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<p>QUANDO ABORDAR</p><p>CIRURGICAMENTE O</p><p>TRAUMA ABDOMINAL?</p><p>TRAUMA</p><p>ABDOMINAL</p><p>VINHETA DE ABERTURA</p><p>VINHETA DE ABERTURA</p><p>TRAUMA ABDOMINAL</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Sede frequente de traumas</p><p>੦ contusos</p><p>੦ penetrantes</p><p>Compartimentos</p><p>੦ cavidade abdominal/retroperitônio</p><p>੦ cavidade pélvica</p><p>LIMITES ANATÔMICOS</p><p>MECANISMO DO TRAUMA</p><p>CONTUSO OU FECHADO</p><p>60% dos casos</p><p>Vísceras parenquimatosas com maior frequência</p><p>੦ baço (25% a 45%)</p><p>੦ fígado</p><p>MECANISMO DO TRAUMA</p><p>TRAUMA PENETRANTE</p><p>੦ projéteis de arma de fogo</p><p>੦ ferimento por arma branca</p><p>੦ fígado (30% a 40%)</p><p>੦ intestino delgado (30% a 50%)</p><p>੦ estômago (20%)</p><p>੦ penetrou a cavidade peritoneal = laparotomia</p><p>TRAUMA ABDOMINAL</p><p>AVALIAÇÃO INICIAL</p><p>੦ exame clínico é fundamental</p><p>੦ abdome está no item C – choque</p><p>੦ avaliação hemodinâmica!</p><p>੦ paciente chocado – tem hemoperitônio?</p><p>੦ necessidade de saber indicar laparotomia</p><p>• lavado peritoneal diagnóstico</p><p>• ultrassonografia FAST</p><p>੦ medidas auxiliares</p><p>• sonda vesical (toque retal)</p><p>• sonda gástrica</p><p>#IMPORTANTE</p><p>੦ qual o foco do sangramento?</p><p>• tórax</p><p>• abdome</p><p>• pelve</p><p>੦ importante examinar!</p><p>PACIENTE ESTÁ COM CHOQUE HIPOVOLÊMICO?</p><p>SES-GO | 2016</p><p>Um homem de 30 anos dá entrada na Emergência com história de</p><p>acidente automobilístico, sem cinto de segurança. Apresenta</p><p>equimoses sobre o esterno e queixa-se de dores torácica e</p><p>abdominal. Observam-se PA = 90 x 40 mmHg, pulso = 120 bpm e</p><p>Glasgow 15. Encontra-se verbalizando e taquipneico, com murmúrio</p><p>vesicular audível bilateralmente e percussão normal. O abdome, por</p><p>sua vez, apresenta defesa involuntária e descompressão dolorosa. O</p><p>paciente mantém o quadro descrito após reposição volêmica</p><p>adequada. A melhor conduta subsequente é realizar:</p><p>laparotomia exploradora</p><p>ultrassonografia FAST</p><p>tomografia de abdome</p><p>lavado peritoneal diagnóstico</p><p>A</p><p>B</p><p>C</p><p>D</p><p>SES-GO | 2016</p><p>Um homem de 30 anos dá entrada na Emergência com história de</p><p>acidente automobilístico, sem cinto de segurança. Apresenta</p><p>equimoses sobre o esterno e queixa-se de dores torácica e</p><p>abdominal. Observam-se PA = 90 x 40 mmHg, pulso = 120 bpm e</p><p>Glasgow 15. Encontra-se verbalizando e taquipneico, com murmúrio</p><p>vesicular audível bilateralmente e percussão normal. O abdome, por</p><p>sua vez, apresenta defesa involuntária e descompressão dolorosa. O</p><p>paciente mantém o quadro descrito após reposição volêmica</p><p>adequada. A melhor conduta subsequente é realizar:</p><p>laparotomia exploradora</p><p>ultrassonografia FAST</p><p>tomografia de