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<p>INTERVENÇÃO SUBAQUÁTICA</p><p>MANUTENÇÃO SUBMARINA</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>2018</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>2</p><p>SUMÁRIO</p><p>1.Introdução 05</p><p>2.Localização de pontos em estruturas marítimas 05</p><p>05 Em plataforma fixa de aço</p><p>Em plataforma semissubmersível 07</p><p>3.Noções sobre corrosão 07</p><p>3.1 Definição 07</p><p>3.2 Formas de corrosão 08</p><p>Corrosão uniforme 08</p><p>Corrosão por placas 09</p><p>Corrosão alveolar 09</p><p>Corrosão pitiforme 10</p><p>3.3 Intensidade da corrosão 10</p><p>3.4 Extensão da corrosão 10</p><p>3.5 Classificação dos processos corrosivos 11</p><p>3.6 Potencial eletroquímico 12</p><p>3.7 Tipos de pilhas 13</p><p>Pilha galvânica 13</p><p>Pilha de ação local 15</p><p>Pilha ativa passiva 16</p><p>Pilha de concentração diferencial 17</p><p>Pilha de aeração diferencial 17</p><p>4. Ferramentas e acessórios 18</p><p>4.1 Ferramentas de aperto e desaperto 18</p><p>4.1.1 Alicates 18</p><p>4.1.2 Chaves 21</p><p>4.2 Spina 26</p><p>4.3 Torquímetro 26</p><p>4.4 Ferramenta de fixação 27</p><p>4.5 Ferramenta de desbaste e corte 28</p><p>4.6 Furadeira 32</p><p>4.7 Martelos, marretas e macete 34</p><p>4.8 Ferramentas hidráulicas e pneumáticas 36</p><p>4.9 Aparelhos para manobras 38</p><p>Talha guincho tipo tirfor 38</p><p>Moitão 39</p><p>Cadernal 40</p><p>Patesca 40</p><p>Catarina 40</p><p>Talha mecânica 41</p><p>Manilha 41</p><p>Esticador 42</p><p>5. Conhecimentos básicos de marinharia 42</p><p>Cabos de fibra 42</p><p>Terminologia 43</p><p>Características dos cabos 44</p><p>Carga de ruptura e carga de trabalho dos cabos 45</p><p>Escolha do tipo de cabo 47</p><p>Nós e voltas 48</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>3</p><p>Cabos de aço 54</p><p>Componentes de um cabo de aço 54</p><p>Construção do cabo 54</p><p>Tipo de distribuição dos fios 55</p><p>Tipos de almas de cabos de aço 55</p><p>Tipos de torção 56</p><p>Como medir o diâmetro de um cabo 57</p><p>Sinais importantes para a troca de cabo de aço 57</p><p>Como manusear um cabo de aço 58</p><p>Colocação correta dos grampos 58</p><p>Conservação dos cabos de aço 59</p><p>Dimensionamento do cabo de aço 60</p><p>Cuidado com os nós 60</p><p>6. Conectores e roscas 60</p><p>Parafusos 60</p><p>Estojos e barras roscadas 61</p><p>Porcas e arruelas 61</p><p>Roscas e conexões mais utilizadas no mergulho 61</p><p>7. Válvulas 63</p><p>Válvula de agulha 63</p><p>Válvula de esfera 63</p><p>Válvula globo 64</p><p>Válvula de gaveta 64</p><p>Válvula borboleta 65</p><p>Válvula de não retorno 65</p><p>Válvula de alívio 65</p><p>Válvula piloto 65</p><p>8. Flanges 66</p><p>9. Limpeza de superfície de aço 66</p><p>Execução dos trabalhos 67</p><p>Limpeza com raspadeira manual 67</p><p>Limpeza com escova manual 68</p><p>Limpeza com escova rotativa 68</p><p>Limpeza com martelete de agulha 69</p><p>Limpeza com hidrojateamento 69</p><p>Limpeza com jato de areia 69</p><p>Padrões de acabamento 69</p><p>Padrão 1 69</p><p>Padrão 2 70</p><p>Padrão 3 70</p><p>Padrão 4 71</p><p>Padrão 5 71</p><p>10. Noções de revestimentos protetores 72</p><p>Pintura 73</p><p>Monel 73</p><p>Enamel 74</p><p>Coaltar 74</p><p>Massa epóxi 74</p><p>Concreto 75</p><p>11. Aplicação de massa epóxi 75</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>4</p><p>Preparo da superfície 76</p><p>Mistura dos componentes e técnicas de aplicação 76</p><p>Reparos e retoque 78</p><p>Inspeção e teste de aderência 79</p><p>Fórmula para cálculo do consumo 79</p><p>Fórmulas de áreas e volumes 80</p><p>12. Manobras de “pull in” e “pull out” 82</p><p>Definição 82</p><p>Terminologia 82</p><p>Tipos de “pull in” e “pull out” quanto ao sistema de suspensão 85</p><p>Tipo castelo 85</p><p>Tipo tubo I 85</p><p>Tipo suporte cônico 86</p><p>Tipos de “pull in” quanto a extremidade 87</p><p>Tipos de “pull out” quanto a extremidade 87</p><p>Procedimento de „pull in” 87</p><p>13. Reparo de duto flexível 93</p><p>Elementos internos 93</p><p>Reparo com fita adesiva 94</p><p>Reparo com resina epóxi e luva de poliuretano 96</p><p>14. Remoção e fixação de acessórios 101</p><p>Definições 101</p><p>Remoção de sucatas 101</p><p>Fixação de acessórios 101</p><p>Calçamento de condutores 102</p><p>15.Calçamento de dutos submarinos 104</p><p>Definição 104</p><p>Tipos de calçamentos 104</p><p>16.Referências bibliográficas 107</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>5</p><p>1. Introdução</p><p>O rápido crescimento industrial brasileiro aliado à crescente demanda por</p><p>energia tornou economicamente viável a exploração de petróleo em alto mar. O grande</p><p>investimento feito na instalação das estruturas oceânicas proporcionou enorme avanço</p><p>em pesquisa e tecnologia, para otimizar e aprimorar novas técnicas nas áreas de</p><p>proteção anticorrosiva, inspeção e manutenção. Com a finalidade de fazer um</p><p>acompanhamento periódico do estado dessas instalações na sua porção submersa,</p><p>visando aumentar a segurança, a continuidade operacional e a preservação desse grande</p><p>patrimônio, surge dentro do mergulho profissional uma nova especialização: a</p><p>manutenção submarina.</p><p>Na manutenção submarina, o mergulhador mantenedor realiza uma grande</p><p>variedade de serviços tanto de manutenção preventiva como corretiva. Muitas das não</p><p>conformidades encontradas durante os serviços de inspeção submarina são corrigidas</p><p>por intermédio da manutenção submarina. Dentro do seu escopo de atuação há trabalhos</p><p>de limpeza com ferramentas manuais e mecanizadas, revestimento e reparo de</p><p>superfícies com aplicação de massa epóxi, desobstrução e limpeza de tubos de despejo</p><p>de resíduos de produção e perfuração (tubo sump), instalação e remoção de acessórios,</p><p>instalação e remoção de anodos galvânicos de sacrifício e corrente impressa,</p><p>acoplamento e desacoplamento de linhas rígidas ou flexíveis (“pull in” e “pull out”),</p><p>desobstrução da grade de proteção de acessórios (caixa de mar, tubo sump, casing, etc.),</p><p>calçamento de dutos submarinos, reparo de linhas flexíveis com fita adesiva e com</p><p>resina epóxi e luva de poliuretano, montagem e desmontagem de estruturas e trabalhos</p><p>de oxi-corte e soldagem hiperbárica molhada.</p><p>2. Localização de pontos em estruturas marítimas</p><p>A localização das não conformidades encontradas durante os serviços de</p><p>inspeção submarina deve ser feita de tal forma que se possa retornar ao exato local em</p><p>mergulhos posteriores. Para isso, é necessário que se tenha um sistema de referência</p><p>estrutural bem definido e padronizado para todos os mergulhadores inspetores e</p><p>mantenedores.</p><p>Em plataforma fixa aço</p><p>Qualquer ocorrência existente em membros horizontais e inclinados deve ser</p><p>localizada por duas cotas:</p><p>Cota A: deve ser obtida sobre a geratriz de referência que contém a ocorrência que se</p><p>quer localizar, tomando-se a distância entre uma extremidade da ocorrência e a junta</p><p>tipo boca de lobo mais próxima ou outro ponto de referência fixo na estrutura.</p><p>Cota B: deve ser tomada entre uma extremidade da ocorrência em questão e o ponto que</p><p>contém a geratriz superior do contraventamento (0h) – geratriz de referência, no sentido</p><p>horário ou anti-horário (o que for menor).</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>6</p><p>Localização de pontos em membros horizontais e inclinados</p><p>Membros Verticais - as ocorrências situadas em elementos estruturais verticais</p><p>(acessórios e pernas da jaqueta) serão localizadas também por 02 cotas, em que a</p><p>primeira (cota A) é obtida da mesma forma que o caso anterior. A segunda (cota B)</p><p>deve ser tomada entre uma extremidade da ocorrência e a geratriz de referência, que está</p><p>sempre voltada para a face que possui o norte da plataforma fixa de aço, no sentido</p><p>horário ou anti-horário (o que for menor).</p><p>Localização de pontos em membros verticais</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>7</p><p>Em plataforma semissubmersível</p><p>Em elementos estruturais horizontais e inclinados de uma semissubmersível</p><p>deve-se adotar o mesmo procedimento já citado em plataformas fixas de aço. Em</p><p>membros e acessórios verticais adota-se também a mesma sistemática, só que agora a</p><p>geratriz de referência está voltada para a proa da plataforma.</p><p>3. Noções sobre corrosão</p><p>3.1 Definição</p><p>Corrosão é a deterioração de materiais metálicos ou não, por ação química ou</p><p>eletroquímica do meio ambiente, aliada ou não</p><p>para fluidos cujo fechamento é feito por meio de um tampão</p><p>que se ajusta contra a sede da válvula, cujo orifício está em posição paralela à do</p><p>escoamento. É muito utilizada no bloqueio de linhas. É uma válvula robusta e de fácil</p><p>manutenção e que permite um razoável controle de fluxo para líquidos e gases.</p><p>Válvula globo</p><p>Válvula de gaveta – Válvula constituída essencialmente de uma cunha ou placa que,</p><p>comandada por uma haste roscada, desliza transversalmente ao fluxo do fluido,</p><p>permitindo variar a seção da abertura atravessada por ele. Muito utilizada no bloqueio</p><p>de fluxo de líquidos.</p><p>Válvula de gaveta</p><p>Válvula borboleta – utilizada em tubulações de água de médio e grande diâmetro,</p><p>possuindo uma abertura rápida e uma pequena espessura.</p><p>Válvula borboleta</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>65</p><p>Válvula de não retorno (válvula de retenção) – é aquela que só permite a passagem do</p><p>fluido em certo sentido, bloqueando automaticamente a passagem em sentido inverso.</p><p>Muito utilizada nos capacetes de mergulho, máscaras KMB, painéis de controle de</p><p>mergulho e câmaras de descompressão.</p><p>Válvula de retenção</p><p>Válvula de alívio – é uma válvula que se abre automaticamente, desde que a pressão do</p><p>fluido na tubulação exceda certo valor predeterminado.</p><p>Válvula de alívio</p><p>Válvula piloto – é uma válvula que é regulada para trabalhar dentro de uma faixa</p><p>mínima e máxima de pressão, sendo muito utilizada em compressores de mergulho,</p><p>armando e desarmando mecanicamente o compressor dentro dos limites</p><p>preestabelecidos.</p><p>Válvula piloto</p><p>As válvulas podem ter o seu acionamento manual, hidráulico, pneumático ou</p><p>elétrico.</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>66</p><p>8. Flanges</p><p>Aba existente em cada extremidade de uma seção de tubos, por meio da qual se</p><p>prende uma seção à outra. Os flanges podem ser de baixa ou alta pressão e com o</p><p>pescoço soldado ou roscado. A aba furada pode ser fixa ou rotativa, sendo a última, mas</p><p>adequada nas operações de mergulho, já que permite, com mais facilidade, o</p><p>alinhamento entre os furos na hora da conexão. A vedação entre os dois flanges poder</p><p>ser feita por metal / metal, com juntas ou por anéis. No caso do mergulho, a vedação é</p><p>feita com anel, que pode ser metálico ou de borracha (anel o-ring). Antes do</p><p>acoplamento, é importante verificar a limpeza das superfícies internas do flange, como</p><p>também da sede do anel e do próprio anel. Qualquer corpo estranho pode afetar a</p><p>estanqueidade da linha.</p><p>Flange de uma tubulação</p><p>As principais forças que ocorrem em uma união flangeada são:</p><p>- Força radial: originada pela pressão interna e tende a expulsar a junta;</p><p>- Força de separação: gerada também pela pressão interna e tende as separar os flanges;</p><p>- Força dos parafusos: força exercida pelo aperto dos parafusos.</p><p>- Carga do Flange: força que comprime os flanges contra a junta. No início, é igual à</p><p>força dos parafusos e após a pressurização do sistema é igual à força dos parafusos</p><p>menos a força de separação.</p><p>A Força dos parafusos que é aplicada inicialmente sobre a junta, além de</p><p>esmagá-la deve compensar a força de separação causada pela pressão interna. Deve ser</p><p>suficiente para manter uma pressão residual sobre a junta evitando assim o vazamento</p><p>do fluido.</p><p>O aperto dos estojos deve ser dado aos poucos, em triângulo, em cruz ou</p><p>alternando os lados dos furos. Se for especificado o torque das porcas, o aperto manual</p><p>deve ser garantido antes de se utilizar o torquímetro ou o macaco hidráulico para o</p><p>aperto final.</p><p>Anel metálico</p><p>de vedação</p><p>Furo para</p><p>passagem do estojo</p><p>FORÇA RADIAL</p><p>FORÇA RADIAL</p><p>FORÇA DE</p><p>SEPARAÇÃO</p><p>FORÇA DOS</p><p>PARAFUSOS</p><p>CARGA</p><p>DOS</p><p>FLANGES</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>67</p><p>9. Limpeza de superfície de aço em estruturas submarinas</p><p>Este capítulo estabelece as condições e parâmetros exigíveis para limpeza em</p><p>superfícies de aço submersas, necessários à realização dos trabalhos de manutenção</p><p>submarina.</p><p>Equipamentos utilizados</p><p>- Equipamento para jateamento abrasivo;</p><p>- Raspadeira manual de aço;</p><p>- Escova manual de aço;</p><p>- Escova rotativa montada sobre ferramenta hidráulica ou pneumática;</p><p>- Martelete pneumático de agulha;</p><p>- Equipamento para hidrojateamento.</p><p>Execução dos trabalhos</p><p>O mergulhador de manutenção submarina deverá, em função do tipo de trabalho</p><p>a ser executado, da área a ser limpa e do grau de intemperismo da superfície, escolher o</p><p>tipo de limpeza a ser executada bem como as ferramentas necessárias.</p><p>Limpeza com raspadeira manual de aço</p><p>É o método empregado, em pequenas áreas, com o objetivo de remover as</p><p>incrustações marinhas duras e moles e produtos grosseiros de corrosão. As raspadeiras</p><p>manuais podem ser do tipo mão de vaca ou de cabo alongado, ou de qualquer formato</p><p>que propicie maior velocidade na execução da tarefa. O acabamento obtido, por essa</p><p>ferramenta, é o PADRÃO 4.</p><p>Raspadeira manual de aço</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>68</p><p>Limpeza com escova manual de aço</p><p>É o método utilizado para pequenas superfícies isentas de incrustações, com o</p><p>objetivo de remover a oxidação parcial e onde se deseja um acabamento conforme o</p><p>PADRÃO 3.</p><p>Escova manual de aço</p><p>Limpeza com escova rotativa montada sobre ferramenta hidráulica ou pneumática</p><p>É o método empregado para remover totalmente as incrustações e oxidação da</p><p>peça, de modo a se obter uma superfície metálica espelhada, conforme PADRÃO 2.</p><p>Limpeza com escova rotativa</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>69</p><p>Limpeza com martelete de agulhas</p><p>Este equipamento remove incrustações moles e duras e crosta de corrosão. A</p><p>superfície limpa fica rugosa ao término da limpeza. Eventualmente é usado como</p><p>complemento da limpeza com escova rotativa. A superfície metálica fica com PADRÃO</p><p>2A.</p><p>Limpeza com martelete de agulhas</p><p>Limpeza com jato de água de alta pressão (hidrojateamento)</p><p>Remove incrustações moles, duras, camadas de óxido e materiais fortemente</p><p>aderidos na superfície metálica. É um método que permite a limpeza de grandes áreas</p><p>em tempo reduzido. Alcança acabamento conforme o PADRÃO 5. Este método</p><p>geralmente necessita de complementação para se obter os padrões 1, 2 e 2A.</p><p>Limpeza com hidrojateamento</p><p>Limpeza com jato de areia</p><p>É o método empregado para limpeza de superfícies extensas com o objetivo de</p><p>remover totalmente as incrustações e oxidação, com formação de rugosidade</p><p>(ancoragem), de modo a se obter uma superfície com acabamento conforme o</p><p>estabelecido no PADRÃO 1.</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>70</p><p>Padrões de acabamento da superfície</p><p>Padrão 1</p><p>Todo material estranho é removido. A superfície apresenta um acabamento com</p><p>aspecto fosco, até 30 minutos depois de concluída a limpeza.</p><p>Padrão 1</p><p>Padrão 2</p><p>Todo material estranho é removido. A superfície apresenta um acabamento com</p><p>aspecto espelhado, imediatamente depois de concluída a limpeza.</p><p>Padrão 2</p><p>Padrão 2A</p><p>Todo material estranho é removido. A superfície apresenta um acabamento</p><p>rugoso, imediatamente após a conclusão da limpeza.</p><p>Padrão 2A</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>71</p><p>Padrão 3</p><p>O material estranho é parcialmente removido. A superfície se apresenta</p><p>conforme a gravura abaixo.</p><p>Padrão 3</p><p>Padrão 4</p><p>São removidas as incrustações marinhas e a superfície se apresenta conforme a</p><p>gravura intitulada padrão 4 anexa.</p><p>Padrão 4</p><p>Padrão 5</p><p>Remoção de grande quantidade de incrustações, principalmente as duras,</p><p>camadas de óxido e materiais fortemente aderidos</p><p>a superfície, apresentando um aspecto</p><p>correspondente, em aparência, à figura abaixo, comparada após a limpeza.</p><p>Padrão 5</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>72</p><p>EQUIPAMENTO PADRÃO DE LIMPEZA TAREFA</p><p>Jato de Areia Padrão 1 Aplicação de massa epóxi</p><p>Escova Rotativa Padrão 2</p><p>Inspeção Visual Detalhada e</p><p>Ensaio por Partículas</p><p>Magnéticas</p><p>Martelete de Agulha Padrão 2A Aplicação de massa epóxi</p><p>Escova Manual Padrão 3</p><p>Instalação de acessórios,</p><p>Inspeção Visual Geral e Medição</p><p>de Espessura (ultrassom), a</p><p>critério do inspetor.</p><p>Raspadeira Manual Padrão 4</p><p>Instalação de acessórios,</p><p>Inspeção Visual Geral,</p><p>Medição de Espessura</p><p>(ultrassom) e Medição de</p><p>potencial eletroquímico.</p><p>Hidrojateamento Padrão 5</p><p>Remoção de incrustações</p><p>marinhas duras e moles de</p><p>grandes áreas, preparando a</p><p>superfície para outros métodos</p><p>de limpeza.</p><p>10. Noções sobre revestimentos protetores</p><p>De um modo geral, o processo de controle de corrosão é feito utilizando duas</p><p>técnicas que quando associadas, trazem grandes benefícios para a estrutura que se quer</p><p>proteger: o uso da proteção catódica (anodos galvânicos de sacrifício e corrente</p><p>impressa) e a utilização dos revestimentos protetores.