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<p>POLÍCIA MILITAR DA BAHIA INSTITUTO DE</p><p>ENSINO E PESQUISA CENTRO DE FORMAÇÃO E</p><p>APERFEIÇOAMENTO DE PRAÇAS</p><p>CURSOS DE FORMAÇÃO DE</p><p>SARGENTOS PM 2024.2</p><p>DISCIPLINA: RELAÇÕES RACIAIS E DE</p><p>GÊNERO (PARTE 2)</p><p>INSTRUTORAS:</p><p>SGT PM ANA CLÁUDIA</p><p>CB PM ANDRÉIA CARLA</p><p>CB PM DANIELLE RAMOS</p><p>RELAÇÕES RACIAIS... RELAÇÕES DE</p><p>GÊNERO... SIMPLESMENTE, RELAÇÕES</p><p>HUMANAS: são às interações que ocorrem entre</p><p>pessoas na sociedade. Elas são essenciais para o</p><p>nosso total desenvolvimento, abrangendo áreas</p><p>intrapessoais e interpessoais, promovendo o</p><p>convívio harmônico, equilibrado, saudável, feliz</p><p>tanto no âmbito familiar, quanto nos diferentes</p><p>âmbitos sociais (escola, trabalho etc).</p><p>0</p><p>2</p><p>4</p><p>6</p><p>8</p><p>10</p><p>12</p><p>Linha 1 Linha 2 Linha 3 Linha 4</p><p>Coluna 1</p><p>Coluna 2</p><p>Coluna 3</p><p>SEXO BIOLÓGICO</p><p>e GÊNERO:</p><p>diferenças ou</p><p>semelhanças?</p><p> Classificação do SEXO de uma pessoa (características físicas e</p><p>fisiológicas – hormônios, cromossomos e genitália).</p><p> MASCULINO ou FEMININO ou</p><p>HERMAFRODITA/INTERSEXO/INDETERMINADO.</p><p> “TERCEIRO SEXO”: pessoas com características de ambos os</p><p>sexos e a sua determinação social, inicial, varia de acordo com as</p><p>características físicas predominantes.</p><p> Em alguns países essa classificação é trinária: EUA, Canadá,</p><p>Paquistão, Alemanha, Índia, Austrália... No Brasil ainda é binária.</p><p> INTERSEXO são pessoas que nascem com variações de anatomia</p><p>sexual ou reprodutiva que não se encaixam nas definições</p><p>tradicionais de masculino ou feminino. Essas variações podem</p><p>envolver cromossomos, órgãos genitais, hormônios ou tecidos</p><p>reprodutivos. Intersexo é uma condição congênita e não uma</p><p>escolha ou identidade de gênero.</p><p>SEXO BIOLÓGICO</p><p>GÊNERO</p><p> Gênero é como um indivíduo se entende</p><p>como pessoa e como expressa quem é.</p><p> Gênero é uma construção sociocultural sobre</p><p>o que se entende por masculinidade e</p><p>feminilidade.</p><p> O conceito do que "é de menina ou de</p><p>menino" surge na união de diversos fatores</p><p>que determinam como cada gênero deve falar,</p><p>deve se portar, deve se vestir... E nesse</p><p>contexto, as relações normalmente refletem</p><p>desiguais de poder.</p><p> No entanto, por ser uma leitura social,</p><p>gênero é mutável.</p><p>FUNÇÃO DO SEXO # FUNÇÃO DO GÊNERO</p><p>https://youtu.be/04u0UHEq2f4?si=jR5crmyl_EATgllH</p><p>RELAÇÕES DE GÊNERO</p><p>As relações de gênero</p><p>são produto de um</p><p>processo pedagógico</p><p>que se inicia no</p><p>nascimento e</p><p>continua ao longo de</p><p>toda a vida.</p><p>RELAÇÕES DE GÊNERO</p><p>Permeiam diversos aspectos da vida humana através dos campos da:</p><p>1. Sexualidade: antigo (?) pensamento de que para as mulheres a</p><p>sexualidade era apenas associada à reprodução, enquanto que para</p><p>os homens, o prazer sexual.</p><p>2. Reprodução: as expectativas e práticas em torno da maternidade e</p><p>paternidade são influenciadas pelas relações de gênero.</p><p>3. Divisão sexual do trabalho: a divisão desigual de tarefas</p><p>domésticas e profissionais entre homens e mulheres.</p><p>4. Âmbito público e privado: as oportunidades e o acesso a recursos e</p><p>direitos, muitas vezes, são afetados pelo gênero.</p><p>1º - SEXUALIDADE</p><p>SEXUALIDADE HUMANA</p><p> Vivemos e crescemos desenvolvendo nossa</p><p>sexualidade através: do crescimento e</p><p>amadurecimento do corpo físico, das práticas</p><p>sexuais e reprodutivas, da orientação sexual e do</p><p>erotismo, dos vínculos amorosos etc.</p><p> Fatores cognitivos, emocionais e sociais constroem</p><p>a nossa identidade sexual e, é na etapa final da</p><p>infância ou início da pré-adolescência, que a</p><p>maioria das crianças começa a experimentar</p><p>sentimentos de desejo e atração sexual. É nesse</p><p>momento que o conceito da identidade sexual vai</p><p>sendo evidenciado.</p><p> Por ser uma área composta por tantos elementos</p><p>diferentes, a compreensão da sexualidade humana</p><p>varia de pessoa para pessoa e, no aspecto social,</p><p>está sempre em transformação.</p><p>(1305) Vestido Nuevo</p><p>(Vestido Novo) legendado</p><p>PT Br .avi - YouTube</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=ktCXZg-HxGA</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=ktCXZg-HxGA</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=ktCXZg-HxGA</p><p>Um tema polêmico, com diversa controvérsias que envolvem QUESTÕES</p><p>AFETIVAS, PAPÉIS esperados e desempenhados em sociedade, e também</p><p>COMPORTAMENTOS.</p><p>Organização Mundial de Saúde definida a sexualidade como “uma energia</p><p>que nos motiva para encontrar amor, contato, ternura e intimidade; ela</p><p>integra-se no modo como sentimos, nos movemos, nos tocamos”.</p><p>Influencia pensamentos, sentimentos, ações e interações, logo, toda a nossa</p><p>saúde física e mental. De forma geral, ela envolve quatro aspectos:</p><p>1.1 GÊNERO (identidade de gênero e expressões de gênero);</p><p>1.2 PAPEL SEXUAL;</p><p>1.3 ORIENTAÇÃO SEXUAL;</p><p>1.4 IDENTIDADE SEXUAL.