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Acompanhamento_familiar_convivencia_e_fortalecimento_de_vinculos_no_CRAS

Slides do Ministério do Desenvolvimento Social sobre acompanhamento familiar, convivência e fortalecimento de vínculos no CRAS; aborda PAIF e SCFV, organização do SUAS, articulação CRAS/CREAS, referência/contrarreferência, gestão territorial e concepções de família.

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Prévia do material em texto

<p>Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome</p><p>Secretaria Nacional de Assistência Social</p><p>Acompanhamento</p><p>familiar, convivência</p><p>e fortalecimento de</p><p>vínculos no CRAS</p><p>XIV Encontro Nacional do CONGEMAS</p><p>Fortaleza - 21, 22 e 23 de março de 2012</p><p>Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome</p><p>Secretaria Nacional de Assistência Social</p><p>Pertinência do tema:</p><p>Unidade pública estatal</p><p>de base territorial</p><p>Serviço de Proteção e</p><p>Atendimento Integral a Família</p><p>Técnicos de Referência, orientação do</p><p>coordenador</p><p>Gestão da Proteção Básica no</p><p>Território</p><p>Coordenador do CRAS, orientação da</p><p>SMAS</p><p>Funções</p><p>Acompanhamento familiar,</p><p>convivência e fortalecimento de</p><p>vínculos no CRAS</p><p>GESTÃO e</p><p>QUALIDADE</p><p>Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome</p><p>Secretaria Nacional de Assistência Social</p><p>Assistência Social</p><p>Política Pública de Seguridade Social</p><p>não contributiva</p><p>Caráter de política de Proteção Social</p><p>articulada a outras políticas sociais.</p><p>direito de cidadania</p><p>universalização do acesso</p><p>responsabilidade estatal</p><p>Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome</p><p>Secretaria Nacional de Assistência Social</p><p>Sistema Único</p><p>de Assistência</p><p>Social (2005)</p><p>Política de Assistência Social</p><p>(PNAS - 2004)</p><p>Convívio Familiar e</p><p>Comunitário</p><p>Seguranças Afiançadas</p><p>Acolhida Renda</p><p>Desenvolvimento da</p><p>Autonomia</p><p>Sobrevivência a Riscos</p><p>Circunstanciais</p><p>Sistema Único</p><p>• Compõe um conjunto</p><p>articulado e integrado,</p><p>entre: serviços,</p><p>programas, projetos e</p><p>benefícios</p><p>• Pacto federativo</p><p>• Rede pública e privada</p><p>• Mesma organização em</p><p>todo o país</p><p>• Comando único</p><p>Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome</p><p>Secretaria Nacional de Assistência Social</p><p>Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome</p><p>Secretaria Nacional de Assistência Social</p><p>O PAIF, ofertado no CRAS: território e acesso a serviços</p><p>Público ou</p><p>Entidade privada</p><p>sem fins</p><p>Lucrativos</p><p>Rede Socioassistencia local</p><p>Centro de</p><p>Convivência</p><p>CREAS Outras</p><p>Políticas</p><p>Públicas Serviço de Proteção e Atendimento Integral a Família – PAIF</p><p>Outros serviços de proteção básica</p><p>Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos -</p><p>SCFV</p><p>Serviço de Proteção Social Básica</p><p>no Domicílio para Pessoas com</p><p>Deficiência e Idosas.</p><p>Secretaria de</p><p>Assistência</p><p>Social</p><p>Vigilância Socioassistencial</p><p>Saúde</p><p>Educação</p><p>Trabalho</p><p>Segurança</p><p>Alimentar</p><p>Habitação</p><p>Cultura</p><p>Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome</p><p>Secretaria Nacional de Assistência Social</p><p>O Serviço de Convivência e de Fortalecimento de Vínculos</p><p>constitui resposta do poder público às necessidades de proteção de</p><p>assistência social, identificadas a partir do trabalho social do PAIF (ou</p><p>do PAEFI)</p><p>é serviço continuado ofertado (por municípios e Distrito Federal),</p><p>no CRAS, em unidades públicas ou em entidades de assistência social,</p><p>referenciadas ao CRAS</p><p>complementa e está articulado ao principal Serviço de Proteção</p><p>Social Básica, o PAIF</p><p>ocorre por meio do trabalho em Grupos ou Coletivos, organizado</p><p>por faixa etária, com atividades intergeracionais</p><p>Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome</p><p>Secretaria Nacional de Assistência Social</p><p>É exercida quando a equipe do CREAS</p><p>recebe encaminhamento do nível de</p><p>menor complexidade (proteção social</p><p>básica) e garante a proteção especial,</p><p>inserindo a família no PAEFI e passando,</p><p>temporariamente, a ser responsável pelo</p><p>seu acompanhamento.