</p><p>O emprego de revestimento reduz, de forma considerável, a superfície exposta à</p><p>corrosão, diminuindo, por conseguinte, a quantidade de corrente necessária à proteção</p><p>da estrutura. A utilização de revestimento anticorrosivo torna substancialmente mais</p><p>econômica o uso da proteção catódica e em conjunto, o custo global é sempre menor</p><p>que o custo do emprego somente de proteção catódica numa superfície totalmente nua.</p><p>Os revestimentos a serem usados dependem de cada caso, no entanto podem ser</p><p>empregados desde tintas de pequena espessura, até os revestimentos mais espessos,</p><p>como a massa epóxi, o monel e o enamel. O importante a considerar na seleção do</p><p>revestimento a ser empregado em combinação com a proteção catódica, é que ele resista</p><p>bem às condições alcalinas que surgirão no catodo, bem como a sobrevoltagem</p><p>resultante do processo.</p><p>Os revestimentos protetores são utilizados principalmente em função da localização</p><p>da região que se deseja proteger. Na zona de transição são comumente utilizadas as</p><p>resinas epóxi e/ou pintura para a proteção contra a corrosão, tanto de elementos</p><p>estruturais como de acessórios da jaqueta. Em riser, é utilizada em algumas ocasiões</p><p>uma liga a base de níquel (monel) envolvendo esses acessórios na zona de transição. Em</p><p>dutos submarinos utiliza-se o revestimento de coaltar-enamel acompanhado ou não de</p><p>revestimento de concreto, este último mais utilizado como lastro.</p><p>Os revestimentos protetores mais utilizados em estruturas marítimas são: pintura,</p><p>monel, enamel, coaltar, massa epóxi e concreto.</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>73</p><p>Pintura</p><p>Chama-se pintura a um conjunto de operações que visam depositar, sobre uma</p><p>superfície metálica ou não, uma película de viscosidade moderada, que tende a</p><p>endurecer com o tempo ou com aplicação de meios auxiliares (aquecimento, por</p><p>exemplo). Essa película pode ser formada de um ou mais constituintes, podendo esses</p><p>ser orgânicos ou inorgânicos. Resumidamente, pintura é o processo de revestimento de</p><p>uma superfície por meio de tinta. Em plataformas fixas de aço, a tinta se estende desde a</p><p>parte emersa, até aproximadamente 6 metros de profundidade. Em plataformas</p><p>semissubmersíveis, plataformas autoeleváveis, navios e monobóias, normalmente toda a</p><p>parte estrutural é revestida por tinta.</p><p>As descontinuidades mais comuns de uma superfície pintada e que o inspetor</p><p>submarino deve conhecer bem são:</p><p>Casca de Laranja - aparência de uma película, em que a superfície apresenta</p><p>pequeníssimas crateras, devido à propriedade que tem a tinta de ao ser aplicada, não se</p><p>distender até o ponto de apresentar uma superfície perfeitamente nivelada.</p><p>Descolamento - perda completa de aderência da película, deixando exposto o metal de</p><p>base.</p><p>Descascamento - remoção de pequenos trechos de uma ou mais camadas de uma</p><p>película, sem deixar o metal de base exposto.</p><p>Desfolhamento - perda de aderência entre camadas de uma película, sem deixar o metal</p><p>de base exposto.</p><p>Empolamento - defeito de película, caracterizado pelo aparecimento de bolhas,</p><p>ocasionado, geralmente, pela presença de sais solúveis na superfície metálica da base.</p><p>Monel</p><p>É uma liga de revestimento externo de dutos rígidos, muito utilizada na Bacia de</p><p>Campos. É constituída de 70% de níquel e 30% de cobre ou então 90% de níquel e 10%</p><p>de cobre. É altamente resistente à corrosão devido à formação de uma camada ou</p><p>película passivante. É encontrado em todos os dutos rígidos de jaquetas das áreas Norte</p><p>e Sul da Bacia de Campos. No Polo Nordeste, os dutos estão encamisados com uma</p><p>sobreespessura de aço carbono (tubo de sacrifício). Tanto o monel quanto o tubo de</p><p>sacrifício, começam aproximadamente aos 8 metros de profundidade, se estendendo até</p><p>a primeira mesa emersa da plataforma.</p><p>Revestimento de monel em riser rígido (parte submarina e emersa)</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>74</p><p>Enamel</p><p>É o revestimento que possui o maior número de boas características dentre todos</p><p>que foram citados. É aplicado em duas espessuras, uma de 3 a 5 mm chamado</p><p>revestimento simples e outra de 6 a 8 mm chamado de revestimento duplo. O</p><p>revestimento simples é usado de modo geral e o duplo em eletrólitos altamente</p><p>agressivos (mangues, água do mar, etc.) e em condições severas de correntes de</p><p>interferência. O esquema de aplicação de revestimento simples é o seguinte:</p><p>- Limpeza dos tubos: com escova ou com jateamento abrasivo comercial;</p><p>- Aplicação da tinta de fundo ou "primer”, tinta de veículo betuminoso pigmentada com</p><p>óxido de ferro ou óxido de chumbo. Esta tinta seca por evaporação do solvente;</p><p>- Aplicação de piche de carvão: o piche de carvão é aplicado a quente;</p><p>- Aplicação imediata do véu de fibra de vidro e papel feltro.</p><p>O esquema de aplicação do revestimento duplo consiste na aplicação logo após o</p><p>véu de fibra de vidro, de outra camada de piche de carvão com véu de fibra de vidro e</p><p>finalmente o papel feltro.</p><p>O revestimento de piche de carvão em oleodutos, gasodutos e adutoras podem</p><p>ser no campo ou em planta fixa. Nesta última a qualidade do revestimento é sempre</p><p>superior, pelo melhor controle de qualidade da aplicação. Para tubulações submersas,</p><p>acima de 8 polegadas, aplica-se sobre o revestimento duplo de piche de carvão, um</p><p>revestimento de concreto para provocar a flutuação negativa (ancoragem no fundo).</p><p>Coaltar</p><p>É um revestimento utilizado em dutos submarinos ou terrestres, com a finalidade</p><p>de protegê-los contra a corrosão. É constituído basicamente de alcatrão de hulha. A</p><p>seqüência do revestimento é a seguinte:</p><p>1) uma camada de coaltar;</p><p>2) uma camada de lã de vidro;</p><p>3) outra camada de coaltar;</p><p>4) uma camada de papel linter de algodão.</p><p>O coaltar apresenta-se como coaltar simples, utilizado em dutos submarinos e</p><p>coaltar duplo, que recebe ao invés de uma, duas camadas de lã de vidro. Há também o</p><p>coaltar 1 e o coaltar 2. Este último é mais resistente a temperatura.</p><p>Massa epóxi</p><p>Revestimento à base de resina epóxi, curada com poliamida, destinada a cobrir</p><p>superfícies metálicas situadas na zona de transição (ZDT) ou em áreas totalmente</p><p>submersas. O inspetor submarino deve ter muita atenção ao encontrar este tipo de</p><p>revestimento, não devendo danificá-lo quando efetuar a limpeza para inspecioná-lo,</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>75</p><p>relatando somente os defeitos encontrados na inspeção. O Inspetor de manutenção está</p><p>devidamente preparado e equipado para realizar os testes de aderência e dureza.</p><p>Concreto</p><p>É basicamente utilizado em dutos submersos e estacas de píeres de atracação.</p><p>Em dutos</p><p>submarinos, tem como principal finalidade dar lastro (peso) de forma a evitar</p><p>a flutuação e movimentação das linhas. Tem como componentes formadores, os</p><p>materiais usuais, tais como o cimento, areia e brita, porém a brita utilizada é finíssima.</p><p>A espessura do concreto é função do diâmetro do duto. Por isso, nesses casos, ao invés</p><p>de brita é utilizado o minério de ferro, pois este diminui o volume e, portanto a</p><p>espessura.</p><p>O peso final do concreto utilizado em dutos submarinos varia de 2240 a 3400</p><p>kg/m</p><p>3</p><p>aproximadamente.</p><p>A principal avaria do revestimento de concreto em dutos submarinos é a trinca.</p><p>Duto rígido revestido com concreto</p><p>Classificação do estado do revestimento protetor</p><p>No cálculo da proteção catódica, o estado do revestimento, ou seja, sua</p><p>eficiência é fundamental. Podemos classificar o estado dos revestimentos em bom</p><p>(quando íntegro) e ruim (quando apresentando bolhas, falta de aderência, falhas, trincas,</p><p>etc.).</p><p>11. Aplicação de massa epóxi</p><p>Estas recomendações visam orientar a aplicação de revestimentos à base de</p><p>massa epóxi, de cura submarina, em superfícies metálicas totalmente submersas, ou nas</p><p>zonas de respingo e de variação de maré.</p><p>Preparo da superfície</p><p>A superfície a revestir deve ser jateada ao metal branco, com areia doce de</p><p>granulometria compreendida entre 4 a 16 mesh. Utilizar um bico de orifício de 8 ou 9</p><p>mm de diâmetro, para evitar entupimentos. A pressão do ar na saída do bico de jatear</p><p>deve estar compreendida entre 6,5 e 8,0 Kg/cm</p><p>2</p><p>.</p><p>O jateamento é feito com movimentos circulares, mantendo entre o bico de</p><p>jatear e a estrutura, uma distância compreendida entre 10 a 20 cm. A direção do jato de</p><p>areia deverá fazer um ângulo de 45 graus a 60 graus em relação à superfície.</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>76</p><p>Não se deve jatear mais de 1 m</p><p>2</p><p>da superfície metálica, de cada vez, para evitar</p><p>o início da oxidação da área jateada. Se for indispensável fazê-lo, deve-se utilizar mais</p><p>de um mergulhador aplicando a massa epóxi, simultaneamente. Caso haja, por qualquer</p><p>motivo, intervalo igual ou superior a 1(uma) hora entre o término do jateamento e o</p><p>início da aplicação da massa – e, dependendo das condições locais de agressividade do</p><p>meio ambiente que envolve a superfície jateada – deverá ser refeito o jateamento; desta</p><p>vez somente para retirar a camada de óxido já em formação.</p><p>O jateamento deverá ser feito da parte mais funda para a mais rasa, para que esta</p><p>última fique o menor tempo possível exposta à oxigenação da superfície. Importante:</p><p>nunca deverá ser aplicada a massa epóxi sobre superfícies jateadas que apresentem</p><p>início de oxidação (denunciada pelo escurecimento da superfície).</p><p>Em áreas em que a massa entrará em contato com o revestimento de concreto,</p><p>este também deverá ser jateado para limpeza de incrustações marinhas. O concreto é</p><p>jateado com a metade da pressão usada para o aço.</p><p>Antes do jateamento, eliminar toda a vida marinha de maior porte, por meio de</p><p>processos mecânicos (raspadeiras, marteletes mecânicos, etc.) e remover manchas de</p><p>óleo, graxas e similares.</p><p>Em serviços de jateamento com areia, na parte emersa, deverá ser utilizado</p><p>aspersor de névoa úmida, solidário à mangueira de jateamento.</p><p>Mistura dos componentes e técnicas de aplicação</p><p>Misturar os dois componentes, à sombra, de acordo com as quantidades</p><p>(medidas ou proporções) especificadas e/ou recomendadas pelo fabricante, até atingir</p><p>perfeita homogeneização, indicada pela coloração verde escuro. Os componentes são</p><p>misturados manualmente, devendo o misturador molhar periodicamente as mãos, para</p><p>evitar a aderência da massa à sua pele. A massa também pode ser misturada no próprio</p><p>ambiente de trabalho, ou seja, dentro da água, quando a área a ser revestida não for</p><p>grande.</p><p>Componentes A e B em potes de 5 Kg</p><p>Mistura dos componentes no local de trabalho</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>77</p><p>O período decorrido da preparação até a aplicação da massa não deve ultrapassar</p><p>35 minutos, para temperaturas em torno de 25 graus centígrados. Em águas muito frias</p><p>este espaço de tempo deve ser ampliado um pouco. Todavia, a massa não deve ser</p><p>aplicada se a temperatura da água for inferior a 10 graus centígrados, porque tende a</p><p>cessar a polimerização. A massa deve ser aplicada imediatamente após a preparação da</p><p>superfície. Em grandes áreas, recomenda-se a utilização de mais de um operador de</p><p>manutenção.</p><p>A técnica de aplicação consiste em formar uma bola de massa de cada vez,</p><p>perfeitamente homogeneizada e, quando estiver pronta para uso, entregá-la ao</p><p>mergulhador.</p><p>Aplicação de massa epóxi</p><p>A aplicação é feita com as mãos, pressionando a massa sobre a superfície a ser</p><p>revestida, de baixo para cima, até que ela atinja a espessura especificada (de 2 a 4 mm).</p><p>Cuidado especial deve ser tomado nas emendas entre a porção aplicada anteriormente e</p><p>a nova, a fim de evitar sobreespessura, interrupção, fenda, vazio ou descontinuidade do</p><p>revestimento.</p><p>Aplicação de massa epóxi no costado de um flutuador</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>78</p><p>Em regiões de correnteza forte ou com muita ondulação, é necessário tomar</p><p>cuidados especiais, pois a perda de massa pode tornar-se excessiva, tanto por</p><p>descolamento durante a aplicação como também durante o processo de polimerização</p><p>(endurecimento). A técnica mais utilizada nesses casos é envolver a massa aplicada com</p><p>uma cinta de pano chamada de “morim”.</p><p>A camada de massa deverá ultrapassar em aproximadamente 1” (uma polegada)</p><p>as extremidades da área jateada, para que os trechos jateados não fiquem sem</p><p>revestimento.</p><p>Não é recomendável a aplicação de massa epóxi à noite.</p><p>Reparos e retoque</p><p>A massa aplicada não deve apresentar sinais de oxidação, enrugamentos, bolhas,</p><p>vazios, sobreespessuras ou subespessuras.</p><p>Caso sejam necessários reparos ou retoques na massa já aplicada, estes devem</p><p>obedecer às mesmas especificações da aplicação inicial. A superfície da área a ser</p><p>reparada deverá ser novamente jateada.</p><p>Na realização de reparos deve-se tomar o cuidado de garantir a espessura padrão</p><p>da massa (2 a 4 mm), evitando a formação de sobreespessura devido à sobreposição de</p><p>massa.</p><p>A delimitação da área a ser reparada deverá ser determinada através da remoção</p><p>da massa dos locais onde foram observadas as descontinuidades citadas tomando-se o</p><p>cuidado de promover a total remoção das porções de massa que não apresentem</p><p>aderência satisfatória.</p><p>As bordas da região a ser reparada devem ser levemente jateadas ou escovadas,</p><p>de maneira que seja criada rugosidade sobre a massa remanescente, com o objetivo de</p><p>garantir aderência ideal do reparo a ser aplicado.</p><p>Não é aconselhável utilizar a escova rotativa de aço para preparar superfícies</p><p>metálicas para aplicação de massa epóxi, porque a escova rotativa deixa a superfície</p><p>muito lisa, com pouca rugosidade, prejudicando a aderência da massa.</p><p>Inspeção visual e teste de aderência</p><p>A aplicação deverá ser fiscalizada por um bom conhecedor das técnicas de</p><p>aplicação de massa epóxi. Testes de aderência da massa epóxi devem ser realizados no</p><p>decorrer dos trabalhos de aplicação da massa, estando presentes a fiscalização da</p><p>Petrobras e o mergulhador aplicador.</p><p>Após 90 (noventa) horas de aplicação da massa, devem ser feitos testes de</p><p>dureza e aderência, com as mãos, sem auxílio de ferramentas. Caso haja</p><p>desprendimento de massa, deve ser feito o reparo. Deve ser realizado teste de aderência,</p><p>conforme detalhado abaixo. Para isso serão utilizadas talhadeiras de 1" (uma polegada)</p><p>de largura, para cada 20 m</p><p>2</p><p>(vinte metros quadrados) de massa aplicada, após decorridos</p><p>sete dias de sua aplicação no máximo.</p><p>Deve ser cortado um quadrado de 25 mm de lado, para posterior avaliação de</p><p>sua aderência, fora da água. A superfície do metal, assim como a superfície inferior da</p><p>massa retirada, deve apresentar-se completamente isentas de oxidação ou vida marinha.</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>79</p><p>Fórmula para cálculo do consumo de massa epóxi</p><p>Peso = quantidade de massa a ser utilizada em quilogramas. Normalmente, nas frentes</p><p>de trabalho, são utilizados potes de 0,5 kg (de cada componente) do fabricante Tubolite.</p><p>Fator de correção fornecido pela Tubolite = 1,5</p><p>e = espessura da massa aplicada. Por procedimento deve ficar compreendida entre 2 a 4</p><p>mm. Fazer o cálculo utilizando a espessura de 4mm.</p><p>Área = tamanho da área a ser revestida por massa epóxi.</p><p>Fórmulas de áreas e volumes</p><p>Quadrado</p><p>Retângulo</p><p>Peso = 1,5 x e (mm) x área (m</p><p>2</p><p>)</p><p>L</p><p>L</p><p>d</p><p>Área = L</p><p>2</p><p>= d</p><p>2</p><p>/ 2</p><p>d = 1,414 L</p><p>Volume = L</p><p>3</p><p>L</p><p>d</p><p>a</p><p>b</p><p>Área = a x b</p><p>Volume = a x b x c</p><p>c</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>80</p><p>Paralelogramo</p><p>Triângulo</p><p>Trapézio</p><p>Losango</p><p>a</p><p>b</p><p>Área = a x b</p><p>Volume = a x b x c</p><p>h</p><p>b</p><p>Área = b x h / 2</p><p>B</p><p>h</p><p>Área = b + B / 2 x h</p><p>b</p><p>d</p><p>D Área = D x d / 2</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>81</p><p>Circunferência e circulo</p><p>Exemplo da aplicação das fórmulas</p><p>Calcular a quantidade de massa epóxi necessária para revestir uma perna de</p><p>plataforma da elevação + 6 metros até a elevação – 4 metros.</p><p>Dados</p><p>Perímetro da perna = 3 metros.</p><p>Extensão a ser revestida com epóxi = 6+4=10</p><p>metros.</p><p>Cálculo da área = 3 x 10 = 30 m</p><p>2</p><p>.</p><p>Fórmula do consumo de massa – P = 1,5 . e . .a</p><p>P = 1,5 x 4mm x 30m</p><p>2</p><p>= 180 Kg</p><p>EL + 6m</p><p>EL - 4m</p><p>10 m</p><p>4mm</p><p>Massa epóxi</p><p>d</p><p>r r</p><p>d</p><p>Comprimento da circunferência = π.d = 2.π.r</p><p>Área do círculo = π.d</p><p>2</p><p>/ 4 ou π.r</p><p>2</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>82</p><p>12. Manobras de conexão (“pull in”) e desconexão (“pull out”) de dutos flexíveis</p><p>Definição</p><p>As operações de “pull-in” e “pull out” são constituídas de diversas manobras</p><p>realizadas entre uma UEP (Unidade Estacionária de Produção) e um navio de</p><p>lançamento de linha (Pipeline laying support vessel - PLSV), sendo a execução dessas</p><p>operações sempre precedida de uma mobilização e preparação dos sistemas de</p><p>puxamento (guincho principal -pull in machine- e guinchos auxiliares). Essas manobras</p><p>são executadas para interligar poços satélites, coletores (manifold's submarinos) e</p><p>sistemas de escoamento de importação ou exportação, através da transferência de dutos</p><p>flexíveis ou rígidos, do PLSV para a UEP, em caso de “pull-in”, e da UEP para o PLSV,</p><p>em caso de “pull-out”.