abdome</p><p>lavado peritoneal diagnóstico</p><p>A</p><p>B</p><p>C</p><p>D</p><p>EXAMES DIAGNÓSTICOS</p><p>1. RADIOLOGIA</p><p>੦ raios X abdome = paciente estável (exame</p><p>secundário)</p><p>੦ raios X de exame primário =</p><p>• tórax AP</p><p>• raios X bacia</p><p>੦ utilidade (pacientes estáveis):</p><p>• pneumoperitônio</p><p>• trajeto de projéteis</p><p>RAIOS X SIMPLES</p><p>EXAMES DIAGNÓSTICOS</p><p>1. RADIOLOGIA</p><p>੦ exames contrastados</p><p>• urografia excretora</p><p>• uretrocistografia (trauma pélvico)</p><p>EXAMES DIAGNÓSTICOS</p><p>2. LAVADO PERITONEAL DIAGNÓSTICO</p><p>੦ incisão infraumbilical</p><p>੦ incisão supraumbilical (grávidas/trauma pélvico)</p><p>੦ sangue que não coagula – positivo</p><p>੦ 10 mL/kg de soro – crianças</p><p>੦ 1.000 mL – adultos</p><p>੦ alta sensibilidade</p><p>#CAI NA PROVA</p><p>CRITÉRIOS DE POSITIVIDADE NO LPD</p><p>Conteúdo GI – sangue não coagulável</p><p>Bactérias pelo Gram</p><p>100.000 hemácias/mL³</p><p>500 leucócitos/mL³</p><p>Amilase > 175 mg/dL</p><p>EXAMES DIAGNÓSTICOS</p><p>2. LAVADO PERITONEAL DIAGNÓSTICO</p><p>੦ contraindicação absoluta</p><p>• laparotomia já indicada</p><p>੦ relativas – cirurgia prévia, obesidade,</p><p>coagulopatia, gravidez</p><p>EXAMES DIAGNÓSTICOS</p><p>3. ULTRASSONOGRAFIA</p><p>Sala de trauma – ultrassonografia FAST</p><p>SUBXIFOIDE</p><p>Avaliação dos seios cardiofrênico e</p><p>pericárdio</p><p>QUADRANTE SUPERIOR</p><p>DIREITO</p><p>Avaliação do seio costofrênico</p><p>direito, espaço de Morrison,</p><p>fígado e rim direito</p><p>QUADRANTE SUPERIOR</p><p>ESQUERDO</p><p>Avaliação do seio costofrênico</p><p>esquerdo, baço e rim esquerdo</p><p>SUPRAPÚBICO</p><p>Avaliação de bexiga e fundo de</p><p>saco de Douglas</p><p>ULTRASSOM FAST</p><p>EXAMES DIAGNÓSTICOS</p><p>4. TOMOGRAFIA</p><p>੦ específico e não invasivo</p><p>੦ pacientes hemodinamicamente estáveis</p><p>੦ contraindicações – instabilidade hemodinâmica – alergia</p><p>ao contraste – não colaboração do paciente – demora</p><p>੦ limitações em lesões GI</p><p>#CAI NA PROVA</p><p>TRAUMA ABDOMINAL</p><p>LPD</p><p>ULTRASSONOGRAFIA</p><p>FAST</p><p>TOMOGRAFIA DE</p><p>ABDOME</p><p>INDICAÇÕES</p><p>੦ paciente instável</p><p>੦ documentação</p><p>de sangramento</p><p>੦ paciente instável</p><p>੦ documentação de</p><p>líquido livre</p><p>੦ paciente estável</p><p>੦ documentação de</p><p>lesão visceral</p><p>VANTAGENS</p><p>੦ diagnóstico</p><p>precoce</p><p>੦ sensível</p><p>੦ não invasivo</p><p>੦ possível repetir</p><p>੦ diagnóstico</p><p>precoce</p><p>੦ acurácia 86% a</p><p>97%</p><p>੦ especificidade</p><p>para definir lesão</p><p>੦ acurácia de 98%</p><p>DESVANTAGENS</p><p>੦ invasividade</p><p>੦ sem diagnóstico</p><p>de diafragma e</p><p>retroperitônio</p><p>੦ operador</p><p>dependente</p><p>੦ sem diagnóstico</p><p>de diafragma e</p><p>retroperitônio</p><p>੦ alto custo</p><p>੦ sem diagnóstico</p><p>de diafragma e</p><p>algumas lesões de</p><p>delgado</p><p>INDICAÇÕES