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<p>Problemas comuns na</p><p>gestação</p><p>Profª. Mestra Danielle Alice Vieira</p><p>PROBLEMAS COMUNS NA GESTAÇÃO</p><p>• Náuseas e vômitos (hiperêmese)</p><p>• Picamalácia</p><p>• Azia</p><p>• Constipação</p><p>NAÚSEAS E VÔMITOS</p><p>Frequente no primeiro trimestre da gestação (6</p><p>a 20 semana gestacional)</p><p>ETIOLOGIA</p><p>DESCONHECIDA</p><p>*Níveis elevados de hCG e estradiol</p><p>*deficiência de B6</p><p>*Infecção por H.Pilory</p><p>*Fatores psicológicos</p><p>70% relatam enjôos e 50%</p><p>vômitos.</p><p>Dificuldade de se alimentar →</p><p>perda de peso → não afeta</p><p>nutrição do bebê (EN pré-gest.)</p><p>ORIENTAÇÕES NUTRICIONAIS</p><p> Refeições pequenas e frequentes (7 a 8 x/dia).</p><p> Evitar - Alimentos gordurosos. - Descobrir alimentos e</p><p>cheiros.</p><p> Intensificar a oferta hídrica entre as refeições.</p><p> Prefira alimentos mais secos, principalmente na parte da</p><p>manhã;</p><p> Ao consumir sucos, prefira os mais ácidos, como limão,</p><p>abacaxi,</p><p> Introduzir Gengibre. - Alimentos ácidos. - Alimentos</p><p>gelados.</p><p>Preparo do chá de gengibre:</p><p>Ingredientes:</p><p>Modo de fazer:</p><p>Lave o gengibre, descasque-o e rale um pedaço equivalente a</p><p>uma colher (chá). Leve ao fogo com um copo de água e deixe</p><p>ferver, em fogo baixo, por 10 minutos. Coe e sirva em seguida.</p><p>Se quiser, acrescente algumas gotas de limão para suavizar a</p><p>adstringência do gengibre.</p><p>PIROSE</p><p>Sintoma de queimação e azia mais comum após as refeições (2</p><p>trimestre).</p><p>Pressão do</p><p>útero sobre</p><p>o estômago</p><p>alimentos</p><p>misturadas</p><p>ao HCl</p><p>retorno ao</p><p>esôfago</p><p>sensação de</p><p>desconforto</p><p>e queimação</p><p>Refrigerantes no geral;</p><p>-Alimentos gordurosos;</p><p>-Fracionar as refeições, reduzir as quantidades,</p><p>evitar estresse e não se deitar após comer;</p><p>-Líquido junto com as refeições.</p><p>Dieta fracionada (6 refeições por dia) e menor</p><p>volume;</p><p>-Não ingerir líquidos durante as refeições</p><p>principais;</p><p>-Não utilizar o leite puro como forma de</p><p>neutralizar o sintoma (efeito rebote sobre a</p><p>secreção ácida);</p><p>CONSTIPAÇÃO INTESTINAL</p><p>Ação relaxante da progesterona se estende também ao intestino,</p><p>reduzindo a velocidade de trânsito do bolo fecal + compressão do útero</p><p>gravídico sobre a parede do cólon e à diminuição de exercícios físicos.</p><p>Obs.: A evolução deste quadro pode levar ao aparecimento de</p><p>hemorroidas e sangramento retal.</p><p>Está associada também a:</p><p> Erros alimentares – baixa ingestão</p><p>de fibras;</p><p>Baixa ingestão de água;</p><p>Sedentarismo;</p><p>Suplementação de ferro</p><p>Alta prevalência ⇨ 10% a 40% das</p><p>gestantes</p><p>Medidas de prevenção:</p><p>1. Ingestão de água;</p><p>2. Presença de verduras cruas ou cozidas</p><p>nas refeições;</p><p>3. Pães com fibras;</p><p>4. Frutas secas como lanches (ameixas,</p><p>damascos, figos);</p><p>5. Evitar alimentos flatulentos (ricos em</p><p>enxofre)</p><p>6. Caminhadas regulares (mínimo 3 x por</p><p>semana);</p><p>7. Mastigar bem os alimentos e comer</p><p>devagar.