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Neuropsicologia e Luto Traumático

Pesquisa sobre Neuropsicologia e Luto. Aborda intervenção em luto traumático, impactos cognitivos e neurofisiológicos, papel da neuroplasticidade, desafios diagnósticos e propostas de estratégias com testes neuropsicológicos validados (BDI, HDRS, HADS, MRV, Figura de Rey, Teste de Trilhas).

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<p>UNIVERSIDADE ANHAGUERA EDUCACIONAL</p><p>NEUROPSICOLOGIA E SAÚDE MENTAL</p><p>NEUROPSICOLOGIA E LUTO</p><p>São Gonçalo</p><p>2024</p><p>1. TEMA</p><p>Esta pesquisa foi realizada sob a perspectiva da Neuropsicologia e seu papel na intervenção de indivíduos acometidos por Luto Traumático e tem como foco propor estratégias que visam minimizar os impactos cognitivos e emocionais decorrentes do processo de perda por óbito buscando sua reabilitação.</p><p>2. INTRODUÇÃO – PROBLEMATIZAÇÃO</p><p>O processo de luto é natural, inevitável e doloroso para todos os seres indivíduos capazes de criar vínculos afetivos com outros seres humanos. Dentro do processo do luto normal há sinais e sintomas considerados comuns que estabelecem uma relação íntima entre pesar e lamentação. A experiência envolve, além da perda do ente querido, um processo de readaptação ao mundo onde este ente não se encontra mais. Quando não há a elaboração desta perda pelos caminhos naturais, funcionalidades gerais são prejudicadas causando transtornos psicológicos graves, ainda que estes sujeitos não tenham predisposição. Este quadro é caracterizado por sintomas persistentes e intensos, incluindo sofrimento emocional extremo, busca incessante pela pessoa que faleceu e dificuldade em retomar a rotina que possuía anteriormente.</p><p>Segundo D'Acquisto, F. (2017) e Müller, N. (2017) a neurofisiologia humana pode ser afetada significativamente causando alterações na atividade cerebral. Além de desafios emocionais, o sujeito pode ter alterações na cognição, como problemas de memória e na concentração, além de prejuízos nas tomadas de decisões. Ainda, pode levar a desequilíbrios em sistemas de neurotransmissores promovendo estados de neuroinflamação, que é uma resposta inflamatória no cérebro e na medula espinhal desencadeada por infecções, isquemias e toxinas que causam o rompimento da capacidade de regulação do organismo. Esta exposição pode estar relacionada ao surgimento de transtornos depressivos, Transtornos de ansiedade ou ao surgimento de doenças neurodegenerativas graves.</p><p>A neuroplasticidade, definida na literatura como a capacidade de modificação estrutural do sistema nervoso e de suas funções decorrentes dos padrões de experiência, está intimamente ligada ao processo de luto, pois este altera o cotidiano do sujeito proporcionando mudanças e adaptações que deverão ser moldadas de outra forma pelo sistema nervoso. Essa relação está ligada à capacidade cerebral de formar novas conexões, pois, durante o processo de luto, há alterações significativas nas redes neuronais à medida que o sujeito vai processando a perda e as emoções que estão associadas. Esta reorganização é parte de um processo essencial no processo de adaptação à perda que, quando não é realizada dentro da normalidade, altera a estrutura cerebral transformando o luto num transtorno onde será necessária a intervenção de equipes multidisciplinares para tornar o sujeito funcional e saudável novamente (MSAWA et al., 2022) e (FERRARI, 2001).