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<p>Prazer, RXEtapa 1</p><p>Os alicercesMódulo 2</p><p>Aula 6</p><p>Anatomia do tórax no RX</p><p>Anatomia do abdome no RX</p><p>Aula 4</p><p>SUMÁRIO</p><p>...... 03</p><p>...... 20</p><p>...... 33</p><p>...... 38</p><p>Aula 5</p><p>WWW.VOCERADIOLOGISTA.COM</p><p>/joãopauloqueiroz/voceradiologista t.me/voceradiologista</p><p>Aula 7 Anatomia dos membros</p><p>superiores no RX</p><p>...... 47Aula 8 Anatomia dos membros</p><p>inferiores no RX</p><p>...... 57Aula 9 Reconheça os artefatos</p><p>(roupas, piercings, cabelos, etc)</p><p>Anatomia da coluna no RX</p><p>Anatomia do tórax no RX</p><p>Prazer, RXEtapa 1</p><p>Aula 4</p><p>Módulo 2 Os alicerces</p><p>Etapa 1 Prazer, RX</p><p>Módulo 2</p><p>O segundo módulo da primeira etapa do Curso de Radiografia Você Radiologista aprofundará os</p><p>assuntos estudados no módulo 1, correlacionando-os com a anatomia e até com a tomografia</p><p>computadorizada. Nessa primeira aula, será abordada a anatomia do tórax:</p><p>Lateralidade no Raio-X;</p><p>Os pulmões;</p><p>O mediastino;</p><p>A traqueia;</p><p>O esôfago;</p><p>A aorta;</p><p>O diafragma;</p><p>As clavículas;</p><p>As costelas;</p><p>O coração;</p><p>O tórax visto em perfil</p><p>Aula 4</p><p>Os alicerces</p><p>Anatomia do tórax no RX</p><p>Quando avaliamos um raio-X de tórax, existem uma série de coisas que devemos avaliar, sendo a</p><p>primeira delas a lateralidade. Para esta análise, devemos imaginar que o paciente está de frente</p><p>para nós, nos olhando, e não podemos confiar na posição do coração, visto que a dextrocardia é</p><p>uma realidade. Além disso, sempre deve haver uma marcação de lateralidade no raio-X, seja</p><p>um “L” ou um “E” no lado esquerdo, seja um “R” ou “D” no lado direito. No plano coronal da</p><p>tomografia o método é semelhante, o paciente deve está de frente para nós, já no plano axial,</p><p>devemos imaginar o paciente em decúbito dorsal com os pés de frente para nós. Para facilitar,</p><p>podemos imaginar o paciente entrando no tomógrafo, com os pés para fora, e o examinador do</p><p>lado de fora, na sala de comando, onde consegue ver os pés do paciente para fora. Desse modo,</p><p>tanto no raio-X quanto na tomografia em ambos os planos, os lados do paciente estão espelhados</p><p>em relação aos nossos: em frente ao nosso olho direito temos o lado esquerdo do paciente, e em</p><p>frente ao nosso olho esquerdo, o lado direito do paciente.</p><p>Agora, vamos avaliar as estruturas do tórax do paciente.</p><p>Pulmões</p><p>Ao avaliar os pulmões do paciente devemos lembrar de sua segmentação. O pulmão direito é</p><p>dividido em três lobos – superior, médio e inferior, enquanto pulmão esquerdo é dividido em dois</p><p>– superior e inferior. Contudo, o lobo superior do pulmão esquerdo possui a língula, que se situa</p><p>em uma posição mais inferior nesse lobo, assim, de modo a ser mais didático, compararemos a</p><p>língula do pulmão esquerdo ao lobo médio do pulmão direito.</p><p>Etapa 1 Prazer, RX</p><p>Módulo 2</p><p>O pulmão direito tem seus lobos separados por duas fissuras: a fissura oblíqua e a fissura horizontal,</p><p>que podem ser visualizadas na radiografia. A fissura oblíqua é vista em perfil como uma linha</p><p>oblíqua que cruza o pulmão todo, mas em PA é vista como uma diagonal que cruza somente a</p><p>porção inferior do pulmão, fazendo a delimitação anterior dos lobos médio e inferior. Já a fissura</p><p>horizontal é facilmente vista tanto em perfil quanto em PA, onde vemos uma linha passando em um</p><p>plano transversal. Quando falamos do pulmão esquerdo, a mesma lógica para a fissura oblíqua</p><p>vale, todavia, não há fissura horizontal, porque a língula faz parte do lobo superior. Assim, o lobo</p><p>que está entre as fissuras horizontal e oblíqua só pode ser o médio, o lobo abaixo da fissura oblíqua</p><p>é o inferior, e o lobo acima da fissura horizontal é o superior, no pulmão direito. No pulmão esquerdo</p><p>a identificação é simples, visto que somente a fissura oblíqua separa o lobo superior do inferior.</p><p>Aula 4</p><p>Os alicerces</p><p>Com essas fissuras em mente, podemos visualizar a localização de cada lobo pulmonar, e assim, se</p><p>identificarmos uma lesão em uma projeção, podemos conferi-la em outra, para confirmar sua posição.</p><p>Para identificar qualquer lesão devemos sempre associar PA e perfil. Outro ponto importante de ser</p><p>ressaltado é que tanto a língula quanto o lobo médio estão na projeção do coração. Nesse sentido,</p><p>pode ser possível notar alguma alteração na projeção do coração, apagando a margem cardíaca,</p><p>que na verdade pertence aos pulmões, e assim, também temos que confirmar a posição com outra</p><p>projeção no raio-X, assim como confirmar em qual segmentação específica a alteração se encontra,</p><p>afinal o lobo médio apresenta porções lateral e medial, e a língula partes superior e inferior.</p><p>Radiografias de tórax em PA, na primeira imagem, e em perfil na segunda, nos quais em laranja temos</p><p>os lobos superiores, em azul os lobos inferiores, e em verde o lobo médio e a língula.</p><p>Etapa 1 Prazer, RX</p><p>Módulo 2</p><p>E na tomografia? Antes de tudo, devemos nos lembrar dos eixos de orientação que determinam os</p><p>cortes numa tomografia. Um corte coronal é aquele que segue o plano da sutura coronal do crânio,</p><p>dividindo o corpo em partes anterior, ou ventral e posterior, ou dorsal. Uma maneira simples de</p><p>lembrar desse corte é relacionar com a colocação de uma coroa, que lembra à palavra coronal e</p><p>segue também este plano frontal. Por sua vez, um corte sagital é aquele que divide o paciente em</p><p>laterais direita e esquerda, sejam elas metades de tamanhos iguais (plano mediano) ou não</p><p>(plano paramediano). Um macete para lembrar desse corte é que sagital lembra side, que em inglês</p><p>significa lado, os lados direito e esquerdo. Por fim, temos o plano axial, também chamado de</p><p>transversal ou horizontal, dividindo o corpo em porções superior e inferior, como se o tomógrafo fosse</p><p>um fatiador e estamos observando a fatia. Lembrando sempre que em um corte axial, devemos</p><p>imaginar que o paciente está com os pés voltado para nós.</p><p>Tendo isso em vista, podemos voltar aos pulmões. Em tomografias em cortes sagitais conseguimos</p><p>visualizar as fissuras, tal como conseguimos no perfil no raio-X, identificando os lobos. Já no corte</p><p>coronal devemos ir nos movendo na imagem para identificar tudo, mas a visualização se assemelha</p><p>com a visualização em PA no raio-X, com a fissura oblíqua no canto externo da porção inferior do</p><p>pulmão e a fissura horizontal em plano transversal. Finalmente, no corte axial conseguimos ver mais</p><p>superiormente a fissura horizontal, em um plano também transverso, e as fissuras obliquas em ambos</p><p>os pulmões, numa conformação que também parece horizontalizada, por estar “olhando por baixo”.</p><p>Aula 4</p><p>Os alicerces</p><p>Nessa tomografia de tórax em laranja temos os lobos superiores, em azul os</p><p>lobos inferiores, e em verde o lobo médio.</p><p>Etapa 1 Prazer, RX</p><p>Módulo 2</p><p>Além dessa divisão, podemos dividir o pulmão em três partes: a região hilar, mais medial onde</p><p>encontram se os vasos que saem e entram dos pulmões; a região medular, que corresponde à porção</p><p>intermédia; e a região cortical, a mais externa. Nos hilos pulmonares, em radiografias normais, os</p><p>linfonodos são invisíveis. Se identificamos um hilo pulmonar globoso e lobulado, provavelmente</p><p>estamos diante de uma linfonodomegalia. Para diferenciar os linfonodos dos vasos, devemos lembrar</p><p>que os vasos possuem contornos bem agudos e lisos, enquanto os linfonodos são grosseiros, formando</p><p>lóbulos.</p><p>Mediastino</p><p>O mediastino é composto de diversas estruturas mediastinais: traqueia, esôfago, nervo frênico, nervo</p><p>vago, vasos do tronco supra-aórtico, timo, ducto torácico, linfonodos, e o coração. Ao analisarmos o</p><p>mediastino, precisamos identificar se ele está alargado ou não. Para isso, há duas referencias principais:</p><p>a faixa paratraqueal direita e o calibre do pedículo vascular.</p><p>Aula 4</p><p>Os alicerces</p><p>Raio-X de tórax em PA, com a região hilar destacada, simulando</p><p>como pareceria caso visualizássemos uma linfonodomegalia.