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<p>iesc III</p><p>3° PERÍODO</p><p>Integração-ensino-serviço-</p><p>comunidade</p><p>Mobile User</p><p>OS CICLOS DE VIDA HUMANO E</p><p>DA FAMÍLIA</p><p>FAMÍLIA</p><p>Trata-se de um sistema aberto, dinâmico e</p><p>complexo, cujos membros pertencem a um mesmo</p><p>contexto social compartilhado, (…) sede das</p><p>primeiras trocas afetivo-emocionais e da construção</p><p>da Identidade (FERNANDES; CURRA, 2006).</p><p>OS TIPOS DE FAMÍLIAS</p><p>• As diversas conjunturas podem gerar variadas</p><p>formas de conflito, tendo em mente que as pré-</p><p>concepções dos profissionais de saúde não devem</p><p>influenciar no tratamento do usuário.</p><p>• As diretrizes do SUS concebem a família de</p><p>"forma integral e sistêmica, como espaço de</p><p>desenvolvimento individual e de grupo, dinâmico</p><p>e passível de crises" (PAGANI, MINOZZO:</p><p>QUAGLIA, 2011, p. 40).</p><p>ESTRUTURA E CONFIGURAÇÃO FAMILIAR</p><p>1. Biológica</p><p>2. Sociológica: Instituições sociais</p><p>3. Antropológica: Relacionados aos processos</p><p>de socialização do indivíduo.</p><p>4. Psicológica: Unidade emocional</p><p>ARRANJOS FAMILIARES</p><p>• Famílias monoparental: Pai e mãe solo.</p><p>• Famílias nuclear: Família tradicional.</p><p>• Famílias extensas: Famílias grandes.</p><p>• Famílias abrangentes: inclui os não parentes</p><p>que habitam na casa.</p><p>• Famílias homoafetivas: Famílias com pais/</p><p>mães homoafetivos.</p><p>OLHAR SISTÊMICO</p><p>• A família é entendida a partir de suas relações.</p><p>• Todo o seu contexto social, econômico, e político</p><p>influenciam no bem-estar do indivíduo e da sua</p><p>família.</p><p>• É importante ter claro entendimento do contexto</p><p>interpessoal do problema.</p><p>É importante saber:</p><p>1. Quem faz parte do sistema familiar.</p><p>2. Se há pessoas importantes para a pessoa ou</p><p>família que não estão presentes.</p><p>3. O pensamento sistêmico foca-se nas relações,</p><p>não só nos tratos entre os elementos da família,</p><p>mas também nas relações entre a família e os</p><p>profissionais que trabalham com ela.</p><p>ABORDAGEM À FAMÍLIA</p><p>• Elemento de gestão do cuidado em atenção</p><p>domiciliar, e também em um elemento de prática</p><p>diagnóstica e terapêutica;</p><p>• Permite o conhecimento da família e das possíveis</p><p>disfuncionalidades que prejudicam o bem estar</p><p>biopsicossocial de seus membros.</p><p>• No domicilio, algumas questões sobre a estrutura</p><p>e hábitos familiares estão explícitos, por exemplo,</p><p>para uma pessoa com diabetes descompensado os</p><p>profissionais da atenção domiciliar podem</p><p>estabelecer contato com todos os membros da</p><p>família e visualizar in loco os seus hábitos</p><p>alimentares.</p><p>CICLO VITAL</p><p>• Etapas pelas quais as famílias passam e os</p><p>desafios/ tarefas a cumprir.</p><p>• Permite uma visão panorâmica e focal</p><p>simultaneamente.</p><p>• Permite que o profissional da atenção domiciliar</p><p>perceba os entraves que a família está</p><p>atravessando - crise previsível ou não.</p><p>Maria Vitória de Sousa Santos</p><p>- Observação: Em famílias de classe social</p><p>vulnerável, alguns fenômenos contribuem para</p><p>encurtar as fases do ciclo de vida.</p><p>- Observação: As 3 fases do ciclo vital da família</p><p>popular são: famílias com filhos pequenos;</p><p>famílias com adulto jovem adulto e famílias no</p><p>estágio tardio.</p><p>- Observação : Famíl ias populares são,</p><p>geralmente, famílias ampliadas, chefiadas pelos</p><p>avós.</p><p>ASPECTOS RELEVANTES NA AD</p><p>• A Estrutura familiar - quantidade de pessoas que</p><p>moram na casa e suas respectivas funções: o fato</p><p>dos progenitores estarem vivos ou não,</p><p>divorciados, separados ou dividindo moradia com</p><p>outros parceiros, dentre outras características.</p><p>• Pontos "fortes" e "fracos" da família para o</p><p>cuidado domiciliar.</p><p>• Observa-se a dinâmica familiar.</p><p>• Comunicação: verbal e não-verbal.</p><p>Maria Vitória de Sousa Santos</p><p>FERRAMENTAS DE</p><p>ABORDAGEM FAMILIAR</p><p>A FAMÍLIA COMO FOCO DA APS</p><p>É necessário conhecer as configurações dessa</p><p>família, seus arranjos, seus contentos, seu processo</p><p>social de trabalho e vivência.</p><p>Métodos utilizados:</p><p>1. Genograma</p><p>2. Ecomapa</p><p>3. FIRO</p><p>4. PRACTICE</p><p>5. APGAR familiar</p><p>GENOGRAMA</p><p>• O g e n o g r a m a é u m a f e r r a m e n t a d e</p><p>representação gráfica da família.</p><p>• São representados os diferentes membros da</p><p>família, o padrão de relacionamento entre eles e</p><p>as suas principais morbidades.</p><p>• Elementos estruturais - informações relativas à</p><p>composição familiar, data de nascimento, grau de</p><p>escolaridade, ocupação, hábitos, doenças, mortes,</p><p>separações, etc).</p><p>• Elementos funcionais - dinâmica funcional da</p><p>família.</p><p>• A demonstração gráfica da situação permite que</p><p>o profissional que atua na atenção à família pare</p><p>e reflita sobre a dinâmica familiar, os problemas</p><p>mais comuns que a afligem e o enfrentamento</p><p>dos mesmos pelos membros da família.</p><p>Quando construir o genograma?</p><p>• Pode ser utilizada por todos os membros da</p><p>equipe, mas não deve ser feita como uma tarefa</p><p>sem objetivo.</p><p>As situações indicadas para sua utilização</p><p>são:</p><p>1. Sintomas inespecíficos.</p><p>2. Utilização excessiva dos serviços de saúde.</p><p>3. Doença crônica.</p><p>4. Isolamento.</p><p>5. Problemas emocionais graves.</p><p>6. Situações de risco familiar, por violência</p><p>doméstica ou drogadição.</p><p>7. Mudanças no ciclo de vida.</p><p>8. Resistência ao tratamento ou dificuldade para</p><p>aceitar o diagnóstico.</p><p>9. Alteração nos papéis familiares, por eventos</p><p>agudos.</p><p>Qual a contribuição do genograma?</p><p>O genograma permite conhecer o indivíduo em seu</p><p>contexto familiar e a influência da família em sua</p><p>vida; conhecer as doenças mais frequentes na</p><p>família e o padrão de repetição das mesmas,</p><p>possibilitando ações efetivas de promoção de saúde</p><p>nos seus descendentes; além de permitir ao</p><p>profissional conhecer e explorar junto aos familiares</p><p>suas crenças e padrões de comportamento. Tem</p><p>valor não só diagnóstico, como também</p><p>terapêutico. E, finalmente, avalia até que ponto o</p><p>padrão de relacionamento é saudável ou funcional</p><p>ou se contribui para o adoecimento dos seus</p><p>membros.</p><p>ECOMAPA</p><p>• Elaboração da rede social da família - desenho</p><p>complementar ao genograma na compreensão da</p><p>composição e estrutura relacional intrafamiliar e</p><p>a relação com o meio que a cerca.</p><p>• Ao construir o ecomapa é necessário colocar</p><p>todos os suportes da família: trabalho, igreja,</p><p>grupos comunitários, clubes, vizinhança e outros</p><p>que a família cite como estrutura de apoio.</p><p>Exemplo: Veja na Figura que os membros da</p><p>família e suas idades são mostrados no centro do</p><p>círculo. Os círculos externos mostram os contatos</p><p>da família com a comunidade. As linhas indicam o</p><p>Maria Vitória de Sousa Santos</p><p>tipo de conexão: linhas contínuas representam</p><p>ligações fortes; linhas pontilhadas, ligações frágeis;</p><p>linhas com barras, aspectos estressantes. As setas</p><p>significam energia e fluxo de recursos. Ausência de</p><p>linhas significa ausência de conexão.</p><p>GEMOGRAMA E ECOMAPA</p><p>• O conhecimento da dinâmica familiar, como</p><p>componentes, papéis, funções, interações entre si</p><p>e o ambiente é fundamental para o entendimento</p><p>da relação entre seus membros.</p><p>• Genograma e ecomapa frequentemente são</p><p>usados em conjunto, possibilitando aos familiares</p><p>a reflexão de suas relações e buscando suporte</p><p>para a família dentro e fora da mesma. A análise</p><p>dos instrumentos ocorre juntamente com a coleta</p><p>de dados, colaborando para sua característica</p><p>terapêutica e propicia a avaliação da intervenção.</p><p>• São facilitadores da relação entrevistador e</p><p>entrevistado; permitem maior percepção das</p><p>relações inter e intrafamiliares; favorecem</p><p>discussão sobre mudanças na família e a</p><p>identificação de características comuns e únicas</p><p>de cada membro da família; e possibilitam ao</p><p>entrevistado se manifestar pela linguagem não</p><p>verbal.</p><p>FIRO (FUNDAMENTAL INTERPERSONAL RELATIONS</p><p>ORIENTATIONS - ORIENTAÇÕES FUNDAMENTAIS NAS</p><p>RELAÇÕES INTERPESSOAIS)</p><p>• Avaliar os sentimentos de membros da família, na</p><p>vivência das relações do cotidiano.</p><p>• Objetiva compreender melhor o funcionamento</p><p>da família estudando as suas relações de poder,</p><p>comunicação e afeto.</p><p>Significado de cada termo-chave:</p><p>1. Inclusão: permite conhecer a dinâmica de</p><p>relacionamento na família, como ela se</p><p>organiza para enfrentar as situações de estresse,</p><p>o papel de cada membro e como são a</p><p>interação e participação</p><p>de</p><p>doenças transmissíveis, por exemplo, são</p><p>exemplos importantes de ações de prevenção</p><p>primária.</p><p>• Também fazem parte desse nível de prevenção</p><p>ações de incentivo à educação alimentar, prática</p><p>de atividade física e campanhas educativas, por</p><p>exemplo, contra uso de cigarro ou bebidas</p><p>alcoólicas.</p><p>Prevenção secundária</p><p>• A contrário do nível primário, aqui a doença já se</p><p>manifestou, mas ainda em fase inicial.</p><p>• A prevenção secundária é essencial, uma vez que</p><p>o diagnóstico precoce é fundamental para o êxito</p><p>de tratamentos de várias doenças, muitas delas,</p><p>fatais.</p><p>• Vale destacar que esse nível também é dividido</p><p>em dois níveis: Diagnóstico precoce e Limitação</p><p>da incapacidade.</p><p>• Portanto, a prevenção secundária tem como foco</p><p>detectar um problema de saúde em estágio</p><p>in i c ia l , reduz indo ou preven indo sua</p><p>disseminação e efeitos a longo prazo.</p><p>• Um exemplo de ação nesse sentido é o</p><p>rastreamento para diagnóstico precoce.</p><p>• Esse nível de prevenção busca identificar e</p><p>confirmar o diagnóstico e impedir que a</p><p>enfermidade avance ou tenha seu quadro</p><p>piorado.</p><p>• Em caso de doenças infecciosas, é fundamental,</p><p>pois pode reduzir sua disseminação.</p><p>• O objetivo aqui é promover melhor evolução</p><p>clínica para pacientes por meio de procedimentos</p><p>diagnósticos e terapêuticos.</p><p>Prevenção terciária</p><p>• Esse nível de atenção é a evolução do nível</p><p>anterior.