DE CIRURGIA</p><p>FERIMENTOS PENETRANTES</p><p>੦ 50% a 60% vítimas de feridas penetrantes</p><p>੦ formais: hipotensão</p><p>• peritonite</p><p>• evisceração</p><p>੦ positividade nos exames</p><p>੦ dúvida – exame físico seriado</p><p>INDICAÇÕES DE CIRURGIA</p><p>FERIMENTOS PENETRANTES</p><p>੦ FAB do dorso – estáveis</p><p>• tomografia com triplo contraste</p><p>• observação clínica</p><p>੦ exploração digital? Laparoscopia diagnóstica?</p><p>੦ PAF – a regra é laparotomia</p><p>• PAFs tangenciais – laparoscopia?</p><p>੦ ferimento no tórax inferior</p><p>• raios X – laparoscopia – toracoscopia</p><p>• estão estáveis?</p><p>FERIMENTO POR ARMA BRANCA</p><p>Exploração digital</p><p>੦ parede abdominal anterior</p><p>੦ ressalvas na transição toracoabdominal</p><p>੦ dificuldades em flanco e dorso</p><p>FMUSP | 2020</p><p>Homem, 37 anos de idade, foi vítima de ferimento por</p><p>arma branca (faca de cozinha) na região periumbilical há 1</p><p>hora. Admitido no serviço:</p><p>A: Falando (hálito etílico), saturação de 96% em ar</p><p>ambiente</p><p>B: Sem alterações</p><p>C: FC: 76 bpm, PA: 140x70 mmHg. Realizado FAST:</p><p>negativo</p><p>D: Glasgow 15</p><p>E: Obeso (IMC 41 kg/m²), com ferimento na parede anterior</p><p>do abdome, de 2 cm, próximo à cicatriz umbilical, sem</p><p>sangramento ativo, com dor apenas no local. Dorso sem</p><p>alterações.</p><p>Qual é a melhor conduta?</p><p>FMUSP | 2020</p><p>Tomografia de abdome.</p><p>Laparoscopia diagnóstica.</p><p>Repetir FAST em 6 horas.</p><p>Radiografia de abdome em 3 posições.</p><p>A</p><p>B</p><p>C</p><p>D</p><p>FMUSP | 2020</p><p>Tomografia de abdome.</p><p>Laparoscopia diagnóstica.</p><p>Repetir FAST em 6 horas.</p><p>Radiografia de abdome em 3 posições.</p><p>A</p><p>B</p><p>C</p><p>D</p><p>INDICAÇÕES DE CIRURGIA</p><p>TRAUMA CONTUSO</p><p>Estáveis versus instáveis</p><p>੦ estável – avaliação repetida/tomografia</p><p>੦ instável</p><p>• outra causa de choque?</p><p>› não? Laparotomia</p><p>› sim? LPD/FAST</p><p>▪ positivo = laparotomia</p><p>▪ negativo = reavaliação</p><p>#PEGADINHA</p><p>੦ trauma contuso estável hemodinamicamente</p><p>com líquido na cavidade - não opere, peça</p><p>tomografia!</p><p>੦ tomografia com líquido na cavidade, mesmo</p><p>estável, mas sem lesões parenquimatosas –</p><p>opere, é lesão de víscera oca!</p><p>CLASSIFICAÇÃO DE LESÕES ESPLÂNCNICAS</p><p>BAÇO</p><p>Grau de lesão Descrição</p><p>I</p><p>Hematoma</p><p>Subcapsular, não expansivo, área de superfície</p><p>< 10%</p><p>Laceração</p><p>Laceração da cápsula, sem sangramento < 1 cm</p><p>de profundidade no parênquima</p><p>II</p><p>Hematoma</p><p>Subcapsular, não expansivo, área de superfície</p><p>de 10% a 50%; intraparenquimatoso, não</p><p>expansivo, < 2 cm de diâmetro</p><p>Laceração</p><p>Laceração na cápsula, sangramento ativo, 1 a 3</p><p>cm de profundidade no parênquima que não</p><p>envolve vasos