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Projeto Integrador Transdiciplinar em Redes de Computadores I Responsável pelo Conteúdo: Prof. Me. Giulio Guiyti Rossignolo Suzumura Revisão Textual: Prof.ª Esp. Kelciane da Rocha Campos Gerenciamento do Tempo • Introdução; • Cronograma; • Metodologia Top-Down; • Identificação das Cecessidades e Objetivos do Cliente; • Documentação do Projeto de Rede; • Projeto Modelo. • Abordar dois importantes procedimentos: a criação de um Cronograma e a utilização da principal metodologia utilizada para criar Projeto de Redes. O objetivo de ambos os temas se dá pela sua utilização para criar um documento contendo efetivamente o projeto de rede. OBJETIVO DE APRENDIZADO Gerenciamento do Tempo Orientações de estudo Para que o conteúdo desta Disciplina seja bem aproveitado e haja maior aplicabilidade na sua formação acadêmica e atuação profissional, siga algumas recomendações básicas: Assim: Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte da sua rotina. Por exemplo, você poderá determinar um dia e horário fixos como seu “momento do estudo”; Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar; lembre-se de que uma alimentação saudável pode proporcionar melhor aproveitamento do estudo; No material de cada Unidade, há leituras indicadas e, entre elas, artigos científicos, livros, vídeos e sites para aprofundar os conhecimentos adquiridos ao longo da Unidade. Além disso, você tam- bém encontrará sugestões de conteúdo extra no item Material Complementar, que ampliarão sua interpretação e auxiliarão no pleno entendimento dos temas abordados; Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de discus- são, pois irão auxiliar a verificar o quanto você absorveu de conhecimento, além de propiciar o contato com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de troca de ideias e de aprendizagem. Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte Mantenha o foco! Evite se distrair com as redes sociais. Mantenha o foco! Evite se distrair com as redes sociais. Determine um horário fixo para estudar. Aproveite as indicações de Material Complementar. Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar; lembre-se de que uma Não se esqueça de se alimentar e de se manter hidratado. Aproveite as Conserve seu material e local de estudos sempre organizados. Procure manter contato com seus colegas e tutores para trocar ideias! Isso amplia a aprendizagem. Seja original! Nunca plagie trabalhos. UNIDADE Gerenciamento do Tempo Introdução Mesmo que todas as áreas do conhecimento sejam de certa forma importantes em equilíbrio, aqui foi separada uma unidade para descrever um pouco mais sobre o tema relativo ao tempo de projeto. De forma genérica, o Gerenciamento do Tempo descreve os processos relativos à realização do projeto dentro de um prazo estabelecido. Diversos procedimentos têm de ser realizados para se analisar a viabilidade do projeto e conhecer as necessidades dos clientes, portanto devemos entender como isso tudo se encaixa em um estudo cronológico. Figura 1 – Gerenciamento do tempo Fonte: iStock/Getty Images O cronograma do projeto é uma ferramenta de comunicação poderosa e talvez seja a mais importante em todo o projeto. Compreender isso e tirar proveito das recomendações descritas aqui podem ajudar a garantir que o cronograma do pro- jeto se torne um trunfo para o projeto como um todo. É importante notar que o cronograma do projeto não é o resultado final, mas sim os meios para chegar a esse fim. O resultado final é a realização dos objetivos do projeto, que no caso de Projeto de Redes se dá pela entrega do documento con- tendo todas as informações necessárias para a efetiva implantação da rede. Também nesta unidade será visto que uma metodologia específica traz vanta- gens quando utilizada para se desenvolver bons projetos de redes. Portanto, o uso do tempo se torna mais efetivo, trazendo resultados que agradam a especialistas. Neste sentido, podemos dividir esta unidade em duas importantes