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<p>elaborado por @fredsmcezar</p><p>IMPROBIDADE</p><p>ADMINISTRATIVA</p><p>DISPOSITIVOS COM EFICÁCIA SUSPENSA .......................................................................................................................................... 2</p><p>DISPOSITIVOS DECLARADOS INCONSTITUCIONAIS ........................................................................................................................... 2</p><p>CAPÍTULO I: DAS DISPOSIÇÕES GERAIS ........................................................................................................................................... 3</p><p>CAPÍTULO II: DOS ATOS DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA ........................................................................................................... 6</p><p>SEÇÃO I: DOS ATOS DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA QUE IMPORTAM ENRIQUECIMENTO ILÍCITO ...................................... 6</p><p>SEÇÃO II: DOS ATOS DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA QUE CAUSAM PREJUÍZO AO ERÁRIO ................................................ 7</p><p>SEÇÃO III: DOS ATOS DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA QUE ATENTAM CONTRA OS PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO</p><p>PÚBLICA .......................................................................................................................................................................................... 9</p><p>CAPÍTULO III: DAS PENAS ................................................................................................................................................................. 11</p><p>CAPÍTULO IV: DA DECLARAÇÃO DE BENS ........................................................................................................................................ 14</p><p>CAPÍTULO V: DO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO E DO PROCESSO JUDICIAL .......................................................................... 14</p><p>CAPÍTULO VI: DAS DISPOSIÇÕES PENAIS ........................................................................................................................................ 22</p><p>CAPÍTULO VII: DA PRESCRIÇÃO ........................................................................................................................................................ 24</p><p>NATUREZA ......................................................................................................................................................................................... 26</p><p>LEGITIMIDADE ................................................................................................................................................................................... 26</p><p>OBJETIVOS ........................................................................................................................................................................................ 26</p><p>INDEPENDÊNCIA ENTRE AS INSTÂNCIAS ......................................................................................................................................... 26</p><p>APLICABILIDADE x INAPLICABILIDADE ............................................................................................................................................. 26</p><p>PREFEITOS ........................................................................................................................................................................................ 27</p><p>FORO POR PRERROGATIVA: INEXISTENTE........................................................................................................................................ 27</p><p>AÇÃO CIVIL DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA EXCLUSIVAMENTE CONTRA O PARTICULAR: INVIÁVEL ..................................... 27</p><p>IN DUBIO PRO SOCIETATE ................................................................................................................................................................ 28</p><p>elaborado por @fredsmcezar</p><p>CONSTITUIÇÃO FEDERAL</p><p>Art. 37. § 4º Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos, a perda da função pública, a</p><p>indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível.</p><p>LEI Nº 8.429/1992</p><p>DISPOSITIVOS COM EFICÁCIA SUSPENSA</p><p>ADI</p><p>72361</p><p>DEFERIR PARCIALMENTE A MEDIDA CAUTELAR, ad referendum do Plenário desta SUPREMA CORTE, com</p><p>fundamento no art. 10, § 3º, da Lei 9.868/1999, e no art. 21, V, do RISTF,, para SUSPENDER A EFICÁCIA dos artigos,</p><p>todos da Lei 8.429/1992, incluídos ou alterados pela Lei 14.230/2021:</p><p>(a) 1º, § 8º;</p><p>(b) 12, § 1º;</p><p>(c) 12, § 10;</p><p>(d) 17-B, § 3º;</p><p>(e) 21, § 4º.</p><p>DEFERIR PARCIALMENTE A MEDIDA CAUTELAR, ad referendum do Plenário desta SUPREMA CORTE, com</p><p>fundamento no art. 10, § 3º, da Lei 9.868/1999, e no art. 21, V, do RISTF, para CONFERIR INTERPRETAÇÃO</p><p>CONFORME ao artigo 23-C, da Lei 8.429/1992, incluído pela Lei 14.230/2021, no sentido de que os atos que ensejem</p><p>enriquecimento ilícito, perda patrimonial, desvio, apropriação, malbaratamento ou dilapidação de recursos públicos</p><p>dos partidos políticos, ou de suas fundações, poderão ser responsabilizados nos termos da Lei 9.096/1995, mas sem</p><p>prejuízo da incidência da Lei de Improbidade Administrativa.</p><p>DISPOSITIVOS DECLARADOS INCONSTITUCIONAIS</p><p>ADI 7042</p><p>e</p><p>ADI 70432</p><p>Decisão: O Tribunal, por maioria, julgou parcialmente procedentes os pedidos formulados na ação direta para:</p><p>(a) declarar a inconstitucionalidade parcial, sem redução de texto, do caput e dos §§ 6º-A e 10-C do art. 17, assim</p><p>como do caput e dos §§ 5º e 7º do art. 17-B, da Lei 8.429/1992, na redação dada pela Lei 14.230/2021, de modo a</p><p>restabelecer a existência de legitimidade ativa concorrente e disjuntiva entre o Ministério Público e as pessoas</p><p>jurídicas interessadas para a propositura da ação por ato de improbidade administrativa e para a celebração de</p><p>acordos de não persecução civil;</p><p>(b) declarar a inconstitucionalidade parcial, com redução de texto, do § 20 do art. 17 da Lei 8.429/1992, incluído</p><p>pela Lei 14.230/2021, no sentido de que não existe “obrigatoriedade de defesa judicial”; havendo, porém, a</p><p>possibilidade dos órgãos da Advocacia Pública autorizarem a realização dessa representação judicial, por parte da</p><p>assessoria jurídica que emitiu o parecer atestando a legalidade prévia dos atos administrativos praticados pelo</p><p>administrador público, nos termos autorizados por lei específica;</p><p>(c) declarar a inconstitucionalidade do art. 3º da Lei 14.230/2021; e, em consequência, declarou a</p><p>constitucionalidade: (a) do § 14 do art. 17 da Lei 8.429/1992, incluído pela Lei 14.230/2021; e (b) do art. 4º, X, da</p><p>Lei 14.230/2021. Tudo nos termos do voto ora reajustado do Relator, vencidos, parcialmente, os Ministros Nunes</p><p>Marques, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, nos termos de seus votos. Presidência do Ministro Luiz Fux. Plenário,</p><p>31.8.2022.</p><p>A Lei de Improbidade Administrativa (Lei Federal nº 8.429/92) cuida de reparar atos de improbidade praticados contra a</p><p>administração pública por uma via específica que não se confunde com a ação penal comum, nem com a ação que apura os crimes</p><p>de responsabilidade das autoridades mencionadas na Constituição Federal. (certa) VUNESP - 2013 - MPE-ES</p><p>Legalidade, moralidade e probidade não são expressões dotadas de sinonímia absoluta, mas não há ofensa à moralidade ou</p><p>probidade administrativa sem ofensa a ordem jurídica que, todavia, deve apresentar-se agravada ou qualificada em face de desvio</p><p>ético-jurídico. (certa) 2013 - TRF - 3ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL</p><p>1 https://www.stf.jus.br/arquivo/cms/noticiaNoticiaStf/anexo/ADI7236CautelarLeideImprobidade.pdf</p><p>2 https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6315635</p><p>elaborado por @fredsmcezar</p><p>O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei:</p><p>CAPÍTULO I: DAS DISPOSIÇÕES GERAIS</p><p>Art. 1º O sistema de responsabilização por atos de improbidade administrativa tutelará a probidade na organização do Estado e no</p><p>de via terrestre. (certa) CESPE - 2022 - MPE-AC</p><p>Após investigações em sede extrajudicial, o Ministério Público amealhou provas de que a pessoa jurídica Med Hospital Ltda.,</p><p>administrada pelo sócio majoritário Tales, teria sido selecionada em contratações emergenciais milionárias para prestar serviços a</p><p>uma autarquia estadual cujo presidente, Jamal, seria amigo e aliado político do deputado estadual Tomás, cuja campanha eleitoral</p><p>teria recebido generosas doações daquele empresário. Os documentos indicam que as contratações diretas não foram precedidas</p><p>de justificativa de preço, de orçamento com custos unitários ou de projeto básico, bem como que a emergência teria sido</p><p>dolosamente fabricada. Nessa situação, à luz da Lei nº 8.429/1992, com as alterações promovidas pela Lei nº 14.230/2021,</p><p>o Parquet pode ajuizar ação de improbidade em face das pessoas naturais mencionadas e da sociedade limitada para demonstrados</p><p>de plano a probabilidade de ocorrência dos atos ímprobos e o perigo de dano irreparável ou de risco ao resultado útil do processo,</p><p>requerer liminarmente a indisponibilidade dos bens de todos os demandados, solidariamente, não podendo a constrição recair sobre</p><p>elaborado por @fredsmcezar</p><p>contas bancárias caso existam outros bens móveis ou imóveis capazes de garantir o juízo, em montante suficiente para assegurar</p><p>o ressarcimento ao Erário, sem incidir sobre os valores a serem eventualmente aplicados a título de multa civil. (certa) FGV - 2022 - MPE-</p><p>GO</p><p>§ 12. O juiz, ao apreciar o pedido de indisponibilidade de bens do réu a que se refere o caput deste artigo, observará os efeitos</p><p>práticos da decisão, vedada a adoção de medida capaz de acarretar prejuízo à prestação de serviços públicos. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>§ 13. É vedada a decretação de indisponibilidade da quantia de até 40 (quarenta) salários mínimos depositados em caderneta de</p><p>poupança, em outras aplicações financeiras ou em conta-corrente. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>§ 14. É vedada a decretação de indisponibilidade do bem de família do réu, salvo se comprovado que o imóvel seja fruto de</p><p>vantagem patrimonial indevida, conforme descrito no art. 9º desta Lei. (Lei nº 14.230/2021) FGV - 2022 - TJ-PE - JUIZ SUBSTITUTO / VUNESP - 2023 - MPE-SP / FGV -</p><p>2023 - TRF - 1ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO</p><p>• É vedada a decretação de indisponibilidade do bem de família do réu, ainda que SALVO SE comprovado que o imóvel seja fruto de vantagem</p><p>patrimonial indevida. (errada) FCC - 2022 - MPE-PE</p><p># Art. 17. A ação para a aplicação das sanções de que trata esta Lei será proposta pelo Ministério Público* e seguirá o</p><p>procedimento comum previsto na Lei nº 13.105/2015 (CPC), salvo o disposto nesta Lei. (Lei nº 14.230/2021) (Vide ADI 7042) (Vide ADI 7043)</p><p>2010 - MPE-MG / 2011 - MPE-MS / CESPE - 2011 - DPE-MA / 2012 - MPE-GO / CESPE - 2012 - TJ-BA - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO / 2012 - MPE-MT / 2013 - MPE-SC / 2014 - MPE-MT / 2014 - MPE-SC / 2016 -</p><p>MPE-SC / 2016 - PC-PA - DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL / 2017 - TRF - 2ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO / FUNDEP - 2018 - MPE-MG / FCC - 2022 - DPE-CE /</p><p>Obs.:4 No dispositivos acima transcrito, onde se lê “Ministério Público”, leia-se: “Ministério Público e a pessoa jurídica</p><p>interessada”.</p><p>Para o ajuizamento da ação de improbidade administrativa, exige-se a instauração prévia de procedimento administrativo. (errada)</p><p>CESPE - 2021 - MPE-SC</p><p>§ 1º (Revogado). (Lei nº 14.230/2021)</p><p>§ 2º (Revogado). (Lei nº 14.230/2021)</p><p>§ 3º (Revogado). (Lei nº 14.230/2021)</p><p>§ 4º (Revogado). (Lei nº 14.230/2021)</p><p>§ 4º-A A ação a que se refere o caput deste artigo deverá ser proposta perante o foro do local onde ocorrer o dano ou da pessoa</p><p>jurídica prejudicada. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>§ 5º A propositura da ação a que se refere o caput deste artigo prevenirá a competência do juízo para todas as ações posteriormente</p><p>intentadas que possuam a mesma causa de pedir ou o mesmo objeto. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>2017 - MPE-SP /</p><p>• A propositura da ação prevenirá a jurisdição do juízo para todas as ações posteriormente intentadas mesmo que não possuam a mesma</p><p>causa de pedir ou o mesmo objeto. (errada) FUNDEP - 2018 - MPE-MG</p><p>§ 6º A petição inicial observará o seguinte: (Lei nº 14.230/2021)</p><p>I - deverá individualizar a conduta do réu e apontar os elementos probatórios mínimos que demonstrem a ocorrência das</p><p>hipóteses dos arts. 9º, 10 e 11 desta Lei e de sua autoria, salvo impossibilidade devidamente fundamentada; (Lei nº 14.230/2021)</p><p>II - será instruída com documentos ou justificação que contenham indícios suficientes da veracidade dos fatos e do dolo</p><p>imputado ou com razões fundamentadas da impossibilidade de apresentação de qualquer dessas provas, observada a</p><p>legislação vigente, inclusive as disposições constantes dos arts. 77 e 80 da Lei nº 13.105/2015 (CPC). (Lei nº 14.230/2021)</p><p>§ 6º-A O Ministério Público* poderá requerer as tutelas provisórias adequadas e necessárias, nos termos dos arts. 294 a 310 da</p><p>Lei nº 13.105/2015 (CPC). (Lei nº 14.230/2021) (Vide ADI 7042) (Vide ADI 7043)</p><p>Obs5.: No dispositivos acima transcrito, onde se lê “Ministério Público”, leia-se: “Ministério Público e a pessoa jurídica</p><p>interessada”.</p><p>Os entes públicos que sofreram prejuízos em razão de atos de improbidade também estão autorizados, de forma concorrente</p><p>com o Ministério Público, a propor ação e a celebrar acordos de não persecução civil em relação a esses atos. STF.</p><p>Plenário ADI 7042/DF e ADI 7043/DF, Rel. Min. Alexandre de Moraes, julgados em 31/8/2022 (Info 1066).</p><p>4 CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Pessoa jurídica interessada continua com legitimidade para propor ação de improbidade e para celebrar acordo; não existe obrigatoriedade de a</p><p>assessoria jurídica fazer a defesa do agente público acusado de improbidade. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em:</p><p><https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/ff6a45350791d8eeadcf9666c7848835>. Acesso em: 26/02/2023</p><p>5 CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Pessoa jurídica interessada continua com legitimidade para propor ação de improbidade e para celebrar acordo; não existe obrigatoriedade de a</p><p>assessoria jurídica fazer a defesa do agente público acusado de improbidade. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em:</p><p><https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/ff6a45350791d8eeadcf9666c7848835>. Acesso em: 26/02/2023</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm#art77</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm#art80</p><p>elaborado por @fredsmcezar</p><p>§ 6º-B A petição inicial será rejeitada nos casos do art. 330 da Lei nº 13.105/2015 (CPC), bem como quando não preenchidos os</p><p>requisitos a que se referem os incisos I e II do § 6º deste artigo, ou ainda quando manifestamente inexistente o ato de improbidade</p><p>imputado. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>§ 7º Se a petição inicial estiver em devida forma, o juiz mandará autuá-la e ordenará a citação dos requeridos para que a contestem</p><p>no prazo comum de 30 (trinta) dias, iniciado o prazo na forma do art. 231 da Lei nº 13.105/ 2015 (CPC). (Lei nº 14.230/2021)</p><p>2011 - MPE-MS / 2011 - MPE-SP /</p><p>Ao deferir a inicial da Ação de Improbidade, segundo a Lei nº 14.230/2021, os sujeitos passivos da relação processual poderão</p><p>apresentar contestação em 30 dias. (certa) FCC - 2022 - MPE-PE</p><p>§ 8º (Revogado). (Lei nº 14.230/2021)</p><p>§ 9º (Revogado). (Lei nº 14.230/2021)</p><p>§ 9º-A Da decisão que rejeitar questões preliminares suscitadas pelo réu em sua contestação caberá agravo de instrumento. (Lei</p><p>nº 14.230/2021)</p><p>§ 10. (Revogado). (Lei nº 14.230/2021)</p><p>§ 10-A. Havendo a possibilidade de solução consensual, poderão as partes requerer ao juiz a interrupção do prazo para a</p><p>contestação, por prazo não superior a 90 (noventa) dias. (Lei nº 13.964/2019)</p><p>§ 10-B. Oferecida a contestação e, se for o caso, ouvido o autor, o juiz:</p><p>(Lei nº 14.230/2021)</p><p>I - procederá ao julgamento conforme o estado do processo, observada a eventual inexistência manifesta do ato de improbidade;</p><p>(Lei nº 14.230/2021)</p><p>II - poderá desmembrar o litisconsórcio, com vistas a otimizar a instrução processual. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>Em matéria de procedimento nas ações de improbidade administrativa, oferecida a contestação e ouvido o autor, o juiz não</p><p>poderá desmembrar o litisconsórcio, com vistas a otimizar a instrução processual. (errada) FGV - 2022 - AGE-MG</p><p>§ 10-C. Após a réplica do Ministério Público*, o juiz proferirá decisão na qual indicará com precisão a tipificação do ato de</p><p>improbidade administrativa imputável ao réu, sendo-lhe vedado modificar o fato principal e a capitulação legal apresentada pelo</p><p>autor. (Lei nº 14.230/2021) (Vide ADI 7042) (Vide ADI 7043)</p><p>Obs.:6 No dispositivos acima transcrito, onde se lê “Ministério Público”, leia-se: “Ministério Público e a pessoa jurídica</p><p>interessada”.