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<p>APRENDIZAGEM MOTORA</p><p>Conceitos e características Gerais</p><p>A aprendizagem motora busca compreender como os indivíduos adquirem habilidades motoras e quais são os fatores subjacentes a essa aquisição.</p><p>HABILIDADE MOTORA</p><p>Para Magill (2000, p.6)</p><p>“[...] movimentos voluntários do corpo ou parte do corpo para atingir um objetivo”</p><p>Toda habilidade motora possui um objetivo ...</p><p>Uma finalidade específica</p><p>Objetivo curto e rápido ou longo</p><p>H. M. são adquiridas não são dadas geneticamente.</p><p>COMPREENDENDO OS TERMOS</p><p>HABILIDADE e CAPACIDADE</p><p>Capacidade – aquilo que nos torna capazes, aptos a realizar as habilidades motoras</p><p>Levantar o halter (peso) é uma habilidade que só é possível de ser realizada graças à força (capacidade física)</p><p>Correr uma prova de 100 metros no atletismo é uma habilidade que necessita, dentre outras capacidades, da velocidade (capacidade física)</p><p>Rebater uma bola de tênis é uma habilidade que requer, dentre outras capacidades, percepção espaço – temporal ( capacidade perceptiva)</p><p>O termo HABILIDADE pode assumir duas conotações:</p><p>a) Indicador de desempenho – nesse caso, ele é utilizado para adjetivar a ação:</p><p>“Ronaldinho Gaúcho é um jogador habilidoso”</p><p>b) Como ato ou tarefa – neste caso, ele serve para designar uma ação:</p><p>“A manchete é uma habilidade do Vôlei”</p><p>PESQUISADORES DO CAMPO CONCEITUAM</p><p>HABILIDADE MOTORA COMO...</p><p>[...] mudança interna do indivíduo, como resultado da prática ( MAGILL, 1984, p.12)</p><p>[...] conjunto de processos associados à prática ou à experiência, conduzindo a mudança relativamente permanentes para executar performance habilidosa ( SCHIMIDT,1988,p.153)</p><p>[...] reflexo de uma variação, relativamente permanente na obra ou no potencial de execução, como resultado da prática ou experiências anteriores ( SINGER, 1986)</p><p>[...] uma série de processos associados à prática ou à experiência, que levam a mudanças relativamente permanentes na capacidade de produzir uma ação (SHUMWAY-COOK; WOOLLACOTT, 2003, p. 26)</p><p>APRENDER é um processo de aquisição permanente, decorrente da PRÁTICA ou da EXPERIÊNCIA</p><p>PRÁTICA – refere-se aos processos sistematizados, deliberados, conscientes e intencionalmente planejados para a aquisição das habilidades motoras</p><p>O aprendizado pela EXPERIÊNCIA é aquela que ocorre de maneira incidental, assistemática, esporádica e ocasional</p><p>A APRENDIZAGEM MOTORA não é um fenômeno diretamente observável, mas seus produtos sim.</p><p>Quando aprendemos uma nova habilidade motora ocorrem mudanças internas no nosso sistema nervoso central, novas conexões neurológicas são estabelecidas.</p><p>Entretanto essas mudanças só poderão ser constatadas pelo COMPORTAMENTO MOTOR, ou seja pelo produto observável desse processo que é o DESEMPENHO MOTOR</p><p>São as características observáveis do movimento que permitem ao professor inferir sobre o processo de aprendizagem motora do seus alunos</p><p>Se é necessário saber como ensinar uma HABILIDADE MOTORA, é igual necessário saber o significado desta habilidade em nossa cultura, sob o risco dos profissionais de Educação Física transmitir aos alunos de forma acrítica, porém, tecnicamente competente, certos modismos ou práticas que não contribuirão para o acervo cultural dos mesmos (DAOLIO, 1997, p.22)</p><p>ESTÁGIOS DA APRENDIZAGEM MOTORA</p><p>Letra E = ERROS</p><p>Letra A = ACERTOS</p><p>OBSERVE os modelos abaixo...</p><p>Primeiro modelo</p><p>EEEEEEEEEEAAAAAAAAAA</p><p>Segundo modelo</p><p>EEEAEEAEAEAAEAEAAAA</p><p>A aprendizagem de uma habilidade motora ocorre de acordo com o primeiro modelo ou de acordo com o segundo modelo apresentado?