</p><p> Laxantes não são recomendados</p><p>⇨somente supervisão médica</p><p>CEFALEIA</p><p>Evitar alimentos estimulantes como: cafeína, açúcar, alimentos</p><p>condimentados.</p><p>Aumentar a ingestão hídrica.</p><p>PICAMALACIA</p><p>Sintoma em que a gestante</p><p>apresenta vontade</p><p>incontrolável de ingerir</p><p>substâncias não alimentares</p><p>Gelo Terra Barro Goma Carvão Cinzas Naftalina</p><p>Frutas</p><p>Verdes</p><p>Etiologia desconhecida</p><p>Possíveis hipóteses:</p><p>Alívio das náuseas e vômitos;</p><p>Suprimento de deficiências de cálcio e ferro contidos na maioria</p><p>das substâncias alvo dessas compulsões;</p><p>Problemas emocionais ou familiares;</p><p>Consequências:</p><p>Infecções por parasitas;</p><p>Riscos de contaminação por substâncias tóxicas;</p><p>Deficiências nutricionais – diminuição do suprimento de nutrientes</p><p>saudáveis</p><p>SIALORRÉIA</p><p>Salivação excessiva</p><p>Conduta:</p><p>Explicar a gestante que se trata de um sinal comum na</p><p>gestação</p><p>Indicar dieta fracionada, com menor volume</p><p>Orientar para deglutir a saliva</p><p>Aumentar a ingestão de líquidos</p><p>Estimular o consumo de frutas com caldo</p><p>Orientação semelhante à indicada para náuseas e vômitos</p><p>Fatores de risco na gestação</p><p>Profª. Mestra Danielle Alice Vieira</p><p>Álcool</p><p> ⇧ doses prejudicam o transporte de O2 pelo cordão</p><p>umbilical = prejuízos na divisão de células (em número</p><p>e anormalidades) = danos cerebrais fetais no início da</p><p>gestação</p><p> Efeito vasodilatador: atravessa placenta e atinge o</p><p>líquido amniótico e tecidos fetais</p><p> Consequências:</p><p> RNBP,</p><p> abortos espontâneos,</p><p> Síndrome alcoólica Fetal (SAF – início da gravi-</p><p>dez = malformações)</p><p>Cabeça: pequena</p><p>Testa: estreita, recuada</p><p>Nariz: curto, p/ cima,</p><p>ponte nasal achatada</p><p>Mandíbula: subdesenvolvida,</p><p>queixo recuado,</p><p>maxilar recuado ou achatado</p><p>SAF</p><p>SÍNDROME ALCOÓLICA</p><p>FETAL</p><p>As fumantes apresentam até 10% de redução</p><p>da capacidade de transportar oxigênio ⇨</p><p>hipóxia fetal ⇩ suprimento de nutrientes e</p><p>remoção de resíduos</p><p>risco aumentado para RCIU, RNBP,</p><p>mortalidade perinatal.</p><p>Fumantes se alimentam menos, interferindo</p><p>nas necessidades e na nutrição da gestante.</p><p>Fumantes necessitam diariamente 3 x mais</p><p>folato e 2 x mais vitamina C do que as não</p><p>fumantes.</p><p>CAFEÍNA</p><p>• Essa substância pode atravessar a placenta</p><p>e causar alterações da frequência cardíaca</p><p>e da respiração fetal</p><p>• Estudos experimentais apontam para o USO</p><p>EXCESSIVO (DOSES MACIÇAS) associado</p><p>a ocorrência de RNBP e teratogenicidade,</p><p>apesar de ainda não conclusivos.