</p><p>§ 10-D. Para cada ato de improbidade administrativa, deverá necessariamente ser indicado apenas um tipo dentre aqueles previstos</p><p>nos arts. 9º, 10 e 11 desta Lei. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>§ 10-E. Proferida a decisão referida no § 10-C deste artigo, as partes serão intimadas a especificar as provas que pretendem</p><p>produzir. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>§ 10-F. Será nula a decisão de mérito total ou parcial da ação de improbidade administrativa que: (Lei nº 14.230/2021)</p><p>I - condenar o requerido por tipo diverso daquele definido na petição inicial; (Lei nº 14.230/2021)</p><p>II - condenar o requerido sem a produção das provas por ele tempestivamente especificadas. (Lei nº 14.230/2021)</p><p># § 11. Em qualquer momento do processo, verificada a inexistência do ato de improbidade, o juiz julgará a demanda</p><p>IMPROCEDENTE. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>§ 12. (Revogado). (Lei nº 14.230/2021)</p><p>§ 13. (Revogado). (Lei nº 14.230/2021)</p><p>§ 14. Sem prejuízo da citação dos réus, a pessoa jurídica interessada será intimada para, caso queira, intervir no processo. (Lei nº</p><p>14.230/2021) (Vide ADI 7042) (Vide ADI 7043)</p><p>§ 15. Se a imputação envolver a desconsideração de pessoa jurídica, serão observadas as regras previstas nos arts.</p><p>133, 134, 135, 136 e 137 da Lei nº 13.105/2015 (CPC). Lei nº 14.230/2021)</p><p>§ 16. A qualquer momento, se o magistrado identificar a existência de ilegalidades ou de irregularidades administrativas a serem</p><p>sanadas sem que estejam presentes todos os requisitos para a imposição das sanções aos agentes incluídos no polo passivo da</p><p>6 CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Pessoa jurídica interessada continua com legitimidade para propor ação de improbidade e para celebrar acordo; não existe obrigatoriedade de a</p><p>assessoria jurídica fazer a defesa do agente público acusado de improbidade. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em:</p><p><https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/ff6a45350791d8eeadcf9666c7848835>. Acesso em: 26/02/2023</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2</p><p>https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6315635</p><p>https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6315955</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4</p><p>https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6315635</p><p>https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6315955</p><p>elaborado por @fredsmcezar</p><p>demanda, poderá, em decisão motivada, converter a ação de improbidade administrativa em ação civil pública, regulada pela Lei nº</p><p>7.347/1985. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>É vedada a conversão da ação de improbidade em ação civil pública. (errada) FGV - 2022 - AGE-MG</p><p>§ 17. Da decisão que converter a ação de improbidade em ação civil pública caberá agravo de instrumento. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>§ 18. Ao réu será assegurado o direito de ser interrogado sobre os fatos de que trata a ação, e a sua recusa ou o seu silêncio não</p><p>implicarão confissão. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>FGV - 2022 - AGE-MG /</p><p>§ 19. NÃO se aplicam na ação de improbidade administrativa: (Lei nº 14.230/2021)</p><p>2022 - PC-GO - DELEGADO DE POLÍCIA SUBSTITUTO / FGV - 2022 - AGE-MG /</p><p>I - a presunção de veracidade dos fatos alegados pelo autor em caso de revelia; (Lei nº 14.230/2021)</p><p>II - a imposição de ônus da prova ao réu, na forma dos §§ 1º e 2º do art. 373 da Lei nº 13.105/2015 (CPC); (Lei nº 14.230/2021)</p><p>III - o ajuizamento de mais de uma ação de improbidade administrativa pelo mesmo fato, competindo ao Conselho Nacional do</p><p>Ministério Público (CNP) dirimir conflitos de atribuições entre membros de Ministérios Públicos distintos; (Lei nº 14.230/2021)</p><p>IV - o reexame obrigatório da sentença de improcedência ou de extinção sem resolução de mérito. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>A sentença que julga improcedente a ação de improbidade administrativa fica sujeita ao reexame necessário. (errada) CESPE - 2023 -</p><p>PGE-ES</p><p>Na ação de improbidade administrativa, não se aplica a presunção de veracidade dos fatos alegados pelo autor ainda que o réu</p><p>não conteste a ação. (certa) CESPE - 2023 - PGE-ES</p><p>§ 20. A assessoria jurídica que emitiu o parecer atestando a legalidade prévia dos atos administrativos praticados pelo administrador</p><p>público ficará obrigada a defendê-lo judicialmente, caso este venha a responder ação por improbidade administrativa, até que a</p><p>decisão transite em julgado. (Lei nº 14.230/2021) (Vide ADI 7042) (Vide ADI 7043)</p><p>Obs.: “O STF declarou a inconstitucionalidade parcial, com redução de texto, desse § 20 do art. 17 da Lei nº 8.429/92, para</p><p>dizer que não existe “obrigatoriedade de defesa judicial”. O STF afirmou que existe a possibilidade dos órgãos da Advocacia Pública</p><p>autorizarem a realização dessa representação judicial, por parte da assessoria jurídica que emitiu o parecer atestando a legalidade</p><p>prévia dos atos administrativos praticados pelo administrador público, nos termos autorizados por lei específica. No entanto, não</p><p>existe – repito – obrigatoriedade para que isso aconteça”. 7</p><p>Não deve existir obrigatoriedade de defesa judicial do agente público que cometeu ato de improbidade por parte da Advocacia</p><p>Pública, pois a sua predestinação constitucional, enquanto função essencial à Justiça, identifica-se com a representação</p><p>judicial e extrajudicial dos entes públicos. Contudo, permite-se essa atuação em caráter extraordinário e desde que norma</p><p>local assim disponha. STF. Plenário ADI 7042/DF e ADI 7043/DF, Rel. Min. Alexandre de Moraes, julgados em 31/8/2022 (Info 1066).</p><p>Ex.: A assessoria jurídica que tenha emitido o parecer atestando a legalidade prévia dos atos administrativos ficará obrigada a</p><p>defender judicialmente o administrador caso este venha a responder ação por improbidade administrativa, até que a decisão transite</p><p>em julgado. (errada) CESPE - 2023 - MPE-SC</p><p>§ 21. Das decisões interlocutórias caberá agravo de instrumento, inclusive da decisão que rejeitar questões preliminares</p><p>suscitadas pelo réu em sua contestação. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>Art. 17-A. (VETADO) (Lei nº 13.964/2019)</p><p># Art. 17-B. O Minist��rio Público* poderá, conforme as circunstâncias do caso concreto, celebrar acordo de NÃO PERSECUÇÃO</p><p>CIVIL, desde que dele advenham, ao menos, os seguintes resultados: (Lei nº 14.230/2021) (Vide ADI 7042) (Vide ADI 7043)</p><p>2021 - MPE-PR / 2022 - TRF - 4ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO / VUNESP - 2023 - MPE-SP</p><p>Obs.:8 “No dispositivos acima transcrito, onde se lê “Ministério Público”, leia-se: “Ministério Público e a pessoa jurídica</p><p>interessada”. Conforme decisão do STF, os entes públicos que tenham sofrido prejuízos em razão de atos de improbidade estão</p><p>autorizados a celebrar acordos de não persecução civil em relação a esses atos. (certa) CESPE - 2023 - MPE-SC</p><p>7 CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Pessoa jurídica interessada continua com legitimidade para propor ação de improbidade e para celebrar acordo;</p><p>não existe obrigatoriedade de a</p><p>assessoria jurídica fazer a defesa do agente público acusado de improbidade. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em:</p><p><https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/ff6a45350791d8eeadcf9666c7848835>. Acesso em: 26/02/2023</p><p>8 CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Pessoa jurídica interessada continua com legitimidade para propor ação de improbidade e para celebrar acordo; não existe obrigatoriedade de a</p><p>assessoria jurídica fazer a defesa do agente público acusado de improbidade. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em:</p><p><https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/ff6a45350791d8eeadcf9666c7848835>. Acesso em: 26/02/2023</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2</p><p>https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6315635</p><p>https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6315955</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2</p><p>https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6315635</p><p>https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6315955</p><p>elaborado por @fredsmcezar</p><p>Os entes públicos que sofreram prejuízos em razão de atos de improbidade também estão autorizados, de forma concorrente</p><p>com o Ministério Público, a propor ação e a celebrar acordos de não persecução civil em relação a esses atos. STF.</p><p>Plenário ADI 7042/DF e ADI 7043/DF, Rel. Min. Alexandre de Moraes, julgados em 31/8/2022 (Info 1066).</p><p>.</p><p>I - o integral ressarcimento do dano; (Lei nº 14.230/2021)</p><p>II - a reversão à pessoa jurídica lesada da vantagem indevida obtida, ainda que oriunda de agentes privados. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>§ 1º A celebração do acordo a que se refere o caput deste artigo dependerá, cumulativamente: (Lei nº 14.230/2021)</p><p>I - da oitiva do ente federativo lesado, em momento anterior ou posterior à propositura da ação; (Lei nº 14.230/2021)</p><p>II - de aprovação, no prazo de até 60 (sessenta) dias, pelo órgão do Ministério Público competente para apreciar as promoções</p><p>de arquivamento de inquéritos civis, se anterior ao ajuizamento da ação; (Lei nº 14.230/2021)</p><p>III - de homologação judicial, independentemente de o acordo ocorrer antes ou depois do ajuizamento da ação de improbidade</p><p>administrativa. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>§ 2º Em qualquer caso, a celebração do acordo a que se refere o caput deste artigo considerará a personalidade do agente, a</p><p>natureza, as circunstâncias, a gravidade e a repercussão social do ato de improbidade, bem como as vantagens, para o interesse</p><p>público, da rápida solução do caso. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>(Vide ADI 7236) [EFIÁCIA SUSPENSA]</p><p>§ 3º Para fins de apuração do valor do dano a ser ressarcido, deverá ser realizada a oitiva do Tribunal de Contas competente, que</p><p>se manifestará, com indicação dos parâmetros utilizados, no prazo de 90 (noventa) dias. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>§ 4º O acordo a que se refere o caput deste artigo poderá ser celebrado no curso da investigação de apuração do ilícito, no curso</p><p>da ação de improbidade ou no momento da execução da sentença condenatória. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>• É vedada, após o ajuizamento da ação, a celebração de acordo de não persecução cível, diante da indisponibilidade do objeto da ação e de</p><p>sua natureza de direito sancionador. (errada) FGV - 2022 - AGE-MG</p><p>É possível a homologação judicial de acordo de não persecução cível no âmbito da ação de improbidade administrativa em fase</p><p>recursal. STJ. 1ª Seção. EAREsp 102585-RS, Rel. Min. Gurgel de Faria, julgado em 09/03/2022 (Info 728).</p><p>§ 5º As negociações para a celebração do acordo a que se refere o caput deste artigo ocorrerão entre o Ministério Público*, de</p><p>um lado, e, de outro, o investigado ou demandado e o seu defensor. (Lei nº 14.230/2021) (Vide ADI 7042) (Vide ADI 7043)</p><p>Obs.:9 No dispositivos acima transcrito, onde se lê “Ministério Público”, leia-se: “Ministério Público e a pessoa jurídica</p><p>interessada”.</p><p>§ 6º O acordo a que se refere o caput deste artigo poderá contemplar a adoção de mecanismos e procedimentos internos de</p><p>integridade, de auditoria e de incentivo à denúncia de irregularidades e a aplicação efetiva de códigos de ética e de conduta no</p><p>âmbito da pessoa jurídica, se for o caso, bem como de outras medidas em favor do interesse público e de boas práticas</p><p>administrativas. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>§ 7º Em caso de descumprimento do acordo a que se refere o caput deste artigo, o investigado ou o demandado ficará IMPEDIDO</p><p>de celebrar novo acordo pelo prazo de 5 (cinco) anos, contado do conhecimento pelo Ministério Público* do efetivo</p><p>descumprimento. (Lei nº 14.230/2021) (Vide ADI 7042) (Vide ADI 7043)</p><p>Obs10.: No dispositivos acima transcrito, onde se lê “Ministério Público”, leia-se: “Ministério Público e a pessoa jurídica</p><p>interessada”.</p><p>Ex.: O Prefeito da cidade X estava sendo investigado pelo Ministério Público por supostamente ter permitido a aquisição de</p><p>imóvel pelo Município na data de 01.01.2022, mediante compra, por valores superiores ao preço de mercado. O membro do</p><p>Ministério Público, antes da propositura da ação judicial, propôs ao Prefeito a celebração de um acordo de não persecução cível.</p><p>Sobre o caso hipotético, pode-se corretamente afirmar que se descumprido o acordo de não persecução cível, o prefeito ficará</p><p>impedido de celebrar novo acordo pelo prazo de 5 (cinco) anos, contados do conhecimento pelo Ministério Público do efetivo</p><p>descumprimento. (certa) 2022 - MPE-RJ</p><p>9 CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Pessoa jurídica interessada continua com legitimidade para propor ação de improbidade e para celebrar acordo; não existe obrigatoriedade de a</p><p>assessoria jurídica fazer a defesa do agente público acusado de improbidade. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em:</p><p><https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/ff6a45350791d8eeadcf9666c7848835>. Acesso em: 26/02/2023</p><p>10 CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Pessoa jurídica interessada continua com legitimidade para propor ação de improbidade e para celebrar acordo; não existe obrigatoriedade de a</p><p>assessoria jurídica fazer a defesa do agente público acusado de improbidade. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em:</p><p><https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/ff6a45350791d8eeadcf9666c7848835>. Acesso em: 26/02/2023</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2</p><p>https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6315635</p><p>https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6315955</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2</p><p>https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6315635</p><p>https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6315955</p><p>elaborado por @fredsmcezar</p><p>Art. 17-C. A sentença proferida nos processos a que se refere esta Lei deverá, além de observar o disposto no art. 489 da Lei nº</p><p>13.105/2015 (CPC): (Lei nº 14.230/2021)</p><p>I - indicar de modo preciso os fundamentos que demonstram os elementos a que se referem os arts. 9º, 10 e 11 desta Lei, que</p><p>não podem ser presumidos; (Lei nº 14.230/2021)</p><p>II - considerar as consequências práticas da decisão, sempre que decidir com base em valores jurídicos abstratos; (Lei nº 14.230/2021)</p><p>III - considerar os obstáculos e as dificuldades reais do gestor e as exigências das políticas públicas a seu cargo, sem prejuízo</p><p>dos direitos dos administrados e das circunstâncias práticas que houverem imposto, limitado ou condicionado a ação do agente; (Lei</p><p>nº 14.230/2021)</p><p>IV - considerar, para a aplicação das sanções, de forma isolada ou cumulativa: (Lei nº 14.230/2021)</p><p>a) os princípios da proporcionalidade e da razoabilidade; (Lei nº 14.230/2021)</p><p>b) a natureza, a gravidade e o impacto da infração cometida; (Lei nº 14.230/2021)</p><p>c) a extensão do dano causado; (Lei nº 14.230/2021)</p><p>d) o proveito patrimonial obtido pelo agente; (Lei nº 14.230/2021)</p><p>e) as circunstâncias agravantes</p><p>ou atenuantes; (Lei nº 14.230/2021)</p><p>f) a atuação do agente em minorar os prejuízos e as consequências advindas de sua conduta omissiva ou comissiva; (Lei nº</p><p>14.230/2021)</p><p>g) os antecedentes do agente; (Lei nº 14.230/2021)</p><p>V - considerar na aplicação das sanções a dosimetria das sanções relativas ao mesmo fato já aplicadas ao agente; (Lei nº 14.230/2021)</p><p>VI - considerar, na fixação das penas relativamente ao terceiro, quando for o caso, a sua atuação específica, não admitida a sua</p><p>responsabilização por ações ou omissões para as quais não tiver concorrido ou das quais não tiver obtido vantagens patrimoniais</p><p>indevidas; (Lei nº 14.230/2021)</p><p>VII - indicar, na apuração da ofensa a princípios, critérios objetivos que justifiquem a imposição da sanção. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>§ 1º A ilegalidade sem a presença de dolo que a qualifique não configura ato de improbidade. (Lei nº 14.230/2021)</p><p># § 2º Na hipótese de litisconsórcio passivo, a condenação ocorrerá no limite da participação e dos benefícios diretos, VEDADA</p><p>QUALQUER SOLIDARIEDADE. (Lei nº 14.230/2021)</p><p># § 3º Não haverá remessa necessária nas sentenças de que trata esta Lei. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>Art. 17-D. A ação por improbidade administrativa é repressiva, de caráter sancionatório, destinada à aplicação de sanções de</p><p>caráter pessoal previstas nesta Lei, e não constitui ação civil, vedado seu ajuizamento para o controle de legalidade de políticas</p><p>públicas e para a proteção do patrimônio público e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos, coletivos e individuais</p><p>homogêneos. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>Parágrafo único. Ressalvado o disposto nesta Lei, o controle de legalidade de políticas públicas e a responsabilidade de agentes</p><p>públicos, inclusive políticos, entes públicos e governamentais, por danos ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de</p><p>valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico, a qualquer outro interesse difuso ou coletivo, à ordem econômica, à ordem</p><p>urbanística, à honra e à dignidade de grupos raciais, étnicos ou religiosos e ao patrimônio público e social submetem-se aos termos</p><p>da Lei nº 7.347/1985 (ACP). (Lei nº 14.230/2021)</p><p>Art. 18. A sentença que julgar procedente a ação fundada nos arts. 9º e 10 desta Lei condenará ao ressarcimento dos danos e à</p><p>perda ou à reversão dos bens e valores ilicitamente adquiridos, conforme o caso, em favor da pessoa jurídica prejudicada pelo</p><p>ilícito. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>FUNDEP - 2018 - MPE-MG /</p><p>§ 1º Se houver necessidade de liquidação do dano, a pessoa jurídica prejudicada procederá a essa determinação e ao ulterior</p><p>procedimento para cumprimento da sentença referente ao ressarcimento do patrimônio público ou à perda ou à reversão dos</p><p>bens. (Lei nº 14.230/2021) VUNESP - 2023 - MPE-SP</p><p>§ 2º Caso a pessoa jurídica prejudicada não adote as providências a que se refere o § 1º deste artigo no prazo de 6 (seis) meses,</p><p>contado do trânsito em julgado da sentença de procedência da ação, caberá ao Ministério Público proceder à respectiva liquidação</p><p>do dano e ao cumprimento da sentença referente ao ressarcimento do patrimônio público ou à perda ou à reversão dos bens, sem</p><p>prejuízo de eventual responsabilização pela omissão verificada. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>elaborado por @fredsmcezar</p><p>§ 3º Para fins de apuração do valor do ressarcimento, deverão ser descontados os serviços efetivamente prestados. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>§ 4º O juiz poderá autorizar o parcelamento, em até 48 (quarenta e oito) parcelas mensais corrigidas monetariamente, do débito</p><p>resultante de condenação pela prática de improbidade administrativa se o réu demonstrar incapacidade financeira de saldá-lo de</p><p>imediato. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>Ex.: João, ex-secretário de Fazenda do Estado Ômega, foi condenado pela prática de ato de improbidade administrativa por ter,</p><p>dolosamente, na época em que exercia a função pública, recebido vantagem econômica, consistente em propina no valor de duzentos</p><p>mil reais, para omitir ato de ofício a que estava obrigado. A sentença judicial já transitada em julgado condenou João à perda dos</p><p>valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio e ao pagamento de multa civil equivalente ao valor do acréscimo patrimonial.</p><p>Atualmente, o processo está em fase de cumprimento de sentença, mas João demonstrou incapacidade financeira de saldar</p><p>imediatamente o débito resultante da condenação pela prática de improbidade administrativa. No caso em tela, de acordo com a Lei</p><p>de Improbidade Administrativa, o juiz poderá autorizar o parcelamento do débito, em até quarenta e oito parcelas mensais</p><p>corrigidas monetariamente. (certa) FGV - 2022 - TJ-PE - JUIZ SUBSTITUTO</p><p>Art. 18-A. A requerimento do réu, na fase de cumprimento da sentença, o juiz unificará eventuais sanções aplicadas com outras</p><p>já impostas em outros processos, tendo em vista a eventual continuidade de ilícito ou a prática de diversas ilicitudes, observado</p><p>o seguinte: (Lei nº 14.230/2021)</p><p>I - no caso de continuidade de ilícito, o juiz promoverá a maior sanção aplicada, aumentada de 1/3 (um terço), ou a soma das</p><p>penas, o que for mais benéfico ao réu; (Lei nº 14.230/2021)</p><p>II - no caso de prática de novos atos ilícitos pelo mesmo sujeito, o juiz somará as sanções. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>Parágrafo único. As sanções de suspensão de direitos políticos e de proibição de contratar ou de receber incentivos fiscais ou</p><p>creditícios do poder público observarão o limite máximo de 20 (vinte) anos. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>• As sanções de suspensão de direitos políticos e de proibição de contratar ou de receber incentivos fiscais ou creditícios do poder público</p><p>observarão o limite máximo de vinte anos. (certa) 2022 - TRF - 4ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO</p><p>elaborado por @fredsmcezar</p><p>CAPÍTULO VI: DAS DISPOSIÇÕES PENAIS</p><p>Art. 19. Constitui crime a representação por ato de improbidade contra agente público ou terceiro beneficiário, quando o autor</p><p>da denúncia o sabe inocente.</p><p>CESPE - 2010 - PROCURADOR MUNICIPAL / FUNDEP - 2018 - MPE-MG /</p><p>Pena: Detenção de seis a dez meses e multa.</p><p>Parágrafo único. Além da sanção penal, o denunciante está sujeito a indenizar o denunciado pelos danos materiais, morais ou à</p><p>imagem que houver provocado.</p><p>• A Lei 8.429/92 (Lei de Improbidade Administrativa), expressamente estabelece que constitui crime a representação por ato de improbidade</p><p>contra agente público ou terceiro beneficiário, quando o autor da denúncia o sabe inocente. (certa) 2021 - MPE-PR</p><p># Art. 20. A perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos só se efetivam com o trânsito em julgado da sentença</p><p>condenatória.</p><p>CESPE - 2010 - PROCURADOR MUNICIPAL / 2012 - MPE-GO / 2022 - PC-GO - DELEGADO DE POLÍCIA SUBSTITUTO /</p><p>Ex.: Na apreciação de uma eventual lide referente ao cometimento de ato de improbidade administrativa pelo prefeito, o juiz</p><p>poderá conceder, caso o autor da ação de improbidade administrativa assim tenha requerido, tutela antecipada para suspender os</p><p>direitos políticos do prefeito, se houver fortes indícios de seu locupletamento. (errada) CESPE - 2021 - MPE-SC</p><p>• A perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos, para os que foram condenados por ato de improbidade, somente se podem</p><p>efetivar após o trânsito em julgado da decisão. (certa) CESPE - 2010 - MPE-SE</p><p>• Constitui crime a representação por ato de improbidade contra agente público ou terceiro beneficiário, quando o autor da denúncia o sabe</p><p>inocente. Além da sanção penal, o denunciante está sujeito a indenizar o denunciado pelos danos materiais, morais ou à imagem que houver</p><p>provocado. (certa) 2014 - MPE-PR</p><p>• A suspensão dos direitos políticos só se efetiva após o trânsito em julgado da sentença que condenou o réu a essa sanção. (certa) 2017 - MPE-</p><p>SP</p><p>• A aplicação da sanção de perda da função pública depende do trânsito em julgado da sentença condenatória. (certa) 2019 - MPE-SP</p><p>• As penas de suspensão dos direitos políticos e perda do cargo são aplicadas a partir do momento em que não penda recurso com efeito</p><p>suspensivo. (errada) VUNESP - 2021 - TJ-SP - JUIZ SUBSTITUTO</p><p># § 1º A autoridade judicial competente poderá determinar o AFASTAMENTO do agente público do exercício do cargo, do emprego</p><p>ou da função, sem prejuízo da remuneração, quando a medida for necessária à instrução processual ou para evitar a iminente</p><p>prática de novos ilícitos. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>CESPE - 2010 - MPE-ES / 2011 - MPE-PR / 2011 – MPDFT / 2012 - MPE-GO / 2012 - PGE-PA / FUNDEP - 2017 - MPE-MG / FUNDEP - 2022 - MPE-MG / 2022 - PC-GO - DELEGADO DE POLÍCIA SUBSTITUTO /</p><p>• A Lei n.º 8.429/1992 traz expressa disposição no sentido de admitir o afastamento do cargo do agente público, quando a medida se</p><p>mostrar necessária à instrução do processo. (certa) CESPE - 2010 - PROCURADOR MUNICIPAL</p><p>• O afastamento do agente público do exercício do cargo, emprego ou função, quando a medida se fizer necessária à instrução processual,</p><p>impõe a suspensão da respectiva remuneração. (errada) 2019 - MPE-SP</p><p>§ 2º O afastamento previsto no § 1º deste artigo será de até 90 (noventa) dias, PRORROGÁVEIS uma única vez por igual prazo,</p><p>mediante decisão motivada. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>Ex.: O Ministério Público do Estado Beta ajuizou ação de improbidade administrativa em face de João, secretário estadual de</p><p>Fazenda, imputando-lhe a conduta dolosa de ter percebido vantagem econômica para intermediar a liberação de verba pública. No</p><p>bojo da ação de improbidade, o Ministério Público requereu, cautelarmente, o afastamento de João do exercício do cargo, alegando</p><p>e comprovando que a medida é necessária à instrução processual e para evitar a iminente prática de novos ilícitos. No caso em tela,</p><p>em tese, com base no texto da Lei de Improbidade Administrativa, com redação dada pela reforma promovida pela Lei nº</p><p>14.230/2021, o juízo competente: poderá determinar o afastamento de João, sem prejuízo da remuneração, pelo prazo de até 90</p><p>dias, prorrogáveis uma única vez por igual prazo, mediante decisão motivada. (certa) FGV - 2023 - TJ-MS - JUIZ SUBSTITUTO</p><p># Art. 21. A aplicação das sanções previstas nesta lei independe:</p><p>2012 - PC-GO - DELEGADO DE POLÍCIA / CESPE - 2012 - TJ-BA - JUIZ SUBSTITUTO / 2012 - MPE-PR / FCC - 2014 - MPE-PE / 2014 - MPE-SC / 2016 - MPE-GO / CESPE - 2017 - DPE-AL / 2019 - MPE-SC / CESPE - 2022</p><p>- MPE-TO / 2022 - PC-GO - DELEGADO DE POLÍCIA SUBSTITUTO /</p><p>I - da efetiva ocorrência de dano ao patrimônio público, salvo quanto à pena de ressarcimento e às condutas previstas no art. 10</p><p>desta Lei; (Lei nº 14.230/2021)</p><p>• A aplicação das sanções previstas na Lei nº 8.429 de 1994, independe da efetiva ocorrência de dano ao patrimônio público, inclusive quanto</p><p>à pena de ressarcimento. (errada) 2014 - MPE-GO</p><p>II - da aprovação ou rejeição das contas pelo órgão de controle interno ou pelo Tribunal ou Conselho de Contas.</p><p>• A aplicação das sanções previstas na Lei de Improbidade Administrativa estará condicionada à rejeição das contas da prefeitura pelo</p><p>respectivo tribunal de contas. (errada) CESPE - 2011 - DPE-MA</p><p>elaborado por @fredsmcezar</p><p>§ 1º Os atos do órgão de controle interno ou externo serão considerados pelo juiz quando tiverem servido de fundamento para a</p><p>conduta do agente público. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>§ 2º As provas produzidas perante os órgãos de controle e as correspondentes decisões deverão ser consideradas na formação</p><p>da convicção do juiz, sem prejuízo da análise acerca do dolo na conduta do agente. (Lei nº 14.230/2021)</p><p># § 3º As sentenças civis e penais produzirão efeitos em relação à ação de improbidade quando concluírem pela inexistência da</p><p>conduta ou pela negativa da autoria. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>(Vide ADI 7236) [EFIÁCIA SUSPENSA]</p><p>§ 4º A absolvição criminal em ação que discuta os mesmos fatos, confirmada por decisão colegiada, impede o trâmite da ação da</p><p>qual trata esta Lei, havendo comunicação com todos os fundamentos de absolvição previstos no art. 386 do Decreto-Lei nº 3.689,</p><p>de 3 de outubro de 1941 (Código de Processo Penal). (Lei nº 14.230/2021)</p><p>§ 5º Sanções eventualmente aplicadas em outras esferas deverão ser compensadas com as sanções aplicadas nos termos desta</p><p>Lei. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>Art. 22. Para apurar qualquer ilícito previsto nesta Lei, o Ministério Público, de ofício, a requerimento de autoridade administrativa</p><p>ou mediante representação formulada de acordo com o disposto no art. 14 desta Lei, poderá instaurar inquérito civil ou</p><p>procedimento investigativo assemelhado e requisitar a instauração de inquérito policial. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>Parágrafo único. Na apuração dos ilícitos previstos nesta Lei, será garantido ao investigado a oportunidade de manifestação por</p><p>escrito e de juntada de documentos que comprovem suas alegações e auxiliem na elucidação dos fatos. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del3689.htm#art386</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del3689.htm#art386</p><p>elaborado por @fredsmcezar</p><p>CAPÍTULO VII: DA PRESCRIÇÃO</p><p># Art. 23. A ação para a aplicação das sanções previstas nesta Lei prescreve em 8 (oito) anos, contados a partir da ocorrência do</p><p>fato ou, no caso de infrações permanentes, do dia em que cessou a permanência. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>CESPE - 2010 - PROCURADOR MUNICIPAL / 2011 - MPE-PR / 2011 - MPE-MS / 2011 - PGE-RO / 2012 - MPE-GO / CESPE - 2012 – AGU / 2012 - PGE-PA / CESPE - 2012 - TJ-BA – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO / CESPE</p><p>- 2012 - PC-AL - DELEGADO DE POLÍCIA / CESPE - 2012 - DPE-AC / 2012 - TRF - 4ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL / 2013 - PGR - PROCURADOR DA REPÚBLICA / 2013 - MPE-GO / 2014 - MPE-MT / 2014 - MPE-SC / 2015 -</p><p>MPE-BA / 2015 - PGE-RS / FCC - 2015 - TJ-AL - JUIZ SUBSTITUTO / 2015 - MPE-MS / 2017 - MPE-RS / 2017 - MPE-PR / FUNDEP - 2018 - MPE-MG / CESPE - 2022 - PGE-PA / FGV - 2022 - TJ-SC - JUIZ SUBSTITUTO /</p><p>FUNDEP - 2022 - MPE-MG /</p><p>O regime prescricional da nova lei é irretroativo, mesmo que a norma seja mais benéfica ao acusado. (certa) CESPE - 2023 - PGE-ES</p><p>Os prazos prescricionais previstos na Lei nº 14.230/2021 NÃO RETROAGEM, sendo aplicáveis a partir da publicação do novo</p><p>texto legal (26/10/2021). STF. Plenário. ARE 843989/PR, Rel. Min. Alexandre de Moraes, julgado em 18/8/2022 (Repercussão Geral – Tema 1.199) (Info 1065).</p><p>A ação para a aplicação das sanções previstas na Lei de Improbidade Administrativa prescreve em: 8 (oito) anos, contados a</p><p>partir da ocorrência do fato, ou no caso de infrações permanentes, do dia em que cessou a permanência. (certa) 2022 - TRF - 3ª REGIÃO -</p><p>JUIZ SUBSTITUTO</p><p>§ 1º A instauração de inquérito civil ou de processo administrativo para apuração dos ilícitos referidos nesta Lei suspende o curso</p><p>do prazo prescricional por, no máximo, 180 (cento e oitenta) dias corridos, recomeçando a correr após a sua conclusão ou, caso</p><p>não concluído o processo, esgotado o prazo de suspensão. (Lei nº 14.230/2021) VUNESP - 2023 - MPE-SP</p><p>• A instauração de inquérito civil para apuração dos ilícitos de que trata a Lei 8.429/92 suspende o curso do prazo prescricional por, no máximo,</p><p>120 (cento e vinte) 180 (CENTO E OITENTA) dias corridos, recomeçando a correr após a sua conclusão ou, caso não concluído, esgotado o prazo de</p><p>suspensão. (errada) FUNDEP - 2022 - MPE-MG</p><p>§ 2º O inquérito civil para apuração do ato de improbidade será concluído no prazo de 365 (trezentos e sessenta e cinco) dias</p><p>corridos, prorrogável uma única vez por igual período, mediante ato fundamentado submetido à revisão da instância competente</p><p>do órgão ministerial, conforme dispuser a respectiva lei orgânica. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>§ 3º Encerrado o prazo previsto no § 2º deste artigo, a ação deverá ser proposta no prazo de 30 (trinta) dias, se não for caso de</p><p>arquivamento do inquérito civil. (Lei</p><p>nº 14.230/2021)</p><p>§ 4º O prazo da prescrição referido no caput deste artigo INTERROMPE-SE: (Lei nº 14.230/2021)</p><p>FUNDEP - 2022 - MPE-MG</p><p>I - pelo ajuizamento da ação de improbidade administrativa; (Lei nº 14.230/2021)</p><p>II - pela publicação da sentença condenatória; (Lei nº 14.230/2021)</p><p>III - pela publicação de decisão ou acórdão de Tribunal de Justiça ou Tribunal Regional Federal que confirma sentença</p><p>condenatória ou que reforma sentença de improcedência; (Lei nº 14.230/2021)</p><p>IV - pela publicação de decisão ou acórdão do Superior Tribunal de Justiça que confirma acórdão condenatório ou que reforma</p><p>acórdão de improcedência; (Lei nº 14.230/2021)</p><p>V - pela publicação de decisão ou acórdão do Supremo Tribunal Federal que confirma acórdão condenatório ou que reforma</p><p>acórdão de improcedência. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>Sílvia, Patrícia e Ricardo, agentes públicos do estado do Acre, cometeram ato de improbidade administrativa no mesmo dia, no</p><p>exercício de suas funções: Sílvia cumpria mandato eletivo; Patrícia ocupava cargo comissionado; e Ricardo atuava em função de</p><p>confiança. Nessa situação hipotética, eventual ação para a aplicação das sanções previstas na Lei n.º 8.429/1992 prescreverá no</p><p>mesmo prazo no que diz respeito a Sílvia, Patrícia e Ricardo, e a publicação de eventual sentença condenatória de improbidade</p><p>administrativa interromperá o curso do prazo prescricional. (certa) CESPE - 2022 - MPE-AC</p><p>§ 5º Interrompida a prescrição, o prazo recomeça a correr do dia da interrupção, pela METADE DO PRAZO previsto no caput deste</p><p>artigo. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>§ 6º A suspensão e a interrupção da prescrição produzem efeitos relativamente a TODOS os que concorreram para a prática do ato</p><p>de improbidade. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>§ 7º Nos atos de improbidade conexos que sejam objeto do mesmo processo, a suspensão e a interrupção relativas a qualquer</p><p>deles estendem-se aos demais. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>§ 8º O juiz ou o tribunal, depois de ouvido o Ministério Público, deverá, de ofício ou a requerimento da parte interessada, reconhecer</p><p>a PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE da pretensão sancionadora e decretá-la de imediato, caso, entre os marcos interruptivos referidos</p><p>no § 4º, transcorra o prazo previsto no § 5º deste artigo. (Lei nº 14.230/2021) CESPE - 2023 - MPE-SC</p><p>• A prescrição intercorrente nas ações de improbidade decorre de previsão legal expressa. (certa) 2015 - MPE-BA</p><p>elaborado por @fredsmcezar</p><p>Art. 23-A. É dever do poder público oferecer contínua capacitação aos agentes públicos e políticos que atuem com prevenção ou</p><p>repressão de atos de improbidade administrativa. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>Art. 23-B. Nas ações e nos acordos regidos por esta Lei, não haverá adiantamento de custas, de preparo, de emolumentos, de</p><p>honorários periciais e de quaisquer outras despesas. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>§ 1º No caso de procedência da ação, as custas e as demais despesas processuais serão pagas ao final. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>§ 2º Haverá condenação em honorários sucumbenciais em caso de improcedência da ação de improbidade se comprovada má-</p><p>fé. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>(Vide ADI 7236) [EFIÁCIA SUSPENSA]</p><p>Art. 23-C. Atos que ensejem enriquecimento ilícito, perda patrimonial, desvio, apropriação, malbaratamento ou dilapidação de</p><p>recursos públicos dos partidos políticos, ou de suas fundações, serão responsabilizados nos termos da Lei nº 9.096, de 19 de</p><p>setembro de 1995. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>IMPRESCRITIBILIDADE DO RESSARCIMENTO NAS AÇÕES DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA11</p><p>“Uma das consequências decorrentes da prática do ato de improbidade administrativa é a obrigação de ressarcir integralmente</p><p>o dano causado. Essa pretensão, contudo, é imprescritível. O fundamento para isso está na parte final do § 5º do art. 37 da CF/88”:</p><p>Art. 37 (...)</p><p>§ 4º - Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos, a perda da função pública, a</p><p>indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível.</p><p>§ 5º A lei estabelecerá os prazos de prescrição para ilícitos praticados por qualquer agente, servidor ou não, que causem prejuízos</p><p>ao erário, ressalvadas as respectivas ações de ressarcimento.</p><p>Os prazos prescricionais previstos na Lei n.º 14.230/2021 não se aplicam às ações de ressarcimento ao erário fundadas na</p><p>prática de ato doloso. (certa) CESPE - 2023 - MPE-SC</p><p>TEMA REPETITIVO 1089</p><p>Na ação civil pública por ato de improbidade administrativa é POSSÍVEL o prosseguimento da demanda para pleitear o</p><p>RESSARCIMENTO do dano ao erário, AINDA QUE sejam declaradas PRESCRITAS as demais sanções previstas no art. 12 da Lei</p><p>8.429/92. (Tese Firmada)</p><p>Na ação civil pública por ato de improbidade administrativa, é possível o prosseguimento da demanda para pleitear o</p><p>ressarcimento do dano ao erário, ainda que sejam declaradas prescritas as demais sanções previstas no art. 12 da Lei nº 8.429/92.</p><p>(certa) 2022 - MPE-MS</p><p>Delegacia fazendária recebeu denúncia anônima contra João, administrador de hospital público estadual, o qual teria adulterado,</p><p>em 12/9/2015, documentos comprobatórios de capacidade técnica de empresa para auferir o objeto da licitação, consistente na</p><p>administração da saúde pública no estado. O delegado titular da delegacia fazendária, após as investigações policiais, concluiu que</p><p>havia ocorrido o crime de frustrar o caráter competitivo do procedimento licitatório, nos termos do Código Penal. Além dos aspectos</p><p>penais, a autoridade policial identificou suposto dano ao erário público, em razão da conduta de João. Assim, sugeriu, em seu</p><p>relatório final, a instauração da ação penal e a propositura de ação de reparação dos danos ao erário, fundada em ato tipificado como</p><p>ilícito de improbidade administrativa. Caberá ação de ressarcimento de danos ao erário, a qualquer tempo, desde que comprovado</p><p>o ato ímprobo doloso do administrador do hospital. (certa) CESPE - 2022 - PC-RJ - DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>São imprescritíveis as ações de ressarcimento ao erário decorrentes da prática de ato doloso tipificado na lei de improbidade</p><p>administrativa. (certa) CESPE - 2023 - PGE-ES</p><p>11 CAVALCANTE, Márcio André Lopes. As mudanças promovidas pela Lei 14.230/2021 no elemento subjetivo e na prescrição da improbidade administrativa retroagem?. Buscador Dizer</p><p>o Direito, Manaus. Disponível em: <https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/38840678620308eadd98d8632df3d6d4>. Acesso em: 01/03/2023</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9096.htm</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9096.htm</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art2</p><p>elaborado por @fredsmcezar</p><p>NATUREZA</p><p>As sanções previstas pela Lei de Improbidade Administrativa podem ser aplicadas isolada ou cumulativamente e têm natureza</p><p>política, político-administrativa, administrativa e civil. (certa) FCC - 2018 - MPE-PB</p><p>• Os atos de improbidade administrativa previstos na Lei nº 8.429/1992, têm natureza criminal. (errada) FCC - 2014 - MPE-PE</p><p>• Segundo a doutrina majoritária, a probidade administrativa tem natureza de direito individual homogêneo. (errada) CESPE - 2012 - DPE-RO</p><p>• A ação por improbidade administrativa tem natureza criminal. (errada) CESPE - 2022 - MPE-TO</p><p>• Pelo fato de a lei ter passado a exigir dolo na conduta, fica excluída a natureza civil dos atos de improbidade. (errada) CESPE - 2023 - PGE-ES</p><p>• Os ilícitos de improbidade administrativa possuem natureza civil, não se aplicando a regra da retroatividade da norma mais benéfica para</p><p>ensejar a responsabilização por atos ilícitos civis de improbidade administrativa por ausência de expressa previsão legal. (certa) CESPE - 2023 -</p><p>AGU</p><p>• O ato de improbidade administrativa não constitui, por si só, crime. (certa) CESPE - 2023 - AGU</p><p>LEGITIMIDADE</p><p>O STF, ao julgar as ADIS 7042 e 7043, restabeleceu a existência de “legitimidade ATIVA CONCORRENTE E</p><p>DISJUNTIVA entre</p><p>o Ministério Público e as pessoas jurídicas interessadas para a propositura da ação por ato de improbidade administrativa e para</p><p>a celebração de acordos de não persecução civil”.</p><p>• Na ação de improbidade administrativa proposta pelo Ministério Público, a entidade interessada pode figurar como litisconsorte ativo, em</p><p>razão da natureza concorrente e disjuntiva da legitimação. (certa) 2016 - DPE-MT</p><p>• O ente público que tiver sofrido prejuízo em razão de atos de improbidade é legitimado concorrente com o Ministério Público a propor ação</p><p>de improbidade administrativa. (certa) FGV - 2023 - TJ-MS - JUIZ SUBSTITUTO</p><p>OBJETIVOS</p><p>Em relação à ação de improbidade administrativa, Possui dupla face, sendo repressivo-reparatória naquilo que concerne ao</p><p>ressarcimento ao erário e repressivo-punitiva no que respeita à aplicação de sanções. (certa) FUNDEP - 2018 - MPE-MG</p><p>• A ação de improbidade administrativa tem como objetivo tão somente proteger a moralidade administrativa. (errada) VUNESP - 2013 - MPE-ES</p><p>• No que diz respeito à aplicação da Lei de Improbidade Administrativa, o ressarcimento espontâneo do dano inibe a ação de improbidade.</p><p>(errada) VUNESP - 2021 - TJ-SP - JUIZ SUBSTITUTO</p><p>A Lei de Improbidade Administrativa guarda correspondência e atende essencialmente ao princípio constitucional da moralidade.</p><p>(certa) 2010 - MPE-SC</p><p>A ação de improbidade administrativa é instrumento típico para a tutela de direito subjetivamente transindividual, enquanto o</p><p>mandado de segurança coletivo destina-se a tutelar direitos coletivos e individuais homogêneos, sendo que, em ambas as ações,</p><p>há limite temporal fixado em lei, para o ajuizamento, sob pena de extinção por prescrição ou decadência. (certa) 2016 - MPE-SC</p><p>INDEPENDÊNCIA ENTRE AS INSTÂNCIAS</p><p>Não obstante a independência entre as instâncias civil, penal e administrativa, em caso de lesão ao patrimônio público em</p><p>decorrência de ato de improbidade, a reparação do dano deverá deduzir o ressarcimento já efetuado nas demais instâncias que</p><p>tiverem por objeto os mesmos fatos. (certa) CESPE - 2022 - PC-RO - DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>APLICABILIDADE x INAPLICABILIDADE</p><p>“1. Os agentes políticos, COM EXCEÇÃO DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA, encontram-se sujeitos a um duplo regime</p><p>sancionatório, de modo que se submetem tanto à responsabilização civil pelos atos de improbidade administrativa, quanto à</p><p>responsabilização político-administrativa por crimes de responsabilidade. Não há qualquer impedimento à concorrência de</p><p>esferas de responsabilização distintas, de modo que carece de fundamento constitucional a tentativa de imunizar os agentes políticos</p><p>das sanções da ação de improbidade administrativa, a pretexto de que estas seriam absorvidas pelo crime de responsabilidade. A</p><p>única exceção ao duplo regime sancionatório em matéria de improbidade se refere aos atos praticados pelo Presidente da República,</p><p>conforme previsão do art. 85, V, da Constituição. Pet 3.240 AgR/DF</p><p>Os Senadores e Deputados Federais gozam da imunidade parlamentar, mas, no entanto, como essa se refere à responsabilidade</p><p>criminal e a improbidade administrativa não constitui crime, não há impedimento para a aplicação da Lei Federal n.º 8.429/92 aos</p><p>parlamentares. (certa) VUNESP - 2014 - DPE-MS</p><p>O STJ tem admitido a aplicabilidade da Lei nº 8.429/1992 aos agentes políticos, com fundamento na inocorrência de duplo regime</p><p>sancionatório, uma vez que não há coincidência de sanções entre o crime de responsabilidade e a prática de ato ímprobo. (certa) 2016</p><p>- DPE-MT</p><p>elaborado por @fredsmcezar</p><p>PREFEITOS</p><p>Tema 576 – “O processo e julgamento de prefeito municipal por crime de responsabilidade (Decreto-lei 201/67) não impede sua</p><p>responsabilização por atos de improbidade administrativa previstos na Lei 8.429/1992, em virtude da autonomia das</p><p>instâncias” RE 976566/PA</p><p>À luz da Constituição Federal e da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, diante da existência de indícios da prática, por</p><p>Prefeito municipal, de ato que pode caracterizar tanto crime de responsabilidade, tipificado na lei especial pertinente, como ato de</p><p>improbidade administrativa, previsto na lei respectiva, caberá promover a responsabilização do Prefeito tanto pelo cometimento de</p><p>crime de responsabilidade, independentemente de se tratar de infração penal ou político-administrativa, como por improbidade</p><p>administrativa, em virtude da autonomia das instâncias de responsabilização, não havendo que se falar em bis in idem nessa</p><p>hipótese. (certa) FCC - 2022 - PGE-AM</p><p>• A sujeição dos agentes políticos municipais ao Decreto Lei n. 201/1967 implica sua imunidade ao regime da improbidade administrativa</p><p>instituído na Lei n. 8.429/1992. (errada) 2019 - MPE-SC</p><p>FORO POR PRERROGATIVA: INEXISTENTE</p><p>• A Lei Federal n.º 8.429/92 pode ensejar prerrogativa de foro, pois ostenta caráter criminal. (errada) VUNESP - 2013 - MPE-ES</p><p>• Atos de improbidade administrativa imputados a Prefeito Municipal são processados perante o Tribunal de Justiça, em atenção à prerrogativa</p><p>de foro garantida pelo art. 29, X, da Constituição da República. (errada) 2014 - MPE-SC</p><p>• A competência para julgar atos ímprobos previsto na Lei n. 8.429/1992 é do STF, STJ, TRFs, TJs, dos Estados e do DF, relativamente às</p><p>pessoas que devam responder perante eles por crimes comuns e de responsabilidade. (errada) 2019 - MPE-SC</p><p>• Lúcio, conselheiro de tribunal de contas estadual, Pierre, prefeito de município, e Mário, desembargador de tribunal de justiça estadual,</p><p>cometeram ato de improbidade administrativa, previsto na Lei n.º 8.429/1992. Nessa situação hipotética, no âmbito do Poder Judiciário,</p><p>deverá ocorrer o processamento e julgamento em 1.ª instância de Lúcio, Pierre e Mário. (certa) CESPE - 2020 - MPE-CE</p><p>• Ação de improbidade administrativa interposta contra ministro de Estado deve ser processada e julgada em instância ordinária. (certa) CESPE -</p><p>2021 - PGE-AL</p><p>• Em determinado estado brasileiro, os seguintes agentes públicos praticaram, no exercício de suas funções, atos de improbidade</p><p>administrativa: Lúcio, governador do estado; Ana, desembargadora do tribunal de justiça do estado; e Sandra, conselheira de tribunal de</p><p>contas do estado. Nessa situação hipotética, segundo entendimento do Superior Tribunal de Justiça, a competência para processar e julgar</p><p>as ações de improbidade administrativa será do juízo de 1.ª instância, nos casos de Lúcio, Ana e Sandra. (certa) CESPE - 2022 - MPE-AC</p><p>• A ação de improbidade administrativa possui natureza civil, mostrando-se indevida a sua equiparação às ações penais para as quais o detentor</p><p>de mandato eletivo possui prerrogativa de foro, sendo o juízo de primeiro grau o competente para processar e julgar a causa. (certa) 2022 -</p><p>MPE-MS</p><p>• É possível a cumulação das ações de responsabilidade por atos de corrupção previstas na Lei nº 8.429/92 e na Lei nº 12.846/2013, observando</p><p>o princípio constitucional do non bis in idem. (certa) 2022 - MPE-MS</p><p>AÇÃO CIVIL DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA EXCLUSIVAMENTE CONTRA O PARTICULAR: INVIÁVEL</p><p>É inviável a propositura de ação civil de improbidade administrativa exclusivamente contra o particular, sem a concomitante</p><p>presença de agente público no polo passivo da demanda. (certa) 2016 - MPE-SC</p><p>Em eventual ação de improbidade administrativa hipoteticamente decorrente da realização de pagamentos indevidos na</p><p>construção do hospital, poderá figurar no polo passivo da ação apenas o gestor responsável pela contratação, uma vez que, segundo</p><p>jurisprudência do STJ, nas ações de improbidade administrativa, não há litisconsórcio passivo necessário entre o agente público e</p><p>terceiros beneficiados com o ato ímprobo. (certa) CESPE - 2021 - MPE-SC</p><p>• O particular não pode responder isoladamente nas ações de improbidade administrativa. (certa) 2017 - MPE-RO</p><p>• É viável a responsabilização exclusivamente contra particular, sem a presença do agente no cometimento do ato, tido como ímprobo. (errada)</p><p>2019 - MPE-SC</p><p>• Nos termos da Lei nº 8.429/92, é considerado sujeito ativo da Lei de Improbidade o particular que, em tese, induza ou concorra dolosamente</p><p>para a prática do ato de improbidade, sendo porém inviável a propositura de ação de improbidade contra o particular, sem a presença de um</p><p>agente público no polo passivo. (certa) 2022 - MPE-MS</p><p>• Na ação civil de improbidade administrativa, é indispensável a formação de litisconsórcio necessário entre o agente público e os eventuais</p><p>terceiros beneficiados ou participantes do ato de improbidade. (errada) CESPE - 2023 - PGE-ES</p><p>É viável o prosseguimento de ação de improbidade administrativa exclusivamente contra particular quando há pretensão de</p><p>responsabilizar agentes públicos pelos mesmos fatos em outra demanda conexa. 12</p><p>12 CAVALCANTE, Márcio André Lopes. É viável o prosseguimento de ação de improbidade administrativa exclusivamente contra particular quando há pretensão de responsabilizar</p><p>agentes públicos pelos mesmos fatos em outra demanda conexa. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em:</p><p><https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/bd33f02c4e28615b5af2d24703e066d5>. Acesso em: 01/03/2023</p><p>http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudenciaRepercussao/verAndamentoProcesso.asp?incidente=4997876&numeroProcesso=976566&classeProcesso=RE&numeroTema=576</p><p>http://portal.stf.jus.br/processos/downloadPeca.asp?id=15341264969&ext=.pdf</p><p>elaborado por @fredsmcezar</p><p>“O STJ possui o entendimento pacífico no sentido que é inviável o manejo da ação de improbidade exclusivamente contra o</p><p>particular, sem a concomitante presença de agente público no polo passivo da demanda. Essa posição continua a mesma e não</p><p>mudou.</p><p>Caso adaptado: o DNIT contratou uma empresa para que ela fizesse a supervisão da construção de uma rodovia federal.</p><p>Ocorre que, em tese, foram praticados atos de improbidade administrativa na execução desse contrato. Diante disso, foram</p><p>propostas duas ações de improbidade administrativa:</p><p>1ª) Ação de improbidade proposta pelo DNIT contra João e Pedro, os agentes públicos envolvidos no contrato.</p><p>2ª) Ação de improbidade proposta pelo MPF contra João e Pedro (os agentes públicos) e também contra Marcelo (o</p><p>particular envolvido no ato).</p><p>O juiz, ao analisar a ação proposta pelo MPF, recebeu a demanda apenas contra Marcelo (o particular) e rejeitou a ação</p><p>contra João e Pedro (os agentes públicos) sob o argumento de que eles já respondem a demanda anteriormente ajuizada pelo</p><p>DNIT, sendo os processos conexos.