</p><p>Terminologia</p><p>Serão apresentados nesse pequeno glossário, alguns termos técnicos utilizados</p><p>nas manobras de “pull in” e “pull out”.</p><p>Arranjo (Lay Out).</p><p>As laid survey ou as laid: filmagem das linhas lançadas no fundo mar, mostrando as</p><p>rotas traçadas.</p><p>Balaustrada (Guardrail): proteção usada, em geral, ao longo dos conveses de</p><p>embarcações e plataformas.</p><p>Boca de Sino (Bell Mouth): peça em forma de tronco de cone colocada na parte inferior</p><p>de tubos I, para facilitar a entrada das linhas flexíveis e a fixação do capacete e do</p><p>enrijecedor.</p><p>Bombordo (Portboard side): Bordo esquerdo da embarcação, olhando-se de ré para</p><p>vante.</p><p>Boreste (Starboard side): bordo à direita da embarcação, olhando-se de ré para vante.</p><p>Cabo Mensageiro (Messenger Line): cabo leve e de fácil manuseio, usado para levar a</p><p>extremidade de um cabo mais pesado para outro ponto.</p><p>Cabeça de Tração (Pull-in Head): flange cego com bujão e olhal, usado no içamento da</p><p>extremidade de uma linha flexível.</p><p>Conexão (Pull-in): transferência do riser, do navio de lançamento para a Unidade de</p><p>Produção.</p><p>Catenária(Catenary): configuração geométrica adquirida por linhas flexíveis ou cabos</p><p>devida ao peso próprio,quando suspensos por uma ou ambas as extremidades.</p><p>Colar batente (stopper): peça bipartida instalada no corpo de um duto flexível, com a</p><p>finalidade de travar a descida do conjunto capacete/enrijecedor no caso do</p><p>destravamento dos dogs da boca de sino.</p><p>Conector de extremidade (End fitting connector): conexão montada nas extremidades</p><p>dos dutos flexíveis.</p><p>Conector para engate rápido (Quick connect-disconnect coupling - QCDC): tipo de</p><p>conector para engate rápido de um duto de interligação (riser) em um FPS. Possui</p><p>dispositivo de fechamento automático ao desacoplar, garantindo a segurança das sondas</p><p>de produção no caso do abandono imprevisto de uma locação.</p><p>Convés de conexão e/ou instalação (Connection deck): Convés inferior onde são</p><p>instalados os “risers” flexíveis ligados às conexões fixas.</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>83</p><p>Coferdam (Cofferdam): espaço vazio limitado por 2 anteparas transversais e que tem</p><p>por finalidade servir de isolamento entre tanques.</p><p>Dedo chinês (Chinese finger): malha de cordoalha de aço, costurada em torno de uma</p><p>linha flexível ou de controle, para suportar o seu peso durante o manuseio nas operações</p><p>de recolhimento e lançamento de linhas e conexões intermediárias em águas rasas.</p><p>Desconexão (Pull-out): operação de retirada do riser da Unidade de Produção e</p><p>transferência para um PLSV.</p><p>Enrijecedor (Bending Stiffener): acessório com formato de uma camisa cônica,</p><p>instalado em uma linha flexível para aumentar a rigidez e evitar danos na linha.</p><p>Feixe (Bundle): conjunto de dutos, utilizado para interligar equipamentos submarinos e</p><p>estes às UEPs (Unidades Estacionárias de Produção), composto por linhas de</p><p>escoamento e umbilicais de controle.</p><p>Guincho principal (“pull in” machine): guincho responsável pelo puxamento do duto</p><p>flexível do navio de lançamento para a unidade marítima.</p><p>Guinchos auxiliares: guinchos utilizados, em uma manobra de “pull in”, para</p><p>executarem movimentos laterais com a linha flexível, facilitando assim a entrada da</p><p>mesma no suporte cônico.</p><p>Hang-off: peça cônica bipartida que dá suporte ao duto flexível e fica encaixada no</p><p>suporte cônico da UEP.</p><p>Injeção de Água (Water Injection): técnica de recuperação secundária de petróleo que</p><p>consiste na injeção de água em pontos específicos do reservatório com a finalidade de</p><p>retardar o declínio da pressão estática para a otimização da produção.</p><p>Injeção de Gás (Gás lift): método de elevação artificial de petróleo, compreendendo,</p><p>basicamente, a injeção de gás no fluido produzido, dentro ou fora do poço, com o</p><p>objetivo de viabilizar ou aumentar a produção.</p><p>Linha flexível (Flexible line): linha de fluxo com características construtivas tais como</p><p>flexibilidade, resistência a pressões internas e externas, e resistência à tração.</p><p>Linha de fluxo (Flowline):tubulação flexível ou rígida assentada sobre o leito marinho,</p><p>trabalhando em regime estático, que interliga o sistema submarino de coleta/exportação</p><p>à unidade de produção.</p><p>Linha de produção (Production line): tubulação rígida ou flexível que leva a produção</p><p>do poço a uma plataforma.</p><p>Manilha (Shackle): acessório para movimentação ou fixação de carga, formado por duas</p><p>partes facilmente desmontáveis, consistindo de corpo e pino (cavirão).</p><p>Manilha hidráulica (Hydraulic shackle): tipo de manilha dotada de mecanismo</p><p>hidráulico de abertura.</p><p>Manilha hidroacústica (Hydroacoustic shackle): manilha que pode ser aberta</p><p>remotamente através de um sinal acústico.</p><p>Navio de lançamento de linhas (Pipeline laying support vessel - PLSV): navio equipado</p><p>basicamente para o lançamento de linhas flexíveis.</p><p>Olhal (Pad eye): chapa plana com furo para introdução do pino, fixada em uma</p><p>estrutura com a finalidade de transferir a carga de um cabo, tirante ou aparelho.</p><p>Pipe follower: tramo de linha flexível usada como recurso para manusear linhas</p><p>flexíveis em processo de lançamento/recuperação.</p><p>Popa (Stern): parte de ré da embarcação.</p><p>Proa (Bow): extremidade dianteira de</p><p>uma embarcação.</p><p>Restritor de curvatura (Bending restrictor): acessório instalado em linhas flexíveis ou</p><p>cabos de aço especiais para limitar a flexão e evitar danos.</p><p>Riser - trecho de linha flexível/rígido dinâmico que interliga o sistema submarino de</p><p>coleta/exportação à unidade de produção.</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>84</p><p>TDP (Touch down point): ponto de contato da linha com o fundo do mar.</p><p>Tie-in: operação de conexão de dutos submarinos (rígidos/flexíveis entre si ou a</p><p>qualquer equipamento submarino).</p><p>Track survey: filmagem da rota prevista para lançamento das linhas no fundo mar com o</p><p>objetivo de verificar possíveis interferências.</p><p>Tubo I (I-Tube): tramo tubular, instalado no pontoon da UEP (Unidade Estacionária de</p><p>Produção) ou no Turret do FPSO, com a função de guiar o riser flexível para o convés</p><p>onde está situado o seu suporte.</p><p>Unidade estacionária de produção (UEP): unidade flutuante de produção</p><p>(plataforma semissubmersível ou navio FPSO) permanentemente ancorada na locação</p><p>e dotada de planta de processo.</p><p>Umbilical Hidráulico (UH): Conjunto de mangueiras hidráulicas e/ou cabos elétricos</p><p>reunidos em uma mesma estrutura, geralmente na forma cilíndrica.</p><p>Navio de lançamento de linha –PLSV, tubo I, enrijecedor inteiriço e colar batente</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>85</p><p>Tipos de “Pull in” e “ Pull out” quanto ao sistema de suspensão</p><p>Os principais tipos de sistemas de suspensão para fixação das linhas flexíveis na</p><p>plataforma são:</p><p>Tipo castelo - Este sistema de suspensão fica geralmente localizado na parte emersa da</p><p>unidade, no convés de conexão (Connection deck). Os dutos, durante a operação de</p><p>“pull-in”, podem subir por dentro do vão do suporte, pois o diâmetro do conector do</p><p>riser/flange intermediário (já vem montado do barco) é menor que o vão do sistema de</p><p>suspensão. Quanto ao posicionamento do riser na plataforma, os “pull-in” nesse tipo de</p><p>suspensão são do tipo catenária.</p><p>Sistema de suspensão tipo castelo</p><p>Tipo Tubo I - É um sistema composto por tramo tubular, instalado no pontoon da UEP,</p><p>com a função de guiar o riser flexível para o convés onde está situado o seu suporte e o</p><p>flange de interligação com a plataforma. Possui na parte inferior uma boca de sino que</p><p>tem por finalidade, além de orientar a entrada do riser no I Tube, fixar através de dogs o</p><p>conjunto capacete/enrijecedor. Na sua parte superior (emersa), possui flange, onde será</p><p>fixado o conector do riser, através do “hang off” (cunhas que correspondem ao castelo</p><p>do queixo duro), promovendo assim a suportação do riser. A grande vantagem desse</p><p>tipo de “pull in” é não precisar do sitema auxiliar de puxamento. O tubo I além de</p><p>orientar a entrada do duto flexível na plataforma, evita interferências no cabo de “pull-</p><p>in” durante as manobras, evitando também o contato da linha, depois de instalada, com</p><p>os elementos estruturas da unidade, evitando assim danos na sua capa externa. É</p><p>utilizado nos turrets de FSOs, FPSOs e nos flutuadores de bombordo e boreste das</p><p>plataformas semissubmersíveis.</p><p>Sistema de suspensão tipo I Tube</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>86</p><p>I tube, boca de sino, dog de travamento e capacete/enrijecedor</p><p>Tipo cônico - é um suporte de linha tanto encontrado na parte emersa como na submersa</p><p>de uma plataforma semissubmersível. O sistema cônico macho é montado a bordo da</p><p>embarcação na extremidade da linha (é uma braçadeira bipartida) e o fêmea fica no</p><p>costado externo do flutuador da unidade (ver fotos e desenho abaixo). No acoplamento</p><p>da linha, vão ser utilizados os sistemas de puxamento auxiliares (normalmente dois</p><p>guinchos) e o sistema principal (a pull in machine).</p><p>Suporte cônico</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>87</p><p>Tipos de “pull in” quanto a extremidade</p><p>Primeira extremidade - quando uma das extremidades da linha é conectada primeiro na</p><p>plataforma e a outra é levada para a árvore de natal do poço ou manifold submarino.</p><p>Esse “pull in” tem como característica, a execução das manobras com cargas menores,</p><p>pois as linhas se encontram vazias e quase toda a sua extensão se encontra dentro do</p><p>barco de lançamento. Em alguns projetos, é obrigatória a execução de “pull-in” das</p><p>linhas de importação/exportação nesta condição.</p><p>Segunda extremidade - quando a linha é conectada primeiro no poço, manifold ou outra</p><p>plataforma, e chega depois na plataforma onde será feita a operação de “pull-in”. No</p><p>“pull in” de segunda extremidade, as cargas serão maiores, já que a linha normalmente</p><p>está cheia de água e ainda tem o peso da catenária da mesma.</p><p>Tipos de “pull-out” quanto a extremidade</p><p>Primeira extremidade - quando o “pull out” é feito primeiro na plataforma, para depois</p><p>se fazer o recolhimento do bundle ou linha (para reparo, reterminação, instalação de</p><p>trombetas, troca e/ou remanejamento na mesma, etc), podendo implicar na desconexão</p><p>na árvore de natal do poço ou manifold. Neste caso, a cargas serão maiores (peso da</p><p>catenária e a linha cheia de água).</p><p>Segunda extremidade - quando a última extremidade desconectada é a da plataforma,</p><p>após o PLSV já ter feito a desconexão do bundle ou linha na árvore de natal do poço ou</p><p>manifold e o seu recolhimento. Neste caso, a cargas serão menores. Em alguns projetos</p><p>é obrigatório o “pull-out” das linhas de importação/exportação nesta condição.</p><p>Procedimento de “pull in”</p><p>Toda operação de “pull in” tem início com a limpeza e inspeção do tubo I e boca</p><p>de sino e posterior passagem do cabo mensageiro pelo interior do tubo I.</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>88</p><p>O cabo mensageiro após ter passado pelo tubo I e por baixo do casco do</p><p>flutuador (em SS) ou pela borda inferior do FPSO, é fixado na balaustrada da unidade.</p><p>Na inspeção da boca de sino são verificados se os dogs de travamento estão na posição</p><p>de “pull in”, ou seja, travados.</p><p>Dog travado Dog destravado</p><p>Posição travada e destravada do dog</p><p>Na extremidade do cabo mensageiro conectar</p><p>o soquete do guincho principal (“pull in” machine), e</p><p>na extremidade presa a balaustrada, conectar o cabo</p><p>de polipropileno que vem do PLSV. A passagem do</p><p>cabo do navio para a plataforma é feita utilizando</p><p>um canhão de ar comprimido.</p><p>O cabo é liberado da balaustrada e recolhido</p><p>pelo navio, levando na extremidade oposta o soquete</p><p>do cabo do guincho principal. Ao chegar no navio, o</p><p>soquete do guincho principal é conectado ao olhal pêra na cabeça de tração (pull-in</p><p>head) do riser flexível, juntamente com o cabo de trabalho do PLSV, que irá sustentar a</p><p>linha até a sua transferência para a plataforma.</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>89</p><p>Depois de conectados os dois cabos para a transferência da linha, o cabo do</p><p>guincho de trabalho do PLSV é liberado lentamente enquanto, simultaneamente, o cabo</p><p>do guincho principal da plataforma é recolhido, sempre em velocidade menor ao do</p><p>guincho do PLSV.</p><p>A chegada do riser na plataforma deverá ser</p><p>acompanhada por câmera de controle remoto ou então por</p><p>intermédio do mergulho.</p><p>O recolhimento do cabo principal de “pull-in” deverá ser</p><p>interrompido quando a cabeça de tração da linha estiver próxima</p><p>à boca de sino, de forma a possibilitar ao mergulhador a retirada</p><p>do cabo de trabalho do navio, quando for o caso, ou para fixação</p><p>dos cabos de segurança para o conjunto capacete/enrijecedor.</p><p>Normalmente essa liberação é feita automaticamente, utilizando</p><p>para isso uma manilha hidráulica ou então hidroacústica (foto ao</p><p>lado).</p><p>Liberação da manilha hidroacústica</p><p>Após a liberação do cabo de trabalho do navio, o cabo do guincho principal</p><p>continua a puxar a linha, que passará por dentro do tubo I. Na passagem pela a boca de</p><p>sino do tubo I, é feita a desconexão e travamento do conjunto capacete/enrijecedor</p><p>(o</p><p>conjunto está preso na extremidade do riser, por cabos de aço fusíveis). O mergulhador</p><p>inspetor/mantenedor deverá verificar se todos os dogs estão travados e se as garras estão</p><p>bem encaixadas na parte inferior do capacete. Depois é feita uma inspeção visual geral</p><p>(inspeção do corpo do duto flexível, enrijecedor, presença de colar batente, etc).</p><p>Conjunto capacete/enrijecedor apoiado nos dogs da boca de sino</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>90</p><p>Cabo de aço do guincho principal</p><p>Tubo I, duto flexível e seus componentes</p><p>Tubo I</p><p>Boca de sino</p><p>Dog</p><p>Cabeça de tração</p><p>Cabo fusível</p><p>Capacete</p><p>Enrijecedor</p><p>Duto flexível</p><p>Conector do duto</p><p>flexível</p><p>Costado do flutuador</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>91</p><p>No “pull in” utilizando suporte cônico basta assentar o cone macho do riser na</p><p>parte fêmea da plataforma, orientando o posicionamento da linha até a entrada no</p><p>suporte. Para tanto, utiliza-se o sistema de guincho auxiliar, talhas e patescas, cuja</p><p>manobra será acompanhada pelo mergulhador mantenedor.</p><p>Cabeça de tração</p><p>Conector da linha</p><p>Cone macho da linha</p><p>Suporte cônico</p><p>Suporte cônico da plataforma (fêmea) e cone macho do riser</p><p>Enrijecedor</p><p>Duto flexível</p><p>Garra do dog apoiando a parte</p><p>inferior do capacete</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>92</p><p>Concluída a operação, será realizada a desmontagem da cabeça de tração para se</p><p>iniciar a gabaritagem e posterior montagem do spool de fechamento.</p><p>Exemplo de operação de “pull out” em suporte cônico</p><p>Fixação da cabeça de tração no conector de uma linha flexível</p><p>para realização de “pull out”</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>93</p><p>13. Reparo em duto flexível</p><p>O planejamento de reparo de um duto flexível começa com os dados que foram</p><p>levantados durante a inspeção visual da linha. São eles: o diâmetro externo da linha,</p><p>profundidade de execução do reparo, dimensões da avaria e a presença ou não do agente</p><p>causador do dano. Com essas informações serão previstas a lista de materiais a serem</p><p>utilizados como também a técnica de reparo a ser executada.</p><p>Elementos internos de um duto flexível</p><p>1- Carcaça Interna: tem como função resistir à pressão hidrostática e suportar a</p><p>“barreira de pressão”.</p><p>2- Barreira de Pressão: faz a vedação (atuando como uma barreira), garantindo que os</p><p>fluidos internos (óleo e gás) não permeiem para as camadas externas.</p><p>3- Espiral Fio Zeta (armadura de pressão): tem como finalidade, resistir à pressão</p><p>interna.</p><p>4- Armadura de Tração: tem como funções resistir aos esforços axiais (tração), à</p><p>pressão interna e a torção.</p><p>5- Camada Externa: a sua finalidade é proteger os elementos internos contra os agentes</p><p>externos (corrosão, abrasão, etc.) e também manter as armaduras de tração atadas.</p><p>Em alguns flexíveis, também são encontradas, alem das camadas citadas, outras</p><p>camadas com finalidades específicas, tais como: “outer-wrap” (camada externa à</p><p>poliamida - proteção antiabrasiva), camada antifricção, camada de isolamento térmico,</p><p>camada de kvelar (localizada entre a camada externa e a armadura de tração –</p><p>antiabrasiva), etc.</p><p>Camada antifricção e “outer-wrap”</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>94</p><p>Reparo com fita adesiva</p><p>Esta técnica de manutenção corretiva é utilizada nos dutos flexíveis que</p><p>apresentam avaria na sua camada externa, expondo a armadura de tração, e o agente</p><p>causador da avaria não se encontra mais no local.</p><p>O primeiro passo é realizar a limpeza da</p><p>região avariada, estendendo essa limpeza por mais</p><p>40 cm tanto da extremidade inferior da avaria</p><p>como da superior (cota D). Essa limpeza deve</p><p>retirar toda a incrustação marinha ou qualquer</p><p>outro elemento (inclusive rebarbas da poliamida)</p><p>que possa interferir na aplicação da fita.