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APOSTILA DIGITAL
FORMATO [PDF]
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EDIÇÃO 2025
APOSTILA DIGITAL PDF 
Quem Somos 
A Domina Concursos, especialista no desenvolvimento e comercialização de apostilas 
digitais e impressas para Concurso Públicos, tem como foco tornar simples e eficaz a 
forma de estudo. Com visão de futuro, agilidade e dinamismo em inovações, se 
consolida com reconhecimento no segmento de desenvolvimento de materiais para 
concursos públicos. É uma empresa comprometida com o bem-estar do cliente. Atua 
com concursos públicos federais, estaduais e municipais. Em nossa trajetória, já 
comercializamos milhares de apostilas, sendo digitais e impressas. E esse número 
continua aumentando. 
MISSÃO 
Otimizar a forma de estudo, provendo apostilas de excelência, baseados nas 
informações de editais dos concursos públicos, para incorporar as melhores práticas, 
com soluções inovadoras, flexíveis e de S"imples utilização e entendimento. 
VISÃO CONCURSOS 
Ser uma empresa de Classe Nacional em Desenvolvimento de Apostilas para Concursos 
Públicos, com paixão e garra em tudo que fazemos. 
• Respeito ao talento humano
• Foco no cliente
VALORES 
• Integridade no relacionamento
• Equipe comprometida
• Evolução tecnológica permanente
• Ambiente diferenciado
• Responsabilidade social
HABILITADA P/ IMPRESSÃO 
@DominaConcursos O 1 EDIÇÃO 2025 • I 
APOSTILA DIGITAL PDF 
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Não é permitida a revenda, rateio, cópia total ou parcial sem autorização da Domina 
Concursos, seja ela cópia virtual ou impressa. Independente de manter os créditos ou 
não, não importando o meio pelo qual seja disponibilizado: link de download, 
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do CP, serão buscadas as informações do responsável em nosso banco de dados e 
repassadas para as autoridades responsáveis. 
OMINA 
CONCURSOS 
@DominaConcursos O 1 EDIÇÃO 2025 • I 
NOVA DIDÁTICA
CONCURSOS
FORMATO [PDF]EDIÇÃO 2025
Conhecimento
Específico
 TIPOS BÁSICOS DE TECIDOS E SUAS FUNÇÕES 
 
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Tipos Básicos de Tecidos e suas Funções 
Existem no corpo humano quatro tipos de tecido: o tecido epitelial, o tecido conjuntivo, o tecido mus-
cular e o tecido nervoso. Cada um deles é formado por um agrupamento de células de formas e fun-
ções parecidas. Sendo assim, a diferenciação dos tecidos se dá pela diferença na especificidade de 
cada conjunto de células. 
Tipos de Tecidos 
Tecido Epitelial 
O tecido epitelial tem como função revestir o corpo, garantir a sensibilidade e secretar substâncias. 
Para isso, esse tipo de tecido é composto por células organizadas de diferentes formas: cilíndri-
cas, achatadas e cúbicas. Nesse tipo de tecido não existem vasos sanguíneos, por isso, o tecido epi-
telial depende da nutrição que outros tecidos enviam. 
O epitélio pode ser dividido em dois grupos: O epitélio de revestimento e o epitélio glandular. 
Epitélio de revestimento: O epitélio de revestimento é classificado conforme o formato das células e o 
número de camadas celulares nele presentes. Pode ser pavimentoso, colunar ou cúbico, a depender 
da forma; e pode ser simples ou estratificado, a depender da quantidade de camadas - simples 
quando possui uma única camada e estratificado quando possui mais de uma camada. Quando célu-
las de diferentes tamanhos se apoiam na membrana basal, a camada apresenta uma aparência de 
epitélio estratificado, por isso, é denominado pseudoestratificado. 
Epitélio glandular: O epitélio glandular tem como função a formação das glândulas exócrinas e endó-
crinas do organismo. 
Tecido Conjuntivo 
É um tecido com grande quantidade de matriz extracelular, constituído de fibras com dois tipos de 
proteínas: o colágeno e a elastina. As funções do tecido conjuntivo são a sustentação; o preenchi-
mento, como a cicatrização; e o transporte de substâncias. 
 O tecido conjuntivo pode ser especializado em alguma função específica, portanto, poderá ser adi-
poso, cartilaginoso, ósseo, sanguíneo, hematopoiético, ou apenas tecido conjuntivo: 
Tecido adiposo: é um composto de células capazes de acumular adipócitos (gordura). Sua principal 
função no organismo é a de garantir o isolamento térmico do corpo. É onde se encontra depositada a 
maior parte da energia do ser humano; 
Tecido cartilaginoso: é um tecido flexível, de consistência firme. Tem como função a sustentação e 
o revestimento de regiões como a orelha e o nariz. Não existem nervos nem vasos sanguíneos nas 
cartilagens, sendo assim, a nutrição das células desse tecido se dá por meio dos vasos sanguíneos 
presentes no tecido conjuntivo adjacente; 
Tecido ósseo: é um tecido rígido caracterizado por ser rico em sais minerais, cálcio e colágeno, o que 
confere aos ossos sua alta resistência. Trata-se de um tecido irrigado e inervado e tem como função 
a sustentação do corpo; 
Tecido sanguíneo: é um tecido formado pela união de vários tipos de células. É responsável por 
transportar nutrientes e defender o organismo. É líquido e possui em sua composição hemácias, leu-
cócitos, plaquetas e plasma; 
Tecido hematopoiético: o tecido hematopoiético tem como função a produção das linfas e das células 
sanguíneas. Esse tecido está localizado no interior de alguns tipos de ossos, ele é o tecido que dá 
origem à medula óssea vermelha; 
https://querobolsa.com.br/enem/biologia/tecido-epitelial
https://querobolsa.com.br/enem/biologia/tecido-conjuntivo
https://querobolsa.com.br/enem/biologia/tecido-muscular
https://querobolsa.com.br/enem/biologia/tecido-muscular
https://querobolsa.com.br/enem/biologia/celula
 TIPOS BÁSICOS DE TECIDOS E SUAS FUNÇÕES 
 
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Tecido conjuntivo: é o menos diferenciado dentre os tecidos citados. Tem como função preencher os 
espaços entre os órgãos e os tecidos, dar suporte a estruturas como nervos, vasos sanguíneos, epi-
télios, entre outras funções. É dividido em tecido conjuntivo frouxo e tecido conjuntivo denso. 
Tecido Muscular 
O tecido muscular é um tecido inervado e vascularizado, formado por células especializadas em con-
tração. São divididos em: 
Tecido muscular liso: é composto por células mononucleadas e alongadas. É denominado tecido 
muscular liso por não conter estrias transversais, já que os filamentos de actina e miosina não estão 
organizados no padrão das outras células musculares. Tem como característica os movimentos invo-
luntários. 
Tecido muscular esquelético: tem como característica os movimentos voluntários. Suas células pos-
suem miofibrilas, fibras contráteis responsáveis pela contração muscular. 
Tecido muscular cardíaco: é o tecido encontrado no coração. É caracterizado por seus movimentos 
involuntários e por suas células longas e cilíndricas. Essas células são menores e ramificadas, unidas 
entre si por estruturas exclusivas da musculatura cardíaca, chamadas discos intercalares. Estes dis-
cos são responsáveis pela conexão elétrica entre as células do coração, o que possibilita que o cora-
ção se contraia a partir de estímulos transmitidos célula a célula pelo coração. 
Tecido Nervoso 
O tecido nervoso é o responsável pela recepção, interpretação e pelas respostas dadas aos estímu-
los do organismo. As células constituintes do tecido nervoso são bastante especializadas na função 
de processar informações. São elas: 
Neurônios: são responsáveis por transmitir as informações através de impulsos elétricos e de media-
dores químicos (chamados neurotransmissores). Neles, três regiões são bastante evidentes: 
Corpo celular: é onde está localizado o núcleo e organelas. 
Axônio: é caracterizado por ser um prolongamento bastante longo do corpo celular. Sua espessura se 
mantém a mesma em toda a sua extensão. É envolvido por oligodendrócitos e células de Schwann. 
Dendritos: são prolongamentos (mais curtos que o axônio) com várias ramificações que, em sua ex-
tensão, diminuem de espessura. 
Células da Glia: As neuróglias,de diversas áreas da medicina, os estudos 
passaram a ser delimitados por regiões, passando a neuroanatomia ser uma área de estudo indepen-
dente da biologia anatômica ou de qualquer outra área. Diversos pesquisadores colaboraram com in-
vestigações exaustivas a fim de descrever as funções de áreas distintas do encéfalo, bem como ca-
racterizar a funcionalidade de diversas vias do sistema nervoso. Atualmente a neuroanatomia é uma 
especialização da disciplina de anatomia cuja área doa conhecimentos específicos aos campos de 
neurociências. 
Seu conhecimento fundamenta bases de diferenciação entre os animais, caracterização funcional de 
diferentes vias. Os diversos especialistas em neuroanatomia desenvolveram através desta área con-
ceitos importantes por meio de análise de traumas localizados em distintas regiões cerebrais, levando 
ao entendimento de funções específicas. 
A neuroanatomia é estudada a níveis macroscópicos, ou seja, estudada em níveis visíveis ao olho nu 
como mostrado na figura 1, e também a níveis microscópicos, sendo necessário nestes casos, a utili-
zação de microscopia eletrônica ou óptica (figura 2). 
 