estruturas: • Cronograma; e • Metodologia Top-Down. 8 9 Cronograma O cronograma do projeto pode ser entendido como um tipo de restrição, por- tanto merece atenção e deve ser tratado com muito cuidado com o cliente. Na maioria dos casos, quem cria o projeto de redes não necessariamente realiza a implantação da rede. O cliente, por sua vez, tem um cronograma preparado para as modificações, então é necessário adequar o projeto ao cronograma do cliente. Em alguns casos, os prazos são incompatíveis, portanto é necessário entrar em um acordo com o cliente para que a implantação do projeto seja factível. Na maioria das vezes, o cliente não tem certo discernimento sobre o tempo entre as etapas da efetiva implantação, mas tem um prazo final tanto para a apre- sentação do projeto quanto para a instalação da rede. Alguns questionamentos que devem ser feitos para analisar a viabilidade do cronograma podem ser: • Qual é a prazo final para apresentação do projeto? • Qual é a data prevista para a implementação da nova rede? • Quais são os milestones intermediários e principais? Milestones são pontos de controle de um cronograma, isto é, as atividades ou marcos com prazos estabelecidos. Na grande maioria das vezes, estes pontos são fornecidos em uma tabela na documentação informando prazos e tópicos da implementação da rede. Ex pl or De forma geral, você não controla o cronograma do cliente, mas deve se adequar a ele, portanto tente incluir milestones intermediários para detectar deslizes. Com o escopo do projeto acertado, é possível identificar a viabilidade do cronograma. É interessante documentar quando houver mudanças importantes por parte do cliente, de modo que, se ocorrerem problemas, você possa analisar o que mudou e ajudar a solucionar problemas. Com o cronograma de implantação acertado entre as partes, a documentação do projeto precisa ser desenvolvida e entregue. Durante a fase de análise técnica e as fases de projeto lógico e físico, que serão vistas adiante, lembre-se de manter o cronograma em mente. Ao desenvolver o escopo do projeto de rede, é valioso informar quaisquer preocupações sobre o cronograma ao cliente. Nos casos onde o desenvolvedor do projeto não é responsável pela implantação, o plano de implementação não deve ser necessariamente detalhado. Mesmo assim cabe ressaltar que um plano de implementação deve incluir: • um cronograma; • planos com fornecedores ou provedores de serviço para a instalação de enla- ces, equipamentos ou serviços; 9 UNIDADE Gerenciamento do Tempo • planos ou recomendações de outsourcing da implementação e/ou da gerên- cia da rede; • um plano para informar usuários, gerentes, administradores sobre o projeto; • um plano de treinamento para administradores de rede e usuários; • um plano para medir a eficácia da nova rede depois de implantada; • uma lista de riscos conhecidos que podem atrasar o projeto; • um plano de contingência, caso a implementação venha a falhar; • um plano para a evolução da rede face ao surgimento de novos requisitos e aplicações. Um exemplo de cronograma indicando milestones com foco na entrega do projeto e implementação da rede pode ser visto abaixo: Tabela 1 Data de término Milestone (ponto de controle) 1 julho Projeto finalizado e versão inicial do Documento de Projeto distribuído aos principais gerentes, administradores e usuários finais. 15 julho Recepção de comentários sobre o Documento de Projeto. 22 julho Documento de Projeto final distribuído. 27-28 julho Administradores de rede treinados sobre o novo sistema. 29-30 agosto Usuários finais treinados sobre o novo sistema. 6 agosto Implementação teste no prédio 1. 20 agosto Feedback recebido dos administradores de rede e usuários finais sobre o teste. 27 agosto Implementação nos prédios remanescentes. 