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<p>Projeto de Redes</p><p>Material Teórico</p><p>Responsável pelo Conteúdo:</p><p>Prof. Me. Giulio Guiyti Rossignolo Suzumura</p><p>Revisão Textual:</p><p>Prof. Esp. Claudio Brites</p><p>Gerenciamento de Projetos e Análise de Requisitos</p><p>• Introdução;</p><p>• Gerenciamento de Projetos;</p><p>• Análise de Requisitos.</p><p>• Compreender que para um projeto seja bem-sucedido, sempre será necessário ha-</p><p>ver uma supervisão sobre suas etapas de construção. O Gerenciamento de Projetos,</p><p>desenvolvido por referências específi cas, auxilia na construção de quaisquer tipos de</p><p>cenários. Como o nosso foco são redes de computadores, iniciaremos pela principal</p><p>tarefa para se criar um projeto de redes, ou seja, analisando e levantando os requisi-</p><p>tos do projeto. Reconhecer as necessidades de um projeto pode parecer algo trivial,</p><p>porém, é necessário garimpar dados para extrair a real necessidade de um cliente</p><p>para se criar um projeto adequado e viável. Nesta unidade, você aprenderá como</p><p>coletar informações para futuramente produzir um projeto de redes.</p><p>OBJETIVO DE APRENDIZADO</p><p>Gerenciamento de Projetos</p><p>e Análise de Requisitos</p><p>Orientações de estudo</p><p>Para que o conteúdo desta Disciplina seja bem</p><p>aproveitado e haja maior aplicabilidade na sua</p><p>formação acadêmica e atuação profissional, siga</p><p>algumas recomendações básicas:</p><p>Assim:</p><p>Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte</p><p>da sua rotina. Por exemplo, você poderá determinar um dia e</p><p>horário fixos como seu “momento do estudo”;</p><p>Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar; lembre-se de que uma</p><p>alimentação saudável pode proporcionar melhor aproveitamento do estudo;</p><p>No material de cada Unidade, há leituras indicadas e, entre elas, artigos científicos, livros, vídeos e</p><p>sites para aprofundar os conhecimentos adquiridos ao longo da Unidade. Além disso, você tam-</p><p>bém encontrará sugestões de conteúdo extra no item Material Complementar, que ampliarão</p><p>sua interpretação e auxiliarão no pleno entendimento dos temas abordados;</p><p>Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de discus-</p><p>são, pois irão auxiliar a verificar o quanto você absorveu de conhecimento, além de propiciar o</p><p>contato com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de troca de ideias e</p><p>de aprendizagem.</p><p>Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte</p><p>Mantenha o foco!</p><p>Evite se distrair com</p><p>as redes sociais.</p><p>Mantenha o foco!</p><p>Evite se distrair com</p><p>as redes sociais.</p><p>Determine um</p><p>horário fixo</p><p>para estudar.</p><p>Aproveite as</p><p>indicações</p><p>de Material</p><p>Complementar.</p><p>Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar; lembre-se de que uma</p><p>Não se esqueça</p><p>de se alimentar</p><p>e de se manter</p><p>hidratado.</p><p>Aproveite as</p><p>Conserve seu</p><p>material e local de</p><p>estudos sempre</p><p>organizados.</p><p>Procure manter</p><p>contato com seus</p><p>colegas e tutores</p><p>para trocar ideias!</p><p>Isso amplia a</p><p>aprendizagem.</p><p>Seja original!</p><p>Nunca plagie</p><p>trabalhos.</p><p>UNIDADE Gerenciamento de Projetos e Análise de Requisitos</p><p>Introdução</p><p>Imagine duas situações: na primeira, uma família deseja reformar o banheiro</p><p>da casa onde vivem e, em uma outra, uma pessoa que quer fazer um aplicativo de</p><p>celular para facilitar a venda de ovos em domicílios. O que essas duas situações têm</p><p>em comum? Ambas têm objetivos fins e podem ser classificados como projetos.</p><p>Projetos podem ser definidos como objetivos definidos e claros, seja para criar</p><p>um produto, serviço, processo ou resultado, com uma sequência de atividades que</p><p>devem ser desenvolvidas com duração e recursos limitados.</p><p>Para satisfazer um projeto com os recursos necessários dentro de um prazo</p><p>estabelecido, é necessário haver uma supervisão, ou seja, um gerenciamento, com</p><p>o intuito de aplicar conhecimentos, habilidades e técnicas específicas para os dife-</p><p>rentes tipos do projeto.</p><p>Gerenciamento de Projetos</p><p>Para apresentar o que é o Gerenciamento de Projetos, é necessário um pouco</p><p>de história, citar as principais referências que devem ser seguidas para que se possa</p><p>compreender este estudo.</p><p>Em 1969, nos Estados Unidos, mais precisamente na Pensilvânia, surgiu o Ins-</p><p>tituto de Gerenciamento de Projetos PMI (Project Management Institute), um</p><p>grupo formado por profissionais para discutir e compilar as melhores práticas do</p><p>gerenciamento de projetos, que criou e deu formato ao guia PMBOK (Project Ma-</p><p>nagement Body of Knowledge).</p><p>Uma breve história do gerenciamento de projetos pode ser encontrada em: https://goo.gl/bLtkpt</p><p>Guia PMBOK® e Padrões: https://goo.gl/YJSzLb. Ex</p><p>pl</p><p>or</p><p>Utilizando as boas práticas em gerenciamento de</p><p>projetos e prerrogativas do PMI, orientações sobre ge-</p><p>renciamento de projetos foram compiladas e publicadas</p><p>no documento de orientação ISO 21500 em 2012 pela</p><p>Organização Internacional de Normalização ISO (Inter-</p><p>national Organization for Standardization).</p><p>A ISO 21500:2012 for-</p><p>nece orientações sobre</p><p>gerenciamento de pro-</p><p>jeto; já a qualidade de</p><p>projetos é tratada pela</p><p>ISO 10006:2003.</p><p>A crescente demanda de rapidez na entrega de projetos com menores recur-</p><p>sos e garantia de qualidade criou diferentes desafios para quaisquer organizações.</p><p>Com o intuito de satisfazer os diferentes tipos de projetos, o Gerenciamento de</p><p>Projeto teve seus conceitos padronizados seguindo os padrões ISO e o guia do PMI.</p><p>8</p><p>9</p><p>Figura 1 – Gerenciamento de Projetos</p><p>Fonte: iStock/Getty Images</p><p>Resumidamente, o guia PMBOK explora três conceitos fundamentais para projetos:</p><p>• o ciclo de vida do projeto;</p><p>• o processo administrativo do projeto; e</p><p>• as áreas de conhecimento.</p><p>Todos esses conceitos estão intimamente ligados e são determinados de acordo</p><p>com as necessidades e características do projeto, como, por exemplo, a facilidade</p><p>de se definir o escopo do projeto, bem como se haverá valor em entregar uma</p><p>documentação parcial ou integral.</p><p>O guia não determina como deve ser gerenciado um projeto, apenas apre-</p><p>senta boas práticas e deixa livre para o gerente de projeto escolher o que me-</p><p>lhor se adapta ao seu projeto. Além disso, possui valiosas informações identifi-</p><p>cadas por profissionais que, quando usadas, aumentam as chances de sucesso</p><p>em diferentes projetos.</p><p>Gerenciamento de Projetos de Redes</p><p>Trazendo do cenário genérico proposto pelo PMBOK para a área de redes, é</p><p>possível dizer que as interações de um projeto de redes seguem uma metodologia</p><p>tradicional com fases bem definidas de início, meio e fim.</p><p>Inicialmente, devem ser especificadas as necessidades dos clientes do projeto e,</p><p>em seguida, após uma compilação das informações obtidas, é necessário compre-</p><p>ender a viabilidade do projeto. O passo de confeccionar o projeto de redes efeti-</p><p>vamente significa criar a solução lógica e física para o problema; já um passo final</p><p>pode ser interpretado como a entrega do projeto para o cliente, após aprovação</p><p>e validação.</p><p>A implementação da rede, ou seja, a instalação de ativos e passivos de rede, não</p><p>faz parte de um projeto de redes, mas faz uso desse para ser implementada. Sendo</p><p>assim, podemos fazer uma distinção entre o Projeto de Rede e a Implementação</p><p>de Rede.</p><p>9</p><p>UNIDADE Gerenciamento de Projetos e Análise de Requisitos</p><p>Após a apresentação dessas divisões, é fundamental desenvolver a ideia por trás</p><p>de cada etapa proposta para projetar redes. De certa forma, o passo inicial pode</p><p>ser traduzido como: identificar as partes interessadas, analisar os requisitos e</p><p>estudar a viabilidade do projeto. Em seguida, é possível criar os projetos lógicos e</p><p>físico da rede. Já um último passo seria obter a aprovação do projeto e entregar o</p><p>documento contendo todas as informações necessárias para a futura implantação.</p><p>O macroprocesso de Análise de Requisitos será apresentado na sequência. Já</p><p>o Estudo de Viabilidade será formulado na próxima unidade, juntamente com a</p><p>definição das Áreas de Gerenciamento propostas pelo PMBOK, que podem ter os</p><p>conceitos trazidos para projetos de redes.</p><p>Análise de Requisitos</p><p>Requisitos nada mais são do que necessidades. Todo projeto, assim como um</p><p>projeto de redes, começa com o estudo das necessidades</p><p>projetos podem ser</p><p>efetivamente implementados e testados, já outros podem “não sair do papel”.</p><p>Importante!</p><p>Algumas empresas são especializadas em criar projetos, colhendo as informa-</p><p>ções do cliente necessárias para criar um projeto personalizado. O projeto recebido</p><p>pelo cliente pode ser traduzido como o caminho necessário para percorrer. Em</p><p>outras palavras, o projeto apresenta de forma detalhada e objetiva o que o cliente</p><p>precisa pleitear para alcançar seus objetivos.</p><p>12</p><p>13</p><p>Figura 4 – Todo projeto tem um início, meio e fi m</p><p>Fonte: iStock/Getty Images</p><p>Em outros casos, empresas criam e implementam um projeto, ou seja, identifi-</p><p>cam as necessidades, criam o projeto lógico e físico, e também podem vender ativos</p><p>e passivos de rede. Além disso, podem utilizar mão de obra qualificada para instalar</p><p>a infraestrutura necessária, como tubulações, calhas, racks, pisos elevados, etc.</p><p>Com parte da implementação finalizada, é possível realizar testes na rede,</p><p>ou seja, verificar se a instalação prévia ocorreu conforme o previsto e se a rede</p><p>está respondendo conforme o programado, o que significa em nível de hardware</p><p>e software.</p><p>Se o teste for satisfatório, é possível finalizar a implementação, e a rede nova ou</p><p>atualizada passa, então, a ser monitorada. Se houver condições adversas ao espe-</p><p>cificado no projeto, ou seja, problemas que não deveriam ocorrer, será necessário</p><p>realizar uma perícia para descobrir o ponto de falha e sua respectiva causa.</p><p>A estrutura de camadas, proposta pela Metodologia</p><p>Top-Down, pode ser ampliada com as etapas de Imple-</p><p>mentação e Monitoramento, com o intuito de formar</p><p>uma estrutura maior. Esta estrutura ampla pode ser visu-</p><p>alizada como guia para se projetar e implantar uma rede.</p><p>Nesta disciplina, serão tratadas as quatro camadas da</p><p>metodologia Top-Down, porém a documentação não</p><p>será apresentada como um tópico à parte. O processo</p><p>de documentação será realizado após a apresentação</p><p>de cada camada superior. De um modo unificado, os</p><p>fragmentos de documentação formam um Documento</p><p>Final de Projeto de Redes.</p><p>Identi�cação das Necessidades</p><p>Projeto Lógico da Rede</p><p>Projeto Físico da Rede</p><p>Documentação Final</p><p>Implementação</p><p>Monitoramento</p><p>Figura 5 – Estrutura Top-Down de</p><p>projeto e implantação de rede</p><p>13</p><p>UNIDADE Gerenciamento do Tempo</p><p>Identificação das Necessidades</p><p>e Objetivos do Cliente</p><p>Seguindo o conceito das divisões da metodologia Top-Down, de identificar</p><p>as necessidades do cliente e desenvolver os projetos lógico e físico, é possível</p><p>perceber que a primeira etapa já foi estudada durante as duas primeiras unidades</p><p>da disciplina.</p><p>O motivo de se estudar Requisitos e Viabilidade antes da Metodologia foi o de despertar sua</p><p>capacidade de investigação e processo criativo, com a finalidade de extrair e compreender</p><p>os objetivos e metas do cliente.</p><p>Ex</p><p>pl</p><p>or</p><p>O cliente precisa entender que está fazendo um investimento, e não tendo que</p><p>arcar com um custo que não pode evitar. De maneira geral, o intuito é mostrar que</p><p>ele pode ter uma melhor eficiência com a atualização da rede ou melhor solução</p><p>com a rede proposta.</p><p>Todo cliente tem como principal preocupa-</p><p>ção não gastar com recursos desnecessários.</p><p>Infelizmente, muitas vezes, alguns prestado-</p><p>res de serviços convencem o cliente a investir</p><p>em recursos de que ele não precisa. Por outro</p><p>lado, não podemos deixar de atender a requi-</p><p>sitos importantes por economia. Associando-</p><p>-se a viabilidade aos requisitos, o cliente poderá</p><p>perceber melhor por que um determinado cus-</p><p>to é vital.</p><p>Sem uma boa pesquisa, o projeto final não</p><p>tem a mínima chance de satisfazer as necessi-</p><p>dades, que até então podem ser desconhecidas</p><p>pelo cliente, como, por exemplo: preço, fun-</p><p>cionalidade, escalabilidade, capacidade, desem-</p><p>penho, disponibilidade, segurança e gerência.</p><p>Figura 6 – Foco no projeto como investimento</p><p>Fonte: Stock/Getty Images</p><p>As necessidades e objetivos do cliente vão surgir de acordo com o estudo re-</p><p>alizado, durante as entrevistas e reuniões. Portanto, é possível destacar que estas</p><p>informações são variáveis e dinâmicas, sendo necessária uma complementação</p><p>sempre que possível.</p><p>14</p><p>15</p><p>Após uma descoberta abrangente e detalhada das necessidades, a etapa de iden-</p><p>tificação pode ser concluída. Após documentar todas as necessidades, objetivos e</p><p>escopo da rede do cliente, o passo seguinte é desenvolver o projeto lógico e físico</p><p>da rede.</p><p>Ambas as divisões devem ser disponibilizadas no mesmo documento. Primeira-</p><p>mente, cria-se o anteprojeto e, após uma aprovação deste conteúdo, são, então,</p><p>anexados detalhamentos do projeto.</p><p>Importante!</p><p>Um anteprojeto não apresenta desenhos com detalhamentos ou orçamentos da obra.</p><p>Após a validação do anteprojeto, deve-se detalhar tais informações, transformando-o</p><p>efetivamente em um projeto.</p><p>Você Sabia?</p><p>Documentação do Projeto de Rede</p><p>O principal entregável de um projeto se dá através de um documento formal</p><p>contendo a solução que será aplicada para atender aos objetivos do cliente. A do-</p><p>cumentação deve ser basicamente estruturada por:</p><p>• Resumo executivo: pode ser uma página resumindo os pontos importantes</p><p>do projeto, orientando gerentes que julgarão sobre a continuação do projeto.</p><p>O objetivo aqui é vender as vantagens para o negócio. Não é interessante</p><p>mencionar aspectos técnicos nesta seção. Foque nos negócios.</p><p>• Objetivo do projeto: apresente a finalidade do projeto, ou seja, a descrição</p><p>do principal objetivo de negócio, por exemplo como a empresa ficará mais</p><p>competitiva no seu negócio. Deixe claro em um parágrafo único que você</p><p>entende como a nova rede vai afetar a empresa.</p><p>• Escopo do projeto: o escopo é tudo o que deve ser feito para se atingir o</p><p>objetivo do projeto, o que o projeto deve entregar. Apresente o tamanho do</p><p>projeto e se a rede é nova ou uma extensão da rede existente, ou seja, o que</p><p>faz e o que não faz parte do projeto. Nesta seção, é interessante mencionar as</p><p>áreas e departamentos afetados.</p><p>• Requisitos: em ordem de prioridade e evidenciando os objetivos críticos, liste</p><p>todos os objetivos, tanto de negócios quanto técnicos. Mostre os tradeoffs que o</p><p>cliente aceitou fazer, por exemplo, usando uma tabela de priorização de objetivos.</p><p>15</p><p>UNIDADE Gerenciamento do Tempo</p><p>• Estado atual da rede: se no escopo foi apresentado o projeto como uma ex-</p><p>tensão da rede, use alguns mapas de alto nível para apresentar a estrutura da</p><p>rede atual e seus parâmetros de desempenho. É possível apresentar VLANs,</p><p>segmentos, firewalls, endereçamento, etc.</p><p>• Projeto da rede lógica: mostre a topologia e demais informações, como ende-</p><p>reçamento e nomenclatura. Também é possível listar protocolos de switching/</p><p>roteamento e recomendações sobre arquitetura e produtos para a gerência.</p><p>• Projeto da rede física: apresentação do mapa da rede, tecnologias, dispositi-</p><p>vos a serem adquiridos, cabeamento estruturado, escolha de provedores, orça-</p><p>mentos e todo o conteúdo que concerne informação sobre a estrutura da rede.</p><p>• Plano de implementação e testes: recomendações e cronograma sobre a</p><p>implantação da rede, porém este plano não deve ser detalhado se você não for</p><p>o responsável pela implantação. Em alguns casos, é interessante apresentar</p><p>testes ou evidências de que o projeto será um sucesso.</p><p>• Orçamento e ROI: é necessário documentar o orçamento disponível, incluin-</p><p>do aquisição de hardware, software, serviços de terceiros, capacitações. Se</p><p>possível relacionado com as etapas de implementação. Já uma descrição do</p><p>ROI (Retorno de Investimento) é a forma mais fácil de obter a aprovação do</p><p>projeto pelos decisores financeiros.</p><p>• Apêndices: mostrar mapas topológicos e plantas detalhados, diagramas lógi-</p><p>cos, diagramas físicos, especificações de equipamentos, manuais, cronograma</p><p>detalhado com: tarefa, duração, início e fim.</p><p>Importante!</p><p>Assim como não há um roteiro fixo para realizar a descoberta de requisitos, não há um</p><p>documento padrão para se formatar a documentação. A estrutura apresentada deve ser</p><p>interpretada como uma indicação dos tópicos que devem</p><p>ser abordados. Lembre-se:</p><p>quanto mais detalhado for o projeto, maior a possibilidade de sucesso.</p><p>Importante!</p><p>O último material complementar, ao final da unidade, disponibiliza diversos proje-</p><p>tos de rede de caráter didático. Aproveite para compreender melhor sobre a cons-</p><p>trução de um projeto completo.</p><p>Após apresentar esta estrutura comprimida de documentação, está na hora de</p><p>confeccionarmos nosso próprio documento. Para isso, será apresentado um contex-</p><p>to sobre as necessidades de um projeto como exemplo, por meio da problematização</p><p>de um cenário específico, e então daremos início ao processo de documentação.</p><p>16</p><p>17</p><p>Vamos começar?</p><p>As seções que abordam os projetos lógico e físico serão apresentadas nas unidades</p><p>posteriores separadamente, portanto a documentação relativa a estas etapas serão</p><p>apresentadas cada uma em sua unidade.</p><p>Projeto Modelo</p><p>O projeto apresentado a seguir foi dividido em duas etapas:</p><p>• Contexto do Projeto e</p><p>• Documentação do Projeto.</p><p>Este formato foi escolhido pela didática cabível. Em vez de irmos a reuniões</p><p>ou fazermos entrevistas com clientes (cenário ideal), algumas informações foram</p><p>dispostas em um texto. Esta compilação de dados foi denominada como Contexto</p><p>do Projeto.</p><p>Contexto do Projeto</p><p>A UniTec é uma instituição de ensino que visa proporcionar formação Tecno-</p><p>lógica e Profissionalizante, possibilitando, assim, a sua integração no mercado de</p><p>trabalho. Seu campus na cidade de São João da Boa Vista (UniTec-SJBV) dispo-</p><p>nibiliza cursos em diversas áreas, tais como informática, redes de computadores,</p><p>análise e desenvolvimento de sistemas e jogos digitais.