ............................................... 89</p><p>Seção XII - Do Desporto e do Lazer ................................................................................................................................. 90</p><p>Seção XIII - Da Saúde ...................................................................................................................................................... 91</p><p>Seção XIV - Da Função Social .......................................................................................................................................... 93</p><p>Seção XV - Da Educação .................................................................................................................................................. 93</p><p>Lei Orgânica do Município de Manacapuru – Julho 2021</p><p>Página 4 de 107</p><p>Seção XVI - Da Cultura .................................................................................................................................................... 97</p><p>Seção XVII - Das Comunidades Rurais ............................................................................................................................. 99</p><p>Seção XVIII - Dos Distritos ............................................................................................................................................... 99</p><p>Seção XIX - Das Feiras e Mercados .................................................................................................................................. 99</p><p>Seção XX - Da Criação de Núcleo ...................................................................................................................................100</p><p>Seção XXI - Da Limpeza Pública, Coleta, Destinação e Tratamento do Lixo .....................................................................100</p><p>Seção XXII - Do Comércio Ambulante.............................................................................................................................102</p><p>Seção XXIII - Dos Incentivos Fiscais e Extra fiscais ..........................................................................................................103</p><p>TÍTULO X........................................................................................................................................................................103</p><p>DAS DISPOSIÇÕES GERAIS ..............................................................................................................................................103</p><p>Seção I - Do Feriado Municipal e Aniversário da Cidade .................................................................................................103</p><p>Seção II - Das Microempresas ........................................................................................................................................104</p><p>TÍTULO XI .......................................................................................................................................................................104</p><p>b) Não se esqueça de que aonde você estiver, eu estarei com você.</p><p>c) O mundo onde você vive é mais do que especial, é fantasioso.</p><p>d) Levarei o dinheiro aonde você quiser, mas só quando eu puder.</p><p>e) Na cidade onde moro, não tenho segurança para ir aonde quero.</p><p>Resolução</p><p>Alternativa “b”. Nesse período, o verbo “estar” não exige preposição. Portanto, o correto, segundo</p><p>a norma-padrão, é “onde você estiver”, ou seja, o lugar em que “você estiver”."</p><p>a) Apenas a proposição I está correta.</p><p>b) Apenas a proposição II está correta.</p><p>c) Apenas a proposição III está correta.</p><p>d) Estão corretas as proposições I e II.</p><p>e) Estão corretas as proposições I e III.</p><p>Resolução:</p><p>Alternativa correta: letra D</p><p>A proposição I apresenta uma conotação de proximidade. Isso justifica o uso da expressão “a cerca</p><p>de”.</p><p>A proposição II apresenta o significado “conversar sobre algo”, por isso “acerca de” é a proposição</p><p>correta.</p><p>A proposição III está incorreta, uma vez que referencia tempo passado. Assim, “há cerca de” seria</p><p>a opção correta.</p><p>Ortografia 2.0</p><p>11</p><p>2. (FGV-SP) Assinale a alternativa em que as formas mal ou mau estão utilizadas de acordo com a</p><p>norma culta:</p><p>a) Mau agradecidas, as juízas se postaram diante do procurador, a exigir recompensas.</p><p>b) Seu mal humor ultrapassa os limites do suportável.</p><p>c) Mal chegou a dizer isso, e tomou um sopapo que o lançou longe.</p><p>d) As respostas estavam mau dispostas sobre a mesa, de forma que ninguém sabia a sequência</p><p>correta.</p><p>e) Então, mau ajeitada, desceu triste para o salão, sem perceber que alguém a observava.</p><p>Alternativa c: Mal chegou a dizer isso, e tomou um sopapo que o lançou longe.</p><p>A ou há</p><p>1 – Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas:</p><p>Explicamos ___ ela que não seria possível ___ devolução hoje, pois fecharíamos dali ___ cinco</p><p>minutos. Mas vamos avisar que ___ possibilidade de devolução amanhã.</p><p>a) a; a; há; há.</p><p>b) há; a; a; a.</p><p>c) a; a; há; a.</p><p>d) a; a; a; há.</p><p>2 – Assinale a alternativa que apresenta uso correto do termo “há” de acordo com a norma-padrão</p><p>da língua portuguesa:</p><p>a) Há tempos que queria fazer isso.</p><p>b) Demos presentes há várias crianças.</p><p>c) Esperava há entrega por muito tempo.</p><p>d) Há dez horas atrás, ocorreu um acidente.</p><p>Ortografia 2.0</p><p>12</p><p>Respostas</p><p>1 – d)</p><p>Explicamos a ela = preposição</p><p>Não seria possível a devolução = artigo</p><p>Dali a cinco minutos = preposição, tempo futuro</p><p>Avisar que há possibilidade = verbo haver no presente do indicativo</p><p>2 – a)</p><p>No item b), o correto seria a, pois trata-se de preposição.</p><p>No item c), o correto seria a, pois trata-se de artigo.</p><p>No item d), o correto de fato é há, porém, a construção “há ... atrás” não está de acordo com a</p><p>norma-padrão da língua portuguesa."</p><p>Pontuação</p><p>Pontuação</p><p>1MÉRITO</p><p>Apostilas</p><p>Pontuação</p><p>Sinais de pontuação são recursos prosódicos¹ que conferem às orações ritmo,</p><p>entoação e pausa, bem como indicam limites sintáticos e unidades de sentido. Na</p><p>escrita, substituem, em parte, o papel desempenhado pelos gestos na fala,</p><p>garantindo coesão, coerência e boa compreensão da informação transmitida.</p><p>Prosódia é a parte da linguística que estuda a entonação, o ritmo, o acento</p><p>(intensidade, altura, duração) da linguagem falada e demais atributos correlatos na</p><p>fala.