</p><p>O diagnóstico diferencial do luto prolongado é um dos mais difíceis pois demanda uma avaliação clínica onde vão se excluindo sintomas ao mesmo tempo em que analisa a história de vida do paciente buscando fatores que podem estar influenciando no transtorno. Obviamente que este é o caminho correto a ser seguido, mas a Neuropsicologia clínica tem ferramentas mais precisas e rápidas de diagnósticos, fato que é primordial na intervenção à transtornos desta categoria onde o sujeito está em sofrimento excessivo. Não há na literatura nacional testes exclusivamente neuropsicológicos para rastreio e diagnóstico do Luto Prolongado. A avaliação neuropsicológica sem um instrumento exclusivo torna o processo diagnóstico lento e ineficaz, pois, como dito acima, há uma demanda por parte do paciente por agilidade na retomada de sua vida.</p><p>A meta deste trabalho não é propor um novo teste neuropsicológico exclusivo para avaliação do Luto Prolongado mas, sim, estratégias baseadas nos testes já validados que se aproximam mais da perspectiva neuropsicológica, como por exemplo, os inventários de Beck (BDI), a escala de depressão de Hamilton (HDRS), a escala de ansiedade e depressão hospitalar (HADS), O teste de memória visual de rostos (MRV), figuras complexas de Rey, Teste de trilhas, dentre outros.</p><p>3. JUSTIFICATIVA</p><p>O Luto prolongado pode afetar o sujeito causando déficits cognitivos significativos que podem afetar o cotidiano e influenciar na capacidade de adaptação destes indivíduos. As ferramentas apresentadas pela Neuropsicologia são valiosas para a avaliação destes déficits e na sua intervenção posterior, porém, estudos na área ainda são insuficientes para que haja uma integração específica para o tratamento do Luto Prolongado. Esta pesquisa vislumbra o preenchimento das lacunas para, assim, propor estratégias de intervenção para a reabilitação cognitiva e emocional de indivíduos que sofrem em decorrência de luto, contribuindo para a prática da Neuropsicologia clínica.</p><p>4. OBJETIVOS</p><p>Este estudo visa a compreensão e o desenvolvimento de estratégias eficazes na intervenção junto a indivíduos que estão sofrendo em decorrência de luto prolongado.</p><p>4.1 Objetivo Geral</p><p>Analisar, com base na Neuropsicologia, os impactos cognitivos e emocionais do luto prolongado em indivíduos que enfrentam perdas por óbito, buscando a reestruturação e o bem-estar.</p><p>4.2 Objetivos Específicos</p><p>· Analisar as diferentes formas de intervenções neuropsicológicas verificando a eficácia na reabilitação.</p><p>· Diante dos resultados obtidos, propor diretrizes para a prática clínica.</p><p>· Verificar se as estratégias propostas podem ser utilizadas no contexto institucional.</p><p>5. METODOLOGIA</p><p>O estudo será realizado através de uma revisão bibliográfica. Será realizada busca nas principais bases de dados como Scielo, PubMed e Pepsic, utilizando como palavras-chave os termos “Luto”, “Neuropsicologia”, “Cognição” e “Luto Prolongado”. Como critério de inclusão, estudos que abordem os impactos cognitivos, emocionais e sociais do Luto. Os estudos escolhidos serão avaliados julgando a metodologia, a amostra, os instrumentos de avaliação utilizados e os resultados obtidos, sendo realizada uma síntese destacando as implicações para a prática clínica/institucional e pesquisas futuras. Dentro do escopo da pesquisa, alguns autores servirão de base para a produção deste trabalho. Dentre eles Alexander Luria, Carls Wernicke, Paul Broca e Kurt Goldstein com suas contribuições primordiais para as neurociências, neurofisiologia e neuropsicologia, John Bowlby e Colin Murray Parkes, com suas contribuições sobre perdas, Aaron Beck, Judith Beck e Albert Ellis com suas visões cognitivistas, Elisabeth Kübler-Ross com sua visão não somente teórica, mas humana do ato de morrer.