</p><p>• Nessa fase, por exemplo, o quadro patológico do</p><p>paciente já evoluiu e a proposta é reduzir</p><p>complicações ou agravos no quadro do indivíduo.</p><p>• As ações que integram esse nível de prevenção se</p><p>fazem necessárias ações para reduzir os prejuízos</p><p>funcionais consequentes de um problema agudo</p><p>ou crônico.</p><p>• Podemos definir a prevenção terciária, portanto,</p><p>como o conjunto de ações que objetivam reduzir</p><p>a incapacidade do paciente, de forma a permitir</p><p>sua rápida e melhor reintegração na sociedade.</p><p>• A prevenção terciária é implementada para</p><p>reduzir em um indivíduo ou em uma população</p><p>os prejuízos funcionais advindos de um problema</p><p>agudo ou crônico, a exemplo do diabetes ou do</p><p>acidente vascular cerebral.</p><p>• Trata-se, assim, da busca pela reabilitação de</p><p>pacientes com doenças clinicamente detectáveis.</p><p>Prevenção quaternária</p><p>• Esse nível de prevenção é demandado com</p><p>quando o paciente já está com a doença em</p><p>estágio mais avançado.</p><p>Maria Vitória de Sousa Santos</p><p>• Nesse sentido, podemos definir a prevenção</p><p>quaternária como sendo o conjunto de ações</p><p>realizadas com o objetivo de evitar danos</p><p>relacionados a intervenções médicas e de outros</p><p>profissionais de saúde.</p><p>• É o caso, por exemplo, quando o tratamento é</p><p>considerado pior do que a doença.</p><p>• A proposta aqui é, principalmente, prevenir o que</p><p>chamamos de hipermedicalização do cuidado,</p><p>que nada mais é do que o uso excessivo de</p><p>medicamentos.</p><p>• Além disso, é objetivo da prevenção quaternária</p><p>evitar intervenções invasivas desnecessárias, como</p><p>cirurgias ou exames, assim como fortalecer a</p><p>política de redução de danos junto ao paciente.</p><p>• O desafio dos profissionais de saúde nesta fase é</p><p>promover procedimentos científica e eticamente</p><p>aceitáveis para melhor qualidade de vida do</p><p>paciente.</p><p>EQUIPES DE CONSULTÓRIO NA RUA</p><p>1. Modalidade I – 4 (quatro) profissionais, entre os</p><p>quais 2 (dois) conforme a letra A e os demais de</p><p>A e B;</p><p>2. Modalidade II – 6 (seis) profissionais, entre os</p><p>quais 3 (três) conforme a letra A e os demais de</p><p>A e B;</p><p>3. Modalidade III – equipe da Modalidade II</p><p>acrescida de um profissional médico.</p><p>Componentes da equipe:</p><p>A. Enfermeiro, Psicólogo, Assistente Social e</p><p>Terapeuta Ocupacional.</p><p>B. Agente Social, Técnico ou Auxiliar de</p><p>Enfermagem, técnico em Saúde Bucal,</p><p>Cirurgião dentista, profissional de Educação</p><p>Física e profissional com formação em Arte e</p><p>Educação.</p><p>Maria Vitória de Sousa Santos</p><p>a</p><p>de cada um dos</p><p>membros da família. Vamos voltar nossa</p><p>reflexão para nossa própria família − como nos</p><p>organizamos ao enfrentar um problema, quem</p><p>apoia, quem se afasta, como nos comunicamos?</p><p>2. Controle: mostra como é exercido o poder na</p><p>família. Ele pode ser: dominante − um exerce o</p><p>poder sobre toda a família; reativo − ocorre</p><p>reação contrária a alguém que deseja exercer o</p><p>papel de dominância; colaborativo − com-</p><p>partilhamento de poder entre os membros da</p><p>família.</p><p>3. Intimidade: como os membros da família se</p><p>unem para compart i lhar entre s i os</p><p>sentimentos.</p><p>PRACTICE</p><p>• Instrumento que permite a avaliação do</p><p>funcionamento das famílias. Esse instrumento</p><p>facilita a coleta de informações e entendimento</p><p>do problema, seja ele de ordem clínica,</p><p>comportamental ou relacional, assim como a</p><p>elaboração de avaliação e construção de</p><p>intervenção, com dados colhidos com a família,</p><p>facilitando o desenvolvimento da avaliação</p><p>familiar.</p><p>• O PRACTICE é ferramenta que pode auxiliar</p><p>na atenção ao indivíduo e sua família e deve ser</p><p>utilizado em situações mais complexas para</p><p>resolver algum problema que a família apresenta.</p><p>Estrutura do P.R.A.C.T.I.C.E.</p><p>1. P- Problema (Presenting problem)</p><p>Permite que a equipe conheça o problema da</p><p>família e o que os diferentes membros da família</p><p>pensam e sentem a respeito do fato.</p><p>2. R- Papéis e estrutura (Roles and</p><p>structure)</p><p>Permite conhecer quais os papéis de cada membro</p><p>da família e como eles o desempenham.</p><p>3. A - Afeto (Affect)</p><p>Como se dá a troca de afeto na família e como isto</p><p>afeta, positiva ou negativamente, a resolução do</p><p>problema.</p><p>4. C- Comunicação (Comunication)</p><p>Como é feita a comunicação verbal e não verbal no</p><p>contexto da família.</p><p>5. T- Tempo (Time of life cycle)</p><p>Procura correlacionar o problema apresentado com</p><p>os papéis esperados no ciclo de vida da família,</p><p>procurando verificar onde está situada a</p><p>dificuldade.</p><p>6. I - Doenças na família, passadas ou</p><p>presentes (Illness in family)</p><p>Nesta parte resgatam-se as doenças vividas</p><p>anteriormente pela família, como foi feito o</p><p>cuidado, buscando valorizar as atitudes de cada</p><p>Maria Vitória de Sousa Santos</p><p>membro da família, demonstrando a importância</p><p>do suporte familiar no cuidado de um membro da</p><p>família.</p><p>7. C - Lidando com o estresse (Coping with</p><p>stress)</p><p>Procura identificar os recursos utilizados pela</p><p>família para lidar com situações anteriores de</p><p>estresse e como utilizar esses recursos para</p><p>enfrentar a crise presente.</p><p>8. E - Ecologia (Ecology)</p><p>Procura conhecer os suportes externos que possam</p><p>apoiar a família nessa situação atual − igreja,</p><p>vizinhos, enfim, a rede social de apoio –, além dos</p><p>aspectos estruturais, como saneamento, renda, grau</p><p>de escolaridade, moradia, transporte.</p><p>A.PG.AR FAMILIAR (ADAPTATION, PARITNERSHIP,</p><p>GROWTH, AFFECTION, RESOLVE) - ADAPTAÇÃO,</p><p>PARTICIPAÇÃO, CRESCIMENTO, AFEIÇÃO, RESOLUÇÃO</p><p>• Reflete a satisfação de cada membro da família.</p><p>• A avaliação será feita para cada membro da</p><p>família, por questionário de cinco perguntas</p><p>referentes aos aspectos abordados, que serão</p><p>pontuadas e analisadas depois.</p><p>• Os diferentes índices de cada membro devem ser</p><p>comparados para se avaliar o estado funcional da</p><p>família.</p><p>• A partir da aplicação do questionário e da</p><p>avaliação do quadro familiar pode-se desenhar</p><p>um plano terapêut ico que poderá ser</p><p>desenvolvido pelo próprio médico de família ou</p><p>pode exigir a participação de outros profissionais,</p><p>como enfermeiros, psicólogos, psiquiatras,</p><p>terapeutas ocupacionais ou de família.</p><p>Questionário A.P. G.A.R:</p><p>1. Estou satisfeito com a atenção que recebo da</p><p>minha famí l ia quando a lgo es tá me</p><p>incomodando?</p><p>2. Estou satisfeito com a maneira com que minha</p><p>família discute as questões de interesse comum</p><p>e compartilha comigo a resolução dos</p><p>problemas?</p><p>3. Sinto que minha família aceita meus desejos de</p><p>iniciar novas atividades ou de realizar</p><p>mudanças no meu estilo de vida?</p><p>4. Estou satisfeito com a maneira com que minha</p><p>família expressa afeição e reage em relação aos</p><p>meus sentimentos de raiva, tristeza e amor?</p><p>5. Estou satisfeito com a maneira com que eu e</p><p>minha família passamos o tempo juntos?</p><p>Para cada pergunta, pontuar da seguinte</p><p>forma:</p><p>1. Quase sempre: 2 pontos;</p><p>2. As vezes: 1 ponto;</p><p>3. Raramente: zero.</p><p>Avaliação da pontuação para a ferramenta</p><p>APGAR: 7 a 10 pontos (É o valor referência).</p><p>Maria Vitória de Sousa Santos</p><p>MÉTODO CLÍNICO CENTRADO</p><p>NA PESSOA</p><p>MÉTODO CLÍNICO CENTRADO NA PESSOA</p><p>O MCCP é a tentativa do médico de realizar uma</p><p>tarefa dupla; entender a pessoa e entender a doença</p><p>da pessoa. É desse entendimento que se deriva o</p><p>processo de tratamento tanto para a pessoa quanto</p><p>para a doença.</p><p>COMPONENTES DO MCCP</p><p>1. Explorando a saúde, a doença e a experiência</p><p>da doença: Avaliar a história do paciente,</p><p>exames, sentimentos e expectativas.</p><p>2. Entendo a pessoa como um todo: A história de</p><p>vida, os aspectos sociais, família, ocupação e</p><p>suporte social.</p><p>3. Elaborando um plano conjunto de manejo dos</p><p>problemas: Problemas, prioridades, objetivos de</p><p>tratamento, manejo- TPS.</p><p>4. Incorporando a prevenção e a promoção da</p><p>saúde: Melhoria na saúde, estratificação de</p><p>risco, detecção precoce de doenças e</p><p>complicações.</p><p>5. Fortalecendo a relação médico pessoa: Exercer</p><p>a compaixão, o auto conhecimento, a cura</p><p>(efeito terapêutico).</p><p>6. Sendo realista: Construir o trabalho em equipe,</p><p>uso dos recursos disponíveis, planejar o tempo.</p><p>DETALHANDO CADA COMPONENTE</p><p>Explorando A Saúde, A Doença E A Experiência</p><p>Da Doença</p><p>• É nesse momento que o profissional de saúde</p><p>deve estar atento a todos os sinais que o paciente</p><p>apresenta na hora do seu atendimento.</p><p>• Não só as técnicas convencionais como</p><p>anamnese, exame físico e complementar, mas</p><p>fatores coadjuvantes como linguagem corporal e</p><p>verbal, história de processos de adoecimentos</p><p>anteriores, sentimentos e expectativas em relação</p><p>ao que se passa agora.</p><p>• Eles podem nos dizer muito mais a respeito da</p><p>situação que o diagnóstico clínico.</p><p>• O método mnemônico SIFE pode auxiliar o</p><p>profissional a avaliar a dimensão da experiência</p><p>da doença:</p><p>Entendendo A Pessoa Como Um Todo</p><p>• Mais importante componente no MCCP.</p><p>• Nesse ponto, avalia-se a compreensão da história</p><p>de vida do indivíduo, as particularidades de sua</p><p>vivência que o fizeram se tornar a pessoa que está</p><p>ali na sua frente.</p><p>• Assim, nos casos em que há dúvidas sobre a</p><p>doença investigada, deve-se avaliar o ciclo de</p><p>vida, a estrutura familiar, e a rede existente entre</p><p>ele, sua família e a comunidade.</p><p>• Não é um processo feito em apenas um</p><p>atendimento, mas sim com um acompanhamento</p><p>contínuo.</p><p>• Entender a experiência da doença e o sofrimento</p><p>que a pessoa sente.</p><p>• É importante ressaltar que ao apresentar essa</p><p>abertura com a pessoa para discutir a respeito de</p><p>sua vida como um todo, além de fortalecer a</p><p>própria relação médico-paciente, dá-se liberdade</p><p>a ela de discutir questões que talvez, dentro de</p><p>sua realidade de convivência, não tenha a</p><p>oportunidade de falar, o que poderia contribuir</p><p>até mesmo para o agravo do seu estado.