</p><p>Será apresentada neste projeto a melhoria da rede existente na instituição, tanto</p><p>nos seus laboratórios didáticos quanto nos outros pontos de redes existentes na</p><p>instituição. Foi constatado pela nossa equipe que a UniTec-SJBV apresenta uma</p><p>estrutura física e lógica deficiente, precisando de melhorias.</p><p>O objetivo deste projeto é fornecer uma estrutura física e lógica com uma me-</p><p>lhor performance para o centro educacional, oferecendo segurança e também in-</p><p>terligando seu sistema com a sua matriz. Para tanto, o link existente, de 1 Mbps,</p><p>deverá ser ampliado para 10 Mbps, e será necessária a implementação VPN para</p><p>prover redundância, caso o link principal falhe.</p><p>Também serão apresentadas soluções para servidores Linux, com a finalidade de re-</p><p>duzir custos de licenças, oferecendo segurança, e melhorar o cabeamento estruturado.</p><p>17</p><p>UNIDADE Gerenciamento do Tempo</p><p>Documentação do Projeto</p><p>Resumo Executivo</p><p>Quando foi inaugurada em 10 de julho de 1997, a UniTec foi estruturada para se</p><p>tornar uma ampla e qualificada rede de ensino profissional. Quatro anos depois, em</p><p>2001, teve início um projeto de expansão que levou a qualidade do ensino UniTec</p><p>a um número maior de cidades, boa parte delas localizada no interior do estado.</p><p>Hoje já são 10 escolas que irão formar pessoal qualificado nas áreas de Informática,</p><p>Redes de Computadores, Análise e Desenvolvimento de Sistemas e Jogos Digitais,</p><p>em Aguaí, São João da Boa Vista, Vargem Grande do Sul e Porto Ferreira. Soma-</p><p>do ao projeto de expansão, a UniTec ampliou o programa de educação inclusiva,</p><p>com a adaptação das escolas e a abertura de vagas para atender portadores de</p><p>deficiência.</p><p>Na Unidade de São João da Boa Vista, um Diretor Geral é responsável pela unidade.</p><p>Um Diretor Adjunto assessora a administração da instituição, tendo subordinados a</p><p>ele as coordenações dos cursos, a secretaria Escolar e o CRI.</p><p>O campus da UniTec-SJBV possui 5 coordenações: Administrativa; Pedagógica;</p><p>Pedagógica Pós-Médio; de Estágio; e Coordenação Técnica. As coordenações são</p><p>responsáveis pela administração das suas respectivas áreas e do controle tanto de</p><p>alunos como de professores dos cursos administrados por elas, havendo em cada</p><p>uma delas um Coordenador Geral e um Coordenador Adjunto.</p><p>A Secretaria escolar é responsável pelo controle das atividades escolar e dos alunos,</p><p>assessorando, assim, as diferentes coordenações de curso.</p><p>Figura 7 – Organograma da UniTec-SJBV</p><p>18</p><p>19</p><p>Esta é uma breve introdução para o exemplo. Quando você for realizar seu próprio proje-</p><p>to, este texto pode ser complementado com pontos importantes apresentados no con-</p><p>texto. Você pode abordar diferentes pontos de vista neste tópico: o projetista, a empresa</p><p>cliente, o negócio do cliente, entre outras informações relevantes.</p><p>Ex</p><p>pl</p><p>or</p><p>Objetivo</p><p>O presente projeto visa melhorar a comunicação da empresa, visto que é apresen-</p><p>tada uma estrutura de rede muito precária, e fornecer novos serviços aos usuários e</p><p>alunos da UniTec-SJBV. Viabilizar a troca de dados entre as diversas coordenações,</p><p>secretaria e a diretoria deste centro de ensino.</p><p>Modernizar as tecnologias, disponibilizar integração das informações, oferecer no-</p><p>vos serviços aos clientes e melhorar a segurança também são alvos deste projeto.</p><p>Mesmo que os objetivos tenham sido passados pelo cliente, a rede deve ser vista como</p><p>uma ferramenta para agregar valor ao negócio.Ex</p><p>pl</p><p>or</p><p>Escopo da Rede</p><p>A UniTec-SJBV possui uma estrutura de rede pequena e que não supre as neces-</p><p>sidades da instituição. Portanto, o projeto se dispõe a suprir estas necessidades e</p><p>oferecer novos serviços e melhoria na comunicação da instituição.</p><p>Os principais tópicos trabalhados no projeto serão:</p><p>• implementação VLANs nos laboratórios de informática e a comunicação entre eles;</p><p>• melhoria e organização do cabeamento de rede usando uma estrutura de ca-</p><p>beamento estruturado;</p><p>• conexão do campus com a matriz em Aguaí através de link dedicado, criando,</p><p>assim, uma estrutura de rede WAN entre o campus SJBV e a matriz, viabilizan-</p><p>do interligação com os outros polosc</p><p>• implementação de LANs entre as coordenações e a comunicação de dados,</p><p>interligando os Prédios I, II e III, criando pontos de acesso para possível esca-</p><p>lonamento da rede e facilidade do uso da rede.</p><p>Estes parágrafos representam uma lista resumida. Tente abordar conteúdos que você</p><p>aprendeu em outras disciplinas.Ex</p><p>pl</p><p>or</p><p>19</p><p>UNIDADE Gerenciamento do Tempo</p><p>Após conversas com os responsáveis da área de informática e a diretoria da institui-</p><p>ção, foi disponibilizada a verba de R$ 30.000,00 para a implementação do projeto,</p><p>portanto o projeto e os requisitos serão ajustados para serem satisfeitos com base</p><p>neste valor.</p><p>Após a implementação, será necessário realizar treinamentos do corpo adminis-</p><p>trativo da instituição, para que todos possam trabalhar de acordo com os novos</p><p>parâmetros de funcionamento, também será necessário treinar o pessoal técnico,</p><p>validando o projeto para que não haja problemas posteriores.</p><p>Requisitos</p><p>Escalabilidade</p><p>A UniTec possui no momento 117 estações e um Servidor de Banco de dados,</p><p>onde apenas 11 estações estão conectadas à rede existente e 20 máquinas se</p><p>encontram interligadas entre si no Laboratório 01 através de um Hub Encore de</p><p>8 portas e um Switch Encore de 16 portas. Deverão ser interligadas todas as</p><p>estações à rede e prevê-se um possível aumento de mais 30 máquinas, incluindo</p><p>servidores e estações de trabalho para a biblioteca central.</p><p>Após ser implementado, o projeto deverá atender a toda a instituição (Laboratórios,</p><p>Coordenações, Prédios II e III).</p><p>Disponibilidade</p><p>A estrutura apresentada atualmente pelo campus não dispõe de uma solução segura</p><p>caso haja perda de uma conexão ou link, porque não possui redundância entre os</p><p>equipamentos de comunicação da rede.</p><p>Este projeto visa proporcionar uma melhor estrutura que possa fornecer segurança</p><p>e confiabilidade da comunicação, dispondo de uma estrutura centralizada e links</p><p>redundantes para a comunicação entre os prédios, para melhorar a comunicação e</p><p>confiabilidade da rede.</p><p>Segurança</p><p>A rede do campus se encontra apenas com controle de autenticação de logon local</p><p>do Windows por conta de usuário, e para proteção contra vírus é usado o AVG</p><p>Free edition nas estações de trabalho.</p><p>Para melhorar a política de segurança da rede, o projeto se propõe a criar políti-</p><p>cas de autenticação de usuários;</p><p>contas de usuário; utilização de uma política para</p><p>restrições de downloads de arquivos de vídeo e áudio pelos usuários; negação de</p><p>acesso a páginas Web de conteúdo inapropriado ou conteúdos inseguros para a</p><p>rede interna; política de backup de dados para garantir a integridade dos dados; e</p><p>serão instalados servidores Proxy e firewall para detenção de intruso e segurança</p><p>no ambiente Web.</p><p>20</p><p>21</p><p>Usabilidade</p><p>Propõe-se suprir a necessidade de facilidade de uso na rede implementando servi-</p><p>dores de DHCP, permitindo a distribuição de IPs dinâmicos às estações, um servi-</p><p>dor de DNS, para a resolução de nomes e para permitir que os usuários façam as</p><p>suas consultas aos servidores com mais rapidez, e um servidor SAMBA para que</p><p>haja conversação entre estações e servidores com sistema operacional Linux e</p><p>Windows.</p><p>Para a comunicação em rede, será utilizado o protocolo TCP/IP por ser um proto-</p><p>colo que permite a comunicação de redes de diversos tipos e ser independente da</p><p>estrutura da rede física ou lógica da rede implementada.</p><p>Adaptabilidade</p><p>Atualmente, a rede é incapaz de adaptação a novas tecnologias porque não possui</p><p>uma estrutura que permite esta adaptação. O projeto propõe tornar a rede mais</p><p>confiável para a implementação de tecnologias emergentes no mercado, tais como:</p><p>VPN, Internet Wireless, tecnologias ADSL e outras tecnologias de rede que sejam</p><p>compatíveis com as tecnologias Ethernet ou FastEthernet.</p><p>A documentação do projeto modelo desta unidade apresentou as etapas de: Re-</p><p>sumo executivo, Objetivo do projeto, Escopo do projeto, Requisitos. Nas unidades</p><p>posteriores serão disponibilizados o Projeto Lógico e Físico deste mesmo modelo.</p><p>21</p><p>UNIDADE Gerenciamento do Tempo</p><p>Material Complementar</p><p>Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:</p><p>Leitura</p><p>Estudo de Requisitos</p><p>A complexidade de se entender o Estudo de Requisitos pode ser interpretada por meio</p><p>da imagem a seguir:</p><p>https://goo.gl/5k6D3X</p><p>Introdução a Engenharia de Requisitos</p><p>Em Gestão de Projetos, a Análise de Requisitos muitas vezes é definida como Engenharia</p><p>de Requisitos. Um bom artigo referente a este estudo complexo é disponibilizado no</p><p>site da DEVMEDIA:</p><p>https://goo.gl/drU379</p><p>Analyzing Business Goals and Constraints of Network Design</p><p>O capítulo “Analyzing Business Goals” do livro de Priscilla Oppenheimer, disponível</p><p>como cortesia da Cisco Press, apresenta diversos tipos de requisitos e pode ser</p><p>encontrado em:</p><p>https://goo.gl/pVZ8kR</p><p>Requisitos do Negócio | Exemplos</p><p>Uma matéria informal contendo exemplos de Requisitos do Negócio pode ser</p><p>encontrada na página:</p><p>https://goo.gl/892D3i</p><p>Análise de Requisitos</p><p>O site InfoEscola também disponibiliza um bom artigo, de Ana Paula Quiterio, sobre</p><p>a Análise de Requisitos voltada para a Engenharia de Software, que pode ser, de certa</p><p>forma, transposta para Projeto de Redes:</p><p>https://goo.gl/WBM9bk</p><p>22</p><p>23</p><p>Referências</p><p>KUROSE, James F.; ROSS, Keith W. Redes de computadores e a internet: uma</p><p>abordagem top-down. 5ª ed. São Paulo: Addison Wesley, 2010.</p><p>MAIA, Luiz Paulo. Arquitetura de redes de computadores. 2ª ed. Rio de Janei-</p><p>ro: LTC, 2013.</p><p>OLIFER, Natália. Redes de computadores: princípios, tecnologias e protocolos</p><p>para o projeto de redes. Rio de Janeiro: LTC, 2008.</p><p>WHITE, Curt M. Redes de computadores. São Paulo: Cengage Learning, 2013.</p><p>23</p><p>Projeto de Redes</p><p>Material Teórico</p><p>Responsável pelo Conteúdo:</p><p>Prof. Me. Giulio Guiyti Rossignolo Suzumura</p><p>Revisão Textual:</p><p>Prof.ª Esp. Kelciane da Rocha Campos</p><p>Projeto de Redes I</p><p>• Introdução;</p><p>• Topologia da Rede;</p><p>• Endereçamento;</p><p>• Protocolos de Comutação e Roteamento;</p><p>• Projeto Modelo;</p><p>• Projeto da Rede Lógica.</p><p>• Desenvolver o formato básico de um projeto lógico de rede, apresentando as infor-</p><p>mações básicas e necessárias para se agregar a um documento completo. Utilizando</p><p>os requisitos de negócio e os requisitos técnicos especifi cados no projeto modelo da</p><p>unidade anterior, é possível, então, criar o projeto lógico, o que será introduzido no</p><p>fi nal desta unidade.</p><p>OBJETIVO DE APRENDIZADO</p><p>Projeto de Redes I</p><p>Orientações de estudo</p><p>Para que o conteúdo desta Disciplina seja bem</p><p>aproveitado e haja maior aplicabilidade na sua</p><p>formação acadêmica e atuação profissional, siga</p><p>algumas recomendações básicas:</p><p>Assim:</p><p>Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte</p><p>da sua rotina. Por exemplo, você poderá determinar um dia e</p><p>horário fixos como seu “momento do estudo”;</p><p>Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar; lembre-se de que uma</p><p>alimentação saudável pode proporcionar melhor aproveitamento do estudo;</p><p>No material de cada Unidade, há leituras indicadas e, entre elas, artigos científicos, livros, vídeos e</p><p>sites para aprofundar os conhecimentos adquiridos ao longo da Unidade. Além disso, você tam-</p><p>bém encontrará sugestões de conteúdo extra no item Material Complementar, que ampliarão</p><p>sua interpretação e auxiliarão no pleno entendimento dos temas abordados;</p><p>Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de discus-</p><p>são, pois irão auxiliar a verificar o quanto você absorveu de conhecimento, além de propiciar o</p><p>contato com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de troca de ideias e</p><p>de aprendizagem.</p><p>Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte</p><p>Mantenha o foco!</p><p>Evite se distrair com</p><p>as redes sociais.</p><p>Mantenha o foco!</p><p>Evite se distrair com</p><p>as redes sociais.</p><p>Determine um</p><p>horário fixo</p><p>para estudar.</p><p>Aproveite as</p><p>indicações</p><p>de Material</p><p>Complementar.</p><p>Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar; lembre-se de que uma</p><p>Não se esqueça</p><p>de se alimentar</p><p>e de se manter</p><p>hidratado.</p><p>Aproveite as</p><p>Conserve seu</p><p>material e local de</p><p>estudos sempre</p><p>organizados.</p><p>Procure manter</p><p>contato com seus</p><p>colegas e tutores</p><p>para trocar ideias!</p><p>Isso amplia a</p><p>aprendizagem.</p><p>Seja original!</p><p>Nunca plagie</p><p>trabalhos.</p><p>UNIDADE Projeto de Redes I</p><p>Introdução</p><p>Como apresentado na metodologia Top-Down, o desenvolvimento do projeto</p><p>lógico antecede o projeto físico. Isto se deve ao fato de que esta estrutura aumenta</p><p>a chance de alcançar os objetivos do projeto.</p><p>Concentrando-se primeiro na arquitetura lógica da rede, o projetista selecionará</p><p>com mais precisão tecnologias, capacidades e dispositivos que suportarão as metas</p><p>do cliente.</p><p>Nesta fase, o projetista desenvolve uma topologia a partir dos requisitos do pro-</p><p>jeto de rede, baseada no conhecimento adquirido sobre fluxo de tráfego e carga de</p><p>cada segmento da rede.</p><p>As principais etapas para se produzir um projeto lógico são:</p><p>• Topologia da rede;</p><p>• Endereçamento;</p><p>• Nomenclatura;</p><p>• Protocolos de comutação e roteamento.</p><p>Topologia da Rede</p><p>Uma topologia é um mapa de uma rede que indica segmentos de rede, pontos</p><p>de interconexão e comunidades de usuários. Embora os sites geográficos possam</p><p>aparecer no mapa, o objetivo do mapa é mostrar a geometria da rede, não a geo-</p><p>grafia física ou a implementação técnica.</p><p>Os projetos de redes podem ser baseados em três diferentes modelos, sendo eles:</p><p>• modelos hierárquicos;</p><p>• modelos redundantes; e</p><p>• modelos seguros.</p><p>Todos os modelos podem e devem ser</p><p>aplicados ao projeto de diferentes estrutu-</p><p>ras, como redes de campus e redes corpo-</p><p>rativas. A meta deve ser projetar os mo-</p><p>delos hierárquicos, redundantes e seguros</p><p>com base nas metas do cliente. Além disso,</p><p>os modelos não são mutuamente exclusi-</p><p>vos, ou seja, é possível satisfazer mais do</p><p>que um modelo ao mesmo tempo. O ideal é</p><p>apresentar os 3 modelos em um projeto só.</p><p>Redundante (R) Seguro (S)</p><p>Hierárquico (H)</p><p>R+S</p><p>H+SH+R</p><p>H+R+S</p><p>Figura 1 – Sobreposição de modelos de topologia</p><p>8</p><p>9</p><p>Modelos Hierárquicos</p><p>Topologias de Redes Hierárquicas permitem desenvolver uma rede que consiste em</p><p>relacionar muitos componentes de forma modular em camadas. O uso de um modelo</p><p>hierárquico ajuda a maximizar o desempenho da rede, reduzir o tempo de implanta-</p><p>ção, minimizar os custos e solucionar problemas quando a rede estiver em operação.</p><p>Uma topologia</p><p>hierárquica típica é formada por três camadas:</p><p>• camada de núcleo;</p><p>• camada de distribuição; e</p><p>• camada de acesso.</p><p>A camada de núcleo é o backbone da rede corporativa, ou seja, crítica para a</p><p>conectividade entre campus. Esta camada deve ser projetada com componentes</p><p>redundantes, ser altamente confiável e se adaptar rapidamente a mudanças na</p><p>topologia. É formada por roteadores e switches de alta tecnologia, otimizados</p><p>visando ao desempenho.</p><p>A camada de distribuição é o backbone da rede de campus. Esta camada con-</p><p>trola o acesso a recursos, faz o controle de tráfego de rede que atravessa o núcleo,</p><p>realiza roteamento entre VLANs, etc. É formada por roteadores e switches de ve-</p><p>locidade alta. É comum que a tradução de endereços seja realizada nesta camada.</p><p>A camada de acesso fornece aos usuários de segmentos locais o acesso à rede.</p><p>Switches com várias portas são implementados na camada de acesso em redes de</p><p>campus para separar domínios.</p><p>Camada de Núcleo</p><p>Camada de</p><p>Distribuição</p><p>Camada de Acesso</p><p>Campus A Campus B</p><p>Campus C</p><p>Enterprise</p><p>WAN Backbone</p><p>Building C-1 Building C-2</p><p>Figura 2 – Modelo de topologia hierárquica em 3 camadas</p><p>Fonte: Adaptado de iStock/Getty Images</p><p>9</p><p>UNIDADE Projeto de Redes I</p><p>O modelo hierárquico é fácil de entender e facilita possíveis mudanças futuras,</p><p>isto é, as alterações ou eventuais interrupções na rede ficam restritas a uma peque-</p><p>na porção da rede global. Neste sentido, os protocolos de roteamento de conver-</p><p>gência rápida foram projetados para este modelo de topologia.</p><p>A divisão entre as 3 camadas deve ser muito bem controlada, para facilitar a</p><p>solução de possíveis problemas e tornar mais fácil a documentação. Da mesma for-</p><p>ma, deve ser mantido um controle rígido da topologia da rede na camada de acesso</p><p>para evitar a adição de uma quarta camada e assim sucessivamente, prejudicando</p><p>a estabilidade da rede.</p><p>Um projeto começa seu desenvolvimento pela camada de Acesso, passa pela</p><p>camada de Distribuição e por último a Camada de Núcleo é elaborada.</p><p>Para pequenas redes, uma topologia plana pode satisfazer o projeto. Com</p><p>o desenvolvimento de uma rede plana não há hierarquia, assim cada dispositi-</p><p>vo tem essencialmente o mesmo trabalho e a rede não é dividida em camadas</p><p>ou módulos.</p><p>No ENADE de 2011, uma das questões era justamente sobre o modelo hierárquico de cama-</p><p>das: https://youtu.be/KKxQCOe1fzwEx</p><p>pl</p><p>or</p><p>Modelos Redundantes</p><p>Este modelo tem como foco eliminar pontos únicos de falha, ou seja, o re-</p><p>sultado deste objetivo é duplicar qualquer componente que possa vir a falhar em</p><p>situações críticas.</p><p>Como vantagem deste conceito, duplicar links, roteadores, fontes, etc. resulta</p><p>em um aumento no requisito de disponibilidade da rede. Por outro lado, a redun-</p><p>dância aumenta algumas restrições da rede, como a complexidade e o custo, de-</p><p>vendo ser projetada com cuidado.</p><p>A redundância também pode ser útil para o balanceamento de carga, o que au-</p><p>menta o desempenho da rede.</p><p>Caminhos de backup consistem em haver um caminho alternativo caso o prin-</p><p>cipal falhe, portanto o caminho de backup fica inativo enquanto o principal está</p><p>ativo. Normalmente, o backup apresenta menor capacidade que o caminho origi-</p><p>nal, porém o desempenho ainda é aceitável.</p><p>A comutação para o backup pode ser manual, porém é indiscutível que o pro-</p><p>cesso automático resulta em uma maior eficácia, ou seja, sendo mais rápida do que</p><p>uma intervenção humana.