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Metodologia de Ensino de Língua Portuguesa Fundamentos 1a4 30 08 24

Atividade de sistematização (Unidade I) com questões sobre a história da disciplina Língua Portuguesa, práticas de produção de textos e críticas ao artificialismo escolar na escrita, incluindo trechos de Nonato (2019) e referência a Chartier sobre letramento restrito.

Ferramentas de estudo

Questões resolvidas

Leia o excerto de Anne Marie Chartier sobre as práticas sociais de leitura e escrita nos séculos XVI e XVII, que diz respeito ao letramento restrito, conforme vimos nesta unidade: "Na verdade, as tradições orais e práticas sobreviviam mesmo nas sociedades amplamente marcadas pela cultura escrita. A questão era saber como ouvir essas vozes então silenciadas, já que as fontes escritas permaneciam como privilégio dos letrados, dos juristas e dos comerciantes. De fato, os analfabetos viviam então em um mundo de alfabetização restrita, mas isso não os impedia de recorrer, quando tinham necessidade, a escritas delegadas (graças aos padres, tabeliães, escrivães públicos, pessoas alfabetizadas da família, etc.), de se manifestar nos processos e de conhecer o valor dos "papéis e documentos" para fazer valer seus direitos (títulos de propriedade, contratos). (CHARTIER, 2016, p.284) Fundamentando-se no excerto, analise as seguintes assertivas que tratam sobre a relação da sociedade com a leitura e a escrita, quanto à veracidade – ­ – V para VERDADEIRO ou F para FALSO: A relação leitor-texto da maior parte da população é muito circunscrita a eventos e rituais religiosos, assim, as pessoas recorrem a especialistas quando necessitam da escrita. Apesar do aumento da circulação de textos escritos, a ampla maioria da população realizava leituras restritas a textos religiosos. A ampliação de textos e de leitores não significou um apagamento da cultura oral, ainda muito mais representativa nas práticas sociais da maior parte da população. As assertivas I, II e III são, RESPECTIVAMENTE: V, V, V

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Questões resolvidas

Leia o excerto de Anne Marie Chartier sobre as práticas sociais de leitura e escrita nos séculos XVI e XVII, que diz respeito ao letramento restrito, conforme vimos nesta unidade: "Na verdade, as tradições orais e práticas sobreviviam mesmo nas sociedades amplamente marcadas pela cultura escrita. A questão era saber como ouvir essas vozes então silenciadas, já que as fontes escritas permaneciam como privilégio dos letrados, dos juristas e dos comerciantes. De fato, os analfabetos viviam então em um mundo de alfabetização restrita, mas isso não os impedia de recorrer, quando tinham necessidade, a escritas delegadas (graças aos padres, tabeliães, escrivães públicos, pessoas alfabetizadas da família, etc.), de se manifestar nos processos e de conhecer o valor dos "papéis e documentos" para fazer valer seus direitos (títulos de propriedade, contratos). (CHARTIER, 2016, p.284) Fundamentando-se no excerto, analise as seguintes assertivas que tratam sobre a relação da sociedade com a leitura e a escrita, quanto à veracidade – ­ – V para VERDADEIRO ou F para FALSO: A relação leitor-texto da maior parte da população é muito circunscrita a eventos e rituais religiosos, assim, as pessoas recorrem a especialistas quando necessitam da escrita. Apesar do aumento da circulação de textos escritos, a ampla maioria da população realizava leituras restritas a textos religiosos. A ampliação de textos e de leitores não significou um apagamento da cultura oral, ainda muito mais representativa nas práticas sociais da maior parte da população. As assertivas I, II e III são, RESPECTIVAMENTE: V, V, V