</p><p>6. CRONOGRAMA</p><p>Etapas</p><p>Semana 1</p><p>Semana 2</p><p>Semana 3</p><p>Semana 4</p><p>Semana 5</p><p>Escolha do tema</p><p>X</p><p>Pesquisa bibliográfica</p><p>X</p><p>Etapa 1_Elaboração do projeto de pesquisa e postagem no AVA</p><p>X</p><p>Devolutiva do tutor-orientador</p><p>X</p><p>Etapa 2_Primeira versão do artigo: redação</p><p>X</p><p>Postagem no AVA do artigo estruturado</p><p>X</p><p>Devolutiva do tutor orientador</p><p>X</p><p>Etapa 3_Elaboração da versão final do artigo</p><p>X</p><p>Postagem, no AVA, do artigo científico (TCC) finalizado</p><p>X</p><p>7. REFERÊNCIAS</p><p>American Psychiatric Association. (APA). (2014). Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-5 (5. ed.). Porto Alegre: Artmed.</p><p>BASSO, Lissia Ana; WAINER, Ricardo. Luto e perdas repentinas: contribuições da Terapia Cognitivo-Comportamental. Rev. bras.ter. cogn., Rio de Janeiro , v. 7, n. 1, p. 35-43, jun. 2011 . Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1808-56872011000100007&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 18 março 2023.</p><p>BECK, J. S. Terapia cognitivo-comportamental: teoria e prática. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2021.</p><p>BOWLBY, J. Perda: Tristeza e Depressão. São Paulo: Martins Fontes, 1980.</p><p>BROCA, P. Sobre a função das várias partes do cérebro. Tradução de Pedro Pimentel.</p><p>São Paulo: Editora Brasileira, 1990.</p><p>D'Acquisto, F. (2017). Affective immunology: where emotions and the immune response converge. Dialogues in clinical neuroscience, 19(1), 9.</p><p>FERNANDES, M. A. Neuropsicologia do Luto: Um Estudo Exploratório. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2019.</p><p>KNAPP, P.; CAMINHA, R. M.. Terapia cognitiva do transtorno de estresse pós-traumático. Brazilian Journal of Psychiatry, v. 25, p. 31–36, jun. 2003</p><p>KUBLER- ROSS, E. “Sobre a morte e o morrer”: o que os doentes terminais têm para ensinar a médicos, enfermeiras, religiosos e aos seus próprios parentes. 10ª Ed., Martins Fontes. São Paulo, 2017.</p><p>LURIA, A. R. A atividade cerebral e a sua regulação. São Paulo: Editora Nacional, 1979.</p><p>MARQUES, M. Fatores que impedem a resolução do luto. Psicologia.pt - O Portal dos Psicólogos. 2015. Disponível em: http://www.psicologia.pt/artigos/textos/A0860.pdf. ISSN 1646-6977.</p><p>Müller, N. (2017). Immunological aspects of the treatment of depression and</p><p>schizophrenia. Dialogues in clinical neuroscience, 19(1), 55.</p><p>OLIVEIRA, J. de .; ALTENBERND, B. .; SEIBEL, B. L. . RELATO DE EXPERIÊNCIA: O LUTO PATOLÓGICO EM UM CASO DE SUICÍDIO NA FAMÍLIA. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, [S. l.], v. 8, n. 3, p. 917–933, 2022. DOI: 10.51891/rease.v8i3.4664. Disponível em: https://periodicorease.pro.br/rease/article/view/4664. Acesso em: 15 março 2023.</p><p>PARKES, C. M.; PRIGERSON, H. Luto: Estudos sobre a Perda na Vida Adulta. Porto Alegre: Artmed, 2010.</p><p>SOUZA, L. G. Luto Complicado: Avaliação e Intervenção Neuropsicológica. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2018.</p><p>WAINER, R.; PICCOLOTO, N. M. PERGHER, G. K. Novas temáticas em terapia cognitiva. Porto Alegre: Sinopsys, 2011.</p><p>WEISSMAN, M. M. Neurobiologia do Luto: Implicações para a Clínica. Revista Brasileira de Psiquiatria, v. 36, n. 4, p. 285-293, 2014.</p><p>WERNICKE, C. Sobre a afasia: um estudo sobre os distúrbios da função cerebral associada à linguagem. Tradução e edição de Almiro Pimentel. São Paulo: Editora Universidade de São Paulo, 1980.</p>

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