</p><p>10</p><p>11</p><p>Camada</p><p>de Acesso</p><p>Camada</p><p>de Distribuição</p><p>Camada</p><p>de Núcleo</p><p>Figura 3 – Modelo de topologia hierárquica em 3 camadas e redundante em todas as camadas</p><p>Fonte: Adaptado de iStock/Getty Images</p><p>Ao analisar circuitos que necessitam de redundância, é interessante conhecer a</p><p>possibilidade ou necessidade de balanceamento de carga. Neste caso, a utilização</p><p>de VLANs em redes de campus facilita a administração da rede e divide domínios,</p><p>porém aumenta a complexidade da rede.</p><p>Nem todo protocolo de roteamento admite balanceamento de carga, por exem-</p><p>plo o RIP; por outro lado, o protocolo OSPF satisfaz essa finalidade. É necessário</p><p>conhecimento sobre cada equipamento estudado e cautela na escolha.</p><p>É comum projetar links redundantes entre switches de redes de campus, porém</p><p>é necessário estar seguro da utilização de switches que implementem o protocolo</p><p>spanning tree.</p><p>Spanning Tree Protocol: é um protocolo utilizado por equipamentos de rede que permite</p><p>resolver problemas de loop. Veja mais em: https://goo.gl/tK1XeZEx</p><p>pl</p><p>or</p><p>A implementação de circuitos WAN redundantes é bem-vinda nestes cenários e,</p><p>dependendo dos requisitos, alguns servidores também necessitam de redundância,</p><p>como, por exemplo, servidores de arquivos, Web, DHCP e banco de dados.</p><p>Modelos Seguros</p><p>Para alguns projetos de rede, a segurança é levada a um grau prioritário, o que</p><p>introduz a ideia de uma rede segura. Este tipo de topologia tem como principal</p><p>tópico a utilização de barreiras para eliminar possíveis falhas de segurança.</p><p>Portanto, esta estrutura topológica visa à segurança como maior prioridade na</p><p>lista de requisitos técnicos, compreendendo os riscos de segurança e desenvolven-</p><p>do planos de contingência e procedimentos para aplicar normas.</p><p>Para se obter camadas seguras na topologia, é importante utilizar sistemas</p><p>de firewalls, garantindo barreiras entre uma ou mais redes. Um firewall pode</p><p>11</p><p>UNIDADE Projeto de Redes I</p><p>ser um roteador com ACLs, um hardware dedicado ou até um software rodan-</p><p>do em um computador.</p><p>Um firewall pode ser colocado na topologia da rede para proteger todo o tráfe-</p><p>go externo do tráfego de uma rede interna, assim uma política de segurança pode</p><p>autorizar ou bloquear quaisquer tipos de eventos.</p><p>Uma topologia segura básica pode ser obtida com a utilização de um roteador</p><p>com recursos de políticas de segurança interconectando a WAN com internet com</p><p>a LAN da empresa. Outra possibilidade é utilizar NAT para esconder os endereços</p><p>internos de usuários externos maliciosos.</p><p>Em cenários onde é necessário publicar dados externos na internet e preservar</p><p>a segurança interna, a topologia segura pode incluir uma LAN pública, com servi-</p><p>dores Web, e-mail, etc.</p><p>Internet</p><p>Firewall Rede</p><p>Corporativa</p><p>DMZ</p><p>Web, File, DNS, Mail Servers</p><p>Figura 4 – Modelo de topologia segura</p><p>Cenários com uma topologia hierárquica, redundante e segura são possíveis</p><p>mesmo com uma abrangente restrição orçamentária. Sendo os três modelos topo-</p><p>lógicos necessários ao cliente, é possível, por exemplo, priorizar a redundância de</p><p>componentes específicos, deixar um computador ser utilizado como firewall, entre</p><p>outras abordagens.</p><p>Em empresas grandes, além de um roteador entre a rede externa e a rede inter-</p><p>na, é recomendado utilizar dispositivos físicos de firewall dedicados.</p><p>Endereçamento</p><p>Utilizar endereços e nomes estruturados facilita a administração da rede, o en-</p><p>tendimento dos mapas de rede, o reconhecimento de dispositivos em rastreamen-</p><p>tos realizados por analisadores de protocolos e o atendimento às metas de facilida-</p><p>de de uso do cliente.</p><p>Endereços e nomes estruturados facilitam a otimização da rede, pois tornam</p><p>fácil a configuração de filtros de rede em firewalls, roteadores e switches.</p><p>12</p><p>13</p><p>Sem estruturação é fácil esgotar os endereços, desperdiçar endereços, introdu-</p><p>zir endereços e nomes duplicados, além de empregar endereços e nomes difíceis</p><p>de administrar.</p><p>O NIC.br, Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR, disponibiliza alguns vídeos so-</p><p>bre como fazer um bom plano de endereçamento IP, como, por exemplo, o vídeo disponível</p><p>em: https://youtu.be/8GjMjZFUMSk</p><p>Ex</p><p>pl</p><p>or</p><p>Tenha em mente que é necessário projetar um modelo estruturado de endereça-</p><p>mento antes de atribuir qualquer endereço, reservando espaço para o crescimento.</p><p>Se não for planejado, este crescimento pode ocasionar erros humanos em confi-</p><p>gurações diversas.</p><p>É interessante atribuir blocos de endereços de forma hierárquica e baseados</p><p>na rede física, evitando-se problemas quando houver mudanças de grupos ou in-</p><p>divíduos. Usar números significativos para atribuir</p><p>endereços também é uma boa</p><p>alternativa para facilitar a administração da rede.</p><p>Utilizar os serviços de DHCP pode</p><p>trazer vantagens para clientes que</p><p>não têm uma equipe de redes pró-</p><p>pria, ou seja, não necessitam de</p><p>uma gerência extensiva da rede.</p><p>Também é possível utilizar NAT (Network Address Translation), ou seja, o</p><p>administrador da rede configura um pool de endereços externos que podem</p><p>ser usados para tradução. Quando um host interno envia um pacote, o en-</p><p>dereço de origem é traduzido dinamicamente para um endereço do pool de</p><p>endereços externos.</p><p>O NAT na rede é um mecanismo descrito na RFC 1631, com o objetivo de realizar a conversão</p><p>de endereços de uma rede interna em endereços válidos para uma rede externa e vice-versa.Ex</p><p>pl</p><p>or</p><p>Nomenclatura</p><p>Um bom modelo de nomenclatura de rede deve permitir ao usuário acesso</p><p>transparente a um serviço através de um nome, em lugar do endereço. Tendo em</p><p>vista que os protocolos de redes exigem um endereço, o sistema do usuário deve</p><p>mapear o nome para um endereço.</p><p>Ao desenvolver um modelo de nomenclatura, deve-se considerar que tipos de</p><p>entidades precisam de nomes, como servidores, roteadores, impressoras, hosts, etc.</p><p>13</p><p>UNIDADE Projeto de Redes I</p><p>Não existe um padrão a ser seguido de nomenclatura; sendo assim, esta pode</p><p>ser sugerida pelo cliente, principalmente se houver uma rede preexistente. Por</p><p>outro lado, quem projeta uma rede pode utilizar características particulares sobre</p><p>estre procedimento.</p><p>Independentemente de que quem atribua o formato da nomenclatura, o pa-</p><p>drão adotado deverá ser seguido em todo o projeto e em qualquer futura exten-</p><p>são da rede.</p><p>Após a elaboração de nomenclaturas específicas, uma importante etapa deve</p><p>ser cumprida, o gerenciamento dessas informações. Se não houver uma adminis-</p><p>tração dos diferentes nomes existentes e normatização para os futuros, não há</p><p>como encontrar pontos de falhas ou outras ocorrências.</p><p>Os nomes devem ser curtos, significativos, não ambíguos e distintos, devendo</p><p>incluir um código local caso seja necessário encontrar o equipamento, tanto no</p><p>mapa topológico, quanto no seu local físico.</p><p>Protocolos de Comutação e Roteamento</p><p>Switches podem implementar o algoritmo spanning tree em uma topologia,</p><p>um protocolo de comutação utilizado para evitar loops. O protocolo IEEE 802.1d</p><p>implementa esta interessante funcionalidade, pois permite a configuração de loops</p><p>físicos entre portas de switches, impondo a existência de somente um caminho</p><p>ativo entre duas estações quaisquer, desativando as portas que não fazem parte da</p><p>árvore de conexões.</p><p>A implementação de VLAN segue a especificação IEEE 802.1q, a qual indica</p><p>um modo de inserir uma identificação de VLAN em um frame do pacote de comu-</p><p>tação. Um switch que implementa o protocolo IEEE 802.1q, ao receber um frame</p><p>de uma estação de origem, insere um VLAN ID entre os cabeçalhos MAC e LLC</p><p>do frame. Este identificador permite que switches encaminhem frames seletiva-</p><p>mente a portas com o mesmo VLAN ID.</p><p>Conhecendo as metas do cliente e informações sobre as características de dife-</p><p>rentes protocolos de roteamento, pode-se tomar uma decisão sensata sobre que</p><p>protocolo de roteamento deve-se recomendar, como RIP, OSPF, etc. Vale lembrar</p><p>que para redes com topologias mais simples pode-se utilizar o roteamento estático,</p><p>ou seja, criar a tabela de roteamento “na mão”.</p><p>Além de apresentar Topologia da Rede, Endereçamento, Nomenclatura e Pro-</p><p>tocolos de Comutação, o Projeto Lógico pode contemplar informações sobre a</p><p>Segurança e Gerenciamento da rede.</p><p>14</p><p>15</p><p>Importante!</p><p>É possível perceber que foram repassados diversos tópicos já conhecidos por você. O in-</p><p>teressante agora é montar um projeto de redes baseado nos estudos realizados até aqui.</p><p>Em Síntese</p><p>Projeto Modelo</p><p>Seguindo o conceito do projeto apresentado</p><p>na unidade III, onde foi apresentado o contexto</p><p>do projeto e realizado o início da documenta-</p><p>ção, nesta etapa o projeto será estendido com a</p><p>documentação do projeto lógico da rede.</p><p>Um bom projeto lógico tem de apresentar</p><p>as características da topologia utilizada, os</p><p>modelos de nomenclatura e endereçamento</p><p>estabelecidos, além dos protocolos utilizados.</p><p>Projeto da Rede Lógica</p><p>Topologia da rede</p><p>A topologia de rede a ser usada na UniTec-SJBV é a topologia hierárquica, usando também o modelo</p><p>redundante para alguns serviços, como DNS, DHCP, SAMBA, e na interligação interpredial usando dois</p><p>pares de fi bras ópticas para o prédio II e prédio III. No link WAN utilizaremos VPN para servir de redun-</p><p>dância ao link dedicado com a sede em Aguaí, caso o link caia.</p><p>Utilizaremos esta topologia de rede por ser de fácil implementação e por facilitar a agregação e a fi ltra-</p><p>gem do tráfego em três níveis sucessivos de roteamento ou comutação, permitir evitar o desperdício de</p><p>largura de banda e fazer o controle efetivo dos equipamentos de rede.</p><p>Por ser uma rede muito pequena e com poucos componentes de rede, a estrutura da rede atual do cam-</p><p>pus SJBV será modifi cada por inteiro. Serão feitas a interligação entre os laboratórios de informática</p><p>situados no prédio I e a implementação de VLANs em cada laboratório, ou seja, cada laboratório será</p><p>transformado em uma VLAN distinta para que os alunos dos diversos cursos não possam ter acesso às</p><p>estações de outros laboratórios ou fazer um mau uso da rede.</p><p>Para a obtenção de um bom desempenho da rede, é proposto o uso de um Switch nível três com recur-</p><p>sos para a implementação de VLANs e um switch nível dois para cada segmento de VLAN, para garantir</p><p>melhor performance e segurança.</p><p>Para a interligação do campus SJBV com a matriz em Aguaí, será contratado um link dedicado ponto</p><p>a ponto entre as unidades de 2 Mbps e será feita a contratação de um link externo de Internet de 10</p><p>Mbps, onde será implementada uma solução VPN para prover redundância do link.</p><p>Diversas lacunas foram deixadas</p><p>neste modelo com a finalidade de</p><p>despertar sua dúvida e interesse</p><p>pela construção do projeto. Com</p><p>o material complementar de todas</p><p>as unidades e revisando os concei-</p><p>tos apresentados nas disciplinas já</p><p>cursadas, você deverá ser capaz de</p><p>visualizar estas lacunas.</p><p>15</p><p>UNIDADE Projeto de Redes I</p><p>Diagrama topológico</p><p>Figura 5 – Layout da rede proposta</p><p>Para produzir este diagrama, foi utilizado o site “draw.io”, uma ótima ferramenta</p><p>para produzir diagramas de rede. Outras ótimas ferramentas são o simulador Packet</p><p>Tracer da Cisco e o Office Visio da Microsoft.</p><p>Ex</p><p>pl</p><p>or</p><p>Endereçamento</p><p>Neste projeto, será implementado um modelo hierárquico de endereçamento IP, que permite facilidade</p><p>no uso da rede e identificação dos equipamentos de rede e futura ampliação da rede.</p><p>Será usada uma faixa de endereço reservada de classe B com o endereço 172.16.0.0, com a máscara de</p><p>rede 255.255.252.0 para a rede Interna. Para a subdivisão em VLANs para as conexões externas, será</p><p>usada a faixa de endereçamento de classe C 192.168.0.0, com as máscaras de rede 255.255.255.252,</p><p>dividida também em sub-redes usando o conceito de VLSM.</p><p>Para facilitar a utilização e otimizar a segurança e desempenho da rede, será criada VLAN distinta para</p><p>cada laboratório de informática.</p><p>16</p><p>17</p><p>O endereçamento de rede será feito de forma centralizada através de um servidor de DHCP, que irá</p><p>fornecer IP dinâmico às estações para evitar o trabalho de confi gurar manualmente as estações.</p><p>Será usado neste projeto a seguinte faixa de IP reservado 172.16.0.0, com máscara de rede</p><p>255.255.252.0, para facilitar a implementação de VLANs e escalabilidade da rede, além da faixa de</p><p>endereçamento 192.168.0.0, com a máscara de rede 255.255.255. 252, para equipamentos conectados</p><p>à rede externa e conexões WANs.</p><p>Distribuição de endereço IP</p><p>Localidade Endereço de Rede Faixa de IPs Fixos Faixa de IPs Dinâmicos</p><p>Servidores 172.16.4.0/22 172.16.4.2 a 172.16.4.10</p><p>Equipamentos de Rede 172.16.4.0/22 172.16.4.11 a 172.16.4.30</p><p>Roteador de Internet 192.168.0.12/30 200.156.100.110</p><p>192.168.0.13</p><p>Roteador de borda 192.168.0.4/30 192.168.0.5</p><p>Firewall</p><p>172.16.4.0/22</p><p>192.168.0.12/30</p><p>192.168.0.8/30</p><p>2 0 0 . 1 5 6 . 1 0 0 . 1 1 2</p><p>172.16.4.1 192.168.0.14</p><p>192.168.0.10</p><p>Servidor Web 200.156.100.113</p><p>Servidor de Acesso Remoto 200.156.100.114</p><p>Laboratório01 VLAN020 172.17.4.0/22 172.16.4.1 a 172.16.4.2 172.16.4.3 a 172.16.4.50</p><p>Laboratório02 VLAN030 172.17.8.0/22 172.16.8.1 a 172.16.8.2 172.16.8.3 a 172.16.8.50</p><p>Laboratório03 VLAN040 172.16.12.0/22 172.16.12.1 a 172.16.12.2 172.16.12.3 a 172.16.12.50</p><p>Laboratório04 VLAN050 172.17.16.0/22 172.16.16.1 a 172.16.16.2 172.16.16.3 a 172.16.16.50</p><p>Laboratório05 VLAN060 172.17.20.0/22 172.16.20.1 a 172.16.20.2 172.16.20.3 a 172.16.20.50</p><p>Laboratório06 VLAN070 172.17.24.0/22 172.16.24.1 a 172.16.24.2 172.16.24.3 a 172.16.24.50</p><p>Prédio III VLAN080 172.17.28.0/22 172.16.28.1 a 172.16.28.2 172.16.28.3 a 172.16.28.50</p><p>Nomenclaturas</p><p>A identifi cação dos hosts e equipamentos de rede pelo nome é muito importante porque facilita as es-</p><p>tações, principalmente quando se deseja acessar um serviço na rede, procurar por um nome específi co</p><p>em vez de fazer um broadcast requisitando um serviço ou procurando um outro Host na rede, e para</p><p>facilitar este serviço a atribuição de nomes será feita de maneira muito signifi cativa, para que possa</p><p>facilitar aos administradores e usuários identifi car um determinado serviço ou uma estação na rede</p><p>onde ele se encontra fi sicamente. Este parâmetro é muito viável para resolução de problemas com</p><p>estações de trabalho ou usuários fazendo o uso inapropriado dos recursos de rede ou acessando um</p><p>serviço proibido pela norma da empresa.</p><p>A resolução de nomes ou tradução de endereços IPs para nomes ou vice-versa será feita através de</p><p>Servidor de Nomes de Domínio (DNS), sendo os nomes para estações e equipamentos confi gurados</p><p>manualmente.</p><p>Abaixo é apresentada uma tabela com a nomenclatura dos servidores, estações e equipamentos de</p><p>rede e o seu respectivo endereço IP.</p><p>17</p><p>UNIDADE Projeto de Redes I</p><p>Equipamento Localização Nome Endereço IP</p><p>Roteador de Internet CPD Cpdrout_inter 192.168.0.13</p><p>Roteador de borda CPD Cpdrout_sjag 192.168.0.5</p><p>Firewall e Proxy, IDS, NAT CPD firewall 192.168.1.1</p><p>Servidor WEB, FTP, E-MAIL CPD webserver.unitecsjbv.</p><p>com.br 200.156.100.112</p><p>Switch Nivel3 CPD swcentral 192.168.1.2</p><p>Servidor de Samba, DNS e</p><p>DHCP Primário CPD Nameserver01.unitecsjbv.</p><p>com.br 172.16.4.3</p><p>Servidor Secundário CPD Nameserver02.unitecsjbv.</p><p>com.br 172.16.4.4</p><p>Servidor de Banco de Dados</p><p>FireBird CPD bdserver.unitecsjbv.com.br 172.16.4.5</p><p>Servidor de Acesso Remoto CPD remoteserver.unitecsjbv.</p><p>com.br 172.16.4.6</p><p>Switch DMZ CPD swdmz 192.168.1.9</p><p>Switch Prédio II Sala dos Professores Prédio II swvlanpr02 172.16.32.2</p><p>Switch Prédio III Sala dos Professores Prédio III swvlanpr03 172.16.28.2</p><p>Switch Laboratório 01 Laboratório01 swlab01 172.16.4.2</p><p>Switch Laboratório 02 Laboratório02 swlab02 172.16.8.2</p><p>Switch Laboratório 03 Laboratório03 swlab03 172.16.12.2</p><p>Switch Laboratório 04 Laboratório04 swlab04 172.16.16.2</p><p>Switch Laboratório 05 Laboratório05 swlab05 172.16.20.2</p><p>Switch Laboratório 06 Laboratório06 swlab06 172.16.24.2</p><p>Estações Laboratório01 Lab+nº lab+ nº máquina 172.16.4.3 a 172.16.4.50</p><p>Estações Laboratório02 Lab+nº lab+ nº máquina 172.16.8.3 a 172.16.8.50</p><p>Estações Laboratório03 Lab+nº lab+ nº máquina 172.16.12.3 a 172.16.12.50</p><p>Estações Laboratório04 Lab+nº lab+ nº máquina 172.16.16.3 a 172.16.16.50</p><p>Estações Laboratório05 Lab+nº lab+ nº máquina 172.16.20.3 a 172.16.20.50</p><p>Estações Laboratório06 Lab+nº lab+ nº máquina 172.16.24.3 a 172.16.24.50</p><p>Além dos tópicos abordados no projeto</p><p>modelo, é interessante apontar os protoco-</p><p>los de roteamento, assim como políticas e</p><p>normas de segurança para a rede.</p><p>Tente idealizar conteúdos que você apren-</p><p>deu em outras disciplinas, como: Redes de</p><p>Computadores, Comunicações de Dados,</p><p>Protocolos e Equipamentos de Redes, Inter-</p><p>conexão de Redes, Instalação e Manuten-</p><p>ção de Redes e Supervisão de Redes.</p><p>18</p><p>19</p><p>Material Complementar</p><p>Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:</p><p>Sites</p><p>Site Projeto de redes</p><p>https://goo.gl/9gHcyZ</p><p>Vídeos</p><p>Canal ciscoKim</p><p>Vídeos dedicados a ensinar conceitos de roteamento e comutação, e que podem ser</p><p>generalizados para dispositivos não só CISCO, tem um ótimo conteúdo sobre topologia.</p><p>https://goo.gl/ucsLq2</p><p>BGP</p><p>https://youtu.be/L8dvMwArl88</p><p>Multiarea OSPF</p><p>https://youtu.be/2mZTUKLxBnk</p><p>Cisco CCDA Video Training - Cisco Hierarchical Network Model</p><p>Vídeo de caráter didático disponibilizado pelo canal “Paul Browning”.</p><p>https://youtu.be/lTF28lN0md0</p><p>Leitura</p><p>3. Projeto Lógico da Rede</p><p>O professor Jacques Philippe Sauvé disponibiliza um ótimo conteúdo sobre o</p><p>desenvolvimento de um Projeto Lógico de uma rede baseado no livro “Top-Down</p><p>Network Design”</p><p>https://goo.gl/SxGaNj</p><p>FASTFOA</p><p>https://goo.gl/5MpNjv</p><p>Implantação de rede corporativa em estabelecimento de ensino</p><p>https://goo.gl/2QdKqk</p><p>19</p><p>UNIDADE Projeto de Redes I</p><p>Referências</p><p>KUROSE, James F.; ROSS, Keith W. Redes de computadores e a internet: uma</p><p>abordagem top-down. 5ª ed. São Paulo: Addison Wesley, 2010.</p><p>MAIA, Luiz Paulo. Arquitetura de redes de computadores. 2ª ed. Rio de Janei-</p><p>ro: LTC, 2013.