</p><p>• Melhora a relação médico-pessoa/paciente</p><p>contribui para a definição da doença (caso exista).</p><p>Maria Vitória de Sousa Santos</p><p>• As vivência da pessoa é influenciada pela fase do</p><p>seu desenvolvimento (ciclos de vida), tarefas,</p><p>responsabilidades.</p><p>Elaborar Um Plano Em Conjunto Para Manejo</p><p>Dos Problemas</p><p>• Deve haver a criação de um plano entre o médico</p><p>e o paciente para resolução do problema.</p><p>• Ele deve ser montado abordando: a definição do</p><p>problema da pessoa; o estabelecimento de metas</p><p>para o tratamento e condução do seu quadro e</p><p>identificar os papéis que cada um deve ocupar</p><p>nesse processo.</p><p>• Tal plano deve ser de comum acordo em todas as</p><p>suas etapas. Para isso, o profissional deve tirar</p><p>todas as dúvidas, usar uma linguagem acessível,</p><p>avaliar discordâncias e dificuldades que possa</p><p>haver e entender tais pontos, a fim de que as</p><p>metas sejam adaptadas e resolutivas.</p><p>• Essa</p><p>etapa ajuda para que o paciente se torne</p><p>mais ativo em relação ao seu cuidado em saúde,</p><p>estimulando-o a adquirir essa autonomia.</p><p>• Em alguns casos, isso pode não ocorrer de início,</p><p>assim, o médico deve orientá-lo a como começar,</p><p>ou também o próprio paciente pode estar muito</p><p>debilitado, o que exige um suporte maior.</p><p>• É i m p o r t a n t e q u e s ó o t e m p o e o</p><p>acompanhamento irão mostrar se as metas e o</p><p>tratamento serão efetivos ou não.</p><p>• Se necessário, ajustes e mudanças de estratégias</p><p>devem ser feitas para que se alcance a cura.</p><p>Incorporando A Prevenção E A Promoção Da</p><p>Saúde</p><p>• Promoção de saúde: Aumentar a autonomia para</p><p>a pessoa cuidar da própria saúde.</p><p>• Prevenção de doenças :</p><p>1. Evitar riscos (primária)</p><p>2. Reduzir riscos (secundária)</p><p>3. Prevenir complicações (terciária)</p><p>4. Evitar intervenções excessivas (quaternária)</p><p>Fortalecendo A Relação Médico Pessoa</p><p>• O objetivo do profissional é ajudar seu paciente,</p><p>enxergando-o em toda sua complexidade como</p><p>indivíduo.</p><p>• Assim, é necessário que se desenvolva estratégias</p><p>a fim de garantir uma relação de alta qualidade</p><p>com esse, o que pode colaborar e ser a própria</p><p>terapêutica do processo de tratamento.</p><p>• O cuidado nesse caso exige do profissional: estar</p><p>presente, conversar, sensibilidade, agir no melhor</p><p>interesse do outro, sentimento, ação e</p><p>reciprocidade.</p><p>• Tais ferramentas se mostram essenciais para</p><p>construir essa relação de qualidade, porém,</p><p>algumas situações com pacientes podem levá-lo a</p><p>ter desgastes que pode afetar sua atuação no</p><p>atendimento e até a sua vida em geral.</p><p>• Assim, é fundamental que o médico possua</p><p>autoconhecimento e consciência de seus limites.</p><p>• Aliado a todos os componentes anteriores, é</p><p>essencial ao médico saber que a sua atuação</p><p>junto a uma equipe interdisc ipl inar é</p><p>indispensável para auxiliar no processo de</p><p>abordagem do paciente e nos diversos nichos que</p><p>compõem sua vida.</p><p>• A interação e o trabalho entre os profissionais</p><p>devem se basear em respeito e confiança a fim de</p><p>que haja uma comunicação, um planejamento e</p><p>uma execução de qualidade para se alcançar os</p><p>objetivos do plano estipulado para o paciente.</p><p>Maria Vitória de Sousa Santos</p><p>PROJETO TERAPÊUTICO</p><p>SINGULAR</p><p>O QUE É?</p><p>• O Projeto Terapêutico Singular (PTS) é um</p><p>conjunto de propostas de condutas terapêuticas</p><p>articuladas para um indivíduo, uma família ou</p><p>um grupo que resulta da discussão coletiva de</p><p>uma equipe interdisciplinar com Apoio Matricial,</p><p>se esse for necessário.</p><p>• O PTS é construído a partir da relação entre o</p><p>usuário e o profissional de Saúde, com base nas</p><p>nece s s idade s i nd i v idua i s , l evando em</p><p>cons ideração sua h i s tor ic idade e suas</p><p>singularidades, buscando maior empoderamento</p><p>em relação a sua saúde e autonomia.</p><p>• Geralmente, o PTS é dedicado a situações mais</p><p>complexas, buscando a singularidade como</p><p>elemento central de articulação na tentativa de</p><p>mudar a tendência de igualar as situações ou os</p><p>sujeitos a partir dos diagnósticos firmados.</p><p>• Ele pode ser uma ferramenta de cogestão e</p><p>compartilhamento do cuidado, na medida em</p><p>que possibilita a definição de objetivos comuns e</p><p>o estabelecimento de tarefas correlacionadas e</p><p>pactuadas em equipe.</p><p>ETAPAS DO PROJETO TERAPÊUTICO SINGULAR</p><p>1. Diagnóstico - Avaliação e problematização</p><p>dos aspectos orgânicos, psicológicos e sociais</p><p>para identificação de riscos e vulnerabilidade e</p><p>potencialidades para o planejamento do</p><p>cuidado.</p><p>2. Definição De Metas: Propostas construídas</p><p>para curto, médio e longo prazo que serão</p><p>negociadas com o sujeito doente pelo membro</p><p>da equipe com quem tiver um vinculo melhor.</p><p>Devem ser negociadas com o sujeito singular</p><p>em questão, preferencialmente pelo profissional</p><p>com quem possuir melhor vinculo.</p><p>3. Divisão De Responsabilidades: Técnico</p><p>de referência / família / usuário em questão.As</p><p>tarefas de cada envolvido. inclusive do sujeito</p><p>singular em questão, devem ser bem definidas.</p><p>Além disso deve-se identificar um profissional</p><p>de referência na Equipe de Saúde da Família</p><p>o u n a E q u i p e d e A t e n ç ã o B á s i c a ,</p><p>independentemente da formacão, para exercer</p><p>esse papel, favorecendo a continuidade do</p><p>andamento das ações acordadas no PTS.</p><p>4. Reavaliação: Discussão e redefinição de</p><p>propostas.</p><p>APLICANDO O PTS</p><p>• Para iniciar o PTS, a equipe da ESF deve se</p><p>reunir com os profissionais do NASF que mais</p><p>podem contribuir com o caso. Nessa reunido,</p><p>lados os aspectos e informações conhecidas sobre</p><p>o usuário, sua vida e sua família devem ser</p><p>trazidos, além da queixa principal, outras</p><p>necessidades e o que já foi realizado pela equipe</p><p>ou por outros serviços.</p><p>• Em seguida, discutem-se com a equipe os</p><p>determinantes para o agravo em saúde, em uma</p><p>perspectiva integral e pautada na historicidade e</p><p>vivência social do usuário.</p><p>• Definem-se, então, quais profissionais e áreas do</p><p>serviço de saúde podem atuar no caso.</p><p>APOIO MATRICIAL</p><p>• Matriciamento ou apoio matricial é um novo</p><p>modo de produzir saúde em que duas ou mais</p><p>equ ipes, num proces so de cons t rução</p><p>compartilhada, criam uma proposta de</p><p>intervenção pedagógico-terapêutica.</p><p>• O Apoio Matricial objetiva garantir retaguarda</p><p>especializada assistencial e suporte técnico-</p><p>pedagógico às equipes de referência a fim de</p><p>ampliar o seu campo de atuação e qualificar as</p><p>suas ações, contribuindo para o aumento da sua</p><p>capacidade resolutiva.</p><p>• Na horizontalização decorrente do processo de</p><p>matriciamento, o sistema de saúde se reestrutura</p><p>em dois tipos de equipes:</p><p>1. equipe de referência; (Profissionais da APS)</p><p>2. equipe de apoio matricial. (Profissionais de</p><p>especialidade médica).</p><p>Observação: Na Atenção Básica de Saúde, a</p><p>Equipe de Saúde da Família deve responsabilizar-</p><p>se, de modo longitudinal, pelo cuidado integral de</p><p>dada população, mantendo a gestão e a</p><p>coordenação do cuidado, mesmo quando a atenção</p><p>em outros serviços do sistema de saúde seja</p><p>requerida.</p><p>Maria Vitória de Sousa Santos</p><p>,</p><p>reunião</p><p>dados</p><p>a</p><p>ACOLHIMENTO NA ATENÇÃO</p><p>PRIMÁRIA À SAÚDE</p><p>O QUE É ACOLHIMENTO NA ATENÇÃO BÁSICA?</p><p>O acolhimento é uma prática presente em todas as</p><p>relações de cuidado, nos encontros reais entre</p><p>trabalhadores de saúde e usuários, nos atos de</p><p>receber e escutar as pessoas, podendo acontecer de</p><p>formas variadas.</p><p>O QUE E A POLITICA NACIONAL DE HUMANIZAÇÃO?</p><p>• A PNH estimula a comunicação entre gestores,</p><p>trabalhadores e usuários para construir processos</p><p>coletivos de enfrentamento de relações de poder,</p><p>trabalho e afeto que muitas vezes produzem</p><p>atitudes e práticas desumanizadoras que inibem a</p><p>autonomia e a corresponsabilidade dos</p><p>profissionais de saúde em seu trabalho e dos</p><p>usuários no cuidado de si.</p><p>• Objetiva por em prática os princípios do SUS no</p><p>cotidiano dos serviços de saúde, produzindo</p><p>mudanças nos modos de gerir e cuidar.</p><p>SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS)</p><p>Implantação de políticas Financiamento</p><p>de saúde includentes <—> insuficiente.</p><p>DESAFIOS NO SUS</p><p>1. Financiamento</p><p>2. Força de trabalho</p><p>3. Modelos de gestão e de atenção.</p><p>POR QUE ACOLHER A DEMANDA ESPONTÂNEA NA</p><p>ATENÇÃO BÁSICA?</p><p>1. A primeira razão é porque, a despeito da</p><p>existência de formas cientificamente fundadas</p><p>de definição objetiva das necessidades de saúde</p><p>e das formas de lidar com elas, é preciso</p><p>entender que a ciência e os profissionais de</p><p>saúde não são os únicos definidores das</p><p>necessidades de saúde. Queiramos ou não, o</p><p>usuário também define, com formas e graus</p><p>variados, o que é necessidade de saúde para ele,</p><p>podendo apresentá-la enquanto demanda ao</p><p>serviço de saúde. E é importante que a</p><p>demanda apresentada pelo usuário seja</p><p>aco lh ida , e s cu tada , p rob l emat i zada ,</p><p>reconhecida como legítima.</p><p>2. A segunda razão é que os vários tipos de</p><p>demanda podem, em grande parte, ser</p><p>acolhidos e satisfeitos na atenção básica,</p><p>inclusive com as modalidades de tecnologias</p><p>leve - duras (conhecimentos, protocolos) e duras</p><p>(materiais, equipamentos), que podem e devem</p><p>estar</p><p>disponíveis nesse tipo de serviço. Vejamos</p><p>alguns exemplos de situações não programadas</p><p>que podem ser acolhidas na atenção básica:</p><p>usuário com cefaleia ou tontura; pessoa com</p><p>ardência ou dor ao urinar; alguém que está</p><p>com insônia há uma semana; criança com</p><p>febre; mulher com sangramento genital, entre</p><p>outros. Essas situações revelam que, apesar de</p><p>ser necessário programar o acompanhamento</p><p>das pessoas nas agendas dos profissionais (sob</p><p>pena de a atenção básica se reduzir a um</p><p>pronto-atendimento), também é fundamental</p><p>que as unidades de atenção básica estejam</p><p>abertas e preparadas para acolher o que não</p><p>pode ser programado, as eventualidades, os</p><p>imprevistos. Como um usuário poderia decidir</p><p>o dia e hora em que ficaria gripado ou teria dor</p><p>de cabeça? Seria possível prevenir todos os</p><p>casos de ansiedade e dor muscular? Muitas</p><p>vezes, o acolhimento a essas situações</p><p>demandará continuidade no cuidado. Em</p><p>outras, poderá requerer, inclusive, apoio</p><p>matricial e/ou encaminhamento para outros</p><p>serviços.