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<p>1</p><p>www.historiaemfoco.com.br</p><p>2° Governo Vargas</p><p>1</p><p>01 - (FGV/2000)</p><p>Os governos de Getúlio Vargas (2º fase) e João Goulart,</p><p>no Brasil, Perón na Argentina e Lázaro Cárdenas no</p><p>México, de dar o caráter populista tiveram que buscar</p><p>iniciativas para a solução de dois problemas</p><p>fundamentais.</p><p>São eles:</p><p>a) Distribuição de renda e, fundamentalmente,</p><p>reforma urbana;</p><p>b) Industrialização e controle sobre os trabalhadores;</p><p>c) Resistência ao nazi-fascismo e distribuição de</p><p>renda;</p><p>d) Intimidar os pelegos sindicais e,</p><p>fundamentalmente, coibir o capital estrangeiro;</p><p>e) Acelerar a reforma agrária e destituir o poder</p><p>pelego dos sindicatos.</p><p>02 - (FUVEST SP/1997)</p><p>A política cultural do Estado Novo com relação aos</p><p>intelectuais caracterizou-se:</p><p>a) Pela repressão indiscriminada, por serem os</p><p>intelectuais considerados adversários de regimes</p><p>ditatoriais.</p><p>b) Por um clima de ampla liberdade pois o governo</p><p>cortejava os intelectuais para obter apoio ao seu</p><p>projeto nacional.</p><p>c) Pela indiferença, pois os intelectuais não tinham</p><p>expressão e o governo se baseava nas forças</p><p>militares.</p><p>d) Pelo desinteresse com relação aos intelectuais, pois</p><p>o governo se apoiava nos trabalhadores</p><p>sindicalizados.</p><p>e) Por uma política seletiva através da qual só os</p><p>adversários frontais do regime foram reprimidos.</p><p>03 - (FUVEST SP/2001)</p><p>A charge da revista ilustra:</p><p>a) Os conflitos do governo de Getúlio Vargas com as</p><p>companhias norte-americanas para nacionalizar a</p><p>extração e produção de petróleo.</p><p>b) A pressão de empresas internacionais contra o</p><p>processo de nacionalização do petróleo brasileiro,</p><p>intensificado após a 2ª Guerra Mundial.</p><p>c) A crise de produção de petróleo, após a 2ª Guerra</p><p>Mundial, que levou as "sete irmãs" a exigirem a</p><p>desnacionalização da produção no Brasil.</p><p>d) O momento da criação da Petrobrás, com o apoio</p><p>das companhias de petróleo internacionais,</p><p>interessadas em explorar o solo brasileiro.</p><p>e) As dificuldades de extração de petróleo pela</p><p>Petrobrás que foi obrigada a recorrer ao capital e a</p><p>técnicos estrangeiros.</p><p>04 - (PUCCamp SP/1994)</p><p>No Brasil pós-1945, Getúlio Vargas, procurando apoiar-</p><p>se na grande massa popular para sustentar o seu</p><p>programa econômico, concedeu especial atenção:</p><p>a) Aos partidos socialistas.</p><p>b) Às facções integralistas.</p><p>c) Aos políticos comunistas.</p><p>d) Ao movimento trabalhista.</p><p>e) Às organizações tenentistas.</p><p>05 - (PUC RJ/1994)</p><p>A crise que culminou no suicídio do Presidente Getúlio</p><p>Vargas, em 1954, está ligada aos fatores abaixo</p><p>relacionados, com EXCEÇÃO de um. Assinale-o.</p><p>a) Oposição dos setores conservadores à política</p><p>nacionalista.</p><p>b) Reação contra o antentado ao jornalista Carlos</p><p>Lacerda.</p><p>c) Insucesso do plano de investimentos do governo,</p><p>decorrente da guerra dos preços do café.</p><p>d) Manifestações de vários setores operários contra a</p><p>acelração da inflação.</p><p>e) Apoio irrestrito dos Partidos Políticos à participação</p><p>do Brasil na Guerra da Coréia.</p><p>06 - (UEL PR/2001)</p><p>“1950 foi o ano da inauguração do estádio de futebol</p><p>Mário Filho, o Maracanã, quando o Brasil foi sede da</p><p>quarta Copa do Mundo, foi o ano da decepção com a</p><p>derrota da Seleção diante do Uruguai. 1950 foi o ano</p><p>da entrada da televisão no Brasil. 1950 foi o ano de</p><p>eleições, quando Vargas se elege, por voto direto, à</p><p>Presidência da República. Ano do lançamento, pela</p><p>Editora Abril, da revista em quadrinhos Pato Donald, de</p><p>Walt Disney. Neste mesmo ano, os grandes sucessos</p><p>musicais foram: O general da Banda, de Sátiro e José</p><p>Alcides, e Nega Maluca, de Fernando Lobo e Evaldo Rui.</p><p>Elvira Pagã foi eleita rainha do carnaval de 1950.”</p><p>(ESSUS, Ana Maria M. S. A e GRINBERG, Lúcia. O século</p><p>faz cinqüenta anos: fotografia e cultura política em</p><p>1950. Revista Brasileira de História, São Paulo, v. 14, n.</p><p>27, 1994. p. 130.)</p><p>O texto revela que os anos 50 são um marco</p><p>importante para a história do país. Tinha-se a clara</p><p>impressão de se estar diante de um novo tempo. Em</p><p>relação a esse momento histórico, é correto afirmar:</p><p>a) Os contemporâneos estavam sob uma nova</p><p>realidade, a sociedade de massas, e sob uma</p><p>nova ordem mundial, a Guerra Fria.</p><p>2</p><p>www.historiaemfoco.com.br</p><p>2° Governo Vargas</p><p>2</p><p>b) A década de 50 no Brasil é marcada pela ofensiva</p><p>política e cultural do consumismo, o qual</p><p>aglutinou o apoio do operariado e das camadas</p><p>médias urbanas brasileiras.</p><p>c) O contexto da Guerra Fria determinou a vitória</p><p>eleitoral de Getúlio Vargas em 1950, o que</p><p>inaugura um período autoritário desfavorável ao</p><p>desenvolvimento das manifestações políticas e</p><p>culturais das camadas urbanas no país.</p><p>d) O rádio, o cinema, as chanchadas e os repertórios</p><p>carnavalescos rejeitavam os valores populares,</p><p>como a irreverência, o bom humor e a</p><p>musicalidade, em defesa do nacional-</p><p>desenvolvimentismo.</p><p>e) As revistas ilustradas e em quadrinhos incutiram</p><p>na população urbana uma aversão à vida íntima</p><p>dos atores do cinema e ao sonho norte-</p><p>americano.</p><p>07 - (PUC RS/2000)</p><p>Os governos de Getúlio Vargas(1951-1954), no Brasil, de</p><p>Juan Domingos Perón(1946-1955), na Argentina, de</p><p>Lázaro Cárdenas (1934-1940), no México, foram alguns</p><p>dos mais significativos modelos de populismo latino-</p><p>americano, o qual se caracterizou</p><p>a) Pelo predomínio político do setor agrário-</p><p>exportador em detrimento do setor industrial.</p><p>b) Por propostas radicais de mudanças nas estruturas</p><p>socioeconômicas, em oposição à dependência do</p><p>capitalismo internacional.</p><p>c) Pela concessão, às empresas transnacionais, de</p><p>isenções fiscais nos setores agrário e industrial.</p><p>d) Pelo nacionalismo e pela intervenção do Estado na</p><p>economia, priorizando o setor industrial.</p><p>e) Pela aliança com as oligarquias agrárias na luta</p><p>contra os movimentos socialistas.</p><p>08 - (UFLA MG/2001)</p><p>As "charges" da imprensa jornalística constituem uma</p><p>forma humorística e crítica de analisar um determinado</p><p>contexto político imediato. Na figura ao lado, temos</p><p>uma situação específica ocorrida em um dos momentos</p><p>históricos da "Era Vargas".</p><p>Hilde Weber. "Daqui não saio". Tribuna da Imprensa, Rio</p><p>de Janeiro, 13/08/1954.</p><p>Indique a alternativa que apresenta uma análise</p><p>CORRETA do contexto político demonstrado pela</p><p>"charge":</p><p>a) Satiriza a intransigência de Getúlio em lidar com</p><p>algumas situações políticas que se deram na gestão</p><p>do Estado Novo.</p><p>b) Refere-se à acalorada situação política interna que</p><p>se deu durante a II Guerra Mundial.</p><p>c) Caracteriza a situação política que antecedeu a</p><p>Revolução Constitucionalista, na qual Getúlio entra</p><p>em choque com setores da oligarquia paulista.</p><p>d) Ironiza uma situação ocorrida no último governo de</p><p>Getúlio Vargas, em que o mesmo, pressionado</p><p>pelos militares, se recusava a renunciar.</p><p>e) Critica tão somente a intransigência de Getúlio</p><p>Vargas em sua primeira gestão presidencial.</p><p>09 - (UFMG/2002)</p><p>Observe esta figura:</p><p>TEIXEIRA, Francisco M. P. Brasil: História e sociedade.</p><p>São Paulo: Ática, 2000. p. 274.</p><p>Essa figura está relacionada:</p><p>a) À campanha eleitoral de 1950, quando Getúlio se</p><p>apresentou como um candidato democrático</p><p>apoiado pela massa de trabalhadores.</p><p>b) À propaganda da Aliança Liberal, que defendia a</p><p>coligação dos tenentes com a oligarquia gaúcha,</p><p>tendo Getúlio Vargas como seu líder.</p><p>c) Ao culto do regionalismo político, que os órgãos de</p><p>propaganda do Estado Novo alimentaram usando a</p><p>origem gaúcha de Getúlio Vargas.</p><p>d) Ao movimento conhecido como queremismo, que,</p><p>ao final do Estado Novo, uniu comunistas e</p><p>trabalhistas na luta pela Constituinte com Getúlio.</p><p>10 - (UFRN/2002)</p><p>Considere os fragmentos abaixo.</p><p>Voltei nos braços do povo. A campanha subterrânea dos</p><p>grupos internacionais aliou-se à dos grupos nacionais</p><p>(...) Quis criar a liberdade nacional na potencialização de</p><p>nossas riquezas através da Petrobrás; mal ela começa a</p><p>funcionar, a onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás</p><p>foi obstaculada até o desespero. Não querem que o</p><p>políticas sindicais.</p><p>d) entrou em declínio, sendo lembrado apenas pelas</p><p>gerações mais antigas como defensor dos mais</p><p>pobres.</p><p>e) consolidou-se na memória política brasileira, sendo</p><p>cultuado pelos grandes partidos políticos</p><p>conservadores.</p><p>77 - (UFMS/2009)</p><p>Leia com atenção os fragmentos do poema abaixo,</p><p>publicado por João Cabral de Melo Neto em 1956:</p><p>Morte e Vida Severina</p><p>“_ Mas, para que me conheçam</p><p>Melhor Vossas Senhorias</p><p>e melhor possam seguir</p><p>a história de minha vida,</p><p>passo a ser o Severino</p><p>que em vossa presença emigra.</p><p>[...]</p><p>_ Essa cova em que estás,</p><p>Com palmos medida</p><p>É a cota menor</p><p>Que tiraste em vida</p><p>__ É de bom tamanho,</p><p>nem largo nem fundo,</p><p>é a parte que te cabe</p><p>neste latifúndio.</p><p>__ Não é cova grande</p><p>é cova medida,</p><p>é a terra que querias</p><p>ver dividida</p><p>[...]</p><p>_ Nunca esperei muita coisa</p><p>é preciso que eu repita.</p><p>Sabia que no rosário</p><p>de cidades e de vilas,</p><p>e mesmo aqui no Recife</p><p>ao acabar minha descida,</p><p>não seria diferente</p><p>a vida de cada dia [...]”</p><p>Com base no texto e nos seus conhecimentos sobre o</p><p>assunto, é correto afirmar:</p><p>01. O poema tem como tema o flagelo da seca e a</p><p>migração nordestina, fenômeno social expressivo</p><p>ao longo do século XX e que ganharia intensidade</p><p>especialmente na primeira metade da década de</p><p>1950, período que compreende o segundo governo</p><p>Vargas.</p><p>02. O poema tem como tema o flagelo da seca, no</p><p>sertão nordestino brasileiro, que, ao longo da</p><p>primeira metade do século XX, promoveu a</p><p>migração de milhares de pessoas para a região</p><p>Sudeste do país, fenômeno que sofreria intensa</p><p>redução a partir do segundo governo de Getúlio</p><p>Vargas, com a execução do projeto de transposição</p><p>das águas do rio São Francisco.</p><p>04. O poema tem como tema a má distribuição da</p><p>terra, na região Nordeste, principal fator da</p><p>migração da população local para o Sudeste do país,</p><p>fenômeno que perdeu intensidade a partir do</p><p>primeiro governo Vargas (1930-1945), que investiu</p><p>num amplo plano de reforma agrária e na criação</p><p>de empregos urbanos com a instalação do pólo</p><p>industrial de Camaçari, em Recife.</p><p>08. Concomitante à seca de 1951 a 1953, foram fatores</p><p>decisivos, para a constituição da temática tratada</p><p>no poema, as desigualdades entre as regiões de</p><p>saída e de destino dos migrantes, essa última</p><p>marcada por uma economia estagnada, pela</p><p>agricultura atrasada e pouco diversificada, pela</p><p>intensa concentração da renda fundiária, por uma</p><p>indústria de baixa produtividade e pouco</p><p>diversificada, e débeis relações capitalistas de</p><p>produção.</p><p>16. Diferente do personagem central do poema,</p><p>Severino, que migrou para Recife, na década de</p><p>1950, período em que o êxodo nordestino se</p><p>intensificou superando todos os números até então</p><p>registrados, o destino preferencial dos migrantes</p><p>era São Paulo, que passava por um crescimento</p><p>econômico-industrial resultante do acúmulo de</p><p>capital do setor cafeeiro desde o século XIX, e de</p><p>uma política protecionista e de substituição de</p><p>18</p><p>www.historiaemfoco.com.br</p><p>2° Governo Vargas</p><p>18</p><p>importações, estimulada pelo governo federal que,</p><p>de certa forma, favoreceu a região.</p><p>78 - (UFF RJ/2009)</p><p>Tendo subido ao poder de Estado em outubro de 1930,</p><p>Getulio Vargas aí permaneceria como chefe de um</p><p>governo provisório, presidente eleito pelo voto indireto</p><p>e depois ditador, por um período de quinze anos.</p><p>Retornando à presidência pelo voto popular em 1950,</p><p>não completaria, entretanto, seu mandato, devido a seu</p><p>suicídio em 1954.</p><p>Com relação a esta longa trajetória, o historiador</p><p>brasileiro Boris Fausto afirma que “o incentivo à</p><p>industrialização [durante o Estado Novo] foi muitas</p><p>vezes associado ao nacionalismo, mas Getúlio evitou</p><p>mobilizar a nação na cruzada nacionalista.”</p><p>(Boris Fausto. História Concisa do Brasil)</p><p>Com base nessas informações:</p><p>a) indique e analise uma característica do Estado Novo</p><p>e outra do 2º Governo Vargas;</p><p>b) compare ambos os períodos da gestão de Vargas,</p><p>analisando um elemento de continuidade e um de</p><p>ruptura existentes entre eles.</p><p>79 - (UFPEL RS/2009)</p><p>O panfleto, ao se referir ao retorno de Vargas ao Palácio</p><p>do Catete, demonstra ter sido propaganda da campanha</p><p>eleitoral de</p><p>CARDOSO, Oldimar.</p><p>a) 1930, utilizada pela Aliança Liberal.</p><p>b) 1934, após o presidente ter sido deposto pela</p><p>Revolução Constitucionalista de 1932.</p><p>c) 1950, quando o gaúcho foi eleito com um projeto</p><p>nacionalista.</p><p>d) 1937, quando o PTB seguiu as determinações da</p><p>Constituição “polaca”.</p><p>e) 1945, período que instaurou a democratização do</p><p>país.</p><p>f) I.R.</p><p>80 - (UFTM MG/2009)</p><p>Com as recentes descobertas de petróleo na camada</p><p>pré-sal, reacendeu-se a discussão sobre como será</p><p>administrada essa nova riqueza. Na década de 1950, a</p><p>criação da Petrobrás</p><p>a) derivou de uma imposição do presidente Getúlio</p><p>Vargas, na época do Estado Novo, com base no</p><p>intervencionismo estatal.</p><p>b) encontrou forte resistência no Congresso,</p><p>dominado pelo PTB, mas foi respaldada pela UDN,</p><p>que convenceu os parlamentares.</p><p>c) concretizou os interesses de grupos denominados</p><p>entreguistas, que pretendiam instituir o monopólio</p><p>estatal a exemplo dos EUA.</p><p>d) esteve ligada a uma campanha nacionalista que</p><p>mobilizou setores da sociedade e culminou na sua</p><p>aprovação pelo Congresso.</p><p>e) baseou-se no modelo desenvolvimentista, no qual</p><p>prevalecia o princípio de que riquezas do subsolo</p><p>eram propriedade do governo.</p><p>81 - (UNESP SP/2009)</p><p>A respeito do período da história política do Brasil que</p><p>se estendeu de 1951 a 1954, quando Getúlio Vargas</p><p>exerceu a presidência da República, pode-se afirmar</p><p>que</p><p>a) a inflação atingiu índices mínimos, o que garantiu o</p><p>apoio dos empresários e da classe média ao</p><p>governo, assim como o fim das greves.</p><p>b) o grande partido político, a União Democrática</p><p>Nacional (UDN), sustentou a política de</p><p>desenvolvimento econômico implementada pelo</p><p>governo.</p><p>c) o governo aboliu a legislação trabalhista criada e</p><p>aplicada pela ditadura varguista durante o Estado</p><p>Novo.</p><p>d) o Alto Comando das Forças Armadas, em particular</p><p>da Força Aérea, manteve-se neutro face às disputas</p><p>que levaram ao suicídio de Vargas.</p><p>e) foi aprovado no Congresso o projeto de criação da</p><p>Petrobrás, empresa estatal, embora fosse</p><p>permitida a algumas empresas estrangeiras a</p><p>distribuição dos derivados do petróleo.</p><p>82 - (PUC RS/2009)</p><p>Com base no texto a seguir, sobre as características do</p><p>governo de Vargas no período 1951-1954.</p><p>O retorno de Getúlio Vargas ao poder, em 1951,</p><p>produziu controvérsias, especialmente com os países</p><p>alinhados ao bloco liderado pelos EUA, quando do</p><p>estabelecimento da Guerra Fria. É possível observar</p><p>características desse governo pelas afirmações do</p><p>próprio presidente em relação à situação econômica do</p><p>Brasil:</p><p>19</p><p>www.historiaemfoco.com.br</p><p>2° Governo Vargas</p><p>19</p><p>“...é preciso atacar a exploração das forças</p><p>internacionais para que o país conquiste sua</p><p>independência econômica. Assim como é preciso</p><p>valorizar o trabalhador.”</p><p>As características fundamentais desse governo</p><p>populista de Vargas são</p><p>a) intervencionismo e patrimonialismo.</p><p>b) entreguismo e nacionalismo.</p><p>c) desenvolvimentismo e empreguismo.</p><p>d) nacionalismo e trabalhismo.</p><p>e) sindicalismo e internacionalismo.</p><p>83 - (UFSCAR SP/2009)</p><p>Observe a charge, de autoria do cartunista Chico Caruso,</p><p>e assinale a alternativa que melhor indica a referência</p><p>histórica sugerida.</p><p>a) Apresenta a seqüência de presidentes brasileiros</p><p>que governaram o país de 1922 até 1945.</p><p>b) Os desenhos fazem referência aos ditadores de</p><p>diferentes países da América Latina durante as</p><p>décadas de 1940 e 1950.</p><p>c) Todos os personagens representam Getúlio Vargas,</p><p>em diferentes momentos de sua trajetória política</p><p>no Brasil.</p><p>d) As caricaturas sugerem os governadores paulistas</p><p>que estiveram no cargo de Presidente da República</p><p>durante a política do café-com-leite.</p><p>e) Os personagens representam os presidentes</p><p>militares que governaram o Brasil</p><p>após 1964.</p><p>84 - (UNCISAL AL/2008)</p><p>Comparando-se a política econômica de Getúlio Vargas</p><p>(1930-45 e 1951-54) e de Juscelino Kubitschek (1956-</p><p>61), é correto afirmar que</p><p>a) enquanto o primeiro reduziu as tarifas</p><p>alfandegárias, o segundo fechou o país às</p><p>importações.</p><p>b) ambos deram maior importância à agricultura,</p><p>procurando diversificar a pauta de exportações do</p><p>Brasil.</p><p>c) enquanto o primeiro era nacionalista, o segundo</p><p>procurou atrair o capital estrangeiro para</p><p>desenvolver a indústria.</p><p>d) ambos tentaram diminuir a intervenção do Estado</p><p>na economia, sob influência do neoliberalismo.</p><p>e) enquanto o primeiro enfatizou o setor primário, o</p><p>segundo se preocupou com a questão da reforma</p><p>agrária.</p><p>85 - (FATEC SP/2009)</p><p>A partir da década de 1930, o processo de</p><p>industrialização brasileira teve um grande impulso</p><p>principalmente com as ações governamentais no</p><p>domínio econômico. Nesse contexto, ao comparar as</p><p>ações dos presidentes Getúlio Vargas e Juscelino</p><p>Kubitschek, pode-se afirmar que:</p><p>I. Vargas adotou uma política econômica priorizando</p><p>a entrada de capitais estrangeiros, enquanto</p><p>Kubitschek estabeleceu medidas baseadas no</p><p>nacionalismo.</p><p>II. Vargas deu ênfase ao desenvolvimento da indústria</p><p>de base, concentrada nas estatais, enquanto</p><p>Kubitschek adotou medidas que acabaram</p><p>fortalecendo a indústria de bens de consumo</p><p>duráveis.</p><p>III. Kubitschek e Vargas implementaram políticas</p><p>econômicas semelhantes quando facilitaram a</p><p>entrada de multinacionais para a exploração das</p><p>indústrias de base e das de bens de consumo</p><p>duráveis.</p><p>IV. Kubitschek manteve estatizadas as indústrias de</p><p>base, como a Petrobrás e a Companhia Siderúrgica</p><p>Nacional, que tinham sido criadas por Vargas.</p><p>É correto apenas o que se apresenta em</p><p>a) I e II.</p><p>b) I e IV.</p><p>c) II e III.</p><p>d) II e IV.</p><p>e) III e IV.</p><p>86 - (UNESP SP/2009)</p><p>Eu acredito firmemente que o autoritarismo é uma</p><p>página virada na História do Brasil. Resta, contudo, um</p><p>pedaço do nosso passado político que ainda atravanca o</p><p>presente e retarda o avanço da sociedade. Refiro-me ao</p><p>legado da Era Vargas (...)