</p><p>Ponto (.)</p><p>O ponto pode ser utilizado para:</p><p>a) Indicar o final de uma frase declarativa:</p><p>Acho que Pedro está gostando de você.</p><p>b) Separar períodos:</p><p>Ela vai estudar mais tempo. Ainda é cedo.</p><p>c) Abreviar palavras:</p><p>V. Ex.ª (Vossa excelência)</p><p>Dois-pontos (:)</p><p>Deve ser utilizado com as seguintes finalidades:</p><p>a) Iniciar fala de personagens:</p><p>Ela gritou:</p><p>– Vá embora!</p><p>2</p><p>Pontuação</p><p>b) Anteceder apostos ou orações apositivas, enumerações ou sequência de</p><p>palavras que explicam e/ou resumem ideias anteriores.</p><p>Esse é o problema dessa geração: tem liberdade, mas não tem responsabilidade.</p><p>Anote meu número de telefone: 1233820847.</p><p>c) Anteceder citação direta:</p><p>É como disse Platão: “De todos os animais selvagens, o homem jovem é o mais</p><p>difícil de domar.”</p><p>Reticências (...)</p><p>Usa-se para:</p><p>a) Indicar dúvidas ou hesitação:</p><p>Sabe... preciso confessar uma coisa: naquela viagem gastei todas as minhas</p><p>economias.</p><p>b) Interromper uma frase incompleta sintaticamente:</p><p>Talvez se você pedisse com jeitinho...</p><p>c) Concluir uma frase gramaticalmente incompleta com a intenção de estender a</p><p>reflexão:</p><p>Roubos, pessoas sem ter onde morar, escândalos ligados à corrupção... assim</p><p>caminha a humanidade.</p><p>d) Suprimir palavras em uma transcrição:</p><p>“O Cristo não pediu muita coisa. (...) Ele só pediu que nos amássemos uns aos</p><p>outros.” (Chico Xavier)</p><p>3</p><p>Pontuação</p><p>Parênteses ( )</p><p>Os parênteses são usados para:</p><p>a) Isolar palavras, frases intercaladas de caráter explicativo, datas e, também,</p><p>podem substituir a vírgula ou o travessão:</p><p>Rosa Luxemburgo nasceu em Zamosc (1871).</p><p>Numa linda tarde primaveril (meu caçula era um bebê nessa época), ele veio nos</p><p>visitar pela última vez.</p><p>Ponto de exclamação (!)</p><p>Em que situações utilizar:</p><p>a) Após vocativo:</p><p>Juliana, bom dia!</p><p>b) Final de frases imperativas:</p><p>Fuja!</p><p>c) Após interjeição:</p><p>Ufa! Graças a Deus!</p><p>d) Após palavras ou frases de caráter emotivo, expressivo:</p><p>Que lástima!</p><p>Ponto de interrogação (?)</p><p>Quando utilizar:</p><p>a) Em perguntas diretas:</p><p>Quando você chegou?</p><p>4</p><p>Pontuação</p><p>b) Às vezes, pode ser utilizada junto com o ponto de exclamação para enfatizar o</p><p>enunciado:</p><p>Não acredito, é sério?!</p><p>Vírgula (,)</p><p>Esse é o sinal de pontuação que exerce o maior número de funções, por isso</p><p>aparece em várias situações. A vírgula marca pausas no enunciado, indicando que</p><p>os termos por ela separados não formam uma unidade sintática, apesar de estarem</p><p>na mesma oração.</p><p>Situações em que se deve utilizar vírgula.</p><p>a) Separar o vocativo:</p><p>Marília, vá à padaria comprar pães para o lanche.</p><p>b) Separar apostos:</p><p>Camila, minha filha caçula, presenteou-me com este relógio.</p><p>c) Separar o adjunto adverbial antecipado ou intercalado:</p><p>Os políticos, muitas vezes, visam somente os próprios interesses.</p><p>d) Separar elementos de uma enumeração:</p><p>Meus bolos prediletos são os de chocolate, coco, doce de leite e nata com</p><p>morangos.</p><p>e) Isolar expressões explicativas:</p><p>Faça um bolo de chocolate, ou melhor, de chocolate e morangos.</p><p>f) Separar conjunções intercaladas:</p><p>Os deputados não explicaram, porém, o porquê de tantas faltas.</p><p>g) Separar o complemento pleonástico antecipado:</p><p>Havia no rosto dela ódio, uma ira, uma raiva que não possuía justificativa.</p><p>5</p><p>Pontuação</p><p>h) Isolar o nome do lugar na indicação de datas:</p><p>São Paulo, 10 de Dezembro de 2016.</p><p>i) Separar termos coordenados assindéticos:</p><p>Vim, vi, venci. (Júlio César)</p><p>j) Marcar a omissão de um termo:</p><p>Maria gosta de praticar esportes, e eu, de comer. (omissão do verbo gostar)</p><p>Antes da conjunção, como nos casos abaixo:</p><p>k) Quando as orações coordenadas possuem sujeitos diferentes:</p><p>Os políticos estão cada vez mais ricos, e seus eleitores, cada vez mais pobres.</p><p>l) Quando a conjunção “e” repete-se com o objetivo de enfatizar alguma ideia</p><p>(polissíndeto):</p><p>Eu alerto, e brigo, e repito, e faço de tudo para ela perceber que está errada,</p><p>porém nunca me escuta.</p><p>m) Utilizamos a vírgula quando a conjunção “e” assume valores distintos que não</p><p>retratam sentido de adição (adversidade, consequência, por):</p><p>Teve febre a noite toda, e ainda está muito fraca.</p><p>Entre orações:</p><p>n) Para separar as orações subordinadas adjetivas explicativas:</p><p>Amélia, que não se parece em nada com a Amélia da canção, não suportou seu</p><p>jeito grosseiro e mandão.</p><p>o) Para separar as orações coordenadas sindéticas e assindéticas, com exceção das</p><p>orações iniciadas pela conjunção “e”:</p><p>Pediu muito, mas não conseguiu convencer-lhe.</p><p>6</p><p>Pontuação</p><p>p) Para separar orações subordinadas adverbiais (desenvolvidas ou reduzidas),</p><p>principalmente se estiverem antepostas à oração principal:</p><p>A casa, tão cara que ela desistiu da compra, hoje está entregue</p><p>DAS DISPOSIÇÕES ESPECIAIS..........................................................................................................................................104</p><p>TÍTULO XII ......................................................................................................................................................................104</p><p>DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS ..................................................................................................................................104</p><p>HISTÓRICO DA LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DE MANACAPURU – LOMAN ..................................................................107</p><p>Lei Orgânica do Município de Manacapuru – Julho 2021</p><p>Página 5 de 107</p><p>APRESENTAÇÃO</p><p>Podemos considerar que as cidades vieram, no Brasil, antes dos Estados e da própria República Federativa.</p><p>Nasceram no antigo Império, e, à medida que o tempo passava, ganharam espaço político, social e cultural, e se</p><p>tornaram os municípios, as células mais importantes da República, uma condição que perdura até hoje.</p><p>Junto com os municípios, surgiram as Câmaras Municipais, inicialmente apenas com a competência para</p><p>organizar seus serviços administrativos, sem poderes, portanto, para se organizarem politicamente.