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<p>1</p><p>54</p><p>CRIMES	CONTRA	A	PROPRIEDADE	IMATERIAL,	CONTRA	A	ORGANIZAÇÃO	DO	TRABALHO,</p><p>CONTRA	O	SENTIMENTO	RELIGIOSO	E	O	RESPEITO	AOS	MORTOS	E	CRIMES	CONTRA	A</p><p>FAMÍLIA.</p><p>1! DOS	CRIMES	CONTRA	A	PROPRIEDADE	IMATERIAL	..................................................	3!</p><p>2! DOS	CRIMES	CONTRA	O	SENTIMENTO	RELIGIOSO	E	O	RESPEITO	AOS	MORTOS	........	6!</p><p>2.1! Crimes	contra	o	sentimento	religioso	......................................................................................	7!</p><p>2.2! Crimes	contra	o	respeito	aos	mortos	.......................................................................................	8!</p><p>3! DOS	CRIMES	CONTRA	A	FAMÍLIA	.............................................................................	8!</p><p>3.1! Dos	crimes	contra	o	casamento	...............................................................................................	8!</p><p>3.2! Dos	crimes	contra	o	estado	de	filiação	....................................................................................	9!</p><p>3.3! Dos	crimes	contra	a	assistência	familiar	................................................................................	10!</p><p>3.4! Dos	crimes	contra	o	pátrio	poder,	tutela	e	curatela	..............................................................	12!</p><p>4! DOS	CRIMES	CONTRA	A	ORGANIZAÇÃO	DO	TRABALHO	.........................................	13!</p><p>4.1! Atentado	contra	a	liberdade	de	trabalho	...............................................................................	13!</p><p>4.2! Atentado	contra	a	liberdade	de	contrato	de	trabalho	e	boicotagem	violenta	......................	13!</p><p>4.3! Atentado	contra	a	liberdade	de	associação	...........................................................................	15!</p><p>4.4! Paralisação	de	trabalho,	seguida	de	violência	ou	perturbação	da	ordem	.............................	15!</p><p>4.5! Paralisação	de	trabalho	de	interesse	coletivo	........................................................................	16!</p><p>4.6! Invasão	de	estabelecimento	industrial,	comercial	ou	agrícola.	Sabotagem	..........................	16!</p><p>4.7! Frustração	de	direito	assegurado	por	lei	trabalhista	.............................................................	17!</p><p>4.8! Frustração	de	lei	sobre	a	nacionalização	do	trabalho	............................................................	18!</p><p>4.9! Exercício	de	atividade	com	infração	de	decisão	administrativa	.............................................	18!</p><p>4.10! Aliciamento	para	o	fim	de	emigração	....................................................................................	19!</p><p>4.11! Aliciamento	de	trabalhadores	de	um	local	para	outro	do	território	nacional	.......................	20!</p><p>4.12! Tópicos	importantes	aplicáveis	aos	crimes	contra	a	organização	do	trabalho	......................	21!</p><p>5! DISPOSITIVOS	LEGAIS	IMPORTANTES	.....................................................................	23!</p><p>6! SÚMULAS	PERTINENTES	........................................................................................	30!</p><p>Renan Araujo, Time Renan Araujo</p><p>Aula 08</p><p>Direito Penal p/ Polícia Civil-RJ (Inspetor) Com Videoaulas</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>2</p><p>54</p><p>6.1! Súmulas	do	STJ	.......................................................................................................................	30!</p><p>7! JURISPRUDÊNCIA	CORRELATA	...............................................................................	31!</p><p>8! RESUMO	................................................................................................................	32!</p><p>9! EXERCÍCIOS	PARA	PRATICAR	..................................................................................	36!</p><p>10! EXERCÍCIOS	COMENTADOS	....................................................................................	42!</p><p>11! GABARITO	.............................................................................................................	54!</p><p>Olá,	meus	amigos!</p><p>A	aula	de	hoje	trata	de	diversos	crimes	em	espécie,	previstos	na	parte	especial	do	CP,	como</p><p>os	crimes	contra	a	organização	do	trabalho,	a	família	e	outros.</p><p>Estes	crimes	são	pouco	explorados,	de	forma	que	serão	tratados	com	menos	profundidade</p><p>que	os	demais.	Além	disso,	teremos	de	utilizar	questões	de	Bancas	variadas,	para	não	ficarmos	com</p><p>uma	preparação	defasada.</p><p>Considerando	 que	 o	 tempo	 é	 um	 elemento	 escasso,	 vamos	 dar	 mais	 ênfase	 ao	 que	 mais</p><p>importa,	e	menos	ênfase	ao	que	menos	importa.</p><p>Bons	estudos!</p><p>Prof.	Renan	Araujo</p><p>Renan Araujo, Time Renan Araujo</p><p>Aula 08</p><p>Direito Penal p/ Polícia Civil-RJ (Inspetor) Com Videoaulas</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>3</p><p>54</p><p>1! DOS	CRIMES	CONTRA	A	PROPRIEDADE	IMATERIAL</p><p>Os	 crimes	 contra	 a	 propriedade	 imaterial	 estão	 previstos	 no	 Título	 III	 do	 Livro	 II	 do	 Código</p><p>Penal,	abarcando	os	tipos	penais	previstos	nos	arts.	184	a	196,	divididos	em	04	capítulos.</p><p>No	entanto,	apenas	o	capítulo	I	permanece	em	vigor,	já	que	os	três	capítulos	seguintes	foram</p><p>REVOGADOS	pela	9.279/96.</p><p>O	único	capítulo	 restante,	o	 capítulo	 I,	 trata	dos	 crimes	contra	a	propriedade	 intelectual,	e</p><p>possui	apenas	um	único	tipo	penal,	que	é	o	de	“Violação	de	direitos	autorais”,	previsto	no	art.	184.</p><p>Anteriormente,	o	art.	185	também	previa	um	tipo	penal,	o	de	usurpação	de	nome	ou	pseudônimo</p><p>(apelido)	alheio,	mas	este	artigo	fora	revogado	pela	Lei	10.695/03,	que,	por	sua	vez,	deu	a	redação</p><p>atual	do	artigo	184,	o	último	dos	moicanos.</p><p>Vamos	estudá-lo?</p><p>O	art.	184	do	CP	possui	a	seguinte	redação:</p><p>Art.	184.	Violar	direitos	de	autor	e	os	que	lhe	são	conexos:	(Redação	dada	pela	Lei	nº	10.695,	de	1º.7.2003)</p><p>Pena	-	detenção,	de	3	(três)	meses	a	1	(um)	ano,	ou	multa.	(Redação	dada	pela	Lei	nº	10.695,	de	1º.7.2003)</p><p>Esse	tipo	é	o	tipo	penal	base,	ou	seja,	os	demais	parágrafos	dele	derivam.</p><p>A	conduta	consiste	em	“violar	direitos	de	autor”.	Porém,	quais	seriam	os	direitos	do	autor?	Os</p><p>direitos	 do	 autor	 são	 o	 conjunto	 de	 direitos	 e	 prerrogativas	 que	 a	 Lei	 confere	 ao	 criador	 de</p><p>determinada	obra	(seja	ela	qual	for).</p><p>A	matéria	está	tratada,	inclusive,	a	nível	constitucional.	Vejamos	a	redação	do	art.	5º,	XVII:</p><p>XXVII	 -	 aos	 autores	 pertence	 o	 direito	 exclusivo	 de	 utilização,	 publicação	 ou	 reprodução	 de	 suas	 obras,</p><p>transmissível	aos	herdeiros	pelo	tempo	que	a	lei	fixar;</p><p>A	matéria,	em	nível	infraconstitucional,	é	tratada	atualmente	pela	Lei	9.610/98.	No	entanto,</p><p>fugiria	ao	nosso	trabalho	adentrar	ao	estudo	daquela	Lei.	Basta	que	vocês	saibam	que	a	violação</p><p>dos	direitos	conferidos	pela	Lei	ao	autor	é	CRIME	PREVISTO	NO	ART.	184	DO	CP.</p><p>Veja	você,	caro	aluno,	que	a	reprodução	não	autorizada	desta	obra	que	você	está	lendo	agora,</p><p>pode	caracterizar	a	prática	de	um	delito,	de	forma	que	é	bastante	recomendável	evitar	a	sua	prática.</p><p>O	sujeito	ativo	pode	ser	qualquer	pessoa,	sendo,	portanto,	um	CRIME	COMUM.</p><p>O	 elemento	 subjetivo	 exigido	 é	 o	 dolo,	 não	 se	 admitindo	 a	 forma	 culposa,	 por	 não	 haver</p><p>previsão	legal	nesse	sentido.	Aqui	não	há	finalidade	de	obtenção	de	lucro.</p><p>Apenas	 para	 que	 vocês	 saibam,	 a	 lei	 não	 protege	 por	 tempo	 indeterminado	 os	 direitos</p><p>patrimoniais	do	autor	sobre	sua	obra.	Nos	termos	do	art.	41	da	Lei	9.610/98,	eles	duram	por	70</p><p>anos,	contados	de	1º	de	janeiro	do	ano	subsequente	ao	do	falecimento	do	autor,	ou	seja,	enquanto</p><p>Renan Araujo, Time Renan Araujo</p><p>Aula 08</p><p>Direito Penal p/ Polícia Civil-RJ (Inspetor) Com Videoaulas</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>4</p><p>54</p><p>vivo	o	autor,	o	direito	patrimonial	existe	e,	após	sua	morte,	caso	haja	herdeiros,	permanece	por	mais</p><p>70	anos.</p><p>Após	esse	prazo,	ou	falecendo	o	autor	sem	deixar	sucessores,	a	obra	cai	no	chamado	“domínio</p><p>público”.	Assim,	é	possível	imaginar,	por	exemplo,	que	alguém	incorra	em	erro	de	tipo,	acreditando</p><p>que	a	obra	que	está	reproduzindo	já	está	em	domínio	público,	quando	não	está.	Fica	aí	um	exemplo!</p><p>A	consumação	se	dá	de	formas	variadas</p><p>de</p><p>quem	sobre	ele	exerce	autoridade,	em	virtude	de	lei	ou	de	ordem	judicial;	confiar	a	outrem	sem	ordem	do	pai,</p><p>do	tutor	ou	do	curador	algum	menor	de	dezoito	anos	ou	interdito,	ou	deixar,	sem	justa	causa,	de	entregá-lo	a</p><p>quem	legitimamente	o	reclame:</p><p>Pena	-	detenção,	de	um	mês	a	um	ano,	ou	multa.</p><p>Subtração	de	incapazes</p><p>Art.	249	-	Subtrair	menor	de	dezoito	anos	ou	interdito	ao	poder	de	quem	o	tem	sob	sua	guarda	em	virtude</p><p>de	lei	ou	de	ordem	judicial:</p><p>Pena	-	detenção,	de	dois	meses	a	dois	anos,	se	o	fato	não	constitui	elemento	de	outro	crime.</p><p>§	1º	-	O	fato	de	ser	o	agente	pai	ou	tutor	do	menor	ou	curador	do	interdito	não	o	exime	de	pena,	se	destituído</p><p>ou	temporariamente	privado	do	pátrio	poder,	tutela,	curatela	ou	guarda.</p><p>§	2º	-	No	caso	de	restituição	do	menor	ou	do	interdito,	se	este	não	sofreu	maus-tratos	ou	privações,	o	juiz</p><p>pode	deixar	de	aplicar	pena.</p><p>6! SÚMULAS	PERTINENTES</p><p>6.1! SÚMULAS	DO	STJ</p><p>Ä	Súmula	502	do	STJ	–	O	STJ	já	consolidou	entendimento	no	sentido	de	que	tal	conduta	é	TÍPICA,	e</p><p>não	 há	 que	 se	 falar	 em	 aplicação,	 aqui,	 do	 princípio	 da	 adequação	 social,	 tendo	 sumulado	 a</p><p>questão:</p><p>Súmula 502 do STJ</p><p>Presentes a materialidade e a autoria, afigura-se típica, em relação ao crime previsto no art. 184,</p><p>§ 2º, do CP, a conduta de expor à venda CDs e DVDs piratas.</p><p>Ä	Súmula	574	do	STJ	–	O	STJ	sumulou	entendimento	no	sentido	de	que,	para	a	configuração	do</p><p>delito	de	violação	de	direito	autoral,	é	suficiente	a	realização	de	perícia	por	amostragem,	sendo</p><p>dispensável,	inclusive,	a	identificação	do	titular	do	direito	autoral	violado	ou	de	seus	representantes:</p><p>Súmula 574 do STJ - Para a configuração do delito de violação de direito autoral e a comprovação</p><p>de sua materialidade, é suficiente a perícia realizada por amostragem do produto apreendido, nos</p><p>aspectos externos do material, e é desnecessária a identificação dos titulares dos direitos autorais</p><p>violados ou daqueles que os representem.</p><p>Renan Araujo, Time Renan Araujo</p><p>Aula 08</p><p>Direito Penal p/ Polícia Civil-RJ (Inspetor) Com Videoaulas</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>31</p><p>54</p><p>7! JURISPRUDÊNCIA	CORRELATA</p><p>Ä	STJ	-	RE	587530	AgR	–	O	STF	decidiu	no	sentido	de	que	a	competência	da	Justiça	Federal	para</p><p>processar	e	julgar	os	crimes	contra	a	Organização	do	Trabalho	estará	configurada	quando	“houver</p><p>ofensa	ao	sistema	de	órgãos	e	institutos	destinados	a	preservar,	coletivamente,	os	direitos	e	deveres</p><p>dos	trabalhadores”,	não	sendo	da	competência	da	JF	quando	se	tratar	de	mera	ofensa	a	direitos</p><p>individuais,	ainda	que	pertencentes	a	um	grupo	de	pessoas:</p><p>(...) Cumpre à Justiça Federal processar e julgar "os crimes contra a organização do trabalho" (CR,</p><p>art. 109, inc. VI) quando "houver ofensa ao sistema de órgãos e institutos destinados a</p><p>preservar, coletivamente, os direitos e deveres dos trabalhadores" (EDcl no AgRg no CC</p><p>129.181/MG, Rel. Ministro Jorge Mussi, Terceira Seção, julgado em 25/02/2015; Súmula 115/TFR).</p><p>Não lhe compete, contudo, processar e julgar causa decorrente de relação de trabalho</p><p>relacionada à violação de direitos individuais, ainda que pertencentes a um grupo</p><p>determinado de pessoas.</p><p>(...) (CC 131.319/SP, Rel. Ministro NEWTON TRISOTTO (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO</p><p>TJ/SC), TERCEIRA SEÇÃO, julgado em 26/08/2015, DJe 11/09/2015)</p><p>Ä	STF	-	RE	587530	AgR	–	O	STF	decidiu	no	sentido	de	que	a	análise,	para	fins	de	competência	da</p><p>Justiça	 Federal	 em	 relação	 aos	 crimes	 contra	 a	 Organização	 do	 Trabalho,	 deverá	 ser	 muito	 mais</p><p>ampla	 do	 que	 a	 mera	 configuração	 de	 lesão	 aos	 órgãos	 e	 instituições	 que	 visem	 à	 proteção	 do</p><p>trabalho,	devendo	ser	analisado	se	houve,	no	caso	concreto,	lesão	à	dignidade	do	ser	humano,	num</p><p>contexto	de	relação	de	trabalho:</p><p>(...) É da mais recente jurisprudência desta Suprema Corte, o entendimento de que, para fins de</p><p>fixação da competência da justiça federal, o enquadramento na categoria de crimes contra a</p><p>organização do trabalho, vai além de condutas ofensivas ao sistema de órgãos e instituições</p><p>que visam a proteção dos trabalhadores. A dignidade do homem, protegida amplamente</p><p>pela Constituição da República, não pode ser olvidada, devendo ser atrelada àquele</p><p>componente orgânico (RE nº 398.041/PA, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Joaquim Barbosa,</p><p>DJe de 19/12/08). 2. Restando superada a questão preliminar de incompetência, deve o Tribunal</p><p>Regional Federal da 4ª Região prosseguir na análise das demais questões levadas à sua apreciação</p><p>nos autos do writ ali impetrado. 3. Agravo regimental parcialmente provido.</p><p>(RE 587530 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 03/05/2011, DJe-</p><p>164 DIVULG 25-08-2011 PUBLIC 26-08-2011 EMENT VOL-02574-02 PP-00432)</p><p>Renan Araujo, Time Renan Araujo</p><p>Aula 08</p><p>Direito Penal p/ Polícia Civil-RJ (Inspetor) Com Videoaulas</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>32</p><p>54</p><p>8! RESUMO</p><p>CRIMES	CONTRA	A	PROPRIEDADE	IMATERIAL</p><p>Violação	de	direito	autoral</p><p>Conduta	do	caput	(art.	184)</p><p>Conduta	-	A	conduta	consiste	em	“violar	direitos	de	autor”.	Os	direitos	do	autor	são	o	conjunto	de</p><p>direitos	e	prerrogativas	que	a	Lei	confere	ao	criador	de	determinada	obra	(seja	ela	qual	for).</p><p>Sujeitos	 e	 elemento	 subjetivo	 -	 O	 sujeito	 ativo	 pode	 ser	 qualquer	 pessoa,	 sendo,	 portanto,	 um</p><p>CRIME	COMUM.	O	elemento	subjetivo	exigido	é	o	dolo,	não	se	admitindo	a	forma	culposa,	por	não</p><p>haver	previsão	legal	nesse	sentido.	Aqui	não	há	finalidade	de	obtenção	de	lucro.</p><p>Consumação	e	tentativa	-	A	consumação	se	dá	de	formas	variadas	a	depender	da	espécie	de	obra</p><p>que	se	está	violando.	Em	sendo	obra	literária,	se	dá	com	a	reprodução	indevida.	Em	caso	de	peça</p><p>artística,	com	a	reprodução	pública	indevida.	Admite-se	plenamente	a	TENTATIVA.</p><p>Conduta	do	art.	184,	§1º</p><p>Conduta	-	A	conduta	é	aquela	de	quem	realiza	a	reprodução	ilegal	com	intuito	de	lucro.</p><p>Sujeitos	 e	 elemento	 subjetivo	 -	 O	 sujeito	 ativo	 pode	 ser	 qualquer	 pessoa,	 sendo,	 portanto,	 um</p><p>CRIME	COMUM.	O	elemento	subjetivo	exigido	é	o	dolo,	não	se	admitindo	a	forma	culposa,	por	não</p><p>haver	previsão	legal	nesse	sentido.	Aqui	há	finalidade	de	obtenção	de	lucro	(elemento	subjetivo</p><p>específico).</p><p>Consumação	 e	 tentativa	 -	 A	 consumação	 se	 dá	 com	 a	 reprodução	 indevida,	 com	 fim	 de	 lucro.</p><p>Admite-se	plenamente	a	TENTATIVA.</p><p>Conduta	do	art.	184,	§2º</p><p>Conduta	-	A	conduta	é	a	daquela	pessoa	que	não	realiza	a	reprodução	ilegal,	mas,	com	o	intuito	de</p><p>lucro	direto	ou	indireto,	distribui,	vende,	expõe	à	venda,	aluga,	 introduz	no	País,	adquire,	oculta,</p><p>tem	em	depósito,	original	ou	cópia	de	obra	intelectual	ou	fonograma	reproduzido	de	forma	ilegal.</p><p>Sujeitos	 e	 elemento	 subjetivo	 -	 O	 sujeito	 ativo	 pode	 ser	 qualquer	 pessoa,	 sendo,	 portanto,	 um</p><p>CRIME	COMUM.	O	elemento	subjetivo	exigido	é	o	dolo,	não	se	admitindo	a	forma	culposa,	por	não</p><p>haver	previsão	legal	nesse	sentido.	Aqui	há	finalidade	de	obtenção	de	lucro	(elemento	subjetivo</p><p>específico).</p><p>Consumação	e	tentativa	-	A	consumação	se	dá	com	a	prática	de	qualquer	das	condutas	descritas	no</p><p>tipo	 (distribuir,	 expor	 à	 venda,	 ter	 em	 depósito,	 etc.),	 ainda	 que	 o	 agente	 não	 consiga	 o	 lucro</p><p>pretendido.	Admite-se	plenamente	a	TENTATIVA.</p><p>Renan Araujo, Time Renan Araujo</p><p>Aula 08</p><p>Direito Penal p/ Polícia Civil-RJ (Inspetor) Com Videoaulas</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>33</p><p>54</p><p>OBS.:	A	conduta	de	comercializar	CDs	e	DVDs	piratas	é	CRIME,	configurando	o	delito	do	art.	184,</p><p>§2º,	não	havendo	que	se	falar	em	“adequação	social”	(STJ	–	Súmula	502).</p><p>Ação	penal	nos	crimes	contra	a	propriedade	imaterial</p><p>Ação	penal	privada	–	Conduta	do	art.	184,	caput.</p><p>Ação	penal	pública	condicionada	à	representação	da	vítima	-	Oferecimento	mediante	sistema	de</p><p>distribuição	em	massa	(art.	184,	§3º)</p><p>AÇÃO	PENAL	PÚBLICA	INCONDICIONADA	–	Demais	casos</p><p>CRIMES	CONTRA	O	SENTIMENTO	RELIGIOSO</p><p>Ultraje	a	culto</p><p>e	impedimento	ou	perturbação	de	ato	a	ele	relativo</p><p>Sujeito	ativo	-	Crime	comum.	Sujeito	passivo	é	a	coletividade	que	compartilha	deste	sentimento</p><p>religioso,	podendo,	ainda,	ser	a	pessoa	efetivamente	privada	de	seu	culto	religioso	ou	zombada</p><p>Elemento	subjetivo	-	Dolo</p><p>Tentativa	 -	 A	 tentativa	 é	 admissível	 em	 todas	 as	 hipóteses,	 salvo	 nas	 manifestações	 verbais</p><p>(escárnio,	vilipêndio	verbal,	etc.).</p><p>CRIMES	CONTRA	O	RESPEITO	AOS	MORTOS</p><p>Sujeitos	-	Todos	os	delitos	são	COMUNS.	