</p><p>É exercida sempre que a equipe do</p><p>CRAS recebe, do nível de maior</p><p>complexidade (proteção social especial),</p><p>encaminhamento de uma família, que</p><p>deverá ser acompanhada por esse nível</p><p>de proteção.</p><p>Referência e Contrarreferência da família no SUAS</p><p>Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome</p><p>Secretaria Nacional de Assistência Social</p><p>Acompanhamento Familiar</p><p>Realizado pelo PAIF – equipe técnica do CRAS</p><p>Pautado em</p><p>• Concepção de família</p><p>• Conhecimento do território</p><p>• Clareza de objetivos da Proteção Básica e das finalidades do PAIF</p><p>• Diretrizes técnico-metodológicas do PAIF e responsabilidade do Estado</p><p>em prover ampliação da capacidade protetiva das famílias</p><p>• Participação das famílias</p><p>• Conteúdo do trabalho social (proteção social)</p><p>• Escolha da(s) metodologia(s) mais adequada(s) de acompanhamento</p><p>familiar</p><p>Que “modelo” de acompanhamento é mais adequado?</p><p>Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome</p><p>Secretaria Nacional de Assistência Social</p><p>Nas definições clássicas de família, o</p><p>critério de consangüinidade aparece</p><p>com nitidez</p><p>Na modernidade, o de afetividade e</p><p>solidariedade se sobressaem. PNAS</p><p>Acompanhamento - Concepção de Família</p><p>As estruturas familiares são marcadas pelas mudanças ocorridas nas sociedades humanas, no</p><p>que diz respeito à tecnologia, à divisão social do trabalho, ao reordenamento dos papéis sociais</p><p>(gênero, geração, etc).</p><p>FAMÍLIA: instituição social não natural, não harmônica. É mutável, dinâmica: está em</p><p>constante processo de transformação. Se constrói a partir de critérios e contextos</p><p>históricos, sociais, econômicos e culturais específicos. Não pode ser vista a partir de</p><p>padrão único de referência; é uma teia de relações (e não apenas espaço de</p><p>abrigamento).</p><p>Instituição que se transforma – se altera no tempo</p><p>Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome</p><p>Secretaria Nacional de Assistência Social</p><p>É preciso não idealizar/romantizar a família – ela é lócus de</p><p>proteção, mas também de desigualdade e violência. Supervalorizar</p><p>a família pode oprimir/invisibilizar seus membros</p><p>A família deve ser entendida como a que é vivida no concreto, com</p><p>suas diferenças internas, de gerações e de gênero, e no seu</p><p>contexto, em termos de suas relações com as condições sociais,</p><p>culturais, econômicas e políticas.</p><p>O conceito mais adequado é aquele que contempla toda a</p><p>diversidade de relações presentes na sociedade, pois a família não é</p><p>uma totalidade homogênea, é uma instituição complexa produzida</p><p>na diversidade das relações e construída dentro da multiplicidade</p><p>de contextos, num processo dialético (Sarti, 2003).</p><p>Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome</p><p>Secretaria Nacional de Assistência Social</p><p>Profissionais devem se distanciar de práticas que qualificam</p><p>as famílias como capazes ou incapazes, desestruturadas, ou que</p><p>as idealizam; que reforcem relações de hierarquia e de</p><p>subordinação; evitar se colocar na posição de poder, de quem</p><p>detém o conhecimento e buscar se aproximar dos saberes</p><p>construídos pela família sobre sua própria vida e experiência.