</p><p>A Constituição de 1988, que tirou dos Estados o poder da organização política, reverteu essa situação</p><p>meramente administrativa, concedendo aos municípios o poder da auto-organização política, com o surgimento</p><p>da Lei Orgânica, que é, na verdade, a Constituição Municipal, consagrada no art. 29 da nossa Carta Magna.</p><p>É a Lei Orgânica, portanto, quem rege o funcionamento, a vida, do município, daí o esforço desmedido</p><p>desta Câmara Municipal, quando incumbida de atualizar a Lei Orgânica de Manacapuru, no sentido de mobilizar a</p><p>população, realizando diversas audiências, dentro e fora do recinto do Poder, para auscultar o povo, saber de</p><p>suas aspirações e trazer para a nossa Constituição Municipal a vontade soberana do povo.</p><p>O poder, dessa forma, emana do povo, e em seu nome deve ser exercido, como nos assegura a mais lídima</p><p>interpretação. E podemos verificar que a nossa Lei Orgânica, graças à participação decisiva da população</p><p>manacapuruense, mudou consideravelmente, estruturando-se de uma forma adequada e cristalina, numa</p><p>demonstração democrática que mereceu o reconhecimento, e os aplausos, de todos nós.</p><p>A população, através de emendas apresentadas, por meio de intervenções em audiência, e via sugestões</p><p>ainda, consagrou a Lei Orgânica de Manacapuru de acordo com a competência municipal mais apurada, em</p><p>conformidade com os interesses locais, inclusive os voltados para o futuro, compatível com as necessidades, as</p><p>aspirações e a decisão popular.</p><p>Importantes alterações foram efetuadas, legítimas adequações foram feitas, graças a um processo</p><p>trabalhoso e solene, deixando claro a identificação de que o povo de Manacapuru sabe que o município precisa</p><p>crescer não apenas geograficamente, mas com o objetivo principal de estabelecer um município voltado para o</p><p>bem estar de sua população, o caminho para a certeza de um futuro mais promissor, caracterizado pela união,</p><p>fraternidade e bons propósitos sociais.</p><p>A nova versão da Lei Orgânica, que tenho a honra de entregar, agora, ao povo de Manacapuru traz consigo</p><p>a lição de que a vontade popular é essencial para o processo legislativo, e, já que os Senhores Vereadores, e</p><p>Vereadoras, são, sempre, os representantes desse povo, é fundamental para que os interesses públicos sejam</p><p>respeitados, consagrar a união entre estes e a população como uma responsabilidade comum de vigiar, com o</p><p>objetivo de que a nossa Constituição merece, e deve, ser respeitada, até mesmo porque assegura uma vida</p><p>melhor para todos os habitantes.</p><p>A esta Câmara coube a voz para mobilizar o povo, à população de Manacapuru, o brado em defesa de seus</p><p>mais legítimos interesses; dessa união surgiu, assim, uma Lei Orgânica atualizada, em sintonia perfeita com a</p><p>legislação estadual e federal, especialmente à nossa Constituição da República, inteiramente voltada para o</p><p>futuro, para o bem estar de todos e para o legítimo estado democrático.</p><p>Como o Município não é apenas a Câmara Municipal, nem a Prefeitura, é preciso que fique claro que o</p><p>Município, na verdade, somos todos nós, o coletivo de povo, no pleno exercício de seus deveres e direitos.</p><p>Esta é a Lei Orgânica que entrego, nessa oportunidade, com muito orgulho, à população de Manacapuru,</p><p>com os respeitos da Câmara Municipal, e, naturalmente, com as bênçãos de Deus.</p><p>Presidente da Câmara Municipal</p><p>Manacapuru, 02 de dezembro de 2013.</p><p>Lei Orgânica do Município de Manacapuru – Julho 2021</p><p>Página 6 de 107</p><p>PREÂMBULO</p><p>Nós, representantes do povo de Manacapuru, eleitos por sua vontade soberana, investidos de poderes especiais,</p><p>conscientes da necessidade de assegurar a completa organização democrática da sociedade com respeito à</p><p>autonomia municipal, à ordem jurídica, à justiça social, à liberdade e a ampla participação popular, fundados nos</p><p>princípios históricos e culturais desta cidade, promulgamos, sob a égide da justiça e a suprema proteção de Deus,</p><p>a Lei Orgânica do Município de Manacapuru.</p><p>Lei Orgânica do Município de Manacapuru – Julho 2021</p><p>Página 7 de 107</p><p>TÍTULO I</p><p>DAS DISPOSIÇÕES FUNDAMENTAIS</p><p>Art. 1º O Município de Manacapuru, pessoa jurídica de direito público interno, é uma unidade</p><p>territorial que integra a organização político-administrativa da República Federativa do Brasil, dotada de</p><p>autonomia política, administrativa, financeira e legislativa, nos termos assegurados pela Constituição da</p><p>República, pela Constituição do Estado e por esta Lei Orgânica.</p><p>Art. 2º O Município integra a divisão administrativa do Estado do Amazonas, e os seus limites são os</p><p>definidos e reconhecidos pela tradição, documentos e leis, inadmitida a sua alteração, exceto na forma</p><p>prevista na Constituição da República e na Constituição do Estado.</p><p>§ 1º O Município de Manacapuru, constituído pelo distrito de Manacapuru, com uma área de 7.062 Km2</p><p>(Sete Mil e Sessenta e Dois Quilômetros Quadrados), tem seus limites assim definidos:</p><p>I - com o Município de Novo Airão: Começa nas cabeceiras do Igarapé Piraí, no divisor de águas Rio</p><p>Negro/Manacapuru; este divisor para nordeste até alcançar as cabeceiras do Igarapé Açu;</p><p>II - com o Município de Iranduba: Começa nas cabeceiras do Igarapé Açu, no divisor de águas Rio Negro</p><p>/Manacapuru, segue por este divisor, no sentido sudeste até o Igarapé da Anta; este Igarapé descendo</p><p>por sua linha mediana até alcançar sua jusante no lago do Acajatuba; este lago por sua linha mediana no</p><p>sentido nordeste até alcançar o Paraná que liga este com o lago do Ubim; por este Paraná até o lago do</p><p>Ubim; deste lago por uma linha até alcançar a interseção da Rodovia Am-070 com o Paraná do Ariaú;</p><p>segue pela linha mediana do Paraná do Ariaú no sentido do Rio Solimões até alcançar este; daí até a</p><p>localidade Porto Cavalcante; segue por linha atravessando o Rio Solimões até alcançar a boca do Paraná</p><p>do Manaquiri;</p><p>III - com o Município de Manaquiri: Começa na boca do Paraná do Manaquiri, na margem direita do Rio</p><p>Solimões; subindo por esta margem, até alcançar a boca do Paraná do Barroso, na parte mais Oeste da</p><p>Ilha do Barroso; desta boca por uma linha, atravessando o Paraná do Lago Grande, até alcançar este,</p><p>deste pelo lago divisor de águas Rio Solimões/Lago do Manaquiri para sudoeste até alcançar sua</p><p>interseção com as cabeceiras do Igarapé Sucuri afluente do Lago Acarituba;</p><p>IV - com o Município de Beruri: Começa nas cabeceiras do Igarapé Sucuri, no divisor de águas Rio</p><p>Solimões/Igarapé Pupunha, daí segue no sentido jusante, por sua linha mediana até o lago Acarituba,</p><p>segue uma linha no sentido Leste/Oeste até alcançar a margem direita deste lago; daí segue pelo divisor</p><p>de águas do Igarapé do Torto e o Paraná do Beruri até alcançar a confluência</p><p>às baratas.