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<p>New Center Águia</p><p>Combate e Prevenção a Incêndio</p><p>Instrutor: Dennys Gomes</p><p>1</p><p>Para garantir um serviço urgência capaz de se deslocar até o local de um evento, seja acidental ou clínico, foram desenvolvidos os serviços de Atendimento Pré-Hospitalar (APH) que, no Brasil, são chamados de Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU).</p><p>Além de fornecer um sistema de transporte, o APH permite o primeiro atendimento no local onde o problema se desencadeia, antes de o paciente ser levado a um serviço médico. Trata-se de uma abordagem multidisciplinar, pois envolve a ativação pública do sistema através do 192, onde um médico regulador irá acionar ambulâncias com equipes básicas ou avançadas, que podem estar ligados a outros serviços de referência como hospitais, bombeiros, defesa civil, transporte aéreo, equipes terrestres de salvamento, entre outros.</p><p>O Código Q é adotado internacionalmente por Forças Armadas e trata-se de uma coleção padronizada de três letras, todas começando com a letra "Q", inicialmente desenvolvida para comunicação radiotelegráfica comercial, e posteriormente adotada por outros serviços de rádios, especialmente serviço de atendimento móvel de urgência (192SAMU), bombeiro militar e outros órgãos estaduais e privados.</p><p>Código Q</p><p>Classificações de VTR (Viaturas)</p><p>1- Ambulância Tipo A</p><p>AMBULÂNCIA DE TRANSPORTE:</p><p>Veículo destinado ao transporte de enfermos que não apresentam risco de vida e são utilizados para remoção simples e de caráter eletivo.</p><p>2- Ambulância Tipo B :</p><p>AMBULÂNCIA DE SUPORTE BÁSICO</p><p>Veículo destinado ao transporte pré-hospitalar de pacientes com risco de vida desconhecido e Inter hospitalar de pacientes, contendo equipamentos mínimos para a manutenção da vida.</p><p>3-AMBULÂNCIA Tipo C:</p><p>AMBULÂNCIA DERESGATE</p><p>Veículo destinado ao atendimento de emergência pré hospitalar de pacientes com risco de vida desconhecido, contendo equipamento necessário à manutenção da vida e de salvamento.</p><p>4-AMBULÂNCIA TIPO D :</p><p>SUPORTE AVANÇADO</p><p>Veículo destinado ao transporte de pacientes de alto risco de emergência pré hospitalar e de transporte Inter hospitalar.</p><p>Esse assunto é delicado, pois nós nunca imaginamos estar inseridos num acidente, mas é importante saber como proceder se esse imprevisto um dia acontecer.</p><p>Existe uma distância recomendada pra cada situação, confira na tabela abaixo:</p><p>Sinalização de vias em casos de acidente</p><p>1-Ela deve começar num ponto em que os motoristas ainda não vejam o acidente, ou seja, distante do local;</p><p>2- Ela deve ser feita nos dois sentidos (ida e volta), nos casos em que o acidente interfira no tráfego das duas mãos;</p><p>3- Se houver possibilidade, não só sinalize, demarque o local da forma que puder e aguarde a equipe de socorro que irá completar e terminar de sinalizar;</p><p>4- O espaço deve sempre ser medido por um adulto, e existem critérios para pistas secas;</p><p>5- Se estiver neblina, pista molhada ou fumaça o espaço da sinalização deverá ser dobrado;</p><p>6- Nunca deve-se fechar total a pista, pois o socorro demorará mais para chegar com o trânsito, é importante fluir de forma que preserve o local do acidente.</p><p>Sinalização de vias em casos de acidente</p><p>Prevenção e combate a incêndio</p><p>Conhecer a importância e os objetivos gerais do curso, histórico e estatísticas de incêndios.</p><p>Conhecer os aspectos legais (normas, regulamentações e legislações em todas as esferas governamentais pertinentes) relacionados à responsabilidade de bombeiro profissional civil.