8 setembro Feedback recebido dos administradores de rede e usuários finais sobre a última implementação.Processo contínuo Monitoramento do novo sistema para verificar se satisfez requisitos. É possível compreender que existem diferentes cronogramas que necessitam estar interconectados, por exemplo o cronograma do cliente, que tem prazos como o recebimento do projeto e a nova rede implantada, com o cronograma do desen- volvedor do projeto, que necessita analisar os requisitos e organizar todo o projeto lógico e físico, juntamente com o cronograma da efetiva implementação da rede, determinando quais infraestruturas serão instaladas em qual momento. Agora é possível entender que existem subdivisões do projeto, ou seja, diferen- tes etapas que devem ser realizadas para criar um projeto, tomando-se como refe- rência o gerenciamento do tempo. As diferentes etapas podem ser interpretadas como um método de desenvolvimento de projetos. De uma forma direcionada ao estudo, a metodologia envolve o planejamento e a aplicação de determinadas ações para resolver problemas. Na busca da criação 10 11 de um projeto, este planejamento pode ser mais bem apresentado por meio de in- formações e instruções que foram seguidas para resolver o problema. Transformar o planejamento em um documento que pode ser entregue (entregável) é a melhor forma de apresentação de um projeto. Uma metodologia de projeto de redes deve contribuir efetivamente para a satis- fação das necessidades dos seus clientes, observando-se a qualidade dos produtos e serviços oferecidos para a rede. Aplicar uma metodologia é um desafio que exige dos profissionais envolvidos um elevado grau de criatividade, agilidade e planejamento inteligente na adoção das soluções, seja na implementação de novas tecnologias ou na melhoria de es- truturas existentes. Ideias e opiniões superficiais podem levar a um desenvolvimento de projeto que não atenda às necessidades dos usuários. Portanto, um bom projeto de redes necessita de um trabalho sistematizado, a partir de uma visão estratégica e objetiva da realidade dos seus usuários. Uma boa metodologia de projeto está em definir com clareza e fidelidade os resultados esperados, abordar diretamente as questões a que se referem e sistema- tizar as ações necessárias para atingir esses resultados. Na grande área de Gerenciamento de Projetos, existem diversos tipos de me- todologias, podendo ser desde Metodologias Tradicionais até Metodologias Ágeis. Em situações onde o planejamento deve ser aplicado a projetos de rede, a meto- dologia mais bem difundida e que tem maior chances de sucesso é chamada de Metodologia Top-Down. Metodologia Top-Down Por ser baseada no modelo OSI, a metodologia de Projeto de Redes do tipo Top-Down analisa inicialmente o que seria a camada mais alta do modelo OSI, ou seja, as aplicações dos usuários que utilizarão a rede, para depois criar efetivamente um projeto lógico e físico da rede. O foco nas aplicações é baseado na ideia de que o objetivo do cliente é um ob- jetivo de negócio, como, por exemplo, melhorar a posição no mercado perante a concorrência, portanto a melhoria da rede pode desencadear este processo, sendo possível alcançar o patamar desejado. Este método pode ser descrito como um processo sistemático de criação de redes, que tem seu foco na finalidade e metas dos negócios de uma organização. 11 UNIDADE Gerenciamento do Tempo A estrutura da metodologia de Projeto de Redes Top-Down pode ser dividida em: • Identificação das Necessidades e Objetivos do Cliente; • Desenvolvimento do Projeto Lógico da Rede; • Desenvolvimento do Projeto Físico da Rede; Estas três etapas seguem uma ordem intuitiva para a metodologia. Inicialmente, é necessário identificar as necessidades do cliente, além de se estudar a viabilidade do projeto como um todo. Em seguida, com todos os dados em mãos, é possível criar efetivamente um projeto de redes, o qual se inicia pela parte lógica e deve ser complementado pela parte física. A compilação das informações obtidas nas reuniões juntamente com os projetos lógico e físico devem ser de alguma forma registradas. Portanto, o principal produ- to em um projeto de redes é a: • Documentação do Projeto de Rede. Esta etapa é usualmente apresentada como uma