</p><p>q) Para separar as orações intercaladas:</p><p>Ficou doente, creio eu, por conta da chuva de ontem.</p><p>r) Para separar as orações substantivas antepostas à principal:</p><p>Quando me formarei, ainda não sei.</p><p>Ponto e vírgula (;)</p><p>a) Utiliza-se ponto e vírgula para separar os itens de uma sequência de outros</p><p>itens:</p><p>Para preparar o bolo vamos precisar dos seguintes ingredientes:</p><p>1 xícara de trigo;</p><p>4 ovos;</p><p>1 xícara de leite;</p><p>1 xícara de açúcar;</p><p>1 colher de fermento.</p><p>b) Utilizamos ponto e vírgula, também, para separar orações coordenadas muito</p><p>extensas ou orações coordenadas nas quais já se tenha utilizado a vírgula:</p><p>“O rosto de tez amarelenta e feições inexpressivas, numa quietude apática, era</p><p>pronunciadamente vultuoso, o que mais se acentuava no fim da vida, quando a</p><p>bronquite crônica de que sofria desde moço se foi transformando em opressora</p><p>asma cardíaca; os lábios grossos, o inferior um tanto tenso." (O Visconde de</p><p>Inhomerim - Visconde de Taunay)</p><p>7</p><p>Pontuação</p><p>Travessão (—)</p><p>O travessão deve ser utilizado para os seguintes fins:</p><p>a) Iniciar a fala de um personagem no discurso direto:</p><p>Então ela disse:</p><p>— Gostaria que fosse possível fazer a viagem antes de Outubro.</p><p>b) Indicar mudança do interlocutor nos diálogos:</p><p>— Querido, você já lavou a louça?</p><p>— Sim, já comecei a secar, inclusive.</p><p>c) Unir grupos de palavras que indicam itinerários:</p><p>O descaso do poder público com relação à rodovia Belém—Brasília é</p><p>decepcionante.</p><p>d) Substituir a vírgula em expressões ou frases explicativas:</p><p>Dizem que Elvis — o rei do rock — na verdade, detestava atuar.</p><p>Aspas (“”)</p><p>As aspas são utilizadas com os seguintes objetivos:</p><p>a) Isolar palavras ou expressões que fogem à norma culta, como gírias,</p><p>estrangeirismos, palavrões, neologismos, arcaísmos e expressões populares:</p><p>A aula do professor foi “irada”.</p><p>Ele me pediu um “feedback” da resposta do cliente.</p><p>b) Indicar uma citação direta:</p><p>“Ia viajar! Viajei. Trinta e quatro vezes, às pressas, bufando, com todo o sangue</p><p>na face, desfiz e refiz a mala.” (O prazer de viajar - Eça de Queirós)</p><p>8</p><p>Pontuação</p><p>Observação: Quando houver necessidade de utilizar aspas dentro de uma</p><p>sentença onde ela já esteja presente, usa-se a marcação simples ('), não dupla (").</p><p>Exercícios</p><p>Exercício 1</p><p>Indique qual conjunto de sinais de pontuação completa as lacunas de forma</p><p>correta.</p><p>Na realidade__ nada mais havia para fazer__ Os assuntos foram falados__ as</p><p>dúvidas foram esclarecidas__ os problemas foram evitados__ Apesar disso__ um</p><p>enorme clima de mal-estar continuava a existir__</p><p>a) vírgula, ponto final, vírgula, vírgula, ponto final, vírgula, ponto de interrogação;</p><p>b) vírgula, vírgula, ponto final, ponto final, ponto final, vírgula, ponto final;</p><p>c) vírgula, ponto final, vírgula, vírgula, ponto final, vírgula, reticências;</p><p>d) vírgula, ponto de exclamação, vírgula, vírgula, ponto final, vírgula, ponto de</p><p>exclamação.</p><p>Exercício 2</p><p>Indique a opção que apresenta erros de pontuação.</p><p>a) Você quer vir comigo ao parque?</p><p>b) Pare imediatamente com isso!</p><p>c) Quem sabe, um dia, você não aprende?</p><p>d) O estudante levava, o pão, na mochila.</p><p>9</p><p>Pontuação</p><p>Exercício 3</p><p>Assinale as hipóteses que indicam funções corretas da vírgula.</p><p>a) Separar elementos coordenados em enumerações com a mesma função</p><p>sintática.</p><p>b) Isolar o aposto e outros elementos explicativos.</p><p>c) Separar os advérbios sim e não em respostas.</p><p>d) Separar o sujeito do predicado e o objeto direto do objeto indireto.</p><p>e) Isolar orações subordinadas adjetivas explicativas.</p><p>Exercício 4</p><p>Indique os sinais de pontuação usados para…</p><p>a) Introduzir uma enumeração.</p><p>b) Indicar a suspensão ou interrupção de uma ideia ou pensamento.</p><p>c) Destacar citações e transcrições.</p><p>d) Substituir a vírgula na separação do vocativo.</p><p>e) Finalizar uma frase declarativa com sentido completo.</p><p>10</p><p>Pontuação</p><p>Gabarito</p><p>Exercício 1</p><p>Resposta: c) vírgula, ponto final, vírgula, vírgula, ponto final, vírgula, reticências.</p><p>Exercício 2</p><p>Resposta: d) O estudante levava, o pão, na mochila.</p><p>Exercício 3</p><p>Respostas:</p><p>a) Separar elementos coordenados em enumerações com a mesma função</p><p>sintática.</p><p>b) Isolar o aposto e outros elementos explicativos.</p><p>c) Separar os advérbios sim e não em respostas.</p><p>e) Isolar orações subordinadas adjetivas explicativas.</p><p>Exercício 4</p><p>Respostas:</p><p>a) dois pontos;</p><p>b) reticências;</p><p>c) aspas;</p><p>d) ponto de exclamação;</p><p>e) ponto final.</p><p>11</p><p>Acentuação gráfica</p><p>Acentuação gráfica</p><p>1MÉRITO</p><p>Apostilas</p><p>Acentuação gráfica</p><p>O acento gráfico é um sinal de escrita. A acentuação gráfica consiste na colocação</p><p>de acento ortográfico para indicar a pronúncia de uma vogal ou marcar a sílaba</p><p>tônica de uma palavra. Os acentos gráficos da língua portuguesa são:</p><p>Acento agudo (´)</p><p>Esse sinal, inclinado para a direita (´), indica que a tônica tem som aberto e recebe</p><p>o nome de acento agudo.</p><p>Acento grave (`)</p><p>O acento grave, inclinado para a esquerda (`), possui outra função, que é assinalar</p><p>uma fusão, a crase.</p><p>Acento circunflexo (^)</p><p>Se a sílaba tônica é fechada, temos o acento circunflexo (^): avô.</p><p>O acento gráfico não deve ser confundido com o acento tônico. O acento tônico</p><p>tem maior intensidade de voz apresentada por uma sílaba quando pronunciamos</p><p>determinadas palavras:</p><p>calor - a sílaba lor é a de maior intensidade.</p><p>faceiro - a sílaba cei é a de maior intensidade.</p><p>sólido - a sílaba só é a de maior intensidade.</p><p>Acentuação das palavras oxítonas</p><p>As palavras oxítonas são aquelas em que a última sílaba é tônica (mais forte). Elas</p><p>podem ser acentuadas com o acento agudo e com o acento circunflexo.