</p><p>O segundo modelo é o mais razoável para explicar a aprendizagem das habilidades motoras, pois se trata de um processo que ocorre de forma gradativa</p><p>Em um primeiro estágio, há predominância dos erros sobre os acertos</p><p>Segundo modelo</p><p>EEEAEEAEAEAAEAEAAAA</p><p>Em um estágio intermediário, há o equilíbrio entre os erros e os acertos</p><p>Na etapa final desse processo, os acertos predominam sobre os erros</p><p>Utilizaremos a proposta de Fitts e Posner ( 1967)</p><p>1º ESTÁGIO: COGNITIVO</p><p>É denominado de cognitivo, pois o aprendiz não consegue desvincular a atenção da ação, ou seja, precisa pensar no que está fazendo, o que demanda grande atividade mental.</p><p>O desempenho nesse estágio é bastante inconsciente e os erros de execução das habilidades são grosseiros e freqüentes;</p><p>Como os executantes ainda não possuem muitos parâmetros acerca da nova habilidade, eles não conseguem perceber os próprios erros e a ajuda do professor , neste estágio, torna-se bastante relevante</p><p>Pise um pé de cada vez!, Caminhe com firmeza! não pise nos arcos! Controle seu equilíbrio! Não levante tanto o pé...bla, bla, bla, bla,bla,bla, bla, bla, bla,bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, ....</p><p>Fornecer excesso de informações no início da aprendizagem é prejudicial, pois o sistema nervoso central tem uma capacidade limitada em processá-las.</p><p>Pise um pé de cada vez,</p><p>dentro dos arcos...</p><p>Por isso é importante que, neste estágio o professor direcione o foco da atenção do aprendiz para aspectos relevantes na realização da habilidade.</p><p>O foco de atenção pode variar</p><p>na interação entre duas dimensões:</p><p>Direção do foco (interno e externo).</p><p>Amplitude do foco (estreito e amplo).</p><p>Flexione o joelho</p><p>INTERNO E ESTREITO</p><p>INTERNO E AMPLO</p><p>Mantenha o equilíbrio</p><p>O foco de atenção pode variar</p><p>na interação entre duas dimensões:</p><p>Direção do foco (interno e externo).</p><p>Amplitude do foco (estreito e amplo).</p><p>Pise no interior do arco</p><p>EXTERNO E ESTREITO</p><p>EXTERNO E AMPLO</p><p>Preste atenção na posição dos arcos</p><p>Utilizaremos a proposta de Fitts e Posner ( 1967)</p><p>2º ESTÁGIO: ASSOCIATIVO</p><p>É denominado de associativo devido à associação entre a ação e a percepção na execução da habilidade. Como o aprendiz já possui alguns parâmetros sobre a habilidade, o Feedback Intrínseco* por ele produzido ajuda-o na compreensão dos ajustes necessários às próximas tentativas de execução dessa habilidade.</p><p>Feedback Intrínseco - são informações sensoriais produzidas pelo</p><p>sujeito durante a execução de uma habilidade motora</p><p>Nesse estágio, há um refinamento da habilidade, e os erros são menos freqüentes...</p><p>O que é Feedback?</p><p>É a informação aferente enviada pelos vários receptores sensoriais para o centro de controle. A finalidade desse feedback é de manter o centro de controle constantemente atualizado sobre a correção com que o movimento será realizado.</p><p>Para a aquisição e/ou desenvolvimento de uma habilidade motora, são necessários diversos fatores. Dentre estes fatores, encontra-se o feedback, que é um parâmetro indispensável para a aprendizagem.</p><p>Feedback Intrínseco</p><p>É a informação fornecida como uma consequência natural da realização de uma ação. Todos os aspectos dos movimentos intrínsecos à tarefa podem ser percebidos mais ou menos diretamente, sem métodos ou aparelhos, ou seja, através dos órgãos sensoriais e proprioceptivos.