</p><p>• 10 a 14 xícaras de café diárias para risco ⇧</p><p>de malformações</p><p>• Recomendação: 2 a 3 xícaras pequenas/dia</p><p>(100 a 150 ml).</p><p>• Controlar também o consumo de bebidas</p><p>que contém cafeína – chás, refrigerantes e</p><p>chocolates</p><p>O organismo feminino ainda encontra-se em processo de maturação.</p><p>NEE diferenciadas</p><p>Avaliação antropométrica específica.</p><p>Doenças comuns no período</p><p>gestação</p><p>Profª. Mestra Danielle Alice Vieira</p><p>SÍNDROMES HIPERTENSIVAS NA GESTAÇÃO</p><p>O termo hipertensão induzida pela gestação</p><p>refere-se ao aumento da pressão arterial que se</p><p>manifesta apenas na gravidez.</p><p>distúrbios hipertensivos são as</p><p>complicações médicas de maior</p><p>relevância durante o período</p><p>gravídico-puerperal</p><p>Classificação dos níveis pressóricos</p><p>Classificação PAS (mmHg) PAD (mmHg)</p><p>Normal < 120 < 80</p><p>Pré-hipertensão 120- 139 80-89</p><p>Hipertensão</p><p>Estágio 1</p><p>140-159 90-99</p><p>Hipertensão</p><p>Estágio 2</p><p>≥ 160 ≥100</p><p>Fonte: MS, 2006</p><p>PA sistólica > 140 mmHg e/ou diastólica > 90 mmHg</p><p>Parâmetros/Classificação</p><p>A HAS na gestação é classificada em:</p><p>pré-eclâmpsia</p><p>eclâmpsia</p><p>pré-eclâmpsia superposta à hipertensão crônica</p><p>hipertensão gestacional (transitória ou crônica)</p><p>Hipertensão crônica</p><p>Sociedade Brasileira de Hipertensão, 2010.</p><p>Pré-eclâmpsia superposta à HAS</p><p>crônica - elevação aguda da PA, com</p><p>proteinúria, trombocitopenia ou</p><p>anormalidades da função hepática, em</p><p>gestantes portadoras de HAS crônica,</p><p>após a 20ª semana gestacional.</p><p>Pré-eclâmpsia - caracterizada pelo</p><p>aparecimento de HAS e proteinúria (></p><p>300 mg/24h) após a 20ª semana de</p><p>gestação em mulheres previamente</p><p>normotensas.</p><p>Eclâmpsia - corresponde à pré-</p><p>eclâmpsia complicada por convulsões</p><p>que não podem ser atribuídas a outras</p><p>causas.</p><p>Hipertensão gestacional é caracterizada por HA</p><p>detectada após a 20ª semana, sem proteinúria,</p><p>podendo ser definida como</p><p>“Transitória”, quando ocorre normalização após o</p><p>parto.</p><p>“Crônica”, quando persiste a hipertensão (12</p><p>semanas após o parto).</p><p>HAS crônica - hipertensão registrada antes da</p><p>gestação, no período que precede a 20ª semana de</p><p>gravidez.</p><p>RNBP</p><p>ASFIXIA</p><p>ÓBITO MATERNO</p><p>FETAL</p><p>Fatores de Risco</p><p>Gestantes obesas;</p><p>Baixa estatura;</p><p>História pessoal</p><p>ou familiar de</p><p>HAS e doença</p><p>renal</p><p>Clima frio;</p><p>Alta umidade;</p><p>Altitude</p><p>(hipovolemia)</p><p>Morbidades</p><p>associadas: DM</p><p>com proteinúria,</p><p>HAS, nefropatia</p><p>hipertensiva</p><p>Primigestas;</p><p>Idade superior a</p><p>40 e inferior a 16</p><p>anos</p><p>Genética</p><p>Raça negra;</p><p>Etnia hindu,</p><p>árabe e judias</p><p>iraquianas</p><p>Dieta com</p><p>baixo teor de</p><p>proteína