</p><p>Oxítonas que recebem acento agudo</p><p>Regras de acentuação gráfica Exemplos de palavras com acento</p><p>Recebem acento agudo as palavras oxítonas está, estás, já, olá; até, é, és, olé,</p><p>2</p><p>Acentuação gráfica</p><p>Regras de acentuação gráfica Exemplos de palavras com acento</p><p>terminadas em vogais tônicas abertas -a, -e</p><p>ou -o seguidas ou não de -s.</p><p>pontapé(s); vó(s), dominó(s),</p><p>paletó(s), só(s)</p><p>No caso de palavras derivadas do francês e</p><p>terminadas com a vogal -e, são admitidos</p><p>tanto o acento agudo quanto o circunflexo.</p><p>bebé ou bebê; bidé ou bidê; canapé</p><p>ou canapê; croché ou crochê;</p><p>matiné ou matinê</p><p>Quando conjugadas com os pronomes -lo(s)</p><p>ou -la(s) terminando com a vogal tônica</p><p>aberta -a após a perda do -r, -s, ou -z.</p><p>adorá-lo (de adorar + lo) ou adorá-</p><p>los (de adorar + los); fá-lo (de faz +</p><p>lo) ou fá-los (de faz + los)</p><p>dá-la (de dar + la) ou dá-las (de dar</p><p>+ las)</p><p>Recebem acento as palavras oxítonas com</p><p>mais de uma sílaba terminadas no ditongo</p><p>nasal grafado -em e -ens.</p><p>acém, detém, deténs, entretém,</p><p>entreténs, harém, haréns, porém,</p><p>provém, provéns, também</p><p>São acentuadas as palavras oxítonas com os</p><p>ditongos abertos grafados -éu, éi ou -ói,</p><p>seguidos ou não de -s.</p><p>anéis, batéis, fiéis, papéis,</p><p>chapéu(s), ilhéu(s), véu(s); herói(s),</p><p>remói</p><p>Obs.: há exceção nas formas da terceira pessoa do plural do presente do indicativo</p><p>dos derivados de "ter" e "vir". Nesse caso, elas recebem acento circunflexo (retêm,</p><p>sustêm; advêm, provêm).</p><p>Oxítonas que recebem acento circunflexo</p><p>Regras de acentuação gráfica</p><p>Exemplos de palavras com</p><p>acento</p><p>São acentuadas as palavras oxítonas terminadas nas</p><p>vogais tônicas fechadas grafadas -e ou -o, seguidas ou</p><p>não de -s.</p><p>cortês, dê, dês (de dar), lê,</p><p>lês (de ler), português,</p><p>você(s); avô(s), pôs (de</p><p>pôr), robô(s)</p><p>As formas verbais oxítonas, quando conjugadas com</p><p>os pronomes clíticos -lo(s) ou -la(s) terminadas com as</p><p>vogais tônicas fechadas -e ou -o após a perda da</p><p>consoantes final -r, -s ou -z, são acentuadas.</p><p>detê -lo(s); fazê -la(s); vê -</p><p>la(s); compô-la(s); repô-</p><p>la(s); pô-la(s)</p><p>3</p><p>Acentuação gráfica</p><p>Obs.: usa-se, ainda, o acento circunflexo para diferenciar a forma verbal "pôr" da</p><p>preposição "por".</p><p>Acentuação das palavras paroxítonas</p><p>As palavras paroxítonas são aquelas em que a penúltima sílaba é tônica (mais</p><p>forte).</p><p>Paroxítonas que recebem acento agudo</p><p>Regras de acentuação</p><p>gráfica</p><p>Exemplos de palavras com</p><p>acento</p><p>Recebem acento agudo as paroxítonas que</p><p>apresentam, na sílaba tônica, as vogais abertas</p><p>grafadas -a, -e, -o, -i e -u e que terminam em -l, -n,</p><p>-r, -x e -s, e algumas formas do plural, que passam</p><p>a proparoxítonas.</p><p>dócil, dóceis; fóssil, fósseis;</p><p>réptil, répteis; córtex, córtices;</p><p>tórax; líquen, líquenes; ímpar,</p><p>ímpares</p><p>É admitida dupla grafia em alguns casos.*</p><p>fêmur e fémur; ónix e ônix;</p><p>pónei e pônei; ténis e tênis;</p><p>bónus e bônus; ónus e ônus;</p><p>tónus e tônus</p><p>Palavras paroxítonas que apresentam, na sílaba</p><p>tônica, as vogais abertas grafadas -a, -e, -i, -o e -u,</p><p>e que terminam em -ã, -ão, -ei, -um ou -uns são</p><p>acentuadas nas formas singular e plural das</p><p>palavras.</p><p>órfã, órfãs; órfão, órfãos; órgão,</p><p>órgãos; sótão, sótãos; jóquei,</p><p>jóqueis; fáceis, fácil; bílis, íris,</p><p>júri, oásis, álbum, fórum, húmus</p><p>e vírus</p><p>Obs.: não se acentuam graficamente os ditongos representados por -ei e -oi da</p><p>sílaba tônica das paroxítonas:</p><p>assembleia, boleia, ideia, onomatopeico, proteico, alcaloide, apoio (do verbo</p><p>apoiar), tal como apoio (substantivo), boia, heroico, jiboia, moina, paranoico, zoina.</p><p>4</p><p>Acentuação gráfica</p><p>Exemplos de palavras paroxítonas não acentuadas: enjoo, grave, homem, mesa,</p><p>Tejo, vejo, velho, voo, avanço, floresta; abençoo, angolano, brasileiro,</p><p>descobrimento, graficamente e moçambicano.</p><p>*Atenção! Quando duas formas são indicadas como válidas, embora sejam ambas</p><p>corretas, não são necessariamente recomendadas em todos os países.</p><p>Paroxítonas e o uso do acento circunflexo</p><p>Regras de acentuação gráfica</p><p>Exemplos de palavras com</p><p>acento</p><p>Palavras paroxítonas que contêm, na sílaba tônica,</p><p>as vogais fechadas com a grafia -a, -e e -o, e que</p><p>terminam em -l, -n, -r ou -x, assim como as</p><p>respetivas formas do plural, algumas das quais se</p><p>tornam proparoxítonas.</p><p>cônsul, cônsules; têxtil,</p><p>têxteis; plâncton, plânctons</p><p>Também recebem acento circunflexo as palavras</p><p>que contêm, na sílaba tônica, vogais fechadas com</p><p>a grafia -a, -e e -o, e que terminam em -ão(s), -eis ou</p><p>-us.</p><p>Estêvão, zângão,</p><p>escrevêsseis, ânus</p><p>São grafadas com acento circunflexo as formas dos</p><p>verbos "ter" e "vir", na terceira pessoa do plural do</p><p>presente do indicativo ("têm" e "vêm"). O mesmo é</p><p>aplicado algumas formas verbais derivadas.</p><p>abstêm, advêm, contêm,</p><p>convêm, desconvêm, detêm,</p><p>entretêm, intervêm, mantêm,</p><p>obtêm, provêm, sobrevêm</p><p>Não é usado o acento circunflexo nas palavras</p><p>paroxítonas que contêm um tônico oral fechado em</p><p>hiato com terminação -em, da terceira pessoa do</p><p>plural do presente do indicativo.</p><p>creem, deem, descreem,</p><p>desdeem, leem, preveem,</p><p>redeem, releem, reveem,</p><p>veem</p><p>Não é usado o acento circunflexo com objetivo de</p><p>assinalar a vogal tônica fechada na grafia das</p><p>palavras paroxítonas.</p><p>enjoo – substantivo e flexão</p><p>de enjoar</p><p>povoo – flexão de povoar</p><p>voo – substantivo e flexão de</p><p>voar</p><p>Não são usados os acentos circunflexo e agudo</p><p>para distinguir as palavras paroxítonas quando têm</p><p>a vogal tônica aberta ou fechada em palavras</p><p>homógrafas de palavras proclíticas no singular e</p><p>para – flexão de parar.</p><p>pela/pelo – preposição de</p><p>pela, quando substantivo de</p><p>pelar.</p><p>5</p><p>Acentuação gráfica</p><p>Regras de acentuação gráfica</p><p>Exemplos de palavras com</p><p>acento</p><p>plural.</p><p>pelo – substantivo de per +</p><p>lo.