</p><p>(SCHMIDT,1993)</p><p>Feedback Extrínseco</p><p>Este tipo de feedback é constituído por informação do resultado medido da performance, que é a resposta informada ao executante por algum meio artificial, seja verbal, visual ou sonoro. Deste modo, o feedback extrínseco é fornecido após o feedback intrínseco. (SCHMIDT,1993)</p><p>Este tipo de feedback pode ser subdividido em dois tipos particulares de informação: "Conhecimento de Resultado“ e "Conhecimento de Performance".</p><p>Conhecimento de Resultado</p><p>O conhecimento de resultado é uma forma específica de feedback externo e, de acordo com, é uma das funções mais importantes que um instrutor de habilidades motoras desempenha para o principiante.</p><p>(MAGILL, 1984)</p><p>Conhecimento de resultado é um tipo de informação que pode tomar muitas formas no ambiente de aprendizagem, capaz de informar o aprendiz sobre o resultado ou eficiência de um movimento, durante ou após a sua execução. (CHIVIACOWSKI e TANI, 1993)</p><p>Conhecimento de Performance</p><p>O conhecimento de performance pode ser definido como um feedback extrínseco à cerca do movimento cinético e cinemático*.</p><p>(NEWELL; MORRIS; SCULLY, 1985)</p><p>O conhecimento de performance é a informação verbalizada sobre a natureza do padrão de movimento apresentado após a resposta, ao contrário do conhecimento de resultado, não informa necessariamente sobre o sucesso de movimento, e sim sobre o sucesso do padrão que o aluno realmente produziu.</p><p>Cinética é adjetivo</p><p>energia cinética (energia de movimento)</p><p>Cinemática é a parte da física que estuda os movimentos, sem se</p><p>preocupar com suas causas (forças) e consequências.</p><p>Família do Feedback.</p><p>Feedback Intrínseco à tarefa:</p><p>Visual;</p><p>Auditivo;</p><p>Proprioceptivo*;</p><p>Tátil.</p><p>Feedback Extrínseco:</p><p>Conhecimento de Resultados;</p><p>Conhecimento de Desempenho.</p><p>* Propriocepção é a capacidade neurológica de perceber a posição espacial das estruturas do corpo sem auxílio dos outros órgãos sensitivos .</p><p>Aplicação:</p><p>Quando você começou a aprender uma atividade física , como você se saiu ao passar pelas primeiras tentativas?</p><p>Quanto tentou melhorar, teve várias perguntas que alguém teve que responder para ajudá-lo a melhorar?</p><p>Se aprendeu em algum lugar teve as respostas de um professor ou instrutor. Certo?</p><p>Essas situações são exemplos do que ocorre normalmente na etapa inicial da aprendizagem de uma habilidade.</p><p>Isso acontece em qualquer situação de nova aprendizagem de uma habilidade esportiva, onde um professor ou treinador fornece a informação para facilitar o processo de aquisição de habilidades.</p><p>Os papéis do feedback extrínseco</p><p>na aquisição de habilidades:</p><p>Um dos objetivos é facilitar a obtenção da meta da habilidade. Como o feedback extrínseco fornece informação sobre o sucesso da habilidade em andamento ou que acabou de ser completada, o aprendiz pode determinar se o que ele está fazendo é apropriado para desempenhar corretamente a habilidade.</p><p>25</p><p>O segundo papel é o de motivar o aprendiz a continuar se esforçando em direção à meta. Nesse caso a pessoa utiliza do feedback extrínseco para comparar seu próprio desempenho com o desempenho da meta.</p><p>Referencial:</p><p>MAGILL, R.A. Aprendizagem motora: conceitos e aplicações. São Paulo: Edgard Blucher, 2002.</p><p>Utilizaremos a proposta de Fitts e Posner ( 1967)</p><p>3º ESTÁGIO: AUTÔNOMO</p><p>Nesse estágio há uma automação da habilidade. Ela se torna habitual e é submetida a níveis inferiores de controle pelo sistema nervoso central, por isso o indivíduo executa a habilidade sem pensar nela.</p><p>Nesse estágio, o executante consegue perceber os próprios erros e fazer os ajustes necessários</p><p>Um exemplo clássico em relação à automatização acontece no ato de dirigir.