</p><p>OLIFER, Natália. Redes de computadores: princípios, tecnologias e protocolos</p><p>para o projeto de redes. Rio de Janeiro: LTC, 2008.</p><p>OPPENHEIMER, Priscilla. Top-Down Network Design: a systems analysis ap-</p><p>proach to enterprise Network Design. 3rd ed. Indianapolis: Cisco Press, 2011.</p><p>WHITE, Curt M. Redes de computadores. São Paulo: Cengage Learning, 2013.</p><p>20</p><p>Projeto de Redes</p><p>Material Teórico</p><p>Responsável pelo Conteúdo:</p><p>Prof. Me. Giulio Guiyti Rossignolo Suzumura</p><p>Revisão Textual:</p><p>Prof.ª Esp. Kelciane da Rocha Campos</p><p>Projeto de Redes II</p><p>• Introdução;</p><p>• Dispositivos e Tecnologias;</p><p>• Cabeamento Estruturado;</p><p>• Projeto Modelo.</p><p>• Apresentar a topologia da rede que deverá ser construída, o projeto físico apresenta</p><p>informações relativas à seleção de dispositivos, descrição dos equipamentos e tec-</p><p>nologias que devem ser utilizadas. Nesta unidade, serão relembrados conceitos de</p><p>outras disciplinas do curso, sendo que nesta unidade a principal tarefa é desenvolver</p><p>o formato do um projeto físico. Continuando a ideia das unidades anteriores, ao fi m</p><p>desta unidade será apresentado o projeto da rede física do projeto modelo. A união</p><p>dos dados do projeto modelo apresentado nas unidades anteriores é a documen-</p><p>tação fi nal do projeto. Além da divisão nas unidades que formam a documentação,</p><p>diversos materiais complementares foram disponibilizados para que você possa</p><p>construir seu próprio projeto de redes.</p><p>OBJETIVO DE APRENDIZADO</p><p>Projeto de Redes II</p><p>Orientações de estudo</p><p>Para que o conteúdo desta Disciplina seja bem</p><p>aproveitado e haja maior aplicabilidade na sua</p><p>formação acadêmica e atuação profissional, siga</p><p>algumas recomendações básicas:</p><p>Assim:</p><p>Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte</p><p>da sua rotina. Por exemplo, você poderá determinar um dia e</p><p>horário fixos como seu “momento do estudo”;</p><p>Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar; lembre-se de que uma</p><p>alimentação saudável pode proporcionar melhor aproveitamento do estudo;</p><p>No material de cada Unidade, há leituras indicadas e, entre elas, artigos científicos, livros, vídeos e</p><p>sites para aprofundar os conhecimentos adquiridos ao longo da Unidade. Além disso, você tam-</p><p>bém encontrará sugestões de conteúdo extra no item Material Complementar, que ampliarão</p><p>sua interpretação e auxiliarão no pleno entendimento dos temas abordados;</p><p>Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de discus-</p><p>são, pois irão auxiliar a verificar o quanto você absorveu de conhecimento, além de propiciar o</p><p>contato com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de troca de ideias e</p><p>de aprendizagem.</p><p>Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte</p><p>Mantenha o foco!</p><p>Evite se distrair com</p><p>as redes sociais.</p><p>Mantenha o foco!</p><p>Evite se distrair com</p><p>as redes sociais.</p><p>Determine um</p><p>horário</p><p>fixo</p><p>para estudar.</p><p>Aproveite as</p><p>indicações</p><p>de Material</p><p>Complementar.</p><p>Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar; lembre-se de que uma</p><p>Não se esqueça</p><p>de se alimentar</p><p>e de se manter</p><p>hidratado.</p><p>Aproveite as</p><p>Conserve seu</p><p>material e local de</p><p>estudos sempre</p><p>organizados.</p><p>Procure manter</p><p>contato com seus</p><p>colegas e tutores</p><p>para trocar ideias!</p><p>Isso amplia a</p><p>aprendizagem.</p><p>Seja original!</p><p>Nunca plagie</p><p>trabalhos.</p><p>UNIDADE Projeto de Redes II</p><p>Introdução</p><p>À primeira vista, o projeto físico parece estar ligado apenas a desenhos e esbo-</p><p>ços físicos, porém isso é apenas uma etapa agregada.</p><p>Um projeto de redes pode ser criado para diversas estruturas, como rede cor-</p><p>porativa, de campus, de prédio ou até mesmo uma simples LAN. Sendo assim, o</p><p>projeto físico considera principalmente:</p><p>• a seleção de tecnologias e dispositivos para a estrutura escolhida; e</p><p>• a topologia física e cabeamento estruturado necessário para realizar todas as</p><p>interconexões de todos os dispositivos e hosts, incluindo servidores.</p><p>Dispositivos e Tecnologias</p><p>Em LANs ou redes de campus, caracterizadas por uma rede de, no máximo,</p><p>alguns quilômetros de diâmetro, é comum que as tecnologias utilizadas sejam</p><p>Ethernet, Fast Ethernet e Gigabit Ethernet. Já os dispositivos utilizados nestas</p><p>são em sua maioria compostos por switches, e uma minoria de roteadores.</p><p>Em WANs ou redes corporativas, isto é, redes de longo alcance, os dispositivos</p><p>utilizados na grande maioria das vezes são roteadores, e compostos em minoria</p><p>por switches.</p><p>Além da quantidade dos tipos de dispositivos, para os diferentes tipos de redes,</p><p>questões de processamento e funções também se diferenciam. Em redes WANs,</p><p>por exemplo, são utilizados padrões de tecnologia, como Frame Relay, LPCD</p><p>(Linha Privativa de Comunicação de Dados) e ATM (Asynchronous Transfer</p><p>Mode), o que não ocorre em LANs.</p><p>De forma geral, os critérios para seleção de dispositivos de redes são:</p><p>• quantidade de portas do dispositivo;</p><p>• velocidade de processamento;</p><p>• latência;</p><p>• sensor automático de velocidade (10/100/1000 Mbps);</p><p>• facilidade de configuração;</p><p>• facilidade de gerenciamento (ex. SNMP);</p><p>• custo;</p><p>• MTBF e MTTR;</p><p>• suporte para troca de componentes em funcionamento (“on the fly”);</p><p>• suporte para fontes de alimentação redundantes;</p><p>8</p><p>9</p><p>• disponibilidade de suporte técnico, documentação e treinamento;</p><p>• reputação e viabilidade do fornecedor;</p><p>• testes independentes que confirmem o desempenho do dispositivo;</p><p>• etc.</p><p>WAN</p><p>LANLAN</p><p>Figura 1 – Dispositivos em LANs e WANs</p><p>Quando a escolha é realizada para switches, é comum que critérios específicos</p><p>sejam analisados, como:</p><p>• vazão;</p><p>• suporte para comutação de penetração;</p><p>• detecção automática de operação half/full duplex;</p><p>• tecnologias de VLAN admitidas;</p><p>• suporte para aplicativos de multimídia (gerência de pacotes multicast);</p><p>• memória disponível para tabelas de comutação e de rotinas de protocolos;</p><p>• disponibilidade de módulo de roteamento;</p><p>• etc.</p><p>Informações sobre switches de primeira linha, como Cisco e HP, são disponibilizadas pelos</p><p>próprios fabricantes: https://goo.gl/hXPft7 e https://goo.gl/wBkxnB. Ex</p><p>pl</p><p>or</p><p>9</p><p>UNIDADE Projeto de Redes II</p><p>Quando a escolha é realizada para roteadores, outros critérios específicos de-</p><p>vem ser analisados, como:</p><p>• protocolos admitidos na cama de rede (IP, IPX, ...);</p><p>• protocolos de roteamento admitidos (RIP, OSPF,...);</p><p>• suporte para aplicativos multimídias e QoS (RSVP, MPLS,...);</p><p>• capacidade de atuar como um ATM BUS, LECS ou LES (redes mistas IP-ATM);</p><p>• suporte para enfileiramento avançado, comutação e recursos de otimização;</p><p>• suporte para compactação, criptografia e filtro de pacotes;</p><p>• etc.</p><p>Além de switches e roteadores, servidores em geral também precisam de um</p><p>dimensionamento para satisfazer o projeto.</p><p>Não se pode negligenciar a escolha do hardware servidor, ou seja, deve haver</p><p>uma dedicação na escolha, conhecendo-se características de expansão, recursos</p><p>básicos, redundâncias (RAID). Conhecer os requisitos exigidos dos softwares utili-</p><p>zados pode trazer limites inferiores mínimos neste processo.</p><p>Figura 2 – A escolha de servidores também faz parte do projeto físico</p><p>Fonte: iStock/Getty Images</p><p>Normalmente, aplicativos de banco de dados tendem a usar o máximo de recursos</p><p>do sistema, neste sentido é interessante prever as necessidades dos bancos de dados.</p><p>Outros sistemas podem se basear na quantidade de clientes que usam o produto,</p><p>como, por exemplo, licenças, portanto é necessário se atentar a estes requisitos.</p><p>10</p><p>11</p><p>Cabeamento Estruturado</p><p>Após escolher dispositivos e tecnologias que contemplam os requisitos do clien-</p><p>te e que estão em concordância com o projeto lógico, é importante considerar o</p><p>cabeamento para interconexão de toda a rede.</p><p>Cabeamento estruturado é uma solução em que se estuda a disposição orga-</p><p>nizada e flexível das estruturas que efetuam conexões físicas dos equipamentos</p><p>ligados a uma rede, por exemplo servidores, estações, impressoras, telefones,</p><p>switches e roteadores.</p><p>As necessidades dos usuários podem, assim, ser atendidas com facilidade e fle-</p><p>xibilidade pela rápida mudança das conexões do suporte de dados.</p><p>Um sistema de cabeamento estruturado consiste em um conjunto de produtos</p><p>de conectividade, são eles:</p><p>• Cabeamento Horizontal (Horizontal Cabling): compreendido pelas cone-</p><p>xões da sala de telecomunicações (TR) até a área de trabalho (WA);</p><p>• Cabeamento Backbone (Backbone Distribution): esse nível realiza a inter-</p><p>ligação entre os TRs, salas de equipamentos e pontos de entrada (EFs);</p><p>• Área de Trabalho (Work Area – WA): local físico onde o usuário trabalha</p><p>com os equipamentos de comunicação;</p><p>• Sala de Telecomunicações (Telecommunications Room – TR): é o espaço</p><p>destinado para a acomodação de equipamentos, terminação e manobras de cabos;</p><p>• Sala de Equipamentos (Equipment Room): local onde são abrigados os</p><p>principais equipamentos ativos da rede, como PABX, servidores, switches,</p><p>roteadores, etc.;</p><p>• Entrada do Edifício (Entrance Facility – EF): é o ponto onde é realizada a</p><p>interligação entre o cabeamento externo e o intra-edifício dos serviços dispo-</p><p>nibilizados (entrada da LP e PABX, por exemplo).</p><p>Sistema de cabeamento estruturado: https://goo.gl/FG53dr</p><p>Ex</p><p>pl</p><p>or</p><p>Um cuidado especial que deve ser tomado refere-se à certificação do cabeamento.</p><p>As normas definem uma série de parâmetros para o cabeamento, como atenu-</p><p>ação, comprimento real, mapeamento dos fios, nível de ruído, que devem necessa-</p><p>riamente estar dentro de uma faixa de valores predefinidos.</p><p>A verificação destes valores feita por órgãos certificadores e profissionais qua-</p><p>lificados, através de equipamentos especiais, é a garantia da instalação. Portanto,</p><p>realizar a certificação do cabeamento após a instalação é uma forma de confirmar</p><p>os padrões descritos no projeto de redes, confirmando que o projeto proposto su-</p><p>porta a necessidade das aplicações e dos usuários.</p><p>11</p><p>UNIDADE Projeto de Redes II</p><p>70% dos problemas que acontecem em uma rede de computação devem-se a</p><p>problemas no cabeamento, portanto é necessário dar uma atenção especial a esta</p><p>etapa. Além disso, 40% dos funcionários de uma empresa mudam de lugar uma</p><p>vez por ano, o que pode significar a necessidade de adaptação da rede física, além</p><p>da lógica.</p><p>As normas EIA/TIA 568-A e 568-B se referem aos padrões de cabeamento, já a norma EIA/TIA</p><p>569 se refere a especificações de eletrodutos. Estas e outras informações sobre certificação</p><p>podem ser encontradas em: https://goo.gl/ejVc14.</p><p>Ex</p><p>pl</p><p>or</p><p>Um projeto de redes que deve ser entregue a um possível cliente deve conter</p><p>diversos anexos além de toda a estrutura já criada e comentada até agora. Para que</p><p>um projeto seja bem aceito e que tenha efetivo sucesso, é necessário que tenha</p><p>diversos anexos.</p><p>Diagrama lógico, diagrama físico e um cronograma detalhado, com milestones,</p><p>datas de início e duração, são essenciais, além de cálculos de ROI para mostrar</p><p>ao cliente em quanto tempo a rede se pagará. Plantas</p><p>detalhadas, que mostram o</p><p>caminho de todo o cabeamento, seja o backbone vertical ou horizontal, são outros</p><p>exemplos importantes.</p><p>Outro item a ser adicionado a um projeto de redes é o levantamento das in-</p><p>formações sobre o custo real do projeto. Veja que durante a identificação das</p><p>necessidades e objetivos do cliente foi compreendida a restrição orçamentária, a</p><p>qual moldou todo o projeto. Porém, mesmo assim, deve ser criada uma planilha de</p><p>gastos sobre a real implementação.</p><p>Definir dispositivos de interligação para um projeto de redes requer muita aten-</p><p>ção na hora da escolha de quais dispositivos devem ser usados no projeto, levando-</p><p>-se em consideração critérios de seleção, como, por exemplo, o tráfego por portas,</p><p>o tipo de conector que possuem e outras funções que estes dispositivos apresen-</p><p>tem, além da performance e do bom funcionamento da rede.</p><p>Até a construção do projeto lógico, nenhum gasto foi documentado, pois não</p><p>houve necessidade de especificar o nome do produto a ser utilizado.</p><p>Projeto Modelo</p><p>Seguindo o conceito do projeto apresentado nas unidades anteriores, onde foi</p><p>apresentado o contexto do projeto e realizada parte da documentação, nesta etapa</p><p>o projeto modelo será estendido de forma a abranger a documentação do projeto</p><p>físico da rede.</p><p>12</p><p>13</p><p>Projetos completos podem ser encontrados em: https://goo.gl/bhwg9j e</p><p>https://goo.gl/34gk89. Ex</p><p>pl</p><p>or</p><p>Projeto da Rede Física</p><p>Ativos da Rede Proposta</p><p>Serão instalados um total de 6 servidores, sendo:</p><p>• 2 servidores redundantes de DNS, DHCP e SAMBA, para que haja confiabi-</p><p>lidade e disponibilidade da rede. Além disso, o servidor SAMBA funcionará</p><p>como PDC (Primary Domain Controler), servidor de arquivo e servidor WINS;</p><p>• um servidor de Banco de dados (Firebird);</p><p>• um servidor de E-MAIL, WEB, FTP e DNS para resolução de nomes externos;</p><p>• um servidor que funcionará como Proxy, Firewall, IDS e NAT; e</p><p>• um servidor de Acesso Remoto para implementação de VPN.</p><p>Os servidores Proxy e WEB estarão diretamente conectados à Internet através de</p><p>endereços IPs válidos de Internet, fornecidos pela operadora de telecomunicações.</p><p>Os servidores de DNS, DHCP, SAMBA e Banco de Dados serão instalados na rede</p><p>interna da empresa, ou seja, na rede administrativa da empresa.</p><p>Se houvesse máquinas disponíveis para utilização, alguns recursos, como memória,</p><p>processamento e armazenamento poderiam ser aprimorados. Porém, como a rede</p><p>anterior não previu adaptabilidade, nem escalabilidade, todos os servidores a serem</p><p>implementados neste projeto terão de ser comprados.</p><p>As configurações dos servidores primários e secundários de DNS, DHCP, SAMBA;</p><p>E-MAIL, WEB, FTP; Banco de Dados; PROXY, FIREWALL, IDS e NAT; e de</p><p>Acesso Remoto serão:</p><p>Tabela 1</p><p>Modelo PowerEdge 1800 - BR8597</p><p>Processador Intel® Xeon® de 3.0GHZ (1MB de cache, 800 FSB)</p><p>Sistema Operacional Linux Slackware 10</p><p>Chassi Chassi para montagem em Torre</p><p>Memó ria 16GB DDR5</p><p>Armazenamento Discos Rí gidos 4x120GB,U320,SCSI,15K</p><p>Comunicaç ã o Intel PRO/1000 MT single port Gigabit NIC</p><p>Unidade de fita para Backup PV100T DAT72 interna com cabos e controladora SCSI</p><p>Mouse Mouse Dell USB</p><p>Teclado Teclado padrã o USB 104 teclas</p><p>Fonte de Alimentaç ã o Fonte de alimentaç ã o redundante</p><p>Mí dia Ó ptica – Multimí dia Unidade de DVDROM de 52X IDE, interna</p><p>RAID Discos SCSI Hot-Plug ligados à controladora adicional em RAID 1, 2 HDs</p><p>O servidor de DNS primário é onde serão feitas as resoluções de nomes de toda a</p><p>instituição e onde estará alocado o domínio principal da UniTec-SJBV, executado</p><p>pelo deamon BIND no sistema operacional Linux.</p><p>13</p><p>UNIDADE Projeto de Redes II</p><p>Como na mesma máquina estarão rodando os serviços de DHCP e SAMBA,</p><p>Servidor de Arquivo e Servidor WINS, será necessário um poder de processa-</p><p>mento extra, além de muito recursos de memória RAM e espaço de armazena-</p><p>mento em disco.</p><p>Visando ao crescimento lógico futuro, serão deixados pré-instalados pacotes espe-</p><p>cíficos, facilitando o uso de Storages para o Servidor de Arquivos.</p><p>No servidor Web, estarão agregados também os serviços de e-mail, FTP e DNS,</p><p>permitindo aos funcionários da instituição ter um e-mail próprio e que possa ser</p><p>acessado até mesmo fora da instituição, facilitando a troca de informações e acesso.</p><p>Também será disponibilizado on-line o site da instituição, contendo as informações</p><p>sobre os cursos e serviços fornecidos pela mesma, seu histórico e atividades.</p><p>Estes últimos serviços não necessitam de muito poder de armazenamento, exceto o</p><p>servidor de e-mail, portanto a sua configuração poderia ter sido remodelada. Mas,</p><p>pelo fato de ser possível ampliar a rede futuramente, ou remanejar serviços entre</p><p>as máquinas, foi utilizado o mesmo hardware em todas. Sendo assim, este mesmo</p><p>hardware será utilizado para executar o serviço de Proxy, firewall e NAT.</p><p>Este mesmo modelo de servidor também permitirá a implementação de VPN e au-</p><p>tenticação de usuários remotos na rede. Por ser um serviço a ser usado por poucos</p><p>usuários, não requer muito poder nem de processamento e nem de armazenamen-</p><p>to. Portanto, esta configuração facilita também um possível crescimento da rede e</p><p>um possível aumento no número de usuários que possam vir a utilizar este serviço.</p><p>O software a ser implementado para este serviço será um software livre muito uti-</p><p>lizado no mercado: o OPENVPN, que permite autenticação de usuários, além de</p><p>implementar segurança e criptografia de dados.</p><p>Cabeamento</p><p>O sistema de cabeamento a ser usado neste projeto será baseado em uma topologia</p><p>em estrela com hierarquia. Esta estrutura facilitará a distribuição do cabeamento</p><p>em toda a instituição através de um ponto central localizado no CPD no 2° Piso do</p><p>Prédio I.</p><p>Nos outros prédios, serão instalados armários de telecomunicações em rack de</p><p>parede, onde estarão instalados os equipamentos de distribuição do Prédio II e III.</p><p>Para que possa ter todo cabeamento centralizado, será instalado um CPD, onde os</p><p>equipamentos de rede serão instalados, interligados com o backbone da instituição.</p><p>A estrutura atual de cabeamento da UniTec-SJBV utiliza cabo par trançado UTP</p><p>categoria 5e para comunicação dos dispositivos e das estações de trabalho. Por</p><p>ser um tipo de cabo que possibilita a interconexão com equipamentos modernos e</p><p>alcança altas taxas de transmissão de dados, será mantido no projeto.</p><p>Para conexões inter-prediais, é proposto o uso de fibra óptica multimodo 50/125um</p><p>de diâmetro, por ser de fácil implementação e de baixo custo. Apesar de ser mais pas-</p><p>sível a interferências, as distâncias entre os prédios não afetarão as taxas necessárias.</p><p>Para conexão dos dispositivos de rede, o padrão a ser aplicado será a ANSI EIA/</p><p>TIA 568B, por ser o padrão usado atualmente na instituição decidimos mantê-</p><p>-lo. Os cabos de par trançado são do tipo UTP Categoria 5e não blindado (UTP</p><p>- unshielded twisted pair): cabo constituído por fios metálicos trançados aos pares</p><p>com 4 pares de fios bitola 24 AWG e impedância de 100 Ohms.