quarta etapa da metodologia Top-Down, porém a documentação é um elemento dinâmico, ou seja, a documen- tação é realizada a todo momento. É possível compreender que o processo de documentação envolve apresentar o início do estudo sobre o cliente, isto é, suas necessidades, suas restrições, além das soluções lógica e física viáveis para estas no decorrer do tempo. Por apresentar diversas revisões, a documentação é declarada como dinâmica. Porém, quando o documento for finalizado, aprovado e entregue é possível dizer que esta revisão não sofrerá mais mudanças. Com a documentação final concluída e aprovada para instalação, outras duas etapas podem ser definidas: • Implementação; e • Testes e Monitoramento. Na maioria das vezes, a implantação do projeto, ou seja, efetiva execução daqui- lo que está documentado, não está atrelada a quem criou o projeto. Importante! Um projeto é independente da sua possível implantação. Alguns projetos podem ser efetivamente implementados e testados, já outros podem “não sair do papel”. Importante! Algumas empresas são especializadas em criar projetos, colhendo as informa- ções do cliente necessárias para criar um projeto personalizado. O projeto recebido pelo cliente pode ser traduzido como o caminho necessário para percorrer. Em outras palavras, o projeto apresenta de forma detalhada e objetiva o que o cliente precisa pleitear para alcançar seus objetivos. 12 13 Figura 4 – Todo projeto tem um início, meio e fi m Fonte: iStock/Getty Images Em outros casos, empresas criam e implementam um projeto, ou seja, identifi- cam as necessidades, criam o projeto lógico e físico, e também podem vender ativos e passivos de rede. Além disso, podem utilizar mão de obra qualificada para instalar a infraestrutura necessária, como tubulações, calhas, racks, pisos elevados, etc. Com parte da implementação finalizada, é possível realizar testes na rede, ou seja, verificar se a instalação prévia ocorreu conforme o previsto e se a rede está respondendo conforme o programado, o que significa em nível de hardware e software. Se o teste for satisfatório, é possível finalizar a implementação, e a rede nova ou atualizada passa, então, a ser monitorada. Se houver condições adversas ao espe- cificado no projeto, ou seja, problemas que não deveriam ocorrer, será necessário realizar uma perícia para descobrir o ponto de falha e sua respectiva causa. A estrutura de camadas, proposta pela Metodologia Top-Down, pode ser ampliada com as etapas de Imple- mentação e Monitoramento, com o intuito de formar uma estrutura maior. Esta estrutura ampla pode ser visu- alizada como guia para se projetar e implantar uma rede. Nesta disciplina, serão tratadas as quatro camadas da metodologia Top-Down, porém a documentação não será apresentada como um tópico à parte. O processo de documentação será realizado após a apresentação de cada camada superior. De um modo unificado, os fragmentos de documentação formam um Documento Final de Projeto de Redes. Identi�cação das Necessidades Projeto Lógico da Rede Projeto Físico da Rede Documentação Final Implementação Monitoramento Figura 5 – Estrutura Top-Down de projeto e implantação de rede 13 UNIDADE Gerenciamento do Tempo Identificação das Necessidades e Objetivos do Cliente Seguindo o conceito das divisões da metodologia Top-Down, de identificar as necessidades do cliente e desenvolver os projetos lógico e físico, é possível perceber que a primeira etapa já foi estudada durante as duas primeiras unidades da disciplina. O motivo de se estudar Requisitos e Viabilidade antes da Metodologia foi o de despertar sua capacidade de investigação e processo criativo, com a finalidade de extrair e compreender os objetivos e metas do cliente. Ex pl or O cliente precisa entender que está fazendoum investimento, e não tendo que arcar com um custo que não pode evitar. De maneira geral, o intuito é mostrar que ele pode ter uma melhor eficiência com a atualização da rede ou melhor solução com a rede proposta. Todo cliente tem como