</p><p>3. Outra razão é que, muitas vezes, esses</p><p>momentos de sofrimento dos usuários são</p><p>fundamentais para a criação e fortalecimento</p><p>de vínculos. São momentos em que se sentem,</p><p>comumente, desamparados, desprotegidos,</p><p>ameaçados, fragilizados. Nessas situações, é</p><p>bastante razoável que muitos deles recorram às</p><p>unidades de atenção básica quer pela</p><p>proximidade física, quer pelos vínculos que</p><p>possuem com os profissionais em quem eles</p><p>confiam. O fato de conhecer um usuário, sua</p><p>história, não só facilita a identificação do</p><p>problema (evitando, às vezes, exames e</p><p>procedimentos desnecessários ou indesejáveis),</p><p>como também o seu acompanhamento.</p><p>4. Não devemos esquecer, também, que mesmo os</p><p>usuários que são acompanhados regularmente</p><p>pelas ações programáticas podem apresentar</p><p>exacerbações em seu quadro clínico e</p><p>demandar atenção em momentos que não o de</p><p>acompanhamento agendado.</p><p>C o n s i d e r a r d i f e r e n t e s s e n t i d o s</p><p>relacionados ao acolhimento:</p><p>1. O aco lh imento como mecani smo de</p><p>ampliação/facilitação do acesso;</p><p>2. O acolhimento como postura, atitude e</p><p>tecnologia de cuidado;</p><p>3. O aco lh imento como d i spos i t i vo de</p><p>(re)organização do processo de trabalho em</p><p>equipe.</p><p>FLUXOS DOS USUÁRIOS NA UBS</p><p>Definição de intervenções segundo a estratificação</p><p>da necessidade do usuário (mediante avaliação de</p><p>r i s c o e v u l n e r a b i l i d a d e ) e m " n ã o</p><p>a g u d o " ( i n t e r v e n ç õ e s p r o g r a m a d a s ) e</p><p>"agudo" (atendimento imediato, prioritário ou no</p><p>dia), o que se pretende é que a necessidade do</p><p>Maria Vitória de Sousa Santos</p><p>/</p><p>usuário seja estruturante do tipo e do tempo das</p><p>intervenções, materializando, aqui, o princípio da</p><p>equidade.</p><p>CLASSIFICAÇÃO DE RISCO</p><p>1) Situação não aguda – condutas possíveis:</p><p>• Orientação específica e/ou sobre as ofertas da</p><p>unidade;</p><p>• Adiantamento de ações previstas em protocolos</p><p>(ex.: teste de gravidez);</p><p>• Agendamento/programação de Intervenções.</p><p>2) Situação aguda ou crônica agudizada–</p><p>condutas possíveis:</p><p>• Atendimento imediato (alto risco de vida):</p><p>necessita de intervenção da equipe no mesmo</p><p>momento, obrigatoriamente com a presença do</p><p>médico. Exs.: PCR, dificuldade respiratória</p><p>grave, convulsão, RNC, dor severa;</p><p>• A t e n d i m e n t o p r i o r i t á r i o ( r i s c o</p><p>moderado): necessita de intervenção breve da</p><p>equipe, podendo ser ofertada inicialmente</p><p>medida de conforto pela enfermagem até a nova</p><p>avaliação do profissional mais indicado para o</p><p>caso. Influencia na ordem de atendimento. Exs.:</p><p>crise asmática leve e moderada, febre sem</p><p>complicação, gestante com dor abdominal,</p><p>usuários que necessitam de isolamento, pessoas</p><p>com ansiedade significativa;</p><p>• Atendimento no dia (risco baixo ou</p><p>ausência de risco com vulnerabilidade</p><p>importante): Situação que precisa ser</p><p>manejada no mesmo dia pela equipe levando em</p><p>conta a estratificação de risco biológico e a</p><p>vulnerabilidade psicossocial. O manejo poderá</p><p>ser feito pelo enfermeiro e/ou médico e/ou</p><p>odontólogo, dependendo da situação e dos</p><p>protocolos locais. Exs.: disúria, tosse sem sinais de</p><p>r i sco, dor lombar leve, renovação de</p><p>medicamento de uso contínuo que já terminou,</p><p>conflito familiar, usuário que não conseguirá</p><p>acessar o serviço em outro momento.</p><p>Maria Vitória de Sousa Santos</p><p>EDUCAÇÃO NA SAÚDE</p><p>Consiste na produção e sistematização de</p><p>conhecimentos relativos à formação e ao</p><p>desenvolvimento para a atuação em saúde,</p><p>envolvendo práticas de ensino, diretrizes didáticas e</p><p>orientação curricular.</p><p>EDUCAÇÃO CONTINUADA</p><p>É um processo dinâmico de ensino-aprendizagem</p><p>destinado a atualizar e melhorar a capacitação de</p><p>pessoas, ou grupos, face à evolução científico-</p><p>tecnológica, às necessidades sociais e aos objetivos e</p><p>metas institucionais. Envolve as atividades de</p><p>ensino após a graduação, possui duração definida e</p><p>utiliza metodologia tradicional, tais como as pós-</p><p>graduações.</p><p>Meios de realização</p><p>EDUCAÇÃO PERMANENTE</p><p>• A educação permanente é uma estratégia</p><p>político-pedagógica que toma como objeto os</p><p>problemas e necessidades que surgem do processo</p><p>de trabalho em saúde - Portaria nº 198/2003 -</p><p>instituiu a Política Nacional de Educação</p><p>Permanente em Saúde (PNEPS), reformulada</p><p>posteriormente, em 2007.</p><p>• A educação do dia a dia no âmbito do trabalho é</p><p>potencialmente vantajosa, pois as situações</p><p>vivenciadas são analisadas de forma crítica e</p><p>reflexiva pelos próprios profissionais em um</p><p>processo de educação permanente.</p><p>• O conceito de educação permanente em saúde</p><p>revela-se estratégico para a consolidação do SUS</p><p>ao trazer uma questão fundamental: a articulação</p><p>entre trabalho e educação.</p><p>• Consiste em ações educativas embasadas na</p><p>problematização do processo de trabalho em</p><p>saúde;</p><p>• A Educação Permanente em Saúde (EPS) é</p><p>considerada como uma relevante estratégia para</p><p>promover mudanças de procedimentos nas</p><p>unidades de saúde, pois se baseia em pressupostos</p><p>de ensino problematizador e aprendizagem</p><p>significativa (PEREIRA et al., 2018).</p><p>Objetivos da educação permanente</p><p>EDUCAÇÃO INTERPROFISSIONAL EM SAÚDE</p><p>“A educação interprofissional ocorre quando duas</p><p>ou mais profissões aprendem entre si, com e sobre</p><p>as outras, para melhorar a colaboração e a</p><p>qualidade dos cuidados” (CAIPE, 2002, p. 2).</p><p>ORGANIZAÇÃO DO PROCESSO DE TRABALHO</p><p>1. Muldisciplinaridade: É um grupo de</p><p>profissionais clínicos que trabalham unidos em</p><p>prol do diagnóstico, tratamento e recuperação</p><p>do paciente. Assim, é priorizado um consenso</p><p>nas decisões de cada intervenção.</p><p>2. I n t e r d i s c i p l i n a r i d a d e : A</p><p>interdiscipl inaridade é o processo de</p><p>comunicação entre duas ou mais disciplinas.</p><p>Com a interdisciplinaridade em cursos da área</p><p>de saúde, podemos olhar para um mesmo tema</p><p>e discuti-lo sob diferentes pontos de vista</p><p>profissionais. Isso adiciona uma visão do todo,</p><p>facilitando a análise do problema e a oferta do</p><p>tratamento, podendo propiciar resultados mais</p><p>efetivos e duradouros ao paciente.</p><p>3. Multiprofissional idade : A equ ipe</p><p>multiprofissional de saúde é formada por um</p><p>grupo de profissionais de saúde que trabalham</p><p>em conjunto com o objetivo de promover a</p><p>recuperação mais rápida e efetiva do paciente.</p><p>A equipe multiprofissional pode ser constituída</p><p>por diferentes profissionais de saúde, como</p><p>médicos, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos</p><p>e fisioterapeutas, por exemplo, podendo a</p><p>formação da equipe variar de acordo com o</p><p>objetivo a ser alcançado.</p><p>4. I n t e r p r o fi s s i o n a l i d a d e :</p><p>Interprofissionalidade pode ser entendida como</p><p>uma relação interdependente dentro de um</p><p>ambiente de trabalho, a qual exige colaboração</p><p>entre os agentes que compõem esse serviço, em</p><p>busca de um objetivo em comum.</p><p>Maria Vitória de Sousa Santos</p><p>EDUCAÇÃO PERMANENTE X CONTINUADA</p><p>Maria Vitória de Sousa Santos</p><p>ATENÇÃO DOMICILIAR NO SUS</p><p>CONCEITOS</p><p>1. Atenção Domiciliar: Modalidade de atenção</p><p>à saúde integrada às Rede de Atenção à Saúde</p><p>(RAS), caracterizada por um conjunto</p><p>de ações</p><p>de prevenção e tratamento de doenças,</p><p>reabilitação, paliação e promoção à saúde,</p><p>p re s t a d a s em d o m i c í l i o , g a r a n t i n d o</p><p>continuidade de cuidados.</p><p>2. Serviço de Atenção Domiciliar (SAD):</p><p>Serviço substitutivo ou complementar à</p><p>internação hospitalar ou ao atendimento</p><p>ambulatorial, responsável pelo gerenciamento e</p><p>o p e r a c i o n a l i z a ç ã o d a s E q u i p e s</p><p>Multiprofissionais de Atenção Domiciliar</p><p>(EMAD) e Equipes Multiprofissionais de Apoio</p><p>(EMAP).</p><p>3. Cuidador: Pessoa com ou sem vínculo</p><p>familiar com o usuário, capacitada para auxiliá-</p><p>lo em suas necessidades e atividades da vida</p><p>cotidiana.</p><p>4. Assistência domiciliar: Está ligada a todo e</p><p>qualquer atendimento a domicílio realizado por</p><p>profissionais que integram a equipe de saúde.</p><p>Não leva em conta a complexidade ou o</p><p>objetivo do atendimento, que pode ser uma</p><p>orientação simples até um suporte ventilatório</p><p>invasivo domiciliar.</p><p>5. Atendimento domiciliar: É a categoria</p><p>diretamente relacionada à atuação profissional</p><p>no domicílio, que pode ser operacionalizada</p><p>por meio da visita e da internação domiciliar.</p><p>Envolve atividades que vão da educação e</p><p>prevenção à recuperação e manutenção da</p><p>saúde das pessoas e seus familiares no contexto</p><p>de suas residências. Abrange ou não cuidados</p><p>multiprofissionais e pode ser semelhante a um</p><p>consultório em casa. Alguns autores o</p><p>relacionam a uma atenção mais pontual e</p><p>temporária, ligada a situações agudas.</p><p>6. Visita domicilia: Prioriza o diagnóstico da</p><p>realidade do indivíduo e as ações educativas. É</p><p>geralmente programada e utilizada com o</p><p>intuito de subsidiar intervenções ou o</p><p>planejamento de ações.</p><p>7. Internação domiciliar: É uma categoria</p><p>mais específica, que envolve a utilização de</p><p>aparato tecnológico em domicílio, de acordo</p><p>com as necessidades de cada situação. Não</p><p>substitui a internação hospitalar, mas pode se</p><p>constituir como uma continuidade desta, de</p><p>forma temporária.