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<p>DESCRIÇÃO</p><p>Análise de mercados. Mercados consumidores. Influência do macroambiente organizacional,</p><p>além dos seus cenários.</p><p>PROPÓSITO</p><p>Reconhecer a importância das análises em mercados consumidores e da concorrência em</p><p>marketing, além da influência do macroambiente sobre as principais decisões da organização</p><p>como um todo.</p><p>OBJETIVOS</p><p>MÓDULO 1</p><p>Reconhecer a influência do macroambiente organizacional</p><p>MÓDULO 2</p><p>Identificar a análise de mercados consumidores</p><p>MÓDULO 3</p><p>Empregar as características da análise da concorrência de mercado</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Nos últimos anos, a imensa variedade de bens e serviços à disposição dos consumidores faz</p><p>muito mais do que ajudá-los a resolver problemas. Ambos vão além disso: eles mediam as</p><p>relações entre as pessoas e o mundo onde vivem.</p><p>As empresas, por sua vez, precisam ter consciência da importância de seus bens e serviços</p><p>para os clientes delas. Isso serve não apenas para melhor servi-los, maximizando ganhos, mas</p><p>também para fazer com que a experiência deles transcorra de maneira responsável. Com isso,</p><p>aumenta-se a sua participação no mercado de forma sustentável.</p><p>Ao mergulhar neste tema, você vai compreender os principais tópicos investigados pela área,</p><p>como as opiniões do consumidor, o efeito delas em seu comportamento, a forma de escolha de</p><p>produtos e o valor de mercado que deve ser analisado.</p><p>Como, em nossa vida, estamos cercados de produtos e passamos quase todo o tempo</p><p>comprando ou vendendo algo, as teorias de comportamento do consumidor nos ajudam a nos</p><p>entendermos melhor como consumidores. Esse processo, portanto, não se trata de</p><p>simplesmente entender nossos clientes.</p><p>Você, desse modo, será capaz de compreender que o consumo é um fenômeno não apenas</p><p>psicológico, mas também – e principalmente – social. Verificaremos também a importância de</p><p>se entender a influência do macroambiente e da concorrência no mercado.</p><p>MÓDULO 1</p><p> Reconhecer a influência do macroambiente organizacional</p><p>A INFLUÊNCIA DO MACROAMBIENTE</p><p>ORGANIZACIONAL</p><p>PRINCIPAIS CONCEITOS E DEFINIÇÕES</p><p>O consumo está tão presente em nossa vida que, muitas vezes, não nos damos conta do</p><p>quanto e do que consumimos todos os dias. Por conta disso, não percebemos, na maior parte</p><p>das vezes, o que nos influencia a comprar ou usar determinado produto de uma maneira ou de</p><p>outra.</p><p>Apesar de ser difícil mapear as influências externas que atuam sobre nós em cada ato de</p><p>consumo, todos somos fortemente influenciados pelo contexto socioeconômico e cultural ao</p><p>redor. Mesmo nossas atividades mais prosaicas envolvem consumo. A maneira como</p><p>consumimos é — direta e indiretamente — afetada por diversas fontes de influência.</p><p>O macroambiente se caracteriza por possuir forças que fogem do controle das organizações;</p><p>além disso, ele se refere às diversas realidades econômicas, socioculturais, políticas e legais</p><p>que influenciam uma empresa e seu ambiente operacional.</p><p>A empresa e todos os outros atores do ambiente competitivo estão sujeitos a um conjunto de</p><p>forças que atua sobre todos. Isso não está sob o controle das organizações, ainda que</p><p>algumas grandes corporações sejam capazes de criá-las ou alterá-las com mudanças</p><p>tecnológicas ou sociais, ou com um apelo em modificações em legislações vigentes.</p><p>Uma ferramenta muito utilizada para analisar essas forças no macroambiente é a denominada</p><p>Análise PEST (acrônimo para política, economia, sociedade e tecnologia). Essa análise indica</p><p>as dimensões que devem ser consideradas na análise.</p><p>javascript:void(0)</p><p>ACRÔNIMO</p><p>Palavra formada a partir da inicial de uma sequência de outras palavras.</p><p>BRAINSTORM</p><p>Mais que uma técnica de dinâmica de grupo, o brainstorming ou tempestade de ideias é uma</p><p>atividade desenvolvida para explorar a potencialidade criativa de um indivíduo ou de um grupo</p><p>(criatividade em equipe).</p><p>SWOT</p><p>A Análise SWOT ou Análise FOFA se trata de uma técnica de planejamento estratégico</p><p>utilizada para auxiliar pessoas ou organizações na identificação de forças, fraquezas,</p><p>oportunidades e ameaças relacionadas à competição em negócios ou ao planejamento de</p><p>projetos.</p><p>Para elaborarmos uma análise do macroambiente, deveremos identificar o comportamento</p><p>futuro das dimensões da Análise PEST. Dessa forma, as questões que precisam ser exploradas</p><p>são as seguintes:</p><p>FORÇAS SOCIOCULTURAIS</p><p>Que mudanças sociais deverão se acentuar nos próximos anos? Que novos modismos</p><p>surgirão? Como a cultura se modifica nos grupos sociais? Como se configurarão as atitudes, as</p><p>preferências e os estilos de vida?</p><p>Para responder a essas perguntas, é necessário entender as tradições, os valores, os</p><p>costumes e as tendências sociais e demográficas.</p><p>As empresas têm de observar atentamente as informações a respeito de:</p><p>Taxas de crescimento demográfico;</p><p>Concentração populacional;</p><p>Tendências sociais;</p><p>Hábitos de consumo;</p><p>Mudanças culturais.</p><p>Todas as pessoas aprendem normas de convívio social e atribuem significados a rituais e</p><p>objetos, nutrindo crenças herdadas de seus pais ou das pessoas que as educam. Não importa</p><p>o quanto alguém saiba sobre artes ou ciência: se uma pessoa está exposta a normas, hábitos,</p><p>ritos e mitos, ela já tem uma cultura.</p><p>A cultura abrange todas as manifestações de hábitos sociais de uma comunidade, as reações</p><p>de um indivíduo afetado pelo grupo no qual vive e os produtos das atividades humanas quando</p><p>eles são determinados por esses hábitos.