</p><p>(Fernando Henrique Cardoso, Discurso de despedida do</p><p>Senado Federal, 14.12.2004)</p><p>No que se refere à participação do Estado na economia,</p><p>compare a Era Vargas (1930-1945 e 1951-54) e os go ver</p><p>- nos de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002)</p><p>87 - (UERJ/2007)</p><p>Em 2006, o Brasil alcançou a auto-suficiência na</p><p>produção de petróleo, 53 anos após a criação da</p><p>20</p><p>www.historiaemfoco.com.br</p><p>2° Governo Vargas</p><p>20</p><p>Petrobras. Nos anos de 1953 e 2006, respectivamente,</p><p>o setor petrolífero pode ser caracterizado pela adoção</p><p>das seguintes práticas:</p><p>a) tributação concentradora – economia mista</p><p>b) monopólio estatal – abertura ao setor privado</p><p>c) livre-comércio – proteção às empresas nacionais</p><p>d) desenvolvimentismo – protecionismo alfandegário</p><p>88 - (PUC RJ/2010)</p><p>“(...) Preciso de vós, trabalhadores do Brasil, meus</p><p>amigos, meus companheiros de uma longa jornada (...).</p><p>Preciso de vossa união; preciso que vos organizeis</p><p>solidamente em sindicatos, preciso que formeis um</p><p>bloco forte e coeso ao lado do governo (...). Preciso de</p><p>vossa união para lutar contra os sabotadores, para que</p><p>eu não fique prisioneiro dos interesses dos</p><p>especuladores e dos gananciosos, em prejuízo dos</p><p>interesses do povo.”</p><p>Getúlio Vargas, no Estádio Vasco da Gama, 01/05/1951.</p><p>Considere o segundo governo de Getúlio Vargas (1951-</p><p>1954), o trecho acima e EXAMINE as afirmativas:</p><p>I – Vargas se dirige aos “trabalhadores do Brasil”,</p><p>urbanos e rurais, beneficiários da legislação</p><p>trabalhista implantada durante o seu primeiro</p><p>governo.</p><p>II – O tom de apelo para que os trabalhadores se</p><p>unissem “ao lado do governo” evidencia a busca</p><p>pelo apoio popular frente à oposição de setores</p><p>militares e do empresariado brasileiro ligado ao</p><p>capital internacional.</p><p>III – Sobre a união dos trabalhadores para “lutar contra</p><p>os sabotadores”, Vargas está fazendo alusão aos</p><p>comunistas, que pretendiam assumir o poder no</p><p>Brasil naquela época.</p><p>IV – Ainda que se apresente como garantidor dos</p><p>“interesses do povo”, defendendo a ampliação da</p><p>legislação trabalhista, Vargas enfrenta</p><p>reivindicações dos trabalhadores, então atingidos</p><p>pela alta do custo de vida.</p><p>Assinale a alternativa correta:</p><p>a) Somente as afirmativas I e III estão corretas.</p><p>b) Somente as afirmativas I, II e III estão corretas.</p><p>c) Somente as afirmativas II e IV estão corretas.</p><p>d) Somente as afirmativas I, III e IV estão corretas.</p><p>e) Todas as afirmativas estão corretas.</p><p>89 - (UFTM MG/2010)</p><p>Acerca da Petrobras, é correto afirmar que</p><p>a) essa empresa estatal, que passaria a ter o</p><p>monopólio da prospecção e refino de petróleo, foi</p><p>criada em 1953, no governo de Getúlio Vargas, e</p><p>integrou o seu projeto nacionalista.</p><p>b) foi criada em 1939, a partir de um decreto do</p><p>ditador Getúlio Vargas, em pleno Estado Novo, e</p><p>detinha o monopólio da distribuição dos derivados</p><p>do petróleo e devia estimular a produção</p><p>petrolífera.</p><p>c) a sua criação, em 1954, foi dificultada pela forte</p><p>oposição do PSD e dos militares ligados à Escola</p><p>Superior de Guerra, que consideravam que essa</p><p>prática nacionalista abria caminho para o</p><p>comunismo.</p><p>d) o presidente Getúlio Vargas conseguiu capitais</p><p>norte-americanos para a criação da estatal do</p><p>petróleo, no contexto da Guerra Fria, em 1951,</p><p>após a sua ameaça de recorrer ao auxílio da União</p><p>Soviética.</p><p>e) a sistemática oposição do PSD à criação de uma</p><p>estatal ligada à exploração do petróleo só foi</p><p>desmontada pela aliança política entre a ala</p><p>nacionalista da UDN e os grupos mais moderados</p><p>do PTB.</p><p>90 - (UFSC/2010)</p><p>A perspectiva de que o petróleo pode ser o caminho para</p><p>levar o Brasil ao patamar de uma grande potência</p><p>econômica habita o imaginário coletivo desde o início do</p><p>século XX. O escritor Monteiro Lobato foi um dos</p><p>primeiros defensores da ideia. Nacionalista, ele montou</p><p>uma empresa de pesquisa, perdeu tudo o que havia</p><p>ganhado com a literatura e ainda acabou preso por ter</p><p>criticado militares favoráveis à abertura da exploração</p><p>de petróleo a estrangeiros.</p><p>VEJA. São Paulo: Abril, n. 36, edição 2129, p. 64, 9 set. 2009.</p><p>Com referência à questão do petróleo da qual também</p><p>participou o escritor Monteiro Lobato, assinale a(s)</p><p>proposição(ões) CORRETA(S).</p><p>01. As iniciativas de Monteiro Lobato, que receberam</p><p>apoio financeiro do governo Vargas, permitiram-lhe</p><p>investir em companhias petrolíferas e pesquisas</p><p>voltadas para a produção de álcool e biodiesel.</p><p>02. As discussões nacionalistas em relação ao petróleo</p><p>tiveram resultados concretos, tais como a criação</p><p>21</p><p>www.historiaemfoco.com.br</p><p>2° Governo Vargas</p><p>21</p><p>da Petrobras, que recentemente tornou o Brasil</p><p>autossuficiente na produção petrolífera.</p><p>04. O sucesso editorial de Monteiro Lobato na área da</p><p>literatura infantil foi resultado dos subsídios para</p><p>explorar petróleo recebidos do governo de Getúlio</p><p>Vargas durante o Estado Novo.</p><p>08. Monteiro Lobato tentou convencer a população e</p><p>as autoridades que era preciso explorar o petróleo</p><p>nacional para dar ao povo um padrão de vida à</p><p>altura de suas necessidades.</p><p>16. Monteiro Lobato juntamente com economistas de</p><p>sua época consideravam que o ferro e o petróleo</p><p>formavam a base da prosperidade econômica dos</p><p>norte-americanos e que poderiam, também,</p><p>tornar-se a base da mesma prosperidade para o</p><p>Brasil.</p><p>32. Monteiro Lobato recuperou os recursos perdidos</p><p>na prospecção do petróleo, com a venda, ao</p><p>governo, de um projeto de pesquisa que</p><p>comprovava a existência de gás e petróleo na</p><p>camada do Pré-Sal.</p><p>91 - (UNIMONTES MG/2010)</p><p>Tenho lutado mês a mês, dia a dia, hora a hora,</p><p>resistindo a uma agressão constante, incessante, tudo</p><p>suportando em silêncio. (...) Era escravo do povo e hoje</p><p>me liberto para a vida eterna. Mas esse povo de quem</p><p>fui escravo não será mais escravo de ninguém. (...) Lutei</p><p>contra a espoliação do povo. Eu vos dei</p><p>a minha vida.</p><p>Agora ofereço a minha morte.</p><p>(Carta Testamento de Getúlio Vargas – 1954)</p><p>Acerca do contexto e personagem identificados no</p><p>documento citado, é INCORRETO afirmar que</p><p>a) a referência à escravidão feita pelo ex-presidente é</p><p>um recurso de retórica para afirmar sua</p><p>identificação com os trabalhadores.</p><p>b) os mais poderosos adversários de Vargas nessa</p><p>conjuntura, os quais ele alega agredi-lo</p><p>constantemente, são os comunistas liderados por</p><p>Luiz Carlos Prestes.</p><p>c) a UDN, oposição ao varguismo, pagou um alto</p><p>preço político por isso, como evidenciou a eleição</p><p>de JK.</p><p>d) o mais duradouro legado varguista, a legislação</p><p>trabalhista, permaneceu sem sofrer grandes</p><p>alterações por praticamente todas as décadas</p><p>subsequentes a sua morte.</p><p>92 - (FGV/2010)</p><p>Em 20 de janeiro de 1935, o escritor Monteiro Lobato</p><p>endereçou ao presidente Getulio Vargas uma carta cujo</p><p>tema principal era a exploração de petróleo no Brasil.</p><p>Na carta, Lobato fazia referências a manobras da</p><p>empresa Standard Oil para “senhorear-se das nossas</p><p>melhores terras potencialmente petrolíferas” e outros</p><p>alertas a respeito da exploração do produto no país.</p><p>A respeito da polêmica sobre os direitos de exploração</p><p>do petróleo no Brasil, durante a era Vargas, é correto</p><p>afirmar que:</p><p>a) Uma ruidosa campanha cujo lema era “O Petróleo</p><p>é nosso!” teve impulso em 1946, durante a</p><p>redemocratização do país, culminando com a</p><p>criação da Petrobras em 1953, pelo presidente</p><p>Getulio Vargas.</p><p>b) Imediatamente após a intervenção de Monteiro</p><p>Lobato, o governo dos EUA obteve de Getulio</p><p>Vargas a concessão para pesquisas e prospecção</p><p>referentes ao petróleo em território brasileiro.</p><p>c) Os alertas de Monteiro Lobato e vários de seus</p><p>livros serviram de base para a política petrolífera</p><p>dos governos de Vargas entre 1935 e 1945,</p><p>culminando com a nomeação de Lobato como</p><p>ministro das Minas e Energia nesse período.</p><p>d) Preso em 1941, Monteiro Lobato foi acusado de</p><p>entreguista por defender a participação de</p><p>empresas estrangeiras na exploração do petróleo</p><p>no território nacional.</p><p>e) As críticas de Lobato à política de exploração de</p><p>petróleo provocaram o endurecimento do regime</p><p>e o estabelecimento do Estado Novo em 1937,</p><p>com a adoção da censura e a prisão de</p><p>oposicionistas.</p><p>93 - (UCS RS/2011)</p><p>Em muitos romances, os autores produzem imagens do</p><p>Brasil marcadas por diferentes épocas e, dessa forma,</p><p>muitas vezes, História e Literatura se cruzam dentro de</p><p>uma obra.</p><p>Qual(is) do(s) romance(s) abaixo apresenta(m) relação</p><p>com momentos históricos nacionais:</p><p>I. Memórias do Cárcere, de Graciliano Ramos,</p><p>narrando sua prisão no segundo governo de</p><p>Getúlio Vargas.</p><p>II. Agosto, de Rubem Fonseca, obra que estabelece</p><p>relação com os momentos históricos que</p><p>antecederam o suicídio de Getúlio Vargas.</p><p>III. Os sertões, de Euclides da Cunha, romance que</p><p>tem como enredo a Guerra de Canudos.</p><p>Das afirmativas acima, pode-se dizer que</p><p>a) apenas I está correta.</p><p>b) apenas II está correta.</p><p>c) apenas III está correta.</p><p>d) apenas II e III estão corretas.</p><p>e) I, II e III estão corretas.</p><p>94 - (UEL PR/2011)</p><p>Sobre os movimentos sociais contemporâneos no</p><p>Brasil, é correto afirmar:</p><p>a) A Campanha do Petróleo, a partir do final da</p><p>década de 1940, que visava defender a sua</p><p>22</p><p>www.historiaemfoco.com.br</p><p>2° Governo Vargas</p><p>22</p><p>produção no Brasil, por capitais nacionais e/ou</p><p>pelo Estado brasileiro, culminou com a criação da</p><p>Petrobrás, em 1953.</p><p>b) A Marcha da Família com Deus pela Liberdade foi</p><p>um movimento de resistência à ditadura militar de</p><p>1964, unindo a Igreja Católica e os partidos de</p><p>esquerda brasileiros em uma grande frente</p><p>política.</p><p>c) As Ligas Camponesas se opuseram à radicalização</p><p>no campo, procurando realizar a reforma agrária</p><p>por meio da conciliação entre os grandes</p><p>proprietários rurais, os camponeses sem terra e o</p><p>governo militar.</p><p>d) Entre as ações do movimento sindicalista liderado</p><p>por Luís Inácio da Silva (Lula), no ABC paulista, no</p><p>final da década de 1970, estavam os assaltos a</p><p>bancos e a luta armada contra os patrões e o</p><p>governo militar.</p><p>e) O movimento “Queremista”, que defendia o</p><p>afastamento de Getúlio Vargas da Presidência da</p><p>República, foi apoiado pelas forças armadas e</p><p>pelas organizações de trabalhadores urbanos e</p><p>rurais.</p><p>95 - (UFBA/2012)</p><p>Tendo como foco o caráter dependente da economia</p><p>brasileira, resultante do seu processo histórico,</p><p>apresente uma informação relativa a essa</p><p>dependência:</p><p>a) Na República Velha (1889-1930);</p><p>b) No Período Desenvolvimentista (década de 1950).</p><p>96 - (ESPM/2013)</p><p>A criação do Banco Nacional de Desenvolvimento</p><p>Econômico (BNDE), para recolher fundos para a criação</p><p>de empresas estatais de energia, transporte,</p><p>siderurgia; a criação do Instituto Brasileiro do Café (IBC)</p><p>e a do Ministério da Saúde (que se desliga do Ministério</p><p>da Educação); a formulação de um Plano Geral de</p><p>Industrialização; a criação do Serviço de Bem-Estar</p><p>Social, do Instituto de Migração e Colonização, do Con-</p><p>selho Nacional de Pesquisa (CNPq) foram realizações:</p><p>a) do governo de Getúlio Vargas (1951- 1954);</p><p>b) do governo de Eurico Dutra (1946-1950);</p><p>c) do governo de Juscelino Kubitschek (1956-1961);</p><p>d) do governo de João Goulart ( 1961-1964 );</p><p>e) do governo do Marechal Castello Branco (1964-</p><p>1967).</p><p>97 - (IFGO/2012)</p><p>Retrato do Velho</p><p>Haroldo Lobo e Marino Pinto</p><p>Bota o retrato do velho outra vez</p><p>Bota no mesmo lugar</p><p>O sorriso do velhinho</p><p>Faz a gente trabalhar</p><p>Eu já botei o meu</p><p>E tu, não vai botar?</p><p>Já enfeitei o meu</p><p>E tu vais enfeitar?</p><p>O sorriso do velhinho</p><p>Faz a gente trabalhar</p><p>Disponível em: <http://letras.terra.com.br/haroldo-</p><p>lobo/691758/>.</p><p>Acesso em: 28 mai. 2012.</p><p>A marchinha de Haroldo Lobo e Marino Pinto foi</p><p>inspirada na campanha eleitoral para presidente da</p><p>República de 1950. A letra da música faz referência ao</p><p>presidente:</p><p>a) Juscelino Kubistchek.</p><p>b) João Goulart.</p><p>c) Getúlio Vargas.</p><p>d) Eurico Gaspar Dutra.</p><p>e) Luiz Inácio Lula da Silva.</p><p>98 - (PUC RJ/2013)</p><p>O escândalo é um fenômeno produzido por ações que</p><p>envolvem transgressões de códigos morais levadas ao</p><p>domínio público, provocando reações que podem</p><p>afetar a reputação de pessoas ou instituições. Na esfera</p><p>política, em geral os escândalos estão associados à</p><p>corrupção e ao suborno e constituem materiais</p><p>explorados pela imprensa. No Brasil, neste ano de</p><p>2012, o Supremo Tribunal Federal julgou o escândalo</p><p>do “Esquema de compra de votos de parlamentares”,</p><p>conhecido por “Mensalão”, denunciado durante o</p><p>governo do presidente Lula.</p><p>Anteriormente, os dois maiores escândalos políticos da</p><p>história republicana brasileira haviam acontecido no</p><p>segundo governo Vargas (1951-1954) e no governo</p><p>Collor (1990-1992). Ambas as situações suscitaram</p><p>crises políticas que afetaram os governantes.</p><p>Caracterize a crise política (seus motivos e efeitos) em</p><p>cada um destes momentos:</p><p>a) Segundo Governo Vargas</p><p>b) Governo Collor</p><p>99 - (UFG GO/2012)</p><p>Leia o texto a seguir.</p><p>Depois de decênios de domínio e espoliação dos grupos</p><p>econômicos e financeiros internacionais, fiz-me chefe</p><p>de uma revolução e venci. Iniciei o trabalho de</p><p>libertação e instaurei o regime de liberdade social. Tive</p><p>de renunciar. Voltei ao Governo nos braços do povo. A</p><p>campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou-</p><p>se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de</p><p>garantia do trabalho.</p><p>23</p><p>www.historiaemfoco.com.br</p><p>2° Governo Vargas</p><p>23</p><p>VARGAS, Getúlio. Carta-testamento, 24 de agosto de 1954.</p><p>Disponível em:</p><p><http://cpdoc.fgv.br/producao/dossies/AEraVargas2/</p><p>artigos/AlemDaVida/CartaTestamento>. Acesso em: 29</p><p>fev. 2012.</p><p>No fragmento exposto, a trajetória do presidente Vargas</p><p>é utilizada para conferir unidade a seus dois governos,</p><p>corroborando uma representação sobre a política</p><p>brasileira. Tal representação</p><p>a) atribuiu a política de proteção dos trabalhadores</p><p>aos interesses dos grupos</p><p>conservadores.</p><p>b) fortaleceu a tendência desmistificadora do papel</p><p>exercido pelo presidente na política nacional.</p><p>c) omitiu o caráter repressivo e ditatorial presente no</p><p>governo, destacando o apoio popular.</p><p>d) mobilizou a população brasileira em prol da</p><p>manutenção da estabilidade política.</p><p>e) atenuou a tendência nacionalista e civilista da vida</p><p>política brasileira.</p><p>100 - (PUC RS/2012)</p><p>Em 1950, Getúlio Vargas foi eleito pelo voto direto e</p><p>implementou inúmeras medidas características de sua</p><p>concepção de governo.</p><p>Dentre tais medidas aprovadas no mandato 1951-1954,</p><p>destacam-se:</p><p>a) a consolidação das leis trabalhistas e a criação do</p><p>Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e</p><p>Social.</p><p>b) a consolidação das leis trabalhistas e a estatização</p><p>da Eletrobrás.</p><p>c) a criação da Petrobrás e o aumento de 100% do</p><p>salário mínimo.</p><p>d) a consolidação das leis trabalhistas e a criação da</p><p>Companhia Siderúrgica Nacional.</p><p>e) a criação da Companhia Siderúrgica Nacional e o</p><p>aumento de 100% do salário mínimo.</p><p>101 - (Mackenzie SP/2013)</p><p>[…] a herança do tempo de Vargas se materializou em</p><p>instituições e projetos que extrapolam o contexto em</p><p>que emergiram e continuaram a influenciar nossa</p><p>história social depois do trágico suicídio. O suicida</p><p>continuou presente, como referência positiva ou</p><p>negativa, para os homens que pretendiam fazer o</p><p>futuro, e que consideravam que o passado que</p><p>herdavam era marcado sobretudo pela figura do</p><p>estadista”.</p><p>Pedro Paulo Zahluth Bastos e Pedro Cezer Dutra Fonseca</p><p>(orgs).</p><p>“Apresentação”. In: A Era Vargas: Desenvolvimento,</p><p>Economia e Sociedade. São Paulo:</p><p>Editora UNESP, 2012, p.08</p><p>Podemos citar, como herança do tempo de Vargas,</p><p>a) o populismo, pois é um dos motivos pelas críticas</p><p>internacionais feitas aos governos recentes do</p><p>Brasil, habituados ao mandonismo local e à</p><p>censura.</p><p>b) a política trabalhista, uma vez que praticamente</p><p>toda a legislação atualmente em vigor foi</p><p>elaborada durante a Era Vargas.</p><p>c) o poder coercitivo sobre a população, já que tanto</p><p>naquela época quanto atualmente os presidentes</p><p>são oriundos de grupos latifundiários autoritários.</p><p>d) a manipulação e censura à imprensa, prática de</p><p>raízes históricas e de difícil superação no Brasil,</p><p>em função do controle estatal dos meios de</p><p>comunicação.</p><p>e) a política industrial, pois o intervencionismo é o</p><p>aspecto mais marcante tanto da Era Vargas</p><p>quanto dos governos pós-Regime Militar.</p><p>102 - (UNIMONTES MG/2013)</p><p>O Populismo é um movimento político marcante da</p><p>História da América Latina pós-1945. É CORRETO</p><p>afirmar que esse movimento se caracteriza, entre</p><p>outros elementos, pelo/pela</p><p>a) manipulação e mobilização das camadas urbanas</p><p>do novo proletariado e pequena burguesia</p><p>latinoamericana que aspiravam por melhores</p><p>condições de vida.</p><p>b) ideologia revolucionária inerente às massas</p><p>urbanas marginalizadas pelo modo de produção</p><p>altamente concentrador de rendas do chamado</p><p>Terceiro Mundo.</p><p>c) ideia de que as reformas socialistas poderiam ser</p><p>realizadas pacificamente através da eleição de</p><p>representantes populares para os cargos</p><p>executivos e legislativos.</p><p>d) discurso liberal burguês com traços de</p><p>sindicalismo ativo, não intervencionismo estatal e</p><p>mobilização dos trabalhadores urbanos e rurais</p><p>em defesa de seus direitos.</p><p>103 - (UFU MG/2014)</p><p>Em comparação com o governo de Vargas e os meses</p><p>que se seguiram ao suicídio do presidente, os anos JK</p><p>podem ser considerados de estabilidade política e de</p><p>relativa democracia. Mais do que isso, foram anos de</p><p>otimismo, embalados por altos índices de crescimento</p><p>econômico, pelo sonho realizado da construcao de</p><p>Brasilia. Os “cinquenta anos em cinco” da propaganda</p><p>oficial, com seu ambicioso Programa de Metas,</p><p>abrangendo várias áreas da economia nacional,</p><p>incentivando a construção de grandes obras públicas,</p><p>que repercutiram positivamente em amplas camadas</p><p>da população.</p><p>FAUSTO, Boris. História do Brasil.</p><p>São Paulo: Edusp, 1998, p. 422. (Adaptado)</p><p>24</p><p>www.historiaemfoco.com.br</p><p>2° Governo Vargas</p><p>24</p><p>Esse período de grande otimismo vivenciado no Brasil</p><p>na segunda metade dos anos de 1950, apresentado no</p><p>fragmento de texto acima, está relacionado</p><p>a) ao fechamento da economia para os</p><p>investimentos e capitais estrangeiros, buscando</p><p>restringir a concorrência e incentivar a indústria</p><p>nacional.</p><p>b) à diminuição da dívida externa e ao controle da</p><p>inflação, resultado dos empréstimos acertados</p><p>com o Fundo Monetário Internacional.</p><p>c) à conquista de resultados expressivos na</p><p>economia, com avanços no PIB e crescimento</p><p>importante do setor industrial e de serviços.</p><p>d) aos incentivos federais para a ampliação da malha</p><p>Ferroviária, em detrimento da rodoviária,</p><p>diminuindo assim os gastos com transporte e</p><p>logística.</p><p>104 - (PUC RJ/2014)</p><p>Vista aérea da enseada da Glória com multidão</p><p>dirigindo-se</p><p>para o aeroporto Santos Dumont. Rio de Janeiro, 25</p><p>de agosto de 1954. Arquivo André Carrazzoni,</p><p>Fundação Getúlio Vargas/CPDOC. Foto F. Campanella</p><p>Neto</p><p>O suicídio de Getúlio Vargas, em agosto de 1954,</p><p>provocou enorme comoção popular. Vargas havia</p><p>presidido o Brasil de 1930 a 1945 e de 1951 a 1954.