</p><p>8. Acompanhamento domiciliar: O primeiro</p><p>diz respeito ao cuidado no domicílio para</p><p>pessoas que necessitem de contatos frequentes e</p><p>programáveis com a equipe. Exemplos são</p><p>pessoas portadoras de doenças crônicas que</p><p>apresentem dependência física; doentes em fase</p><p>terminal; idosos com dificuldade de locomoção</p><p>ou morando sozinhos; egressos do hospital que</p><p>necessitem de acompanhamento por alguma</p><p>condição que os incapacite a comparecer na</p><p>Unidade Básica de Saúde (UBS); pessoas com</p><p>outros problemas de saúde, incluindo doença</p><p>mental, os quais determinem dificuldades de</p><p>locomoção ou adequação ao ambiente da UBS.</p><p>9. A vigilância domiciliar: É decorrente do</p><p>comparecimento de integrante da equipe de</p><p>saúde até o domicílio para realizar ações de</p><p>promoção, prevenção, educação e busca ativa</p><p>da população de sua área de responsabilidade,</p><p>geralmente vinculadas à vigilância da saúde</p><p>que a UBS desenvolve. Exemplos são visitas a</p><p>puérperas, busca de recém-nascidos, busca</p><p>ativa dos programas de prioridades, abordagem</p><p>familiar para diagnóstico e tratamento.10</p><p>ART. 39 - A ATENÇÃO DOMICILIAR TEM COMO</p><p>OBJETIVO</p><p>1. Redução da demanda por atendimento</p><p>hospitalar;</p><p>2. Redução do período de permanência de</p><p>usuários internados;</p><p>3. Humanização da atenção com ampliação da</p><p>autonomia dos usuários;</p><p>4. Desinstitucionalização e otimização dos</p><p>recursos financeiros e estruturais da RAS.</p><p>ORGANIZAÇÃO DA AD</p><p>Art. 6° A AD será organizada em três</p><p>modalidades:</p><p>I. Atenção Domiciliar 1 (AD 1)</p><p>II. Atenção Domiciliar 2 (AD 2)</p><p>III. Atenção Domiciliar 3 (AD 3)</p><p>Maria Vitória de Sousa Santos</p><p>Observação: A determinação da modalidade está</p><p>atrelada às necessidades de cuidado peculiares a</p><p>cada caso, em relação à periodicidade indicada das</p><p>visitas, à intensidade do cuidado multiprofissional e</p><p>ao uso de equipamentos.</p><p>MODALIDADE AD1</p><p>Usuário que, tendo indicação de AD, requeira</p><p>cuidados com menor frequência e com menor</p><p>necessidade de intervenções multiprofissionais, uma</p><p>vez que se pressupõe estabilidade e cuidados</p><p>satisfatórios pelos cuidadores.</p><p>MODALIDADE AD 2</p><p>Usuário que, tendo indicação de AD, e com o fim</p><p>de abreviar ou evitar hospitalização, apresente:</p><p>1. Afecções agudas ou crônicas agudizadas, com</p><p>necessidade de cuidados intensificados e</p><p>sequenciais, como tratamentos parenterais ou</p><p>reabilitação;</p><p>2. Afecções crônico-degenerativas, considerando o</p><p>grau de comprometimento causado pela</p><p>doença, que demande atendimento no mínimo</p><p>semanal;</p><p>3. Necessidade de cuidados paliativos com</p><p>acompanhamento clínico no mínimo semanal,</p><p>com o fim de controlar a dor e o sofrimento do</p><p>usuário;</p><p>4. Prematuridade e baixo peso em bebês com</p><p>necessidade de ganho ponderal.</p><p>MODALIDADE AD3</p><p>Usuário com qualquer das situações listadas na</p><p>modalidade AD2, quando necessitar de cuidado</p><p>mult iprofiss ional mais frequente, uso de</p><p>equipamento(s) ou agregação de procedimento(s) de</p><p>maior complexidade (por exemplo, ventilação</p><p>mecânica, paracentese de repetição, nutrição</p><p>parenteral e transfusão sanguínea), usualmente</p><p>d e m a n d a n d o p e r í o d o s m a i o r e s d e</p><p>acompanhamento domiciliar.</p><p>ATENÇÃO DOMICILIAR NA APS</p><p>PAPEL DA EQUIPE</p><p>COMPOSIÇÃO MÍNIMA DA EMAP</p><p>Mínimo de 3 (três) profissionais de nível superior -</p><p>soma das cargas horárias semanais de, no mínimo</p><p>90 horas de trabalho.</p><p>1. Assistente social;</p><p>2. Fisioterapeuta;</p><p>3. Fonoaudiólogo;</p><p>4. Nutricionista;</p><p>5. Odontólogo;</p><p>Maria Vitória de Sousa Santos</p><p>6. Psicólogo;</p><p>7. Farmacêutico; ou</p><p>8. Terapeuta ocupacional.</p><p>COMPOSIÇÃO MÍNIMA DA EMAD</p><p>1-EMAD Tipo 1:</p><p>1. Profissionais médicos - Carga horária de no</p><p>mínimo 40 h;</p><p>2. Profissionais enfermeiros - Carga horária de no</p><p>mínimo 40h/sem;</p><p>3. Profissional fisioterapeuta e/ou assistente social</p><p>- Carga horária de no mínimo 30 horas;</p><p>4. Auxiliares/técnicos de enfermagem - Carga</p><p>horária de no mínimo 120 horas.</p><p>1-EMAD Tipo 2</p><p>1. Profissional médico - Carga horária de no</p><p>mínimo de 20 h;</p><p>2. Profissional enfermeiro - Carga horária de no</p><p>mínimo 30h/sem;</p><p>3. Profissional fisioterapeuta ou assistente social -</p><p>Carga horária de no mínimo 30 horas;</p><p>4. Auxiliares/técnicos de enfermagem - Carga</p><p>horária de no mínimo 120 horas de trabalho.</p><p>Observação: Estima-se, em média, o atendimento</p><p>de 60 usuários para cada EMAD Tipo 1 e 30</p><p>usuários para cada EMAD Tipo 2, mensalmente.</p><p>REQU IS ITOS PARA QUE OS MUNICÍP IOS</p><p>TENHAM SISTEMA DE ATENÇÃO DOMICILIAR</p><p>1. Pactuação CIB/CIR: População igual ou</p><p>superior a 20.000 habitantes.</p><p>2. SAMU: Serviço de atendimento móvel de</p><p>urgência.</p><p>3. Município ou região: Hospital de referência.</p><p>GESTÃO DO CUIDADO NA AD</p><p>1. Acolhimento</p><p>2. Clínica Ampliada</p><p>3. Intersetorialidade</p><p>4. Apoio Matricial: O apoio matricial visa</p><p>garantir a retaguarda especializada as equipes</p><p>que realizam atenção a saúde. Propõe ofertar,</p><p>além de retaguarda assistencial, suporte técnico</p><p>pedagógico as equipes de Saúde.</p><p>Projeto Terapêutico Singular: O projeto</p><p>terapêutico singular (PTS) e um conjunto de</p><p>condutas/ações/medidas, de caráter clinico ou não,</p><p>propostas para dialogar com as necessidades de</p><p>saúde de um sujeito individual ou coletivo,</p><p>geralmente em situações mais complexas,</p><p>construídas a partir da discussão de uma equipe</p><p>multidisciplinar</p><p>Maria Vitória de Sousa Santos</p><p>POLÍTICAS DE ABORDAGEM ÀS DOENÇAS</p><p>CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS</p><p>PORTARIA N° 252, DE 19 DE FEVEREIRO</p><p>DE 2013 (Revogada pela PRT GMIMS n° 483 de</p><p>01/04/2014)</p><p>PORTARIA N° 483, DE 1° DE ABRIL DE</p><p>2014</p><p>Redefine a Rede de Atenção à Saúde das Pessoas</p><p>com Doenças Crônicas no âmbito do Sistema</p><p>Único de Saúde (SUS) e estabelece diretrizes para a</p><p>organização das suas linhas de cuidado.</p><p>PONTOS DE ATENÇÃO NA REDE DE ATENÇÃO À</p><p>PESSOAS COM DOENÇAS CRÔNICAS</p><p>O QUE SÃO DOENÇAS CRÔNICAS?</p><p>Art.2°: As doenças que apresentam início gradual,</p><p>com duração longa ou incerta, que, em geral,</p><p>apresentam múltiplas causas e cujo tratamento</p><p>envolva mudanças de estilo de vida, em um</p><p>processo de cuidado contínuo que, usualmente, não</p><p>leva à cura.</p><p>OBJETIVOS DAS RAS NA ATENÇÃO À PESSOAS</p><p>COM DOENÇAS</p><p>CRÔNICAS</p><p>Segundo o artigo 4°:</p><p>1. Realizar a atenção integral à saúde das pessoas</p><p>com doenças crônicas, em todos os pontos de</p><p>atenção, através da realização de ações e</p><p>serviços de promoção e proteção da saúde,</p><p>prevenção de agravos, diagnostico, tratamento,</p><p>reabilitação, redução de danos e manutenção</p><p>da saúde.</p><p>2. Fomentar a mudança no modelo de atenção à</p><p>saúde, por meio da qualificação da atenção</p><p>integral às pessoas com doenças crônicas e da</p><p>ampliação das estratégias para promoção da</p><p>saúde da população e para prevenção do</p><p>desenvolvimento das doenças crônicas e suas</p><p>complicações.</p><p>OBJETIVOS ESPECÍFICOS DA RAS NA ATENÇÃO À</p><p>PESSOAS COM DOENÇAS CRÔNICAS</p><p>Segundo artigo 5°:</p><p>3. Ampliar o acesso.</p><p>4. Promover o aprimoramento da qualidade da</p><p>atenção à saúde.</p><p>5. Acesso aos recursos diagnósticos e terapêuticos.</p><p>6. Promover hábitos de vida saudáveis.</p><p>7. Ampliar as ações para enfrentamento dos</p><p>fatores de risco.</p><p>8. Ampliação da sua capacidade de autocuidado e</p><p>autonomia.</p><p>9. Impactar positivamente nos indicadores.</p><p>ESTRUTURAÇÃO DA RAS DAS PESSOAS COM</p><p>DOENÇAS CRÔNICAS</p><p>Segundo o artigo 11°:</p><p>• Como nos outros países, no Brasil, as doenças</p><p>crônicas não transmissiveis também se constituem</p><p>como o problema de saúde de maior magnitude.</p><p>• São responsáveis, em 2016, por 74% das causas</p><p>de mortes, com destaque para:</p><p>1. Doenças cardiovasculares (28%),</p><p>2. Neoplasias (18%),</p><p>3. Doenças respiratórias (6%)</p><p>4. Diabetes (5%)</p><p>• Atingem individuos de todas as camadas</p><p>socioeconômicas e, de forma mais intensa,</p><p>aqueles pertencentes a grupos vulneráveis, como</p><p>os idosos e os de baixa escolaridade e renda.</p><p>• De acordo com a OMS, um pequeno conjunto de</p><p>fatores de risco responde pela grande maioria das</p><p>mortes por DCNT:</p><p>1. Tabagismo,</p><p>2. Consumo alimentar inadequado</p><p>3. Inatividade física</p><p>4. Consumo excessivo de bebidas alcoólicas</p><p>NÍVEIS DE PREVENÇÃO</p><p>1. Prevenção primária: Não apresenta</p><p>doenças ou sofrimento - Intervenções de</p><p>promoção da saúde ou de proteção (Ex.</p><p>Imunizações)</p><p>2. Prevenção secundária: Não apresenta</p><p>sintomas (doenças) - Intervenção à procura de</p><p>doença (rastreamentos).</p><p>3. Prevenção terciária: Pessoa doente e a</p><p>intervenção é para prevenir complicações</p><p>(exemplo: o exame sistemático dos pés em</p><p>pessoas com diabetes).</p><p>Maria Vitória de Sousa Santos</p><p>1</p><p>2</p><p>3</p><p>4</p><p>5</p><p>6</p><p>7</p><p>-</p><p>pqp</p><p>BUM</p><p>B</p><p>4. Prevenção quaternária: Sujeito se sente</p><p>doente e o médico não encontra doença - risco</p><p>de dano por intervenções desnecessárias.</p><p>DETERMINAÇÃO SOCIAL DA SAÚDE</p><p>Maria Vitória de Sousa Santos</p><p>ESTRATÉGIAS COMPORTAMENTAIS DE</p><p>MOTIVAÇÃO E DE AUTOCUIDADO PARA</p><p>MUDANÇA DE HÁBITOS DE VIDA</p><p>MODELOS DE MUDANÇA COMPORTAMENTAL</p><p>REDUÇÃO DE DANOS</p><p>• A mudança comportamental e de hábitos é um</p><p>grande desafio para a promoção da saúde.</p><p>• Nem sempre apenas a educação em saúde é</p><p>suficiente para a mudança de hábitos de vida e</p><p>para a adesão ao tratamento.</p><p>• Depende, também, da vontade individual, das</p><p>estratégias motivacionais e do apoio profissional.</p><p>• É muito importante a coordenação e a</p><p>integração do cuidado e a corresponsabilização</p><p>da pessoa.