</p><p>SEXUALIDADE É...</p><p> É A CONSTRUÇÃO SOCIAL SOBRE</p><p>O QUE É A MASCULINIDADE E A</p><p>FEMINILIDADE.</p><p> Essa construção é também individual,</p><p>cultural e institucional que pressupõe</p><p>papéis e características que homens,</p><p>mulheres e outros gêneros devem apresentar</p><p>na sociedade.</p><p>1.1 GÊNERO</p><p>IDENTIDADE DE GÊNERO</p><p> É o MODO como o indivíduo SE</p><p>PERCEBE, e pode ou não</p><p>corresponder ao sexo que foi atribuído</p><p>no momento do nascimento.</p><p> Também faz parte da sua definição o</p><p>conjunto de características físicas e</p><p>comportamentais que definem uma</p><p>pessoa.</p><p> Essa é uma percepção exclusivamente</p><p>individual.</p><p> Classificação:</p><p>1.CISGÊNERO: Quando a identidade de gênero de uma pessoa corresponde ao sexo atribuído</p><p>no nascimento.</p><p>2.TRANSGÊNERO: Quando a identidade de gênero difere do sexo atribuído no nascimento.</p><p>3.NÃO-BINÁRIO: Pessoas que não se identificam exclusivamente como homem ou mulher.</p><p>3.1. Boyceta: transmasculino não-binário (pessoa sexo feminino que que se identifica como</p><p>masculino, mas não se prende ao conceito normativo masculino e não sente aversão pelo seu</p><p>sexo).</p><p>3.2. Gênero fluido: Quando a identidade de gênero varia ao longo do tempo..</p><p>3.3. Agênero: sem gênero ou não sente o gênero como um componente primário da identidade.</p><p>3.4. Bigênero: Quando ocorre a percepção dos dois gêneros.</p><p>3.5. Andrógino:, quando a pessoa tem características de estereótipos de gênero femininas e</p><p>masculinas.</p><p>3.6. E inúmeras *outras identidades...</p><p>*Comissão de Direitos Humanos de Nova Iorque contabiliza 31 identidades de gênero</p><p>TRANSEXUAL –</p><p>originalmente designava</p><p>homens e mulheres trans</p><p>que passavam por</p><p>cirurgia de transição de</p><p>sexo.</p><p>DISFORIA DE GÊNERO!</p><p>TRANSGÊNERO - toda</p><p>pessoa que não vive</p><p>como cis, que não tem</p><p>conformidade de gênero e</p><p>faz alterações estéticas e</p><p>hormonais no corpo,</p><p>optando ou não pela</p><p>transição de sexo.</p><p>TRAVESTI – pessoa que</p><p>nasceu homem, com</p><p>identidade de gênero</p><p>feminina, mas que não se</p><p>entende como mulher trans,</p><p>promovem alterações</p><p>estéticas e hormonais no</p><p>corpo, de modo a feminilizá-</p><p>lo, sem optar por modificar</p><p>o sexo.</p><p> É como a pessoa se apresenta para os outros, manifestando</p><p>a sua identidade de gênero, por meio de comportamentos,</p><p>aparência, roupas, gestos, entre outros.</p><p> Essa expressão nem sempre corresponde ao seu sexo</p><p>biológico.</p><p> Exemplos de expressões de gênero:</p><p>1. DRAG QUEEN: Pessoa do sexo masculino que utiliza</p><p>acessórios e vestimentas femininas, como manifestação</p><p>artística e/ou entretenimento e de maneira "exagerada".</p><p>2. DRAG KING: Pessoa do sexo feminino que utiliza</p><p>acessórios e vestimentas masculinas, como manifestação</p><p>artística e/ou entretenimento e de maneira "exagerada".</p><p>EXPRESSÕES DE GÊNERO</p><p> É o modo como a pessoa se comporta em sociedade ou o modo esperado por esta,</p><p>de acordo com o seu sexo.</p><p> Clichês:</p><p>1- Uma mulher “feminina”: ou seja, que se comporta de forma condizente com o que</p><p>a sociedade geralmente espera dela, nesse sentido – se maquia, é delicada, enfim...;</p><p>2- Uma mulher que não é vaidosa e gosta de esportes violentos, é “masculinizada”;</p><p>3- Um homem delicado, sensível, “afeminado”;</p><p>4- Um homem rude, viril, é “masculino”, “másculo”.</p><p>➢ Assim, nesses exemplos, todos eles podem ser heterossexuais ou não. Por exemplo, o</p><p>“homem másculo” pode ter atração por outros homens, embora seu papel sexual</p><p>mostre o contrário.</p><p>1.2 PAPEL SEXUAL</p><p>1.3 ORIENTAÇÃO SEXUAL</p><p> É a forma da nossa atração, afetiva e/ou sexual, que sentimos por outros</p><p>indivíduos.</p><p> É ORIENTAÇÃO porque NÃO É OPÇÃO. É o nosso desejo, nossa atração....</p><p> Classificada como:</p><p>1 - heteroafetiva/heterossexual (sexo oposto);</p><p>2 - homoafetiva/homossexual (mesmo sexo);</p><p>3 - biafetiva/bissexual (ambos os sexos);</p><p>4 - assexual (sentem pouca ou nenhuma atração sexual);</p><p>5 - pansexual (independe do gênero, orientação, papel e identidade sexual,</p><p>bem como, pode abranger o interesse sexual por animais, outros seres vivos</p><p>e/ou objetos).</p><p> É a autopercepção de cada indivíduo em</p><p>relação a sua sexualidade.</p><p> É como um indivíduo se percebe em relação ao</p><p>sexo e gênero que possui, de maneira profunda e</p><p>estritamente particular.</p><p> É pessoal e subjetiva, e cada pessoa tem o direito</p><p>de se identificar da maneira que se sente mais</p><p>confortável.</p><p> A identidade sexual não necessariamente</p><p>corresponde ao sexo biológico.</p><p>1.4 IDENTIDADE SEXUAL</p><p>A identidade sexual é a</p><p>autopercepção de cada</p><p>indivíduo em relação a sua</p><p>sexualidade, seus desejos</p><p>sexuais e afetivos.</p><p>A orientação sexual é a atração</p><p>sexual ou afetiva que sentimos por</p><p>outros pessoas de mesmo gênero</p><p>ou sexo, ou não.