</p><p>a) Identifique duas ações do governo Vargas que</p><p>justifiquem o fenômeno retratado na imagem.</p><p>b) Caracterize o ambiente político que propiciou o</p><p>suicídio de Vargas.</p><p>105 - (UFAL/2014)</p><p>Leia os textos a seguir para responder a questão.</p><p>Texto 1</p><p>No campo econômico, o governo estabeleceu uma</p><p>política cujo objetivo era superar o modelo agrário-</p><p>exportador, passando a incentivar a expansão das</p><p>atividades industriais, abriu linhas de crédito para a</p><p>instalação de novos estabelecimentos e estimularam a</p><p>criação de conselhos, companhias e fundações para</p><p>debater a questão da industrialização e da produção</p><p>industrial.</p><p>Texto 2</p><p>A economia também passou a estar diretamente</p><p>subordinada ao presidente da República, que</p><p>governava com o auxílio dos conselhos técnicos, o</p><p>governo do Estado Novo deu muita importância à</p><p>indústria nacional, para ajudar a desenvolvê-la,</p><p>planejou a hidrelétrica de Paulo Afonso, no rio São</p><p>Francisco, para o fornecimento de energia; fundou a</p><p>Companhia Siderúrgica Nacional, em Volta Redonda,</p><p>em 1943. Sua importância foi muito grande, pois</p><p>passou a fornecer aço à indústria nacional.</p><p>Disponível em: http://keullysbraz.no.comunidades.net.</p><p>Acesso em: 9 dez. 2013.</p><p>Os textos se referem a dois momentos distintos da Era</p><p>Vargas, marcados, respectivamente, pelo(a)</p><p>a) combate a crise do café e implantação de</p><p>multinacionais em território brasileiro.</p><p>b) busca de combustíveis fósseis e criação da</p><p>PETROBRÁS.</p><p>c) recuperação do preço do café e abertura da</p><p>economia aos produtos estrangeiros.</p><p>d) implantação da indústria de base e expansão da</p><p>industrialização nacional.</p><p>e) processo de substituição de importação e</p><p>implantação da base industrial brasileira.</p><p>106 - (UFSC/2014)</p><p>Sobre a criação da Petrobras, seu contexto histórico e a</p><p>produção de combustíveis no Brasil, é CORRETO</p><p>afirmar que:</p><p>01 a Petrobras (Petróleo Brasileiro S.A.) foi criada no</p><p>governo Juscelino Kubitschek como uma das</p><p>ações do Plano de Metas que proporcionou</p><p>importantes mudanças econômicas e sociais no</p><p>Brasil.</p><p>02. a campanha “O Petróleo é Nosso”, entre o fim dos</p><p>anos 1940 e início dos anos 1950, esteve</p><p>diretamente vinculada à criação da Petrobras em</p><p>clara ação nacionalista do então governo</p><p>brasileiro, contrário ao excessivo</p><p>intervencionismo estrangeiro no país.</p><p>25</p><p>www.historiaemfoco.com.br</p><p>2° Governo Vargas</p><p>25</p><p>04. durante o governo de Fernando Henrique Cardoso</p><p>(1995-2002), a Petrobras obteve o monopólio da</p><p>exploração de petróleo no Brasil, fato que</p><p>rapidamente garantiu sua autossuficiência para o</p><p>abastecimento interno.</p><p>08. entre as consequências da crise internacional do</p><p>petróleo dos anos 1970, está a criação do</p><p>Proálcool (Programa Nacional do Álcool) pelo</p><p>governo brasileiro, com o</p><p>objetivo de investir na</p><p>produção de álcool combustível (etanol) como</p><p>alternativa à gasolina.</p><p>16. criado durante o Estado Novo (1937-1945), o</p><p>Conselho Nacional do Petróleo (CNP) determinou</p><p>várias diretrizes a respeito do petróleo e que as</p><p>jazidas pertencessem à União.</p><p>32. para viabilizar a criação da Petrobras, o governo</p><p>brasileiro contou com o apoio financeiro dos</p><p>Estados Unidos, através de empréstimos. Em</p><p>troca, foi exigido o apoio declarado do Brasil ao</p><p>bloco capitalista durante a Guerra Fria.</p><p>107 - (ENEM/2009)</p><p>Sigo o destino que me é imposto. Depois de decênios</p><p>de domínio e espoliação dos grupos econômicos e</p><p>financeiros internacionais, fiz-me chefe de uma</p><p>revolução e venci. Iniciei o trabalho de libertação e</p><p>instaurei o regime de liberdade social. Tive de</p><p>renunciar. Voltei ao governo nos braços do povo. [...]</p><p>Quis criar liberdade nacional na potencialização das</p><p>nossas riquezas através da Petrobrás, mal começa esta</p><p>a funcionar, a onda de agitação se avoluma.</p><p>VARGAS, Getúlio. Carta Testamento, Rio de Janeiro,</p><p>23/08/1954 (fragmento).</p><p>Disponível em:</p><p><http://www.rio.rj.gov.br/memorialgetuliovargas/>.</p><p>Acesso em: 26 jun. 2009.</p><p>O contexto político tratado refere-se a um significativo</p><p>período da história do Brasil, o 2º Governo de Vargas</p><p>(1951-1954), que foi marcado pelo aumento da</p><p>infiltração do Partido Comunista Brasileiro (PCB) nos</p><p>sindicatos e pelo distanciamento entre Getúlio e os</p><p>militares que o haviam apoiado durante o Estado Novo.</p><p>O conteúdo da carta testamento de Getúlio aponta</p><p>para a</p><p>a) existência de um conflito ideológico entre as</p><p>forças nacionais e a pressão do capital</p><p>internacional.</p><p>b) tendência de instalação de um governo com o</p><p>apoio do povo e sob a égide das privatizações.</p><p>c) construção de um pacto entre o governo e a</p><p>oposição visando fortalecer a Petrobrás.</p><p>d) iminência de um golpe protagonizado pelo Partido</p><p>Comunista Brasileiro (PCB).</p><p>e) pressão dos militares contra o monopólio estatal</p><p>sobre a exploração e a comercialização do</p><p>petróleo.</p><p>108 - (CEFET MG/2015)</p><p>Em meados da década de 1950, a radicalização política</p><p>entre distintos projetos de sociedade foi se tornando</p><p>mais clara, especialmente depois da tentativa de Golpe</p><p>Civil-Militar, abortado pelo suicídio do Presidente</p><p>Getúlio Vargas, em 1954. Sucessivas crises políticas e</p><p>tentativas golpistas foram sendo postas em marcha</p><p>pelos setores liberais e conservadores da sociedade</p><p>brasileira.</p><p>Fonte: KONRAD, Diorge Alceno; LAMEIRA, Rafael Fantinel.</p><p>Campanha da</p><p>Legalidade, luta de classes e golpe de Estado no Rio</p><p>Grande do Sul (1961-1964). Anos 90, Porto Alegre, jul.</p><p>2011.</p><p>NÃO constitui uma característica do contexto brasileiro</p><p>abordado no fragmento acima:</p><p>a) emergência de participação política dos setores</p><p>populares.</p><p>b) resistência dos militares à tentativa de levante dos</p><p>comunistas.</p><p>c) crise política motivada pela renúncia de um</p><p>presidente eleito.</p><p>d) ausência de partidos políticos representativos dos</p><p>conflitos sociais.</p><p>e) evidência de uma postura golpista entre os</p><p>comandantes militares.</p><p>109 - (IFSC/2015)</p><p>Chamamos de Terceira República ao período que</p><p>começa com o afastamento de Getúlio Vargas em 1945</p><p>e se encerra com o golpe militar de 1964. Pela primeira</p><p>vez em nossa história, os presidentes foram eleitos pelo</p><p>voto direto e secreto. Outra novidade foi a criação de</p><p>partidos políticos nacionais, em vez de existirem apenas</p><p>nos estados.</p><p>Fonte: SCHMIDT, Mario Furley. Nova História Crítica: ensino</p><p>médio.</p><p>1 ed. São Paulo: Nova Geração, 2005. p. 627.</p><p>Sobre acontecimentos desse período assinale a</p><p>alternativa CORRETA.</p><p>a) Os governantes dessa fase política do Brasil eram</p><p>radicalmente liberais como ficou claro no</p><p>movimento de privatização da Petrobras e da</p><p>Companhia Siderúrgica Nacional.</p><p>b) Alguns dos partidos políticos nacionais criados</p><p>após o fim do Estado Novo foram o PMDB (Partido</p><p>do Movimento Democrático Brasileiro), PDS</p><p>(Partido Democrático Social), PDT (Partido</p><p>Democrático Trabalhista) e PT(Partido dos</p><p>Trabalhadores).</p><p>c) Os presidentes que governaram na Terceira</p><p>República foram o General Eurico Gaspar Dutra,</p><p>Dr. Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, Jânio</p><p>Quadros e João Goulart.</p><p>26</p><p>www.historiaemfoco.com.br</p><p>2° Governo Vargas</p><p>26</p><p>d) A transferência da capital do Brasil, de Salvador</p><p>para o Rio de Janeiro, foi o acontecimento mais</p><p>significativo em termos políticos e</p><p>administrativos.</p><p>e) A realização da reforma agrária ampla e irrestrita</p><p>gerou um fluxo migratório intenso da cidade para</p><p>o campo.</p><p>110 - (UFSC/2015)</p><p>Trecho da carta-testamento de Getúlio Vargas</p><p>Disponível em: <http://cpdoc.fgv.br/producao/dossies/</p><p>FatosImagens/GetulioVargas> Acesso em: 15 set. 2014.</p><p>O texto acima pertence à carta-testamento de Getúlio</p><p>Vargas, morto há sessenta anos. Nesse documento, o</p><p>ex-presidente relata seu sentimento sobre as pressões</p><p>políticas sofridas à época e sua trajetória no comando</p><p>do país.</p><p>A respeito da carta-testamento e da conjuntura</p><p>nacional e internacional durante os governos de</p><p>Vargas, é CORRETO afirmar que:</p><p>01. o Primeiro de Maio, principal data para os</p><p>movimentos operários, tornou-se marco do</p><p>governo de Vargas, com a realização de inúmeras</p><p>comemorações oficiais.</p><p>02. logo após ter sido eleito presidente da República</p><p>em 1930, Getúlio Vargas iniciou sua política</p><p>voltada aos interesses dos trabalhadores</p><p>promulgando uma série de leis trabalhistas no</p><p>país.</p><p>04. as forças de oposição, mencionadas por Getúlio</p><p>na carta-testamento, eram grupos de esquerda</p><p>defensores do protecionismo da economia</p><p>nacional e, portanto, contrários à profunda</p><p>adesão do governo de Vargas ao bloco capitalista</p><p>liderado pelos Estados Unidos durante a Guerra</p><p>Fria.</p><p>08. durante o Estado Novo, surgiu a Hora do Brasil,</p><p>programa de rádio de abrangência nacional que</p><p>tinha o objetivo de divulgar as propostas e as</p><p>iniciativas do governo para a população.</p><p>16. o suicídio do presidente provocou comoção</p><p>nacional e acabou servindo para alavancar a</p><p>carreira política de Carlos Lacerda, maior aliado de</p><p>Getúlio Vargas durante seu governo populista</p><p>(1951-1954).</p><p>32. conforme afirma Vargas na carta-testamento, em</p><p>seus governos as liberdades social e de expressão</p><p>foram garantidas aos diversos setores da</p><p>sociedade brasileira.</p><p>111 - (UNESP SP/2015)</p><p>Examine a charge do cartunista Théo, publicada na</p><p>revista Careta em 27.12.1952.</p><p>“Você é que é feliz”...</p><p>Getúlio: – Ser pai dos pobres dá mais trabalho do que</p><p>ser Papai Noel! Você só se amofina no Natal: a mim eles</p><p>chateiam o ano inteiro!</p><p>(Isabel Lustosa. Histórias de presidentes, 2008.)</p><p>O apelido de “pai dos pobres”, dado a Getúlio Vargas,</p><p>pode ser associado</p><p>a) ao autoritarismo do presidente diante dos</p><p>movimentos sociais, manifesto na repressão às</p><p>associações de operários e camponeses.</p><p>b) aos esforços de negociação com a oposição, com</p><p>a decorrente distribuição de cargos</p><p>administrativos e funções políticas.</p><p>c) ao caráter popular do regime, originário de uma</p><p>revolução social e empenhado no combate à</p><p>burguesia industrial brasileira.</p><p>d) à política de concessões desenvolvida junto a</p><p>sindicatos, como contrapartida do apoio político</p><p>dos trabalhadores.</p><p>e) à supressão de legislação trabalhista no país, que</p><p>obrigava o governo a agir de forma</p><p>assistencialista.</p><p>TEXTO: 1 - Comum à questão: 112</p><p>27</p><p>www.historiaemfoco.com.br</p><p>2° Governo Vargas</p><p>27</p><p>Há exatos sessenta anos terminava a Segunda Guerra</p><p>Mundial, fim de um período que, tendo se iniciado em</p><p>1914, com a Primeira Guerra Mundial, foi denominado,</p><p>por historiadores, como “a longa guerra de 30 anos”,</p><p>que marcou profundamente o século XX. No Brasil, o</p><p>término d o conflito foi um fator do processo de</p><p>redemocratização, com o fim do Estado Novo e a criação</p><p>de partidos políticos, como o Partido Trabalhista</p><p>Brasileiro -PTB.</p><p>112 - (UERJ/2006)</p><p>A redemocratização brasileira não significou o</p><p>abandono</p><p>de estratégias políticas instituídas no</p><p>Estado Novo.</p><p>Explique de que forma o PTB, nas décadas de 1940</p><p>e 1950, incorporou essas estratégias.</p><p>TEXTO: 2 - Comum à questão: 113</p><p>Como se sabe, a escravidão foi a primeira forma</p><p>generalizada de relação de trabalho no campo</p><p>brasileiro, e junto com ela também se desenvolveu o</p><p>trabalho familiar camponês. Com o advento da</p><p>expansão cafeeira, houve a passagem do trabalho</p><p>escravo para o colonato e houve também, com a</p><p>colonização oficial, a ocupação de parte das terras do</p><p>Sul do país por trabalhadores camponeses. O avanço da</p><p>industrialização e o crescimento urbano, por sua vez,</p><p>criaram possibilidades históricas para o</p><p>estabelecimento do trabalho assalariado (capitalista,</p><p>portanto) no campo.</p><p>(OLIVEIRA, Ariovaldo Umbelino de. Agricultura</p><p>brasileira. In: ROSS, Jurandyr Luciano Sanches (Org.).</p><p>Geografia do Brasil. São Paulo: EDUSP/FDE, 1995. cap. 8,</p><p>p. 495.)</p><p>113 - (UFES/2009)</p><p>Em relação à modernização da economia brasileira,</p><p>ocorrida após a Segunda Guerra Mundial, é INCORRETO</p><p>afirmar que:</p><p>a) os camponeses pobres perderam o acesso à terra.</p><p>b) a agropecuária ficou subordinada aos capitais</p><p>industriais e financeiros.</p><p>c) a formação dos complexos agroindustriais</p><p>aprofundou a concentração fundiária.</p><p>d) a mecanização das atividades transformou os</p><p>colonos em excedentes demográficos.</p><p>e) os títulos de propriedade, nas fronteiras agrícolas,</p><p>eram forjados pelos camponeses.</p><p>TEXTO: 3 - Comum à questão: 114</p><p>Quando eu era moço os patrões eram ruins, carrascos,</p><p>não consideravam a gente e trabalhávamos de graça.</p><p>Nunca pensei que viesse um Getúlio Vargas proteger os</p><p>trabalhadores. Quando em 31 de março de 1964</p><p>derrubaram o presidente Jango não gostei, porque as</p><p>coisas encareceram muito. Só anda alegre os que vão</p><p>assistir futebol. O povo anda triste. Sábado, domingo,</p><p>leio jornal que o barbeiro traz: fico conversando com os</p><p>outros velhinhos e assim vai passando o tempo. Mas eu</p><p>não gosto de passar esse tempo.</p><p>(Ecléa Bosi. Memória e sociedade − Lembranças de</p><p>velhos. [Depoimento</p><p>oral, colhido do Sr. Ariosto]. S. Paulo: T.A. Queiroz,</p><p>1979)</p><p>114 - (PUCCamp SP/2009)</p><p>A respeito do último governo de Getúlio Vargas, pode-</p><p>se afirmar que foi marcado por</p><p>a) alinhamento político a partidos de esquerda e a</p><p>criação do plano SALTE, na perspectiva do</p><p>nacional desenvolvimentismo.</p><p>b) controle dos meios de comunicação, através do</p><p>DIP, e forte intervencionismo estatal na</p><p>economia.</p><p>28</p><p>www.historiaemfoco.com.br</p><p>2° Governo Vargas</p><p>28</p><p>c) corporativismo, falta de liberdade partidária e o</p><p>não alinhamento do Brasil aos Estados Unidos.</p><p>d) controle de remessa de lucros para o estrangeiro</p><p>e aumento da pressão da oposição por sua</p><p>renúncia.</p><p>e) propaganda populista, criação de grandes</p><p>empresas nacionais e promulgação da CLT,</p><p>Consolidação das Leis do Trabalho.</p><p>TEXTO: 4 - Comum à questão: 115</p><p>Para coibir a ampla mobilização popular que ocorreu</p><p>nos anos 1930, culminando com a Revolta Comunista</p><p>de novembro de 1935, o Congresso Nacional decretou o</p><p>estado de sítio e o governo pôde reprimir todas as</p><p>manifestações consideradas subversivas: jornais e</p><p>revistas foram fechados ou censurados, greves e</p><p>paralisações foram proibidas, centenas de pessoas</p><p>foram presas e militantes foram expulsos dos</p><p>sindicatos. A polícia foi o agente principal dessa</p><p>repressão e o estado de sítio vigorou até 1945. O</p><p>governo Vargas também investiu em propaganda e os</p><p>meios de comunicação foram coagidos a defender o</p><p>regime.</p><p>(Revista Nova Escola. São Paulo: Abril, ed. 236. 2010)</p><p>115 - (PUCCamp SP/2013)</p><p>O conhecimento histórico permite afirmar que, na</p><p>América Latina, a reorganização política internacional</p><p>ocorrida após 1945</p><p>a) incentivou o crescimento de movimentos</p><p>populares, como a Revolução Sandinista,</p><p>abalando a tradicional supremacia econômica e</p><p>militar norte-americana na região.</p><p>b) levou ao fracasso dos governos autoritários, como</p><p>o Estado Novo, e à articulação de uma nova forma</p><p>de expressão do poder oligárquico, denominada</p><p>de populismo.</p><p>c) possibilitou a ampliação das lutas guerrilheiras no</p><p>campo e o êxito de várias revoluções socialistas na</p><p>América Central, como a Revolução Cubana e a</p><p>Chilena.</p><p>d) fortaleceu as democracias liberais existentes na</p><p>região e fez recuar os grupos políticos</p><p>conservadores, especialmente os das forças</p><p>armadas e da Igreja Católica.</p><p>e) provocou uma intensa concentração fundiária e</p><p>grande entrada de capital estrangeiro para</p><p>exploração e controle dos recursos minerais e</p><p>agrícolas da região.</p><p>TEXTO: 5 - Comum às questões: 116, 117</p><p>Capa do jornal Última Hora, de 24.08.1954,</p><p>apud Nosso Século. 1945/1960. São Paulo: Abril</p><p>Cultural, 1980, p. 124.</p><p>"Os efeitos políticos do suicídio de Getúlio Vargas</p><p>(1882-1954), que hoje completa 60 anos, já se</p><p>dissiparam há muito tempo, mas o ato continua a</p><p>reverberar pela singularidade. Num homem tão</p><p>racional e metódico, mesmo os lances da paixão foram</p><p>comedidos pelo cálculo. Psicologia à parte, o</p><p>extraordinário nesse suicídio é seu alcance político —</p><p>num derradeiro passe de mágica o velho</p><p>prestidigitador inverte a maré, derrota os inimigos</p><p>quando mal haviam aberto o champanhe e se consagra</p><p>na memória popular, comandando seu vasto eleitorado</p><p>por algumas décadas desde o alémtúmulo."</p><p>Otavio Frias Filho. “Mil disfarces de Getúlio Vargas</p><p>convergem num</p><p>gesto de coerência”, in Folha de S. Paulo, 24.08.2014.</p><p>Adaptado.</p><p>116 - (PUC SP/2015)</p><p>O suicídio de Getúlio Vargas, em agosto de 1954, foi</p><p>provocado, entre outros fatores,</p><p>a) pela campanha contrária a seu governo</p><p>unanimemente desenvolvida pela imprensa</p><p>escrita, pela dificuldade de articular uma</p><p>candidatura de sucessão e pelas recentes derrotas</p><p>eleitorais de seu partido político.</p><p>b) pela perda do apoio do operariado, pela oposição</p><p>dos sindicatos e das centrais operárias e pela</p><p>insatisfação popular com a criação da legislação</p><p>trabalhista.</p><p>c) pelas dificuldades políticas e econômicas</p><p>enfrentadas durante o mandato, pela forte</p><p>oposição parlamentar e pela crise provocada pelo</p><p>atentado contra um de seus adversários políticos.</p><p>d) pela reação popular a seu governo ditatorial, pelas</p><p>pressões internacionais pela redemocratização e</p><p>pela perda do apoio político da burguesia</p><p>nacionalista.</p><p>e) pelas reações contrárias a seu projeto de abertura</p><p>do país ao capital estrangeiro, pelo aumento</p><p>significativo da dívida externa e pela crise com os</p><p>29</p><p>www.historiaemfoco.com.br</p><p>2° Governo Vargas</p><p>29</p><p>setores militares após o chamado Comício da</p><p>Central.</p><p>117 - (PUC SP/2015)</p><p>Segundo o texto, com o suicídio, que "continua a</p><p>reverberar", Vargas "se consagra na memória popular,</p><p>comandando seu vasto eleitorado por algumas décadas</p><p>desde o além-túmulo". Pode-se exemplificar tal</p><p>afirmação com a</p><p>a) influência exercida pelas ideias sociais de Vargas</p><p>sobre o movimento operário da região do ABC</p><p>paulista, durante o regime militar, e com a atual</p><p>hegemonia política do Partido dos Trabalhadores</p><p>(PT).</p><p>b) persistência da imagem de Vargas como “pai dos</p><p>pobres' e com a grande força política do Partido</p><p>Trabalhista Brasileiro (PTB) até a metade da</p><p>década de 1960.</p><p>c) consolidação do ideal social-democrata de Vargas</p><p>na atual política brasileira e com sua condição de</p><p>precursor do ideário do Partido da Social</p><p>Democracia Brasileira (PSDB).</p><p>d) implantação, na década de 1960, de um regime</p><p>militar no Brasil e com a defesa, por parte da</p><p>maioria da população brasileira, de regimes</p><p>políticos centralizadores e autoritários.