</p><p>“...soa óbvio mencionar a importância de se perguntar como a própria</p><p>família define seus problemas, suas necessidades, seus anseios e quais</p><p>são os recursos de que ela mesma dispõe. Menos óbvio é pensar como</p><p>ouvimos suas respostas e o estatuto que atribuímos ao que se diz”</p><p>(SARTI, 2003)</p><p>Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome</p><p>Secretaria Nacional de Assistência Social</p><p>“... Tal prática (trabalho com famílias) requer considerar algumas</p><p>dimensões estratégicas: olhar o sofrimento da família e não a família como</p><p>incapaz; potencializar as pessoas para combater o que causa o sofrimento</p><p>e não ajudar as pessoas a se sentirem um pouco melhor na pobreza;</p><p>discutir ética e política, ou seja, considerar o que torna os sujeitos como</p><p>livres ou como escravos e fortalecer a democracia, o que exige o</p><p>desenvolvimento de potências de cada um; perguntar pela afetividade que</p><p>une a família gerada, ao invés de analisar a influência da estrutura</p><p>familiar e, por fim, combater desqualificações das famílias e dos seus</p><p>membros”. (Aldaíza Sposati)</p><p>Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome</p><p>Secretaria Nacional de Assistência Social</p><p>Acompanhamento - Concepção de Território</p><p>É preciso ir além da paisagem: o que vemos em um primeiro olhar (Prof Carlos). Não basta</p><p>afirmar: é um lugar com incidência de pobreza, violência ... A indicação numérica de famílias</p><p>referenciadas não é suficiente para estabelecer padrão de proteção social das famílias.</p><p>É necessário compreender o que quer dizer a paisagem: o que a determina? O que está por</p><p>trás? Quais dados devem ser estudados para a desvelar? Que relações sociais se fazem</p><p>presentes? Com quem as pessoas contam? Quais demandas das famílias e quais serviços estão</p><p>disponíveis? Incidências de situações de risco mais frequentes.</p><p>Compreender o TERRITÓRIO, nas suas múltiplas faces e sentidos para as famílias</p><p>O território é o espaço relacional, vivido e construído cotidianamente, da diversidade de</p><p>interesses, disputas, conflitos, contradições, mas também de oportunidades, inovação,</p><p>solidariedade, criatividade, valores dos indivíduos e grupos, cultura, presença e acesso a</p><p>políticas públicas, condições de proteção social ofertadas, participação, capacidades,</p><p>habilidades, forças de resistência, trajetórias, redes e parcerias, portanto, o diagnóstico</p><p>territorial também deve levar em conta a análise de aspectos simbólicos que influenciarão o</p><p>trabalho com as famílias.</p><p>Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome</p><p>Secretaria Nacional de Assistência Social</p><p>A PSB tem por finalidade prevenir situações de vulnerabilidade e risco social por meio do</p><p>desenvolvimento de potencialidades e aquisições e do fortalecimento de vínculos familiares</p><p>e comunitários.</p><p>Tem por foco de atuação a ação preventiva e protetiva. Busca responder às necessidades</p><p>humanas de forma integral, para além da atenção a situações emergenciais, centradas</p><p>exclusivamente nas situações de risco social.</p><p>A PSB possui uma dimensão inovadora, pois supera a histórica atenção voltada a</p><p>situações críticas, que exigiam ações indenizatórias de perdas já instaladas, mais do</p><p>que asseguradoras de patamares de dignidade e de desenvolvimento integral.</p><p>Proteção Social Básica do SUAS</p><p>Atendimento/acompanhamento familiar no âmbito da PSB é realizado</p><p>pelo</p><p>Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família - PAIF</p><p>Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome</p><p>Secretaria Nacional de Assistência Social</p><p>O PAIF tem como finalidade prevenir a ruptura de vínculos familiares, promover</p><p>seu acesso e usufruto de direitos e contribuir na melhoria de sua qualidade de vida.</p><p>Prevê o desenvolvimento de potencialidades e aquisições das famílias e o</p><p>fortalecimento de vínculos familiares e comunitários, por meio de ações de caráter</p><p>preventivo, protetivo e proativo.</p><p>Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família – PAIF</p><p>No respeito à heterogeneidade dos arranjos familiares, aos valores,</p><p>crenças e identidades das famílias</p><p>No fortalecimento da cultura do diálogo, no combate a todas as formas</p><p>de violência, de preconceito, de discriminação e de estigmatização nas</p><p>relações familiares.</p><p>Na importância do apoio do Estado no sentido de ampliar a capacidade</p><p>protetiva das famílias.