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<p>Créditos: Prof. Almir Chalegre de Freitas</p><p>Manejo de</p><p>Frangos de Corte</p><p>Conjunto de práticas efetuadas nas diversas fases de</p><p>criação, visando melhor conforto e sanidade do plantel, para</p><p>obtenção máxima da expressão do potencial genético das aves, e</p><p>conseqüentemente, máxima produtividade e melhor rendimento</p><p>econômico.</p><p>“PRODUZIR COM A MÁXIMA</p><p>QUALIDADE AO MENOR</p><p>CUSTO POSSÍVEL”.</p><p>Principais Fatores :</p><p> Espaço de comedouros e bebedouros</p><p> Controle da temperatura</p><p> Ventilação e umidade</p><p> Qualidade da cama</p><p> Qualidade das rações e água</p><p> Controle sanitário</p><p> Programa de iluminação</p><p> Carregamento e transporte</p><p>Atingir e/ou ultrapassar os índices zootécnicos, segundo</p><p>a meta estabelecida pela empresa.</p><p>A escolha do pintinho depende de uma série de fatores,</p><p>dentre eles, podemos citar:</p><p> Preço e a qualidade do pintinho</p><p> Distância e idoneidade do incubatório</p><p> Objetivo da criação dos lotes</p><p> Venda de frango vivo em pé</p><p> Carcaça grande</p><p> Carcaça tipo galeto</p><p> Cortes</p><p> Etc.</p><p>As principais linhagens disponíveis atualmente no mercado</p><p>brasileiro são:</p><p>• Arbor Acres</p><p>• Hybro</p><p>• Pilch</p><p>• Avian Farms</p><p>Condições indispensáveis a serem observadas na qualidade dos</p><p>pintinhos:</p><p>a) Devem proceder de matrizes livres de doenças</p><p>b) Possuir um peso médio de 37 a 47g</p><p>c) Apresentar uniformidade</p><p>d) O incubatório deve ser idôneo com estado sanitário ideal</p><p>e) A penugem deve estar seca e fofa</p><p>f) Olhos arredondados e brilhantes</p><p>g) Umbigos bem cicatrizados</p><p>h) Canelas brilhantes e enceradas</p><p>i) Não apresentar anomalias como: pernas retorcidas, bicos</p><p>cruzados, cabeça ou olhos defeituosos, etc</p><p>j) O veículo usado para o transporte deve possuir</p><p>temperatura e ventilação controladas</p><p>Para avaliar essas qualidades citadas deve-se amostrar 2% do</p><p>total das aves alojadas e proceder a contagem e seleção destas.</p><p>Para se determinar o peso médio dos pintinhos, as caixas</p><p>devem ser pesadas individualmente</p><p>No manejo das aves de corte entre o 1º e o 14º dia de</p><p>vida está incluído, o período que antecede a chegada das aves</p><p>na granja, aquecimento, abertura de espaço, arraçoamento,</p><p>manejo de água, cama, programação de luz, e alguns aspectos</p><p>relacionados à mão-de-obra.</p><p>A esse conjunto de normas aplicadas de forma eficiente</p><p>pode-se denominar de MÁXIMO CONFORTO.</p><p>Eliminar todo e qualquer imprevisto que possa vir a se</p><p>somar ao enorme estresse que a ave vem sendo submetida desde a</p><p>eclosão, com vacinação, seleção, sexagem e transporte por longas</p><p>distâncias</p><p>Para conseguir oferecer, desde a chegada, uma temperatura</p><p>adequada, são necessárias as seguintes providências:</p><p> Verificar cortinas</p><p> Observar se o estado da cama está de acordo com o</p><p>recomendado</p><p> Conferir o funcionamento das campânulas</p><p> Verificar como os círculos estão montados</p><p> Verificar as condições dos comedouros e bebedouros iniciais ou</p><p>definitivos e a iluminação artificial</p><p>O circulo de proteção (CP) tem a função de formar um</p><p>microclima adequado aos pintinhos e limitar a área disponível</p><p>aos mesmos, de forma que eles permaneçam próximos da fonte</p><p>de aquecimento, da água e da ração. O CP evita os cantos</p><p>diminuindo o amontoamento, mantém a temperatura constante,</p><p>protege os pintos das correntes de ar e facilita o manejo inicial.</p><p> Na montagem dos CPs podem ser usadas chapas de eucatex,</p><p>duratex, compensado e folhas metálicas.</p><p> A altura varia de 0,4 a 0,6m com capacidade para alojar 400 -</p><p>1.000 ou 2.000 pintinhos, dependendo da fonte de</p><p>aquecimento. No centro desses círculos deve ser colocada a</p><p>campânula (fonte de aquecimento) suspensa.</p><p> No inverno, recomenda-se a utilização de círculos duplos.</p><p>Pois, caso uma campânula deixe de funcionar os pintinhos</p><p>não morrerão de frio.</p><p>O diâmetro do CP depende do nº de aves a serem alojadas/m2,</p><p>normalmente são recomendadas as seguintes densidades:</p><p> 1ª semana = 90 a 100 aves/m2; 2ª semana = 70 a 80 aves/m2.</p><p> Ex.: cálculo da área de CP para 1.000 pintinhos:</p><p>100 aves ----------- 1m2</p><p>1.000 aves --------- xm2 área =10m2</p><p> Cálculo do diâmetro do CP: D = r x 2</p><p> Área do circulo =  x r2</p><p>10 = 3,14 x r2 → r2 = 10 3,14→ r =3,18→ r = 1,78→ D = 1,78 x 2 = 3,46 = 3,50m</p><p> Cálculo do perímetro do CP:</p><p> p =2 x  x r → p =2 x 3,14 x 1,78 = 11,17 = 11,5m</p><p> Os equipamentos no interior do círculo devem ficar dispostos</p><p>de maneira alternada.</p><p> 1 bebedouro tipo copo pressão para 60 a 65 pintinhos</p><p> 1comedouros tipo bandeja para 60 a 65/70 pintinhos</p><p> 1 campânula.</p><p> No primeiro dia de idade – pode por ração papel sobre a cama</p><p> A campânula deve ser colocada no centro do círculo de</p><p>proteção, e a distância entre a borda da campânula e o</p><p>anteparo do círculo deve ser de 0,60 a 1,50m.</p><p> Nos períodos de baixa temperatura é necessário reduzir o</p><p>número de pintos por campânula na ordem de  20%.</p><p> A regulagem da temperatura sob a campânula pode ser feita de</p><p>duas maneiras: mediante ajuste da altura da campânula em</p><p>relação ao piso ou pela regulagem da chama dos queimadores.</p><p> É obrigatório o teste prévio de funcionamento dos aquecedores</p><p>que deverão ser ligados antes da chegada dos pintinhos, e</p><p>dependendo da região e época do ano deverão ser ligados de 1</p><p>a 3 horas antes para aquecer o ambiente.