</p><p>e) derrota de seus adversários nas eleições</p><p>presidenciais de 1955 e 1960 e com a realização</p><p>de profundas reformas sociais ao longo das</p><p>décadas de 1970 e 1980.Q-35</p><p>30</p><p>www.historiaemfoco.com.br</p><p>2° Governo Vargas</p><p>30</p><p>GABARITO:</p><p>1) Gab: B</p><p>2) Gab: E</p><p>3) Gab: B</p><p>4) Gab: D</p><p>5) Gab: E</p><p>6) Gab: A</p><p>7) Gab: D</p><p>8) Gab: D</p><p>9) Gab: A</p><p>10) Gab: D</p><p>11) Gab:</p><p>a) Com o suicídio, Getúlio Vargas conseguiu mobilizar</p><p>multidões, em especial no Rio de Janeiro e Rio</p><p>Grande do Sul, que se manifestaram contra todos</p><p>os que pressionaram Vargas para seu afastamento,</p><p>sendo então acusados de forçarem o presidente a</p><p>matar-se.</p><p>b) O candidato poderá citar as pressões e</p><p>contrapressões em relação ao aumento do salário</p><p>mínimo no início de 1954 ou atentado contra Carlos</p><p>Lacerda.</p><p>12) Gab: A</p><p>13) Gab:</p><p>O projeto nacionalista de Vargas divergia da proposta da</p><p>UDN, que defendia a abertura do mercado brasileiro ao</p><p>capital estrangeiro</p><p>14) Gab: C</p><p>15) Gab: CCCE</p><p>16) Gab:</p><p>O populismo varguista buscava o apoio das classes</p><p>trabalhadoras através da reorganização, estímulo e</p><p>fortalecimento dos sindicatos por meio da atuação do</p><p>Ministério do Trabalho. Desta forma, possibilitava-se as</p><p>condições para o possível atrelamento e/ou</p><p>manipulação da classe trabalhadora pelo governo</p><p>varguista.</p><p>17) Gab: E</p><p>18) Gab: D</p><p>19) Gab: B</p><p>20) Gab: C</p><p>21) Gab:</p><p>a) Por que ó populismo getulista teve no nacionalismo</p><p>um dos seus pilares, sendo a criação da Petrobrás</p><p>(1953) um dos exemplos de seu protecionismo</p><p>“paternalista” em relação às riquezas nacionais.</p><p>b) As expressões “liberdade nacional”, “trabalhador</p><p>seja livre” e “espoliação do Brasil” revelam o</p><p>caráter nacionalista, trabalhista, paternalista do</p><p>populismo getulista.</p><p>22) Gab: E</p><p>23) Gab: FFFV.</p><p>24) Gab:</p><p>João Goulart, Leonel Brizola e Tancredo Neves</p><p>representaram um papel importante na vida política,</p><p>conduzindo o trabalhismo para o campo das reformas</p><p>políticas que acabaram desestabilizando o seu governo.</p><p>Brizola, á época da renúncia de Jânio, liderou o</p><p>movimento que garantiu a posse de Goulart e, como</p><p>Governador do Rio Grande do Sul, se transformou em</p><p>principal articulador dos setores naconalistas mais</p><p>radicais. Em 64 foi exilado, mas voltou com a anistia e</p><p>foi eleito para o governo do Rio de Janeiro,</p><p>permanecendo fiel á herança varguista. Tancredo foi 1º</p><p>ministro após a queda de Jânio, homem de confiança de</p><p>Vargas, articulador político importante nos anos</p><p>posteriores ao golpe de 64 e, finalmente, condutor da</p><p>“transição” entre governo militar e civil. Foi eleito</p><p>Presidente e morreu antes de assumir o cargo. Entre</p><p>essas três personalidades políticas avulta como traço</p><p>comum o personalismo característico da liderança</p><p>populista. O populismo encarnou a vontade nacional na</p><p>pessoa do líder; daí em diante, esses “eleitos”</p><p>apareciam como tradutores do sentimento nacional que</p><p>os colocou acima dos partidos e das instituições. Talvez</p><p>aí se encontre uma das mais importantes heranças do</p><p>varguismo, cuja força parece resistir ao tempo,</p><p>encontrando sempre forma de atualização.</p><p>25) Gab: B</p><p>26) Gab: B</p><p>27) Gab: 26</p><p>28) Gab: E</p><p>29) Gab: C</p><p>30) Gab: C</p><p>31) Gab:</p><p>O primeiro inicia-se com a revolução de 1930 e vai até o</p><p>golpe do Estado Novo em 1937. Abrange o governo</p><p>31</p><p>www.historiaemfoco.com.br</p><p>2° Governo Vargas</p><p>31</p><p>provisório (1930/1934) caracterizado pela luta, no</p><p>poder, entre os tenentistas e a elite dissidente</p><p>latifundiária. Neste período houve a Revolução</p><p>Constitucionalista Paulista (1932), a 3a Constituição</p><p>Brasileira (1934) e a Intentona Comunista (1935).</p><p>O segundo governo corresponde à ditadura varguista, o</p><p>próprio Estado Novo – em 1937/1945. Neste, houve a</p><p>centralização política com a intervenção nos governos</p><p>dos estados, censura à imprensa, suspensão dos</p><p>partidos políticos, fechamento do Legislativo, etc.,</p><p>acompanhado da criação das empresas estatais:</p><p>Companhia Vale do Rio Doce, Siderúrgica Volta</p><p>Redonda, etc., que vieram somo suporte para a</p><p>industrialização brasileira.</p><p>O último foi o governo constitucional, 1950/1954,</p><p>quando foi eleito presidente. Neste momento, houve a</p><p>difusão de um discurso nacionalista criticando as</p><p>empresas multinacionais que pretendiam alterar o</p><p>modelo econômico de substituição das importações.</p><p>Por isso, Getúlio suicidou-se em 1954.</p><p>32) Gab:</p><p>As relações do varguismo com as classes trabalhadoras</p><p>foram de atrelamento do movimento operário, ao lado</p><p>de um discurso paternalista, populista, de “pai dos</p><p>pobres”, preocupado com questões sociais.</p><p>A legislação trabalhista do período inspirou-se na Carta</p><p>del Lavoro do governo fascista de Mussolini. Assim, os</p><p>sindicatos ficaram ligados ao Ministério do Trabalho,</p><p>dependendo deste para subvenção econômica e</p><p>também do aval governamental para a escolha das</p><p>lideranças trabalhistas.</p><p>Deste modo, se incentiva o aparecimento de “pelegos”,</p><p>isto é, chefes de sindicatos ligados ao governo, tentando</p><p>controlar e abafar críticas ao governo e as reivindicações</p><p>mais ousadas.</p><p>33) Gab: D</p><p>34) Gab: B</p><p>35) Gab:</p><p>Panorama da crise política de 1954: crescente oposição</p><p>conservadora a Vargas, liderada pela UDN e tendo à</p><p>frente Carlos Lacerda, agravando-se a partir do</p><p>atentado contra este último. Características da política</p><p>de massas do período: prática do populismo,</p><p>caracterizado pelo nacionalismo e pelo trabalhismo,</p><p>sendo seus pontos altos a criação da Petrobras e do</p><p>BNDE (mais tarde BNDES), além da elevação do salário-</p><p>mínimo em 100%. Conseqüências políticas da morte de</p><p>Vargas: recuo da oposição conservadora golpista, dando</p><p>uma sobrevida ao populismo. A opoisão da UDN,</p><p>sobretudo, se faz presente durante a vigência do</p><p>populismo, até conseguir eleger Jânio Quadros para</p><p>presidência do Brasil. Contudo, a própria UDN se opõe</p><p>ao governo Jânio, e exerce um papel fundamental ao</p><p>apoiar o golpe de 64, que dinamitou o governo de Jão</p><p>Goulart.</p><p>36) Gab:</p><p>a) Na era Vargas, os governadores ou interventores</p><p>estaduais eram nomeados pelo presidente da</p><p>República.</p><p>b) A base de apoio do PTB (Partido Trabalhista</p><p>Brasileiro): burocracia sindical ligada ao</p><p>trabalhismo tributário de Vargas; camadas</p><p>populares urbanas.</p><p>A base de apoio do PSD (Partido Social</p><p>democrático): oligarquias rurais; banqueiros e</p><p>industriais habituados à negociação com o governo</p><p>central.</p><p>37) Gab: B</p><p>38) Gab: B</p><p>39) Gab: C</p><p>40) Gab: B</p><p>41) Gab: D</p><p>42) Gab: B</p><p>43) Gab: A</p><p>44) Gab: C</p><p>45) Gab: C</p><p>46) Gab:A</p><p>47) Gab:E</p><p>48) Gab:E</p><p>49) Gab:E</p><p>50) Gab:A</p><p>51) Gab:A</p><p>52) Gab:B</p><p>53) Gab:B</p><p>54) Gab:C</p><p>55) Gab:B</p><p>56) Gab:A</p><p>57) Gab:A</p><p>58) Gab:</p><p>A contradição, então existente, entre a política</p><p>econômica fortemente nacionalista adotada pelo</p><p>32</p><p>www.historiaemfoco.com.br</p><p>2° Governo Vargas</p><p>32</p><p>presidente Vargas, que voltara, eleito, ao poder, e a</p><p>mudança verificada na política externa norte-</p><p>americana, uma vez que esse nacionalismo baseava-se</p><p>no investimento estatal em empresas públicas</p><p>produtivas e de serviços - tais como a Eletrobrás ou</p><p>mesmo a Petrobrás - que visavam a dar continuidade ao</p><p>desenvolvimento do capitalismo no país, via suporte do</p><p>Estado.</p><p>Tal orientação, por sua vez, prendia-se à correlação de</p><p>forças políticas que davam sustentação ao Segundo</p><p>governo Vargas, respaldada pelo voto dos</p><p>trabalhadores urbanos e das camadas populares em</p><p>geral, concretizada na aliança entre o PTB, o PSD e</p><p>mesmo o Partido Comunista Brasileiro. Ao mesmo</p><p>tempo, o presidente nomearia como ministro do</p><p>Trabalho João Goulart, figura associada aos interesses</p><p>sindicais, tido como capaz de conter influência do PCB</p><p>junto aos trabalhadores.</p><p>Em paralelo a esse processo, alguns grupos</p><p>interessados na entrada do capital privado estrangeiro</p><p>no país (contando com forte apoio das classes médias</p><p>conservadoras e militares antigetulistas, via de regra</p><p>alinhados União Democrática Nacional - UDN -,</p><p>capitaneados por Carlos Lacerda) iniciariam campanha</p><p>contrária ao presidente. Nessa campanha,</p><p>denunciaram o caráter "antiprogressista" da política</p><p>econômica do governo, que praticara confisco cambial</p><p>sobre os exportadores de café a fim de gerar recursos a</p><p>serem</p><p>investidos na indústria nacional, ampliando,</p><p>ainda mais, as reações adversas a seu governo.</p><p>As greves operárias de 1953 (por aumento salarial) não</p><p>controladas pelo ministro João Goulart, bem como o</p><p>aumento da insatisfação de setores militares que viam</p><p>na mobilização operária uma ameaça de implantação</p><p>de uma "república sindicalista" e comunista. Diante de</p><p>pressões oriundas de todos os lados, a campanha pela</p><p>renúncia de Vargas adquiriu grandes proporções. O</p><p>suicídio do presidente conseqüência dessa pressão - foi</p><p>um ato político através do qual ele denunciava que as</p><p>pressões eram oriundas de forças impopulares que</p><p>haviam levado ao impasse a que chegara, associadas</p><p>aos grupos internacionais aliados a seus inimigos</p><p>internos.</p><p>59) Gab: E</p><p>60) Gab: A</p><p>61) Gab:</p><p>a) Refere-se ao então candidato Getúlio Vargas.</p><p>b) Na origem, Vargas não passava de um</p><p>representante das oligarquias que exerciam o</p><p>poder político no Rio Grande do Sul, por intermédio</p><p>do Partido Republicano Rio-grandense, na ocasião</p><p>liderado por Borges de Medeiros. Circunstâncias</p><p>políticas projetaram o político gaúcho no cenário</p><p>nacional, quando liderou a chapa de oposição – a</p><p>Aliança Liberal – contra a candidatura oficial</p><p>liderada por Júlio Prestes. A vitória eleitoral deste</p><p>último soma-se, entre outros fatores, à</p><p>radicalização de setores da oficialidade jovem do</p><p>Exército – os chamados tenentes –, levando a uma</p><p>ruptura política conhecida como "Revolução de</p><p>1930", que depôs o presidente Washington Luís,</p><p>impediu a posse do candidato eleito Júlio Prestes e</p><p>colocou no poder Getúlio Vargas. Vivendo em uma</p><p>conjuntura política internacional que valorizava a</p><p>atuação do Estado como árbitro de conflitos e, de</p><p>uma certa forma, como autoridade suprema em</p><p>matérias econômicas e sociais, Vargas encarnou</p><p>este figurino rompendo com o federalismo e</p><p>estabelecendo a centralização político-</p><p>administrativa no país. Em um período de</p><p>instabilidade política, econômica e social, assumiu</p><p>a posição de árbitro dos destinos do país e</p><p>diligentemente foi capaz de mobilizar recursos</p><p>humanos e materiais no sentido do processo de</p><p>modernização pelo qual o país passava. Foi</p><p>suficientemente sensível no sentido de perceber as</p><p>transformações decorrentes da formação de uma</p><p>sociedade urbano-industrial emergente e, de uma</p><p>certa maneira, no plano político, foi o agente, o</p><p>representante e o símbolo de tais mudanças ao</p><p>aprovar, por exemplo, uma extensa legislação</p><p>trabalhista. Nesse sentido, Vargas assume o papel</p><p>de um estadista que conduziu o Brasil tradicional</p><p>para o Brasil moderno. Sua formação política</p><p>positivista, de uma certa forma, provavelmente</p><p>influenciou sua vocação centralizadora e</p><p>autoritária, e ao mesmo tempo parece justificar seu</p><p>desconforto com modelos fundados na</p><p>descentralização político-administrativa e no livre</p><p>debate de idéias. Assim, quando por ocasião da</p><p>séria crise política provocada pelo atentado da Rua</p><p>Tonelero, que de uma certa forma simboliza sua</p><p>incompetência em lidar com a oposição política</p><p>sem o uso de truculência, optou pelo suicídio para</p><p>não ceder às suas convicções. Fez de sua morte um</p><p>ato político para perpetuar no imaginário popular</p><p>seu papel de estadista brasileiro.</p><p>62) Gab: D</p><p>63) Gab: C</p><p>64) Gab:</p><p>a) Vargas se refere à sua disposição de impedir que a</p><p>UDN concretize suas intenções golpistas. O suicídio</p><p>de Vargas de fato frustrou em grande medida o</p><p>golpe udenista.</p><p>b) O candidato poderá citar, entre outros exemplos, a</p><p>intensificação das relações de Vargas com o</p><p>movimento sindical e os trabalhadores; a indicação</p><p>de João Goulart para o Ministério do Trabalho; o</p><p>apoio do governo a algumas iniciativas grevistas; as</p><p>medidas nacionalistas na economia.</p><p>33</p><p>www.historiaemfoco.com.br</p><p>2° Governo Vargas</p><p>33</p><p>65) Gab:</p><p>Análise da caricatura:</p><p>Principal personagem – um homem grande e forte,</p><p>representando o Brasil, empunha um machado,</p><p>instrumento da nação na defesa de seus interesses</p><p>(monopólio estatal), para cortar o braço que se insinua</p><p>vindo do norte (Standard Oil), a fim de se aproveitar do</p><p>petróleo que jorra por meio de uma caneca (Petrobras).</p><p>Podemos interpretá-la como sendo o Brasil a romper a</p><p>exploração estrangeira, que se manifesta através da</p><p>Petrobras.</p><p>Comentário (solução adotada):</p><p>Em meio aos acalorados debates do início dos anos</p><p>1950, relacionados à instalação da petroquímica no</p><p>Brasil, delineou-se a criação de uma empresa – a</p><p>Petrobras – para encarregar-se dessa atividade.</p><p>Contudo, a polêmica permanecia quanto à participação</p><p>do capital estrangeiro no setor.</p><p>Atendendo ao forte movimento nacionalista de opinião</p><p>pública, a lei nº 2.004 (03.10.1953) estabeleceu o</p><p>monopólio estatal do petróleo, visto como único</p><p>instrumento capaz de impedir a exploração estrangeira</p><p>desse recurso estratégico para o desenvolvimento</p><p>nacional.</p><p>66) Gab: D</p><p>67) Gab: E</p><p>68) Gab: D</p><p>69) Gab:</p><p>1. A renúncia de Vargas</p><p>2. Vargas foi eleito presidente do Brasil em 1950, pelo</p><p>voto popular, sinalizando o descontentamento dos</p><p>brasileiros com sua ausência. Esse momento</p><p>coincidiu com a candidatura de Prestes ao Senado,</p><p>por São Paulo, sendo apoiado por Vargas, e assim</p><p>eleito pelo povo.</p><p>70) Gab: B</p><p>71) Gab: D</p><p>72) Gab:</p><p>O candidato poderá indicar uma das seguintes medidas,</p><p>relacionando-a a um dos ideais referidos no texto da</p><p>questão (desenvolvimento, nacionalismo e</p><p>distributivismo):</p><p>- criação de empresas estatais como: Petrobras;</p><p>Eletrobrás; Banco Nacional de Desenvolvimento</p><p>Econômico (BNDE);</p><p>- concessão de crédito fácil ao setor privado por</p><p>parte dos bancos oficiais, especialmente o Banco do</p><p>Brasil;</p><p>- estabelecimento de programas de habitação</p><p>popular, controle de preços, distribuição de cestas</p><p>básicas, dentre outros;</p><p>- adoção de uma política de negociação com o</p><p>movimento sindical, a partir da posse de João</p><p>Goulart no Ministério do Trabalho em meados de</p><p>1953;</p><p>- aumento de cem por cento do salário mínimo,</p><p>anunciado em 1º de maio de 1954.</p><p>73) Gab: B</p><p>74) Gab: A</p><p>75) Gab: A</p><p>76) Gab: B</p><p>77) Gab: 17</p><p>78) Gab:</p><p>a) O candidato poderá indicar e analisar uma, dentre</p><p>as seguintes características do Estado Novo: 1)</p><p>vigência de regime ditatorial, que implicava na</p><p>suspensão do Poder Legislativo, permanecendo as</p><p>grandes decisões políticas na dependência pessoal</p><p>de Vargas e seus assessores; agravamento do</p><p>processo de centralização política, com a</p><p>diminuição dos poderes dos governos estaduais,</p><p>em detrimento do Governo Federal, que</p><p>açambarcou para si alguns dos impostos de âmbito</p><p>estadual e municipal; 2) agravamento do processo</p><p>de centralização política, com a diminuição de</p><p>poderes dos governos estaduais, que passaram a</p><p>ser exercidos, via de regra, por interventores</p><p>nomeados diretamente por Vargas, assessorados</p><p>pelos Daspinhos – réplicas regionais do</p><p>Departamento de Administração do Serviço Público</p><p>(DASP), encarregado de fiscalizar os governantes</p><p>estaduais; 3) incentivo claro à industrialização do</p><p>país, mediante o investimento estatal junto a</p><p>indústrias de base, com a criação da CSN, FNM, Cia</p><p>Nacional de Álcalis e outras; 4) estabelecimento da</p><p>Legislação Trabalhista no país, com a criação do</p><p>Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, ao</p><p>qual passou a ser afeta a gestão sobre as questões</p><p>relacionadas aos trabalhadores, lembrando que</p><p>toda essa legislação esteve limitada ao âmbito da</p><p>classe trabalhadora urbana e não rural; 5) fim da</p><p>pluralidade sindical e consolidação dos sindicatos</p><p>corporativistas, únicos por ramo profissional e</p><p>dependentes do Estado, que fiscalizava suas</p><p>eleições, controlava suas mobilizações e os</p><p>respaldava com recursos do Imposto Sindical criado</p><p>em 1939; 6) criação do Salário Mínimo em 1940, o</p><p>qual para alguns segmentos de operários</p><p>representou um ganho real – sobretudo para</p><p>aqueles originados do campo, ao passo que para</p><p>outros, os mais especializados, significou perdas</p><p>salariais, sem contar com o fato de que o salário</p><p>mínimo passou a funcionar como</p><p>piso para os</p><p>salários de todas as categoriais profissionais do</p><p>34</p><p>www.historiaemfoco.com.br</p><p>2° Governo Vargas</p><p>34</p><p>país, contribuindo para rebaixar os custos dos</p><p>empresários brasileiros; 7) a emergência, em</p><p>função do Imposto Sindical, da figura do “pelego”,</p><p>o dirigente sindical que atuava mais no interesse</p><p>próprio e do Estado do que no interesse das classes</p><p>trabalhadoras que representava, amortecendo,</p><p>assim, conflitos; 8) agravamento dos mecanismos</p><p>de censura política e artística, mediante a criação</p><p>do DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda)</p><p>que controlava conteúdos de obras críticas ao</p><p>regime, além de fazer a apologia de Vargas junto à</p><p>sociedade em geral e às escolas em particular,</p><p>construindo uma imagem de Getúlio como protetor</p><p>dos trabalhadores mediante o uso intensivo de</p><p>meios de propaganda e cerimônias públicas, tais</p><p>como as comemorações de 1º. de maio e</p><p>programas radiofônicos; 9) utilização de prisões</p><p>arbitrárias, tortura e exílio de intelectuais e</p><p>políticos de esquerda ou antagônicos ao regime;</p><p>10) oscilação da política externa brasileira entre</p><p>aproximação/distanciamento ora com os EUA, ora</p><p>com a Alemanha;</p><p>Quanto à gestão de Vargas já no período</p><p>democrático o candidato poderá indicar,</p><p>analisando, uma dentre as seguintes</p><p>características: 1) retorno das liberdades político-</p><p>eleitorais e do pluripartidarismo; 2) aceleração da</p><p>industrialização brasileira, com a firme intervenção</p><p>do Estado junto a indústrias de bens de capital,</p><p>agora com forte sentido nacionalista, tendo como</p><p>exemplo paradigmático a criação da Petrobrás - e a</p><p>campanha “O Petróleo é Nosso”, de grande apelo</p><p>popular – e da Eletrobrás; 3) o fim dos mecanismos</p><p>do regime de exceção, com o restabelecimento dos</p><p>três poderes do Estado e o fim dos órgãos de</p><p>censura e propaganda; 4) manutenção da legislação</p><p>trabalhista e de todas as suas características,</p><p>visando manter a classe trabalhadora urbana em</p><p>estado de “mobilização controlada”; 5)</p><p>manutenção do sindicalismo corporativista</p><p>verticalizado e atrelado ao Estado; 6) suspensão da</p><p>exigência do atestado ideológico antes obrigatório</p><p>para participação na vida sindical; 7) ocorrência de</p><p>algumas greves operárias, por aumento salarial e</p><p>melhoria de condições de vida, inclusive em</p><p>empresas do setor público; 8) ênfase dos</p><p>investimentos estatais em infra-estrutura de</p><p>transportes e energia, além do reequipamento da</p><p>marinha mercante e do sistema portuário; 9)</p><p>criação do BNDE (Banco Nacional de</p><p>Desenvolvimento Econômico) orientado</p><p>diretamente para acelerar o processo de</p><p>diversificação industrial; 10) agravamento da</p><p>oposição política entre os setores nacionalistas e os</p><p>chamados “entreguistas”, os primeiros, associados</p><p>aos militares e aos políticos defensores da</p><p>industrialização autônoma e independente do</p><p>capital internacional e os segundos, defensores da</p><p>menor intervenção do Estado na economia e da</p><p>abertura ao capital estrangeiro como meio de</p><p>promoção do desenvolvimento; 11) acirramento</p><p>das oposições políticas ligadas ao anticomunismo</p><p>(sobretudo alguns militares e a UDN), descontentes</p><p>com o não-alinhamento automático do regime aos</p><p>EUA.