</p><p>O serviço é baseado:</p><p>E fundamenta-se :</p><p>As ações do PAIF não devem possuir caráter terapêutico</p><p>Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome</p><p>Secretaria Nacional de Assistência Social</p><p>Diretrizes técnico-metodológicas do PAIF</p><p>• Fortalecer a assistência social como direito social de cidadania - reconhecer a</p><p>responsabilidade pública no apoio às famílias</p><p>• Respeitar a heterogeneidade dos arranjos familiares e sua diversidade cultural</p><p>• Rejeitar concepções preconceituosas, que reforçam desigualdades no âmbito familiar</p><p>• Respeitar e preservar a confidencialidade das informações repassadas pelas famílias no</p><p>decorrer do trabalho social</p><p>• Utilizar e potencializar os recursos disponíveis das famílias no desenvolvimento do trabalho</p><p>social</p><p>• Utilizar ferramentas que contribuam para a inserção efetiva de membros da família no</p><p>acompanhamento familiar</p><p>• Fortalecer a família como um sujeito, portanto, ativa em seu processo de proteção, e não alvo de uma ação ou</p><p>instrumento para alcance de resultados</p><p>Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome</p><p>Secretaria Nacional de Assistência Social</p><p>Participação das Famílias</p><p>As ações do PAIF devem ser planejadas e avaliadas</p><p>com a participação das famílias usuárias e de</p><p>movimentos populares do território, visando o</p><p>aperfeiçoamento do Serviço, a partir de sua melhor</p><p>adequação à realidade, bem como pelo fortalecimento</p><p>do protagonismo das famílias usuárias, dos espaços de</p><p>participação democrática e de instâncias de controle</p><p>social. O acompanhamento familiar é uma opção</p><p>da família.</p><p>Assistencialismo</p><p>Ajuda</p><p>• Ligado à filantropia</p><p>• Voltada para problemas individuais</p><p>• Tem fim em si mesma</p><p>• Repara contingências compensatórias</p><p>• Eventual, incerta</p><p>Assistência Social</p><p>DIREITO</p><p>• Necessidades básicas coletivas</p><p>• Direito social e dever estatal</p><p>• Responsabilidade e financiamento</p><p>público</p><p>• Articulação e continuidade</p><p>• Estratégia de desenvolvimento</p><p>Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome</p><p>Secretaria Nacional de Assistência Social</p><p>ESCOLHA DA METODOLOGIA</p><p>Os fundamentos para a abordagem e os procedimentos</p><p>metodológicos imprimem características ao processo de</p><p>atendimento e acompanhamento familiar. Isso significa que o</p><p>coordenador do CRAS e a equipe técnica deve fazer uma leitura</p><p>crítica das vulnerabilidades e potencialidades das famílias e do</p><p>território, de modo a adotar a abordagem e procedimentos</p><p>metodológicos que sejam mais efetivos para o alcance dos objetivos</p><p>do PAIF, para aquele contexto socioterritorial.</p><p>“A força do desenho da metodologia está nos princípios, nas</p><p>diretrizes, e nas estratégias maiores que garantem a direção política</p><p>da ação. As metodologias são construtos pensados a partir de</p><p>intencionalidades, conhecimento e da experiência”.</p><p>(Carvalho, 2008)</p><p>Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome</p><p>Secretaria Nacional de Assistência Social</p><p>A adoção de quaisquer abordagens</p><p>metodológicas exige: tratamento</p><p>interdisciplinar, pesquisa e um constante</p><p>repensar dos profissionais sobre sua prática</p><p>(suporte teórico e tempo para</p><p>estudar e aprimorar a prática)</p><p>É uma escolha dos profissionais.</p><p>Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome</p><p>Secretaria Nacional de Assistência Social</p><p>Visão geral dos processos de atendimento e</p><p>acompanhamento familiar no PAIF</p><p>http://www.mds.gov.br/assistenciasocial/protecaobasica</p><p>http://www.mds.gov.br/assistenciasocial/protecaobasica</p><p>Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome</p><p>Secretaria Nacional de Assistência Social</p><p>Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome</p><p>Secretaria Nacional de Assistência Social</p><p>O PAIF, ofertado no CRAS: território e acesso a serviços</p><p>Público ou</p><p>Entidade privada</p><p>sem fins</p><p>Lucrativos</p><p>Rede Socioassistencia local</p><p>Centro de</p><p>Convivência</p><p>CREAS Outras</p><p>Políticas</p><p>Públicas Serviço de Proteção e Atendimento Integral a Família – PAIF</p><p>Outros serviços de proteção básica</p><p>Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos -</p><p>SCFV</p><p>Serviço de Proteção Social Básica</p><p>no Domicílio para Pessoas com</p><p>Deficiência e Idosas.