</p><p> A densidade de criação (nº aves/m2) varia em função de alguns</p><p>fatores limitantes como:</p><p>* Isolamento da granja * Idade de abate das aves</p><p>* Temperatura e umidade do ambiente * Material da cama</p><p>* Capacidade de ventilação * Tipo do galpão</p><p> Quanto maior a densidade, maior a umidade e compactação da</p><p>cama (baixa qualidade), ↑ competição das aves pelo alimento,</p><p>levando o lote a desuniformidade e a um pior desempenho.</p><p> No verão a densidade recomendada é de 10 a 12 aves/m2</p><p> No inverno pode chegar até 15 aves/m2 ou 18 aves/m2.</p><p> Tanto os preparativos para a chegada, como os procedimentos</p><p>pós-alojamento, em qualquer época do ano, equivalem a</p><p>padrões básicos; porém, cada granja apresenta suas</p><p>peculiaridades.</p><p> Antes da chegada dos pintinhos verifique a temperatura sob as</p><p>campânulas, a  7cm do piso, que deverá estar entre 32ºC e</p><p>35ºC.</p><p> Transporte com cuidado às caixas de pintos do veículo de</p><p>entrega até o interior do galpão e coloque o nº correto de</p><p>caixas por círculo ao redor de sua parte externa.</p><p> Os comedouros e bebedouros também devem estar</p><p>abastecidos.</p><p> Cuidados especiais devem ser tomados no momento de retirada</p><p>dos pintos das caixas no sentido de prevenir batidas e</p><p>machucaduras, evitando-se assim mortes, aparecimento de</p><p>infecção – onfalite, e estresse.</p><p> Os pintos devem ser soltos próximos da campânula, com muito</p><p>cuidado, retirando-os manualmente.</p><p> Ao retirar os pintinhos das caixas observe a qualidade dos</p><p>mesmos. Em 2% dos pintinhos faça uma contagem individual e</p><p>uma seleção rigorosa para checar a qualidade dos mesmos. Uma</p><p>vez constatada a baixa qualidade dos pintinhos (pintos refugos,</p><p>desidratados, doentes, de baixo peso, alto nº de pintos mortos</p><p>nas caixas, etc.) aceite a entrega de forma condicional.</p><p> Após a chegada dos pintos deve-se anotar os dados do lote</p><p>com o maior nº de informações possíveis como: data e hora da</p><p>saída do incubatório, data e hora da chegada, nome do</p><p>transportador, nº de pintos vivos, nº de mortos e refugos, peso</p><p>médio dos pintinhos, linhagem, idade das matrizes, vacinação</p><p>oriunda do incubatório, etc.</p><p> Os equipamentos necessários à fase inicial de criação dos</p><p>pintos são aqueles usados até a 2ª semana de vida das aves.</p><p> Os comedouros e os bebedouros deverão estar abastecidos</p><p>antes da chegada dos pintinhos.</p><p> Com relação à temperatura da água, é importante que esteja</p><p>próxima de 20 a 25ºC.</p><p> Evitando uma queda no consumo de água; isto pode ser</p><p>conseguido, afastando ou aproximando os bebedouros iniciais</p><p>da fonte de calor.</p><p> Se for critério da granja fornecer ração desde a chegada dos</p><p>pintinhos, as bandejas ou copos já deverão estar abastecidos</p><p>com a ração antes da chegada dos pintinhos - ideal.</p><p> Nos três primeiros dias de alojamento do lote pode-se usar</p><p>comedouros tipo bandeja de plástico (1/70) ou comedouro tipo</p><p>copo pressão (1/40 aves).</p><p> A bandeja, sem dúvida, apresenta alguns problemas:</p><p> Pintos entram para se alimentar e defecam sobre a ração</p><p> Dormem dentro da bandeja</p><p> Ciscam, lançando cama e resíduos sobre a ração</p><p> Problemas com fungos</p><p> A ração deve ser peneirada 1 a 2 vezes por dia, retirando</p><p>restos de cama e fezes, obtendo uma ração limpa. A sujeira é</p><p>levada para fora do aviário.</p><p> Deve-se distribuir, a cada vez pequenas quantidades de ração</p><p>(mínimo de 06 vezes/dia). Este procedimento servirá de</p><p>estímulo visual e olfativo para as aves, elevando o consumo</p><p>consideravelmente, e diminuindo a competição entre elas.</p><p> A bandeja deve ser abastecida em 1/3 de sua capacidade por</p><p>vez, para evitar o desperdício. Ao final da tarde a quantidade</p><p>de ração deve ser reforçado em 2/3, para não faltar no período</p><p>da manhã.</p><p> Os comedouros tipo copo mantém a ração sempre limpa, porém,</p><p>expõem menos a ração fazendo com que o incentivo visual e</p><p>olfativo seja menor o que, teoricamente, diminui o estímulo ao</p><p>consumo.</p><p> No entanto, experimentos recentes mostram que os comedouros</p><p>infantis tipo copo e tubular propiciam um melhor desempenho</p><p>inicial do frango de corte, quando comparados com as bandejas.</p><p> Os comedouros infantis devem ser substituídos gradativamente</p><p>pelos definitivos a partir do 3º ou 4º dia de idade das aves.</p><p> Porém, existem comedouros automáticos “Tuboflex” que podem</p><p>ser usados desde o 1º dia de vida das aves.</p><p> A água é um nutriente e fator de grande importância na</p><p>consecução de bons resultados, justificando-se assim o</p><p>máximo de atenção e oferecer à ave em todos e quaisquer</p><p>momentos, sempre fresca e limpa.</p><p> A atenção dedicada à água deve se associar ao fato de que o</p><p>consumo de água é de vital importância no atendimento das</p><p>necessidades fisiológicas básicas da ave, e de que a quantidade</p><p>de água consumida em sua vida corresponde a pelo menos, o</p><p>dobro da quantidade de ração.</p><p> Por tanto, um baixo consumo de água implicará em</p><p>comprometimento no consumo de ração, e consequentemente</p><p>queda no ganho de peso, e pior conversão alimentar.</p><p> Um tipo de bebedouro recomendado para primeira semana de</p><p>vida dos pintinhos é o bebedouro tipo copo pressão (1/60 a 70</p><p>aves), que deverá ser colocado sobre um estrado de madeira</p><p>para evitar que a cama suje a água, e diminuir a umidade da</p><p>cama em torno do bebedouro.</p><p> É essencial que os bebedouros estejam bem distribuídos nos</p><p>círculos de proteção, para que as aves tenham sempre um</p><p>bebedouro próximo.</p><p> Nos períodos mais quentes pode-se aumentar o número de</p><p>bebedouros para evitar competição entre as aves.