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<p>Atividade de Sistematização – Unidade I</p><p>Pergunta 1</p><p>Sobre o processo de criação da disciplina Língua Portuguesa, leia o relato de Nonato</p><p>(2019):</p><p>“Em estudo sobre os currículos e programas que deram corpo à então criada disciplina</p><p>Português, no Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, a partir de meados do século XIX,</p><p>Razzini (2000) assinala, entre outros fenômenos, a incorporação da prática de redação</p><p>e de composição de textos, em diferentes gêneros e de tipos diversos, em momento</p><p>posterior (1870) àquela da leitura literária e da recitação (1855) e, sobretudo, àquela da</p><p>gramática, matriz ideal que pilota e se mantém como o ponto para o qual convergem</p><p>as duas outras práticas.</p><p>Integrando o repertório de conhecimentos dessa disciplina ao longo de mais de cem</p><p>anos, a produção escrita vai adquirindo um estatuto curricular inicialmente no interior</p><p>do modelo clássico e da vocação beletrista que marcam o ensino de língua portuguesa</p><p>em todo o período compreendido entre sua gênese até aproximadamente os anos</p><p>1960.</p><p>Ao longo desse período, exercícios de composição e redação são instrumentos</p><p>didáticos centrais do professor de língua portuguesa para tornar presente e fazer</p><p>circular na sala de aula um saber sobre a escrita, sobre o texto escrito, um saber de</p><p>natureza procedimental consubstanciado em um discurso expositivo sobre a técnica</p><p>ou a arte de escrever (BUENO, 1931). Razzini identifica, “nos programas dos anos 1880</p><p>do Colégio, por exemplo, essa função instrumental da produção escrita para a</p><p>transmissão de um saber sobre a língua codificada nos textos do cânon (literário)</p><p>escolar.” (NONATO, 2019, p. 1286).</p><p>A partir da leitura do excerto, analise as assertivas a seguir, classificando-as em</p><p>verdadeira – V e falsa – F:</p><p>Até os anos 1960, o ensino da produção de textos – composições e redações – atuava</p><p>de maneira instrumental para o ensino dos clássicos literários prestigiados pela</p><p>escola.</p><p>De acordo com os estudos, inicialmente eram privilegiadas tarefas que envolviam a</p><p>recitação de textos literários e do estudo da gramática.</p><p>As práticas de produção de textos – composições e redações – ganharam espaço na</p><p>disciplina Língua Portuguesa, após o período beletrista.</p><p>As assertivas I, II e III são, RESPECTIVAMENTE:</p><p>V, V, F</p><p>Pergunta 2</p><p>Abordando as discussões teóricas entre especialistas no ensino de língua portuguesa,</p><p>realizadas nos anos 1980, antes da elaboração dos PCN, Nonato aponta:</p><p>“O ponto nevrálgico dos movimentos de crítica e proposição de alternativas encontra-</p><p>se no diagnóstico de que a prática de produção escrita na tradição escolar, por um</p><p>lado, teria sido neutralizada pelo foco em atividades de análise gramatical e, por outro</p><p>lado, havia-se tornado um exercício ou uma prática “artificial”, no sentido em que</p><p>pouco contemplaria o processo de produção dos sentidos e as condições de produção</p><p>do texto (ROJO, 2003); em outros termos, pouco reencontraria a ação do sujeito autor,</p><p>seus repertórios culturais e suas experiências extraescolares (BUNZEN, 2006, p. 147;</p><p>MARCUSCHI, 2010).</p><p>Prática definida muito mais como reprodução do que como produção textual,</p><p>conforme a conhecida sugestão de João Wanderley Geraldi (GERALDI, 1984; 1986;</p><p>1991; 2008), o que se questiona é o grau de autenticidade dessas práticas com relação</p><p>às situações de uso da linguagem em outras instâncias sociais nas quais o aluno é</p><p>suscetível de se inserir.</p><p>Pelo menos três sintomas de artificialismo são tornados alvos da crítica e da</p><p>proposição de alternativas elaboradas na instância do discurso acadêmico e mais ou</p><p>menos incorporadas pelo discurso oficial: o artificialismo temático, o artificialismo das</p><p>formas composicionais e o artificialismo das estratégias e dos recursos de formulação</p><p>textual.” (NONATO, 2019, p.1292)</p><p>Fundamentando-se no excerto, analise as seguintes assertivas sobre a relação da</p><p>sociedade com a leitura e a escrita quanto à veracidade – V para VERDADEIRO ou F</p><p>para FALSO:</p><p>Tanto o discurso acadêmico quanto o discurso oficial (documentos que norteiam o</p><p>ensino) enfatizam a prática de produção de textos de gêneros tipicamente escolares,</p><p>como a redação e a dissertação.</p><p>O artificialismo nas atividades de produção textual é resultado de propostas</p><p>dissociadas das suas práticas sociais.</p><p>Podemos resumir as críticas da seguinte maneira: ou utilizava-se o texto como pretexto</p><p>para o ensino da gramática ou se propunha produções escritas fora de situações</p><p>comunicativas concretas.