e de</p><p>cálcio</p><p>Menor</p><p>escolaridade;</p><p>Trabalho fora do</p><p>domicílio</p><p>Grupo sanguíneo</p><p>AB</p><p>Gestação múltipla Polidramnia</p><p>Fecundação</p><p>Tolerância imunológica</p><p>Prostraglandinas Prostaciclina</p><p>Redução de troboxano</p><p>Vasodilatação</p><p>generalizada</p><p>Alterações</p><p>bioquímicas e</p><p>morfológicas</p><p>Aumento do volume plasmático materno</p><p>Alterações no período gestacional</p><p>(-) vasodilatação;</p><p>Ativação de sustâncias</p><p>que estimulam</p><p>constrição.</p><p>Na tentativa de manter os níveis</p><p>adequados de fluxo sanguíneo mesmo</p><p>em um ambiente com resistência...</p><p>Elevação da</p><p>pressão</p><p>Síndrome HELLP</p><p>• É o quadro clínico que acontece do agravamento da pré-</p><p>eclâmpsia, caracterizado por hemólise, aumento das</p><p>enzimas hepáticas (TGO e TGP) e plaquetopenia (<</p><p>100.000/m³).</p><p>• HELLP completa e parcial.</p><p>• Sinais que demonstram a gravidade: ICC, hepatomegalia</p><p>dolorosa, icterícia, cianose e diurese inferior a 500/24h.</p><p>• Mortalidade elevada: Materna 24 %; Perinatal 60%.</p><p>ISQUEMIA PLACENTÁRIA, COM LIBERAÇÃO DO</p><p>FATOR CIRCULANTE TÓXICO ENDOTELIAL (FCTE)</p><p>Dano endotelial =>Agregação e consumo de</p><p>plaquetas, além da ativação do sistema da</p><p>coagulação e depósito de fibrina nas paredes</p><p>vasculares.</p><p>Em nível hepático,=>Necrose hepatocelular</p><p>e hemorragia no espaço de Disse,</p><p>explicando o aumento das transaminases.</p><p>Critérios laboratoriais para diagnóstico</p><p>da Síndrome HELLP</p><p>Peraçoli & Parpinelli, 2005</p><p>MEDIDAS NÃO FARMACOLÓGICAS PARA</p><p>CONTROLE</p><p>Medidas com maior</p><p>eficácia</p><p>Medidas sem</p><p>avaliação definida</p><p>Medidas associadas.</p><p>Controle do ganho de</p><p>peso corpóreo</p><p>Suplementação de Ca e</p><p>Mg</p><p>Abandono do tabagismo</p><p>Redução da ingestão de</p><p>Na</p><p>Dieta rica em fibras Controle das</p><p>dislipidemias</p><p>Aumento da ingestão de</p><p>K</p><p>Medidas antiestresse Controle do Diabetes</p><p>Mellitus</p><p>Redução do consumo de</p><p>bebidas alcóolicas</p><p>Evitar droga que elevem</p><p>a pressão arterial</p><p>sistêmica.</p><p>Exercícios físicos</p><p>regulares</p><p>O papel da Nutrição na</p><p>DHEG</p><p>• PROTEÍNAS:</p><p>• Tem grande papel na gestação devido ao rápido</p><p>processo de crescimento;</p><p>• HIPERPROTEICA-Facilitar a síntese de</p><p>albumina: (≥ 2g/Kg/dia)</p><p>- Albumina: manutenção do volume vascular e do</p><p>equilíbrio hidroeletrolítico (profilaxia do edema);</p><p>- Transporte de lipídios (lipoproteínas);</p><p>Priorizar proteínas de Alto valor biológico;</p><p>Nutrientes envolvidos na gênese ou</p><p>proteção das SHG</p><p>SÓDIO</p><p>EXCESSO DE SÓDIO</p><p>AUMENTO DA VOLEMIA</p><p>HAS</p><p>AUMENTO DA RESISTÊNCIA VASCULAR PERIFÉRICA</p><p>AUMENTO DO DÉBITO CARDÍACO</p><p>• ATENÇÃO!