</p><p>Todos nós aprendemos os modos de convivência na sociedade em que vivemos, ou seja, isso</p><p>é cultural – e nada tem a ver com nosso nível intelectual.</p><p> DICA</p><p>É importante perceber que não apenas diferentes países possuem culturas distintas; afinal, a</p><p>pluralidade cultural existe dentro de uma mesma nação ou até de uma mesma cidade.</p><p>Pessoas da mesma idade podem perceber, comprar, consumir e descartar produtos de formas</p><p>muito diferentes, pois, como frisamos, até mesmo dentro de uma mesma cidade pode haver a</p><p>coexistência de diversas subculturas.</p><p>FORÇAS POLÍTICAS LEGAIS</p><p>Quais serão os principais objetivos políticos nos próximos anos? Que grupos serão atendidos</p><p>preferencialmente quanto às suas demandas sociais? Qual é a influência da política regional</p><p>para o mercado?</p><p>Essas questões levantam os principais aspectos a serem analisados neste tipo de força. Ela se</p><p>relaciona à alocação de poder, às regulamentações dos setores econômicos e às leis vigentes.</p><p>Eis algumas das variáveis que devem ser monitoradas:</p><p>Leis incidentes em determinado setor;</p><p>Leis trabalhistas;</p><p>Regulamentações de comércio exterior;</p><p>Relações entre as nações;</p><p>Impostos.</p><p>As forças políticas e legais estão presentes em todas as variáveis das outras forças. É de suma</p><p>importância que a legislação e as previsões políticas sejam levadas em consideração em toda</p><p>estratégia de uma organização. Além disso, essas leis podem influenciar positiva ou</p><p>negativamente determinados setores do mercado.</p><p>FORÇAS ECONÔMICAS</p><p>Qual deve ser o comportamento da economia nos próximos anos? O PIB irá crescer ou</p><p>diminuir? Como se comportarão as taxas de juros? As importações devem se ampliar? Qual é o</p><p>comportamento das exportações?</p><p> Forte em Saint Tropez ao por do sol</p><p>Essas questões básicas caracterizam as análises sobre as forças econômicas, regendo seus</p><p>efeitos na economia e regulando a troca de produtos, energia, informações e dinheiro.</p><p>Essas forças envolvem elementos como:</p><p>Taxas de juros da economia;</p><p>Inflação;</p><p>PIB;</p><p>Nível de desemprego.</p><p>As forças econômicas exercem uma grande influência nos resultados das organizações,</p><p>principalmente no que se refere ao preço dos produtos e serviços. O dinamismo dos custos</p><p>operacionais e as tendências de mercado acabam tomando conta das estratégias de</p><p>precificação e provisão das organizações ao longo do tempo.</p><p>FORÇAS TECNOLÓGICAS</p><p>Quais serão os avanços tecnológicos mais importantes nos próximos anos? Como esses</p><p>avanços poderão impactar os mercados atuais ou criar mercados? Com que velocidade as</p><p>novas tecnologias substituirão as atuais ou imporão modificações em produtos e serviços?</p><p>Tais questões</p><p>direcionam as discussões nas empresas para as inovações científicas, que</p><p>podem oferecer oportunidades e evitar ameaças. Além disso, as mudanças tecnológicas</p><p>podem alterar a forma como as necessidades dos clientes são atendidas por possibilitarem o</p><p>surgimento de novos produtos e processos.</p><p>As forças ou os fatores tecnológicos são os mais difundidos no meio ambiente. A tecnologia se</p><p>refere à aplicação da base de conhecimento que a ciência fornece. É um fato notório, inclusive,</p><p>que a tecnologia da informação e da comunicação revolucionou as operações comerciais.</p><p> VOCÊ SABIA?</p><p>Um dos fatores que altera o comportamento das empresas é o ambiente demográfico das</p><p>regiões. A população mundial cresce a um ritmo muito acelerado. O planeta conta atualmente</p><p>com 7,5 bilhões de pessoas. E esse crescimento significa mais consumo direto das</p><p>necessidades humanas. .</p><p>Os profissionais de marketing precisam acompanhar as mudanças e as alterações geográficas</p><p>da população. Dessa forma, eles poderão criar previsões para o atendimento a essas</p><p>demandas futuras.</p><p>A esta altura, deve ter ficado claro para você que o macroambiente tem um poder muito grande</p><p>de influenciar as atividades da empresa. Além disso, já sabemos que tal influência pode ser</p><p>positiva ou negativa para as organizações em geral, já que empresas tradicionais,</p><p>universidades, igrejas, famílias e quaisquer outros grupos sociais são sempre influenciados por</p><p>forças externas.</p><p>O QUE FAZ COM QUE AS EMPRESAS TENHAM</p><p>MAIS DIFICULDADE EM MAPEAR SEU</p><p>MACROAMBIENTE QUE OUTROS TIPOS DE</p><p>ORGANIZAÇÕES?</p><p>RESPOSTA</p><p>javascript:void(0)</p><p>RESPOSTA</p><p>A resposta é relativamente simples: no âmbito das empresas, há muitas variáveis a serem</p><p>diagnosticadas.</p><p> EXEMPLO</p><p>Você atua em uma multinacional farmacêutica que opera em cinco continentes. Consegue</p><p>imaginar o poder das forças do ambiente externo nas operações dessa indústria? Note que,</p><p>para cada país, a empresa deve ter uma estratégia específica sobre como lidar com aspectos</p><p>políticos, econômicos, sociais, ambientais, legislativos – e assim por diante.</p><p>Você precisa observar também que, em cada uma dessas categorias, existe uma série de</p><p>subcategorias “embutidas.” No caso da política, há as políticas do mercado ou do país como</p><p>um todo, as quais, por sua vez, podem ser subdivididas em monetária, política fiscal, política</p><p>cambial.</p><p>Estes são apenas alguns exemplos da complexidade envolvida na tentativa das empresas em</p><p>mapear seu macroambiente. Devemos pensar ainda nos riscos de não realizarmos tal</p><p>mapeamento.</p><p>Sabemos que uma série de empresas encerra suas operações internacionais por não</p><p>conseguir compreender a sociedade em que foi atuar. Às vezes, determinado país tem gostos</p><p>alimentares muito específicos; outros, rituais religiosos que impedem a atividade comercial em</p><p>determinados dias, horários e locais. Ainda podemos citar os países que possuem uma</p><p>legislação ambiental muito rígida.