</p><p>Após a limpeza, é</p><p>aplicada uma camada de graxa (normalmente “grafitada”) na</p><p>região onde a armadura de tração está exposta. Essa aplicação</p><p>deve ser feita apenas na área de metal exposto, já que se a graxa</p><p>for colocada também na camada de poliamida ou polietileno do</p><p>duto, a fita anticorrosiva não vai aderir.</p><p>São utilizados dois tipos de fita no reparo de duto com essa técnica: fita</p><p>anticorrosiva (com 50mm de largura e com 30 m de comprimento – fabricante Scotch</p><p>3M, ref.50) e a fita filamentosa (com 50mm de largura e 50 m de comprimento –</p><p>fabricante Scotch 3M, ref.893).</p><p>Fita filamentosa e anticorrosiva</p><p>Aplicar 02 camadas de fita anticorrosiva com sobreposição</p><p>de 50%, ou seja, cobrindo metade da fita já aplicada. O reparo deve</p><p>ultrapassar a extremidade da avaria em aproximadamente 20 cm</p><p>(cota A).</p><p>Aplicar 02 camadas de fita filamentosa, com sobreposição</p><p>de 50%, ultrapassando a aplicação da fita anticorrosiva em, no</p><p>mínimo, 5 cm (cota B).</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>95</p><p>Aplicar, finalmente, 01 camada de fita anticorrosiva ultrapassando a camada de</p><p>fita filamentosa em, no mínimo, 5 cm (cota C).</p><p>Delimitação das áreas de limpeza e aplicação de fita</p><p>Duto flexível com reparo de fita adesiva</p><p>A</p><p>B</p><p>C</p><p>D</p><p>Avaria na camada externa do</p><p>duto, expondo a armadura de</p><p>tração</p><p>A = 20 cm</p><p>B = 25 cm</p><p>C = 30 cm</p><p>D = 40 cm</p><p>A</p><p>B</p><p>C</p><p>D</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>96</p><p>Reparo com resina epóxi e luva de poliuretano</p><p>Esta técnica é utilizada nos casos em que o agente causador da avaria não pode</p><p>ser removido e ainda continua agindo sobre o duto flexível, como por exemplo, os</p><p>membros de proa e popa de uma plataforma semi-submersível, o costado interno de um</p><p>flutuador, os membros da face de uma jaqueta, etc.</p><p>A primeira etapa é separar o flexível do agente causador da abrasão. Isso pode</p><p>ser feito utilizando um cabo de polipropileno, patescas e um guincho pneumático, um</p><p>tirfor ou então uma talha de alavanca. É feito um cabresto no corpo do duto e colocada</p><p>uma manilha no seu seio de forma que ela possa se descolar ao longo do cabresto</p><p>quando o cabo for tracionado, se posicionando no ponto neutro quando o cabresto</p><p>estiver totalmente tencionado. Isso é importante para dividir as tensões no cabo,</p><p>evitando puxar um lado mais que o outro. É importante lembrar, que a força de tração</p><p>seja do tirfor, guincho pneumático ou talha, não deve ser superior a 1500 kg, já que</p><p>esses dutos não foram feitos para resistir a tensões na sua seção transversal, acima da</p><p>faixa de 2000 kg.</p><p>Exemplo de manobra para afastamento do duto flexível para reparo</p><p>Brace</p><p>Cabresto</p><p>ZVM</p><p>Riser</p><p>Patesca</p><p>Guincho</p><p>Cabo de Polipropileno</p><p>Manilha</p><p>Cabo de Aço</p><p>Brace</p><p>Patesca</p><p>Avaria</p><p>Força de tração não deve ser superior</p><p>a 1500kg</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>97</p><p>O local do reparo deverá ser limpo de incrustações marinhas com raspadeira e</p><p>escova de aço, e em seguida, deverá ser utilizada a escova de aço tipo copo, montada</p><p>em ferramenta hidráulica, para arranhar a camada externa da linha criando uma</p><p>superfície mais áspera que vai facilitar a ancoragem da resina epóxi. A escova de aço</p><p>tipo copo deve ter cerdas de aço de 1 polegada de comprimento e fios de 1,5mm de</p><p>espessura. O local do reparo deve estar livre de óleo e graxa. No caso de se reparar áreas</p><p>que foram protegidas anteriormente com fita anticorrosiva, deve-se limpar a malha</p><p>metálica estrutural do riser com hidrojateamento (água + areia) após a limpeza com</p><p>solvente e trapo (para retirada da graxa grafitada).</p><p>Ancoragem no corpo do riser</p><p>O passo seguinte é preparar a resina seguindo o procedimento</p><p>de reparo de riser</p><p>flexível fornecido pelo cliente, utilizando os seguintes materiais: resina epóxi com</p><p>endurecedores, fibra de poliéster picotada (4 a 6 cm de comprimento), balança (precisão</p><p>de 1g) com capacidade de 4 Kg aproximadamente, vasilhames com capacidade para 3</p><p>litros (para manuseio da resina), bastão de vidro, álcool, saco plástico (polipropileno),</p><p>luva de poliuretano (proteção contra abrasão), ferramenta hidráulica para manuseio</p><p>submarino da luva e braçadeiras plásticas.</p><p>Luva de poliuretano, resinas e endurecedor e braçadeira plástica</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>98</p><p>Para reparo emerso ou submerso de avarias onde o duto flexível já não sofre</p><p>interferência de membros e acessórios da unidade, será instalada somente a manta de</p><p>resina epóxi.</p><p>A quantidade de material necessário para a confecção das mantas de resina</p><p>deverá ser estimada em função do comprimento total da avaria, fazendo um cálculo</p><p>aproximado da quantidade média de cada componente por manta e multiplicando-se</p><p>esse valor pelo número total previsto (recomenda-se aplicar um fator de segurança de</p><p>20% sobre o total encontrado).</p><p>Considerando-se que a densidade da manta de resina é semelhante à da água,</p><p>calcula-se os componentes da manta com base nas seguintes proporções em relação ao</p><p>peso total do volume calculado (densidade = 1):</p><p>- Resina GY 298 - 33 %;</p><p>- Resina XGY 1109 - 33 %;</p><p>- Resina HY 850 (endurecedor) - 30%;</p><p>- Fibra de poliéster (picotada) - 4 %.</p><p>Com o auxílio da balança eletrônica de precisão, selecionar</p><p>as quantidades de cada componente da manta</p><p>(resina, endurecedor e fibra), conforme os</p><p>valores dos resultados dos cálculos de</p><p>quantidade realizados anteriormente. De posse</p><p>dos componentes previamente pesados e</p><p>separados, é feita a mistura dos mesmos em um</p><p>balde plástico de 20 l, com o auxílio de um</p><p>misturador de madeira ou plástico, obedecendo a sequência:</p><p>- Misturar as resinas 298, 1109 e 850;</p><p>- Cronometrar o início da mistura;</p><p>- Adicionar aos poucos a fibra de poliéster picotada;</p><p>- Homogeneizar a mistura.</p><p>Utilizando um saco de polipropileno de 600 x 900 mm e</p><p>com o auxílio de fitas adesivas, dobrar as bordas do saco</p><p>de maneira a obter as dimensões desejadas da manta.</p><p>Despejar a mistura no interior do saco e dar</p><p>forma a manta com o auxílio das mãos. Para o</p><p>acabamento, utilizar um rolo ou qualquer outra</p><p>coisa que possa tornar a superfície plana.</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>99</p><p>Utilizando uma tesoura, cortar as bordas do</p><p>saco e instalar sobre cada face da manta uma tela de</p><p>poliéster, com as mesmas medidas da manta.</p><p>Em seguida, a manta é novamente coberta com as faces</p><p>do saco que foram cortadas. Após a manta tomar a forma</p><p>desejada, aguardar o tempo de cura de 1,0 hora,</p><p>aproximadamente (esse tempo pode variar de acordo com a</p><p>temperatura ambiente).</p><p>Ao término do tempo de cura, a</p><p>manta deverá ser enrolada em formato de rocambole e</p><p>acondicionada em um saco plástico que será levado até o local</p><p>de trabalho.</p><p>Na aplicação, retira-se uma face do saco de polipropileno expondo a manta de</p><p>resina, que será comprimida manualmente sobre a superfície a ser reparada. Após a</p><p>conclusão da aplicação da manta, deve ser retirada a outra face do saco plástico que</p><p>permaneceu sobre a manta. O tempo total de cura é de 24 horas.</p><p>Para reparo emerso ou submerso de avarias onde o duto flexível ainda está em</p><p>contato com membros ou acessórios da plataforma, serão utilizadas além da manta</p><p>também luvas de poliuretano.</p><p>Neste caso, a manta será preparada nas</p><p>dimensões da luva que é então aberta com</p><p>ferramenta hidráulica específica (ela possui</p><p>um corte em todo o seu comprimento).</p><p>A manta de resina epóxi será preparada da mesma forma como foi citado</p><p>anteriormente, sendo enrolada na forma de rocambole antes de ser aplicada no local da</p><p>avaria. O tipo de luva a ser utilizada nos reparos em dutos flexíveis deverá ser definido</p><p>em função do diâmetro externo do riser ou seu perímetro, de maneira que se possa</p><p>garantir um espaço anular entre 5 e 10 mm de espessura (faixa considerada ideal), entre</p><p>a superfície do riser e a superfície interna da luva de poliuretano. A quantidade de luvas</p><p>de poliuretano necessária para a realização dos reparos deverá ser definida em função da</p><p>extensão das avarias e do comprimento das luvas (todas as luvas têm comprimento</p><p>padrão de 400 mm). Na área do reparo, a manta é aberta e instalada sobre a avaria,</p><p>utilizando-se para isso a outra face do saco de polipropileno.</p><p>O reparo deve ser iniciado de baixo para cima. Antes de se instalar a luva mais</p><p>funda, é colocado um batente de cabo de sisal que servirá de apoio para o conjunto,</p><p>evitando assim, que a luva escorregue para baixo, antes da cura total da resina.</p><p>3</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>100</p><p>Posicionar a luva de poliuretano que desceu previamente aberta com o auxílio da</p><p>garra acionadora hidráulica, sobre a manta de resina. Despressurizar lentamente o</p><p>acionador de maneira que a luva abrace lentamente o riser e a manta. Remover o</p><p>acionador hidráulico. Instalar sobre a luva aplicada, braçadeiras plásticas para evitar que</p><p>a luva escorregue sobre a manta de resina. Após a cura total da resina (24 horas),</p><p>remover as braçadeiras plásticas e as rebarbas e excessos de resina.</p><p>A face mais grossa da luva deve sempre estar voltada para o agente causador do</p><p>dano. As luvas que ficam no início e no final do reparo são as que possuem as</p><p>extremidades chanfradas.</p><p>Avaria no duto flexível e reparo com resina epóxi e luva de poliuretano</p><p>Brace</p><p>Braçadeira plástica</p><p>Luvas chanfradas</p><p>Luva sem chanfro</p><p>Cabo de sisal</p><p>para</p><p>ancoragem das luvas</p><p>Lado mais espesso da luva</p><p>voltado para o agente causador da</p><p>abrasão</p><p>Duto flexível</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>101</p><p>14. Remoção e fixação de acessórios</p><p>Este capítulo determina as condições mínimas para remoção de sucatas, remoção</p><p>e fixação de acessórios, instalação de anodos e eliminação de folgas (calçamento) em</p><p>estruturas marítimas.</p><p>Definições</p><p>Braçadeira: dispositivo utilizado para fixação de elementos à estrutura por meio de</p><p>parafusos.</p><p>Sucata: material estranho, metálico ou não metálico, situado nas proximidades ou sobre</p><p>a estrutura submersa.</p><p>Calço: dispositivo espaçador que tem como finalidade eliminar folgas existentes entre</p><p>dois elementos.</p><p>Remoção de sucata</p><p>Sucata de pequeno porte</p><p>Para efeito de remoção, são consideradas sucatas de pequeno porte os elementos</p><p>de pequenas dimensões e peso de até 200 kg, tais como:</p><p>- cabos de aço, sisal e nylon;</p><p>- pequenas estruturas metálicas;</p><p>- escadas e passadiços;</p><p>- trechos de tubulações.</p><p>Sucata de médio porte</p><p>Para efeito de remoção, são consideradas sucatas de médio porte aquelas cujo</p><p>peso estiver entre 200 e 1000 kg, tais como:</p><p>- trechos de dutos danificados;</p><p>- guias de condutores danificadas.</p><p>Sucata de grande porte</p><p>Para efeito de remoção, são consideradas sucatas de grande porte aquelas cujo</p><p>peso exceder a 1000 kg. Quando devido ao peso e volume da sucata não for possível a</p><p>remoção, outros procedimentos devem ser adotados, tais como:</p><p>- cortar a sucata em partes, com oxi-corte ou disco de corte;</p><p>- soldar olhais de içamento nas partes cortadas;</p><p>- remover cada parte em separado.</p><p>Fixação de Acessórios</p><p>Instalação de braçadeiras: deve ser seguido o procedimento da empresa executante do</p><p>serviço.</p><p>Instalação de Anodos: deve ser seguido o procedimento da empresa executante do</p><p>serviço.</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>102</p><p>Calçamento de condutores</p><p>O calçamento de condutores normalmente é feito com calços tipo cunha, e os</p><p>calços são instalados entre a guia e o condutor, por atrito (forçado), utilizando para isso</p><p>marretas tipo sexta-feira. Os calços são instalados eqüidistantes</p><p>e interligados por meio</p><p>de cabos de nylon, de modo a evitar o deslocamento da posição especificada. O</p><p>primeiro calço é sempre instalado onde existir a menor folga entre o condutor e a guia.</p><p>Mesa dos condutores</p><p>Calçamento de condutores</p><p>A</p><p>A</p><p>BB</p><p>Guia de condutor</p><p>Calçamento</p><p>Condutor</p><p>Calço em forma de</p><p>cunha</p><p>B</p><p>Vista AA</p><p>Vista BB</p><p>Os calços são instalados</p><p>equidistantes e interligados por</p><p>meio de cabos de nylon, de modo</p><p>a evitar o deslocamento da</p><p>posição especificada.</p><p>Cabo de nylon</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>103</p><p>Manobra para centralização do tubo condutor e calçamento</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>104</p><p>15. Calçamento de dutos submarinos</p><p>Este capítulo fixa as condições exigíveis para a execução de calçamento de dutos</p><p>submarinos.</p><p>Definição</p><p>Vão livre: distância entre dois apoios naturais e/ou artificiais, sendo que neste intervalo</p><p>o duto não toca no leito marinho.</p><p>Tipos de calçamentos</p><p>- Saco inflável com argamassa</p><p>Formas de tecido confeccionadas de acordo com as necessidades de cada duto e</p><p>enchidas com argamassa depois de posicionadas no local.</p><p>- Saco de areia e / ou cimento</p><p>Sacos com areia e / ou cimento fechados e colocados sob os pontos pré-</p><p>determinados do vão livre.</p><p>Leito Marinho</p><p>Vão livre</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>105</p><p>- Amontoamento de pedras</p><p>A técnica consiste no lançamento de pedras de pequeno tamanho (2”a 6”) sobre</p><p>o vão livre. Em águas rasas as pedras podem ser colocadas no convés de um rebocador</p><p>posicionado sobre o duto e empurradas por um trator. Em águas profundas deve ser</p><p>usado um tubo guia para limitar o espalhamento e controlar a colocação das pedras.</p><p>- Sela em bloco de concreto</p><p>Sela de concreto colocada sobre o duto com a finalidade de evitar a</p><p>flutuabilidade do mesmo.</p><p>- Colchões</p><p>São colchões flexíveis, pesados e confeccionados de betume sobre malha de aço,</p><p>combinado com pedras e minério de ferro para dar peso adicional. São colocados no vão</p><p>com lingadas.</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>106</p><p>- Algas artificiais</p><p>Este método deve ser usado em complemento de outro método, para</p><p>proporcionar assoreamento do duto em médio prazo. O sistema consiste em fitas</p><p>plásticas flutuantes com 1 m de comprimento e 40 mm de largura presas em uma esteira</p><p>pesada.</p><p>- Tela</p><p>O método consiste na instalação de esteira de modo a proporcionar o</p><p>assoreamento do local desejado.</p><p>- Estrutura metálica</p><p>Estrutura projetada em função do apoio desejado, podendo ser ajustável dentro</p><p>de certas variações de altura. Sempre que necessário deve ser prevista proteção catódica.</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>107</p><p>16. Referências bibliográficas</p><p>- Nicolau, André L., Apostila de manutenção submarina, Senai - Cetec de Solda</p><p>Orlando Barbosa, 1998.</p><p>- Ferramentas e acessórios – Elétrica. Senai/Companhia Siderúrgica de Tubarão, ES,</p><p>1996.</p><p>- Ferramentas e seus acessórios – Mecânica. Senai/Companhia Siderúrgica de Tubarão,</p><p>ES, 1996.</p><p>- Manual de Mergulho, Marinha do Brasil - CIAMA. 2</p><p>a</p><p>edição, 1999.</p><p>- Utilização de Equipamentos Mecânicos – Mecânica. Senai/Companhia Siderúrgica de</p><p>Tubarão, ES, 1996.</p><p>Normas e procedimentos da Petrobras consultados:</p><p>- N-9 - Limpeza de superfícies de aço com jato abrasivo.</p><p>- N-1812 – Estruturas oceânicas.</p><p>- PDP-020 – Identificação estrutural e localização de pontos em plataformas fixas.</p><p>- PDP-073 - MS - Remoção e fixação de acessórios.</p><p>- PDP-074 - MS - Aplicação de massa epóxi.</p><p>- PDP-076 - MS - Limpeza de superfície de aço.</p><p>-PDP-077 - MS - Calçamento de dutos.</p><p>- PDP-078 - MS - Reparo estrutural.</p><p>- Recomendações para aplicação de revestimento à base de resina epóxi poliamida</p><p>(massa epóxi) em estruturas metálicas submersas, Novembro de 1973. Paulino Henrique</p><p>de Azevedo Souza. Petrobras.</p><p>- Procedimento de reparo de riser flexível com fitas adesivas, Janeiro de 1999. Jorge</p><p>Marques, Petrobras.</p><p>- Procedimento para reparo de riser flexíveis utilizando luvas de poliuretano, Janeiro de</p><p>1999. Jorge Marques, Petrobras.</p><p>- Procedimento para execução de pull-in/out utilizando mergulho raso, Julho 2004.</p><p>Alaor Campello Neves, Petrobras.</p><p>- Norma ABNT NBR 15156: Pintura Industrial - Terminologia.</p><p>- Norma ABNT NBR 16244: Ensaios não destrutivos – Ensaio visual – Inspeção</p><p>Subaquática.