</p><p>A identidade de gênero é a</p><p>identificação interna que a pessoa</p><p>tem por determinado gênero (ou</p><p>masculino, ou feminino, ou ambos,</p><p>ou nenhum ou algo completamente</p><p>diferente desse binômio).</p><p>Gênero é a manifestação externa</p><p>dessa identidade (social e cultural).</p><p>SEXO BIOLÓGICO NEM SEMPRE É O SEXO PSICOLÓGICO!</p><p>(1293) #OrgulhoNoButantan | O que significa a sigla LGBTQIAPN+? - YouTube</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=cQinTws1Ou4</p><p>2. REPRODUÇÃO</p><p> Teoria freudiana de sexualidade (1905): a sexualidade e práticas</p><p>sexuais eram vistas como algo transgressor por estar se desvinculando da</p><p>procriação, modelo cristão-cultural vigente.</p><p> A sexualidade sai do campo privado do casamento e da procriação</p><p>para o público, onde as novas relações são entendidas como</p><p>perversas.</p><p> Freud em sua tese “A moral sexual cultural e a nervosidade moderna”</p><p>(Vol. 9) aborda o papel da sexualidade nas “doenças nervosas” e junto</p><p>a ela novas ideias de que as transgressões da sexualidade eram uma</p><p>violação das prerrogativas masculinas: a liberdade sexual e o poder</p><p>intelectual eram uma condição exclusiva do masculino.</p><p> As expectativas da maternidade e paternidade são influenciadas pelas relações de gênero. Historicamente</p><p>cabiam às mulheres “APENAS” o sexo para a reprodução e o cuidado com o lar e filhos; na atualidade,</p><p>NÃO MAIS!</p><p> A moral sexual é um fato da cultura. Toda sociedade possui regras a respeito do uso da libido. As</p><p>diferentes Ciências, sobretudo a Antropologia, sugerem que o controle dos prazeres da carne tem sido, em</p><p>intensidades diferentes e em momentos sócio-históricos variáveis, um elemento constitutivo do humano.</p><p>➢ Nesse contexto, Freud introduziu uma nova maneira de pensar a sexualidade, deslocando</p><p>o eixo divino e cultural para o inconsciente e moralidade. Pois a moral sexual estava</p><p>definida pela noção divina de bem e de mal e as práticas sexuais pecaminosas (sexo sem</p><p>procriação) e as transgressivas (prostituição, aborto, travestismo e amizades românticas)</p><p>tinham como resultado a punição.</p><p>➢ A sexualidade até poderia ser aceita como ingrediente da doença, mas como fonte de</p><p>prazer e com autonomia, JAMAIS!</p><p>➢ Freud desafiou as noções tradicionais e abriu caminho para uma compreensão mais</p><p>profunda da sexualidade humana.</p><p>➢ A gênese do sexual feminino marca a busca pelo prazer para além da reprodução,</p><p>portanto, transgressora da sexualidade, marcando uma ruptura histórica e cultural.</p><p>➢ A questão do desejo e do prazer foi separado do medo e da punição-morte, porém passou</p><p>a aparecer como uma forma de exercício de violência e punição que os seres humanos</p><p>infligiam sobre si mesmos ao sufocarem desejos, atividades e a capacidade do juízo.</p><p>➢ O mal passa a ser em nossos dias uma questão do SER QUE EMUDECE, calando o</p><p>desejo. Não podemos deixar de pensar a atualidade deste enunciado frente tantas formas</p><p>de EMUDECIMENTO que presenciamos nas relações amorosas, sexuais, na própria falta</p><p>de intimidade da mulher com seu corpo ou nas formas de violência contra ele!</p><p> Observamos na atualidade uma maior difusão dos cuidados com os filhos</p><p>experimentados por pais e mães, e não mais “apenas” por mulheres, embora ainda</p><p>não dividam igualitariamente o trabalho desse cuidado.</p><p> Os casais se veem divididos entre projetos de estudo e carreira profissional, os</p><p>desejos de se tornarem pais e mães e as dificuldades de conciliar toda essa</p><p>vivência.</p><p> A maternidade é um tema muito incômodo para o feminismo, porque torna-se um</p><p>mecanismo de controle do patriarcado. Porém o feminismo se rebelou contra</p><p>essa imposição sem debater os mecanismos de resolução, ficando uma relação mal</p><p>resolvida entre feminismo e maternidade.</p><p> Diante disso a escritora Esther Vivas, jornalista espanhola, em seu livro ”Mãe</p><p>Desobediente. Um olhar feminista para a maternidade.”, analisa os desafios</p><p>das mães de hoje. E inaugura o seu livro com a célebre frase:</p><p>“O ideal materno oscila entre a mãe sacrificada, a serviço da família e das crianças, e</p><p>a superwoman capaz de conseguir tudo conciliando trabalho e criação dos filhos.”</p><p> Ela nos traz questões polêmicas como: a maternidade sub-rogada (barriga de</p><p>aluguel), a carga horária de trabalho, as licenças por paternidade e</p><p>maternidade iguais e intransferíveis, a violência obstétrica, o direito a um</p><p>parto respeitado e a amamentação natural e artificial.</p><p> O que se percebe é que a maternidade já não é mais um destino único para as mulheres,</p><p>podendo escolher se querem ou não ser mães (embora a sociedade sempre exija que</p><p>sim!).</p><p> Mas, neste contexto, em que se supõe que a mulher é livre, o que os dados constatam é</p><p>que as mulheres têm escolhido cada vez mais terem menos filhos diante das dificuldades</p><p>de conciliação com todos os aspectos de suas vidas.</p><p> Os dados do IBGE (2022) confirmam que em 2022 cerca de 2,54 milhões de</p><p>nascimentos ocorreram, resultando uma queda de 3,5% na comparação com 2021, e o</p><p>número de nascimentos caiu pelo quarto ano, chegando ao menor patamar desde 1977.