</p><p>b) O candidato deverá analisar, como pontos de</p><p>continuidade, um dentre os seguintes elementos:</p><p>a) o prosseguimento da política industrialista do</p><p>Estado, calcada em investimentos públicos em</p><p>empresas de bens de capital, tendo em vista as</p><p>dificuldades e/ou oscilações do capital estrangeiro</p><p>em participar deste processo; b) a manutenção do</p><p>sindicalismo corporativista, único por profissão e</p><p>atrelado ao Estado, o que impedia, de fato, a</p><p>consolidação democrática, já que os sindicatos –</p><p>órgãos de organização política dos trabalhadores –</p><p>eram definidos como “agências do Estado”,</p><p>dificultando a mobilização operária e impedindo a</p><p>emergência de lideranças de fato combativas; c) a</p><p>preservação de toda a legislação trabalhista,</p><p>incluindo a do Salário Mínimo e a do Imposto</p><p>Sindical, sendo que a primeira continuava definindo</p><p>tão somente o “piso” salarial por categoria</p><p>profissional e a segunda mantinha os sindicatos</p><p>dependentes do Estado na medida em que</p><p>contavam com os recursos que lhes eram</p><p>repassados pelo Governo a partir da arrecadação</p><p>deste imposto; d) continuidade do Ministério do</p><p>Trabalho como “árbitro” dos conflitos entre</p><p>operários e empresários, atuando mediante as</p><p>Juntas de Conciliação que via de regra apontavam</p><p>para soluções “negociadas” que impediam os</p><p>conflitos entre eles; e) a continuidade do</p><p>investimento propagandístico que visava manter</p><p>viva a figura simbólica de Vargas como defensor dos</p><p>trabalhadores, estreitando-se seus laços com estes</p><p>mediante apelos para que participassem dos</p><p>sindicatos de modo a ajudá-lo na luta contra “os</p><p>especuladores e os gananciosos”.</p><p>O candidato deverá analisar, como pontos de</p><p>ruptura, um dentre os seguintes elementos: a) fim</p><p>dos mecanismos políticos de exceção, com a</p><p>suspensão de prisões arbitrárias, tortura e exílio de</p><p>antagonistas políticos do presidente; b)</p><p>restabelecimento dos três Poderes constitucionais,</p><p>com a recuperação da Câmara e do Senado</p><p>enquanto elementos fundamentais ao jogo político</p><p>democrático, impedindo o exercício de medidas</p><p>personalistas e autoritárias do governante; c)</p><p>extinção das instituições mais claramente ligadas</p><p>ao Estado Novo, tais como as Interventorias, os</p><p>Daspinhos e o DIP, encarregados de fiscalizar</p><p>governadores estaduais e efetivar campanhas</p><p>ideológicas de massa, destinadas a valorizar a</p><p>imagem “paternalista” de Vargas; d)</p><p>restabelecimento do regime político-eleitoral e do</p><p>pluripartidarismo, que propiciou a organização de</p><p>forças políticas de apoio e de oposição a Vargas</p><p>35</p><p>www.historiaemfoco.com.br</p><p>2° Governo Vargas</p><p>35</p><p>figurando, entre as primeiras, o PSD e o PTB –</p><p>originado das bases trabalhistas de Getúlio – e,</p><p>entre as segundas, a UDN, partido de permanente</p><p>oposição a Vargas, pautado por freqüentes</p><p>denúncias relativas a suas ações, tendo como figura</p><p>emblemática Carlos Lacerda; e) emergência de</p><p>greves operárias que sinalizavam para a dificuldade</p><p>do regime e do “carisma” de Vargas em manter sob</p><p>controle as classes trabalhadoras em seu conjunto.</p><p>79) Gab: C</p><p>80) Gab: D</p><p>81) Gab: E</p><p>82) Gab: D</p><p>83) Gab: C</p><p>84) Gab: C</p><p>85) Gab: D</p><p>86) Gab:</p><p>O nacionalismo econômico de Getúlio Vargas levou-o a</p><p>adotar uma política intervencionista que apresentava,</p><p>como elemento central, a implantação de “indústrias de</p><p>base” controladas pelo Estado. Já FHC, seguindo a</p><p>orientação neoliberal, procurou reduzir o papel do</p><p>Estado na economia, realizando privatizações que</p><p>envolviam até mesmo setores de grande importância</p><p>estratégica, como as telecomunicações.</p><p>87) Gab: B</p><p>88) Gab: C</p><p>89) Gab: A</p><p>90) Gab: 26</p><p>91) Gab: B</p><p>92) Gab: A</p><p>93) Gab: E</p><p>94) Gab: A</p><p>95) Gab:</p><p>a) República Velha</p><p> Especialização na produção monocultural</p><p>de gêneros agrícolas e produtos primários; as</p><p>especializações regionais: café, açúcar, cacau,</p><p>borracha, algodão.</p><p> Controle da comercialização dos gêneros</p><p>de exportação por firmas estrangeiras;</p><p> Empréstimos tomados a instituições</p><p>financeiras estrangeiras, sobretudo europeias</p><p>(Inglaterra, França, Alemanha, Holanda) e norte-</p><p>americanas.</p><p> Importação de produtos industrializados</p><p>(bens de consumo);</p><p>b) Período desenvolvimentista</p><p> Internacionalização da economia –</p><p>abertura ao capital estrangeiro;</p><p> Investimentos do capital estrangeiro</p><p>somados aos fracos capitais nacionais na</p><p>produção de bens de consumo duráveis</p><p>(eletrônicos, eletrodomésticos, automobilísticos);</p><p> Aliança da burguesia nacional aos grupos</p><p>econômicos externos;</p><p> Pouco controle na remessa dos lucros das</p><p>empresas estrangeiras para o exterior;</p><p> Ampliação da dívida externa brasileira.</p><p>96) Gab: A</p><p>97) Gab: C</p><p>98) Gab:</p><p>a) Segundo Governo Vargas - Desde 1953, o governo</p><p>Vargas vinha sendo alvo de uma série de críticas</p><p>da oposição política: a denúncia do favoritismo do</p><p>governo nos empréstimos ao jornal Última Hora;</p><p>o Manifesto dos coronéis, em fevereiro de 1954,</p><p>criticando a política econômica e trabalhista do</p><p>governo; a revelação deuma suposta ação</p><p>conjunta entre Vargas e Perón para a formação de</p><p>uma república sindicalista no Brasil, em oposição</p><p>à liderança dos EUA.</p><p>Com a concessão do aumento de 100% no salário</p><p>mínimo, a oposição, liderada por Carlos Lacerda,</p><p>da UDN, propõe o impeachment do presidente.</p><p>Embora rejeitado no Congresso, a campanha</p><p>antigetulista continuou. O atentado contra Carlos</p><p>Lacerda, na rua Tonelero, em Copacabana, em</p><p>que morre o major Rubem Vaz coloca Vargas</p><p>contra a parede. Descobre-se que as ordens para</p><p>o atentado tinham partido do 7 chefe da guarda</p><p>pessoal de Vargas, Gregório Fortunato. A</p><p>imprensa denuncia o “mar de lama”, e militares</p><p>pedem a renúncia ou a deposição do presidente.</p><p>O desfecho da crise foi o suicídio de Vargas em 24</p><p>de agosto de 1954</p><p>b) Governo Collor - O escândalo político começou</p><p>com a denúncia feita pelo irmão do presidente, no</p><p>início de 1992, Pedro Collor, que acusava o</p><p>tesoureiro da campanha presidencial, o</p><p>empresário Paulo César Farias, de articular um</p><p>esquema de corrupção de tráfico de influência,</p><p>loteamento de cargos públicos e cobrança de</p><p>propina dentro do governo.</p><p>Este esquema teria como beneficiários</p><p>integrantes do alto escalão do governo e o próprio</p><p>36</p><p>www.historiaemfoco.com.br</p><p>2° Governo Vargas</p><p>36</p><p>presidente. No mês seguinte, o Congresso</p><p>Nacional instalou uma CPI (Comissão Parlamentar</p><p>de Inquérito) para investigar o caso.</p><p>Em agosto, durante os trabalhos da CPI, a</p><p>população brasileira começou a sair às ruas para</p><p>pedir o impeachment. Com cada vez mais</p><p>adeptos, os protestos tiveram como protagonista</p><p>a juventude, que pintava no rosto "Fora Collor",</p><p>com um ele verde e o outro amarelo, e</p><p>"Impeachment Já" - foi o movimento dos "caras-</p><p>pintadas".</p><p>No congresso Nacional foi aberto o processo de</p><p>impeachment, levando o presidente Fernando</p><p>Collor a renunciar ao cargo. Ainda assim, teve seus</p><p>direitos políticos cassados por oito anos, até 2000.</p><p>99) Gab: C</p><p>100) Gab: C</p><p>101) Gab: B</p><p>102) Gab: A</p><p>103) Gab: C</p><p>104) Gab:</p><p>a) O comparecimento massivo ao cortejo fúnebre de</p><p>Vargas deve-se à comoção pelo impacto do</p><p>suicídio do presidente e ao reconhecimento de</p><p>benefícios auferidos durante os seus mandatos</p><p>presidenciais. Os governos de Getúlio Vargas</p><p>ficaram na memória de parcela da população</p><p>como períodos de criação e extensão de direitos</p><p>sociais aos trabalhadores (através da implantação</p><p>da legislação trabalhista e previdenciária). Vargas</p><p>ficou conhecido como “Pai dos pobres” e protetor</p><p>dos trabalhadores. Além disso, o candidato</p><p>poderá indicar eventos considerados bem</p><p>sucedidos, como a participação brasileira na</p><p>Segunda Guerra Mundial, através do envio de</p><p>tropas, a criação da Petrobras.</p><p>b) Dois eventos mobilizaram o ambiente político em</p><p>1954.</p><p>No início do ano, o presidente foi aconselhado</p><p>pelo Ministro do Trabalho João Goulart, diante de</p><p>tensões sociais provocadas pelo aumento da</p><p>inflação e do custo de vida, a conceder aumento</p><p>de 100% do salário mínimo. A despeito da forte</p><p>reação, especialmente de militares que</p><p>escreveram um Manifesto, e da demissão de</p><p>Jango, Vargas concedeu, em maio, o aumento</p><p>proposto. Apesar do sucesso popular da medida,</p><p>houve forte reação do empresariado e dos meios</p><p>políticos. Várias denúncias circulavam pelo país,</p><p>entre elas a de que existiria um acordo entre</p><p>Perón, Vargas e Goulart no sentido de implantar</p><p>no país uma república sindicalista no Brasil. A</p><p>oposição civil e militar passam a conspirar pela</p><p>deposição do presidente.</p><p>O episódio desencadeador da crise final do</p><p>governo Vargas ocorreu com o atentado</p><p>fracassado contra a vida do jornalista Carlos</p><p>Lacerda, em 5 de agosto. No “crime da rua</p><p>Toneleros" morreu o major da aeronáutica</p><p>Rubens Vaz. As investigações responsabilizaram</p><p>Gregório Fortunato, principal guarda-costas do</p><p>presidente Getúlio Vargas. O caso policial se</p><p>transformou em crime político. Setores militares e</p><p>políticos civis se juntam pelo impedimento do</p><p>presidente. Após o ultimato do Manifesto dos</p><p>Generais, Vargas se suicida, em 24 de agosto de</p><p>1954.</p><p>105) Gab: E</p><p>106) Gab: 06</p><p>107) Gab: A</p><p>108) Gab: B</p><p>109) Gab: C</p><p>110) Gab: 06</p><p>111) Gab: D</p><p>112) Gab:</p><p>O PTB, partido criado por Getúlio Vargas,</p><p>congregou grande parte das lideranças que haviam</p><p>sido instituídas a partir da política sindical oficial,</p><p>montada durante o Estado Novo e sob influência de</p><p>seu Ministério do Trabalho.</p><p>113) Gab: E</p><p>114) Gab: D</p><p>115) Gab: B</p><p>116) Gab: C</p><p>117) Gab: B</p><p>3</p><p>www.historiaemfoco.com.br</p><p>2° Governo Vargas</p><p>3</p><p>trabalhador seja livre. Não querem que o povo seja</p><p>independente.</p><p>Carta -testamento do presidente Getúlio Vargas, em 24</p><p>de agosto de 1954.</p><p>DEL PRIORE, Mary et al. Documentos de história do</p><p>Brasil: de Cabral aos anos 90. São Paulo: Scipione,</p><p>1997. p. 98-99.</p><p>O Estado começou a ser transformado para tornar-se</p><p>mais eficiente, evitar o desperdício e prestar serviços de</p><p>melhor qualidade à população. (...) Fui escolhido pelo</p><p>povo (...). Para continuar a construir uma economia</p><p>estável, moderna, aberta e competitiva. Para prosseguir</p><p>com firmeza na privatização. Para apoiar os que</p><p>produzem e geram empregos. E assim recolocar o País</p><p>na trajetória de um crescimento sustentado,</p><p>sustentável e com melhor distribuição de riquezas entre</p><p>os brasileiros .</p><p>Discurso de posse do presidente Fernando Henrique</p><p>Cardoso, em 2 de janeiro de 1999.</p><p>CARDOSO, F.H. Por um Brasil solidário. O Estado de São</p><p>Paulo, 02 jan. 1999.</p><p>Os pronunciamentos de Getúlio Vargas e Fernando</p><p>Henrique Cardoso foram proferidos em momentos</p><p>históricos diferentes. Contudo, os dois governantes têm</p><p>em comum o fato de:</p><p>a) Sentirem-se pressionados pelas forças</p><p>democráticas para adotarem um modelo político</p><p>capaz de assegurar a estabilidade das instituições</p><p>políticas.</p><p>b) Obterem o apoio em massa dos trabalhadores para</p><p>a implementação de suas respectivas políticas</p><p>estatais.</p><p>c) Sofrerem campanhas contrárias às suas ações</p><p>políticas, lideradas por movimentos nacionais com</p><p>o apoio clandestino de grupos internacionais.</p><p>d) Referirem-se ao apoio popular para legitimar suas</p><p>ações, uma vez que chegaram ao poder através do</p><p>voto direto.</p><p>11 - (UFRRJ/2001)</p><p>“Às quatro horas da madrugada no dia 24, depois da</p><p>notícia, Carlos foi carregado por admiradores até o</p><p>apartamento lotado de Café Filho. O vitorioso Lacerda,</p><p>aplaudido calorosamente, falou pelo rádio que Vargas</p><p>‘devia apodrecer’ na Base Aérea do Galeão (...) Garrafas</p><p>de champanhe foram abertas.”</p><p>DULLES, John W. F. Carlos Lacerda: a vida de um lutador. Rio</p><p>de Janeiro, Nova Fronteira, 1992. p. 188.</p><p>A notícia que gerou a comemoração citada no texto era</p><p>a da licença do cargo de presidente por Getúlio Vargas,</p><p>que, esperava-se, seria pedida a qualquer momento. No</p><p>entanto, algumas horas mais tarde, surgia a informação</p><p>do suicídio de Vargas.</p><p>a) Aponte o motivo pelo qual diversos analistas</p><p>políticos da época afirmaram que, com sua morte,</p><p>Vargas saiu vitorioso.</p><p>b) Cite uma das razões para a crise que desencadeou</p><p>o suicídio de Vargas.</p><p>12 - (UFSE/2001)</p><p>"... empenhar-me-ei a fundo em fazer um governo</p><p>nacionalista. O Brasil ainda não conquistou a sua</p><p>independência econômica e nesse sentido, farei tudo</p><p>para consegui-lo."</p><p>"... o povo subirá comigo as escadas do Catete ..."</p><p>(Getúlio Vargas - Campanha eleitoral de 1950</p><p>A partir dos trechos de dois diferentes discursos de</p><p>Getúlio Vargas, pode-se afirmar que</p><p>a) O nacionalismo proposto por Vargas consistia em</p><p>preservar, para o capital estatal e os capitais</p><p>privado nacionais, os setores estratégicos da</p><p>economia brasileira, em prol do povo.</p><p>b) A força política de Vargas residia, unicamente, nas</p><p>massas trabalhadoras dos centros urbanos,</p><p>organizadas nos sindicatos controlados pelo</p><p>Estado.</p><p>c) A independência econômica preconizada por</p><p>Vargas residia na adoção de uma política</p><p>econômica reguladora capaz de estimular o</p><p>desenvolvimento liberal das potencialidades</p><p>agrícolas brasileiras.</p><p>d) A força política de Vargas estava assentada,</p><p>principalmente, no poder dos grandes proprietários</p><p>de terras, base do seu projeto nacionalista.</p><p>e) O nacionalismo de Vargas consistia na promoção de</p><p>uma política voltada para o atendimento das</p><p>reivindicações operárias, sintetizadas na oposição</p><p>ao imperialismo dos países capitalistas mais</p><p>avançados.</p><p>13 - (UEG GO/2005)</p><p>O suicídio de Vargas, em 1954, não significou apenas</p><p>uma tragédia pessoal, pois está associado ao embate</p><p>entre distintos projetos políticos para o Brasil. Com base</p><p>nessa afirmação, compare os projetos políticos que</p><p>dividiram a sociedade brasileira no episódio que levou</p><p>Vargas ao suicídio.</p><p>14 - (EFOA MG/1999)</p><p>Na tentativa de justificar o processo de privatizações, o</p><p>governo federal tem afirmado que o ciclo de</p><p>desenvolvimento econômico caracterizado pela</p><p>chamada ‘Era Vargas” chegou ao seu fim. Qual dos fatos</p><p>abaixo NÃO se enquadra no conjunto de medidas</p><p>econômicas adotadas durante os dois governos de</p><p>Getúlio Vargas?</p><p>a) Criação da Companhia Siderúrgica Nacional.</p><p>b) Criação da Companhia Vale do Rio Doce.</p><p>c) Criação da Correção Monetária.</p><p>d) Criação da PETROBRÁS.</p><p>e) Criação da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT.</p><p>15 - (UnB DF/2002)</p><p>A contribuição histórica de Getúlio Vargas é, com muita</p><p>freqüência, objeto de polêmica nacional. Ícone dos</p><p>valores e projetos do Brasil na passagem da primeira</p><p>4</p><p>www.historiaemfoco.com.br</p><p>2° Governo Vargas</p><p>4</p><p>para a segunda metade do século XX., Vargas deixou</p><p>marcas indeléveis na vida brasileira. Alguns chegam a</p><p>dizer que a o Brasil moderno é o da ruptura com a Era</p><p>Vargas. Outros lembram que, sem Getúlio, não haveria</p><p>um Brasil industrial e moderno, falado que estava o país</p><p>a uma existência oligárquica, à moda da República</p><p>Velha.</p><p>Julgue os itens a seguir, acerca do contraditório legado</p><p>histórico de Vargas.</p><p>01. Coube a Getúlio Vargas a liderança do processo</p><p>gradual de substituição do modelo agroexportador</p><p>para um novo para um novo modelo de</p><p>ordenamento do capitalismo brasileiro, de corte</p><p>industrial, que levaria o país a ser um dos poucos,</p><p>ao sul do Equador, a avançar para a condição de</p><p>país com ampla margem de industrialização ao final</p><p>do século XX.</p><p>02. O personalismo e os vínculos diretos com as massas</p><p>de trabalhadores criaram uma forma de fazer</p><p>política que, embora tradicional, continha</p><p>elementos de renovação na cultura política</p><p>brasileira – no tratamento da legislação do trabalho</p><p>e na proteção básica dos direitos do trabalhador.</p><p>03. As elites brasileiras, vinculadas, em parte, aos</p><p>interesses transnacionais, nutriram – e ainda</p><p>nutrem – desprezo pela forma com que temas</p><p>como soberania e defesa da autonomia</p><p>internacional do país eram tratados por Vargas.</p><p>04. O estado débil, dotado de poucos instrumentos de</p><p>intervalo no curso do processo econômico e social,</p><p>foi um dos elementos intrínsecos na formulação</p><p>ideológica de Vargas e em sua prática política, tanto</p><p>no Estado Novo quanto no seu retorno à</p><p>presidência da República, na década de 50.</p><p>16 - (UFPA/1999)</p><p>“Paralelamente à política econômica nacionalista,</p><p>Getúlio concedeu especial atenção ao movimento</p><p>trabalhista, procurando apoiar-se na grande massa</p><p>popular para sustentar o seu programa econômico”</p><p>(KOSHIBA, Luiz & PEREIRA, Denise. História do Brasil.</p><p>São Paulo: Atual Editora, 1996, p. 312).</p><p>A partir do texto acima e dos estudos históricos sobre o</p><p>assunto, identifique quais grupos econômicos e políticos</p><p>faziam oposição a política econômica nacionalista de</p><p>Vargas, (durante seu 2º governo / 1951-1954),</p><p>explicando como o populismo Varguista à época</p><p>buscava obter apoio das classes trabalhadoras para</p><p>sustentar seu programa de governo.</p><p>17 - (UFPA/2000)</p><p>A chamada Revolução de 1930, no Pará, produziu um</p><p>líder político que, mesmo tendo assumido o governo do</p><p>Estado na condição de interventor, arriscou-se a colocar</p><p>seu nome a julgamento popular nas eleições de 1950. O</p><p>prestígio e o carisma adquiridos por Magalhães Barata</p><p>durante a Interventoria, o credenciaram a postular o</p><p>cargo de governador do Estado enquanto “defensor dos</p><p>humildes e dos pobres”.