</p><p>Secretaria de</p><p>Assistência</p><p>Social</p><p>Vigilância Socioassistencial</p><p>Saúde</p><p>Educação</p><p>Trabalho</p><p>Segurança</p><p>Alimentar</p><p>Habitação</p><p>Cultura</p><p>Intervenção</p><p>particularizada</p><p>Inserção em ações</p><p>do PAIF</p><p>Intervenção em</p><p>grupo de famílias</p><p>Inserção em ações</p><p>do PAIF</p><p>Busca Ativa Demanda</p><p>espontânea</p><p>Acolhida</p><p>Acompanhamento Atendimento</p><p>Estudo Social</p><p>Acompanhamento Particularizado Acompanhamento em Grupo</p><p>Plano de Acompanhamento Familiar</p><p>Avaliação</p><p>Objetivos propostos no Plano</p><p>de Acompanhamento Familiar</p><p>não foram alcançados</p><p>Objetivos propostos no Plano</p><p>de Acompanhamento Familiar</p><p>foram atingidos</p><p>Encerra-se este processo de</p><p>Acompanhamento Familiar</p><p>Adequação do Plano de Acompanhamento</p><p>Familiar</p><p>Mediações</p><p>Oficina com Famílias</p><p>Ações Particularizadas</p><p>Ações Comunitárias</p><p>Encaminhamentos</p><p>ou inserção em</p><p>serviços de PSB</p><p>Ações do PAIF</p><p>Encaminhamento de outros</p><p>setores</p><p>Encaminhamento da rede</p><p>socioassistencial</p><p>Em grupo ou individual</p><p>Registro de informações</p><p>Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome</p><p>Secretaria Nacional de Assistência Social</p><p>Busca ativa (conhecimento do território e visita domiciliar –</p><p>localizar os invisíveis ou os não incluídos – Protocolo Beneficios e Serviços)</p><p>De quais informações devem os CRAS dispor? Que famílias priorizar?</p><p>- Famílias com pessoas em situação de extrema pobreza (*)</p><p>- Famílias beneficiárias de transferência de renda e de benefício continuado (*)</p><p>- Dentre as beneficiárias de transferência de renda, aquelas em</p><p>descumprimento de condicionalidades do PBF</p><p>- Dentre as beneficiárias do BPC, aquelas com pessoas com deficiência ou</p><p>idosos em situação de isolamento e crianças e adolescentes fora da escola</p><p>- Famílias contrarreferenciadas ao CRAS pelo CREAS</p><p>(*) Informações devem ser disponibilizadas aos CRAS pela Vigilância Socioassistencial (rol</p><p>não taxativo). Outras informações, que revelem incidência de risco (trabalho infantil,</p><p>violência, etc), devem também ser disponibilizadas, visto ser atribuição do CRAS realizar</p><p>trabalho preventivo no território.</p><p>“A pobreza é uma situação complexa de caráter multidimensional. Mais do que uma categoria</p><p>econômica é uma categoria política que se traduz não só pelos seus efeitos materiais, mas</p><p>também pela inexistência de direitos, oportunidades, possibilidades e, até mesmo, de</p><p>informações.” (Aldaíza Sposati)</p><p>Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome</p><p>Secretaria Nacional de Assistência Social</p><p>1. romper com a prevalência da lógica da demanda espontânea, e ir ao</p><p>encontro das famílias (Pano Brasil sem Miséria impulsiona essa diretriz)</p><p>Pressupostos</p><p>- acesso a fontes de informação sobre o território – estruturação da vigilância</p><p>socioassistencial articulada ao Cadúnico (de quais informações devemos dispor e o que fazer?)</p><p>conhecer o territorio</p><p>- planejamento das ações pela equipe, tendo em vista a necessidade de atendimento à</p><p>demanda espontânea, de realização de busca ativa das famílias mais vulneráveis, e de</p><p>conhecimento do território</p><p>- apoio técnico dos estados (equipes tecnicamente preparadas para contribuir para a</p><p>melhoria da qualidade dos serviços e da gestão)</p><p>2. compreender o papel do CRAS e seu lugar na política de assistência social</p><p>(depende do funcionamento dos CREAS; da gestão da informação; articulação com</p><p>cadastro e INSS; da definição de diretrizes do órgão de nível central, para seu</p><p>funcionamento. CRAS tem limites, não é autosuficiente!!!)