</p><p>Etapa 1 Prazer, RX</p><p>Módulo 2</p><p>Usamos a veia ázigos como orientação para identificar a faixa paratraqueal,</p><p>que no raio-X é uma faixa</p><p>bem pequena e estreita ao lado da traqueia. Devemos medir essa faixa, e se ela possuir mais de</p><p>4 milimetros ou estiver globosa, podemos pensar que há uma massa no mediastino ou, mais</p><p>frequentemente, linfonodomegalia. Já na avaliação do pedículo vascular, este deve ter sempre menos</p><p>do que 7 centímetros. Um pedículo vascular mais largo que 7 cm tem aparência alarmante e é</p><p>facilmente visível, contudo, devemos analisar bem, pois na maioria das vezes que o pedículo está maior</p><p>do que 7 cm é devido a uma técnica inadequada. A avaliação da técnica de um raio-X será tema dos</p><p>próximos módulos do curso.</p><p>Aula 4</p><p>ANOTAÇÕES</p><p>Os alicerces</p><p>Etapa 1 Prazer, RX</p><p>Módulo 2</p><p>Aula 4</p><p>ANOTAÇÕES</p><p>Os alicerces</p><p>Raio-X em perfil do tórax, com a divisão mediastinal correspondendo ao mediastino anterior</p><p>em amarelo, o mediastino médio/posterior em azul e a região paravertebral em verde</p><p>Em perfil, o mediastino pode ser dividido de diversas maneiras, assim, usaremos o padrão do Colégio</p><p>Brasileiro de Radiologia, que o divide em mediastino anterior, médio/posterior e região paravertebral.</p><p>A região paravertebral corresponde ao espaço de 1 cm atrás da parte anterior dos corpos vertebrais.</p><p>O mediastino anterior, por sua vez, vai da face anterior da traqueia e da borda posterior do coração</p><p>até a face posterior do esterno. Por fim, o mediastino médio/posterior é o que está entre as outras duas</p><p>áreas. Essa divisão é necessária para a localização de massas mediastinais.</p><p>Na tomografia em corte axial podemos visualizar todas as estruturas mediastinais conforme vamos nos</p><p>movendo pelo exame. Inclusive o timo, que regride nos adultos. Caso o timo esteja globoso em um</p><p>adulto pode ser sinal de um aumento tímico.</p><p>Etapa 1 Prazer, RX</p><p>Módulo 2</p><p>Aula 4</p><p>Os alicerces</p><p>Na primeira imagem temos um raio-X de tórax em PA, onde vemos os vasos inferiores, mais calibrosos,</p><p>e os superiores, mais finos. A segunda imagem, uma tomografia em corte coronal, observamos</p><p>também essa diferença de calibre.</p><p>Raio-X de tórax em PA, com o tracejado amarelo</p><p>representando a divisão entre a região hilar e medular</p><p>dos pulmões, e o tracejado vermelho a divisão entre</p><p>regiões medular e cortical, onde há menos marcas vasculares.</p><p>Vasos</p><p>Os vasos no raio-X de tórax são estruturas finas e pouco densas que seguem tanto superiormente,</p><p>quanto lateralmente e inferiormente. Os vasos que vão em sentido inferior são, normalmente, mais</p><p>calibrosos, por conta da gravidade, se o exame estiver sendo feito de pé. Se, em ortostase, o paciente</p><p>apresenta os vasos superiores mais calibrosos ou igualmente calibrosos aos inferiores, pode significar</p><p>um aumento da pressão sanguínea. Caso o exame for feito em decúbito esse sinal não pode ser</p><p>confiável, e por isso não podemos atribuir que esta é uma alteração. Na tomografia também podemos</p><p>observar essa diferença de calibre entre os vasos.</p><p>Quando tratamos das marcas vasculares na</p><p>região pulmonar, é notório que essas são mais</p><p>presentes e visíveis na região hilar, onde os</p><p>vasos são mais calibrosos. Quanto mais</p><p>distante do hilo pulmonar, se torna mais difícil</p><p>de visualizar as marcas vasculares, pois os</p><p>vasos se tornam mais finos, mas, elas</p><p>certamente devem estar presentes. Devemos,</p><p>então, observar com atenção a região mais</p><p>cortical para identificar a presença de vasos e a</p><p>diferenciar de um pneumotórax, por exemplo,</p><p>onde não são visíveis as marcas vasculares,</p><p>pois o pulmão está afastado da pleura.</p><p>Etapa 1 Prazer, RX</p><p>Módulo 2</p><p>Aula 4</p><p>ANOTAÇÕES</p><p>Os alicerces</p><p>Raio-X do tórax em PA, onde está marcada a traqueia e os brônquios principais.</p><p>Além disso, há a demarcação do ângulo da carina, que está normal, menor</p><p>do que 90o.</p><p>Traqueia</p><p>É visualizada no raio-X como um tubo cartilaginoso longitudinal recheado de ar que, normalmente,</p><p>está centrada na região retroesternal. Na altura no botão aórtico, a traqueia se bifurca, formando a</p><p>carina da traqueia, que nada mais é que a bifurcação entre os brônquios direito e esquerdo. O ângulo</p><p>da carina deve ser sempre menor do que 90o, pois, caso esteja maior do que isso, pode significar um</p><p>aumento do átrio esquerdo, que está forçando contra os brônquios e aumento o ângulo da carina.</p><p>Etapa 1 Prazer, RX</p><p>Módulo 2</p><p>Aula 4</p><p>ANOTAÇÕES</p><p>Os alicerces</p><p>TC de tórax, sendo a primeira em corte coronal e as seguintes em corte axial. Nelas podemos</p><p>verificar a traqueia, a carina e os brônquios.</p><p>Na tomografia em corte coronal, tal qual no raio-X em PA, podemos verificar a traqueia longilínea com</p><p>sua carina e os brônquios principais. Já em corte axial, vemos a traqueia como um círculo preto, pois</p><p>estamos cortando-a transversalmente e ela está cheia de ar, que é hipodenso. À medida em que nos</p><p>movemos pelo exame, podemos descer até o nível da carina e dos brônquios.</p><p>Etapa 1 Prazer, RX</p><p>Módulo 2</p><p>Aula 4</p><p>Os alicerces</p><p>Esôfago</p><p>Em radiografias normais o esôfago não deve ser visível. Entretanto, devemos saber estimar sua posição.</p><p>O esôfago é um tubo que está, na maior parte do tempo, colabado, e que passa retroesternalmente</p><p>até fazer uma curva à esquerda e perfurar o diafragma no hiato esofágico, próximo à porcao medial</p><p>da hemicúpula diafragmática esquerda. Essa informação é importante porque, na avaliação da posição</p><p>de uma sonda, caso ela esteja fazendo qualquer caminho que não esse, a sonda está mal posicionada.</p><p>Se identificamos um tubo lobulado retroesternal que não é a traqueia, muito provavelmente estamos</p><p>diante do esôfago.</p><p>ANOTAÇÕES</p><p>Raio-x de tórax em PA com a demarcação do local provável onde está o esôfago</p><p>e também da hemicúpula esquerda, região adjacente ao esôfago.</p><p>Etapa 1 Prazer, RX</p><p>Módulo 2</p><p>Aula 4</p><p>Os alicerces</p><p>Aorta</p><p>A aorta sai do ventrículo esquerdo em sua porção ascendente, faz uma volta, formando o arco ou a</p><p>crossa aórtica, e segue em sua porção descendente. O arco aórtico é visível no raio-X em PA, com seu</p><p>ápice sendo chamado de botão aórtico. Assim como o arco, a aorta descendente também pode ser</p><p>visualizada, contudo, a aorta ascendente é de difícil visualização, devido à grande quantidade de</p><p>estruturas que passam naquela mesma direção.</p><p>Na tomografia a aorta pode ser visualizada em diversos cortes, por ser um vaso extremamente longo.</p><p>Dependendo do corte e da altura deste, podemos visualizar todas as suas porções – ascendente, o arco</p><p>da aorta, e a aorta descendente.</p><p>Raio-X de tórax em PA, destacando-se o arco da aorta e a aorta descendente.</p><p>ANOTAÇÕES</p><p>Etapa 1 Prazer, RX</p><p>Módulo 2</p><p>Aula 4</p><p>Os alicerces</p><p>Diafragma</p><p>Devemos sistematizar nosso olhar quanto ao diafragma no raio-X. Primeiro, focamos nosso olhar às</p><p>cúpulas diafragmáticas, que são visualizadas no raio-X como pequenas faixas densas abaixo dos</p><p>pulmões e do ápice do coração. Se as cúpulas diafragmáticas estiverem mais achatadas pode indicar</p><p>que o paciente está hiperinsuflado. Ao entrar em contato com o arcabouço costal, as cúpulas</p><p>diafragmáticas formam os seios costofrênicos, bilateralmente. Os seios costofrênicos podem ser divididos</p><p>em laterais, que são os que visualizamos em uma projeção em PA, e posteriores, que acumulam derrame</p><p>pleural mais precocemente do que os laterais, visualizados em perfil. Além disso, o encontro do coração</p><p>com as cúpulas diafragmáticas forma os seios cardiofrênicos. A altura das cúpulas é diferente, sendo a</p><p>direita mais alta do que a esquerda por conta do fígado. Dessa maneira, para medir a altura das cúpulas,</p><p>traçamos uma linha tangente a elas e verificamos a diferença entre essas linhas. A diferença da altura das</p><p>cúpulas deve ser sempre menor do que 1,5 cm. Se essa distância estiver aumentada, pode ser indicativo</p><p>de paralisia de cúpula diafragmática.</p><p>ANOTAÇÕES</p><p>Raio-X de tórax em PA, com as cúpulas diafragmáticas destacadas em vermelho.</p><p>De amarelo temos os seios costofrênicos, e de roxo o seio cardiofrênico direito.</p><p>De verde há, ainda, a demonstração de como se faz a medida da diferença de</p><p>altura das cúpulas.</p><p>Etapa 1 Prazer, RX</p><p>Módulo 2</p><p>Aula 4</p><p>Os alicerces</p><p>ANOTAÇÕES</p><p>Raio-X de tórax em PA com as clavículas destacadas em azul.