</p><p>As assertivas I, II e III são, RESPECTIVAMENTE:</p><p>F, V, V</p><p>Pergunta 3</p><p>Leia o excerto de Anne Marie Chartier sobre as práticas sociais de leitura e escrita nos</p><p>séculos XVI e XVII, que diz respeito ao letramento restrito, conforme vimos nesta</p><p>unidade:</p><p>“Na verdade, as tradições orais e práticas sobreviviam mesmo nas sociedades</p><p>amplamente marcadas pela cultura escrita. A questão era saber como ouvir essas</p><p>vozes então silenciadas, já que as fontes escritas permaneciam como privilégio dos</p><p>letrados, dos juristas e dos comerciantes. De fato, os analfabetos viviam então em um</p><p>mundo de alfabetização restrita, mas isso não os impedia de recorrer, quando tinham</p><p>necessidade, a escritas delegadas (graças aos padres, tabeliães, escrivães públicos,</p><p>pessoas alfabetizadas da família, etc.), de se manifestar nos processos e de conhecer</p><p>o valor dos “papéis e documentos” para fazer valer seus direitos (títulos de</p><p>propriedade, contratos). (CHARTIER, 2016, p.284)</p><p>Fundamentando-se no excerto, analise as seguintes assertivas que tratam sobre a</p><p>relação da sociedade com a leitura e a escrita, quanto à veracidade – ­</p><p>– V para VERDADEIRO ou F para FALSO:</p><p>A relação leitor-texto da maior parte da população é muito circunscrita a eventos e</p><p>rituais religiosos, assim, as pessoas recorrem a especialistas quando necessitam da</p><p>escrita.</p><p>Apesar do aumento da circulação de textos escritos, a ampla maioria da população</p><p>realizava leituras restritas a textos religiosos.</p><p>A ampliação de textos e de leitores não significou um apagamento da cultura oral,</p><p>ainda muito mais representativa nas práticas sociais da maior parte da população.</p><p>As assertivas I, II e III são, RESPECTIVAMENTE:</p><p>V, V, V</p><p>Pergunta 4</p><p>O processo de transposição didática envolve dois sistemas: um de caráter externo e</p><p>outro de caráter interno. O sistema de caráter INTERNO pode ser explicado como:</p><p>A- As formas como os especialistas das ciências aplicadas elaboram propostas</p><p>de formação docente para os sistemas de ensino.</p><p>B- O sistema que envolve a gestão escolar, que delimita programas pedagógicos os</p><p>quais devem ser diretamente transmitidos aos alunos.</p><p>C- A seleção dos conteúdos a partir dos saberes de referência científicos,</p><p>determinados em função dos objetivos dos sistemas escolares.</p><p>D- Os modos como os saberes são didatizados em tarefas, atividades e outras formas</p><p>materializadas por meio do trabalho de ensino dos docentes.</p><p>E- A elaboração de documentos norteadores do ensino, como manuais, orientações,</p><p>parâmetros e bases curriculares.</p><p>P E R G U N T A</p><p>Em relação ao processo de Transposição Didática, leia a afirmação a seguir e</p><p>complete, escolhendo a alternativa correta, as lacunas, com os termos omitidos:</p><p>“Chevallard (2001), para analisar as transformações adaptativas do saber, propõe um</p><p>modelo teórico capaz de entender a dinâmica dos sistemas de ensino, chamado</p><p>“Transposição Didática”. Conforme aponta Marandino (2004), o saber científico ganha</p><p>os espaços sociais com os quais dialoga, provocando mudanças e, ao mesmo tempo,</p><p>sofrendo-as. Partindo desse pressuposto, entendemos a Transposição Didática como</p><p>a passagem do saber ___________ ao saber _________, isto é, a transformação em um</p><p>objeto de ensino.” (NASCIMENTO, ARAUJO, 2019, p. 386) NASCIMENTO, A. N.;</p><p>ARAÚJO, D. L. Rev. Espaço do Currículo (on-line), João Pessoa,</p><p>v.12, n.2, p. 380-396, maio/ago. 2019.