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<p>1 ❙❘❙❙❘❙❚ Ana Beatriz Bandeira Fragoso | TURMA 3 ❚❙❘❙❙❙</p><p>• Síndrome clínica caracterizada por dor</p><p>abdominal que se instala no período de algumas</p><p>horas;</p><p>• Requer tratamento clínico ou cirúrgico de</p><p>emergência.</p><p>• Sua classificação mais utilizada é de acordo com</p><p>seu processo desencadeante:</p><p>⎯ Obstrutivo: obstáculo mecânico ou</p><p>funcional que leve a interrupção do</p><p>conteúdo intestinal. Ex.: Hérnia</p><p>estrangulada;</p><p>⎯ Perfurativo: ocorre em virtude de</p><p>perfuração das vísceras ocas do trato</p><p>gastrointestinal;</p><p>⎯ Inflamatório: Consequência de processos</p><p>inflamatórios. Ex.: Apendicite aguda;</p><p>⎯ Vascular: redução ou ausência de perfusão</p><p>tissular intestinal. Ex.: Embolia da artéria</p><p>mesentérica superior;</p><p>⎯ Ginecológico.</p><p>Quanto a classificação patológica:</p><p>INFLAMATÓRIO OBSTRUTIVO PERFURATIVO VASCULAR GINECOLÓGICO</p><p>Apendicite</p><p>Aguda</p><p>Corpo Estranho Infarto</p><p>intestinal</p><p>Rotura do</p><p>baço</p><p>Gravidez</p><p>tubária</p><p>Colicistite</p><p>Aguda</p><p>Doença</p><p>Inflamatória</p><p>Intestinal</p><p>Aneurisma</p><p>de aorta</p><p>abdominal</p><p>Rotura de</p><p>tumor</p><p>hepático</p><p>Cisto de</p><p>ovário</p><p>hemorrágico</p><p>Colangite</p><p>Aguda</p><p>Hérnia de</p><p>Parede abdominal</p><p>Úlcera</p><p>perfurada</p><p>Rotura de</p><p>aneurisma</p><p>DIP</p><p>Diverticulite</p><p>Colônica</p><p>Hérnia Interna Trauma Rotura</p><p>uterina</p><p>Diverticulite</p><p>de Mackel</p><p>Tumor Doença</p><p>inflamatória</p><p>intestinal</p><p>Rotura de</p><p>cisto de</p><p>ovário</p><p>DIP: Doença</p><p>Inflamatória</p><p>Pélvica</p><p>Fecaloma Corpo</p><p>estranho</p><p>Pancreatite</p><p>Aguda</p><p>Úlcera Perfurada</p><p>e Trauma</p><p>Obstrutivo</p><p>Quanto a localização da dor:</p><p>QSD QSE QID QIE DIFUSO</p><p>Hepatite</p><p>aguda</p><p>Pancreatite</p><p>aguda</p><p>Apendicite</p><p>aguda</p><p>Obstrução</p><p>intestinal</p><p>Pancreatite</p><p>aguda</p><p>Pancreatite</p><p>Aguda</p><p>Úlcera</p><p>duodenal</p><p>Obstrução</p><p>intestinal</p><p>Diverticulite Obstrução</p><p>intestinal</p><p>Colangite Úlcera</p><p>gástrica</p><p>Diverticulite Gravidez</p><p>ectópica</p><p>Dissecção de</p><p>aorta</p><p>Colelitíase IAM Gravidez</p><p>ectópica</p><p>Endometriose Apendicite</p><p>aguda (fase</p><p>inicial)</p><p>Colicistite</p><p>aguda</p><p>Pericardite Endometriose Hérnia Infarto</p><p>mesentérico</p><p>Abcesso</p><p>hepático</p><p>Pneumonia Hérnia Adenite</p><p>mesentérica</p><p>Ruptura de</p><p>aneurisma de</p><p>aorta</p><p>abdominal</p><p>Pneumonia Abcesso</p><p>esplênico</p><p>Doença</p><p>intestinal</p><p>inflamatória</p><p>Litíase renal Crise</p><p>falcêmica</p><p>Úlcera</p><p>Duodenal</p><p>Infarto</p><p>esplênico</p><p>Síndrome do</p><p>cólon</p><p>irritável</p><p>Doença</p><p>intestinal</p><p>inflamatória</p><p>Hepatopatia</p><p>por ICC</p><p>Ruptura</p><p>esplênica</p><p>Litíase renal Torsão de</p><p>ovário</p><p>Herpes</p><p>zoster</p><p>Adenite</p><p>mesentérica</p><p>DIP</p><p>IAM Diverticulite</p><p>de Meckel</p><p>Abcesso</p><p>tubo-</p><p>ovariano</p><p>Pericardite Torsão