O	sujeito	passivo	NÃO	SERÁ	O	MORTO,	pois	não	é	sujeito</p><p>de	direitos,	mas	a	coletividade	e,	em	especial,	os	familiares	e	demais	pessoas	que	guardam	qualquer</p><p>relação	de	afinidade	com	a	pessoa	falecida.</p><p>Elemento	subjetivo	-	Dolo</p><p>Tentativa	 -	 A	 tentativa	 é	 admissível	 em	 todas	 as	 hipóteses,	 salvo	 nas	 manifestações	 verbais</p><p>(escárnio,	vilipêndio	verbal,	etc.).</p><p>CRIMES	CONTRA	A	FAMÍLIA</p><p>Crimes	contra	o	casamento</p><p>Sujeitos	-	CRIMES	COMUNS.	EXCEÇÃO:		Bigamia,	que	somente	pode	ser	praticado	pela	pessoa	que</p><p>possui	 a	 qualidade	 de	 já	 ser	 casada,	 sendo,	 portanto,	 CRIME	 PRÓPRIO.	 O	 sujeito	 passivo	 é,</p><p>primariamente,	o	Estado	e,	secundariamente,	eventual	particular	lesado.</p><p>Elemento	subjetivo	-	Dolo</p><p>Tentativa	–	A	tentativa	é	possível	em	todos	os	casos.	No	caso	do	crime	de	bigamia,	a	Doutrina	se</p><p>divide,	mas	majoritariamente	entende	que	também	é	possível.</p><p>Crimes	contra	o	estado	de	filiação</p><p>Sujeitos	-	CRIMES	COMUNS.	EXCEÇÕES:</p><p>Renan Araujo, Time Renan Araujo</p><p>Aula 08</p><p>Direito Penal p/ Polícia Civil-RJ (Inspetor) Com Videoaulas</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>34</p><p>54</p><p>•! No	caso	do	tipo	penal	do	art.	242	–	Na	conduta	de	“dar	parto	alheio	como	próprio”.</p><p>Nessa	conduta,	só	a	mulher	pode	praticar	o	delito.</p><p>•! No	caso	do	tipo	penal	do	art.	243	–	Se	a	conduta	é	praticada	contra	filho	“próprio”,	só</p><p>o	pai	ou	mãe	podem	praticar	o	delito.</p><p>O	sujeito	passivo	é	o	Estado,	e	secundariamente,	a	pessoa	prejudicada	com	a	ação.</p><p>Elemento	subjetivo	–	Dolo.	EXCEÇÃO:	No	crime	do	art.	243	do	CP	não	é	suficiente	o	dolo	genérico,</p><p>exigindo-se	o	especial	fim	de	agir,	consistente	na	intenção	de	prejudicar	direito	inerente	ao	estado</p><p>civil.</p><p>Tentativa	–	A	tentativa	é	possível	em	todos	os	casos.</p><p>Crimes	contra	a	assistência	familiar</p><p>Sujeitos	 –	 Crimes	 próprios,	 pois	 somente	 podem	 ser	 praticados	 por	 aqueles	 que	 possuam	 as</p><p>qualidades	exigidas	nos	tipos	penais	(pai,	mãe,	responsável,	etc.).	O	sujeito	passivo	primário,	em</p><p>todos	 eles,	 é	 o	 ESTADO,	 figurando	 como	 sujeito	 passivo	 secundário	 o	 parente	 que	 ficou	 ao</p><p>desamparo	(ascendente,	descendente,	etc.).</p><p>Elemento	subjetivo	-	Dolo</p><p>Tentativa	-	A	tentativa	é	admissível,	salvo	nos	crimes	de	abandono	material	e	abandono	intelectual,</p><p>eis	que	são	crimes	omissivos	próprios.</p><p>Dos	crimes	contra	o	pátrio	poder,	tutela	e	curatela</p><p>Sujeitos	–	O	sujeito	ativo	pode	ser	qualquer	pessoa,	sendo	crimes	comuns.	Sujeitos	passivos	são	os</p><p>responsáveis	pelos	incapazes	submetidos	às	situações	descritas	nos	tipos	penais.	Secundariamente,</p><p>figuram	como	sujeitos	passivos	os	próprios	incapazes.</p><p>Elemento	subjetivo	–	Dolo</p><p>Tentativa	-	A	tentativa	é	admissível,	exceto	no	caso	do	art.	248	quando	for	praticado	na	modalidade</p><p>de	 “deixar,	 sem	 justa	 causa,	 de	 entrega-lo...”,	 por	 se	 tratar,	 neste	 caso,	 de	 CRIME	 OMISSIVO</p><p>PRÓPRIO.</p><p>CRIMES	CONTRA	A	ORGANIZAÇÃO	DO	TRABALHO</p><p>Ø! Boicotagem	 violenta	 -	 Tipo	 misto	 cumulativo,	 ou	 seja,	 o	 tipo	 penal	 prevê	 mais	 de	 uma</p><p>conduta	(tipo	misto),	e	a	prática	de	mais	de	uma	dessas	condutas	descritas	no	núcleo	do	tipo</p><p>configura	mais	de	um	crime,	e	não	crime	único	(tipo	misto	cumulativo).</p><p>OBS.:	 As	 condutas	 de	 obrigar	 alguém	 a	 NÃO	 celebrar	 contrato	 de	 trabalho	 e	 obrigar	 alguém	 a</p><p>FORNECER	ou	AQUIRIR	de	outrem	matéria-prima	ou	produto	industrial	ou	agrícola	NÃO	constituem</p><p>crime	de	boicotagem	violenta	(não	estão	previstas	no	tipo).</p><p>Ø! Paralisação	de	trabalho,	seguida	de	violência	ou	perturbação	da	ordem	-	Aqui	a	violência</p><p>apenas	 contra	 COISA	 caracteriza	 o	 delito.	 Pelo	 menos	 três	 empregados	 devem	 participar</p><p>(concurso	necessário).</p><p>Renan Araujo, Time Renan Araujo</p><p>Aula 08</p><p>Direito Penal p/ Polícia Civil-RJ (Inspetor) Com Videoaulas</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>35</p><p>54</p><p>Ø! Frustração	de	direito	assegurado	por	lei	trabalhista	-	O	crime	se	caracteriza	pela	frustração</p><p>(evitar	 a	 efetivação)	 de	 um	 direito	 trabalhista.	 Isso	 pode	 se	 dar	 mediante	 VIOLÊNCIA	 OU</p><p>GRAVE	AMEAÇA.	OBS.:	Cláusula	de	equiparação:	conduta	daquele	que	COAGE	o	empregado</p><p>a	 consumir	 mercadoria	 de	 determinado	 estabelecimento,	 PARA	 IMPOSSIBILITAR	 O</p><p>DESLIGAMENTO	DO	TRABALHO	EM	RAZÃO	DA	DÍVIDA,	bem	como	aquele	que	impede	alguém</p><p>de	se	desligar	de	serviço	mediante	COAÇÃO	ou	RETENÇÃO	DE	SEUS	DOCUMENTOS.	OBS.:	Se</p><p>há	privação	da	liberdade	de	locomoção	=	crime	de	redução	à	condição	análoga	à	de	escravo.</p><p>Ø! Exercício	 de	 atividade	 com	 infração	 de	 decisão	 administrativa	 –	 Se	 o	 agente	 exerce	 a</p><p>atividade	em	descumprimento	à	decisão	JUDICIAL	não	pratica	este	delito,	mas	o	delito	do	art.</p><p>359	do	CP.	Médico	com	registro	cassado	pratica	este	delito?	Sim,	pratica	este	delito,	e	não</p><p>o	crime	de	exercício	ilegal	da	medicina.</p><p>Tópicos	importantes</p><p>Ø! Todas	as	condutas	somente	são	punidas	na	modalidade	DOLOSA.</p><p>Ø! Todos	os	crimes	são	de	ação	penal	pública	incondicionada.</p><p>Ø! São,	em	regra,	crimes	FORMAIS,	mas	há	exceções</p><p>Ø! Todos	os	crimes	admitem	a	TENTATIVA,	salvo	as	raras	hipóteses	em	que	a	conduta	não	pode</p><p>ser	 fracionada	 (exemplo:	Negar	as	 condições	para	 retorno,	art.	207,	§1º,	por	de	 tratar	de</p><p>conduta	omissiva).</p><p>Ø! Para	quase	todos	os	delitos	é	cominada	pena	de	detenção,	exceto	para	o	crime	do	art.	202</p><p>(para	este,	a	pena	cominada	é	a	de	reclusão).</p><p>Ø! O	crime	de	redução	à	condição	análoga	à	de	escravo	não	está	inserido	dentro	dos	“crimes</p><p>contra	a	organização	do	trabalho”,	pois	está	previsto	no	art.	149	do	CP,	dentro	do	capítulo</p><p>referente	aos	crimes	contra	a	liberdade	pessoal.</p><p>Competência	para	processar	e	julgar	os	crimes	contra	a	organização	do	trabalho</p><p>REGRA	-	Para	o	STJ,	a	competência	será,	a	princípio,	da	Justiça	estadual,	salvo	se	ficar	comprovado</p><p>que	houve:</p><p>§! violação	a	direito	dos	trabalhadores,	considerados	coletivamente;	ou</p><p>§! violação	à	organização	geral	do	trabalho.</p><p>OBS.:	Assim,	a	mera	violação	aos	direitos	de	um	ou	alguns	trabalhadores	não	desloca	a	competência</p><p>para	a	Justiça	Federal.</p><p>OBS.:	O	STF	destaca	que	a	análise	deverá	ser	muito	mais	ampla	do	que	a	mera	configuração	de</p><p>lesão	aos	órgãos	e	instituições	que	visem	à	proteção	do	trabalho,	devendo	ser	analisado	se	houve,</p><p>no	caso	concreto,	lesão	à	dignidade	do	ser	humano,	num	contexto	de	relação	de	trabalho.</p><p>OBS.:	Competência	para	julgar	o	crime	de	redução	à	condição	análoga	à	de	escravo	=	Justiça	Federal</p><p>(STF	 e	 STJ)	 –	 Ofende	 gravemente	 a	 organização	 do	 trabalho,	 eis	 que,	 dentre	 outras	 coisas,	 há</p><p>violação	flagrante	à	dignidade	da	pessoa	humana	em	relação	de	trabalho.</p><p>Renan Araujo, Time Renan Araujo</p><p>Aula 08</p><p>Direito Penal p/ Polícia Civil-RJ (Inspetor) Com Videoaulas</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>36</p><p>54</p><p>_______</p><p>Bons	estudos!</p><p>Prof.	Renan	Araujo</p><p>9! EXERCÍCIOS	PARA	PRATICAR</p><p>01.! (TRT2	–	2016	–	TRT2	–	JUIZ	DO	TRABALHO)</p><p>Em	relação	aos	crimes	contra	a	organização	do	trabalho,	cujos	tipos	penais	estão	enunciados	no</p><p>Título	IV	da	Parte	Especial	do	Código	Penal,	segundo	a	tipologia	especificamente	adotada	por	este</p><p>Código,	são	condutas	típicas	que,	em	tese,	caracterizam	crime	contra	a	organização	do	trabalho:</p><p>I-	“Reduzir	alguém	a	condição	análoga	à	de	escravo,	quer	submetendo-o	a	trabalhos	forçados	ou	a</p><p>jornada	exaustiva,	quer	sujeitando-o	a	condições	degradantes	de	trabalho,	quer	restringindo,	por</p><p>qualquer	meio,	sua	locomoção	em	razão	de	dívida	contraída	com	o	empregador	ou	preposto”.</p><p>II-	“Deixar	de	repassar	à	previdência	social	as	contribuições</p><p>recolhidas	dos	contribuintes,	no	prazo	e</p><p>forma	legal	ou	convencional”.</p><p>III-	“Participar	de	suspensão	ou	abandono	coletivo	de	trabalho,	praticando	violência	contra	pessoa</p><p>ou	contra	coisa".</p><p>IV-	“Exercer	atividade,	de	que	está	impedido	por	decisão	administrativa”.</p><p>V	-	“Aliciar	trabalhadores,	com	o	fim	de	levá-los	de	uma	para	outra	localidade	do	território	nacional”.</p><p>Responda:</p><p>a)		Somente	as	proposições	l,ll	e	IV	estão	corretas.</p><p>b)		Somente	as	proposições	l,ll	e	V	estão	corretas.</p><p>c)	Somente	as	proposições	II,III	e	V	estão	corretas.</p><p>d)	Somente	as	proposições	III,IV	e	V	estão	corretas	.</p><p>e)		Todas	as	proposições	estão	corretas.</p><p>02.! (CESPE	–	2016	–	TRT8	–	ANALISTA	JUDICIÁRIO	–	ADAPTADA)</p><p>A	conduta	de	vender	ou	expor	à	venda	CDs	ou	DVDs	contendo	gravações	de	músicas,	filmes	ou	shows</p><p>não	configura	crime	de	violação	de	direito	autoral,	por	ser	prática	amplamente	tolerada	e	estimulada</p><p>pela	procura	dos	consumidores	desses	produtos.</p><p>03.! (CESPE	–	2016	–	TRT8	–	ANALISTA	JUDICIÁRIO	–	ADAPTADA)</p><p>Renan Araujo, Time Renan Araujo</p><p>Aula 08</p><p>Direito Penal p/ Polícia Civil-RJ (Inspetor) Com Videoaulas</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>37</p><p>54</p><p>No	crime	de	aliciamento	para	o	 fim	de	emigração,	pune-se	a	conduta	de	recrutar	 trabalhadores,</p><p>mediante	 fraude,	com	o	 fim	de	 levá-los	para	 território	estrangeiro,	 como	 forma	de	se	garantir	a</p><p>proteção	à	organização	do	trabalho.</p><p>04.! (CESPE	–	2016	–	TRT8	–	ANALISTA	JUDICIÁRIO)</p><p>Em	relação	aos	crimes	contra	a	organização	do	trabalho,	assinale	a	opção	correta.</p><p>a)	Para	a	configuração	do	crime	de	participação	de	abandono	coletivo	de	trabalho	com	violência</p><p>contra	a	pessoa,	é	indispensável	o	concurso	de	pelo	menos	três	empregados.</p><p>b)	Consiste	em	infração	penal	violadora	da	liberdade	individual,	e	não	em	crime	contra	a	organização</p><p>do	 trabalho,	 a	 conduta	 do	 agente	 que	 impede	 alguém	 de	 se	 desligar	 de	 serviços	 de	 qualquer</p><p>natureza,	mediante	a	retenção	de	seus	documentos	pessoais.</p><p>c)	 No	 crime	 de	 aliciamento	 de	 trabalhadores	 de	 um	 local	 para	 outro	 do	 território	 nacional,	 o</p><p>recrutador	que	não	assegurar	condições	de	retorno	do	trabalhador	ao	local	de	origem	estará	sujeito</p><p>a	causa	específica	de	aumento	de	pena.</p><p>d)	O	Código	Penal	prevê,	para	todos	os	crimes	contra	a	organização	do	trabalho,	como	causa	de</p><p>aumento	de	pena	o	fato	de	a	vítima	ser	menor	de	dezoito	anos	de	idade,	idosa,	gestante,	indígena</p><p>ou	portadora	de	deficiência	física	ou	mental.</p><p>e)	Processam-se	esses	crimes	por	ação	penal	pública	incondicionada,	estando	o	autor	de	qualquer</p><p>um	deles	sujeito	à	pena	de	detenção,	além	da	pena	correspondente	à	violência	empregada,	quando</p><p>for	o	caso.</p><p>05.! (CESPE	–	2016	–	TRT8	–	ANALISTA	JUDICIÁRIO)</p><p>Acerca	 do	 crime	 de	 que	 trata	 o	 art.	 198	 do	 CP	 —	 atentado	 contra	 a	 liberdade	 de	 trabalho	 e</p><p>boicotagem	violenta	—,	assinale	a	opção	correta.</p><p>a)	A	 competência	para	o	processamento	de	ação	que	envolva	a	 prática	desse	 crime	é	da	 justiça</p><p>federal,	independentemente	de	se	tratar	de	interesse	individual	do	trabalhador	ou	coletivo.</p><p>b)	A	conduta	de	constranger	alguém,	mediante	violência	ou	grave	ameaça,	a	adquirir	de	outrem</p><p>matéria-prima	ou	produto	industrial	agrícola	configura	o	crime	previsto	no	referido	artigo.</p><p>c)	Cometerá	o	referido	crime	aquele	que	constranger	alguém,	mediante	violência	ou	grave	ameaça,</p><p>a	não	celebrar	contrato	de	trabalho.</p><p>d)	Haverá	concurso	de	crimes	se	o	agente	praticar	mais	de	uma	das	condutas	previstas	no	art.	198</p><p>do	CP.</p><p>e)	O	referido	crime	classifica-se	como	crime	próprio.</p><p>06.! (CESPE	–	2016	–	TJ-AM	–	JUIZ	–	ADAPTADA)</p><p>Não	constitui	crime	vilipendiar	as	cinzas	de	um	cadáver,	sendo	tal	conduta	atípica	por	ausência	de</p><p>previsão	legal.</p><p>Renan Araujo, Time Renan Araujo</p><p>Aula 08</p><p>Direito Penal p/ Polícia Civil-RJ (Inspetor) Com Videoaulas</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>38</p><p>54</p><p>07.! (CESPE	–	2016	–	TJ-AM	–	JUIZ	–	ADAPTADA)</p><p>Pratica	 crime	 previsto	 no	 CP	 aquele	 que	 contrai	 casamento	 conhecendo	 a	 existência	 de</p><p>impedimento	que	lhe	cause	a	nulidade	absoluta	ou	relativa.</p><p>08.! (CESPE	–	2015	–	DPE-RN	–	DEFENSOR	PÚBLICO)</p><p>Vanessa	foi	presa	em	flagrante	enquanto	vendia	e	expunha	à	venda	cerca	de	duzentos	DVDs	piratas,</p><p>falsificados,	de	filmes	e	séries	de	televisão.	Realizada	a	devida	perícia,	foi	confirmada	a	falsidade	dos</p><p>objetos.	Incapaz	de	apresentar	autorização	para	a	comercialização	dos	produtos,	Vanessa	alegou	em</p><p>sua	defesa	que	desconhecia	a	ilicitude	de	sua	conduta.</p><p>Com	relação	a	essa	situação	hipotética,	assinale	a	opção	correta	à	luz	da	jurisprudência	dominante</p><p>dos	tribunais	superiores.</p><p>a)	Vanessa	é	isenta	de	culpabilidade,	pois	incidiu	em	erro	de	proibição.</p><p>b)	O	MP	deve	comprovar	que	os	detentores	dos	direitos	autorais	das	obras	falsificadas	sofreram	real</p><p>prejuízo	para	que	a	conduta	de	Vanessa	seja	criminosa.</p><p>c)	A	conduta	de	Vanessa	ofende	o	direito	constitucional	que	protege	a	autoria	de	obras	intelectuais</p><p>e	configura	crime	de	violação	de	direito	autoral.</p><p>d)	 A	 conduta	 de	 vender	 e	 expor	 à	 venda	 DVDs	 falsificados	 é	 atípica	 em	 razão	 da	 incidência	 do</p><p>princípio	da	adequação	social.</p><p>e)	 A	 conduta	 de	 vender	 e	 expor	 à	 venda	 DVDs	 falsificados	 é	 atípica	 em	 razão	 da	 incidência	 do</p><p>princípio	da	insignificância.</p><p>09.! (FCC	–	2015	–	TRT23	–	JUIZ	DO	TRABALHO)</p><p>Paulo,	 industrial	 do	 ramo	 de	 plásticos,	 mediante	 promessa	 de	 mal	 futuro,	 sério	 e	 verossímil,</p><p>constrangeu	Pedro,	proprietário	de	empresa	concorrente,	a	não	adquirir	de	Antônio	matéria-prima</p><p>necessária	para	a	fabricação	de	seus	produtos.	No	caso,	Paulo	cometeu	o	crime	de</p><p>a)	atentado	contra	a	liberdade	de	contrato	de	trabalho.</p><p>b)	constrangimento	ilegal.</p><p>c)	atentado	contra	a	liberdade	de	trabalho.</p><p>d)	sabotagem.</p><p>e)	boicotagem	violenta.</p><p>10.! (MPT	–	2015	–	MPT	–	PROCURADOR	DO	TRABALHO)</p><p>Acerca	do	crime	de	frustração	de	direito	assegurado	por	lei	trabalhista	é	INCORRETO	afirmar:</p><p>a)	Admite	tentativa.</p><p>b)	Pode	ser	executado	por	meio	de	violência.</p><p>c)	Trata-se	de	norma	penal	em	branco.</p><p>d)	Não	pode	ser	classificado	como	crime	permanente.</p><p>Renan Araujo, Time Renan Araujo</p><p>Aula 08</p><p>Direito Penal p/ Polícia Civil-RJ (Inspetor) Com Videoaulas</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39</p><p>54</p><p>e)	Não	respondida.</p><p>11.! (FCC	–	2015	–	TRT6	–	JUIZ	DO	TRABALHO)</p><p>No	delito	de	paralisação	de	trabalho,	seguida	de	violência	ou	perturbação	da	ordem,</p><p>a)	o	sujeito	ativo	só	pode	ser	o	empregado.</p><p>b)	punível	a	suspensão	de	trabalho.</p><p>c)	a	violência	deve	ser	dirigida,	necessariamente,	contra	pessoa.</p><p>d)	o	abandono	de	trabalho	pode	ser	individual.</p><p>e)	punível,	apenas,	o	abandono	de	trabalho.</p><p>12.! (FCC	–	2014	–	TRT24	–	JUIZ	DO	TRABALHO)</p><p>NÃO	constitui	crime	contra	a	organização	do	trabalho</p><p>a)	redução	a	condição	análoga	à	de	escravo.</p><p>b)	boicotagem	violenta.</p><p>c)	atentado	contra	a	liberdade	de	associação.</p><p>d)	exercício	de	atividade	com	infração	de	decisão	administrativa.</p><p>e)	aliciamento	para	o	fim	de	emigração.</p><p>13.! (FCC	–	2014	–	TRT1	–	JUIZ	DO	TRABALHO)</p><p>Em	 20/10/2012	 empresário	 é	 surpreendido	 pela	 fiscalização	 frustrando	 direito	 assegurado	 pela</p><p>legislação	 do	 trabalho	 em	 razão	 da	 jornada	 exaustiva	 imposta	 aos	 empregados,	 tendo	 ficado</p><p>caracterizada	 a	 condição	 análoga	 à	 de	 escravo.	 No	 curso	 da	 ação	 penal,	 comprovou-se	 que	 o</p><p>empregador	 lançou	 falsas	 anotações	 nas	 carteiras	 de	 trabalho	 dos	 empregados	 e	 que,	 em</p><p>05/05/2010,	 fora	 condenado	 em	 outro	 processo,	 pela	 prática	 de	 apropriação	 indébita	 de</p><p>contribuições	previdenciárias.</p><p>No	que	tange	à	tipicidade	penal,	o	crime	praticado	pelo	empresário	em	20/10/2012	tem	por	objeto</p><p>jurídico</p><p>a)	o	abuso	de	autoridade.</p><p>b)	o	atentado	contra	o	contrato	de	trabalho.</p><p>c)	a	saúde	do	trabalhador.</p><p>d)	a	organização	do	trabalho.</p><p>e)	a	liberdade	pessoal	do	trabalhador.</p><p>14.! (VUNESP	–	2012	–	TJ-SP	–	TITULAR	NOTARIAL)</p><p>Em	relação</p><p>ao	crime	de	bigamia,	pode-se	afirmar	que	se	caracteriza	quando:</p><p>I.	contrai	alguém,	sendo	casado,	novo	casamento;</p><p>Renan Araujo, Time Renan Araujo</p><p>Aula 08</p><p>Direito Penal p/ Polícia Civil-RJ (Inspetor) Com Videoaulas</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>40</p><p>54</p><p>II.	contrai	alguém,	sendo	divorciado,	por	sentença	ainda	não	transitada	em	julgado,	novo	casamento;</p><p>III.	 contrai	 alguém,	 sendo	 divorciado,	 por	 sentença	 transitada	 em	 julgado,	 mas	 não	 averbada	 à</p><p>margem	do	assento	de	casamento,	novo	enlace.</p><p>São	corretas	as	afirmativas</p><p>a)	I	e	II,	apenas.</p><p>b)	I	e	III,	apenas.</p><p>c)	II	e	III,	apenas.</p><p>d)	I,	II	e	III.