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<p>FACSETE – Sete Lagoas</p><p>Curso de Graduação em Odontologia Disciplina de Anestesiologia e Cirurgia Oral</p><p>Prof. Bruno Lopes</p><p>Aluna: Poliana Muniz Camargos Fernandes</p><p>Responda ao que se pede:</p><p>01) Descreva, de forma resumida, a forma de atuação na célula nervosa dos Anestésicos Locais,</p><p>injetáveis e do tipo Aminoamidas, de uso atual em odontologia.</p><p>Os anestésicos locais do tipo aminoamidas, usados em odontologia, bloqueiam a condução nervosa</p><p>ao inibir os canais de sódio nas membranas das células nervosas. Quando injetados, esses</p><p>anestésicos se ligam aos canais de sódio na membrana axonal, impedindo a entrada de íons sódio no</p><p>neurônio. Isso bloqueia a despolarização da membrana e a propagação do impulso nervoso,</p><p>resultando em perda temporária de sensibilidade na área onde o anestésico foi administrado. As</p><p>aminoamidas são metabolizadas principalmente no fígado, e têm uma duração de ação mais</p><p>prolongada em comparação com outros tipos de anestésicos locais.</p><p>02) Qual o anestésico de escolha, para uso racional, no paciente Hipertenso compensado para o</p><p>quadro? E para o paciente Diabético, descompensado para o quadro?</p><p>Paciente Hipertenso Compensado: O anestésico de escolha é a lidocaína 2% com epinefrina</p><p>(1:100.000) em concentrações baixas,. a epinefrina em baixas concentrações é considerada segura</p><p>para pacientes hipertensos compensados, pois permite um bom controle da dor e reduz o risco de</p><p>absorção sistêmica de grandes quantidades do anestésico. Não devendo exceder mais do que dois</p><p>tubetes em cada atendimento.</p><p>Paciente Diabético Descompensado: Comunicação com o Médico endocrinológica prévia</p><p>(procedimentos eletivos, ambulatoriais); É importante que o dentista mantenha comunicação com o</p><p>médico que acompanha o paciente para garantir uma abordagem segura e coordenada. Para</p><p>procedimentos emergenciais somente em ambiente hospitalar.</p><p>03) Descreva, de forma resumida, a técnica básica de injeção.</p><p>1. Preparação do Paciente: Certificar se de que o paciente está confortável e posicionado</p><p>corretamente. Explique o procedimento para reduzir a ansiedade.</p><p>2. Seque o tecido (região a ser puncionada); Aplicação do Anestésico Tópico: Pequena quantidade;</p><p>Pequena área; 1 a 2” . Tenha SEMPRE um apoio firme para a mão; Mantenha a mucosa bem</p><p>tracionada para a punção inicial;</p><p>3. Uso de Agulha e Seringa: patência da agulha / fluxo da solução anestésica local. Nova</p><p>esterilizada e descartável</p><p>4. Aspiração: Antes de injetar o anestésico, faça um teste de aspiração para garantir que a</p><p>agulha não está em um vaso sanguíneo. Isso é fundamental para evitar a injeção</p><p>intravascular do anestésico.</p><p>5. Injeção lenta: Injetar o anestésico local de forma lenta e controlada. A injeção lenta reduz</p><p>o desconforto do paciente e o risco de toxicidade sistêmica.</p><p>6. Observação: Após a injeção, observe o paciente para sinais de eficácia anestésica e</p><p>possíveis reações adversas. Espere o tempo necessário para que o anestésico faça efeito</p><p>antes de iniciar o procedimento.</p>