de</p><p>ovário</p><p>Abcesso do</p><p>pssoas</p><p>Apendicite</p><p>retrocecal</p><p>DIP</p><p>Abcesso</p><p>tubo-</p><p>ovariano</p><p>Abcesso dos</p><p>psoas</p><p>• Radiografia: obstrução intestinal, perfuração de</p><p>vísceras ocas (pneumoperitôneo);</p><p>• USG: emergências ginecológicas, litíase na via</p><p>biliar, colecistite, dilatação de vias biliares, litíase</p><p>na via urinária, apendicite;</p><p>2 ❙❘❙❙❘❙❚ Ana Beatriz Bandeira Fragoso | TURMA 3 ❚❙❘❙❙❙</p><p>• TC: diverticulite, pancreatite aguda, apendicite,</p><p>infarto omental, apendagite epiplóica, avaliação</p><p>vascular, aneurisma, litíase via urinária.</p><p>• Distribuição de gases intestinais;</p><p>• Posicionamento das imagens dos órgãos</p><p>sólidos;</p><p>• Presença de calcificações patológicas e ascite;</p><p>Figura 1 – Pneumoperitônio, bolha de ar</p><p>entre o diafragma e o fígado.</p><p>Figura 2 – Alças intestinais, abdômen agudo</p><p>obstrutivo pós operatório</p><p>• Pneumoperitônio – perfuração de víscera oca;</p><p>• Ausência de gás na ampola retal – obstrução;</p><p>• Distensão de alça intestinal;</p><p>• Aça sentinela – alça fixa;</p><p>• Volvo ou sinal do “grão de café” – torção de</p><p>alça intestinal;</p><p>• Apagamento das lojas renais – alterações</p><p>retroperitôneo;</p><p>• Velamento da borda externa do musculo psoas</p><p>– alteração do retroperitôneo.</p><p>• Protocolos sem e com uso de contraste iodado,</p><p>assim como número de fases após contraste EV,</p><p>dependem da suspeita clínica;</p><p>• Cólica renal – sem contraste;</p><p>• Rotina de dor abdominal – com e sem</p><p>contraste;</p><p>• Dor abdominal suspeita de patologias</p><p>vasculares como isquemia mesentérica – sem e</p><p>com contraste EV (fase arterial, portal e</p><p>excretora);</p><p>• Suspeita de aneurisma roto ou dissecção de</p><p>aorta – angiotomografia de aorta abdominal.</p><p>• Paciente pode relatar dos abdominal difusa,</p><p>periumbilical ou na fossa ilíaca direita;</p><p>• Náuseas, vômito e anorexia.</p><p>Principais achados radiográficos:</p><p>• Apendicolito – estruturas calcificadas no</p><p>interior do apêndice, compostos de fezes</p><p>endurecidas e depósito mineral;</p><p>• Alça sentinela – alça hipotônica com nível</p><p>líquido na fossa ilíaca direita;</p><p>• Efeito de massa sobre a borda inferior do ceco;</p><p>• Espessamento pariental, com aumento do</p><p>diâmetro apendicular, superior a 7-8mm;</p><p>• Densificação dos planos adiposos</p><p>periapendiculares;</p><p>• Realce anormal ou ausência das paredes do</p><p>apêndice;</p><p>• Imagem tubular em fundo ceco na fossa ilíaca</p><p>direita, sem peristaltismo e</p><p>Hiperecongenicidade no USG;</p><p>3 ❙❘❙❙❘❙❚ Ana Beatriz Bandeira Fragoso | TURMA 3 ❚❙❘❙❙❙</p><p>• Nível líquido em fossa ilíaca direita, escoliose</p><p>antálgica com convexidade para esquerda e</p><p>apagamento da borda do músculo psoas direito</p><p>no Raio X.</p><p>Obs.: Apêndice aumentado é o sinal mais</p><p>específico para apendicite.</p><p>Figura 3 – Comparação entre um</p><p>apêndice normal e um aumentado. A) Apêndice</p><p>normal. B) Apêndice aumentado.</p><p>Figura 4 – Apêndice cecal difusamente</p><p>espessado e inalterado a compressão.