</p><p>Conhecer os quatro elementos formadores da combustão, as formas de propagação do calor, as temperaturas do fogo, a classificação dos incêndios, os principais agentes extintores, unidade extintora e capacidade extintora, as fases do combate ao fogo, o Flashover, o Backdraft, o Bleve e o boil Over.</p><p>GRAN CIRCO NORTE-AMERICANO</p><p>Em 1961, o Gran Circus Norte-Americano estava instalado em Niterói no Rio de Janeiro.</p><p>Foram aproximadamente 500 vítimas fatais decorrente de um incêndio causado por vingança. Adilson Alves, acusado como principal responsável pelo crime tinha sido contratado para ajudar a erguer a lona do picadeiro, ele se desentendeu com o dono e jurou vingança. Foi então que com a ajuda de dois comparsas, José dos Santos e Walter dos Santos, usaram gasolina para incendiar o circo com as arquibancadas cheias.</p><p>Em 1972 foi a vez do edifício Andraus no centro de São Paulo. O incêndio foi causado por um luminoso que exibia propagandas.</p><p>O prédio de 32 andares sofreu explosões que fizeram sua estrutura tremer. Foram 330 feridos e 16 mortos.</p><p>EDIFÍCIO JOELMA</p><p>Dois anos depois em 1974 foi a vez do Edifício Joelma de 25 andares.</p><p>Um curto circuito em um aparelho de ar condicionado começou o incêndio que durou mais de 8 horas. Foram 345 feridos e 188 mortos.</p><p>O fogo começou no palco da boate com um sinalizador lançado por um integrante da banda que tocava na casa. Foram 242 vítimas fatais e inúmeros feridos.</p><p>BOATE KISS</p><p>ANDRAUS</p><p>Obrigatoriedade do Bombeiro Civil</p><p>No Brasil, possuímos uma lei que regulamenta e reconhece o bombeiro civil como profissão e normas que estipulam obrigatoriedade de presença desses profissionais em edificações, planta e eventos.</p><p>Quando falamos sobre obrigatoriedades, devemos entender que as leis e normas, em sua maioria, estão preocupadas em garantir condições mínimas de segurança.</p><p>E isso não é exclusivo para o profissional bombeiro civil, mas para todo o sistema de segurança contra incêndio.</p><p>Ressalto que o objetivo da segurança contra incêndio é salvar vidas e patrimônios, definitivamente, a prevenção não é o lugar para economias.</p><p>Perceba, a resposta imediata dada pelo bombeiro civil pode ser o ponto que separa o princípio de incêndio de uma grande catástrofe com morte.</p><p>Mesmo que a edificação, planta ou evento não exija ter um profissional bombeiro civil, leve em consideração a possibilidade de contrata-lo.</p><p>A obrigatoriedade, ou não, e a quantidade de bombeiro civis dependem basicamente de duas variáveis: a classificação de risco da edificação e da área total construída.</p><p>De acordo com as normas estaduais essa obrigatoriedade e o dimensionamento são diferentes das exigidas na NBR 14608, normalmente menos rigorosa.</p><p>Causas de incêndio</p><p>Naturais: Quando o incêndio é originado em razão dos fenômenos da natureza, que agem por si só, completamente independente da vontade humana.</p><p>Artificiais: Acidentais e Propositais Quando o incêndio irrompe pela ação direta do homem, ou poderia ser por ele evitado tomando-se as devidas medidas de precaução.</p><p>Acidental: Quando o incêndio é proveniente do descuido do homem, muito embora ele não tenha intenção de provocar o acidente. Esta é a causa da maioria dos incêndios Proposital Quando o incêndio tem origem criminosa, ou seja, houve a intenção de alguém em provocar o incêndio.</p><p>Exemplos de origens:</p><p>• Fogos de Artifícios • Velas, lamparinas, iluminação à chama aberta sobre móveis. • Aparelhos eletrodomésticos / Instalações Elétricas Inadequadas • Pontas de Cigarros • Vazamento de Gás Liquefeito de Petróleo (G.L.P.)