</p><p> Questões como: relacionamentos afetivos, precariedade trabalhista, preço da moradia e</p><p>as dificuldades econômicas conduzem a problemas de fertilidade. Aqui é que a</p><p>maternidade pode se tornar mais um privilégio do que uma prática exercida de</p><p>uma maneira livre.</p><p>Diante de tudo mencionado, podemos nos perguntar se: será que a manutenção desse</p><p>modelo de reprodução social e econômico é ainda viável para a humanidade?</p><p>Será possível viver uma maternidade que rompa com o binômio entre a maternidade</p><p>patriarcal e a maternidade neoliberal?</p><p>3. DIVISÃO SEXUAL DO TRABALHO</p><p> Aqui vemos que se refere à forma como as tarefas e</p><p>responsabilidades são distribuídas entre homens e mulheres na</p><p>sociedade, com base em normas de gênero.</p><p> Esse fenômeno influencia diretamente a participação de homens e</p><p>mulheres em diferentes esferas da vida social, como o mercado de</p><p>trabalho, a família e a política.</p><p> Existem diversas teorias que buscam explicar a origem e a manutenção</p><p>dessa divisão, que vão desde explicações biológicas até interpretações</p><p>socioculturais e estruturais.</p><p> Dentre as principais teorias, destacam-se a teoria do capital humano,</p><p>que enfatiza a formação e qualificação profissional como</p><p>determinantes para a inserção no mercado de trabalho, e a teoria das</p><p>preferências individuais, que considera as escolhas pessoais como</p><p>fatores determinantes na divisão de tarefas.</p><p> No mercado de trabalho, as mulheres ainda ocupam cargos inferiores em</p><p>relação aos homens. Isso se comprova através de estudos recentes</p><p>(IBGE/2022), em que mesmo com mais escolaridade ainda ganham menos</p><p>do que os homens.</p><p> Em casos onde mulheres e homens recebem o mesmo salário ocupando o</p><p>mesmo cargo, observa-se que existe</p><p>ainda um preconceito quanto a</p><p>capacidade da mulher em realizar certas atividades.</p><p> O estudo mais uma vez comprova a existência das desigualdades entre</p><p>homens e mulheres e que a questão da cor e gênero indica que as mulheres</p><p>pretas ou pardas estavam mais envolvidas com o trabalho doméstico não</p><p>remunerado que as mulheres brancas.</p><p> O papel do gênero na divisão histórica do trabalho tem sido crucial para</p><p>definir quais atividades são consideradas “adequadas” para homens e</p><p>mulheres, contribuindo para a perpetuação de desigualdades de gênero.</p><p>(1294) Igualdade de Gênero, vamos falar sobre isso? - YouTube</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=DtVe01vlMGM</p><p>4. ÂMBITO PÚBLICO E PRIVADO</p><p> Em muitas sociedades, as mulheres ficam a cargo do trabalho reprodutivo e do</p><p>AMBIENTE PRIVADO (cuidar da casa e da família) e os homens a cargo do</p><p>trabalho produtivo no AMBIENTE PÚBLICO (empreender, governar,</p><p>conduzir a política e a economia).</p><p> Envolve a compreensão das dinâmicas sociais e políticas relacionadas ao sexo,</p><p>à identidade de gênero e à participação das pessoas no âmbito social, político,</p><p>econômico e cultural, público e privado.</p><p> As oportunidades e o acesso a recursos muitas vezes são afetados pelo gênero</p><p>passando pela classificação e discriminação de qualquer natureza associada ao</p><p>fato de ser homem ou ser mulher. (Cota feminina política, cota nas PM...)</p><p> Embora esse fenômeno prejudique a todos, ele incide de maneira mais cruel</p><p>sobre as mulheres e projeta-se não só na mentalidade, cultura e relações, mas</p><p>nas instituições e nos aspectos materiais da existência.</p><p> É uma desigualdade de poder, de acesso, de oportunidades, de liberdade de</p><p>escolha, de valoração, de prestígio etc. produzida nas relações de gênero.</p><p>➢ O feminismo continua a questionar essa visão, propondo abordagens que</p><p>integrem todas as pessoas no desenvolvimento dos processos sociais.</p><p>(Defensoria Pública e o fim das cotas femininas nas PM)</p><p>➢ Grupos diversos têm diferentes perspectivas sobre a participação no</p><p>espaço governamental. Alguns defendem a ocupação desses espaços</p><p>(força de lei), enquanto outros preservam a autonomia do movimento</p><p>(naturalmente).</p><p>➢ A Constituição de 1988consagra a igualdade no Brasil e, desde então, têm</p><p>sido desenvolvidas políticas públicas e legislações específicas para</p><p>mulheres e demais “novos” gêneros no âmbito político, cultural,</p><p>econômico e doméstico.</p><p>➢ Há avanços, mas ainda há muitos obstáculos a superar para que a</p><p>igualdade promulgada em lei e na doutrina seja plenamente efetiva</p><p>na sociedade brasileira.</p><p>CONSTITUIÇÃO FEDERAL DO BRASIL/1988</p><p>IGUALDADE FORMAL IGUALDADE DE GÊNERO</p><p>IGUALDADE MATERIAL</p><p>A IGUALDADE é um princípio que visa um</p><p>tratamento indiferenciado a todos os indivíduos</p><p>pertencentes à um determinado grupo.</p><p>Portanto, todos as pessoas devem ter os</p><p>mesmos direitos e deveres enquanto cidadãos.</p><p>A EQUIDADE é um conceito latino que evocava a</p><p>noção de justiça, igualdade, conformidade, simetria;</p><p>virtude de quem ou do que (atitude, comportamento,</p><p>fato etc.) manifesta senso de justiça, imparcialidade,</p><p>respeito à igualdade de direito.