Figura 2: Neurônios do córtex cerebral visualizados com microscópio. 
Livros de neuroanatomia relacionam as estruturas macroscópicas ás estruturas microscópicas forne-
cendo bases conceituais e estabelecendo a construção do conhecimento de aspectos funcionais do 
cérebro a estas estruturas. Como um exemplo descrevendo estruturas como o mesencéfalo, ponte, 
bulbo e ligando essas estruturas as suas funções e seu desenvolvimento com o passar dos anos. 
ANATOMIA E FISIOLOGIA 
 
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A matéria de neuroanatomia é lecionada em universidades e cursos técnicos afim de fornecer aos for-
mandos conhecimentos básicos do sistema nervoso humano, bem como relacionar aos cuidados 
prestados por diferentes profissionais do ramo. 
O estudo da neuroanatomia é obrigatório e fundamental para um bom entendimento e exercício da 
atividade médica, principalmente, da área de neurocirurgia, e para diversos profissionais da saúde 
dentre eles, farmacêuticos, fisioterapeutas, radiologistas, enfermeiros entre outros. 
Atualmente são utilizados exames de ressonância magnética funcional para a correlação das estrutu-
ras ás atividades funcionais em diferentes atividades do cotidiano. A utilização desta técnica tem per-
mitido a ciência entender como as áreas cerebrais estão conectadas entre si, e como elas são ativa-
das em determinados estímulos, esses aspectos são de fundamental importância e têm contribuído 
muito para o avanço das áreas de neurologia e neurociências. 
Sistema Respiratório 
 
A função do sistema respiratório é facultar ao organismo uma troca de gases com o ar atmosférico, 
assegurando permanente concentração de oxigênio no sangue, necessária para as reações metabóli-
cas, e em contrapartida servindo como via de eliminação de gases residuais, que resultam dessas 
reações e que são representadas pelo gás carbônico. 
Este sistema é constituído pelos tratos (vias) respiratórios superior e inferior. O trato respiratório supe-
rior é formado por órgãos localizados fora da caixa torácica: nariz externo, cavidade nasal, faringe, 
laringe e parte superior da traqueia. O trato respiratório inferior consiste em órgãos localizados na ca-
vidade torácica: parte inferior da traqueia, brônquios, bronquíolos, alvéolos e pulmões. As camadas 
das pleura e os músculos que formam a cavidade torácica também fazem parte do trato respiratório 
inferior.O intercâmbio dos gases faz-se ao nível dos pulmões, mas para atingi-los o ar deve percorrer 
diversas porções de um tubo irregular, que recebe o nome conjunto de vias aeríferas. 
As vias aeríferas podem ser divididas em: NARIZ, FARINGE, LARINGE, TRAQUEIA, BRÔNQUIOS e 
PULMÕES. 
NARIZ 
O nariz é uma protuberância situada no centro da face, sendo sua parte exterior denominada nariz 
externo e a escavação que apresenta interiormente conhecida por cavidade nasal. 
O nariz externo tem a forma de uma pirâmide triangular de base inferior e cuja a face posterior se 
ajusta verticalmente no 1/3 médio da face. 
As faces laterais do nariz apresentam uma saliência semilunar que recebe o nome de asa do nariz. 
O ar entra no trato respiratório através de duas aberturas chamadas Narinas. Em seguida, flui pelas 
cavidades nasais direita e esquerda, que estão revestidas por mucosa respiratória. O septo nasal se-
para essas duas cavidades. Os pelos do interior das narinas filtram grandes partículas de poeira que 
podem ser inaladas. Além disso, a cavidade nasal contêm células receptoras para o olfato. 
ANATOMIA E FISIOLOGIA 
 
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A cavidade nasal é a escavação que encontramos no interior do nariz, ela é subdividida em dois com-
partimentos um direito e outro esquerdo. Cada compartimento dispõe de um orifício anterior que é 
a Narina e um posterior denominado Coana. As Coanas fazem a comunicação da cavidade nasal 
com a faringe. É na cavidade nasal que o ar torna-se condicionado, ou seja, é filtrado, umedecido e 
aquecido. 
 
 
Na parede lateral da cavidade nasal encontramos as Conchas Nasais (cornetos) que são divididas 
em Superior, Média e Inferior. 
Parede Lateral Do Nariz 
 
https://www.auladeanatomia.com/novosite/wp-content/uploads/2015/11/conaas.bmp?x73185
ANATOMIA E FISIOLOGIA 
 
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O esqueleto ósseo do nariz é formado pelo osso frontal, ossos nasais e maxilares. 
A cavidade nasal contêm várias aberturas de drenagem, pelas quais o muco dos seios paranasais é 
drenado. Os Seios Paranasaiscompreendem os seios maxilares, frontal, etmoidal e o esfenoidal. 
 
Seios Paranasais ou Seios da Face – Vistas Lateral e Anterior 
 
A faringe é um tubo que começa nas coanas e estende-se para baixo no pescoço. Ela se situa logo 
atrás das cavidades nasais e logo a frente às vértebras cervicais. Sua parede é composta de múscu-
los esqueléticos e revestida de túnica mucosa. A faringe funciona como uma passagem de ar e ali-
mento.A faringe é dividida em três regiões anatômicas: Nasofaringe, Orofaringe e Laringofaringe. 
A porção superior da faringe, denominada parte nasal ou Nasofaringe, tem as seguintes comunica-
ções: duas com as coanas, dois óstios faríngeos das tubas auditivas e com a orofaringe. 
A tuba auditiva se comunica com a faringe através do ósteo faríngeo da tuba auditiva, que por sua 
vez conecta a parte nasal da faringe com a cavidade média timpânica do ouvido. 
A parte intermediária da faringe, a Orofaringe, situa-se atrás da cavidade oral e estende-se do palato 
mole até o nível do hioide. A parte da orofaringe tem comunicação com a boca e serve de passagem 
tanto para o ar como para o alimento. 
A Laringofaringe estende-se para baixo a partir do osso hioide, e conecta-se com o esôfago (canal 
do alimento) e anteriormente com a laringe (passagem de ar). Como a parte oral da faringe, a laringo-
faringe é uma via respiratória e também uma via digestória. 
https://www.auladeanatomia.com/novosite/wp-content/uploads/2015/11/seios.bmp?x73185
ANATOMIA E FISIOLOGIA 
 
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Faringe – Vista Lateral 
 
Faringe – Vista Posterior 
 
Laringe 
A laringe é um órgão curto que conecta a faringe com a traqueia. Ela se situa na linha mediana do 
pescoço, diante da quarta, quinta e sexta vértebra cervicais. 
A Laringe tem três Funções: 
 Atua como passagem para o ar durante a respiração; 
 Produz som, ou seja, a voz (por esta razão é chamada de caixa de voz); 
 Impede que o alimento e objetos estranhos entrem nas estruturas respiratórias (como a traqueia). 
A laringe desempenha função na produção de som, que resulta na fonação. Na sua superfície in-
terna, encontramos uma fenda antero-posterior denominada vestíbulo da laringe, que possui duas 
pregas: prega vestibular (cordas vocais falsas) e prega vocal (cordas vocais verdadeiras). 
 
A laringe é uma estrutura triangular constituída principalmente de cartilagens, músculose ligamentos. 
ANATOMIA E FISIOLOGIA 
 
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A parede da laringe é composta de nove peças de cartilagens. Três são ímpares (Cartilagem Tireói-
dea, Cricoidea e Epiglótica) e três são pares (Cartilagem Aritenoidea, Cuneiforme e Cornicu-
lada). 
A Cartilagem Tireóidea consiste de cartilagem hialina e forma a parede anterior e lateral da laringe, 
é maior nos homens devido à influência dos hormônios durante a fase da puberdade. As margens 
posteriores das lâminas apresentam prolongamentos em formas de estiletes grossos e curtos, deno-
minados cornos superiores e inferiores. 
Laringe – Vista Anterior Das Cartilagens 
 
A Cartilagem Cricoide localiza-se logo abaixo da cartilagem tireoide e antecede a traqueia. 
A Epiglote se fixa no osso hioide e na cartilagem tireoide. A epiglote é uma espécie de “porta” para o 
pulmão, onde apenas o ar ou substâncias gasosas entram e saem dele. Já substâncias líquidas e só-
lidas não entram no pulmão, pois a epiglote fecha-se e este dirige-se ao esôfago. 
 Laringe – Vista Posterior Das Cartilagens 
 
A Cartilagem Aritenoide articula-se com a cartilagem cricoide, estabelecendo uma articulação do 
tipo diartrose. As cartilagens aritenoides são as mais importantes, porque influenciam as posições e 
tensões das pregas vocais (cordas vocais verdadeiras). 
A Cartilagem Corniculada situa-se acima da cartilagem aritenoide. 
A Cartilagem Cuneiforme é muito pequena e localiza-se anteriormente à cartilagem corniculada cor-
respondente, ligando cada aritenoide à epiglote. 
ANATOMIA E FISIOLOGIA 
 
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Cartilagens – Cricoide, Aritenoide E Corniculada 
 
TRAQUEIA 
A traqueia é um tubo de 10 a 12,5 cm de comprimento e 2,5 cm de diâmetro. Constitui um tubo que 
faz continuação à laringe, penetra no tórax e termina se bifurcando nos 2 brônquios principais. Ela se 
situa medianamente e anterior ao esôfago, e apenas na sua terminação, desvia-se ligeiramente para 
a direita. 
O arcabouço da traqueia é constituído aproximadamente por 20 anéis cartilagíneos incompletos para 
trás, que são denominados cartilagens traqueais. 
Internamente a traqueia é forrada por mucosa, onde abundam glândulas, e o epitélio é ciliado, facili-
tando a expulsão de mucosidades e corpos estranhos. 
Inferiormente a traqueia se bifurca, dando origem aos 2 brônquios principais:direito e esquerdo. 
A parte inferior da junção dos brônquios principais é ocupada por uma saliência antero-posterior que 
recebe o nome de carina da traqueia, e serve para acentuar a separação dos 2 brônquios. 
Traqueia – Vista Anterior 
 
BRÔNQUIOS 
Os brônquios principais fazem a ligação da traqueia com os pulmões, são considerados um direito e 
outro esquerdo. A traqueia e os brônquios extrapulmonares são constituídos de anéis incompletos de 
cartilagem hialina, tecido fibroso, fibras musculares, mucosa e glândulas. 
O brônquio principal direito é mais vertical, mais curto e mais largo do que o esquerdo. Como a tra-
queia, os brônquios principais contém anéis de cartilagem incompletos. 
Os brônquios principais entram nos pulmões na região chamada HILO. Ao atingirem os pulmões cor-
respondentes, os brônquios principais subdividem-se nos Brônquios Lobares. 
Os brônquios lobares subdividem-se em Brônquios Segmentares, cada um destes distribuindo-se a 
um segmento pulmonar. 
ANATOMIA E FISIOLOGIA 
 
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Os brônquios dividem-se respectivamente em tubos cada vez menores denominados Bronquíolos. 
As paredes dos bronquíolos contêm músculo liso e não possuem cartilagem. 
Os bronquíolos continuam a se ramificar, e dão origem a minúsculos túbulos denominados Ductos 
Alveolares. 
Estes ductos terminam em estruturas microscópicas com forma de uva chamados Alvéolos. 
Os alvéolos são minúsculos sáculos de ar que constituem o final das vias respiratórias. Um capilar 
pulmonar envolve cada alvéolo. 
A Função dos Alvéolos é trocar oxigênio e dióxido de carbono através da membrana capilar alvéolo-
pulmonar. 
 