</p><p>polo – combinação de per +</p><p>lo e na combinação de por +</p><p>lo</p><p>Atenção! O acento circunflexo é obrigatório na palavra pôde na terceira pessoa do</p><p>singular do pretérito perfeito do indicativo. Isso acontece para distingui-la da</p><p>forma verbal correspondente do presente do indicativo: pode.</p><p>O acento circunflexo é facultativo no verbo demos, conjugado na primeira pessoa</p><p>do presente do indicativo. Isso ocorre para estabelecer distinção da forma</p><p>correspondente no pretérito perfeito do indicativo: demos.</p><p>Também é facultativo o uso de acento circunflexo no substantivo fôrma como</p><p>distinção do verbo formar na segunda pessoa do singular imperativo: forma.</p><p>Vogais tônicas</p><p>Regras de acentuação gráfica Exemplos de palavras com acento</p><p>As vogais tônicas grafadas (i) e (u) das</p><p>palavras oxítonas e paroxítonas</p><p>recebem acento quando são</p><p>antecedidas de uma vogal com a qual</p><p>não formam ditongo e desde que não</p><p>constituam sílaba com a consoante</p><p>seguinte.</p><p>Adaís – plural de Adail, aí, atraí (de atrair),</p><p>baú, caís (de cair), Esaú, jacuí, Luís, país,</p><p>alaúde, amiúde, Araújo, Ataíde, atraíam (de</p><p>atrair), atraísse (id.), baía, balaústre,</p><p>cafeína, ciúme, egoísmo, faísca, faúlha,</p><p>graúdo, influíste (de influir), juízes, Luísa,</p><p>miúdo, paraíso, raízes, recaída, ruína, saída</p><p>e sanduíche</p><p>Recebem acento agudo as vogais</p><p>tônicas grafadas com -i e -u, quando</p><p>precedidas de ditongo na posição</p><p>final ou seguidas de -s.</p><p>Piauí</p><p>teiú – teiús</p><p>tuiuiú – tuiuiús</p><p>Recebe acento agudo a vogal tônica</p><p>grafada -i das palavras oxítonas</p><p>atraí-lo(s), atraí-lo(s) –ia, possuí-la(s),</p><p>6</p><p>Acentuação gráfica</p><p>Regras de acentuação gráfica Exemplos de palavras com acento</p><p>terminadas em -r dos verbos</p><p>terminados em -air e -uir, quando</p><p>combinadas com -lo(s), -la(s)</p><p>considerando a assimilação e perda</p><p>do -r nas palavras.</p><p>possuí-la(s)-ia – de possuir-la(s)-ia</p><p>As vogais tônicas grafadas (i) e (u) das</p><p>palavras oxítonas e paroxítonas não</p><p>recebem acento quando são</p><p>antecedidas de uma vogal com a qual</p><p>não formam ditongo, e desde que não</p><p>constituam sílaba com a consoante</p><p>seguinte nos casos de -nh, -l, -m, -n, -r</p><p>e -z.</p><p>bainha, moinho, rainha, Adail, Coimbra,</p><p>ruim, ainda, constituinte, oriundo, ruins,</p><p>triunfo, atrair,influir, influirmos, juiz e raiz</p><p>Não recebem acento agudo as vogais</p><p>tônicas das palavras paroxítonas nas</p><p>formas rizotônicas de alguns verbos.</p><p>arguir, redarguir, aguar, apaniguar,</p><p>apaziguar, apropinquar, averiguar,</p><p>desaguar, enxaguar, obliquar, delinquir</p><p>Não recebem acento agudo os</p><p>ditongos tônicos grafados -iu e -ui,</p><p>quando precedidos de vogal.</p><p>distraiu; instruiu</p><p>Não é utilizado acento agudo nas</p><p>vogais tônicas grafadas em -i e -u das</p><p>palavras paroxítonas quando</p><p>precedidas de ditongo.</p><p>baiuca; boiuno; cheinho; sainha</p><p>Acentuação das palavras proparoxítonas</p><p>As palavras proparoxítonas são aquelas em que a antepenúltima sílaba é a tônica</p><p>(mais forte), sendo que todas são acentuadas.</p><p>Proparoxítonas que recebem acento agudo</p><p>Regras de acentuação gráfica</p><p>Exemplos de palavras</p><p>com acento</p><p>Recebem acento agudo as palavras proparoxítonas que</p><p>apresentam na sílaba tônica as vogais abertas grafadas</p><p>árabe, cáustico,</p><p>Cleópatra, esquálido,</p><p>7</p><p>Acentuação gráfica</p><p>Regras de acentuação gráfica</p><p>Exemplos de palavras</p><p>com acento</p><p>-a, -e, -i, -o e -u começando com ditongo oral ou vogal</p><p>aberta.</p><p>exército, hidráulico,</p><p>líquido, míope, músico,</p><p>plástico, prosélito,</p><p>público, rústico, tétrico,</p><p>último</p><p>Recebem acento agudo as palavras proparoxítonas</p><p>aparentes quando apresentam na sílaba tônica as</p><p>vogais abertas grafadas -a, -e, -i, -o e -u ou ditongo oral</p><p>começado por vogal aberta, e que terminam por</p><p>sequências vocálicas pós-tônicas praticamente</p><p>consideradas como ditongos crescentes -ea, -eo, -ia, -</p><p>ie, -io, -oa, -ua e -uo).</p><p>Álea, náusea; etéreo,</p><p>níveo; enciclopédia,</p><p>glória; barbárie, série;</p><p>lírio, prélio; mágoa,</p><p>nódoa; exígua; exíguo,</p><p>vácuo</p><p>Proparoxítonas que recebem acento circunflexo</p><p>Regras de acentuação gráfica Exemplos de palavras com acento</p><p>Recebem acento circunflexo as</p><p>palavras proparoxítonas que</p><p>apresentam na sílaba tônica vogal</p><p>fechada ou ditongo com a vogal básica</p><p>fechada e as chamadas proparoxítonas</p><p>aparentes.</p><p>anacreôntico, cânfora, cômputo,</p><p>devêramos (de dever), dinâmico, êmbolo,</p><p>excêntrico, fôssemos (de ser e ir),</p><p>Grândola, hermenêutica, lâmpada,</p><p>lôbrego, nêspera, plêiade, sôfrego,</p><p>sonâmbulo, trôpego. Amêndoa, argênteo,</p><p>côdea, Islândia, Mântua e serôdio</p><p>Recebem acento circunflexo as</p><p>palavras proparoxítonas, reais ou</p><p>aparentes, quando as vogais tônicas</p><p>são grafadas e/ou estão em final de</p><p>sílaba e são seguidas das consoantes</p><p>nasais grafadas -m ou -n obedecendo</p><p>ao timbre.</p><p>acadêmico, anatômico, cênico, cômodo,</p><p>fenômeno, gênero, topônimo,</p><p>Amazônia,</p><p>Antônio, blasfêmia, fêmea, gêmeo, gênio e</p><p>tênue</p><p>Atenção! Palavras derivadas de advérbios ou adjetivos não são acentuadas.</p><p>Avidamente - de ávido</p><p>Debilmente - de débil</p><p>8</p><p>Acentuação gráfica</p><p>Crase</p><p>A crase é usada na contração da preposição a com as formas femininas do artigo</p><p>ou pronome demonstrativo a: à (de a + a), às (de a + as).</p><p>Também é usada a crase na contração da preposição "a" com os pronomes</p><p>demonstrativos:</p><p>àquele(s)</p><p>àquela(s)</p><p>àquilo</p><p>Trema</p><p>O sinal de trema (¨) é inteiramente suprimido em palavras da língua portuguesa e</p><p>só é utilizado nas palavras derivadas de nomes próprios.</p><p>Exemplo: Müller - de mülleriano</p><p>9</p><p>Acentuação gráfica</p><p>Exercícios</p><p>Exercício 1</p><p>(IFSC) Assinale a alternativa CORRETA quanto à acentuação gráfica.</p><p>a) Aquí dá muito cajú de maio a setembro.</p><p>b) No rítmo em que andavamos, levaríamos toda a manhã para percorrer duas</p><p>léguas.</p><p>c) Para mantê-los saudáveis é melhor alimentá-los com legumes crus.</p><p>d) Joel tinha os biceps mal definidos e o tórax exagerado para alguem tão baixo.</p><p>e) O juíz condenou-o a devolver com juros aos cófres publicos todo o dinheiro</p><p>desviado.