</p><p>Diante dessa decisão, Marcelo interpôs agravo de instrumento e o TRF deu provimento ao recurso e extinguiu a ação</p><p>proposta pelo MPF sob o argumento de que não cabe ação de improbidade administrativa tramitando unicamente contra</p><p>particular. Esse argumento não deve prevalecer. Isso porque os agentes públicos já respondem em outra demanda conexa.”</p><p>STJ. 1ª Turma. AREsp 1402806-TO, Rel. Min. Manoel Erhardt (Desembargador convocado do TRF da 5ª Região), julgado em 19/10/2021 (Info 714).</p><p>IN DUBIO PRO SOCIETATE13</p><p>O STJ possui vários julgados afirmando que, se o juiz entender que há meros indícios do cometimento de atos enquadrados</p><p>como improbidade administrativa, a petição inicial da ação de improbidade deve ser recebida. Isso porque, nessa fase inicial</p><p>prevalece o princípio do in dubio pro societate, a fim de possibilitar o maior resguardo do interesse público. O princípio do in dubio</p><p>pro societate tinha fundamento legal no antigo § 8º do art. 17 da Lei nº 8.429/92 (revogado pela Lei nº 14.230/2021).</p><p>A decisão de recebimento da petição inicial, incluída a hipótese de rejeição, deve ser adequada e especificamente motivada</p><p>pelo magistrado, com base na análise dos elementos indiciários apresentados, em cotejo com a causa de pedir delineada pelo</p><p>Ministério Público. Essa postura é inclusive reforçada, atualmente, pelos arts. 489, § 3º, e 927 do CPC/2015.</p><p>Nessa linha, a decisão de recebimento da inicial da ação de improbidade não pode limitar-se à invocação do in dubio pro</p><p>societate, devendo, antes, ao menos, tecer comentários sobre os elementos indiciários e a causa de pedir, ao mesmo tempo</p><p>que, para a rejeição, deve bem delinear a situação fático-probatória que lastreia os motivos de convicção externados pelo órgão</p><p>judicial. STJ. 1ª Turma. REsp 1570000-RN, Rel. Min. Sérgio Kukina, Rel. Acd. Min. Gurgel de Faria, julgado em 28/09/2021 (Info 711).</p><p>13 CAVALCANTE, Márcio André Lopes. A decisão de recebimento da petição inicial da ação de improbidade não pode limitar-se ao fundamento de in dubio pro societate. Buscador</p><p>Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: <https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/b7c0c7d6ce233d0fe18625ea3cd5bdb1>. Acesso em: 01/03/2023</p><p>exercício de suas funções, como forma de assegurar a integridade do patrimônio público e social, nos termos desta Lei. (Lei nº</p><p>14.230/2021) VUNESP - 2023 - MPE-SP</p><p>Parágrafo único. (Revogado). (Lei nº 14.230/2021)</p><p># § 1º Consideram-se atos de improbidade administrativa as CONDUTAS DOLOSAS tipificadas nos arts. 9º, 10 e 11 desta Lei,</p><p>ressalvados tipos previstos em leis especiais. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>CESPE - 2023 - MPE-PA / CESPE - 2023 - DPE-RO</p><p>Sobre as alterações promovidas pela Lei nº 14.230/2021, no texto da Lei nº 8.429/1992, no que se refere à ação de improbidade</p><p>administrativa, constam como algumas das suas principais inovações a eliminação da figura da improbidade culposa. [adaptada] (certa)</p><p>FCC - 2022 - DPE-CE</p><p>• Para caracterização de improbidade administrativa não é exigível o dolo do agente público. (errada) [adaptada] 2021 - MPE-PR</p><p>• No atual regime legal da improbidade administrativa, são puníveis atos praticados com culpa grave, devidamente provados e que tenham</p><p>causado dano ao erário. (errada) CESPE - 2022 - MPE-TO</p><p>• De acordo com a Lei de Improbidade Administrativa (Lei nº 8.429/1992), a condenação de agentes públicos por ato de improbidade</p><p>administrativa depende da efetiva comprovação de dolo ou culpa em conduta expressamente prevista na norma. (errada) CESPE - 2022 - MPE-TO</p><p>• A responsabilidade civil, em caso de ato de improbidade administrativa, é subjetiva em relação a todos os atos de improbidade administrativa.</p><p>(certa) CESPE - 2022 - MPE-AC</p><p>• As condutas culposas são passíveis de tipificação como ato de improbidade administrativa. (errada) CESPE - 2022 - MPE-SE</p><p>• Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário a conduta dolosa ou culposa que enseje perda patrimonial de entidade</p><p>administrativa. (errada) VUNESP - 2022 - PC-SP - DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>• Os atos de improbidade administrativa que causam prejuízo ao erário admitem a modalidade culposa. (errada) 2022 - TRF - 4ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL</p><p>SUBSTITUTO</p><p>• A constatação do caráter culposo do ato praticado por quem exerce a função pública não se revela suficiente para afastar a caracterização de</p><p>ato de improbidade administrativa. (errada) CESPE - 2022 - PC-RO - DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>• Consideram-se atos de improbidade administrativa as condutas dolosas tipificadas nos arts. 9º, 10 e 11 desta Lei, ressalvados tipos previstos</p><p>em leis especiais, os quais não foram revogados pela Lei nº 14.230/21. (certa) FUNDEP - 2022 - MPE-MG</p><p>.</p><p>1) É necessária a comprovação de responsabilidade subjetiva para a tipificação dos atos de improbidade administrativa, exigindo-</p><p>se — nos artigos 9º, 10 e 11 da LIA — a presença do elemento subjetivo — DOLO; STF. Plenário. ARE 843989/PR, Rel. Min. Alexandre de Moraes,</p><p>julgado em 18/8/2022 (Repercussão Geral – Tema 1.199) (Info 1065).</p><p>2) A norma benéfica da Lei 14.230/2021 — revogação da modalidade culposa do ato de improbidade administrativa —, é</p><p>IRRETROATIVA, em virtude do artigo 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal, não tendo incidência em relação à eficácia da</p><p>coisa julgada; nem tampouco durante o processo de execução das penas e seus incidentes; STF. Plenário. ARE 843989/PR, Rel. Min.</p><p>Alexandre de Moraes, julgado em 18/8/2022 (Repercussão Geral – Tema 1.199) (Info 1065).</p><p>3) A nova Lei 14.230/2021 aplica-se aos atos de improbidade administrativa culposos praticados na vigência do texto anterior</p><p>da lei, porém sem condenação transitada em julgado, em virtude da revogação expressa do texto anterior; devendo o juízo</p><p>competente analisar eventual dolo por parte do agente; STF. Plenário. ARE 843989/PR, Rel. Min. Alexandre de Moraes, julgado em 18/8/2022 (Repercussão</p><p>Geral – Tema 1.199) (Info 1065).</p><p>A norma que aboliu a improbidade culposa não retroage para atingir a coisa julgada, também não tendo incidência durante o</p><p>processo de execução das penas e seus incidentes. (certa) 2022 - MPE-MS</p><p>A Lei n.º 14.230/2021 aplica-se aos atos de improbidade administrativa culposos praticados na vigência do texto anterior a essa</p><p>norma legal, desde que não haja condenação transitada em julgado, em virtude da revogação expressa do texto anterior. (certa)</p><p>CESPE - 2023 - MPE-SC</p><p>De acordo com a jurisprudência do STF, a revogação da modalidade culposa do ato de improbidade administrativa, feita pela Lei</p><p>n.º 14.230/2021, atinge processos pendentes, sem trânsito em julgado, devendo o juízo competente verificar eventual conduta</p><p>dolosa do agente. (certa) CESPE - 2023 – AGU</p><p>Ex.: João, ex-secretário de saúde do Município X, é réu em ação de improbidade proposta pelo Ministério Público Federal em</p><p>2020. É acusado de ter se apropriado de valores desviados de contratação pública realizada em 2019, sem licitação e com preços</p><p>acima da prática de mercado. Durante a fase de instrução, João requer ao juízo a adoção de diversas providências. O entendimento</p><p>correto a ser adotado pelo julgador, conforme orientação do Supremo Tribunal Federal na tese fixada no Tema 1.199, é: como não</p><p>há sentença condenatória transitada em julgado, incide a Lei nº 14.230/2021, cabendo ao juiz analisar a existência de dolo na conduta</p><p>de João; (certa) FGV - 2023 - TRF - 1ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO</p><p>elaborado por @fredsmcezar</p><p>• Em razão dos princípios constitucionais do direito administrativo sancionador, o novo regime prescricional previsto na Lei nº 14.230/2021,</p><p>que alterou a Lei nº 8.429/92, se benéfico ao réu, é retroativo. (errada) 2022 - MPE-MS</p><p># § 2º Considera-se DOLO a vontade livre e consciente de alcançar o resultado ilícito tipificado nos arts. 9º, 10 e 11 desta Lei,</p><p>NÃO BASTANDO a VOLUNTARIEDADE DO AGENTE. (Lei nº 14.230/2021) VUNESP - 2022 - PROCURADOR MUNICIPAL /</p><p>Conforme a redação atual da LIA, os atos de improbidade administrativa somente se caracterizam na presença de dolo específico,</p><p>não bastando o genérico. (certa) CESPE - 2023 - MPE-AM</p><p>(...) com a edição da Lei nº 14.230/2021, que conferiu tratamento mais rigoroso, ao estabelecer não mais o dolo genérico, mas</p><p>o DOLO ESPECÍFICO como requisito para a caracterização do ato de improbidade administrativa, ex vi do seu art. 1º, §§ 2º e 3º, em que é</p><p>necessário aferir a especial intenção desonesta do agente de violar o bem jurídico tutelado. (REsp n. 1.913.638/MA, relator Ministro Gurgel de Faria,</p><p>Primeira Seção, julgado em 11/5/2022, DJe de 24/5/2022.)</p><p>O elemento subjetivo do tipo da improbidade é o dolo, assim considerada a vontade livre e consciente de alcançar o resultado</p><p>ilícito tipificado nas condutas ímprobas elencadas na lei, bastando a voluntariedade do agente. (errada) CESPE - 2022 - PGE-PA</p><p>§ 3º O mero exercício da função ou desempenho de competências públicas, sem comprovação de ato doloso com fim ilícito,</p><p>afasta a responsabilidade por ato de improbidade administrativa. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>§ 4º Aplicam-se ao sistema da improbidade disciplinado nesta Lei os princípios constitucionais do direito administrativo</p><p>sancionador. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>• Sobre os atos de improbidade administrativa e a respectiva ação: aplicam-se os princípios do direito administrativo sancionador. (certa) 2022 -</p><p>TRF - 4ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO</p><p>A aplicação das penas de perda da função pública e de ressarcimento integral do dano em virtude da prática de ato de improbidade</p><p>administrativa situa-se no âmbito do poder disciplinar SANCIONADOR da administração pública. (errada) CESPE - 2014 - PGE-BA</p><p>§ 5º Os atos de improbidade violam a probidade na organização do Estado e no exercício de suas funções e a integridade do</p><p>patrimônio público e social dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, bem como da administração direta e indireta, no</p><p>âmbito da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>§ 6º Estão sujeitos às sanções desta Lei os atos de improbidade praticados contra o patrimônio de entidade privada que receba</p><p>subvenção, benefício ou incentivo, fiscal ou creditício, de entes públicos ou</p><p>governamentais, previstos no § 5º deste artigo. (Lei nº</p><p>14.230/2021)</p><p>§ 7º Independentemente de integrar a administração indireta, estão sujeitos às sanções desta Lei os atos de improbidade</p><p>praticados contra o patrimônio de entidade privada para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra no seu</p><p>patrimônio ou receita atual, limitado o ressarcimento de prejuízos, nesse caso, à repercussão do ilícito sobre a contribuição dos</p><p>cofres públicos. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>2021 - MPE-PR / FUNDEP - 2022 - MPE-MG</p><p>[EFIÁCIA SUSPENSA] - (Vide ADI 7236)</p><p>§ 8º Não configura improbidade a ação ou omissão decorrente de divergência interpretativa da lei, baseada em jurisprudência, ainda</p><p>que não pacificada, mesmo que não venha a ser posteriormente prevalecente nas decisões dos órgãos de controle ou dos tribunais</p><p>do Poder Judiciário. (Lei nº 14.230/2021)</p><p># Art. 2º Para os efeitos desta Lei, consideram-se AGENTE PÚBLICO o agente político, o servidor público e todo aquele que</p><p>exerce, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer outra</p><p>forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função nas entidades referidas no art. 1º desta Lei. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>2009 - TJ-SC – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO / CESPE - 2009 - MPE-RN / CESPE - 2010 - MPE-SE / CESPE - 2010 - PROCURADOR MUNICIPAL / 2011 - TJ-RO - JUIZ SUBSTITUTO / FCC - 2011 - PGE-MT / 2012 - PC-</p><p>GO - DELEGADO DE POLÍCIA / CESPE - 2012 - TJ-BA - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO / CESPE - 2012 - DPE-RO / 2012 - MPE-SP / CESPE - 2012 - DPE-AC / FCC - 2013 - TJ-PE - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO / CESPE</p><p>- 2013 - DPE-RR / 2013 - MPE-SC / 2013 - MPE-PR / 2013 - MPE-SP / 2013 - PC-GO - DELEGADO DE POLÍCIA / CESPE - 2014 - MPE-AC / 2014 - MPE-SC / 2014 - TRF - 2ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL / 2014 - MPE-PR /</p><p>FCC - 2014 - PGE-RN / 2015 - MPE-SP / 2016 - MPE-SC / CESPE - 2016 - PC-PE - DELEGADO DE POLÍCIA / FUNDEP - 2018 - MPE-MG / 2021 - MPE-RS / 2022 - MPE-MS /</p><p>Parágrafo único. No que se refere a recursos de origem pública, sujeita-se às sanções previstas nesta Lei o particular, pessoa</p><p>física ou jurídica, que celebra com a administração pública convênio, contrato de repasse, contrato de gestão, termo de parceria,</p><p>termo de cooperação ou ajuste administrativo equivalente. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>• Apenas o agente público é considerado sujeito ativo perante a lei de improbidade administrativa. (errada) 2010 - MPE-BA</p><p>• As disposições dessa Lei não são aplicáveis àquele que não é agente público, ainda que induza ou concorra dolosamente para a prática do</p><p>ato de improbidade. (errada) VUNESP - 2022 - PROCURADOR MUNICIPAL</p><p>Em razão de intensas chuvas ocorridas em Cavalcante, no nordeste de Goiás, a cheia do rio Prata causou enorme destruição e</p><p>deixou desabrigadas centenas de famílias carentes que vivem na região. Com a aquiescência do poder público municipal, vários</p><p>particulares se voluntariaram para auxiliar as vítimas daquele desastre natural, sobretudo mediante a organização e distribuição dos</p><p>alimentos, roupas e outros itens doados a partir de diversas regiões do Estado e do país. Instado por notícia de desvio desses</p><p>elaborado por @fredsmcezar</p><p>mantimentos, o Ministério Público instaurou inquérito civil e angariou elementos informativos robustos no sentido de que José, um</p><p>dos voluntários, efetivamente se apropriou de parte dos bens doados às vítimas. Na situação hipotética descrita, consoante o</p><p>magistério da doutrina especializada e a legislação vigente, é correto afirmar que José pode ser considerado sujeito ativo da</p><p>improbidade administrativa e responder por ato ímprobo que importa em enriquecimento ilícito, pois figura como agente de fato</p><p>necessário, que exerce a função pública em situação de calamidade ou de emergência. (certa) FGV - 2022 - MPE-GO</p><p># Art. 3º As disposições desta Lei são aplicáveis, no que couber, àquele que, mesmo não sendo agente público, induza ou concorra</p><p>dolosamente para a prática do ato de improbidade. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>FCC - 2011 - PGE-MT / 2012 - PGE-PA / FCC - 2013 - TJ-PE - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO /</p><p>Manezinho Araújo, amigo do Prefeito de Bocaina do Sul, agindo com identidade de propósitos, recebia do alcaide cártulas emitidas</p><p>pela municipalidade para pagamento de supostos serviços prestados. Ao depois, depositava as quantias respectivas na conta de</p><p>Expedita Brancaleone, mulher do chefe do executivo local. É correto afirmar que Manezinho Araújo pode ser condenado pela prática</p><p>de improbidade administrativa. (certa) VUNESP - 2011 - TJ-SP – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO</p><p>§ 1º Os sócios, os cotistas, os diretores e os colaboradores de pessoa jurídica de direito privado não respondem pelo ato de</p><p>improbidade que venha a ser imputado à pessoa jurídica, salvo se, comprovadamente, houver participação e benefícios diretos,</p><p>caso em que responderão nos limites da sua participação. (Lei nº 14.230/2021) VUNESP - 2023 - MPE-SP</p><p>• Os sócios, os cotistas, os diretores e os colaboradores de pessoa jurídica de direito privado não respondem pelo ato de improbidade que</p><p>venha a ser imputado à pessoa jurídica, salvo se, comprovadamente, houver participação e benefício direto, caso em que responderão de</p><p>forma solidária. (errada) 2021 - MPE-PR</p><p>• Determinado agente público praticou ato de improbidade administrativa, com o envolvimento de pessoa jurídica de direito privado. Nessa</p><p>situação hipotética, respondem por improbidade administrativa imputada à referida pessoa jurídica os diretores, nos limites da participação</p><p>de cada um deles e caso tenha havido benefício direto. (certa) CESPE - 2022 - MPE-AC</p><p>• Os sócios, os cotistas, os diretores e os colaboradores de pessoa jurídica de direito privado respondem por ato de improbidade eventualmente</p><p>imputado a tal pessoa jurídica. (errada) CESPE - 2022 - MPE-SE</p><p>• Os sócios, cotistas e diretores de pessoa jurídica de direito privado, via de regra, respondem pelo ato de improbidade que venha a ser</p><p>imputado à pessoa jurídica. (errada) CESPE - 2022 - PC-RO - DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>• Atos ímprobos praticados no âmbito de pessoas jurídicas de direito privado que não integram a estrutura da administração públ ica indireta</p><p>não podem configurar atos de improbidade administrativa. (errada) CESPE - 2023 - DPE-RO</p><p>Ex.: Hércules é empresário, diretor da empresa privada Deltóide Engenharia, que está sendo acusada de cometer ato de</p><p>improbidade contra o patrimônio da Atenas S/C, entidade privada que recebe incentivo fiscal do poder público. Ísis, por sua vez, que</p><p>é secretária executiva da Deltóide, está sendo acusada de ter induzido à prática da improbidade na celebração do convênio que teria</p><p>gerado os danos aos cofres da Atenas. E, por fim, Labão, agente político, responsável pela intermediação do convênio, teria</p><p>contribuído com os prejuízos por conduta omissiva na sua execução. Nessa situação hipotética, considerando o disposto na Lei de</p><p>Improbidade Administrativa (Lei no 8.429/1992, alterada pela Lei no 14.230/2021), é correto afirmar que a Lei de Improbidade se</p><p>aplica à Deltóide, mas Hércules não responderá pelo mesmo ato de improbidade, salvo se houve sua comprovada participação e</p><p>benefícios diretos, caso em que responderá no limite da sua participação, enquanto Ísis e Labão ficarão sujeitos às penas da Lei, se</p><p>agiram dolosamente. (certa) 2022 - MPE-RJ</p><p>§ 2º As sanções desta Lei NÃO se aplicarão à pessoa jurídica, caso o ato de improbidade administrativa seja também sancionado</p><p>como ato lesivo à administração pública de que trata a Lei nº 12.846/2013. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>Obs.: A Lei nº 12.846/2013 dispõe sobre a responsabilização objetiva administrativa e civil de pessoas jurídicas pela prática</p><p>de atos contra a administração pública, nacional ou estrangeira.</p><p>Art. 4° Os agentes públicos de qualquer nível ou hierarquia são obrigados a velar pela estrita observância dos princípios de legalidade,</p><p>impessoalidade, moralidade e publicidade</p><p>no trato dos assuntos que lhe são afetos. (Revogado pela Lei nº 14.230, de 2021)</p><p>Art. 5° Ocorrendo lesão ao patrimônio público por ação ou omissão, dolosa ou culposa, do agente ou de terceiro, dar-se-á o integral</p><p>ressarcimento do dano. (Revogado pela Lei nº 14.230, de 2021)</p><p>Art. 6° No caso de enriquecimento ilícito, perderá o agente público ou terceiro beneficiário os bens ou valores acrescidos ao seu</p><p>patrimônio. (Revogado pela Lei nº 14.230, de 2021)</p><p>Art. 7º Se houver indícios de ato de improbidade, a autoridade que conhecer dos fatos representará ao Ministério Público</p><p>competente, para as providências necessárias. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>2010 - MPE-MG</p><p>Parágrafo único. (Revogado). (Revogado pela Lei nº 14.230, de 2021)</p><p>• Se houver indícios de ato de improbidade, a autoridade que conhecer dos fatos representará diretamente ao juiz competente, para as devidas</p><p>sanções. (errada) VUNESP - 2022 - PROCURADOR MUNICIPAL</p><p>elaborado por @fredsmcezar</p><p># Art. 8º O sucessor ou o herdeiro daquele que causar dano ao erário ou que se enriquecer ilicitamente estão sujeitos apenas à</p><p>obrigação de repará-lo até o limite do valor da herança ou do patrimônio transferido. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>2014 - MPE-SC / 2014 - MPE-PR / FCC - 2014 - PGE-RN / 2014 - TJ-MT – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO / 2015 - MPE-MS / 2016 - PC-PA - DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL / FCC - 2017 - PC-AP - DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>/ 2021 - MPE-PR / 2022 - TRF - 4ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO / CESPE - 2022 - PC-ES - DELEGADO DE POLÍCIA / CESPE - 2022 - PC-RO - DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>Art. 8º-A A responsabilidade sucessória de que trata o art. 8º desta Lei aplica-se também na hipótese de alteração contratual, de</p><p>transformação, de incorporação, de fusão ou de cisão societária. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>CESPE - 2022 - PC-RO - DELEGADO DE POLÍCIA / FUNDEP - 2022 - MPE-MG</p><p>Parágrafo único. Nas hipóteses de fusão e de incorporação, a responsabilidade da sucessora será restrita à obrigação de reparação</p><p>integral do dano causado, até o limite do patrimônio transferido, não lhe sendo aplicáveis as demais sanções previstas nesta Lei</p><p>decorrentes de atos e de fatos ocorridos antes da data da fusão ou da incorporação, exceto no caso de simulação ou de evidente</p><p>intuito de fraude, devidamente comprovados. (Lei nº 14.230/2021) FUNDEP - 2022 - MPE-MG</p><p>CAPÍTULO II: DOS ATOS DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA</p><p>A nomeação de servidores públicos para cargos em comissão sob condição de entrega da remuneração por parte daqueles que</p><p>não exercem nenhuma função (Método “Servidor Fantasma”), ou as exercem parcialmente (Método “Rachadinha”), ao nomeante, é</p><p>hipótese de múltipla subsunção perante a Lei Federal nº 8.429/92, porquanto a um só tempo importa em enriquecimento ilícito e</p><p>causa lesão ao erário. (certa) VUNESP - 2023 - MPE-SP</p><p>SEÇÃO I: DOS ATOS DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA QUE IMPORTAM ENRIQUECIMENTO ILÍCITO</p><p># Art. 9º Constitui ato de improbidade administrativa importando em enriquecimento ilícito auferir, mediante a prática de ato doloso,</p><p>qualquer tipo de vantagem patrimonial indevida em razão do exercício de cargo, de mandato, de função, de emprego ou de atividade</p><p>nas entidades referidas no art. 1º desta Lei, e notadamente: (Lei nº 14.230/2021)</p><p>2010 - MPE-MG / 2012 - MPE-GO / 2012 - MPE-SC / CESPE - 2012 - MPE-TO / CESPE - 2012 - DPE-RO / 2012 - TJ-RS – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO / CESPE - 2013 - PC-BA - DELEGADO DE POLÍCIA / 2013 - MPE-</p><p>PR / 2013 - MPE-SP / CESPE - 2014 - TJ-DFT – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO / FCC - 2015 - TJ-AL - JUIZ SUBSTITUTO / 2017 - MPE-PR / CESPE - 2017 - DPE-AL / CESPE - 2020 - MPE-CE /</p><p>As sanções previstas pela Lei de Improbidade Administrativa podem ser aplicadas isolada ou cumulativamente e têm natureza</p><p>política, político-administrativa, administrativa e civil. (certa) FCC - 2018 - MPE-PB</p><p>I - receber, para si ou para outrem, dinheiro, bem móvel ou imóvel, ou qualquer outra vantagem econômica, direta ou indireta,</p><p>a título de comissão, percentagem, gratificação ou presente de quem tenha interesse, direto ou indireto, que possa ser atingido</p><p>ou amparado por ação ou omissão decorrente das atribuições do agente público;</p><p>II - perceber vantagem econômica, direta ou indireta, para facilitar a aquisição, permuta ou locação de bem móvel ou imóvel,</p><p>ou a contratação de serviços pelas entidades referidas no art. 1° por preço superior ao valor de mercado;</p><p>III - perceber vantagem econômica, direta ou indireta, para facilitar a alienação, permuta ou locação de bem público ou o</p><p>fornecimento de serviço por ente estatal por preço inferior ao valor de mercado;</p><p>IV - utilizar, em obra ou serviço particular, qualquer bem móvel, de propriedade ou à disposição de qualquer das entidades</p><p>referidas no art. 1º desta Lei, bem como o trabalho de servidores, de empregados ou de terceiros contratados por essas</p><p>entidades; (Lei nº 14.230/2021) CESPE - 2023 - MPE-SC</p><p>V - receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indireta, para tolerar a exploração ou a prática de jogos de</p><p>azar, de lenocínio, de narcotráfico, de contrabando, de usura ou de qualquer outra atividade ilícita, ou aceitar promessa de tal</p><p>vantagem;</p><p>VI - receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indireta, para fazer declaração falsa sobre qualquer dado</p><p>técnico que envolva obras públicas ou qualquer outro serviço ou sobre quantidade, peso, medida, qualidade ou característica</p><p>de mercadorias ou bens fornecidos a qualquer das entidades referidas no art. 1º desta Lei; (Lei nº 14.230/2021)</p><p>VII - adquirir, para si ou para outrem, no exercício de mandato, de cargo, de emprego ou de função pública, e em razão deles,</p><p>bens de qualquer natureza, decorrentes dos atos descritos no caput deste artigo, cujo valor seja desproporcional à evolução</p><p>do patrimônio ou à renda do agente público, assegurada a demonstração pelo agente da licitude da origem dessa evolução;</p><p>(Lei nº 14.230/2021)</p><p>VIII - aceitar emprego, comissão ou exercer atividade de consultoria ou assessoramento para pessoa física ou jurídica que tenha</p><p>interesse suscetível de ser atingido ou amparado por ação ou omissão decorrente das atribuições do agente público, durante</p><p>a atividade;</p><p>IX - perceber vantagem econômica para intermediar a liberação ou aplicação de verba pública de qualquer natureza;</p><p>X - receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indiretamente, para omitir ato de ofício, providência ou</p><p>declaração a que esteja obrigado;</p><p>elaborado por @fredsmcezar</p><p>XI - incorporar, por qualquer forma, ao seu patrimônio bens, rendas, verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial das</p><p>entidades mencionadas no art. 1° desta lei;</p><p>XII - usar, em proveito próprio, bens, rendas, verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial das entidades mencionadas</p><p>no art. 1° desta lei.</p><p>O dirigente de determinado órgão público (1) deixou de prestar contas quando estava obrigado a fazê-lo e, ainda, (2) liberou</p><p>verba pública sem a estrita observância das normas pertinentes. Nessa situação hipotética, de acordo com a Lei nº 8.429/1992, o</p><p>dirigente estará sujeito às sanções decorrentes da prática de ato de improbidade administrativa que atentou contra os princípios da</p><p>administração pública, pela primeira conduta (1), e ato de improbidade administrativa que causou prejuízo ao erário, pela segunda</p><p>conduta (2). (certa) CESPE - 2021 - PGE-AL</p><p>SEÇÃO II: DOS ATOS DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA QUE CAUSAM PREJUÍZO AO ERÁRIO</p><p># Art. 10. Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário qualquer ação ou omissão dolosa, que enseje,</p><p>efetiva e comprovadamente, perda patrimonial, desvio, apropriação, malbaratamento ou dilapidação dos bens ou haveres das</p><p>entidades referidas no art. 1º desta Lei, e notadamente: (Lei nº 14.230/2021)</p><p>CESPE - 2009 – AGU / 2011 - MPE-PR / FUNDEP - 2011 - MPE-MG / 2012 - MPE-SC / VUNESP - 2012 - DPE-MS / 2012 - TJ-RS – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO / 2013 - MPE-SC / 2013 - MPE-PR /</p><p>CESPE - 2013 - DPE-</p><p>DF / FCC - 2013 - DPE-SP / 2013 - MPE-SP / 2014 - MPE-MA / 2014 - MPE-SC / 2016 - MPE-PR / 2017 - PC-AC - DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL / 2017 - MPE-PR / VUNESP - 2018 - PC-SP - DELEGADO DE POLÍCIA /</p><p>2019 - MPE-PR / CESPE - 2020 - MPE-CE / 2022 - MPE-SP / CESPE - 2023 - MPE-BA</p><p>I - facilitar ou concorrer, por qualquer forma, para a indevida incorporação ao patrimônio particular, de pessoa física ou jurídica,</p><p>de bens, de rendas, de verbas ou de valores integrantes do acervo patrimonial das entidades referidas no art. 1º desta Lei; (Lei nº</p><p>14.230/2021)</p><p>II - permitir ou concorrer para que pessoa física ou jurídica privada utilize bens, rendas, verbas ou valores integrantes do acervo</p><p>patrimonial das entidades mencionadas no art. 1º desta lei, sem a observância das formalidades legais ou regulamentares</p><p>aplicáveis à espécie;</p><p>III - doar à pessoa física ou jurídica bem como ao ente despersonalizado, ainda que de fins educativos ou assistências, bens,</p><p>rendas, verbas ou valores do patrimônio de qualquer das entidades mencionadas no art. 1º desta lei, sem observância das</p><p>formalidades legais e regulamentares aplicáveis à espécie;</p><p>IV - permitir ou facilitar a alienação, permuta ou locação de bem integrante do patrimônio de qualquer das entidades referidas</p><p>no art. 1º desta lei, ou ainda a prestação de serviço por parte delas, por preço inferior ao de mercado;</p><p>V - permitir ou facilitar a aquisição, permuta ou locação de bem ou serviço por preço superior ao de mercado;</p><p>VI - realizar operação financeira sem observância das normas legais e regulamentares ou aceitar garantia insuficiente ou</p><p>inidônea;</p><p>VII - conceder benefício administrativo ou fiscal sem a observância das formalidades legais ou regulamentares aplicáveis à</p><p>espécie;</p><p>VIII - frustrar a licitude de processo licitatório ou de processo seletivo para celebração de parcerias com entidades sem fins</p><p>lucrativos, ou dispensá-los indevidamente, acarretando perda patrimonial efetiva; (Lei nº 14.230/2021)</p><p>IX - ordenar ou permitir a realização de despesas não autorizadas em lei ou regulamento;</p><p>X - agir ilicitamente na arrecadação de tributo ou de renda, bem como no que diz respeito à conservação do patrimônio</p><p>público; (Lei nº 14.230/2021)</p><p>XI - liberar verba pública sem a estrita observância das normas pertinentes ou influir de qualquer forma para a sua aplicação</p><p>irregular;</p><p>XII - permitir, facilitar ou concorrer para que terceiro se enriqueça ilicitamente;</p><p>XIII - permitir que se utilize, em obra ou serviço particular, veículos, máquinas, equipamentos ou material de qualquer natureza,</p><p>de propriedade ou à disposição de qualquer das entidades mencionadas no art. 1° desta lei, bem como o trabalho de servidor</p><p>público, empregados ou terceiros contratados por essas entidades.</p><p>XIV – celebrar contrato ou outro instrumento que tenha por objeto a prestação de serviços públicos por meio da gestão</p><p>associada sem observar as formalidades previstas na lei; (Lei nº 11.107/2005)</p><p>XV – celebrar contrato de rateio de consórcio público sem suficiente e prévia dotação orçamentária, ou sem observar as</p><p>formalidades previstas na lei. (Lei nº 11.107/2005)</p><p>elaborado por @fredsmcezar</p><p>XVI - facilitar ou concorrer, por qualquer forma, para a incorporação, ao patrimônio particular de pessoa física ou jurídica, de</p><p>bens, rendas, verbas ou valores públicos transferidos pela administração pública a entidades privadas mediante celebração de</p><p>parcerias, sem a observância das formalidades legais ou regulamentares aplicáveis à espécie; (Lei nº 13.019/2014)</p><p>XVII - permitir ou concorrer para que pessoa física ou jurídica privada utilize bens, rendas, verbas ou valores públicos transferidos</p><p>pela administração pública a entidade privada mediante celebração de parcerias, sem a observância das formalidades legais ou</p><p>regulamentares aplicáveis à espécie; (Lei nº 13.019/2014)</p><p>XVIII - celebrar parcerias da administração pública com entidades privadas sem a observância das formalidades legais ou</p><p>regulamentares aplicáveis à espécie; (Lei nº 13.019/2014)</p><p>XIX - agir para a configuração de ilícito na celebração, na fiscalização e na análise das prestações de contas de parcerias</p><p>firmadas pela administração pública com entidades privadas; (Lei nº 14.230/2021)</p><p>XX - liberar recursos de parcerias firmadas pela administração pública com entidades privadas sem a estrita observância das</p><p>normas pertinentes ou influir de qualquer forma para a sua aplicação irregular. (Incluído pela Lei nº 13.019/2014, com a redação dada pela Lei nº</p><p>13.204/2015)</p><p>XXI - (revogado); (Lei nº 14.230/2021)</p><p>XXII - conceder, aplicar ou manter benefício financeiro ou tributário contrário ao que dispõem o caput e o § 1º do art. 8º-A da</p><p>LC nº 116/ 2003. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>§ 1º Nos casos em que a inobservância de formalidades legais ou regulamentares não implicar perda patrimonial efetiva, não</p><p>ocorrerá imposição de ressarcimento, vedado o enriquecimento sem causa das entidades referidas no art. 1º desta Lei. (Lei nº</p><p>14.230/2021)</p><p>§ 2º A mera perda patrimonial decorrente da atividade econômica NÃO ACARRETARÁ improbidade administrativa, salvo se</p><p>comprovado ato doloso praticado com essa finalidade. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>O Estado responde, objetivamente, pelos atos dos tabeliães e registradores oficiais que, no exercício de suas funções, causem</p><p>dano a terceiros, assentado o dever de regresso contra o responsável, nos casos de dolo ou culpa, sob pena de improbidade</p><p>administrativa. STF. Plenário. RE 842846/RJ, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 27/2/2019 (repercussão geral) (Info 932).</p><p>• O Estado foi condenado ao pagamento de indenização a particular, por ato culposo praticado por tabelião. Nessa situação hipotética, o agente</p><p>estatal competente tem a obrigação de ingressar com ação regressiva em desfavor do tabelião causador do dano ao particular, sob pena de</p><p>caracterização de improbidade administrativa, já que o direito de regresso é indisponível e obrigatório. (certa) CESPE - 2022 - DPE-RS</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4</p><p>elaborado por @fredsmcezar</p><p>SEÇÃO III: DOS ATOS DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA QUE ATENTAM CONTRA OS PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO</p><p>PÚBLICA</p><p>A Lei nº 14.230/21 deu nova redação ao artigo 11 da Lei nº 8.429/92, assim como revogou alguns dos incisos anteriores e incluiu</p><p>novos textos, de forma que a regra atual agora impuseram restrição de forma a deixar de caracterizar como improbidade a violação</p><p>a princípio da atividade administrativa considerado de modo genérico, para configurar improbidade a conduta dolosa que viole os</p><p>deveres relativos aos princípios da honestidade, imparcialidade e legalidade, tipificados nos incisos previstos em lei. (certa) VUNESP -</p><p>2023 - TJ-SP – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO</p><p># Art. 11. Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública a ação ou omissão</p><p>dolosa que viole os deveres de honestidade, de imparcialidade e de legalidade, caracterizada por uma das seguintes condutas: (Lei</p><p>nº 14.230/2021)</p><p>CESPE - 2009 - DPE-AL / 2011 - MPE-MS / FUNDEP - 2011 - MPE-MG / 2011 - TJ-DFT – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO / 2012 - MPE-SC / CESPE - 2012 - MPE-PI / CESPE - 2012 - TJ-BA – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO</p><p>/ CESPE - 2012 - DPE-RO / 2012 - MPE-PR / CESPE - 2012 - DPE-AC / CESPE - 2012 - TJ-PA – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO / CESPE - 2013 - DPE-TO / 2013 - MPE-PR / 2013 - PGE-GO / 2013 - MPE-SP / CESPE -</p><p>2014 - MPE-AC / 2014 - MPE-MA / 2016 - MPE-SC / 2017 - MPE-PR / CESPE - 2018 - PGE-PE / 2018 - PC-RS - DELEGADO DE POLÍCIA / CESPE - 2018 - TJ-CE - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO / CESPE - 2019 - MPE-PI</p><p>/ CESPE - 2019 - TJ-PR - JUIZ SUBSTITUTO / CESPE - 2019 - DPE-DF / 2019 - MPE-SC / VUNESP - 2021 - TJ-SP - JUIZ SUBSTITUTO / CESPE - 2022 - PGE-RO / CESPE - 2022 - PGE-PA / CESPE - 2023 - TJ-DFT - JUIZ</p><p>DE DIREITO SUBSTITUTO</p><p>I - praticar</p><p>ato visando fim proibido em lei ou regulamento ou diverso daquele previsto, na regra de competência; (revogado); (Lei</p><p>nº 14.230/2021)</p><p>II - retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício; (revogado); (Lei nº 14.230/2021)</p><p>III - revelar fato ou circunstância de que tem ciência em razão das atribuições e que deva permanecer em segredo, propiciando</p><p>beneficiamento por informação privilegiada ou colocando em risco a segurança da sociedade e do Estado; (Lei nº 14.230/2021)</p><p>IV - negar publicidade aos atos oficiais, exceto em razão de sua imprescindibilidade para a segurança da sociedade e do Estado</p><p>ou de outras hipóteses instituídas em lei; (Lei nº 14.230/2021)</p><p>V - frustrar, em ofensa à imparcialidade, o caráter concorrencial de concurso público, de chamamento ou de procedimento</p><p>licitatório, com vistas à obtenção de benefício próprio, direto ou indireto, ou de terceiros; (Lei nº 14.230/2021)</p><p>VI - deixar de prestar contas quando esteja obrigado a fazê-lo, desde que disponha das condições para isso, com vistas a</p><p>ocultar irregularidades; (Lei nº 14.230/2021)</p><p>VII - revelar ou permitir que chegue ao conhecimento de terceiro, antes da respectiva divulgação oficial, teor de medida política</p><p>ou econômica capaz de afetar o preço de mercadoria, bem ou serviço.</p><p>VIII - descumprir as normas relativas à celebração, fiscalização e aprovação de contas de parcerias firmadas pela administração</p><p>pública com entidades privadas. (Lei nº 13.019/ 2014)</p><p>IX - deixar de cumprir a exigência de requisitos de acessibilidade previstos na legislação. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>X - transferir recurso a entidade privada, em razão da prestação de serviços na área de saúde sem a prévia celebração de contrato,</p><p>convênio ou instrumento congênere, nos termos do parágrafo único do art. 24 da Lei nº 8.080, de 19 de setembro de</p><p>1990. (revogado); (Lei nº 14.230/2021)</p><p>XI - nomear cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da</p><p>autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para</p><p>o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta</p><p>em qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante</p><p>designações recíprocas; (Lei nº 14.230/2021)</p><p>XII - praticar, no âmbito da administração pública e com recursos do erário, ato de publicidade que contrarie o disposto no § 1º</p><p>do art. 37 da Constituição Federal, de forma a promover inequívoco enaltecimento do agente público e personalização de atos,</p><p>de programas, de obras, de serviços ou de campanhas dos órgãos públicos. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>Os atos de improbidade que atentam contra os princípios da administração pública estão adstritos às condutas enumeradas nos</p><p>incisos do artigo 11 da Lei de Improbidade Administrativa, não mais subsistindo ato ímprobo fundamentado apenas no caput do</p><p>artigo. (certa) CESPE - 2023 - MPE-SC</p><p>Ex.: Um promotor de justiça, depois de ter recebido uma série de dados obtidos da prefeitura de certa cidade, constatou que o</p><p>prefeito havia deixado de prestar contas relativas a convênio federal em situação em que este era expressamente obrigado a fazê-</p><p>lo. Por meio do exame dos documentos, constatou que a citada autoridade dispunha de condições técnicas e operacionais para a</p><p>prestação das contas e tinha plena ciência do dever de fazê-lo. Embora os documentos não indicassem que a ausência da prestação</p><p>de contas tinha o objetivo de ocultar irregularidade, era possível identificar que o prefeito indevidamente havia deixado de praticar</p><p>ato de ofício, com desrespeito intencional aos prazos legais e ao princípio da legalidade. Com base nas disposições da Lei n.º</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14230.htm#art4</p><p>elaborado por @fredsmcezar</p><p>8.429/1992, é correto afirmar que, nessa situação hipotética, a conduta do prefeito não configura nenhuma das hipóteses de ato</p><p>de improbidade administrativa previstas na lei em questão. (certa) CESPE - 2022 - PGE-RO</p><p>Ex.: Três agentes públicos, no exercício de suas funções, praticaram atos de improbidade administrativa: Pedro realizou operação</p><p>financeira sem observância das normas legais e regulamentares; Lucas agiu ilicitamente na arrecadação de tributo; e Caio deixou de</p><p>prestar contas, mesmo estando obrigado a fazê-lo e tendo condições de realizá-lo, com vistas a ocultar irregularidade.</p><p>Nessa situação hipotética, conforme prevê a Lei n.º 8.429/1992, constitui conduta que atenta contra os princípios da administração</p><p>pública aquela praticada por Caio, somente. (certa) CESPE - 2022 - MPE-AC</p><p>Ex.: Josias, agentes públicos do estado do Acre, no exercício de sua função, cometeu ato que atentou contra os princípios da</p><p>administração pública. Nessa situação hipotética, nos termos da Lei n.º 8.429/1992, a penalidade de perda do cargo é aplicável a</p><p>Josias. (errada) CESPE - 2022 - MPE-AC</p><p>§ 1º Nos termos da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, promulgada pelo Decreto nº 5.687/2006, somente haverá</p><p>improbidade administrativa, na aplicação deste artigo, quando for comprovado na conduta funcional do agente público o fim de</p><p>obter proveito ou benefício indevido para si ou para outra pessoa ou entidade. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>§ 2º Aplica-se o disposto no § 1º deste artigo a quaisquer atos de improbidade administrativa tipificados nesta Lei e em leis</p><p>especiais e a quaisquer outros tipos especiais de improbidade administrativa instituídos por lei. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>§ 3º O enquadramento de conduta funcional na categoria de que trata este artigo pressupõe a demonstração objetiva da prática de</p><p>ilegalidade no exercício da função pública, com a indicação das normas constitucionais, legais ou infralegais violadas. (Lei nº</p><p>14.230/2021)</p><p>§ 4º Os atos de improbidade de que trata este artigo exigem lesividade relevante ao bem jurídico tutelado para serem passíveis de</p><p>sancionamento e independem do reconhecimento da produção de danos ao erário e de enriquecimento ilícito dos agentes</p><p>públicos. (Lei nº 14.230/2021) CESPE – 2023 - TJ-DFT - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO / CESPE - 2023 - MPE-SC</p><p>§ 5º Não se configurará improbidade a mera nomeação ou indicação política por parte dos detentores de mandatos eletivos,</p><p>sendo necessária a aferição de dolo com finalidade ilícita por parte do agente. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>TEMA REPETITIVO 1108</p><p>A contratação de servidores públicos temporários sem concurso público, mas baseada em legislação local, por si só, não</p><p>configura a improbidade administrativa prevista no art. 11 da Lei n. 8.429/1992, por estar ausente o elemento subjetivo (dolo)</p><p>necessário para a configuração do ato de improbidade violador dos princípios da administração pública. (Tese Firmada)</p><p>elaborado por @fredsmcezar</p><p>CAPÍTULO III: DAS PENAS</p><p># Art. 12. Independentemente do ressarcimento integral do dano patrimonial, se efetivo, e das sanções penais comuns e de</p><p>responsabilidade, civis e administrativas previstas na legislação específica, está o responsável pelo ato de improbidade sujeito às</p><p>seguintes cominações, que podem ser aplicadas isolada ou cumulativamente, de acordo com a gravidade do fato: (Lei nº 14.230/2021)</p><p>CESPE - 2009 – AGU / FCC - 2009 - DPE-MT / 2010 - MPE-MG / 2010 - MPE-SC / CESPE - 2010 - MPE-SE / CESPE - 2010 - MPE-ES / 2010 - MPE-MG / 2011 - MPE-PR / 2011 - MPE-PR / 2011 - TJ-RO - JUIZ SUBSTITUTO</p><p>/ 2011 - MPE-MS / 2011 - MPE-MS / FCC - 2011 - PGE-MT / CESPE - 2011 - DPE-MA / 2012 - PC-GO - DELEGADO DE POLÍCIA / 2012 - MPE-GO / 2012 - MPE-SC / CESPE - 2012 - TJ-CE – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO</p><p>/ FCC - 2012 - TJ-GO - JUIZ DE DIREITO</p><p>SUBSTITUTO / CESPE - 2012 – AGU / 2012 - PGE-PA / FCC - 2012 - MPE-AP / CESPE - 2012 - DPE-RO / CESPE - 2013 - DPE-TO / 2013 - MPE-SC / 2013 - TJ-SC – JUIZ DE DIREITO</p><p>SUBSTITUTO / CESPE - 2013 - POLÍCIA FEDERAL - DELEGADO DE POLÍCIA / CESPE - 2013 - TRF - 1ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL / 2013 - MPE-GO / FCC - 2014 - MPE-PE / 2014 - TRF - 2ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL / 2014 -</p><p>MPE-SC / 2014 - MPE-PR / 2014 - MPE-GO / 2015 - MPE-MS / CESPE - 2015 – AGU / 2016 - MPE-SC / 2016 - PGE-MS / CESPE - 2017 - PC-GO - DELEGADO DE POLÍCIA SUBSTITUTO / 2018 - TRF - 2ª REGIÃO - JUIZ</p><p>FEDERAL SUBSTITUTO / VUNESP - 2021 - TJ-SP - JUIZ SUBSTITUTO / VUNESP - 2022 - PC-SP - DELEGADO DE POLÍCIA / CESPE - 2022 - PC-ES - DELEGADO DE POLÍCIA / CESPE - 2023 - MPE-AM /</p><p>Conforme tem decidido o Superior Tribunal de Justiça, o ressarcimento do dano decorrente da prática de ato de improbidade</p><p>administrativa não constitui sanção propriamente dita, mas consequência necessária do prejuízo causado. (certa) 2019 - MPE-PR</p><p>DOS ATOS DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA QUE IMPORTAM ENRIQUECIMENTO ILÍCITO</p><p>I - na hipótese do art. 9º desta Lei, perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, perda da função pública,</p><p>suspensão dos direitos políticos até 14 (catorze) anos, pagamento de multa civil equivalente ao valor do acréscimo patrimonial</p><p>e proibição de contratar com o poder público ou de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou</p><p>indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo não superior a 14 (catorze)</p><p>anos; (Lei nº 14.230/2021)</p><p>DOS ATOS DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA QUE CAUSAM PREJUÍZO AO ERÁRIO</p><p>II - na hipótese do art. 10 desta Lei, perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, se concorrer esta</p><p>circunstância, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos até 12 (doze) anos, pagamento de multa civil equivalente</p><p>ao valor do dano e proibição de contratar com o poder público ou de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios,</p><p>direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo não superior a 12</p><p>(doze) anos; (Lei nº 14.230/2021)</p><p>DOS ATOS DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA QUE ATENTAM CONTRA OS PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA</p><p>III - na hipótese do art. 11 desta Lei, pagamento de multa civil de até 24 (vinte e quatro) vezes o valor da remuneração percebida</p><p>pelo agente e proibição de contratar com o poder público ou de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta</p><p>ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo não superior a 4 (quatro)</p><p>anos; (Lei nº 14.230/2021)</p><p>. Obs.: As penas para os de improbidade previstos nos arts. 9º e 10º são as mesmas, variando, contudo, o tempo de suspensão</p><p>dos direitos políticos e a vedação de contratar com o Poder Público e/ou receber benefícios.</p><p>DOS ATOS DE IMPROBIDADE</p><p>ADMINISTRATIVA QUE IMPORTAM</p><p>ENRIQUECIMENTO ILÍCITO (ART. 9º)</p><p>DOS ATOS DE IMPROBIDADE</p><p>ADMINISTRATIVA QUE CAUSAM</p><p>PREJUÍZO AO ERÁRIO (ART. 10)</p><p>DOS ATOS DE IMPROBIDADE</p><p>ADMINISTRATIVA QUE ATENTAM</p><p>CONTRA OS PRINCÍPIOS DA</p><p>ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA (ART. 11)</p><p>• PERDA DE BENS E VALORES;</p><p>• PERDA DA FUNÇÃO</p><p>• SUSPENSÃO DIREITOS POLÍTICOS ATÉ</p><p>14 ANOS</p><p>• MULTA CIVIL EQUIVALENTE AO VALOR</p><p>DO ACRÉSCIMO PATRIMONIAL</p><p>• PROBIÇÃO DE CONTRATAR OU RECEBER</p><p>BEBENEFÍCIOS FISCAIS/CREDITÍCIOS</p><p>(MÁX. 14 ANOS)</p><p>• PERDA DE BENS E VALORES</p><p>• PERDA DA FUNÇÃO</p><p>• SUSPENSÃO DIREITOS POLÍTICOS ATÉ</p><p>12 ANOS</p><p>• MULTA CIVIL EQUIVALENTE AO VALOR</p><p>DO DANO</p><p>• PROBIÇÃO DE CONTRATAR OU</p><p>RECEBER BEBENEFÍCIOS</p><p>FISCAIS/CREDITÍCIOS (MÁX. 12 ANOS)</p><p>• MULTA CIVIL ATÉ 24x O VALOR DA</p><p>REMUNERAÇÃO</p><p>• PROBIÇÃO DE CONTRATAR OU</p><p>RECEBER BEBENEFÍCIOS</p><p>FISCAIS/CREDITÍCIOS (MÁX. 4</p><p>ANOS)</p><p>Os atos de improbidade administrativa que atentam contra os princípios da administração pública não mais importam em perda</p><p>da função pública e suspensão dos direitos políticos. (certa) CESPE - 2022 - PGE-PA</p><p>Obs.: No que diz respeito à aplicação da Lei de Improbidade Administrativa, caso a conduta ofenda simultaneamente os artigos</p><p>9º , 10 e 11 da Lei de Improbidade, embora única, há de ser aplicado o princípio da subsunção, em que a sanção mais grave absorve</p><p>as demais. Se forem várias condutas, pode haver aplicação cumulativa das sanções, desde que compatíveis. (certa) VUNESP - 2021 - TJ-SP</p><p>- JUIZ SUBSTITUTO</p><p>elaborado por @fredsmcezar</p><p>É possível que uma só conduta ofenda simultaneamente mais de um dos artigos 9°, 10 e 11 da Lei de Improbidade, hipótese em que</p><p>prevalecerá a sanção mais grave. Aplica-se nesse caso o princípio da subsunção, segundo o qual a conduta e a sanção mais graves absorvem</p><p>as de menor gravidade. STJ - AREsp 701810 DF 2015/0099932-6, Relator: Min. OG FERNANDES, DJ: 07/03/2017.</p><p>José, funcionário público, recebeu dinheiro para deixar de tomar determinada providência a que estava obrigado em decorrência</p><p>do cargo que ocupa. Assim sendo, em virtude da Lei de Improbidade Administrativa, José estará sujeito, entre outras, à pena de</p><p>perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio. (certa) VUNESP - 2009 - TJ-MT – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO</p><p>• No caso de enriquecimento ilícito, o terceiro beneficiário não perde os valores acrescidos ao seu patrimônio. (errada) CESPE - 2009 - MPE-RN</p><p>• Entre o feixe de sanções passíveis de aplicação ao servidor público que pratica ato de improbidade encontram-se a suspensão dos direitos</p><p>políticos e a perda da função pública. (certa) 2009 - TJ-RS - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO</p><p>• As sanções legais a um ato de improbidade administrativa não incluem a suspensão dos direitos políticos. (errada) CESPE - 2011 - DPE-MA</p><p>• As sanções legalmente previstas para atos de improbidade administrativa não incluem a proibição de contratar com o poder público. (errada)</p><p>CESPE - 2012 - DPE-AC</p><p>• As cominações por atos de improbidade administrativa não podem ser aplicadas cumulativamente com sanções civis. (errada) 2014 - MPE-SC</p><p>• As penas da Lei de Improbidade Administrativa possuem independência das esferas penais, civis e administrativas, mas não podem ser</p><p>aplicadas cumulativamente. (errada) 2016 - TRF - 4ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO</p><p>De acordo com a Lei de Improbidade Administrativa, na hipótese da prática de ato de improbidade administrativa que atente</p><p>contra os princípios da administração pública, com lesividade relevante, caracterizado pela conduta dolosa de agente público deixar</p><p>de prestar contas quando obrigado a fazê-lo, desde que disponha das condições para isso, com vistas a ocultar irregularidades, o</p><p>agente público estará sujeito apenas às sanções de multa e proibição de contratar com o poder público ou de receber benefícios</p><p>ou incentivos fiscais ou creditícios. (certa) CESPE - 2022 - MPE-TO</p><p>Em janeiro de 2022, o policial civil João, do Estado Alfa, de forma dolosa, a fim de obter proveito ou benefício indevido para outra</p><p>pessoa, revelou fato de que tinha ciência em razão das suas atribuições e que devia permanecer em segredo, propiciando</p><p>beneficiamento a terceiro por informação privilegiada. Consoante dispõe a Lei de Improbidade Administrativa (com as alterações</p><p>introduzidas pela Lei nº 14.230/21), João praticou ato de improbidade administrativa que atentou contra os princípios da</p><p>Administração Pública (Art. 11 da Lei nº 8.429/92) e, no bojo de ação civil pública por ato de improbidade administrativa, o policial</p><p>não está sujeito a perda da função pública, por ausência de previsão legal. (certa) FGV - 2022 - PC-AM - DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>Três agentes públicos do estado do Acre, no exercício de suas funções, cometeram atos de improbidade administrativa: Frederico</p><p>praticou ato que importou em enriquecimento ilícito; Rafael, um ato que causou prejuízo ao erário; e Josias, ato que atentou contra</p><p>os princípios da administração pública. Nessa situação hipotética, nos</p><p>termos da Lei n.