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<p>1 ❙❘❙❙❘❙❚ Ana Beatriz Bandeira Fragoso | TURMA 3 ❚❙❘❙❙❙</p><p>• Síndrome clínica caracterizada por dor</p><p>abdominal que se instala no período de algumas</p><p>horas;</p><p>• Requer tratamento clínico ou cirúrgico de</p><p>emergência.</p><p>• Sua classificação mais utilizada é de acordo com</p><p>seu processo desencadeante:</p><p>⎯ Obstrutivo: obstáculo mecânico ou</p><p>funcional que leve a interrupção do</p><p>conteúdo intestinal. Ex.: Hérnia</p><p>estrangulada;</p><p>⎯ Perfurativo: ocorre em virtude de</p><p>perfuração das vísceras ocas do trato</p><p>gastrointestinal;</p><p>⎯ Inflamatório: Consequência de processos</p><p>inflamatórios. Ex.: Apendicite aguda;</p><p>⎯ Vascular: redução ou ausência de perfusão</p><p>tissular intestinal. Ex.: Embolia da artéria</p><p>mesentérica superior;</p><p>⎯ Ginecológico.</p><p>Quanto a classificação patológica:</p><p>INFLAMATÓRIO OBSTRUTIVO PERFURATIVO VASCULAR GINECOLÓGICO</p><p>Apendicite</p><p>Aguda</p><p>Corpo Estranho Infarto</p><p>intestinal</p><p>Rotura do</p><p>baço</p><p>Gravidez</p><p>tubária</p><p>Colicistite</p><p>Aguda</p><p>Doença</p><p>Inflamatória</p><p>Intestinal</p><p>Aneurisma</p><p>de aorta</p><p>abdominal</p><p>Rotura de</p><p>tumor</p><p>hepático</p><p>Cisto de</p><p>ovário</p><p>hemorrágico</p><p>Colangite</p><p>Aguda</p><p>Hérnia de</p><p>Parede abdominal</p><p>Úlcera</p><p>perfurada</p><p>Rotura de</p><p>aneurisma</p><p>DIP</p><p>Diverticulite</p><p>Colônica</p><p>Hérnia Interna Trauma Rotura</p><p>uterina</p><p>Diverticulite</p><p>de Mackel</p><p>Tumor Doença</p><p>inflamatória</p><p>intestinal</p><p>Rotura de</p><p>cisto de</p><p>ovário</p><p>DIP: Doença</p><p>Inflamatória</p><p>Pélvica</p><p>Fecaloma Corpo</p><p>estranho</p><p>Pancreatite</p><p>Aguda</p><p>Úlcera Perfurada</p><p>e Trauma</p><p>Obstrutivo</p><p>Quanto a localização da dor:</p><p>QSD QSE QID QIE DIFUSO</p><p>Hepatite</p><p>aguda</p><p>Pancreatite</p><p>aguda</p><p>Apendicite</p><p>aguda</p><p>Obstrução</p><p>intestinal</p><p>Pancreatite</p><p>aguda</p><p>Pancreatite</p><p>Aguda</p><p>Úlcera</p><p>duodenal</p><p>Obstrução</p><p>intestinal</p><p>Diverticulite Obstrução</p><p>intestinal</p><p>Colangite Úlcera</p><p>gástrica</p><p>Diverticulite Gravidez</p><p>ectópica</p><p>Dissecção de</p><p>aorta</p><p>Colelitíase IAM Gravidez</p><p>ectópica</p><p>Endometriose Apendicite</p><p>aguda (fase</p><p>inicial)</p><p>Colicistite</p><p>aguda</p><p>Pericardite Endometriose Hérnia Infarto</p><p>mesentérico</p><p>Abcesso</p><p>hepático</p><p>Pneumonia Hérnia Adenite</p><p>mesentérica</p><p>Ruptura de</p><p>aneurisma de</p><p>aorta</p><p>abdominal</p><p>Pneumonia Abcesso</p><p>esplênico</p><p>Doença</p><p>intestinal</p><p>inflamatória</p><p>Litíase renal Crise</p><p>falcêmica</p><p>Úlcera</p><p>Duodenal</p><p>Infarto</p><p>esplênico</p><p>Síndrome do</p><p>cólon</p><p>irritável</p><p>Doença</p><p>intestinal</p><p>inflamatória</p><p>Hepatopatia</p><p>por ICC</p><p>Ruptura</p><p>esplênica</p><p>Litíase renal Torsão de</p><p>ovário</p><p>Herpes</p><p>zoster</p><p>Adenite</p><p>mesentérica</p><p>DIP</p><p>IAM Diverticulite</p><p>de Meckel</p><p>Abcesso</p><p>tubo-</p><p>ovariano</p><p>Pericardite Torsão de</p><p>ovário</p><p>Abcesso do</p><p>pssoas</p><p>Apendicite</p><p>retrocecal</p><p>DIP</p><p>Abcesso</p><p>tubo-</p><p>ovariano</p><p>Abcesso dos</p><p>psoas</p><p>• Radiografia: obstrução intestinal, perfuração de</p><p>vísceras ocas (pneumoperitôneo);</p><p>• USG: emergências ginecológicas, litíase na via</p><p>biliar, colecistite, dilatação de vias biliares, litíase</p><p>na via urinária, apendicite;</p><p>2 ❙❘❙❙❘❙❚ Ana Beatriz Bandeira Fragoso | TURMA 3 ❚❙❘❙❙❙</p><p>• TC: diverticulite, pancreatite aguda, apendicite,</p><p>infarto omental, apendagite epiplóica, avaliação</p><p>vascular, aneurisma, litíase via urinária.