Hematose – Troca De Gases 
 
https://www.auladeanatomia.com/novosite/wp-content/uploads/2015/11/Nova-Imagem-bronquios.bmp?x73185
ANATOMIA E FISIOLOGIA 
 
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* Tabelas esquematizando os brônquios lobares e segmentares de cada pulmão. As imagens podem 
ser visualizadas a seguir. 
Segmentos Pulmonares – Vista Anterior 
 
Segmentos Pulmonares – Vista Posterior 
 
Brônquios Segmentares 
ANATOMIA E FISIOLOGIA 
 
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Pulmões 
Os pulmões são órgãos essenciais na respiração. São duas vísceras situadas uma de cada lado, no 
interior do tórax e onde se dá o encontro do ar atmosférico com o sangue circulante, ocorrendo então, 
as trocas gasosas (HEMATOSE). Eles estendem-se do diafragma até um pouco acima das clavículas 
e estão justapostos às costelas.O pulmão direito é o mais espesso e mais largo que o esquerdo. Ele 
também é um pouco mais curto pois o diafragma é mais alto no lado direito para acomodar o fígado. 
O pulmão esquerdo tem uma concavidade que é a incisura cardíaca.Cada pulmão têm uma forma 
que lembra uma pirâmide com um ápice, uma base, três bordas e três faces. 
 
 
Ápice do Pulmão: Está voltado cranialmente e tem forma levemente arredondada. Apresenta um 
sulco percorrido pela artéria subclávia, denominado sulco da artéria subclávia. No corpo, o ápice do 
pulmão atinge o nível da articulação esterno-clavicular 
Base do Pulmão: A base do pulmão apresenta uma forma côncava, apoiando-se sobre a face supe-
rior do diafragma. A concavidade da base do pulmão direito é mais profunda que a do esquerdo (de-
vido à presença do fígado). 
Margens do Pulmão: Os pulmões apresentam três margens: uma Anterior, uma Posterior e 
uma Inferior. 
Bordas do Pulmão: A borda anterior é delgada e estende-se à face ventral do coração. A borda an-
terior do pulmão esquerdo apresenta uma incisura produzida pelo coração, a incisura cardíaca. A 
borda posterior é romba e projeta-se na superfície posterior da cavidade torácica. A borda inferior 
https://www.auladeanatomia.com/novosite/wp-content/uploads/2015/11/Nova-Imagem-hematose.bmp?x73185
ANATOMIA E FISIOLOGIA 
 
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apresenta duas porções: (1) uma que é delgada e projeta-se no recesso costofrênico e (2) outra que 
é mais arredondada e projeta-se no mediastino 
Peso: Os pulmões tem em média o peso de 700 gramas. 
Altura: Os pulmões tem em média a altura de 25 centímetros. 
Faces: O pulmão apresenta três faces: 
 
a) Face Costal (face lateral): é a face relativamente lisa e convexa, voltada para a superfície interna 
da cavidade torácica. 
b) Face Diafragmática (face inferior): é a face côncava que assenta sobre a cúpula diafragmática. 
c) Face Mediastínica (face medial): é a face que possui uma região côncava onde se acomoda o 
coração. Dorsalmente encontra-se a região denominada hilo ou raiz do pulmão. 
Divisão: Os pulmões apresentam características morfológicas diferentes. 
O Pulmão Direito apresenta-se constituído por três lobos divididos por duas fissuras. Uma fissura 
obliqua que separa lobo inferior dos lobos médio e superior e uma fissura horizontal, que separa o 
lobo superior do lobo médio. 
O Pulmão Esquerdo é dividido em um lobo superior e um lobo inferior por uma fissura oblíqua. Ante-
riormente e inferiormente o lobo superior do pulmão esquerdo apresenta uma estrutura que repre-
senta resquícios do desenvolvimento embrionário do lobo médio, a língula do pulmão. 
Cada lobo pulmonar é subdividido em segmentos pulmonares, que constituem unidades pulmonares 
completas, consideradas autônomas sob o ponto de vista anatômico. 
Pulmão Direito 
* Lobo Superior: apical, anterior e posterior 
* Lobo Médio: medial e lateral 
* Lobo Inferior: apical (superior), basal anterior, basal posterior, basal medial e basal lateral 
Pulmão Esquerdo 
* Lobo Superior: apicoposterior, anterior, lingular superior e lingular inferior 
* Lobo Inferior: apical (superior), basal anterior,basal posterior, basal medial e basal lateral 
Pulmões – Lobos E Fissuras 
ANATOMIA E FISIOLOGIA 
 
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Pleuras: 
 
A superfície externa de cada pulmão e a parede interna da caixa torácica são revestidos por uma 
membrana serosa dupla, chamada pleura. A membrana na superfície externa de cada pulmão é de-
nominada Pleura Visceral, e a que reveste a parede da cavidade torácica é chamada Pleura Parie-
tal. 
Entre as pleuras visceral e parietal encontra-se um pequeno espaço, a Cavidade Pleural, que con-
tém pequena quantidade de líquido lubrificante, secretado pelas túnicas. Esse líquido reduz o atrito 
entre as túnicas, permitindo que elas deslizem facilmente uma sobre a outra, durante a respiração. 
Hilo do Pulmão: 
A região do hilo localiza-se na face mediastinal de cada pulmão sendo formado pelas estruturas que 
chegam e saem dele, onde temos: os Brônquios Principais, Artérias Pulmonares, Veias Pulmona-
res, Artérias e Veias Bronquiais e Vasos Linfáticos. 
Os brônquios ocupam posição caudal e posterior, enquanto que as veias pulmonares são inferiores e 
anteriores. A artéria pulmonar ocupa uma posição superior e mediana em relação a essas duas estru-
turas. A raiz do pulmão direito encontra-se dorsalmente disposta à veia cava superior. A raiz do pul-
mão esquerdo relaciona-se anteriormente com o Nervo Frênico. Posteriormente relaciona-se com o 
Nervo Vago. 
Hilo Pulmonar Direito 
https://www.auladeanatomia.com/novosite/wp-content/uploads/2015/11/pulmoessssssssssssssssssss.jpg?x73185
ANATOMIA E FISIOLOGIA 
 
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Hilo Pulmonar Esquerdo 
 
Sistema Cardiovascular 
A função básica do sistema cardiovascular é a de levar material nutritivo e oxigênio às células. O sis-
tema circulatório é um sistema fechado, sem comunicação com o exterior, constituído por tubos, que 
são chamados vasos, e por uma bomba percussora que tem como função impulsionar um líquido cir-
culante de cor vermelha por toda a rede vascular. 
 
 
O sistema cardiovascular consiste no Sangue, no Coração e nos Vasos Sanguíneos. Para que o san-
gue possa atingir as células corporais e trocar materiais com elas, ele deve ser, constantemente, pro-
pelido ao longo dos vasos sanguíneos. O coração é a bomba que promove a circulação de sangue 
por cerca de 100 mil quilômetros de vasos sanguíneos. 
Circulação Pulmonar e Sistêmica: 
ANATOMIA E FISIOLOGIA 
 
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Circulação Pulmonar – leva sangue do ventrículo direito do coração para os pulmões e de volta ao 
átrio esquerdo do coração. Ela transporta o sangue pobre em oxigênio para os pulmões, onde ele li-
bera o dióxido de carbono (CO2) e recebe oxigênio (O2). O sangue oxigenado, então, retorna ao lado 
esquerdo do coração para ser bombeado para circulação sistêmica. 
Circulação Sistêmica – é a maior circulação; ela fornece o suprimento sanguíneo para todo o orga-
nismo. A circulação sistêmica carrega oxigênio e outros nutrientes vitais para as células, e capta dió-
xido de carbono e outros resíduos das células. 
 