</p><p>• Não existem estudos que defendam a restrição</p><p>severa de sódio </p><p>-Está associado a aumento de edema;</p><p>- Perda de peso no último trimestre;</p><p>-Pode levar a redução na ingestão de energia, PTN, cálcio,</p><p>zinco, magnésio,ferro e colesterol;</p><p>-Ganho de peso limitado.</p><p>Orientar a evitar alimentos com alto teor de sódio, mas permitir</p><p>o sal de adição de forma palatável dentro dos limites saudável</p><p>para um adulto, 5 a 6 g de NaCl.</p><p>Nutrientes envolvidos na gênese ou</p><p>proteção das SHG; 1g DE SAL= 400mg DE SÓDIO</p><p>• CÁLCIO:</p><p>baixa ingestão: estimula o hormônio paratireoidano Contração da</p><p>musculatura lisa vasoconstricção Aumento da PA.</p><p>- Estudos demonstraram benefícios com a suplementação</p><p>de cálcio (diminuição da prevalência de SHG).</p><p>- Aumento da demanda para atender as necessidades</p><p>fetais.</p><p>- Recomendação: avaliar a alimentação da gestante se</p><p>baixa nas fontes de cálcio e houver risco para SHG,</p><p>recomendar suplementação de cálcio (dieta e</p><p>suplementação pode chegar a 2000mg).</p><p>LIPIDEOS</p><p>Lipídios => mais próximo de 25%;</p><p>Suplementação diária com ácido linoléico (w-6</p><p>polinsaturado) reduziu pa e e prolongou a gravidez</p><p>em pacientes compré-eclâmpsia (magness et</p><p>al,1991)</p><p>Ausência de HAS e pré eclâmpsia em pacientes que</p><p>receberam suplementação de ácidos graxos w-3 e</p><p>w-6</p><p>São necessários maiores estudos para esclarecer</p><p>relação entre a suplementação lipídica e dheg.</p><p>Obesidade gestacional</p><p>Obesidade é uma doença endócrino-metabólica crônica, de origem</p><p>multifatorial</p><p>Aumento da gordura</p><p>corporal e do tecido</p><p>adiposo</p><p>Definição</p><p>Fator de</p><p>risco!!!!</p><p>Definição</p><p>Epidemiologia</p><p>56,5%</p><p>49,1%</p><p>VIGITEL 2014</p><p>Mulheres na idade</p><p>reprodutiva.</p><p>Epidemiologia</p><p>Obesidade gestacional</p><p>Avaliação e cuidado nutricional pré-</p><p>natal</p><p>Identificação e intervenção precoce</p><p>em gestantes com inadequação do EN</p><p>Forte impacto no resultado</p><p>obstétrico</p><p>Obesidade gestacional</p><p>Obesidade gestacional</p><p>• Estado nutricional pré-gestacional;</p><p>• consumo energético;</p><p>• Fatores sociodemográficos (escolaridade e</p><p>idade);</p><p>• Paridade e intervalo interpartal;</p><p>• Fatores comportamentais (tabagismo,</p><p>sedentarismo, etc).</p><p>Obesidade gestacional</p><p>Obesidade gestacional</p><p>Riscos</p><p>maternos e</p><p>fetais</p><p>Complicações Maternas da Obesidade Gestacional</p><p>O diabetes mellitus gestacional,</p><p>estão diretamente relacionados com</p><p>o IMC materno</p><p>redução da</p><p>sensibilidade à</p><p>insulina</p><p>obesidade gestação</p><p>Complicações Maternas da Obesidade Gestacional</p><p>Estudo internacional, multicêntrico e epidemiológico que incluiu 15 centros em</p><p>9 países, concluiu que um elevado IMC materno está associado a uma maior</p><p>frequência hipertensão gestacional e da PE.</p><p>Bjog et al. 2010; Bonnesen et al. 2013; Crane et al. 2013.