</p><p>15.! (VUNESP	–	2012	–	TJ-SP	–	TITULAR	NOTARIAL)</p><p>No	tocante	aos	crimes	quanto	ao	estado	de	filiação:</p><p>I.	 são	 considerados	 atos	 criminosos	 a	 promoção	 no	 registro	 civil	 da	 inscrição	 de	 nascimento</p><p>inexistente,	o	fato	de	dar	parto	alheio	como	próprio	e,	ainda,	registrar	como	seu	filho	de	outrem;</p><p>II.	o	ato	de	dar	parto	alheio	como	próprio	pode	ser	considerado	apenas	infração	administrativa,	se</p><p>reconhecido	por	sentença	judicial	que	praticado	por	motivo	de	reconhecida	nobreza;</p><p>III.	 o	 ato	 de	 promover	 no	 registro	 civil	 a	 inscrição	 de	 nascimento	 inexistente	 pode	 deixar	 de	 ser</p><p>apenado,	desde	que	reconhecido	por	sentença	 judicial	que	praticado	por	motivo	de	reconhecida</p><p>nobreza.</p><p>É	correto	o	que	se	afirma	apenas	em</p><p>a)	I.</p><p>b)	I	e	II.</p><p>c)	I	e	III.</p><p>d)	II	e	III.</p><p>16.! (FCC	–	2013	–	TJ-PE	–	TITULAR	NOTARIAL)</p><p>Registrar	como	seu	o	filho	de	outrem	constitui	crime	cujo	bem	jurídico	precípuo	é</p><p>a)	a	administração	da	Justiça.</p><p>b)	o	patrimônio.</p><p>c)	a	propriedade	imaterial.</p><p>d)	a	família.</p><p>e)	a	Administração	Pública	em	geral.</p><p>17.! (VUNESP	–	2011	–	TJ-SP	–	TITULAR	DE	SERVIÇOS	DE	NOTAS)</p><p>Promover	no	registro	civil	a	inscrição	de	nascimento	inexistente</p><p>a)	tipifica	conduta	penal	de	registro	de	nascimento	inexistente.</p><p>b)	tipifica	conduta	penal	de	sonegação	de	estado	de	filiação.</p><p>Renan Araujo, Time Renan Araujo</p><p>Aula 08</p><p>Direito Penal p/ Polícia Civil-RJ (Inspetor) Com Videoaulas</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>41</p><p>54</p><p>c)	tipifica	conduta	penal	de	parto	suposto,	supressão	ou	alteração	de	direito	inerente	ao	estado	civil</p><p>de	recém-nascido.</p><p>d)	não	configura	ilícito	penal.</p><p>18.! (INSTITUTO	CIDADES	–	2010	–	DPE-GO	–	DEFENSOR	PÚBLICO)</p><p>Romeu	e	Julieta	se	apaixonaram	quando	se	conheceram.	Mas	a	vida	de	casados	desgastou	a	relação</p><p>e	 o	 casal	 separou-se	 de	 fato	 quando	 seu	 único	 filho,	 Romeuzinho,	 completou	 sete	anos.	 Julieta,</p><p>então,	com	dedicação	e	trabalho,	passou	a	sustentar	sozinha	o	filho,	cuidando	para	que	nada	lhe</p><p>faltasse.	Completados	dois	anos	dessa	situação,	uma	vizinha	noticiou	o	fato	na	Delegacia	de	Polícia</p><p>e	Romeu	foi	preso	em	flagrante	pelo	crime	de	abandono	material	(	CP,	art.	244:	deixar,	sem	justa</p><p>causa,	 de	 prover	 a	 subsistência	 de	 filho	 menor	 de	 18	 anos,	 não	 lhe	 proporcionando	 os	 recursos</p><p>necessários).	Penalmente,	está	correto	a	defesa	técnica	alegar	que	o	crime	de	abandono	material</p><p>a)	é	de	ação	penal	privada,	logo	a	persecução	penal	não	poderia	ter	sido	iniciada	pela	vizinha.</p><p>b)	 não	 foi	 recepcionado	 pela	 Constituição	 Federal,	 pois	 cria	 obstáculo	 intransponível	 para	 a</p><p>reconciliação	do	casal	e	preservação	da	família.</p><p>c)	 não	 se	 configurou,	 porque	 a	 vítima	 efetivamente	 não	 ficou	 ao	 desamparo,	 uma	 vez	 que	 a</p><p>assistência	foi	prestada	por	sua	mãe.</p><p>d)	não	se	configurou,	porque	não	houve	pensão	alimentícia	judicialmente	acordada.</p><p>e)	não	é	permanente,	mas	unissubsistente,	logo	não	admite	prisão	em	flagrante.</p><p>19.! (ESAF	-	AUDITOR	FISCAL	DO	TRABALHO	–	2010)</p><p>Carlos	e	Mário,	isoladamente,	abandonam	o	seu	trabalho	(greve)	destruindo	a	porta	do	escritório	e</p><p>batendo	no	chefe	Beltrão.	À	luz	do	previsto	dos	Crimes	contra	a	Organização	do	Trabalho	na	parte</p><p>especial	do	Código	Penal,	julgue	os	itens	abaixo,	assinalando	o	correto.</p><p>a)	 Carlos	 e	 Mário	 	 devem	 responder	 pelo	 delito	 tentado	 de	 paralisação	 de	 trabalho,	 seguida	 de</p><p>violência	 ou	 perturbação	 da	 ordem.</p><p>b)	Carlos	e	Mário		não	devem	responder	pelo	delito	de	paralisação	de	trabalho,	seguida	de	violência</p><p>ou	 perturbação	 da	 ordem.</p><p>c)	Carlos	e	Mário		devem	responder	pelo	delito	de	paralisação	de	trabalho,	seguida	de	violência	ou</p><p>perturbação	 da	 ordem	 na	 sua	 forma	 culposa.</p><p>d)	Carlos	e	Mário		devem	responder	pelo	delito	de	paralisação	de	trabalho,	seguida	de	violência	ou</p><p>perturbação	 da	 ordem.</p><p>e)	 Só	 Carlos	 deve	 responder	 pelo	 delito	 de	 paralisação	 de	 trabalho,	 seguida	 de	 violência	 ou</p><p>perturbação	da	ordem.</p><p>20.! (ESAF	-	AUDITOR	FISCAL	DA	RECEITA	FEDERAL	DO	BRASIL	–	2009)</p><p>Paulo,	dirigente	do	sindicato	dos	metalúrgicos	de	São	Bernardo,	constrange	Márcia,	metalúrgica	não</p><p>filiada,	a	participar	do	sindicato	dos	metalúrgicos,	ameaçando-a	de	ser	demitida	caso	não	se	associe</p><p>Renan Araujo, Time Renan Araujo</p><p>Aula 08</p><p>Direito Penal p/ Polícia Civil-RJ (Inspetor) Com Videoaulas</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>42</p><p>54</p><p>imediatamente.	Tal	ameaça	foi	presenciada	por	policial	que	se	encontrava	casualmente	ao	lado	de</p><p>Márcia.	À	luz	do	Código	Penal,	julgue	os	itens	abaixo	assinalando	o	correto.</p><p>a)	Márcia	não	tem	direito	de	se	opor	à	filiação,	desse	modo	a	conduta	de	Paulo	é	lícita.</p><p>b)	Paulo	cometeu	o	crime	de	atentado	contra	a	liberdade	de	trabalho.</p><p>c)	Paulo	cometeu	o	crime	de	atentado	contra	a	liberdade	de	associação.</p><p>d)	Caso	Paulo	seja	preso	em	flagrante,	este	deverá	ser	preso	junto	com	os	outros	detentos	até	que</p><p>seja	paga	fiança	ou	decretada	a	sua	liberdade	provisória.</p><p>e)	Paulo	estará	sujeito	a	advertência	administrativa,	não	tendo	cometido	nenhum	delito.</p><p>21.! (CESPE	–	2014	–	TJ/CE	–	AJAJ	–	ADAPTADA)</p><p>No	crime	de	bigamia,	a	data	do	fato	constitui	o	termo	inicial	do	prazo	prescricional.</p><p>22.! (CESPE	–	2014	–	TJ/CE	–	AJAJ	–	ADAPTADA)</p><p>As	cinzas	humanas	não	podem	ser	objeto	material	do	crime	de	vilipêndio	a	cadáver.</p><p>10!EXERCÍCIOS	COMENTADOS</p><p>01.! (TRT2	–	2016	–	TRT2	–	JUIZ	DO	TRABALHO)</p><p>Em	relação	aos	crimes	contra	a	organização	do	trabalho,	cujos	tipos	penais	estão	enunciados	no</p><p>Título	IV	da	Parte	Especial	do	Código	Penal,	segundo	a	tipologia	especificamente	adotada	por	este</p><p>Código,	são	condutas	típicas	que,	em	tese,	caracterizam	crime	contra	a	organização	do	trabalho:</p><p>I-	“Reduzir	alguém	a	condição	análoga	à	de	escravo,	quer	submetendo-o	a	trabalhos	forçados	ou</p><p>a	jornada	exaustiva,	quer	sujeitando-o	a	condições	degradantes	de	trabalho,	quer	restringindo,</p><p>por	qualquer	meio,	sua	locomoção	em	razão	de	dívida	contraída	com	o	empregador	ou	preposto”.</p><p>II-	“Deixar	de	repassar	à	previdência	social	as	contribuições	recolhidas	dos	contribuintes,	no	prazo</p><p>e	forma	legal	ou	convencional”.</p><p>III-	“Participar	de	suspensão	ou	abandono	coletivo	de	trabalho,	praticando	violência	contra	pessoa</p><p>ou	contra	coisa".</p><p>IV-	“Exercer	atividade,	de	que	está	impedido	por	decisão	administrativa”.</p><p>V	 -	 “Aliciar	 trabalhadores,	 com	 o	 fim	 de	 levá-los	 de	 uma	 para	 outra	 localidade	 do	 território</p><p>nacional”.</p><p>Renan Araujo, Time Renan Araujo</p><p>Aula 08</p><p>Direito Penal p/ Polícia Civil-RJ (Inspetor) Com Videoaulas</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>43</p><p>54</p><p>Responda:</p><p>a)		Somente	as	proposições	l,ll	e	IV	estão	corretas.</p><p>b)		Somente	as	proposições	l,ll	e	V	estão	corretas.</p><p>c)	Somente	as	proposições	II,III	e	V	estão	corretas.</p><p>d)	Somente	as	proposições	III,IV	e	V	estão	corretas	.</p><p>e)		Todas	as	proposições	estão	corretas.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>I	–	ERRADA:	O	crime	de	redução	à	condição	análoga	à	de	escravo	não	é	crime	contra	a	organização</p><p>do	trabalho!	Trata-se	de	crime	previsto	no	art.	149	do	CP,	sendo	crime	contra	a	liberdade	pessoal.</p><p>II	–	ERRADA:	Também	não	temos	aqui	um	crime	contra	a	organização	do	trabalho,	mas	um	crime</p><p>contra	o	patrimônio,	que	é	o	crime	de	apropriação	indébita	previdenciária,	previsto	no	art.	168-A	do</p><p>CP.</p><p>III	–	CORRETA:</p><p>Item	correto,	pois	este	é	um	crime	contra	a	organização	do	trabalho,	previsto	no	art.</p><p>200	do	CP.</p><p>IV	–	CORRETA:	Item	correto,	pois	este	também	é	um	crime	contra	a	organização	do	trabalho,	previsto</p><p>no	art.	205	do	CP.</p><p>V	-	CORRETA:	Item	correto,	pois	este	também	é	um	crime	contra	a	organização	do	trabalho,	previsto</p><p>no	art.	207	do	CP.</p><p>Portanto,	a	ALTERNATIVA	CORRETA	É	A	LETRA	D.</p><p>02.! (CESPE	–	2016	–	TRT8	–	ANALISTA	JUDICIÁRIO	–	ADAPTADA)</p><p>A	conduta	de	vender	ou	expor	à	venda	CDs	ou	DVDs	contendo	gravações	de	músicas,	filmes	ou</p><p>shows	não	configura	crime	de	violação	de	direito	autoral,	por	ser	prática	amplamente	tolerada	e</p><p>estimulada	pela	procura	dos	consumidores	desses	produtos.</p><p>COMENTÁRIOS:	A	conduta	do	agente	se	amolda	ao	tipo	penal	do	art.	184,	§2º	do	CP:</p><p>Art.	184.	Violar	direitos	de	autor	e	os	que	lhe	são	conexos:	(Redação	dada	pela	Lei	nº	10.695,	de	1º.7.2003)</p><p>Pena	-	detenção,	de	3	(três)	meses	a	1	(um)	ano,	ou	multa.	(Redação	dada	pela	Lei	nº	10.695,	de	1º.7.2003)</p><p>(...)</p><p>§	2o	Na	mesma	pena	do	§	1o	incorre	quem,	com	o	intuito	de	lucro	direto	ou	indireto,	distribui,	vende,	expõe	à	venda,</p><p>aluga,	 introduz	 no	 País,	 adquire,	 oculta,	 tem	 em	 depósito,	 original	 ou	 cópia	 de	 obra	 intelectual	 ou	 fonograma</p><p>reproduzido	com	violação	do	direito	de	autor,	do	direito	de	artista	intérprete	ou	executante	ou	do	direito	do	produtor</p><p>de	fonograma,	ou,	ainda,	aluga	original	ou	cópia	de	obra	intelectual	ou	fonograma,	sem	a	expressa	autorização	dos</p><p>titulares	dos	direitos	ou	de	quem	os	represente.	(Redação	dada	pela	Lei	nº	10.695,	de	1º.7.2003)</p><p>O	STJ	 já	consolidou	entendimento	no	sentido	de	que	não	há	que	se	 falar	em	aplicação,	aqui,	do</p><p>princípio	da	adequação	social,	tendo	sumulado	a	questão	(súmula	502	do	STJ).</p><p>Portanto,	a	AFIRMARTIVA	ESTÁ	ERRADA.</p><p>03.! (CESPE	–	2016	–	TRT8	–	ANALISTA	JUDICIÁRIO	–	ADAPTADA)</p><p>Renan Araujo, Time Renan Araujo</p><p>Aula 08</p><p>Direito Penal p/ Polícia Civil-RJ (Inspetor) Com Videoaulas</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>44</p><p>54</p><p>No	crime	de	aliciamento	para	o	fim	de	emigração,	pune-se	a	conduta	de	recrutar	trabalhadores,</p><p>mediante	fraude,	com	o	fim	de	levá-los	para	território	estrangeiro,	como	forma	de	se	garantir	a</p><p>proteção	à	organização	do	trabalho.</p><p>COMENTÁRIOS:	Item	correto,	pois	esta	é	a	exata	previsão	da	conduta	típica	prevista	no	art.	206	do</p><p>CP,	que	trata	do	crime	de	“aliciamento	para	o	fim	de	emigração”.</p><p>Portanto,	a	AFIRMATIVA	ESTÁ	CORRETA.</p><p>04.! (CESPE	–	2016	–	TRT8	–	ANALISTA	JUDICIÁRIO)</p><p>Em	relação	aos	crimes	contra	a	organização	do	trabalho,	assinale	a	opção	correta.</p><p>a)	Para	a	configuração	do	crime	de	participação	de	abandono	coletivo	de	trabalho	com	violência</p><p>contra	a	pessoa,	é	indispensável	o	concurso	de	pelo	menos	três	empregados.</p><p>b)	 Consiste	 em	 infração	 penal	 violadora	 da	 liberdade	 individual,	 e	 não	 em	 crime	 contra	 a</p><p>organização	do	trabalho,	a	conduta	do	agente	que	impede	alguém	de	se	desligar	de	serviços	de</p><p>qualquer	natureza,	mediante	a	retenção	de	seus	documentos	pessoais.</p><p>c)	 No	 crime	 de	 aliciamento	 de	 trabalhadores	 de	 um	 local	 para	 outro	 do	 território	 nacional,	 o</p><p>recrutador	 que	 não	 assegurar	 condições	 de	 retorno	 do	 trabalhador	 ao	 local	 de	 origem	 estará</p><p>sujeito	a	causa	específica	de	aumento	de	pena.</p><p>d)	O	Código	Penal	prevê,	para	todos	os	crimes	contra	a	organização	do	trabalho,	como	causa	de</p><p>aumento	de	pena	o	fato	de	a	vítima	ser	menor	de	dezoito	anos	de	idade,	idosa,	gestante,	indígena</p><p>ou	portadora	de	deficiência	física	ou	mental.</p><p>e)	Processam-se	esses	crimes	por	ação	penal	pública	incondicionada,	estando	o	autor	de	qualquer</p><p>um	 deles	 sujeito	 à	 pena	 de	 detenção,	 além	 da	 pena	 correspondente	 à	 violência	 empregada,</p><p>quando	for	o	caso.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>a)	CORRETA:	Esta	é	a	exata	previsão	contida	no	§	único	do	art.	200	do	CP.</p><p>b)	 ERRADA:	 Item	 errado,	 pois	 esta	 conduta	 configura	 crime	 contra	 a	 organização	 do	 trabalho,</p><p>previsto	no	art.	203,	§1º,	II	do	CP:</p><p>Frustração	de	direito	assegurado	por	lei	trabalhista</p><p>Art.	203	-	Frustrar,	mediante	fraude	ou	violência,	direito	assegurado	pela	legislação	do	trabalho:</p><p>Pena	-	detenção	de	um	ano	a	dois	anos,	e	multa,	além	da	pena	correspondente	à	violência.	(Redação	dada	pela	Lei</p><p>nº	9.777,	de	1998)</p><p>§	1º	Na	mesma	pena	incorre	quem:	(Incluído	pela	Lei	nº	9.777,	de	1998)</p><p>(...)	II	-	impede	alguém	de	se	desligar	de	serviços	de	qualquer	natureza,	mediante	coação	ou	por	meio	da	retenção</p><p>de	seus	documentos	pessoais	ou	contratuais.	(Incluído	pela	Lei	nº	9.777,	de	1998)</p><p>c)	ERRADA:	Item	errado,	pois	neste	caso	o	agente	responderá	pelo	delito	do	art.	207,	§1º	do	CP,	que</p><p>possui	a	mesma	pena	prevista	para	a	conduta	do	caput	do	art.	207,	não	havendo	causa	de	aumento</p><p>de	pena.</p><p>d)	ERRADA:	Item	errado,	pois	tal	causa	de	aumento	de	pena	só	é	prevista	para	os	delitos	do	art.	203</p><p>e	207	do	CP.</p><p>e)	ERRADA:	Item	errado,	pois	para	o	delito	do	art.	202	é	cominada	pena	de	RECLUSÃO:</p><p>Renan Araujo, Time Renan Araujo</p><p>Aula 08</p><p>Direito Penal p/ Polícia Civil-RJ (Inspetor) Com Videoaulas</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>45</p><p>54</p><p>Invasão	de	estabelecimento	industrial,	comercial	ou	agrícola.	Sabotagem</p><p>Art.	202	-	Invadir	ou	ocupar	estabelecimento	industrial,	comercial	ou	agrícola,	com	o	intuito	de	impedir	ou	embaraçar</p><p>o	curso	normal	do	trabalho,	ou	com	o	mesmo	fim	danificar	o	estabelecimento	ou	as	coisas	nele	existentes	ou	delas</p><p>dispor:</p><p>Pena	-	reclusão,	de	um	a	três	anos,	e	multa.</p><p>Portanto,	a	ALTERNATIVA	CORRETA	É	A	LETRA	A.</p><p>05.! (CESPE	–	2016	–	TRT8	–	ANALISTA	JUDICIÁRIO)</p><p>Acerca	 do	 crime	 de	 que	 trata	 o	 art.	 198	 do	 CP	 —	 atentado	 contra	 a	 liberdade	 de	 trabalho	 e</p><p>boicotagem	violenta	—,	assinale	a	opção	correta.</p><p>a)	A	competência	para	o	processamento	de	ação	que	envolva	a	prática	desse	crime	é	da	justiça</p><p>federal,	independentemente	de	se	tratar	de	interesse	individual	do	trabalhador	ou	coletivo.</p><p>b)	A	conduta	de	constranger	alguém,	mediante	violência	ou	grave	ameaça,	a	adquirir	de	outrem</p><p>matéria-prima	ou	produto	industrial	agrícola	configura	o	crime	previsto	no	referido	artigo.</p><p>c)	 Cometerá	 o	 referido	 crime	 aquele	 que	 constranger	 alguém,	 mediante	 violência	 ou	 grave</p><p>ameaça,	a	não	celebrar	contrato	de	trabalho.</p><p>d)	Haverá	concurso	de	crimes	se	o	agente	praticar	mais	de	uma	das	condutas	previstas	no	art.	198</p><p>do	CP.</p><p>e)	O	referido	crime	classifica-se	como	crime	próprio.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>a)	 ERRADA:	 Item	 errado,	 pois	 a	 competência	 será,	 a	 princípio,	 da	 Justiça	 estadual,	 salvo	 se	 ficar</p><p>comprovado	que	houve:	(i)	violação	a	direito	dos	trabalhadores,	considerados	coletivamente;	ou	(ii)</p><p>violação	à	organização	geral	do	trabalho.</p><p>b)	 ERRADA:	 Item	 errado,	 pois	 tal	 conduta	 não	 se	 amolda	 ao	 tipo	 penal	 do	 art.	 198	 do	 CP,	 que</p><p>criminaliza	a	conduta	de	quem	obriga	alguém	a	NÃO	FORNECER	a	outra	pessoa	ou	NÃO	ADQUIRIR</p><p>de	outra	pessoa	matéria-prima	ou	produto	industrial	ou	agrícola.</p><p>c)	ERRADA:	Item	errado,	pois	a	conduta	criminalizada	(dentre	outras)	é	a	de	constranger	alguém	a</p><p>CELEBRAR	contrato	de	trabalho,	nos	termos	do	art.	198	do	CP.</p><p>d)	CORRETA:	 Item	correto,	pois	 temos	aqui	o	que	se	chama	de	tipo	misto	cumulativo,	ou	seja,	a</p><p>prática	de	mais	de	uma	das	condutas	descritas	no	núcleo	do	tipo	configura	mais	de	um	crime,	e	não</p><p>crime	único.</p><p>e)	ERRADA:	Trata-se	de	crime	comum,	pois	pode	ser	praticado	por	qualquer	pessoa.</p><p>Portanto,	a	ALTERNATIVA	CORRETA	É	A	LETRA	D.</p><p>06.! (CESPE	–	2016	–	TJ-AM	–	JUIZ	–	ADAPTADA)</p><p>Não	constitui	crime	vilipendiar	as	cinzas	de	um	cadáver,	sendo	tal	conduta	atípica	por	ausência	de</p><p>previsão	legal.</p><p>COMENTÁRIOS:	Item	errado,	pois	tal	conduta	é	criminalizada	pelo	art.	212	do	CP:</p><p>Vilipêndio	a	cadáver</p><p>Renan Araujo, Time Renan Araujo</p><p>Aula 08</p><p>Direito Penal p/ Polícia Civil-RJ (Inspetor) Com Videoaulas</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>46</p><p>54</p><p>Art.	212	-	Vilipendiar	cadáver	ou	suas	cinzas:</p><p>Pena	-	detenção,	de	um	a	três	anos,</p><p>e	multa.</p><p>Portanto,	a	AFIRMATIVA	ESTÁ	ERRADA.</p><p>07.! (CESPE	–	2016	–	TJ-AM	–	JUIZ	–	ADAPTADA)</p><p>Pratica	 crime	 previsto	 no	 CP	 aquele	 que	 contrai	 casamento	 conhecendo	 a	 existência	 de</p><p>impedimento	que	lhe	cause	a	nulidade	absoluta	ou	relativa.</p><p>COMENTÁRIOS:	 Item	 errado,	 pois	 o	 crime	 do	 art.	 237	 do	 CP	 só	 se	 aplica	 se	 o	 agente	 contrai</p><p>casamento	sabendo	da	existência	de	impedimento	que	cause	nulidade	ABSOLUTA,	nos	termos	do</p><p>art.	237	do	CP.</p><p>Portanto,	a	AFIRMATIVA	ESTÁ	ERRADA.</p><p>08.! (CESPE	–	2015	–	DPE-RN	–	DEFENSOR	PÚBLICO)</p><p>Vanessa	 foi	 presa	 em	 flagrante	 enquanto	 vendia	 e	 expunha	 à	 venda	 cerca	 de	 duzentos	 DVDs</p><p>piratas,	falsificados,	de	filmes	e	séries	de	televisão.	Realizada	a	devida	perícia,	foi	confirmada	a</p><p>falsidade	dos	objetos.	 Incapaz	de	apresentar	autorização	para	a	comercialização	dos	produtos,</p><p>Vanessa	alegou	em	sua	defesa	que	desconhecia	a	ilicitude	de	sua	conduta.</p><p>Com	relação	a	essa	situação	hipotética,	assinale	a	opção	correta	à	luz	da	jurisprudência	dominante</p><p>dos	tribunais	superiores.</p><p>a)	Vanessa	é	isenta	de	culpabilidade,	pois	incidiu	em	erro	de	proibição.</p><p>b)	O	MP	deve	comprovar	que	os	detentores	dos	direitos	autorais	das	obras	falsificadas	sofreram</p><p>real	prejuízo	para	que	a	conduta	de	Vanessa	seja	criminosa.