</p><p> À medida que os círculos forem sendo abertos os bebedouros</p><p>devem ser redistribuídos, buscando sempre obter uma</p><p>distribuição uniforme por todo o círculo.</p><p> A água deve ser limpa e de boa qualidade, para isso os</p><p>bebedouros devem ser lavados com esponja, no início dos</p><p>trabalhos da manhã e depois, mais duas vezes ao dia, trocar a</p><p>água. Entretanto, é bom lembrar que nos primeiros dias da</p><p>criação a cama apresenta-se seca e solta, o que resulta no</p><p>acúmulo de material da cama nos bebedouros. Isso implica que</p><p>estes sejam limpos tantas vezes quanto for necessário.</p><p> Por volta do 3º ou 4º dia de idade das aves inicia-se a colocação dos</p><p>bebedouros definitivos – tipo pendular.</p><p> Tipo calha está em desuso, maior desperdício de água, umidade de</p><p>cama e problemas sanitários. A substituição deve ser gradativa.</p><p> No entanto, hoje já se encontram no mercado bebedouros que são</p><p>usados desde o 1 dia de vida das aves à retirada do lote, no caso dos</p><p>bebedouros tipo “Nipple” e alguns modelos de pendular.</p><p> Recomendação do bebedouro Nipple: 1/16 a 1/18 aves.</p><p> A água constitui 60 a 70% do peso de um pintinho. A perda de 10%</p><p>do peso por desidratação causará queda no desenvolvimento da ave,</p><p>e 20% pode levá-la a morte.</p><p> O baixo consumo de ração pelas aves pode estar relacionado com o</p><p>insuficiente consumo de água. O controle da temperatura da água</p><p>nos bebedouros é muito importante, devendo ser mantida em torno</p><p>de 18ºC, principalmente no verão.</p><p> Em qualquer fase de criação deve ser absolutamente limpa, fresca,</p><p>de boa qualidade e isenta de microorganismos patogênicos. Para</p><p>tanto são necessários exames microbiológico e mineral da mesma.</p><p>Contudo, recomenda-se o uso de 0,3g de cloro (Hipoclorito de</p><p>sódio) em 1.000 litros de água.</p><p> A água ingerida pelas aves é diretamente proporcional ao</p><p>consumo de alimento, na proporção 2:1, em condições</p><p>moderadas de temperatura. Em condições de calor extremo a</p><p>proporção pode aumentar até 5:1, e no frio diminuir para 1,5:1.</p><p> Muitos outros fatores podem aumentar ou diminuir o consumo e</p><p>a excreção de água. Entre eles estão: os níveis alimentares de</p><p>eletrólitos, nível protéico, quantidade de farelo de soja e certos</p><p>aditivos, como por exemplo, anticoccidianos do grupo dos</p><p>ionóforos.</p><p> As necessidades diárias de água em função da temperatura</p><p>ambiente podem ser observadas na Tabela 1.</p><p>IDADE</p><p>(semanas)</p><p>TEMPERATURA AMBIENTE</p><p>10 ºC 21ºC 32 ºC</p><p>1 23 30 38</p><p>2 49 60 102</p><p>3 64 91 208</p><p>4 91 121 272</p><p>5 113 155 333</p><p>6 140 185 390</p><p>7 174 216 428</p><p>8 189 235 450</p><p>Fonte: FACTA (2004)</p><p>Tabela 1- Necessidades diárias de água para 1.000 frangos (litros)</p><p>conforme a idade e a temperatura ambiente</p><p> As cortinas são importantes para ajudar a manter a temperatura</p><p>dentro do galpão nas primeiras semanas de vida dos pintos.</p><p> Em regiões frias, uma boa alternativa é a colocação de uma</p><p>segunda cortina interna, instalada por dentro do galpão e de</p><p>cortinas transversais para melhorar as condições de aquecimento.</p><p> Devem ser manejadas de acordo com as condições ambientais</p><p>locais. É uma prática que necessita muito cuidado, pois depende</p><p>da observação constante do comportamento das aves, cheiro de</p><p>gases dentro do galpão e do clima naquele momento.</p><p> Cores suaves – azul/amarela</p><p> Deve-se ter cuidado ao abrir a cortina, recomendando que seja</p><p>em três etapas, para evitar mudança brusca de temperatura</p><p>dentro do aviário.</p><p> Serão abertas sempre que necessário, aumentando a</p><p>frequência dessa prática à medida que as aves vão crescendo,</p><p>podendo até permanecer abertas o tempo todo após 21 dias de</p><p>idade das aves.</p><p> O manejo adequado das cortinas favorece, através da</p><p>ventilação a renovação do oxigênio no interior do galpão,</p><p>remove o dióxido de carbono e outros gases tóxicos (amônio),</p><p>e ajuda a regular a temperatura do ambiente, auxiliando no</p><p>controle da umidade e das enfermidades.</p><p> É desenvolvido para detectar atrasos de crescimento do lote</p><p>em suas respectivas fases de produção, possibilitando assim,</p><p>localizar as causas da queda de produtividade, sejam elas por</p><p>problemas sanitários, nutricionais ou de manejo.</p><p> O desenvolvimento do lote é acompanhado através da</p><p>realização de pesagens semanais, realizadas em um número de</p><p>amostras proporcionais ao tamanho do plantel.</p><p> As amostras são colhidas em três pontos pré-fixados dentro</p><p>do galpão (início, meio e fim).</p><p> Uma medida, visando manter a uniformidade do lote, é a</p><p>realização do descarte - refugagem.</p><p>Deve-se buscar um controle adequado de temperatura de</p><p>modo a satisfazer da melhor forma possível, as necessidades da</p><p>ave, em termos de temperatura ambiente do galpão (Tabela 2).</p><p>IDADE (dias) TEMPERATURA ºC</p><p>01-07 29-32</p><p>08-14 28-29</p><p>15-21 26</p><p>22-28 22-23</p><p>29... 20-21</p><p>Tabela 2 - Temperatura de conforto das aves</p><p>Fonte: BORGES & STRINGHINI (1993).</p><p> Para conseguir a temperatura ideal, no interior do aviário, é</p><p>necessária a adoção de uma série de medidas, como:</p><p> regulagem de campânulas</p><p> altura adequada das campânulas</p><p> distribuição adequada do nº de pintos por campânulas</p><p> colocação de sobrecortinas</p><p> Duas horas antes do previsto para o recebimento dos pintos</p><p>independentemente da temperatura ambiente, sempre devem</p><p>ser ligadas as campânulas para aquecer a cama, podendo ser</p><p>desligadas imediatamente após a chegada, caso a temperatura</p><p>interna do aviário seja superior a 33ºC, assim a cama e o</p><p>ambiente estarão aquecidos.