</p><p>Figura 5 – A seta indica apendicolito na</p><p>fossa ilíaca direita.</p><p>Figura 6 – As setas curtas (a direita)</p><p>mostram as paredes do apêndice vermiforme</p><p>espessadas e a seta grande (a esquerda) indica o</p><p>apendicolito.</p><p>Figura 6 – TC sem contraste identificando</p><p>a dilatação do apêndice com infiltração de gordura.</p><p>Figura 7 – Apêndice espessado, com</p><p>apendicolitos no seu interior e densificação dos</p><p>planos gordurosos.</p><p>4 ❙❘❙❙❘❙❚ Ana Beatriz Bandeira Fragoso | TURMA 3 ❚❙❘❙❙❙</p><p>Figura 8 – Apêndice com calibre</p><p>aumentado, com espessamento parietal e</p><p>distensão líquida, acompanhado de densificação</p><p>gordurosa.</p><p>Figura 8 – A) Apêndice normal. B)</p><p>Apêndice aumentado com borramento da gordura</p><p>periapendicular.</p><p>• Condição clínica incomum, benigna e</p><p>autolimitada;</p><p>• Torção ou trombose venosa espontânea das</p><p>veias que drenam os apêndices epiplóicos;</p><p>• Dor abdominal localizada e que pode ser</p><p>acentuada;</p><p>• Dor nos flancos e nas fossas ilíacas.</p><p>Principais achados radiográficos:</p><p>• Nodulação paracolônica com densificação da</p><p>gordura adjacente (densificação em “dedo de</p><p>luva”);</p><p>• Espessamento/compressão parietal colônica;</p><p>• Veia trombosada – ponto hiperatenuante no</p><p>centro do apêndice;</p><p>• Espessamento do peritônio visceral.</p><p>Figura 9 – Apendagite epiploica. TC com</p><p>contraste EV evidenciando densificação focal da</p><p>gordura pericolônica esquerda.</p><p>• Área de necrose causada por insuficiência de</p><p>irrigação vascular do omento;</p><p>• Mais comum em pacientes idosos e obesos;</p><p>• Simula um caso de apendicite aguda;</p><p>• Dor em fossa ilíaca direita, febre, massa papável</p><p>e dolorosa;</p><p>• Alterações gastrointestinais, como náuseas,</p><p>vômitos e diarreia</p><p>Principais achados radiográficos:</p><p>• TC com ou sem contraste;</p><p>• Massa ovalada ou arredondada, com densidade</p><p>de gordura e áreas lineares de permeio;</p><p>• Densificação da gordura omental;</p><p>• Pequena quantidade de líquido livre na cavidade</p><p>abdominal;</p><p>• Em alguns casos pode-se observar</p><p>espessamento da parede do cólon adjacente;</p><p>• USG demonstra uma área de configuração</p><p>ovalada, hiperecogênica, dolorosa à</p><p>compressão, localizada em fossa ilíaca direita.</p><p>5 ❙❘❙❙❘❙❚ Ana Beatriz Bandeira Fragoso | TURMA 3 ❚❙❘❙❙❙</p><p>Figura 10 – Densificação ovalada da</p><p>gordura entre o cólon ascendente e a parede</p><p>abdominal (*).</p><p>Figura 11 – Densificação ovalada da</p><p>gordura da gordura do omental (*) e líquido (L) no</p><p>fundo do saco com elevada densidade.</p><p>• Principais causas: álcool, litíase biliar,</p>metabólica, infecciosa, traumática e provocada 
por drogas; 
• Sinais e sintomas: dor abdominal em faixa, 
náuseas, vômitos, febre, sinal de Grey Turner e 
sinal de Cullen; 
• Achados laboratoriais: amilase e lípase acima de 
3 vezes os valores normais, hiperglicemia e 
hipocalemia, leucocitose e queda do 
hematócrito; 
• Evolução: edematosa, necrose, abcessos – 
coleções. 
Escore de Atlanta: 
• A pancreatite aguda é classificada, segundo sua 
gravidade, como: leve, moderada e grave; 
 
