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<p>Parte 1: A Idade Média nas lentes historiográficas</p><p>A Idade Média, um período que se estendeu do século V ao século XV, é uma era</p><p>complexa e multifacetada que foi interpretada de diversas maneiras ao longo da</p><p>história. Considerando os vídeos e textos estudados até o momento, percebe-se que</p><p>as abordagens historiográficas sobre a Idade Média são vastas e muitas vezes</p><p>divergentes.</p><p>Houve um tempo em que a Idade Média era vista de maneira pejorativa, marcada por</p><p>estagnação cultural e intelectual, conhecida como a "idade das trevas". No entanto,</p><p>as análises contemporâneas têm desconstruído essa visão simplista, reconhecendo</p><p>que esse período foi rico em transformações sociais, culturais e políticas. A partir de</p><p>uma perspectiva mais equilibrada, entendemos a Idade Média como um palco</p><p>dinâmico onde se desdobraram eventos significativos.</p><p>Além disso, a historiografia moderna também destaca a diversidade desse período,</p><p>destacando as diferenças entre as regiões e as mudanças ao longo do tempo. As</p><p>contribuições culturais, artísticas e científicas dos séculos medievais são agora</p><p>reconhecidas como fundamentais para a formação da identidade europeia.</p><p>Parte 2: A Origem das Monarquias no Ocidente e o Império Carolíngio</p><p>As monarquias no Ocidente tiveram suas raízes nos Reinos Germânicos, e sua</p><p>formação foi profundamente influenciada pela herança cultural romana. Durante a</p><p>queda do Império Romano, os povos germânicos invadiram as terras romanas,</p><p>absorvendo elementos de sua cultura. Entre esses elementos, destaca-se a tradição</p><p>do governo centralizado e a importância do conceito de lei.</p><p>Os Reinos Germânicos preservaram muitos dos aparatos administrativos romanos,</p><p>adaptando-os às suas próprias estruturas sociais. A noção de uma autoridade</p><p>central, herdada do modelo romano, contribuiu para a formação das monarquias,</p><p>onde reis buscavam consolidar o poder em seus domínios.</p><p>A instalação do Império Carolíngio, liderado por Carlos Magno, foi um marco</p><p>significativo nesse processo. Carlos Magno, coroado em 800, buscou legitimidade</p><p>através de uma estreita relação com a Igreja. A colaboração entre Carlos Magno e o</p><p>Papa fortaleceu a ideia de um império cristão unificado, onde o poder secular e o</p><p>religioso estavam entrelaçados.</p><p>A Igreja desempenhou um papel crucial na consolidação do poder do Império</p><p>Carolíngio, conferindo-lhe legitimidade divina e influenciando a formulação de</p><p>políticas. Essa relação simbiótica entre a dinastia de Carlos Magno e a Igreja não</p><p>apenas estabeleceu as bases para a governança na época, mas também moldou a</p><p>dinâmica entre poder temporal e espiritual ao longo dos séculos medievais,</p><p>deixando um legado duradouro na história europeia.</p>