</p><p> O tratador deverá prestar atenção para que os pintinhos não</p><p>sofram de calor ou de frio, verificando a temperatura;</p><p> No caso de calor excessivo:</p><p> deve-se abrir as cortinas</p><p> desligar as campânulas</p><p> No caso de frio:</p><p> regular a altura das campânulas</p><p> fechar as cortinas</p><p> Nas primeiras semanas de vida da ave, o sistema</p><p>termorregulador do pintinho não funciona perfeitamente</p><p>Fonte: Arquivo Pessoal</p><p>À medida que os dias passam e, as aves adquirem maior peso é</p><p>necessário ampliar o número de comedouros e bebedouros</p><p>disponíveis e aumentar o espaço oferecido.</p><p> O espaço deverá ser aberto gradativamente:</p><p> No inverno, mais lentamente</p><p> No verão mais rapidamente</p><p> 1ª abertura - aumento dos círculos/ unir dois a dois.</p><p> 2ª abertura - unir círculos quatro a quatro.</p><p> 3ª abertura - abrir todo espaço. No verão entre o 8º e 10º dia, no</p><p>inverno entre o 14º e 15º dia.</p><p> A iluminação artificial serve para:</p><p> Adaptá-los ao ambiente nos primeiros dias de vida</p><p> Estimular o consumo de água e ração no período da noite</p><p> Melhorar o desempenho zootécnico do frango de corte</p><p> Para atingir a máxima eficiência, deve-se observar alguns</p><p>fatores como:</p><p> Número ideal de lúmens/m2 – ideal 22 lúmens/m2</p><p> Lâmpadas devidamente limpas e substituição imediata das</p><p>lâmpadas queimadas.</p><p> Fatores importantes:</p><p> Área do galpão</p><p> Intensidade e a distribuição da luz</p><p> Quantidade de lâmpadas e a intensidade (lúmens) de luz usada</p><p> Idade das aves</p><p> Tipo de programa de luz</p><p>Fonte: www.educamp.com.br</p><p> Dentre os programas de luz mais eficientes estão os</p><p>programas intermitentes, sendo os mais comumente citados:</p><p> Os que alternam 1h de escuro com 3hs de luz artificial;</p><p> O que preconiza acender as luzes durante 15 minutos a cada</p><p>duas horas - usados apenas em granjas que possuem sistema de</p><p>acionamento automático;</p><p> Algumas alternativas práticas devem ser consideradas como</p><p>acender as luzes após as 23 horas ou após as 04 horas da</p><p>manhã e/ou no verão iniciar o programa de luz após a retirada</p><p>das campânulas.</p><p> Maioria das empresas – 24 horas luz diária (Natural + Art.)</p><p> A “segunda idade”, é um período menos crítico quando</p><p>comparado com a fase inicial de vida das aves.</p><p> Cuidados especiais devem ser tomados na substituição dos</p><p>equipamentos de 1ª idade pelos definitivos, esta substituição</p><p>deverá ser lenta e gradual.</p><p> À medida que os pintos vão crescendo deve-se:</p><p> Ajustar a altura dos comedouros e bebedouros</p><p> Observar sempre o estado da água e da ração</p><p> Durante o dia é importante renovar/chacoalhar/mecher a ração</p><p>várias vezes ao dia no caso de comedouros tubulares, este</p><p>manejo estimula o consumo de alimento pelas aves.</p><p> A ração deve ocupar até 1/3 da altura da borda do prato do</p><p>comedouro, esse cuidado pode evitar grandes desperdícios de</p><p>ração (Tabela 3).</p><p>NÍVEL DE RAÇÃO % DE PERDA</p><p>1/3 1-2</p><p>1/2 4-5</p><p>2/3 8-10</p><p>Cheio 15-25</p><p>Fonte: CAFÉ & LEANDRO (1994).</p><p>Tabela 3 - Desperdício de ração de acordo com o nível de ração no prato do</p><p>comedouro</p><p> Os comedouros “Tubulares” distribuem ração de forma uniforme</p><p>em todo galpão, proporcionam pequeno desperdício, e são mais</p><p>“baratos”. No entanto acumulam sujeira, e estão sujeitos a falhas</p><p>de mão-de-obra, sendo normalmente indicados para pequenos</p><p>galpões (5.000 aves).</p><p> O modelo automático de prato, “Tuboflex”, proporciona bom</p><p>desempenho, faz abastecimento automático e de maneira</p><p>uniforme; porém, apresenta uma pior distribuição de ração (as</p><p>linhas ficam longe do centro do aviário), e é mais “caro”.</p><p>Fonte: www.avioeste.com.br</p><p> Os comedouros mecânicos “Tipo Calha” quando comparados</p><p>com comedouros de prato apresentam resultados de ganho de</p><p>peso e conversão inferiores.</p><p>◦ Vantagens desse sistema:</p><p> Acionamento automático e a fácil manutenção</p><p>◦ Desvantagem desse sistema:</p><p> Acidentes com pintinhos</p><p> Seleção de ração pela ave</p><p> Estratificação da ração</p><p> Barreira ao livre trânsito das aves</p><p> Quanto aos bebedouros, os pintos devem ter fácil acesso a</p><p>estes; porém, não devem entrar dentro destes, ver altura.</p><p> A escolha do modelo depende:</p><p> Do abastecimento de água</p><p> Do custo e disponibilidade de mão-de-obra</p><p> Do preço do equipamento</p><p> Nas fases de crescimento e engorda os bebedouros</p><p>“Pendulares” são os mais usados em função de:</p><p> Custo</p><p> Eficiência</p><p> Facilidade de manejo</p><p> Durabilidade</p><p> O bebedouro “Nipple” não apresenta problemas de</p><p>abastecimento de água e mão-de-obra.</p><p> Podendo ser usado desde o 1º dia de vida das aves</p><p> É sensível à sujeira na água e à variação de pressão, podendo</p><p>apresentar vazamento quando mal instalados.</p><p> A limpeza nos bebedouros deve ser realizada pelo menos uma</p><p>vez ao dia para manutenção da qualidade da água.</p><p> A regulagem da altura do bebedouro para que as aves possam</p><p>beber a água confortavelmente e ao mesmo tempo não sujá-la.</p><p> A borda superior do bebedouro deve estar acima 5cm do dorso</p><p>da ave.</p><p> A quantidade de água varia quando pintinho e adulto; após 10</p><p>dias deve-se reduzir a quantidade para ficar com metade de</p><p>água no bebedouro.</p><p> A coleta de aves mortas deve ocorrer em todas as fases da criação.</p><p> Este trabalho deve ser feito o mais rápido possível, após a morte</p><p>da ave, para evitar odor desagradável dentro do aviário e prevenir</p><p>contra o canibalismo.