trabeculares</p><p>BAÇO</p><p>III</p><p>Hematoma</p><p>Subcapsular, área de superfície > 50% ou em</p><p>expansão; hematoma subcapsular roto com</p><p>sangramento ativo; hematoma</p><p>intraparenquimatoso > 2 cm ou em expansão</p><p>Laceração</p><p>> 3 cm em profundidade no parênquima ou</p><p>envolvendo vasos trabeculares</p><p>IV</p><p>Hematoma</p><p>Ruptura de hematoma intraparenquimatoso com</p><p>sangramento ativo</p><p>Laceração</p><p>Laceração envolvendo vasos segmentares ou</p><p>hilares produzindo grande desvascularização</p><p>(25% do baço)</p><p>V</p><p>Hematoma Explosão esplênica</p><p>Laceração Lesão no hilo com desvascularização do baço</p><p>CLASSIFICAÇÃO DE LESÕES ESPLÂNCNICAS</p><p>A TOMOGRAFIA É IMPORTANTE</p><p>LESÃO ESPLÊNICA</p><p>LESÕES HEPÁTICAS</p><p>Grau</p><p>de lesão Descrição</p><p>I</p><p>Hematoma Subcapsular < 10% da superfície</p><p>Laceração</p><p>Ruptura da cápsula, profundidade < 1 cm no</p><p>parênquima</p><p>II</p><p>Hematoma</p><p>Subcapsular de 10 a 15% da superfície,</p><p>intraparenquimatoso < 10 cm de diâmetro</p><p>Laceração</p><p>Ruptura da cápsula, 1 a 3 cm de profundidade</p><p>no parênquima</p><p>III Hematoma</p><p>Subcapsular > 50% da área de profundidade</p><p>no parênquima</p><p>CLASSIFICAÇÃO DE LESÕES ESPLÂNCNICAS</p><p>LESÕES HEPÁTICAS</p><p>V</p><p>Laceração</p><p>> 75% do lobo hepático ou mais de 3</p><p>segmentos de Couinaud em um único lobo</p><p>Vascular</p><p>Lesão venosa justa-hepática – veia cava retro-</p><p>hepática e veia hepática maior central</p><p>VI Vascular Avulsão hepática</p><p>IV</p><p>Laceração > 3 cm de profundidade no parênquima</p><p>Laceração</p><p>25 a 75% em um lobo hepático ou de 1 a 3</p><p>segmentos de Couinaud em um único lobo</p><p>CLASSIFICAÇÃO DE LESÕES ESPLÂNCNICAS</p><p>PRINCIPAIS MANOBRAS CIRÚRGICAS</p><p>FÍGADO</p><p>੦ param espontaneamente na maioria</p><p>੦ várias manobras cirúrgicas</p><p>• suturas, balão, tampões de peritônio</p><p>• ressecções segmentares etc.</p><p>PRINCIPAIS MANOBRAS CIRÚRGICAS</p><p>੦ pâncreas e vias biliares</p><p>• cauda versus cabeça pancreática</p><p>• às vezes drenagem externa e reconstrução em</p><p>segundo tempo</p><p>੦ classificação de lesão pancreática</p><p>Grau I Contusão ou laceração sem envolver ducto</p><p>principal</p><p>Grau II Transecção distal ou laceração distal com lesão</p><p>ductal</p><p>Grau III Transecção proximal ou lesão do parênquima</p><p>com provável lesão ductal</p><p>Grau IV Lesão combinada do pâncreas e duodeno com</p><p>papila e vascularização preservadas</p><p>Grau V Lesão maciça: papila e desvascularização</p><p>PRINCIPAIS MANOBRAS CIRÚRGICAS</p><p>੦ estômago, duodeno, intestino delgado e cólon</p><p>• estômago: rafias – gastrectomias</p><p>• segunda porção do duodeno = problema!