principal preocupa- ção não gastar com recursos desnecessários. Infelizmente, muitas vezes, alguns prestado- res de serviços convencem o cliente a investir em recursos de que ele não precisa. Por outro lado, não podemos deixar de atender a requi- sitos importantes por economia. Associando- -se a viabilidade aos requisitos, o cliente poderá perceber melhor por que um determinado cus- to é vital. Sem uma boa pesquisa, o projeto final não tem a mínima chance de satisfazer as necessi- dades, que até então podem ser desconhecidas pelo cliente, como, por exemplo: preço, fun- cionalidade, escalabilidade, capacidade, desem- penho, disponibilidade, segurança e gerência. Figura 6 – Foco no projeto como investimento Fonte: Stock/Getty Images As necessidades e objetivos do cliente vão surgir de acordo com o estudo re- alizado, durante as entrevistas e reuniões. Portanto, é possível destacar que estas informações são variáveis e dinâmicas, sendo necessária uma complementação sempre que possível. 14 15 Após uma descoberta abrangente e detalhada das necessidades, a etapa de iden- tificação pode ser concluída. Após documentar todas as necessidades, objetivos e escopo da rede do cliente, o passo seguinte é desenvolver o projeto lógico e físico da rede. Ambas as divisões devem ser disponibilizadas no mesmo documento. Primeira- mente, cria-se o anteprojeto e, após uma aprovação deste conteúdo, são, então, anexados detalhamentos do projeto. Importante! Um anteprojeto não apresenta desenhos com detalhamentos ou orçamentos da obra. Após a validação do anteprojeto, deve-se detalhar tais informações, transformando-o efetivamente em um projeto. Você Sabia? Documentação do Projeto de Rede O principal entregável de um projeto se dá através de um documento formal contendo a solução que será aplicada para atender aos objetivos do cliente. A do- cumentação deve ser basicamente estruturada por: • Resumo executivo: pode ser uma página resumindo os pontos importantes do projeto, orientando gerentes que julgarão sobre a continuação do projeto. O objetivo aqui é vender as vantagens para o negócio. Não é interessante mencionar aspectos técnicos nesta seção. Foque nos negócios. • Objetivo do projeto: apresente a finalidade do projeto, ou seja, a descrição do principal objetivo de negócio, por exemplo como a empresa ficará mais competitiva no seu negócio. Deixe claro em um parágrafo único que você entende como a nova rede vai afetar a empresa. • Escopo do projeto: o escopo é tudo o que deve ser feito para se atingir o objetivo do projeto, o que o projeto deve entregar. Apresente o tamanho do projeto e se a rede é nova ou uma extensão da rede existente, ou seja, o que faz e o que não faz parte do projeto. Nesta seção, é interessante mencionar as áreas e departamentos afetados. • Requisitos: em ordem de prioridade e evidenciando os objetivos críticos, liste todos os objetivos, tanto de negócios quanto técnicos. Mostre os tradeoffs que o cliente aceitou fazer, por exemplo, usando uma tabela de priorização de objetivos. 15 UNIDADE Gerenciamento do Tempo • Estado atual da rede: se no escopo foi apresentado o projeto como uma ex- tensão da rede, use alguns mapas de alto nível para apresentar a estrutura da rede atual e seus parâmetros de desempenho. É possível apresentar VLANs, segmentos, firewalls, endereçamento, etc. • Projeto da rede lógica: mostre a topologia e demais informações, como ende- reçamento e nomenclatura. Também é possível listar protocolos de switching/ roteamento e recomendações sobre arquitetura e produtos para a gerência. • Projeto da rede física: apresentação do mapa da rede, tecnologias, dispositi- vos a serem adquiridos, cabeamento estruturado, escolha de provedores, orça- mentos e todo o conteúdo que concerne informação sobre a estrutura da rede. • Plano de implementação e testes: recomendações e cronograma sobre a implantação da rede, porém este plano não deve ser detalhado se você não for o responsável pela implantação. Em alguns casos, é interessante apresentar