</p><p>Clavículas</p><p>As clavículas são em número de duas, e são os ossos superiores que articulam com o acrômio da escapula,</p><p>e com o esterno. Acima das clavículas, no raio-X, podemos visualizar uma linha fina e sutil de partes moles</p><p>– a linha companheira. O apagamento da linha companheira pode ser um sinal indireto de tumor de</p><p>partes moles. Porém, caso haja um apagamento da linha companheira sem nenhum outro sinal de tumor,</p><p>muito provavelmente ocorreu um erro na técnica da radiografia, ou as próprias condições do paciente</p><p>impedem a visualização dessa linha. Assim, esse sinal é mais importante quando já há umasuspeita de tumor.</p><p>Etapa 1 Prazer, RX</p><p>Módulo 2</p><p>Aula 4</p><p>Os alicerces</p><p>ANOTAÇÕES</p><p>Costelas</p><p>São os ossos oblíquos representados como opacidades curvas que “abraçam” todo o tórax. Para identificar cada</p><p>costela é importante seguí-las, descrevendo seu arco e verificando se há alguma fratura, porque as bordas das</p><p>costelas, normalmente, são bem retilíneas. Para fazer a contagem das costelas, o mais indicado é fazê-lo pelos</p><p>arcos anteriores, pois sua diferenciação é mais fácil, sendo eles os mais oblíquos. Assim, em um raio-X adequado</p><p>deve-se visualizar pelo menos 6 arcos anteriores acima do diafragma no adulto. Já para os posteriores, que são</p><p>mais horizontalizados, devemos contar 10 no adulto e 8 na criança.</p><p>Raio-X de tórax em PA, onde estão destacadas as costelas, sendo os</p><p>arcos anteriores demarcados em vermelho e os posteriores em azul.</p><p>Etapa 1 Prazer, RX</p><p>Módulo 2</p><p>Aula 4</p><p>Os alicerces</p><p>ANOTAÇÕES</p><p>Coração</p><p>Na radiografia em PA, a margem direita do coração é formada pelas câmaras cardíacas direitas, principalmente</p><p>pelo átrio direito. Mais superiormente na margem direita cardíaca temos a veia cava superior. Já a margem</p><p>cardíaca esquerda, no raio-X, é formada tanto pelo ventrículo quanto pelo átrio esquerdos, além do tronco da</p><p>artéria pulmonar e do arco aórtico. O átrio esquerdo, apesar de não ser visualizado diretamente em PA, forma a</p><p>margem esquerda e, também, o arco médio do coração.</p><p>Em perfil, podemos visualizar o ventrículo direito em contato com a parede anterior do tórax, enquanto o ventrículo</p><p>esquerdo é mais posterior. O ventrículo direito encosta-se até aproximadamente um terço de sua extensão na caixa</p><p>torácica, e assim, deixando livre o espaço claro retroesternal. Caso esse espaço esteja sendo muito obliterado pelo</p><p>ventrículo direito, que está em maior contato com a parede torácica, pode significar um aumento de ventrículo</p><p>direito. Assim, o ventrículo direito forma a margem cardíaca anterior, continuando-se com o tronco pulmonar.</p><p>Radiografias de tórax, sendo a primeira em PA e a segunda em perfil, estando destacadas as</p><p>câmaras cardíacas e os grandes vasos.</p><p>Etapa 1 Prazer, RX</p><p>Módulo 2</p><p>Aula 4</p><p>Os alicerces</p><p>Agora que vimos as estruturas separadamente, podemos fazer um resumo do que podemos visualizar em uma</p><p>radiografia. Em perfil, podemos visualizar o tubo lobulado que é a traqueia, que passa no mediastino</p><p>médio/posterior e se bifurca na carina da traqueia nos brônquios principais. Além disso, conseguimos visualizar</p><p>a crossa da aorta, saindo do coração, dando a volta e descendo posteriormente ao coração. Entre a crossa da</p><p>aorta e a traqueia podemos ainda identificar a artéria pulmonar esquerda. Ademais, podemos visualizar o hilo</p><p>pulmonar, e ainda os seios costofrênicos posteriores, que não visualizamos em PA.</p><p>Na tomografia computadorizada podemos fazer a diferenciação de densidade entre a composição das estruturas.</p><p>O ar geralmente tem densidade de – 1000, a gordura cerca de – 100, a água cerca de zero, as partes moles têm</p><p>densidades que variam entre 10 a 100, e os ossos de aproximadamente 1000. Assim, quanto mais liquida for a</p><p>parte mole, mais próxima do zero será sua densidade, como um cisto. Para analisar uma TC, devemos olhar de</p><p>cima a baixo e começando de fora para dentro para evitar esquecer de detalhes importantes. Assim, olhamos</p><p>primeiramente a tela subcutânea e os músculos do arcabouço torácico, seguindo para as costelas e corpos</p><p>vertebrais, modificando a configuração para um janelamento ósseo para diferenciarmos a medula e o córtex</p><p>ósseo. O corte axial é o melhor corte para avaliarmos fraturas de pedículo e lâmina, que são incomuns, enquanto</p><p>para avaliação das costelas, um corte coronal é mais apropriado para quem não tem um olho treinado. Em</p><p>seguida, analisamos o mediastino, podendo também checar as axilas a procura de linfonodomegalia. Assim,</p><p>observamos a tireoide e o introito torácico, até adentrarmos o mediastino. Podemos então avaliar o esôfago, a</p><p>traqueia e a carina, além dos brônquios principais e segmentares. Em seguida, analisamos os vasos, como a</p><p>artéria aorta, o tronco braquiocefálico, as artérias carótidas e as subclávias, além do tronco da artéria pulmonar.</p><p>Seguindo adiante, analisamos o coração e suas câmaras e os pulmões, observando os lobos e os hilos.</p><p>Raio-X de tórax em perfil, destacando a traqueia, o arco aórtico, o hilo pulmonar e</p><p>os seios costofrênicos posteriores.</p><p>Anatomia do abdome no RX</p><p>Prazer, RXEtapa 1</p><p>Aula 5</p><p>Módulo 2 Os alicerces</p><p>Etapa 1 Prazer, RX</p><p>Módulo 2</p><p>Dando continuidade ao módulo de anatomia do Curso de Radiografia Você Radiologista, agora</p><p>abordaremos a anatomia do abdome no Raio-X. Assim, nessa aula abordaremos:</p><p>A lateralidade e as divisões do abdome no raio-X;</p><p>As bases pulmonares;</p><p>O fígado, o baço e o pâncreas;</p><p>Os rins, os ureteres, a bexiga e o músculo psoas;</p><p>O estômago e as alças intestinais;</p><p>Os elementos ósseos do abdome;</p><p>A pelve;</p><p>Correlações com a tomografia.</p><p>Aula 5</p><p>Os alicerces</p><p>Anatomia do abdome no RX</p><p>A lateralidade também deve ser elucidada e, tal qual no raio-X de tórax, devemos imaginar que o</p><p>paciente está de frente para nós, nos olhando.</p><p>Tendo a lateralidade em mente, é importante ressaltar que o abdome pode ser dividido em</p><p>quadrantes e regiões. São nove regiões, divididas por 4 linhas – as linhas hemiclaviculares direita</p><p>e esquerda, uma linha junto à borda inferior das costelas e uma linha no nível das espinhas ilíacas</p><p>– formando uma espécie de quadrado 3x3. Desse modo, as regiões são, da direita para esquerda</p><p>e de cima para baixo: hipocôndrio direito, epigástrio, hipocôndrio esquerdo, flanco direito,</p><p>mesogástrio (ou região umbilical), flanco esquerdo, fossa ilíaca direita, hipogástrio (região suprapúbica)</p><p>e fossa ilíaca esquerda. Enquanto isso, os quadrantes são apenas 4: quadrante superior direito,</p><p>superior esquerdo, inferior direito e inferior esquerdo. Tais divisões são importantes para</p><p>delimitarmos quais órgãos e estruturas pertencem a cada região e quadrante. Por exemplo, no</p><p>quadrante superior direito temos o fígado, a vesícula biliar, o rim direito, enquanto no quadrante</p><p>superior esquerdo temos o rim esquerdo, o baço e o estômago. No quadrante inferior direito, por</p><p>sua vez, temos o ceco, o apêndice vermiforme, o cólon ascendente, enquanto no inferior esquerdo</p><p>possuímos o cólon descendente, cólon sigmoide, e outras estruturas. As regiões tendem a ser mais</p><p>especificas que os quadrantes, por serem áreas menores, delimitando de forma mais precisa.</p><p>Como exemplo disso podemos falar dos grandes vasos peritoneais, como a aorta abdominal e a</p><p>veia cava inferior, que passam na região mesogástrica.</p><p>ANOTAÇÕES</p><p>Etapa 1 Prazer, RX</p><p>Módulo 2</p><p>Aula 5</p><p>Os alicerces</p><p>Radiografias de abdome, sendo destacadas as regiões e os quadrantes abdominais, respectivamente.</p><p>Com essas particularidades abdominais esclarecidas, podemos identificar as estruturas visualizadas</p><p>em um raio-X de abdome.</p><p>Raio-X de abdome, com as bases pulmonares destacadas. Note que esta radiografia</p><p>não é ideal, pois não é possível visualizar a sínfise púbica.</p><p>Etapa 1 Prazer, RX</p><p>Módulo 2</p><p>Bases pulmonares</p><p>Apesar dos pulmões serem estruturas torácicas, um raio-X de abdome ideal deve ser capaz de captar</p><p>uma parte das bases pulmonares e ir até uma parte da sínfise púbica. Porém, é fato que alguns</p><p>pacientes são muito altos, e o filme da radiografia não é capaz de pegar todas as estruturas em</p><p>apenas um corte – desse modo, temos duas opções: repetir o filme, para que a imagem pegue as</p><p>estruturas que faltaram, ou deixar por isso mesmo, caso as alterações que você estava procurando</p><p>está em estruturas que já foram captadas pelo raio-X, evitando uma segunda exposição à radiação.