</p><p>• Distribuição de gases intestinais;</p><p>• Posicionamento das imagens dos órgãos</p><p>sólidos;</p><p>• Presença de calcificações patológicas e ascite;</p><p>Figura 1 – Pneumoperitônio, bolha de ar</p><p>entre o diafragma e o fígado.</p><p>Figura 2 – Alças intestinais, abdômen agudo</p><p>obstrutivo pós operatório</p><p>• Pneumoperitônio – perfuração de víscera oca;</p><p>• Ausência de gás na ampola retal – obstrução;</p><p>• Distensão de alça intestinal;</p><p>• Aça sentinela – alça fixa;</p><p>• Volvo ou sinal do “grão de café” – torção de</p><p>alça intestinal;</p><p>• Apagamento das lojas renais – alterações</p><p>retroperitôneo;</p><p>• Velamento da borda externa do musculo psoas</p><p>– alteração do retroperitôneo.</p><p>• Protocolos sem e com uso de contraste iodado,</p><p>assim como número de fases após contraste EV,</p><p>dependem da suspeita clínica;</p><p>• Cólica renal – sem contraste;</p><p>• Rotina de dor abdominal – com e sem</p><p>contraste;</p><p>• Dor abdominal suspeita de patologias</p><p>vasculares como isquemia mesentérica – sem e</p><p>com contraste EV (fase arterial, portal e</p><p>excretora);</p><p>• Suspeita de aneurisma roto ou dissecção de</p><p>aorta – angiotomografia de aorta abdominal.</p><p>• Paciente pode relatar dos abdominal difusa,</p><p>periumbilical ou na fossa ilíaca direita;</p><p>• Náuseas, vômito e anorexia.</p><p>Principais achados radiográficos:</p><p>• Apendicolito – estruturas calcificadas no</p><p>interior do apêndice, compostos de fezes</p><p>endurecidas e depósito mineral;</p><p>• Alça sentinela – alça hipotônica com nível</p><p>líquido na fossa ilíaca direita;</p><p>• Efeito de massa sobre a borda inferior do ceco;</p><p>• Espessamento pariental, com aumento do</p><p>diâmetro apendicular, superior a 7-8mm;</p><p>• Densificação dos planos adiposos</p><p>periapendiculares;</p><p>• Realce anormal ou ausência das paredes do</p><p>apêndice;</p><p>• Imagem tubular em fundo ceco na fossa ilíaca</p><p>direita, sem peristaltismo e</p><p>Hiperecongenicidade no USG;</p><p>3 ❙❘❙❙❘❙❚ Ana Beatriz Bandeira Fragoso | TURMA 3 ❚❙❘❙❙❙</p><p>• Nível líquido em fossa ilíaca direita, escoliose</p><p>antálgica com convexidade para esquerda e</p><p>apagamento da borda do músculo psoas direito</p><p>no Raio X.</p><p>Obs.: Apêndice aumentado é o sinal mais</p><p>específico para apendicite.</p><p>Figura 3 – Comparação entre um</p><p>apêndice normal e um aumentado. A) Apêndice</p><p>normal. B) Apêndice aumentado.</p><p>Figura 4 – Apêndice cecal difusamente</p><p>espessado e inalterado a compressão.</p><p>Figura 5 – A seta indica apendicolito na</p><p>fossa ilíaca direita.</p><p>Figura 6 – As setas curtas (a direita)</p><p>mostram as paredes do apêndice vermiforme</p><p>espessadas e a seta grande (a esquerda) indica o</p><p>apendicolito.</p><p>Figura 6 – TC sem contraste identificando</p><p>a dilatação do apêndice com infiltração de gordura.</p><p>Figura 7 – Apêndice espessado, com</p><p>apendicolitos no seu interior e densificação dos</p><p>planos gordurosos.