</p><p>Para chegar à população que necessita dos serviços de PSB</p><p>Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome</p><p>Secretaria Nacional de Assistência Social</p><p>3. organizar o trabalho do CRAS, de forma a separar funções de</p><p>gestão daquelas relacionadas à oferta do serviço (coordenador do</p><p>CRAS, na relação com Secretaria Municipal) – sobrecarga que</p><p>favorece a gestão em detrimento do atendimento e acompanhamento</p><p>e que burocratiza em excesso os CRAS)</p><p>Pressupostos</p><p>- designação do coordenador do CRAS, com perfil adequado</p><p>- definição de fluxos de informação entre CRAS e CREAS</p><p>- orientação das equipes dos CRAS para atuar de forma planejada no território</p><p>-compreensão de que os técnicos dos CRAS não são responsáveis por responder às</p><p>demandas do judiciário</p><p>- gestão do Cadastro Único (nos CRAS ou fora dele)</p><p>- organização dos serviços no território do CRAS, ou no próprio CRAS, de forma a</p><p>acolher membros mais vulneráveis de famílias atendidas ou acompanhadas no PAIF</p><p>Obs: serviços e ações executados por equipes volantes.</p><p>Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome</p><p>Secretaria Nacional de Assistência Social</p><p>Definição de fluxo – trajetória da família</p><p>1) Acesso ao CRAS - encaminhamento dos outros setores</p><p>(definição de procedimentos e fluxos); encaminhamento do</p><p>CREAS (definição de fluxos, discussão conjunta sobre</p><p>referenciamento e contrarreferenciamento no SUAS); busca</p><p>ativa (localizar os invisíveis).</p><p>2) Acolhida</p><p>3) Estudo social</p><p>4) Definição, junto com família, se atendimento ou</p><p>acompanhamento (em grupo ou</p><p>particularizado)</p><p>Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome</p><p>Secretaria Nacional de Assistência Social</p><p>Atendimento no SUAS</p><p>Compreende a garantia dos direitos socioassistenciais, o</p><p>acesso à rede de serviços socioassistencias e às demais</p><p>políticas públicas, o desenvolvimento do protagonismo, da</p><p>autonomia e da convivência familiar e comunitária, a partir do</p><p>perfil da família e suas potencialidades, bem como da situação</p><p>de vulnerabilidade e risco social em que se encontra.</p><p>Protocolo de Gestão Integrada-Considerandos</p><p>Atendimento</p><p>Imediata prestação ou oferta de atenção, com vistas a uma resposta qualificada de uma</p><p>demanda da família ou do território. Significa a inserção da família ou um ou mais de seus</p><p>membros em alguma das ações do PAIF.</p><p>O atendimento pode se encerrar na resolução de uma demanda específica dos indivíduos, famílias ou</p><p>grupos, com ou sem retorno, ou pode ensejar o início do processo de acompanhamento familiar.</p><p>Ex: encaminhamento para acesso à renda, ou inserção no Cadúnico, ou inserção na escola.</p><p>São atendidas todas as famílias que participam de alguma das ações do PAIF.</p><p>Registro é feito por “número de atendimentos”.</p><p>Atendimento no âmbito do PAIF</p><p>Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome</p><p>Secretaria Nacional de Assistência Social</p><p>Acompanhamento no</p><p>SUAS</p><p>Consiste no conjunto de intervenções desenvolvidas em</p><p>serviços continuados, com objetivos estabelecidos, que</p><p>possibilitem à família acesso a um espaço onde possa</p><p>refletir sobre a sua realidade, construir novos projetos de</p><p>vida e transformar suas relações – sejam elas familiares ou</p><p>comunitárias;</p><p>Protocolo de Gestão Integrada-Art 20</p><p>Acompanhamento Familiar</p><p>É o procedimento técnico realizado pelos profissionais do CRAS, de caráter continuado e</p><p>planejado, por período de tempo determinado, no qual, via de regra, faz-se necessário o</p><p>estabelecimento de vínculos entre usuários e o serviço e requer a definição de objetivos a serem</p><p>alcançados, a partir das vulnerabilidades, demandas e potencialidades apresentadas.