</p><p>A projeção das bases pulmonares na radiografia do abdome se interpõe com as projeções do fígado,</p><p>no lado direito, e do baço, no lado esquerdo. Saber identificar as bases pulmonares é importante</p><p>para diagnosticar possíveis pneumonias de lobos inferiores.</p><p>Aula 5</p><p>Os alicerces</p><p>ANOTAÇÕES</p><p>BASES PULMONARES</p><p>Raio-X de abdome, com fígado, baço e pâncreas destacados.</p><p>Etapa 1 Prazer, RX</p><p>Módulo 2</p><p>Fígado, baço e pâncreas.</p><p>Visualizar essas estruturas, numa situação normal, é realmente algo difícil, mas, devemos sempre</p><p>saber estimar suas localizações. O fígado e o baço normalmente encontram-se abaixo das costelas</p><p>mais inferiores, sendo o fígado no hipocôndrio direito, chegando até o epigástrio, e o baço no</p><p>hipocôndrio esquerdo. Já o pâncreas, por sua vez, normalmente não é visível, mas, ainda assim,</p><p>podemos prever que sua localização é entre o epigástrio – onde fica sua cauda e seu corpo – e o</p><p>mesogástrio – onde fica a cabeça do pâncreas, um pouco mais abaixo do fígado e do baço. Caso</p><p>haja calcificação, na pancreatite crônica, vamos conseguir identificar na localização onde o</p><p>pâncreas se encontra, por isso é importante sabermos sua anatomia.</p><p>Aula 5</p><p>Os alicerces</p><p>ANOTAÇÕES</p><p>Etapa 1 Prazer, RX</p><p>Módulo 2</p><p>Na tomografia, em um corte coronal, observamos essas estruturas na mesma posição do raio-X em PA.</p><p>Todavia, em um corte axial, conseguimos observar o fígado à direita, como se estivesse recostado nos</p><p>arcos costais direitos. O baço, no corte axial, o visualizamos à esquerda, logo anterior ao rim esquerdo.</p><p>Por fim, o pâncreas aparece como uma estrutura ondulada que passa anteriormente aos dois rins, afinal,</p><p>é uma estrutura parcialmente mesogástrica.</p><p>Aula 5</p><p>Os alicerces</p><p>ANOTAÇÕES</p><p>Tomografias de abdome em corte coronal e axial, com o fígado marcado em</p><p>vermelho, o baço em verde e o pâncreas em amarelo.</p><p>L</p><p>Etapa 1 Prazer, RX</p><p>Módulo 2</p><p>Rins, ureteres, bexiga e psoas</p><p>O músculo psoas, em sua normalidade, é visualizado como uma espécie de sombra paravertebral, não</p><p>conseguindo delimitar exatamente seus limites. Caso seus limites estejam bem visíveis e destacados, pode</p><p>ser um sinal de retropneumoperitôneo. Assim como o psoas, os rins são visualizados apenas como</p><p>sombras no fundo do raio-X, de difícil visualização, em formato de caroços de feijão, ao lado da inserção</p><p>superior do músculo psoas. A visualização dos rins pode ser prejudicada pela interposição de alças</p><p>intestinais no raio-X e, por isso, é importante saber sua localização. A bexiga se localiza no escavado</p><p>pélvico, e por isso é importante que o raio-X capte a sínfise púbica, para que tenhamos uma melhor</p><p>visualização dessa estrutura. Os ureteres também não são visíveis em sua normalidade, mas devemos</p><p>saber que eles partem da região medial dos rins, e descem até a bexiga.</p><p>Aula 5</p><p>Os alicerces</p><p>ANOTAÇÕES</p><p>Raio-X de abdome com destaque à posição anatômica dos rins, ureteres e bexiga.</p><p>Etapa 1 Prazer, RX</p><p>Módulo 2</p><p>Na tomografia em corte coronal, de modo semelhante ao raio-X, observamos as mesmas relações</p><p>anatômicas, porém, diferentemente da radiografia, conseguimos visualizar bem todas as estruturas.</p><p>Conseguimos observar a bexiga com uma densidade menor do que as outras estruturas, já que é um</p><p>órgão cheio de líquido. No corte axial, por sua vez, abaixo do fígado e do baço visualizamos os rins.</p><p>Para vermos as outras estruturas, como estão em níveis diferentes, devemos descer pelo exame.</p><p>Aula 5</p><p>Os alicerces</p><p>ANOTAÇÕES</p><p>Tomografias de abdome em corte coronal e axial com os rins em verde, a bexiga em amarelo,</p><p>e o músculo psoas em azul.</p><p>Etapa 1 Prazer, RX</p><p>Módulo 2</p><p>Estômago e alças intestinais</p><p>São as estruturas mais importantes do raio-X de abdome. O estômago se localiza no quadrante superior</p><p>esquerdo, pegando um pouco também das regiões epi e mesogástricas. Podemos visualizar, em algumas</p><p>situações, uma bolha de ar gástrica. O intestino grosso, por sua vez, também pode ser visualizado por</p><p>conta do ar em seu interior, se tornando hipodenso. Podemos diferenciar o cólon das alças intestinais</p><p>delgadas por suas halstrações colônicas, que são parecidas com pregas intestinais, que não chegam ao</p><p>outro lado da alça. É normal visualizar o cólon e suas halstrações no raio-X de abdome. Por outro lado,</p><p>as pregas coniventes do intestino delgado, normalmente não são visíveis no raio-X normal, mas, caso</p><p>fossem visíveis, seriam pregas de tecido indo de um lado ao outro da alça, sem qualquer interrupção.</p><p>Quando há muitas pregas coniventes, temos o sinal do empilhamento de moedas.</p><p>Aula 5</p><p>Os alicerces</p><p>ANOTAÇÕES</p><p>Radiografia de abdome com destaque às alças colônicas e ao estômago.</p><p>Etapa 1 Prazer, RX</p><p>Módulo 2</p><p>Na tomografia conseguimos identificar os cólons e suas halstrações, de modo similar ao raio-X. Em um</p><p>exame com contraste e com ar podemos identificar completamente a anatomia do intestino grosso – o</p><p>ceco, no quadrante inferior direito, seguido do cólon ascendente e a flexura hepática, logo abaixo do</p><p>fígado, o cólon transverso atravessando o abdome e a flexura esplênica, abaixo do baço. Descendo</p><p>temos ainda o cólon descendente, o cólon sigmoide e, finalmente, o reto, que se localiza na projeção</p><p>do escavado pélvico, posterior à bexiga.</p><p>Para sabermos se as alças intestinais estão no tamanho normal, devemos conhecer a regra do 3, 6, 9.</p><p>Essa regra diz que o delgado deve ter, no máximo, 3 cm de diâmetro, enquanto o intestino grosso deve</p><p>ter 6 cm, no máximo, e o ceco deve ter, no máximo, 9 cm de diâmetro. Observe que o ceco tem uma</p><p>tolerância maior de diâmetro, por ser o primeiro a receber os resíduos do intestino delgado, para ser</p><p>capaz de armazenar o conteúdo para formar o bolo fecal.</p><p>Aula 5</p><p>Os alicerces</p><p>Exame com contraste para identificar as porções do intestino grosso.</p><p>Etapa 1 Prazer, RX</p><p>Módulo 2</p><p>Elementos ósseos</p><p>Na radiografia de abdome conseguimos visualizar a coluna vertebral, com seus corpos e seus pedículos</p><p>que, no raio-X, têm formato circular, apesar de serem estruturas alongadas. Descendo pelos corpos</p><p>vertebrais, chegamos ao sacro, uma estrutura triangular que se articula com os ossos ilíacos</p><p>bilateralmente. O sacro possui forames sacrais, visualizados como linhas ou abaulamentos no raio-X.</p><p>Caso estejamos diante de um trauma pélvico, é imprescindível o olhar atento a esses forames, pois</p><p>podem estar fraturados, juntamente com lesão nervosa. Os ossos ilíacos, por sua vez, se articulam com</p><p>os ramos púbicos, que, por sua vez, se continuam com as cabeças femorais.</p><p>Além desses ossos, na parte superior do exame podemos visualizar também as últimas costelas. Para</p><p>diferenciarmos, no raio-X, as costelas torácicas das lombares, devemos observar que as primeiras estão</p><p>articuladas com costelas, enquanto as lombares não estão. Sabemos que as vertebras lombares são</p><p>mais grosseiras, tendo processos transversos mais alargados. Entretanto, devemos observá-los com</p><p>atenção pois, caso um desses processos esteja maior e mais gritante do que os outros, podemos estar</p><p>diante de uma megapófise transversa, que pode até ser sintomática e articular-se com o sacro.</p><p>Na tomografia, assim como para as outras estruturas, a organização</p><p>é parecida, mas com a visão sendo</p><p>facilitada.</p><p>Aula 5</p><p>Os alicerces</p><p>Radiografia de abdome que destaca seus elementos ósseos.