</p><p>4 ❙❘❙❙❘❙❚ Ana Beatriz Bandeira Fragoso | TURMA 3 ❚❙❘❙❙❙</p><p>Figura 8 – Apêndice com calibre</p><p>aumentado, com espessamento parietal e</p><p>distensão líquida, acompanhado de densificação</p><p>gordurosa.</p><p>Figura 8 – A) Apêndice normal. B)</p><p>Apêndice aumentado com borramento da gordura</p><p>periapendicular.</p><p>• Condição clínica incomum, benigna e</p><p>autolimitada;</p><p>• Torção ou trombose venosa espontânea das</p><p>veias que drenam os apêndices epiplóicos;</p><p>• Dor abdominal localizada e que pode ser</p><p>acentuada;</p><p>• Dor nos flancos e nas fossas ilíacas.</p><p>Principais achados radiográficos:</p><p>• Nodulação paracolônica com densificação da</p><p>gordura adjacente (densificação em “dedo de</p><p>luva”);</p><p>• Espessamento/compressão parietal colônica;</p><p>• Veia trombosada – ponto hiperatenuante no</p><p>centro do apêndice;</p><p>• Espessamento do peritônio visceral.</p><p>Figura 9 – Apendagite epiploica. TC com</p><p>contraste EV evidenciando densificação focal da</p><p>gordura pericolônica esquerda.</p><p>• Área de necrose causada por insuficiência de</p><p>irrigação vascular do omento;</p><p>• Mais comum em pacientes idosos e obesos;</p><p>• Simula um caso de apendicite aguda;</p><p>• Dor em fossa ilíaca direita, febre, massa papável</p><p>e dolorosa;</p><p>• Alterações gastrointestinais, como náuseas,</p><p>vômitos e diarreia</p><p>Principais achados radiográficos:</p><p>• TC com ou sem contraste;</p><p>• Massa ovalada ou arredondada, com densidade</p><p>de gordura e áreas lineares de permeio;</p><p>• Densificação da gordura omental;</p><p>• Pequena quantidade de líquido livre na cavidade</p><p>abdominal;</p><p>• Em alguns casos pode-se observar</p><p>espessamento da parede do cólon adjacente;</p><p>• USG demonstra uma área de configuração</p><p>ovalada, hiperecogênica, dolorosa à</p><p>compressão, localizada em fossa ilíaca direita.</p><p>5 ❙❘❙❙❘❙❚ Ana Beatriz Bandeira Fragoso | TURMA 3 ❚❙❘❙❙❙</p><p>Figura 10 – Densificação ovalada da</p><p>gordura entre o cólon ascendente e a parede</p><p>abdominal (*).</p><p>Figura 11 – Densificação ovalada da</p><p>gordura da gordura do omental (*) e líquido (L) no</p><p>fundo do saco com elevada densidade.</p><p>• Principais causas: álcool, litíase biliar,</p>metabólica, infecciosa, traumática e provocada por drogas; • Sinais e sintomas: dor abdominal em faixa, náuseas, vômitos, febre, sinal de Grey Turner e sinal de Cullen; • Achados laboratoriais: amilase e lípase acima de 3 vezes os valores normais, hiperglicemia e hipocalemia, leucocitose e queda do hematócrito; • Evolução: edematosa, necrose, abcessos – coleções. Escore de Atlanta: • A pancreatite aguda é classificada, segundo sua gravidade, como: leve, moderada e grave; Figura 12 – Classificação para pancreatite cônica. • A pancreatite aguda também pode ser classificada quanto aos seus achados imagiológicos, podendo ser edematosa (intersticial) ou necrosante; • Pancreatite edematosa intersticial: Forma branda, tem aumento difuso do pâncreas, sem a presença de necrose; • Pancreatite necrosante: Forma com o pior prognóstico, caracteriza-se por inflamação com consequente necrose. Principais achados radiográficos: • TC com contraste: aumento do volume do pâncreas, indefinição dos seus contornos, realce heterogêneo e densificação dos planos adiposos; • Raio-X: aumento da distância entre o estômago e o cólon transverso, calcificação da topografia do pâncreas, derrame