</p><p>Isto revela</p><p>(Coleção Magalhães Barata - Secult/SIM,1999)</p><p>a) A nstalação de uma máquina administrativa, a</p><p>partir de 1930, apoiada em lideranças que</p><p>deveriam manter bases políticas que não</p><p>extrapolassem a circunscrição eleitoral do</p><p>município</p><p>b) A instalação de um bloco de forças, liderado pelo</p><p>setor operário ainda</p><p>incapacitado de se auto-</p><p>organizar, que aceitou ser dirigido por</p><p>interventores chamados de "pelegos"</p><p>c) A aliança de representantes políticos do governo</p><p>varguista com setores avançados da sociedade que</p><p>lutavam pela inserção dos direitos dos pobres e</p><p>humildes no texto constitucional</p><p>d) Os interesses do governo de Vargas em criar</p><p>condições e aliados políticos nos Estados para a</p><p>implantação definitiva da legislação trabalhista</p><p>necessária ao fortalecimento do movimento</p><p>sindical</p><p>e) Um estilo de liderança exercido em nome do povo,</p><p>e com práticas políticas de conteúdo populista,</p><p>transformando-o em verdadeiro mito político, a</p><p>exemplo de Vargas que foi chamado de “O pai dos</p><p>pobres”</p><p>18 - (UNIFICADO RJ/1994)</p><p>O desenvolvimento foi um dos elementos de maior</p><p>importância nos debates políticos e intelectuais</p><p>ocorridos no Brasil, a partir da década de 40, sendo</p><p>também a preocupação das políticas governamentais do</p><p>período.</p><p>Assinale a opção que NÃO expressa uma política</p><p>governamental no período:</p><p>a) O segundo governo de Getúlio Vargas (1951-1954)</p><p>imprimiu um caráter nacional ao</p><p>desenvolvimentista com restrições ao capital</p><p>estrangeiro e criação de empresas estatais.</p><p>b) Os “cinquenta anos em cinco”, “slogan” so</p><p>Programa de Metas de JK, caracterizado por um</p><p>rápido crescimento industial, foi facilitado pela</p><p>atração de capitais estrangeiros.</p><p>5</p><p>www.historiaemfoco.com.br</p><p>2° Governo Vargas</p><p>5</p><p>c) A política desenvolvimentista, em todas as suas</p><p>etapas, foi acompanhada por crescente</p><p>interferência do Estado no domínio econômico</p><p>através da formulação de planos, criação de</p><p>agências de financiamento e de empresas estatais.</p><p>d) A abertura da economia brasileira ao capital</p><p>estrangeiro, a partir do Estado Novo, com a</p><p>participação dos Estados Unidos no</p><p>desenvolvimento da siderugia, foi o principal fator</p><p>de estímulo ao desenvolvimento brasileiro.</p><p>e) As empresas estatais de grande porte criadas no</p><p>período, como a Vale do Rio Doce, a Petrobrás e a</p><p>Eletrobrás, colocavam sob o controle do governo</p><p>setores de base considerados estratégicos, que</p><p>exigiam vultuosos investimentos.</p><p>19 - (UNIRIO RJ/1996)</p><p>A criação da Petrobrás, empresa controlada pela União</p><p>e administradora do monopólio do petróleo, foi</p><p>representativa</p><p>da política econômica adotada por Getúlio Vargas</p><p>(1951-1954), que:</p><p>a) Atraiu capitais estrangeiros para acelerar o</p><p>crescimento industrial.</p><p>b) Imprimiu ao país uma orientação nacionalista.</p><p>c) Priorizou o crédito ao setor agrícola através do</p><p>BNDE.</p><p>d) Contou com amplo apoio do empresariado nacional</p><p>e multinacional.</p><p>e) Sofreu severa oposição dos sindicatos contrários ao</p><p>apoio dispensado ao empresariado.</p><p>20 - (UNESP SP/1993)</p><p>O início da implantação da indústria de base liga-se à</p><p>política nacionalista da era Vargas. As dificuldades</p><p>externas, devido ao envolvimento dos países</p><p>industrializados nas guerras, contribuíram para que se</p><p>consolidasse a política das substituições das</p><p>importações. Dentre as realizações que marcaram o</p><p>último governo de Getúlio Vargas (1951–1954), e que se</p><p>tornaram importantes para o desenvolvimento</p><p>econômico do país, podemos citar:</p><p>a) A transferência da Capital Federal pra Brasília.</p><p>b) O programa de integração econômica da Amazônia,</p><p>com a instalação do porto livre de Manaus.</p><p>c) O estabelecimento do monopólio da extração e da</p><p>refinação do petróleo.</p><p>d) A instalação da indústria automobilística no país.</p><p>e) A criação do Banco Nacional de Habitação.</p><p>21 - (UNESP SP/2000)</p><p>“Quis criar a liberdade nacional na potencialização das</p><p>nossas riquezas através da Petrobrás; mal começa esta</p><p>funcionar, a onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás</p><p>foi obstaculizada até o desespero. Não querem que o</p><p>trabalhador seja livre. Não querem que o povo seja</p><p>independente (…).</p><p>Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a</p><p>espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto. O</p><p>ódio, as infâmias, a calúnia não abateram meu ânimo.</p><p>Eu vos dei a minha vida. Agora ofereço a minha morte.</p><p>Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no</p><p>caminho da eternidade e saio da vida para entrar na</p><p>História.”</p><p>(Getúlio Vargas. Carta-testamento, 1954)</p><p>a) Por que Getúlio Vargas associa “liberdade nacional”</p><p>à criação da Petrobrás?</p><p>b) Identifique no texto elementos que caracterizam o</p><p>populismo de Getúlio Vargas.</p><p>22 - (UEG GO/2005)</p><p>O suicídio do presidente Getúlio Vargas, em agosto de</p><p>1954, foi lembrado pela grande imprensa na passagem</p><p>dos 50 anos do episódio. Embora não se deva pensar na</p><p>história como mestra da vida, é possível refletir sobre os</p><p>impasses que levaram ao trágico desfecho.</p><p>Acerca desse processo, julgue os itens:</p><p>I. O impasse entre a UDN (União Democrática</p><p>Nacional) e o presidente vinculava-se ao empenho</p><p>daquela agremiação em envolver Getúlio Vargas na</p><p>tentativa de assassinato do jornalista Carlos</p><p>Lacerda, desmoralizando não apenas o homem,</p><p>mas sua trajetória e seu projeto político.</p><p>II. O impasse político nos anos 50 relacionava-se ao</p><p>desejo das correntes liberais de combater o</p><p>autoritarismo do presidente Vargas, que se</p><p>manifestava na ameaça iminente de fechamento do</p><p>poder legislativo.</p><p>III. O nacionalismo e o trabalhismo tornaram-se</p><p>bandeiras políticas fortemente associadas a</p><p>Getúlio, o que lhe conferia enorme prestígio nos</p><p>embates eleitorais, razão pela qual distintas</p><p>correntes políticas voltaram-se contra o presidente.</p><p>IV. O suicídio foi um gesto de desespero do velho</p><p>presidente que, derrotado nas disputas políticas,</p><p>abandona a vida, permitindo a imediata conquista</p><p>do poder político pela oposição nas eleições de</p><p>1955.</p><p>Marque a alternativa CORRETA:</p><p>a) Apenas a proposição I está correta.</p><p>b) Apenas a proposição II está correta.</p><p>c) As proposições II e III estão corretas.</p><p>d) As proposições III e IV estão corretas.</p><p>e) As proposições I e III estão corretas.</p><p>23 - (UFG GO/1996)</p><p>O populismo, como na prática política, significou mais</p><p>que mera manipulação das massas, constituindo uma</p><p>forma específica da prática política, que se generalizou</p><p>no continente latino-americano.</p><p>A respeito desse fenômeno político, pode-se afirmar</p><p>que:</p><p>01. o líder populista conserva estreita relação com o</p><p>povo a partir de canais organizados. O fundamento</p><p>do poder desse líder é a manutenção do jogo</p><p>6</p><p>www.historiaemfoco.com.br</p><p>2° Governo Vargas</p><p>6</p><p>democrático nas disputas políticas ocorridas no</p><p>interior dos partidos e instituições;</p><p>02. é possível constatar que o avanço do populismo</p><p>ocorreu predominantemente em países onde</p><p>simultaneamente ocorreram reformas na estrutura</p><p>agrária e desenvolvimento industrial. Essas</p><p>reformas foram necessárias à formação de um</p><p>eleitorado capaz de apoiar as lideranças políticas</p><p>que estavam surgindo;</p><p>04. no Brasil, analisando o governo de Vargas, o</p><p>populismo atendeu fundamentalmente aos anseios</p><p>das classes dominantes sem que ocorresse avanço</p><p>significativo na proteção ao trabalhador e na</p><p>legislação social;</p><p>08. Perón e Cárdenas são exemplos de governos</p><p>populistas na América Latina que alcançaram</p><p>enorme prestígio popular com defesa de teses</p><p>nacionalistas e reformistas.</p><p>24 - (UFG GO/1997)</p><p>Na foto abaixo há um inusitado encontro entre</p><p>importantes lideranças políticas do país. João Goulart,</p><p>Tancredo Neves e Leonel Brizola choram a morte do</p><p>velho Vargas. Qual a semelhança entre a perspectiva</p><p>política varguista e a dos líderes políticos citados?</p><p>25 - (Mackenzie SP/2001)</p><p>Isolado no Palácio do Catete, sentindo que um golpe de</p><p>Estado seria iminente, Vargas iria dar sua última aula de</p><p>política. Às oito horas da manhã do dia 24 de agosto, as</p><p>Forças Armadas, através do general Zenóbio da Costa,</p><p>apresentaram seu irrevogável ultimato, exigindo</p><p>imediatamente a renúncia presidencial.</p><p>Apresentando calma, Getúlio se recolheu aos seus</p><p>aposentos e, pouco depois suicidou-se com um tiro no</p><p>coração. (...) deixava uma carta inflamada, logo</p><p>conhecida como ‘Carta Testamento’</p><p>Edgard Luis de</p><p>Barros</p><p>O texto refere-se ao suicídio de Vargas como um último</p><p>ato político, no sentido de que os desdobramentos</p><p>desse fato provocaram:</p><p>a) A ocupação do poder pelos seus opositores do</p><p>P.T.B. .</p><p>b) A fantástica mobilização popular pró Vargas que</p><p>sacudiu o país, impedindo que a UDN e a cúpula</p><p>militar implantassem sua proposta de governo. O</p><p>regime democrático populista sobreviveria mais</p><p>dez anos.</p><p>c) O fim do populismo varguista que desapareceria</p><p>logo em seguida, já que a UDN venceria as eleições</p><p>de 1955.</p><p>d) A não ocorrência de manifestações populares após</p><p>a morte de Vargas, fato que demonstrou o alto grau</p><p>de desgaste político do governo.</p><p>e) A indiferença popular em relação aos setores</p><p>oposicionistas nos meios de comunicação, UDN, o</p><p>político Carlos Lacerda, Embaixada Americana –</p><p>que, após o suicídio, não foram alvos da fúria</p><p>popular.</p><p>26 - (Mackenzie SP/2002)</p><p>O suicídio foi o último, o supremo e inesperado gesto</p><p>que surpreendeu a todos e reverteu as tendências,</p><p>selando o carisma e o mito.</p><p>Aspásia Camargo</p><p>Sobre o episódio ocorrido em 24 de agosto de 1954, a</p><p>que se refere o texto, podemos afirmar que:</p><p>a) Com a morte de Vargas, sua figura política é</p><p>esquecida pelas massas populares.</p><p>b) A reação das massas populares inconformadas</p><p>impediu a UDN de tomar o poder, dando uma</p><p>sobrevida ao populismo, com a eleição de João</p><p>Goulart para Vice-Presidente;</p><p>c) O isolamento e a indiferença das massas urbanas</p><p>levaram Vargas a esse desfecho, embora contasse</p><p>com total apoio das Forças Armadas.</p><p>d) Na História brasileira a figura de Getúlio Vargas não</p><p>é vista como carismática, em virtude do período</p><p>ditatorial.</p><p>e) a UDN, a Tribuna de Imprensa e Carlos Lacerda</p><p>foram os grandes beneficiados com o trágico fim do</p><p>Presidente, assumindo a liderança política com</p><p>apoio das massas.</p><p>27 - (UEPG PR/2001)</p><p>Os anos que separam a queda de Vargas da ascensão</p><p>militar de 64 constituem um período de grande</p><p>diversificação e criatividade cultural.</p><p>Sobre esse período, assinale o que for correto.</p><p>01. As classes médias nesse período rejeitavam as</p><p>novidades culturais e de bens de consumo.</p><p>02. Nele surgiu a bossa-nova, movimento de</p><p>modernização e internacionalização da música</p><p>popular brasileira.</p><p>04. Jânio Quadros, eleito presidente pela coligação</p><p>PTB/PSD, fortaleceu a hegemonia desses partidos</p><p>em níveis regional e nacional.</p><p>08. Desenvolveu-se o Cinema Novo, iniciado com os</p><p>filmes de Gláuber Rocha, marcando a passagem do</p><p>cinema de arte para uma revolução de linguagem e</p><p>de temas.</p><p>7</p><p>www.historiaemfoco.com.br</p><p>2° Governo Vargas</p><p>7</p><p>16. Fundaram-se os Centros Populares de Cultura</p><p>(CPCs), envolvendo estudantes, artistas e</p><p>intelectuais, para levar arte e cultura aos</p><p>trabalhadores.</p><p>28 - (ACAFE SC/2000)</p><p>A alternativa que apresenta características NÃO</p><p>condizentes com o segundo governo de Getúlio Vargas</p><p>(1951-1954) é:</p><p>a) Assassinato do Major da Aeronáutica Rubens Vaz,</p><p>vários setores da imprensa fazendo oposição ao</p><p>governo e o suicídio do Presidente Getúlio Vargas.</p><p>b) Crescente instabilidade política, inflação e</p><p>sistemática oposição do jornalista Carlos Lacerda</p><p>ao governo.</p><p>c) Militares pedindo a renúncia de Vargas, tentativa</p><p>de assassinato de Carlos Lacerda e criação da</p><p>Petrobrás.</p><p>d) Aumento do custo de vida, ocorrência de várias</p><p>greves, propostas do governo para aumentar o</p><p>salário mínimo.</p><p>e) Estabilidade política, criação da Companhia</p><p>Siderúrgica Nacional (CSN) e monopólio estatal do</p><p>petróleo.</p><p>29 - (UNESP SP/1993)</p><p>O início da implantação da indústria de base liga-se à</p><p>política nacionalista da era Vargas. As dificuldades</p><p>externas, devido ao envolvimento dos países</p><p>industrializados nas guerras, contribuíram para que se</p><p>consolidasse a política das substituições das</p><p>importações. Dentre as realizações que marcaram o</p><p>último governo de Getúlio Vargas (1951-1954), e que se</p><p>tornaram importantes para o desenvolvimento</p><p>econômico do país, podemos citar</p><p>a) a transferência da Capital Federal para Brasília.</p><p>b) o programa de integração econômica da Amazônia,</p><p>com a instalação do porto livre de Manaus.</p><p>c) o estabelecimento do monopólio da extração e da</p><p>refinação do petróleo.</p><p>d) a instalação da indústria automobilística no país.</p><p>e) a criação do Banco Nacional de Habitação.</p><p>30 - (UNESP SP/2002)</p><p>O segundo governo de Getúlio Vargas (1951-1954)</p><p>terminou com o suicídio do presidente. Contribuiu para</p><p>a crise política desse governo:</p><p>a) O fechamento do Congresso, que acabou por unir,</p><p>numa frente ampla, os defensores dos ideais</p><p>democráticos.</p><p>b) O apoio do presidente aos políticos da UDN (União</p><p>Democrática Nacional), favoráveis à organização de</p><p>um golpe para mantê-lo no poder.</p><p>c) política econômica adotada, de cunho nacionalista,</p><p>da qual um dos marcos foi a criação da Petrobrás,</p><p>em 1953.</p><p>d) A série de convulsões sociais provocadas pela</p><p>inflação, com movimentos grevistas organizados</p><p>pelo Partido Comunista, então na legalidade.</p><p>e) A ruptura entre civis e militares, que culminou com</p><p>o assassinato do político e jornalista Carlos Lacerda.</p><p>31 - (UNICAMP SP/1990)</p><p>De acordo com os elementos da fotografia e do texto</p><p>abaixo, responda as perguntas que seguem.</p><p>Na fotografia acima, vemos a comemoração oficial do</p><p>dia do Trabalho em 1942, no Rio de Janeiro.</p><p>Segundo o dicionário de Ciências Sociais (F.G.V. 1986):</p><p>“Getulismo ou Varguismo: constitui prática ideológica e</p><p>política de amplos e indefinidos contornos, situado</p><p>historicamente entre 1930 e 1954, com</p><p>desdobramentos até os dias atuais (…) e tende a</p><p>confundir-se com o trabalhismo (…).”</p><p>Caracterize os três governos de Getúlio Vargas entre</p><p>1930 e 1954.</p><p>32 - (UNICAMP SP/1990)</p><p>De acordo com os elementos da fotografia e do texto</p><p>abaixo, responda as perguntas que seguem.</p><p>Na fotografia acima, vemos a comemoração oficial do</p><p>dia do Trabalho em 1942, no Rio de Janeiro.</p><p>Segundo o dicionário de Ciências Sociais (F.G.V. 1986):</p><p>“Getulismo ou Varguismo: constitui prática ideológica e</p><p>política de amplos e indefinidos contornos, situado</p><p>historicamente entre 1930 e 1954, com</p><p>desdobramentos até os dias atuais (…) e tende a</p><p>confundir-se com o trabalhismo (…).”</p><p>Quais as relações do Varguismo com as classes</p><p>trabalhadoras?</p><p>33 - (UNIFOR CE/1998)</p><p>Dentre as realizações que marcaram o último Governo</p><p>de Getúlio Vargas (1951-1954), e que se tornaram</p><p>8</p><p>www.historiaemfoco.com.br</p><p>2° Governo Vargas</p><p>8</p><p>importantes para o desenvolvimento econômico do</p><p>país, pode-se citar:</p><p>a) A transferência da Capital Federal para Brasília e a</p><p>criação do território federal de Fernando de</p><p>Noronha.</p><p>b) O programa de integração econômica da Amazônia,</p><p>com a instalação do porto livre de Manaus e a</p><p>criação dos territórios federais do Amapá, Rio</p><p>Branco, Guaporé e Iguaçu.</p><p>c) A instalação da indústria automobilística no país e a</p><p>criação pelo Estado da Usina Siderúrgica de Volta</p><p>Redonda.</p><p>d) O estabelecimento do monopólio da extração e da</p><p>refinação do petróleo.</p><p>e) A criação do Banco Nacional de Habitação e da</p><p>Companhia Vale do Rio Doce.</p><p>34 - (ESCS DF/2006)</p><p>“Trabalhadores do Brasil. Nesse 1º de maio (...), é com</p><p>alegria e particular emoção que vos anuncio a fixação</p><p>dos novos níveis de salário mínimo, condizentes com as</p><p>aspirações e destinados a vos proporcionar melhores</p><p>condições de vida. Não me perdoam os que me queriam</p><p>ver insensível diante dos fracos e injusto com os</p><p>humildes. Continuo, entretanto, ao vosso lado. Mas a</p><p>minha tarefa está terminando e a vossa apenas</p><p>começa”.</p><p>(Discurso do presidente Getulio Vargas, 1º de maio de 1954)</p><p>O trecho do documento é expressivo do padrão de</p><p>relações que Vargas estabeleceu durante a sua</p><p>permanência no poder com as classes trabalhadoras</p><p>brasileiras. Sobre o histórico dessas relações é correto</p><p>afirmar que:</p><p>I. Em 1930, ao criar o Ministério do Trabalho, o</p><p>governo Vargas teve como objetivo a adoção de</p><p>uma</p><p>política trabalhista voltada para a regulação e</p><p>o controle das estruturas sindicais;</p><p>II. Durante o Estado Novo, a política trabalhista de</p><p>Vargas se baseou no princípio da pluralidade</p><p>sindical, ou seja, cada categoria profissional passou</p><p>a ser representada por várias entidades sindicais;</p><p>III. Ao mesmo tempo em que o regime estadonovista</p><p>restringia os direitos políticos, o governo tratou de</p><p>intensificar a política social através de medidas</p><p>como a instituição do salário mínimo e edição da</p><p>Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT)</p><p>IV. Ao retornar ao poder “nos braços do povo” em</p><p>1951, Vargas pôs fim, de imediato, ao sindicalismo</p><p>corporativista que havia sido implantado no país na</p><p>década de 1930.</p><p>Estão corretas as afirmativas:</p><p>a) I e II;</p><p>b) I e III;</p><p>c) II e IV;</p><p>d) III e IV;</p><p>e) II e III.</p><p>35 - (FGV/2005)</p><p>“...Nada mais vos posso dar a não ser meu sangue. Se as</p><p>aves de rapina querem o sangue de alguém, querem</p><p>continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em</p><p>holocausto a minha vida... Cada gota de meu sangue</p><p>será uma chama imortal em vossa consciência e</p><p>manterá a vibração sagrada para a resistência. Ao ódio</p><p>respondo com o perdão. E aos que pensam que me</p><p>derrotaram respondo com a minha vitória... Lutei contra</p><p>a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do</p><p>povo. Tenho lutado de peito aberto. O ódio, as infâmias,</p><p>a calúnia não abateram meu ânimo. Eu vos dei a minha</p><p>vida. Agora ofereço a minha morte. Nada receio.</p><p>Serenamente dou o primeiro passo no caminho da</p><p>eternidade e saio da vida para entrar na história.”</p><p>“Carta-Testamento de Getúlio Vargas” in Documentos de</p><p>História do Brasil, organizado</p><p>por Mary Del PRIORE e outros, São Paulo, Scipione,</p><p>1999, pp. 98-99.</p><p>A Carta-Testamento de Getúlio Vargas foi publicada pela</p><p>imprensa brasileira em 24 de agosto de 1954. O suicídio</p><p>do presidente da República foi um dos episódios mais</p><p>dramáticos da História brasileira no século passado e</p><p>ocorreu em meio a uma grave crise política.</p><p>Analise tal situação, considerando:</p><p>• O panorama da crise política de 1954.</p><p>• As características da política de massas do período.</p><p>• As conseqüências políticas da morte de Vargas.</p><p>36 - (UFG GO/2005)</p><p>Na História política brasileira, no período de 1937 a</p><p>1945, houve o exercício do autoritarismo no poder. No</p><p>entanto, entre 1945 e 1964, assiste-se à emergência de</p><p>partidos políticos que garantiram o exercício</p><p>democrático na escolha de representantes do povo nos</p><p>poderes executivo e legislativo.</p><p>No que se refere ao processo de alternância de poder na</p><p>era Vargas e a composição dos partidos políticos,</p><p>analise:</p><p>a) a escolha dos governos estaduais durante a</p><p>ditadura de Vargas;</p><p>b) a base de apoio dos partidos PTB (Partido</p><p>Trabalhista Brasileiro) e o PSD (Partido Social</p><p>Democrático), que atuaram no Brasil durante o</p><p>período de 1945 a 1964.