Figura 12 – Classificação para pancreatite 
cônica. 
• A pancreatite aguda também pode ser 
classificada quanto aos seus achados 
imagiológicos, podendo ser edematosa 
(intersticial) ou necrosante; 
• Pancreatite edematosa intersticial: Forma 
branda, tem aumento difuso do pâncreas, sem a 
presença de necrose; 
• Pancreatite necrosante: Forma com o pior 
prognóstico, caracteriza-se por inflamação com 
consequente necrose. 
Principais achados radiográficos: 
• TC com contraste: aumento do volume do 
pâncreas, indefinição dos seus contornos, 
realce heterogêneo e densificação dos planos 
adiposos; 
• Raio-X: aumento da distância entre o estômago 
e o cólon transverso, calcificação da topografia 
do pâncreas, derrame pleural, alça intestinal 
sentinela. 
 
Figura 13 – TC com contraste VO e IV. 
Pâncreas com dimensões aumentadas 
apresentando necrose (setas). Área de parênquima 
pancreático normal (asterisco). 
 
 Figura 14 – Coledocolitíase. Cálculo biliar 
no interior do colédoco, sendo que a maioria é 
oriundo da migração de cálculos da vesícula biliar. 
 
Figura 15 – Calcificações pancreáticas 
difusas ou focais, em L2 e L3. 
 
Figura 16 – A) Pancreatite edematosa. B) 
Necrose do corpo e cauda do pâncreas, além da 
 
6 ❙❘❙❙❘❙❚ Ana Beatriz Bandeira Fragoso | TURMA 3 ❚❙❘❙❙❙ 
presença de líquido livre perihepático e 
periesplênico. 
 
Figura 17 – Necrose do corpo e da cauda 
do pâncreas, mas com preservação da cabeça do 
órgão (seta). Presença de coleções. 
 
Figura 18 – TC com contraste. Dilatação 
do ducto colédoco (setas) e distensão da vesícula 
biliar. 
 
 Figura 19 – Pancreatite aguda com 
múltiplas coleções líquidas, distinguidas das alças 
intestinais pelo contraste oral. 
 
 Figura 20 – Pancreatite Aguda 
leve/moderada com densificação dos planos 
gordurosos adjacentes à cauda do pâncreas. 
 
 Figura 21 – Pancreatite Aguda grave. 
Extensa área do parênquima pancreático sem 
realce, no corpo e na cauda do pâncreas. 
 
Figura 22 – Densificação dos planos 
gordurosos. 
 
Figura 23 – Necrose no corpo pâncreas 
com gás em seu interior. 
Critérios de Baltazar: 
• Tem a finalidade de estadiar a pancreatite aguda 
e predizer sua mortalidade; 
• Incluem: a presença de inflamação pancreática e 
peripancreática e coleções líquidas; 
• Estratificação da pancreatite aguda em cinco 
graus, de A à E; 
• Atualmente feito com o contraste, pois é com 
este que é possível detectar a necrose 
pancreática. 
 
 
 
7 ❙❘❙❙❘❙❚ Ana Beatriz Bandeira Fragoso | TURMA 3 ❚❙❘❙❙❙ 
 
Figura 24 – Índice de gravidade da TC para 
pancreatite aguda. 
 
Figura 25 – Classificação da pancreatite 
segundo fluidos. 
 
Figura 26 – A) Pancreatite edematosa. Há 
a evolução do quadro com presença de coleção 
homogênea bem delimitada peripancreática. O TC 
inicial não possuí sinais de necrose, ou seja, sua 
evolução é sugestiva para um pseudocisto. B) 
Drenagem percutânea do pseudocisto (seta). 
 
 Figura 27 – Coleção não homogêna no 
tecido peripancreático – necrose peripancreática. 
 
 Figura 28 – Evolução com organização da 
coleção, que se persistir após a 4º semana poderá 
dar origem a walled of necrosis. 
 
Figura 29 – Evolução para pseudocisto. 
Hipersinal homogêneo em T2. 
 
 Figura 30 – Evolução para walled of 
necrosis. Baixo sinal em T2. 
 
 Figura 31 – Evolução do quadro de 
pancreatite aguda. A primeira imagem mostra uma 
pancreatite edematosa, sem alterações no realce 
pancreático. Na segunda imagem, nota-se o órgão 
evoluindo para necrose panceatica com coleção 
não homogênea ao seu redor – coleção necrótica 
aguda. Já na terceira, há uma melhor delimitação e 
surgimento de gás no interior da coleção – 
necrose infectada. 
 