pleural, alça intestinal sentinela. Figura 13 – TC com contraste VO e IV. Pâncreas com dimensões aumentadas apresentando necrose (setas). Área de parênquima pancreático normal (asterisco). Figura 14 – Coledocolitíase. Cálculo biliar no interior do colédoco, sendo que a maioria é oriundo da migração de cálculos da vesícula biliar. Figura 15 – Calcificações pancreáticas difusas ou focais, em L2 e L3. Figura 16 – A) Pancreatite edematosa. B) Necrose do corpo e cauda do pâncreas, além da 6 ❙❘❙❙❘❙❚ Ana Beatriz Bandeira Fragoso | TURMA 3 ❚❙❘❙❙❙ presença de líquido livre perihepático e periesplênico. Figura 17 – Necrose do corpo e da cauda do pâncreas, mas com preservação da cabeça do órgão (seta). Presença de coleções. Figura 18 – TC com contraste. Dilatação do ducto colédoco (setas) e distensão da vesícula biliar. Figura 19 – Pancreatite aguda com múltiplas coleções líquidas, distinguidas das alças intestinais pelo contraste oral. Figura 20 – Pancreatite Aguda leve/moderada com densificação dos planos gordurosos adjacentes à cauda do pâncreas. Figura 21 – Pancreatite Aguda grave. Extensa área do parênquima pancreático sem realce, no corpo e na cauda do pâncreas. Figura 22 – Densificação dos planos gordurosos. Figura 23 – Necrose no corpo pâncreas com gás em seu interior. Critérios de Baltazar: • Tem a finalidade de estadiar a pancreatite aguda e predizer sua mortalidade; • Incluem: a presença de inflamação pancreática e peripancreática e coleções líquidas; • Estratificação da pancreatite aguda em cinco graus, de A à E; • Atualmente feito com o contraste, pois é com este que é possível detectar a necrose pancreática. 7 ❙❘❙❙❘❙❚ Ana Beatriz Bandeira Fragoso | TURMA 3 ❚❙❘❙❙❙ Figura 24 – Índice de gravidade da TC para pancreatite aguda. Figura 25 – Classificação da pancreatite segundo fluidos. Figura 26 – A) Pancreatite edematosa. Há a evolução do quadro com presença de coleção homogênea bem delimitada peripancreática. O TC inicial não possuí sinais de necrose, ou seja, sua evolução é sugestiva para um pseudocisto. B) Drenagem percutânea do pseudocisto (seta). Figura 27 – Coleção não homogêna no tecido peripancreático – necrose peripancreática. Figura 28 – Evolução com organização da coleção, que se persistir após a 4º semana poderá dar origem a walled of necrosis. Figura 29 – Evolução para pseudocisto. Hipersinal homogêneo em T2. Figura 30 – Evolução para walled of necrosis. Baixo sinal em T2. Figura 31 – Evolução do quadro de pancreatite aguda. A primeira imagem mostra uma pancreatite edematosa, sem alterações no realce pancreático. Na segunda imagem, nota-se o órgão evoluindo para necrose panceatica com coleção não homogênea ao seu redor – coleção necrótica aguda. Já na terceira, há uma melhor delimitação e surgimento de gás no interior da coleção – necrose infectada. 8 ❙❘❙❙❘❙❚ Ana Beatriz Bandeira Fragoso | TURMA 3 ❚❙❘❙❙❙ • Inflamação da vesícula biliar; • Geralmente é decorrente da obstrução do custo cístico provocada por um cálculo; • Principais sintomas: dor abdominal em hipocôndrio direito, febre, leucocitose e náuseas; • Sinal de Murphy; • Pode ser aguda ou crônica. Principais achados radiográficos da Colecistite Aguda: • USG é o método de imagem de escolha na avaliação inicial; • Achados mais frequentes: colelitíase, espessamento das paredes e sinal de Murphy ultrassonográfico; • Achados menos específicos: distensão da vesícula biliar, presença de líquido pericolecístico e lama biliar; • Cálculos: podem ser pequenos, múltiplos ou únicos, além disso podem ou estarem móveis, sendo possível estarem impactados na região do infundíbulo; • Achados da vesícula biliar patológica: Parede (> 3,0 mm), diâmetro transverso (> 4,0 mm), diâmetro longitudinal (> 10,0 mm); • TC é usando quando a suspeita clínica de colecistite não é tão evidente; • Na TC nota-se realce mural ou mucoso, densificação dos planos adjacentes e alterações perdusionais. Figura 32 – Comparação entre uma vesícula biliar normal (esquerda) e uma vesícula com colecistite aguda. Evidencia-se o material ecogênico no interior, denominado lama biliar. Além disso nota-se que a parede da vesícula se encontra espessada e com edema. Figura 33 – A) dois cálculos biliares dentro da vesícula biliar. B) Vesícula biliar com paredes espessadas e edemaciadas (setas pequenas) e com um grande cálculo (seta grande). Figura 34 – A esquerda, uma vesícula biliar normal. A direita, vesícula biliar com um grande cálculo. Figura 35 – A) Paciente em posição supina, o cálculo biliar (seta vermelha) está próximo ao colo da vesícula biliar. B) Paciente em decúbito lateral esquerdo, o cálculo biliar (seta vermelha) rola até o fundo da vesícula biliar. • Figura 36 – A) Vesícula biliar normal. B) Vesícula biliar com parede biliar espessada. Importante: Nem toda colecistite é calculosa – existe a colecistite alitíásica. Ex.: Causada por trauma, ventilação mecânica e etc. Nem todo espessamento parietal da vesícula é colecistite – existe espessamento parietal reacional. Ex.: IC com quadros infecciosos em outros órgãos. 9 ❙❘❙❙❘❙❚ Ana Beatriz Bandeira Fragoso | TURMA 3 ❚❙❘❙❙❙ Principais complicações da Colecistite Aguda: • Gangrenosa: Comprometimento vascular, geralmente por uma obstrução no ducto cístico. Espessamento irregular ou assimétrico da parede, gás nas paredes pode aparecer como áreas hipercogênicas, pode haver presença de abcessos; • Perfuração: Defeito focal na parede vesícular, as paredes podem se apresentar irregulares e mal definidas, associando-se a líquido e/ou abcessos; • Enfisematosa: Definida como a presença de gás na parede ou no lúmen da vesícula biliar. Focos radioluzentes curvilineares, nível hidroaéreo no lúmen. Figura 37 – Colecistite aguda perfurada. Figura 38 – Conteúdo liquido, que se apresenta bem reto na imagem (chamado conteúdo liquido-liquido). Na região de cima, onde tem a seta indica lacerações na parede da vesícula, porque a mucosa está irregular (desestruturação da arquitetura da via biliar). • Divertículos: pequenas saculações de mucosa e submucosa que se projetam através da camada muscular da parede da alça; • Surge após obstrução do divertículo, com consequente acúmulo de secreção, proliferação bacteriana, distensão, isquemia, inflamação e microperfuração; • Formação de abcessos; • Quadro clássico: dor em fossa ilíaca esquerda, massa palpável, febre e leucocitose;• Podem obstruir ou perfurar, e inflamar/infeccionar a região pericólica. Principais achados radiográficos: • Os métodos mais comumente utilizados são USG e TC; USG: • Espessamento parietal segmentar da alça; • Aumento da ecogenicidade da gordura pericolônica e perda da compressibilidade; • Saculação da parede colônica com ecogenicidade variável e centrada na inflamação – O próprio divertículo inflamado; • Pode detectar espessamento parietal da alça intestinal e alteração ecotextural da gordura adjacente. TC: • TC com contraste iodado administrado por EV tem a melhor definição do processo inflamatório e complicações; • Espessamento parietal simétrico do segmento comprometido; • Divertículos de permeio; • Densificação da gordura pericolônica; • Ingurgitamento de vasos mesentéricos; • Pequenas quantidades de líquido adjacente; • Pode evoluir com perfuração, formação de abcessos, fístulas e obstrução intestinal. 