</p><p>https://pt.wikipedia.org/wiki/Justiça</p><p> Para alcançar uma sociedade mais igualitária, é necessário</p><p>questionar e desconstruir as normas de gênero que sustentam essa</p><p>divisão do trabalho e promover a valorização de todas as formas de</p><p>trabalho, independentemente do gênero de quem o realiza.</p><p> Neste contexto, a promoção da equidade de gênero é um combate a</p><p>discriminação e desigualdade existentes na sociedade.</p><p> Políticas públicas contínuas: esfera pública x esfera privada.</p><p> EDUCAÇÃO (consciência) e LEGISLAÇÃO (proteção e</p><p>repressão)</p><p> A segregação não deve ser entendida apenas em termos</p><p>quantitativos, mas em termos qualitativos: 10% feminino</p><p>PMBA; acessos à postos e graduações mais altos...</p><p> Ingresso de mulheres na PMBA... 34 anos!</p><p>VIOLÊNCIAS DE GÊNERO</p><p> Contra mulheres, homens, homossexuais, travestis,</p><p>transgêneros... CONTRA TODOS!!!!</p><p> Causam forte impacto sobre a saúde física e mental das pessoas.</p><p> A cumplicidade de parte da sociedade e a impunidade judicial</p><p>são causas do lento combate e manutenção de tais violências.</p><p> Assim cabe a todos os cidadãos reconhecer e superar as relações</p><p>assimétricas entre os diferentes gêneros existentes, buscando</p><p>oferecer tratamento igual à todos, numa perspectiva de</p><p>equidade!</p><p>INSEGURANÇA EMOCIONAL</p><p> Algumas pessoas podem ter o bem-</p><p>estar mental prejudicado por causa do</p><p>estigma, da discriminação, da</p><p>violência e da exclusão.</p><p> Pessoas LGBTQIA+ têm um risco</p><p>aumentado de depressão, ansiedade,</p><p>abuso de substâncias, falta de</p><p>moradia, autoagressão e pensamentos</p><p>suicidas, em comparação com a</p><p>população em geral.</p><p> A homofobia acomete particularmente</p><p>jovens LGBTQIA+ que estão em</p><p>processo de autoaceitação e</p><p>experimentam agressões e bullying na</p><p>escola.</p><p>Alguns direitos garantidos por lei:</p><p> UNIÃO ESTÁVEL: STF (2011) reconheceu a</p><p>união estável entre casais do mesmo sexo</p><p>como entidade familiar, com as mesmas</p><p>garantias previstas na Lei n° 9.278/1996 (Lei</p><p>da União Estável).</p><p> HOMOFOBIA e TRANSFOBIA: STF</p><p>(2019) as condutas que “envolvem aversão</p><p>odiosa à orientação sexual ou à identidade</p><p>de gênero de alguém” serão equiparadas ao</p><p>crime de injúria racial por analogia à Lei do</p><p>Racismo (Lei nº 7.716/1989). Portanto, são</p><p>INAFIANÇÁVEIS e IMPRESCRITÍVEIS e</p><p>com pena de um a três anos de prisão, além de</p><p>multa.</p><p>VIOLÊNCIA CONTRA LGBTQIAPN+</p><p>➢ Em números absolutos, o Brasil teve em 2023, 214 registros de homicídios dolosos contra pessoas</p><p>LGBTQI+, representando um aumento de 41,7%, em relação ao ano anterior.</p><p>➢ Para lesões corporais dolosas, houve o registro de 3.673 ocorrências, um aumento de 21,5% em</p><p>relação à 2022.</p><p>➢ Quanto ao estupro, houve 354 registros refletindo um aumento de 40,5% em relação ao ano de 2022.</p><p>VIOLÊNCIAS CONTRA MULHERES</p><p>(1300) ALICE - CURTA METRAGEM - YouTube</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=Hd5of2pnt6s</p><p>RESULTADOS DO ESTUDO...</p><p>• AMEAÇAS: foi o mais comum em números absolutos, com 778.921 casos no ano passado,</p><p>ante 668.355 em 2022, representando um aumento de 16,5%;</p><p>• VIOLÊNCIA DOMÉSTICA: 258.941 em 2023, um aumento de 9,8% em comparação</p><p>com 2022;</p><p>• STALKING (PERSEGUIÇÃO): 77.083 registros em 2023 e um aumento de 34,5%,</p><p>contra 57.294 em 2022.</p><p>• TENTATIVAS DE HOMICÍDIO (FEMICÍDIO): cresceram 9,2% em 2023, com 8.372</p><p>casos registrados em 2023;</p><p>• TENTATIVAS DE FEMINICÍDIO: aumentaram 7,1%, com 2.797 registros;</p><p>• FEMINICÍDIOS: apresentaram 0,8%, totalizando 1.467 vítimas em 2023, contra 1.455 em</p><p>2022. Entre as vítimas de feminicídio, 63,6% são negras e 71,1% têm entre 18 e 44 anos.</p><p>• HOMICÍDIO (FEMICÍDIO): queda de 0,1% com 3.930 casos em 2023 contra 3.934 em</p><p>2022.</p><p>FEMINICÍDIO # FEMICÍDIO</p><p>É uma forma específica de</p><p>femicídio, onde o homicídio</p><p>ocorre por razões de gênero,</p><p>nesse caso, contra a mulher.</p><p>Refere-se ao homicídio de uma</p><p>mulher, independentemente do</p><p>motivo. É um termo mais amplo</p><p>que simplesmente indica que a</p><p>vítima é do sexo feminino</p><p>Lei nº 13.104/2015 reconhece o feminicídio como</p><p>uma circunstância qualificadora do crime de</p><p>homicídio e o inclui no rol de crimes hediondos.</p><p>Reconhece essa qualificadora como uma violência de</p><p>gênero quando o ato praticado contra a mulher ocorrer</p><p>em razão de sua condição de sexo feminino: por</p><p>meio da violência doméstica, do menosprezo ou da</p><p>discriminação à condição de mulher.</p><p>(1300) ALICE - CURTA METRAGEM – YouTube</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=Hd5of2pnt6s</p><p>CICLO DA VIOLÊNCIA</p><p>Em geral, esse ciclo tem três fases:</p><p>❖FASE DA TENSÃO: é onde acontece intimidações, ameaças e</p><p>agressões verbais;</p><p>❖ATO DE VIOLÊNCIA: é a fase de "explosão", quando as agressões</p><p>passam a ser físicas e, até mesmo, sexuais;</p><p>❖FASE DA LUA DE MEL: é o momento do arrependimento, quando o</p><p>agressor pede desculpas e promete que os atos não vão mais se</p><p>repetir....