</p><p>d. científico, escolar</p><p>PERGUNTA</p><p>Abordando o processo de Transposição Didática, Schneuwly faz as seg uintes</p><p>considerações:</p><p>“A seleção, a construção e</p><p>a organização destes conteúdos no interior das disciplinas</p><p>não depende unicamente da adequação à realidade de refer ência, mas igualmente da</p><p>eficácia, em um dado contexto social e histórico, para a aprendizagem de novos</p><p>modos de apropriação. A gramática escolar, por exemplo, não é a cópia da descrição e</p><p>da análise linguísticas concebidas pelos linguistas, mas uma construção altamente</p><p>original que franqueia o acesso e o domínio da língua em situações formais, orais ou</p><p>escritas. Os gêneros escolares tradicionais, como a redação ou a dissertação não são</p><p>adaptações arbitrárias de gêneros literários, mas formas de textos, produzidas pela</p><p>escola, concebidas para a apropriação da redação em um dado momento da história</p><p>escolar. (SCHNEUWLY, 2009, p. 32) Fundamentando-se no excerto, analise as</p><p>seguintes assertivas sobre o processo de transposição didática quanto à veracidade –</p><p>V para VERDAD EIRO ou F para FALSO:</p><p>I. Embora os conteúdos das disciplinas tenham como base os saberes científicos de</p><p>referência, eles sofrem transformações em virtude tanto do contexto sócio-histórico</p><p>quanto de questões oriundas da própria forma escolar.</p><p>II. As adaptações dos saberes de ref erência, realizadas pelos sistemas escolares</p><p>implicam em mudanças necessárias para o processo de ensino, ou seja, os saberes</p><p>precisam ser didatizados.</p><p>III. O saber ensinado em sala de aula sofre um longo e complexo processo de</p><p>transformação e assume uma forma simplificada e, necessariamente, equivocada</p><p>quando ensinado na escola.</p><p>As assertivas I, II e III são, RESPECTIVAMENTE:</p><p>Resposta: V, V, F</p><p>Comentário da resposta: Apenas a última asserção traz informações falsas sobre o</p><p>processo de transposição didática, pois os saberes didatizados não passam por um</p><p>longo e complexo process o e não são, necessariamente, equivocados. Os conteúdos</p><p>das disciplinas são elaborações do sistema escolar com finalidades didáticas bastante</p><p>específicas e articuladas às definições sociais e políticas almejadas para a instituição</p><p>escolar, em uma dada época e em um determinado contexto.</p><p>Atividade de Sistematização – Unidade II</p><p>Pergunta 1</p><p>Qual a relação entre a assunção dos gêneros do discurso como objetos centrais de</p><p>ensino e o projeto de emancipação social dos estudantes, premissa norteadora do</p><p>processo de elaboração dos PCN – Parâmetros Nacionais Curriculares?</p><p>A- Ao privilegiar o ensino dos diferentes gêneros do discurso, de maneira a contemplar</p><p>suas dimensões histórica, social e ideológica, os PCN promovem a inserção dos</p><p>alunos em contextos de produção e interlocução nas diversas situações sociais</p><p>importantes para que exerçam uma participação crítica e responsável na sociedade.</p><p>Comentário da resposta: Assumindo os gêneros como centro do ensino e da</p><p>aprendizagem para que o aluno possa desenvolver sua participação social por meio da</p><p>linguagem, a organização do documento por meio de práticas de linguagem firmam</p><p>um compromisso com o processo de emancipação social dos sujeitos, ou seja,</p><p>promove a inserção dos alunos em determinados contextos de produção e</p><p>interlocução por meio do ensino de diferentes gêneros</p><p>Pergunta 2</p><p>Leia a afirmação:</p><p>“Se, a cada vez, precisássemos criar ou inventar inteiramente os meios para agir</p><p>nessas situações de linguagem, a comunicação não seria jamais possível: o</p><p>enunciador do texto não saberia quais seriam as expectativas dos ouvintes quanto a</p><p>seu texto, sua forma, seu conteúdo; o horizonte de expectativas seria ilimitado, de tal</p><p>maneira que abordariam o texto sem orientação possível, com um máximo de</p><p>desconhecimento. Para tornar possível a comunicação, toda a sociedade elabora</p><p>formas relativamente estáveis de textos que funcionam como formas intermediárias</p><p>entre enunciador e enunciatário [...]” (Dolz, Schneuwly e Haller 2004, p.142).</p><p>Analisando o excerto com o conteúdo que desenvolvemos na unidade, podemos</p><p>afirmar que “as formas relativamente estáveis de textos” são denominados como:</p><p>C- gêneros</p><p>Pergunta 3</p><p>De acordo com Barbosa e Simões (2017)</p><p>“O trabalho com gêneros, em sala de aula, pode se revelar importante se for concebido</p><p>como trabalho com a historicidade de usos da linguagem, responsável pela orientação</p><p>dos sujeitos quan­do das escolhas temáticas, estilísticas e composicionais que</p><p>realizam, de forma responsiva, para elaborar seu projeto de dizer; o acontecimento de</p><p>seu enunciado; como afirma o próprio Bakhtin (2010, p. 301): “o querer-dizer do locutor</p><p>se realiza acima de tudo na escolha de um gênero discursivo”. (BARBOSA, SIMÕES,</p><p>2017, p.80)</p><p>Com base nesse excerto, analise as seguintes assertivas quanto à veracidade – V para</p><p>VERDADEIRO, ou F para FALSO:</p><p>O trabalho com gêneros na escola pode se pautar, exclusivamente, em suas</p><p>características formais.