Estruturas do Sistema Cardiovascular 
• Sangue 
• Coração 
• Vasos Sanguíneos 
• Sistema Arterial 
• Sistema Venoso 
Neurofisiologia 
A neurofisiologia é um ramo da fisiologia que tem como objeto de estudo o funcionamento do sistema 
nervoso. Faz parte do campo científico denominado neurociência. 
Relaciona-se com a eletrofisiologia, neuroanatomia, neurobiologia, neuroendocrinologia e neuroimu-
nologia; contribuindo para ciências médicas aplicadas como a neurologia e neurofisiologia clínica. 
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CINESIOLOGIA 
 
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Cinesiologia 
A palavra Cinesiologia vem do grego, kinesis significa movimento, sendo assim Cinesiologia é a ciên-
cia que estudo o movimento. No caso da área da saúde a Cinesiologia aplicada vem para estudar os 
movimentos humanos. Quando falamos em movimento humano estamos falando de músculos. Atra-
vés da contração muscular e das estruturas articulares que nosso corpo se movimenta. Portanto, 
para entender e estudar Cinesiologia humana é necessário entender o funcionamento de músculos e 
articulações. 
De uma forma mais abrangente, quando estramos no meio da educação física e do treinamento, en-
tender a Cinesiologia do corpo humano pode ser um determinante de uma boa aula ou plano de trei-
namento. Muitas vezes não identificamos o papel de cada músculo para os movimentos e podemos 
estar priorizando ou negligenciando algum grupo muscular importante. 
Tal cuidado é de extrema importância quando falamos em estabilização de alunos que possuem al-
guma limitação, equilíbrio muscular em atletas de alta performance para evitar lesões e potencializar 
os resultados e, no atendimento voltado à saúde traz segurança ao aluno de um treinamento correto 
que não ocasionará desequilíbrios, lesões e resultará na conquista dos seus objetivos, sejam estéti-
cos, posturais ou de qualquer natureza. 
E você, conhece bem o papel de cada músculo e suas relações com os movimentos corporais? 
Continue lendo e relembre os conceitos tão importantes da Cinesiologia e sua aplicabilidade no seu 
dia-a-dia de trabalho. 
Cinesiologia do Exercício e sua aplicação na prática 
O primeiro ponto que precisamos ter bem claro é estabelecer que o que se move não são os segmen-
tos e sim as articulações e todos os movimentos são definidos a partir da posição anatômica. 
Vamos agora conhecer quais os movimentos articulares que somos capazes de fazer e algumas in-
formações sobre eles. 
Flexão: quando um segmento corporal se desloca para a região anterior do corpo. 
Extensão: quando o segmento corporal se desloca para a região posterior do corpo. 
Hiperextensão: o retorno da hiperextensão já é considera uma flexão. 
Abdução: afasta o segmento da linha média do corpo. 
Adução: aproxima o segmento da linha média do corpo. 
Rotação externa: afasta o segmento da linha média do corpo. 
Rotação interna: aproxima o segmente da linha média do corpo. 
Circundução: movimento em forma de cone no qual o vértice do cone é a articulação e a base é a 
imagem formada pela extremidade distal do segmento. 
Movimentos específicos por articulação: 
Cintura escapular: a cintura escapular é capaz de realizar a adução, abdução, elevação, depressão, 
rotação superior e rotação inferior. 
Ombro: o ombro pode realizar a flexão horizontal, extensão horizontal, adução, abdução, flexão, ex-
tensão e a circundução. 
Cotovelo: o cotovelo realiza somente a flexão e extensão 
Radio-ulnar: Essa articulação realiza a supinação e a pronação 
Punho: é capaz de realizar a flexão, extensão, adução, abdução e circundução. 
CINESIOLOGIA 
 