</p><p>Etapa 1 Prazer, RX</p><p>Módulo 2</p><p>Pelve</p><p>Na anatomia da pelve, precisamos identificar algumas linhas e ossos. Como todos os ossos, devemos</p><p>sempre buscar alinhamento e, na pelve, temos algumas linhas especificas que devemos conhecer para</p><p>saber se a pelve está alinhada ou não. A primeira linha é a de Shenton, que passa na margem mais</p><p>interna do colo femoral até a porção mais inferior do ramo púbico superior, descrevendo uma curva e</p><p>contínua. Caso esta linha esteja descontínua, pode indicar fratura ou do colo femoral ou do ramo púbico</p><p>superior. Outra linha importante é a de Hilgenheiner, que passa entre as cartilagens triangulares entre o</p><p>osso ilíaco e os ossos púbicos, próximo ao teto do acetábulo. Essas cartilagens somente são visíveis em</p><p>crianças, pois nos adultos já estão calcificadas. Essa linha é utilizada como referência para a linha de</p><p>Perkins e para a medida do ângulo acetabular. O ângulo acetabular é medido entre a linha de</p><p>Hilgenheiner e uma linha tangente ao teto do acetábulo. Já a linha de Perkins é perpendicular à linha de</p><p>Hilgenheiner e lateral ao teto acetabular. Essas linhas são importantes para identificarmos patologias do</p><p>quadril pediátrico. Para lembrar dessas linhas, podemos correlacionar que a linha de Shenton é a mais</p><p>sinuosa, ou seja, é a que faz a curva no ramo púbico e no colo femoral. Já a linha de Perkins é a que</p><p>está de pé, paralela ao teto do acetábulo.</p><p>Além disso, podemos identificar os ossos da pelve: os ilíacos, bilateralmente, os ramos púbico superior e</p><p>inferior e o acetábulo, que irá articular com a cabeça do fêmur. Temos ainda, como já dito, a cartilagem</p><p>triangular, ou trirradiada, entre o osso ilíaco e o osso do púbis.</p><p>Aula 5</p><p>Os alicerces</p><p>Radiografia de abdome que destaca seus elementos ósseos.</p><p>Radiografias demonstrando as linhas e os ossos da pelve.</p><p>Etapa 1 Prazer, RX</p><p>Módulo 2</p><p>Agora que as estruturas abdominais vistas na radiografia foram elucidadas, podemos fazer uma correlação</p><p>com a tomografia computadorizada. Utilizando o mesmo método de olhar ativamente de fora para dentro,</p><p>para evitar esquecermos algo, visualizamos primeiro a tela subcutânea e os músculos da parede abdominal</p><p>anterior e paravertebral, além da porção proximal das coxas e as regiões inguinais. A seguir, alargamos o</p><p>janelamento para observarmos os ossos – sínfise púbica, fêmures, sacro, ilíacos e vértebras, com seus</p><p>corpos, pedículos, processos transversos, lâminas e processo espinhoso. Podemos, ainda, alternar entre os</p><p>cortes para procurarmos alterações que não poderiam ser vistas anteriormente. Alterando a janela</p><p>novamente, seguimos olhando as alças intestinais, o ânus e o reto, acompanhando-os. Podemos identificar</p><p>ainda a válvula ileocecal, que se continua com o intestino delgado e possui uma gordura em seus arredores,</p><p>a diferenciando do apêndice, que aparece quando chegamos ao ceco. Em seguida, devemos observar o</p><p>adentrar do esôfago no estômago e continuar seu percurso, chegando ao duodeno, junto à cabeça</p><p>pancreática, e as outras alças do delgado, o jejuno e posteriormente o íleo. Agora devemos olhar os vasos</p><p>abdominais: a aorta, o tronco celíaco, a artéria hepática comum, a artéria esplênica, a artéria gástrica</p><p>esquerda, a artéria mesentérica superior, artérias ilíacas comuns, externas e internas, a veia porta, a veia</p><p>cava inferior, as veias renais, e, é claro, devemos olhar os linfonodos, que seguem juntos. Ao olhar a pelve,</p><p>devemos observar os órgãos pélvicos, como a bexiga, o reto, e o útero, na mulher, e a próstata, no homem.</p><p>Devemos agora observar o fígado, o pâncreas, o baço, os rins e as adrenais.</p><p>Aula 5</p><p>Os alicerces</p><p>ANOTAÇÕES</p><p>Prazer, RXEtapa 1</p><p>Aula 6</p><p>Anatomia da coluna no RX</p><p>Módulo 2 Os alicerces</p><p>Anatomia da coluna no RX</p><p>Radiografias da coluna em AP e perfil, respectivamente, destacando os elementos da coluna lombar.</p><p>Etapa 1 Prazer, RX</p><p>Módulo 2</p><p>Na terceira aula do módulo de anatomia do Curso de Radiografia Você Radiologista, o tema</p><p>apresentado será a anatomia da coluna no raio-X, através dos seguintes tópicos:</p><p>Coluna lombar;</p><p>Coluna cervical;</p><p>Correlações com a tomografia;</p><p>Para iniciarmos a falar da coluna, devemos lembrar que ela é composta por 34 vértebras, sendo</p><p>7 cervicais, 12 toracicas, 5 lombares, 5 sacrais e 5 coccígeas. Podem haver algumas variações</p><p>anatômicas em relação às coccígeas, lombares e sacrais, como por exemplo, a sacralização da</p><p>quinta vértebra lombar, ou o surgimento de uma sexta vértebra lombar.</p><p>Coluna lombar</p><p>Podemos visualizar no raio-X os corpos vertebrais e os espaços interssomáticos – onde ficam os</p><p>discos intervertebrais, tanto em perfil quanto em AP. A projeção ántero-posterior nos permite ainda</p><p>ver os dois pedículos e o processo espinhoso, que estão de forma anteriorizada em comparação</p><p>ao corpo vertebral, formando o que se parece com um rosto, com dois olhos e um nariz. Além</p><p>disso, pela lateral do corpo vertebral, conseguimos visualizar também os processos transversos.</p><p>Já em perfil, conseguimos ver os pedículos, os processos articulares, um pedaço da lâmina e</p><p>também o processo espinhoso, sendo esse mais fácil de visualizar nessa projeção. Como são</p><p>5 vértebras na coluna lombar, as denominamos L1, L2, L3, L4 e L5, no sentido craniocaudal. Vale</p><p>lembrar que logo acima das vértebras lombares, temos as últimas vértebras torácicas, ou dorsais.</p><p>Essas estão sempre articuladas com as costelas, assim, as conseguimos diferenciar das vértebras</p><p>lombares. Entre os processos articulares teremos as articulações interapofisária ou interfacetária.</p><p>O sacro articula-se com os ossos ilíacos, na chamada articulação sacroilíaca, enquanto a</p><p>articulação entre a L5 e o sacro é a lombossacral.</p><p>Aula 6</p><p>Os alicerces</p><p>Radiografias de coluna cervical em perfil, destacando seus principais componentes e articulações.</p><p>Etapa 1 Prazer, RX</p><p>Módulo 2</p><p>Coluna cervical</p><p>Possuímos 7 vértebras cervicais, contudo, diferentemente das vertebras lombares, que são todas</p><p>parecidas, entre as vertebras cervicais nós possuímos algumas vertebras atípicas, a C1 e a C2,</p><p>também chamadas de atlas e áxis, respectivamente. O atlas não possui um corpo vertebral</p><p>propriamente dito, enquanto o áxis possui uma estrutura diferenciada que se articula com o atlas,</p><p>o chamado dente do áxis. Para lembrar dessas nomenclaturas podemos lembrar que ambas as</p><p>vértebras, atlas e áxis, começam com a letra A, sendo assim, as primeiras vertebras. Além disso,</p><p>o T, a segunda letra de atlas, vem antes do X, de áxis, dessa forma, o atlas é C1 e o áxis é C2.</p><p>Outra maneira de lembrar, e é, de fato, de onde surgiu essa nomenclatura, é que Atlas é o nome</p><p>do titã que foi condenado por Zeus, na mitologia grega, a sustentar o céu em seus ombros para</p><p>que não caísse sobre a Terra, assim como a C1, que sustenta o peso da cabeça.</p><p>Da mesma forma que na coluna lombar, conseguimos visualizar os corpos vertebrais, os pedículos,</p><p>os processos articulares e os processos espinhosos. Um detalhe que merece ser mencionado é</p><p>que, para considerarmos uma radiografia cervical bem feita, ela deve conter de C1 a C7.</p><p>Podemos ainda identificar as articulações interfacetárias, as articulações atlantoaxiais mediana e</p><p>lateral, entre o atlas e o áxis, e a articulação atlantoccipital – entre o atlas e os côndilos do</p><p>osso occipital.</p><p>Aula 6</p><p>Os alicerces</p><p>ANOTAÇÕES</p><p>Etapa 1 Prazer, RX</p><p>Módulo 2</p><p>Uma radiografia importante no contexto de trauma é aquela realizada com o paciente de boca</p><p>aberta, com os raios direcionados à sua boca, para captar bem a imagem das primeiras vértebras</p><p>cervicais, o atlas e o áxis, e suas articulações. Podemos observar, então, a simetria entre a distância</p><p>do dente do áxis até as massas laterais do atlas. Se essa</p><p>distância estiver assimétrica, pode-se</p><p>desconfiar de lesão ou fratura desses componentes.</p><p>Aula 6</p><p>Os alicerces</p><p>ANOTAÇÕES</p><p>Radiografias de coluna através da boca do paciente, dando destaque ao atlas e ao áxis e</p><p>seus componentes e articulações.</p><p>Etapa 1 Prazer, RX</p><p>Módulo 2</p><p>Agora que a anatomia da coluna vertebral no raio-X está elucidada, podemos relacioná-la ao exame</p><p>de tomografia computadorizada. A vantagem da tomografia, até sobre a ressonância magnética, é</p><p>que ela consegue fazer uma melhor visualização da cortical do osso. Em um corte sagital podemos</p><p>observar as vértebras lombares, sacrais e coccígeas ao mesmo tempo, além dos pedículos, processos</p><p>articulares, articulações interapofisárias e processos espinhosos. Porém, nos outros cortes esses</p><p>componentes também são visualizados, mas de outro ponto de vista.