</p><p>No inicio deste processo , os motoristas iniciantes precisam de uma alto grau de concentração para coordenar a todas as funções</p><p>(acelerar, frear, trocar as marchas, olhar no retrovisor, etc.)</p><p>IMAGINE COMO VOCÊ VIVÊNCIOU A APRENDIZAGEM DE HABILIDADES MOTORAS... VISUALIZE AS ETAPAS COMO OCORRE AS APRENDIZAGENS E BUSQUE RELACIONAR COM OS ELEMENTOS TEÓRICOS CONCEITUAIS QUE NOS ORIENTOU ATÉ AQUI...</p><p>Quanto a DIREÇÃO e a AMPLITUDE do foco...</p><p>Determine-os nas ações apontadas...</p><p>PEDALE COM FORÇA...</p><p>PISE NAS MARCAS INDICADAS...</p><p>OBSERVE AS POSIÇÕES DO TIME ...</p><p>ARREMESSE A BOLA BEM LONGE...</p><p>PULE OS OBSTÁCULOS ...</p><p>LEVANTE O BRAÇO...</p><p>ESTICAR OS PÉS NA BATIDA DE PERNAS...</p><p>GIRE SOBRE O PRÓPRIO CORPO...</p><p>ACERTE O ALVO...</p><p>PASSE A BOLA PARA O COMPANHEIRO...</p><p>APRENDIZAGEM MOTORA NA PERSPECTIVA DO PROCESSO ADAPTATIVO</p><p>ESTABILIDADE</p><p>INSTABILIDADE</p><p>ESTABILIDADE</p><p>INSTABILIDADE</p><p>HABILIDADE MOTORA</p><p>Ao contrário do sistema anterior considerado (FINITO); Surgem os modelos de não equilíbrio, que concebem os seres humanos como seres ABERTOS... Em constante interação com o ambiente incerto, logo sofrem perturbações e precisam se ajustar às essas mudanças</p><p>Nessa perspectiva não ocorre somente a formação da estrutura (automatização da habilidade)</p><p>Mas também a sua modificação em estruturas novas, mais complexas</p><p>Pela variabilidade da execução</p><p>Variabilidade da execução</p><p>É um aspecto inerente ao comportamento motor humano...</p><p>A variabilidade tem sido considerada como um ruído, um fator negativo para o desempenho, que pode ser reduzido ou eliminado para que a aprendizagem tenha êxito</p><p>A variabilidade é uma fonte de instabilidade do sistema e exerce um papel fundamental na emergência de novos estados de organização do sistema</p><p>À medida que a habilidade se estabiliza...</p><p>É recomendável que se varie a sua prática, para que haja a desestabilização dessa habilidade e a sua posterior</p><p>(re) estabilização em níveis complexos de organização.</p><p>QUANDO INSERIR AS PERTURBAÇÕES?</p><p>INICIALMENTE AS CAPACIDADES PERCEPTIVAS</p><p>DEPOIS AS CAPACIDADES MOTORAS</p><p>E FINALMENTE ...</p><p>AS CAPACIDADES PERCEPTIVOS - MOTORAS</p><p>NIVEL DE ESTABILIZAÇÃO</p><p>TIPO DE PERTURBAÇÃO</p><p>PRÉ ESTABILIZAÇÃO</p><p>ESTABILIZAÇÃO</p><p>SUPER ESTABILIZAÇÃO</p><p>PERCEPTIVA</p><p>MOTORA</p><p>PERCEPTO MOTORA</p><p>NÃO</p><p>NÃO</p><p>NÃO</p><p>SIM</p><p>NÃO</p><p>SIM</p><p>SIM</p><p>SIM</p><p>SIM</p><p>Teorias sobre a Aprendizagem Motora</p><p>Principais teorias sobre aprendizagem motora que circulam no contexto acadêmico</p><p>A TEORIA DO CIRCUITO FECHADO – Adams (1971)</p><p>Parte da premissa de que, durante a execução da habilidade motora, há a comparação do feedback sensorial com a memória armazenada do movimento pretendido.</p><p>Nessa perspectiva duas estruturas de memória</p><p>interagem na produção do movimento</p><p>O “traço de memória” responsável pela seleção e iniciação do movimento</p><p>O “traço perceptivo” que regula o movimento a partir das informações sensoriais fornecidas pelo feedback</p><p>Críticas:</p><p>Relacionadas ao armazenamento de informações, pois exigiria do sistema nervoso central armazenamento de um traço de memória e de um traço perceptivo para a incontável quantidade de movimentos que os seres humanos executam.</p><p>Relacionadas à realização de ações rápidas, em que não há tempo suficiente para a utilização do feedback durante a sua execução.