</p><p>MODELO TRANSTEÓRICO</p><p>• Desenvolvido na década de 1980</p><p>• Pesquisadores norte-americanos Prochaska e</p><p>DiClemente</p><p>É constituído por quatro construtos:</p><p>1. Estágios de mudança do comportamento</p><p>2. Processos de mudança</p><p>3. Equilíbrio de decisões</p><p>4. Autoeficácia</p><p>1. Pré-contemplação (“ I won’t”) - Não</p><p>considera a possibilidade de mudar, nem se</p><p>preocupa com a questão;</p><p>2. Contemplação (“I might”) - Admite o</p><p>problema, é ambivalente e considera adotar</p><p>mudanças eventualmente;</p><p>3. Preparação (“I will”) - Inicia algumas</p><p>mudanças, planeja, cria condições para mudar,</p><p>revisa tentativas passadas;</p><p>4. Ação (“I am”) - Implementa mudanças</p><p>ambientais e comportamentais, investe tempo e</p><p>energia na execução da mudança;</p><p>5. Manutenção (“I have”) - Processo de</p><p>continuidade do trabalho iniciado com ação,</p><p>para manter os ganhos e prevenir a recaída;</p><p>6. Recaída - Falha na manutenção e retomada</p><p>do hábito ou comportamento anterior –</p><p>retorno a qualquer dos estágios anteriores.</p><p>Observação: A pessoa não caminha nos estágios</p><p>de forma linear-causal: uma vez atingida alguma</p><p>mudança, não significa que se manterá nesse</p><p>estágio [...] as pessoas podem progredir ou regredir</p><p>por meio dos estágios de comportamento.</p><p>ENTREVISTA MOTIVACIONAL</p><p>• Criada por William Miller.</p><p>• A entrevista motivacional (EM) é um estilo de</p><p>conver sa co laborat iva vo l tada para o</p><p>fortalecimento da própria motivação da pessoa e</p><p>comprometimento com uma mudança.</p><p>• A meta específica é resolver a ambivalência.</p><p>• Envolve espírito de colaboração, de participação</p><p>e de autonomia de ambas as partes;</p><p>• A mudança é construída de forma natural e</p><p>espontânea;</p><p>• Técnica de abordagem centrada nas necessidades</p><p>da pessoa e em suas experiências;</p><p>• Busca identificar e trabalhar a motivação da</p><p>pessoa.</p><p>• Estimula a autoeficácia.</p><p>Princípios básicos:</p><p>1. Expressar empatia - Aceitar a postura do</p><p>ind iv íduo, tentando entendê- lo, sem</p><p>julgamento. Implica um certo grau de</p><p>solidariedade emocional tentando compreender</p><p>os seus pensamentos e emoções, colocando-se</p><p>no lugar do cliente. A resposta empática é uma</p><p>competência adquirida na qual o profissional é</p><p>treinado para compreender e aceitar o que o</p><p>outro é. Permite expressar solidariedade com</p><p>gestos (tocando levemente o cliente) e palavras</p><p>("Eu entendo que você se sentiu mal com</p><p>aquilo que aconteceu"). Além de ouvir o que o</p><p>cliente diz, o profissional responderá ao que</p><p>ouve, decodificando aquilo que ouviu e</p><p>repetindo para o cliente na forma de uma</p><p>afirmação. (Ex: “Me deixa ver se entendi o que</p><p>você está dizendo...”). Assim o profissional não</p><p>assume o papel de 'expert', a relação terapeuta-</p><p>Maria Vitória de Sousa Santos</p><p>cliente é mais de troca, visando à autonomia,</p><p>liberdade de escolha do cliente e sua eficácia.</p><p>2. Desenvolver discrepância - fazer um</p><p>contraponto entre o atual comportamento e a</p><p>meta a ser alcançada. É muito importante que</p><p>o cliente tenha consciência das conseqüências</p><p>de sua conduta, perceba a diferença entre o</p><p>comportamento atual e os objetivos futuros.</p><p>Interessa aumentar os seus níveis de conflito,</p><p>especialmente entre o atual comportamento e</p><p>os valores de sua vida. Trabalhar a emoção</p><p>gerada pelo desconforto da dúvida e / ou de</p><p>conflito é o maior motor para a mudança.</p><p>3. Evitar discussões - confrontos diretos geram</p><p>resistências. isto é, confrontações diretas. Evite</p><p>discutir e debater com o cliente sobre a</p><p>conveniência ou a utilidade de uma mudança,</p><p>porque isso pode criar resistência. Os</p><p>argumentos diretos e as tentativas para</p><p>convencer tendem a produzir oposição ante as</p><p>instruções, ordens ou sugestões para a</p><p>mudança. Esta oposição surge quando a pessoa</p><p>tem a percepção de que sua escolha é limitada</p><p>e, em geral, quando a sensação de liberdade</p><p>seja cerceada. Antes de informar é apropriado</p><p>perguntar ao cliente se tem ou deseja obter</p><p>informação, com frases como “Quer que eu te</p><p>explique alguma coisa sobre este assunto?”</p><p>Também é importante não se precipitar com</p><p>um grande número de informações, sendo mais</p><p>útil ir informando aos poucos e conferindo se</p><p>ele entendeu, sempre centrado no conflito do</p><p>cliente. Geralmente as discussões surgem da</p><p>tentativa do profissional confrontar o cliente</p><p>com seu problema e conseqüentemente querer</p><p>rotulá-lo (por exemplo, o profissional esperar</p><p>que o cliente se assuma como alcoólatra).</p><p>Categorizar é desnecessário.</p><p>4. Dissipar resistências - estar atento ao</p><p>timing do paciente. Temos que reconhecer o</p><p>momento do cliente e saber usá-lo ao invés de</p><p>irmos contra ele. Suas percepções podem</p><p>mudar, principalmente se forem de relutância</p><p>ao tratamento, ao contato terapêutico ou</p><p>mesmo à mudança propriamente dita. Novas</p><p>perspectivas são bem recebidas, mas não devem</p><p>ser impostas.</p><p>5. Estimular a autoeficácia - reforçar a crença</p><p>da pessoa na sua capacidade de conseguir</p><p>alcançar seu objetivo. apoiar e reforçar</p><p>o</p><p>sentimento de auto-eficácia. Acreditar na</p><p>possibilidade de mudança é um importante</p><p>fator motivacional porque tem uma grande</p><p>influência sobre a capacidade de iniciar um</p><p>novo comportamento e mantê-lo. Os resultados</p><p>anteriores satisfatórios reforçam a crença do</p><p>paciente na sua capacidade de conseguir e a</p><p>nossa ajuda pode ser analisar os resultados,</p><p>potenciando a sua positividade ("É muito difícil</p><p>parar de fumar e você conseguiu!”). Não</p><p>podemos esquecer que o cliente é responsável</p><p>por escolher e fazer a mudança e nós por lhe</p><p>dar assistência, se desejado.</p><p>Estratégias para lidar com a resistência</p><p>1-Reflexão simples: Constatar que o cliente</p><p>discorda ou que ele sente algo. Permite explorar</p><p>melhor a situação ao invés de aumentar as defesas:</p><p>- Cliente: "Não sou eu que tenho problemas. Se</p><p>bebo, é porque minha esposa está sempre me</p><p>enchendo [..]."</p><p>- Profissional: "Parece que, para você, a razão</p><p>de você beber tem relação com seus problemas</p><p>conjugais"</p><p>2-Reflexão amplificada: A idéia seria devolver</p><p>ao cliente o que ele disse de uma forma amplificada</p><p>ou mesmo exagerada.</p><p>- Cliente: "Eu consigo controlar minha bebida."</p><p>- Profissional: "Então quer dizer que você não</p><p>tem nada a temer, álcool não é um problema</p><p>para você"</p><p>3-Reflexão de dois lados: Uma abordagem</p><p>baseada na escuta crítica é constatar o que o cliente</p><p>diz e acrescentar a isto, o outro lado da</p><p>ambivalência do cliente, utilizando material</p><p>fornecido anteriormente:</p><p>- Cliente: "Está bem, eu tenho problemas com</p><p>minha família e com meu chefe pelas ressacas</p><p>frequentes, mas eu não sou um alcoólatra."</p><p>- Profissional: "Você não tem dificuldade em</p><p>assumir que a bebida está te prejudicando, mas</p><p>você não quer ser taxado".</p><p>4-Mudar o foco de atenção da pessoa de algo</p><p>que parece uma barreira para sua evolução.</p><p>- Cliente: "Eu fumo há muito tempo, nem sei o</p><p>que seria da minha vida sem o cigarro, e já tentei</p><p>parar antes e não consegui."</p><p>- Profissional: "Mas agora é uma situação</p><p>diferente, e você pode contar também com a</p><p>ajuda de um grupo de apoio e medicamentos a</p><p>que antes você não tinha acesso. O presente traz</p><p>novas oportunidades".</p><p>5-Concordar, mas com uma mudança sutil</p><p>de direção.</p><p>- Cliente: "Parar de fumar é muito difícil."</p><p>- Profissional: "Você tem razão, muitos ex-</p><p>fumantes falam que passaram pelo que você está</p><p>passando hoje".</p><p>6-Enfatizar a escolha e o controle pessoal:</p><p>Profissional: "Ninguém pode mudar o seu hábito.</p><p>Afinal, quem decide é você".</p><p>Maria Vitória de Sousa Santos</p><p>7-Reinterpretar: Isto é, colocar os comentários</p><p>do cliente num outro contexto ou mesmo dar-lhe</p><p>outra interpretação, alterando o sentido:</p><p>- Cliente: "Eu não aguento mais tentar, parar e</p><p>não conseguir. Eu desisto!"</p><p>- Profissional: "Realmente, muitas vezes, é difícil</p><p>ver uma luz no fim do túnel. Eu percebo seu</p><p>esforço em parar e te admiro por isso. Lembre-se</p><p>do processo de mudança que foi discutido:</p><p>quanto mais vezes você passar pelas fases de</p><p>mudança do seu hábito, mais chances terá de</p><p>chegar à manutenção daquilo que você tem</p><p>como objetivo".</p><p>Paradoxo terapêutico: "OK, talvez seja melhor</p><p>mesmo você não fazer a dieta e não tomar seus</p><p>medicamentos ...]"</p><p>M E T O D O L O G I A D A E N T R E V I S T A</p><p>MOTIVACIONAL: PARR</p><p>Reflexão: a escuta reflexiva é a principal estratégia</p><p>na EM.</p><p>Repetição:</p><p>Cliente: “É tão difícil não fumar depois que se para,</p><p>mas eu estou conseguindo.”</p><p>Profissional: “Você está conseguindo”.</p><p>Refraseamento:</p><p>Cliente: “Eu acredito que, quando meu joelho</p><p>melhorar, será o momento de voltar a tentar fazer</p><p>exercícios todos os dias.”</p><p>Profissional: “Quando estiver recuperado, será o</p><p>momento de voltar a tentar”.</p><p>Paráfrase:</p><p>Cliente: “No meu caso, se digo que é agora, é agora,</p><p>e se eu digo, eu faço!”</p><p>Profissional: “Quando você se propõe a algo, você</p><p>consegue”.</p><p>Apontamento emocional: Revelam sentimentos</p><p>ou emoções</p><p>Profissional: “Te percebo um pouco triste” ou</p><p>“Parece que este assunto te emociona”.</p><p>Silêncio: Está indicando que ele é aceito e</p><p>compreendido.</p><p>ARMADILHAS A SEREM EVITADAS</p><p>Por outro lado, existem várias armadilhas que</p><p>retardam ou dificultam o processo de mudança e</p><p>geram resistência do paciente:</p><p>1. Pergunta / Resposta: fazer perguntas que o</p><p>cliente responde com frases curtas e simples. A</p><p>relação “profissional ativo / cliente passivo”</p><p>não facilita a reflexão e preparação por parte</p><p>do cliente, por isto a preconização de perguntas</p><p>abertas e escuta reflexiva. Como regra geral</p><p>deve evitar a perguntar três perguntas abertas</p><p>seguidas.</p><p>2. Confrontar a Negação: é a mais freqüente</p><p>armadilha a se evitar. Quanto mais confrontar</p><p>o cliente com sua situação, este se torna mais</p><p>resistente e relutante em mudar, por exemplo,</p><p>com respostas como "Não creio que é tão grave</p><p>esquecer as coisas quando eu bebo."</p><p>3. Assumir o papel de “Expert”: oferecer,</p><p>com as melhores intenções, respostas e soluções</p><p>para o cliente, o levando a assumir um papel</p><p>passivo totalmente contrária à abordagem da</p><p>Entrevista Motivacional.