</p><p>Capa</p><p>Sumário</p><p>1. Introdução</p><p>2. Localização de pontos em estruturas marítimas</p><p>Em plataforma fixa aço</p><p>Em plataforma semi-submersível</p><p>3. Noções sobre corrosão</p><p>3.1 Definição</p><p>3.2 Formas de corrosão</p><p>3.3 Intensidade da corrosão</p><p>3.4 Extensão da corrosão</p><p>3.5 Classificação dos processos corrosivos</p><p>Corrosão eletroquímica</p><p>Corrosão química</p><p>3.6 Potencial eletroquímico</p><p>3.7 Tipos de pilhas de corrosão</p><p>Pilha galvânica</p><p>Pilha de ação local</p><p>Pilha ativa-passiva</p><p>Pilha de concentração diferencial</p><p>Pilha de aeração diferencial</p><p>4. Ferramentas e seus acessórios</p><p>4.1 Ferramentas de aperto e desaperto</p><p>4.1.1 Alicates</p><p>Alicate universal</p><p>Alicate de corte</p><p>Alicate de bico</p><p>Alicate de pressão</p><p>Alicate de eixo móvel</p><p>4.1.2 Chave</p><p>Chave fixa</p><p>Chave combinada</p><p>Chave de boca fixa de encaixe</p><p>Chave de bater ou de impacto</p><p>Chave de boca regulável</p><p>Chave allen ou de encaixe hexagonal</p><p>Chave de fenda</p><p>4.2 Spina</p><p>4.3 Torquímetro</p><p>4.4 Ferramenta de fixação</p><p>Alicate rebitador</p><p>4.5 Ferramentas de desbaste e corte</p><p>Limas</p><p>Arco de serra</p><p>Talhadeira</p><p>4.6 Furadeira</p><p>4.7 Martelos, marretas e macetes</p><p>Martelo</p><p>Marreta</p><p>Macete</p><p>4.8 Ferramentas hidráulicas e pneumáticas</p><p>4.9 Aparelhos para manobras</p><p>Moitão</p><p>Cadernal</p><p>Patesca</p><p>Catarina</p><p>Talhas mecânicas</p><p>Manilhas</p><p>Esticadores</p><p>5. Conhecimentos básicos de marinharia</p><p>Cabos de fibra</p><p>Acochar</p><p>Aducha</p><p>Aduchar</p><p>Amarrilho</p><p>Amarrar a ficar</p><p>Arrematar um nó</p><p>Bitola</p><p>Botão</p><p>Cabo</p><p>Cabo calabroteado</p><p>Cabo solteiro</p><p>Clarear cabo</p><p>Coca</p><p>Cocha</p><p>Debolinar</p><p>Espia</p><p>Falcaça</p><p>Laçada</p><p>Morder</p><p>Nó</p><p>Peias</p><p>Permear</p><p>Safar cabos</p><p>Tirador</p><p>Características dos cabos</p><p>Carga de ruptura e carga de trabalho dos cabos</p><p>Carga de trabalho dos cabos de fibra vegetal</p><p>Carga de Trabalho dos cabos de fibra sintética</p><p>Escolha do tipo de cabo</p><p>Nós e voltas</p><p>Voltas</p><p>Meia-volta</p><p>Volta do fiador</p><p>Volta do fiel singela</p><p>Volta do fiel dobrada</p><p>Volta da ribeira</p><p>Volta de fateicha</p><p>Volta falida</p><p>Lais de guia</p><p>Nó de pescador</p><p>Nó direito</p><p>Nó de escota</p><p>Aboçadura</p><p>Nó enforcador</p><p>Nó de caminhoneiro</p><p>Falcaça</p><p>Cabos de aço</p><p>Componentes de um cabo de aço</p><p>Construção do cabo</p><p>Tipos de distribuição dos fios nas pernas</p><p>Tipos de almas de cabos de aço</p><p>Tipos de torção</p><p>Como medir o diâmetro de um cabo</p><p>Sinais importantes para a troca do cabo de aço</p><p>Como manusear um cabo de aço</p><p>Colocação correta dos grampos</p><p>Conservação dos cabos de aço</p><p>Dimensionamento do cabo de aço</p><p>Cuidado com os nós</p><p>6. Conectores e roscas</p><p>Parafusos</p><p>Estojos e barras roscadas</p><p>Porcas e arruelas</p><p>Roscas e conexões mais utilizadas no mergulho</p><p>JIC e SAE</p><p>NPT</p><p>BSP cônica</p><p>BSP paralela</p><p>UNF</p><p>7. Válvulas</p><p>Válvula de agulha</p><p>Válvula de esfera</p><p>Válvula globo</p><p>Válvula de gaveta</p><p>Válvula borboleta</p><p>Válvula de não retorno</p><p>Válvula de alívio</p><p>Válvula piloto</p><p>8. Flanges</p><p>9. Limpeza de superfície de aço em estruturas submarinas</p><p>Equipamentos utilizados</p><p>Execução dos trabalhos</p><p>Limpeza com raspadeira manual de aço</p><p>Limpeza com escova manual de aço</p><p>Limpeza com escova rotativa montada sobre ferramenta hidráulica ou pneumática</p><p>Limpeza com martelete de agulhas</p><p>Limpeza com jato de água de alta pressão</p><p>Limpeza com jato de areia</p><p>Padrões de acabamento da superfície</p><p>Padrão 1</p><p>Padrão 2</p><p>Padrão 2A</p><p>Padrão 3</p><p>Padrão 4</p><p>Padrão 5</p><p>10. Noções sobre revestimentos protetores</p><p>Pintura</p><p>Monel</p><p>Enamel</p><p>Coaltar</p><p>Massa epóxi</p><p>Concreto</p><p>11. Aplicação de massa epóxi</p><p>Preparo da superfície</p><p>Mistura dos componentes e técnicas de aplicação</p><p>Reparos e retoque</p><p>Inspeção visual e teste de aderência</p><p>Fórmula para cálculo do consumo de massa epóxi</p><p>Fórmulas de áreas e volumes</p><p>Exemplo da aplicação das fórmulas</p><p>12. Manobras de conexão (“pull in”) e desconexão (“pull out”) de dutos flexíveis</p><p>Definição</p><p>Terminologia</p><p>Tipos de “Pull in” e “ Pull out” quanto ao sistema de suspensão</p><p>Tipo castelo</p><p>Tipo Tubo I</p><p>Tipo cônico</p><p>Tipos de “pull in” quanto a extremidade</p><p>Primeira extremidade</p><p>Segunda extremidade</p><p>Tipos de “pull-out” quanto a extremidade</p><p>Primeira extremidade</p><p>Segunda extremidade</p><p>Procedimento de “pull in”</p><p>13. Reparo em duto flexível</p><p>Reparo com fita adesiva</p><p>Reparo com resina epóxi e luva de poliuretano</p><p>14. Remoção e fixação de acessórios</p><p>Remoção de sucata</p><p>Fixação de Acessórios</p><p>Calçamento de condutores</p><p>15. Calçamento de dutos submarinos</p><p>Saco inflável com argamassa</p><p>Saco de areia e / ou cimento</p><p>Amontoamento de pedras</p><p>Sela em bloco de concreto</p><p>Colchões</p><p>Algas artificiais</p><p>Tela</p><p>Estrutura metálica</p><p>16. Referências bibliográficas</p><p>a esforços mecânicos (Fonte: Vicente</p><p>Gentil – Corrosão – LTC – Livros Técnicos e Científicos Editora S.A., 3a Edição,</p><p>1996). O metal normalmente usado na construção de estruturas offshore é o aço. Este é</p><p>composto principalmente de ferro e carbono, possuindo ainda outros elementos de liga.</p><p>O ferro, no seu estado natural, é encontrado sob a forma de óxido de ferro – o mais</p><p>comumente encontrado é a hematita, Fe2O3 (e que possui baixo nível de energia</p><p>interna).</p><p>O minério de ferro é transformado em aço por intermédio de processos</p><p>metalúrgicos, só que durante essas diversas etapas uma quantidade significante de</p><p>energia é adicionada a essa nova liga metálica. Disso resulta que o nível de energia do</p><p>metal assim obtido é mais elevado que o do composto de onde se originou e, havendo</p><p>condições propícias, ocorrem as reações de corrosão que devolvem o metal à sua forma</p><p>original de composto, obviamente liberando energia. Podemos dizer então que a</p><p>corrosão é o processo inverso das reações metalúrgicas de obtenção do metal.</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>8</p><p>Ciclo dos metais</p><p>Esses metais voltam com o tempo ao seu estado natural, porque existe na</p><p>natureza a água, o ar e outros fatores agindo sobre os metais como o calor, a luz, fadiga,</p><p>a eletricidade e microorganismos, todos causadores de processos corrosivos.</p><p>Por ser a corrosão um processo espontâneo, poder-se-ia prever que a maioria dos</p><p>metais fosse imprópria à utilização industrial. No entanto, essa utilização é possível</p><p>graças ao uso das técnicas de proteção catódica e de revestimentos protetores que de</p><p>maneira econômica e segura, garantem a integridade das estruturas metálicas emersas</p><p>ou submersas ao longo dos anos. Por estes motivos, o estudo da corrosão é de</p><p>fundamental importância para a manutenção e integridade de equipamentos e</p><p>instalações, evitando paradas operacionais, lucros cessantes, acidentes e desastres</p><p>ambientais.</p><p>3.2 Formas de corrosão</p><p>As formas de corrosão definem a aparência da superfície corroída. As principais</p><p>formas são:</p><p>Corrosão uniforme: o processo corrosivo se processa uniformemente em toda a</p><p>superfície metálica. Esta forma de corrosão geralmente é ocasionada pela formação de</p><p>micropilhas de ação local, sendo o tipo mais comum de corrosão, principalmente em</p><p>estruturas expostas à atmosfera e a outros meios que atuam de maneira uniforme sobre a</p><p>superfície metálica.</p><p>Corrosão uniforme</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>9</p><p>Corrosão por placas: o produto de corrosão se dá em forma de placas e vai se soltando</p><p>progressivamente. É comum em metais que formam película inicialmente protetora,</p><p>mas que ao se tornarem espessas, se soltam do metal, expondo a superfície metálica a</p><p>novo ataque.</p><p>Corrosão por placas</p><p>Corrosão alveolar: a corrosão se processa na superfície metálica produzindo sulcos ou</p><p>escavações semelhantes a alvéolos, apresentando fundo arredondado e profundidade</p><p>geralmente menor que seu diâmetro. É frequente em metais formadores de películas</p><p>semiprotetoras ou quando se tem corrosão sob depósito, como no caso da corrosão por</p><p>aeração diferencial.</p><p>Corrosão alveolar</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>10</p><p>Corrosão pitiforme (puntiforme ou por pites): quando o desgaste se dá de forma muito</p><p>localizada, constituindo-se em verdadeiras perfurações. São cavidades que apresentam o</p><p>fundo anguloso e a profundidade geralmente maior que seu diâmetro. A corrosão por</p><p>pites é frequente em metais formadores de película protetora (película passivante). Essa</p><p>película ao ser destruída em pontos localizados sob a ação de certos agentes agressivos</p><p>ou por danos mecânicos, possibilita o desenvolvimento de processos corrosivos</p><p>intensos.</p><p>Corrosão pitiforme em uma manilha de aço inox</p><p>3.3 Intensidade da corrosão</p><p>Além da forma do desgaste é importante caracterizar a intensidade da corrosão.</p><p>Segundo a norma ABNT NBR 16244, a corrosão alveolar, quanto à intensidade, pode</p><p>ser classificada em: Tipo I (alvéolos que apresentam diâmetro menor que 4 mm ou</p><p>perda de espessura de até 10 % da espessura nominal), Tipo II (alvéolos que apresentam</p><p>diâmetro com valor compreendido entre 4 mm e 10 mm ou perda de espessura maior do</p><p>que 10 % e menor do que 20 % da espessura nominal), Tipo III (alvéolos que</p><p>apresentam diâmetro maior que 10 mm e menor que 50 mm ou perda de espessura</p><p>maior do que 20 % e menor do que 50 % da espessura nominal) e Tipo IV (alvéolos que</p><p>apresentam diâmetro superior a 50 mm ou perda de espessura maior do que 50 % da</p><p>espessura nominal).</p><p>3.4 Extensão da corrosão</p><p>Com relação a cada área inspecionada, a corrosão pode ser:</p><p>Localizada: a corrosão se processa em um ponto isolado na área considerada de</p><p>inspeção.</p><p>Corrosão alveolar localizada</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>11</p><p>Generalizada: a corrosão se processa em toda a área considerada de inspeção.</p><p>Corrosão alveolar generalizada</p><p>Dispersa: a corrosão se processa em pontos isolados na área considerada de inspeção.</p><p>Corrosão alveolar dispersa</p><p>3.5 Classificação dos processos corrosivos</p><p>Dois grupos abrangem todos os casos de deterioração por corrosão existentes na</p><p>natureza:</p><p>- Corrosão Eletroquímica;</p><p>- Corrosão Química.</p><p>Corrosão eletroquímica</p><p>Os processos de corrosão eletroquímica são os mais frequentes na natureza e se</p><p>caracterizam basicamente por:</p><p>- realizarem-se necessariamente na presença de água líquida (formação de eletrólito);</p><p>- realizarem-se em temperatura abaixo do ponto de orvalho da água, sendo a maioria na</p><p>temperatura ambiente;</p><p>- realizarem-se devido à formação de uma pilha ou célula de corrosão.</p><p>Uma célula de corrosão é constituída de 04 elementos fundamentais:</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>12</p><p>Área anódica: região onde ocorre o desgaste, ou seja, área onde ocorrem reações de</p><p>oxidação ou reações anódicas.</p><p>Área catódica: região protegida, onde ocorrem reações de redução (reações catódicas).</p><p>Eletrólito: solução condutora que envolve as áreas anódicas e catódicas, e por onde</p><p>fluem os íons resultantes de ambas as reações;</p><p>Ligação elétrica ou metálica: que une ambas as áreas e por onde fluem os elétrons</p><p>resultantes da reação anódica.</p><p>Pilha de corrosão eletroquímica</p><p>Corrosão química</p><p>É a oxidação que ocorre em altas temperaturas (menos frequente na natureza);</p><p>surgiu com a industrialização, envolvendo temperaturas elevadas. É caracterizada por:</p><p>- realizar-se necessariamente na ausência de água;</p><p>- ocorre em temperaturas elevadas (sempre acima do ponto de orvalho da água);</p><p>- ocorre devido a interação direta entre o metal e o meio corrosivo.</p><p>Reações de oxidação e redução</p><p>As reações de corrosão eletroquímica envolvem reações de oxirredução:</p><p>Área anódica - ocorre o desgaste: reação de oxidação.</p><p>Área catódica - área protegida: ocorre a redução dos íons do meio corrosivo.</p><p>3.6 Potencial eletroquímico</p><p>Quando um metal entra em contato com uma solução, ocorre a passagem de íons</p><p>para a mesma, ficando a superfície metálica eletricamente carregada.</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>13</p><p>Surge na superfície metálica uma diferença de potencial (DDP) entre o metal e a</p><p>solução. A tendência à passagem de íons para a solução varia de metal para metal, o que</p><p>é caracterizado também por DDP, que varia com os diversos tipos de metais. Esta DDP,</p><p>característica de cada metal, chama-se Potencial do Eletrodo. Os potenciais dos diversos</p><p>metais foram medidos em condições padrões, resultando na tabela de Potenciais</p><p>Eletroquímicos Padrões. O potencial eletroquímico é então a capacidade que um metal</p><p>tem de ceder íons para o eletrólito.</p><p>Na tabela abaixo, quanto mais se sobe na tabela, mais reativo é o metal e maior é</p><p>a facilidade de oxidação (mais anódico, menos nobre). A medida que se desce na</p><p>tabela,</p><p>o processo é inverso. Os potenciais da tabela foram medidos em relação ao eletrodo</p><p>padrão de H. Estes potenciais são potenciais padrões pelas condições padronizadas do</p><p>Eletrodo Referência (H) e ainda, porque o eletrodo do metal é colocado na presença de</p><p>uma solução 1M de seus próprios íons.</p><p>METAL ÍON</p><p>POTENCIAL EM</p><p>RELAÇÃO AO</p><p>H (V)</p><p>K(potássio) K</p><p>+</p><p>- 2,925</p><p>Na (sódio) Na</p><p>+</p><p>- 2,714</p><p>Mg(magnésio) Mg</p><p>2+</p><p>- 2,363</p><p>Al(alumínio) Al</p><p>3+</p><p>- 1,662</p><p>Zn(zinco) Zn</p><p>2+</p><p>- 0,763</p><p>Cr (cromo) Cr</p><p>3+</p><p>- 0,744</p><p>Fé (ferro) Fe</p><p>2+</p><p>- 0,440</p><p>Cd (cádmio) Cd</p><p>2+</p><p>- 0,403</p><p>Ti (titânio) Ti</p><p>+</p><p>- 0,336</p><p>Co (cobalto) Co</p><p>2+</p><p>- 0,277</p><p>Ni(níquel) Ni</p><p>2+</p><p>- 0,250</p><p>Sn(estanho) Sn</p><p>2+</p><p>- 0,136</p><p>Pb(chumbo) Pb</p><p>2+</p><p>- 0,126</p><p>H2(hidrogênio) H</p><p>+</p><p>0,000</p><p>Cu (cobre) Cu</p><p>2+</p><p>+ 0,337</p><p>Hg(mercúrio) Hg</p><p>2+</p><p>+ 0,788</p><p>Ag (prata) Ag</p><p>+</p><p>+ 0,799</p><p>Pd (paládio) Pd</p><p>2+</p><p>+ 0,987</p><p>Pt (platina) Pt</p><p>2+</p><p>+ 1,200</p><p>Au (ouro) Au</p><p>3+</p><p>+ 1,498</p><p>Tabela de potenciais eletroquímicos padrões</p><p>3.7 Tipos de pilhas de corrosão</p><p>As pilhas ou células de corrosão eletroquímica são responsáveis pela</p><p>deterioração do material metálico. Existe uma interação de eletricidade e transformação</p><p>química, sendo a corrosão a destruição química do metal ou liga, ocasionada por um</p><p>fluxo de elétrons. Para a corrente escoar necessita-se de um circuito elétrico completo:</p><p>anodo, catodo, eletrólito e circuito metálico. A corrosão é ocasionada por potenciais de</p><p>eletrodos diferentes em dois pontos da superfície metálica, com conseqüente DDP entre</p><p>eles.</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>14</p><p>Pilha galvânica</p><p>Surge sempre quando dois metais ou ligas diferentes são colocados em contato</p><p>elétrico na presença de um eletrólito. A diferença de potencial (DDP) será maior quanto</p><p>maior for a distância dos metais ou ligas na tabela de potenciais.</p><p>Pilha galvânica ou de eletrodo diferente</p><p>Pilha de eletrodo diferente ou galvânica</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>15</p><p>Pilha de ação local</p><p>Esta pilha é a mais frequente na natureza e aparece no metal devido a</p><p>heterogeneidades diversas inerentes ao próprio material. As principais causas do</p><p>aparecimento desta pilha são:</p><p>- inclusões, segregação, bolhas, trincas;</p><p>- estados diferentes de tensões;</p><p>- tratamentos térmicos diferentes;</p><p>- materiais de diferentes épocas de fabricação;</p><p>- diferenças de temperatura e iluminação, etc.</p><p>Pilha de ação local em uma braçadeira</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>16</p><p>Pilha ativa-passiva</p><p>Alguns metais e ligas tendem a tornar-se passivos, devido à formação de uma</p><p>fina camada protetora aderente, de óxido ou outro composto insolúvel, nas suas</p><p>superfícies (produto de corrosão). Se essa película for danificada em algum ponto por</p><p>ação mecânica ou química, serão formados pontos de metal ativo (áreas anódicas)</p><p>circundados por grandes áreas de metal passivo (área catódica), dando lugar ao</p><p>aparecimento de uma forte pilha.</p><p>Pilha ativa-passiva</p><p>Pilha de concentração diferencial</p><p>Surge quando um material metálico é exposto a concentrações iônicas diferentes,</p><p>especialmente de seus próprios íons, e surge uma DDP. Ocorre em peças metálicas</p><p>superpostas em contato. Havendo pequenas frestas entre elas, o eletrólito entra no</p><p>interior da fresta e como a movimentação do eletrólito é pequena; a concentração de</p><p>íons do metal aumenta (gerando uma área catódica). Na parte externa da fresta, a</p><p>superfície metálica fica menos concentrada de íons, gerando assim uma área anódica,</p><p>ocorrendo como conseqüência disso, a corrosão nas bordas da peça.</p><p>Pilha de concentração diferencial</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>17</p><p>Pilha de aeração diferencial</p><p>Quando duas regiões de um mesmo metal são expostas a concentrações</p><p>diferentes de oxigênio (O2), a região em contato com a menor concentração funciona</p><p>como área anódica, enquanto que aquela em contato com a maior concentração torna-se</p><p>uma área catódica.