</p><p>Orçamento</p><p>Todos os equipamentos de interligação existentes atualmente na UniTec-SJBV se-</p><p>rão substituídos por equipamentos mais modernos e mais eficientes de acordo com</p><p>as exigências do projeto, substituindo os antigos Hubs e Switches Encore de 8 e</p><p>16 portas por equipamentos 3Com, mais modernos e com melhor performance</p><p>que os atuais equipamentos existentes.</p><p>14</p><p>15</p><p>Para a escolha destes dispositivos, optamos por equipamentos da marca HP/3Com,</p><p>por ser uma marca muito conceituada no mercado e por possuir bom suporte técnico</p><p>no país. Alguns equipamentos que satisfazem este projeto e podem ser utilizados são:</p><p>Tabela 2</p><p>Switches Nível 3</p><p>Modelo Vantagens Desvantagens</p><p>3Com® Switch 7754</p><p>Aceite FastEthernet Channel</p><p>Possui Mó dulos 10/100/1000 Base T Possui</p><p>Mó dulos 10/100/1000 FX Gerenciá vel</p><p>Custo</p><p>3Com® SuperStack® 3 Switch</p><p>4400 24-Port</p><p>Custo</p><p>Aceita GBIC</p><p>Possui 24 Portas 10/100 Base T</p><p>Gerenciável</p><p>Não é modular</p><p>Não possui Portas 1000 Base</p><p>T ou FX</p><p>3Com® Switch 4500 26- Port</p><p>Gerenciável</p><p>Possui 24 Portas 10/100 Base T</p><p>Possui</p><p>2 Portas 10/100/1000 Base T</p><p>Possui apenas 8 Portas</p><p>10/100 Base T</p><p>Não Possui Portas 1000</p><p>Base FX</p><p>Tabela 3</p><p>Switches Nível 2</p><p>Modelo Vantagens Desvantagens</p><p>3Com® Switch 4200 28-</p><p>Port</p><p>Possui 24 Portas 10/100 Base T</p><p>Possui 2 Portas 10/100/1000 Base T</p><p>Possui 2 Portas 10/100/1000 Base FX</p><p>Gerenciá vel</p><p>Custo</p><p>3Com® Baseline</p><p>Switch 2824</p><p>Custo</p><p>Aceita GBIC</p><p>Nã o possui portas 1000 Base T</p><p>Nã o possui portas 1000 Base FX</p><p>Nã o é gerenciá vel</p><p>3Com® OfficeConnect® 9 Gerenciável</p><p>Possui apenas 8 portas 10/100</p><p>Base T</p><p>Nã o possui portas 1000 Base FX</p><p>Por ser de grande foco neste projeto o compartilhamento de Internet por toda a</p><p>instituição e possibilitar acesso à Internet por parte dos usuários da comunidade,</p><p>será necessário contratar um link de Internet que atenda à instituição e possibilite a</p><p>implementação de tecnologias adicionais ao projeto, como VPN. Para isso, deverá</p><p>ser contratado um link de Internet de 10 Mbps.</p><p>Para realizar a interconexão do campus SJBV com a matriz em Aguaí, será ne-</p><p>cessário contratar um link dedicado. Esta conexão deverá ser um link Frame Relay</p><p>de 2 Mbps da concessionária Telemar. Além disso, para a comunicação ponto a</p><p>ponto, deverá ser utilizado o protocolo PPP (Point to Point Protocol), por ser um</p><p>protocolo de comunicação usado para redes de acesso remoto ponto a ponto de</p><p>fácil implementação e baixo custo.</p><p>Abaixo disponibilizamos o orçamento breve de alguns ativos e passivos:</p><p>Tabela 4</p><p>EQUIPAMENTOS QUANTIDADE</p><p>VALOR</p><p>UNITÁRIO</p><p>SUBTOTAL</p><p>Roteador 3com 5232 2 R$ 10.930,00 R$ 21.860,00</p><p>Switch 3com Nível 3 7754 1 R$ 8.239,00 R$ 8.239,00</p><p>15</p><p>UNIDADE Projeto de Redes II</p><p>Importante!</p><p>Por questões de didática, não foram apresentados diagramas físicos detalhados das</p><p>construções, como plantas dos edifícios, e nem o desenho frontal dos racks, com os</p><p>servidores e equipamentos. Para encontrar estas e outras informações, acesse todos os</p><p>links disponibilizados nos materiais complementares.</p><p>Você Sabia?</p><p>Importante!</p><p>Para se criar um Projeto de Redes, é necessária a extensa base de conceitos e paradigmas</p><p>apresentados em todo o curso de Redes de Computadores. Nesta disciplina, alguns dos</p><p>conteúdos foram relembrados e apresentados em um formato de documentação para</p><p>satisfazer a necessidade de clientes.</p><p>Diversas etapas da documentação do projeto modelo foram removidas. O intuito destes</p><p>buracos é que você se questione e venha a imaginar possíveis afirmações sobre o projeto.</p><p>Em Síntese</p><p>EQUIPAMENTOS QUANTIDADE</p><p>VALOR</p><p>UNITÁRIO</p><p>SUBTOTAL</p><p>Switch 3com Nível 2 9 R$ 805,00 R$ 7.245,00</p><p>Ar-Condicionado Consul 1 R$ 2.789,00 R$ 2.789,00</p><p>Patch Panei 24 Posições Furukawa 9 R$ 209,00 R$ 1.881,00</p><p>Patch Cord 5m 180 R$ 10,00 R$ 1.800,00</p><p>Rack Fechado Piso 40U 800mm 19” Metaldata 1 R$ 1.298,00 R$ 1.298,00</p><p>Rack Paredel2U 800mm 19” Metaldata 1 R$ 286,00 R$ 286,00</p><p>Bandeja Fixa Central 2U 480mm 19 1 R$ 62,20 R$ 62,20</p><p>Bandeja Dupla Fização 1U 400mm 19” 1 R$ 56,40 R$ 56,40</p><p>Caixa Cabo Utp Categoria 5e c/ 310m 11 R$ 286,00 R$ 3.146,00</p><p>Fibra Óptica Multimodo 1m 150 R$ 26,99 R$ 4.048,50</p><p>ConectorRJ 45 Macho caixa c/ 100 unidades Furukawa 3 R$ 89,00 R$ 267,00</p><p>Conector Fibra Óptica Multimodo Lucent C2000A-2 8 R$ 5,75 R$ 46,00</p><p>Canaleta 32x12,5 Pial. 22m 11 R$ 7,80 R$ 85,80</p><p>Canaleta DLP Pial. 22m 9 R$ 57,00 R$ 513,00</p><p>Cotovelo Interno Variável. Unid. 50 R$ 49,00 R$ 2.450,00</p><p>Cotovelo Interno e Externo Variável. Unid. 50 R$ 3,07 R$ 153,50</p><p>Cotovelo 90° Variável 60X34/50 Pial DLP 50 R$ 30,52 R$ 1.526,00</p><p>Tomada para Conexão 1 posições Furukawa 130 R$ 2,05 R$ 266,50</p><p>SUBTOTAL R$ R$ 58.018,90</p><p>16</p><p>17</p><p>Material Complementar</p><p>Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:</p><p>Sites</p><p>Projeto Físico da Rede</p><p>Baseado no livro Top-Down Network Design, o professor Jacques Philippe disponibiliza</p><p>um ótimo conteúdo sobre o desenvolvimento de dois tipos de projetos físicos, um para</p><p>uma rede de campus e o outro para uma rede corporativa.</p><p>https://goo.gl/r2utt7</p><p>Projeto de Redes</p><p>https://goo.gl/9gHcyZ</p><p>Vídeos</p><p>Projeto Redes exemplo</p><p>O Prof. Alex Dias do IFTM disponibiliza um conteúdo sobre o projeto físico com a</p><p>distribuição de pontos de rede e vista frontal do rack</p><p>https://youtu.be/wP_FVP97O-0</p><p>Webinar: Networking Design and Best Practices</p><p>Um webinar sobre desenvolvimento de redes e melhores práticas em projetos é</p><p>disponibilizado pelo canal SnapAV</p><p>https://youtu.be/sckuGYiHYRA</p><p>Qual Switch devo Usar? Saiba todas as diferenças entre os modelos!</p><p>https://youtu.be/O6Z9LbX8yH8</p><p>Projeto de Redes Local para um Supermercado - Redes de Computadores</p><p>Um vídeo que auxilia na construção do projeto final</p><p>https://youtu.be/NcrOBRIhBYo</p><p>Leitura</p><p>Soluções Inteligentes para Infraestrutura de Redes</p><p>Diversos fabricantes disponibilizam catálogos para a consulta de material para se criar</p><p>o projeto de rede, como o catálogo Furukawa por exemplo. Acesse:</p><p>https://goo.gl/P3srHx</p><p>Projetos completos</p><p>https://goo.gl/5ajJQK</p><p>Projeto de rede local para a Secretaria de Estado da Fazenda - SEFA</p><p>https://goo.gl/1qm3Mm</p><p>17</p><p>UNIDADE Projeto de Redes II</p><p>Referências</p><p>KUROSE, James F; ROSS, Keith W. Redes de computadores e a internet: uma</p><p>abordagem top-down. 5. ed. São Paulo: Addison Wesley, 2010.</p><p>MAIA, Luiz Paulo. Arquitetura de redes de computadores. 2. ed. Rio de Janei-</p><p>ro: LTC, 2013.</p><p>OLIFER, Natália. Redes de computadores: princípios, tecnologias e protocolos</p><p>para o projeto de redes. Rio de Janeiro: LTC, 2008.</p><p>OPPENHEIMER, Priscilla. Top-Down Network Design: A Systems Analysis</p><p>Approach to Enterprise Network Design. 3. ed. Indiana: Cisco Press, 2011.</p><p>WHITE, Curt M. Redes de computadores. São Paulo: Cengage Learning, 2013.</p><p>18</p><p>de alguém. Portanto, a</p><p>Análise de Requisitos pode ser interpretada como uma forma de criar critérios para</p><p>produzir o projeto a partir dos objetivos do cliente.</p><p>Imagine que uma pessoa quer que sua televisão do quarto se conecte na inter-</p><p>net através de uma rede sem fio. Quem for criar esse projeto tem que analisar as</p><p>necessidades, ou seja, todo os requisitos do cliente e então confeccionar o projeto.</p><p>Para identificar a real necessidade do cliente alguns questionamentos devem ser</p><p>realizados, como, por exemplo:</p><p>• O cliente tem contrato com algum provedor de internet?</p><p>• Já existe uma rede sem fio na casa do cliente?</p><p>• Qual a distância da televisão até o possível ponto de acesso sem fio?</p><p>• O ponto de acesso sem fio e o local da TV tem visada direta?</p><p>• Qual o orçamento disponível?</p><p>Quais poderiam ser outras perguntas inerentes ao problema? Elabore algumas.</p><p>Ex</p><p>pl</p><p>or</p><p>Diversas soluções podem ser aplicadas dependendo das respostas às perguntas</p><p>pertinentes. Assim, é necessário criar um projeto completo para o cliente levantan-</p><p>do os requisitos. Perceba que conectar a TV à internet é apenas o objetivo principal</p><p>do cliente.</p><p>Levantamento de Requisitos</p><p>O principal processo para se criar qualquer tipo de projeto se inicia pelo Le-</p><p>vantamento de Requisitos, ou seja, a realização da coleta de dados referente às</p><p>necessidades do cliente para qualquer que seja sua requisição.</p><p>10</p><p>11</p><p>Para isso, os envolvidos trabalham juntos</p><p>para tornar claro o problema a ser resolvido,</p><p>apresentando os serviços existentes, o desem-</p><p>penho necessário, restrições de hardware e ou-</p><p>tras informações.</p><p>A principal técnica para se levantar os re-</p><p>quisito é através da realização de entrevistas e</p><p>reuniões. Mesmo parecendo algo simples, es-</p><p>sas técnicas são as principais ferramentas para</p><p>obtenção de requisitos.</p><p>Não há padrão específico para realizar essas</p><p>tarefas, porém, é possível utilizar alguns crité-</p><p>rios como guias – estabelecer os objetivos da</p><p>reunião e decidir quem serão os participantes</p><p>são alguns dos passos iniciais.</p><p>Figura 2 – Entrevista com o cliente</p><p>Fonte: iStock/Getty Images</p><p>Imagine uma empresa que cresceu de forma desorganizada e atualmente ocupa</p><p>uma grande sala comercial. Essa empresa tem em seu quadro 10 funcionários to-</p><p>dos conectados a um único roteador sem fio e não existe um servidor de arquivos</p><p>comum aos usuários, portanto, cada usuário guarda os documentos nos seus com-</p><p>putadores pessoais.</p><p>Para o exemplo apresentado, a primeira reunião poderia ser realizada com al-</p><p>guns funcionários administrativos (não executam tarefas técnicas de rede de com-</p><p>putadores) com o objetivo de descobrir as principais necessidades voltadas à rede.</p><p>Nessa reunião, algumas questões poderiam ser realizadas em relação ao comparti-</p><p>lhamento de arquivos, o conhecimento de cada um com sistemas operacionais, a</p><p>velocidade da rede para diferentes situações.</p><p>Se fossem realizadas entrevistas ao invés de reuniões, outras atividades poderiam ser:</p><p>preparar o entrevistado previamente; defi nir uma estrutura e tipos de questões; iniciar com</p><p>perguntas mais específi cas e fi nalizar com perguntas genéricas; entre outras abordagens</p><p>para compreender melhor o ambiente do negócio do cliente.</p><p>Ex</p><p>pl</p><p>or</p><p>Após o completo julgamento das informações retiradas das reuniões ou entre-</p><p>vistas, compreendendo o que é ou não necessário ao projeto, é possível criar um</p><p>relatório completo sumarizando todos os requisitos do cliente. Esse processo é a</p><p>base para a construção do projeto de redes.</p><p>No exemplo anterior, sobre um cliente que deseja conectar sua televisão do</p><p>quarto à internet, uma boa compilação de informações seria:</p><p>O cliente já possui acesso à internet. Sua conexão é feita por um rotea-</p><p>dor que fornece apenas rede cabeada, portanto será necessário adquirir</p><p>um roteador sem fio. A configuração deverá estar da seguinte forma [...].</p><p>Será realizado um treinamento com o cliente sobre as configurações a</p><p>serem efetuadas [...].</p><p>11</p><p>UNIDADE Gerenciamento de Projetos e Análise de Requisitos</p><p>Não há um roteiro definido de como coletar e apresentar as informações,</p><p>mas é fundamental mostrar todas as preocupações, necessidades e especifica-</p><p>ções dos stakeholders.</p><p>Stakeholders: São todos os envolvidos em um projeto, por exemplo: o gestor da empresa, o</p><p>contratado, os usuários e todos os que terão contato com a rede após a conclusão do projeto. Ex</p><p>pl</p><p>or</p><p>Os requisitos do projeto podem ser separados em duas categorias:</p><p>• Requisitos do negócio; e</p><p>• Requisitos técnicos.</p><p>No restante desta unidade, serão apresentados alguns fatores comuns a diversos</p><p>tipos de clientes relativos a ambos os tipos de requisitos. Por outro lado, os estudos</p><p>não estão limitados às proposições aqui colocadas, ou seja, a particularidade de</p><p>cada cliente impõe projetos únicos e personalizados.</p><p>Importante!</p><p>O intuito dessa estrutura é despertar em você o olhar crítico e curioso sobre o que o</p><p>cliente deseja, o que realmente é necessário e o que é descartável.</p><p>Importante!</p><p>Requisitos do Negócio</p><p>O projeto de rede é analisado em ter-</p><p>mos do benefício proposto para o ne-</p><p>gócio do cliente, e não em termos de</p><p>elegância técnica e beleza. Portanto, co-</p><p>nhecer os objetivos do cliente é essencial</p><p>para ter sucesso no projeto.</p><p>Através dos questionamentos realiza-</p><p>dos para o cliente, é possível colher di-</p><p>versas informações importantes, e então</p><p>criar uma lista de requisitos. Os requisi-</p><p>tos mais subjetivos podem ser extraídos</p><p>conhecendo melhor o negócio e os ob-</p><p>jetivos do cliente. Com a composição de</p><p>todas as informações pertinentes, é pos-</p><p>sível criar o escopo do projeto da rede,</p><p>ou seja, compilar as informações do que</p><p>o projeto deve ou não fazer.</p><p>Requerimento de Negócio</p><p>Figura 3 – Lista de Requisitos</p><p>Fonte: iStock/Getty Images</p><p>12</p><p>13</p><p>Conhecendo o negócio do cliente</p><p>Inicialmente, é necessário conhecer a área de negócio do cliente, o que produz</p><p>ou quais serviços realiza, determinando também quem são seus concorrentes.</p><p>Além de conhecer o mercado do cliente, é necessário conhecer seus fornecedo-</p><p>res e parceiros.</p><p>A finalidade do projeto para o cliente, na grande</p><p>maioria das vezes, é obter uma vantagem compe-</p><p>titiva, ou seja, melhorar sua posição no mercado.</p><p>É incomum que empresários desejem implementar</p><p>uma rede nova, ou ampliar uma existente, sem en-</p><p>xergar isso como uma melhora na sua organização</p><p>ou como um investimento.</p><p>Além de descobrir mais informações sobre o</p><p>cliente, as discussões realizadas entre o desenvolve-</p><p>dor do projeto e o cliente podem mostrar a todos</p><p>os stakeholders o benefício da criação do projeto.</p><p>Após ter conhecimento sobre o negócio do</p><p>cliente, é possível descobrir, a partir de outros</p><p>questionamentos, sua estrutura organizacional. O</p><p>objetivo de obter informações sobre os departa-</p><p>mentos, linhas de negócio, filiais e grupos de usuá-</p><p>rios é justamente o de construir um projeto perso-</p><p>nalizado focando no sucesso.</p><p>Suponha que uma rede de hospitais tem o desejo</p><p>de construir um novo hospital em uma cidade</p><p>qualquer. Mesmo após conhecer o negócio do cli-</p><p>ente, é possível verifi car que a estrutura organiza-</p><p>cional interna ao hospital é muito complexa.</p><p>Precocemente, é possível identifi car alguns de-</p><p>partamentos e necessidades, como a área relativa</p><p>ao estoque de suprimentos médicos e suprimen-</p><p>tos administrativos. Além disso, é possível imagi-</p><p>nar o grande fl uxo de dados na rede por conta de</p><p>acessos a banco de dados de pacientes, médicos,</p><p>exames clínicos etc.</p><p>Agora, suponha que o corpo médico e administra-</p><p>tivo seja equivalente e a diferença entre os hospi-</p><p>tais esteja na implementação tecnológica, ou seja,</p><p>tem infl uência direta do projeto de redes. Qual</p><p>hospital será melhor recomendado pelos usuários?</p><p>Ex</p><p>pl</p><p>or</p><p>Figura 4 – Informatização</p><p>de um hospital</p><p>Fonte: iStock/Getty Images</p><p>13</p><p>UNIDADE Gerenciamento de Projetos e Análise de Requisitos</p><p>Conhecendo os objetivos do cliente</p><p>Após conhecer melhor o cliente, é imprescindível interpretar as necessidades</p><p>dele para se construir um bom projeto, ou seja, filtrar conteúdos</p><p>de reuniões, en-</p><p>trevistas, questionários, brainstorms, e-mails, telefonemas e mensagens.</p><p>O cliente necessita de um projeto de rede para seu negócio visando a um au-</p><p>mento de produtividade, crescimento lógico ou físico, aumento de taxas de transfe-</p><p>rência ou apenas porque tem problemas com a rede atual. Essas posições podem</p><p>definir o objetivo principal, porém, além desse, diversos objetivos implícitos podem</p><p>complementar a necessidade do projeto.</p><p>Suponha que um cliente precise de uma nova rede sem fio pois a produtividade dos usuários</p><p>foi prejudicada por conta da rede atual não conseguir suportar o crescimento de demanda.</p><p>Nesse cenário, a ideia do cliente é a de aumentar a produtividade dos funcionários, portanto,</p><p>o objetivo principal é possibilitar que os usuários da rede não tenham problemas de conexão.</p><p>Habilitar novos pontos de rede sem fio, remanejar os atuais ou atualizar a tecnologia dos</p><p>pontos de acesso atuais são os objetivos subjacentes nesse projeto.</p><p>Ex</p><p>pl</p><p>or</p><p>Figura 5 – Descobrindo os objetivos</p><p>Fonte: iStock/Getty Images</p><p>Identificando o escopo do projeto</p><p>É possível que a nova rede seja projetada “a partir do zero”, isto é, seja criada</p><p>por você, porém, como apresentado nos exemplos anteriores, pode ser que já</p><p>exista uma rede prévia.</p><p>Um projeto de rede pode ser criado para modificar algo que esteja prejudicando</p><p>a rede atual ou ampliar uma solução já existente. Portanto, além do objetivo princi-</p><p>pal, é necessário conhecer a situação inicial do cliente e projetar a situação futura.</p><p>14</p><p>15</p><p>O escopo pode ser entendido como um resumo de como a rede está e uma lista</p><p>do que será necessário instalar ou remover na nova rede, fornecendo todos os da-</p><p>dos possíveis da estrutura lógica e física do projeto.</p><p>Figura 6 – Escopo do projeto</p><p>Fonte: iStock/Getty Images</p><p>Depois de uma análise completa sobre o negócio do cliente, entendendo sua</p><p>estrutura organizacional, você deverá listar todos os objetivos relacionados à nova</p><p>rede e como será possível alcançar esses objetivos, ou seja, o caminho que deverá</p><p>ser percorrido para satisfazer o cliente.</p><p>Mesmo conhecendo todos os requisitos do negócio do cliente, ainda existe uma</p><p>lacuna a ser preenchida: os requisitos técnicos.</p><p>Requisitos Técnicos</p><p>A função da análise de requisitos é de traduzir frases dos clientes – como:</p><p>“Quero que a rede seja rápida e que nunca caia” – para os reais requisitos do pro-</p><p>jeto, apresentando ao cliente o que ele deverá fazer para alcançar o seu objetivo.</p><p>No sentido de resolver um problema com a utilização de tecnologia, muitos</p><p>clientes não sabem especificar suas necessidades técnicas com precisão para proje-</p><p>tar uma rede. Analisar os requisitos técnicos é importante para poder recomendar</p><p>tecnologias apropriadas para satisfazer todas as pessoas afetadas pela nova rede.</p><p>Os requisitos técnicos podem ser divididos em:</p><p>• Escalabilidade;</p><p>• Disponibilidade;</p><p>• Desempenho;</p><p>• Segurança;</p><p>• Gerência;</p><p>Ao decorrer da sumarização de cada tipo de requi-</p><p>sito técnico, tente relembrar os diferentes concei-</p><p>tos estudados em outras disciplinas do curso.