</p><p>4. Rotular: classificar um paciente com rótulos,</p><p>que muitas vezes exercem certo tipo de estigma</p><p>sobre as pessoas ("Você é um alcoólatra"). Os</p><p>problemas podem ser analisados sem a</p><p>necessidade de definir rótulos, que causam</p><p>resistência desnecessária.</p><p>5. Fo c a l i z a ç ã o p r e m a t u r a : f o c a r</p><p>prematuramente o assunto que parece mais</p><p>importante quando o cliente quer falar sobre</p><p>outros assuntos que lhe digam respeito e que</p><p>são mais extensos. É importante evitar o</p><p>confronto sobre o que é mais adequado para</p><p>iniciar a entrevista e começar com as</p><p>preocupações do cliente facilita a tarefa. Se</p><p>tentarmos focalizar a questão rapidamente ele</p><p>irá se distanciar e ficar na defensiva.</p><p>6. Culpar: gastar tempo e energia para analisar</p><p>de quem é a culpa do problema deixa o cliente</p><p>na defensiva. A culpa é irrelevante e convém</p><p>enfrentá-la com reflexão e reformulação das</p><p>preocupações do cliente.</p><p>E S T R A T É G I A S Q U E A U M E N T E M A</p><p>PROBABILIDADE DE MUDANÇA</p><p>1. Aconselhar</p><p>2. Remover Barreiras</p><p>3. Oferecer opções de escolha</p><p>4. Diminuir a vontade</p><p>5. Praticar empatia</p><p>6. Dar feedback</p><p>7. Clarificar objetivos</p><p>8. Ajuda ativa</p><p>REDUÇÃO DE DANOS</p><p>Trata-se de um conjunto de estratégias que visam</p><p>reduzir os efeitos negativos do uso de drogas, sem a</p><p>necessidade de abstinência, respeitando-se o direito</p><p>desses cidadãos ao cuidado à saúde.</p><p>Maria Vitória de Sousa Santos</p><p>ABORDAGEM À PESSOA COM DIABETES</p><p>NA ATENÇÃO BÁSICA</p><p>DIABETES MELLITUS (DM)</p><p>• Doença crônica não transmissível (DCNT)</p><p>definida como um distúrbio de múltiplas</p><p>etiologias resultante de defeitos e ineficácia da</p><p>insulina secretada pelo pâncreas ocasionando a</p><p>resistência insulínica.</p><p>• Essa hiperglicemia persistente, está associada à</p><p>complicações crônicas micro e macrovasculares,</p><p>aumento de morbidade, redução da qualidade de</p><p>vida e elevação da taxa de mortalidade.</p><p>• Trata-se de uma doença indiscriminada, capaz de</p><p>afetar indivíduos de todas as raças, cor,</p><p>escolaridade, sexo, idade e condição social.</p><p>RASTREAMENTO</p><p>• As equipes de Atenção Básica devem estar</p><p>atentas, não apenas para os sintomas de diabetes,</p><p>mas também para seus fatores de risco (hábitos</p><p>alimentares não saudáveis, sedentarismo e</p><p>obesidade).</p><p>• Recomenda-se que a consulta de rastreamento</p><p>para a população-alvo definida pelo serviço de</p><p>Saúde seja realizada pelo enfermeiro da UBS,</p><p>encaminhando para o médico em um segundo</p><p>momento, a fim de confirmar o diagnóstico dos</p><p>casos suspeitos.</p><p>• Os objetivos da consulta de rastreamento são:</p><p>conhecer a história pregressa da pessoa; realizar o</p><p>exame físico, incluindo a verificação de pressão</p><p>arterial, de dados antropométricos (peso, altura e</p><p>circunferência abdominal) e do cálculo do IMC;</p><p>identificar os fatores de risco para DM; avaliar as</p><p>condições de saúde e solicitar os exames</p><p>laboratoriais necessários e que possam contribuir</p><p>para o diagnóstico e para a decisão terapêutica</p><p>ou preventiva.</p><p>CLASSIFICAÇÃO</p><p>Diabetes tipo 1</p><p>• A apresentação</p><p>do diabetes tipo 1 é em geral</p><p>abrupta, acometendo principalmente crianças e</p><p>adolescentes sem excesso de peso.</p><p>• Na maioria dos casos, a hiperglicemia é</p><p>acentuada, evoluindo rapidamente para</p><p>cetoacidose, especialmente na presença de</p><p>infecção ou outra forma de estresse.</p><p>• Assim, o traço clínico que mais define o tipo 1 é a</p><p>tendência à hiperglicemia grave e cetoacidose.</p><p>• O termo “tipo 1” indica o processo de destruição</p><p>da célula beta que leva ao estágio de deficiência</p><p>absoluta de insulina, quando a administração de</p><p>insulina é necessária para prevenir cetoacidose.</p><p>• A destruição das células beta é geralmente</p><p>causada por processo autoimune (tipo 1</p><p>autoimune ou tipo 1A), que pode ser detectado</p><p>p o r a u t o a n t i c o r p o s c i rc u l a n t e s c o m o</p><p>antidescarboxilase do ácido glutâmico (anti-</p><p>GAD), anti-ilhotas e anti-insulina.</p><p>• Em menor proporção, a causa é desconhecida</p><p>(tipo 1 idiopático ou tipo 1B).</p><p>• A destruição das células beta em geral é</p><p>r a p i d a m e n t e p r o g r e s s i v a , o c o r r e n d o</p><p>principalmente em crianças e adolescentes (pico</p><p>de incidência entre 10 e 14 anos), mas pode</p><p>ocorrer também em adultos.</p><p>Diabetes tipo 2</p><p>• O DM tipo 2 costuma ter início insidioso e</p><p>sintomas mais brandos.</p><p>• Manifesta-se, em geral, em adultos com longa</p><p>história de excesso de peso e com história familiar</p><p>de DM tipo 2.</p><p>• No entanto, com a epidemia de obesidade</p><p>atingindo crianças, observa-se um aumento na</p><p>incidência de diabetes em jovens, até mesmo em</p><p>crianças e adolescentes.</p><p>• O termo “tipo 2” é usado para designar uma</p><p>deficiência relativa de insulina, isto é, há um</p><p>estado de resistência à ação da insulina, associado</p><p>a um defeito na sua secreção, o qual é menos</p><p>intenso do que o observado no diabetes tipo 1.</p><p>• Após o diagnóstico, o DM tipo 2 pode evoluir por</p><p>muitos anos antes de requerer insulina para</p><p>controle.</p><p>• Seu uso, nesses casos, não visa evitar a</p><p>cetoacidose, mas alcançar o controle do quadro</p><p>hiperglicêmico.</p><p>• A cetoacidose nesses casos é rara e, quando</p><p>presente, em geral é ocasionada por infecção ou</p><p>estresse muito grave.</p><p>• A hiperglicemia desenvolve-se lentamente,</p><p>permanecendo assintomática por vários anos.</p><p>Diabetes gestacional e diabetes detectado na</p><p>gravidez</p><p>• Diabe te s ge s tac iona l é um es tado de</p><p>hiperglicemia, menos severo que o diabetes tipo 1</p><p>e 2, detectado pela primeira vez na gravidez.</p><p>Maria Vitória de Sousa Santos</p><p>• Geralmente se resolve no período pós-parto e</p><p>pode frequentemente retornar anos depois.</p><p>• Hiperglicemias detectadas na gestação que</p><p>alcançam o critério de diabetes para adultos, em</p><p>geral, são classificadas como diabetes na gravidez,</p><p>independentemente do período gestacional e da</p><p>sua resolução ou não após o parto.</p><p>• Sua detecção deve ser iniciada na primeira</p><p>consulta de pré-natal.</p><p>DIAGNÓSTICO</p><p>• Os sinais e sintomas característicos que levantam</p><p>a suspeita de diabetes são os “quatro P’s”:</p><p>poliúria, polidipsia, polifagia e perda inexplicada</p><p>de peso.</p><p>• Embora possam estar presentes no DM tipo 2,</p><p>esses sinais são mais agudos no tipo 1, podendo</p><p>progredir para cetose, desidratação e acidose</p><p>metabólica, especialmente na presença de estresse</p><p>agudo.</p><p>• Sintomas mais vagos também podem estar</p><p>presentes, como prurido, visão turva e fadiga.</p><p>• No DM tipo 2, o início é insidioso e muitas vezes</p><p>a pessoa não apresenta sintomas.</p><p>• Não infrequentemente, a suspeita da doença é</p><p>feita pela presença de uma complicação tardia,</p><p>como proteinuria, retinopatia, neuropatia</p><p>periférica, doença arteriosclerótica ou então por</p><p>infecções de repetição.</p><p>VALORES PARA DIAGNÓSTICO DIABETES TIPO 2</p><p>AVALIAÇÃO DO PACIENTE DA APS</p><p>1. C o n s u l t a d e e n f e r m a ge m : É d e</p><p>competência do enfermeiro, realizar consulta</p><p>de enfermagem para pessoas com maior risco</p><p>para desenvolver DM tipo 2, abordando fatores</p><p>de risco, estratificação do risco cardiovascular e</p><p>orientação sobre MEV. A consulta de</p><p>enfermagem tem o objetivo de conhecer a</p><p>história pregressa do paciente, seu contexto</p><p>social e econômico, grau de escolaridade,</p><p>avaliar o potencial para o autocuidado e avaliar</p><p>as condições de saúde. É importante que o</p><p>enfermeiro estimule e auxilie a pessoa a</p><p>desenvolver seu plano de autocuidado em</p><p>relação aos fatores de risco identificados</p><p>durante o acompanhamento.</p><p>2. Consulta médica: A consulta de avaliação</p><p>inicial de pessoas com diagnóstico de DM será</p><p>realizada pelo médico da Atenção Básica.</p><p>Nesta consulta, o profissional precisará</p><p>identificar os fatores de risco, avaliar as</p><p>condições de saúde, estratificar, se necessário, o</p><p>risco cardiovascular da pessoa, e orientar</p><p>quanto à prevenção e ao manejo de</p><p>complicações crônicas. A consulta médica</p><p>deverá incluir quatro aspectos fundamentais:</p><p>história da pessoa, exame físico, avaliação</p><p>laborator ia l e es trat ificação do r i sco</p><p>cardiovascular.</p><p>70-99</p><p>100-125</p><p>>= 126</p><p>Maria Vitória de Sousa Santos</p><p>DE</p><p>AVALIAÇÃO E CUIDADOS COM OS PÉS DE</p><p>PESSOAS COM DIABETES MELLITUS NA</p><p>ATENÇÃO BÁSICA</p><p>• Entre as complicações crônicas do diabetes</p><p>mellitus (DM), as úlceras de pés (também</p><p>conhecido como pé diabético) e a amputação de</p><p>extremidades são as mais graves e de maior</p><p>impacto socioeconômico.</p><p>• As úlceras nos pés apresentam uma incidência</p><p>anual de 2%, tendo a pessoa com diabetes um</p><p>risco de 25% em desenvolver úlceras nos pés ao</p><p>longo da vida.</p><p>• Estudos estimam que essa complicação é</p><p>responsável por 40% a 70% das amputações não</p><p>traumáticas de membros inferiores.</p><p>• Aproximadamente 20% das internações de</p><p>indivíduos com diabetes ocorrem por lesões nos</p><p>membros inferiores.</p><p>• Oitenta e cinco por cento das amputações de</p><p>membros inferiores no DM são precedidas de</p><p>ulcerações, sendo que os principais fatores</p><p>associados são a neuropatia periférica,</p><p>deformidades no pé e os traumatismos.</p><p>• A prevenção, por meio do exame frequente dos</p><p>pés de pessoas com DM, realizado pelo médico</p><p>ou pela enfermeira da Atenção Básica, é de vital</p><p>importância para a redução das complicações.</p><p>• Há evidências sobre a importância do</p><p>rastreamento em todas as pessoas com diabetes a</p><p>fim de identificar aquelas com maior risco para</p><p>ulceração nos pés, que podem se beneficiar das</p><p>intervenções profiláticas, incluindo o estímulo ao</p><p>autocuidado.</p><p>FINANCIAMENTO DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À</p><p>SAÚDE (APS)</p><p>PORTARIA GM/MS N° 102, DE 20 DE</p><p>JANEIRO DE 2022</p><p>2º São indicadores do pagamento por desempenho</p><p>para o ano de 2022:</p><p>I. Proporção de gestantes com pelo menos 6 (seis)</p><p>consultas pré-natal realizadas, sendo a 1ª</p><p>(primeira) até a 12ª (décima segunda) semana</p><p>de gestação.