</p><p>Tomar os gêneros do disicurso como objeto de ensino implica a renúncia ao ensino da</p><p>gramática.</p><p>É necessário propor atividades que envolvam aspectos sociais e históricos</p><p>constitutivos dos gêneros a serem ensinados.</p><p>As assertivas I, II e III são, RESPECTIVAMENTE</p><p>D- F, F, V</p><p>Pergunta 4</p><p>O Círculo de Bakthin e os estudos de Vygostky apresentam convergências teóricas.</p><p>Qual seria a principal delas?</p><p>B- Revelar a relação de diálogo entre o sujeito e seu contexto social mediada pela</p><p>linguagem.</p><p>04) Leia o trecho a seguir que apresenta a definição do termo “esferas discursivas”.</p><p>Nele, há uma lacuna.</p><p>“Nesse caso, esfera não seria um lugar físico, um ambiente empírico em si, pois sua</p><p>complexidade ultrapassa as barreiras físicas dos lugares nos quais se praticam</p><p>atividades diversas. Nesse sentido partimos da ideia de que uma esfera discursiva se</p><p>constitui como lugar de_________, circulação e recepção de discursos, de ações</p><p>tipificadas de linguagem, de modos de organização dos gêneros do discurso.”</p><p>(RIBEIRO, 2017, p.189) RIBEIRO, Kelli da Rosa. A complexidade do encontro de esfer as</p><p>discursivas: o caso da mídia e da religião na contemporaneidade. Revista do programa</p><p>de Pós -Graduação em Letras da Universidade de Passo Fundo - v .13 - n.1 -p.187 - 211-</p><p>j an./abr.2107. Tendo em vista o que vimos nessa unidade sobre esse conceito e o que</p><p>se af irma nesse trecho, escolha a alternativa que preenche corretamente essa lacuna:</p><p>Resposta: produção</p><p>Comentário da resposta: Como vimos, a perspectiva enunciativo-discursiva tem a</p><p>situação comunicativa como base para a análise da língua. Assim, como os gêneros</p><p>são instrumentos para o sujeito atuar em práticas de linguagem concretas e situadas,</p><p>eles estão sempre ancorados em lugares de produção, circulação e recepção de</p><p>discursos. Esses lugares são as esferas discursivas.</p><p>Atividade de Sistematização – Unidade III</p><p>Pergunta 1</p><p>Leia o Poema “Os Miseráveis” de Sérgio Vaz, um trecho de sua entrevista e a definição</p><p>de letramento nos PCNs.</p><p>Os Miseráveis</p><p>Autor: Sergio Vaz</p><p>Vítor nasceu… no Jardim das Margaridas.</p><p>Erva daninha, nunca teve primavera.</p><p>Cresceu sem pai, sem mãe, sem norte, sem seta.</p><p>Pés no chão, nunca teve bicicleta.</p><p>Já Hugo, não nasceu, estreou.</p><p>Pele branquinha, nunca teve inverno.</p><p>Tinha pai, tinha mãe, caderno e fada madrinha.</p><p>Vítor virou ladrão, Hugo salafrário.</p><p>Um roubava pro pão, o outro, pra reforçar o salário.</p><p>Um usava capuz, o outro, gravata.</p><p>Um roubava na luz, o outro, em noite de serenata.</p><p>Um vivia de cativeiro, o outro, de negócio.</p><p>Um não tinha amigo: parceiro.</p><p>O outro, tinha sócio.</p><p>Retrato falado, Vítor tinha a cara na notícia,</p><p>enquanto Hugo fazia pose pra revista.</p><p>O da pólvora apodrece penitente, o da caneta</p><p>enriquece impunemente.</p><p>A um, só resta virar crente, o outro, é candidato a presidente.</p><p>Disponível em: http://www.iea.usp.br/noticias/documentos/os-miseraveis-sergio-vaz/</p><p>Literatura periférica: a vida contada sem intermediários</p><p>por Mauro Bellesa - publicado 21/06/2018</p><p>Em 1988, Vaz lançou de forma independente seu primeiro livro: "Subindo a Ladeira</p><p>Mora a Noite". Desde então, já publicou mais sete obras, entre elas "Flores de</p><p>Alvenaria", "Colecionador de Pedras", "Cooperifa</p><p>– Antropologia Periférica".</p><p>"A literatura não está só no papel. Há muita dor, lágrimas, muita coisa que não foi dita</p><p>sobre o que acontece com negros, pobres, gays, mulheres. Talvez ainda não seja</p><p>literatura, mas a gente quer se libertar, ser gente."