</p><p>É muito importante esse conhecimento</p><p>para que seja possível rompê-lo o</p><p>mais rápido possível esse ciclo, antes que o desfecho seja o feminicídio.</p><p>Para a mulher vítima de violência, permanecer ou ir embora pode</p><p>significar o tênue limite entre sobreviver e perder tudo. Para mulheres</p><p>em condições sociais precárias, aceitar a violência pode ser o pagamento</p><p>pela própria sobrevivência. Viver em um lar violento pode ser melhor do</p><p>que não ter um lar. Tolerar as contínuas violações pode significar um</p><p>cenário melhor do que conviver com o medo de ver seus filhos sofrerem</p><p>abusos reflexos. São inúmeras e demasiadamente profundas as razões</p><p>pelas quais a mulher vítima de violência escolhe ficar.</p><p>"Irene diz que não podia ir embora</p><p>porque não sabia se deveria. E, agora,</p><p>ela ainda não tem a certeza de que</p><p>poderia – ou deveria – ter ido embora.</p><p>Ela só sabe que ficou."</p><p>LEGISLAÇÕES HISTÓRICAS...</p><p> A proteção da mulher, no contexto íntimo e familiar, surge em vista de uma</p><p>interpretação sistemática do artigo 226, parágrafo 8º (assistência do Estado e proteção</p><p>de cada ente familiar contra violência no âmbito de suas relações) em conjunto com os</p><p>artigos 5º, “caput” e 226 , “parágrafo 5º” (ambos sobre a igualdade geral e de</p><p>gênero) da CF/1988.</p><p> Nessa linha interpretativa, o Brasil ratificou diversos instrumentos internacionais como</p><p>a Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a</p><p>Mulher (1979) e a Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a</p><p>Violência contra a Mulher (1996).</p><p> Na prática, a violência crescia e o descaso do Estado brasileiro também, e a</p><p>apresentação de denúncia perante a Comissão Interamericana de Direitos Humanos</p><p>efetuada por Maria da Penha Maia Fernandes, a qual foi subscrita pelo Centro pela</p><p>Justiça e o Direito Internacional e pelo Comitê Latino-Americano e do Caribe para a</p><p>Defesa dos Direitos da Mulher, fizeram surgir a reconhecida LEI MARIA DA PENHA</p><p>(2006).</p><p>LEI Nº 11.340, 07/08/2006 (Lei Mª da Penha) = 18 anos</p><p> Prescreve procedimentos e não crimes, à exceção de um único crime, disposto no art. 24-</p><p>A, que trata do descumprimento da decisão judicial que defere medidas protetivas de</p><p>urgência.</p><p> Defende direitos sexuais, reprodutivos, culturais, educacionais... À VIDA!.</p><p> Disciplina mecanismos de caráter repressivo, preventivo e assistencial para coibir a</p><p>violência praticada contra o gênero feminino.</p><p> VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR é “(...) qualquer ação ou omissão baseada no</p><p>GÊNERO que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano</p><p>moral ou patrimonial (…).”.</p><p> Define os âmbitos criminais de ocorrência: unidade doméstica (qualquer pessoa que</p><p>conviva na residência), unidade família (com ou sem laços naturais como parentes afins) e</p><p>uma relação íntima de afeto (qualquer pessoa que troque intimidades mesmo sem</p><p>coabitação).</p><p> Determina que as relações pessoais acima independem de orientação sexual.</p><p> SUJEITO ATIVO: qualquer pessoa.</p><p>(1300) AGU Explica – Formas de</p><p>violência contra a mulher -</p><p>YouTube</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=jI-NdH_gzsM</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=jI-NdH_gzsM</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=jI-NdH_gzsM</p><p>As medidas protetivas e suas inovações Legislativas</p><p> As medidas protetivas são formas de proteção imediata à mulher em</p><p>situação de violência doméstica, familiar ou na relação de afeto e de</p><p>acordo com a necessidade.</p><p> A recente Lei nº 13.827/2019, autoriza que o delegado ou agente policial</p><p>conceda MEDIDA DE URGÊNCIA quando houver risco de morte da</p><p>vítima, afastando de imediato o agressor do lar, domicílio ou local de</p><p>convivência com a ofendida.</p><p> EXCLUSIVAS DO JUIZ (art. 22, Lei Mª da Penha): proibição ou</p><p>restrição do uso de arma por parte do agressor; afastamento do agressor</p><p>da casa; proibição do agressor de se aproximar da mulher agredida;</p><p>restrição ou suspensão de visitas aos dependentes menores;</p><p>obrigatoriedade da prestação de alimentos provisórios etc.</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2019/lei/L13827.htm</p><p>OBSERVAÇÕES IMPORTANTES!</p><p> STF (ADI nº 4424/2012): considerou a lesão corporal praticada contra a</p><p>mulher no âmbito doméstico e familiar, como ação penal PÚBLICA</p><p>INCONDICIONADA.</p><p> Nos casos de morte e crimes sexuais a ação penal também é pública</p><p>incondicionada.</p><p> DEMAIS DELITOS ação penal pública condicionada à representação ou</p><p>ação penal privada. Podendo ocorrer o prazo decadencial de 6 meses.</p><p> Consequentemente, nos casos em que dependerão da vontade da mulher, a</p><p>renúncia deverá ser realizada perante a presença do juiz e ouvido o</p><p>Ministério Público.</p><p> Alguns crimes poderão ser afiançáveis como ameaça.