</p><p>c)	 A	 conduta	 de	 Vanessa	 ofende	 o	 direito	 constitucional	 que	 protege	 a	 autoria	 de	 obras</p><p>intelectuais	e	configura	crime	de	violação	de	direito	autoral.</p><p>d)	A	conduta	de	vender	e	expor	à	venda	DVDs	falsificados	é	atípica	em	razão	da	 incidência	do</p><p>princípio	da	adequação	social.</p><p>e)	A	conduta	de	vender	e	expor	à	venda	DVDs	 falsificados	é	atípica	em	razão	da	 incidência	do</p><p>princípio	da	insignificância.</p><p>COMENTÁRIOS:	A	conduta	do	agente	se	amolda	ao	tipo	penal	do	art.	184,	§2º	do	CP:</p><p>Art.	184.	Violar	direitos	de	autor	e	os	que	lhe	são	conexos:	(Redação	dada	pela	Lei	nº	10.695,	de	1º.7.2003)</p><p>Pena	-	detenção,	de	3	(três)	meses	a	1	(um)	ano,	ou	multa.	(Redação	dada	pela	Lei	nº	10.695,	de	1º.7.2003)</p><p>(...)</p><p>§	2o	Na	mesma	pena	do	§	1o	incorre	quem,	com	o	intuito	de	lucro	direto	ou	indireto,	distribui,	vende,	expõe	à	venda,</p><p>aluga,	 introduz	 no	 País,	 adquire,	 oculta,	 tem	 em	 depósito,	 original	 ou	 cópia	 de	 obra	 intelectual	 ou	 fonograma</p><p>reproduzido	com	violação	do	direito	de	autor,	do	direito	de	artista	intérprete	ou	executante	ou	do	direito	do	produtor</p><p>de	fonograma,	ou,	ainda,	aluga	original	ou	cópia	de	obra	intelectual	ou	fonograma,	sem	a	expressa	autorização	dos</p><p>titulares	dos	direitos	ou	de	quem	os	represente.	(Redação	dada	pela	Lei	nº	10.695,	de	1º.7.2003)</p><p>O	STJ	 já	consolidou	entendimento	no	sentido	de	que	não	há	que	se	 falar	em	aplicação,	aqui,	do</p><p>princípio	da	adequação	social,	tendo	sumulado	a	questão	(súmula	502	do	STJ).</p><p>Renan Araujo, Time Renan Araujo</p><p>Aula 08</p><p>Direito Penal p/ Polícia Civil-RJ (Inspetor) Com Videoaulas</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>47</p><p>54</p><p>Não	se	exige,	ainda,	comprovação	de	que	tenha	havido	efetivo	prejuízo,	eis	que	se	trata	de	crime</p><p>formal.	Além	disso,	incabível	sustentar	a	ocorrência	de	erro	de	proibição,	eis	que	se	trata	de	conduta</p><p>amplamente	divulgada	como	ilícita.</p><p>Portanto,	a	ALTERNATIVA	CORRETA	É	A	LETRA	C.</p><p>09.! (FCC	–	2015	–	TRT23	–	JUIZ	DO	TRABALHO)</p><p>Paulo,	 industrial	 do	 ramo	 de	 plásticos,	 mediante	 promessa	 de	 mal	 futuro,	 sério	 e	 verossímil,</p><p>constrangeu	 Pedro,	 proprietário	 de	 empresa	 concorrente,	 a	 não	 adquirir	 de	 Antônio	 matéria-</p><p>prima	necessária	para	a	fabricação	de	seus	produtos.	No	caso,	Paulo	cometeu	o	crime	de</p><p>a)	atentado	contra	a	liberdade	de	contrato	de	trabalho.</p><p>b)	constrangimento	ilegal.</p><p>c)	atentado	contra	a	liberdade	de	trabalho.</p><p>d)	sabotagem.</p><p>e)	boicotagem	violenta.</p><p>COMENTÁRIOS:	Neste	caso,	paulo	cometeu	o	crime	de	BOICOTAGEM	VIOLENTA,	previsto	no	art.</p><p>198	do	CP,	segunda	parte:</p><p>Atentado	contra	a	liberdade	de	contrato	de	trabalho	e	boicotagem	violenta</p><p>Art.	 198	 -	 Constranger	 alguém,	 mediante	 violência	 ou	 grave	 ameaça,	 a	 celebrar	 contrato	 de	 trabalho,	 ou	 a	 não</p><p>fornecer	a	outrem	ou	não	adquirir	de	outrem	matéria-prima	ou	produto	industrial	ou	agrícola:</p><p>Pena	-	detenção,	de	um	mês	a	um	ano,	e	multa,	além	da	pena	correspondente	à	violência.</p><p>Portanto,	a	ALTERNATIVA	CORRETA	É	A	LETRA	E.</p><p>10.! (MPT	–	2015	–	MPT	–	PROCURADOR	DO	TRABALHO)</p><p>Acerca	do	crime	de	frustração	de	direito	assegurado	por	lei	trabalhista	é	INCORRETO	afirmar:</p><p>a)	Admite	tentativa.</p><p>b)	Pode	ser	executado	por	meio	de	violência.</p><p>c)	Trata-se	de	norma	penal	em	branco.</p><p>d)	Não	pode	ser	classificado	como	crime	permanente.</p><p>e)	Não	respondida.</p><p>COMENTÁRIOS:	Tal	delito	admite	tentativa,	pois	é	crime	plurissubsistente.	Além	disso,	é	crime	que</p><p>pode	ser	praticado	mediante	fraude	ou	violência.	Trata-se,	ainda,	de	norma	penal	em	branco,	já	que</p><p>depende	de	complementação	pelas	normas	que	regulam	as	relações	trabalhistas.	Por	fim,	trata-se</p><p>de	 crime	 que	 pode	 ser	 praticado	 de	 forma	 permanente	 quando,	 por	 exemplo,	 praticado	 na</p><p>modalidade	do	art.	203,	§1º,	 II.	Neste	caso,	o	crime	estará	sendo	praticado	enquanto	persistir	o</p><p>impedimento	(crime	permanente).</p><p>Portanto,	a	ALTERNATIVA	INCORRETA	É	A	LETRA	D.</p><p>11.! (FCC	–	2015	–	TRT6	–	JUIZ	DO	TRABALHO)</p><p>Renan Araujo, Time Renan Araujo</p><p>Aula 08</p><p>Direito Penal p/ Polícia Civil-RJ (Inspetor) Com Videoaulas</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>48</p><p>54</p><p>No	delito	de	paralisação	de	trabalho,	seguida	de	violência	ou	perturbação	da	ordem,</p><p>a)	o	sujeito	ativo	só	pode	ser	o	empregado.</p><p>b)	punível	a	suspensão	de	trabalho.</p><p>c)	a	violência	deve	ser	dirigida,	necessariamente,	contra	pessoa.</p><p>d)	o	abandono	de	trabalho	pode	ser	individual.</p><p>e)	punível,	apenas,	o	abandono	de	trabalho.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>a)	ERRADA:	O	particular	também	pode	ser	sujeito	ativo	do	crime,	desde	que	em	concurso	de	agentes</p><p>com	um	empregado.</p><p>b)	CORRETA:	Não	só	o	abandono,	mas	também	a	suspensão	coletiva	de	trabalho,	mediante	violência</p><p>ou	grave	ameaça,	configura	o	delito	do	art.	200	do	CP.</p><p>c)	ERRADA:	Item	errado,	pois	a	violência,	aqui,	pode	ser	contra	pessoa	ou	contra	coisa.</p><p>d)	ERRADA:	Item	errado,	pois	o	abandono	só	pode	ser	coletivo,	e	exige	a	presença	de	pelo	menos</p><p>três	empregados,	na	forma	do	art.	200,	parágrafo	único	do	CP.</p><p>e)	ERRADA:	Item	errado,	pois	a	suspensão	coletiva	de	trabalho,	mediante	violência	ou	grave	ameaça,</p><p>também	configura	o	delito	do	art.	200	do	CP.</p><p>Portanto,	a	ALTERNATIVA	CORRETA	É	A	LETRA	B.</p><p>12.! (FCC	–	2014	–	TRT24	–	JUIZ	DO	TRABALHO)</p><p>NÃO	constitui	crime	contra	a	organização	do	trabalho</p><p>a)	redução	a	condição	análoga	à	de	escravo.</p><p>b)	boicotagem	violenta.</p><p>c)	atentado	contra	a	liberdade	de	associação.</p><p>d)	exercício	de	atividade	com	infração	de	decisão	administrativa.</p><p>e)	aliciamento	para	o	fim	de	emigração.</p><p>COMENTÁRIOS:	 A	 despeito	 de	 o	 STF	 e	 o	 STJ	 entenderem	 que	 o	 delito	 de	 “redução	 à	 condição</p><p>análoga	 à	 de	 escravo”	 (art.	 149	 do	 CP)	 afeta	 a	 organização	 do	 trabalho,	 por	 violar	 direitos</p><p>fundamentais	 relacionados	 às	 relações	 trabalhistas,	 tal	 delito	 não	 está	 inserido	 dentro	 do	 Título</p><p>previsto	para	os	crimes	contra	a	organização	do	trabalho	(arts.	197	a	207	do	CP),	motivo	pelo	qual,</p><p>pela	literalidade	da	Lei,	não	se	trata	de	crime	contra	a	organização	do	trabalho,	mas	crime	contra	a</p><p>liberdade	pessoal.</p><p>Portanto,	a	ALTERNATIVA	CORRETA	É	A	LETRA	A.</p><p>13.! (FCC	–	2014	–	TRT1	–	JUIZ	DO	TRABALHO)</p><p>Em	20/10/2012	empresário	é	surpreendido	pela	fiscalização	frustrando	direito	assegurado	pela</p><p>legislação	 do	 trabalho	 em	 razão	 da	 jornada	 exaustiva	 imposta	 aos	 empregados,	 tendo	 ficado</p><p>caracterizada	 a	 condição	 análoga	 à	 de	 escravo.	 No	 curso	 da	 ação	 penal,	 comprovou-se	 que	 o</p><p>Renan Araujo, Time Renan Araujo</p><p>Aula 08</p><p>Direito Penal p/ Polícia Civil-RJ (Inspetor) Com Videoaulas</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>49</p><p>54</p><p>empregador	 lançou	 falsas	 anotações	 nas	 carteiras	 de	 trabalho	 dos	 empregados</p><p>e	 que,	 em</p><p>05/05/2010,	 fora	 condenado	 em	 outro	 processo,	 pela	 prática	 de	 apropriação	 indébita	 de</p><p>contribuições	previdenciárias.</p><p>No	que	tange	à	tipicidade	penal,	o	crime	praticado	pelo	empresário	em	20/10/2012	tem	por	objeto</p><p>jurídico</p><p>a)	o	abuso	de	autoridade.</p><p>b)	o	atentado	contra	o	contrato	de	trabalho.</p><p>c)	a	saúde	do	trabalhador.</p><p>d)	a	organização	do	trabalho.</p><p>e)	a	liberdade	pessoal	do	trabalhador.</p><p>COMENTÁRIOS:	 A	 despeito	 de	 o	 STF	 e	 o	 STJ	 entenderem	 que	 o	 delito	 de	 “redução	 à	 condição</p><p>análoga	 à	 de	 escravo”	 (art.	 149	 do	 CP)	 afeta	 a	 organização	 do	 trabalho,	 por	 violar	 direitos</p><p>fundamentais	 relacionados	 às	 relações	 trabalhistas,	 tal	 delito	 não	 está	 inserido	 dentro	 do	 Título</p><p>previsto	para	os	crimes	contra	a	organização	do	trabalho	(arts.	197	a	207	do	CP),	motivo	pelo	qual,</p><p>pela	literalidade	da	Lei,	não	se	trata	de	crime	contra	a	organização	do	trabalho,	mas	crime	contra	a</p><p>liberdade	pessoal.</p><p>Portanto,	a	ALTERNATIVA	CORRETA	É	A	LETRA	E.</p><p>14.! (VUNESP	–	2012	–	TJ-SP	–	TITULAR	NOTARIAL)</p><p>Em	relação	ao	crime	de	bigamia,	pode-se	afirmar	que	se	caracteriza	quando:</p><p>I.	contrai	alguém,	sendo	casado,	novo	casamento;</p><p>II.	 contrai	 alguém,	 sendo	 divorciado,	 por	 sentença	 ainda	 não	 transitada	 em	 julgado,	 novo</p><p>casamento;</p><p>III.	contrai	alguém,	sendo	divorciado,	por	sentença	transitada	em	julgado,	mas	não	averbada	à</p><p>margem	do	assento	de	casamento,	novo	enlace.</p><p>São	corretas	as	afirmativas</p><p>a)	I	e	II,	apenas.</p><p>b)	I	e	III,	apenas.</p><p>c)	II	e	III,	apenas.</p><p>d)	I,	II	e	III.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>I	–	CORRETA:	Item	correto,	nos	termos	do	art.	235	do	CP.</p><p>II	–	CORRETA:	Item	correto,	pois	se	ainda	não	houve	o	trânsito	em	julgado	da	sentença	de	divórcio,</p><p>a	pessoa	ainda	está	casada.</p><p>III	–	ERRADA:	Item	errado,	pois	o	que	marca	a	ruptura	definitiva	do	laço	conjugal	é	o	trânsito	em</p><p>julgado	da	sentença	de	divórcio.	A	averbação	do	divórcio	no	registro	de	casamento	é	 irrelevante</p><p>para	estes	fins.</p><p>Renan Araujo, Time Renan Araujo</p><p>Aula 08</p><p>Direito Penal p/ Polícia Civil-RJ (Inspetor) Com Videoaulas</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>==120e83==</p><p>50</p><p>54</p><p>Portanto,	a	ALTERNATIVA	CORRETA	É	A	LETRA	A.</p><p>15.! (VUNESP	–	2012	–	TJ-SP	–	TITULAR	NOTARIAL)</p><p>No	tocante	aos	crimes	quanto	ao	estado	de	filiação:</p><p>I.	 são	 considerados	 atos	 criminosos	 a	 promoção	 no	 registro	 civil	 da	 inscrição	 de	 nascimento</p><p>inexistente,	o	fato	de	dar	parto	alheio	como	próprio	e,	ainda,	registrar	como	seu	filho	de	outrem;</p><p>II.	o	ato	de	dar	parto	alheio	como	próprio	pode	ser	considerado	apenas	infração	administrativa,</p><p>se	reconhecido	por	sentença	judicial	que	praticado	por	motivo	de	reconhecida	nobreza;</p><p>III.	o	ato	de	promover	no	registro	civil	a	inscrição	de	nascimento	inexistente	pode	deixar	de	ser</p><p>apenado,	desde	que	reconhecido	por	sentença	judicial	que	praticado	por	motivo	de	reconhecida</p><p>nobreza.</p><p>É	correto	o	que	se	afirma	apenas	em</p><p>a)	I.</p><p>b)	I	e	II.</p><p>c)	I	e	III.</p><p>d)	II	e	III.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>I	–	CORRETA:	Tais	condutas	configuram	crime	contra	o	estado	de	filiação,	nos	termos	do	art.	241	e</p><p>242	do	CP.</p><p>II	 –	 ERRADA:	 Neste	 caso	 não	 teremos	 mera	 infração	 administrativa,	 mas	 crime	 em	 sua	 forma</p><p>privilegiada,	nos	termos	do	art.	242,	§	único	do	CP.</p><p>III	–	ERRADA:	Item	errado,	pois	não	há	tal	previsão.</p><p>Portanto,	a	ALTERNATIVA	CORRETA	É	A	LETRA	A.</p><p>16.! (FCC	–	2013	–	TJ-PE	–	TITULAR	NOTARIAL)</p><p>Registrar	como	seu	o	filho	de	outrem	constitui	crime	cujo	bem	jurídico	precípuo	é</p><p>a)	a	administração	da	Justiça.</p><p>b)	o	patrimônio.</p><p>c)	a	propriedade	imaterial.</p><p>d)	a	família.</p><p>e)	a	Administração	Pública	em	geral.</p><p>COMENTÁRIOS:	Tal	conduta	constitui	o	crime	previsto	no	art.	242	do	CP,	e	é	um	crime	que	atenta</p><p>contra	a	família.</p><p>Portanto,	a	ALTERNATIVA	CORRETA	É	A	LETRA	D.</p><p>17.! (VUNESP	–	2011	–	TJ-SP	–	TITULAR	DE	SERVIÇOS	DE	NOTAS)</p><p>Renan Araujo, Time Renan Araujo</p><p>Aula 08</p><p>Direito Penal p/ Polícia Civil-RJ (Inspetor) Com Videoaulas</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>51</p><p>54</p><p>Promover	no	registro	civil	a	inscrição	de	nascimento	inexistente</p><p>a)	tipifica	conduta	penal	de	registro	de	nascimento	inexistente.</p><p>b)	tipifica	conduta	penal	de	sonegação	de	estado	de	filiação.</p><p>c)	tipifica	conduta	penal	de	parto	suposto,	supressão	ou	alteração	de	direito	inerente	ao	estado</p><p>civil	de	recém-nascido.</p><p>d)	não	configura	ilícito	penal.</p><p>COMENTÁRIOS:	Tal	conduta	configura	o	delito	previsto	no	art.	241	do	CP:</p><p>Registro	de	nascimento	inexistente</p><p>Art.	241	-	Promover	no	registro	civil	a	inscrição	de	nascimento	inexistente:</p><p>Pena	-	reclusão,	de	dois	a	seis	anos.</p><p>Portanto,	a	ALTERNATIVA	CORRETA	É	A	LETRA	A.</p><p>18.! (INSTITUTO	CIDADES	–	2010	–	DPE-GO	–	DEFENSOR	PÚBLICO)</p><p>Romeu	 e	 Julieta	 se	 apaixonaram	 quando	 se	 conheceram.	 Mas	 a	 vida	 de	 casados	 desgastou	 a</p><p>relação	e	o	casal	separou-se	de	fato	quando	seu	único	filho,	Romeuzinho,	completou	sete	anos.</p><p>Julieta,	então,	com	dedicação	e	trabalho,	passou	a	sustentar	sozinha	o	filho,	cuidando	para	que</p><p>nada	lhe	faltasse.	Completados	dois	anos	dessa	situação,	uma	vizinha	noticiou	o	fato	na	Delegacia</p><p>de	Polícia	e	Romeu	foi	preso	em	flagrante	pelo	crime	de	abandono	material	(	CP,	art.	244:	deixar,</p><p>sem	justa	causa,	de	prover	a	subsistência	de	filho	menor	de	18	anos,	não	lhe	proporcionando	os</p><p>recursos	necessários).	Penalmente,	está	correto	a	defesa	técnica	alegar	que	o	crime	de	abandono</p><p>material</p><p>a)	é	de	ação	penal	privada,	logo	a	persecução	penal	não	poderia	ter	sido	iniciada	pela	vizinha.</p><p>b)	 não	 foi	 recepcionado	 pela	 Constituição	 Federal,	 pois	 cria	 obstáculo	 intransponível	 para	 a</p><p>reconciliação	do	casal	e	preservação	da	família.</p><p>c)	 não	 se	 configurou,	 porque	 a	 vítima	 efetivamente	 não	 ficou	 ao	 desamparo,	 uma	 vez	 que	 a</p><p>assistência	foi	prestada	por	sua	mãe.</p><p>d)	não	se	configurou,	porque	não	houve	pensão	alimentícia	judicialmente	acordada.</p><p>e)	não	é	permanente,	mas	unissubsistente,	logo	não	admite	prisão	em	flagrante.</p><p>COMENTÁRIOS:	O	delito	em	questão	é	o	do	art.	244	do	CP:</p><p>Art.	244.	Deixar,	sem	justa	causa,	de	prover	a	subsistência	do	cônjuge,	ou	de	filho	menor	de	18	(dezoito)	anos	ou</p><p>inapto	 para	 o	 trabalho,	 ou	 de	 ascendente	 inválido	 ou	 maior	 de	 60	 (sessenta)	 anos,	 não	 lhes	 proporcionando	 os</p><p>recursos	necessários	ou	faltando	ao	pagamento	de	pensão	alimentícia	judicialmente	acordada,	fixada	ou	majorada;</p><p>deixar,	sem	justa	causa,	de	socorrer	descendente	ou	ascendente,	gravemente	enfermo:	(Redação	dada	pela</p><p>Lei	nº	10.741,	de	2003)</p><p>Pena	-	detenção,	de	1	(um)	a	4	(quatro)	anos	e	multa,	de	uma	a	dez	vezes	o	maior	salário	mínimo	vigente	no	País.</p><p>(Redação	dada	pela	Lei	nº	5.478,	de	1968)</p><p>Parágrafo	único	-	Nas	mesmas	penas	incide	quem,	sendo	solvente,	frustra	ou	ilide,	de	qualquer	modo,	inclusive	por</p><p>abandono	injustificado	de	emprego	ou	função,	o	pagamento	de	pensão	alimentícia	judicialmente	acordada,	fixada</p><p>ou	majorada.	(Incluído	pela	Lei	nº	5.478,	de	1968)</p><p>Renan Araujo, Time Renan Araujo</p><p>Aula 08</p><p>Direito Penal p/ Polícia Civil-RJ (Inspetor) Com Videoaulas</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>52</p><p>54</p><p>No	caso	em	tela,	o	delito	não	se	verificou,	pois	a	Doutrina	entende	que	a	vítima	deverá,	de	fato,	ficar</p><p>ao	desamparo,	o	que	não	ocorreu,	eis	que	sua	mãe	proveu-lhe	a	subsistência.</p><p>Portanto,	a	ALTERNATIVA	CORRETA	É	A	LETRA	C.</p><p>19.! (ESAF	-	AUDITOR	FISCAL	DO	TRABALHO	–	2010)</p><p>Carlos	e	Mário,	isoladamente,	abandonam	o	seu	trabalho	(greve)	destruindo	a	porta	do	escritório</p><p>e	batendo	no	chefe	Beltrão.	À	 luz	do	previsto	dos	Crimes	contra	a	Organização	do	Trabalho	na</p><p>parte	especial	do	Código	Penal,	julgue	os	itens	abaixo,	assinalando	o	correto.</p><p>a)	Carlos	e	Mário		devem	responder	pelo	delito	tentado	de	paralisação	de	trabalho,	seguida	de</p><p>violência	 ou	 perturbação	 da	 ordem.</p><p>b)	 Carlos	 e	 Mário	 	 não	 devem	 responder	 pelo	 delito	 de	 paralisação	 de	 trabalho,	 seguida	 de</p><p>violência	 ou	 perturbação	 da	 ordem.</p><p>c)	Carlos	e	Mário</p><p>devem	responder	pelo	delito	de	paralisação	de	trabalho,	seguida	de	violência</p><p>ou	perturbação	da	ordem	na	sua	forma	culposa.</p><p>d)	Carlos	e	Mário		devem	responder	pelo	delito	de	paralisação	de	trabalho,	seguida	de	violência</p><p>ou	 perturbação	 da	 ordem.</p><p>e)	 Só	 Carlos	 deve	 responder	 pelo	 delito	 de	 paralisação	 de	 trabalho,	 seguida	 de	 violência	 ou</p><p>perturbação	da	ordem.</p><p>COMENTÁRIOS: O	crime	de	paralisação	de	trabalho	seguido	de	violência	ou	perturbação	da	ordem</p><p>está	previsto	no	art.	200	do	CP.	Vejamos:</p><p>Art.	200	-	Participar	de	suspensão	ou	abandono	coletivo	de	trabalho,	praticando	violência	contra	pessoa	ou	contra</p><p>coisa:</p><p>Pena	-	detenção,	de	um	mês	a	um	ano,	e	multa,	além	da	pena	correspondente	à	violência.</p><p>No	entanto,	a	conduta	deve	ser	praticada	por,	ao	menos,	TRÊS,	empregados,	nos	termos	do	§	único</p><p>do	art.	200	do	CP:</p><p>Parágrafo	único	-	Para	que	se	considere	coletivo	o	abandono	de	trabalho	é	indispensável	o	concurso	de,	pelo	menos,</p><p>três	empregados.</p><p>Desta	forma,	no	caso	concreto,	Carlos	e	Mário	não	devem	responder	pelo	crime,	já	que	não	restou</p><p>caracterizado	o	requisito	da	“suspensão	ou	abandono	coletivo	de	trabalho”	mediante	o	concurso</p><p>mínimo	de	três	pessoas.</p><p>ASSIM,	A	ALTERNATIVA	CORRETA	É	A	LETRA	B.</p><p>20.! (ESAF	-	AUDITOR	FISCAL	DA	RECEITA	FEDERAL	DO	BRASIL	–	2009)</p><p>Paulo,	dirigente	do	sindicato	dos	metalúrgicos	de	São	Bernardo,	constrange	Márcia,	metalúrgica</p><p>não	filiada,	a	participar	do	sindicato	dos	metalúrgicos,	ameaçando-a	de	ser	demitida	caso	não	se</p><p>associe	imediatamente.	