</p><p>Pilha de aeração diferencial próxima da variação de maré e próxima da interface água</p><p>solo marinho</p><p>Zona de Variação de Maré</p><p>Zona Atmosférica</p><p>Zona Submersa</p><p>Anodos</p><p>Regiões Preferenciais para Aparecimento de Corrosão</p><p>Leito Marinho</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>18</p><p>4. Ferramentas e seus acessórios</p><p>4.1 Ferramentas de aperto e desaperto</p><p>Nos trabalhos de manutenção submarina é muito comum o uso de ferramentas de</p><p>aperto e desaperto em parafusos e porcas. Para cada tipo de parafuso e de porca, há uma</p><p>chave correspondente adequada às necessidades do trabalho a ser realizado. Isto ocorre</p><p>porque tanto as chaves quanto as porcas e os parafusos são fabricados dentro de normas</p><p>padronizadas mundialmente. Para assegurar o contato máximo entre as faces da porca e</p><p>as faces dos mordentes das chaves de aperto e desaperto, estas deverão ser introduzidas</p><p>a fundo e perpendicularmente ao eixo do parafuso ou rosca. No caso de parafusos ou</p><p>porcas com diâmetros nominais de até 16 mm, a ação de uma única mão na extremidade</p><p>do cabo da chave é suficiente para o travamento necessário. Não se deve usar</p><p>prolongadores para melhorar a fixação, pois essa medida poderá contribuir para a</p><p>quebra da chave ou rompimento do parafuso.</p><p>Veremos agora, as principais ferramentas utilizadas na intervenção submarina</p><p>para parafusos, porcas, tubos e canos.</p><p>4.1.1 Alicates</p><p>São ferramentas manuais de aço carbono feitas por fundição ou forjamento,</p><p>compostas de dois braços e um pino de articulação, tendo em uma das extremidades dos</p><p>braços, suas garras, cortes e pontas, temperadas e revenidas. O alicate serve para segurar</p><p>por aperto, cortar, dobrar, colocar e retirar determinadas peças nas montagens de peças e</p><p>equipamentos.</p><p>Tipos de alicates</p><p>Alicate universal</p><p>É o modelo mais conhecido e usado de toda família de alicates. Os tipos</p><p>existentes no mercado variam principalmente no acabamento e formato da cabeça. Os</p><p>braços podem ser plastificados ou não. Quanto ao acabamento, esse alicate pode ser</p><p>oxidado, cromado, polido ou simplesmente lixado. Serve para efetuar operações como</p><p>segurar, cortar e dobrar. Quanto à resistência mecânica, o alicate universal pode ser</p><p>temperado ou não. Quanto ao comprimento, as medidas de mercado variam de 150 mm</p><p>a 255 mm.</p><p>Elementos de um alicate universal</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>19</p><p>Alicate universal sem isolamento e com isolamento</p><p>Alicate de corte</p><p>É utilizado nos serviços de corte de chapas, arames e fios de aço.</p><p>Alicate de corte diagonal e de corte frontal</p><p>Alicate de bico</p><p>Alicate de bico chato, meia cana e meia cana reto</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>20</p><p>Alicate de pressão</p><p>É um alicate que trabalha por pressão e dá um aperto firme às peças, sendo sua</p><p>pressão regulada por intermédio de um parafuso existente na extremidade. É uma</p><p>ferramenta manual destinada a segurar, puxar, dobrar e girar objetos de formatos</p><p>variados. Em trabalhos leves, tem a função de uma morsa. A figura abaixo mostra</p><p>alguns formatos dos perfis de algumas peças que ele pode prender.</p><p>Alicate de pressão</p><p>Alicate de eixo móvel</p><p>É utilizado para trabalhar com redondos, sendo sua articulação móvel, para</p><p>possibilitar maior abertura.</p><p>Alicate de eixo móvel</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>21</p><p>4.1.2 Chaves</p><p>Chaves de aperto</p><p>São ferramentas geralmente de aço vanádio ou aço cromo extraduros, que</p><p>utilizam o princípio da alavanca para apertar ou desapertar parafusos e porcas. As</p><p>chaves de aperto caracterizam-se por seus tipos e formas, apresentando-se em tamanhos</p><p>diversos e tendo o cabo (ou braço) proporcional à boca.</p><p>Chave fixa</p><p>A chave fixa, também conhecida pelo nome de chave de boca fixa, é utilizada</p><p>para apertar ou afrouxar porcas e parafusos de perfil quadrado ou sextavado. Pode</p><p>apresentar</p><p>uma ou duas bocas com medidas expressas em milímetros ou polegadas.</p><p>Utiliza o princípio da alavanca para apertar ou desapertar parafusos e porcas.</p><p>Chave com uma boca e com duas bocas</p><p>Chave com duas bocas</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>22</p><p>Chave combinada</p><p>A chave combinada também recebe o nome de chave de boca combinada. Sua</p><p>aplicação envolve trabalhos com porcas e parafusos, sextavados ou quadrados. A chave</p><p>combinada é extremamente prática, pois possui em uma das extremidades uma boca</p><p>fixa, e na outra extremidade uma boca estrela ou estria. A vantagem desse tipo de chave</p><p>é facilitar o trabalho, porque se uma das bocas não puder ser utilizada em parafusos ou</p><p>porcas de difícil acesso, a outra boca poderá resolver o problema. Na foto abaixo</p><p>mostramos uma chave combinada boca/estrela. A de estrela é mais usada para “quebrar”</p><p>o aperto e a de boca para extrair por completo a porca ou parafuso.</p><p>Chave combinada</p><p>Chave de boca fixa de encaixe</p><p>São as chaves de estria e de copo, sendo encontradas em diversos modelos. A</p><p>chave de estrias se ajusta ao redor da porca ou parafuso, dando maior firmeza,</p><p>proporcionando um aperto mais regular e maior segurança ao operador; geralmente é</p><p>utilizada em locais de difícil acesso.</p><p>Chaves de boca fixa de encaixe</p><p>Se houver necessidade de martelar uma chave de aperto e desaperto para retirar</p><p>um parafuso ou uma porca de um alojamento, devem-se usar as chamadas chaves de</p><p>bater, que são apropriadas para receberem impactos.</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>23</p><p>Chave de bater ou de impacto</p><p>Existem dois tipos de chaves de bater: a chave de boca fixa e a chave estrela.</p><p>Essas ferramentas são indicadas para trabalhos pesados. Possui em uma de suas</p><p>extremidades um reforço para receber impactos de martelos ou marretas, conforme seu</p><p>tamanho.</p><p>Chave de impacto de boca e de estria</p><p>Chave de boca regulável</p><p>É aquela que permite abrir ou fechar a mandíbula móvel da chave, por meio de</p><p>um parafuso regulador ou porca. Existem dois tipos: chave inglesa e chave de grifo.</p><p>Elementos de uma chave inglesa</p><p>Elementos de uma chave de grifo</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>24</p><p>Permite abrir e fechar a mandíbula móvel da chave, por meio de uma porca</p><p>reguladora. A chave de grifo é mais usada para serviços em tubulações.</p><p>Chave inglesa e de grifo</p><p>Chave allen ou de encaixe hexagonal</p><p>A chave Allen, também conhecida pelo nome de chave hexagonal ou sextavada,</p><p>é uma chave utilizada em parafusos cujas cabeças possuem sextavado interno. O tipo de</p><p>chave Allen mais conhecido apresenta o perfil do corpo em L, o que possibilita o efeito</p><p>de alavanca durante o aperto ou desaperto de parafusos. Antes de usar uma chave Allen,</p><p>deve-se verificar se o sextavado interno do parafuso encontra-se isento de tinta ou</p><p>sujeira. Tinta e sujeira impedem o encaixe perfeito da chave e podem causar acidentes</p><p>em quem estiver manuseando. São encontradas em jogos com seis ou sete chaves.</p><p>Jogo de chaves Allen</p><p>Chave de fenda</p><p>A chave de parafuso de fenda é uma ferramenta de aperto constituída de uma</p><p>haste cilíndrica de aço carbono, com uma de suas extremidades forjada em forma de</p><p>cunha e a outra em forma de espiga prismática ou cilíndrica estriada, onde se acopla um</p><p>cabo de madeira ou plástico.</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>25</p><p>Elementos de uma chave de fenda</p><p>É empregada para apertar e desapertar parafusos cujas cabeças tenham fendas ou</p><p>ranhuras que permitam a entrada da cunha.</p><p>Uma boa chave de fenda deve possuir algumas características que são</p><p>importantes para o seu correto funcionamento:</p><p>- Ter sua cunha temperada e revenida;</p><p>- Ter as faces de extremidade da cunha, em planos paralelos;</p><p>- Ter o cabo ranhurado longitudinalmente o que permita maior firmeza no aperto,</p><p>e bem engastado na haste da chave;</p><p>- Ter a forma e dimensões das cunhas proporcionais ao diâmetro da haste da</p><p>chave.</p><p>Para parafusos de fenda cruzada, usa-se uma chave com cunha em forma de</p><p>cruz, chamada Chave Phillips.</p><p>Chave de fenda e phillips</p><p>Algumas medidas preventivas devem ser tomadas na utilização e manutenção de</p><p>chaves de aperto. São elas:</p><p>- As chaves de aperto devem estar justas nos parafusos ou porcas;</p><p>- Evitar dar golpes nas chaves, a não ser que sejam apropriadas para isso (como as</p><p>chaves de impacto);</p><p>- Limpá-las após a sua utilização;</p><p>- acondicioná-las em lugar apropriado.</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>26</p><p>4.2 Spina</p><p>Ferramenta utilizada para auxiliar a centralização de furos em conjuntos</p><p>mecânicos.</p><p>Spina de madeira</p><p>4.3 Torquímetro</p><p>O torquímetro é uma ferramenta especial destinada a medir o torque (ou aperto)</p><p>dos parafusos conforme a especificação do fabricante do equipamento. Isso evita a</p><p>formação de tensões e consequentemente deformação das peças quando em serviço. A</p><p>leitura é direta na escala graduada, permitindo a conferência do aperto, de acordo com o</p><p>valor preestabelecido pelo fabricante.</p><p>Tipos de torquímetros</p><p>Torquímetro indicador e escala</p><p>Torquímetro relógio</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>27</p><p>O uso do torquímetro</p><p>O torquímetro pode ser usado para rosca direita ou esquerda, mas somente para</p><p>efetuar o torque final. Para encostar o parafuso ou porca, usa-se uma chave comum.</p><p>Para obter maior precisão na medição, é conveniente lubrificar previamente a rosca</p><p>antes de colocar e apertar a porca ou parafuso.</p><p>4.4 Ferramenta de fixação</p><p>Alicate rebitador</p><p>Alicate utilizado para fixar partes por intermédio de rebites.</p><p>Alicate rebitador</p><p>Rebites</p><p>Procedimento de rebitagem</p><p>Instalação do rebite no furo</p><p>O alicate rebitador agarra o mandril</p><p>O rebitador traciona o mandril e a cabeça</p><p>deste efetua a rebitagem, que estará</p><p>completa com destaque da haste</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>28</p><p>A rebitagem está concluída e as</p><p>partes firmemente fixadas</p><p>4.5 Ferramentas de desbaste e corte</p><p>Limas</p><p>É uma ferramenta manual de aço carbono, denticulada e temperada, utilizada na</p><p>operação de desbaste.</p><p>Elementos de uma lima</p><p>As limas são classificadas de acordo com a sua forma, seu picado e tamanho. De</p><p>acordo com sua forma, podem ser classificadas como:</p><p>- Lima paralela</p><p>- Lima meia-cana</p><p>- Lima de bordos redondos</p><p>- Lima faca</p><p>- Lima quadrada</p><p>- Lima redonda</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>29</p><p>- Lima chata</p><p>- Lima triangular</p><p>Podem ainda ser de picado simples ou cruzado, bastardas, bastardinhas e murças.</p><p>Tipos de limas</p><p>Aplicação das limas de acordo com a forma</p><p>TIPOS APLICAÇÕES</p><p>Plana chata Superfícies planas</p><p>Plana paralela</p><p>Superfícies planas internas, em ângulo reto e</p><p>obtuso.</p><p>Quadrada</p><p>Superfícies planas em ângulo reto, rasgos</p><p>internos e externos.</p><p>Redonda Superfícies côncavas.</p><p>Meia-cana Superfícies côncavas.</p><p>Triangular</p><p>Superfícies em ângulo agudo maior que 60</p><p>graus.</p><p>Faca</p><p>Superfícies em ângulo agudo menor que 60</p><p>graus.</p><p>Quanto à inclinação</p><p>Simples</p><p>Duplo cruzado</p><p>Materiais metálicos não ferrosos</p><p>(alumínio e chumbo).</p><p>Materiais metálicos ferrosos.</p><p>Quanto ao n</p><p>o</p><p>de dentes por cm</p><p>Bastarda</p><p>Bastardinha</p><p>Murça</p><p>Desbastes grossos</p><p>Desbastes médios</p><p>Acabamento</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>30</p><p>Os tamanhos de limas mais encontrados no mercado são: 100, 150, 200, 250 e</p><p>300mm de comprimento (corpo).</p><p>As limas para terem um bom rendimento e poderem ser utilizadas com</p><p>segurança, devem estar bem encabadas, limpas e com o picado em bom estado de corte.</p><p>Para a limpeza das limas usa-se uma escova de fios de aço e, em certos casos, uma</p><p>vareta de metal macio (cobre, latão) de ponta achatada. Para a boa conservação da lima</p><p>deve-se evitar choques que possam danificar o seu denticulado e</p><p>protegê-la da umidade</p><p>evitando assim processos corrosivos.</p><p>Arco de serra</p><p>É uma ferramenta manual de um arco de aço carbono, onde deve ser montada</p><p>uma lâmina de aço ou aço carbono, dentada e temperada.</p><p>Elementos de um arco de serra</p><p>O arco de serra caracteriza-se por ser regulável ou ajustável de acordo com o</p><p>comprimento da lâmina e sua lâmina é caracterizada pelo comprimento e pelo número</p><p>de dentes por polegada (comprimentos - 8“, 10”e 12”; n</p><p>o</p><p>de dentes por polegadas-18, 24</p><p>e 32).</p><p>A serra manual é usada para cortar materiais, para abrir fendas e rasgos. Os</p><p>dentes das serras possuem travas, que são deslocamentos laterais dos dentes em forma</p><p>alternada, a fim de facilitar o deslizamento da lâmina durante o corte, conforme</p><p>ilustração abaixo.</p><p>A seleção do tipo de lâmina a ser utilizada leva em consideração os seguintes</p><p>itens:</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>31</p><p>- A espessura do material a ser cortado, que não deve ser menor que dois passos</p><p>de dentes;</p><p>- O tipo de material, recomendando-se maior número de dentes para materiais</p><p>duros.</p><p>A tensão da lâmina de serra no arco deve ser a suficiente para mantê-la firme e</p><p>após o uso a lâmina deve ser destensionada.</p><p>Arcos de serra</p><p>Talhadeira</p><p>A Talhadeira é uma ferramenta de corte feita de um corpo de aço, de seção</p><p>circular, retangular, hexagonal ou octogonal, com um extremo forjado, provido de</p><p>cunha temperada e afiada convenientemente, sendo o outro chanfrado e denominado</p><p>cabeça. É utilizada para cortar chapas, retirar rebarbas e abrir rasgos.</p><p>Talhadeira</p><p>Características: o bisel da cunha pode ser simétrico ou assimétrico. A aresta de corte</p><p>deve ser convexa e o ângulo de cunha pode variar de acordo com o material a ser</p><p>talhado. Ver tabela abaixo.</p><p>Cabeça</p><p>Corpo</p><p>Cunha</p><p>Seção</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>32</p><p>ÂNGULO DA CUNHA MATERIAL</p><p>50</p><p>o</p><p>Cobre</p><p>60</p><p>o</p><p>Aço doce</p><p>65</p><p>o</p><p>Aço duro</p><p>70</p><p>o</p><p>Ferro fundido e bronze</p><p>Os tamanhos mais encontrados no mercado variam de 150 a 180 mm. A cabeça</p><p>da talhadeira é chanfrada e temperada para evitar a formação de rebarbas ou quebras.</p><p>Essas ferramentas devem possuir ângulo de cunha conveniente, estar bem temperadas e</p><p>afiadas, para que cortem de maneira adequada e eficiente.</p><p>4.6 Furadeira</p><p>São máquinas-ferramentas destinadas à execução de operações de furar,</p><p>escarear, alargar, rebaixar e roscar com machos. O movimento da ferramenta é recebido</p><p>do motor através de polias escalonadas e correias ou um jogo de engrenagens</p><p>possibilitando uma gama de rpm (rotações por minuto). Existem furadeiras de vários</p><p>tipos, podendo ser divididas em: furadeira de bancada, furadeira de coluna e furadeira</p><p>portátil. No caso específico do mergulho, trabalhamos apenas com a furadeira portátil</p><p>que pode ser hidráulica ou então pneumática, ou seja, o ganho de rotação da ferramenta</p><p>é conseguido através da passagem de óleo ou ar pressurizado que vem de unidades de</p><p>superfície (central hidráulica ou pneumática).</p><p>Tipos de furadeiras portáteis e unidade hidráulica usada em operação de mergulho</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>33</p><p>Brocas</p><p>As Brocas são ferramentas de corte, de forma cilíndrica, com canais retos ou</p><p>helicoidais que terminam em ponta cônica e são afiadas com determinado ângulo. São</p><p>caracterizadas pela medida do diâmetro, forma da haste e material de fabricação, sendo</p><p>fabricadas, em geral, em aço carbono e também em aço rápido. As brocas de aço rápido</p><p>são utilizadas em trabalhos que exijam maiores velocidades de corte, oferecendo maior</p><p>resistência ao desgaste e calor do que as de aço carbono.</p><p>Tipos de brocas: broca helicoidal (haste cônica ou cilíndrica), broca de centrar, broca</p><p>com orifícios para fluido de corte e broca escalonada.</p><p>Dentre essas brocas, a mais utilizada é a helicoidal. Podem ser diferenciadas</p><p>apenas pela construção das hastes. As de haste cilíndrica são presas em um mandril e as</p><p>cônicas montadas diretamente no eixo da máquina.</p><p>Brocas helicoidais de haste cilíndrica e cônica</p><p>O Corte da ferramenta é influenciado pelo ângulo das brocas. Os ângulos da</p><p>broca helicoidal são: ângulo de cunha (c), ângulo de folga ou incidência (f) e ângulo de</p><p>saída ou de ataque (s).</p><p>Ângulos de uma broca helicoidal</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>34</p><p>Com relação a ponta da broca, os ângulos podem ser: 118</p><p>o</p><p>, para trabalhos</p><p>rotineiros; 150</p><p>o</p><p>para aços duros; 125</p><p>o</p><p>para aços tratados ou forjados; 100</p><p>o</p><p>para cobre e</p><p>alumínio; 90</p><p>o</p><p>para ferro macio e ligas leves e 60</p><p>o</p><p>para baquelite, fibra ou madeira.</p><p>Outro dado importante é com relação as arestas da broca. As arestas cortantes</p><p>devem ser de comprimentos iguais, com mostrado na figura abaixo.</p><p>As brocas com orifícios para fluido de corte são utilizadas em cortes contínuos,</p><p>para alta velocidade em furos profundos, onde se exige lubrificação abundante.</p><p>Broca com orifício para fluido</p><p>4.7 Martelos, marretas e macetes</p><p>Martelo</p><p>O martelo é uma ferramenta de impacto, constituída de um bloco de aço carbono</p><p>preso a um cabo de madeira, sendo as partes com que se dão os golpes, temperadas. O</p><p>Martelo é utilizado na maioria das atividades.</p><p>Elementos de um martelo</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>35</p><p>Tipos de martelos</p><p>Martelo de pena cruzada e martelo de bola</p><p>Para usar o martelo de forma correta o seu cabo deve estar em perfeitas</p><p>condições e bem preso através da Cunha. Por outro lado, deve-se evitar golpear com o</p><p>cabo do martelo ou usá-lo como alavanca. Seu peso pode variar de 200 a 1000 gramas.