</p><p> 6ª turma do STJ/2022: a Lei Maria da Penha pode ser aplicada para</p><p>proteção de mulheres transexuais.</p><p>CONCLUSÕES</p><p> Considerando a expressão "gênero“, independência da orientação sexual, sujeito ativo qualquer</p><p>um e sujeito passivo MULHER CIS, então:</p><p>a) é resguardada a vítima do sexo feminino que se relacione com o agressor do sexo biológico</p><p>masculino; b) é resguardada a vítima do sexo feminino que se relacione com uma agressora do</p><p>sexo feminino; c) é resguardada a vítima do sexo feminino que se relacione com um(a)</p><p>agressor(a) transexual.</p><p> INCLUSÃO DA MULHER TRANS – sujeito passivo: novas hipóteses de adequação de</p><p>jurisprudência pacífica em que: d) a vítima do sexo feminino, independentemente do agressor,</p><p>desde que tenha adquirido esta condição através de cirurgia de transgenitalização acompanhada</p><p>de tratamento hormonal (STJ. 4ª Turma. REsp 737.993/MG/2009); e) a vítima do sexo feminino,</p><p>independentemente do agressor, desde que tenha optado civilmente por este "gênero",</p><p>independentemente de cirurgia de transgenitalização (STJ. 4ª Turma. REsp 1.626.739-RS/2017).</p><p> EM OUTRAS PALAVRAS, NEGAR-SE O RECONHECIMENTO DO DIREITO EM RAZÃO</p><p>DO SEXO "ORIGINÁRIO", SIGNIFICARIA CONTRADIZER A LEGALIDADE ESTRITA.</p><p>E AS DEMAIS RELAÇÕES DE GÊNERO???</p><p>No panorama atual, considerando o desenvolvimento social e científico sobre sexualidade</p><p>humana, as decisões jurisprudenciais "recentes" sobre o tema e sua relação com os direitos</p><p>humanos, as únicas hipóteses ainda não abrangidas pela lei são:</p><p>❖ CASAL HETEROSSEXUAL (vítima - sexo masculino): a problemática cultural do</p><p>homem como não vulnerável (presumida vantagem de capacidade física) e a</p><p>desnecessidade de edição de matéria legislativa para casos isolados, enquanto vigente o</p><p>Código Penal.</p><p>❖ CASAL HOMOAFETIVO (vítima - sexo masculino): aqui não se pode “presumir” a</p><p>não vulnerabilidade física por 2 motivos: 1) um deles pode ter adquirido a condição do</p><p>sexo masculino e naturalmente ter menos força física (ainda que por um período</p><p>determinado de tempo, a depender de diversos fatores, como o tratamento hormonal) e; 2)</p><p>nem todos os homens possuem a mesma condição física. (Código Penal)</p><p>Para além das problematizações desses estereótipos que ferem a alma, existe uma consideração</p><p>menos factual e mais ontológica que aqui se faz necessária: a finalidade da lei se revela em</p><p>coibir as práticas abusivas e violentas em situações de vulnerabilidade no âmbito dos</p><p>relacionamentos (em seu sentido amplo).</p><p>CASO: atleta do box nas Olimpíadias de Paris 2024 - IMANE KHELIF.</p><p>• Hiperandrogenismo - níveis excessivamente altos de andrógenos ou hormônios</p><p>masculinos. Em tratamento hormonal foi permitido sua participação.</p><p>COR e GÊNERO NA PMBA</p><p>ESTUDO PROFISSIOGRÁFICO DO</p><p>DEPARTAMENTO DE PESSOAL DA</p><p>PMBA/2023.</p><p>R</p><p>E</p><p>S</p><p>U</p><p>M</p><p>O</p><p>REFLEXÕES...</p><p>1. Diante de tudo estudado até aqui é totalmente inadequado, e mesmo discriminatório, que a</p><p>finalidade de proteção se esvaia em distintos contextos, em pleno século 21, quando as</p><p>relações humanas não mais se limitam à heterossexualidade?</p><p>2. Seria como negar a existência do problema do abuso em relações homoafetivas ou admitir que</p><p>a lei somente se aplica a mulheres do sexo biológico feminino, o que é evidentemente</p><p>discriminatório e fere a igualdade constitucional (artigo 5º,</p><p>caput da Carta Magna)?</p><p>3. E se respeitado fosse o Estado Democrático de Direito, mas, principalmente, se fossemos um</p><p>país livre de preconceitos, todo este esforçoso trabalho acadêmico de análise lógica e</p><p>legalista não deveria durar nem um slide?</p><p>"Toda lei, já advertia Maximiliano, é obra humana e aplicada por homens; portanto</p><p>imperfeita na forma e no fundo, e dará duvidosos resultados práticos, se não verificarem,</p><p>com esmero, o sentido e o alcance das suas prescrições". (MAXIMILIANO, Carlos, 2006,</p><p>p. 8).</p><p>QUAL O SEU PAPEL ENQUANTO SUJEITO RELACIONAL NOS</p><p>DIFERENTES ÂMBITOS AFETIVOS (FAMÍLIA, AMIGOS, INTIMO)?</p><p>QUAL O SEU PAPEL ENQUANTO CIDADÃO?</p><p>QUAL O SEU PAPEL ENQUANTO POLICIAL MILITAR?</p><p>SERÁ QUE TODAS AS PRÁTICAS OPERACIONAIS, TANTO NO</p><p>CONTEXTO DAS RELAÇÕES RACIAIS, QUANTO NAS DE GÊNERO,</p><p>DEVEM SER INTERPRETADAS COM CARACTERÍSTICAS MAIS</p><p>TÉCNICAS DO QUE SOCIAIS?</p><p>ENTÃO, FRENTE ÀS RELAÇÕES RACIAIS E DE GÊNERO ...</p><p>Apesar dos esforços de alguns membros da</p><p>PMBA para diminuir o distanciamento</p><p>construído entre a Corporação e a</p><p>comunidade baiana, a luta por uma</p><p>sociedade mais humana ainda tem muitos</p><p>obstáculos a serem encarados. Aprender e</p><p>entender as diferenças e enfrentá-las com</p><p>respeito é o primeiro passo para se construir</p><p>uma polícia que valorize todos os indivíduos</p><p>como pertencentes à raça humana.