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Cintura pélvica: báscula anterior, báscula posterior, lateralização direita e lateralização esquerda. 
Tornozelo: realiza a flexão dorsal, flexão plantar, inversão e e versão 
Coluna: realiza a flexão lateral direita, flexão lateral esquerda, rotação para direita, rotação para es-
querda, flexão e extensão. Joelho: o joelho realiza a flexão e a extensão. Também pode realizar pe-
quenos movimentos de rotação interna e externa. 
Quadril: o quadril é capaz de flexionar, estender, realizar a rotação externa e interna além de abdução 
e adução. 
Como a Cinesiologia é a ciência do movimento, muitas vezes temos que descrever os exercícios. Se-
jam gestos esportivos ou movimentos mais específicos como da musculação. Para que essa descri-ção seja feita de forma correta temos que levar em consideração algumas coisas. 
Primeiramente precisamos identificar a posição inicial, descrever a execução em fases. Após a des-
crição do movimento temos que analisar tendências, de movimento, por vezes ditadas pela força da 
gravidade ou carga externa para então conseguirmos identificar qual músculos estão ativos e de que 
forma. E quais são essas formas de ativação? 
Ativação concêntrica: diminuição do comprimento muscular, aumentando o volume e aproximando a 
origem da inserção do músculo. Nesse tipo de contração a musculatura vence a carga externa. 
Ativação excêntrica: Aumento do comprimento muscular, quando ocorre o afastamento entre a ori-
gem e a inserção muscular. Há tensionamento e a musculatura não vence a carga externa. 
Ativação isométrica: quando existe o tensionamento muscular, mas não há mudança no comprimento 
e a força muscular é igual a resistência oferecida pela carga externa ou segmento. 
Entretanto, um mesmo movimento articular pode representar diferentes ativações musculares. Ou 
seja, nem sempre uma flexão do quadril está ativando os mesmos músculos. Isso ocorre devido aos 
diferentes posicionamentos do corpo e as forças de tendência envolvidas. Vamos ver um exemplo: 
Por exemplo, na flexão de quadril, o movimento descrito seria basicamente assim: 
Posição inicial: Decúbito Dorsal 
Fase I: Flexão do quadril à 45 graus 
Fase II: Extensão do quadril até a posição inicial 
Para fazer a análise cinesiológica temos que ter em vista que a força da gravidade se opõe ao movi-
mento de flexão, fazendo que os flexores do quadril atuem para vencer a sobrecarga do próprio seg-
mente e então realizem o movimento. Da mesma forma, ao executar a extensão do quadril de volta à 
posição inicial, a musculatura flexora do quadril deve assistir o movimento de extensão, cedendo a 
sobrecarga. Dessa forma a análise ficaria assim: 
Fase I: contração concêntrica de flexores do quadril 
Fase II: contração excêntrica dos flexores do quadril 
Agora observe como existe uma diferença grande ao mudarmos o posicionamento corporal, pen-
sando somente na alteração de tendências. 
Posição inicial: Decúbito Lateral 
Fase I: Flexão do quadril à 45 graus 
Fase II: Extensão do quadril até a posição inicial 
Nesse caso a ação da gravidade gera uma tendência de adução do quadril e não apresenta resistên-
cia para os movimentos de flexão e extensão deste. Certo, e como ficaria essa análise então? Se não 
existe resistência, quem tem participação ativa nesse movimento? Vejamos: 
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Fase I: contração concêntrica de flexores do quadril e contração isométrica dos abdutores do quadril. 
Fase II: contração concêntrica dos flexores do quadril e contração isométrica dos abdutores do qua-
dril 
Nesse exemplo podemos ver que a análise do corpo no meio, através de um olhar também biomecâ-
nico pode nos mostrar que um mesmo movimento articular pode ter funções completamente diferen-
tes, basta modificar a posição corporal. 
Agora imagine quantas outras diferenças podem encontrar em movimentos mais complexos, e pe-
quenas alterações do posicionamento corporal! Essas análises devem sempre ser feitas com muito 
cuidado para evitar ativar musculaturas desnecessárias e conseguir direcionar o exercício para o for-
talecimento específico para alcançar o seu objetivo com o seu aluno. 
Está com dificuldades de lembrar a atuação de cada músculo? 
Fica complicado ainda entender quais as funções dos diferentes grupos musculares nas articulações? 
Continue lendo, agora vamos relembrar quais músculos são responsáveis por qual ação articular. 
Com esse guia você conseguirá analisar seus exercícios e conhecer as musculaturas envolvidas. 
Cinesiologia das articulações 
Cinesiologia da Cintura Escapular 
A cintura escapular é composta pela escápula, clavícula, esterno e gradil costal. Nessa cintura temos 
3 articulações que são: acromioclavicular, esternoclavicular e a junção escapulo costal. Em conjunto, 
o movimento dessas três articulações promove movimentos de adução, abdução, elevação, depres-
são, torração superior e rotação inferior. Vamos agora analisar quais músculos são responsáveis por 
esses movimentos. 
Adução: trapézio transverso e romboides 
Abdução: serrátil anterior e peitoral menor 
Elevação: Trapézio descendente, romboides e levantador da escápula 
Depressão: trapézio ascendente e peitoral menor 
Rotação superior: trapézio descendente, trapézio ascendente e serrátil anterior 
Rotação inferior: Peitoral menor e rombóides 
Cinesiologia da Coluna 
A coluna é formada por uma série de pequenas articulações intervetebrais. As vértebras se unem 
uma a uma desde a região cervical, passando pela torácica, coluna lombar e sacral. A coluna é capaz 
de movimentar-se em flexão, extensão, rotação para esquerda, rotação para a direita, flexão lateral 
esquerda, flexão lateral direita, hiperextensão e circundução. 
Flexão: reto abdominal, oblíquos internos (direito e esquerdo), oblíquos externos (direito e esquerdo) 
Extensão: eretores da coluna (direito e esquerdo), transversos espinais (direito e esquerdo), inter-
transversários (direito e esquerdo) e interespinais. 
Flexão lateral direita: Oblíquo externo direito, oblíquo interno direito, eretores da coluna direitos, trans-
versos espinais direitos, intertransversários direitos e quadrado lombar. 
Rotação para a direita: Oblíquo externo esquerdo, oblíquo interno direito e transversos espinais es-
querdos. 
Flexão lateral para a esquerda: Oblíquo externo esquerdo, oblíquo interno esquerdo, eretores da co-
luna esquerdo, transversos espinais esquerdos, intertransversários esquerdos e quadrado lombar. 
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Rotação para a esquerda: Oblíquo externo direito, oblíquo interno esquerdo e transversos espinais 
direitos. 
Cinesiologia do Ombro 
O ombro é composto pela escápula e o úmero que juntos formam a articulação glenoumeral. O ombro 
é uma articulação com diversos graus de liberdade e é capaz de realizar um grande número de movi-
mentos em grandes amplitudes. São eles: flexão, extensão, adução, abdução, hiperextensão, rotação 
interna e externa, flexão e extensão horizontais e a circundução. 
Flexão: deltoide clavicular, peitoral maior clavicular e caracobraquial 
Extensão: peitoral maior esternocostal, latíssimo do dorso e redondo maior 
Hiperextensão: Latíssimo do dorso e redondo maior 
Abdução: deltoide acromial e supraespinal 
Adução: peitoral maior esternocostal, latíssimo do dorso e redondo maior 
Rotação externa: infraespinal e redondo menor 
Rotação interna: Subescapular e redondo maior 
Flexão Horizontal: Peitoral maior clavicular, peitoral maior esternoclavicular, deltoide clavicular, cora-
cobraquial 
Extensão horizontal: Deltóide acromial, deltoide espinhal, infraespinhal e redondo menor. 
Um ponto muito importante para ser levado em consideração é que os movimentos do ombro e da 
escápula acontecem simultaneamente. Sempre que pensar em exercícios para a articulação do om-
bro, lembre-se que verificar qual a ação escapular envolvida para ter certeza se o movimento é indi-
cado para o seu aluno. Abaixo listo quais são esses movimentos associados: 
Ombro Cintura Escapular 
Abdução Rotação Superior 
Adução Rotação inferior 
Flexão Rotação Superior 
Extensão Rotação Inferior 
Rotação interna Abdução 
Rotação Externa Adução 
Flexão Horizontal Abdução 
Extensão Horizontal Adução 
Hiperextensão Elevação 
Volta da Hiperextensão Depressão 
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Cinesiologia do Cotovelo 
Os ossos que compõem o cotovelo são o úmero, rádio e a ulna. Esses ossos foram duas articula-
ções: a úmerorradial e a úmeroulnar. A articulação do cotovelo realiza somente dois movimentos, a 
flexão e a extensão. 
Flexão: Bíceps braquial, braquial e braquiorradial 
Extensão: Triceps braquial 
Além disso, a união do osso rádio com a ulna forma a articulação radio-ulnar.Essa articulação realiza 
movimentos que são exclusivos dela: a supinação e a pronação. 
Supinação: Bíceps Braquial e supinador 
Pronação: Pronador quadrado 
Cinesiologia do Punho 
O punho é formado pelo rádio e os ossos do carpo. Existe a formação de 3 articulações no complexo 
do punho, são elas: radiocarpal, mediocarpais e carpometacarpais. O punho é capaz de realizar uma 
série de movimentos como a flexão, extensão, hiperextensão, abdução, adução e circundução. 
Flexão: flexor ulnar e flexor radial 
Extensão: extensor ulnar, extensor radial longo, extensor radial curto 
Abdução: flexor radial, extensor radial longo e extensor radial curto 
Adução: Flexor ulnar e extensor ulnar 
Cinesiologia do Quadril 
O quadril é composto pelo ílio, ísquio, púbis e Fêmur. A articulação móvel do quadril é a coxofemoral. 
O quadril, assim como o ombro, é uma articulação que realiza uma série de movimentos com grande 
amplitude, são eles: Flexão, extensão, hiperextensão, abdução, adução, rotação externa, rotação in-
terna e circundução. 
Flexão: Psoas, ilíaco, reto femoral e pectíneo 
Extensão: Glúteo máximo, semitendíneo, semimembranásceo e bíceps femoral (porção longa) 
Adução: Adutor longo, adutor curto, adutor magno, pectíneo e grácil 
Abdução: Glúteo médio 
Rotação externa: glúteo máximo, piriforme, gêmeo superior, gêmeo inferior, obturador interno, obtura-
dor externo e quadrado femoral 
Rotação Interna: Glúteo mínimo e tensor da fáscia lata 
Cinesiologia do Joelho 
O Joelho é formado elo fêmur, patela e tíbia. Esses três ossos formam três articulações, entre elas a 
fêmoro-tibial lateral, fêmoro-tiabial medial e patelo-femoral. O joelho realiza prioritariamente a flexão e 
a extensão. Quando em flexão ele também pode realizar a rotação interna e externa. 
Apesar dos poucos movimentos executados por esta articulação ela conta com um grande número de 
músculos, grandes de potentes, uma vez que os movimentos do joelho são de fundamental importân-
cia para locomoção. 
Extensão: reto femoral, vasto lateral, vasto medial, vasto oblíquo e vasto intermédio 
Flexão: semitendíneo, semimembranáceo e bíceps femoral. 
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Rotação externa: bíceps femoral 
Rotação interna: semitendíneo, semimembranáceo e poplíteo 
Cinesiologia do Tornozelo 
O tornozelo é formado pela tíbia, fíbulam ossos do tarso e metatarso. No tornozelo se formam as arti-
culações tíbio-tarsica, fíbulo-tarsica, intertársicas e tarsometatarsais. Os movimentos que podem ser 
realizados pelo tornozelo são a flexão plantar, flexão dorsal, inversão, eversão e circundução. 
Flexão Dorsal: tibial anterior, extensor longo dos dedos e fibular terceiro. 
Flexão Plantar: Gastrocnêmeo e sóleo 
Eversão: Fibular longo, fibular curto, fibular terceiro e extensor longo dos dedos 
Inversão: Tibial anterior e tibial posterior. 
Análise Cinesiológica do Agachamento 
Agora que conhecemos o funcionamento de todas as articulações do corpo e os músculos motores 
primários responsáveis pelos seus movimentos vamos fazer um exercício de análise. Um exercício 
muito utilizado em praticamente todas as modalidades de atividade física é o agachamento. Existem 
centenas de variações para esse exercício e pode ser realizado com diferentes tipos de sobrecarga. 
Vamos analisar o agachamento tradicional, conforme a figura abaixo: 
Descrição 
Posição Inicial: Em pé com os quadris levemente abduzidos na largura da pelve. 
Fase I: Realize a flexão dos joelhos associada à flexão do quadril. Ao mesmo tempo, permita que os 
tornozelos realizem uma flexão dorsal. 
Fase II: estenda os joelhos e o quadril ao mesmo tempo que o tornozelo volta à posição inicial com 
uma flexão dorsal. 
Análise do exercício 
Fase I: A tendência é de flexão dos joelhos e do quadril. Para tanto, durante a fase descendente os 
extensores do quadril (glúteo máximo, semitendineo, semimembranáceo e bíceps femoral) atuam de 
forma excêntrica juntamente com os extensores do joelho (reto femoral, vasto medial, vasto intermé-
dio, vasto lateral e vasto oblíquo) e flexores plantares do tornozelo (gastrocnêmio e sóleo). 
Fase II: A tendência permanece a mesma, nessa fase os músculos devem vencer o peso corporal, 
juntamente com a carga externa, quando houver. Dessa forma, temos uma ação concêntrica na ex-
tensão dos joelhos e quadril associada a flexão plantar do tornozelo. Os músculos responsáveis são 
os mesmos indicados acima. 
Não deixe de analisar a coluna nesse exercício, devido ao posicionamento do quadril e pelve existe 
uma tendência de flexão da coluna, dessa forma os extensores da coluna (eretores da coluna direto e 
esquerdo, transversos espinais direito e esquerdo, intertransversários direito e esquerdo e interespi-
nais) atuam isometricamente estabilizando a coluna. 
Análise do exercício por articulação 
Articulação do Joelho 
Classificação morfológica: Gínglimo (Falsa Dobradiça) 
Classificação Funcional: Biaxial 
Direção Fase Excêntrica: Descendente 
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Movimento Fase Excêntrica: Flexão de Joelho 
Direção Fase Concêntrica: Ascendente 
Movimento Fase Concêntrica: Extensão de Joelho 
Ação Muscular Fase Excêntrica (Descida) 
Motor Primário: Quadríceps Femoral (Reto Femoral, Vasto Medial, Lateral, oblíquo e Intermédio) 
Motor Secundário: Bíceps Femoral, Semitendinoso e Semimembranáceo, Poplíteo e Gastrocnêmio. 
Movimento Fase Concêntrica (Subida): Quadríceps Femoral (Reto Femoral, Vasto Medial, Lateral, 
Oblíquo e Intermédio). 
Articulação do Quadril (Acetábulo Femoral) 
Classificação Morfológica: Esfenoidal 
Classificação Funcional: Triaxial 
Plano: Sagital 
Direção Fase Excêntrica: Descendente 
Movimento Fase Excêntrica: Flexão do Quadril 
Direção Fase Concêntrica: Ascendente 
Movimento Fase Concêntrica: Extensão de Quadril 
Ação Muscular Fase Excêntrica: 
Motor Primário: Reto Femoral, Glúteo Máximo, Bíceps Femoral Cabeça Longa, Semitendinoso e Se-
mimembranáceo. 
Motor Secundário: Iliopsoas, Pectíneo. 
Ação Muscular Fase Concêntrica: Glúteo Máximo, Semitendinoso, Semimembranoso e Bíceps Femo-
ral Cabeça Longa. 
Articulação do Tornozelo 
Classificação Morfológica: Gínglimo 
Classificação Funcional: Uniaxial 
Plano: Sagital 
Direção Fase Excêntrica: descendente 
Movimento Fase Excêntrica: Dorsiflexão 
Direção Fase Concêntrica: Ascendente 
Movimento Fase Concêntrica: Flexão Plantar 
Ação Muscular Fase Excêntrica: Tibial Anterior, Fibular Terceiro, Extensor Longo dos Dedos e Exten-
sor Longo do Hálux. 
Ação Muscular Fase Concêntrica: Gastrocnêmio, Sóleo e Plantar 
CINESIOLOGIA 
 