testes ou evidências de que o projeto será um sucesso. • Orçamento e ROI: é necessário documentar o orçamento disponível, incluin- do aquisição de hardware, software, serviços de terceiros, capacitações. Se possível relacionado com as etapas de implementação. Já uma descrição do ROI (Retorno de Investimento) é a forma mais fácil de obter a aprovação do projeto pelos decisores financeiros. • Apêndices: mostrar mapas topológicos e plantas detalhados, diagramas lógi- cos, diagramas físicos, especificações de equipamentos, manuais, cronograma detalhado com: tarefa, duração, início e fim. Importante! Assim como não há um roteiro fixo para realizar a descoberta de requisitos, não há um documento padrão para se formatar a documentação. A estrutura apresentada deve ser interpretada como uma indicação dos tópicos que devem ser abordados. Lembre-se: quanto mais detalhado for o projeto, maior a possibilidade de sucesso. Importante! O último material complementar, ao final da unidade, disponibiliza diversos proje- tos de rede de caráter didático. Aproveite para compreender melhor sobre a cons- trução de um projeto completo. Após apresentar esta estrutura comprimida de documentação, está na hora de confeccionarmos nosso próprio documento. Para isso, será apresentado um contex- to sobre as necessidades de um projeto como exemplo, por meio da problematização de um cenário específico, e então daremos início ao processo de documentação. 16 17 Vamos começar? As seções que abordam os projetos lógico e físico serão apresentadas nas unidades posteriores separadamente, portanto a documentação relativa a estas etapas serão apresentadas cada uma em sua unidade. Projeto Modelo O projeto apresentado a seguir foi dividido em duas etapas: • Contexto do Projeto e • Documentação do Projeto. Este formato foi escolhido pela didática cabível. Em vez de irmos a reuniões ou fazermos entrevistas com clientes (cenário ideal), algumas informações foram dispostas em um texto. Esta compilação de dados foi denominada como Contexto do Projeto. Contexto do Projeto A UniTec é uma instituição de ensino que visa proporcionar formação Tecno- lógica e Profissionalizante, possibilitando, assim, a sua integração no mercado de trabalho. Seu campus na cidade de São João da Boa Vista (UniTec-SJBV) dispo- nibiliza cursos em diversas áreas, tais como informática, redes de computadores, análise e desenvolvimento de sistemas e jogos digitais. Será apresentada neste projeto a melhoria da rede existente na instituição, tanto nos seus laboratórios didáticos quanto nos outros pontos de redes existentes na instituição. Foi constatado pela nossa equipe que a UniTec-SJBV apresenta uma estrutura física e lógica deficiente, precisando de melhorias. O objetivo deste projeto é fornecer uma estrutura física e lógica com uma me- lhor performance para o centro educacional, oferecendo segurança e também in- terligando seu sistema com a sua matriz. Para tanto, o link existente, de 1 Mbps, deverá ser ampliado para 10 Mbps, e será necessária a implementação VPN para prover redundância, caso o link principal falhe. Também serão apresentadas soluções para servidores Linux, com a finalidade de re- duzir custos de licenças, oferecendo segurança, e melhorar o cabeamento estruturado. 17 UNIDADE Gerenciamento do Tempo Documentação do Projeto Resumo Executivo Quando foi inaugurada em 10 de julho de 1997, a UniTec foi estruturada para se tornar uma ampla e qualificada rede de ensino profissional. Quatro anos depois, em 2001, teve início um projeto de expansão que levou a qualidade do ensino UniTec a um número maior de cidades, boa parte delas localizada no interior do estado. Hoje já são 10escolas que irão formar pessoal qualificado nas áreas de Informática, Redes de Computadores, Análise e Desenvolvimento de Sistemas e Jogos Digitais, em Aguaí, São João da Boa Vista, Vargem Grande do Sul e Porto Ferreira. Soma- do ao projeto de expansão, a UniTec ampliou o programa de educação inclusiva, com a adaptação das escolas e a