</p><p>› exclusão duodenal – cirurgia de Vaughan</p><p>Cirurgia de Vaughan para o</p><p>tratamento de lesões</p><p>duodenais</p><p>Fechamento</p><p>do piloro</p><p>Anastomose</p><p>gastrojejunal,</p><p>laterolateral,</p><p>isoperistáltica</p><p>Reparo</p><p>duodenal</p><p>Gastrostomia</p><p>Fechamento</p><p>do piloro</p><p>Lesão duodenal</p><p>CLASSIFICAÇÃO DE LESÃO DE DUODENO</p><p>Grau I Hematoma: contusão envolvendo uma única porção</p><p>Laceração: lesão superficial sem perfuração</p><p>Grau II Hematoma: contusão envolvendo mais de 1 porção</p><p>Laceração: laceração < 50% da circunferência</p><p>Grau III Ruptura de 50% a 75% da circunferência de D2</p><p>Ruptura de 50% a 100% da circunferência de D1, D3 e D4</p><p>Grau IV Ruptura > 75% da circunferência de D2</p><p>Laceração – envolvendo ampola ou ducto biliar comum</p><p>Grau V Destruição maciça do complexo duodenopancreático,</p><p>desvascularização do duodeno</p><p>CLASSIFICAÇÃO DE LESÕES ESPLÂNCNICAS</p><p>PRINCIPAIS MANOBRAS CIRÚRGICAS</p><p>੦ intestino delgado</p><p>੦ lesões até 50% do diâmetro – suturas</p><p>੦ diversas lesões em um mesmo segmento</p><p>• enterectomia e anastomose</p><p>PRINCIPAIS MANOBRAS CIRÚRGICAS</p><p>੦ lesões do cólon</p><p>੦ anastomose primária versus colostomia</p><p>੦ fatores determinantes:</p><p>• instabilidade hemodinâmica</p><p>• tempo de lesão e peritonite</p><p>੦ lesões do reto baixo:</p><p>• rafia</p><p>• colostomia proximal</p><p>PRINCIPAIS MANOBRAS CIRÚRGICAS</p><p>੦ retroperitônio</p><p>੦ acesso ao retroperitônio</p><p>੦ direita – manobra de Cattell e manobra de</p><p>Kocher</p><p>੦ esquerda – manobra de Mattox</p><p>#CAI NA PROVA</p><p>HEMATOMAS DO RETROPERITÔNIO</p><p>C</p><p>B B</p><p>A</p><p>PRINCIPAIS MANOBRAS CIRÚRGICAS</p><p>੦ retroperitônio</p><p>• hematomas retroperitoniais</p><p>Zonas Limites Anatômicos Conduta</p><p>I Central: compreende o</p><p>pâncreas, a aorta e a cava</p><p>abdominal</p><p>Devem ser explorados</p><p>cirurgicamente (manobra de</p><p>Kocher e gastroepiploico)</p><p>II Laterais direita e</p><p>esquerda: compreendem</p><p>os rins, o baço e as</p><p>porções retroperitoniais</p><p>do cólon</p><p>Devem ser explorados os</p><p>hematomas expansivos ou</p><p>pulsáteis (manobra de Cattell</p><p>e manobra de Mattox)</p><p>III Compreende a pelve Não devem ser abordados no</p><p>trauma contuso (arteriografia</p><p>diagnóstica e terapêutica)</p><p>SUS-SP | 2021</p><p>Em relação aos hematomas traumáticos de</p><p>retroperitônio, assinale a alternativa correta.</p><p>Hematoma em Zona 1 nunca deve ser explorado.</p><p>Hematoma em Zona 3 sempre deve ser explorado</p><p>Hematomas em Zona 2 nunca devem ser</p><p>explorados.</p><p>Zonas 1 e 3 sempre explorar pelo risco iminente de</p><p>hemorragia grave.</p><p>Hematomas em Zona 1 sempre devem ser</p><p>explorados.</p><p>A</p><p>B</p><p>C</p><p>D</p><p>E</p><p>SUS-SP | 2021</p><p>Em relação aos hematomas traumáticos de</p><p>retroperitônio, assinale a alternativa correta.</p><p>Hematoma em Zona 1 nunca deve ser explorado.</p><p>Hematoma em Zona 3 sempre deve ser explorado</p><p>Hematomas em Zona 2 nunca devem ser</p><p>explorados.