</p><p>Não observar tais fatores pode gerar a seguinte consequência: o fracasso total de nosso</p><p>projeto. Por isso, eles são tão importantes.</p><p>A boa notícia é que, se fizermos essa “lição de casa”, poderemos obter uma vantagem sobre</p><p>nossa concorrência e, com isso, atuar de forma mais estratégica em nossos mercados.</p><p> RELEMBRANDO</p><p>Verificamos quais são os principais elementos que influenciam as organizações no</p><p>macroambiente. Entende-se que os gestores corporativos devem se adaptar a essas</p><p>mudanças a fim de sobreviver em ambientes diversos e desafiadores.</p><p>IMPORTÂNCIA E COMPLEXIDADE DO</p><p>MACROAMBIENTE ORGANIZACIONAL</p><p>Destacaremos neste vídeo a importância e a complexidade dos principais elementos do</p><p>macroambiente organizacional mediante a apresentação de exemplos de sucesso e de</p><p>fracasso nesse âmbito.</p><p>VERIFICANDO O APRENDIZADO</p><p>MÓDULO 2</p><p> Identificar a análise de mercados consumidores</p><p>ANÁLISE DE MERCADOS CONSUMIDORES</p><p>CONCEITOS INTRODUTÓRIOS DE MERCADOS</p><p>CONSUMIDORES</p><p>Ao analisar um mercado ou seus consumidores, uma das primeiras perguntas a que um</p><p>profissional de marketing deve responder é esta: compensa para a empresa participar dele?</p><p>Afinal, alguns mercados podem ser muito pequenos ou pulverizados; outros, altamente</p><p>concentrados e demandantes de capital.</p><p>Mercados são criados e destruídos a um ritmo cada vez mais acelerado. Definido como</p><p>hipercompetição, esse movimento está cada vez mais presente nas discussões acadêmicas</p><p>sobre o tema.</p><p>QUAIS SÃO OS TRÊS NÍVEIS DE</p><p>DESENVOLVIMENTO EM QUE O MERCADO</p><p>PODE SE ENCONTRAR?</p><p>RESPOSTA 1 RESPOSTA 2 RESPOSTA 3</p><p>RESPOSTA 1</p><p>Em declínio — a exemplo dos mercados de carburadores e máquinas fotográficas não digitais.</p><p>RESPOSTA 2</p><p>Em crescimento — aparelhos de celular, televisão de alta definição e videogames de última</p><p>geração.</p><p>RESPOSTA 3</p><p>Estável</p><p>O objetivo da análise de mercado é determinar a atratividade global dela e a de seus</p><p>segmentos e compreender sua dinâmica de funcionamento. Além de antecipar ameaças e</p><p>oportunidades, essa análise adequa a atuação da empresa a seus pontos fortes e fracos.</p><p>Nesse âmbito, é possível analisar:</p><p>javascript:void(0)</p><p>javascript:void(0)</p><p>javascript:void(0)</p><p>O volume de transações realizadas;</p><p>A segmentação adotada;</p><p>Os principais canais de distribuição utilizados;</p><p>As estruturas de custo;</p><p>As principais práticas adotadas.</p><p>De modo geral, podemos considerar dois tipos de mercado:</p><p>O mercado de bens de consumo é formado por famílias e indivíduos que adquirem produtos</p><p>e serviços para suas necessidades.</p><p>O mercado organizacional é subdividido em outros, como, por exemplo, o mercado</p><p>empresarial, institucional, de governo e de distribuidores ou revendedores. Um mesmo</p><p>indivíduo-decisor pode participar de forma simultânea desses mercados.</p><p>Uma das principais implicações da globalização e da dinâmica da inovação tecnológica é a</p><p>rápida mudança nas demandas de mercado. Compreender a situação do mercado da empresa</p><p>é crítico para definir a atuação dela.</p><p>Michael Porter (1986) afirma que mercados em crescimento tendem a apresentar uma</p><p>concorrência de baixa intensidade, uma vez que são continuamente criados espaços para a</p><p>atuação das empresas.</p><p>Verifica-se também que, à medida que esse crescimento diminui, os concorrentes instalados</p><p>acirram a competição entre si para manter suas parcelas de mercado. Ou seja, os mercados se</p><p>tornam mais ou menos atrativos em virtude da situação em que se encontram em termos de</p><p>crescimento.</p><p>As informações sobre o mercado atual podem ser facilmente encontradas em publicações e</p><p>sites na internet de associações comerciais e industriais e de institutos de pesquisa.</p><p> ATENÇÃO</p><p>Das informações sobre o mercado, uma das mais importantes é a análise da lucratividade. Ela</p><p>consiste na margem com que operam as empresas instaladas, que é refletida na diferença</p><p>entre o preço de comercialização de seus produtos e serviços e os custos de produção. Alguns</p><p>mercados operam com baixas margens, tornando mais arriscado entrar ou permanecer no</p><p>setor.</p><p>Cada setor tem estruturas de custos características. Em remédios, utensílios plásticos e</p><p>bebidas não alcoólicas, por exemplo, a maior parcela do custo incide sobre estes itens:</p><p>embalagem, transporte e distribuição ou manutenção.</p><p>ANÁLISE DO CONSUMIDOR</p><p>Estudar o comportamento dele é extremamente relevante em vários níveis. Do ponto de vista</p><p>empresarial, é possível que uma companhia que conheça profundamente seus consumidores</p><p>atuais e futuros seja mais bem-sucedida que suas concorrentes – principalmente por ter em</p><p>mãos as melhores informações para a tomada de decisões estratégicas.</p><p>Do ponto de vista social, o estudo dos comportamentos de compra e consumo pode fornecer</p><p>subsídios para a:</p><p>Compreensão de fenômenos como o subconsumo ou o consumo excessivo;</p><p>Formação de programas de educação para compra e economia de produtos e recursos;</p><p>Elaboração de leis e de políticas públicas dedicadas à defesa do consumidor.</p><p>Dependendo da área a que se refere o estudo do comportamento do consumidor, aplicam-se</p><p>conceitos ligados à Antropologia, à Sociologia ou à Psicologia.</p><p>ANTROPOLOGIA</p><p>As questões pertinentes aos comportamentos de compra e de consumo relacionadas à cultura</p><p>são estudadas pela Antropologia.</p><p>SOCIOLOGIA</p><p>As discussões que levam em consideração os problemas concernentes à interação do</p><p>consumidor ou do comprador com grupos são tratados sob a ótica da Sociologia.</p><p>javascript:void(0)</p><p>javascript:void(0)</p><p>PSICOLOGIA</p><p>Os assuntos ligados aos indivíduos e às suas formas de organizar novas informações, à</p><p>formação de atitudes e à tomada de decisões usam teorias oriundas de diversas áreas da</p><p>Psicologia.