</p><p>CONCEITO DE PROGRAMA MOTOR– keele (1971)</p><p>Pode ser compreendido como um “[...] conjunto pré-estruturado de comandos musculares que executa o movimento na ausência de feedback periférico” ( SCHIMIDT, 1993, P. 205)</p><p>Nessa perspectiva cada movimento aprendido, há um programa motor correspondente armazenado na memória.</p><p>Críticas:</p><p>Não explicar o problema de estocagem, ou seja, como a memória armazenaria uma quantidade imensa de programas motores</p><p>A TEORIA DO ESQUEMA – Schimidt – (1975)</p><p>Essa teoria incorpora princípios das teorias anteriormente citadas, só que, ao invés de propor um programa motor específico, propugna a existência de um programa motor generalizado, ou seja, mantém a ideia de um planejamento central para a ação, mas só que esse planejamento conserva registrado na memória os parâmetros invariantes do movimento. Os parâmetros específicos de uma determinada ação são estabelecidos pouco antes da sua execução pelo feedback intrínseco.</p><p>Nessa perspectiva, em vez de armazenar a estrutura específica de uma ação , o indivíduo estoca regras gerais que estabelece relação com outras ações. Essas regras gerais são chamadas “esquemas”</p><p>Schmidt e Wrisbert ( 2001, p165) definem o programa motor generalizado como:</p><p>[...] um padrão de movimento em vez de um movimento específico; essa flexibilidade permite que os executantes adaptem o programa generalizado para produzir variações do padrão que satisfaçam às demandas ambientais alteradas.</p><p>As teorias do Circuito Fechado, do Programa Motor e do Esquema partem da premissa de que o processo de controle e de aprendizagem motora é dirigido por programas motores centrais, configurados no Sistema Nervoso Central.</p><p>Em sentido oposto a essas perspectivas, o fisiologista Russo Bernstein (1967) afirma que o controle e a aprendizagem não ocorrem a partir da formação de programas motores no Sistema Nervoso Central e sim em decorrência da interação entre diversas estruturas que compõe o aparelho locomotor, o ambiente e a tarefa.</p><p>A TEORIA DOS SISTEMAS DINÂMICOS</p><p>OU ABORDAGEM ECOLÓGICA</p><p>Nessa perspectiva nega</p><p>a ideia de um controle central e propõe o conceito de “estrutura coordenativa”, em que o movimento é aprendido e controlado por meio de unidades auto organizadas de ossos, músculos e articulações, que atuam em interação com as demandas ambientais e as características específicas da tarefa a ser realizada.</p><p>A perspectiva da intervenção do</p><p>Professor de</p><p>Educação Física</p><p>Segundo</p><p>os conceitos estudados...</p><p>Reflexão...</p><p>FATORES INTERVENIENTES NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM DAS HABILIDADES MOTORAS</p><p>Discussões referentes à Aprendizagem Motora</p><p>Demandas que os professores de Educação Física encontram no cotidiano de suas aulas</p><p>Como tais teorias podem nos orientar no trabalho com os alunos?</p><p>Imagine que você ensinará uma determinada habilidade relacionada a uma habilidade esportiva...</p><p>Quais são os aspectos que você deve considerar para iniciar esse processo?</p><p>“Todo processo de ensino e aprendizagem das habilidades motoras deve considerar as seguintes indagações...” Schimidt e Wrisberg (2001)</p><p>QUEM? – se refere ao aprendiz...</p><p>QUAL? – remete á habilidade que será ensinada...</p><p>ONDE? – remete aos contextos físicos e</p><p>socioculturais em que a aprendizagem</p><p>ocorrerá...</p><p>É preciso que os professores tratem seus alunos em sua singularidade, não generalizando métodos e procedimentos.</p><p>A boa intervenção é aquela que incide sobre a zona de desenvolvimento proximal dos indivíduos, ou seja sobre uma “faixa” que fica um pouco além dos conhecimentos que os sujeitos já internalizaram e que sozinhos não conseguem transitar, pois necessitam da mediação de alguém mais experiente...