8 ❙❘❙❙❘❙❚ Ana Beatriz Bandeira Fragoso | TURMA 3 ❚❙❘❙❙❙ 
 
• Inflamação da vesícula biliar; 
• Geralmente é decorrente da obstrução do 
custo cístico provocada por um cálculo; 
• Principais sintomas: dor abdominal em 
hipocôndrio direito, febre, leucocitose e 
náuseas; 
• Sinal de Murphy; 
• Pode ser aguda ou crônica. 
Principais achados radiográficos da Colecistite Aguda: 
• USG é o método de imagem de escolha na 
avaliação inicial; 
• Achados mais frequentes: colelitíase, 
espessamento das paredes e sinal de Murphy 
ultrassonográfico; 
• Achados menos específicos: distensão da 
vesícula biliar, presença de líquido 
pericolecístico e lama biliar; 
• Cálculos: podem ser pequenos, múltiplos ou 
únicos, além disso podem ou estarem móveis, 
sendo possível estarem impactados na região 
do infundíbulo; 
• Achados da vesícula biliar patológica: 
Parede (> 3,0 mm), diâmetro transverso (> 4,0 
mm), diâmetro longitudinal (> 10,0 mm); 
• TC é usando quando a suspeita clínica de 
colecistite não é tão evidente; 
• Na TC nota-se realce mural ou mucoso, 
densificação dos planos adjacentes e alterações 
perdusionais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 32 – Comparação entre uma 
vesícula biliar normal (esquerda) e uma vesícula 
com colecistite aguda. Evidencia-se o material 
ecogênico no interior, denominado lama biliar. 
Além disso nota-se que a parede da vesícula se 
encontra espessada e com edema. 
 
 Figura 33 – A) dois cálculos biliares 
dentro da vesícula biliar. B) Vesícula biliar com 
paredes espessadas e edemaciadas (setas 
pequenas) e com um grande cálculo (seta grande). 
 
 Figura 34 – A esquerda, uma vesícula 
biliar normal. A direita, vesícula biliar com um 
grande cálculo. 
 
Figura 35 – A) Paciente em posição 
supina, o cálculo biliar (seta vermelha) está 
próximo ao colo da vesícula biliar. B) Paciente em 
decúbito lateral esquerdo, o cálculo biliar (seta 
vermelha) rola até o fundo da vesícula biliar. 
 
• Figura 36 – A) Vesícula biliar normal. B) 
Vesícula biliar com parede biliar espessada. 
Importante: 
Nem toda colecistite é calculosa – existe a 
colecistite alitíásica. Ex.: Causada por trauma, 
ventilação mecânica e etc. 
Nem todo espessamento parietal da vesícula é 
colecistite – existe espessamento parietal 
reacional. Ex.: IC com quadros infecciosos em 
outros órgãos. 
 
 
9 ❙❘❙❙❘❙❚ Ana Beatriz Bandeira Fragoso | TURMA 3 ❚❙❘❙❙❙ 
Principais complicações da Colecistite Aguda: 
• Gangrenosa: Comprometimento vascular, 
geralmente por uma obstrução no ducto 
cístico. Espessamento irregular ou assimétrico 
da parede, gás nas paredes pode aparecer como 
áreas hipercogênicas, pode haver presença de 
abcessos; 
• Perfuração: Defeito focal na parede vesícular, 
as paredes podem se apresentar irregulares e 
mal definidas, associando-se a líquido e/ou 
abcessos; 
• Enfisematosa: Definida como a presença de 
gás na parede ou no lúmen da vesícula biliar. 
Focos radioluzentes curvilineares, nível 
hidroaéreo no lúmen. 
 
 
Figura 37 – Colecistite aguda perfurada. 
 
Figura 38 – Conteúdo liquido, que se 
apresenta bem reto na imagem (chamado 
conteúdo liquido-liquido). Na região de cima, onde 
tem a seta indica lacerações na parede da vesícula, 
porque a mucosa está irregular (desestruturação 
da arquitetura da via biliar). 
 
• Divertículos: pequenas saculações de mucosa e 
submucosa que se projetam através da camada 
muscular da parede da alça; 
• Surge após obstrução do divertículo, com 
consequente acúmulo de secreção, proliferação 
bacteriana, distensão, isquemia, inflamação e 
microperfuração; 
• Formação de abcessos; 
• Quadro clássico: dor em fossa ilíaca esquerda, 
massa palpável, febre e leucocitose;• Podem obstruir ou perfurar, e 
inflamar/infeccionar a região pericólica. 
Principais achados radiográficos: 
• Os métodos mais comumente utilizados são 
USG e TC; 
USG: 
• Espessamento parietal segmentar da alça; 
• Aumento da ecogenicidade da gordura 
pericolônica e perda da compressibilidade; 
• Saculação da parede colônica com 
ecogenicidade variável e centrada na inflamação 
– O próprio divertículo inflamado; 
• Pode detectar espessamento parietal da alça 
intestinal e alteração ecotextural da gordura 
adjacente. 
TC: 
• TC com contraste iodado administrado por EV 
tem a melhor definição do processo 
inflamatório e complicações; 
• Espessamento parietal simétrico do segmento 
comprometido; 
• Divertículos de permeio; 
• Densificação da gordura pericolônica; 
• Ingurgitamento de vasos mesentéricos; 
• Pequenas quantidades de líquido adjacente; 
• Pode evoluir com perfuração, formação de 
abcessos, fístulas e obstrução intestinal. 
 