É</p><p>utilizado em trabalhos com chapas finas de metal, para fixar pregos e grampos e</p><p>também usado para rebitar, extrair pinos, etc.</p><p>Marreta</p><p>A Marreta é outro tipo de martelo muito usado nos trabalhos de instalação</p><p>mecânica. É um martelo maior, mais pesado e mais simples, destinado a bater sobre</p><p>uma talhadeira, um ponteiro ou então em chaves de impacto nos trabalhos de montagem</p><p>e desmontagem de peças flangeadas.</p><p>Elementos de uma marreta</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>36</p><p>Marreta</p><p>Macete</p><p>O Macete é uma ferramenta de impacto, constituída de uma cabeça de madeira,</p><p>alumínio, plástico, cobre, chumbo ou outro, e um cabo de madeira.</p><p>Elementos de um macete</p><p>Utilizado para bater em peças ou materiais cujas superfícies sejam lisas e que</p><p>não possam sofrer deformação por efeito de pancadas. Para sua utilização, deve ter a</p><p>cabeça bem presa ao cabo e livre de rebarbas. O peso e o material que constitui a cabeça</p><p>caracterizam os macetes.</p><p>4.8 Ferramentas hidráulicas e pneumáticas</p><p>Existe uma grande variedade de equipamentos com acionamento pneumático e</p><p>hidráulico para uso submarino. Para esse curso serão apresentadas algumas ferramentas</p><p>de uso corriqueiro dentro da manutenção submarina. Veremos agora as vantagens e</p><p>desvantagens de se usar óleo ou ar para movimentar esses equipamentos.</p><p>Ferramentas pneumáticas</p><p>Vantagens</p><p>Podem utilizar o ar comprimido já existente no local em função da operação de</p><p>mergulho, caso a capacidade do compressor seja compatível, evitando a diversificação</p><p>de equipamentos. São normalmente ferramentas de custo mais baixo e têm manutenção</p><p>mais simples. Utilizam apenas uma mangueira para conduzir o ar comprimido até a</p><p>ferramenta.</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>37</p><p>Desvantagens</p><p>A profundidade de operação da ferramenta é</p><p>limitada sendo bastante afetada por ela. Podem produzir</p><p>grande quantidade de bolhas de ar prejudicando a</p><p>visibilidade do mergulhador e possui uma menor</p><p>variedade de equipamentos específicos para uso</p><p>submerso.</p><p>Ferramentas pneumáticas mais utilizadas nos</p><p>serviços de manutenção submarina: escova rotativa e martelete de agulha.</p><p>Martelete de agulha e escova rotativa</p><p>Ferramentas hidráulicas</p><p>Vantagens</p><p>Não são influenciadas</p><p>pela profundidade de operação já que funcionam com</p><p>fluído com pressões superiores a 66 Kg/cm</p><p>2</p><p>(1.000 LPQ). Não causam bolhas diante do</p><p>mergulhador, já que trabalham em circuito fechado. No mercado são encontradas uma</p><p>grande variedade de ferramentas que propiciam um atendimento mais completo das</p><p>necessidades.</p><p>Desvantagens</p><p>A alimentação da ferramenta é feita com duas mangueiras já que utiliza a</p><p>segunda para o retorno do fluido da ferramenta à bomba, o que torna o manuseio do</p><p>umbilical mais complicado devido ao seu peso. Necessita de uma unidade hidráulica,</p><p>que fica na superfície, para elevar a pressão e bombear o fluido para a ferramenta.</p><p>Possuem custo mais elevado e a manutenção é mais trabalhosa.</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>38</p><p>Serviços mais executados com ferramentas hidráulicas na manutenção</p><p>submarina:</p><p>Corte de peças com disco de corte</p><p>Desbaste de trinca com ferramenta de fresa</p><p>Limpeza de superfície metálica com escova rotativa e tipo quebra-craca</p><p>4.9 Aparelhos para manobras</p><p>São equipamentos utilizados em manobras submersas ou de superfície, que</p><p>permitem o manuseio das cargas com mais comodidade e menor esforço. São eles os</p><p>moitões, cadernais, patescas, catarinas, talhas, tirfor, manilhas, esticadores, etc.</p><p>Talha guincho tipo tirfor</p><p>Os aparelhos patenteados tirfor, de emprego universal, são talhas de alavanca</p><p>para içamento e tração de cargas, utilizando para isso um cabo de aço. Manobrados por</p><p>apenas um homem, por meio de uma alavanca telescópica, permitem levantar, descer ou</p><p>puxar as cargas mais diversas em quaisquer direções e distâncias ilimitadas. Substituem</p><p>vantajosamente guinchos e talhas em todos os usos semifixos.</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>39</p><p>A característica do aparelho tirfor está baseada no princípio de acionamento do</p><p>cabo de sustentação. Em vez de ser enrolado em um tambor como nos aparelhos</p><p>clássicos de içamento, é puxado em linha reta por dois pares de mordentes de ajuste</p><p>automático e forma apropriada, que esposam o cabo sem deformá-lo, assegurando-lhe</p><p>assim máxima durabilidade.</p><p>Tirfor e cabo de aço</p><p>Fechados em um cárter, os dois jogos de mordentes, movendo-se</p><p>alternadamente, agarram o cabo como duas mãos para o puxar na subida ou segurar na</p><p>descida. Os dois blocos de mordentes são levados a fecharem-se pela própria tração do</p><p>cabo, assim quanto mais pesada a carga, mais sólido o aperto.</p><p>Todos os elementos mecânicos são facilmente desmontáveis sem qualquer</p><p>remoção de rebites, permitindo uma grande facilidade de inspeção e conserto. As</p><p>grandes vantagens desse equipamento são: trabalha em qualquer direção, comprimento</p><p>ilimitado do cabo, grande precisão na manobra, excelente rendimento mecânico e peso e</p><p>tamanho reduzido do equipamento.</p><p>Moitão</p><p>Consiste de uma caixa de metal ou madeira, de forma ovalada dentro da qual</p><p>trabalha uma ou mais roldanas.</p><p>Moitão</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>40</p><p>Cadernal</p><p>Consiste de uma caixa de madeira ou metal, dentro da qual trabalham duas ou</p><p>mais roldanas em um mesmo eixo.</p><p>Cadernal</p><p>Patesca</p><p>Consiste de uma caixa de madeira ou metal aberta de um lado, a fim de permitir</p><p>a instalação do cabo pelo seu seio. Possui uma charneira que permite fechar a patesca</p><p>depois de colocado o cabo.</p><p>Patesca</p><p>Catarina</p><p>Consiste de um moitão especial, de aço, para trabalhos de grande peso.</p><p>Catarina</p><p>Charneira</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>41</p><p>Talhas mecânicas</p><p>São equipamentos mecânicos que permitem içar ou arriar grandes pesos com</p><p>força relativamente pequena.</p><p>Talha de alavanca</p><p>Vantagens</p><p>Pode ser operada por poucos homens, apresenta pouco atrito, ocupa pouco</p><p>espaço, mantém a carga suspensa, mesmo quando cessa o esforço no tirador e grande</p><p>multiplicação de potência.</p><p>Desvantagens</p><p>São aparelhos pesados, lentos, possuem pequeno curso do gato o que limita a</p><p>altura de manobra da carga.</p><p>Manilhas</p><p>As manilhas são vergalhões curvados em forma de “U”, fechados por um pino</p><p>chamado cavirão. São usadas para interligar ou fixar cabos e equipamentos. O cavirão</p><p>pode ser roscado na orelha da manilha, com chaveta, contrapino ou roscado</p><p>externamente à manilha. Os cavirões roscados nas orelhas não devem nunca ser usados</p><p>em aparelhos que suportem grandes cargas.</p><p>Elementos de uma manilha</p><p>Muda o sentido de tração</p><p>do equipamento</p><p>Corrente do equipamento</p><p>fica liberada</p><p>Manilha</p><p>Cavirão</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>42</p><p>Tipos de manilhas</p><p>A carga de trabalho das manilhas, em toneladas, pode ser calculada pela</p><p>fórmula:</p><p>D = diâmetro da manilha em centímetros.</p><p>Esticadores</p><p>São acessórios utilizados em estaiamentos e em pequenas aproximações em</p><p>montagens de peças, permitindo um ajuste fino de distâncias.</p><p>Esticador</p><p>5. Conhecimentos básicos de marinharia</p><p>Cabos de fibra</p><p>São cabos feitos com as fibras dos caules ou folhas de plantas têxteis (manilha,</p><p>sisal, pinho, cânhamo, juta, pita, algodão, etc.) ou então com fibras sintéticas como o</p><p>nylon, o poliuretano, etc. Alguns cabos de fibra vegetal são embebidos em alcatrão, o</p><p>que lhes reduz a resistência em cerca de 10% mas aumenta muita a sua durabilidade</p><p>(cabos alcatroados). Um cabo é geralmente composto de três cordões enrolados</p><p>normalmente da esquerda para direita (raramente encontramos um cabo enrolado da</p><p>direita para esquerda). Um cabo está enrolado para a direita quando os cordões se</p><p>enrolam no sentido dos ponteiros do relógio afastando-se do observador. Cada cordão é</p><p>composto de fios de carreta cochados no sentido oposto à cocha do cabo. Eles serão</p><p>cochados ou torcidos à esquerda em um cabo cochado à direita. Os fios de carreta, por</p><p>sua vez, são compostos de fibras torcidas no sentido oposto à torção dos fios de carreta</p><p>CTm = 0,96 x D</p><p>2</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>43</p><p>dos cordões. Vemos assim que cada elemento de um cabo é cochado ou torcido no</p><p>sentido oposto ao dos seus componentes, o que permite a um cabo apertar-se sobre si</p><p>mesmo em vez de se afrouxar.</p><p>Elementos de um cabo</p><p>Terminologia</p><p>Acochar – é ajustar (apertar) um nó.</p><p>Aducha - cada uma das voltas ou cobros de um cabo ou amarra arrumada de sorte que</p><p>ocupe menos espaço e reduza o risco de se enroscar quando tiver de ser usada, ou</p><p>apresente boa aparência.</p><p>Aduchar - arrumar em aduchas (cabo, amarra, etc.).</p><p>Amarrilho – são cabos de pequena bitola, fios ou linhas, utilizados para amarrar</p><p>qualquer coisa.</p><p>Amarrar a ficar – dar um nó ou volta firme de modo a não desfazer por si. É empregado</p><p>ao se amarrar uma embarcação para passar a noite.</p><p>Arrematar um nó – finalizar um nó prendendo o chicote com um botão ou meio cote,</p><p>impedindo que o nó não se desate.</p><p>Bitola - grossura de um cabo</p><p>Botão – são voltas de amarrilho com que se prende dois canos ou o chicote e o fixo de</p><p>um cabo. Serve para arrematar um nó.</p><p>Cabo - qualquer corda utilizada a bordo.</p><p>Cabo calabroteado - cabo formado por três ou mais cabos de massa convenientemente</p><p>cochados entre si.</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>44</p><p>Cabo solteiro – é o cabo com 3 a 5 metros de comprimento, normalmente de 6 a 9 mm</p><p>de bitola, sem função definida a bordo, mas pronto a ser usado onde se fizer necessário.</p><p>Clarear cabo – colher o cabo no seu respectivo lugar.</p><p>Coca – volta ou torção indesejável que um cabo toma, em sentido contrário ao da sua</p><p>cocha, o que sucede com maior freqüência nos cabos novos ou de pouco uso.</p><p>Cocha – é a torção dos cordões que compõe o cabo.</p><p>Debolinar – é o ato de retirar as cocas.</p><p>Espia – cabo que se passa de um navio para um cais, uma bóia ou outro navio, a fim de</p><p>segurá-lo.</p><p>Falcaça – é a união dos cordões dos chicotes do cabo por meio de um fio, a fim de evitar</p><p>o seu desacochamento (destorcimento).</p><p>A falcaça dos cabos sintéticos pode ser feita</p><p>queimando-se as extremidades dos chicotes.</p><p>Laçada – é a forma pela qual se prende temporariamente um cabo num ponto de</p><p>amarração. Nó que se desata facilmente, e que apresenta uma alça.</p><p>Morder – é prender o cabo com o próprio cabo ou com ele e qualquer superfície rígida.</p><p>Nó – é uma combinação de voltas, a maioria das vezes entremeadas, destinadas a reunir</p><p>dois cabos, a fixá-los entre um ponto e outro, ou entre um ponto e um objeto, ou a</p><p>aumentar a extremidade de um outro cabo.</p><p>Peias – qualquer cabo ou corrente com que se amarra, a bordo, um objeto, para evitar</p><p>que se desloque com o jogo da embarcação.. Pear é prender um objeto.</p><p>Permear – é dobrar o cabo ao meio.</p><p>Safar cabos – é a operação de liberar, colher ou clarear um cabo que esteja enrascado.</p><p>Tirador – é um cabo que pode passar por um moitão suspenso e ser utilizado para</p><p>suspender qualquer carga.</p><p>Características dos cabos</p><p>Bitola – é o diâmetro do cabo expresso em milímetros (mm) ou em polegadas (in). É</p><p>comum encontrarmos a bitola de um cabo tomando como referência a sua</p><p>circunferência (perímetro).</p><p>Peso – é o número de quilos por metro de cabo.</p><p>Resistência – é a máxima tração que o cabo pode suportar (carga de ruptura).</p><p>A carga de ruptura é obtida através de tabelas específicas para cada tipo de cabo,</p><p>uma vez que depende do material componente das fibras, da combinação dos fios e dos</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>45</p><p>cordões que a constituem bem como da bitola do cabo. Por medida de segurança não se</p><p>deve submeter um cabo a uma tração superior à metade de sua carga de ruptura.</p><p>Dados da tabela fornecidos pelas indústrias P. Maggi e Ipiranga AS. Os valores se referem</p><p>a cordas novas e utilizadas em condições favoráveis</p><p>Carga de ruptura e carga de trabalho dos cabos</p><p>(fórmulas copiadas do Manual de Mergulho, MARINHA DO BRASIL- CIAMA -2</p><p>a</p><p>Edição - 199l)</p><p>Carga de ruptura de cabos de fibra vegetal</p><p>Onde:</p><p>CR – carga de ruptura em libras</p><p>C – circunferência do cabo em polegadas</p><p>Onde:</p><p>CR – carga de ruptura em quilos</p><p>C – circunferência em centímetros</p><p>Onde:</p><p>CR – carga de ruptura em toneladas</p><p>C – circunferência em centímetros</p><p>Diâmetro</p><p>Nominal</p><p>(pol)</p><p>Circunferência</p><p>(pol)</p><p>Sisal Nylon</p><p>Peso</p><p>por</p><p>metro</p><p>(kg)</p><p>Carga</p><p>de</p><p>ruptura</p><p>(Kg)</p><p>Peso</p><p>por</p><p>metro</p><p>(Kg)</p><p>Carga</p><p>de</p><p>ruptura</p><p>(Kg)</p><p>1/4 3/4 0,030 280 0,024 750</p><p>3/8 1 1/8 0,660 580 0,065 2.080</p><p>1/2 1 1/2 0,100 1000 0,100 3.000</p><p>3/4 2 1/4 0,260 2.100 0,210 6.700</p><p>1 3 0,410 3.950 0,390 11.500</p><p>CR = C</p><p>2</p><p>x 900</p><p>CR = 63,3 x C</p><p>2</p><p>CR = C</p><p>2</p><p>/ 15,78</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>46</p><p>Carga de ruptura de cabos de fibra sintética</p><p>Onde:</p><p>CR – carga de ruptura em libras</p><p>C – circunferência do cabo em polegadas</p><p>Onde:</p><p>CR – carga de ruptura em quilos</p><p>C – circunferência em centímetros</p><p>Onde:</p><p>CR – carga de ruptura em toneladas</p><p>C – circunferência em centímetros</p><p>Carga de trabalho dos cabos de fibra vegetal</p><p>A carga de trabalho de um cabo é a carga máxima que ele pode ser submetido</p><p>em serviço. A carga de trabalho depende de diversos fatores como: natureza do cabo,</p><p>tempo de serviço, tipo de serviço e etc. Na prática, empregam-se coeficientes de</p><p>segurança médios para serviços estáticos e dinâmicos.</p><p>Carga estática:</p><p>Onde:</p><p>CTe – carga de trabalho estático</p><p>CR – carga de ruptura</p><p>Carga dinâmica:</p><p>Onde:</p><p>CTd – carga de trabalho dinâmico</p><p>CR – carga de ruptura</p><p>CR = C</p><p>2</p><p>x 2.400</p><p>CR = 168,9 x C</p><p>2</p><p>CR = C /5,92</p><p>CTe = CR / 5</p><p>CTd = CR / 7</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>47</p><p>Carga de Trabalho dos cabos de fibra sintética</p><p>Carga estática:</p><p>Onde:</p><p>CTe – carga de trabalho estático</p><p>CR – carga de ruptura</p><p>Cargas dinâmicas:</p><p>Onde:</p><p>CTd – carga de trabalho dinâmico</p><p>CR – carga de ruptura</p><p>Os raios de curvatura afetam a resistência dos cabos. Nós, voltas e emendas</p><p>causam grandes reduções na resistência devido aos pequenos raios de curvatura. É</p><p>fornecida, abaixo, a variação percentual de resistência para alguns nós, voltas e</p><p>emendas.</p><p>SITUAÇÃO DO CABO OU TRABALHO</p><p>MARINHEIRO</p><p>RESISTÊNCIA</p><p>Cabo Úmido 111%</p><p>Cabo Seco 100%</p><p>Costura de Mão, Úmida 100%</p><p>Costura de mão Seca em sapatilho 95 a 90%</p><p>Costura Redonda 85%</p><p>Volta de Fateixa 76%</p><p>Volta da Ribeira, Volta Redonda</p><p>e 2 Cotes</p><p>70 a 65%</p><p>Lais de Guia e Volta de Fiel 60%</p><p>Nó de Escota 55%</p><p>Nó Direito 45%</p><p>Meia-Volta 40%</p><p>Escolha do tipo de cabo</p><p>Na atualidade, são mais utilizados os cabos de fibras sintéticas que possuem</p><p>certas propriedades que superam em muito os cabos de fibras naturais. Os sintéticos são</p><p>imputrescíveis, indiferentes à umidade, e possuem uma enorme resistência às</p><p>intempéries e ao ataque de produtos químicos. Alguns destes cabos são muito elásticos e</p><p>outros flutuam totalmente. As fibras naturais como o algodão, o cânhamo e o sisal, cada</p><p>vez mais estão sendo esquecidas, embora sejam bem mais baratas que as fibras</p><p>sintéticas e serem mais apropriadas para uma série de fainas e utilizações. São utilizadas</p><p>em cordoaria três grandes famílias de fibras sintéticas: os poliamidas, cuja marca nylon</p><p>CTe = CR / 8</p><p>CTd = CR / 12</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>48</p><p>é a mais conhecida, os poliésteres, mais conhecidos sob as marcas dacron, tergal ou</p><p>terylene, e o polipropileno.</p><p>O nylon é o mais resistente de todos eles. Sua considerável elasticidade o torna</p><p>ideal para amarras ou espias, pois ele pode absorver os choques.</p><p>O poliéster, embora seja menos resistente que o nylon, é mesmo assim</p><p>suficientemente resistente. Sua elasticidade é muito menor depois de sofrer um pré-</p><p>estiramento de fábrica.</p><p>O polipropileno é a menos resistente das outras duas fibras sendo o mais sensível</p><p>à fricção e ao atrito. Ele tem a vantagem de ser muito leve e flutuante. O polipropileno</p><p>resiste bem a maioria de produtos ácidos e básicos, enquanto que o nylon resiste bem ao</p><p>ataque dos alcalinos, mas não ao dos ácidos. O poliéster resiste bem aos ácidos e mal</p><p>aos alcalinos.</p><p>A fabricação dos cabos em fibras sintéticas continuou a ser feita com cabos de</p><p>três cordões, torcidos ou trançados como se fazia antes com as fibras naturais. O fator</p><p>mais forte dos cabos sintéticos é a resistência que se obtém graças às fibras contínuas,</p><p>sem interrupção em todo comprimento do cabo, ao passo que este comprimento é muito</p><p>limitado nos cabos de fibras naturais.</p><p>Agora é só verificar quais os fatores que vão influir na utilização do cabo e</p><p>escolher aquele mais adequado para essas condições.