</p><p>15</p><p>UNIDADE Gerenciamento de Projetos e Análise de Requisitos</p><p>• Usabilidade;</p><p>• Adaptabilidade.</p><p>Escalabilidade</p><p>Escalabilidade significa o quanto um projeto de rede deve suportar um cresci-</p><p>mento, ou seja, estar preparado para crescer.</p><p>É um objetivo primário de quase todo projeto de rede que se adicione postos de</p><p>trabalho, aplicações, sites ou conexões de rede a um ritmo veloz. Portanto, sempre</p><p>se deve planejar uma possível expansão, sendo necessário descobrir qual é o cres-</p><p>cimento planejado para a rede nos próximos anos.</p><p>Dependendo da estrutura física do cliente, é possível que alguma tecnologia específica deva</p><p>ser utilizada. Essa estrutura pode ser de diferentes tamanhos:</p><p>Rede corporativa: rede envolvendo múltiplos campi;</p><p>Rede de campus: rede com múltiplos prédios;</p><p>Rede de prédio: rede com múltiplas LANs dentro de um único prédio;</p><p>LAN: rede entre dispositivos interconectados.</p><p>Ex</p><p>pl</p><p>or</p><p>Para capturar e recomendar esse tipo de requisito técnico, é possível questionar</p><p>o cliente em relação à quantidade de hosts que poderão ser adicionados ao longo</p><p>do tempo, ou ao crescimento esperado da empresa.</p><p>Disponibilidade</p><p>Disponibilidade representa um percentual de</p><p>tempo que a rede está disponível, sendo que o au-</p><p>mento da disponibilidade é frequentemente o ob-</p><p>jetivo principal de um projeto de rede de grandes</p><p>empresas. Por exemplo, se uma rede pode pa-</p><p>rar no máximo 8 horas em uma semana (que tem</p><p>168 horas), a disponibilidade dessa é de 95,24%,</p><p>isso é, 1-(8/168) – valor normalmente considera-</p><p>do muito ruim para sistemas grandes.</p><p>A disponibilidade está vinculada à redundância, con-</p><p>fiabilidade (taxas de erros, estabilidade, período de tem-</p><p>po entre falhas), resiliência (grau de tolerância a falhas)</p><p>e recuperabilidade (habilidade de se recuperar rapida-</p><p>mente após uma falha).</p><p>Em projetos de redes, é comum especificar o tempo</p><p>máximo de downtime que o sistema pode ficar indisponível. Uma tabela pode</p><p>Figura 7 – Disponibilidade</p><p>Fonte: iStock/Getty Images</p><p>16</p><p>17</p><p>facilitar a visualização da relação entre uptime, ou seja, a taxa de disponibilidade,</p><p>e o downtime permitido.</p><p>Quadro1 – Downtime Permitido em Período de Tempo</p><p>DISPONIBILIDADE</p><p>(% UPTIME)</p><p>ANUALMENTE MENSALMENTE SEMANALMENTE DIARIAMENTE</p><p>95% 438 h 36,5 h 8,4 h 1,2 h</p><p>99,5% 43,8 h 3,7 h 50,5 min. 7,2 min.</p><p>99,95% 4,38 h 21,9 min. 5,05 min. 43,2 s</p><p>99,98% 1,75 h 8,75 min. 2,0 min. 17,3 s</p><p>99,99% 0,88 h 4,4 min. 1,0 min. 8,7 s</p><p>Sistemas de grande porte operam aproximadamente com 99,95% de taxa de</p><p>uptime. Nesse cenário, os 5 minutos de downtime por semana, ou uma parada de</p><p>21 minutos aproximadamente no mês, permitem alguns transientes. 99,98% de</p><p>uptime é desejável em muitos sistemas de missão crítica, e 99,99% é o limite da</p><p>tecnologia atualmente.</p><p>Dependendo do tipo de cliente, o custo do tempo parado é um fator de máxima</p><p>prioridade. Durante o levantamento de requisitos do negócio do cliente, deve-se</p><p>descobrir quanto dinheiro a empresa perde por hora de downtime.</p><p>Em 2013, a Amazon teve uma perda fi nanceira de US$ 5 milhões em vendas causada por um</p><p>downtime de 49 minutos, praticamente US$102.000,00/min!</p><p>Saiba mais em: https://goo.gl/Dn21z8.</p><p>Ex</p><p>pl</p><p>or</p><p>A disponibilidade pode ser representada por um valor objetivo. Para se calcular</p><p>esse valor efetivo, são utilizados dois parâmetros:</p><p>• Tempo Médio entre Falhas (MTBF – Mean Time Between Failures); e</p><p>• Tempo Médio para Reparos (MTTR – Mean Time To Repair).</p><p>A disponibilidade pode ser calculada através de:</p><p>Disponibilidade MTBF</p><p>MTBF MTTR</p><p>�</p><p>�</p><p>Por exemplo, a disponibilidade de um sistema que pode falhar, em média, a cada</p><p>4000 horas e deve ter o tempo médio de reparo de 1 hora pode ser calculada por:</p><p>Disponibilidade �</p><p>�</p><p>�</p><p>4000</p><p>4000 1</p><p>99 98, %</p><p>17</p><p>UNIDADE Gerenciamento de Projetos e Análise de Requisitos</p><p>Desempenho</p><p>O desempenho de uma rede pode ser definido de acordo com diversos parâme-</p><p>tros, como:</p><p>• Capacidade (bandwidth): capacidade de uma rede transmitir dados por tem-</p><p>po, largura de banda;</p><p>• Utilização: um percentual da capacidade usada na média;</p><p>• Utilização máxima: valor da utilização em que a rede é considerada saturada;</p><p>• Vazão: quantidade de dados úteis transferidos sem erro por segundo;</p><p>• Carga oferecida: a soma de todo o tráfego oferecido à rede (em bps) num</p><p>determinado momento;</p><p>• Acurácia: quantidade de tráfego útil corretamente recebido;</p><p>• Eficiência: quantidade de dados úteis transmitidos;</p><p>• Atraso (latência): tempo médio entre o momento em que um quadro está</p><p>pronto para ser transmitido e sua recepção em algum destino;</p><p>• Variação de atraso (jitter): variação no atraso médio;</p><p>• Tempo de resposta: tempo entre um pedido de serviço e a recepção de</p><p>uma resposta.</p><p>Este é mais um requisito que dificilmente o cliente terá conhecimento. Um bom</p><p>projeto de redes deve conhecer esses valores para projetar a rede; dessa forma,</p><p>não haverá “surpresas” após a implementação da rede.</p><p>Quando a rede entrar em funcionamento,</p><p>os valores deverão estar iguais, ou</p><p>superiores, aos pré-estabelecidos. Dependendo da situação, uma ou várias dessas</p><p>medidas se tornam importantes para o negócio do cliente.</p><p>Segurança</p><p>Problemas de segurança não devem afetar a habilidade da empresa em conduzir</p><p>suas atividades, portanto, uma análise deve ser realizada para investigar a gravida-</p><p>de da não implementação de segurança.</p><p>Invasores podem atacar um servidor do cliente de diversas maneiras, como, por</p><p>exemplo, usando recursos que não deveriam acessar, aproveitando brechas de se-</p><p>gurança bem conhecidas em sistemas operacionais ou aplicações e realizando um</p><p>ataque do tipo DDoS.</p><p>Além da vulnerabilidade externa, um projeto de redes deve se preocupar com</p><p>aspectos de segurança relativos a outros três diferentes tipos de problemas: os cau-</p><p>sados por eventos maliciosos como vírus; os causados por erros de usuários; e os</p><p>causados por usuários internos maliciosos.</p><p>18</p><p>19</p><p>Figura 8 – Vulnerabilidade</p><p>Fonte: iStock/Getty Images</p><p>Dependendo do projeto, é de extrema necessidade prever diversos tipos de pro-</p><p>blemas relativos à segurança, sendo necessário se informar sobre a sensibilidade</p><p>dos dados do cliente, bem como o possível efeito do roubo ou a alteração desses.</p><p>O aumento de segurança sempre envolve um trade-off, ou seja, uma troca em</p><p>situações com conflito de escolha. Nesse caso, quanto maior a segurança, menor a</p><p>facilidade de uso e produtividade dos funcionários, e vice-versa.</p><p>Requisitos típicos de segurança podem atingir objetivos, como a permissão de</p><p>que pessoas externas acessem dados públicos, mas não dados internos. Outros re-</p><p>quisitos poderiam ser: identificar, autenticar e autorizar usuários remotos; detectar</p><p>“penetras” e identificar os danos causados pela intrusão; autenticar atualizações de</p><p>tabelas de roteamento; proteger dados, aplicações, hosts e dispositivos através de</p><p>senhas e direitos de uso.</p><p>Gerenciamento</p><p>Alguns clientes, principalmente os que têm em seu quadro funcionários específi-</p><p>cos da área de redes, podem ter planos específicos de gerência de rede. Gerenciar</p><p>a rede significa analisar o tráfego na rede e analisar diversos dispositivos, portanto,</p><p>esse requisito afeta diretamente a escolha de equipamentos.</p><p>O gerenciamento de uma rede pode ser dividido em 5 tipos:</p><p>• Gerenciamento de falhas: com finalidade de detectar, isolar e corrigir falhas;</p><p>• Gerenciamento de configuração: com o intuito de controlar, operar, iden-</p><p>tificar dispositivos;</p><p>• Gerenciamento de desempenho: evidenciando uma análise do tráfego dos</p><p>principais aplicativos e da rede como um todo;</p><p>• Gerenciamento de segurança: com a necessidade de monitorar e testar nor-</p><p>mas de segurança;</p><p>• Gerenciamento de contabilidade: com o intuito de contabilizar a utilização</p><p>da rede para alocar custos a setores e novas mudanças.</p><p>Descobrir a real necessidade da gerência da rede do cliente pode fazer com que</p><p>sejam especificados softwares e hardwares com melhores custo-eficácia.</p><p>19</p><p>UNIDADE Gerenciamento de Projetos e Análise de Requisitos</p><p>Para gerenciar de forma satisfatória a rede de um cliente, não são necessários equipamentos</p><p>com funções que nunca serão utilizadas.Ex</p><p>pl</p><p>or</p><p>Usabilidade</p><p>Enquanto o uso de gerência melhora a</p><p>vida de um gerente de rede, a usabilidade</p><p>foca o usuário final. Usabilidade diz respeito</p><p>à facilidade com a qual usuários acessam os</p><p>serviços via rede.</p><p>Melhorar a usabilidade significa avaliar os</p><p>impactos da política de segurança na facilida-</p><p>de de uso, melhorar a facilidade com a qual a</p><p>rede é configurada, tanto para o gerente de</p><p>rede quanto para o usuário final. Além disso,</p><p>pode ser necessário proporcionar facilidade</p><p>com a qual a rede corporativa é usada remo-</p><p>tamente, usando VPN por exemplo.</p><p>Figura 9 – Usabilidade</p><p>Fonte: iStock/Getty Images</p><p>Adaptabilidade</p><p>Se um projeto for utilizado para ampliar uma rede já existente, intuitivamente</p><p>deve-se conhecer as tecnologias e os protocolos utilizados para a nova rede se</p><p>adaptar à antiga. Se um projeto for “criado do zero”, ele deve prever possíveis</p><p>adaptações também.</p><p>A adaptabilidade descreve como o projeto de rede pode se adaptar a distintas</p><p>mudanças, por exemplo: de tecnologia, de protocolos, de formas do negócio e</p><p>de legislação. Após conhecer os requisitos de negócio e técnicos, é possível com-</p><p>preender que as necessidades técnicas só podem ser fomentadas após um pleno</p><p>conhecimento do cliente, dos seus objetivos e de suas necessidades.</p><p>Após a coleta de dados referente aos requisitos de negócio, você deve ser capaz</p><p>de especificar os requisitos técnicos para satisfazer o projeto. Além disso, essas</p><p>especificações podem ser divididas entre os grupos apresentados.</p><p>Importante!</p><p>Você deve documentar quaisquer planos, como, por exemplo, planos de expansão de</p><p>estações de trabalhos e servidores, planos de migração de dados. Também é impor-</p><p>tante registrar os objetivos de disponibilidade para o novo sistema, identificar apli-</p><p>cações que precisam de prioridade nos acessos e discutir a necessidade de segurança</p><p>para todas as etapas.</p><p>Em Síntese</p><p>20</p><p>21</p><p>Material Complementar</p><p>Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:</p><p>Sites</p><p>Processos de Gerenciamento de Projetos – Guia PMBOK 5. ed. Fornecido pelo Projectlab</p><p>https://goo.gl/hgahs7</p><p>A complexidade de se entender o estudo de requisitos pode ser interpretada através de uma imagem</p><p>https://goo.gl/fxrV2Q</p><p>Introdução a Engenharia de Requisitos</p><p>Em Gestão de Projetos, a Análise de Requisitos muitas vezes é definida como Engenharia</p><p>de Requisitos. Um bom artigo referente a esse estudo complexo.</p><p>https://goo.gl/Y7tzmC</p><p>Analyzing Business Goals and Constraints of Network Design</p><p>O capítulo Analyzing Business Goals, do livro de Priscilla Oppenheimer, disponível</p><p>como cortesia da Cisco Press, apresenta diversos tipos de requisitos.</p><p>https://goo.gl/Qzi7br</p><p>+Requisitos do Negócio | Exemplos</p><p>Uma matéria informal contendo exemplos de requisitos do negócio.</p><p>https://goo.gl/Pqhw8J</p><p>Análise de Requisitos</p><p>O site InfoEscola também disponibiliza um bom artigo sobre a Análise de Requisitos</p><p>voltada para a Engenharia de Software que pode ser, de certa forma, transposta para</p><p>Projeto de Redes.</p><p>https://goo.gl/zJb5qu</p><p>21</p><p>UNIDADE Gerenciamento de Projetos e Análise de Requisitos</p><p>Referências</p><p>KUROSE, James F; ROSS, Keith W. Redes de computadores e a internet: uma</p><p>abordagem top-down. 5. ed. São Paulo: Addison Wesley, 2010.</p><p>MAIA, Luiz Paulo. Arquitetura de redes de computadores. 2. ed. Rio de Janei-</p><p>ro: LTC, 2013.</p><p>OLIFER, Natália. Redes de computadores: princípios, tecnologias e protocolos</p><p>para o projeto de redes. Rio de Janeiro: LTC, 2008.</p><p>OPPENHEIMER, Priscilla. Top-Down Network Design: A Systems Analysis</p><p>Approach to Enterprise Network Design. 3. ed. Indiana: Cisco Press, 2011.</p><p>WHITE, Curt M. Redes de computadores. São Paulo: Cengage Learning, 2013.</p><p>22</p><p>Projeto de Redes</p><p>Material Teórico</p><p>Responsável pelo Conteúdo:</p><p>Prof. Me. Giulio Guiyti Rossignolo Suzumura</p><p>Revisão Textual:</p><p>Prof. Esp. Claudio Brites</p><p>Estudo de Viabilidade e Áreas de Gerenciamento</p><p>• Introdução;</p><p>• Restrições de Negócio;</p><p>• Trade-Offs Técnicos;</p><p>• Análise Custo-Eficácia;</p><p>• Áreas de Gerenciamento.</p><p>• Compreender diversas situações adversas com o dever de manter o foco nos prin-</p><p>cipais objetivos, atingindo de forma segura a satisfação do cliente. No sentido de</p><p>obter sucesso com o projeto, é possível utilizar o conceito das grandes áreas do</p><p>gerenciamento, propostas pelas boas práticas de gerenciamento de projetos, o que</p><p>também será visto nesta unidade.</p><p>OBJETIVO DE APRENDIZADO</p><p>Estudo de Viabilidade e</p><p>Áreas de Gerenciamento</p><p>Orientações de estudo</p><p>Para que o conteúdo desta Disciplina seja bem</p><p>aproveitado e haja maior aplicabilidade na sua</p><p>formação acadêmica e atuação profissional, siga</p><p>algumas recomendações básicas:</p><p>Assim:</p><p>Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte</p><p>da sua rotina. Por exemplo, você poderá determinar um dia e</p><p>horário fixos como seu “momento do estudo”;</p><p>Procure se alimentar e se hidratar quando</p><p>for estudar; lembre-se de que uma</p><p>alimentação saudável pode proporcionar melhor aproveitamento do estudo;</p><p>No material de cada Unidade, há leituras indicadas e, entre elas, artigos científicos, livros, vídeos e</p><p>sites para aprofundar os conhecimentos adquiridos ao longo da Unidade. Além disso, você tam-</p><p>bém encontrará sugestões de conteúdo extra no item Material Complementar, que ampliarão</p><p>sua interpretação e auxiliarão no pleno entendimento dos temas abordados;</p><p>Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de discus-</p><p>são, pois irão auxiliar a verificar o quanto você absorveu de conhecimento, além de propiciar o</p><p>contato com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de troca de ideias e</p><p>de aprendizagem.</p><p>Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte</p><p>Mantenha o foco!</p><p>Evite se distrair com</p><p>as redes sociais.</p><p>Mantenha o foco!</p><p>Evite se distrair com</p><p>as redes sociais.</p><p>Determine um</p><p>horário fixo</p><p>para estudar.</p><p>Aproveite as</p><p>indicações</p><p>de Material</p><p>Complementar.</p><p>Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar; lembre-se de que uma</p><p>Não se esqueça</p><p>de se alimentar</p><p>e de se manter</p><p>hidratado.</p><p>Aproveite as</p><p>Conserve seu</p><p>material e local de</p><p>estudos sempre</p><p>organizados.</p><p>Procure manter</p><p>contato com seus</p><p>colegas e tutores</p><p>para trocar ideias!</p><p>Isso amplia a</p><p>aprendizagem.</p><p>Seja original!</p><p>Nunca plagie</p><p>trabalhos.</p><p>UNIDADE Estudo de Viabilidade e Áreas de Gerenciamento</p><p>Introdução</p><p>Estudar a viabilidade de um projeto significa descobrir se todas as necessidades</p><p>podem ser atendidas. No caso de um projeto de redes para um cliente, é necessário</p><p>um estudo completo para descobrir se os requisitos são possíveis de serem incor-</p><p>porados ao projeto de redes, verificando quaisquer tipos de restrições para obter</p><p>sucesso com o projeto.</p><p>É comum que esse estudo seja confundido com apenas o custo de equipamentos</p><p>ativos e passivos necessários para a instalação de uma nova rede. Esta é apenas</p><p>uma das análises do estudo de viabilidade.</p><p>Assim como introduzido na unidade anterior, o guia PMBOK apresenta boas</p><p>práticas em gerência de projetos, mas impõe que o sucesso de um projeto pode ser</p><p>medido por quatro fatores:</p><p>• qualidade do produto e do projeto;</p><p>• pontualidade;</p><p>• cumprimento do orçamento; e</p><p>• grau de satisfação do cliente.</p><p>Nesse sentido, podemos interpretar que, para obter sucesso em projetos de re-</p><p>des, precisamos analisar não somente os requisitos do cliente, mas principalmente</p><p>suas restrições.</p><p>A qualidade do produto e do projeto, o cumprimento do cronograma e do</p><p>orçamento estipulado servem como uma base para o projeto. Veja que alguns</p><p>dos requisitos do cliente podem não ser concretizados, ou melhor, não serem</p><p>viáveis para o porte da empresa, para o orçamento disponível ou para o crono-</p><p>grama proposto. Portanto, o grau de satisfação tem que estar de acordo com</p><p>suas restrições.</p><p>Em um projeto de redes, podemos melhor dividir o estudo de viabilidade em</p><p>algumas categorias:</p><p>• Restrições de negócio;</p><p>• Trade-offs técnicos;</p><p>• Análise custo-eficácia; e</p><p>• Restrições de cronograma.</p><p>As restrições de cronograma serão apresentadas na próxima unidade, Gerencia-</p><p>mento do Tempo, juntamente com a Metodologia de projetos.</p><p>8</p><p>9</p><p>Restrições de Negócio</p><p>Em sentido oposto aos requisitos de negócio, é possível elencar algumas dificul-</p><p>dades que possam afetar o projeto, ou seja, algumas restrições que podem trazer</p><p>resultados diferentes do esperado e que devem ser estudadas.</p><p>Politicagem e Políticas</p><p>Aspectos internos da situação gerencial do cliente podem comprometer um pro-</p><p>jeto da rede, portanto, é essencial avaliar o que acontece nas reuniões para identi-</p><p>ficar aspectos como agendas escondidas, guerras de poder, opiniões tendenciosas</p><p>e comprometimentos com fornecedores específicos de tecnologia.</p><p>Figura 1 – Politicagem</p><p>Fonte: iStock/Getty Images</p><p>Além desses aspectos, outras preocupações subjetivas são de extrema importân-</p><p>cia para prever se um projeto terá sucesso. Por exemplo, analisar se existe alguém</p><p>que deseje o fracasso do projeto pode ser a chave para se antecipar a um fracasso,</p><p>ou conseguir a aprovação específica.</p><p>Pode parecer irrelevante, mas no mercado de trabalho o maior problema para</p><p>se obter sucesso em projetos se dá por razões de politicagem.</p><p>Se informar sobre as políticas internas da empresa também é essencial para estar</p><p>preparado para concretizar um projeto. Conhecer compromissos com certos protoco-</p><p>los, padrões e fornecedores do cliente, assim como conhecer o poder sobre compras</p><p>de soluções abertas ou proprietárias pode ajudar a contornar e satisfazer o projeto.