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<p>A revolução da informação é uma realidade vivenciada na atualidade, cada dia a sociedade se torna mais digital, fazendo com que seja construindo uma vida, com informações, memórias e ativos financeiros que são armazenados em nuvem e guardados por senhas que assegurem o acesso apenas do usuário. Porém, quando há o falecimento do usuário, familiares podem querer ter acesso, como uma forma de lembrança e dar finalidades ao que foi construído no mundo digital, o que pode ser complicado (Lara, 2016, Souza, Martins, 2024).</p><p>Isso faz com que sejam direcionados novos olhares e posicionamento jurídicos, o que indica a necessidade de uma inovação legislativa, principalmente quando se refere à Herança Digital, tornando-se um tema emergente. Nesse sentido, é uma temática nova que apresenta uma escassez de legislação que possa permitir melhor compreensão diante da segurança e a sucessão ao acesso aos bens, além do direito da privacidade dentro dos aspectos digitais (Lana; Ferreira, 2023).</p><p>A Herança Digital reúne uma riqueza em dados pessoais e informações digitais que a pessoa construiu ao longo do tempo mediante acesso aos recursos digitais, o que pode ser transferíveis à terceiros, caso a pessoa morra (Souza, Martins, 2024). Esse legado não é algo simples, requer respeito a privacidade e proteção dos dados do usuário, preservação da memória do falecido. Assim, reúne e-mails, vídeos, fotos, playlists, criptomoedas, livros, acesso as plataformas digitais, informações financeiras, documentos eletrônicos, rede sociais, etc., que podem ter valor afetivo ou financeiro.</p><p>Portanto, Herança Digital compreende todos os bens digitais que a pessoa organizou antes de morrer. No Brasil, No Brasil, a legislação ainda não dispõe de normas específicas e detalhadas que regulem a herança digital, o que coloca os herdeiros em uma posição delicada. A principal referência jurídica ainda é o Código Civil, que trata da sucessão de bens, mas que foi elaborado em uma época em que os bens digitais não existiam (Souza, Martins, 2024).</p><p>Muitas redes sociais, por exemplo, têm suas próprias políticas sobre o que acontece com as contas após a morte do usuário. Sem uma legislação clara e específica, o tratamento da herança digital no Brasil pode variar significativamente, dependendo da plataforma e da situação. Para acessar essas contas e dados, os herdeiros muitas vezes precisam de uma ordem judicial, o que pode ser um processo demorado e complicado (Lana; Ferreira, 2023).</p><p>Referências</p><p>LANA, Henrique Avelino; FERREIRA, Cinthia Fernandes. A herança digital e o direito sucessório: nuances da destinação patrimonial digital. IBDFAM – Instituto Brasileiro de Família. 2023. Disponível em: https://ibdfam.org.br/artigos/1989/A+heran%C3%A7a+digital+e+o+direito+sucess%C3%B3rio%3A+nuances+da+destina%C3%A7%C3%A3o+patrimonial+digital. Acesso em: 2 set. 2024.</p><p>LARA, Moisés Fagundes. Herança Digital. Clube de Autores, 2016.</p><p>SOUZA, Dettogni, N.; MARTINS, Silva Rocha, J. A (IN) segurança jurídica quanto à sucessão da herança digital. Revista Multidisciplinar do Nordeste Mineiro: v. 8, n. 1, 2024. Disponível em: https://revista.unipacto.com.br/index.php/multidisciplinar/article/view/2763. Acesso em: 2 set. 2024.</p>