</p><p>37 - (UEPB/2003)</p><p>O presidente Getúlio Vargas sempre cultivou a imagem</p><p>do representante máximo dos interesses da nação,</p><p>elemento acima dos interesses e pressões políticas.</p><p>Durante o seu governo o estado se apresentava como</p><p>mediador dos conflitos sociais e devido ao baixo nível de</p><p>organização das classes sociais, maiores conflitos entre</p><p>capital e trabalho foram adiados e só vão ganhar fôlego</p><p>na segunda metade dos anos 50 sob o governo de</p><p>Juscelino Kubitscheck.</p><p>Essa prática política ficou conhecida como:</p><p>9</p><p>www.historiaemfoco.com.br</p><p>2° Governo Vargas</p><p>9</p><p>a) Socialismo</p><p>b) Populismo</p><p>c) Desenvolvimento</p><p>d) Anarquismo</p><p>e) Entreguismo</p><p>38 - (UFJF MG/2004)</p><p>“Quis criar a liberdade nacional na potencialização de</p><p>nossas riquezas através da Petrobrás; mal esta começa</p><p>a funcionar, a onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás</p><p>foi obstaculizada até o desespero. Não querem que o</p><p>trabalhador seja livre. Não querem que o povo seja</p><p>independente”</p><p>(VARGAS, Getúlio. Carta Testamento. In: D’ARAÚJO, Maria</p><p>Celina (org).</p><p>As instituições políticas brasileiras da Era Vargas. Rio de</p><p>Janeiro: Ed. UERJ/Ed. FGV, 1999, p. 160.)</p><p>Sobre a Petrobrás, é CORRETO afirmar que:</p><p>a) Foi instituída como empresa pública em 1953,</p><p>embora não tenha sido definido o monopólio</p><p>estatal da prospecção de petróleo.</p><p>b) Sua aprovação no Congresso foi precedida de</p><p>ampla campanha de massas, envolvendo</p><p>estudantes, militares, trabalhadores e setores do</p><p>empresariado.</p><p>c) Pela primeira vez, é instalada uma empresa estatal</p><p>e inaugura-se no Brasil uma política de</p><p>desenvolvimento que vai caracterizar-se pela</p><p>destacada participação do Estado.</p><p>d) Foi uma importante vitória política de Vargas,</p><p>representando um momento significativo do</p><p>nacionalismo da década de 1950, que tinha na UDN</p><p>o seu principal suporte partidário.</p><p>e) Desde a sua instalação, o Brasil tornou-se auto-</p><p>suficiente na produção de petróleo e derivados.</p><p>39 - (UFTM MG/2004)</p><p>Desenvolveu-se, durante o segundo governo de Getúlio</p><p>Vargas (1951-1954), uma campanha nacionalista</p><p>favorável:</p><p>a) Ao envio de tropas brasileiras, sob o comando dos</p><p>Estados Unidos, para a Guerra da Coréia.</p><p>b) Às restrições ao capital estrangeiro no país, com a</p><p>aprovação, pelo Congresso, da Eletrobrás.</p><p>c) Ao estabelecimento do monopólio estatal do</p><p>petróleo, do qual resultou a criação da Petrobrás.</p><p>d) A uma política externa independente, capaz de</p><p>diminuir a influência econômica estrangeira.</p><p>e) Ao controle sobre os recursos energéticos do país,</p><p>o que fez surgir a Usina de Volta Redonda.</p><p>40 - (PUC RS/2004)</p><p>O crescimento da oposição ao Segundo Governo Vargas</p><p>(1951-1954), que levaria o presidente ao isolamento e</p><p>ao ato extremo do suicídio, evitando a renúncia ou o</p><p>golpe militar, deveu-se ao conjunto de medidas</p><p>________ na economia brasileira em um contexto</p><p>_________.</p><p>a) liberais</p><p>de expansão do imperialismo</p><p>b) acionalistas</p><p>de acirramento da disputa EUA x URSS</p><p>c) socialistas</p><p>de enfraquecimento do imperialismo dos EUA na</p><p>América Latina</p><p>d) protecionistas</p><p>de retração dos investimentos externos norte-</p><p>americanos</p><p>e) populistas</p><p>de crescimento e investimento dos países asiáticos</p><p>no Brasil</p><p>41 - (UECE/2005)</p><p>“Vivo ou morto, Getúlio é o grande mito político da</p><p>nossa história recente. Seu suicídio foi um golpe de</p><p>mestre. Imobilizando os inimigos, ele possibilitou a</p><p>manutenção da ordem democrática e a eleição de</p><p>Juscelino, em 1955”.</p><p>Fonte: GOMES. Ângela de Castro. A Última Cartada. In</p><p>Revista Nossa História. Ano I, n. 10, Agosto de 2004, p.</p><p>14/19.</p><p>Com base na afirmação acima, marque a opção FALSA;</p><p>a) O suicídio do Presidente Getúlio Vargas foi um</p><p>acontecimento trágico e único na História do Brasil.</p><p>b) O ano de 2004 marca os cinqüenta anos da morte</p><p>de Vargas e este fato vem sendo recordado e</p><p>reforçado por múltiplos mecanismos de memória.</p><p>c) Getúlio Vargas foi uma construção mítica: meio</p><p>verdade, meio ficção feita para ser aceita e querida</p><p>pelo povo.</p><p>d) Quando Vargas se matou, apesar de ser ainda o</p><p>chefe de um governo ditatorial, sua popularidade</p><p>atingiu índices surpreendentes.</p><p>42 - (UESPI/2004)</p><p>Getúlio Vargas ocupou um lugar de destaque na política</p><p>brasileira do século XX, apesar da campanha</p><p>oposicionista que sofreu no seu último mandato, como</p><p>presidente da República. Seu suicídio, acompanhado da</p><p>sua carta-testamento, comoveu parte expressiva da</p><p>sociedade brasileira. No seu último governo:</p><p>a) Desvinculou-se do PTB, partido que era antes sua</p><p>base política.</p><p>b) Aprovou a lei que criava a Petrobras.</p><p>c) Lançou as bases para a construção da Companhia</p><p>Siderúrgica Nacional.</p><p>d) Abandonou o discurso nacionalista, envolvendose</p><p>com capital externo.</p><p>e) Criou uma eficiente legislação social.</p><p>43 - (UFMG/2005)</p><p>Considerando-se o contexto brasileiro da década de</p><p>1950, é CORRETO afirmar que:</p><p>a) Era premente a questão do desenvolvimento</p><p>nacional, que fez girar em torno dela os principais</p><p>impasses e polêmicas e contribuiu para o trágico</p><p>desfecho do Governo Vargas.</p><p>10</p><p>www.historiaemfoco.com.br</p><p>2° Governo Vargas</p><p>10</p><p>b) Foram grandes as divergências entre o Governo e o</p><p>Exército quanto à criação da Petrobras, o que</p><p>acabou levando Vargas a nova tentativa de golpe</p><p>em meados dos anos 1950.</p><p>c) Foram muitos os conflitos entre os trabalhadores e</p><p>os governos que, à exceção do de Vargas, trataram</p><p>sempre a questão social com dura repressão.</p><p>d) Era forte a oposição articulada pelo PSD a Vargas,</p><p>que, embora eleito com expressiva maioria de</p><p>votos, nunca conseguiu se adaptar ao jogo</p><p>democrático.</p><p>44 - (UNIRIO RJ/2005)</p><p>“Ao Povo Brasileiro</p><p>Como chefes do Partido Trabalhista Brasileiro e do</p><p>Partido Social Progressista, dirigimo-nos à Nação para</p><p>anunciar nossa aliança para uma ação conjunta no</p><p>cenário político do País, notadamente no que diz</p><p>respeito à solução do problema sucessório. (...)</p><p>(...) Somos uma Nação de economia ainda onerada por</p><p>condições semicoloniais, em que a riqueza de</p><p>possibilidades naturais contrasta com a pobreza do</p><p>homem. É preciso dar ao País a compreensão de que sua</p><p>soberania não é uma simples fórmula jurídica, mas uma</p><p>conquista, que, para ser concretizada, necessita, antes</p><p>de tudo, de independência econômica pela qual todos,</p><p>sem exceção, devemos lutar com coragem e firmeza.</p><p>(...)”</p><p>(Adaptação do Manifesto do PTB/PSP em favor da</p><p>candidatura Getulio</p><p>Vargas. In Soares d'Araújo, Maria Celina. O Segundo</p><p>Governo Vargas: democracia, partidos e crise política.</p><p>Rio de Janeiro:Zahar,1982,p.73/74).</p><p>A partir de uma análise do trecho do documento</p><p>transcrito, é possível identificarmos alguns traços</p><p>característicos do discurso Varguista. Dentre eles,</p><p>podem ser destacados:</p><p>a) o trabalhismo e o antiimperialismo, quando houve</p><p>referência à independência econômica.</p><p>b) o nacionalismo e o populismo, visto através da idéia</p><p>de Nação e da preocupação com a pobreza do</p><p>homem.</p><p>c) o antiimperialismo e o nacionalismo, visto através</p><p>da preocupação de soberania e da independência</p><p>econômica da Nação.</p><p>d) o populismo e o trabalhismo, quando houve</p><p>referência à luta com coragem e firmeza.</p><p>e) o nacionalismo e o trabalhismo, quando se fez</p><p>referência à luta política e à soberania nacional.</p><p>45 - (UFRGS/2004)</p><p>Leia o trecho abaixo.</p><p>"Mais uma vez, as forças e os interesses contra o povo</p><p>condenaram-me novamente e se desencadeiam sobre</p><p>mim. [...] Sigo o destino que me é imposto. Depois de</p><p>decênios do domínio e espoliação dos grupos</p><p>econômicos e financeiros internacionais, fiz-me chefe</p><p>de uma revolução e venci. Iniciei o trabalho de</p><p>libertação e instaurei o regime de liberdade social. Tive</p><p>de renunciar. Voltei ao Governo nos braços do povo. A</p><p>campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou-</p><p>se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de</p><p>garantia do trabalho. A lei dos lucros extraordinários foi</p><p>detida no Congresso. Contra a justiça da revisão do</p><p>salário mínimo se desencadearam os ódios. [...] Se as</p><p>aves de rapina querem o sangue de alguém, querem</p><p>continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em</p><p>holocausto a minha vida. Escolho este meio de estar</p><p>sempre convosco."</p><p>DEL PRIORE, Mary. "Documentos de história do Brasil:</p><p>de Cabral aos anos 90". São Paulo: Scipione, 1997. p. 98-</p><p>99.</p><p>Pode-se afirmar que o trecho acima faz parte da</p><p>a) Proposta de reformas de base do presidente João</p><p>Goulart, de 1964.</p><p>b) Carta de renúncia do presidente Fernando Collor</p><p>de Mello, de 1992.</p><p>c) Carta-testamento do presidente Getúlio Vargas,</p><p>de 1954.</p><p>d) Declaração ao povo brasileiro feita pelo</p><p>governador Leonel Brizola, de 1962.</p><p>e) Carta de abdicação de Dom Pedro I, de 1831.</p><p>46 - (Mackenzie SP/2004)</p><p>Durante o governo de Getúlio Vargas (1951-1954), a</p><p>política econômica era marcadamente nacionalista. A</p><p>adoção de uma política voltada para os interesses da</p><p>nação determinou:</p><p>a) O choque com os interesses imperialistas,</p><p>principalmente o norte-americano, já que os</p><p>países capitalistas, durante a Guerra Fria, se</p><p>agrupavam sob a direção e de acordo com os</p><p>interesses dos Estados Unidos.</p><p>b) O estremecimento das relações entre Vargas e os</p><p>EUA. Mas o presidente norte-americano,</p><p>Eisenhower, viu-se impossibilitado de não</p><p>conceder os empréstimos prometidos, para não</p><p>perder um aliado na América.</p><p>c) A falência dos projetos ligados à criação de</p><p>empresas estatais, que monopolizariam setores</p><p>importantes da nossa economia, dada a falta de</p><p>capital estrangeiro.</p><p>d) O afastamento, do governo, do movimento</p><p>trabalhista, que criava obstáculos para a</p><p>implantação do programa econômico.</p><p>e) A retomada de uma campanha liderada pelo</p><p>próprio presidente, que denunciava a remessa de</p><p>lucros para o exterior por parte das empresas</p><p>nacionais.</p><p>47 - (PUC RS/2003)</p><p>O contexto político que levaria à crise do segundo</p><p>Governo Vargas e ao suicídio do presidente, em 24 de</p><p>agosto de 1954, estava relacionado com:</p><p>a) a campanha do Partido Comunista Brasileiro</p><p>contra um Estado excessivamente liberal.</p><p>11</p><p>www.historiaemfoco.com.br</p><p>2° Governo Vargas</p><p>11</p><p>b) a pressão dos sindicalistas pela aprovação da</p><p>Consolidação das Leis do Trabalho.</p><p>c) a oposição popular à criação da Petrobrás.</p><p>d) a mobilização geral contra o endividamento do</p><p>governo junto aos Estados.</p><p>e) a oposição dos liberais da UDN e de Lacerda na</p><p>imprensa.</p><p>48 - (PUC RJ/2003)</p><p>"O petróleo é nosso" foi o lema da campanha que</p><p>empolgou grupos políticos, associações profissionais e</p><p>organizações diversas no Brasil, entre 1947 e 1953.</p><p>Sobre esse tema, o episódio e suas motivações, são</p><p>corretas as afirmativas,</p><p>À EXCEÇÃO DE UMA. Assinale a opção que apresenta</p><p>essa exceção.</p><p>a) O petróleo foi foco de importantes disputas no</p><p>Brasil, porque tornou-se a principal fonte de</p><p>energia para a indústria contemporânea, devido às</p><p>transformações tecnológicas mundiais ocorridas</p><p>desde a segunda metade do século XIX.</p><p>b) A forte correlação entre petróleo e indústria foi de</p><p>grande importância para a formulação de projetos</p><p>de desenvolvimento e para as discussões acerca</p><p>das possibilidades de conquista da soberania</p><p>econômica brasileira, após a II Guerra Mundial.</p><p>c) Os militares - pelo interesse no desenvolvimento</p><p>da indústria brasileira, em especial a de</p><p>armamentos - e os estudantes - pelo engajamento</p><p>nacionalista - foram dois grupos que participaram</p><p>ativamente dos debates relativos à</p><p>regulamentação da exploração do petróleo.</p><p>d) A "Campanha do Petróleo" teve como</p><p>desdobramento a criação de uma empresa estatal</p><p>de petróleo - a Petrobrás.</p><p>e) Se o governo Vargas demonstrou interesse na</p><p>Petrobrás, o governo de Juscelino Kubitschek foi</p><p>indiferente à produção de petróleo, preferindo</p><p>investir nas pesquisas para o desenvolvimento da</p><p>energia nuclear.</p><p>49 - (UFRGS/2001)</p><p>No início dos anos 50, Getúlio Vargas viu-se às voltas</p><p>com várias situações contraditórias durante seu</p><p>governo.</p><p>Assinale a alternativa que NÃO apresenta uma dessas</p><p>situações.</p><p>a) Sob o ponto de vista eleitoral, o governo teve que</p><p>equilibrar-se numa aliança que envolvia as forças</p><p>dos antigos caciques interventores do PSD,</p><p>controladores das políticas interioranas, com as</p><p>forças do operariado e das classes médias urbanas,</p><p>aglutinados no PTB.</p><p>b) Vargas teve que estruturar um governo composto</p><p>por ministros de distintos partidos políticos (PSD,</p><p>PSP, PTB e UDN) como uma forma de ampliar o seu</p><p>apoio no Congresso Nacional onde sua</p><p>representação era nitidamente minoritária.</p><p>c) Vargas procurou convencer o trabalhador de que</p><p>o patrão não era seu inimigo, e o patrão, de que o</p><p>trabalhador era elemento indispensável à criação</p><p>da riqueza, construindo uma política de</p><p>aproximação e cooperação entre as classes.</p><p>d) Vargas manobrou entre duas concepções básicas</p><p>sobre o desenvolvimento econômico: a que</p><p>defendia o desenvolvimento autônomo e</p><p>preservador das riquezas nacionais, por um lado, e</p><p>a que advogava o desenvolvimento associado ao</p><p>capital externo, inclusive no caso do petróleo e</p><p>minerais atômicos, por outro.</p><p>e) O governo Vargas deixou de pagar a dívida externa</p><p>ao F.M.I.</p><p>sem romper as relações com os Estados</p><p>Unidos, aproveitando a participação deste na</p><p>Guerra da Coréia.</p><p>50 - (UFMG/2002)</p><p>Observe esta figura:</p><p>(TEIXEIRA, Francisco M. P. "Brasil: História e sociedade".</p><p>São Paulo: Ática, 2000. p. 274.)</p><p>Essa figura está relacionada</p><p>a) à campanha eleitoral de 1950, quando Getúlio se</p><p>apresentou como um candidato democrático</p><p>apoiado pela massa de trabalhadores.</p><p>b) à propaganda da Aliança Liberal, que defendia a</p><p>coligação dos tenentes com a oligarquia gaúcha,</p><p>tendo Getúlio Vargas como seu líder.</p><p>c) ao culto do regionalismo político, que os órgãos de</p><p>propaganda do Estado Novo alimentaram usando</p><p>a origem gaúcha de Getúlio Vargas.</p><p>d) ao movimento conhecido como queremismo, que,</p><p>ao final do Estado Novo, uniu comunistas e</p><p>trabalhistas na luta pela Constituinte com Getúlio.</p><p>51 - (Mackenzie SP/2001)</p><p>A crise de agosto de 1954, que terminou com o suicídio</p><p>do Presidente Vargas, teve como antecedentes:</p><p>a) a oposição dos setores conservadores e anti-</p><p>populistas à política nacionalista e paternalista de</p><p>Vargas, configuradas na criação da Petrobrás,</p><p>Eletrobrás e no aumento de 100% do salário</p><p>mínimo.</p><p>12</p><p>www.historiaemfoco.com.br</p><p>2° Governo Vargas</p><p>12</p><p>b) o apoio de Vargas à remessa de lucros sem limites</p><p>das empresas estrangeiras, desestabilizando suas</p><p>bases políticas.</p><p>c) o Manifesto dos Coronéis, que, oferecendo seu</p><p>apoio ao governo de Vargas, gerou um estado de</p><p>inquietação nas Forças Armadas.</p><p>d) a forte oposição do jornal "A última Hora" ao</p><p>governo, denunciando corrupção e escândalos do</p><p>governo de Vargas.</p><p>e) o episódio da Rua Toneleros, no qual morreu</p><p>assassinado por pistoleiros o chefe da guarda</p><p>presidencial.</p><p>52 - (UEL PR/2001)</p><p>"Tomara que chova/Três dias sem parar/ A minha</p><p>grande mágoa/É lá em casa não ter água/ Eu preciso me</p><p>lavar/ De promessa eu ando cheio/ Quando eu conto a</p><p>minha vida/ Ninguém quer acreditar/ O trabalho não</p><p>me cansa/ O que me cansa é pensar/ Que lá em casa</p><p>não tem água/ Nem pra cozinhar."</p><p>("Tomara que chova", Paquito e Romeu Gentil, sucesso</p><p>do carnaval de 1951.)</p><p>O tempo passou desde o carnaval de 1951. Contudo, na</p><p>maioria das cidades brasileiras persiste o problema da</p><p>falta de saneamento básico. Considerando os seus</p><p>conhecimentos sobre a urbanização no Brasil da década</p><p>de 1950, é correto afirmar:</p><p>a) Os imigrantes que habitavam os cortiços nas</p><p>cidades do Rio de Janeiro e São Paulo possuíam</p><p>rede de esgoto e água encanada.</p><p>b) A falta de canalização de esgoto e de</p><p>abastecimento de água, sobretudo nas moradias</p><p>populares, era responsável pela propagação de</p><p>várias doenças.</p><p>c) O Plano de Metas de Getúlio Vargas implementou</p><p>soluções para a crise habitacional e de serviços de</p><p>infra-estrutura urbana.</p><p>d) A urbanização tardia do território nacional</p><p>desobrigava os políticos de propor soluções para o</p><p>saneamento básico.</p><p>e) As letras consagradas nas marchas carnavalescas</p><p>dos anos 50 revelavam o distanciamento da</p><p>população urbana dos temas sociais.</p><p>53 - (UFSM RS/2001)</p><p>No período que antecedeu o suicídio de Vargas, o jornal</p><p>"Tribuna da Imprensa", ostensivamente anti-getulista,</p><p>apresentava manchetes que refletiam o(a)</p><p>a) crise do modelo agrário-exportador e o início de</p><p>uma campanha pró-desenvolvimento industrial no</p><p>país, com base exclusiva no capital nacional.</p><p>b) pressão da oposição conservadora para pôr fim ao</p><p>nacionalismo econômico em prol de uma política</p><p>mais adequada aos interesses do capital</p><p>oligopolista.</p><p>c) descontentamento popular com a política</p><p>nacionalista de Vargas.</p><p>d) fim do pacto populista no Brasil, resultando na</p><p>eleição de Juscelino Kubitschek pelas forças</p><p>contrárias a Vargas.</p><p>e) fim do acordo de Vargas com a União Democrática</p><p>Nacional (UDN) e a sua aproximação com o Partido</p><p>Trabalhista Brasileiro (PTB).</p><p>54 - (UFES/2001)</p><p>DESASTRE NO PARANÁ: 4 MILHÕES DE LITROS DE ÓLEO</p><p>NO AMBIENTE</p><p>"Até quando?</p><p>Petrobras - Acidentes acontecem, mas a paciência tem</p><p>limite!"</p><p>("Superinteressante", nº 8, agosto, 2000, p. 26.)</p><p>O ESPÍRITO SANTO NA CORRIDA DO PETRÓLEO</p><p>"Os novos desafios estão lançados. Na corrida do</p><p>petróleo a Petrobras procura definir sua linha de</p><p>atuação no Estado."</p><p>("Talismã", edição 32, 2000, p. 11.)</p><p>As citações acima referem-se aos problemas que a</p><p>Petrobras vem enfrentando e ao propósito de ampliar</p><p>sua atuação no Espírito Santo. A Petrobras foi criada na</p><p>década de 50, no seguinte contexto:</p><p>a) Estado Novo, decretado por Getúlio Vargas, com</p><p>base no autoritarismo político e no nacionalismo</p><p>econômico.</p><p>b) Governo de João Figueiredo, cuja política populista</p><p>previa a prospecção petrolífera em várias partes</p><p>do Brasil.</p><p>c) Presidência de Getúlio Vargas, eleito pelo voto no</p><p>seu segundo governo, com grande apelo</p><p>nacionalista.</p><p>d) Governo de Juscelino Kubitschek, marcado pelo</p><p>antinacionalismo e voltado para os interesses</p><p>norte-americanos no setor automobilístico.</p><p>e) Governo provisório de Getúlio Vargas, numa</p><p>situação de colaboração ao esforço de guerra</p><p>imposto pelos ingleses e americanos.</p><p>55 - (FUVEST SP/2001)</p><p>A charge da revista ilustra</p><p>13</p><p>www.historiaemfoco.com.br</p><p>2° Governo Vargas</p><p>13</p><p>a) os conflitos do governo de Getúlio Vargas com as</p><p>companhias norte-americanas para nacionalizar a</p><p>extração e produção de petróleo.