</p><p> Deve ser feita pela manhã e à tarde ou mesmo todas às vezes em</p><p>que o funcionário estiver lavando os bebedouros ou limpando</p><p>comedouros, pode separar as aves mortas, colocando-as na parte</p><p>central do aviário facilitando posterior coleta e ganhando tempo.</p><p> As aves mortas podem ser levadas para fossa séptica,</p><p>incineradores ou enterradas, etc.</p><p> Tem função de dispersar as concentrações de amônia, CO2 e</p><p>calor na altura das aves, fazendo com que a cama permaneça</p><p>seca. Move a coluna de ar que está sob o telhado promovendo</p><p>a queda da temperatura e diminuindo a radiação de calor sobre</p><p>os frangos.</p><p> Devem ser colocados a  1,5 metros de altura a uma distância</p><p>máxima de 12 metros um do outro. Podem ser associados a</p><p>discos nebulizadores; porém, o resultado pode ser ruim com</p><p>formação de gotículas desuniformes, alto consumo de energia</p><p>e ação localizada.</p><p> Os nebulizadores são aparelhos constituídos de bicos de alta</p><p>pressão e baixa vazão que são distribuídos em linhas por toda</p><p>extensão dos galpões, aspergindo gotículas de água,</p><p>colaborando na minimização da sensação de calor das aves.</p><p> São usados quando a temperatura no interior dos galpões está</p><p>elevada (acima de 28°C) e o frango se encontra ofegante. As</p><p>gotículas de água ao evaporarem retiram calor do meio</p><p>ambiente, baixando de 05 a 06 graus a temperatura. Deve-se</p><p>tomar cuidado ao utilizar o nebulizador quando a umidade</p><p>relativa estiver alta (acima de 70).</p><p> Quando associados a ventiladores têm maior eficiência; pois, o</p><p>movimento do ar acelera a evaporação e diminui a umidade da</p><p>cama.</p><p> A água utilizada deve ser boa qualidade e de preferência</p><p>tratada.</p><p> Para maior eficiência do sistema, quanto mais seco o ambiente,</p><p>a distribuição dos bicos em relação ao ventilador devem ser</p><p>melhor e as gotículas devem ser mais finas.</p><p>www.avioeste.com.br</p><p> A qualidade da carcaça depende dos cuidados dispensados aos</p><p>frangos durante o ciclo de produção, e do momento da captura</p><p>das aves que, quando bem executada manterá inalterada a</p><p>qualidade do lote, medida em sua apresentação final ao</p><p>consumidor.</p><p> Grande quantidade de aves é perdida por contusão,</p><p>arranhões/queimaduras de cama, calos de peito, lesões nas</p><p>pernas e asas; essas lesões determinam condenações parciais</p><p>ou totais na linha de abate que leva a sérios prejuízos.</p><p> O serviço de inspeção federal tem por norma eliminar todas as</p><p>partes das aves que estão contaminadas ou que apresentem</p><p>aspecto repugnante ao consumidor.</p><p> As causas mais prováveis de contusões da carcaça do frango de</p><p>corte estão sumarizadas na Tabela 4.</p><p>CAUSAS CONTUSÕES (%)</p><p>PEITO COXA ASA</p><p>Manejo do lote 56,6 17,8 16,7</p><p>Apanha 11,0 32,8 38,2</p><p>Transporte 20,0 26,4 22,8</p><p>Plataforma Abate 12,4 23,0 28,3</p><p>Fonte: REALI (1994).</p><p>Tabela 4 - Causas de contusões em carcaças de frangos de corte</p><p> Os principais fatores relacionados com a depreciação da</p><p>carcaça do frango de corte são:</p><p></p><p>Cama compactada</p><p> Pouca cama</p><p> Piso irregular</p><p> Problema locomotores</p><p> Peso do frango</p><p> Conscientização da equipe</p><p> Transporte</p><p> Iluminação</p><p> Disposição do pessoal</p><p> Forma de apanha</p><p> Horário de recolhimento</p><p> Tipo de caixa e treinamento da equipe</p><p> Os principais pontos críticos no manejo da retirada do lote são:</p><p>1. Aviso de recolhimento: dia e hora da chegada dos caminhões</p><p>2. Inspeção pré-abate: visita antes: verificar peso médio,</p><p>uniformidade e estado sanitário</p><p>3. Organização do pessoal: equipe de 14 pessoas (para 12.000</p><p>frangos), chegar antes que os caminhões</p><p>4. Retirada da ração: 6 horas antes do início da captura das aves:</p><p>diminui a mortalidade durante o transporte, e diminui a</p><p>contaminação pelo rompimento do papo e intestinos na linha de</p><p>abate</p><p>5. Retirada da água: 15 minutos antes da apanha retirar</p><p>gradativamente, cuidado para não deixar as aves desidratarem</p><p> Os principais pontos críticos no manejo da retirada do lote são:</p><p>6. Retirada do equipamento: retirar equipamentos antes da retirada</p><p>do lote</p><p>7. Carregamento diurno: pequenos círculos de captura (150 a 200</p><p>frangos)</p><p>8. Carregamento noturno: utilizar luz azul;</p><p>9. Tempo de carregamento: 200 caixas em 45 minutos;</p><p>10.Número de aves por caixa: Machos (6) e Fêmeas (7).</p><p> Para o transporte das caixas vazias usa-se o sistema de tubos,</p><p>colocados em forma de trilhos dentro do aviário, o que facilita</p><p>sobremaneira o manejo das caixas, diminui sensivelmente o</p><p>esforço dos carregadores e principalmente, reduz em muito as</p><p>contusões nas aves.</p><p> O retorno das mesmas cheias de frangos para o caminhão é</p><p>feito manualmente ou por máquina carregadeira/empilhadeira.</p><p>Fonte: Arquivo Pessoal</p><p> A apanha deve ser uma operação objetiva, procurando causar o</p><p>mínimo estresse possível às aves.</p><p> O operador deve apanhar as aves individualmente pelo dorso,</p><p>com as mãos posicionadas sobre as asas e encaixotá-las uma a</p><p>uma.</p><p> Cada operador manipula sua própria caixa para não haver erro</p><p>na contagem final.</p><p> Outro método usado é apanha pelo pescoço, proibido pelo</p><p>Bem-Estar Animal. Jamais pelas pernas.</p><p> Deve-se ter todo o cuidado para evitar que as caixas batam</p><p>uma nas outras, sofram movimentos bruscos de arrancada ou</p><p>parada; pois, estas situações levam a ave a se contundir.