</p><p>Para Vaz, está havendo uma "Primavera Periférica, como outras que aconteceram pelo</p><p>mundo, mas só que tudo está acontecendo ao mesmo tempo". A Cooperifa é parte</p><p>importante desse movimento, pois "estimulou o surgimento de mais de 50 saraus de</p><p>poesia em outras regiões da cidade".</p><p>Definição de letramento nos PCN:</p><p>Letramento, aqui, é entendido enquanto produto da participação em práticas sociais</p><p>que usam a escrita como sistema simbólico e tecnologia. São práticas discursivas que</p><p>precisam da escrita para torná-las significativas, ainda que às vezes não envolvam as</p><p>atividades específicas de ler ou escrever. Dessa concepção decorre o entendimento de</p><p>que, nas sociedades urbanas modernas, não existe grau zero de letramento pois nelas</p><p>é impossível não participar, de alguma forma, de algumas dessas práticas. (BRASIL,</p><p>2007, p.21)</p><p>Articulando os três textos é correto afirmar que:</p><p>A- As práticas sociais desenvolvidas nas comunidades nas quais os alunos convivem</p><p>devem ser valorizadas no interior da escola, compreendendo que diversos letramentos</p><p>precisam ser integrados às práticas de ensino para que a leitura e a escrita ganhem um</p><p>contexto significativo.</p><p>Pergunta 2</p><p>Leia o trecho extraído do verbete “analfabetismo”</p><p>“Em 1968, no exílio, Paulo Freire denunciou uma série de concepções distorcidas, que</p><p>concebiam o analfabetismo como erva daninha a ser erradicada; doença contagiosa</p><p>ou chaga deprimente a ser curada; vergonha; manifestação de incapacidade, de pouca</p><p>inteligência, de proverbial preguiça etc. Ao contrário de tudo isso, para Freire o</p><p>analfabetismo é uma das múltiplas expressões concretas de uma realidade social</p><p>injusta: uma forma de injustiça social. Nessa concepção crítica, alfabetizar não poderá</p><p>reduzir-se ao ensino da técnica de ler e escrever, nem à memorização de sílabas,</p><p>palavras e frases; deverá ser processo de reflexão crítica sobre o próprio processo de</p><p>ler e escrever e sobre o significado da linguagem, pondo ao alcance dos alfabetizandos</p><p>um poderoso instrumento de libertação dessa injustiça social chamada</p><p>analfabetismo. Tratou-se aqui do analfabetismo absoluto, mas há outras formas de</p><p>analfabetismo, como o funcional, o matemático, o digital.”</p><p>Fonte: FERRARO, Alceu Ravanello. “Analfabetismo”. Glossário Ceale.</p><p>A partir da leitura do excerto, o processo de alfabetização implica:</p><p>D- Uma transformação nos modos de conceber o ensino da língua escrita,</p><p>aproximando-a da realidade social dos alunos para que estes compreendem seu valor</p><p>e função na sociedade.</p><p>Pergunta 3</p><p>Leia o trecho a seguir da matéria “Sete motivos para ligar o celular na sala de aula”</p><p>publicado no portal UOL Educação e as considerações feitas por Rojo:</p><p>O aluno leva toda a informação consigo, a movimenta, intercambia, compartilha em</p><p>rede, fora e dentro da classe. Desta forma, aprende de maneira intuitiva, mesmo sem</p><p>estar consciente disso. O celular é a chave para os estudantes. "Chegará um dia em</p><p>que o professor dirá aos alunos no início da aula: 'Liguem os celulares', em vez de</p><p>mandar desligá-los", explica o diretor de educação da Fundação Santillana, Mariano</p><p>Jabonero. Há tempo já se dizia que o mouse do computador tinha se transformado no</p><p>prolongamento do braço das novas gerações de crianças e jovens. Mas hoje seu</p><p>celular o é ainda mais.</p><p>Disponível em: https://educacao.uol.com.br/noticias/2015/02/24/sete-motivos-para-</p><p>ligar-o-celular-na-sala-de-aula.htm?</p><p>“A quarta revolução da escrita, como a chama Chartier (1997), a cultura digital,</p><p>põe por terra todo o edifício de práticas letradas cultuadas e perpetuadas pela escola.</p><p>Nela, o leitor não é mais reverente ao texto, concentrado e disciplinado, mas disperso,</p><p>plano, navegador errante; não é mais receptor ou destinatário sem possibilidade de</p><p>resposta, mas comenta, curte, redistribui, remixa. As fronteiras entre leitura e autoria</p><p>se esfumaçam. Surge o “lautor” (ROJO, 2012) ou o “produsuário” (BRUNS, 2009).