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Fita Cinesiológica – Como Aumentar os Resultados do Seu Aluno 
A fita cinesiológica, ou Knesio Tape, tem se tornado muito popular no tratamento de diversas patolo-
gias ao longo da última década. Esse método foi criando por um quiroprata japonês na década de 70. 
A técnica de Knesio Taping utiliza uma fita elástica que deve ser fixada sobre a pele, essa fita é elás-
tica e mais grossa do que fitas comuns e tende a oferecer mobilidade e tração à pele. 
Esse método consiste na combinação de aplicação de tensão sobre a área abaixo da fita e o posicio-
nar o músculo alvo em uma posição de alongamento. Segundo o manual do método, essa tração pro-
move uma elevação da epiderme e reduz a pressão nos mecanorreceptores situados abaixo da pele, 
assim reduzindo o estímulo de dor. 
Outros benefícios incluem a melhora da circulação sanguínea e linfática, diminui a intensidade da dor, 
realinhamento articular, e alteração no padrão de ativação muscular dos músculos tratados. 
Apesar de estar sendo amplamente utilizada no tratamento de lesões e no meio esportivo, como al-
ternativa para estabilização articular, muito pouco se sabe realmente sobre a efetividade da fita cine-
siológica. Atualmente se encontram uma série de revisões sistemáticas que avaliaram os efeitos do 
uso dessa terapia. 
De uma forma geral, apesar de muito se atribuir à essa técnica,ainda não há evidências suficientes 
que deem suporte à utilização dessa técnica. Além disso, os estudos que demonstram efeitos positi-
vos tendem a ser de má qualidade, deixando ainda uma lacuna sobre o tema. Ainda são necessários 
mais estudos para que se possa afirmar sobre a efetividade desse método. 
Cuidados Que Devem Ser Tomados Ao Exercitar o Seu Aluno 
Do ponto de vista da Cinesiologia, aliada à biomecânica, precisamos estar atentos à uma séria de de-
talhes enquanto planejamos uma aula para nosso aluno. Procure identificar as tendências dos movi-
mentos propostos, se elas mudam ao longo das fases de movimento e tenha certeza que está ati-
vando a musculatura que precisa e, principalmente, se não está ativando musculaturas indesejadas. 
Outro ponto importante é identificar a distância em que carga está sendo aplicado em relação ao eixo 
de rotação da articulação. Lembre-se, quanto mais distante do eixo for a aplicação da sobrecarga 
maior será o torque para a musculatura responsável. 
Ainda, não somente as articulações envolvidas diretamente no exercício devem ser analisadas, veja 
seu aluno de forma global, não negligencie as forças atuantes sobre a coluna, por exemplo. 
Conclusão 
Esteja atento as ações primárias dos músculos. Músculos com mais de uma ação podem gerar a ne-
cessidade de neutralização por outros músculos e então ativar musculaturas indesejadas. Análise 
com cuidado e utilize esse guia sempre que precisar relembrar quais as ações que cada músculo 
está envolvido. 
Concluindo, a análise cinesiológica é a base para qualquer prescrição, precisamos entender como o 
corpo funciona por dentro, e como cada músculo age permitindo nossos movimentos para que possa-
mos prescrever de forma eficaz e segura. 
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REFERÊNCIAS 
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	Apostila Concurso (Superior)
	01 Quem Somos
	02 Proibido Copia
	04 Específico
	01 Tipos Básicos de Tecidos e suas Funções
	02 Anatomia Palpatória
	03 Anatomia e Fisiologia
	04 Cinesiologia
	05 Referencia
	06 Contra Capatambém denominadas células da Glia, são células com a função 
de proteger e nutrir o sistema nervoso, além de contribuir para a regulação das sinapses e para 
a transmissão de impulsos elétricos. Estão presentes no sistema nervoso em maior número do que 
os neurônios. 
Órgãos e sistemas do corpo humano e suas funções 
Os sistemas do corpo humano são constituídos por órgãos, que, juntos, realizam funções essenciais 
para a manutenção da vida. Os sistemas se dividem em: respiratório, circulatório, muscular, nervoso, 
digestório, sensorial, endócrino, excretor, urinário, esquelético, reprodutor, imunológico e tegumentar. 
Sistemas do corpo humano 
 
Para compreender as atividades de cada sistema é necessário analisar as suas principais funções. 
O Guia Enem elaborou um resumo sobre cada um. 
https://querobolsa.com.br/enem/biologia/coracao
https://querobolsa.com.br/enem/biologia/sistema-nervoso
https://querobolsa.com.br/enem/biologia/neuronio
 TIPOS BÁSICOS DE TECIDOS E SUAS FUNÇÕES 
 
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Sistema respiratório 
O sistema respiratório é um dos principais sistemas do corpo humano. Ele é constituído pelos pul-
mões e vias respiratórias (cavidades nasais, faringe, laringe, traqueia e brônquios), que são respon-
sáveis por fazer o transporte do oxigênio para dentro e fora das cavidades pulmonares. 
Além disso, o sistema é responsável pela eliminação de gás carbônico retirado de dentro das células. 
Como é um sistema mais delicado, existem algumas doenças respiratórias que atrapalham o desem-
penho de suas funções, como a rinite, a bronquite e asma, por exemplo. 
 
Apresentação dos sistemas do corpo humano. (Foto: shutterstock) 
Sistema circulatório 
O sistema circulatório é responsável por realizar o transporte do sangue. Além do sangue, ele é com-
posto pelo coração e vasos sanguíneos: artérias, veias e vasos capilares. Assim, o sistema também 
transporta oxigênio e demais nutrientes para diversas regiões do corpo. 
Outras funções desempenhadas por esse sistema são: o transporte de carbono e resíduos das célu-
las, a manutenção do equilíbrio ácido-básico do corpo, proteção contra doenças e regulação da tem-
peratura corporal. 
Sistema muscular 
O sistema muscular é constituído por aproximadamente 600 músculos. Os músculos trabalham em 
conjunto com os ossos, as articulações e os tendões. A sua principal função é contribuir para a exe-
cução de movimentos, além de produzir calor e manter a postura do ser humano. 
Sistema nervoso 
O sistema nervoso é classificado da seguinte forma: sistema nervoso central, compreendendo o en-
céfalo e a medula espinhal e o sistema nervoso periférico, formado pelos nervos cranianos e raquidia-
nos. 
Entre as funções desse sistema está a regulação das atividades corporais por meio de impulsos ner-
vosos, onde ele captura as mudanças no ambiente e transmite informações para o corpo, como se 
fosse uma rede de comunicação do organismo. As células da glia (ou neuróglia) e os neurônios são 
células que se destacam nesse sistema. 
Sistema digestório 
Entre os sistemas do corpo humano, o sistema digestório é responsável pela absorção de nutrientes 
importantes retirados dos alimentos ingeridos. Ele é formado pelo tubo digestório que engloba a boca, 
faringe, esôfago e estômago, intestino delgado e grosso, e ânus. 
https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/biologia/sistema-circulatorio
 TIPOS BÁSICOS DE TECIDOS E SUAS FUNÇÕES 
 
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Esse sistema realiza dois tipos de digestão: a digestão mecânica, realizada pela trituração dos ali-
mentos na boca e a digestão química, que faz a digestão dos alimentos através das enzimas. Além 
disso, os sistema é composto por órgãos anexos, que inclui as glândulas salivares, fígado, vesícula 
biliar e pâncreas. 
Sistema sensorial 
O sistema sensorial abrange os cinco principais sentidos do ser humano (visão, olfato, paladar, audi-
ção e tato). Entre os sistemas do corpo humano, o sensorial realiza o transporte das informações re-
cebidas para o sistema nervoso, que irá identificar e devolver as respostas para o corpo. 
Um exemplo da ação do sistema sensorial é o olfato. Ao cheirar um alimento, por exemplo, a informa-
ção é transmitida ao sistema nervoso por meio dos neurônios sensoriais presentes no nariz. 
Sistema endócrino 
O sistema endócrino é constituído por um conjunto de glândulas e tecidos, responsáveis por realizar 
atividades vitais como a tireoide, hipófise, glândulas sexuais, entre outros. Além disso, essas glându-
las produzem substâncias (hormônios) químicas reguladoras das funções do corpo. 
Os hormônios são lançados na corrente sanguínea, exercendo funções como: regulação do metabo-
lismo, defesa do organismo, produção de gametas, desenvolvimento corporal e outros. 
Sistema excretor 
Entre os sistemas do corpo humano, o sistema excretor desempenha a função de eliminar resíduos 
descartados pelo corpo humano, após passar pelo processo de digestão dos alimentos. Ele é for-
mado pelos rins e vias urinárias. 
Sistema Urinário 
O sistema urinário é composto pelos rins, ureteres, bexiga urinária e uretra. Ele regula o volume e 
composição química do sangue, eliminando as substâncias tóxicas em excesso no corpo através da 
urina. 
Sistema esquelético 
O sistema esquelético contribui para o desenvolvimento dos outros sistemas do corpo humano. Ele é 
responsável por garantir a sustentação do corpo, proteger órgão internos, armazenar minerais e alo-
jar células produtoras de células sanguíneas. 
Sistema reprodutor 
O sistema reprodutor é dividido em sistema reprodutor feminino e masculino, ambos exercem a fun-
ção igual de reproduzir seres. O sistema reprodutor feminino é formado pelos ovários, útero, tubas 
uterinas e vagina. 
O sistema reprodutor masculino é composto por testículos, epidídimos, canais (ductos) deferentes, 
vesículas seminais, próstata, uretra e pênis. Além da reprodução, esse sistema produz hormônios 
que controlam o metabolismo. 
Sistema Imunológico e linfático 
Assim como os outros sistemas do corpo humano, o sistema imunológico desempenha papel funda-
mental na proteção do corpo contra ataques externos (bactérias, vírus, micróbios, etc.). Assim, esse 
sistema é responsável por produzir anticorpos para proteger o organismo contra doenças. O sistema 
https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/biologia/sistema-imunologico
 TIPOS BÁSICOS DE TECIDOS E SUAS FUNÇÕES 
 
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linfático ajuda na proteção das células imunes, além de garantir a absorção dos ácidos graxos e o 
equilíbrio dos fluidos nos tecidos. 
Sistema tegumentar 
O sistema tegumentar ou pele humana é composto por duas camadas distintas: a derme e a epi-
derme, juntas, elas ajudam a controlar a temperatura do corpo humano. Esse sistema também consti-
tuído pelos anexos de pele, como os pelos, as glândulas sebáceas e sudoríparas, e as unhas. 
As células são consideradas as unidades funcionais e estruturais dos seres vivos. No nosso corpo, 
encontramos milhares de células e, por isso, somos classificados como organismos pluricelulares. As 
células encontradas no nosso corpo são eucariontes, ou seja, apresentam um núcleo definido e orga-
nelas membranosas. 
Nos seres vivos pluricelulares, um grupo de células semelhantes e que desempenham a mesma fun-
ção recebe o nome de tecido. Temos quatro tipos básicos de tecidos em nosso corpo: epitelial, con-
juntivo, muscular e nervoso. 
Os tecidos podem estar organizados em órgãos, que são definidos como agrupamentos de tecidos 
que desempenham algumas funções específicas. Os órgãos, por sua vez, podem estar interligados 
formando sistemas, que desempenham funções ainda mais complexas. 
 