</p><p>QUEM?</p><p>(o aprendiz)</p><p>No caso da aprendizagem das habilidades motoras,</p><p>é necessário que identifiquemos...</p><p>...O nível de desenvolvimento real dos indivíduos com quem vamos lidar para proporcionar intervenções pedagógicas adequadas, pois submeter os aprendizes a situações que estão muito além ou aquém das suas possibilidades de realização gera a desmotivação e a conseqüente perda de interesse pelos objetos da aprendizagem.</p><p>Para reconhecer QUEM É o aprendiz...</p><p>Identificar as experiências prévias:</p><p>- Experiência podem estar em dimensões:</p><p>MOTORAS; PERCEPTIVAS; CONCEITUAL</p><p>Identificar o nível de maturação do aprendiz em relação à habilidade a ser aprendida</p><p>MOTIVAÇÃO</p><p>Nível de capacidade que os indivíduos apresentam para a realização de determinada habilidade:</p><p>- Que dependem principalmente das fontes energéticas na execução</p><p>- Que dependem principalmente da qualidade das estruturas orgânicas</p><p>e do controle do movimento por parte do sistema nervoso central.</p><p>- Que dependem primordialmente das experiências adquiridas</p><p>Quais as experiências prévias?...</p><p>Dimensão Motoras</p><p>Queimada</p><p>Transferência positiva do padrão de movimento de situações anteriores para a nova situação</p><p>Handebol</p><p>Dimensão Perceptiva</p><p>Saque Volei</p><p>Saque Tênis</p><p>São duas habilidade completamente distintas do ponto de vista da biomecânica do movimento, entretanto pode haver uma transferência positiva de uma situação para a outra em termos perceptuais...</p><p>Ambas trabalham com a noção espaço temporal</p><p>Dimensão Conceitual</p><p>Conceitos relacionados com a noção espacial podem ser aproveitados de uma situação para a outra</p><p>Futebol</p><p>Handebol</p><p>Manter distancia adequada entre companheiros do mesmo time</p><p>O nível de maturação do aprendiz em relação à habilidade a ser aprendida</p><p>Demanda da tarefa</p><p>Possibilidade</p><p>do indivíduo em executá-la</p><p>É preciso identificar o desenvolvimento maturacional do aprendiz...</p><p>...Para oferecer-lhe intervenções condizentes com as suas possibilidades de realização</p><p>MOTIVAÇÃO</p><p>Varia de uma pessoa para outra...</p><p>Dificilmente alguém aprenderá algo que não deseja...</p><p>Perpassa pelas questões culturais...</p><p>Betti e Liz (2003) apud (MELLO, 2010, p.45)</p><p>...Os jovens , fora do ambiente escolar, possuem um grande interesse pelas atividades físicas e esportivas, contudo não encontram motivação para as atividades que são desenvolvidas nas aulas de Educação Física.</p><p>Nível de capacidade que os indivíduos apresentam para a realização de determinada habilidade</p><p>Magill (2000, p. 302) apud (MELLO, 2010, p.45)</p><p>[...] uma diversidade de capacidades motoras diferentes está subjacente ao desempenho de habilidades motoras</p><p>É importante que o professor identifique as capacidades relacionadas às habilidade motoras que ele ira ensinar e verifique no aprendiz em que níveis essas capacidades de encontram.</p><p>FLEXIBILIDADE</p><p>Gallardo (2000)</p><p>Classifica as capacidades em três grupos:</p><p>Capacidades que dependem principalmente das fontes energéticas na execução das habilidade motoras</p><p>Capacidades que dependem principalmente da qualidade das estruturas orgânicas e do controle do movimento por parte do sistema nervoso central</p><p>Capacidades que dependem primordialmente das experiências adquiridas</p><p>Capacidades que dependem principalmente das fontes energéticas na execução das habilidade motoras</p><p>Força muscular</p><p>Velocidade de contração muscular:</p><p>velocidade