</p><p>REFERÊNCIAS</p><p> Orientação sexual. Orientação sexual e outros aspectos da sexualidade (uol.com.br)</p><p> Identidade Sexual - Conceito e o que é (conceitos.com)</p><p> Introdução à identidade de gênero e LGBTQIA+ | MD.Saúde (mdsaude.com)</p><p> Divisão sexual do trabalho: o que é e teorias explicativas - Maestrovirtuale.com</p><p> Resumo da Lei Maria da Penha - Lei nº 11340/2006 (estrategiaconcursos.com.br)</p><p> STJ: Lei Maria da Penha pode ser aplicada para mulheres transexuais – Migalhas</p><p> info-608-stj.pdf (dizerodireito.net)</p><p> 18º Anuário Brasileiro de Segurança Pública: 2024 (forumseguranca.org.br)</p><p> Constituição (planalto.gov.br)</p><p> https://institutoinclusaobrasil.com.br/freud-e-teoria-da-sexualidade/</p><p>➢ O que significa a sigla LGBTQIAPN+? https://youtu.be/cQinTws1Ou4?si=v9Jtmjr4P90HC4SY</p><p>➢ Igualdade de Gênero, vamos falar sobre isso? https://youtu.be/DtVe01vlMGM?si=v-KgMafnAN168q7_</p><p>➢ (1300) Vestido Nuevo (Vestido Novo) legendado PT Br .avi – YouTube</p><p>➢ (1300) ALICE - CURTA METRAGEM – YouTube</p><p>➢ (1276) ‘A Polícia precisa ser diversa’, diz Kim Villanelle, primeira mulher trans da PM da Bahia –</p><p>YouTube</p><p>➢ (1300) AGU Explica – Formas de violência contra a mulher - YouTube</p><p>VÍDEOS</p><p>https://brasilescola.uol.com.br/sexualidade/orientacao-sexual.htm#:~:text=A%20sexualidade%20humana%20envolve%20quatro%20aspectos%3A%20gênero%3B%20e,à%20atração%20que%20se%20sente%20pelos%20outros%20indivíduos.</p><p>https://conceitos.com/identidade-sexual/</p><p>https://www.mdsaude.com/psiquiatria/identidade-genero-lgbtqia/</p><p>https://maestrovirtuale.com/divisao-sexual-do-trabalho-o-que-e-e-teorias-explicativas/</p><p>https://www.estrategiaconcursos.com.br/blog/resumo-da-lei-maria-da-penha-lei-no-11-340-2006/</p><p>https://www.migalhas.com.br/quentes/363262/stj-lei-maria-da-penha-pode-ser-aplicada-para-mulheres-transexuais</p><p>https://dizerodireito.net/wp-content/uploads/2017/10/info-608-stj.pdf</p><p>https://publicacoes.forumseguranca.org.br/items/f62c4196-561d-452d-a2a8-9d33d1163af0/full</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm</p><p>https://youtu.be/cQinTws1Ou4?si=v9Jtmjr4P90HC4SY</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=ktCXZg-HxGA</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=ktCXZg-HxGA</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=ktCXZg-HxGA</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=ktCXZg-HxGA</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=ktCXZg-HxGA</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=ktCXZg-HxGA</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=Hd5of2pnt6s</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=Hd5of2pnt6s</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=Hd5of2pnt6s</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=K_Lv6fgqu7M</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=K_Lv6fgqu7M</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=jI-NdH_gzsM</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=jI-NdH_gzsM</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=jI-NdH_gzsM</p><p>Slide 1: POLÍCIA MILITAR DA BAHIA INSTITUTO DE ENSINO E PESQUISA CENTRO DE FORMAÇÃO E APERFEIÇOAMENTO DE PRAÇAS</p><p>Slide 2</p><p>Slide 3</p><p>Slide 4</p><p>Slide 5</p><p>Slide 6: SEXO BIOLÓGICO e GÊNERO: diferenças ou semelhanças?</p><p>Slide 7: SEXO BIOLÓGICO</p><p>Slide 8: GÊNERO</p><p>Slide 9: FUNÇÃO DO SEXO # FUNÇÃO DO GÊNERO</p><p>Slide 10</p><p>Slide 11: RELAÇÕES DE GÊNERO</p><p>Slide 12: As relações de gênero são produto de um processo pedagógico que se inicia no nascimento e continua ao longo de toda a vida.</p><p>Slide 13: RELAÇÕES DE GÊNERO</p><p>Slide 14</p><p>Slide 15: SEXUALIDADE HUMANA</p><p>Slide 16</p><p>Slide 17: SEXUALIDADE É...</p><p>Slide 18: 1.1 GÊNERO</p><p>Slide 19</p><p>Slide 20</p><p>Slide 21: IDENTIDADE DE GÊNERO</p><p>Slide 22</p><p>Slide 23</p><p>Slide 24: EXPRESSÕES DE GÊNERO</p><p>Slide 25: 1.2 PAPEL SEXUAL</p><p>Slide 26: 1.3 ORIENTAÇÃO SEXUAL</p><p>Slide 27: 1.4 IDENTIDADE SEXUAL</p><p>Slide 28</p><p>Slide 29</p><p>Slide 30</p><p>Slide 31</p><p>Slide 32</p><p>Slide 33</p><p>Slide 34</p><p>Slide 35</p><p>Slide 36</p><p>Slide 37</p><p>Slide 38</p><p>Slide 39</p><p>Slide 40</p><p>Slide 41</p><p>Slide 42</p><p>Slide 43</p><p>Slide 44: CONSTITUIÇÃO FEDERAL DO BRASIL/1988</p><p>Slide 45</p><p>Slide 46</p><p>Slide 47</p><p>Slide 48</p><p>Slide 49: VIOLÊNCIAS DE GÊNERO</p><p>Slide 50: INSEGURANÇA EMOCIONAL</p><p>Slide 51</p><p>Slide 52</p><p>Slide 53</p><p>Slide 54</p><p>Slide 55: VIOLÊNCIA CONTRA LGBTQIAPN+</p><p>Slide 56</p><p>Slide 57: VIOLÊNCIAS CONTRA MULHERES</p><p>Slide 58</p><p>Slide 59: RESULTADOS DO ESTUDO...</p><p>Slide 60: FEMINICÍDIO # FEMICÍDIO</p><p>Slide 61</p><p>Slide 62</p><p>Slide 63: CICLO DA VIOLÊNCIA</p><p>Slide 64</p><p>Slide 65: LEGISLAÇÕES HISTÓRICAS...</p><p>Slide 66: LEI Nº 11.340, 07/08/2006 (Lei Mª da Penha) = 18 anos</p><p>Slide 67</p><p>Slide 68</p><p>Slide 69: As medidas protetivas e suas inovações Legislativas</p><p>Slide 70: OBSERVAÇÕES IMPORTANTES!</p><p>Slide 71: CONCLUSÕES</p><p>Slide 72: E AS DEMAIS RELAÇÕES DE GÊNERO???</p><p>Slide 73</p><p>Slide 74: COR e GÊNERO NA PMBA</p><p>Slide 75</p><p>Slide 76</p><p>Slide 77</p><p>Slide 78</p><p>Slide 79</p><p>Slide 80</p><p>Slide 81</p><p>Slide 82: REFLEXÕES...</p><p>Slide 83</p><p>Slide 84</p><p>Slide 85: REFERÊNCIAS</p>