</p><p>Quanto à Psicologia, o marketing se interessa especialmente por três tipos dela: a geral, a</p><p>social e a cognitiva.</p><p>Psicólogos cognitivistas acreditam que a organização do conhecimento pode ser explicada por</p><p>um modelo teórico não diretamente observável no mundo real: a teoria dos esquemas que</p><p>vimos anteriormente é um exemplo de modelo teórico de organização do conhecimento.</p><p>Eles consideram, portanto, que aprender é como mudar a rede de conexões semânticas. É</p><p>provável, por exemplo, que, antes de iniciar a leitura deste tema, você achasse que o marketing</p><p>significa basicamente propaganda.</p><p>Ao longo da vida, desempenhamos vários papéis – e, às vezes, fazemos isso</p><p>simultaneamente. Precisamos observar diferentes aspectos dessas funções para podermos</p><p>compreender alguns fenômenos de consumo. O motivo: quando são desempenhadas pelos</p><p>indivíduos, elas fazem com que haja diferentes tipos de consumidores com características</p><p>distintas entre si.</p><p>Segundo Schiffman e Kanuk (2005), o termo “consumidor” engloba duas faces: o pessoal e o</p><p>organizacional.</p><p>Podemos citar estes exemplos de compra para uso final feita por indivíduos consumidores ou</p><p>usuários finais dos produtos:</p><p>1</p><p>Um indivíduo compra um pote de creme para a barba.</p><p>javascript:void(0)</p><p>javascript:void(0)</p><p>2</p><p>Outro adquire videogames para seus filhos.</p><p>3</p><p>Alguém compra flores para um familiar.</p><p>O consumidor pessoal ou individual é aquele que compra produtos ou serviços para uso</p><p>próprio, de sua família e de todos que habitam o lar ou para presentear alguém de seu</p><p>relacionamento.</p><p>O termo “consumidor corporativo” — também chamado de empresarial ou organizacional —</p><p>considera organizações com e sem fins lucrativos, órgãos do governo e organizações civis em</p><p>geral.</p><p>De acordo com Mowen e Minor (2003), conhecer os consumidores e estudar seus hábitos,</p><p>seus valores, suas crenças e suas atitudes pode gerar os seguintes benefícios para as</p><p>empresas:</p><p>AJUDA NA TOMADA DE DECISÃO DOS GERENTES</p><p>Isso significa simplificar a identificação de oportunidades ou problemas futuros, auxiliando na</p><p>elaboração do mix de marketing, na criação ou na adaptação de produtos que mais satisfaçam</p><p>ao mercado, na segmentação do mercado, na criação do posicionamento e da diferenciação de</p><p>produtos, na análise do ambiente e no desenvolvimento de estudos de pesquisa de mercado.</p><p>CONHECIMENTO ÚTIL PARA A EQUIPE DE</p><p>MARKETING</p><p>Trata-se de tarefas bastante comuns do dia a dia, como, por exemplo, a análise do</p><p>comportamento dos consumidores, a identificação de características de mercados-alvo e o</p><p>javascript:void(0)</p><p>javascript:void(0)</p><p>desenvolvimento de estratégias promocionais mais eficazes.</p><p>IDENTIFICAÇÃO DO COMPORTAMENTO DOS</p><p>CONSUMIDORES</p><p>Seus benefícios não se limitam às empresas.</p><p>APOIO AOS LEGISLADORES E CONTROLADORES NA</p><p>CRIAÇÃO DE LEIS E REGULAMENTOS</p><p>Refere-se à compra e à venda de mercadorias e serviços. Essas ações tendem a ajudar o</p><p>próprio consumidor em suas decisões de compra, além de realçar as questões sobre ética e</p><p>responsabilidade social do mercado.</p><p>Dizer que o marketing cria necessidades significa relacionar suas atividades a coisas pouco</p><p>nobres, ao que é desnecessário e ao que vai contra um de seus pilares: a satisfação de</p><p>necessidades.</p><p>NECESSIDADES DESCREVEM EXIGÊNCIAS HUMANAS</p><p>BÁSICAS. AS PESSOAS PRECISAM DE COMIDA, AR,</p><p>ÁGUA, ROUPA E ABRIGO PARA PODER SOBREVIVER.</p><p>ELAS TAMBÉM TÊM UMA NECESSIDADE MUITO</p><p>GRANDE DE RECREAÇÃO, EDUCAÇÃO E</p><p>ENTRETENIMENTO. ESSAS NECESSIDADES SE</p><p>TORNAM DESEJOS QUANDO SÃO DIRIGIDAS A</p><p>OBJETOS ESPECÍFICOS CAPAZES DE SATISFAZÊ-</p><p>LAS. UM NORTE-AMERICANO NECESSITA DE COMIDA,</p><p>MAS DESEJA UM HAMBÚRGUER, BATATAS FRITAS E</p><p>UM REFRIGERANTE. UM HABITANTE DAS ILHAS</p><p>MAURÍCIO NECESSITA DE COMIDA, MAS DESEJA</p><p>MANGA, ARROZ, LENTILHAS E FEIJÃO. DESEJOS SÃO</p><p>MOLDADOS PELA SOCIEDADE EM QUE SE VIVE.</p><p>KOTLER; KELLER, 2006, p. 33</p><p>Retomando o conceito anterior, também compõe o estudo do comportamento do consumidor a</p><p>análise de influências das indicações de produtos ou de um boca a boca negativo e positivo no</p><p>comportamento de consumo. Da mesma forma, também são focos de atenção dessa área de</p><p>estudo a maneira como ele percebe a qualidade do produto após seu uso e o tipo de</p><p>propaganda que exerce mais influência sobre determinado grupo de consumidores.</p><p>Kotler (2007) lista quatro grandes fontes de informação do consumidor: pessoais, comerciais,</p><p>públicas e experimentais. Dependendo do comprador e do tipo de produto a ser comprado, o</p><p>indivíduo pode valorizar mais de uma fonte de informação e se deixar influenciar por ela.</p><p>FONTES PESSOAIS</p><p>Família, amigos, colegas de trabalho, vizinhos e conhecidos.</p><p>FONTES COMERCIAIS</p><p>Propaganda do produto ou serviço, indicações advindas de vendedores ou representantes</p><p>comerciais, informações constantes nas embalagens, mostruários e folhetos.</p><p>FONTES PÚBLICAS</p><p>Meios de comunicação de massa, entidades reguladoras de venda e consumo, organizações,</p><p>associações de apoio e proteção ao consumidor.</p><p>FONTES EXPERIMENTAIS</p><p>Informações advindas do próprio contato e manuseio do produto.</p><p>Tendo isso em vista, relacionaremos alguns dos principais estímulos a serem observados</p><p>quando se pretende chamar a atenção dos consumidores:</p><p>Premiação — indivíduos tendem a prestar atenção em palavras e expressões, como, por</p><p>exemplo, “grátis”, “ganhe”, “leve dois e pague um” ou em outras campanhas</p><p>promocionais;</p><p>Mudanças bruscas de cenário ou situações surpreendentes;</p><p>Uso de cores — cores contrastantes podem fazer com que seu produto ou seu anúncio</p><p>se diferencie dos demais;</p><p>Diferenciação — uma das maneiras de tornar um objeto mais aparente dentro de</p><p>determinado contexto é colocá-lo em contraste com os outros elementos.