abertura de vagas para atender portadores de deficiência. Na Unidade de São João da Boa Vista, um Diretor Geral é responsável pela unidade. Um Diretor Adjunto assessora a administração da instituição, tendo subordinados a ele as coordenações dos cursos, a secretaria Escolar e o CRI. O campus da UniTec-SJBV possui 5 coordenações: Administrativa; Pedagógica; Pedagógica Pós-Médio; de Estágio; e Coordenação Técnica. As coordenações são responsáveis pela administração das suas respectivas áreas e do controle tanto de alunos como de professores dos cursos administrados por elas, havendo em cada uma delas um Coordenador Geral e um Coordenador Adjunto. A Secretaria escolar é responsável pelo controle das atividades escolar e dos alunos, assessorando, assim, as diferentes coordenações de curso. Figura 7 – Organograma da UniTec-SJBV 18 19 Esta é uma breve introdução para o exemplo. Quando você for realizar seu próprio proje- to, este texto pode ser complementado com pontos importantes apresentados no con- texto. Você pode abordar diferentes pontos de vista neste tópico: o projetista, a empresa cliente, o negócio do cliente, entre outras informações relevantes. Ex pl or Objetivo O presente projeto visa melhorar a comunicação da empresa, visto que é apresen- tada uma estrutura de rede muito precária, e fornecer novos serviços aos usuários e alunos da UniTec-SJBV. Viabilizar a troca de dados entre as diversas coordenações, secretaria e a diretoria deste centro de ensino. Modernizar as tecnologias, disponibilizar integração das informações, oferecer no- vos serviços aos clientes e melhorar a segurança também são alvos deste projeto. Mesmo que os objetivos tenham sido passados pelo cliente, a rede deve ser vista como uma ferramenta para agregar valor ao negócio.Ex pl or Escopo da Rede A UniTec-SJBV possui uma estrutura de rede pequena e que não supre as neces- sidades da instituição. Portanto, o projeto se dispõe a suprir estas necessidades e oferecer novos serviços e melhoria na comunicação da instituição. Os principais tópicos trabalhados no projeto serão: • implementação VLANs nos laboratórios de informática e a comunicação entre eles; • melhoria e organização do cabeamento de rede usando uma estrutura de ca- beamento estruturado; • conexão do campus com a matriz em Aguaí através de link dedicado, criando, assim, uma estrutura de rede WAN entre o campus SJBV e a matriz, viabilizan- do interligação com os outros polosc • implementação de LANs entre as coordenações e a comunicação de dados, interligando os Prédios I, II e III, criando pontos de acesso para possível esca- lonamento da rede e facilidade do uso da rede. Estes parágrafos representam uma lista resumida. Tente abordar conteúdos que você aprendeu em outras disciplinas.Ex pl or 19 UNIDADE Gerenciamento do Tempo Após conversas com os responsáveis da área de informática e a diretoria da institui- ção, foi disponibilizada a verba de R$ 30.000,00 para a implementação do projeto, portanto o projeto e os requisitos serão ajustados para serem satisfeitos com base neste valor. Após a implementação, será necessário realizar treinamentos do corpo adminis- trativo da instituição, para que todos possam trabalhar de acordo com os novos parâmetros de funcionamento, também será necessário treinar o pessoal técnico, validando o projeto para que não haja problemas posteriores. Requisitos Escalabilidade A UniTec possui no momento 117 estações e um Servidor de Banco de dados, onde apenas 11 estações estão conectadas à rede existente e 20 máquinas se encontram interligadas entre si no Laboratório 01 através de um Hub Encore de 8 portas e um Switch Encore de 16 portas. Deverão ser interligadas todas as estações à rede e prevê-se um possível aumento de mais 30 máquinas, incluindo servidores e estações de trabalho para a biblioteca central. Após ser implementado, o projeto deverá atender a toda a instituição (Laboratórios, Coordenações, Prédios II e III). Disponibilidade A estrutura apresentada atualmente pelo campus