de reação, velocidade de ação, velocidade de resistência</p><p>Resistência: Geral ou local / aeróbia ou anaeróbia</p><p>Potência</p><p>Capacidades que dependem principalmente da qualidade das estruturas orgânicas e do controle do movimento por parte do sistema nervoso central</p><p>Coordenação Motora</p><p>Flexibilidade</p><p>Equilíbrio motor: estático e dinâmico</p><p>Capacidades que dependem primordialmente</p><p>das experiências adquiridas</p><p>Orientação sinestésica</p><p>Orientação espaço temporal</p><p>Esquema corporal</p><p>Expressão corporal</p><p>QUAL?</p><p>(a tarefa)</p><p>Qual a melhor forma de se ensinar uma habilidade?</p><p>Fragmentar essa habilidade</p><p>(prática parcial)</p><p>Trabalhá-la</p><p>como um todo?</p><p>OU</p><p>A resposta é : DEPENDE...</p><p>As habilidades motoras possuem características distintas que determinam a melhor maneira de ensiná-las</p><p>... Abordaremos alguns critérios propostos pelos pesquisadores no campo da aprendizagem motora (MAGILL, 2000; SCHIMIDT, 2000; WRISBERG, 2001; GALLARDO,2000) para classificar as habilidades motoras, apontando as suas implicações para o processo de ensino aprendizagem.</p><p>Variáveis que interferem neste processo :</p><p>ensino – aprendizagem de habilidades motoras</p><p>Estabilidade do ambiente;</p><p>Dintinguibilidade de movimentos</p><p>Dimensão da musculatura</p><p>Organização e complexidade</p><p>Quanto à estabilidade do ambiente;</p><p>Refere-se ao contexto da ação e ao objeto da ação</p><p>Habilidade motora fechada: é realizada em um ambiente estável, que não se altera durante a realização da habilidade. O contexto e o objeto esperam pela ação do executante.</p><p>Habilidade motora aberta: é realizada em um ambiente instável, que se altera durante a realização da habilidade. A ação do executante está condicionada às alterações do contexto</p><p>EXEMPLO : Mesma modalidade: BASQUETE</p><p>Habilidades são executadas em situações fechadas e em situações abertas...</p><p>Lance LIVRE</p><p>Arremesso com marcação</p><p>O ensino de habilidades fechadas requer maior atenção aos aspectos internos do movimento</p><p>... Privilegia-se a repetição da habilidade em uma mesma situação , para que ela adquira consistência, ou seja , um padrão de regularidade na sua execução</p><p>O ensino de habilidades abertas exigem uma variabilidade na sua realização</p><p>... Se trabalharmos a sua execução apenas de uma mesma maneira, dificilmente ela se adaptará às diferentes circunstâncias presentes nas situações concretas em que essas modalidades (esportivas) ocorrem</p><p>Quanto à distinguibilidade de movimentos</p><p>Habilidade motora discreta: composta de movimentos balísticos, rápidos, uma única ação e a habilidade se concretiza</p><p>Habilidade motora serial :são vários movimentos ordenados em uma seqüência</p><p>Habilidade motora contínua :composta por movimentos contínuos, que repetem sempre o mesmo ciclo na sua execução</p><p>Quanto à dimensão da musculatura</p><p>Habilidades motoras grossas : são habilidades realizadas pelos grandes grupos musculares, não requerem precisão para a sua execução, pois são controlados pelas vias extrapiramidais*</p><p>Habilidades motoras finas : são habilidades realizadas pelos pequenos grupos musculares, exigem precisão, coordenação óculo manual e são controladas pelas vias piramidais**</p><p>* Vias de controle de movimento que não exigem atenção voluntária, a pessoa executa a habilidade sem pensar na mesma</p><p>** Vias de controle de movimento que exigem atenção voluntária do indivíduo para a execução da habilidade</p><p>Quanto à organização e complexidade</p><p>Se refere ao nível de interação entre as partes que compõem uma habilidade.