</p><p>II. Proporção de gestantes com realização de</p><p>exames para sífilis e HIV.</p><p>III. Proporção de gestantes com atendimento</p><p>odontológico realizado.</p><p>IV. Proporção de mulheres com coleta de</p><p>citopatológico na APS.</p><p>V. Proporção de crianças de 1 (um) ano de Idade</p><p>vacinadas na APS contra Difteria, Tétano,</p><p>Coqueluche, Hepatite B, Infecções causadas</p><p>por haemophilus influenzae t ipo b e</p><p>Poliomielite inativada</p><p>VI. Proporção de pessoas com hipertensão, com</p><p>consulta e pressão arterial aferida no semestre.</p><p>VII.Proporção de pessoas com diabetes,</p><p>com consulta e hemoglobina glicada</p><p>solicitada no semestre.</p><p>Maria Vitória de Sousa Santos</p><p>O CUIDADO AO PACIENTE COM</p><p>HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA NA</p><p>ATENÇÃO BÁSICA</p><p>HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA</p><p>É uma doença crônica não transmissível (DCNT)</p><p>caracterizada por elevação persistente da pressão</p><p>arterial (PA), com PA sistólica (PAS) ≥ 140 mmHg</p><p>e/ou PA diastólica (PAD) ≥ 90 mmHg medida com</p><p>a técnica correta, em pelo menos duas ocasiões</p><p>diferentes, na ausência de medicação anti-</p><p>hipertensiva.</p><p>IMPACTO DA HIPERTENSÃO ARTERIAL NAS</p><p>DOENÇAS CARDIOVASCULARES</p><p>Principal fator de risco modificável para doenças</p><p>cardiovasculares (DCV), doença renal crônica</p><p>(DRC) e morte prematura.</p><p>FATORES DE R ISCO PARA H I PERTENSÃO</p><p>ARTERIAL</p><p>1. Genética</p><p>2. Idade</p><p>3. Sexo</p><p>4. Etnia</p><p>5. Excesso de peso</p><p>6. Sedentarismo</p><p>7. Álcool e Fumo</p><p>8. Ingesta de sal</p><p>RASTREAMENTO</p><p>• Todo adulto com 18 anos ou mais de idade,</p><p>quando vier à Unidade Básica de Saúde (UBS)</p><p>p a r a c o n s u l t a , a t i v i d a d e s e d u c a t i va s ,</p><p>procedimentos, entre outros, e não tiver registro</p><p>no prontuário de ao menos uma verificação da</p><p>PA nos últimos dois anos, deverá tê-la verificada e</p><p>registrada.</p><p>• A primeira verificação deve ser realizada em</p><p>ambos os braços.</p><p>• Caso haja diferença entre os valores, deve ser</p><p>considerada a medida de maior valor.</p><p>• O braço com o maior valor aferido deve ser</p><p>utilizado como referência nas próximas medidas.</p><p>• O indivíduo deverá ser investigado para doenças</p><p>arteriais se apresentar diferenças de pressão entre</p><p>os membros superiores maiores de 20/10 mmHg</p><p>p a r a a s p re s s õ e s s i s t ó l i c a / d i a s t ó l i c a ,</p><p>respectivamente.</p><p>• Com intervalo de um minuto, no mínimo, uma</p><p>segunda medida dever ser realizada.</p><p>DIAGNÓSTICO</p><p>O diagnóstico da HAS consiste na média aritmética</p><p>da PA maior ou igual a 140/90mmHg, verificada</p><p>em pelo menos três dias diferentes com intervalo</p><p>mínimo de uma semana entre as medidas, ou seja,</p><p>soma-se a média das medidas do primeiro dia mais</p><p>as duas medidas subsequentes e divide-se por três.</p><p>CLASSIFICAÇÃO DA PRESSÃO ARTERIAL</p><p>ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO CARDIOVASCULAR</p><p>A estratificação tem como objetivo estimar o risco</p><p>de cada indivíduo sofrer uma doença arterial</p><p>coronariana nos próximos dez anos. Essa estimativa</p><p>se baseia na presença de múltiplos fatores de risco,</p><p>como sexo, idade, níveis pressóricos, tabagismo,</p><p>níveis de HDLc e LDLc. A partir da estratificação</p><p>de risco, selecionam-se indivíduos com maior</p><p>probabilidade de complicações, os quais se</p><p>beneficiarão de intervenções mais intensas. O</p><p>escore de Framinghan é uma ferramenta útil e de</p><p>fácil aplicação no cotidiano. Ele classifica os</p><p>indivíduos por meio da pontuação nos seguintes</p><p>graus de risco cardiovascular (BRASIL, 2010) e</p><p>auxilia na definição de condutas:</p><p>1. Baixo Risco – quando existir menos de 10%</p><p>de chance de um evento cardiovascular ocorrer</p><p>Maria Vitória de Sousa Santos</p><p>em dez anos. O seguimento dos indivíduos com</p><p>PA limítrofe poderá ser anual após orientá-los</p><p>sobre estilo de vida saudável.</p><p>2. Risco Intermediário – quando existir 10%</p><p>– 20% de chance de um evento cardiovascular</p><p>ocorrer em dez anos. O seguimento dos</p><p>indivíduos com PA limítrofe poderá ser</p><p>semestral após orientações sobre estilo de vida</p><p>saudável e, se disponível na UBS ou</p><p>comunidade e s e de se jo da pe s soa ,</p><p>encaminhamento para ações coletivas de</p><p>educação em Saúde.</p><p>3. Alto Risco – quando existir mais de 20% de</p><p>chance de um evento cardiovascular ocorrer</p><p>em dez anos ou houver a presença de lesão de</p><p>órgão-alvo, tais como IAM, AVC/AIT,</p><p>hipertrofia ventricular esquerda, retinopatia e</p><p>nefropatia. O seguimento dos indivíduos com</p><p>PA limítrofe de alto risco poderá ser trimestral</p><p>após orientações sobre estilo de vida saudável e,</p><p>se disponível na UBS ou comunidade e, se</p><p>desejo da pessoa, encaminhamento para ações</p><p>de educação em Saúde coletivas.</p><p>TRATAMENTO NÃO MEDICAMENTOSO</p><p>• O tratamento não medicamentoso é parte</p><p>fundamental no controle da HAS e de outros</p><p>fatores de risco para doenças cardiovasculares</p><p>(DCV), como obesidade e dislipidemia.</p><p>• Esse tratamento envolve mudanças no estilo de</p><p>vida (MEV) que acompanham o tratamento do</p><p>paciente por toda a sua vida.</p><p>• Entre as MEV está a redução no uso de bebidas</p><p>alcoólicas.</p><p>• O álcool é fator de risco reconhecido para</p><p>hipertensão arterial e pode dificultar o controle</p><p>da doença instalada.</p><p>• Outro ponto a ser observado é o uso de</p><p>anticoncepcionais hormonais orais.</p><p>• A substituição de anticoncepcionais hormonais</p><p>orais por outros métodos contraceptivos promove</p><p>a redução da pressão arterial em pacientes</p><p>hipertensas.</p><p>• Embora fumar seja um fator de risco para o</p><p>desenvolvimento de DCV, o papel do tabagismo</p><p>como fator de risco para HAS não está, ainda,</p><p>bem definido.</p><p>• A adoção de hábitos saudáveis, como</p><p>alimentação, diminuição do consumo de álcool,</p><p>prática de atividade física, controle do peso e</p><p>abandono do tabagismo.</p><p>TRATAMENTO MEDICAMENTOSO</p><p>• A decisão de quando iniciar medicação anti-</p><p>hipertensiva deve ser considerada avaliando a</p><p>preferência da pessoa, o seu grau de motivação</p><p>para mudança de estilo de vida, os níveis</p><p>pressóricos e o risco cardiovascular.</p><p>• Pessoas com alto risco cardiovascular ou níveis</p><p>pressóricos no estágio 2 (PA ≥ 160/100mmHg)</p><p>beneficiam-se de tratamento medicamentoso</p><p>desde o diagnóstico para atingir a meta</p><p>pressórica, além da mudança de estilo de vida.</p><p>• Pessoas que não se enquadram nos critérios</p><p>acima e que decidem, em conjunto com o</p><p>médico, não iniciar medicação neste momento,</p><p>podem adotar hábitos saudáveis para atingir a</p><p>meta por um período de três a seis meses.</p><p>• Durante esse intervalo de tempo devem ter a</p><p>pressão arterial avaliada pela equipe, pelo menos,</p><p>mensalmente.</p><p>• Quando a pessoa não consegue atingir a meta</p><p>pressórica pactuada ou não se mostra motivada</p><p>no processo de mudança de hábitos, o uso de</p><p>anti-hipertensivos deve ser oferecido, de acordo</p><p>com o método clínico centrado na pessoa.</p><p>• O tratamento medicamentoso utiliza diversas</p><p>classes de fármacos selecionados de acordo com a</p><p>necessidade de cada pessoa, com a avaliação da</p><p>presença de comorbidades, lesão em órgãos-alvo,</p><p>h i s t ó r i a f a m i l i a r, i d a d e e g r av i d e z .</p><p>Frequentemente, pela característica multifatorial</p><p>da doença, o tratamento da HAS requer</p><p>associação de dois ou mais anti-hipertensivos.</p><p>TRATAMENTO E ACOMPANHAMENTO DAS</p><p>PESSOAS COM HAS NA AB</p><p>• O seguimento das pessoas com hipertensão deve</p><p>ser feito com apoio de outros profissionais de</p><p>Saúde de acordo com as necessidades de cada</p><p>caso e recursos disponíveis.</p><p>• Avaliação do nutricionista.</p><p>• Acompanhamento com o educador físico.</p><p>• Garantir o acesso às consultas de retorno.</p><p>• Promover a inserção em grupos de educação em</p><p>saúde e autocuidado.</p><p>Observação: Faz parte do componente para</p><p>repasse do financiamento da saúde: Previne Brasil.</p><p>- VI - proporção de pessoas com hipertensão, com</p><p>consulta e pressão arterial aferida no semestre.</p><p>Maria Vitória de Sousa Santos</p><p>AÇÕES DE PREVENÇÃO PARA</p><p>DOENÇAS</p><p>CARDIOVASCULARES</p><p>FAT O R E S D E R I S C O PA R A D O E N Ç A S</p><p>CARDIOVASCULARES</p><p>1. Hipertensão</p><p>2. Dislipidemia</p><p>3. Obesidade</p><p>4. Sedentarismo</p><p>5. Tabagismo</p><p>6. Consumo abusivo de álcool</p><p>7. Diabetes</p><p>8. Histórico familiar</p><p>Obse r v a ç ã o : A u m e n t a m o r i s c o d o</p><p>desenvolvimento de doenças cardiovasculares.</p><p>• A presença dos fatores de risco clássicos</p><p>(h iper t en são, d i s l i p idemia , obe s idade,</p><p>sedentarismo, tabagismo, diabetes e histórico</p><p>familiar) aumenta a probabilidade pré-teste de</p><p>DCV – com ênfase para a doença arterial</p><p>coronariana (DAC) – e norteia a prevenção</p><p>primária e secundária.</p><p>• Medidas como o estímulo aos hábitos de vida</p><p>saudáveis, o acesso às ações para prevenção</p><p>primária e secundária de DCV, associados ao</p><p>tratamento de eventos cardiovasculares (CV), é</p><p>essencial para o controle das DCV.</p><p>NÍVEIS DE PREVENÇÃO</p><p>História natural da doença (Leavell e Clark):</p><p>Prevenção primária:</p><p>• A prevenção primária é marcada por ações</p><p>focadas em impedir a ocorrência das doenças</p><p>antes que elas se desenvolvam no organismo dos</p><p>pacientes.</p><p>• Ela subdivide-se em dois níveis: a promoção da</p><p>saúde e a proteção específica, contempla o</p><p>período pré-patogênico (antes do adoecimento) e</p><p>ações sobre agentes patógenos e seus vetores.</p><p>• Esse nível de prevenção, portanto, diz respeito a</p><p>ações tomadas para remover causas e fatores de</p><p>risco de um problema de saúde individual ou</p><p>populacional, antes do desenvolvimento de</p><p>alguma condição clínica.</p><p>• Esse nível de atenção é fundamental para a</p><p>sociedade, uma vez que tem ação preventiva e</p><p>contribui para evitar o adoecimento da</p><p>população. Isso, sem dizer da redução dos gastos</p><p>com tratamentos de doenças.</p><p>• Os programas de vacinação e imunização</p>

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