não dispõe de uma solução segura caso haja perda de uma conexão ou link, porque não possui redundância entre os equipamentos de comunicação da rede. Este projeto visa proporcionar uma melhor estrutura que possa fornecer segurança e confiabilidade da comunicação, dispondo de uma estrutura centralizada e links redundantes para a comunicação entre os prédios, para melhorar a comunicação e confiabilidade da rede. Segurança A rede do campus se encontra apenas com controle de autenticação de logon local do Windows por conta de usuário, e para proteção contra vírus é usado o AVG Free edition nas estações de trabalho. Para melhorar a política de segurança da rede, o projeto se propõe a criar políti- cas de autenticação de usuários; contas de usuário; utilização de uma política para restrições de downloads de arquivos de vídeo e áudio pelos usuários; negação de acesso a páginas Web de conteúdo inapropriado ou conteúdos inseguros para a rede interna; política de backup de dados para garantir a integridade dos dados; e serão instalados servidores Proxy e firewall para detenção de intruso e segurança no ambiente Web. 20 21 Usabilidade Propõe-se suprir a necessidade de facilidade de uso na rede implementando servi- dores de DHCP, permitindo a distribuição de IPs dinâmicos às estações, um servi- dor de DNS, para a resolução de nomes e para permitir que os usuários façam as suas consultas aos servidores com mais rapidez, e um servidor SAMBA para que haja conversação entre estações e servidores com sistema operacional Linux e Windows. Para a comunicação em rede, será utilizado o protocolo TCP/IP por ser um proto- colo que permite a comunicação de redes de diversos tipos e ser independente da estrutura da rede física ou lógica da rede implementada. Adaptabilidade Atualmente, a rede é incapaz de adaptação a novas tecnologias porque não possui uma estrutura que permite esta adaptação. O projeto propõe tornar a rede mais confiável para a implementação de tecnologias emergentes no mercado, tais como: VPN, Internet Wireless, tecnologias ADSL e outras tecnologias de rede que sejam compatíveis com as tecnologias Ethernet ou FastEthernet. A documentação do projeto modelo desta unidade apresentou as etapas de: Re- sumo executivo, Objetivo do projeto, Escopo do projeto, Requisitos. Nas unidades posteriores serão disponibilizados o Projeto Lógico e Físico deste mesmo modelo. 21 UNIDADE Gerenciamento do Tempo Material Complementar Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade: Leitura Estudo de Requisitos A complexidade de se entender o Estudo de Requisitos pode ser interpretada por meio da imagem a seguir: https://goo.gl/5k6D3X Introdução a Engenharia de Requisitos Em Gestão de Projetos, a Análise de Requisitos muitas vezes é definida como Engenharia de Requisitos. Um bom artigo referente a este estudo complexo é disponibilizado no site da DEVMEDIA: https://goo.gl/drU379 Analyzing Business Goals and Constraints of Network Design O capítulo “Analyzing Business Goals” do livro de Priscilla Oppenheimer, disponível como cortesia da Cisco Press, apresenta diversos tipos de requisitos e pode ser encontrado em: https://goo.gl/pVZ8kR Requisitos do Negócio | Exemplos Uma matéria informal contendo exemplos de Requisitos do Negócio pode ser encontrada na página: https://goo.gl/892D3i Análise de Requisitos O site InfoEscola também disponibiliza um bom artigo, de Ana Paula Quiterio, sobre a Análise de Requisitos voltada para a Engenharia de Software, que pode ser, de certa forma, transposta para Projeto de Redes: https://goo.gl/WBM9bk22 23 Referências KUROSE, James F.; ROSS, Keith W. Redes de computadores e a internet: uma abordagem top-down. 5ª ed. São Paulo: Addison Wesley, 2010. MAIA, Luiz Paulo. Arquitetura de redes de computadores. 2ª ed. Rio de Janei- ro: LTC, 2013. OLIFER, Natália. Redes de computadores: princípios, tecnologias e protocolos para o projeto de redes. Rio de Janeiro: LTC, 2008. WHITE, Curt M. Redes de computadores. São Paulo: Cengage Learning, 2013. 23