</p><p>Baixa organização: quando as partes que a compõem são relativamente independentes uma das outras, permitindo que ela seja fragmentada no seu processo de ensino -aprendizagem</p><p>Alta organização: quando as partes que a compõem são altamente interdependentes e é pouco viável realizá-las de maneira separada.</p><p>ONDE?</p><p>(o contexto)</p><p>Pode ser dividido em duas grandes categorias: Físico e Sociocultural</p><p>O Contexto Físico – está relacionado com as características ambientais onde as habilidades são realizadas</p><p>O Contexto sociocultural – exige do professor uma leitura social bem elaborada.</p><p>ENSINO E APRENDIZAGEM DAS HABILIDADES MOTORAS</p><p>Preocupa-se [...] com a verificação experimental da aplicabilidade de conhecimentos, princípios e hipóteses, derivados da pesquisa básica em aprendizagem motora, numa situação mais próxima do real, ou seja, da prática profissional</p><p>( TANI, 2005, p.113)</p><p>PRÁTICA</p><p>Pode ser definida como execução ou repetição de movimentos</p><p>[...] a prática é a repetição do processo de solução de problemas motores e não a simples repetição de um determinado movimento.</p><p>A prática, no processo de ensino-aprendizagem das habilidades motoras, não deve ser uniforme, precisa variar de acordo com uma série de circunstâncias, como o nível de maturação do aprendiz, o estágio da aprendizagem em que ele se encontra , a natureza da habilidade a ser ensinada e o contexto onde essa aprendizagem acontece</p><p>Tipos de PRÁTICA:</p><p>Prática Global:</p><p>procedimento de ensino em que uma habilidade é praticada como um todo.</p><p>Prática PARCIAL:</p><p>procedimento de ensino em que uma habilidade é dividida em partes.</p><p>a) Fracionalização: procedimento em que duas ou mais partes de uma habilidade são praticadas separadamente. Depois de aprendidas, essas partes são fundidas</p><p>b) Segmentação: Prática no qual uma parte da habilidade é trabalhada até que seja aprendida, então a segunda parte é adicionada à primeira e ambas são trabalhadas conjuntamente e, assim por diante, até que toda a habilidade seja aprendida. A segmentação também é conhecida prática parcial progressiva</p><p>c) Simplificação: tipo de prática parcial que busca reduzir o nível de dificuldade da tarefa</p><p>Vamos imaginar situações em que vamos</p><p>interferir no ensino de habilidades motoras</p><p>1- Proponha jogos e brincadeiras que contemple cada uma das capacidades dos três grupos...</p><p>2- A partir daí com bases nas capacidades desenvolvidas e considerando os outros fatores estudados... Proponha atividades que levem o seu aluno ao desenvolvimento de habilidade motora (esta será definida por você)...</p><p>image2.jpeg</p><p>image3.jpeg</p><p>image4.jpeg</p><p>image5.jpeg</p><p>image6.jpeg</p><p>image7.jpeg</p><p>image8.jpeg</p><p>image9.jpeg</p><p>image10.jpeg</p><p>image11.jpeg</p><p>image12.png</p><p>image13.jpeg</p><p>image14.jpeg</p><p>image15.jpeg</p><p>image16.jpeg</p><p>image17.jpeg</p><p>image18.png</p><p>image19.jpeg</p><p>image20.jpeg</p><p>image21.jpeg</p><p>image22.jpeg</p><p>image23.jpeg</p><p>image24.jpeg</p><p>image25.jpeg</p><p>image26.jpeg</p><p>image27.jpeg</p><p>image28.jpeg</p><p>image29.png</p><p>image30.jpeg</p><p>image31.jpeg</p><p>image32.jpeg</p><p>image33.jpeg</p><p>image34.jpeg</p><p>image35.jpeg</p><p>image36.jpeg</p><p>image37.jpeg</p><p>image38.jpeg</p><p>image39.jpeg</p><p>image40.jpeg</p><p>image41.jpeg</p><p>image42.jpeg</p><p>image43.jpeg</p><p>image44.jpeg</p><p>image45.jpeg</p><p>image46.jpeg</p><p>image47.jpeg</p><p>image48.jpeg</p><p>image49.jpeg</p><p>image50.jpeg</p><p>image51.jpeg</p><p>image52.jpeg</p><p>image53.jpeg</p><p>image54.jpeg</p><p>image55.jpeg</p>