Tal	ameaça	foi	presenciada	por	policial	que	se	encontrava	casualmente</p><p>ao	lado	de	Márcia.	À	luz	do	Código	Penal,	julgue	os	itens	abaixo	assinalando	o	correto.</p><p>Renan Araujo, Time Renan Araujo</p><p>Aula 08</p><p>Direito Penal p/ Polícia Civil-RJ (Inspetor) Com Videoaulas</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>53</p><p>54</p><p>a)	Márcia	não	tem	direito	de	se	opor	à	filiação,	desse	modo	a	conduta	de	Paulo	é	lícita.</p><p>b)	Paulo	cometeu	o	crime	de	atentado	contra	a	liberdade	de	trabalho.</p><p>c)	 Paulo	 cometeu	 o	 crime	 de	 atentado	 contra	 a	 liberdade	 de	 associação.</p><p>d)	Caso	Paulo	seja	preso	em	flagrante,	este	deverá	ser	preso	junto	com	os	outros	detentos	até	que</p><p>seja	paga	fiança	ou	decretada	a	sua	liberdade	provisória.</p><p>e)	Paulo	estará	sujeito	a	advertência	administrativa,	não	tendo	cometido	nenhum	delito.</p><p>COMENTÁRIOS:	 O	 crime	 de	 atentado	 à	 liberdade	 de	 associação	 se	 caracteriza	 quando	 alguém</p><p>constrange	 outrem,	 mediante	 violência	 ou	 grave	 ameaça,	 a	 participar	 ou	 deixar	 de	 participar	 de</p><p>determinada	associação	profissional	ou	sindicado,	nos	termos	do	art.	199	do	CP,	caracterizando-se</p><p>como	 crime	 contra	 a	 Organização	 do	 Trabalho.	 Vejamos:</p><p>Art.	 199	 -	 Constranger	 alguém,	 mediante	 violência	 ou	 grave	 ameaça,	 a	 participar	 ou	 deixar	 de	 participar	 de</p><p>determinado	sindicato	ou	associação	profissional:</p><p>Pena	-	detenção,	de	um	mês	a	um	ano,	e	multa,	além	da	pena	correspondente	à	violência.</p><p>No	caso	em	tela	a	conduta	de	Paulo	se	amolda	perfeitamente	a	este	tipo	penal,	devendo	ele	ser</p><p>responsabilizado	pelo	crime	de	atentado	à	liberdade	de	associação.</p><p>PORTANTO,	A	ALTERNATIVA	CORRETA	É	A	LETRA	C.</p><p>21.! (CESPE	–	2014	–	TJ/CE	–	AJAJ	–	ADAPTADA)</p><p>No	crime	de	bigamia,	a	data	do	fato	constitui	o	termo	inicial	do	prazo	prescricional.</p><p>COMENTÁRIOS:	O	termo	inicial,	neste	caso,	é	a	data	em	que	o	fato	se	tornou	conhecido,	por	força</p><p>do	art.	111,	IV	do	CP.</p><p>Portanto,	a	AFIRMATIVA	ESTÁ	ERRADA.</p><p>22.! (CESPE	–	2014	–	TJ/CE	–	AJAJ	–	ADAPTADA)</p><p>As	cinzas	humanas	não	podem	ser	objeto	material	do	crime	de	vilipêndio	a	cadáver.</p><p>COMENTÁRIOS:	O	art.	212	do	CP	é	expresso	em	sentido	contrário:</p><p>Vilipêndio	a	cadáver</p><p>Art.	212	-	Vilipendiar	cadáver	ou	suas	cinzas:</p><p>Pena	-	detenção,	de	um	a	três	anos,	e	multa.</p><p>Portanto,	a	AFIRMATIVA	ESTÁ	ERRADA.</p><p>Renan Araujo, Time Renan Araujo</p><p>Aula 08</p><p>Direito Penal p/ Polícia Civil-RJ (Inspetor) Com Videoaulas</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>54</p><p>54</p><p>11!GABARITO</p><p>1.! ALTERNATIVA	D</p><p>2.! ERRADA</p><p>3.! CORRETA</p><p>4.! ALTERNATIVA	A</p><p>5.! ALTERNATIVA	D</p><p>6.! ERRADA</p><p>7.! ERRADA</p><p>8.! ALTERNATIVA	C</p><p>9.! ALTERNATIVA	E</p><p>10.! ALTERNATIVA	D</p><p>11.! ALTERNATIVA	B</p><p>12.! ALTERNATIVA	A</p><p>13.! ALTERNATIVA	E</p><p>14.! ALTERNATIVA	A</p><p>15.! ALTERNATIVA	A</p><p>16.! ALTERNATIVA	D</p><p>17.! ALTERNATIVA	A</p><p>18.! ALTERNATIVA	C</p><p>19.! ALTERNATIVA	B</p><p>20.! ALTERNATIVA	C</p><p>21.! ERRADA</p><p>22.! ERRADA</p><p>Renan Araujo, Time Renan Araujo</p><p>Aula 08</p><p>Direito Penal p/ Polícia Civil-RJ (Inspetor) Com Videoaulas</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>a	depender	da	espécie	de	obra	que	se	está	violando.</p><p>Em	 sendo	 obra	 literária,	 se	 dá	 com	 a	 reprodução	 indevida.	 Em	 caso	 de	 peça	 artística,	 com	 a</p><p>reprodução	pública	indevida,	e	por	aí	vai.	Admite-se	plenamente	a	TENTATIVA.</p><p>Se	a	violação	se	der	com	o	INTUITO	DE	LUCRO,	a	pena	será	a	prevista	no	§1º	do	art.	184,	que</p><p>traz	uma	qualificadora:</p><p>§	1o	Se	a	violação	consistir	em	reprodução	total	ou	parcial,	com	intuito	de	lucro	direto	ou	indireto,	por	qualquer</p><p>meio	ou	processo,	de	obra	 intelectual,	 interpretação,	execução	ou	 fonograma,	 sem	autorização	expressa	do</p><p>autor,	do	artista	intérprete	ou	executante,	do	produtor,	conforme	o	caso,	ou	de	quem	os	represente:	(Redação</p><p>dada	pela	Lei	nº	10.695,	de	1º.7.2003)</p><p>Pena	-	reclusão,	de	2	(dois)	a	4	(quatro)	anos,	e	multa.	(Redação	dada	pela	Lei	nº	10.695,	de	1º.7.2003)</p><p>A	conduta	do	§1º	do	art.	184	é	aquela	de	quem	realiza	a	reprodução	ilegal	com	intuito	de	lucro.</p><p>Mas,	e	quem	vende	ou	expõe	à	venda	o	produto	falsificado?	Neste	caso,	responde	nos	termos</p><p>do	art.	184,	§2º	do	CP.	Ou	seja,	o	§2º	do	art.	184	se	aplica	àquele	que,	apesar	de	não	reproduzir	o</p><p>material	com	violação	dos	direitos	autorais,	contribui	para	esta	violação	com	fins	lucrativos,	tendo</p><p>em	depósito,	alugando,	expondo	à	venda,	etc.	Vejamos:</p><p>§	2o	Na	mesma	pena	do	§	1o	incorre	quem,	com	o	intuito	de	lucro	direto	ou	indireto,	distribui,	vende,	expõe	à</p><p>venda,	 aluga,	 introduz	 no	 País,	 adquire,	 oculta,	 tem	 em	 depósito,	 original	 ou	 cópia	 de	 obra	 intelectual	 ou</p><p>fonograma	reproduzido	com	violação	do	direito	de	autor,	do	direito	de	artista	intérprete	ou	executante	ou	do</p><p>direito	do	produtor	de	fonograma,	ou,	ainda,	aluga	original	ou	cópia	de	obra	intelectual	ou	fonograma,	sem	a</p><p>expressa	autorização	dos	titulares	dos	direitos	ou	de	quem	os	represente.	(Redação	dada	pela	Lei	nº	10.695,	de</p><p>1º.7.2003)</p><p>CUIDADO!	Como	podemos	perceber,	os	§§1º	e	2º	do	art.	184	exigem	que	o	delito	seja</p><p>praticado	 COM	 O	 INTUITO	 DE	 LUCRO,	 no	 que	 temos,	 aqui,	 um	 elemento	 subjetivo</p><p>específico	ou,	em	outros	termos,	dolo	específico	(também	chamado	de	especial	fim	de</p><p>agir).	Não	se	exige,	entretanto,	que	o	agente	tenha	efetivo	lucro,	bastando	que	ele	tenha</p><p>a	INTENÇÃO	de	obter	lucro.</p><p>Renan Araujo, Time Renan Araujo</p><p>Aula 08</p><p>Direito Penal p/ Polícia Civil-RJ (Inspetor) Com Videoaulas</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>5</p><p>54</p><p>CUIDADO	MASTER!	Muito	 já	 se	discutiu	a	 respeito	da	 tipificação	da	conduta	de	quem	vende	ou</p><p>expõe	à	venda	CDs	e	DVDs	piratas.	Parte	da	Doutrina	chegou	a	sustentar	a	atipicidade	material	da</p><p>conduta,	sob	o	fundamento	de	que	haveria	“adequação	social”.</p><p>Contudo,	o	STJ	não	seguiu	este	entendimento.	O	STJ	já	consolidou	entendimento	no	sentido	de	que</p><p>tal	conduta	é	TÍPICA,	e	não	há	que	se	falar	em	aplicação,	aqui,	do	princípio	da	adequação	social,</p><p>tendo	sumulado	a	questão:</p><p>Súmula	502	do	STJ</p><p>Presentes	a	materialidade	e	a	autoria,	afigura-se	típica,	em	relação	ao	crime	previsto	no	art.	184,	§	2º,	do	CP,	a</p><p>conduta	de	expor	à	venda	CDs	e	DVDs	piratas.</p><p>O	§3º	prevê	outra	forma	de	realização	do	delito,	mas	cuja	pena	é	idêntica	à	prevista	nos	§§1º</p><p>e	 2º.	 Trata-se,	 basicamente,	 de	 oferecer	 ao	 público,	 mediante	 sistema	 de	 distribuição	 (diversos</p><p>tipos)	em	massa,	a	obra	artística	protegida.	Vejamos:</p><p>§	3o	Se	a	violação	consistir	no	oferecimento	ao	público,	mediante	cabo,	fibra	ótica,	satélite,	ondas	ou	qualquer</p><p>outro	sistema	que	permita	ao	usuário	realizar	a	seleção	da	obra	ou	produção	para	recebê-la	em	um	tempo	e</p><p>lugar	previamente	determinados	por	quem	formula	a	demanda,	com	intuito	de	lucro,	direto	ou	indireto,	sem</p><p>autorização	 expressa,	 conforme	 o	 caso,	 do	 autor,	 do	 artista	 intérprete	 ou	 executante,	 do	 produtor	 de</p><p>fonograma,	ou	de	quem	os	represente:	(Redação	dada	pela	Lei	nº	10.695,	de	1º.7.2003)</p><p>Pena	-	reclusão,	de	2	(dois)	a	4	(quatro)	anos,	e	multa.	(Incluído	pela	Lei	nº	10.695,	de	1º.7.2003)</p><p>Dentro	dessa	conduta	se	insere,	por	exemplo,	quem	cria	um	blog	e	hospeda	diversos	materiais</p><p>protegidos	por	direitos	autorais	e	cobra	uma	quantia	para	que	os	usuários	possam	fazer	o	download</p><p>dos	materiais.	CRIME!</p><p>O	 §4º	 traz	 uma	 hipótese	 de	 EXCLUSÃO	 DA	 TIPICIDADE,	 relativa	 aos	 delitos	 das	 formas</p><p>qualificadas	(§§1º	a	3º),	silenciando	sobre	o	caput,	mas	a	Doutrina	entende	que	se	estende	também</p><p>a	este.	Vejamos:</p><p>§	4o	O	disposto	nos	§§	1o,	2o	e	3o	não	se	aplica	quando	se	tratar	de	exceção	ou	limitação	ao	direito	de	autor	ou</p><p>os	que	lhe	são	conexos,	em	conformidade	com	o	previsto	na	Lei	nº	9.610,	de	19	de	fevereiro	de	1998,	nem	a</p><p>cópia	de	obra	intelectual	ou	fonograma,	em	um	só	exemplar,	para	uso	privado	do	copista,	sem	intuito	de	lucro</p><p>direto	ou	indireto.	(Incluído	pela	Lei	nº	10.695,	de	1º.7.2003)</p><p>Mas	o	que	seria	exceção	ou	limitação	ao	direito	de	autor?	São	as	disposições	legais	permissivas,	ou</p><p>seja,	 aquelas	 regras	 previstas	 na	 lei,	 admitindo	 a	 reprodução	 da	 obra	 em	 determinados	 casos</p><p>específicos,	respeitadas	todos	os	requisitos	estabelecidos.	Nesses	casos,	não	haverá	crime.</p><p>O	art.	186	trata	da	ação	penal	nos	crimes	previstos	no	art.	184	e	§§.	Vejamos:</p><p>Art.	186.	Procede-se	mediante:	(Redação	dada	pela	Lei	nº	10.695,	de	1º.7.2003)</p><p>I	-	queixa,	nos	crimes	previstos	no	caput	do	art.	184;	(Incluído	pela	Lei	nº	10.695,	de	1º.7.2003)</p><p>Renan Araujo, Time Renan Araujo</p><p>Aula 08</p><p>Direito Penal p/ Polícia Civil-RJ (Inspetor) Com Videoaulas</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>6</p><p>54</p><p>II	 -	ação	penal	pública	 incondicionada,	nos	crimes	previstos	nos	§§	1o	e	2o	do	art.	184;	 (Incluído	pela	Lei	nº</p><p>10.695,	de	1º.7.2003)</p><p>III	 -	 ação	 penal	 pública	 incondicionada,	 nos	 crimes	 cometidos	 em	 desfavor	 de	 entidades	 de	 direito	 público,</p><p>autarquia,	empresa	pública,	sociedade	de	economia	mista	ou	fundação	instituída	pelo	Poder	Público;	(Incluído</p><p>pela	Lei	nº	10.695,	de	1º.7.2003)</p><p>IV	-	ação	penal	pública	condicionada	à	representação,	nos	crimes	previstos	no	§	3o	do	art.	184.	(Incluído	pela</p><p>Lei	nº	10.695,	de	1º.7.2003)</p><p>Portanto,	se	a	conduta	praticada	for	a	do	caput,	temos	um	crime	de	ação	penal	privada.	No</p><p>caso	 da	 distribuição	 lucrativa	 e	 sua	 forma	 equiparada	 (§§1º	 e	 2º),	 temos	 AÇÃO	PENAL	PÚBLICA</p><p>INCONDICIONADA	(em	razão	da	maior	gravidade).	Esta	também	é	a	modalidade	prevista	quando	o</p><p>sujeito	 passivo	 (titular	 do	 direito	 violado)	 for	 entidade	 de	 direito	 público,	 empresa	 pública	 ou</p><p>sociedade	de	economia	mista.	No	caso	do	oferecimento	mediante	sistema	de	distribuição	em	massa</p><p>(§3º),	temos	um	meio	termo	em	questão	de	gravidade,	por	isso	a	ação	penal	pública	condicionada</p><p>à	representação	da	vítima.</p><p>2! DOS	CRIMES	CONTRA	O	SENTIMENTO	RELIGIOSO	E	O</p><p>RESPEITO	AOS	MORTOS</p><p>CAPÍTULO	I</p><p>CRIMES	CONTRA	O	SENTIMENTO	RELIGIOSO</p><p>Ultraje	a	culto	e	impedimento	ou	perturbação	de	ato	a	ele	relativo</p><p>Art.	208	-	Escarnecer	de	alguém	publicamente,	por	motivo	de	crença	ou	função	religiosa;	impedir	ou	perturbar</p><p>cerimônia	ou	prática	de	culto	religioso;	vilipendiar	publicamente	ato	ou	objeto	de	culto	religioso:</p><p>Pena	-	detenção,	de	um	mês	a	um	ano,	ou	multa.</p><p>Parágrafo	único	-	Se	há	emprego	de	violência,	a	pena	é	aumentada	de	um	terço,	sem	prejuízo	da	correspondente</p><p>à	violência.</p><p>CAPÍTULO	II</p><p>DOS	CRIMES	CONTRA	O	RESPEITO	AOS	MORTOS</p><p>Impedimento	ou	perturbação	de	cerimônia	funerária</p><p>Art.	209	-	Impedir	ou	perturbar	enterro	ou	cerimônia	funerária:</p><p>Pena	-	detenção,	de	um	mês	a	um	ano,	ou	multa.</p><p>Parágrafo	único	-	Se	há	emprego	de	violência,	a	pena	é	aumentada	de	um	terço,	sem	prejuízo	da	correspondente</p><p>à	violência.</p><p>Violação	de	sepultura</p><p>Renan Araujo, Time Renan Araujo</p><p>Aula 08</p><p>Direito Penal p/ Polícia Civil-RJ (Inspetor) Com Videoaulas</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>7</p><p>54</p><p>Art.	210	-	Violar	ou	profanar	sepultura	ou	urna	funerária:</p><p>Pena	-	reclusão,	de	um	a	três	anos,	e	multa.</p><p>Destruição,	subtração	ou	ocultação	de	cadáver</p><p>Art.	211	-	Destruir,</p><p>subtrair	ou	ocultar	cadáver	ou	parte	dele:</p><p>Pena	-	reclusão,	de	um	a	três	anos,	e	multa.</p><p>Vilipêndio	a	cadáver</p><p>Art.	212	-	Vilipendiar	cadáver	ou	suas	cinzas:</p><p>Pena	-	detenção,	de	um	a	três	anos,	e	multa.</p><p>Como	podemos	ver,	o	título	se	divide	em	dois	capítulos.	O	primeiro	é	referente	aos	delitos	(ou</p><p>melhor,	ao	único	delito)	contra	o	sentimento	religioso;	 já	o	segundo	nos	traz	os	crimes	contra	o</p><p>respeito	aos	mortos.</p><p>2.1! CRIMES	CONTRA	O	SENTIMENTO	RELIGIOSO</p><p>Como	podemos	ver,	temos	aqui	apenas	um	delito.	Trata-se	de	crime	comum,	ou	seja,	pode	ser</p><p>praticado	por	qualquer	pessoa.</p><p>O	 sujeito	 passivo	 é	 a	 coletividade	 que	 compartilha	 deste	 sentimento	 religioso,	 podendo,</p><p>ainda,	ser	a	pessoa	efetivamente	privada	de	seu	culto	religioso	ou	zombada	(na	hipótese	de	se	tratar</p><p>de	escárnio).</p><p>A	conduta	somente	é	punida	a	título	doloso,	não	se	admitindo	a	forma	culposa.</p><p>A	tentativa	é	admissível	em	todas	as	hipóteses,	salvo	nas	manifestações	verbais	 (escárnio,</p><p>vilipêndio	 verbal,	 etc.),	 que	 não	 admitem	 fracionamento	 da	 conduta	 e,	 portanto,	 não	 admitem</p><p>tentativa.</p><p>A	ação	penal	será	pública	incondicionada	em	qualquer	caso.</p><p>CUIDADO!	Se	o	infrator	escarnece,	impede	ou	perturba	a	realização	de	algum	ato	religioso,	rito	ou</p><p>cerimônia	 INDÍGENA,	 não	pratica	o	delito	do	art.	 208	do	CP,	mas	o	do	art.	 58	da	 Lei	 6.001/73</p><p>(Estatuto	do	Índio),	por	se	tratar	de	norma	especial,	que	afasta	a	aplicação	da	norma	de	caráter</p><p>geral.</p><p>Renan Araujo, Time Renan Araujo</p><p>Aula 08</p><p>Direito Penal p/ Polícia Civil-RJ (Inspetor) Com Videoaulas</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>8</p><p>54</p><p>2.2! CRIMES	CONTRA	O	RESPEITO	AOS	MORTOS</p><p>Todos	os	delitos	são	COMUNS,	ou	seja,	podem	ser	praticados	por	qualquer	pessoa.</p><p>O	sujeito	passivo	NÃO	SERÁ	O	MORTO,	pois	não	é	sujeito	de	direitos,	mas	a	coletividade	e,	em</p><p>especial,	os	familiares	e	demais	pessoas	que	guardam	qualquer	relação	de	afinidade	com	a	pessoa</p><p>falecida.</p><p>As	condutas	somente	são	punidas	a	título	doloso,	não	se	admitindo	a	forma	culposa.</p><p>A	tentativa	é	admissível	em	todas	as	hipóteses,	salvo	nas	manifestações	verbais	 (escárnio,</p><p>vilipêndio	 verbal,	 etc.),	 que	 não	 admitem	 fracionamento	 da	 conduta	 e,	 portanto,	 não	 admitem</p><p>tentativa.</p><p>A	ação	penal	será	pública	incondicionada	em	qualquer	caso.</p><p>3! DOS	CRIMES	CONTRA	A	FAMÍLIA</p><p>3.1! DOS	CRIMES	CONTRA	O	CASAMENTO</p><p>Neste	capítulo	o	CP	prevê	alguns	 tipos	penais	 cujo	bem	 jurídico	 tutelado	é	a	 Instituição	do</p><p>Casamento.	Vejamos:</p><p>CAPÍTULO	I</p><p>DOS	CRIMES	CONTRA	O	CASAMENTO</p><p>Bigamia</p><p>Art.	235	-	Contrair	alguém,	sendo	casado,	novo	casamento:</p><p>Pena	-	reclusão,	de	dois	a	seis	anos.</p><p>§	1º	-	Aquele	que,	não	sendo	casado,	contrai	casamento	com	pessoa	casada,	conhecendo	essa	circunstância,	é</p><p>punido	com	reclusão	ou	detenção,	de	um	a	três	anos.</p><p>§	2º	-	Anulado	por	qualquer	motivo	o	primeiro	casamento,	ou	o	outro	por	motivo	que	não	a	bigamia,	considera-</p><p>se	inexistente	o	crime.</p><p>Induzimento	a	erro	essencial	e	ocultação	de	impedimento</p><p>Art.	236	-	Contrair	casamento,	induzindo	em	erro	essencial	o	outro	contraente,	ou	ocultando-lhe	impedimento</p><p>que	não	seja	casamento	anterior:</p><p>Pena	-	detenção,	de	seis	meses	a	dois	anos.</p><p>Parágrafo	único	-	A	ação	penal	depende	de	queixa	do	contraente	enganado	e	não	pode	ser	 intentada	senão</p><p>depois	de	transitar	em	julgado	a	sentença	que,	por	motivo	de	erro	ou	impedimento,	anule	o	casamento.</p><p>Conhecimento	prévio	de	impedimento</p><p>Art.	237	-	Contrair	casamento,	conhecendo	a	existência	de	impedimento	que	lhe	cause	a	nulidade	absoluta:</p><p>Renan Araujo, Time Renan Araujo</p><p>Aula 08</p><p>Direito Penal p/ Polícia Civil-RJ (Inspetor) Com Videoaulas</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>9</p><p>54</p><p>Pena	-	detenção,	de	três	meses	a	um	ano.</p><p>Simulação	de	autoridade	para	celebração	de	casamento</p><p>Art.	238	-	Atribuir-se	falsamente	autoridade	para	celebração	de	casamento:</p><p>Pena	-	detenção,	de	um	a	três	anos,	se	o	fato	não	constitui	crime	mais	grave.</p><p>Simulação	de	casamento</p><p>Art.	239	-	Simular	casamento	mediante	engano	de	outra	pessoa:</p><p>Pena	-	detenção,	de	um	a	três	anos,	se	o	fato	não	constitui	elemento	de	crime	mais	grave.</p><p>Todos	 os	 tipos	 penais	 aqui	 descritos	 são	 CRIMES	 COMUNS,	 podendo	 ser	 praticados	 por</p><p>qualquer	pessoa.	A	exceção	fica	por	conta	do	delito	de	bigamia,	que	somente	pode	ser	praticado</p><p>pela	pessoa	que	possui	a	qualidade	de	já	ser	casada,	sendo,	portanto,	CRIME	PRÓPRIO.</p><p>O	sujeito	passivo	é,	primariamente,	o	Estado	e,	secundariamente,	eventual	particular	lesado,</p><p>geralmente	o	outro	cônjuge,	ou	até	ambos	os	cônjuges,	como	no	caso	do	art.	238	do	CP.</p><p>O	elemento	subjetivo	exigido	é	o	dolo,	não	se	punindo	as	condutas	culposas.</p><p>A	tentativa	é	possível	em	todos	os	casos.	No	caso	do	crime	de	bigamia,	a	Doutrina	se	divide,</p><p>mas	majoritariamente	entende	que	também	é	possível.</p><p>CUIDADO!	No	crime	de	bigamia,	se	o	indivíduo	contrai	novo	casamento	após	o	trânsito	em	julgado</p><p>de	sentença	de	divórcio,	não	há	crime,	pois	com	o	trânsito	em	julgado	da	sentença	de	divórcio	fica</p><p>definitivamente	rompida	a	sociedade	conjugal.</p><p>3.2! DOS	CRIMES	CONTRA	O	ESTADO	DE	FILIAÇÃO</p><p>CAPÍTULO	II</p><p>DOS	CRIMES	CONTRA	O	ESTADO	DE	FILIAÇÃO</p><p>Registro	de	nascimento	inexistente</p><p>Art.	241	-	Promover	no	registro	civil	a	inscrição	de	nascimento	inexistente:</p><p>Pena	-	reclusão,	de	dois	a	seis	anos.