O corpo humano apresenta vários órgãos, os quais apresentam funções específicas para garantir o 
funcionamento do corpo como um todo. 
Para entender melhor esses níveis, imaginemos, por exemplo, os osteoblastos, osteócitos e osteo-
clastos. Essas célulassão do tecido ósseo, o qual é responsável por formar os ossos, órgãos que 
compõem o sistema esquelético. O sistema esquelético, juntamente a outros sistemas, tais como o 
digestório, muscular, cardiovascular e nervoso, formam o corpo humano. 
→ Células do corpo humano 
O corpo humano apresenta diversos tipos celulares, os quais desempenham as mais variadas fun-
ções. Veja a seguir alguns tipos celulares encontrados em nosso corpo e sua função. 
https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/biologia/o-que-e-celula.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/celulas-eucariontes.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/tecidos-humanos.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/corpo-humano.htm
 TIPOS BÁSICOS DE TECIDOS E SUAS FUNÇÕES 
 
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Adipócitos: células que armazenam gorduras. 
Célula de Schwann: produzem a bainha de mielina dos neurônios. 
Células beta: células do pâncreas responsáveis por produzir insulina. 
Condroblastos: células jovens do tecido cartilaginoso que formam a matriz da cartilagem. 
Condrócitos: células do tecido cartilaginoso, derivadas dos condroblastos, que ocupam lacunas na 
matriz da cartilagem. 
Espermatozoides: gametas masculinos. 
Hemácias, eritrócitos ou glóbulos vermelhos: células sanguíneas que garantem o transporte de oxigê-
nio pelo corpo. 
Hepatócitos: células do fígado que sintetizam proteínas e a bile, além de garantir a detoxificação de 
várias substâncias. 
Leucócitos ou glóbulos brancos: células sanguíneas que atuam na defesa do organismo. Os tipos de 
leucócitos existentes são neutrófilos, eosinófilos, basófilos, linfócitos e monócitos. 
 
No corpo humano, é possível observar diferentes tipos celulares. 
Neurônios: células responsáveis pela transmissão dos impulsos nervosos. 
Osteoblastos: células do tecido ósseo responsáveis por produzir a parte orgânica da matriz óssea. 
Osteócitos: células maduras do tecido ósseo que derivam de osteoblastos e são encontradas em la-
cunas na matriz óssea. 
Osteoclastos: células do tecido ósseo que atuam na reabsorção desse tecido. 
Ovócito: gameta feminino. 
→ Tecidos do corpo humano 
Tecido epitelial: apresenta como característica mais importante a presença de células justapostas 
com pouca matriz extracelular. Pode ser classificado em dois tipos básicos: tecido epitelial de revesti-
mento e tecido epitelial glandular. 
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/espermatozoide.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/hemacias.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/leucocitos.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/neuronios.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/ovulo-humano.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/tecido-epitelial.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/corpo-humano.htm
 TIPOS BÁSICOS DE TECIDOS E SUAS FUNÇÕES 
 
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O tecido epitelial caracteriza-se pela presença de células próximas umas das outras. 
Tecido conjuntivo: apresenta como característica principal a presença de grande quantidade de ma-
triz extracelular, característica essa que o diferencia do tecido epitelial. Existem vários tipos de tecidos 
conjuntivos, a saber: tecido conjuntivo propriamente dito, tecido adiposo, tecido sanguíneo, tecido 
cartilaginoso e tecido ósseo. 
Tecido muscular: destaca-se pela presença de células com capacidade de contração. Podemos clas-
sificar o tecido muscular em três tipos: muscular não estriado ou liso, muscular estriado esquelético e 
muscular estriado cardíaco. 
 
O tecido muscular apresenta capacidade de contração e pode ser classificado em três tipos diferen-
tes. 
Tecido nervoso: apresenta células capazes de captar, interpretar e transmitir os chamados impulsos 
nervosos. 
→ Órgãos do corpo humano 
Um órgão humano pode apresentar vários tecidos, como é possível perceber no esquema a seguir: 
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/tecido-conjuntivo.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/tecido-adiposo.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/sangue.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/tecido-cartilaginoso.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/tecido-cartilaginoso.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/tecido-osseo.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/tecido-muscular.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/tecido-nervoso.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/corpo-humano.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/corpo-humano.htm
 TIPOS BÁSICOS DE TECIDOS E SUAS FUNÇÕES 
 
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Observe os vários tecidos encontrados no estômago, um órgão do sistema digestório. 
Todos os órgãos do nosso corpo apresentam importância, mas alguns são vitais e outros não. Veja 
alguns exemplos a seguir. 
Bexiga: local de armazenamento da urina após a formação desse produto pelos rins. 
Coração: órgão responsável por impulsionar o sangue para o corpo. Graças a esse bombeamento, as 
células conseguem adquirir oxigênio e outros nutrientes necessários. 
 
O coração é um órgão muscular responsável pelo bombeamento do sangue para o corpo. 
Esôfago: tubo muscular que garante que o alimento seja levado da boca para o estômago. 
Estômago: órgão do sistema digestório em que parte da digestão acontece. Ele é responsável por 
produzir o suco gástrico e transformar o bolo alimentar em quimo. 
Leia também: Barulho do estômago 
Intestino delgado: onde acontece o fim do processo de digestão e a absorção de grande parte dos 
nutrientes retirados dos alimentos. 
Intestino grosso: onde acontece a absorção da água e a formação das fezes. 
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/coracao-humano.htm
https://brasilescola.uol.com.br/curiosidades/barulho-estomago.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/corpo-humano.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/corpo-humano.htm
 TIPOS BÁSICOS DE TECIDOS E SUAS FUNÇÕES 
 
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O intestino delgado e o intestino grosso fazem parte do sistema digestório. 
Laringe: esse órgão do sistema respiratório une a faringe à traqueia. É na laringe que se encontram 
as pregas vocais. 
Ovários: órgãos exclusivos das mulheres onde são produzidos gametas femininos e hormônios sexu-
ais femininos. 
Pâncreas: glândula mista responsável por produzir suco pancreático e dois importantes hormônios 
(insulina e glucagon), que atuam na regulação da taxa de glicose no sangue. 
 
O pâncreas é responsável pela produção de suco pancreático e dos hormônios insulina e glucagon. 
Pulmões: órgãos esponjosos do sistema respiratório ricos em alvéolos, que são os locais onde ocor-
rem as trocas gasosas. 
Leia também: Embolia pulmonar 
Rins: órgãos do sistema urinário onde é produzida a urina. 
Testículo: órgãos exclusivos dos homens onde são produzidos os gametas masculinos e os hormô-
nios sexuais masculinos. 
Tubas uterinas: parte do sistema reprodutor feminino onde geralmente ocorre a fecundação. 
Útero: parte do sistema reprodutor feminino onde o embrião desenvolve-se durante a gravidez. 
→ Principais sistemas do corpo humano 
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/ovarios.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/pancreas.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/insulina-glucagon.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/pulmao.htm
https://brasilescola.uol.com.br/saude/embolia-pulmonar.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/os-rins.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/testiculos.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/corpo-humano.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/corpo-humano.htm
 TIPOS BÁSICOS DE TECIDOS E SUAS FUNÇÕES 
 
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O corpo humano apresenta vários sistemas, que garantem, por exemplo, a captação de oxigênio, o 
aproveitamento de nutrientes e a locomoção. 
Cardiovascular: constituído pelo coração e vasos sanguíneos, garante a circulação do sangue pelo 
organismo e, consequentemente, o transporte de oxigênio e nutrientes para todas as células. 
Digestório: formadopela boca, faringe, esôfago, estômago, intestinos e glândulas anexas, é respon-
sável por garantir a quebra dos alimentos, transformando-os em partículas menores que possam ser 
aproveitadas. 
Endócrino: é formado por todas as glândulas endócrinas do organismo, as quais são responsáveis 
pela produção de hormônios, que, por sua vez, atuam na regulação química de diversas atividades 
do organismo. 
Esquelético: constituído principalmente pelos ossos, está relacionado com funções como a proteção 
de órgãos internos, locomoção, sustentação, armazenamento de cálcio e produção de células sanguí-
neas. 
Excretor: também conhecido como sistema urinário, é formado pelos rins, ureteres, bexiga e uretra e 
é o responsável pela produção e eliminação da urina. 
Muscular: é formado pelos músculos e está relacionado com a movimentação do nosso corpo e con-
tração de órgãos. 
Nervoso: é responsável por garantir a percepção de estímulos internos e externos e gerar respostas a 
esses estímulos. Graças a esse sistema, somos capazes de memorizar, ter coordenação, falar, sentir, 
ver e aprender. 
Reprodutor: é o sistema responsável pela nossa reprodução. O sistema reprodutor feminino garante a 
formação dos gametas femininos e a gestação do bebê. O sistema reprodutor masculino é responsá-
vel pela produção e transferência do gameta masculino para a mulher. 
Respiratório: formado pelo nariz, faringe, laringe, traqueia, brônquios, bronquíolos e alvéolos, é res-
ponsável por garantir a realização das trocas gasosas. 
Tegumentar: é formado pela pele, pelos, unhas e glândulas e atua em diversas funções, tais como 
barreira contra perda de água e entrada de micro-organismos, bem como regulação da temperatura 
do corpo. 
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https://brasilescola.uol.com.br/biologia/sistema-circulatorio.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/sistema-digestivo.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/sistema-endocrinico.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/sistema-esqueletico.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/sistema-excretor.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/sistema-muscular.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/sistema-nervoso.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/sistema-reprodutor.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/aparelho-reprodutor-feminino.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/aparelho-reprodutor-masculino.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/sistema-respiratorio.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/pele.htm
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/corpo-humano.htm
 ANATOMIA PALPATÓRIA 
 
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Anatomia Palpatória 
Para cada músculo que precisa passar pelo exame de palpação, existem protocolos que podem ser 
realizados para identificá-los e localizá-los com mais precisão. 
Infelizmente, a anatomia palpatória e a palpação muscular muitas vezes não são devidamente apre-
endidas. Na maioria dos casos isso se deve à maneira como são apresentadas nos livros didáticos e 
em sala de aula. Por isso, a seguir, veremos orientações que vão melhorar, e muito, as suas habilida-
des de palpação. 
Buscaremos aprimorar a sua técnica palpatória, para que seu conhecimento seja utilizado de ma-
neira eficaz. Evidenciando com isso a importância de uma compreensão adequada da anatomia pal-
patória. 
Partes do corpo ligadas ao músculo alvo 
A primeira orientação é saber quais partes do corpo estão ligadas ao músculo alvo do exame palpató-
rio. Ter esse conhecimento é o primeiro passo necessário porque dá a localização geral de onde co-
locar os dedos durante a palpação. Já vemos, logo de início, o quanto a anatomia palpatória é essen-
cial. 
 