</p><p>POR QUE AS EMPRESAS DEVEM TER AS</p><p>INFORMAÇÕES SOBRE AS FONTES DO</p><p>CONSUMIDOR?</p><p>RESPOSTA</p><p>RESPOSTA</p><p>A resposta é estratégia. Ao identificar no mercado-alvo não só o conjunto em que sua marca se</p><p>encontra, mas também a posição de suas concorrentes, a empresa pode construir estratégias</p><p>competitivas mais eficientes.</p><p>Da mesma forma, a efetividade da comunicação de uma organização depende fortemente do</p><p>conhecimento da relação de seu público-alvo com as fontes de informação. As expectativas do</p><p>consumidor, por sua vez, são formadas pelo conjunto de informações recebido a respeito do</p><p>produto.</p><p> EXEMPLO</p><p>Lemos em um blog online uma matéria a respeito de um filme. Mais tarde, vemos em outro site</p><p>um famoso crítico dizendo que se trata do filme do ano. Porém, no fim das contas, acabamos</p><p>achando-o apenas mediano. O que pode ter acontecido é havermos criado tantas expectativas</p><p>que ele não chegou nem perto do limite previamente estabelecido.</p><p>Como conseguir que uma marca passe a ocupar o tão disputado espaço da memória de uma</p><p>pessoa?</p><p>javascript:void(0)</p><p>Há diversas maneiras de ela impactar um cliente a ponto de fazer parte de suas lembranças e</p><p>ocupar um lugar em sua memória afetiva ou de instigar alguns de seus sentidos.</p><p>Grandes marcas já trabalham com isso há anos, usando cores, sons e cheiros. Elas também</p><p>podem criar um ritual, uma frase, uma música ou uma forma criativa de fazer a diferença.</p><p>Poderíamos citar aqui marcas gigantes, como, por exemplo, McDonald’s e Coca-Cola.</p><p>Uma estratégia pouco falada é a da maionese Hellmann’s. Ela oferece dicas culinárias a seus</p><p>clientes, como a de incluir uma colher de maionese no caldo da carne e criar um bife delicioso</p><p>e cremoso. Esta é a ideia de um ritual que realmente faz os sentidos ficarem alertas</p><p>(principalmente o paladar), coisa que a imagem de um</p><p>simples pote de maionese não faria.</p><p>CRITÉRIO BRASIL</p><p>Um dos pontos cruciais para se entender o mercado é a análise do consumidor. É</p><p>extremamente difícil encontrar um critério ou desenvolver um instrumento de medida que capte</p><p>as informações reais sobre os consumidores em geral.</p><p>Para entendermos melhor esse aspecto, estudaremos o Critério Brasil.</p><p>O Critério Brasil é um instrumento de medida das classes sociais em nosso país. No Brasil,</p><p>mede-se classe econômica, mais aceita entre as empresas. Ele é baseado na posse de bens</p><p>de conforto e na formação do chefe da família.</p><p>Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP), a nova regra de</p><p>classificação divide a população brasileira em estratos socioeconômicos denominados A, B1,</p><p>B2, C1, C2 etc.</p><p>Cada classe social do Critério Brasil corresponde a um nível de renda e a um percentual de</p><p>habitantes abaixo de determinada renda. O parâmetro leva em conta aspectos como estrutura</p><p>física da residência, bens de consumo e escolaridade – e o principal, o aspecto econômico.</p><p> VOCÊ SABIA</p><p>O Critério Brasil foi desenvolvido pela ABEP com base no indicador de segmentação</p><p>econômica criado pela Associação Brasileira de Anunciantes (ABA) no final da década de 1960.</p><p>Esse instrumento teve grande influência na forma como as empresas relacionam sua</p><p>publicidade e sua mídia. Por exemplo, se um fabricante de roupas souber que seus</p><p>consumidores são mulheres entre 25 e 40 anos das classes A e B, seus produtos deverão ser</p><p>anunciados em veículos específicos que atinjam esse determinado perfil.</p><p>Ainda existem discussões sobre o uso da medida de classe econômica para tirar conclusões</p><p>complexas sobre o referido público, já que também pode ser extremamente importante</p><p>considerar outras informações sobre esse grupo.</p><p>Essa crítica se refere à medida que pode não refletir diretamente o estilo de vida e a influência</p><p>na decisão de compra dos consumidores. Afinal, as chamadas classes médias e baixas</p><p>alcançam cada vez mais produtos considerados de “luxo” que são oferecidos no mercado.</p><p> SAIBA MAIS</p><p>O relatório Global Consumer Trends 2030 da consultoria Mintel lista os sete fatores que irão</p><p>impactar mercados, marcas e consumidores na próxima década: bem-estar, ambiente,</p><p>tecnologia, direitos, identidade, utilidade e experiências.</p><p>Entende-se que as empresas precisam se preocupar em antecipar as tendências e estabelecer</p><p>um plano estratégico de marketing para enfrentar os desafios perante os concorrentes.</p><p> ATENÇÃO!</p><p>Outros pontos também são explorados, como o consumo de carne vermelha, o</p><p>desenvolvimento da inteligência artificial e de microrobôs, assim como a disputa por espaço</p><p>físico e o impacto ambiental da poluição, que se torna uma das preocupações mais frequentes</p><p>da sociedade devido ao aumento populacional.</p><p>Para o entendimento de um mercado, portanto, também é necessário analisar o potencial do</p><p>consumidor, compreendendo tanto o cliente atual quanto o potencial. Entre as informações que</p><p>devem ser analisadas, destacaremos estas:</p><p>Tipologia do cliente potencial;</p><p>Hierarquia de clientes;</p><p>Diferenciar consumidores pessoa física e jurídica.</p><p>APROFUNDANDO-SE NOS MERCADOS</p><p>CONSUMIDORES</p><p>Falaremos neste vídeo sobre os tipos de mercado, abordando as diferenças entre o mercado</p><p>de bens de consumo e o organizacional.