</p><p>Parto	suposto.	Supressão	ou	alteração	de	direito	inerente	ao	estado	civil	de	recém-nascido</p><p>Renan Araujo, Time Renan Araujo</p><p>Aula 08</p><p>Direito Penal p/ Polícia Civil-RJ (Inspetor) Com Videoaulas</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>10</p><p>54</p><p>Art.	 242	 -	 Dar	 parto	 alheio	 como	 próprio;	 registrar	 como	 seu	 o	 filho	 de	 outrem;	 ocultar	 recém-nascido	 ou</p><p>substituí-lo,	suprimindo	ou	alterando	direito	inerente	ao	estado	civil:	(Redação	dada	pela	Lei	nº	6.898,	de	1981)</p><p>Pena	-	reclusão,	de	dois	a	seis	anos.	(Redação	dada	pela	Lei	nº	6.898,	de	1981)</p><p>Parágrafo	único	-	Se	o	crime	é	praticado	por	motivo	de	reconhecida	nobreza:	(Redação	dada	pela	Lei	nº	6.898,</p><p>de	1981)</p><p>Pena	-	detenção,	de	um	a	dois	anos,	podendo	o	juiz	deixar	de	aplicar	a	pena.	(Redação	dada	pela	Lei	nº	6.898,</p><p>de	1981)</p><p>Sonegação	de	estado	de	filiação</p><p>Art.	243	-	Deixar	em	asilo	de	expostos	ou	outra	instituição	de	assistência	filho	próprio	ou	alheio,	ocultando-lhe</p><p>a	filiação	ou	atribuindo-lhe	outra,	com	o	fim	de	prejudicar	direito	inerente	ao	estado	civil:</p><p>Pena	-	reclusão,	de	um	a	cinco	anos,	e	multa.</p><p>Todos	 os	 delitos	 podem	 ser	 praticados	 por	 qualquer	 pessoa,	 sendo,	 portanto,	 CRIMES</p><p>COMUNS.	Contudo,	o	crime	é	PRÓPRIO	nos	seguintes	casos:</p><p>•! No	caso	do	tipo	penal	do	art.	242	–	Na	conduta	de	“dar	parto	alheio	como	próprio”.</p><p>Nessa	conduta,	só	a	mulher	pode	praticar	o	delito.</p><p>•! No	caso	do	tipo	penal	do	art.	243	–	Se	a	conduta	é	praticada	contra	filho	“próprio”,	só</p><p>o	pai	ou	mãe	podem	praticar	o	delito.</p><p>O	sujeito	passivo	é	o	Estado,	e	secundariamente,	a	pessoa	prejudicada	com	a	ação	(como	o</p><p>filho,	no	caso	do	art.	243	do	CP).</p><p>O	elemento	subjetivo	exigido	é	o	dolo,	não	se	punindo	a	forma	culposa.	No	entanto,	no	crime</p><p>do	art.	243	do	CP	não	é	suficiente	o	dolo	genérico,	exigindo-se	o	especial	fim	de	agir,	consistente</p><p>na	intenção	de	prejudicar	direito	inerente	ao	estado	civil.</p><p>A	tentativa	é	sempre	admissível.</p><p>3.3! DOS	CRIMES	CONTRA	A	ASSISTÊNCIA	FAMILIAR</p><p>CAPÍTULO	III</p><p>DOS	CRIMES	CONTRA	A	ASSISTÊNCIA	FAMILIAR</p><p>Abandono	material</p><p>Art.	244.	Deixar,	sem	justa	causa,	de	prover	a	subsistência	do	cônjuge,	ou	de	filho	menor	de	18	(dezoito)	anos</p><p>ou	inapto	para	o	trabalho,	ou	de	ascendente	inválido	ou	maior	de	60	(sessenta)	anos,	não	lhes	proporcionando</p><p>os	 recursos	necessários	ou	 faltando	ao	pagamento	de	pensão	alimentícia	 judicialmente	acordada,	 fixada	ou</p><p>majorada;	deixar,	 sem	 justa	causa,	de	 socorrer	descendente	ou	ascendente,	gravemente	enfermo:	 (Redação</p><p>dada	pela	Lei	nº	10.741,	de	2003)</p><p>Renan Araujo, Time Renan Araujo</p><p>Aula 08</p><p>Direito Penal p/ Polícia</p><p>Civil-RJ (Inspetor) Com Videoaulas</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>11</p><p>54</p><p>Pena	-	detenção,	de	1	(um)	a	4	(quatro)	anos	e	multa,	de	uma	a	dez	vezes	o	maior	salário	mínimo	vigente	no</p><p>País.	(Redação	dada	pela	Lei	nº	5.478,	de	1968)</p><p>Parágrafo	único	-	Nas	mesmas	penas	incide	quem,	sendo	solvente,	frustra	ou	ilide,	de	qualquer	modo,	inclusive</p><p>por	abandono	injustificado	de	emprego	ou	função,	o	pagamento	de	pensão	alimentícia	judicialmente	acordada,</p><p>fixada	ou	majorada.	(Incluído	pela	Lei	nº	5.478,	de	1968)</p><p>Entrega	de	filho	menor	a	pessoa	inidônea</p><p>Art.	245	-	Entregar	filho	menor	de	18	(dezoito)	anos	a	pessoa	em	cuja	companhia	saiba	ou	deva	saber	que	o</p><p>menor	fica	moral	ou	materialmente	em	perigo:	(Redação	dada	pela	Lei	nº	7.251,	de	1984)</p><p>Pena	-	detenção,	de	1	(um)	a	2	(dois)	anos.	(Redação	dada	pela	Lei	nº	7.251,	de	1984)</p><p>§	1º	-	A	pena	é	de	1	(um)	a	4	(quatro)	anos	de	reclusão,	se	o	agente	pratica	delito	para	obter	lucro,	ou	se	o	menor</p><p>é	enviado	para	o	exterior.	(Incluído	pela	Lei	nº	7.251,	de	1984)</p><p>§	 2º	 -	 Incorre,	 também,	 na	 pena	 do	 parágrafo	 anterior	 quem,	 embora	 excluído	 o	 perigo	 moral	 ou	 material,</p><p>auxilia	a	efetivação	de	ato	destinado	ao	envio	de	menor	para	o	exterior,	com	o	fito	de	obter	lucro.	(Incluído	pela</p><p>Lei	nº	7.251,	de	1984)</p><p>Abandono	intelectual</p><p>Art.	246	-	Deixar,	sem	justa	causa,	de	prover	à	instrução	primária	de	filho	em	idade	escolar:</p><p>Pena	-	detenção,	de	quinze	dias	a	um	mês,	ou	multa.</p><p>Art.	247	-	Permitir	alguém	que	menor	de	dezoito	anos,	sujeito	a	seu	poder	ou	confiado	à	sua	guarda	ou	vigilância:</p><p>I	-	freqüente	casa	de	jogo	ou	mal-afamada,	ou	conviva	com	pessoa	viciosa	ou	de	má	vida;</p><p>II	-	freqüente	espetáculo	capaz	de	pervertê-lo	ou	de	ofender-lhe	o	pudor,	ou	participe	de	representação	de	igual</p><p>natureza;</p><p>III	-	resida	ou	trabalhe	em	casa	de	prostituição;</p><p>IV	-	mendigue	ou	sirva	a	mendigo	para	excitar	a	comiseração	pública:</p><p>Pena	-	detenção,	de	um	a	três	meses,	ou	multa.</p><p>Os	delitos	deste	capítulo	possuem	como	bem	jurídico	tutelado	a	assistência	familiar,	de	forma</p><p>que	 o	 sujeito	 passivo	 primário,	 em	 todos	 eles,	 é	 o	 ESTADO,	 figurando	 como	 sujeito	 passivo</p><p>secundário	o	parente	que	ficou	ao	desamparo	(ascendente,	descendente,	etc.).</p><p>O	elemento	subjetivo	exigido	é	o	dolo,	não	sendo	exigido	nenhum	especial	fim	de	agir.</p><p>A	tentativa	é	admissível,	salvo	nos	crimes	de	abandono	material	e	abandono	intelectual,	eis</p><p>que	 são	 crimes	 omissivos	 próprios,	 de	 forma	 que	 não	 se	 pode	 fracionar	 a	 conduta	 do	 agente	 e,</p><p>portanto,	não	se	admite	a	tentativa.</p><p>Renan Araujo, Time Renan Araujo</p><p>Aula 08</p><p>Direito Penal p/ Polícia Civil-RJ (Inspetor) Com Videoaulas</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>12</p><p>54</p><p>CUIDADO!	A	Doutrina	entende	que,	no	caso	do	abandono	material,	o	crime	só	estará	configurado</p><p>se	o	incapaz,	de	fato,	ficar	“ao	relento”,	ou	seja,	se	ele	ficar	numa	situação	periclitante.	Se	por	acaso,</p><p>ele	é	acolhido	por	outra	pessoa	(parente	ou	não),	e	não	chega	a	estar	numa	situação	de	abandono,</p><p>o	crime	não	estará	configurado.</p><p>3.4! DOS	CRIMES	CONTRA	O	PÁTRIO	PODER,	TUTELA	E	CURATELA</p><p>CAPÍTULO	IV</p><p>DOS	CRIMES	CONTRA	O	PÁTRIO	PODER,	TUTELA	CURATELA</p><p>Induzimento	a	fuga,	entrega	arbitrária	ou	sonegação	de	incapazes</p><p>Art.	248	-	 Induzir	menor	de	dezoito	anos,	ou	interdito,	a	fugir	do	lugar	em	que	se	acha	por	determinação	de</p><p>quem	sobre	ele	exerce	autoridade,	em	virtude	de	lei	ou	de	ordem	judicial;	confiar	a	outrem	sem	ordem	do	pai,</p><p>do	tutor	ou	do	curador	algum	menor	de	dezoito	anos	ou	interdito,	ou	deixar,	sem	justa	causa,	de	entregá-lo	a</p><p>quem	legitimamente	o	reclame:</p><p>Pena	-	detenção,	de	um	mês	a	um	ano,	ou	multa.</p><p>Subtração	de	incapazes</p><p>Art.	249	-	Subtrair	menor	de	dezoito	anos	ou	interdito	ao	poder	de	quem	o	tem	sob	sua	guarda	em	virtude	de	lei</p><p>ou	de	ordem	judicial:</p><p>Pena	-	detenção,	de	dois	meses	a	dois	anos,	se	o	fato	não	constitui	elemento	de	outro	crime.</p><p>§	1º	-	O	fato	de	ser	o	agente	pai	ou	tutor	do	menor	ou	curador	do	interdito	não	o	exime	de	pena,	se	destituído</p><p>ou	temporariamente	privado	do	pátrio	poder,	tutela,	curatela	ou	guarda.</p><p>§	2º	-	No	caso	de	restituição	do	menor	ou	do	interdito,	se	este	não	sofreu	maus-tratos	ou	privações,	o	juiz	pode</p><p>deixar	de	aplicar	pena.</p><p>Os	delitos	aqui	possuem	como	sujeitos	passivos	os	responsáveis	pelos	incapazes	submetidos</p><p>às	 situações	 descritas	 nos	 tipos	 penais.	 Secundariamente,	 figuram	 como	 sujeitos	 passivos	 os</p><p>próprios	incapazes.</p><p>O	sujeito	ativo	pode	ser	qualquer	pessoa,	sendo	CRIME	COMUM.</p><p>Só	se	admite	a	conduta	dolosa,	não	se	admitindo	a	forma	culposa.</p><p>A	tentativa	é	plenamente	admissível,	em	ambos	os	crimes,	salvo	no	caso	do	art.	248	quando</p><p>for	praticado	na	modalidade	de	“deixar,	sem	justa	causa,	de	entrega-lo...”,	por	se	tratar,	neste	caso,</p><p>de	CRIME	OMISSIVO	PRÓPRIO.</p><p>Renan Araujo, Time Renan Araujo</p><p>Aula 08</p><p>Direito Penal p/ Polícia Civil-RJ (Inspetor) Com Videoaulas</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>13</p><p>54</p><p>4! DOS	CRIMES	CONTRA	A	ORGANIZAÇÃO	DO	TRABALHO</p><p>Os	 crimes	 contra	 a	 Organização	 do	 Trabalho	 estão	 descritos	 nos	 arts.	 197	 a	 207	 do	 CP,</p><p>totalizando	11	tipos	penais	diferentes,	além	de	suas	variantes.	Vejamos	cada	um	deles:</p><p>4.1! ATENTADO	CONTRA	A	LIBERDADE	DE	TRABALHO</p><p>Atentado	contra	a	liberdade	de	trabalho</p><p>Art.	197	-	Constranger	alguém,	mediante	violência	ou	grave	ameaça:</p><p>I	-	a	exercer	ou	não	exercer	arte,	ofício,	profissão	ou	indústria,	ou	a	trabalhar	ou	não	trabalhar	durante	certo</p><p>período	ou	em	determinados	dias:</p><p>Pena	-	detenção,	de	um	mês	a	um	ano,	e	multa,	além	da	pena	correspondente	à	violência;</p><p>II	-	a	abrir	ou	fechar	o	seu	estabelecimento	de	trabalho,	ou	a	participar	de	parede	ou	paralisação	de	atividade</p><p>econômica:</p><p>Pena	-	detenção,	de	três	meses	a	um	ano,	e	multa,	além	da	pena	correspondente	à	violência.</p><p>Aqui	temos	dois	tipos	penais	com	a	mesma	lógica,	a	mesma	identidade,	mas	penas	distintas,</p><p>pois	 ambos	 são	 espécies	 de	 constrangimento	 ilegal.	 No	 primeiro	 caso	 (inciso	 I)	 temos	 o</p><p>constrangimento	ilegal	cuja	finalidade	é	obrigar	alguém	a	exercer	ou	deixar	de	exercer	determinada</p><p>profissão	ou	a	exercê-la	ou	não	a	exercer	em	determinados	dias.</p><p>No	segundo	caso,	trata-se	de	um	constrangimento	ilegal	voltado	à	compelir	alguém	a	abrir	ou</p><p>fechar	seu	estabelecimento	de	trabalho	ou	aderir	a	algum	movimento	trabalhista	(greve,	piquete,</p><p>etc.).</p><p>Ambas	 as	 condutas	 podem	 ser	 praticadas	 por	 qualquer	 pessoa,	 sendo,	 portanto,	 CRIME</p><p>COMUM.	O	elemento	exigido	é	o	dolo,	não	se	exigindo	nenhuma	finalidade	especial	de	agir.</p><p>O	 crime	 é	 MATERIAL,	 pois	 só	 se	 consuma	 quando	 a	 vítima	 cede	 ao	 constrangimento	 do</p><p>infrator.	Caso	contrário,	teremos	apenas	um	crime	na	modalidade	tentada.</p><p>4.2! ATENTADO	CONTRA	A	LIBERDADE	DE	CONTRATO	DE	TRABALHO	E	BOICOTAGEM	VIOLENTA</p><p>Atentado	contra	a	liberdade	de	contrato	de	trabalho	e	boicotagem	violenta</p><p>Art.	198	-	Constranger	alguém,	mediante	violência	ou	grave	ameaça,	a	celebrar	contrato	de	trabalho,	ou	a	não</p><p>fornecer	a	outrem	ou	não	adquirir	de	outrem	matéria-prima	ou	produto	industrial	ou	agrícola:</p><p>Pena	-	detenção,	de	um	mês	a	um	ano,	e	multa,	além	da	pena	correspondente	à	violência.</p><p>Renan Araujo, Time Renan Araujo</p><p>Aula 08</p><p>Direito Penal p/ Polícia Civil-RJ (Inspetor) Com Videoaulas</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>14</p><p>54</p><p>Trata-se	de	crime	COMUM,	pois	pode	ser	praticado	por	qualquer	pessoa.	É	crime	MATERIAL,</p><p>pois	 exige	 que	 a	 vítima	 ceda	 ao	 constrangimento	 do	 infrator	 para	 que	 o	 crime	 se	 consume.	 A</p><p>tentativa	é	ADMITIDA.1</p><p>O	elemento	subjetivo	exigido	é	o	dolo.</p><p>Além	disso,	temos	duas	condutas	distintas:</p><p>§! Constranger	 alguém,	 mediante	 violência	 ou	 grave	 ameaça,	 a	 celebrar	 contrato	 de</p><p>trabalho</p><p>§! Constranger	alguém,	mediante	violência	ou	grave	ameaça,	a	não	fornecer	a	outrem	ou</p><p>não	adquirir	de	outrem	matéria-prima	ou	produto	industrial	ou	agrícola:</p><p>CUIDADO!</p><p>Temos	aqui	o	que	se	chama	de	tipo	misto	cumulativo,	ou	seja,	o	tipo	penal	prevê	mais</p><p>de	uma	conduta	(tipo	misto),	e	a	prática	de	mais	de	uma	dessas	condutas	descritas	no	núcleo	do</p><p>tipo	configura	mais	de	um	crime,	e	não	crime	único	(tipo	misto	cumulativo).</p><p>EXEMPLO:	Imagine	que	José,	mediante	grave	ameça,	obrigue	Maria	a	celebrar	contrato</p><p>de	 trabalho	 com	 ele.	 Na	 mesma	 oportunidade,	 José	 constrange	 Maria	 a	 não	 fornecer</p><p>matéria-prima	para	Paulo.	Neste	caso,	José	responde	por	DOIS	crimes	(atentado	contra	a</p><p>liberdade	de	contrato	de	trabalho	e	boicotagem	violenta).</p><p>⇒! Mas,	e	a	conduta	daquele	que	OBRIGA	alguém	a	NÃO	celebrar	contrato	de	trabalho?	Tal</p><p>conduta	não	se	amolda	ao	tipo	penal	do	art.	198	do	CP	(temos	aqui	uma	falha	legislativa).	Neste</p><p>caso,	a	solução	será:</p><p>§! A	depender	do	caso,	enquadrar	a	conduta	como	crime	contra	a	liberdade	trabalho	(art.	197,</p><p>I)</p><p>§! Em	não	sendo	possível	tal	enquadramento,	considerar	como	constrangimento	ilegal	(art.	146</p><p>do	CP)</p><p>Mas,	e	a	conduta	daquele	que	OBRIGA	alguém	a	FORNECER	ou	AQUIRIR	de	outrem	matéria-prima</p><p>ou	produto	industrial	ou	agrícola?	Também	não	está	prevista	no	tipo	penal	do	art.	198,	podendo</p><p>configurar	constrangimento	ilegal	(art.	146	do	CP).</p><p>1	CUNHA,	Rogério	Sanches.	Manual	de	Direito	Penal.	Parte	Especial.	7º	edição.	Ed.	Juspodivm.	Salvador,	2015,	p.	401</p><p>Renan Araujo, Time Renan Araujo</p><p>Aula 08</p><p>Direito Penal p/ Polícia Civil-RJ (Inspetor) Com Videoaulas</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>15</p><p>54</p><p>4.3! ATENTADO	CONTRA	A	LIBERDADE	DE	ASSOCIAÇÃO</p><p>Atentado	contra	a	liberdade	de	associação</p><p>Art.	199	 -	Constranger	alguém,	mediante	violência	ou	grave	ameaça,	a	participar	ou	deixar	de	participar	de</p><p>determinado	sindicato	ou	associação	profissional:</p><p>Pena	-	detenção,	de	um	mês	a	um	ano,	e	multa,	além	da	pena	correspondente	à	violência.</p><p>Aqui	 temos	mais	um	delito	de	constrangimento	 ilegal,	só	que	com	a	 finalidade	de	compelir</p><p>alguém	a	associar-se	ou	deixar	de	associar-se	a	determinado	sindicato	ou	associação	profissional.</p><p>Temos	mais	um	crime	COMUM,	 pois	 pode	 ser	 praticado	 por	 qualquer	 pessoa,	 embora	 em</p><p>regra	seja	cometido	por	integrantes	dos	sindicatos.</p><p>Trata-se	de	crime	MATERIAL,	só	se	consumando	se	a	vítima,	efetivamente,	praticar	a	conduta</p><p>pretendida	 pelo	 infrator	 (associar	 ou	 não	 se	 associar).	 A	 tentativa	 é	 admitida,	 e	 o	 elemento</p><p>subjetivo	é	o	DOLO,	apenas.</p><p>4.4! PARALISAÇÃO	DE	TRABALHO,	SEGUIDA	DE	VIOLÊNCIA	OU	PERTURBAÇÃO	DA	ORDEM</p><p>Paralisação	de	trabalho,	seguida	de	violência	ou	perturbação	da	ordem</p><p>Art.	200	 -	Participar	de	 suspensão	ou	abandono	coletivo	de	 trabalho,	praticando	violência	contra	pessoa	ou</p><p>contra	coisa:</p><p>Pena	-	detenção,	de	um	mês	a	um	ano,	e	multa,	além	da	pena	correspondente	à	violência.</p><p>Parágrafo	único	-	Para	que	se	considere	coletivo	o	abandono	de	trabalho	é	indispensável	o	concurso	de,	pelo</p><p>menos,	três	empregados.</p><p>Aqui	 não	 temos	 um	 delito	 de	 constrangimento	 ilegal,	 mas	 um	 delito	 que	 é	 praticado</p><p>necessariamente	com	violência	à	pessoa	ou	contra	COISA.</p><p>CUIDADO	COM	ISSO!	Aqui	a	violência	apenas	contra	COISA	também	caracteriza	o	delito.</p><p>O	crime	é	de	concurso	necessário,	pois,	nos	termos	do	§	único	do	art.	200,	pelo	menos	três</p><p>empregados	devem	participar	da	paralisação,	embora	não	seja	necessário	que	todos	pratiquem	a</p><p>violência.	 No	 entanto,	 é	 óbvio	 que	 somente	 aqueles	 que	 praticarem	 a	 violência	 é	 que	 serão</p><p>responsabilizados	por	este	delito.</p><p>O	crime	se	consuma	com	o	emprego	da	violência,	desde	que	realizada	durante	paralisação	ou</p><p>suspensão	do	trabalho	(mínimo	de	três	empregados).	A	TENTATIVA	É	ADMITIDA.</p><p>Renan Araujo, Time Renan Araujo</p><p>Aula 08</p><p>Direito Penal p/ Polícia Civil-RJ (Inspetor) Com Videoaulas</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>16</p><p>54</p><p>4.5! PARALISAÇÃO	DE	TRABALHO	DE	INTERESSE	COLETIVO</p><p>Paralisação	de	trabalho	de	interesse	coletivo</p><p>Art.	201	-	Participar	de	suspensão	ou	abandono	coletivo	de	trabalho,	provocando	a	interrupção	de	obra	pública</p><p>ou	serviço	de	interesse	coletivo:</p><p>Pena	-	detenção,	de	seis	meses	a	dois	anos,	e	multa.</p><p>Aqui	 temos	 um	 crime	 que	 pode	 ser	 praticado	 pelos	 empregados	 ou	 pelo	 empregador.	 Se</p><p>praticado	pelo	empregador,	na	modalidade	de	suspensão	coletiva	de	trabalho	(lockout),	o	crime	é</p><p>unissubjetivo,	ou	seja,	pode	ser	praticado	por	apenas	uma	pessoa.	No	entanto,	quando	praticado</p><p>pelos	 empregados	 (abandono	 coletivo	 de	 trabalho),	 o	 crime	 é	 considerado	 pela	 Doutrina	 como</p><p>PLURISSUBJETIVO,	ou	seja,	de	concurso	necessário,	pois	não	há	como	realizar	abandono	COLETIVO</p><p>de	trabalho	sozinho.</p><p>É	necessário,	ainda,	que	seja	provocada	a	interrupção	de	obra	pública	ou	serviço	de	interesse</p><p>coletivo,	independentemente	de	haver,	ou	não,	no	caso	concreto,	efetivo	prejuízo	à	sociedade,	pois</p><p>o	prejuízo	é	presumido	(CRIME	FORMAL).</p><p>A	tentativa	é	admitida,	e	o	elemento	subjetivo	é	o	DOLO,	apenas.</p><p>4.6! INVASÃO	DE	ESTABELECIMENTO	INDUSTRIAL,	COMERCIAL	OU	AGRÍCOLA.	SABOTAGEM</p><p>Invasão	de	estabelecimento	industrial,	comercial	ou	agrícola.	Sabotagem</p><p>Art.	 202	 -	 Invadir	 ou	 ocupar	 estabelecimento	 industrial,	 comercial	 ou	 agrícola,	 com	 o	 intuito	 de	 impedir	 ou</p><p>embaraçar	 o	 curso	 normal	 do	 trabalho,	 ou	 com	 o	 mesmo	 fim	 danificar	 o	 estabelecimento	 ou	 as	 coisas	 nele</p><p>existentes	ou	delas	dispor:</p><p>Pena	-	reclusão,	de	um	a	três	anos,	e	multa.</p><p>Aqui	temos	a	conduta	de	“invadir	ou	ocupar	estabelecimento	industrial,	comercial	ou	agrícola,</p><p>ou	danificar	o	estabelecimento	ou	as	coisas	nele	existente,	ou	delas	se	desfazer”.	Essa	conduta	pode</p><p>ser	praticada	por	qualquer	pessoa,	sendo	CRIME	COMUM.</p><p>O	 elemento	 subjetivo	 é	 o	 DOLO,	 exigindo-se	 a	 finalidade	 especial	 de	 agir,	 consistente	 na</p><p>intenção	 de	 IMPEDIR	 OU	 EMBARAÇAR	 O	 CURSO	 NORMAL	 DO	 TRABALHO.	 