</p><p>Consiste no trabalho contínuo com uma família ou um grupo de famílias, com</p><p>realização de mediações periódicas entre e família e profissional que a acompanha, bem</p><p>como o estabelecimento de compromissos de ambas as partes para enfrentamento de</p><p>vulnerabilidades e fortalecimento de potencialidades, expressos em um Plano de</p><p>Acompanhamento Familiar. Pode ser realizado em grupo ou particularizado.</p><p>Registro de número de famílias acompanhadas, com indicação de seu “perfil”</p><p>(beneficiária ou não de TR ou BPC; PETI e PJA).</p><p>Acompanhamento no âmbito do PAIF</p><p>Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome</p><p>Secretaria Nacional de Assistência Social</p><p>Acompanhamento Familiar em Grupo</p><p>O acompanhamento familiar em grupo é recomendado para responder</p><p>situações de vulnerabilidades vivenciadas pelas famílias com forte interface</p><p>com o território.</p><p>Demanda a realização de um bom diagnóstico do território – conhecer suas</p><p>vulnerabilidades e potencialidades de modo a agrupar as famílias para</p><p>potencializar sua ação coletiva, mobilizar um grupo de famílias em torno de</p><p>determinada causa, propiciar a troca de vivências e o empoderamento das</p><p>famílias em um dado território.</p><p>Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome</p><p>Secretaria Nacional de Assistência Social</p><p>Acompanhamento Familiar Particularizado</p><p>É recomendado quando famílias se encontram em condições</p><p>desfavoráveis para o trabalho em grupo: seja porque a família está</p><p>prestes a cair em risco social (demanda uma atenção rápida ), seja</p><p>porque a família se nega a participar do acompanhamento em grupo</p><p>(sente-se intimidada e envergonhada).</p><p>Modo de acompanhamento familiar mais eficaz para proteção imediata</p><p>Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome</p><p>Secretaria Nacional de Assistência Social</p><p>Acompanhar uma família não é resolver o “caso”!</p><p>As vulnerabilidades apresentadas pelas famílias são expressões de necessidades</p><p>humanas básicas não satisfeitas, decorrentes da desigualdade social – assim, é</p><p>preciso ultrapassar a lógica do atendimento “do caso a caso” ou “caso de</p><p>família” que vincula a satisfação das necessidades sociais à (in)competência</p><p>individual das famílias.</p><p>É preciso redimencionar a lógica do trabalho com família na perspectiva dos</p><p>direitos – caminho para a concretização da cidadania, via política pública de</p><p>responsabilidade estatal.</p><p>Sobre o acompanhamento familiar...</p><p>Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome</p><p>Secretaria Nacional de Assistência Social</p><p>Voltando ao fluxo... trajetória da família</p><p>(encaminhamentos/inserção)</p><p>Inserção nos serviços de proteção básica, para membros mais</p><p>vulnerabilizados: serviço de convivência e fortalecimento de</p><p>vínculos (articulação da rede local, ou organização no CRAS)</p><p>Encaminhamento para inserção no cadastro, ou atualização cadastral,</p><p>ou para INSS</p><p>Encaminhamento para outra política pública</p><p>Registro de informações</p><p>Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome</p><p>Secretaria Nacional de Assistência Social</p><p>Acompanhamento familiar e inserção no serviço de convivência e</p><p>fortalecimento de vínculos</p><p>Público prioritário</p><p>• Extremamente pobres</p><p>• Na ocorrência de situação de negligência</p><p>• Para prevenção de ocorrência de situações de risco social (isolamento,</p><p>rejeição e violência)</p><p>• Encaminhados pela Proteção Social Especial</p><p>Exemplos:</p><p>• Crianças de até seis anos e responsável pelos cuidados (fortalecimento de vínculos)</p><p>• Adolescentes grávidas</p><p>• Adolescentes, jovens e idosos de famílias extremamente pobres que necessitem de</p><p>serviços de PSB</p><p>• Crianças, adolescentes, jovens, idosos com deficiência</p><p>• Idosos em situação de isolamento por ausência de acesso a serviços e oportunidades</p><p>Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome</p><p>Secretaria Nacional de Assistência Social</p><p>Objetivos do serviço de convivência</p><p> complementar o trabalho social com família;</p><p> prevenir a institucionalização e a segregação, assegurando o direito à</p><p>convivência familiar e comunitária;</p><p> oportunizar o acesso às informações sobre direitos e sobre participação</p><p>cidadã;</p><p> possibilitar acessos a experiências e manifestações artísticas, culturais e</p><p>esportivas e de lazer;</p><p> favorecer o desenvolvimento de atividades intergeracionais;</p><p> promover acessos a benefícios e serviços socioassistenciais, fortalecendo</p><p>a rede de proteção social;</p><p> contribuir para a promoção do acesso a serviços setoriais, em especial</p><p>políticas de educação, saúde, cultura, esporte e lazer existentes no território.