</p><p> Após o carregamento, a carga deve ser corretamente amarrada</p><p>para que não “jogue” durante o transporte.</p><p> Manter as estradas de acesso à granja em bom estado facilita</p><p>as manobras dos caminhões.</p><p> Deve-se dirigir com cuidado, evitando altas velocidades,</p><p>paradas demoradas, freadas bruscas ou acelerações</p><p>repentinas, lembrando sempre que a carga é viva e delicada.</p><p>Fonte: www.nupea.esalq.usp.br Fonte: www.batanoticias.com.br</p><p> A alimentação é um fator de grande importância na produção</p><p>animal. Na criação de frango de corte a alimentação representa</p><p> 70% dos custos de produção.</p><p> É entendido como Manejo de Arraçoamento/Alimentação o</p><p>fornecimento de ração de acordo com a faixa etária da ave, em</p><p>quantidade e qualidade.</p><p> A ração normalmente é oferecida à vontade – Ad libitum no</p><p>comedouro e deve ser composta de ingredientes de alta</p><p>digestibilidade e com boa disponibilidade de nutrientes.</p><p> Basicamente são três as formas de obtenção das rações:</p><p>1. Rações de origem industrial: já vêm prontas para uso não</p><p>havendo necessidade de adição de qualquer outro produto.</p><p>Manejo mais prático; entretanto, com custo elevado;</p><p>2. Rações elaboradas na propriedade, a partir de concentrados</p><p>protéicos de origem industrial – farelo de soja mais aditivos:</p><p>há necessidade de acrescentar apenas o milho na</p><p>propriedade;</p><p>3. Rações fabricadas na própria granja, a partir de ingredientes</p><p>simples.</p><p>Pode ser em muitos casos uma operação rentável, desde que</p><p>haja um dimensionamento adequado do consumo da granja e o</p><p>criador possua estrutura técnica para tal.</p><p> Nesta alternativa o produtor pode formular o próprio premix</p><p>e/ou adquirir junto a uma empresa especializada.</p><p> Premix pode vir separado ou não para cada fase de criação</p><p>mineral + vitamínico – 0,3 a 0,5%.</p><p> Para se elaborar rações na propriedade é necessário levar em</p><p>consideração:</p><p> Exigências nutricionais das aves em cada fase de criação</p><p> Composição química dos alimentos a serem utilizados</p><p> Exigências nutricionais - pode ser definida como o somatório</p><p>da quantidade de nutrientes necessários para o crescimento,</p><p>manutenção e produção dos animais, seja qual for a categoria</p><p>ou função produtiva destes.</p><p> Existem diversas tabelas de composição de alimentos e</p><p>exigências nutritivas que podem ser consultadas, para se</p><p>formular rações para aves.</p><p> No Brasil - dispomos das seguintes tabelas:</p><p> Tabela Brasileira de Composição de Alimentos e Exigências</p><p>Nutricionais de Suínos e Aves da UFV - Universidade Federal de</p><p>Viçosa (Rostagno et al., 2005/2010).</p><p> Tabela de Alimentos e Exigências da CNPSA - Centro Nacional de</p><p>Pesquisa de Suínos e Aves, Concórdia - SC (Tabelas da EMBRAPA,</p><p>1991).</p><p> Além das recomendações dos diversos manuais de alimentação</p><p>e manejo das linhagens comerciais de aves.</p><p>IDADE/SEMANAS</p><p>NUTRIENTES % 1 – 3 4 - 6 6 - 7</p><p>PB 21.40 19.30 18.00</p><p>MET 0.492 0.453 0.410</p><p>MET + CIST 0.897 0.825 0.742</p><p>LISINA 1.263 1.156 1.040</p><p>ARGININA 1.290 1.212 1.101</p><p>TREONINA 0.795 0.701 0.634</p><p>TRIPTOFANO 0.207 0.202 0.182</p><p>Ca 0.960 0.874 0.800</p><p>Pdisp. 0.450 0.406 0.365</p><p>EM - kcal/kg 3.000 3.100 3.200</p><p>Tabela 5 - Exigências nutricionais de frangos de corte machos ou mistos de</p><p>acordo com o nível energético da ração (Programa de 3 rações)</p><p>Fonte: ROSTAGNO et al. (2010).</p><p>Tabela 6 - Exigências nutricionais de frangos de corte</p><p>Fonte: ROSTAGNO et al. (2000).</p><p>IDADE/SEMANAS</p><p>NUTRIENTES % 0 – 3 3 - 6 6 - ABATE</p><p>PB 23 20 18</p><p>MET 0.50 0.38 0.32</p><p>MET + CIST 0.90 0.72 0.60</p><p>LISINA 1.10 1.00 0.85</p><p>ARGININA 1.25 1.10 1.00</p><p>TREONINA 0.80 0.74 0.68</p><p>TRIPTOFANO 0.20 0.18 0.16</p><p>Ca 1.00 0.90 0.80</p><p>Pdisp 0.45 0.35 0.30</p><p>EM - kcal/kg 3.200 3.200 3.200</p><p> Entende-se como Programa Alimentar a utilização de diferentes</p><p>práticas de manejo do arraçoamento na alimentação das aves em</p><p>diferentes fases ou períodos de desenvolvimento.</p><p> As exigências nutricionais dos frangos de corte são</p><p>constantemente modificadas em função de sua idade fisiológica, o</p><p>que exigiria uma alteração diária do aporte de nutrientes para</p><p>atender suas necessidades específicas para crescimento e</p><p>manutenção.</p><p> Dada a impossibilidade dessa operação, convencionou-se dividir o</p><p>período de criação dos frangos de corte em fases (período e</p><p>idade), de modo a adequar as exigências nutricionais da ave à</p><p>praticidade de arraçoamento.</p><p> Normalmente é usado um programa alimentar com rações para</p><p>4 fases do frango de corte:</p><p>1. Ração pré-inicial: 1 a 7 dias de idade</p><p>2. Ração inicial: 8 a 21 dias de idade</p><p>3. Ração de crescimento: 22 a 37 dias de idade</p><p>4. Ração final: na última semana do abate</p><p> Depois de 1985, evoluiu-se de 3 fases para 4, 5 e até 7 fases</p><p>(Tabela 7 e 8), com programas alimentares diferenciados em</p><p>função de:</p><p> densidade nutricional da ração (alta, média e baixa energia),</p><p> condições de criação,</p><p> criação de sexos separados</p><p> programas de controle de problemas metabólicos e coccidiose.</p><p>FASES/ÉPOCAS 60 - 70 70 - 80 80 - 85 85 - 90</p><p>Inicial 01 - 35 01 - 28 01 - 21 01 - 18</p><p>Crescimento 36 - 70 29 - 56 22 - 42 19 - 35</p><p>Final - - 43 - 49 36 - 42</p><p>Retirada - - - 43...</p><p>TABELA 7 - Evolução do arraçoamento em frangos de corte</p><p>Fonte: CAFÉ & LEANDRO, 1994 (mimeo).</p><p>TABELA 8 - Programas de alimentação em frangos de corte (misto)</p><p>Fonte: CAFÉ & LEANDRO, 1994 (mimeo).