Caso	 ausente	 essa</p><p>finalidade	específica,	poderemos	ter	o	crime	de	invasão	de	domicílio,	furto	ou	dano,	a	depender	da</p><p>situação,	mas	nunca	o	crime	do	art.	202	do	CP.</p><p>O	 crime	 se	 consuma	 com	 a	 mera	 realização	 da	 conduta	 (invadir,	 danificar,	 etc.),</p><p>independentemente	de	a	intenção	do	infrator	ser	alcançada	(perturbar	o	trabalho).		A	tentativa	é</p><p>admissível.</p><p>Renan Araujo, Time Renan Araujo</p><p>Aula 08</p><p>Direito Penal p/ Polícia Civil-RJ (Inspetor) Com Videoaulas</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>17</p><p>54</p><p>4.7! FRUSTRAÇÃO	DE	DIREITO	ASSEGURADO	POR	LEI	TRABALHISTA</p><p>Frustração	de	direito	assegurado	por	lei	trabalhista</p><p>Art.	203	-	Frustrar,	mediante	fraude	ou	violência,	direito	assegurado	pela	legislação	do	trabalho:</p><p>Pena	-	detenção	de	um	ano	a	dois	anos,	e	multa,	além	da	pena	correspondente	à	violência.	(Redação	dada	pela</p><p>Lei	nº	9.777,	de	29.12.1998)</p><p>§	1º	Na	mesma	pena	incorre	quem:	(Incluído	pela	Lei	nº	9.777,	de	29.12.1998)</p><p>I	 -	 obriga	 ou	 coage	 alguém	 a	 usar	 mercadorias	 de	 determinado	 estabelecimento,	 para	 impossibilitar	 o</p><p>desligamento	do	serviço	em	virtude	de	dívida;	(Incluído	pela	Lei	nº	9.777,	de	29.12.1998)</p><p>II	-	impede	alguém	de	se	desligar	de	serviços	de	qualquer	natureza,	mediante	coação	ou	por	meio	da	retenção</p><p>de	seus	documentos	pessoais	ou	contratuais.	(Incluído	pela	Lei	nº	9.777,	de	29.12.1998)</p><p>§	2º	A	pena	é	aumentada	de	um	sexto	a	um	terço	se	a	vítima	é	menor	de	dezoito	anos,	idosa,	gestante,	indígena</p><p>ou	portadora	de	deficiência	física	ou	mental.	(Incluído	pela	Lei	nº	9.777,	de	29.12.1998)</p><p>O	 crime	 deste	 artigo	 se	 caracteriza	 pela	 frustração	 (evitar	 a	 efetivação)	 de	 um	 direito</p><p>trabalhista.	Isso	pode	se	dar	mediante	VIOLÊNCIA	OU	GRAVE	AMEAÇA.</p><p>EXEMPLO:	 O	 empregador	 que	 ameaça	 de	 demissão	 o	 empregado	 que	pretende	 gozar	 suas</p><p>férias	já	vencidas.</p><p>Embora	o	exemplo	dado	trate	do	empregador,	o	crime	é	COMUM,	podendo	ser	praticado	por</p><p>qualquer	pessoa.</p><p>O	crime	é	MATERIAL,	só	se	consumando	se	o	direito	trabalhista	é,	efetivamente,	frustrado,</p><p>não	 sendo</p><p>suficiente	 para	 a	 consumação	 apenas	 a	 realização	 da	 conduta	 (violência	 ou	 grave</p><p>ameaça).</p><p>O	elemento	subjetivo	é	o	DOLO,	apenas.</p><p>O	§1º,	I	e	II,	traz	uma	cláusula	de	equiparação,	punindo	também,	e	pela	mesma	pena,	aquele</p><p>que	coage	alguém	a	consumir	mercadoria	de	determinado	estabelecimento,	PARA	IMPOSSIBILITAR</p><p>O	DESLIGAMENTO	DO	TRABALHO	EM	RAZÃO	DA	DÍVIDA,	bem	como	aquele	que	impede	alguém</p><p>de	se	desligar	de	serviço	mediante	COAÇÃO	ou	RETENÇÃO	DE	SEUS	DOCUMENTOS.</p><p>No	primeiro	caso,	devemos	lembrar	que	há	a	chamada	FINALIDADE	ESPECIAL	DE	AGIR,	não</p><p>bastando	o	dolo	genérico.	O	agente	deve	realizar	a	coação	COM	A	FINALIDADE	DE	IMPOSSIBILITAR</p><p>O	DESLIGAMENTO	EM	RAZÃO	DA	DÍVIDA.</p><p>Renan Araujo, Time Renan Araujo</p><p>Aula 08</p><p>Direito Penal p/ Polícia Civil-RJ (Inspetor) Com Videoaulas</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>18</p><p>54</p><p>No	entanto,	caso	o	agente	pratique	algum	ato	de	privação	da	liberdade	de	locomoção	do	trabalhador</p><p>em	razão	da	dívida	eventualmente	contraída,	poderemos	estar	diante	do	crime	previsto	no	art.	149</p><p>do	CP,	que	é	o	de	REDUÇÃO	À	CONDIÇÃO	ANÁLOGA	À	DE	ESCRAVO.	Vejamos:</p><p>Art.	149.	Reduzir	alguém	a	condição	análoga	à	de	escravo,	quer	submetendo-o	a	trabalhos	forçados	ou	a	jornada</p><p>exaustiva,	quer	sujeitando-o	a	condições	degradantes	de	trabalho,	quer	restringindo,	por	qualquer	meio,	sua</p><p>locomoção	em	razão	de	dívida	contraída	com	o	empregador	ou	preposto:	(Redação	dada	pela	Lei	nº	10.803,	de</p><p>11.12.2003)</p><p>Pena	-	reclusão,	de	dois	a	oito	anos,	e	multa,	além	da	pena	correspondente	à	violência.	(Redação	dada	pela	Lei</p><p>nº	10.803,	de	11.12.2003)</p><p>CUIDADO	COM	ISSO!</p><p>O	§2º,	por	fim,	traz	uma	causa	especial	de	aumento	de	pena	(aumento	de	1/6	a	1/3),	caso	a</p><p>vítima	seja:</p><p>⇒!Menor	de	dezoito	anos;</p><p>⇒! Idosa</p><p>⇒!Gestante</p><p>⇒! Indígena</p><p>⇒!Portadora	de	deficiência	física	ou	mental</p><p>4.8! FRUSTRAÇÃO	DE	LEI	SOBRE	A	NACIONALIZAÇÃO	DO	TRABALHO</p><p>Frustração	de	lei	sobre	a	nacionalização	do	trabalho</p><p>Art.	204	-	Frustrar,	mediante	fraude	ou	violência,	obrigação	legal	relativa	à	nacionalização	do	trabalho:</p><p>Pena	-	detenção,	de	um	mês	a	um	ano,	e	multa,	além	da	pena	correspondente	à	violência.</p><p>O	crime	em	tela,	segundo	MAIORIA	DA	DOUTRINA,	não	foi	recepcionado	pela	Constituição	de</p><p>1988,	já	que	tinha	a	finalidade	de	proteger	o	mercado	de	trabalho	nacional,	punindo	aqueles	que</p><p>admitissem	 estrangeiros	 em	 detrimento	 de	 brasileiros,	 conforme	 as	 leis	 da	 época	 em	 que	 foi</p><p>promulgado	o	CP.</p><p>Como	a	CRFB/88	proibiu	a	distinção	entre	brasileiros	e	estrangeiros	para	este	fim,	a	DOUTRINA</p><p>MAJORITÁRIA	entende	que	este	crime	não	foi	recepcionado	pela	Constituição.</p><p>4.9! EXERCÍCIO	DE	ATIVIDADE	COM	INFRAÇÃO	DE	DECISÃO	ADMINISTRATIVA</p><p>Exercício	de	atividade	com	infração	de	decisão	administrativa</p><p>Renan Araujo, Time Renan Araujo</p><p>Aula 08</p><p>Direito Penal p/ Polícia Civil-RJ (Inspetor) Com Videoaulas</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>19</p><p>54</p><p>Art.	205	-	Exercer	atividade,	de	que	está	impedido	por	decisão	administrativa:</p><p>Pena	-	detenção,	de	três	meses	a	dois	anos,	ou	multa.</p><p>A	 conduta	 aqui	 é	 bem	 simples,	 e	 consiste	 no	 exercício	 de	 atividade	 de	 que	 o	 agente	 está</p><p>impedido	de	exercer	por	decisão	administrativa.</p><p>Trata-se	 de	 CRIME	 PRÓPRIO,	 pois	 somente	 aquela	 pessoa	 que	 foi	 impedida	 de	 exercer</p><p>determinada	atividade,	por	decisão	administrativa,	é	que	pode	praticar	o	crime.</p><p>EXEMPLO:	 Advogado	 que	 exerce	 a	 advocacia	 após	 ter	 sua	 inscrição	 suspensa	 em	 razão	 de</p><p>incompatibilidade	por	exercício	de	determinado	cargo	público.</p><p>Mas,	e	o	médico	que	exerce	a	medicina	após	ter	seu	registro	cassado?	Responde	por	este	crime</p><p>ou	pelo	crime	do	art.	282	(exercício	ilegal	da	medicina)?	O	STF	entende	que,	neste	caso,	o	médico</p><p>responde	por	este	crime	e	não	por	exercício	ilegal	da	medicina!</p><p>E	caso	o	agente	descumpra	uma	decisão	JUDICIAL	e	não	administrativa?	Nesse	caso,	pratica	um</p><p>crime	contra	a	administração	da	Justiça,	previsto	no	art.	359	do	CP2:</p><p>Art.	359	-	Exercer	função,	atividade,	direito,	autoridade	ou	múnus,	de	que	foi	suspenso	ou	privado	por	decisão</p><p>judicial:</p><p>Pena	-	detenção,	de	três	meses	a	dois	anos,	ou	multa.</p><p>O	elemento	subjetivo	é	o	DOLO,	e	o	crime	se	consuma	com	o	exercício,	segundo	maioria	da</p><p>Doutrina,	HABITUAL	da	atividade	da	qual	está	impedido.</p><p>CUIDADO!	A	habitualidade	do	delito	não	é	tema	pacífico,	havendo	quem	defenda	que	o</p><p>crime	não	é	habitual,	sendo	suficiente	a	prática	de	um	ato	para	a	sua	caracterização.</p><p>4.10!ALICIAMENTO	PARA	O	FIM	DE	EMIGRAÇÃO</p><p>Aliciamento	para	o	fim	de	emigração</p><p>2 STF - HC 74.826-SP, rel. Min. Sydney Sanches, 11.3.97. (INFORMATIVO Nº 63 DO STF)</p><p>Renan Araujo, Time Renan Araujo</p><p>Aula 08</p><p>Direito Penal p/ Polícia Civil-RJ (Inspetor) Com Videoaulas</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>20</p><p>54</p><p>Art.	206	-	Recrutar	trabalhadores,	mediante	fraude,	com	o	fim	de	levá-los	para	território	estrangeiro.	(Redação</p><p>dada	pela	Lei	nº	8.683,	de	1993)</p><p>Pena	-	detenção,	de	1	(um)	a	3	(três)	anos	e	multa.	(Redação	dada	pela	Lei	nº	8.683,	de	1993)</p><p>O	crime	aqui	previsto	pode	ser	praticado	por	qualquer	pessoa,	sendo	CRIME	COMUM.	Veja</p><p>que	somente	ocorrerá	o	crime	se	o	aliciamento	se	der	MEDIANTE	FRAUDE,	não	havendo	crime	no</p><p>mero	aliciamento	de	pessoas	para	trabalhar	em	outro	país,	desde	que	sem	fraude.</p><p>A	Doutrina	exige,	ainda,	que	o	aliciamento	se	dê	em	relação	A	MAIS	DE	UMA	PESSOA,	pois	o</p><p>tipo	 penal	 usa	 o	 termo	 “trabalhadores”,	 no	 plural.	 No	 entanto,	 alguns	 Doutrinadores	 (p.ex.</p><p>Mirabete),	entendem	que	devem	ser	no	mínimo	TRÊS	pessoas	aliciadas.</p><p>O	termo	“trabalhadores”	é	mais	amplo	que	“empregados”,	abarcando	quaisquer	pessoas	que</p><p>estejam	sendo	aliciadas	com	a	promessa	de	trabalho,	seja	ele	formal	ou	não.</p><p>O	elemento	subjetivo	é	o	DOLO,	além	da	finalidade	especial	consistente	na	intenção	de	levar</p><p>os	trabalhadores	para	o	exterior.</p><p>O	crime	é	FORMAL	e	se	consuma	com	a	mera	perpetração	da	FRAUDE,	pouco	importando	se</p><p>a	saída	do	território	nacional	chega	a	ser	concluída.	Admite-se	a	TENTATIVA.</p><p>4.11!ALICIAMENTO	DE	TRABALHADORES	DE	UM	LOCAL	PARA	OUTRO	DO	TERRITÓRIO	NACIONAL</p><p>Aliciamento	de	trabalhadores	de	um	local	para	outro	do	território	nacional</p><p>Art.	207	-	Aliciar	trabalhadores,	com	o	fim	de	levá-los	de	uma	para	outra	localidade	do	território	nacional:</p><p>Pena	-	detenção	de	um	a	três	anos,	e	multa.	(Redação	dada	pela	Lei	nº	9.777,	de	29.12.1998)</p><p>§	1º	Incorre	na	mesma	pena	quem	recrutar	trabalhadores	fora	da	localidade	de	execução	do	trabalho,	dentro</p><p>do	 território	 nacional,	 mediante	 fraude	 ou	 cobrança	 de	 qualquer	 quantia	 do	 trabalhador,	 ou,	 ainda,	 não</p><p>assegurar	condições	do	seu	retorno	ao	local	de	origem.	(Incluído	pela	Lei	nº	9.777,	de	29.12.1998)</p><p>§	2º	A	pena	é	aumentada	de	um	sexto	a	um	terço	se	a	vítima	é	menor	de	dezoito	anos,	idosa,	gestante,	indígena</p><p>ou	portadora	de	deficiência	física	ou	mental.	(Incluído	pela	Lei	nº	9.777,	de	29.12.1998)</p><p>O	 crime	 aqui	 é	 parecido	 com	 o	 anterior,	 só	 que	 o	 destino	 não	 é	 o	 exterior,	 mas	 outra</p><p>localidade	do	território	nacional.</p><p>A	forma	de	aliciamento	também	não	é	necessariamente	a	fraude,	podendo	ser	outra	que	não</p><p>seja	a	livre	vontade	do	trabalhador,	livre	de	vícios	de	consentimento.</p><p>A	Doutrina	afirma,	ainda,	que	essa	outra	localidade	do	território	nacional	deve	ser	longe	(e	aí</p><p>não	define	longe)	do	local	de	origem.</p><p>O	 §1º	 traz	 uma	 forma	 equiparada,	 que	 é	 o	 RECRUTAMENTO	 de	 trabalhadores	 fora	 da</p><p>localidade	 de	 execução	 do	 trabalho,	 que	 pode	 se	 dar	 de	 duas	 maneiras	 distintas.	 A	 primeira</p><p>mediante	 fraude	 ou	 cobrança	 de	 qualquer	 quantia	 do	 trabalhador	 (visa	 a	 evitar	 a	 exploração</p><p>Renan Araujo, Time Renan Araujo</p><p>Aula 08</p><p>Direito Penal p/ Polícia Civil-RJ (Inspetor) Com Videoaulas</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>21</p><p>54</p><p>econômica	de	quem	pouco	possui).	A	segunda,	não	assegurando</p><p>as	condições	de	retorno	ao	local</p><p>de	origem,	caso	a	empreitada	não	dê	certo.</p><p>Todas	as	hipóteses	são	crimes	FORMAIS,	consumando-se	com	a	mera	realização	da	conduta,</p><p>ainda	que	o	deslocamento	não	ocorra.	No	entanto,	na	segunda	parte	do	§1º,	a	Doutrina	ente	de	que</p><p>o	 crime	 se	 consuma	 no	 momento	 em	 que	 o	 recrutador	 nega	 ao	 trabalhador	 as	 condições	 para</p><p>retornar	ao	local	de	origem,	não	importando	se	este	consegue	retornar	com	recursos	próprios.</p><p>O	§2º,	por	sua	vez,	 traz	uma	causa	de	aumento	de	pena,	no	caso	de	a	vítima	se	enquadrar</p><p>numa	das	hipóteses	previstas	no	texto	do	dispositivo	legal.</p><p>4.12!TÓPICOS	IMPORTANTES	APLICÁVEIS	AOS	CRIMES	CONTRA	A	ORGANIZAÇÃO	DO	TRABALHO</p><p>⇒!Todas	as	condutas	somente	são	punidas	na	modalidade	DOLOSA,	não	havendo	previsão</p><p>de	punição	a	título	culposo;</p><p>⇒!Todos	os	crimes	são	de	ação	penal	pública	incondicionada,	já	que	a	lei	não	diz	o	contrário</p><p>(segue	a	regra);</p><p>⇒!São,	em	regra,	crimes	FORMAIS,	mas	há	exceções	(aquelas	que	nós	vimos);</p><p>⇒!Todos	os	crimes	admitem	a	TENTATIVA,	salvo	as	raras	hipóteses	em	que	a	conduta	não</p><p>pode	ser	fracionada	(exemplo:	Negar	as	condições	para	retorno,	art.	207,	§1º,	por	de</p><p>tratar	de	conduta	omissiva).</p><p>⇒!Para	quase	todos	os	delitos	é	cominada	pena	de	detenção,	exceto	para	o	crime	do	art.</p><p>202	(para	este,	a	pena	cominada	é	a	de	reclusão).</p><p>⇒!O	 crime	 de	 redução	 à	 condição	 análoga	 à	 de	 escravo	 não	 está	 inserido	 dentro	 dos</p><p>“crimes	contra	a	organização	do	trabalho”,	pois	está	previsto	no	art.	149	do	CP,	dentro</p><p>do	capítulo	referente	aos	crimes	contra	a	liberdade	pessoal.</p><p>Por	fim,	a	quem	compete	processar	e	julgar	tais	delitos?	O	art.	109,	VI	da	CF/88	assim	dispõe:</p><p>Art.	109.	Aos	juízes	federais	compete	processar	e	julgar:</p><p>(...)	VI	-	os	crimes	contra	a	organização	do	trabalho	(...)</p><p>A	partir	daí,	seria	possível	concluir	que	a	competência	para	processar	e	julgar	tais	delitos	seria</p><p>da	Justiça	Federal.	Não	é	esse,	contudo,	o	entendimento	consolidado	do	STF	e	do	STJ.</p><p>Renan Araujo, Time Renan Araujo</p><p>Aula 08</p><p>Direito Penal p/ Polícia Civil-RJ (Inspetor) Com Videoaulas</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>22</p><p>54</p><p>Para	o	STJ,	a	competência	será,	a	princípio,	da	Justiça	estadual,	salvo	se	ficar	comprovado	que</p><p>houve:</p><p>(i)	violação	a	direito	dos	trabalhadores,	considerados	coletivamente;	ou</p><p>(ii)	violação	à	organização	geral	do	trabalho.</p><p>Segundo	o	STJ,	a	mera	violação	aos	direitos	de	um	ou	alguns	trabalhadores	não	desloca	a</p><p>competência	para	a	Justiça	Federal.	Resumidamente,	para	o	STJ,	só	haverá	competência	da	Justiça</p><p>Federal	 quando	 a	 conduta	 configurar	 lesão	 ao	 sistema	 de	 órgãos	 e	 instituições	 destinadas	 a</p><p>preservar	a	coletividade	trabalhista.</p><p>O	 STF	 segue	 a	 mesma	 linha,	 ou	 seja,	 se	 estivermos	 diante	 de	 mera	 violação	 a	 interesses</p><p>individuais	do	trabalhador,	não	haverá	competência	da	Justiça	Federal.	Contudo,	o	STF	destaca	que</p><p>a	 análise	 deverá	 ser	 muito	 mais	 ampla	 do	 que	 a	 mera	 configuração	 de	 lesão	 aos	 órgãos	 e</p><p>instituições	que	visem	à	proteção	do	trabalho,	devendo	ser	analisado	se	houve,	no	caso	concreto,</p><p>lesão	à	dignidade	do	ser	humano,	num	contexto	de	relação	de	trabalho3.</p><p>Por	fim,	a	quem	cabe	julgar	o	crime	de	redução	à	condição	análoga	à	de	escravo?	Embora</p><p>este	seja	um	delito	que	não	está	inserido	dentro	do	Título	referente	aos	crimes	contra	a	organização</p><p>do	trabalho,	o	STF	e	o	STJ	possuem	entendimento	pacífico	no	sentido	de	que	a	competência	será	da</p><p>Justiça	Federal,	eis	que	o	delito	ofende	gravemente	a	organização	do	trabalho,	eis	que,	dentre	outras</p><p>coisas,	 há	 violação	 flagrante	 à	 dignidade	 da	 pessoa	 humana	 em	 relação	 de	 trabalho.	 Vejamos	 o</p><p>entendimento	do	STF:</p><p>(...)	O	bem	jurídico	objeto	de	tutela	pelo	art.	149	do	Código	Penal	vai	além	da	liberdade	individual,	 já	que	a</p><p>prática	 da	 conduta	 em	 questão	 acaba	 por	 vilipendiar	 outros	 bens	 jurídicos	 protegidos	 constitucionalmente</p><p>como	a	dignidade	da	pessoa	humana,	os	direitos	trabalhistas	e	previdenciários,	indistintamente	considerados.</p><p>2.	A	referida	conduta	acaba	por	frustrar	os	direitos	assegurados	pela	lei	trabalhista,	atingindo,	sobremodo,	a</p><p>organização	 do	 trabalho,	 que	 visa	 exatamente	 a	 consubstanciar	 o	 sistema	 social	 trazido	 pela	 Constituição</p><p>Federal	em	seus	arts.	7º	e	8º,	em	conjunto	com	os	postulados	do	art.	5º,	cujo	escopo,	evidentemente,	é	proteger</p><p>o	trabalhador	em	todos	os	sentidos,	evitando	a	usurpação	de	sua	força	de	trabalho	de	forma	vil.	3.	É	dever	do</p><p>Estado	(lato	sensu)	proteger	a	atividade	laboral	do	trabalhador	por	meio	de	sua	organização	social	e	trabalhista,</p><p>bem	como	zelar	pelo	respeito	à	dignidade	da	pessoa	humana	(CF,	art.	1º,	inciso	III).	4.	A	conjugação	harmoniosa</p><p>dessas	circunstâncias	se	mostra	hábil	para	atrair	para	a	competência	da	Justiça	Federal	(CF,	art.	109,	inciso	VI)</p><p>o	 processamento	 e	 o	 julgamento	 do	 feito.	 5.	 Recurso	 extraordinário	 do	 qual	 se	 conhece	 e	 ao	 qual	 se	 dá</p><p>provimento.	(RE	459510,	Relator(a):		Min.	CEZAR	PELUSO,	Relator(a)	p/	Acórdão:		Min.	DIAS	TOFFOLI,	Tribunal</p><p>Pleno,	julgado	em	26/11/2015,	ACÓRDÃO	ELETRÔNICO	DJe-067	DIVULG	11-04-2016	PUBLIC	12-04-2016)</p><p>3 (RE 587530 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 03/05/2011, DJe-164 DIVULG 25-</p><p>08-2011 PUBLIC 26-08-2011 EMENT VOL-02574-02 PP-00432)</p><p>Renan Araujo, Time Renan Araujo</p><p>Aula 08</p><p>Direito Penal p/ Polícia Civil-RJ (Inspetor) Com Videoaulas</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>23</p><p>54</p><p>No	mesmo	sentido,	o	entendimento	do	STJ:</p><p>(...)-	 Nos	 termos	 da	 jurisprudência	 firmada	 nesta	 Corte	 e	 no	 Supremo	 Tribunal	 Federal,	 compete	 à	 Justiça</p><p>Federal	 processar	 e	 julgar	 o	 crime	 de	 redução	 a	 condição	 análoga	 à	 de	 escravo,	 pois	 a	 conduta	 ilícita	 de</p><p>suprimir	dos	trabalhadores	direitos	trabalhistas	constitucionalmente	conferidos	viola	o	princípio	da	dignidade</p><p>da	pessoa	humana,	bem	como	todo	o	sistema	de	organização	do	trabalho	e	as	instituições	e	órgãos	que	o</p><p>protegem.</p><p>Conflito	conhecido	para	declarar	competente	o	Juízo	Federal	da	11ª	Vara	da	Seção	Judiciária	do	Estado	de	Goiás,</p><p>ora	suscitado.</p><p>(CC	 132.884/GO,	 Rel.	 Ministra	 MARILZA	 MAYNARD	 (DESEMBARGADORA	 CONVOCADA	 DO	 TJ/SE),	 TERCEIRA</p><p>SEÇÃO,	julgado	em	28/05/2014,	DJe	10/06/2014)</p><p>5! DISPOSITIVOS	LEGAIS	IMPORTANTES</p><p>CÓDIGO	PENAL</p><p>Ä	Arts.	184	a	187	do	CP	–	Tipificam	os	crimes	contra	a	propriedade	imaterial:</p><p>TÍTULO	III</p><p>DOS	CRIMES	CONTRA	A	PROPRIEDADE	IMATERIAL</p><p>CAPÍTULO	I</p><p>DOS	CRIMES	CONTRA	A	PROPRIEDADE	INTELECTUAL</p><p>Violação	de	direito	autoral</p><p>Art.	184.	