</p><p>OBESIDA</p><p>DE</p><p>R</p><p>I</p><p>Disfunçã</p><p>o</p><p>endotelia</p><p>l</p><p>Estresse</p><p>oxidativo</p><p>Complicações Fetais da Obesidade Gestacional</p><p>Estímulo ao ganho de peso do</p><p>concepto</p><p>Catalano, 2013.</p><p>Obesidade</p><p>Hiperinsulinemia</p><p>A disponibilização excessiva de</p><p>nutrientes maternos que ocorre na</p><p>gestação</p><p>Predisposição de obesidade para o filho</p><p>herança poligênica na determinação da</p><p>obesidade.</p><p>Pais obesos Risco</p><p>Nenhum 9%</p><p>Um 50%</p><p>Ambos 80%</p><p>Complicações Fetais da Obesidade Gestacional</p><p>GESTANTE OBESA</p><p>Tratamento envolve mudança de comportamento</p><p>alimentar.</p><p>Gestação ⇒ aumento do metabolismo basal ⇒ redução</p><p>energética não é tão drástica (VET)</p><p>Importante: controle da velocidade de ganho de peso</p><p>(200 a 300g / semana a partir do 2º trimestre)</p><p>Dieta normocalórica (36 kcal/ kg peso ideal para a</p><p>semana gestacional) ou hipocalórica (25 a 30 kcal / kg</p><p>peso ideal) na presença de complicações (HAS ou DG).</p><p>Dietas de 2000 a 2200 kcal + fracionamento +</p><p>priorizar CHO complexos. Atenção: garantir</p><p>fornecimento de glicose</p><p>Intervenção com base em avaliação dietética detalhada</p><p>(Rec 24h + inquérito de frequência)</p><p>Manejo Nutricional da Gestante Obesa</p><p>DIABETES MELLITUS</p><p>Diabetes: Intolerância à glicose no organismo</p><p>resultado da diminuição da ação do hormônio</p><p>insulina (resistência à insulina) ou a não produção</p><p>deste no organismo.</p><p>TIPOS DE DIABETES</p><p>Diabetes tipo 1: caracterizada pela destruição das células beta do</p><p>pâncreas conduzindo a uma carência total de insulina;</p><p>Diabetes tipo 2: se caracteriza pela insulinoresistência ou déficit</p><p>relativo de secreção de insulina.</p><p>Diabetes gestacional: intolerância à glicose, diagnosticada pela</p><p>primeira vez na gestação, resultado do estresse fisiológico imposto pela</p><p>gravidez e fatores predeterminantes (genéticos e ambientais), que pode</p><p>ou não persistir após o parto.</p><p>FATORES DE RISCO</p><p>• Obesidade severa ou ganho de peso excessivo</p><p>durante a gestação;</p><p>• História familiar de DMG e fetos grandes para a</p><p>idade gestacional (GIG);</p><p>• História familiar de DM2;</p><p>• Presença de glicosúria;</p><p>• Síndrome de Ovários</p><p>policísticos.</p><p>FISIOPATOLOGIA DIABETES GESTACIONAL</p><p>RESISTÊNCIA À INSULINA-</p><p>HIPERGLICEMIA</p><p>Na Diabetes Gestacional ocorre uma incapacidade de secretar MAIS insulina na</p><p>quantidade necessária à demanda, levando ao aumento da concentração de</p><p>glicose sanguínea no período pós-prandial.</p><p>Isto ocorre no período do final do 2º e 3 trimestre.</p><p>Gestação habitual:</p><p>Mais produção de insulina no</p><p>pâncreas pra compensar.