</p><p>Zonas 1 e 3 sempre explorar pelo risco iminente de</p><p>hemorragia grave.</p><p>Hematomas em Zona 1 sempre devem ser</p><p>explorados.</p><p>A</p><p>B</p><p>C</p><p>D</p><p>E</p><p>CLASSIFICAÇÃO DE LESÕES</p><p>ESPLÂNCNICAS-TRAUMA RENAL</p><p>RETROPERITÔNIO – CLASSIFICAÇÃO DO</p><p>TRAUMA RENAL</p><p>1. Grau I:</p><p>a) Contusão: hematúria, com exames normais</p><p>b) Hematoma: subcapsular, não expansível, sem</p><p>laceração</p><p>2. Grau II:</p><p>a) Hematoma: não expansível, perirrenal, confinado ao</p><p>retroperitônio</p><p>b) Laceração: < 1 cm de profundidade, sem ruptura do</p><p>sistema coletor ou extravasamento de urina</p><p>3. Grau III:</p><p>Laceração – > 1 cm sem ruptura do sistema coletor ou</p><p>extravasamento de urina</p><p>CLASSIFICAÇÃO DE LESÕES</p><p>ESPLÂNCNICAS-TRAUMA RENAL</p><p>RETROPERITÔNIO – CLASSIFICAÇÃO DO</p><p>TRAUMA RENAL</p><p>4. Grau IV:</p><p>a) Laceração: com extensão pelo córtex, pela</p><p>medula ou pelo sistema coletor, com</p><p>extravasamento de urina</p><p>b) Vascular: lesão da artéria ou veia principal, com</p><p>hemorragia contida</p><p>5. Grau V:</p><p>a) Laceração: completa destruição do rim</p><p>b) Vascular: avulsão do hilo com desvascularização</p><p>PRINCIPAIS MANOBRAS CIRÚRGICAS</p><p>੦ tratamento de lesões urinárias</p><p>• rim – rafias / nefrectomia total ou parcial</p><p>• tem outro rim?</p><p>• ureter – debridamento – rafia ou duplo J</p><p>੦ bexiga extraperitoneal – conservador SVD</p><p>੦ bexiga intraperitoneal - rafia</p><p>CIRURGIA DE CONTROLE DOS DANOS</p><p>੦ repercussões clínicas de gravidade</p><p>• hipotermia</p><p>• acidose metabólica</p><p>• coagulopatia</p><p>੦ alta chance de óbito pela falência metabólica</p><p>੦ damage control</p><p>• controle da hemorragia</p><p>• prevenção da contaminação</p><p>CIRURGIA DE CONTROLE DOS DANOS</p><p>੦ indicações clássicas</p><p>• pH < 7,2</p><p>• Tax < 32 ºC</p><p>• transfusões múltiplas > 10 UI concentrado de</p><p>hemácias</p><p>੦ princípios técnicos</p><p>• acesso xifopúbica</p><p>• empacotamento dos 4 quadrantes</p><p>• acesso ao retroperitônio</p><p>• exame rápido</p><p>• realização do indispensável – evitar</p><p>anastomoses, próteses, shunts</p><p>CIRURGIA DE CONTROLE DOS DANOS</p><p>੦ acesso ao retroperitônio – Cattell e Mattox</p><p>੦ garroteamento do pedículo hepático</p><p>• manobra de Pringle</p><p>੦ fechamento da parede</p><p>• a necessidade de reintervenção</p><p>• a síndrome do compartimento</p><p>• dica – bolsa de Bogotá</p><p>CIRURGIA DE CONTROLE DOS DANOS</p><p>MANOBRA DE PRINGLE</p><p>#CAI NA PROVA</p><p>o fez a manobra de Pringle e não parou de</p><p>sangrar?