</p><p>Aula 6</p><p>Os alicerces</p><p>ANOTAÇÕES</p><p>Prazer, RXEtapa 1</p><p>Aula 7</p><p>Anatomia dos membros</p><p>superiores no RX</p><p>Módulo 2 Os alicerces</p><p>Anatomia dos membros superiores no RX</p><p>Radiografias de braço em AP e perfil, respectivamente, para demonstrar as divisões</p><p>do osso, nesse caso, o úmero.</p><p>Etapa 1 Prazer, RX</p><p>Módulo 2</p><p>A quarta aula do módulo de anatomia do Curso de Radiografia Você Radiologista tem como tema</p><p>os membros superiores no raio-X, tal qual uma correlação com a ressonância magnética, que é o</p><p>exame padrão para avaliação de ossos. Assim, seguiremos os seguintes tópicos:</p><p>O punho e a mão;</p><p>O antebraço;</p><p>O cotovelo;</p><p>O braço e o ombro;</p><p>Correlação com a ressonância magnética;</p><p>Antes de entrarmos na anatomia dos membros superiores propriamente dita, há alguns conceitos</p><p>que devem ser explicados. A diáfise de um osso é a porção mais média desse, aquela que está</p><p>entre as extremidades, que é mais forte e compacta, mas ainda passível de fraturas. A metáfise,</p><p>por sua vez, fica mais extrema em relação à diáfise, porém, ainda não corresponde à extremidade,</p><p>que corresponde à epífise. A metáfise corresponde à porção do osso capaz de crescer, caso ainda</p><p>não esteja calcificada. A epífise geralmente corresponde ao local em que um osso irá articular com</p><p>outro, sendo normalmente mais alargada. Assim, temos as epífises proximais e distais, as metáfises</p><p>proximais e distais, e a diáfise, que representa o centro.</p><p>Aula 7</p><p>Os alicerces</p><p>Radiografia de punho em AP e perfil, respectivamente, onde os ossos estão destacados.</p><p>Etapa 1 Prazer, RX</p><p>Módulo 2</p><p>Em uma radiografia de punho devemos reconhecer todos os ossos, tanto em AP quanto em perfil.</p><p>Podemos visualizar a extremidade distal da ulna e a extremidade distal do rádio, além dos ossos</p><p>do carpo e do metacarpo. Quando falamos de ossos do carpo, o osso central e maior é o</p><p>capitato, que se articula com o semilunar, abaixo dele. Na lateral deles possuímos o escafoide,</p><p>que no perfil tem um formato de S. Medialmente ao capitato, temos o hamato, que possui um</p><p>gancho, visível em AP. Abaixo do hamato estão os ossos piramidal e pisiforme, que fica sobreposto</p><p>ao piramidal. Por fim, acima do escafoide e abaixo do primeiro metacarpo, possuímos os ossos</p><p>trapézio e trapezoide. Como é difícil de recordar esses ossos e suas posições, existem alguns</p><p>macetes para lembrar-nos: o CAPItato é o maior osso da mão, sendo assim, ele é o CAPItão.</p><p>O semilunar é aquele que segura o capitato, parecendo uma cunha, ou uma meia-lua. O hamato</p><p>é aquele que possui um gancho, enquanto o trapézio é a “prancha” que o polegar usa para pular</p><p>do carpo, o deixando mais afastado dos outros dedos. O eScafoide, por sua vez, se assemelha</p><p>a um S.</p><p>Além dos ossos do carpo temos também os metacarpos, que numeramos de 1 a 5, do polegar ao</p><p>dedo mínimo. Após os metacarpos, possuímos as falanges – proximais, médias e distais – que são</p><p>numeradas da mesma maneira. É importante ressaltar que o polegar é diferente, pois ele possui</p><p>apenas duas falanges, a proximal e a distal. Nos pés, possuímos os ossos do metatarso, que</p><p>possuem um nome muito parecido com os ossos da mão – dessa maneira, temos outro macete: os</p><p>ossos do metaCarpo têm a letra C, que lembra cabeça, estando mais próximos dela, assim, na</p><p>mão. Enquanto isso, o metaTarso tem T, de Terra, estando mais próximo ao solo, no pé. É válido</p><p>ressaltar, ainda, que a face volar é aquela que possui os “bicos” dos ossos, enquanto a face dorsal</p><p>é mais lisa.</p><p>Punho e mão</p><p>Aula 7</p><p>Os alicerces</p><p>Radiografias do punho em AP, destacando-se seus ossos.</p><p>Etapa 1 Prazer, RX</p><p>Módulo 2</p><p>Ademais, no punho possuímos relações articulares importantes, sendo algumas delas: as articulações</p><p>interfalangianas distais – que ligam as falanges distais às médias, as articulações interfalangianas</p><p>proximais – unindo as falanges médias às proximais, e as articulações metacarpo falangianas que,</p><p>como o nome diz, une a falange proximal ao metacarpo. Como o polegar possui apenas duas</p><p>falanges, suas articulações são chamadas de articulação interfalangiana do polegar e articulação</p><p>metacarpo falangiana do polegar (ou do primeiro dedo). No carpo, possuímos as articulações carpo</p><p>metacárpicas, unindo o carpo ao metacarpo e a articulação mediocárpica, unindo os ossos mais</p><p>proximais do carpo, aos mais distais. Além dessas, possuímos a articulação radiocárpica, ligando o</p><p>rádio aos ossos do carpo, e a articulação rádio-ulnar distal, pois estamos falando das extremidades</p><p>distais desses ossos.</p><p>Aula 7</p><p>Os alicerces</p><p>ANOTAÇÕES</p><p>Radiografias do antebraço em AP e perfil, respectivamente, onde vemos</p><p>o rádio em azul e a ulna em amarelo.</p><p>Etapa 1 Prazer, RX</p><p>Módulo 2</p><p>O antebraço é composto pelo rádio e pela ulna. A ulna é menor na extremidade distal e maior na</p><p>extremidade proximal, enquanto no rádio acontece o oposto. Para lembrarmos qual osso é o rádio e</p><p>qual osso é a ulna, devemos pensar que todo rádio tem antena, e a antena do rádio é o polegar.</p><p>Assim, se seguirmos o polegar, encontraremos o rádio.</p><p>Aula 7</p><p>Os alicerces</p><p>ANOTAÇÕES</p><p>Antebraço</p><p>Raio-X do cotovelo, em AP e em perfil, respectivamente, demarcando os principais</p><p>acidentes anatômicos nessa região.</p><p>Etapa 1 Prazer, RX</p><p>Módulo 2</p><p>Uma extremidade do cotovelo, a distal, é formada pelo rádio e pela ulna, enquanto a extremidade</p><p>proximal é composta pelo úmero, em sua porção distal. A partir desses ossos, conseguimos visualizar</p><p>diversos acidentes anatômicos: o olécrano da ulna é sua porção mais proximal e espessa que parece</p><p>uma boca de uma ferramenta – a ponta desse gancho formado é o chamado processo coronoide. Em</p><p>fraturas de cotovelo, lesões no processo coronoide orientam a decisão de uma abordagem cirúrgica.</p><p>No úmero há um espaço onde o olécrano da ulna se articula: a chamada fossa do olécrano, além de</p><p>um acidente que se articula com o processo coronoide – a tróclea do úmero. A entrada e saída do</p><p>olécrano em sua fossa determina o movimento de flexão e extensão do cotovelo. Ainda no úmero</p><p>existem duas massas nas laterais de sua extremidade distal, que são os epicôndilos medial e lateral,</p><p>determinados pela posição anatômica.</p><p>No rádio, após seu colo na extremidade proximal, há uma região espessada e achatada, chamada de</p><p>cabeça do rádio, que articula com o úmero através da fóvea articular do rádio. A porção do úmero</p><p>que articula com o rádio é o chamado capítulo do úmero. Essa relação é fácil de lembrar, visto que a</p><p>CAbeça do rádio articula com o CApítulo do úmero. Ou, de outra maneira, podemos lembrar que os</p><p>capítulos de novela passam na rádio, sendo assim, o capítulo do úmero articula-se com a cabeça do</p><p>rádio. Ainda no rádio, em sua porção medial, há a tuberosidade do rádio, logo inferior à sua cabeça.</p><p>Aula 7</p><p>Os alicerces</p><p>Cotovelo</p><p>Radiografias do cotovelo, em AP e perfil, destacando-se as articulações.</p><p>Etapa 1 Prazer, RX</p><p>Módulo 2</p><p>As principais articulações do cotovelo incluem a articulação radio-ulnar proximal, que faz par com a</p><p>articulação distal que visualizamos em uma radiografia de punho.</p><p>Além dessa, temos a articulação</p><p>úmeroradial e a articulação úmeroulnar.</p><p>Aula 7</p><p>Os alicerces</p><p>ANOTAÇÕES</p><p>Raio-X do ombro em AP, com suas principais estruturas destacadas.</p><p>Etapa 1 Prazer, RX</p><p>Módulo 2</p><p>O braço é basicamente formado pelo úmero, que se articula distalmente com o rádio e a ulna, e com</p><p>a escápula na extremidade proximal, formando o ombro. A cabeça umeral articula-se com a cavidade</p><p>glenoidal da escápula. No úmero podemos visualizar ainda dois túberculos – o maior e o menor,</p><p>sendo o segundo mais anteriorizado. Além disso, podemos demarcar dois colos no úmero: o colo</p><p>anatômico, logo abaixo da cabeça e mais proximal, entre os tubérculos, e o colo cirúrgico, logo abaixo</p><p>dos tubérculos. O colo cirúrgico corresponde ao local onde há mais fraturas de úmero.</p><p>A escápula é um osso aproximadamente triangular, que, além de formar a glenóide, emite também o</p><p>processo coracoide e o acrômio, que se articula com a clavícula. A escápula possui uma crista, uma</p><p>espinha, de onde surge o acrômio, e essa espinha forma duas fossas – as fossas supraespinhal e</p><p>infraespinhal. Como tem formato triangular, podemos ainda definir o ângulo superior da escápula,</p><p>uma margem medial, que é mais verticalizada, e uma margem lateral, mais oblíqua.