</p><p>Sua fisiopatologia é explicada</p><p>pela elevação de hormônios</p><p>contra reguladores da</p><p>insulina, pelo estresse</p><p>fisiológico imposto pela</p><p>gravidez</p><p>e a fatores</p><p>predeterminantes (genéticos</p><p>ou ambientais).</p><p>O principal hormônio relacionado</p><p>com a resistência à insulina durante a</p><p>gravidez é o hormônio lactogênio</p><p>placentário, contudo, sabe-se hoje</p><p>que outros hormônios</p><p>hiperglicemiantes como cortisol,</p><p>estrógeno, progesterona e prolactina</p><p>também estão envolvidos.</p><p>ALGORTIMO DE RASTREAMENTO</p><p>Fonte: Diretriz SBD, 2009 TOTG: Teste Oral de Tolerância à Glicose</p><p>RASTREAMENTO E DIAGNÓSTICO DA</p><p>DMG</p><p>Tempo/Teste TOTG/100g ou 75g</p><p>Jejum ≥95 mg/dL</p><p>1h ≥180 mg/dL</p><p>2h ≥ 155 mg/dL</p><p>TRATAMENTO</p><p>• Monitoramento da glicemia;</p><p>• Atividade física;</p><p>• Planejamento dietético;</p><p>• Insulinoterapia: 10 a 20% das gestantes</p><p>necessitam realizar este tratamento.</p><p>METAS TERAPÊUTICAS:</p><p>Glicemia de jejum: 95-100 mg/dL</p><p>Glicemia pós-prandial após 1h: <140 mg/dL</p><p>Glicemia pós-prandial após 2h: < 120 mg/dL</p><p>DIETOTERAPIA</p><p>• Carboidratos: 45 a 55% do Valor calórico total.</p><p>- A distribuição de carboidratos ao longo do dia é</p><p>muito importante para a resposta glicêmica.</p><p>- É necessário controlar quantidade e qualidade dos</p><p>carboidratos ingeridos;</p><p>• Fibras: Importantes aliadas na terapia nutricional</p><p>da gestante diabética;</p><p>• Proteínas: tem recomendações semelhantes de uma</p><p>gestante saudável.</p><p>• Lipídios: melhorar ingestão de gorduras poli e</p><p>monoinsaturadas. Evitar ao máximo gordura trans.</p><p>Consumir dentro dos limites gordura saturada.</p><p>Edulcorantes:</p><p> Estévia (Finn / Adocyl) Uso considerado seguro na gestação - Não há</p><p>evidências de complicações.</p><p> Sucralose e Acessulfame-K Parecem ser seguros – não são</p><p>metabolizados no organismo.</p><p> Ciclamato e Sacarina (Zero-Cal) Devem ser evitados na gestação –</p><p>Carcinogênicos?</p><p> Ingestão Diária Aceitável 1 mg/kg/dia (OMS)</p><p>Terapia Nutricional</p><p>CONSUMO DE ADOÇANTES ARTIFICIAIS</p><p>• Adoçantes aprovados pela ADA: acesulfame-k,</p><p>aspartame, sucralose e estévia.</p><p>• O uso do aspartame é discutido devido à exposição fetal</p><p>ao ácido aspártico, fenialanina e metanol, podendo</p><p>prejudicar o crescimento, peso ou causar distúrbios</p><p>neurológicos no feto.</p><p>Os aminoácidos, normalmente, atravessam a</p><p>placenta para nutrir o feto. Porém, as quantidades</p><p>que o feto recebe não são prejudiciais, mesmo em</p><p>doses aumentadas, segundo a ADA.</p><p>Recomenda-se restrição no consumo de sacarina e ciclamato devido à</p><p>falta de informações conclusivas.</p><p>CONSEQUÊNCIAS:</p><p>• Abortamentos;</p><p>• Hipoglicemias fetais;</p><p>• Prematuridade;</p><p>• Macrossomia fetal (bebês grandes para idade</p><p>gestacional);</p><p>• Infecção do trato urinário materna;</p><p>• Vulvovaginites;</p><p>• DHEG;</p><p>• Mortalidade perinatal;</p><p>Vamos praticar?</p>