</p><p>Energias de Reação</p><p>Para que um fogo se inicie, é necessário que os reagentes (comburente e combustível) se encontrem em condições favoráveis para que possa ocorrer a reação. A energia necessária para que a reação se inicie denomina-se Energia de Ativação, e é fornecida pelas fontes de ignição. O calor de reação é a energia que se ganha ou se perde quando ocorre uma reação.</p><p>Energia de Ativação</p><p>É a energia necessária para que ocorra uma reação química.</p><p>Na reação de combustão é conhecida como:</p><p>• Fonte de ignição: faísca. fósforo, raio, etc.</p><p>Triângulo do Fogo</p><p>Na busca do entendimento dos fatores necessários para que houvesse a combustão, durante muito tempo acreditou-se que apenas três elementos seriam necessários: combustível, comburente e energia de ativação. Para tanto se buscou uma forma didática para disseminar este conceito, daí foi criado o triângulo do fogo, aproveitando a forma geométrica para a associação dos três elementos básicos para a combustão.</p><p>Tetraedro do Fogo</p><p>Os processos</p><p>de combustão, embora muito complexos, eram representados por um triângulo, em que cada um dos seus lados representava um dos três fatores essências para a deflagração de um fogo: combustível, comburente e calor. Esta representação foi aceita durante muito tempo, não obstante fenômenos anômalos não podiam ser completamente explicados com base neste triângulo. Para poder explicar tais fenômenos, foi necessário incluir um quarto fator: a existência de reações em cadeia. Por essa razão, foi proposta uma nova representação em forma de tetraedro que compreende as condições necessárias para que se dê origem ao fogo. A razão para empregar um tetraedro e não um quadrado é que cada um dos quatro elementos está diretamente adjacente e em conexão com cada um dos outros três. Ao retirar um ou mais dos quatro elementos do tetraedro do fogo, este ficará incompleto e, por consequência o resultado será a extinção.</p><p>Propagação do Calor</p><p>O calor pode se propagar de três diferentes maneiras: condução, convecção e irradiação. Como tudo na natureza tende ao equilíbrio, o calor é transferido de objetos com temperatura mais alta para aqueles com temperatura mais baixa. O mais frio de dois objetos absorverá calor até que esteja com a mesma quantidade de energia do outro.</p><p>Condução</p><p>Condução é a transferência de calor através de um corpo sólido de molécula a molécula. Colocando-se, por exemplo, a extremidade de uma barra de ferro próxima a uma fonte de calor, as moléculas desta extremidade absorverão calor; elas vibrarão mais vigorosamente e se chocarão com as moléculas vizinhas, transferindo-lhes calor.</p><p>Convecção</p><p>É a transferência de calor pelo movimento ascendente de massas de gases ou de líquidos dentro de si próprios. Quando a água é aquecida num recipiente de vidro, pode-se observar um movimento, dentro do próprio líquido, de baixo para cima. À medida que a água é aquecida, ela se expande e fica menos densa (mais leve), provocando um movimento para cima. Da mesma forma, o ar aquecido se expande e tende a subir para as partes mais altas do ambiente, enquanto o ar frio toma lugar nos níveis mais baixos. Em incêndio de edifícios, essa é a principal forma de propagação de calor para andares superiores, quando os gases aquecidos encontram caminho através de escadas, poços de elevadores, etc.</p><p>Irradiação</p><p>É a transmissão de calor por ondas de energia calorífica que se deslocam através do espaço. As ondas de calor propagam-se em todas as direções, e a intensidade com que os corpos são atingidos aumenta ou diminui à medida que estão mais próximos ou mais afastados da fonte de calor.</p><p>Classes de Incêndio</p><p>image1.jpeg</p><p>image2.png</p><p>image3.jpeg</p><p>image4.jpeg</p><p>image5.jpeg</p><p>image6.jpeg</p><p>image7.png</p><p>image8.jpeg</p><p>image9.png</p><p>image10.png</p><p>image11.png</p><p>image12.png</p><p>image13.png</p>