10 ❙❘❙❙❘❙❚ Ana Beatriz Bandeira Fragoso | TURMA 3 ❚❙❘❙❙❙ Figura 39 – Diverticulite aguda não complicada no sigmoide. Discreto espessamento parietal do sigmoide (seta pequena). Destaca-se aumento difuso da ecogenicidade da gordura do mesossigmoide adjacente (seta grande), indicando inflamação. Figura 40 – TC com contraste. Nota-se espessamento parietal focal do sigmoide, com divertículo (seta em B). Figura 41 – TC com contraste. Evidencia- se espessamento parietal do sigmoide com diverticulite, densificação inflamatória com coleção líquida associada a bolhas gasosas. Figura 42 – TC com contraste via retal. A) Sigmoide com paredes espessadas (elipse) e divertículos, notando-se ainda borramento da gordura adjacente (seta). B) Evidencia-se sigmoide com paredes espessadas (seta reta), borramento da gordura adjacente e líquido livre (seta curva). Figura 43 – TC de abdome, plano sagital, contraste endorretal, demonstra trajeto fistuloso entre o segmento colônico inflamado e a vagina (fístula colovaginal). Figura 44 – A) Extensão e formação de abscesso na parede abdominal. B) Formação de abscesso à distância (fígado). • Comumente identificado como um quadro antálgico, de início súbito, localização difusa e que pode ou não estar associado a sinais de sepse ou choque; • Pesquisa de pneumoperitônio (gás dentro da cavidade abdominal); • Quadro clínico: dor lancinante ou em pontada no abdômen, inapetência, febre, náuseas e vômito. Figura 45 – Pequena quantidade de ar em espaço subfrênico direito (setas). 11 ❙❘❙❙❘❙❚ Ana Beatriz Bandeira Fragoso | TURMA 3 ❚❙❘❙❙❙ Figura 46 – TC com contraste iodado. Nota-se pequenas bolhas de pneumoperitônio (seta branca), além de densificação da gordura mesentérica, representando edema e hematoma (seta amarela) adjacente ao segmento lacerado do intestino. • Dor abdominal em cólica geralmente periumbilical; • Distensão abdominal; • Náuseas, vômitos e parada do trânsito intestinal. Figura 47 – Abdome agudo obstrutivo. Nota-se massa com “aspecto emaranhado” ocupando toda luz. Figura 48 – Obstrução intestinal por volvo. A) Nota-se distensão de alças com nível hidroaéreo (setas brancas) e segmento normal do cólon (setas amarelas). B) Local do volvo (seta curva amarela). Figura 49 – A) Distensão difusa das alças intestinais. B) Níveis hidroaéreos, na mesma alça e níveis diferentes, difusos pelo abdome (setas). • Abdome agudo vascular; • Interrupção do fluxo sanguíneo intestinal secundário a embolia, trombose ou estado de baixo fluxo. Figura 50 – TC na fase portal evidenciando falha de enchimento na artéria (seta vermelha) e veia (seta azul) mesentérica superior, compatível com trombose. Notar a distensão difusa das alças intestinais do delgado secundária à obstrução vascular acima descrita. 12 ❙❘❙❙❘❙❚ Ana Beatriz Bandeira Fragoso | TURMA 3 ❚❙❘❙❙❙ Figura 51 – TC na fase portal evidenciando ausência de captação de contraste/vascularização de alças do íleo distal e no ceco, compatível com isquemia mesentérica. Figura 52 – TC em fase portal evidenciando ausência de vascularização de alças do íleo distal e no ceco, compatível com isquemia periférica.