 
10 ❙❘❙❙❘❙❚ Ana Beatriz Bandeira Fragoso | TURMA 3 ❚❙❘❙❙❙ 
Figura 39 – Diverticulite aguda não 
complicada no sigmoide. Discreto espessamento 
parietal do sigmoide (seta pequena). Destaca-se 
aumento difuso da ecogenicidade da gordura do 
mesossigmoide adjacente (seta grande), indicando 
inflamação. 
 
 Figura 40 – TC com contraste. Nota-se 
espessamento parietal focal do sigmoide, com 
divertículo (seta em B). 
 
Figura 41 – TC com contraste. Evidencia-
se espessamento parietal do sigmoide com 
diverticulite, densificação inflamatória com coleção 
líquida associada a bolhas gasosas. 
 
 Figura 42 – TC com contraste via retal. 
A) Sigmoide com paredes espessadas (elipse) e 
divertículos, notando-se ainda borramento da 
gordura adjacente (seta). B) Evidencia-se sigmoide 
com paredes espessadas (seta reta), borramento 
da gordura adjacente e líquido livre (seta curva). 
 
 
 
 
Figura 43 – TC de abdome, plano sagital, 
contraste endorretal, demonstra trajeto fistuloso 
entre o segmento colônico inflamado e a vagina 
(fístula colovaginal). 
 
Figura 44 – A) Extensão e formação de 
abscesso na parede abdominal. B) Formação de 
abscesso à distância (fígado). 
 
• Comumente identificado como um quadro 
antálgico, de início súbito, localização difusa e 
que pode ou não estar associado a sinais de 
sepse ou choque; 
• Pesquisa de pneumoperitônio (gás dentro da 
cavidade abdominal); 
• Quadro clínico: dor lancinante ou em pontada 
no abdômen, inapetência, febre, náuseas e 
vômito. 
 
Figura 45 – Pequena quantidade de ar em 
espaço subfrênico direito (setas). 
 
 
11 ❙❘❙❙❘❙❚ Ana Beatriz Bandeira Fragoso | TURMA 3 ❚❙❘❙❙❙ 
Figura 46 – TC com contraste iodado. 
Nota-se pequenas bolhas de pneumoperitônio 
(seta branca), além de densificação da gordura 
mesentérica, representando edema e hematoma 
(seta amarela) adjacente ao segmento lacerado do 
intestino. 
 
• Dor abdominal em cólica geralmente 
periumbilical; 
• Distensão abdominal; 
• Náuseas, vômitos e parada do trânsito 
intestinal. 
 
 
Figura 47 – Abdome agudo obstrutivo. 
Nota-se massa com “aspecto emaranhado” 
ocupando toda luz. 
 
 Figura 48 – Obstrução intestinal por 
volvo. A) Nota-se distensão de alças com nível 
hidroaéreo (setas brancas) e segmento normal do 
cólon (setas amarelas). B) Local do volvo (seta 
curva amarela). 
 
Figura 49 – A) Distensão difusa das alças 
intestinais. B) Níveis hidroaéreos, na mesma alça e 
níveis diferentes, difusos pelo abdome (setas). 
 
• Abdome agudo vascular; 
• Interrupção do fluxo sanguíneo intestinal 
secundário a embolia, trombose ou estado de 
baixo fluxo. 
 
Figura 50 – TC na fase portal 
evidenciando falha de enchimento na artéria (seta 
vermelha) e veia (seta azul) mesentérica superior, 
compatível com trombose. Notar a distensão 
difusa das alças intestinais do delgado secundária à 
obstrução vascular acima descrita. 
 
 
12 ❙❘❙❙❘❙❚ Ana Beatriz Bandeira Fragoso | TURMA 3 ❚❙❘❙❙❙ 
Figura 51 – TC na fase portal 
evidenciando ausência de captação de 
contraste/vascularização de alças do íleo distal e 
no ceco, compatível com isquemia mesentérica. 
 
 Figura 52 – TC em fase portal 
evidenciando ausência de vascularização de alças 
do íleo distal e no ceco, compatível com isquemia 
periférica.

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