º 8.429/1992, a penalidade de perda do cargo</p><p>é aplicável a Rafael e Frederico, somente. (certa) CESPE - 2022 - MPE-AC</p><p>(Vide ADI 7236) [EFIÁCIA SUSPENSA]</p><p>§ 1º A sanção de perda da função pública, nas hipóteses dos incisos I e II do caput deste artigo, atinge apenas o vínculo de mesma</p><p>qualidade e natureza que o agente público ou político detinha com o poder público na época do cometimento da infração, podendo</p><p>o magistrado, na hipótese do inciso I do caput deste artigo, e em caráter excepcional, estendê-la aos demais vínculos, consideradas</p><p>as circunstâncias do caso e a gravidade da infração. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>§ 2º A multa pode ser aumentada até o dobro, se o juiz considerar que, em virtude da situação econômica do réu, o valor calculado</p><p>na forma dos incisos I, II e III do caput deste artigo é ineficaz para reprovação e prevenção do ato de improbidade. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>§ 3º Na responsabilização da pessoa jurídica, deverão ser considerados os efeitos econômicos e sociais das sanções, de modo a</p><p>viabilizar a manutenção de suas atividades. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>§ 4º Em caráter excepcional e por motivos relevantes devidamente justificados, a sanção de proibição de contratação com o poder</p><p>público pode EXTRAPOLAR o ente público lesado pelo ato de improbidade, observados os impactos econômicos e sociais das</p><p>sanções, de forma a preservar a função social da pessoa jurídica, conforme disposto no § 3º deste artigo. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>§ 5º No caso de atos de menor ofensa aos bens jurídicos tutelados por esta Lei, a sanção limitar-se-á à aplicação de multa, sem</p><p>prejuízo do ressarcimento do dano e da perda dos valores obtidos, quando for o caso, nos termos do caput deste artigo. (Lei nº</p><p>14.230/2021)</p><p>§ 6º Se ocorrer lesão ao patrimônio público, a reparação do dano a que se refere esta Lei deverá deduzir o ressarcimento ocorrido</p><p>nas instâncias criminal, civil e administrativa que tiver por objeto os mesmos fatos. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>Não obstante a independência entre as instâncias civil, penal e administrativa, em caso de lesão ao patrimônio público em</p><p>decorrência de ato de improbidade, a reparação do dano deverá deduzir o ressarcimento já efetuado nas demais instâncias que</p><p>tiverem por objeto os mesmos fatos. (certa) CESPE - 2022 - PC-RO - DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>elaborado por @fredsmcezar</p><p>§ 7º As sanções aplicadas a pessoas jurídicas com base nesta Lei e na Lei nº 12.846/2013, deverão observar o princípio</p><p>constitucional do non bis in idem. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>§ 8º A sanção de proibição de contratação com o poder público deverá constar do Cadastro Nacional de Empresas Inidôneas e</p><p>Suspensas (CEIS) de que trata a Lei nº 12.846/2013, observadas as limitações territoriais contidas em decisão judicial, conforme</p><p>disposto no § 4º deste artigo. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>§ 9º As sanções previstas neste artigo somente poderão ser executadas após o trânsito em julgado da sentença condenatória. (Lei</p><p>nº 14.230/2021)</p><p>2012 - MPE-GO / 2015 - MPE-MS /</p><p>• As sanções previstas na Lei de Improbidade Administrativa poderão ser executadas após decisão de segunda instância, que tenha apreciado</p><p>o mérito da ação.</p><p>(Vide ADI 7236) [EFIÁCIA SUSPENSA]</p><p>§ 10. Para efeitos de contagem do prazo da sanção de suspensão dos direitos políticos, computar-se-á retroativamente o intervalo</p><p>de tempo entre a decisão colegiada e o trânsito em julgado da sentença condenatória. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>É POSSÍVEL APLICAR CASSAÇÃO DE APOSENTADORIA COMO SANÇÃO POR ATO DE IMPROBIDADE?3</p><p>STF STJ</p><p>SIM</p><p>Julgando ação rescisória, o Tribunal de origem manteve o</p><p>acórdão rescindendo, que determinou a conversão da pena de</p><p>perda do cargo público em cassação de aposentadoria, no</p><p>âmbito da ação de improbidade administrativa. Este</p><p>entendimento mostra-se em harmonia com a jurisprudência do</p><p>STF, que reputa constitucional a pena de cassação da</p><p>aposentadoria. STF. 1ª Turma. ARE 1321655 AgR, Rel. Min. Alexandre de Moraes,</p><p>julgado em 23/08/2021.</p><p>Não obstante o caráter contributivo do benefício previdenciário,</p><p>é constitucional e plenamente possível a pena de cassação da</p><p>aposentadoria nos casos de configuração de ato de</p><p>improbidade administrativa. STF. 2ª Turma. ARE 1257379 AgR, Rel. Min.</p><p>Edson Fachin, julgado em 30/11/2020.</p><p>NÃO</p><p>O servidor condenado por improbidade não pode ter</p><p>aposentadoria cassada em decisão judicial: O magistrado não</p><p>tem competência para aplicar a sanção de cassação de</p><p>aposentadoria a servidor condenado judicialmente por</p><p>improbidade administrativa. Apenas a autoridade administrativa</p><p>possui poderes para decidir sobre a cassação. STJ. 1ª Seção. EREsp</p><p>1496347/ES, Rel. Min. Benedito Gonçalves, julgado em 24/02/2021.</p><p>Ex.: O Ministério Público do Estado de Goiás ajuizou ação civil pública por ato de improbidade administrativa em face de João,</p><p>servidor público estadual titular de cargo efetivo. Na peça vestibular, o Parquet imputou a João a conduta de coordenar vasto</p><p>esquema de desvio de recursos públicos no âmbito de contratações emergenciais na área da saúde. No curso do processo e antes</p><p>da prolação da sentença, João comunicou a sua aposentadoria, regularmente concedida pela administração após o preenchimento</p><p>dos requisitos legais. Em conformidade com a jurisprudência atual dos Tribunais Superiores, e considerando que os fatos narrados</p><p>na inicial foram sobejamente comprovados ao longo da instrução probatória, a autoridade judicial não poderá impor a João a</p><p>cassação de sua aposentadoria, porque tal penalidade não está expressamente cominada na Lei nº 8.429/1992 e vigora o princípio</p><p>da legalidade estrita em matéria de direito sancionador. (certa) FGV - 2022 - MPE-GO</p><p>3 CAVALCANTE, Márcio André Lopes. É possível aplicar cassação de aposentadoria como sanção por ato de improbidade?. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em:</p><p><https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/405075699f065e43581f27d67bb68478>. Acesso em: 01/03/2023</p><p>https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=6475588</p><p>elaborado por @fredsmcezar</p><p>CAPÍTULO IV: DA DECLARAÇÃO DE BENS</p><p># Art. 13. A posse e o exercício de agente público ficam condicionados à apresentação de declaração de imposto de renda e</p><p>proventos de qualquer natureza, que tenha sido apresentada à Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil, a fim de ser arquivada</p><p>no serviço de pessoal competente. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>CESPE - 2009 - DPE-AL / 2011 - MPE-SP / CESPE - 2012 - TJ-BA - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO / 2013 - MPE-SP / CESPE - 2014 - TJ-DFT – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO / 2016 - PC-PA - DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>CIVIL / CESPE - 2022 - MPE-TO /</p><p>§ 1º (Revogado). (Lei nº 14.230/2021)</p><p>§ 2º A declaração de bens a que se refere o caput deste artigo será atualizada anualmente e na data em que o agente público</p><p>deixar o exercício do mandato, do cargo, do emprego ou da função. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>§ 3º Será apenado com a PENA DE DEMISSÃO, sem prejuízo de outras sanções cabíveis, o agente público que se recusar a prestar</p><p>a declaração dos bens a que se refere o caput deste artigo dentro do prazo determinado ou que prestar declaração falsa. (Lei nº</p><p>14.230/2021)</p><p>§ 4º (Revogado). (Lei nº 14.230/2021)</p><p>A posse de servidor público é condicionada à apresentação da relação dos bens e direitos que integram seu patrimônio privado,</p><p>para ser arquivada no serviço de pessoal competente. A prestação de informação falsa nesse documento acarretará ao declarante:</p><p>A aplicação da pena de demissão a bem do serviço público. (certa) 2018 - TRF - 3ª REGIÃO - JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO</p><p>CAPÍTULO V: DO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO E DO PROCESSO JUDICIAL</p><p># Art. 14. Qualquer pessoa poderá representar à autoridade administrativa competente para que seja instaurada investigação</p><p>destinada a apurar a prática de ato de improbidade.</p><p>CESPE - 2009 - MPE-RN / CESPE - 2010 - MPE-SE / FGV - 2010 - PC-AP</p><p>- DELEGADO DE POLÍCIA / CESPE - 2012 - TJ-CE – JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO / CESPE - 2012 - PC-AL - DELEGADO DE POLÍCIA / CESPE -</p><p>2013 - POLÍCIA FEDERAL - DELEGADO DE POLÍCIA / 2013 - PGE-GO / CESPE - 2013 - POLÍCIA FEDERAL – DELEGADO /</p><p>§ 1º A representação, que será escrita ou reduzida a termo e assinada, conterá a qualificação do representante, as informações</p><p>sobre o fato e sua autoria e a indicação das provas de que tenha conhecimento.</p><p>§ 2º A autoridade administrativa rejeitará a representação, em despacho fundamentado, se esta não contiver as formalidades</p><p>estabelecidas no § 1º deste artigo. A rejeição não impede a representação ao Ministério Público, nos termos do art. 22 desta lei.</p><p>§ 3º Atendidos os requisitos da representação, a autoridade determinará a imediata apuração dos fatos, observada a legislação que</p><p>regula o processo administrativo disciplinar aplicável ao agente. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>Art. 15. A comissão processante dará conhecimento ao Ministério Público e ao Tribunal ou Conselho de Contas da existência de</p><p>procedimento administrativo para apurar a prática de ato de improbidade.</p><p>Parágrafo único. O Ministério Público ou Tribunal ou Conselho de Contas poderá, a requerimento, designar representante para</p><p>acompanhar o procedimento administrativo.</p><p>CESPE - 2012 - TJ-CE - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO / 2014 - MPE-PR /</p><p>• O procedimento administrativo cabe à administração pública, mas a Lei de Improbidade permite ao Ministério Público designar um</p><p>representante do órgão para acompanhar esse procedimento. (certa) CESPE - 2010 - PROCURADOR MUNICIPAL</p><p># Art. 16. Na ação por improbidade administrativa poderá ser formulado, em caráter antecedente ou incidente, pedido de</p><p>indisponibilidade de bens dos réus, a fim de garantir a integral recomposição do erário ou do acréscimo patrimonial resultante</p><p>de enriquecimento ilícito. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>2011 - TJ-RO - JUIZ SUBSTITUTO / 2011 - MPE-MS / FCC - 2012 - MPE-AL / VUNESP - 2013 - MPE-ES / 2013 - PGR - PROCURADOR DA REPÚBLICA / CESPE - 2013 - DPE-DF / CESPE - 2013 - TRF - 1ª REGIÃO - JUIZ</p><p>FEDERAL / 2014 - MPE-SC / 2014 - MPE-GO / 2015 - MPE-SP / CESPE - 2016 - PGE-AM / FUNDEP - 2018 - MPE-MG / 2019 - MPE-SC / VUNESP - 2022 - PC-RR - DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL /</p><p>A indisponibilidade de bens não constitui propriamente uma sanção, mas medida de garantia destinada a assegurar o</p><p>ressarcimento ao erário. (certa) CESPE - 2011 - DPE-MA</p><p>§ 1º (Revogado). (Lei nº 14.230/2021)</p><p>§ 1º-A O pedido de indisponibilidade de bens a que se refere o caput deste artigo poderá ser formulado independentemente da</p><p>representação de que trata o art. 7º desta Lei. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>• A indisponibilidade de bens em ação de improbidade administrativa dependerá de representação. (errada) VUNESP - 2022 - PC-RR - DELEGADO DE</p><p>POLÍCIA CIVIL</p><p>§ 2º Quando for o caso, o pedido de indisponibilidade de bens a que se refere o caput deste artigo incluirá a investigação, o exame</p><p>e o bloqueio de bens, contas bancárias e aplicações financeiras mantidas pelo indiciado no exterior, nos termos da lei e dos</p><p>tratados internacionais. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>elaborado por @fredsmcezar</p><p>§ 3º O pedido de indisponibilidade de bens a que se refere o caput deste artigo apenas será deferido mediante a demonstração</p><p>no caso concreto de perigo de dano irreparável ou de risco ao resultado útil do processo, desde que o juiz se convença da</p><p>probabilidade da ocorrência dos atos descritos na petição inicial com fundamento nos respectivos elementos de instrução, após a</p><p>oitiva do réu em 5 (cinco) dias. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>§ 4º A indisponibilidade de bens poderá ser decretada sem a oitiva prévia do réu, sempre que o contraditório prévio puder</p><p>comprovadamente frustrar a efetividade da medida ou houver outras circunstâncias que recomendem a proteção liminar, não</p><p>podendo a urgência ser presumida. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>FGV - 2022 - TJ-PE - JUIZ SUBSTITUTO</p><p>§ 5º Se houver mais de um réu na ação, a somatória dos valores declarados indisponíveis não poderá superar o montante indicado</p><p>na petição inicial como dano ao erário ou como enriquecimento ilícito. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>• Se houver mais de um réu na ação, a somatória dos valores declarados indisponíveis poderá superar o montante indicado na petição inicial</p><p>como dano ao erário ou como enriquecimento ilícito. (errada) FCC - 2022 - MPE-PE</p><p>§ 6º O valor da indisponibilidade considerará a estimativa de dano indicada na petição inicial, permitida a sua substituição por</p><p>caução idônea, por fiança bancária ou por seguro-garantia judicial, a requerimento do réu, bem como a sua readequação durante</p><p>a instrução do processo. (Lei nº 14.230/2021) FCC - 2022 - MPE-PE</p><p>• A indisponibilidade de bens será realizada levando em consideração a estimativa de dano prevista na petição inicial, sendo vedada a</p><p>substituição da penhora em dinheiro por fiança bancária ou seguro-garantia judicial. (errada) VUNESP - 2022 - PC-SP - DELEGADO DE POLÍCIA</p><p>• No tocante à indisponibilidade de bens da parte ré, com o escopo de garantir a integral recomposição do erário desfalcado em razão do</p><p>cometimento de ato de improbidade administrativa, é vedado ao réu requerer a sua substituição por caução, tampouco por fiança bancária</p><p>ou seguro-garantia judicial. (errada) FGV - 2022 - TJ-PE - JUIZ SUBSTITUTO</p><p>§ 7º A indisponibilidade de bens de terceiro dependerá da demonstração da sua efetiva concorrência para os atos ilícitos apurados</p><p>ou, quando se tratar de pessoa jurídica, da instauração de incidente de desconsideração da personalidade jurídica, a ser</p><p>processado na forma da lei processual. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>• A indisponibilidade de bens de terceiro formulada no âmbito de ação de improbidade administrativa, quando este for pessoa jurídica,</p><p>dependerá da instauração de incidente de desconsideração da personalidade jurídica. (certa) CESPE - 2022 - MPE-SE</p><p>§ 8º Aplica-se à indisponibilidade de bens regida por esta Lei, no que for cabível, o regime da tutela provisória de urgência da Lei</p><p>nº 13.105/2015 (CPC). (Lei nº 14.230/2021)</p><p>§ 9º Da decisão que deferir ou indeferir a medida relativa à indisponibilidade de bens caberá agravo de instrumento, nos termos</p><p>da Lei nº 13.105/2015 (CPC). (Lei nº 14.230/2021)</p><p>No tocante à indisponibilidade de bens da parte ré, com o escopo de garantir a integral recomposição do erário desfalcado em</p><p>razão do cometimento de ato de improbidade administrativa, a decisão que a defere é impugnável pelo recurso de agravo de</p><p>instrumento, não o sendo, porém, a decisão que a indefere. (errada) FGV - 2022 - TJ-PE - JUIZ SUBSTITUTO</p><p>§ 10. A indisponibilidade recairá sobre bens que assegurem exclusivamente o integral ressarcimento do dano ao erário, sem</p><p>incidir sobre os valores a serem eventualmente aplicados a título de multa civil ou sobre acréscimo patrimonial decorrente de</p><p>atividade lícita. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>FGV - 2022 - MPE-GO / VUNESP - 2022 - PC-RR - DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL</p><p>• A indisponibilidade recairá sobre bens que assegurem exclusivamente o integral ressarcimento do dano ao erário, sem incidir sobre os valores</p><p>a serem eventualmente aplicados a título de multa civil ou sobre acréscimo patrimonial decorrente de atividade lícita. (certa) FCC - 2022 - MPE-PE</p><p>§ 11. A ordem de indisponibilidade de bens deverá priorizar veículos de via terrestre, bens imóveis, bens móveis em geral,</p><p>semoventes, navios e aeronaves, ações e quotas de sociedades simples e empresárias, pedras e metais preciosos e, apenas na</p><p>inexistência desses, o bloqueio de contas bancárias, de forma a garantir a subsistência do acusado e a manutenção da atividade</p><p>empresária ao longo do processo. (Lei nº 14.230/2021)</p><p>VUNESP - 2022 - PC-RR - DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL</p><p>• Nos termos da Lei nº 8.429/1992, em caso de processo judicial por ato de improbidade administrativa, é possível a decretação de</p><p>indisponibilidade de bens, que deverá priorizar, por exemplo, veículos</p>

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