</p><p>Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome</p><p>Secretaria Nacional de Assistência Social</p><p>Encaminhamento para outras políticas públicas</p><p>Tendência em caracterizar o trabalho da assistência social pela intersetorialidade, isto é, com o</p><p>significado de inserção em outras políticas sociais sem clara especificação do que seria a atenção na</p><p>própria política de assistência social para além do benefício de renda. (Aldaíza Sposati)</p><p>Reconhecer que um único serviço não é suficiente para proporcionar todas as</p><p>garantias de uma família em situação de vulnerabilidade social</p><p>Incompletude Intersetorialidade</p><p>Busca de alternativas via rede de serviços (PSB e PSE)</p><p>Evitar a via-crucis interminável da família</p><p>sem que seu direito seja de fato assegurado</p><p>Dificuldade do profissional em assumir o compromisso e de se</p><p>responsabilizar pelo atendimento das demandas das famílias.</p><p>Responsabilidade do coordenador de discutir as demandas, por serviços, das</p><p>famílias do território, no âmbito da PNAS, junto à Secretaria Municipal.</p><p>Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome</p><p>Secretaria Nacional de Assistência Social</p><p>Superar a fragmentação das políticas públicas, possibilitando uma visão</p><p>integrada dos problemas sociais e de suas soluções.</p><p>Pressupostos</p><p>- Ter em mente a concepção do papel do PAIF e clareza do que se quer.</p><p>- Compreender de que o principal objeto de ação da política de assistência social -</p><p>as vulnerabilidades sociais - não são fenômenos homogêneos e simples, mas</p><p>complexos e multifacetados (frágeis), que exigem respostas diversificadas alcançadas</p><p>por meio de uma coesão ideológica e ética dos profissionais envolvidos, de ações</p><p>integralizadas e contextualizadas e não somente por meio do mero envolvimento de</p><p>técnicos de diferentes formações.</p><p>- Diretriz do gestor municipal, mais do que arranjos informais.</p><p>- Inovar práticas para responder à realidade sempre mutante e à complexidade da</p><p>realidade de territórios de vulnerabilidade social.</p><p>Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome</p><p>Secretaria Nacional de Assistência Social</p><p>Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome</p><p>Secretaria Nacional de Assistência Social</p><p>Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome</p><p>Secretaria Nacional de Assistência Social</p><p>O desafio maior é concretizar o trabalho com famílias de</p><p>forma eficiente, humanizado e capaz de contemplar o universo</p><p>familiar como um todo suplantando quaisquer tipos de</p><p>preconceitos e estigmas.</p><p>É necessário por fim à tutela e à responsabilização das</p><p>famílias pelas suas dificuldades e vulnerabilidades,</p><p>assumindo a responsabilidade estatal pela proteção social</p><p>das famílias.</p><p>Mensagem Final</p><p>Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome</p><p>Secretaria Nacional de Assistência Social</p><p>Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome</p><p>Secretaria Nacional de Assistência Social</p><p>Departamento de Proteção Social Básica</p><p>0800-8072003</p><p>protecaosocialbasica@mds.gov.br</p><p>Orientações Técnicas</p><p>1) Tipificação PAIF</p><p>2) PAIF - Trabalho com Famílias</p><p>http://www.mds.gov.br/assistenciasocial/protecaobasica</p><p>mailto:priscilla.maia@mds.gov.br</p><p>mailto:protecaosocialbasica@mds.gov.br</p><p>http://www.mds.gov.br/assistenciasocial/protecaobasica</p><p>http://www.mds.gov.br/assistenciasocial/protecaobasica</p>

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