Violar	direitos	de	autor	e	os	que	lhe	são	conexos:	(Redação	dada	pela	Lei	nº	10.695,	de	1º.7.2003)</p><p>Pena	–	detenção,	de	3	(três)	meses	a	1	(um)	ano,	ou	multa.	(Redação	dada	pela	Lei	nº	10.695,	de	1º.7.2003)</p><p>§	1o	Se	a	violação	consistir	em	reprodução	 total	ou	parcial,	 com	 intuito	de	 lucro	direto	ou	 indireto,	por</p><p>qualquer	 meio	 ou	 processo,	 de	 obra	 intelectual,	 interpretação,	 execução	 ou	 fonograma,	 sem	 autorização</p><p>expressa	do	autor,	do	artista	intérprete	ou	executante,	do	produtor,	conforme	o	caso,	ou	de	quem	os	represente:</p><p>(Redação	dada	pela	Lei	nº	10.695,	de	1º.7.2003)</p><p>Pena	–	reclusão,	de	2	(dois)	a	4	(quatro)	anos,	e	multa.	(Redação	dada	pela	Lei	nº	10.695,	de	1º.7.2003)</p><p>Renan Araujo, Time Renan Araujo</p><p>Aula 08</p><p>Direito Penal p/ Polícia Civil-RJ (Inspetor) Com Videoaulas</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>24</p><p>54</p><p>§	2o	Na	mesma	pena	do	§	1o	incorre	quem,	com	o	intuito	de	lucro	direto	ou	indireto,	distribui,	vende,	expõe</p><p>à	venda,	aluga,	 introduz	no	País,	adquire,	oculta,	 tem	em	depósito,	original	ou	cópia	de	obra	 intelectual	ou</p><p>fonograma	reproduzido	com	violação	do	direito	de	autor,	do	direito	de	artista	intérprete	ou	executante	ou	do</p><p>direito	do	produtor	de	fonograma,	ou,	ainda,	aluga	original	ou</p><p>cópia	de	obra	intelectual	ou	fonograma,	sem	a</p><p>expressa	autorização	dos	titulares	dos	direitos	ou	de	quem	os	represente.	(Redação	dada	pela	Lei	nº	10.695,	de</p><p>1º.7.2003)</p><p>§	 3o	 Se	 a	 violação	 consistir	 no	 oferecimento	 ao	 público,	 mediante	 cabo,	 fibra	 ótica,	 satélite,	 ondas	 ou</p><p>qualquer	outro	sistema	que	permita	ao	usuário	realizar	a	seleção	da	obra	ou	produção	para	recebê-la	em	um</p><p>tempo	e	lugar	previamente	determinados	por	quem	formula	a	demanda,	com	intuito	de	lucro,	direto	ou	indireto,</p><p>sem	 autorização	 expressa,	 conforme	 o	 caso,	 do	 autor,	 do	 artista	 intérprete	 ou	 executante,	 do	 produtor	 de</p><p>fonograma,	ou	de	quem	os	represente:	(Redação	dada	pela	Lei	nº	10.695,	de	1º.7.2003)</p><p>Pena	–	reclusão,	de	2	(dois)	a	4	(quatro)	anos,	e	multa.	(Incluído	pela	Lei	nº	10.695,	de	1º.7.2003)</p><p>§	4o	O	disposto	nos	§§	1o,	2o	e	3o	não	se	aplica	quando	se	tratar	de	exceção	ou	limitação	ao	direito	de</p><p>autor	ou	os	que	lhe	são	conexos,	em	conformidade	com	o	previsto	na	Lei	nº	9.610,	de	19	de	fevereiro	de	1998,</p><p>nem	a	cópia	de	obra	intelectual	ou	fonograma,	em	um	só	exemplar,	para	uso	privado	do	copista,	sem	intuito	de</p><p>lucro	direto	ou	indireto.	(Incluído	pela	Lei	nº	10.695,	de	1º.7.2003)</p><p>Usurpação	de	nome	ou	pseudônimo	alheio</p><p>Art.	185	-	(Revogado	pela	Lei	nº	10.695,	de	1º.7.2003)</p><p>Art.	186.	Procede-se	mediante:	(Redação	dada	pela	Lei	nº	10.695,	de	1º.7.2003)</p><p>I	–	queixa,	nos	crimes	previstos	no	caput	do	art.	184;	(Incluído	pela	Lei	nº	10.695,	de	1º.7.2003)</p><p>II	–	ação	penal	pública	incondicionada,	nos	crimes	previstos	nos	§§	1o	e	2o	do	art.	184;	(Incluído	pela	Lei	nº</p><p>10.695,	de	1º.7.2003)</p><p>III	–	ação	penal	pública	incondicionada,	nos	crimes	cometidos	em	desfavor	de	entidades	de	direito	público,</p><p>autarquia,	empresa	pública,	sociedade	de	economia	mista	ou	fundação	instituída	pelo	Poder	Público;(Incluído</p><p>pela	Lei	nº	10.695,	de	1º.7.2003)</p><p>IV	–	ação	penal	pública	condicionada	à	representação,	nos	crimes	previstos	no	§	3o	do	art.	184.	(Incluído</p><p>pela	Lei	nº	10.695,	de	1º.7.2003)</p><p>Ä	Arts.	197	a	207	do	CP	–	Tipificam	os	crimes	contra	a	organização	do	trabalho:</p><p>TÍTULO	IV</p><p>DOS	CRIMES	CONTRA</p><p>A	ORGANIZAÇÃO	DO	TRABALHO</p><p>Atentado	contra	a	liberdade	de	trabalho</p><p>Art.	197	-	Constranger	alguém,	mediante	violência	ou	grave	ameaça:</p><p>I	-	a	exercer	ou	não	exercer	arte,	ofício,	profissão	ou	indústria,	ou	a	trabalhar	ou	não	trabalhar	durante	certo</p><p>período	ou	em	determinados	dias:</p><p>Renan Araujo, Time Renan Araujo</p><p>Aula 08</p><p>Direito Penal p/ Polícia Civil-RJ (Inspetor) Com Videoaulas</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>25</p><p>54</p><p>Pena	-	detenção,	de	um	mês	a	um	ano,	e	multa,	além	da	pena	correspondente	à	violência;</p><p>II	 -	 a	 abrir	 ou	 fechar	 o	 seu	 estabelecimento	 de	 trabalho,	 ou	 a	 participar	 de	 parede	 ou	 paralisação	 de</p><p>atividade	econômica:</p><p>Pena	-	detenção,	de	três	meses	a	um	ano,	e	multa,	além	da	pena	correspondente	à	violência.</p><p>Atentado	contra	a	liberdade	de	contrato	de	trabalho	e	boicotagem	violenta</p><p>Art.	198	-	Constranger	alguém,	mediante	violência	ou	grave	ameaça,	a	celebrar	contrato	de	trabalho,	ou	a</p><p>não	fornecer	a	outrem	ou	não	adquirir	de	outrem	matéria-prima	ou	produto	industrial	ou	agrícola:</p><p>Pena	-	detenção,	de	um	mês	a	um	ano,	e	multa,	além	da	pena	correspondente	à	violência.</p><p>Atentado	contra	a	liberdade	de	associação</p><p>Art.	199	-	Constranger	alguém,	mediante	violência	ou	grave	ameaça,	a	participar	ou	deixar	de	participar	de</p><p>determinado	sindicato	ou	associação	profissional:</p><p>Pena	-	detenção,	de	um	mês	a	um	ano,	e	multa,	além	da	pena	correspondente	à	violência.</p><p>Paralisação	de	trabalho,	seguida	de	violência	ou	perturbação	da	ordem</p><p>Art.	200	-	Participar	de	suspensão	ou	abandono	coletivo	de	trabalho,	praticando	violência	contra	pessoa	ou</p><p>contra	coisa:</p><p>Pena	-	detenção,	de	um	mês	a	um	ano,	e	multa,	além	da	pena	correspondente	à	violência.</p><p>Parágrafo	único	-	Para	que	se	considere	coletivo	o	abandono	de	trabalho	é	indispensável	o	concurso	de,</p><p>pelo	menos,	três					empregados.</p><p>Paralisação	de	trabalho	de	interesse	coletivo</p><p>Art.	201	-	Participar	de	suspensão	ou	abandono	coletivo	de	trabalho,	provocando	a	 interrupção	de	obra</p><p>pública	ou	serviço	de	interesse	coletivo:</p><p>Pena	-	detenção,	de	seis	meses	a	dois	anos,	e	multa.</p><p>Invasão	de	estabelecimento	industrial,	comercial	ou	agrícola.	Sabotagem</p><p>Art.	202	-	Invadir	ou	ocupar	estabelecimento	industrial,	comercial	ou	agrícola,	com	o	intuito	de	impedir	ou</p><p>embaraçar	 o	 curso	 normal	 do	 trabalho,	 ou	 com	 o	 mesmo	 fim	 danificar	 o	 estabelecimento	 ou	 as	 coisas	 nele</p><p>existentes	ou	delas	dispor:</p><p>Pena	-	reclusão,	de	um	a	três	anos,	e	multa.</p><p>Frustração	de	direito	assegurado	por	lei	trabalhista</p><p>Art.	203	-	Frustrar,	mediante	fraude	ou	violência,	direito	assegurado	pela	legislação	do	trabalho:</p><p>Pena	-	detenção	de	um	ano	a	dois	anos,	e	multa,	além	da	pena	correspondente	à	violência.	(Redação	dada</p><p>pela	Lei	nº	9.777,	de	29.12.1998)</p><p>§	1º	Na	mesma	pena	incorre	quem:	(Incluído	pela	Lei	nº	9.777,	de	1998)</p><p>I	 -	 obriga	 ou	 coage	 alguém	 a	 usar	 mercadorias	 de	 determinado	 estabelecimento,	 para	 impossibilitar	 o</p><p>desligamento	do	serviço	em	virtude	de	dívida;		(Incluído	pela	Lei	nº	9.777,	de	1998)</p><p>Renan Araujo, Time Renan Araujo</p><p>Aula 08</p><p>Direito Penal p/ Polícia Civil-RJ (Inspetor) Com Videoaulas</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>26</p><p>54</p><p>II	 -	 impede	 alguém	 de	 se	 desligar	 de	 serviços	 de	 qualquer	 natureza,	 mediante	 coação	 ou	 por	 meio	 da</p><p>retenção	de	seus	documentos	pessoais	ou	contratuais.	(Incluído	pela	Lei	nº	9.777,	de	1998)</p><p>§	2º	A	pena	é	aumentada	de	um	sexto	a	um	terço	se	a	vítima	é	menor	de	dezoito	anos,	idosa,	gestante,</p><p>indígena	ou	portadora	de	deficiência	física	ou	mental.		(Incluído	pela	Lei	nº	9.777,	de	1998)</p><p>Frustração	de	lei	sobre	a	nacionalização	do	trabalho</p><p>Art.	204	-	Frustrar,	mediante	fraude	ou	violência,	obrigação	legal	relativa	à	nacionalização	do	trabalho:</p><p>Pena	-	detenção,	de	um	mês	a	um	ano,	e	multa,	além	da	pena	correspondente	à	violência.</p><p>Exercício	de	atividade	com	infração	de	decisão	administrativa</p><p>Art.	205	-	Exercer	atividade,	de	que	está	impedido	por	decisão	administrativa:</p><p>Pena	-	detenção,	de	três	meses	a	dois	anos,	ou	multa.</p><p>Aliciamento	para	o	fim	de	emigração</p><p>Art.	 206	 -	 Recrutar	 trabalhadores,	 mediante	 fraude,	 com	 o	 fim	 de	 levá-los	 para	 território	 estrangeiro.</p><p>(Redação	dada	pela	Lei	nº	8.683,	de	1993)</p><p>Pena	-	detenção,	de	1	(um)	a	3	(três)	anos	e	multa.	(Redação	dada	pela	Lei	nº	8.683,	de	1993)</p><p>Aliciamento	de	trabalhadores	de	um	local	para	outro	do	território	nacional</p><p>Art.	207	-	Aliciar	trabalhadores,	com	o	fim	de	levá-los	de	uma	para	outra	localidade	do	território	nacional:</p><p>Pena	-	detenção	de	um	a	três	anos,	e	multa.		(Redação	dada	pela	Lei	nº	9.777,	de	29.12.1998)</p><p>§	 1º	 Incorre	 na	 mesma	 pena	 quem	 recrutar	 trabalhadores	 fora	 da	 localidade	 de	 execução	 do	 trabalho,</p><p>dentro	do	território	nacional,	mediante	fraude	ou	cobrança	de	qualquer	quantia	do	trabalhador,	ou,	ainda,	não</p><p>assegurar	condições	do	seu	retorno	ao	local	de	origem.			(Incluído	pela	Lei	nº	9.777,	de	1998)</p><p>§	2º	A	pena	é	aumentada	de	um	sexto	a	um	terço	se	a	vítima	é	menor	de	dezoito	anos,	idosa,	gestante,</p><p>indígena	ou	portadora	de	deficiência	física	ou	mental.		(Incluído	pela	Lei	nº	9.777,	de	1998)</p><p>Ä	Arts.	208	a	212	do	CP	–	Tipificam	os	crimes	contra	o	sentimento	religioso	e	o	respeito	aos	mortos:</p><p>TÍTULO	V</p><p>DOS	CRIMES	CONTRA	O	SENTIMENTO</p><p>RELIGIOSO	E	CONTRA	O	RESPEITO	AOS	MORTOS</p><p>CAPÍTULO	I</p><p>DOS	CRIMES	CONTRA	O	SENTIMENTO	RELIGIOSO</p><p>Ultraje	a	culto	e	impedimento	ou	perturbação	de	ato	a	ele	relativo</p><p>Art.	 208	 -	 Escarnecer	 de	 alguém	 publicamente,	 por	 motivo	 de	 crença	 ou	 função	 religiosa;	 impedir	 ou</p><p>perturbar	cerimônia	ou	prática	de	culto	religioso;	vilipendiar	publicamente	ato	ou	objeto	de	culto	religioso:</p><p>Pena	-	detenção,	de	um	mês	a	um	ano,	ou	multa.</p><p>Parágrafo	 único	 -	 Se	 há	 emprego	 de	 violência,	 a	 pena	 é	 aumentada	 de	 um	 terço,	 sem	 prejuízo	 da</p><p>correspondente	à	violência.</p><p>Renan Araujo, Time Renan Araujo</p><p>Aula 08</p><p>Direito Penal p/ Polícia Civil-RJ (Inspetor) Com Videoaulas</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>27</p><p>54</p><p>CAPÍTULO	II</p><p>DOS	CRIMES	CONTRA	O	RESPEITO	AOS	MORTOS</p><p>Impedimento	ou	perturbação	de	cerimônia	funerária</p><p>Art.	209	-	Impedir	ou	perturbar	enterro	ou	cerimônia	funerária:</p><p>Pena	-	detenção,	de	um	mês	a	um	ano,	ou	multa.</p><p>Parágrafo	 único	 -	 Se	 há	 emprego	 de	 violência,	 a	 pena	 é	 aumentada	 de	 um	 terço,	 sem	 prejuízo	 da</p><p>correspondente	à	violência.</p><p>Violação	de	sepultura</p><p>Art.	210	-	Violar	ou	profanar	sepultura	ou	urna	funerária:</p><p>Pena	-	reclusão,	de	um	a	três	anos,	e	multa.</p><p>Destruição,	subtração	ou	ocultação	de	cadáver</p><p>Art.	211	-	Destruir,	subtrair	ou	ocultar	cadáver	ou	parte	dele:</p><p>Pena	-	reclusão,	de	um	a	três	anos,	e	multa.</p><p>Vilipêndio	a	cadáver</p><p>Art.	212	-	Vilipendiar	cadáver	ou	suas	cinzas:</p><p>Pena	-	detenção,	de	um	a	três	anos,	e	multa.</p><p>Ä	Arts.	235	a	249	do	CP	–	Tipificam	os	crimes	contra	a	família:</p><p>TÍTULO	VII</p><p>DOS	CRIMES	CONTRA	A	FAMÍLIA</p><p>CAPÍTULO	I</p><p>DOS	CRIMES	CONTRA	O	CASAMENTO</p><p>Bigamia</p><p>Art.	235	-	Contrair	alguém,	sendo	casado,	novo	casamento:</p><p>Pena	-	reclusão,	de	dois	a	seis	anos.</p><p>§	1º	-	Aquele	que,	não	sendo	casado,	contrai	casamento	com	pessoa	casada,	conhecendo	essa	circunstância,</p><p>é	punido	com	reclusão	ou	detenção,	de	um	a	três	anos.</p><p>§	 2º	 -	 Anulado	 por	 qualquer	 motivo	 o	 primeiro	 casamento,	 ou	 o	 outro	 por	 motivo	 que	 não	 a	 bigamia,</p><p>considera-se	inexistente	o	crime.</p><p>Induzimento	a	erro	essencial	e	ocultação	de	impedimento</p><p>Art.	 236	 -	 Contrair	 casamento,	 induzindo	 em	 erro	 essencial	 o	 outro	 contraente,	 ou	 ocultando-lhe</p><p>impedimento	que	não	seja	casamento	anterior:</p><p>Renan Araujo, Time Renan Araujo</p><p>Aula 08</p><p>Direito Penal p/ Polícia Civil-RJ (Inspetor) Com Videoaulas</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>28</p><p>54</p><p>Pena	-	detenção,	de	seis	meses	a	dois	anos.</p><p>Parágrafo	único	-	A	ação	penal	depende	de	queixa	do	contraente	enganado	e	não	pode	ser	intentada	senão</p><p>depois	de	transitar	em	julgado	a	sentença	que,	por	motivo	de	erro	ou	impedimento,	anule	o	casamento.</p><p>Conhecimento	prévio	de	impedimento</p><p>Art.	237	-	Contrair	casamento,	conhecendo	a	existência	de	impedimento	que	lhe	cause	a	nulidade	absoluta:</p><p>Pena	-	detenção,	de	três	meses	a	um	ano.</p><p>Simulação	de	autoridade	para	celebração	de	casamento</p><p>Art.	238	-	Atribuir-se	falsamente	autoridade	para	celebração	de	casamento:</p><p>Pena	-	detenção,	de	um	a	três	anos,	se	o	fato	não	constitui	crime	mais	grave.</p><p>Simulação	de	casamento</p><p>Art.	239	-	Simular	casamento	mediante	engano	de	outra	pessoa:</p><p>Pena	-	detenção,	de	um	a	três	anos,	se	o	fato	não	constitui	elemento	de	crime	mais	grave.</p><p>Adultério</p><p>Art.	240	-	(Revogado	pela	Lei	nº	11.106,	de	2005)</p><p>CAPÍTULO	II</p><p>DOS	CRIMES	CONTRA	O	ESTADO	DE	FILIAÇÃO</p><p>Registro	de	nascimento	inexistente</p><p>Art.	241	-	Promover	no	registro	civil	a	inscrição	de	nascimento	inexistente:</p><p>Pena	-	reclusão,	de	dois	a	seis	anos.</p><p>Parto	suposto.	Supressão	ou	alteração	de	direito	inerente	ao	estado	civil	de	recém-nascido</p><p>Art.	242	-	Dar	parto	alheio	como	próprio;	registrar	como	seu	o	filho	de	outrem;	ocultar	recém-nascido	ou</p><p>substituí-lo,	suprimindo	ou	alterando	direito	inerente	ao	estado	civil:	(Redação	dada	pela	Lei	nº	6.898,	de	1981)</p><p>Pena	-	reclusão,	de	dois	a	seis	anos.	(Redação	dada	pela	Lei	nº	6.898,	de	1981)</p><p>Parágrafo	único	-	Se	o	crime	é	praticado	por	motivo	de	reconhecida	nobreza:	(Redação	dada	pela	Lei	nº</p><p>6.898,	de	1981)</p><p>Pena	-	detenção,	de	um	a	dois	anos,	podendo	o	juiz	deixar	de	aplicar	a	pena.	(Redação	dada	pela	Lei	nº</p><p>6.898,	de	1981)</p><p>Sonegação	de	estado	de	filiação</p><p>Art.	243	-	Deixar	em	asilo	de	expostos	ou	outra	instituição	de	assistência	filho	próprio	ou	alheio,	ocultando-</p><p>lhe	a	filiação	ou	atribuindo-lhe	outra,	com	o	fim	de	prejudicar	direito	inerente	ao	estado	civil:</p><p>Pena	-	reclusão,	de	um	a	cinco	anos,	e	multa.</p><p>CAPÍTULO	III</p><p>Renan Araujo, Time Renan Araujo</p><p>Aula 08</p><p>Direito Penal p/ Polícia Civil-RJ (Inspetor) Com Videoaulas</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>29</p><p>54</p><p>DOS	CRIMES	CONTRA	A	ASSISTÊNCIA	FAMILIAR</p><p>Abandono	material</p><p>Art.	244.	Deixar,	sem	justa	causa,	de	prover	a	subsistência	do	cônjuge,	ou	de	filho	menor	de	18	(dezoito)</p><p>anos	 ou	 inapto	 para	 o	 trabalho,	 ou	 de	 ascendente	 inválido	 ou	 maior	 de	 60	 (sessenta)	 anos,	 não	 lhes</p><p>proporcionando	 os	 recursos	 necessários	 ou	 faltando	 ao	 pagamento	 de	 pensão	 alimentícia	 judicialmente</p><p>acordada,	fixada	ou	majorada;	deixar,	sem	justa	causa,	de	socorrer	descendente	ou	ascendente,	gravemente</p><p>enfermo:	(Redação	dada	pela	Lei	nº	10.741,	de	2003)</p><p>Pena	-	detenção,	de	1	(um)	a	4	(quatro)	anos	e	multa,	de	uma	a	dez	vezes	o	maior	salário	mínimo	vigente</p><p>no	País.	(Redação	dada	pela	Lei	nº	5.478,	de	1968)</p><p>Parágrafo	 único	 -	 Nas	 mesmas	 penas	 incide	 quem,	 sendo	 solvente,	 frustra	 ou	 ilide,	 de	 qualquer	 modo,</p><p>inclusive	por	abandono	injustificado	de	emprego	ou	função,	o	pagamento	de	pensão	alimentícia	judicialmente</p><p>acordada,	fixada	ou	majorada.	(Incluído	pela	Lei	nº	5.478,	de	1968)</p><p>Entrega	de	filho	menor	a	pessoa	inidônea</p><p>Art.	245	-	Entregar	filho	menor	de	18	(dezoito)	anos	a	pessoa	em	cuja	companhia	saiba	ou	deva	saber	que</p><p>o	menor	fica	moral	ou	materialmente	em	perigo:	(Redação	dada	pela	Lei	nº	7.251,	de	1984)</p><p>Pena	-	detenção,	de	1	(um)	a	2	(dois)	anos.	(Redação	dada	pela	Lei	nº	7.251,	de	1984)</p><p>§	1º	-	A	pena	é	de	1	(um)	a	4	(quatro)	anos	de	reclusão,	se	o	agente	pratica	delito	para	obter	lucro,	ou	se	o</p><p>menor	é	enviado	para	o	exterior.		(Incluído	pela	Lei	nº	7.251,	de	1984)</p><p>§	2º	-	Incorre,	também,	na	pena	do	parágrafo	anterior	quem,	embora	excluído	o	perigo	moral	ou	material,</p><p>auxilia	a	efetivação	de	ato	destinado	ao	envio	de	menor	para	o	exterior,	com	o	fito	de	obter	lucro.		(Incluído	pela</p><p>Lei	nº	7.251,	de	1984)</p><p>Abandono	intelectual</p><p>Art.	246	-	Deixar,	sem	justa	causa,	de	prover	à	instrução	primária	de	filho	em	idade	escolar:</p><p>Pena	-	detenção,	de	quinze	dias	a	um	mês,	ou	multa.</p><p>Art.	247	-	Permitir	alguém	que	menor	de	dezoito	anos,	sujeito	a	seu	poder	ou	confiado	à	sua	guarda	ou</p><p>vigilância:</p><p>I	-	freqüente	casa	de	jogo	ou	mal-afamada,	ou	conviva	com	pessoa	viciosa	ou	de	má	vida;</p><p>II	-	freqüente	espetáculo	capaz	de	pervertê-lo	ou	de	ofender-lhe	o	pudor,	ou	participe	de	representação	de</p><p>igual	natureza;</p><p>III	-	resida	ou	trabalhe	em	casa	de	prostituição;</p><p>IV	-	mendigue	ou	sirva	a	mendigo	para	excitar	a	comiseração	pública:</p><p>Pena	-	detenção,	de	um	a	três	meses,	ou	multa.</p><p>CAPÍTULO	IV</p><p>DOS	CRIMES	CONTRA	O</p><p>PÁTRIO	PODER,	TUTELA	CURATELA</p><p>Renan Araujo, Time Renan Araujo</p><p>Aula 08</p><p>Direito Penal p/ Polícia Civil-RJ (Inspetor) Com Videoaulas</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>30</p><p>54</p><p>Induzimento	a	fuga,	entrega	arbitrária	ou	sonegação	de	incapazes</p><p>Art.	248	-	Induzir	menor	de	dezoito	anos,	ou	interdito,	a	fugir	do	lugar	em	que	se	acha	por	determinação</p>

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