</p><p>VERIFICANDO O APRENDIZADO</p><p>MÓDULO 3</p><p> Empregar as características da análise da concorrência de mercado</p><p>ANÁLISE DA CONCORRÊNCIA</p><p>CONCEITOS INTRODUTÓRIOS DE ANÁLISE DA</p><p>CONCORRÊNCIA</p><p>Entendemos que o ambiente de negócios é aquele em que a empresa mantém os</p><p>relacionamentos dela e realiza suas atividades e transações de compra e venda de produtos e</p><p>serviços.</p><p>No ambiente de negócios, interagem concorrentes, clientes e fornecedores. Todos devem ser</p><p>analisados com três objetivos em mente: entender a estrutura do ambiente de negócios,</p><p>determinar tanto o comportamento atual quanto as prováveis mudanças de concorrentes,</p><p>parceiros, fornecedores e clientes que operam no mercado da empresa e identificar as fontes</p><p>de vantagem competitiva.</p><p>Os concorrentes das empresas podem ser divididos em atuais e potenciais. Não basta apenas</p><p>conhecer os que já participam do setor, pois a globalização tem mudado rapidamente o perfil e</p><p>a quantidade de concorrentes.</p><p>Uma vez identificados os concorrentes, uma investigação tem de ser realizada para conhecer</p><p>as principais características e as vantagens competitivas daqueles mais significativos.</p><p>Entre outras questões, devemos buscar respostas para as seguintes perguntas:</p><p>Quais são as características gerais do concorrente?</p><p></p><p>Quais são seus principais acionistas e qual é a evolução de seus indicadores?</p><p></p><p>Quais são seus principais produtos e mercados?</p><p> ATENÇÃO</p><p>Outro ponto a ser observado diz respeito às barreiras de empresa de determinado mercado. Os</p><p>conceitos de barreira de entrada e de saída serão úteis para compreendermos melhor a</p><p>dinâmica da concorrência em momentos de crescimento e declínio.</p><p>Quanto maiores forem as barreiras de entrada regulatórias, de custos e de acesso aos canais</p><p>de distribuição, entre outros exemplos, mais cômoda será a situação dos participantes no setor.</p><p>O conhecimento da concorrência é um assunto que tem obtido uma crescente atenção por</p><p>parte das empresas. Responder às questões colocadas anteriormente exige um esforço</p><p>sistemático de acompanhamento e capacidade de avaliação.</p><p>O objetivo é compreender a lógica do movimento estratégico dos concorrentes, tendo o</p><p>cuidado de assumir ações competitivas isoladas como indicativas dessa estratégia.</p><p>Uma análise da concorrência não se limita a produzir informações sobre os principais</p><p>concorrentes: ela compreende o que eles fazem e por que o fazem. Sendo assim, é necessário</p><p>entender principalmente:</p><p>1</p><p>Suas forças e fraquezas.</p><p>2</p><p>Sua percepção de ameaças e oportunidades de mercado.</p><p>3</p><p>A maneira de desenvolver a própria estratégia competitiva ou de suas alianças.</p><p>4</p><p>Tamanho, crescimento e lucratividade dela.</p><p>5</p><p>Estratégia de imagem e de posicionamento.</p><p>A coleta, a sistematização e o estabelecimento de condições para analisar as informações</p><p>sobre o concorrente são estruturadas no contexto dos sistemas de informação – em particular,</p><p>nos subsistemas vistos no módulo anterior – de marketing.</p><p>Na maioria dos setores, é muito difícil conseguir mapear todos os potenciais concorrentes ou</p><p>novos entrantes no mercado. Entretanto, algumas diretrizes permitem o direcionamento dessa</p><p>avaliação a partir de elementos que indiquem a maior possibilidade de interesse de outras</p><p>empresas em migrar para o setor.</p><p>javascript:void(0)</p><p>javascript:void(0)</p><p>javascript:void(0)</p><p>javascript:void(0)</p><p>javascript:void(0)</p><p>Para mapear essa concorrência, um dos grandes diferenciais é a inteligência competitiva,</p><p>que passa a ser um processo informacional proativo que conduz à melhor tomada de decisão,</p><p>seja ela estratégica ou operacional.</p><p>Esse processo sistemático de acompanhamento das ações da concorrência objetiva:</p><p>1</p><p>2</p><p>3</p><p>4</p><p>5</p><p>1</p><p>Descobrir as forças que regem os negócios.</p><p>2</p><p>Reduzir o risco e conduzir o tomador de decisão a agir antecipadamente.</p><p>3</p><p>Coleta e buscar ética de dados.</p><p>4</p><p>Analisar os dados de forma filtrada e integrada.</p><p>5</p><p>Disseminar as informações para uso interno.</p><p>Os grupos estratégicos podem possuir mais de um potencial.</p><p> EXEMPLO</p><p>No mercado imobiliário residencial, é possível identificar duas dimensões principais para a</p><p>classificação das construtoras de imóveis em grupos estratégicos. Esses grupos se</p><p>especializam em:</p><p>Categoria de automóvel — luxo, mediano ou popular;</p><p>Capacidade instalada — um ou muitos prédios construídos simultaneamente.</p><p>Para identificar grupos estratégicos, deve-se definir quais são as dimensões mais importantes</p><p>da competição. Em vários setores, o preço praticado pela empresa é uma dimensão suficiente</p><p>para separar os vários grupos, analisando, para isso, a qualidade, a amplitude de distribuição</p><p>etc.</p><p>Empresas que produzam determinado bem, embora utilizem uma rede de distribuição para sua</p><p>venda, podem ter</p><p>interesse na integração para a frente, passando a comercializar diretamente</p><p>o produto. As montadoras de automóveis, por exemplo, podem estabelecer a própria rede de</p><p>vendas.</p><p></p><p>Na situação inversa, uma empresa pode decidir produzir determinado insumo em um processo</p><p>de integração para trás. As fábricas de cerveja, por exemplo, podem decidir produzir as latas,</p><p>enquanto as de cigarro ocupam-se na plantação do tabaco.</p><p>No Brasil, diversos supermercados produzem as próprias marcas dos itens que eles</p><p>comercializam. Em decorrência de um interesse de crescimento, uma empresa pode buscar</p><p>novos mercados para os produtos dela, principalmente aqueles que sejam próximos ou tenham</p><p>características semelhantes.</p><p>Outro ponto importante ao se analisar a concorrência é o interesse de “brigar” ou de se juntar a</p><p>possíveis ameaças. Surgem disso as fusões e as aquisições: adquirir ou se juntar a uma</p><p>organização pode permitir que empresas em situação frágil se recuperem e se tornem fortes.