</p><p>Desse modo, no ombro possuímos a articulação do ombro, ou glenoumeral, e a articulação acromioclavicular.</p><p>Aula 7</p><p>Os alicerces</p><p>Braço e ombro</p><p>Etapa 1 Prazer, RX</p><p>Módulo 2</p><p>No perfil, visualizamos a escápula em um formato semelhante a um Y. A porção mais anterior e medial</p><p>do Y é formada pelo processo coracoide, enquanto a porção posterior é o acrômio. Essa relação é</p><p>importante, pois, caso haja uma luxação de úmero em direção ao processo coracoide, é uma luxação</p><p>anterior, e em direção ao acrômio é uma luxação posterior. Por fim, o “pé” do Y é o corpo da escápula</p><p>em si.</p><p>Terminamos, então, a anatomia dos membros superiores no raio-X, e podemos relacioná-la ao exame</p><p>de ressonância magnética, que é o exame padrão-ouro para avaliação do esqueleto. Para avaliar uma</p><p>ressonância de modo adequado, fazemos como na TC, de cima para baixo. Numa visão axial e superior</p><p>do ombro, conseguimos visualizar a clavícula articulando-se com o acrômio. Descendo pelo exame,</p><p>pode-se observar a cabeça do úmero encontrando com a glenóide da escápula, além do processo</p><p>coracoide emitindo-se em posição anterior. Na porção distal do úmero, conseguimos observar o</p><p>olécrano da ulna articulando com sua fossa no úmero. Acompanhando a ulna, conseguimos ver ainda</p><p>a articulação rádio-ulnar distal, chegando aos ossos do carpo. Em um corte sagital, visualizamos o</p><p>paciente como o perfil no raio-X, enquanto o corte coronal assemelha-se com a visão em AP, mas com</p><p>a vantagem de conseguirmos produzir diversas profundidades de cortes. É fácil observar que, diferente</p><p>da tomografia, a cortical óssea na ressonância é vista extremamente preta, em hiposinal.</p><p>Aula 7</p><p>Os alicerces</p><p>Raio-X de ombro em perfil, destacando as estruturas escapulares.</p><p>Prazer, RXEtapa 1</p><p>Aula 8</p><p>Anatomia dos membros</p><p>inferiores no RX</p><p>Módulo 2 Os alicerces</p><p>Anatomia dos membros inferiores no RX</p><p>Etapa 1 Prazer, RX</p><p>Módulo 2</p><p>Dando continuidade ao módulo de anatomia, a quinta aula do Curso de Radiografia Você Radiologista tem</p><p>como tópico os membros inferiores. Assim, os temas abordados serão:</p><p>O pé e o tornozelo;</p><p>A perna;</p><p>O joelho;</p><p>A coxa;</p><p>A bacia;</p><p>Correlação com a Ressonância Magnética;</p><p>Pé e tornozelo</p><p>No raio-X, devemos ser capazes de identificar todos os ossos e estruturas. Começando mais distalmente,</p><p>falaremos dos correspondentes dos metacarpos no pé – os metatarsos. Assim como o primeiro metacarpo,</p><p>na mão, o primeiro metatarso possui apenas duas falanges – distal e proximal – enquanto os outros</p><p>metatarsos possuem as três: falange distal, falange média e falange proximal, separadas pelas articulações</p><p>interfalangianas. Após as falanges, temos os ossos metatarsais, de 1 a 5, numerando de medial para</p><p>lateral. Formando a articulação do tornozelo temos a tíbia, mais medial, e a fíbuLA, que é LAteral</p><p>(lembre-se, LA e LA). Assim, a fíbula forma o maléolo lateral, enquanto a tíbia forma o maléolo medial.</p><p>Assim como temos o carpo, na mão, no pé possuímos o tarso, composto de diversos ossos. Articulando-se</p><p>com a tíbia há o tálus, e o domo do tálus com a tíbia formam a articulação tibiotalar. O tálus, por sua vez,</p><p>articula-se com o navicular, que se articula com os ossos cuneiformes medial, intermédio e lateral. Uma</p><p>maneira de associar essa articulação é imaginando que o osso navicular é uma nave, que envia três</p><p>misseis, os cuneiformes. O osso mais inferior do pé é o Calcâneo, que se articula com o osso Cuboide</p><p>(C e C), que está lateral ao cuneiforme lateral, além de fazer o sustentáculo do tálus. Por fim, sobrepostos</p><p>ao primeiro metatarso há dois ossículos acessórios – os sesamoides. Muitas vezes, quando um paciente</p><p>apresenta pequenos ossículos arredondados perto de uma articulação do pé e sem clínica, pode se tratar</p><p>de um osso acessório, por isso devemos ter cautela ao examiná-los antes de afirmar que é um fragmento</p><p>de fratura. Um raio-X em projeção oblíqua permite a melhor visualização de todos os ossos, mas também</p><p>podemos vê-los em outras projeções.</p><p>Aula 8</p><p>Os alicerces</p><p>ANOTAÇÕES</p><p>Etapa 1 Prazer, RX</p><p>Módulo 2</p><p>Aula 8</p><p>Os alicerces</p><p>Radiografias de pé com destaque a seus ossos.</p><p>Radiografias de pé com destaque a seus ossos, articulações e divisões.</p><p>ANOTAÇÕES</p><p>Etapa 1 Prazer, RX</p><p>Módulo 2</p><p>Além das já citadas, ainda podemos mencionar a articulação tarsometatársica (ou de Lisfranc) e a articulação</p><p>transversa do tarso (ou de Chopart). A articulação de Lisfranc é importante no contexto traumático, onde pode</p><p>ser totalmente fraturada, causando a fratura de Lisfranc. A partir dessas articulações podemos dividir o pé em</p><p>antepé, mediopé e retropé. Ainda podemos identificar a articulação subtalar, entre o tálus e o calcâneo, e a</p><p>articulação talocrural, que envolve o tálus, a tíbia e a fíbula, de maléolo a maléolo.</p><p>Aula 8</p><p>Os alicerces</p><p>Radiografias de pé com enfoque no calcâneo, destacando suas estruturas.</p><p>Radiografias da perna em AP e perfil, com a tíbia em amarelo e a fíbula em verde.</p><p>Etapa 1 Prazer, RX</p><p>Módulo 2</p><p>Agora que conhecemos os ossos e as articulações, podemos falar de seus acidentes anatômicos específicos.</p><p>No calcâneo, em sua porção mais distal podemos identificar a tuberosidade do calcâneo, enquanto na sua</p><p>porção mais proximal há a face articular com o cuboide e o sustentáculo do tálus, que juntamente com a face</p><p>articular anterior articulam com o calcâneo.</p><p>A perna é composta basicamente pela tíbia e pela fíbula. Como já dito, a tíbia é mais medial, enquanto a</p><p>fíbula é mais lateral (fibulateral, é uma maneira simples de lembrar dessa relação).</p><p>Aula 8</p><p>Os alicerces</p><p>Perna</p><p>Radiografia do joelho com destaque às suas estruturas.</p><p>Etapa 1 Prazer, RX</p><p>Módulo 2</p><p>Joelho</p><p>O joelho é composto pela extremidade distal do fêmur, pelas extremidades proximais da tíbia e da fíbula, e pela</p><p>patela. A extremidade proximal da tíbia é composta por sua cabeça, com os platôs tibiais (medial e lateral) e as</p><p>eminências intercondileanas (ou tibiais), que formam a articulação femorotibial, ou articulação do joelho. O</p><p>fêmur em sua extremidade distal, por sua vez, possui os côndilos medial e lateral, que entram em contato com</p><p>os platôs tibiais, além dos epicôndilos, mais posteriores aos primeiros. A cabeça da fíbula articula com a tíbia</p><p>na articulação tíbiofibular, e, por fim, a patela encontra-se entre os côndilos femorais.</p><p>Aula 8</p><p>Os alicerces</p><p>ANOTAÇÕES</p><p>Etapa 1 Prazer, RX</p><p>Módulo 2</p><p>Coxa</p><p>A coxa é formada basicamente pelo fêmur. Na extremidade proximal do fêmur, na parte de cima da radiografia</p><p>de coxa, podemos visualizar os trocânteres maior e menor do fêmur, que estão ao lado do colo femoral. A</p><p>cabeça do fêmur, que representa</p><p>sua porção mais proximal, logo após o colo, articula-se com o acetábulo.</p><p>Aula 8</p><p>Os alicerces</p><p>ANOTAÇÕES</p><p>Radiografias de coxa, com as estruturas femorais demarcadas.</p><p>Etapa 1 Prazer, RX</p><p>Módulo 2</p><p>Bacia</p><p>Apesar de termos elucidado alguns pontos sobre a bacia na aula de anatomia do abdome, eram tópicos</p><p>voltados à bacia de uma criança. Agora, falaremos da bacia de um adulto. A bacia é composta pelos</p><p>pares dos ossos do ílio, púbis e ísquio, além dos fêmures. Além dos ossos, temos a articulação sacroilíaca,</p><p>a sínfise púbica, entre os ramos púbicos, e a articulação coxofemoral, ou femoroacetabular.</p><p>A porção mais superior do osso ilíaco é a crista ilíaca, que pode ter algumas calcificações no paciente</p><p>idoso, que são entesófitos, pois nesse local há inserções musculares. O ísquio, que é um osso mais</p><p>posterior, emite uma proeminência, a chama espinha isquiática. Os ramos do púbis, por sua vez, ao se</p><p>juntarem formam o forame obturador.</p><p>Ao analisarmos a bacia, sempre devemos observar três anéis: o anel pélvico e os dois anéis ao redor dos</p><p>forames do obturador, pois, caso acharmos uma fratura, devemos seguir o anel para procurar uma</p><p>segunda fratura.