</p><p>Posso dizer que nem as tecnologias digitais e nem os novos multiletramentos da</p><p>cultura digital efetivamente chegaram ainda às práticas escolares, que continuam</p><p>aferradas ao impresso e a suas práticas. No entanto, essas são as práticas letradas</p><p>das pessoas, dos trabalhadores e dos cidadãos do século XXI em diante.” (ROJO, 2017)</p><p>A partir da leitura dos excertos é INCORRETO afirmar que</p><p>B- O ensino da escrita nas escolas contempla gêneros diversificados, especialmente</p><p>aqueles da cultura digital, colocando os alunos em interação contínua.</p><p>Comentário da resposta: Conforme salienta ROJO (2017), as práticas da cultura digital</p><p>ainda não foram incorporadas pela es cola, apesar da necessidade latente.</p><p>Pergunta 4</p><p>Considere o excerto abaixo:</p><p>[...] o letramento é a capacidade de ler textos considerados, em um determinado</p><p>tempo, como socialmente necessários. Daí a coexistência de múltiplos letramentos, o</p><p>que se pode observar quer se faça uma viagem pelo tempo longo da história quer pelos</p><p>amplos espaços do planeta. Ao passo que muitas pesquisas atuais (em psicologia,</p><p>sociologia ou antropologia) continuam a tratar a capacidade de ler como uma</p><p>invariante, uma competência estável, adquirida de forma relativamente fácil e mais ou</p><p>menos largamente difundida, as pesquisas históricas mostraram que a leitura tem, ela</p><p>própria uma história: o “gesto mental” de ler depende ao mesmo tempo da</p><p>materialidade e do objetivo do texto. (CHARTIER, 2016, p. 288)</p><p>Orientando-se pela leitura do excerto, é INCORRETO afirmar que o letramento</p><p>D- Foi definido em um esforço interdisciplinar das áreas dos estudos históricos sobre</p><p>leitura e a área da psicologia demonstrando tanto o caráter cognitivo quanto histórico</p><p>das práticas de leitura.</p><p>Comentário da resposta : A alternativa está equivocada pois, de acordo com o excerto,</p><p>estudos da área da psicologia não consideram o caráter mutável das práticas de leitura</p><p>e, consequentemente, do que se considera um sujeito letrado.</p><p>https://www.passeidireto.com/arquivo/130298103/metodologia-de-ensino-de-lingua-</p><p>portuguesa-unidade-iii</p><p>Atividade de Sistematização – Unidade IV</p><p>Pergunta 1</p><p>Em relação à concepção do ensino de leitura adotada pela BNCC, leia o excerto a</p><p>seguir:</p><p>“A noção de texto, vista da perspectiva da concepção de língua como interação,</p><p>aponta para uma visão da leitura como processo de compreensão, sendo esta uma</p><p>atividade interativa altamente complexa de produção de sentidos, que se realiza,</p><p>evidentemente, com base nos elementos linguísticos presentes na superfície textual e</p><p>na sua forma de organização, mas que requer a mobilização de um vasto conjunto de</p><p>saberes (enciclopédia) e sua reconstrução no interior do evento comunicativo”.</p><p>(KOCH, 2002, p.17)</p><p>KOCH, Ingedore e Grunfield Villaça. Desvendando os Segredos do Texto. Cortez: São</p><p>Paulo, 2002.</p><p>De acordo com a autora desse texto e com os pressupostos teóricos da BNCC, a</p><p>leitura deve ser encarada como:</p><p>A- uma atividade que depende muito do leitor à medida que os sentidos do texto só são</p><p>construídos na relação entre autor-leitor, mediada pelo texto.</p><p>Pergunta 2</p><p>Leia duas estrofes da música “Ensino errado” de Gabriel O pensador.</p><p>Manhê! Tirei um dez na prova</p><p>Me dei bem tirei um cem e eu quero ver quem me reprova</p><p>Decorei toda lição</p><p>Não errei nenhuma questão</p><p>Não aprendi nada de bom</p><p>Mas tirei dez (boa filhão!)</p><p>Quase tudo que aprendi, amanhã eu já esqueci</p><p>Decorei, copiei, memorizei, mas não entendi</p><p>Quase tudo que aprendi, amanhã eu já esqueci</p><p>Decorei, copiei, memorizei, mas não entendi</p><p>Decoreba: esse é o método de ensino</p><p>Eles me tratam como ameba e assim eu não raciocino</p><p>Não aprendo as causas e consequências só decoro os fatos</p><p>Desse jeito até história fica chato.</p><p>Fonte: Gabriel O Pensador - As Melhores</p><p>Relacionando as estrofes da música com as reflexões</p><p>abordadas na unidade, assinale</p><p>a asserção INCORRETA:</p><p>A- O estudo realizado de maneira contínua por meio da transmissão de</p><p>conhecimentos, cópias e memorização garantem boas performances dos alunos.