</p><p>Nós e voltas</p><p>Todos os trabalhos com cabos utilizam certa terminologia que permite saber em</p><p>qual parte do cabo se forma o nó. Na figura abaixo vemos o vivo do cabo, que é a parte</p><p>do cabo que vem de um ponto fixo. O chicote do cabo é a parte onde vai ser feito o nó,</p><p>sendo dobrado sobre si mesmo para formar um seio. Sobre o seio damos uma volta em</p><p>torno do vivo do cabo.</p><p>Um nó é uma combinação de voltas, a maioria das vezes entremeadas,</p><p>destinadas a reunir dois cabos, a fixá-los entre um ponto e outro, ou entre um ponto e</p><p>um objeto, ou a aumentar a extremidade de um outro cabo. Alguns são destinados a</p><p>fixar provisoriamente um cabo a um outro cabo, a um olhal ou uma verga ou retranca e</p><p>devem ser desfeitos com facilidade. As voltas de certos nós bloqueiam-se umas contra</p><p>as outras, particularmente sob tensão, mas são desfeitas uma da outra com facilidade</p><p>quando a tensão desaparece.</p><p>A seguir são descritos os principais nós e voltas empregados nos trabalhos de</p><p>manutenção submarina.</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>49</p><p>Voltas - são dadas com o chicote ou com o seio de um cabo em torno de um objeto</p><p>qualquer.</p><p>Volta singela e volta redonda</p><p>Meia-volta - volta dada com o chicote de um cabo e que pode se desfazer facilmente.</p><p>Serve como base em parte de outros nós.</p><p>Meia volta</p><p>Volta do fiador - volta dada no chicote do tirador de uma talha a fim de não o deixar</p><p>desgurnir.</p><p>Volta do fiador</p><p>Volta do fiel singela – também conhecido como nó de porco e de barqueiro. Volta usada</p><p>para fixar um cabo no ponto de amarração, quando são previstos esforços de uma parte</p><p>e de outra.</p><p>Volta do fiel singela</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>50</p><p>Volta do fiel dobrada –</p><p>Volta do fiel dobrada</p><p>Volta da ribeira - serve para amarrar objetos leves para içar.</p><p>Volta da ribeira</p><p>Volta de fateicha – é usada para amarrar um cabo sobre uma manilha grossa ou sobre o</p><p>anel destinado a receber a corrente da âncora. É muito resistente, não se solta, e se não</p><p>morder, se desfaz com facilidade.</p><p>Volta da fateicha</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>51</p><p>Volta falida - serve para dar volta a uma espia ou a um cabo de laborar qualquer em</p><p>torno de dois cabeços, em cunhos ou malaguetas.</p><p>Volta falida</p><p>Lais de guia – é certamente um dos mais úteis a bordo. Serve para fazer uma alça</p><p>permanente na extremidade de um cabo.</p><p>Lais de guia</p><p>Nó de pescador - serve para encurtar uma linha, escondendo um ponto em que ela esteja</p><p>coçada.</p><p>Nó de pescador</p><p>Nó direito - serve para unir cabos de mesma bitola. Na verdade, não é aconselhável se</p><p>fazer uma emenda com nó direito.</p><p>Nó direito</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>52</p><p>Nó direito de correr</p><p>Nó de escota – é empregado frequentemente para emendar dois cabos de diâmetros</p><p>diferentes, pois não tem tendência a afrouxar quando se aplica tensão ou carga sobre um</p><p>desses cabos.</p><p>Nó de escota singelo e dobrado</p><p>Aboçadura – é utilizado para emendar dois cabos quando a tração sobre eles é paralela.</p><p>É utilizado para transferir a tensão de um ponto de fixação para outro.</p><p>Aboçadura</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>53</p><p>Nó enforcador ou nó de Ashley – é muito útil papa apertar a boca de um saco, para</p><p>servir de falcaça ou de amarração temporária.</p><p>Nó de Ashley</p><p>Nó de caminhoneiro – não é um nó de origem marítima. Mas é muito útil, pois permite</p><p>fazer uma talha e apertar suficientemente qualquer cabo de amarração ou outro objeto</p><p>que se deseje firmar.</p><p>Nó de caminhoneiro</p><p>Falcaça – sua finalidade é impedir o cabo de se descochar ou desenrolar e assim</p><p>destruir-se. As voltas são sempre dadas no sentido oposto ao da torção dos cordões do</p><p>cabo, em um comprimento vizinho ao do diâmetro do cabo.</p><p>Falcaça</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>54</p><p>Cabos de aço</p><p>Os cabos de aço são elementos de transmissão que suportam cargas (força de</p><p>tração), deslocando-as nas posições horizontal, vertical ou inclinada. São muito</p><p>empregados em equipamentos de transporte e na elevação de cargas (guindastes, talhas,</p><p>guinchos, etc.).</p><p>Componentes de um cabo de aço</p><p>O cabo de aço é constituído de alma e perna. A perna é composta de vários</p><p>arames em torno de um arame central, conforme mostrado no desenho abaixo.</p><p>Elementos de um cabo de aço</p><p>Construção do cabo</p><p>Um cabo pode ser construído em uma ou mais operações, dependendo da</p><p>quantidade de fios e, especificamente, do número de fios da perna. Por exemplo: um</p><p>cabo de aço 6 por 19 significa que uma perna de 6 fios é enrolada com 12 fios em duas</p><p>operações, conforme segue:</p><p>Arame central – 1 fio</p><p>1</p><p>a</p><p>.operação (1</p><p>a</p><p>.camada)</p><p>Arame – 6 fios</p><p>Perna</p><p>2</p><p>a</p><p>.operação (2</p><p>a</p><p>. camada) – 12 fios</p><p>Total de 19 fios.</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>55</p><p>Montagem do cabo de aço</p><p>Tipos de distribuição dos fios nas pernas</p><p>Existem vários tipos de distribuição de fios nas camadas de cada perna do cabo.</p><p>Os principais tipos de distribuição são: normal, seale, filler e warrington.</p><p>Distribuição normal - os fios dos arames e das pernas são de um só diâmetro.</p><p>Distribuição seale - as camadas são alternadas em fios grossos e finos.</p><p>Distribuição seale</p><p>Distribuição filler - as pernas contêm fios de diâmetro pequeno que são utilizados como</p><p>enchimento dos vãos dos fios grossos.</p><p>Distribuição filler</p><p>Distribuição warrington - os fios das pernas têm diâmetros diferentes numa mesma</p><p>camada.</p><p>Tipos de almas de cabos de aço</p><p>As almas de cabos de aço podem ser feitas de vários materiais, de acordo com a</p><p>aplicação desejada. Veremos os mais comuns: alma de fibra, de algodão, de asbesto, de</p><p>aço.</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>56</p><p>Alma de fibra - é o tipo mais utilizado para cargas não muito pesadas. As fibras podem</p><p>ser naturais (AF) ou artificiais (AFA).</p><p>As fibras naturais utilizadas normalmente são o sisal ou o rami. Já a</p><p>fibra artificial mais usada é o polipropileno (plástico).</p><p>Vantagens da fibra artificial: não se deteriora em contato com agentes agressivos, é</p><p>obtida em maior quantidade e não absorve umidade.</p><p>Desvantagens da fibra artificial: são mais caras e utilizadas apenas em cabos especiais.</p><p>Alma de algodão - tipo de alma que é utilizado em cabos de pequenas dimensões.</p><p>Alma de asbesto - tipo de alma utilizada em cabos especiais, sujeitos as altas</p><p>temperaturas.</p><p>Alma de aço - a alma de aço pode ser formada por uma perna de cabo (AA) ou por um</p><p>cabo de aço independente (AACI), sendo que este último oferece maior flexibilidade</p><p>somada à alta resistência à tração.</p><p>Tipos de torção</p><p>Os cabos de aço, quando tracionados, apresentam torção das pernas ao redor da</p><p>alma. Nas pernas também há torção dos fios ao redor do fio central, sendo que o sentido</p><p>dessas torções pode variar.</p><p>Torção regular ou em cruz - os fios de cada perna são torcidos no sentido oposto ao das</p><p>pernas ao redor da alma. As torções podem ser à esquerda ou à direita. Esse tipo de</p><p>torção confere mais estabilidade ao cabo.</p><p>Torção Lang ou em Paralelo - os fios de cada perna são torcidos no mesmo sentido das</p><p>pernas que ficam ao redor da alma. As torções podem ser à esquerda ou à direita. Esse</p><p>tipo de torção aumenta a resistência ao atrito (abrasão) e dá mais flexibilidade.</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>57</p><p>Como medir o diâmetro de um cabo</p><p>O diâmetro de um cabo de aço é aquele de sua circunferência máxima. Observe</p><p>na ilustração a seguir a forma correta de medi-lo:</p><p>Sinais importantes para a troca do cabo de aço</p><p>Alguns sinais denunciam o momento certo de se substituir os cabos de aço. Se os</p><p>arames rompidos visíveis atingirem 6 fios em um passo ou 3 fios em uma perna; se</p><p>aparecer corrosão acentuada no cabo; se os arames externos se desgastarem mais do que</p><p>1/3 de seu diâmetro original; se o diâmetro do cabo diminuir mais do que 5% em</p><p>relação ao seu diâmetro nominal; se houver danos por alta temperatura ou qualquer</p><p>outra distorção no cabo (como dobra, amassamento ou "gaiola de passarinho") não</p><p>hesite em substituí-lo por um novo (informações técnicas copiladas do catálogo da</p><p>CIMAF).</p><p>Não conformidades em cabo de aço</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>58</p><p>Como manusear um cabo de aço</p><p>O método mais eficiente de manuseio dos cabos de aço, no momento de sua</p><p>retirada da bobina, é a utilização de cavaletes ou mesas giratórias, para que o cabo</p><p>permaneça sempre esticado durante essa operação. Já no repasse de um cabo de aço da</p><p>bobina para o tambor do equipamento nunca deve ser feito no sentido inverso de</p><p>enrolamento do cabo (formando um S), porque esse procedimento provoca acúmulo de</p><p>tensões internas que prejudicam sua vida útil. Lembre-se: o melhor repassamento é</p><p>aquele que obedece ao sentido em que o cabo estava sendo enrolado na bobina.</p><p>(informações técnicas copiladas do catálogo</p><p>da CIMAF).</p><p>Colocação correta dos grampos</p><p>Outro aspecto importante para a conservação e bom rendimento dos cabos de</p><p>aço é a correta colocação dos grampos (também chamados de clips) em suas</p><p>extremidades. Observe que só há uma maneira correta de realizar esta operação, com a</p><p>base do grampo colocada no trecho mais comprido do cabo (aquele que vai em direção</p><p>ao outro olhal). Para cabos de diâmetro até 5/8" (16 mm) use, no mínimo, três grampos.</p><p>Este número deve ser aumentado quando se lida com cabos de diâmetros superiores</p><p>(informações técnicas copiladas do catálogo da CIMAF).</p><p>Instalação correta dos clips no cabo de aço</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>59</p><p>É fornecida abaixo, uma tabela para a instalação dos grampos de acordo com o</p><p>diâmetro do cabo de aço.</p><p>Diâmetro do Cabo</p><p>(polegadas)</p><p>Número Mínimo de Grampos</p><p>Espaçamento entre os</p><p>Grampos</p><p>(mm)</p><p>3/16” 3 29</p><p>1/4" 3 38</p><p>5/16” 3 48</p><p>3/8” 3 57</p><p>7/16” 3 67</p><p>1/2" 3 76</p><p>5/8” 3 95</p><p>3/4" 4 114</p><p>7/8” 4 133</p><p>1” 5 152</p><p>1 1/8” 6 172</p><p>1 1/4" 6 191</p><p>1 3/8” 7 210</p><p>1 1/2" 7 229</p><p>1 5/8” 7 248</p><p>1 3/4" 7 267</p><p>2” 8 305</p><p>2 1/4" 8 343</p><p>Conservação dos cabos de aço</p><p>Os laços e cabos de aço devem ser bem lubrificados periodicamente. Esse</p><p>cuidado protege os cabos da corrosão e diminui os atritos interno e externo, aumentando</p><p>sua durabilidade. A periodicidade da relubrificação varia de acordo com o local e o tipo</p><p>de equipamento onde o cabo está instalado, e como ele está sendo utilizado. Mas</p><p>cuidado: nunca se deve utilizar óleo queimado para tal operação, apenas os lubrificantes</p><p>especialmente desenvolvidos para esse fim. O óleo queimado é um material ácido, que</p><p>em vez de proteger acelera o processo de corrosão. Além disso, como já foi utilizado,</p><p>ele normalmente apresenta partículas que acabam aumentando o desgaste do cabo por</p><p>abrasão. Existem diversas formas de lubrificação, mas a mais eficiente delas é a</p><p>realizada por gotejamento ou pulverização, com o lubrificante sendo aplicado na região</p><p>do cabo que passa pelas polias e tambores. Isso acontece porque há um ligeiro</p><p>destorcimento das pernas do cabo quando ele passa pelas polias, o que facilita a</p><p>penetração do lubrificante em suas partes internas (informações técnicas copiladas do</p><p>catálogo da CIMAF).</p><p>Métodos de lubrificação de um cabo de aço</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>60</p><p>Dimensionamento do cabo de aço</p><p>Para dimensionar cabos, calculamos a resistência do material de fabricação aos</p><p>esforços a serem suportados por esses cabos. É necessário verificar o nível de</p><p>resistência dos materiais à ruptura. Os tipos, características e resistência à tração dos</p><p>cabos de aço são apresentados nos catálogos dos fabricantes.</p><p>Cuidado com os nós</p><p>Nunca deixe que o cabo tome a forma de um pequeno laço (figura 01). Ele é o</p><p>começo de um nó, e por isso deve ser imediatamente desfeito. Com o nó feito (figura</p><p>02), a resistência do cabo é reduzida ao mínimo.</p><p>6. Conectores e roscas</p><p>Parafusos</p><p>Cilindro sulcado em hélice que é introduzido, por meio de movimentos</p><p>giratórios, em uma porca sulcada do mesmo modo, mas na qual os sulcos correspondem</p><p>às saliências do parafuso. Quanto ao aperto pode ser comum ou de torque</p><p>preestabelecido – são parafusos de alta resistência utilizados em juntas por atrito ou em</p><p>montagens de alta responsabilidade. Nos parafusos de torque, o aperto é dado com um</p><p>torquímetro. As cabeças de parafuso mais comuns são as sextavadas e Allen, para</p><p>aplicações mais comuns, e Phillips e fenda para aplicações leves.</p><p>Parafusos com cabeça sextavada</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>61</p><p>Estojos e barras roscadas</p><p>Possuem a mesma utilização dos parafusos, mas diferenciam por terem as duas</p><p>extremidades roscadas, para a instalação de porcas e arruelas.</p><p>Barras roscadas</p><p>Porcas e arruelas</p><p>As porcas são pequenas peças de ferro, em geral sextavada ou quadrada,</p><p>munidas de furo em espiral que se atarraxa na extremidade dos parafusos cilíndricos.</p><p>Nas operações de montagens submarinas o mergulhador deve sempre conferir o</p><p>encaixe, o tipo e a limpeza da rosca antes de fixar o parafuso. Deve se evitar a utilização</p><p>de graxa, pois esta facilita a aderência de partículas estranhas que podem dificultar a</p><p>montagem da peça.</p><p>É muito comum, ao se fixar um conjunto, instalar uma contra-porca sobre a</p><p>porca fixada no parafuso com a finalidade de evitar que o conjunto afrouxe quando</p><p>submetido aos efeitos de vibrações ou rotações.</p><p>As arruelas podem ser lisas ou de pressão. São chapas redondas de aço, com furo</p><p>circular, na qual se mete o parafuso a fim de que a porca não desgaste a peça que vai ser</p><p>aparafusada, ou no caso das arruelas de pressão, evitar que a porca se solte com as</p><p>trepidações da peça.</p><p>Porcas sextavadas e arruela lisa e de pressão</p><p>Roscas e conexões mais utilizadas no mergulho</p><p>Nas diversas operações de montagem e desmontagem de conexões é muito</p><p>comum nos depararmos com algumas nomenclaturas para roscas utilizadas nas</p><p>conexões de tubulações e mangueiras. Abaixo são citadas as mais utilizadas nas</p><p>operações de mergulho.</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>62</p><p>JIC e SAE – roscas cônicas que apresentam conicidade diferente. A JIC é de 37</p><p>o</p><p>e a</p><p>SAE é de 45</p><p>o</p><p>. Visualmente é difícil distinguir uma da outra. A vedação destas conexões</p><p>é feita na pressão do metal x metal da própria rosca, não sendo necessário o uso de</p><p>selante. São utilizadas nas conexões de baixa e alta pressão, tanto para gases como para</p><p>fluidos hidráulicos.</p><p>Rosca cônica JIC</p><p>NPT – é uma rosca cônica, padrão americano (ANSI), semelhante a SAE, sendo</p><p>utilizada em conexões de alta pressão. Esse tipo de rosca necessita de selante. O selante</p><p>Teflon é enrolado na rosca antes de conectá-la, funcionando, também, como</p><p>lubrificante, bastando dar apenas uma volta na rosca. Quantidades excessivas de teflon</p><p>poderão ser conduzidas pelas redes, entupindo válvulas ou redutoras.</p><p>Rosca cônica NPT</p><p>BSP cônica (BSPT) – é uma rosca similar a NPT, somente variando no número de fios</p><p>de rosca.</p><p>BSP paralela – é uma rosca paralela, cuja vedação é feita por meio de uma junta de</p><p>cobre ou junta cortante de aço (arruela com rebaixo). Tipo de rosca muita utilizada nos</p><p>equipamentos hidráulicos.</p><p>Rosca paralela</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>63</p><p>UNF – é uma rosca paralela, com vedação através de anel de borracha (o-ring). É a mais</p><p>indicada para gases em alta pressão.</p><p>7. Válvulas</p><p>Dispositivo mecânico destinado a controlar o fluxo de fluidos (ar, água, vapor,</p><p>oxigênio, óleo, etc.). As mais comuns em operações de mergulho são:</p><p>Válvula de agulha – é utilizada em tubulações de pequeno diâmetro sendo normalmente</p><p>utilizada em gases. É uma válvula que tem o tampão na forma de uma agulha cônica,</p><p>possibilitando um controle fino da vazão do fluido. Não indicam quando estão fechadas</p><p>ou abertas. Quando uma válvula de agulha está totalmente aberta, a prática manda</p><p>fechá-la em um quarto de volta. Assim ela estará livre para girar em qualquer sentido e</p><p>definitivamente aberta.</p><p>Válvula de agulha</p><p>Válvula de esfera – tipo de válvula de macho em que o bloqueio do escoamento se faz</p><p>mediante o comando de uma peça esférica provida de orifício brocado. Podem ser</p><p>abertas e fechadas rapidamente e a posição da haste indicará imediatamente a sua</p><p>situação. Se a haste estiver alinhada com a rede, a válvula estará aberta. Se estiver</p><p>perpendicular à rede, ela estará fechada. É utilizada em todos os diâmetros de</p><p>tubulações e para aplicações diversas. É muito útil quando se necessita uma operação</p><p>rápida de abertura e fechamento, não apresentando perda na vazão do fluido quando</p><p>aberta (não possui obstáculos à passagem do fluido).</p><p>Válvula de esfera</p><p>Intervenção Subaquática</p><p>Manutenção Submarina</p><p>André Luiz Nicolau</p><p>64</p><p>Válvula globo – Válvula</p>

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