</p><p>9</p><p>UNIDADE Estudo de Viabilidade e Áreas de Gerenciamento</p><p>Importante!</p><p>O sucesso de um projeto pode depender justamente dessa etapa, entenda que não se</p><p>pode ignorar detalhes de politicagem e de políticas!</p><p>Importante!</p><p>Figura 2 – Corte de gastos</p><p>Fonte: iStock/Getty Images</p><p>Imagine que um projeto completo foi confeccionado para uma empresa cliente,</p><p>porém, em uma das reuniões realizadas, foi relatado por um dos entrevistados que</p><p>a alta direção da empresa iniciaria um corte no orçamento no mesmo ano. Mesmo</p><p>oferecendo um projeto de rede personalizado para o cliente, é possível que esse</p><p>projeto não seja aprovado.</p><p>Recursos Humanos</p><p>Além de avaliar o caráter político da empresa e a politicagem entre todos os</p><p>integrantes, é necessário avaliar aspectos como as habilidades do corpo técnico da</p><p>empresa, ou seja, as pessoas que trabalharão efetivamente com a rede.</p><p>É necessário compreender se existe funcionários habilitados para validarem o</p><p>projeto ou se o corpo técnico conhece as tecnologias propostas.</p><p>Algumas empresas, dependendo do porte, não estão prontas para certos tipos</p><p>de redes complexas. Dessa forma, é necessário um estudo sobre quem manterá</p><p>o sistema operando, se será desenvolvido um programa de aperfeiçoamento para</p><p>os integrantes do corpo técnico do cliente, e outros estudos que podem não ser</p><p>triviais inicialmente, como a possível contratação de funcionários técnicos ou de</p><p>uma empresa de outsourcing.</p><p>10</p><p>11</p><p>Trade-Off s Técnicos</p><p>Na busca por criar um projeto viável, é possível que alguns objetivos técnicos</p><p>entrem em conflito com outros – por exemplo: excesso de segurança contra facili-</p><p>dade de uso e a maioria dos objetivos técnicos em oposi-</p><p>ção ao custo.</p><p>Para desempatar situações em que haja esse tipo de</p><p>conflito, é possível elencar o objetivo técnico mais impor-</p><p>tante, ou é possível priorizar os objetivos pedindo ao clien-</p><p>te para dizer o percentual aproximado a ser gasto para</p><p>cada requisito técnico.</p><p>Um exemplo de separação dos objetivos técnicos por</p><p>prioridade pode ser visto na Tabela 1 ao lado:</p><p>Critérios de Sucesso</p><p>Também é interessante descobrir quem são os responsáveis técnicos e financei-</p><p>ros do projeto da nova rede.</p><p>O resultado esperado sempre é o sucesso do projeto, para isso é necessário</p><p>identificar, do ponto de vista do cliente, os principais critérios a se avaliar. Alguns</p><p>questionamentos pertinentes podem ser:</p><p>• Por que o cliente vai dizer que a nova rede é bem-sucedida?</p><p>• Qual é o principal interesse?</p><p>Figura 3 – Analisar e documentar os requisitos e as restrições</p><p>para satisfazer o cliente e criar um ótimo projeto de redes</p><p>Fonte: iStock/Getty Images</p><p>As respostas a esses tipos de perguntas podem divergir para diferentes enti-</p><p>dades, como, por exemplo, a diretoria, os gerentes operacionais, usuários finais,</p><p>técnicos de suporte à rede etc.</p><p>Tabela 1</p><p>Escalabilidade 25%</p><p>Disponibilidade 30%</p><p>Desempenho 20%</p><p>Segurança 10%</p><p>Gerência 6%</p><p>Usabilidade 5%</p><p>Adaptabilidade 4%</p><p>Total 100%</p><p>11</p><p>UNIDADE Estudo de Viabilidade e Áreas de Gerenciamento</p><p>Além de avaliar separadamente o interesse de cada grupo de pessoas, é possível</p><p>formar alianças e comprometimentos internos para melhorar a chance de sucesso</p><p>do projeto.</p><p>O órgão que solicita o projeto pode não ser composto por todos que serão afe-</p><p>tados pelo projeto. Em certos cenários, algumas das pessoas afetadas podem ter</p><p>mais importância na</p><p>aprovação do projeto do que outras.</p><p>Satisfazer o cliente é a única opção, mas, e se o resultado for diferente disso? O</p><p>que ocorre se:</p><p>• O projeto da rede não for feito?</p><p>• O projeto não tiver desempenho adequado?</p><p>• O projeto não for aprovado?</p><p>• O projeto tiver fracassado?</p><p>Um projeto pode fracassar por diversos motivos, além disso, a maior parte dos</p><p>fracassos ocorrem por uma soma de diversos fatores. Portanto, sempre é de inte-</p><p>resse se antecipar a possíveis problemas.</p><p>Figura 4 – Cabeamento fora da norma</p><p>Fonte: iStock/Getty Images</p><p>Imagine um projeto de rede criado para um prédio comercial. Cada andar tem</p><p>uma sala de telecomunicações que será interligada a um backbone através de ca-</p><p>beamento metálico. Após a finalização da documentação do projeto, foi verificado</p><p>que a distância máxima permitida do cabeamento ultrapassara o valor máximo</p><p>estabelecido pela norma técnica ANSI/TIA/EIA 568B.</p><p>Importante!</p><p>A norma ANSI/TIA/EIA 568B define os principais conceitos do cabeamento estruturado,</p><p>elementos, topologia, tipos de cabos e tomadas, distâncias, testes de certificação.</p><p>Importante!</p><p>12</p><p>13</p><p>Encontre mais informações sobre diferentes normas técnicas de infraestrutura de redes em:</p><p>https://goo.gl/HCfNv7Ex</p><p>pl</p><p>or</p><p>O problema provavelmente se deu em decorrência de fatores como a falta de</p><p>informação sobre a distância entre as salas de telecomunicações, plantas desatu-</p><p>alizadas, falta de questionamentos da empresa contratada, quantidade limitada de</p><p>reuniões entre a contratada e o cliente, falta de produtividade nas entrevistas, cro-</p><p>nograma apertado, entre outros motivos.</p><p>Análise Custo-Efi cácia</p><p>Restrições orçamentárias estão presentes em todos os tipos de projetos. Em</p><p>redes complexas, ativos qualificados são muito caros e muitas empresas não con-</p><p>seguem identificar a necessidade da instalação desses.</p><p>Figura 5 – Investimento X Crescimento</p><p>Fonte: iStock/Getty Images</p><p>Dificilmente uma empresa aprovará um maior custo em troca de recursos que</p><p>ela não utilizará. O objetivo da análise custo-eficácia é oferecer os serviços de rede</p><p>com a qualidade desejada ao menor custo ou de maximizar a qualidade dos serviços</p><p>para um determinado custo. Os custos podem ser de dois tipo:</p><p>• custos não recorrentes; ou</p><p>• custos recorrentes.</p><p>Custos recorrentes se referem ao custo de aquisição, por exemplo, de produtos ou</p><p>materiais; já os custos recorrentes se referem aos custos de operação, ou seja, o que</p><p>se paga continuamente.</p><p>13</p><p>UNIDADE Estudo de Viabilidade e Áreas de Gerenciamento</p><p>Muitas vezes, as restrições orçamentárias não permitem que um projeto cubra</p><p>todas as necessidades do cliente. Nesses casos, é necessária a intensa atuação das</p><p>partes para que cheguem a um acordo comum do que é viável e inviável. Nesse</p><p>sentido, informações sobre a necessidade de aquisição de equipamentos novos,</p><p>aquisição de licenças de software, contratos de manutenção e suporte, entre outros</p><p>gastos maiores, devem ser detalhados e, muitas vezes, reduzidos.</p><p>Também é possível ajudar gerentes a elaborarem uma análise de Retorno sobre</p><p>Investimentos (ROI – Return On Investment), informando o cliente em quanto</p><p>tempo a rede vai se pagar.</p><p>Figura 6 – Investindo para crescer</p><p>Em alguns cenários, a análise de</p><p>ROI é necessária para apresentar</p><p>dados sobre reduções de custo,</p><p>melhorias de produtividade, ex-</p><p>pansão em outros mercados, au-</p><p>mentos de faturamento, entre ou-</p><p>tras metas desejadas. Na maioria</p><p>dos casos, essa análise é a principal</p><p>aliada para aprovar a implantação</p><p>do projeto.</p><p>Restrições orçamentárias são mandatárias e delimitam o sucesso do fracasso de</p><p>um projeto. Em situações que haja um retorno negativo, é comum verificar que a</p><p>falha tenha ocorrido no início do projeto, no momento de se fazer as estimativas de:</p><p>• Custos de implantação;</p><p>• Benefícios a serem alcançados;</p><p>• Recursos disponíveis.</p><p>Para que um projeto seja viável, ele deve trazer benefícios que excedam os cus-</p><p>tos e, além disso, não deve vincular custos que excedam os recursos disponíveis</p><p>– por exemplo: recursos humanos ou recursos materiais.</p><p>Para efetuar o estudo completo das restrições orçamentárias, é possível analisar</p><p>três diferentes aspectos individualmente, isso é, os custos, os benefícios e os recur-</p><p>sos, pelas seguintes preocupações:</p><p>• Auxiliar a decidir como cada parte do projeto deve ser realizada;</p><p>• Ajudar a determinar como essas partes deverão ser implementadas;</p><p>• Auxiliar na decisão do que antecipar, retardar ou mesmo cancelar etapas; e</p><p>• Ajudar a estimativa dos custos e benefícios totais do projeto.</p><p>Para uma rede corporativa de grande porte, a disponibilidade é frequentemente</p><p>mais importante do que o custo. Já para redes locais e redes de pequeno porte,</p><p>a velocidade e a disponibilidade já são altas e o objetivo principal é de minimizar</p><p>custos. Alguns exemplos são:</p><p>14</p><p>15</p><p>• Aquisição de equipamentos com baixo custo por ponto;</p><p>• Minimização dos custos de cabeamento;</p><p>• Aquisição de placas de rede de baixo custo.</p><p>Caixas de cabos de rede UTP de categoria 6 são aproximadamente 60%-80% mais caros do</p><p>que da categoria 5e. Por outro lado, o modelo 6 pode atingir velocidades de 10Gb/s e o ca-</p><p>tegoria 5e 1Gb/s. Para responder qual categoria de cabeamento utilizar, é necessário saber</p><p>qual o tamanho da empresa e da necessidade do cliente.</p><p>Ex</p><p>pl</p><p>or</p><p>Um dos aspecto mais caros da operação de uma rede grande, e que seja muito</p><p>exigida, diz respeito aos recursos humanos de pessoal de suporte e operação da</p><p>rede. Para minimizar os custos, por exemplo com salários e treinamento, é possível</p><p>adquirir equipamentos fáceis de configurar, operar, manter e gerenciar.</p><p>Também é possível usar um projeto de rede simples de entender e depurar,</p><p>mantendo uma boa documentação do projeto para possíveis modificações futuras.</p><p>A análise de custo-eficácia pode ser avaliada através de estudos subjetivos de</p><p>relações entre custo, benefício e recurso.</p><p>Relação de Custo-Benefício</p><p>Clientes que não têm departamentos de re-</p><p>des ou TI não conhecem a grandeza dos custos</p><p>envolvidos em um projeto de redes. É impor-</p><p>tante modificar a visão desses para que não ob-</p><p>servem apenas os custos e ignorem completa-</p><p>mente os benefícios.</p><p>Uma abordagem interessante seria apresen-</p><p>tar considerações sobre as melhorias obtidas</p><p>para as aplicações dos usuários, tanto na reso-</p><p>lução de problemas como pelo oferecimento</p><p>de novas facilidades e novos serviços de rede.</p><p>Prever corretamente a proporção entre o</p><p>custo de implementação de um projeto e os</p><p>benefícios que ele pode trazer é de extrema importância. Se os custos excedem os</p><p>benefícios de maneira significativa, esse projeto tende a não ser viável e possivel-</p><p>mente haverá um fracasso. Nesses casos, é necessário rever os objetivos a serem</p><p>alcançados revalidando os requisitos e o estudo de viabilidade.</p><p>Relação de Custo-Recursos</p><p>Um projeto só deve ser iniciado se houver condições de terminá-lo, assim, se</p><p>não houver condições de se custear as diversas etapas, um projeto nunca deverá</p><p>ser aprovado ou iniciado.</p><p>Figura – Relações de Custo</p><p>Fonte: iStock/Getty Images</p><p>15</p><p>UNIDADE Estudo de Viabilidade e Áreas de Gerenciamento</p><p>Os recursos necessários em diferentes esferas devem também ser prioridade. Se</p><p>não houver recursos humanos, ou seja, profissionais que possam executar a im-</p><p>plantação ou validação do projeto, o cliente deve, se puder, aguardar o momento</p><p>mais oportuno ou partir para outra solução.</p><p>Relações de Benefício-Recursos</p><p>Outro cenário seria a existência de recursos materiais por parte do cliente. Nes-</p><p>se caso, o benefício trazido com mais recursos pode não ser interessante. O rema-</p><p>nejamento de ativos de rede poderia reduzir o custo.</p><p>Ativos de rede depreciam rapidamente com o avento da tecnologia, portanto, se</p><p>não utilizados, não trazem benefícios, e sim despesas. É comum, em alguns proje-</p><p>tos, haver a oportunidades de gastar os recursos já disponíveis.</p><p>Independente do tipo de recurso, a utilização desses deve ser cuidadosamente</p><p>planejada durante a execução do projeto, a fim de avaliar as vantagens</p><p>dos benefí-</p><p>cios obtidos sobre os custos.</p><p>Além das relações apresentadas, que são, de certa forma, características de restri-</p><p>ções e viabilidade do negócio, também é interessante observar os aspectos técnicos.</p><p>Para não haver fracasso e se obter sucesso em um projeto, é necessário conhe-</p><p>cer muito bem o cliente, extrair e documentar o máximo de informações, mesmo</p><p>as que não pareçam ser necessárias. Lembre-se: não existe padrão para perguntas</p><p>e discussões nas entrevistas, tudo faz parte de um processo inventivo e eficiente</p><p>para captura de informações.</p><p>Áreas de Gerenciamento</p><p>Na busca de tornar qualquer tipo de pro-</p><p>jeto o mais viável possível, o PMI, através do</p><p>PMBOK, separa o Gerenciamento de Proje-</p><p>tos em 10 grandes áreas:</p><p>• Integração;</p><p>• Escopo;</p><p>• Tempo;</p><p>• Custos;</p><p>• Qualidade;</p><p>• Recursos humanos;</p><p>• Comunicações;</p><p>• Riscos;</p><p>• Aquisições;</p><p>• Partes interessadas.</p><p>Integração</p><p>Co</p><p>m</p><p>un</p><p>ica</p><p>çõ</p><p>es</p><p>Riscos</p><p>Partes Interessadas</p><p>Qualidade</p><p>Escopo</p><p>Te</p><p>mpo</p><p>Custos</p><p>Recursos</p><p>Humanos Aquisições</p><p>Figura 8 – Áreas de Gerenciamento</p><p>16</p><p>17</p><p>Na busca de se obter sucesso na confecção de projetos de redes, é possível utili-</p><p>zar esse conceito de divisões em áreas de conhecimento. Portanto, vamos introdu-</p><p>zir esse conceito genérico proposto pelo PMI.</p><p>Uma área de conhecimento é definida por seus requisitos de conhecimento e</p><p>descrita em termos dos processos que a compõem, suas práticas, entradas, saídas,</p><p>ferramentas e técnicas.</p><p>Existem dez áreas de conhecimento, são elas: Integração, Escopo, Tempo, Cus-</p><p>tos, Qualidade, Recursos Humanos, Comunicações, Riscos, Aquisições e Partes</p><p>Interessadas.</p><p>Integração</p><p>Esta área de conhecimento descreve os processos que integram elementos do</p><p>gerenciamento de projetos, que são identificados, definidos, combinados, unifica-</p><p>dos e coordenados dentro dos grupos de processos de gerenciamento de projetos.</p><p>Os processos dessa área são:</p><p>• Desenvolver o Termo de Abertura do Projeto;</p><p>• Desenvolver o Plano de Gerenciamento de Projeto;</p><p>• Orientar e Gerenciar a Execução do Projeto;</p><p>• Monitorar e Controlar o Trabalho do Projeto;</p><p>• Realizar o Controle Integrado de Mudanças;</p><p>• Encerrar o Projeto ou Fase.</p><p>Escopo</p><p>Esta área descreve os processos envolvidos na verificação de que o projeto inclui</p><p>todo o trabalho necessário, e apenas o trabalho necessário, para que seja concluído</p><p>com sucesso.</p><p>Existem três processos de planejamento (três primeiros) e dois processos de con-</p><p>trole e monitoramento (dois últimos). Os processos de planejamento criam um pla-</p><p>no para o gerenciamento de escopo. Os processos de controle e monitoramento</p><p>controlam se o escopo está sendo cumprido conforme foi definido nos processos</p><p>de planejamento; e a verificação confirma com o cliente se está tudo correto.</p><p>Os processos dessa área são:</p><p>• Coletar Requisitos;</p><p>• Definir o Escopo;</p><p>• Cria a EAP;</p><p>• Verificar o Escopo;</p><p>• Controlar o Escopo.</p><p>17</p><p>UNIDADE Estudo de Viabilidade e Áreas de Gerenciamento</p><p>Tempo</p><p>Esta área descreve os processos relativos ao término do projeto no prazo corre-</p><p>to. Os cinco primeiros processos são de planejamento, apenas o último é de con-</p><p>trole. Os processos de planejamento definem as atividades que vão para o crono-</p><p>grama, a ordem de precedência das atividades, determinam o tipo e a quantidade</p><p>de recursos necessários, o tempo necessário para concluir as atividades, associam</p><p>as atividades às datas do cronograma e, por fim, verificam se o andamento dos</p><p>trabalhos está de acordo com o cronograma.</p><p>Os processos dessa área são:</p><p>• Definir Atividades;</p><p>• Sequenciar as Atividades;</p><p>• Estimar os Recursos da Atividade;</p><p>• Estimar as Durações da Atividade;</p><p>• Desenvolver o Cronograma;</p><p>• Controlar o Cronograma.</p><p>Custo</p><p>Esta área descreve os processos envolvidos em planejamento, estimativa, orça-</p><p>mentação e controle de custos, de modo que o projeto termine dentro do orça-</p><p>mento aprovado.</p><p>Os primeiros dois processos são de planejamento. Temos que os processos nessa</p><p>área de conhecimento determinam o custo de cada atividade levando em conside-</p><p>ração o recurso alocado na atividade, além dos períodos de trabalho que o recurso</p><p>estará trabalhando na atividade, os quais determinam que os custos de cada atividade</p><p>sejam somados a fim de gerar uma linha de base de custos, acompanhando a exe-</p><p>cução para verificar se as coisas estão ocorrendo conforme o orçamento definido.</p><p>Os processos dessa área são:</p><p>• Estimar Custos;</p><p>• Determinar o Orçamento;</p><p>• Controlar Custos.</p><p>Qualidade</p><p>Esta área descreve os processos envolvidos na garantia de que o projeto satisfará</p><p>os objetivos para os quais foi realizado.</p><p>Os processos dessa área de conhecimento determinam padrões ou normas de</p><p>qualidade que devem ser seguidos durante o projeto, realizam a auditoria da quali-</p><p>dade, ou seja, se o trabalho está sendo seguido conforme foi planejado, tentando</p><p>18</p><p>19</p><p>impedir um produto ruim, e garantem que o que está sendo entregue está de acor-</p><p>do com os padrões e as normas pré-definidos.</p><p>Os processos dessa área são:</p><p>• Planejar a Qualidade;</p><p>• Realizar a Garantia da Qualidade;</p><p>• Realiza o Controle da Qualidade.</p><p>Recursos Humanos</p><p>Esta área descreve os processos que organizam e gerenciam a equipe do proje-</p><p>to. Os processos dessa área de conhecimento têm como objetivo o de determinar</p><p>os tipos e o perfil dos profissionais, além da hierarquia desses profissionais, e quem</p><p>é responsável pelo o que no projeto quando ele estiver em execução. Determinam</p><p>como mobilizar as pessoas que foram requisitadas no projeto, se preocupam com</p><p>o treinamento da equipe além da integração e geração de conhecimento e deter-</p><p>minam como resolver conflitos antes que eles afetem o projeto.</p><p>Os processos dessa área são:</p><p>• Desenvolver o Plano de Recursos Humanos;</p><p>• Mobilizar a Equipe do Projeto;</p><p>• Desenvolver a Equipe do Projeto;</p><p>• Gerenciar a Equipe do Projeto.</p><p>Comunicações</p><p>Esta área descreve os processos relativos à geração, coleta, disseminação, armaze-</p><p>namento e destinação final das informações do projeto de forma oportuna e adequada.