</p><p>FASE IDADE/DIAS ALTA ENERGIA MÉDIA ENERGIA</p><p>7 FASES</p><p>Pré-inicial 01-07 2950 2920</p><p>Inicial 08-14 3000 2940</p><p>Crescimento 1 15-21 3050 2945</p><p>Crescimento 2 22-28 3100 2995</p><p>Engorda 1 29-35 3150 3020</p><p>Engorda 2 36-42 3200 3045</p><p>Final 43... 3240 3070</p><p> A criação de frangos de corte com separação de sexo, propicia</p><p>o máximo aproveitamento do desempenho e retorno</p><p>econômico que machos e fêmeas individualmente oferecem.</p><p> As características de desempenho diferenciadas entre machos</p><p>e fêmeas que possibilitam a criação de sexos separados</p><p>podem</p><p>ser assim sumarizadas:</p><p> Velocidade de crescimento</p><p> Consumo de ração e conversão alimentar</p><p> Deposição de gordura, rendimento e composição de carcaça</p><p> Requerimentos de espaço físico de criação e equipamentos</p><p> Características de empenamento inicial</p><p> Necessidades nutricionais.</p><p> As vantagens da criação em sexos separados que viabilizam e</p><p>torna este sistema de criação altamente rentável são:</p><p>1. Uniformidade do lote, que oferece ao abatedouro frangos uniformes</p><p>exigidos para cada segmento de mercado, permitindo que os</p><p>abatedouros regulem suas máquinas com maior rendimento de</p><p>abate.</p><p>2. Rações específicas para machos e fêmeas nas diferentes fases de</p><p>criação, o que possibilita uma redução nos custos (Tabela 9).</p><p>3. Melhor aproveitamento das instalações (maior densidade das</p><p>fêmeas).</p><p>4.Maior eficiência na produção de carne.</p><p>5. Idade de abate diferenciada.</p><p> As desvantagens desse tipo de criação são:</p><p>1.Dobra o número de rações a produzir, exigindo uma fábrica de</p><p>ração mais moderna e aparelhada.</p><p>2.Necessidade de maior células de armazenamento de rações.</p><p>3.Maior possibilidade de erros de formulação e/ou preparo das</p><p>rações.</p><p>4.Necessidade de sexagem, que mesmo sendo feita pela asa, que é</p><p>fácil, rápida (1.500 aves/hora/sexador) e segura, aumenta em 8 a</p><p>10% o custo do pinto de um dia.</p><p> Normalmente neste tipo de criação:</p><p> os machos necessitam de uma ração com maiores níveis de</p><p>proteína e energia, ingerem mais ração e apresentam uma melhor</p><p>conversão alimentar e maior peso vivo na idade de abate;</p><p> as fêmeas podem ser alojadas em maior densidade de criação e</p><p>apresentam menores taxas de mortalidade (Tabela 10 e 11).</p><p> Há uma tendência cada vez maior em nosso meio em se criar</p><p>frangos com separação de sexos exigindo-se com isso um uso</p><p>mais eficiente da ração.</p><p> Machos após duas semanas de idade apresentam melhor</p><p>desempenho que as fêmeas, por isso requerem níveis</p><p>nutricionais diferenciados.</p><p> A eficiência no desempenho das fêmeas diminui rapidamente a</p><p>partir de 40 dias de idade e o rendimento de carcaça, assim</p><p>como, o aumento na deposição de gordura abdominal, é</p><p>negativamente influenciada pela maior idade da fêmea.</p><p> O que se recomenda é o uso de rações específicas para cada</p><p>sexo e/ou um manejo alimentar diferenciado para cada sexo.</p><p> Segundo o aspecto físico as rações podem ser:</p><p>a) Rações Fareladas - Rações cujos ingredientes foram moídos,</p><p>prensados e misturados. Os ingredientes são apenas</p><p>misturados, sem processamento posterior. São aquelas</p><p>normalmente utilizadas em propriedades que elaboram sua</p><p>própria ração.</p><p>b) Rações Peletizadas ou Granuladas - São feitas em máquinas</p><p>especiais após serem moídas e misturadas, com tratamento</p><p>de vapor e compressão (peletes de 3 a 5mm por 8 a 12mm).</p><p> Vantagens da peletização:</p><p> menor desperdício de ração</p><p> maior consumo</p><p> evita a separação dos ingredientes (em comedouros automáticos);</p><p> melhora a C.A</p><p> evita poeira na fábrica de ração e no galpão</p><p> diminui o volume e facilita o transporte</p><p> diminui a ação de agentes contaminantes que possam existir na</p><p>matéria-prima devido à pressão esterilizando-a, e pela</p><p>gelatinização do amido que favorece a digestibilidade dos</p><p>carboidratos</p><p> Desvantagem da peletização:</p><p> equipamentos caros</p><p> custo da ração elevado</p><p> reação de MAILLARD - indisponibilidade de lisina, oxidação das</p><p>vitaminas A, E e K, necessita de antioxidante.</p><p>c) Rações Trituradas ou Desintegradas - Após a peletização a</p><p>ração é triturada em fragmentos menores em cilindros</p><p>conjugados. Por ser de custo mais elevado, seu uso é</p><p>reduzido (usada para fase pré-inicial de criação).</p><p>c) Rações Extrusadas - Rações que após a peletização, sofreram</p><p>o processo de extrusão; isto é, logo após que o pelete passar</p><p>pelo crivo sob alta pressão, o que lhe dá o formato, cai numa</p><p>espécie de câmara de baixa pressão, com o pelete</p><p>inteiramente explodindo. O processo gelatiniza em parte, os</p><p>grânulos do amido, aumentando a sua digestibilidade e da</p><p>ração como um todo. Outro sistema de fabricação consiste</p><p>em extrusar primeiro os grãos, e depois fazer a mistura.</p><p> Estes processos: peletização, trituração e extrusão implicam</p><p>em perdas de nutrientes, particularmente aqueles sensíveis ao</p><p>calor.</p><p>PROGRAMA TIPO DE RAÇÃO</p><p>01 Farelada em todas as fases (PI-I-C-E-F)</p><p>02 Farelada (PI), Triturada (I), Peletizada (C-E-F)</p><p>03 Triturada (PI-I), Peletizada (C-E-F)</p><p>04 Triturada (PI-I), Peletizada (C-E), Farelada (F)</p><p>Tabela 9 - Exemplo de programas de arraçoamento utilizando combinações</p><p>de rações fareladas, trituradas e peletizadas</p><p>PI - Pré-inicial I - Inicial C - Crescimento E - Engorda F - Final</p><p>Fonte: Arquivo Pessoal.</p><p> Parece contraditório o uso de restrição alimentar, quando se</p><p>busca desempenho cada vez maior das aves.