</p><p>A Google tem investido em pequenas empresas de tecnologia da informação como forma de</p><p>capturar o conhecimento desenvolvido sobre o mercado local ou outras informações</p><p>estratégicas, como, por exemplo, mapeamentos cartográficos para sistemas de</p><p>geoprocessamento.</p><p> VOCÊ SABIA?</p><p>O verbo “Google” (que, em português, poderia muito bem ser algo como “googlear”) foi inserido</p><p>nos renomados dicionários Merriam-Webster e Oxford English Dictionary em 2006. Dentro da</p><p>empresa, dois termos foram criados para seus funcionários: os “googlers” são os veteranos da</p><p>casa; os “nooglers”, os novatos, os quais, aliás, usam um chapéu colorido com uma hélice no</p><p>topo.</p><p>PROJEÇÃO E ANÁLISE DE CENÁRIOS</p><p>Jamais se presenciou uma competitividade tão intensa como a registrada atualmente. As</p><p>empresas, afinal, estão atentas a diversas mudanças no âmbito tecnológico, no comportamento</p><p>dos consumidores ou até mesmo no modelo de negócio dos concorrentes.</p><p>O mercado então se movimenta de acordo com um grupo de compradores reais e potenciais</p><p>de um produto. Além do interesse deles na aquisição de determinado produto ou serviço, o</p><p>tamanho do mercado depende de que eles tenham renda disponível e condições de acesso.</p><p>As tecnologias atuais permitem a simulação de possíveis cenários e tendências e a atuação</p><p>das tecnologias da informação e comunicação (TIC). Um exemplo claro disso é o avanço da</p><p>Indústria 4.0, que se caracteriza pela incorporação das mais altas tecnologias existentes. Big</p><p>Data, inteligência artificial e internet das coisas são três exemplos disso.</p><p>A robótica tem um grande papel no desenvolvimento dessa indústria por conta de tecnologias</p><p>cada vez mais avançadas para a resolução de problemas complexos e a previsão de possíveis</p><p>tendências no mercado. Caracterizadas pelo conjunto de todos os interessados em um bem ou</p><p>um serviço, essas tendências também podem ser chamadas de mercado potencial.</p><p>O estudo desse tipo de cenário é importante para o direcionamento de estratégias de empresas</p><p>e até mesmo de países. Marcial e Grumbach (2002, p. 71) apresentam algumas fases de suma</p><p>importância para os empreendedores e os profissionais de marketing poderem prospectar</p><p>possíveis cenários no ambiente de negócios:</p><p>1</p><p>Delimitação do sistema e do ambiente.</p><p>Análise retrospectiva e da situação atual.</p><p>2</p><p>3</p><p>Análise estrutural do sistema e do ambiente.</p><p>Geração de cenários alternativos.</p><p>4</p><p>5</p><p>Testes de consistência, ajustes e disseminação.</p><p>Opções estratégicas e planos de monitoração estratégica</p><p>6</p><p>Ao se considerar essas fases, é possível caracterizar os cenários realistas e suas possíveis</p><p>tendências. Algumas ferramentas e técnicas são frequentemente utilizadas como um auxílio</p><p>nesse processo:</p><p>Brainstorm (para obtenção das principais variáveis);</p><p>As cinco forças de Porter, considerando produtos, concorrentes, poderes e ameaças;</p><p>Análise SWOT , buscando identificar tanto as forças e as fraquezas de uma empresa</p><p>(ambiente interno) quanto as oportunidades e as ameaças (ambiente externo), além de</p><p>outros fatores.</p><p> RECOMENDAÇÃO</p><p>Com base nas informações vistas até aqui, escolha uma das ferramentas citadas</p><p>anteriormente e faça a análise de uma organização e do mercado específico em que atua ou</p><p>possui interesse. Na sequência, destaque os principais fatores que justificam a escolha da</p><p>ferramenta utilizada para prospectar tendências e pontos críticos da organização ou do setor</p><p>analisado.</p><p>A esta altura, você deve estar se perguntando: afinal, por que devo me preocupar em projetar</p><p>cenários? Talvez a melhor resposta para isso surja a partir da reflexão sobre o que pode</p><p>acontecer se você não fizer isso.</p><p>javascript:void(0)</p><p>javascript:void(0)</p><p>É comum que, no Japão, as empresas analisem seus cenários para os próximos 30 anos, o</p><p>que ilustra a visão de longo prazo que esse país tem. Isso, aliás, é um traço cultural dos</p><p>japoneses.</p><p></p><p>No Brasil, as decisões são tomadas, grosso modo, com base em uma visão mais de curto</p><p>prazo; nela, seus cenários são projetados para, no máximo, cinco anos.</p><p>Evidentemente, essa generalização está sendo colocada aqui para fins didáticos, mas ela nos</p><p>ajuda a compreender diferentes visões sobre a projeção de cenários dos diferentes países.</p><p>Independentemente do país analisado, o fato é que, se não projetarmos diferentes cenários,</p><p>estaremos despreparados para mudanças. Se tem uma coisa que sabemos, é esta: tudo muda.</p><p>O mercado, portanto, se movimenta a todo instante. E nossos concorrentes também fazem</p><p>isso, não é mesmo?</p><p>Tenha em mente que os cenários podem mudar, mas possuir um norte traçado é fundamental</p><p>para o sucesso das empresas. Alguns chamarão isso de visão de longo prazo (ou apenas de</p><p>visão).</p><p>Neste caso, é necessário lembrar sempre que, quando o comandante não sabe aonde está</p><p>indo, qualquer caminho pode servir. Isso demonstra o perigo de não se ter cautela quanto aos</p><p>possíveis cenários a serem enfrentados a depender do caminho escolhido!</p><p>ANALISANDO A CONCORRÊNCIA</p><p>Apresentaremos neste vídeo os principais aspectos a serem investigados pela empresa para a</p><p>análise de sua concorrência.</p><p>VERIFICANDO O APRENDIZADO</p><p>CONCLUSÃO</p><p>CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>Ao longo deste tema, apresentamos a importância da análise de mercados, a compreensão</p><p>dos mercados consumidores e a influência do macroambiente organizacional, delineando no</p><p>processo alguns cenários brasileiros. Pontuamos, desse modo, os conceitos iniciais sobre os</p><p>mercados consumidores e os potenciais de análise das concorrências de mercado.