</p><p>Exercício 2</p><p>(UFPR) Assinale a alternativa em que todos os vocábulos são acentuados por</p><p>serem oxítonos:</p><p>a) paletó, avô, pajé, café, jiló</p><p>b) parabéns, vêm, hífen, saí, oásis</p><p>c) você, capilé, Paraná, lápis, régua</p><p>d) amém, amável, filó, porém, além</p><p>e) caí, aí, ímã, ipê, abricó</p><p>10</p><p>Acentuação gráfica</p><p>Exercício 3</p><p>(Cesgranrio) Aponte a única série em que pelo menos um vocábulo apresente erro</p><p>no que diz respeito à acentuação gráfica:</p><p>a) pegada - sinonímia</p><p>b) êxodo - aperfeiçoe</p><p>c) álbuns - atraí-lo</p><p>d) ritmo - itens</p><p>e) redimí-la – grátis</p><p>Exercício 4</p><p>(PUC-Campinas) Assinale a alternativa de vocábulo corretamente acentuado:</p><p>a) hífen</p><p>b) ítem</p><p>c) ítens</p><p>d) rítmo</p><p>e) n.d.a</p><p>11</p><p>Acentuação gráfica</p><p>Exercício 5</p><p>(UFF) Só numa série abaixo estão todas as palavras acentuadas corretamente.</p><p>Assinale-a:</p><p>a) rápido, séde, côrte</p><p>b) ananás, ínterim, espécime</p><p>c) corôa, vatapá, automóvel</p><p>d) cometi, pêssegozinho, viúvo</p><p>e) lápis, raínha, côr</p><p>Exercício 6</p><p>(UFSCar) Estas revistas que eles ___ , ___ artigos curtos e manchetes que todos ___ .</p><p>a) leem - tem - vêem</p><p>b) lêm - têem - vêm</p><p>c) leem - têm - veem</p><p>d) lêem - têm - vêm</p><p>e) lêm - tem - vêem</p><p>12</p><p>Acentuação gráfica</p><p>Gabarito</p><p>Exercício 1</p><p>Alternativa c: Para mantê-los saudáveis é melhor alimentá-los com legumes crus.</p><p>Mantê-los, porque é uma palavra oxítona (última sílaba é tônica: man-tê) e, de</p><p>acordo com a regra de acentuação das oxítonas, quando as palavras terminam em</p><p>vogal fechada “e” e são conjugadas com os pronomes -lo(s), la(s), como se verifica</p><p>neste caso, elas levam acento circunflexo;</p><p>Saudáveis, porque é uma palavra paroxítona (penúltima sílaba é tônica: sau-dá-</p><p>veis) e, de acordo com a regra de acentuação das paroxítonas, são acentuadas as</p><p>palavras cuja sílaba tônicas contenham vogal aberta “a” e terminem em “l” (sau-dá-</p><p>vel), sendo que o mesmo acontece quando elas passam para o plural (sau-dá-veis);</p><p>Alimentá-los, porque é uma palavra oxítona (última sílaba é tônica: a-li-men-tá) e,</p><p>de acordo com a regra de acentuação das oxítonas, quando as palavras terminam</p><p>em vogal aberta “a” e são conjugadas com os pronomes -lo(s), la(s), como se verifica</p><p>neste caso, elas levam acento agudo.</p><p>Exercício 2</p><p>Alternativa a: paletó, avô, pajé, café, jiló.</p><p>Todas as palavras acima são oxítonas, ou seja, a sílaba tônica de todas elas é a</p><p>última: pa-le-tó, a-vô, pa-jé, ca-fé, ji-ló. De acordo com as regras de acentuação das</p><p>oxítonas, recebem acento agudo as palavras oxítonas terminadas em vogais</p><p>abertas “a, e, o” (pa-le-tó, pa-jé, ca-fé, ji-ló), enquanto recebem acento circunflexo</p><p>as palavras oxítonas terminadas em vogais fechadas “e, o” (a-vô).</p><p>Exercício 3</p><p>Alternativa e: redimí-la - grátis.</p><p>Redimi-la (re-di-mi-la) não é acentuada, porque as palavras oxítonas (última sílaba</p><p>tônica) que são acentuadas quando conjugadas com os pronomes -lo(s), -la(s) são</p><p>as que terminam em vogal “a”, e neste caso, a palavra termina em “i”.</p><p>13</p><p>Acentuação gráfica</p><p>Grátis (grá-tis) está acentuada de forma correta, porque é uma palavra paroxítona</p><p>(penúltima sílaba tônica) que tem na sílaba tônica a vogal aberta “a” termina em -s.</p><p>Exercício 4</p><p>Alternativa a: hífen.</p><p>A palavra “hífen” é paroxítona, o que significa que a sua sílaba tônica é a penúltima</p><p>(hí-fen). Assim, de acordo com a regra, são acentuadas as palavras paroxítonas que</p><p>contenham na sílaba tônicas as vogais abertas “a, e, i, o, u” e terminam em “l, n, r, x,</p><p>s”. É o caso de “grátis”, que tem vogal aberta “a” e termina em “s”.</p><p>Exercício 5</p><p>Alternativa b: ananás, ínterim, espécime.</p><p>Ananás (a-na-nás), porque é uma oxítona, ou seja, palavra cuja última sílaba é</p><p>tônica. De acordo com a regra, as palavras oxítonas terminadas em vogal aberta “a,</p><p>e, o”, seguidas ou não de “s” são acentuadas, como acontece neste caso.</p><p>Ínterim (ín-te-rim) e espécime (es-pé-ci-me), porque são proparoxítonas, ou seja,</p><p>palavras cuja antepenúltima sílaba é tônica. De acordo com as regras, todas as</p><p>palavras proparoxítonas - sem exceção - são acentuadas.</p><p>Exercício 6</p><p>Alternativa c: leem - têm - veem.</p><p>Leem (le-em) e veem (ve-em) não são acentuadas porque não se usa acento</p><p>circunflexo nas palavras paroxítonas (penúltima sílaba tônica) que na sua sílaba</p><p>tônica têm um hiato fechado (encontro vocálico que se separa) e que terminem</p><p>com "em".</p><p>Têm é acentuada, porque as formas dos verbos “ter” e “vir” na terceira pessoal do</p><p>plural do presente do indicativo levam acento circunflexo.</p><p>14</p><p>Classes gramaticais</p><p>Classes gramaticais</p><p>1MÉRITO</p><p>Apostilas</p><p>Classes gramaticais</p><p>Classe gramatical</p><p>É a classificação das palavras em grupos de acordo com a sua função na lín-</p><p>gua portuguesa. Elas podem ser variáveis e invariáveis, dividindo-se da seguinte</p><p>forma:</p><p>Palavras variáveis - aquelas que variam em gênero, número e grau: subs-</p><p>tantivo, verbo, adjetivo, pronome, artigo e numeral.</p><p>Palavras invariáveis - as que não variam: preposição, conjunção, interjeição</p><p>e advérbio.</p><p>As classes de palavras ou classes gramaticais são dez: substantivo, verbo, ad-</p><p>jetivo, pronome, artigo, numeral, preposição, conjunção, interjeição e advérbio.</p><p>1. Substantivo</p><p>Substantivo é a palavra que nomeia os seres em geral, desde objetos, fenô-</p><p>menos, lugares, qualidades, ações, dentre outros, tais como: Ana, Brasil, beleza.</p><p>Exemplos de frases com substantivo:</p><p>• A Ana é super inteligente.</p><p>• O Brasil é lindo.</p><p>• A tua beleza me encanta.</p><p>Há vários tipos de substantivos: comum, próprio, concreto, abstrato, coletivo.</p><p>2. Verbo</p><p>Verbo é a palavra que indica ações, estado ou fenômeno da natureza, tais</p><p>como: sairemos, corro, chovendo.</p><p>Exemplos de frases com verbo:</p><p>• Sairemos esta noite?</p><p>• Corro todos os dias.</p><p>• Chovendo, eu não vou.</p><p>2</p><p>Classes gramaticais</p><p>Os verbos são classificados em: regulares, irregulares, defectivos e abundan-</p><p>tes.</p><p>3. Adjetivo</p><p>Adjetivo é a palavra que caracteriza, atribui qualidades aos substantivos, tais</p><p>como: feliz, superinteressante, amável.