</p><p> A busca desenfreada de melhores desempenhos dos frangos</p><p>de corte praticada pelos melhoristas, levou ao surgimento de</p><p>alguns distúrbios metabólicos, tais como:</p><p> Ascite;</p><p> Síndrome da morte súbita;</p><p> Problemas de pernas;</p><p> Aumento na gordura abdominal das aves.</p><p> A restrição alimentar já foi usada anteriormente em frangos de</p><p>corte como uma tentativa de solucionar tais problemas.</p><p> A mortalidade pela Síndrome da Morte Súbita (SMS) e Síndrome</p><p>Ascítica (SA) tem sido registrada no Brasil em lotes de frangos</p><p>de corte criados sob condições de manejo e sanidade bem</p><p>controladas.</p><p> Cerca de 50% da mortalidade em lotes de frangos com bom</p><p>desempenho pode ser devido a SMS.</p><p> A maior ocorrência das mortes se dá em machos, com um pico</p><p>de incidência entre a 2ª e 4ª semanas de criação, no inverno.</p><p>As aves morrem repentinamente e com bom desenvolvimento</p><p>para a idade, com o trato digestivo cheio de alimento e a</p><p>vesícula biliar pequena ou vazia.</p><p> A síndrome ascítica (SA) se caracteriza pelo acúmulo de líquido</p><p>na cavidade abdominal, e sua maior ocorrência se verifica em</p><p>machos e no período de inverno, e se dá a partir da 3ª semana</p><p>de idade.</p><p> Em curto prazo, assim como a mortalidade total, a ocorrência</p><p>de SMS e de SA devem ser controladas com o uso de</p><p>programas de alimentação que restringem o consumo</p><p>alimentar, possibilitando:</p><p> Uma deposição muscular mais tardia; genética foi trabalhada</p><p> Baixa taxa metabólica, com redução do requerimento de oxigênio</p><p>durante a fase inicial;</p><p> O frango precisa dissipar calor uma vez que a sua eficiência em</p><p>converter a energia alimentar em músculo é baixa (menor que</p><p>20%).</p><p> Um mecanismo utilizado pelas aves para evitar a hipertemia é a</p><p>diminuição de ingestão alimentar (baixa produção de calor</p><p>metabólico).</p><p> Algumas medidas que podem ser utilizadas em condições de</p><p>calor, são:</p><p> Utilizar ração de alta densidade nutricional. Calcula-se que para</p><p>cada 1,1ºC de aumento de temperatura ambiente acima de 27ºC, o</p><p>consumo de alimento diminui de 1,5 a 2 %.</p><p> Utilizar uma parte da fonte de energia da ração com os óleos ou</p><p>gordura animal, pois, contém mais energia com um menor</p><p>incremento calórico (o incremento calórico produzido por lipídios</p><p>representa 1/2 dos glicídios e 1/3 dos protídeos), melhoram odor,</p><p>a textura e a digestibilidade da ração.</p><p> Os requerimentos nutricionais em aminoácidos (AA) essenciais têm</p><p>sido, geralmente, estabelecidos para aves mantidas na faixa térmica</p><p>da zona de conforto (16 a 24ºC). Portanto devemos aumentar os</p><p>níveis dos aminoácidos essenciais no verão, já que o consumo de</p><p>ração diminui.</p><p> Diminuir a PB da ração, mantendo AA essências em níveis</p><p>adequados (o catabolismo da proteína produz elevado incremento</p><p>calórico).</p><p> Aumentar Vit.C nas rações de engorda, visando compensar a maior</p><p>demanda durante o calor, bem como a menor síntese.</p><p> Restringir o consumo de alimento 4 a 6 horas antes do pico de</p><p>calor. A ave em jejum utiliza as reservas lipídicas para seu</p><p>metabolismo, liberando corpos cetônicos (Ac. acetoacético</p><p>hidroxibutírico) na corrente sanguínea, o que reequilibra a relação</p><p>ácido-base.</p><p> Deve-se utilizar um programa de luz para estimular o consumo</p><p>da ave durante a noite.</p><p> Outras medidas que podem ser adotadas:</p><p> proteção da fonte de água</p><p> caixa de água na sombra</p><p> canos dentro do aviário enterrados</p><p> torneira no final do aviário para trocar a água do encanamento</p><p> troca de água dos bebedouros</p><p> manter cama seca e não revolver a mesma</p><p> retirar os obstáculos que impedem a circulação de ar dentro do</p><p>aviário</p><p> não cultivar plantas forrageiras altas ao redor do aviário</p><p> utilizar ventiladores e nebulizadores</p><p> não permitir a incidência direta de sol no interior do aviário</p><p> plantar gramíneas ao redor do aviário</p><p> diminuir a lotação por metro quadrado no verão</p><p> pintar de branco os telhados de cimento</p><p> molhar o telhado e plantar árvores de médio ou grande porte nas</p><p>laterais do aviário.</p><p>Fonte: www.braves.com.br</p><p>Fonte: Arquivo Pessoal</p><p> O acompanhamento do desempenho produtivo de cada lote</p><p>permite ao produtor quantificar a eficiência das técnicas</p><p>utilizadas, independente do sistema de criação adotado.</p><p> Normalmente o desempenho das aves é um parâmetro</p><p>importante para avaliar todo o sistema de produção. Assim o</p><p>peso médio das aves (lote) a idade ao abate, a conversão</p><p>alimentar (lote) o consumo de ração (lote) a mortalidade etc.</p><p>são dados que deverão ser escriturados e analisados para se</p><p>fazer uma avaliação do desempenho do lote.</p><p> A avaliação da eficiência de produção entre lotes pode também</p><p>ser medida de uma maneira prática através do índice de</p><p>eficiência produtivo - IEP ou Fator de Produção -FP.</p><p>Esse índice varia em função:</p><p> idade de abate (IA);</p><p> viabilidade (VB);</p><p> peso médio vivo (PM);</p><p> consumo de ração (CR)</p><p> conversão alimentar (CA).</p><p> Na retirada do lote, pode ser calculado pela seguinte fórmula:</p><p>IEP = [ PM(Kg) x VB  IA(dias) x CA ] x 100</p><p>FP = [GMD (kg) x VB  CA ] x 100</p><p> Esses índices são parâmetros de avaliação zootécnica e não</p><p>econômicos, assim além da avaliação de desempenho</p><p>zootécnico do lote é recomendado fazer uma análise</p><p>econômica, pois nem sempre os melhores índices zootécnicos</p><p>correspondem ao melhor retorno financeiro.</p><p> Todos os dados zootécnicos, sanitários, econômicos e outros</p><p>devem ser registrados a fim de se avaliar o empreendimento</p><p>avícola nos seus aspectos globais.</p>