</p><p>Aula 8</p><p>Os alicerces</p><p>ANOTAÇÕES</p><p>Etapa 1 Prazer, RX</p><p>Módulo 2</p><p>Aula 8</p><p>Os alicerces</p><p>Radiografias da bacia, com seus ossos, estruturas e articulacoes demarcadas.</p><p>Etapa 1 Prazer, RX</p><p>Módulo 2</p><p>Ao fim da análise da anatomia, podemos agora fazer uma correlação com o exame de ressonância magnética.</p><p>Em um corte sagital do pé podemos ver o calcâneo e sua tuberosidade, além de sua articulação com o cuboide.</p><p>Ademais, podemos ver também a face articular anterior do calcâneo e o sustentáculo do tálus, articulando-se</p><p>nele. Um pouco mais acima somos capazes ainda de ver a articulação tibiotalar e a articulação subtalar. Os</p><p>três cuneiformes articulam-se com o osso navicular, ao lado do cuboide. Após o médiopé, a articulação de</p><p>Lisfranc, podemos ver os metatarsos e as falanges. O corte coronal dificulta a visualização dos ossos do tarso e</p><p>metatarso, mas, para identificarmos a tíbia e a fíbula é um bom corte.</p><p>Para visualizar o joelho, o corte coronal é aquele que mais se parece com o raio-X em AP. No corte sagital</p><p>do joelho podemos visualizar alguns ligamentos que quase não conseguimos visualizar no raio-X, como o</p><p>cruzado anterior e o cruzado posterior. Acima da patela conseguimos identificar a fossa suprapatelar, que</p><p>é onde o líquido fica acumulado quando há derrame, que também pode ser visto no raio-X. Um osso</p><p>acessório posterior ao fêmur é o osso de Fabela, que está presente em muitos pacientes e que também</p><p>pode ser visto no raio-X.</p><p>Aula 8</p><p>Os alicerces</p><p>ANOTAÇÕES</p><p>Prazer, RXEtapa 1</p><p>Aula 9</p><p>Reconheça os artefatos</p><p>(roupas, piercings,</p><p>cabelos, etc)</p><p>Módulo 2 Os alicerces</p><p>Reconheça os artefatos</p><p>(roupas, piercings, cabelos, etc)</p><p>Radiografias com artefatos de eletricidade estática.</p><p>Etapa 1 Prazer, RX</p><p>Módulo 2</p><p>A última aula do módulo não abordará anatomia, mas sim como reconhecer os principais corpos</p><p>estranhos e artefatos no seu raio-X. Os artefatos abordado são:</p><p>Eletricidade estática;</p><p>Movimento;</p><p>Enrugamento do filme;</p><p>Exposição à luz;</p><p>Sobreposição de filmes;</p><p>Moteamento;</p><p>Erro no griding;</p><p>Filme usado;</p><p>Erro de leitura;</p><p>Cabelo na imagem;</p><p>Corpos dentro do bucky;</p><p>Roupas ou partes do corpo na imagem;</p><p>Granulomas por medicamentos;</p><p>Agulhas;</p><p>Artefatos cirúrgicos.</p><p>O artefato de eletricidade estática aparece no raio-X como galhos de árvores ou teias de aranha, como se</p><p>fossem alguns traços pintados na radiografia.</p><p>Aula 9</p><p>Os alicerces</p><p>Raio-X de coluna com artefato de movimento.</p><p>Raio-X de abdome com artefato de enrugamento do filme.</p><p>Etapa 1 Prazer, RX</p><p>Módulo 2</p><p>Caso o paciente se movimente enquanto a imagem é formada, pode ser gerado um artefato de movimento,</p><p>onde a imagem fica borrada, como quando alguém se mexe na hora de tirar uma foto. Por conta disso, é</p><p>difícil delimitar os contornos e as margens das estruturas, prejudicando o exame.</p><p>Aula 9</p><p>Os alicerces</p><p>Se o filme for armazenado ou revelado de maneira</p><p>incorreta, ele pode ficar enrugado e a imagem adquire um</p><p>aspecto craquelado ou quebradiço. Esse tipo de artefato</p><p>só pode ocorrer, é claro, quando a radiografia for</p><p>revelada, já que o raio-X digital não possui filme.</p><p>Raio-X com artefato de exposição à luz.</p><p>Raio-X com sobreposição de filmes.</p><p>Etapa 1 Prazer, RX</p><p>Módulo 2</p><p>Também durante o processo de revelação do raio-X convencional,</p><p>caso o filme seja exposto à luz o filme fica queimado, manchado</p><p>de preto. Isso ocorre porque, como já sabemos, o filme é</p><p>impressionado pela luz, seja ela visível para nós ou não, como é</p><p>o caso do raio-X, tornando o filme preto.</p><p>Outro artefato pode ocorrer durante um processo de revelação</p><p>inadequado, caso haja sobreposição de filmes. Assim como os</p><p>filmes se sobrepõem, as imagens também se sobrepõem,</p><p>fazendo dois cortes de raio-X em um, e prejudicando a</p><p>visualização correta.</p><p>Aula 9</p><p>Os alicerces</p><p>Radiografias com artefato de moteamento.</p><p>Radiografias com artefato de marcas do griding.</p><p>Etapa 1 Prazer, RX</p><p>Módulo 2</p><p>Aula 9</p><p>Os alicerces</p><p>Um artefato de aspecto moteado, ou borrado ocorre quando há um processo inadequado na radiografia</p><p>convencional. Esse aspecto parece que o filme está sujo, e os ossos têm aspecto derretido.</p><p>Se o griding, o equipamento responsável pelo deslizamento do filme estiver funcionando de maneira</p><p>inapropriada, o filme pode ficar marcado faixas alongadas, como se estivesse arranhado.</p><p>Raio-X revelado em filme já utilizado.</p><p>Radiografia com artefato de erro de leitura.</p><p>Etapa 1 Prazer, RX</p><p>Módulo 2</p><p>Aula 9</p><p>Os alicerces</p><p>Em alguns casos, pode ser que se repita um filme já usado</p><p>para um novo exame, fazendo uma sobreposição completa</p><p>de imagens.</p><p>Enquanto as radiografias digitais não têm artefatos como</p><p>enrugamento de filme, sobreposição de filmes, exposição</p><p>acidental à luz e moteamento, pode ocorrer um</p><p>artefato de leitura. Esse artefato aparecequando o</p><p>aparelho, por alguma razão, não consegue ler um</p><p>pedaço da imagem, aparecendo uma mancha branca no</p><p>local não lido. Para corrigir esse artefato deve-se reiniciar</p><p>o aparelho ou recalibrar o equipamento.</p><p>Etapa 1 Prazer, RX</p><p>Módulo 2</p><p>Aula 9</p><p>Os alicerces</p><p>Alguns artefatos são fáceis de perceber que são artefatos, mas outros, os que parecem que estão dentro</p><p>do paciente, trazem maior preocupação e dor de cabeça. Caso o paciente tenha cabelos longos que não</p><p>sejam presos na hora de fazer um raio-X de tórax, por exemplo, podem aparecer algumas ondulações na</p><p>imagem, gerando um artefato por cabelo. Caso o cabelo esteja preso em um coque e seja feito um raio-X</p><p>de crânio, podemos ver um halo, o que faria nos confundir com uma calcificação.</p><p>Raio-X de tórax com ondulações na parte superior, indicando artefato de cabelo e Raio-X de crânio</p><p>com a projeção do coque na glabela.</p><p>Radiografia de tórax com foco no coração e marca</p><p>no formato de, possivelmente, uma abelha.</p><p>Além disso, pode ocorrer de algum corpo estranho ficar</p><p>preso dentro do bucky, o equipamento onde fica o filme,</p><p>como abelhas ou pequenos insetos e, assim, aparecer na</p><p>imagem e dar impressão de estar dentro do paciente.</p><p>Etapa 1 Prazer, RX</p><p>Módulo 2</p><p>Aula 9</p><p>Os alicerces</p><p>Sempre que virmos algo muito simétrico e redondo no raio-X, dificilmente será alguma alteração, podendo</p><p>ser algo da roupa que o paciente está usando, como botões ou o metal da alça do sutiã. Ou ainda pode</p><p>ocorrer de alguma outra parte do corpo do paciente se interponha na imagem, como o pênis ou dobras</p><p>cutâneas, por exemplo.</p><p>Marcas puntiformes brancas no crânio podem ser calcificações, mas se estiverem muito pequenas e difusas</p><p>podem ser artefatos do próprio filme. Pode ainda ocorrer a impressão de digitais no filme enquanto ele é</p><p>revelado, que pode causar a impressão de ser alguma lesão.</p><p>Radiografias com artefatos: a primeira com formatos arrendondados de botões e a segunda com o pênis</p><p>do paciente se interpondo</p><p>na imagem.</p><p>Raio-X de crânio com artefatos puntiformes do filme e raio-X com marca digital no quadrante superior.</p><p>Etapa 1 Prazer, RX</p><p>Módulo 2</p><p>Aula 9</p><p>Os alicerces</p><p>Granulomas por medicamentos podem ser facilmente confundidos, então devemos notar que é uma</p><p>lesão com as bordas mais escleróticas e o centro mais transparente, além de estar, normalmente, na</p><p>projeção das nádegas. Pode ocorrer principalmente em pacientes que usam medicação injetável de</p><p>forma crônica.</p><p>Podemos ainda identificar agulhas, estruturas finas e delicadas,</p><p>que podem confundir o diagnóstico. Elas podem estar lá por</p><p>conta de um tratamento com acupuntura ou outros rituais, como</p><p>vudu.</p><p>Raios-X de pelve com granulomas medicamentosos.</p><p>Raio-X com a presença de agulhas.</p><p>Radiografias demonstrando próteses de silicone, cânula de traqueostomia e bolsa de colostomia,</p><p>respectivamente.</p><p>Etapa 1 Prazer, RX</p><p>Módulo 2</p><p>Aula 9</p><p>Os alicerces</p><p>Podemos ainda identificar alguns artefatos cirúrgicos, como bolsas de colostomia, cânulas de traqueostomia</p><p>ou próteses de silicone.</p>

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