</p><p>b) a pressão de empresas internacionais contra o</p><p>processo de nacionalização do petróleo brasileiro,</p><p>intensificado após a 2ª Guerra Mundial.</p><p>c) a crise de produção de petróleo, após a 2• Guerra</p><p>Mundial, que levou as "sete irmãs" a exigirem a</p><p>desnacionalização da produção no Brasil.</p><p>d) o momento da criação da Petrobrás, com o apoio</p><p>das companhias de petróleo internacionais,</p><p>interessadas em explorar o solo brasileiro.</p><p>e) as dificuldades de extração de petróleo pela</p><p>Petrobrás que foi obrigada a recorrer ao capital e</p><p>a técnicos estrangeiros.</p><p>56 - (UFC CE/2000)</p><p>Assinale a alternativa que expressa corretamente o</p><p>contexto de criação da Petrobrás.</p><p>a) Após uma campanha popular de caráter</p><p>nacionalista, a empresa estatal de petróleo foi</p><p>criada pelo governo como a solução para o</p><p>problema da industrialização do país.</p><p>b) A criação da Petrobrás foi resultado do acordo</p><p>político entre Getúlio Vargas e os comunistas, que</p><p>pretendiam iniciar um amplo processo de</p><p>estatização da economia.</p><p>c) No contexto de crise do governo de Getúlio</p><p>Vargas, a criação da empresa de petróleo foi uma</p><p>vitória das oposições lideradas por Carlos Lacerda</p><p>e Francisco Campos.</p><p>d) A criação da Petrobrás foi mais um</p><p>empreendimento nacionalista do Estado Novo,</p><p>assim como a criação da Companhia Siderúrgica</p><p>Nacional.</p><p>e) As empresas internacionais de petróleo</p><p>pressionaram o governo brasileiro para que se</p><p>criasse no Brasil um monopólio estatal que</p><p>garantisse a perfuração de novos poços.</p><p>57 - (UFMG/2005)</p><p>Considerando-se o contexto brasileiro da década de</p><p>1950, é CORRETO afirmar que</p><p>a) era premente a questão do desenvolvimento</p><p>nacional, que fez girar em torno dela os principais</p><p>impasses e polêmicas e contribuiu para o trágico</p><p>desfecho do Governo Vargas.</p><p>b) foram grandes as divergências entre o Governo e</p><p>o Exército quanto à criação da Petrobras, o que</p><p>acabou levando Vargas a nova tentativa de golpe</p><p>em meados dos anos 1950.</p><p>c) foram muitos os conflitos entre os trabalhadores e</p><p>os governos que, à exceção do de Vargas, trataram</p><p>sempre a questão social com dura repressão.</p><p>d) era forte a oposição articulada pelo PSD a Vargas,</p><p>que, embora eleito com expressiva maioria de</p><p>votos, nunca conseguiu se adaptar ao jogo</p><p>democrático.</p><p>58 - (UFF RJ/2005)</p><p>"Em janeiro de 1953 o general Eisenhower assumiu o</p><p>mandato presidencial (...). Além de converter o</p><p>anticomunismo em uma verdadeira cruzada, o governo</p><p>dos Estados Unidos adotou uma postura rígida diante</p><p>dos problemas financeiros dos países em</p><p>desenvolvimento. A linha dominante consistiria em</p><p>abandonar a assistência estatal e dar preferência</p><p>aos</p><p>investimentos privados. As possibilidades de o Brasil</p><p>obter créditos públicos para obras de infra-estrutura e</p><p>para cobrir os déficits do balanço de pagamentos</p><p>encolheram sensivelmente"</p><p>(FAUSTO, Boris. "História Concisa do Brasil". SP,</p><p>Edusp/Imprensa Oficial, 2002, p. 227).</p><p>Partindo da citação, analise a conjuntura histórica</p><p>brasileira em relação à política externa americana,</p><p>estabelecendo conexões com o suicídio do presidente</p><p>Getúlio Vargas.</p><p>59 - (UFAM/2005)</p><p>Na passagem dos 50 anos decorridos após a morte de</p><p>Getúlio Vargas, em 24/08/2004, o jornal Folha de São</p><p>Paulo, divulgou, dentre outros, o artigo de Carlos Heitor</p><p>Cony, reproduzido parcialmente abaixo:</p><p>“Rádio e TV ligados, não senti a noite passar. A crise</p><p>política fervia, dizia-se que o presidente iria renunciar</p><p>(...) Entrou a voz de um locutor profissional pedindo</p><p>atenção, muita atenção: ‘O senhor Getúlio Vargas acaba</p><p>de suicidar-se em seu quarto no Palácio do Catete’ (...)</p><p>Eu morava num quarto andar, mas foi como se sentisse</p><p>o chão estremecer (...)”</p><p>As alternativas abaixo assinalam motivos para a crise</p><p>política referida por Cony, exceto:</p><p>a) Atentado da rua Tonelero.</p><p>b) Tensão social provocada pelo aumento do custo de</p><p>vida.</p><p>c) Repercussão do Memorial dos Coronéis.</p><p>d) Reação empresarial ao aumento de 100% do salário</p><p>mínimo.</p><p>e) A aliança Vargas - UDN (União Democrática</p><p>Nacional).</p><p>60 - (UFRN/2006)</p><p>Em 1950, o norte-rio-grandense Café Filho compôs, com</p><p>Getúlio Vargas, a chapa vitoriosa nas eleições para a</p><p>presidência da República. Uma das razões que</p><p>14</p><p>www.historiaemfoco.com.br</p><p>2° Governo Vargas</p><p>14</p><p>favoreceu a ascensão de Café Filho à vice-presidência da</p><p>República foi:</p><p>a) sua vinculação com o movimento sindical dos</p><p>trabalhadores, inicialmente em âmbito local e,</p><p>posteriormente, no plano nacional.</p><p>b) uma articulação entre políticos nordestinos e</p><p>Getúlio Vargas, objetivando combater as</p><p>oligarquias que se mantinham no poder.</p><p>c) sua destacada atuação no combate ao governador</p><p>paulista Ademar de Barros, principal líder político</p><p>das oligarquias.</p><p>d) uma indicação da ala nacionalista do PTB, como</p><p>estratégia política para conduzir líderes populistas</p><p>ao poder.</p><p>61 - (UNESP SP/2006)</p><p>Leia o trecho de uma marchinha do carnaval de 1951.</p><p>Bota o retrato do Velho outra vez,</p><p>Bota no mesmo lugar.</p><p>O sorriso do velhinho faz a gente trabalhar.</p><p>(Haroldo Lobo e Marino Pinto, 1951.)</p><p>Cantada por Francisco Alves, essa música se tornou um</p><p>recurso de propaganda política do período. Responda.</p><p>a) A letra da música faz referência a qual personagem</p><p>da História do Brasil?</p><p>b) Comente o significado desse personagem na</p><p>História Republicana Brasileira.</p><p>62 - (EFOA MG/2006)</p><p>A criação da Petrobrás e o monopólio estatal da</p><p>exploração do petróleo no território brasileiro</p><p>decorreram de ampla mobilização nacionalista na</p><p>chamada “Campanha do Petróleo”. Tal campanha</p><p>ocorreu durante:</p><p>a) Governo João Goulart.</p><p>b) Governo JK.</p><p>c) Regime Militar.</p><p>d) Segundo Governo Vargas.</p><p>e) Estado Novo.</p><p>63 - (ACAFE SC/2014)</p><p>A 60 anos atrás, em agosto de 1954, morria Getúlio</p><p>Vargas. Contestado e amado por muitos, a figura de</p><p>Vargas ainda desperta o interesse da historiografia</p><p>brasileira, atestado pelos constantes livros que</p><p>estudam seus governos.</p><p>Acerca do seu governo de 1951 a 1954 é correto</p><p>afirmar, exceto:</p><p>a) O conhecido atentado da rua Toneleros e o</p><p>envolvimento de Gregório Fortunato resultou</p><p>numa grande articulação contra o governo de</p><p>Vargas, especialmente dentro das Forças</p><p>Armadas, que exigia a renúncia do presidente.</p><p>b) Fazendo parte de um projeto nacionalista, Vargas</p><p>mobilizou uma significativa parte da imprensa e</p><p>da população para, em 1953, criar a Petrobrás,</p><p>que passou a deter o monopólio da prospecção e</p><p>refinamento do petróleo no Brasil.</p><p>c) Ao nomear João Goulart (Jango) para Ministro do</p><p>Trabalho, Vargas obteve o apoio de Carlos Lacerda</p><p>e da UDN (União Democrática Nacional). Este</p><p>apoio foi decisivo para a implantação da CLT</p><p>(Consolidação das Leis do Trabalho).</p><p>d) A notícia da morte de Getúlio Vargas desencadeou</p><p>uma intensa reação popular em várias capitais do</p><p>país. As instituições (jornais, rádios e sede de</p><p>partidos) que lembravam a oposição ao</p><p>presidente Vargas foram atacadas.</p><p>64 - (UFRRJ/2006)</p><p>“No meu último encontro com o Presidente Vargas,</p><p>quando exigiam a minha presença (...) no Galeão para</p><p>depor sobre o crime da Toneleros (...) perguntei:</p><p>‘Presidente, nada sei sobre isso; estou por fora do</p><p>assunto, o que devemos responder?’</p><p>Ele disse tranqüilamente: ‘Diga a verdade. (...) Eu estou</p><p>velho demais para que eles pretendam me</p><p>desmoralizar. A UDN está preparando o seu banquete.</p><p>Na hora em que eles sentarem à mesa, eu puxo a</p><p>toalha.’”</p><p>(Roberto Alves, Histórias de um Confidente in Folhetim nº</p><p>31,</p><p>Folha de São Paulo, 21/08/1977).</p><p>O relato acima se deu entre o presidente da República</p><p>Getúlio Vargas e seu secretário particular no auge da</p><p>grande crise do governo em agosto de 1954.</p><p>a) Explique as palavras de Vargas sublinhadas no</p><p>texto.</p><p>b) Cite uma ação do governo Vargas (1951/1954) que</p><p>tenha sofrido forte oposição da UDN e de setores</p><p>conservadores.</p><p>65 - (UNESP SP/2007)</p><p>A figura expressa a campanha “o petróleo é nosso”, que</p><p>agitou a política brasileira no início dos anos cinqüenta</p><p>do século passado.</p><p>15</p><p>www.historiaemfoco.com.br</p><p>2° Governo Vargas</p><p>15</p><p>Analise a caricatura e indique a solução dada à questão</p><p>pelo governo brasileiro em 1953.</p><p>66 - (UFMG/2007)</p><p>O segundo Governo Vargas (1951-1954) caracterizou-se</p><p>por forte orientação nacionalista. Entre as iniciativas</p><p>que marcaram esse período, destaca-se a criação da</p><p>Petróleo Brasileiro S.A., a Petrobras, mediante a Lei n.</p><p>2.004, aprovada pelo Congresso em 3 de outubro de</p><p>1953.</p><p>É CORRETO afirmar que essa Lei</p><p>a) deu origem à campanha “O petróleo é nosso”, o</p><p>que reforçou o sentimento nacionalista entre os</p><p>brasileiros e fez crescer o apoio a Vargas.</p><p>b) foi o estopim da crise política que levou ao suicídio</p><p>de Vargas, pois a Lei deixou a distribuição do</p><p>petróleo nas mãos de empresas estrangeiras.</p><p>c) motivou a crítica, por parte do escritor paulista</p><p>Monteiro Lobato, à criação da empresa estatal de</p><p>petróleo.</p><p>d) teve como eixo a imposição do monopólio estatal</p><p>sobre a produção de petróleo, considerado</p><p>condição necessária para a soberania nacional.</p><p>67 - (UFAM/2007)</p><p>A recente campanha de nacionalização dos</p><p>hidrocarbonetos na Bolívia, pondo em cheque a atuação</p><p>da Petrobrás naquele país, remete para similar atitude</p><p>adotada no passado pelo governo brasileiro. A esse</p><p>respeito, pode-se afirmar que:</p><p>a) Embora de grande penetração popular, a</p><p>campanha de nacionalização do petróleo brasileiro</p><p>fracassou pela forte pressão internacional, liderada</p><p>pelos Estados Unidos.</p><p>b) Iniciada por Getúlio Vargas em 1945, a campanha</p><p>pela nacionalização do petróleo ganhou amplo</p><p>apoio popular e culminou, já no governo de Dutra,</p><p>com a expulsão de empresas estrangeiras que</p><p>exploravam petróleo no país.</p><p>c) A decisão do governo Vargas de nacionalizar o</p><p>petróleo e o gás natural foi motivada pelos efeitos</p><p>devastadores da Segunda Guerra Mundial e a</p><p>eminente extinção das reservas internacionais do</p><p>produto.</p><p>d) Embora nacionalizando a exploração de petróleo,</p><p>os governos de Vargas e Dutra, não chegaram a</p><p>proibir a atuação de empresas estrangeiras ligadas</p><p>à comercialização do produto.</p><p>e) Com o slogan “o petróleo é nosso!”, Getúlio Vargas</p><p>estabelece em 1953 o monopólio estatal sobre a</p><p>exploração de petróleo no Brasil e cria uma</p><p>empresa estatal – a Petrobras – para a sua</p><p>exploração.</p><p>68 - (UFOP MG/2006)</p><p>Foram características do modelo de desenvolvimento</p><p>do segundo governo Vargas (1951-1954), exceto:</p><p>a) O Nacionalismo.</p><p>b) O Desenvolvimento Industrial.</p><p>c) O Dirigismo Estatal.</p><p>d) A Reforma Agrária.</p><p>69 - (UNIMONTES MG/2007)</p><p>Leia o texto.</p><p>― Este é o dia mais</p><p>feliz da minha vida!</p><p>(...) arrancou dentre os destroços do quadro o retrato</p><p>do ex-Presidente e rasgou-o em muitos pedaços,</p><p>lançando-os ao vento, num gesto dramático:</p><p>― Este é o fim de todos os tiranos!</p><p>O mulato parou, olhou para o proprietário da Casa Sol e</p><p>disse:</p><p>― Deixe estar, um dia esse retrato volta para a parede.</p><p>Os milicos derrubaram o Velho, mas ele caiu de pé nos</p><p>braços do povo!</p><p>― Viva o nosso Presidente! Viva o Estado Novo!</p><p>Do outro lado da rua, à frente da Casa Sol, lia-se no muro</p><p>caiado, em letras de piche: Queremos Getúlio! Logo</p><p>abaixo, em garranchos brancos: Viva Prestes! Morra o</p><p>fascismo!. E, entre a foice e o martelo, um moleque</p><p>gravara no reboco, à ponta de prego, um nome feio.</p><p>(Érico Veríssimo. O tempo e o vento)</p><p>1. Identifique qual fato histórico o proprietário da</p><p>Casa Sol estava comemorando.</p><p>2. Explique a aliança política representada pelos</p><p>dizeres “Queremos Getúlio!” e “Viva Prestes!”.</p><p>70 - (UFPEL RS/2007)</p><p>“[...] Depois de decênios de domínios e espoliação dos</p><p>grupos econômicos e financeiros internacionais, fiz-me</p><p>chefe de uma revolução e venci. [...] A campanha</p><p>subterrânea dos grupos internacionais aliouse à dos</p><p>grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia</p><p>do trabalho. A lei de lucros extraordinários foi detida no</p><p>Congresso. Contra a justiça da revisão do salário-mínimo</p><p>se desencadearam os ódios. Quis criar a liberdade</p><p>individual na potencialização das nossas riquezas</p><p>através da Petrobrás, mal começa esta a funcionar, a</p><p>onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás foi</p><p>obstaculada até o desespero. Não querem que o</p><p>trabalhador seja livre. Não querem que o povo seja</p><p>independente. Assumi o Governo dentro da espiral</p><p>inflacionária que destruía os valores do trabalho. Os</p><p>lucros das empresas estrangeiras alcançavam até 500%</p><p>ao ano. [...] Lutei contra a exploração do Brasil. Lutei</p><p>contra a espoliação do povo. [...] Eu vos dei a minha</p><p>vida. Agora ofereço a minha morte. Nada receio.</p><p>Serenamente dou o primeiro passo no caminho da</p><p>eternidade e saio da vida para entrar na História.”</p><p>Carta Testamento de Getúlio Vargas – 24/08/1954.</p><p>O documento expressa uma política de</p><p>a) liberalismo econômico e nacionalismo,</p><p>características do período em que governou</p><p>provisoriamente.</p><p>16</p><p>www.historiaemfoco.com.br</p><p>2° Governo Vargas</p><p>16</p><p>b) estatização, restrição ao capital externo e</p><p>financeiro, que corresponde ao período no qual foi</p><p>eleito diretamente pelo povo.</p><p>c) abertura ao capital externo, criação de empresas</p><p>estatais, como a Eletrobrás e a Petrobrás,</p><p>representando o período do Estado Novo.</p><p>d) protecionismo estatal e populismo, sintetizando a</p><p>ditadura legalizada pela constituição “polaca”,</p><p>momento político no qual a Carta foi redigida.</p><p>e) assistência aos trabalhadores e liberalismo, que</p><p>ensejava o “Estado mínimo”, durante o seu</p><p>Governo Constitucional”.</p><p>f) I.R.</p><p>71 - (IBMEC SP/2008)</p><p>"Bota o retrato do Velho outra vez</p><p>Bota no mesmo lugar</p><p>O sorriso do velhinho</p><p>Faz a gente trabalhar, oi!</p><p>Eu já botei o meu</p><p>E tu não vais botar?</p><p>Já enfeitei o meu</p><p>E tu não vais enfeitar?</p><p>O sorriso do velhinho</p><p>Faz a gente trabalhar, oi!"</p><p>(Bota o retrato do velho outra vez. Mariano Pinto e Haroldo</p><p>Lobo)</p><p>O carnaval de 1951 cantou esta marchinha que remetia</p><p>a importante acontecimento de 1950. O acontecimento</p><p>político que motivou a música foi a(o):</p><p>a) Vitória eleitoral de JK nas eleições para o governo</p><p>de Minas Gerais.</p><p>b) Renúncia do presidente Dutra após pressão popular</p><p>em 1949.</p><p>c) Vitória do movimento queremista que elegeu</p><p>Vargas presidente em 46.</p><p>d) Vitória de Getúlio Vargas nas eleições presidenciais</p><p>de 1950.</p><p>e) Retorno de Vargas do exílio que lhe foi imposto</p><p>após o golpe que o depôs em 1945.</p><p>72 - (UFRJ/2008)</p><p>“Em 1950, candidato pelo PTB, Vargas retornou à</p><p>Presidência. Resolvido a diferenciar-se do ditador</p><p>estadonovista, o novo presidente retomaria o</p><p>trabalhismo.</p><p>(...) Na sua plataforma estavam os ideais do</p><p>desenvolvimento, nacionalismo e distributivismo,</p><p>elementos que cativaram diversos segmentos da</p><p>sociedade”.</p><p>(Silva, Fernando Teixeira da & Negro, Antônio Luigi.</p><p>Trabalhadores, sindicatos e política (1945-1964).)</p><p>Indique uma medida adotada pelo segundo governo</p><p>Vargas (1950-1954) e explicite sua relação com um dos</p><p>ideais referidos no texto.</p><p>73 - (UNIFESP SP/2008)</p><p>… E a elevação do salário mínimo a nível que, nos</p><p>grandes centros do país, quase atingirá o dos</p><p>vencimentos máximos de um [militar] graduado,</p><p>resultará, por certo, se não corrigida de alguma forma,</p><p>em aberrante subversão de todos os valores</p><p>profissionais, estancando qualquer possibilidade de</p><p>recrutamento, para o Exército, de seus quadros</p><p>inferiores.</p><p>(Memorial dos Coronéis, de fevereiro de 1954.)</p><p>Sobre o documento, é correto afirmar que expressava</p><p>a) o ponto de vista de todos os coronéis, que estavam</p><p>preocupados com os baixos salários pagos aos</p><p>militares.</p><p>b) a posição dos coronéis contrários ao presidente</p><p>Vargas eà sua política econômica, incluindo a</p><p>elevação do salário mínimo.</p><p>c) o mal-estar generalizado existente nas fileiras do</p><p>Exército brasileiro com a política industrial do</p><p>presidente Vargas.</p><p>d) o descontentamento dos coronéis nacionalistas</p><p>pelo fato de o salário mínimo não contemplar os</p><p>trabalhadores rurais.</p><p>e) a luta surda que então existia entre coronéis, de um</p><p>lado, inimigos de Vargas, e tenentes, de outro, que</p><p>apoiavam o presidente.</p><p>74 - (UNIFICADO RJ/2007)</p><p>O início da implantação da indústria de base brasileira</p><p>está ligado à política nacionalista da Era Vargas.</p><p>Entretanto, dificuldades externas impostas pelos países</p><p>industrializados que se envolveram na 2ª Guerra</p><p>Mundial fizeram o Brasil consolidar a política de</p><p>substituição de importações. Dentre as realizações de</p><p>Vargas necessárias ao desenvolvimento da indústria</p><p>brasileira, pode-se destacar o(a):</p><p>a) estabelecimento do monopólio de extração do</p><p>petróleo, com o objetivo de subsidiar investimentos</p><p>na infra-estrutura industrial.</p><p>b) estímulo à imigração de alemães e italianos, com</p><p>vistas a obter mão-de-obra qualificada.</p><p>c) elaboração de planos econômicos qüinqüenais,</p><p>priorizando o setor primário de produção, gerador</p><p>de matéria-prima industrial.</p><p>d) modernização e fortalecimento do setor agro</p><p>exportador brasileiro.</p><p>e) criação de hidrelétricas na região norte brasileira,</p><p>como forma de obter energia barata.</p><p>75 - (URCA CE/2007)</p><p>Sobre o contexto da criação da Petrobrás assinale a</p><p>alternativa correta:</p><p>a) A Estatal é criada após intensa campanha popular,</p><p>onde é estabelecido o monopólio da exploração de</p><p>petróleo.</p><p>b) A criação da Petrobrás foi realizada através de</p><p>diversos acordos secretos que objetivavam a</p><p>viabilidade do investimento. Essa ação do governo</p><p>17</p><p>www.historiaemfoco.com.br</p><p>2° Governo Vargas</p><p>17</p><p>Vargas não recebeu apoio dos trabalhadores, que</p><p>passaram a pressionar através dos sindicatos.</p><p>c) O governo de Getúlio Vargas efetivou a empresa de</p><p>petróleo através do apoio liderado por políticos</p><p>como Carlos Lacerda e Francisco Campos.</p><p>d) A criação da Petrobrás se constituiu num</p><p>empreendimento nacionalista do Estado Novo, a</p><p>exemplo da Companhia Siderúrgica Nacional – CSN,</p><p>em Volta Redonda – RJ.</p><p>e) A criação da Petrobrás recebeu amplo e irrestrito</p><p>apoio das empresas internacionais de petróleo</p><p>interessadas para que o governo brasileiro criasse</p><p>um monopólio estatal que garantisse a perfuração</p><p>de novos poços.</p><p>76 - (UESPI/2008)</p><p>O período político dominado pelo Varguismo teve</p><p>grandes repercussões na formação política do Brasil</p><p>contemporâneo. A figura do líder Getúlio Vargas, depois</p><p>da sua morte:</p><p>a) foi rapidamente esquecida pelos governos mais</p><p>recentes, por ter combatido o nacionalismo e o</p><p>populismo.</p><p>b) continuou inspirando muitas lideranças políticas,</p><p>aproveitadoras da popularidade de Vargas e do seu</p><p>carisma.</p><p>c) serviu de base para a manutenção do nacionalismo</p><p>de alguns partidos, devido à existência das mesmas</p>