</p><p>Os processos dessa área de conhecimento determinam quem está envolvido</p><p>no projeto, definem como as comunicações ocorrerão quando o projeto iniciar e</p><p>determinam os tipos de informações geradas – quem é o responsável, qual o meio,</p><p>quem receberá as informações geradas, qual a periodicidade. Determinam ainda</p><p>como serão distribuídas essas informações, como podemos gerenciar as expecta-</p><p>tivas dos interessados medindo o grau de satisfação ou insatisfação das pessoas</p><p>interessadas e geram relatórios que permitam o acompanhamento e controle do</p><p>que está acontecendo com o tempo, custo, escopo etc.</p><p>Os processos dessa área são:</p><p>• Identificar as Partes Interessadas;</p><p>• Planejar as Comunicações;</p><p>• Distribuição das Informações;</p><p>• Gerenciar as Expectativas das Partes Interessadas;</p><p>• Reportar Desempenho.</p><p>19</p><p>UNIDADE Estudo de Viabilidade e Áreas de Gerenciamento</p><p>Riscos</p><p>Esta área descreve os processos relativos à realização do gerenciamento de ris-</p><p>cos em um projeto. Temos cinco processos de planejamento e um de controle. Os</p><p>processos dessa área de conhecimento têm como objetivo determinar como os ris-</p><p>cos serão identificados, analisados e como as respostas serão planejadas. Fora isso,</p><p>como o risco será planejado, criam uma lista de riscos identificados no projeto com</p><p>diversas técnicas que ajudam a gerar essa lista de riscos, buscam priorizar os riscos</p><p>com base no grau de criticidade, permitem atribuir probabilidade numérica aos</p><p>riscos, definem estratégias e ações para lidar com os riscos negativos e positivos,</p><p>monitoram os riscos com novos riscos sendo identificados, a revisão das análises</p><p>de riscos, definição de outras prioridades de riscos etc.</p><p>Os processos dessa área são:</p><p>• Planejar o Gerenciamento dos Riscos.</p><p>• Identificar os Riscos;</p><p>• Realizar a Análise Qualitativa de Riscos;</p><p>• Realizar a Análise Quantitativa dos Riscos;</p><p>• Planejar as Respostas aos Riscos;</p><p>• Monitorar e Controlar os Riscos.</p><p>Aquisições</p><p>Esta área descreve os processos que compram ou adquirem produtos, serviços</p><p>ou resultados,</p><p>além dos processos de gerenciamento de contratos. Os processos</p><p>dessa área de conhecimento têm como objetivo determinar o que se quer adquirir,</p><p>de quem se quer adquirir, receber as resposta dos fornecedores e selecionar o for-</p><p>necedor, determinando como se dará o gerenciamento dos contratos, pagamentos,</p><p>se as entregas estão de acordo com o que foi estabelecido, pagando o fornecedor</p><p>e, por último, formalizando a finalização do contrato.</p><p>Os processos dessa área são:</p><p>• Planejar as Aquisições;</p><p>• Realizar as Aquisições;</p><p>• Administrar as Aquisições;</p><p>• Encerrar as Aquisições.</p><p>20</p><p>21</p><p>Partes Interessadas</p><p>Esta área descreve os processos de identificar as partes interessadas, priorizá-las</p><p>e desenvolver estratégias para quebrar suas resistências e aumentar seu engajamen-</p><p>to. Além de executar essas estratégias e monitorar as partes interessadas de modo</p><p>a garantir seu engajamento em todo o projeto.</p><p>Os processos dessa área são:</p><p>• Identificar as Partes Interessadas;</p><p>• Planejar o Engajamento das Partes Interessadas;</p><p>• Gerenciar o Engajamento das Partes Interessadas;</p><p>• Monitorar o Engajamento das Partes Interessadas.</p><p>Para conhecer mais sobre os processos do gerenciamento de projetos e seu devido fl uxo,</p><p>acesse: https://goo.gl/eStwfv e https://goo.gl/MPsmDXEx</p><p>pl</p><p>or</p><p>21</p><p>UNIDADE Estudo de Viabilidade e Áreas de Gerenciamento</p><p>Material Complementar</p><p>Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:</p><p>Leitura</p><p>A importância do ROI na viabilidade do seu projeto</p><p>O texto mostra uma das principais tarefas a ser apresentadas em projetos de redes.</p><p>https://goo.gl/GzNa6U</p><p>Analyzing Business Goals and Constraints of Network Design</p><p>O capítulo Analyzing Business Constraints, do livro de Priscilla Oppenheimer,</p><p>https://goo.gl/2wcZVB</p><p>Viabilidade Econômica da Computação em Nuvem para Pequenas Empresas</p><p>https://goo.gl/eXGBjd</p><p>Importância do estudo de viabilidade do projeto</p><p>Artigo que apresenta a Importância do estudo de viabilidade do projeto</p><p>https://goo.gl/TQwqGs</p><p>Expectativas, Requisitos, Critérios de aceitação, Restrições, Premissas</p><p>Um bom artigo que apresenta expectativas, requisitos, critérios de aceitação, restrições</p><p>e premissas em escritório de projetos.</p><p>https://goo.gl/tQC8cq</p><p>Áreas de Conhecimento do Guia PMBOK sexta edição</p><p>https://goo.gl/RSxk4g</p><p>22</p><p>23</p><p>Referências</p><p>KUROSE, James F; ROSS, Keith W. Redes de computadores e a internet: uma</p><p>abordagem top-down. 5. ed. São Paulo: Addison Wesley, 2010.</p><p>MAIA, Luiz Paulo. Arquitetura de redes de computadores. 2. ed. Rio de Janei-</p><p>ro: LTC, 2013.</p><p>OLIFER, Natália. Redes de computadores: princípios, tecnologias e protocolos</p><p>para o projeto de redes. Rio de Janeiro: LTC, 2008.</p><p>OPPENHEIMER, Priscilla. Top-Down Network Design: A Systems Analysis</p><p>Approach to Enterprise Network Design. 3. ed. Indiana: Cisco Press, 2011.</p><p>WHITE, Curt M. Redes de computadores. São Paulo: Cengage Learning, 2013.</p><p>23</p><p>Projeto de Redes</p><p>Material Teórico</p><p>Responsável pelo Conteúdo:</p><p>Prof. Me. Giulio Guiyti Rossignolo Suzumura</p><p>Revisão Textual:</p><p>Prof.ª Esp. Kelciane da Rocha Campos</p><p>Gerenciamento do Tempo</p><p>• Introdução;</p><p>• Cronograma;</p><p>• Metodologia Top-Down;</p><p>• Identificação das Cecessidades e Objetivos do Cliente;</p><p>• Documentação do Projeto de Rede;</p><p>• Projeto Modelo.</p><p>• Abordar dois importantes procedimentos: a criação de um Cronograma e a utilização</p><p>da principal metodologia utilizada para criar Projeto de Redes. O objetivo de ambos</p><p>os temas se dá pela sua utilização para criar um documento contendo efetivamente</p><p>o projeto de rede.</p><p>OBJETIVO DE APRENDIZADO</p><p>Gerenciamento do Tempo</p><p>Orientações de estudo</p><p>Para que o conteúdo desta Disciplina seja bem</p><p>aproveitado e haja maior aplicabilidade na sua</p><p>formação acadêmica e atuação profissional, siga</p><p>algumas recomendações básicas:</p><p>Assim:</p><p>Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte</p><p>da sua rotina. Por exemplo, você poderá determinar um dia e</p><p>horário fixos como seu “momento do estudo”;</p><p>Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar; lembre-se de que uma</p><p>alimentação saudável pode proporcionar melhor aproveitamento do estudo;</p><p>No material de cada Unidade, há leituras indicadas e, entre elas, artigos científicos, livros, vídeos e</p><p>sites para aprofundar os conhecimentos adquiridos ao longo da Unidade. Além disso, você tam-</p><p>bém encontrará sugestões de conteúdo extra no item Material Complementar, que ampliarão</p><p>sua interpretação e auxiliarão no pleno entendimento dos temas abordados;</p><p>Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de discus-</p><p>são, pois irão auxiliar a verificar o quanto você absorveu de conhecimento, além de propiciar o</p><p>contato com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de troca de ideias e</p><p>de aprendizagem.</p><p>Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte</p><p>Mantenha o foco!</p><p>Evite se distrair com</p><p>as redes sociais.</p><p>Mantenha o foco!</p><p>Evite se distrair com</p><p>as redes sociais.</p><p>Determine um</p><p>horário fixo</p><p>para estudar.</p><p>Aproveite as</p><p>indicações</p><p>de Material</p><p>Complementar.</p><p>Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar; lembre-se de que uma</p><p>Não se esqueça</p><p>de se alimentar</p><p>e de se manter</p><p>hidratado.</p><p>Aproveite as</p><p>Conserve seu</p><p>material e local de</p><p>estudos sempre</p><p>organizados.</p><p>Procure manter</p><p>contato com seus</p><p>colegas e tutores</p><p>para trocar ideias!</p><p>Isso amplia a</p><p>aprendizagem.</p><p>Seja original!</p><p>Nunca plagie</p><p>trabalhos.</p><p>UNIDADE Gerenciamento do Tempo</p><p>Introdução</p><p>Mesmo que todas as áreas do conhecimento sejam de certa forma importantes</p><p>em equilíbrio, aqui foi separada uma unidade para descrever um pouco mais sobre</p><p>o tema relativo ao tempo de projeto.</p><p>De forma genérica, o Gerenciamento do Tempo descreve os processos relativos</p><p>à realização do projeto dentro de um prazo estabelecido.</p><p>Diversos procedimentos têm de ser realizados para se analisar a viabilidade do</p><p>projeto e conhecer as necessidades dos clientes, portanto devemos entender como</p><p>isso tudo se encaixa em um estudo cronológico.</p><p>Figura 1 – Gerenciamento do tempo</p><p>Fonte: iStock/Getty Images</p><p>O cronograma do projeto é uma ferramenta de comunicação poderosa e talvez</p><p>seja a mais importante em todo o projeto. Compreender isso e tirar proveito das</p><p>recomendações descritas aqui podem ajudar a garantir que o cronograma do pro-</p><p>jeto se torne um trunfo para o projeto como um todo.</p><p>É importante notar que o cronograma do projeto não é o resultado final, mas</p><p>sim os meios para chegar a esse fim. O resultado final é a realização dos objetivos</p><p>do projeto, que no caso de Projeto de Redes se dá pela entrega do documento con-</p><p>tendo todas as informações necessárias para a efetiva implantação da rede.</p><p>Também nesta unidade será visto que uma metodologia específica traz vanta-</p><p>gens quando utilizada para se desenvolver bons projetos de redes. Portanto, o uso</p><p>do tempo se torna mais efetivo, trazendo resultados que agradam a especialistas.</p><p>Neste sentido, podemos dividir esta unidade em duas importantes estruturas:</p><p>• Cronograma; e</p><p>• Metodologia Top-Down.</p><p>8</p><p>9</p><p>Cronograma</p><p>O cronograma do projeto pode ser entendido como um tipo de restrição, por-</p><p>tanto merece atenção e deve ser tratado com muito cuidado com o cliente.</p><p>Na maioria dos casos, quem cria o projeto de redes não necessariamente realiza</p><p>a implantação da rede. O cliente, por sua vez, tem um cronograma preparado para</p><p>as modificações, então é necessário adequar o projeto ao cronograma do cliente.</p><p>Em alguns casos, os prazos são incompatíveis, portanto é necessário entrar em um</p><p>acordo com o cliente para que a implantação do projeto seja factível.</p><p>Na maioria das vezes, o cliente não tem certo discernimento sobre o tempo</p><p>entre as etapas da efetiva implantação, mas tem um prazo final tanto para a apre-</p><p>sentação do projeto quanto para a instalação da rede. Alguns questionamentos que</p><p>devem ser feitos para analisar a viabilidade do cronograma podem ser:</p><p>• Qual é a prazo final para apresentação do projeto?</p><p>• Qual é a data prevista para a implementação da nova rede?</p><p>• Quais são os</p><p>milestones intermediários e principais?</p><p>Milestones são pontos de controle de um cronograma, isto é, as atividades ou marcos com</p><p>prazos estabelecidos. Na grande maioria das vezes, estes pontos são fornecidos em uma</p><p>tabela na documentação informando prazos e tópicos da implementação da rede.</p><p>Ex</p><p>pl</p><p>or</p><p>De forma geral, você não controla o cronograma do cliente, mas deve se adequar</p><p>a ele, portanto tente incluir milestones intermediários para detectar deslizes. Com</p><p>o escopo do projeto acertado, é possível identificar a viabilidade do cronograma.</p><p>É interessante documentar quando houver mudanças importantes por parte do</p><p>cliente, de modo que, se ocorrerem problemas, você possa analisar o que mudou e</p><p>ajudar a solucionar problemas. Com o cronograma de implantação acertado entre</p><p>as partes, a documentação do projeto precisa ser desenvolvida e entregue.</p><p>Durante a fase de análise técnica e as fases de projeto lógico e físico, que serão</p><p>vistas adiante, lembre-se de manter o cronograma em mente. Ao desenvolver o</p><p>escopo do projeto de rede, é valioso informar quaisquer preocupações sobre o</p><p>cronograma ao cliente.</p><p>Nos casos onde o desenvolvedor do projeto não é responsável pela implantação,</p><p>o plano de implementação não deve ser necessariamente detalhado. Mesmo assim</p><p>cabe ressaltar que um plano de implementação deve incluir:</p><p>• um cronograma;</p><p>• planos com fornecedores ou provedores de serviço para a instalação de enla-</p><p>ces, equipamentos ou serviços;</p><p>9</p><p>UNIDADE Gerenciamento do Tempo</p><p>• planos ou recomendações de outsourcing da implementação e/ou da gerên-</p><p>cia da rede;</p><p>• um plano para informar usuários, gerentes, administradores sobre o projeto;</p><p>• um plano de treinamento para administradores de rede e usuários;</p><p>• um plano para medir a eficácia da nova rede depois de implantada;</p><p>• uma lista de riscos conhecidos que podem atrasar o projeto;</p><p>• um plano de contingência, caso a implementação venha a falhar;</p><p>• um plano para a evolução da rede face ao surgimento de novos requisitos</p><p>e aplicações.</p><p>Um exemplo de cronograma indicando milestones com foco na entrega do</p><p>projeto e implementação da rede pode ser visto abaixo:</p><p>Tabela 1</p><p>Data de término Milestone (ponto de controle)</p><p>1 julho Projeto finalizado e versão inicial do Documento de Projeto distribuído aos principais gerentes,</p><p>administradores e usuários finais.</p><p>15 julho Recepção de comentários sobre o Documento de Projeto.</p><p>22 julho Documento de Projeto final distribuído.</p><p>27-28 julho Administradores de rede treinados sobre o novo sistema.</p><p>29-30 agosto Usuários finais treinados sobre o novo sistema.</p><p>6 agosto Implementação teste no prédio 1.</p><p>20 agosto Feedback recebido dos administradores de rede e usuários finais sobre o teste.</p><p>27 agosto Implementação nos prédios remanescentes.</p><p>8 setembro Feedback recebido dos administradores de rede e usuários finais sobre a última implementação.</p><p>Processo contínuo Monitoramento do novo sistema para verificar se satisfez requisitos.</p><p>É possível compreender que existem diferentes cronogramas que necessitam</p><p>estar interconectados, por exemplo o cronograma do cliente, que tem prazos como</p><p>o recebimento do projeto e a nova rede implantada, com o cronograma do desen-</p><p>volvedor do projeto, que necessita analisar os requisitos e organizar todo o projeto</p><p>lógico e físico, juntamente com o cronograma da efetiva implementação da rede,</p><p>determinando quais infraestruturas serão instaladas em qual momento.</p><p>Agora é possível entender que existem subdivisões do projeto, ou seja, diferen-</p><p>tes etapas que devem ser realizadas para criar um projeto, tomando-se como refe-</p><p>rência o gerenciamento do tempo. As diferentes etapas podem ser interpretadas</p><p>como um método de desenvolvimento de projetos.</p><p>De uma forma direcionada ao estudo, a metodologia envolve o planejamento e</p><p>a aplicação de determinadas ações para resolver problemas. Na busca da criação</p><p>10</p><p>11</p><p>de um projeto, este planejamento pode ser mais bem apresentado por meio de in-</p><p>formações e instruções que foram seguidas para resolver o problema. Transformar</p><p>o planejamento em um documento que pode ser entregue (entregável) é a melhor</p><p>forma de apresentação de um projeto.</p><p>Uma metodologia de projeto de redes deve contribuir efetivamente para a satis-</p><p>fação das necessidades dos seus clientes, observando-se a qualidade dos produtos</p><p>e serviços oferecidos para a rede.</p><p>Aplicar uma metodologia é um desafio que exige dos profissionais envolvidos</p><p>um elevado grau de criatividade, agilidade e planejamento inteligente na adoção</p><p>das soluções, seja na implementação de novas tecnologias ou na melhoria de es-</p><p>truturas existentes.</p><p>Ideias e opiniões superficiais podem levar a um desenvolvimento de projeto</p><p>que não atenda às necessidades dos usuários. Portanto, um bom projeto de redes</p><p>necessita de um trabalho sistematizado, a partir de uma visão estratégica e objetiva</p><p>da realidade dos seus usuários.</p><p>Uma boa metodologia de projeto está em definir com clareza e fidelidade os</p><p>resultados esperados, abordar diretamente as questões a que se referem e sistema-</p><p>tizar as ações necessárias para atingir esses resultados.</p><p>Na grande área de Gerenciamento de Projetos, existem diversos tipos de me-</p><p>todologias, podendo ser desde Metodologias Tradicionais até Metodologias Ágeis.</p><p>Em situações onde o planejamento deve ser aplicado a projetos de rede, a meto-</p><p>dologia mais bem difundida e que tem maior chances de sucesso é chamada de</p><p>Metodologia Top-Down.</p><p>Metodologia Top-Down</p><p>Por ser baseada no modelo OSI, a metodologia de Projeto de Redes do tipo</p><p>Top-Down analisa inicialmente o que seria a camada mais alta do modelo OSI, ou</p><p>seja, as aplicações dos usuários que utilizarão a rede, para depois criar efetivamente</p><p>um projeto lógico e físico da rede.</p><p>O foco nas aplicações é baseado na ideia de que o objetivo do cliente é um ob-</p><p>jetivo de negócio, como, por exemplo, melhorar a posição no mercado perante a</p><p>concorrência, portanto a melhoria da rede pode desencadear este processo, sendo</p><p>possível alcançar o patamar desejado.</p><p>Este método pode ser descrito como um processo sistemático de criação de</p><p>redes, que tem seu foco na finalidade e metas dos negócios de uma organização.</p><p>11</p><p>UNIDADE Gerenciamento do Tempo</p><p>A estrutura da metodologia de Projeto de Redes Top-Down pode ser dividida em:</p><p>• Identificação das Necessidades e Objetivos do Cliente;</p><p>• Desenvolvimento do Projeto Lógico da Rede;</p><p>• Desenvolvimento do Projeto Físico da Rede;</p><p>Estas três etapas seguem uma ordem intuitiva para a metodologia. Inicialmente,</p><p>é necessário identificar as necessidades do cliente, além de se estudar a viabilidade</p><p>do projeto como um todo. Em seguida, com todos os dados em mãos, é possível</p><p>criar efetivamente um projeto de redes, o qual se inicia pela parte lógica e deve ser</p><p>complementado pela parte física.</p><p>A compilação das informações obtidas nas reuniões juntamente com os projetos</p><p>lógico e físico devem ser de alguma forma registradas. Portanto, o principal produ-</p><p>to em um projeto de redes é a:</p><p>• Documentação do Projeto de Rede.</p><p>Esta etapa é usualmente apresentada como uma quarta etapa da metodologia</p><p>Top-Down, porém a documentação é um elemento dinâmico, ou seja, a documen-</p><p>tação é realizada a todo momento.</p><p>É possível compreender que o processo de documentação envolve apresentar o</p><p>início do estudo sobre o cliente, isto é, suas necessidades, suas restrições, além das</p><p>soluções lógica e física viáveis para estas no decorrer do tempo.</p><p>Por apresentar diversas revisões, a documentação é declarada como dinâmica.</p><p>Porém, quando o documento for finalizado, aprovado e entregue é possível dizer</p><p>que esta revisão não sofrerá mais mudanças.</p><p>Com a documentação final concluída e aprovada para instalação, outras duas</p><p>etapas podem ser definidas:</p><p>• Implementação; e</p><p>• Testes e Monitoramento.</p><p>Na maioria das vezes, a implantação do projeto, ou seja, efetiva execução daqui-</p><p>lo que está documentado, não está atrelada a quem criou o projeto.</p><p>Importante!</p><p>Um projeto é independente da sua possível implantação. Alguns</p>