</p><p>Exemplos de frases com adjetivo:</p><p>• A criança ficou feliz.</p><p>• O artigo ficou superinteressante.</p><p>• Sempre foi amável comigo.</p><p>4. Pronome</p><p>Pronome é a palavra que substitui ou acompanha o substantivo, indicando a</p><p>relação das pessoas do discurso, tais como: eu, contigo, aquele.</p><p>Exemplos de frases com pronome:</p><p>• Eu aposto como ele vem.</p><p>• Contigo vou até a Lua.</p><p>• Aquele tipo não me sai da cabeça.</p><p>Há vários tipos de pronomes: pessoais, possessivos, demonstrativos, relati-</p><p>vos, indefinidos e interrogativos.</p><p>5. Artigo</p><p>Artigo é a palavra que antecede o substantivo, tais como: o, as, uns, uma.</p><p>Exemplos de frases com artigo:</p><p>• O menino saiu.</p><p>• As meninas saíram.</p><p>• Uns constroem, outros destroem.</p><p>• Uma chance é o que preciso.</p><p>3</p><p>Classes gramaticais</p><p>Os artigos são classificados em: definidos e indefinidos.</p><p>6. Numeral</p><p>Numeral é a palavra que indica a posição ou o número de elementos, tais</p><p>como: um, primeiro, dezenas.</p><p>Exemplos de frases com numeral:</p><p>• Um pastel, por favor!</p><p>• Primeiro as damas.</p><p>• Dezenas de pessoas estiveram presentes.</p><p>Os numerais são classificados em: cardinais, ordinais, multiplicativos, fracio-</p><p>nários e coletivos.</p><p>7. Preposição</p><p>Preposição é a palavra que liga dois elementos da oração, tais como: a, após,</p><p>para.</p><p>Exemplos de frases com preposição:</p><p>• Entreguei a carta a ele.</p><p>• As portas abrem após as 18h.</p><p>• Isto é para você.</p><p>As preposições são classificadas em: preposições essenciais e preposições</p><p>acidentais.</p><p>8. Conjunção</p><p>Conjunção é a palavra que liga dois termos ou duas orações de mesmo valor</p><p>gramatical, tais como: mas, portanto, conforme.</p><p>Exemplos de frases com conjunção:</p><p>• Vou, mas não volto.</p><p>• Portanto, não sei o que fazer.</p><p>4</p><p>Classes gramaticais</p><p>• Dançar conforme a dança.</p><p>As conjunções são classificadas em coordenativas (aditivas, adversativas, al-</p><p>ternativas, conclusivas e explicativas) e subordinativas (integrantes, causais, com-</p><p>parativas, concessivas, condicionais, conformativas, consecutivas, temporais, fi-</p><p>nais e proporcionais).</p><p>9. Interjeição</p><p>Interjeição é a palavra que exprime emoções e sentimentos, tais como: Olá!,</p><p>Viva! Psiu!.</p><p>Exemplos de frases com interjeição:</p><p>• Olá! Sou a Maria.</p><p>• Viva! Conseguimos ganhar o campeonato.</p><p>• Psiu! Não faça barulho aqui.</p><p>10. Advérbio</p><p>Advérbio é a palavra que modifica o verbo, o adjetivo ou outro advérbio, ex-</p><p>primindo circunstâncias de tempo, modo, intensidade, entre outros, tais como:</p><p>melhor, demais, ali.</p><p>Exemplos de frases com advérbio:</p><p>• O melhor resultado foi o do atleta estrangeiro.</p><p>• Não acha que trouxe folhas demais?</p><p>• O restaurante é ali.</p><p>Os advérbios são classificados em: modo, intensidade, lugar, tempo, negação,</p><p>afirmação e dúvida.</p><p>5</p><p>Classes gramaticais</p><p>Anotações:</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>_________________________________________________________________________________________</p><p>6</p><p>Classes gramaticais</p><p>Exercícios</p><p>Exercício 1</p><p>Indique a que classe de palavras pertencem as palavras em negrito.</p><p>a) As meninas são tão corajosas quanto os meninos.</p><p>b) Coragem!</p><p>c) Falta a coragem…</p><p>d) Com seus trinta anos já era para ter juízo.</p><p>e) Há uns anos não sabia o que fazer da vida.</p><p>f) Fazer o bem sem olhar a quem.</p><p>7</p><p>Classes gramaticais</p><p>Gabarito</p><p>Exercício 1</p><p>A) Adjetivo - classe de palavras que atribui característica ao substantivo. Na</p><p>oração, temos: meninas (substantivo), corajosas (adjetivos).</p><p>B) Interjeição - classe de palavras que expressa sensações e é sempre</p><p>acompanhada de ponto de exclamação. "Coragem!" é uma interjeição de</p><p>ânimo.</p><p>C) Substantivo - classe de palavras que nomeia seres, fenômenos, entre muitos</p><p>outros. Na oração, "coragem" é um substantivo abstrato.</p><p>D) Pronome - classe de palavras que substitui ou acompanha os substantivos.</p><p>Na oração, "seus" é um pronome possessivo.</p><p>E) Artigo - classe de palavras que acompanham o substantivo de forma a</p><p>determinar seu número (singular ou plural) e seu gênero (feminino ou</p><p>masculino). Na oração "uns" é um artigo indefinido plural, masculino.</p><p>F) Substantivo - classe de palavras que nomeia seres, fenômenos, entre muitos</p><p>outros. Na oração, "bem" é um substantivo abstrato, porque foi</p><p>substantivada em decorrência da utilização do artigo "o" (o bem). Em outros</p><p>contextos, essa mesma palavra pode assumir a função de advérbio, tal</p><p>como na alternativa seguinte, em que "bem" é um advérbio de modo: "Os</p><p>trabalhos ficaram muito bem feitos.".</p><p>8</p><p>Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções</p><p>Uso de substantivos, adjetivos,</p><p>pronomes, preposições e</p><p>conjunções</p><p>1MÉRITO</p><p>Apostilas</p><p>Uso de substantivos, adjetivos, pronomes, preposições e conjunções</p><p>Substantivos</p><p>Os substantivos classificam-se como termos cuja finalidade é nomear as diferentes</p><p>entidades – pessoas, objetos, instituições, lugares, animais, entre outros.</p><p>O substantivo é uma classe gramatical, logo é objeto de estudo da morfologia.</p><p>Entretanto, dentro da oração, ele possui função sintática.</p><p>Toda classe gramatical é dividida entre palavras variáveis e invariáveis, o</p><p>substantivo compõe as variáveis, as que podem flexionar-se.</p><p>Flexionar é mudar, variar.</p><p>No caso dos substantivos, essa variação será em relação ao gênero (feminino e</p><p>masculino), ao número (singular e plural) e ao grau (aumentativo e diminutivo).</p><p>Se sairmos da morfologia e passarmos para a sintaxe, mais precisamente para</p><p>Concordância Nominal, é imprescindível que se aplique essa informação, pois,</p><p>assim, ficará fácil entender porque o artigo, o numeral, o adjetivo e o pronome</p><p>adjetivo devem concordar com o substantivo. Se ele é variável, logo os termos que</p><p>se relacionam com ele devem estar em concordância, ou seja, devem combinar.</p><p>Os substantivos podem ser:</p><p>Primitivos</p><p>Quando não são formados a partir de outra palavra. Exemplo: Livro</p><p>Derivados</p><p>Formados a partir de outra palavra. Exemplo: Livraria</p><p>Simples</p><p>Nomes que possuem apenas uma palavra.</p>