</p><p>Desenvolvemos, em seguida, as análises do ambiente macro-organizacional, delineando as</p><p>principais forças que influenciam as empresas no mercado. Identificamos ainda os principais</p><p>elementos ligados ao consumo e conhecemos a metodologia da ABEP denominada Critério</p><p>Brasil.</p><p>Por fim, abordamos características e aspectos da análise da concorrência no mercado e suas</p><p>possíveis projeções e tendências. Verificamos que, para entendê-lo, não basta fazer uma</p><p>pesquisa na internet: é necessário utilizar todas as ferramentas disponíveis para a</p><p>compreensão dos ambientes externos que afetam as organizações como um todo.</p><p> PODCAST</p><p>CONQUISTAS</p><p>VOCÊ ATINGIU OS SEGUINTES OBJETIVOS:</p><p> Reconheceu a influência do macroambiente organizacional.</p><p> Identificou a análise de mercados consumidores.</p><p> Verificou as características da análise da concorrência de mercado.</p><p>AVALIAÇÃO DO TEMA:</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>ARMSTRONG, G. et al Fundamentos de marketing.São Paulo: Pearson/Prentice Hall, 2013.</p><p>ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EMPRESAS DE PESQUISA. Critério de classificação</p><p>econômica Brasil.. 2008</p><p>BARNEY, J. B.; HESTERLY, W. SAdministração estratégica e vantagem competitiva. São</p><p>Paulo: Pearson/Prentice Hall, 2007.</p><p>CHURCHILL, G. A.; PETER, J. P.Marketing: criando valor para os clientes. 3. ed. São Paulo:</p><p>Saraiva, 2013</p><p>CHURCHILL, G. A.Marketing.São Paulo: Saraiva Educação, 2017.</p><p>D'ANGELO, A. C.; SCHNEIDER, H.; LARÁN, J. A.Marketing de relacionamento junto a</p><p>consumidores finais: um estudo exploratório com grandes empresas brasileiras In : Revista</p><p>de administração contemporânea. v. 10. n. 1. 2006. p. 73-9</p><p>DE LAROCQUE, E. C. et al.Cenários probabilísticos. conjugando análise de riscos e</p><p>projeções macroeconômicas. In: Documento técnico. v. 1. 2003</p><p>HOFRICHTER, M.Análise SWOT: quando usar e como fazer. Porto Alegre: Simplíssimo Livros,</p><p>2017.</p><p>HONORATO, G. Conhecendo o marketing. São Paulo: Manole Conteúdo, 2003.</p><p>HOOLEY, G. J.; SAUNDERS; J. A.; PIERCY, N. F.Estratégia de marketing e posicionamento</p><p>competitivo.. 3. ed. São Paulo: Prentice Hall, 2005.</p><p>KOTLER, P.; KELLER, K. L. Administração de marketing. São Paulo: Prentice Hall, 2006.</p><p>KOTLER, P.; ARMSTRONG, G.Princípios de marketing. São Paulo: Pearson/Prentice Hall,</p><p>2007.</p><p>MARCIAL, E. C.; GRUMBACH, R. J. dos S.Cenários prospectivos. como construir um futuro</p><p>melhor. Rio de Janeiro: FGV, 2002.</p><p>MOWEN, J. C.; MINOR, M. S. Comportamento do consumidor. São Paulo: Prentice Hall,</p><p>2003.</p><p>MUNHOZ, C. P. B. Direito, livre concorrência e desenvolvimento.. Rio de Janeiro: Edições</p><p>Aduaneiras, 2006.</p><p>MORITA, M. Análise de mercado. Curitiba: IESDE Brasil, 2012.</p><p>PORTER, M. E. Estratégia competitiva. Técnicas para análise de indústrias e da</p><p>concorrência. Rio de Janeiro: Campus, 1986.</p><p>POSSAS, M. E. Dinâmica e concorrência capitalista:: uma interpretação a partir de Marx.</p><p>São Paulo: Hucitec, 1989.</p><p>SENHORAS, E. M. Defesa da concorrência: políticas e perspectivas. In: Caderno de</p><p>pesquisas em administração. v. 10. n. 1. São Paulo, 2003. p. 81-106.</p><p>SCHIFFMAN, L. G.; KANUK, L. L. Comportamiento del consumidor. México: Pearson</p><p>Educación, 2005.</p><p>ZIKMUND, W. G. et al. Investigación de mercados. Espanha: Prentice Hall, 1998.</p><p>EXPLORE+</p><p>Pesquise na internet e consulte os seguintes artigos:</p><p>COMSCHOOL. Três curiosidades sobre o neuromarketing que você precisa saber!..</p><p>Publicado em: 10 maio 2019.</p><p>KLEINA, N.Vinte curiosidades interessantes sobre a Google.. In : Tecmundo. Publicado</p><p>em: 22 dez. 2014.</p><p>MEIRELES, L.Sete fatores que definirão o mercado consumidor na próxima década.In :</p><p>Consumidor moderno. Publicado em: 6 jan. 2020</p><p>MINDMINERS. Conheça os 6 tipos de concorrência entre empresas.. Consultado em meio</p><p>eletrônico em: 2 dez. 2020.</p><p>Sugerimos ainda a leitura destes livros:</p><p>CLARK, J. M Concorrência: São Paulo: Forense, 1966.</p><p>FULD, L. M. Administrando a concorrência. Rio de Janeiro: Record, 1988. p. 220-220.</p><p>OLIVEIRA, G Concorrência: panorama no Brasil e no mundo. São Paulo: Saraiva, 2001.</p><p>Assista a estes filmes e documentários:</p><p>CAPITAL C. Direção de Timon Birkhofer e Jørg M. Kundinger. Alemanha/Eua:</p><p>Father&Sun/Myra Productions, 2014. 87 min. Este é um documentário sobre crowdfunding. O</p><p>filme cumpre um papel inspiracional para pequenos empreendedores e pessoas que desejam</p><p>empreender.</p><p>CAPITALISM: uma história de amor. Direção de Michael Moore. Eua: Overture</p><p>Films/Paramount Vantage, 2009. 127 min. O trabalho de apuração que Michael Moore faz</p><p>neste documentário é ótimo.</p><p>MINIMALISM: a documentary about the important things. Direção de Matt D'Avella. Eua:</p><p>Catalyst, 2015. 78 min. Esta é uma série que fala sobre as coisas importantes da vida.</p><p>PIRATAS da informática: piratas do Vale do Silício. Direção de Martyn Burke. Eua: Haft</p><p>Entertainment/St. Nick Productions/TNT, 1999. 95 min. O roteiro deste filme se centraliza em</p><p>dois núcleos com quatro personagens principais: Steve Jobs e Steve Wozniak, que fundaram a</p><p>Apple em uma garagem; e Paul Allen e Bill Gates, licenciando o software em Albuquerque, no</p><p>estado do Novo México.</p><p>VOCÊ é feliz?. Direção de Roko Belic. Eua: Emotional Content/Iris Film/Wadi Rum Films, 2012.</p><p>76 min. “O dinheiro não traz felicidade, mas manda comprar”, diz a frase. No entanto, resta a</p><p>dúvida: será que ela realmente está relacionada ao poder de compra? De acordo com este</p><p>documentário, não.</p><p>CONTEUDISTA</p><p>Prof. Dr. Marcello Romani-Dias</p><p> CURRÍCULO LATTES</p><p>javascript:void(0);</p><p>javascript:void(0);</p>