</p><p>• provável lesão da veia cava retro-hepática</p><p>• provável necessidade de shunt cavoatrial</p><p>TRATAMENTO NÃO OPERATÓRIO (TNO)</p><p>੦ uma constatação: tinha líquido livre e na</p><p>laparotomia não foi achado foco</p><p>੦ principais indicações de TNO</p><p>• trauma fechado</p><p>• estabilidade hemodinâmica</p><p>• vísceras sólidas (fígado, baço e rins)</p><p>੦ reconsideração – alterações de níveis</p><p>hematimétricos, peritonite, queda de consciência</p><p>TRATAMENTO NÃO OPERATÓRIO (TNO)</p><p>੦ lesões hepáticas</p><p>• possibilidade de arteriografia</p><p>• arteriografia – diagnóstica</p><p>› terapêutica</p><p>੦ hemobilia = arteriografia</p><p>QUANDO ABORDAR</p><p>CIRURGICAMENTE O</p><p>TRAUMA ABDOMINAL?</p><p>REFERÊNCIAS E CITAÇÕES</p><p>IMAGEM</p><p>੦ PAGGIARO, A. O., BERTOLLI, E., HORA, J. A. B. Cirurgia do trauma. Trauma abdominal. v. 3, ed. Medcel,</p><p>2014.</p><p>੦ Disponível em: https://www.saudedireta.com.br/docsupload/1340458761cap_16_trauma_abdome.pdf.</p><p>Acesso em: 5 ago 2021.</p><p>੦ Disponível em: https://pt.slideshare.net/JuanZambon/7-trauma-do-abdome-rx-do-trauma. Acesso em:</p><p>5 ago 2021.</p><p>੦ Disponível em: https://www.shutterstock.com/pt/search/bowel+resection. Acesso em: 5 ago 2021.</p><p>੦ Disponível em: https://www.medicinenet.com/how_is_peritoneal_lavage_performed/article.htm. Acesso</p><p>em: 5 ago 2021.</p><p>੦ Disponível em:</p><p>http://www.medicinanet.com.br/conteudos/casos/2159/pneumoperitonio_e_outros_achados_na_radiog</p><p>rafia_toracica.htm.</p><p>Acesso em: 5 ago 2021.</p><p>੦ Disponível em: https://www.saudedireta.com.br/docsupload/1331414162Urologia_cap34.pdf. Acesso</p><p>em: 5 ago 2021.</p><p>੦ Disponível em: https://canadiem.org/right-upper-quadrant-scans-go-wrong/. Acesso em: 5 ago 2021.</p><p>੦ Disponível em: https://redediario-es.com.br/policia-encontra-homem-baleado-no-quintal-de-</p><p>residencia-em-interlagos/. Acesso em: 5 ago 2021.</p><p>੦ Disponível em:</p><p>https://www.researchgate.net/publication/237601511_ABORDAGEM_GERAL_TRAUMA_ABDOMINAL.</p><p>Acesso em: 5 ago 2021.</p><p>REFERÊNCIAS E CITAÇÕES</p><p>੦ Disponível em: http://www.spenzieri.com.br/2014/05/09/trauma-esple%CC%82nico/. Acesso em: 5</p><p>ago 2021.</p><p>੦ Disponível em: https://www.atlascirurgico.com.br/artigo/171a-trauma-hepatico. Acesso em: 5 ago</p><p>2021.</p><p>੦ Disponível em: https://quizlet.com/br/560961957/trauma-abdominal-medcel-flash-cards/. Acesso</p><p>em: 5 ago 2021.</p><p>੦ Disponível em: https://www.shutterstock.com/pt/search/bowel+resection. Acesso em: 5 ago 2021</p><p>੦ Disponível em: https://iriamstar.com/sobre/kocher/. Acesso em: 5 ago 2021.</p><p>੦ Disponível em: https://link.Springer.com/chapter/10.1007/978-3-319-72607-6_1. Acesso em: 5 ago</p><p>2021.</p><p>੦ Disponível em: https://cirurgiando.wordpress.com/2019/01/15/manobra-de-pringle/. Acesso em: 5</p><p>ago 2021.</p><p>੦ Disponível em: https://www.google.com/search?q=hemobilia&sxsrf=ALeKk03IK6lhwY2fi-</p><p>vqJzu0PrpAA1qaXA:1612812174723&source-</p><p>Inms&tbm=isch&sa=X&ved=2ahUKEwiyz43GgdvuAhXbJrKGHQrBBJUQ_AUoAXoECAsQAw&biw=17</p><p>07&bih=821#imgrc=sszxdVUYodS2dM&imgdii=evbOdoA9wtX3aM. Acesso em: 5 ago 2021</p>