</p><p>Comentário da resposta: O aluno precisa aprender a dominar os instrumentos do</p><p>conhecimento, ou seja, que o aluno se torne capaz de pensar cientificamente e assim,</p><p>aprender a compreender o mundo que o rodeia. Nesse movimento, estão implicadas</p><p>habilidades relacionadas à atenção, a memória e ao pensamento. Mesmo que hoje em</p><p>dia não seja mais necessário memorizar determinados saberes, outros ainda são</p><p>absolutamente imprescindíveis. O desenvolvimento da faculdade humana de</p><p>memorização deve ser instigada, v isto que a correlação entre informações antigas e</p><p>atuais é uma faculdade que instrumentaliza o sujeito a agir de maneira crítica.</p><p>Pergunta 3</p><p>Leia os excertos, a seguir:</p><p>Para escrever, realizando as operações necessárias durante a escritura do texto, o</p><p>autor precisa aprender a selecionar o que vai ser dito, ativando os conhecimentos</p><p>disponíveis em sua memória ou pesquisando em fontes diversas; organizar o conteúdo</p><p>em uma sequência que seja adequada para os objetivos pensados; textualizar, ou seja,</p><p>construir sequências linguísticas (períodos, orações) adequadas às finalidades e</p><p>destinatários; selecionar vocabulário adequado ao contexto; dividir, quando</p><p>necessário, esse conteúdo em partes (paragrafar o texto). Para que todas essas ações</p><p>aconteçam de modo integrado, é necessário, ainda, saber revisar o texto</p><p>continuamente, retomando o que já foi dito e planejando o que virá em seguida. (LEAL,</p><p>BRANDAO, 2007, p. 38)</p><p>Fonte: LEAL, Telma Ferraz. Brandão, Ana Carolina Perussi. Produção de textos na</p><p>escola: reflexões e práticas no Ensino Fundamental. 1ed., 1 reimp.— Belo Horizonte:</p><p>Autêntica , 2007.</p><p>Desenvolver estratégias de planejamento, revisão, edição, reescrita/redesign e</p><p>avaliação de textos, considerando-se sua adequação aos contextos em que foram</p><p>produzidos, ao modo (escrito ou oral; imagem estática ou em movimento etc.), à</p><p>variedade linguística e/ou semioses apropriadas a esse contexto, os enunciadores</p><p>envolvidos, o gênero, o suporte, a esfera/ campo de circulação, adequação à norma-</p><p>padrão etc. (BNCC, 2017, p.76)</p><p>Analisando os dois excertos é correto afirmar que:</p><p>E- O desenvolvimento de estratégias de produção textual envolve procedimentos</p><p>diversos e recorrentes, sempre tendo como foco a adequação do texto a sua finalidade</p><p>comunicativa.</p><p>Comentário da resposta: Todas as estratégias de produção são importantes: ao</p><p>planejamen to e a p lanificação, a revisão de aspectos notacionais - ortograf ia,</p><p>pontuação, concordância nominal e verbal – bem como procedimentos de edição que</p><p>envolvem questões de formatação, adequação linguística, diagramação dentre outras</p><p>que implicam o aprimoramento da produção tendo em vista os enunciadores</p><p>envolvidos, o gênero e o suporte.</p><p>Pergunta 4</p><p>Leia o trecho a seguir, retirada da obra de Clarice Lispector</p><p>“Então, escrever é o modo de quem tem a palavra como isca: a palavra pescando o que</p><p>não é palavra. Quando essa não-palavra – a entrelinha – morde a isca, alguma coisa se</p><p>escreveu”.</p><p>LISPECTOR, Clarice. “Escrever as entrelinhas”, in: A descoberta do mundo. Rocco,</p><p>1999.</p><p>O trecho remete a qual estratégia de leitura?</p><p>D- Inferência</p><p>https://www.passeidireto.com/arquivo/101702602/metodologia-de-ensino-lingua-</p><p>portuguesa-as-ii</p><p>https://www.passeidireto.com/arquivo/86531304/metodologia-de-ensino-de-lingua-</p><p>portuguesa-fundamentos-atividades-de-sistematiza</p><p>https://www.passeidireto.com/arquivo/101702602/metodologia-de-ensino-lingua-portuguesa-as-ii</p><p>https://www.passeidireto.com/arquivo/101702602/metodologia-de-ensino-lingua-portuguesa-as-ii</p><p>https://www.passeidireto.com/arquivo/86531304/metodologia-de-ensino-de-lingua-portuguesa-fundamentos-atividades-de-sistematiza</p><p>https://www.passeidireto.com/arquivo/86531304/metodologia-de-ensino-de-lingua-portuguesa-fundamentos-atividades-de-sistematiza</p>

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