Vamos entender melhor com um exemplo: se o músculo alvo é o deltóide, temos que saber a que ou-
tras partes do corpo ele está ligado. Essas partes seriam: a clavícula lateral, o acrômio, a espinha da 
escápula, até a elevação deltóidea do úmero. Isso nos diz que devemos colocar os dedos entre a co-
nexão da clavícula com a escápula e a elevação deltoidea. Ou seja: a palpação é feita entre as diver-
sas conexões que esse músculo possui. 
Mais especificamente, se quisermos apalpar o deltóide anterior, coloca-se os dedos distalmente 
(afastado do ponto de origem) à clavícula lateral. Por outro lado, se quisermos apalpar o deltóide do 
meio, coloca-se os dedos distalmente ao acrômio. E se quisermos apalpar o deltóide posterior, co-
loca-se os dedos logo abaixo da espinha da escápula. 
Mas Será Que Essa Técnica É Suficiente? 
Podemos ver que conhecer todas essas estruturas é o primeiro passo para a palpação bem-suce-
dida. Isso significa que a anatomia palpatória é essencial. Mas, ainda que esse seja o primeiro passo, 
não é último. E isso, infelizmente, acaba sendo muitas vezes o caso. 
Muitas vezes, ao aprender sobre anatomia palpatória, o estudante é instruído sobre os ossos e as ar-
ticulações ligados aos diferentes músculos. Mas recebem apenas orientações sobre como apalpar 
essas diferentes áreas. O problema é que essa abordagem pode até funcionar ao apalpar o centro de 
um músculo superficial. Mas, uma vez que continuamos a apalpar aquele músculo em direção às 
suas bordas, como poderíamos ter certeza se desviamos ou não para outro músculo? 
Essa técnica não ajuda a diferenciar as bordas do músculo alvo dos músculos adjacentes e outros 
tecidos moles. Portanto, ela não é suficiente. 
Conheça As Ações Do Músculo Alvo 
Quando o músculo alvo se contrai, isso faz com que endureça e se torne palpavelmente mais claro. 
Vamos novamente considerar o deltóide como nosso exemplo. Se soubermos como o músculo se 
comporta em determinadas posições, saberemos o que pedir ao paciente para obter a contração 
desse músculo. 
No caso do deltóide, pede-se ao paciente para mover o braço para longe da linha média do corpo. 
Em movimento de abdução na articulação glenoumeral. Assim, o deltóide contrai-se e se torna palpa-
velmente mais duro. Permitindo sentir ao toque a sua totalidade mais facilmente, discernindo-o de ou-
tros músculos. 
Escolha a melhor ação para engajar o músculo alvo 
As orientações vistas até agora costumam fazer com que a palpação seja efetiva. 
No entanto, envolver o músculo alvo, fazendo com que ele endureça e se destaque dos tecidos moles 
 ANATOMIA PALPATÓRIA 
 
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próximos também pode não ser suficiente. Se a ação escolhida também fizer com que outros múscu-
los se envolvam e contraiam, então é difícil discernir o músculo alvo desses outros músculos. Dessa 
forma a palpação não ficará clara. É importante ter em mente que o objetivo do fisioterapueta não é 
apenas sentir o músculo alvo. Mas ser capaz de saber quando se está sobre ele e quando não se 
está. Em outras palavras, deve-se identificar claramente o músculo alvo entre todos os outros tecidos. 
E isso é impossível sem o conhecimento apropriado sobre anatomia palpatória. 
Precisamos, então, encontrar uma maneira de envolver o músculo alvo sem afetar outros músculos. 
O que buscamos é uma contração isolada. E na maioria dos casos esse resultado pode ser obtido. É 
assim que chegamos a nossa terceira orientação para uma palpação eficaz. Se trata de um refina-
mento da etapa anterior. Um aprimoramento essencial. 
Escolher a melhor ação para criar uma contração isolada requer o conhecimento não apenas das 
ações do músculo alvo, mas também das ações de todos os músculos próximos a ele. É aqui que 
nossos conhecimentos sobre anatomia palpatória são testados. Precisamos pensar em todas as dife-
rentes ações do músculo alvo. Assim encontraremos uma dentre elas que mais se distancia dos mús-
culos adjacentes. 
Se quisermos, por exemplo, discernir apenas o deltóide anterior durante a palpação, a flexão do 
braço na articulação glenoumeralé a melhor ação articular. Porque ela envolve o deltóide anterior 
sem envolver também o deltóide médio. O mesmo não acontece com a abdução glenoumeral, que 
envolve as fibras anterior, média e posterior do deltóide. 
Flexor radial do carpo 
Vamos ver outro exemplo. Agora com a palpação do flexor radial do carpo (FRC) que tem como papel 
a flexão e a abdução da mão. Se pedirmos para o paciente flexionar a mão na altura da articulação 
do punho, o FRC é acionado. Mas junto com ele, muitos outros músculos do antebraço anterior. Inclu-
indo o palmar longo (PL). Isso pode não importar se estivermos apalpando apenas o tendão distal do 
FRC. Já que este está longe do tendão distal do PL. Mas se for necessário aproximar-se dessa re-
gião, então pode-se ter dificuldade em discernir os dois músculos. 
Nesse caso, deve-se pedir ao paciente para desviar em direção contrária ao centro (abduzir) a mão 
na altura da articulação do punho. Esta ação ainda envolve o FRC, mas o PL permanece relaxado. 
Fibular longo 
Contudo, às vezes, não é possível encontrar uma ação que mobilize exclusivamente o músculo alvo. 
Já que existem casos em que cada uma das ações é compartilhada com pelo menos um músculo ad-
jacente. Nesses casos, escolher a melhor ação depende de qual aspecto do músculo alvo estamos 
palpando. Um ótimo exemplo é o fibular longo (FL) da perna, que tem a função de virar e flexionar o 
pé. Qual seria a melhor ação nesse caso? A resposta depende se estamos realizando a palpação no 
aspecto anterior ou posterior do músculo. 
Se estivermos palpando, por exemplo, em direção ao limite anterior do FL, localizado ao lado do ex-
tensor longo dos dedos (ELD), então a melhor escolha é a flexão plantar do pé. Essa ação envolve o 
FL, mas não o ELD. Se tivéssemos escolhido a eversão, tanto o FL quanto o ELD seriam mobiliza-
dos, dificultando o discernimento entre eles. 
Por outro lado, se estamos palpando em direção ao limite posterior do FL, ao lado do sóleo, a melhor 
ação é a eversão do pé. A eversão envolve o FL, mas não o sóleo. Se optássemos pela flexão plantar 
do pé, tanto o FL, quanto o sóleo teriam contraído, dificultando a distinção entre eles. 
Como podemos observar, a base da palpação muscular reside no conhecimento apropriado da anato-
mia palpatória. Isso demonstra como o conhecimento científico, longe de ser simplesmente um fardo 
que não funciona muito bem na prática, é na verdade muito importante para o conjunto de habilidades 
práticas da fisioterapia. 
Quando necessário, adicione resistência à contração do músculo do paciente 
Simplesmente pedir ao paciente para realizar a ação necessária para a contração muscular nem 
sempre causa uma contração forte o suficiente. Assim, a palpação se torna mais difícil. Isso acontece 
 ANATOMIA PALPATÓRIA 
 
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principalmente quando a parte do corpo que está sendo movida não está sendo movida para cima, 
contra a gravidade, ou se não é muito pesada. Desse modo, o seu peso não oferece resistência sufi-
ciente para criar uma contração forte. 
Ao adicionar resistência, o músculo alvo deve se contrair com maior força e ficará palpavelmente 
mais perceptível. Então, se o paciente contrai o músculo e você ainda não consegue senti-lo contra-
ído, adicione resistência. Se necessário, continue a adicionar mais resistência até sentir a contração 
muscular. É claro que mais força de contração nem sempre é melhor. Além disso, é importante saber 
que a contração muscular pode variar tanto de músculo para músculo em uma mesma pessoa, 
quanto de pessoa para pessoa com um mesmo músculo. Se mais resistência não funcionar, tente 
menos. 
Esteja preparado para ser criativo e testar suas habilidades e conhecimentos a respeito da anatomia 
palpatória! O fisioterapeuta mais competente é aquele que combina o conhecimento teórico com a 
arte das habilidades práticas. 
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ANATOMIA E FISIOLOGIA 
 
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Anatomia e Fisiologia 
A Anatomia é a ciência que trata da morfologia e da estrutura dos seres vivos ou coisas (anatomia de 
um cão, anatomia de um cristal). A etiologia da palavra indica uma origem grega – Ana, em partes e 
temnein, cortar. A combinação dos termos significa dissecação. A anatomia funcional é a ciência que, 
em cada nível de organização, relaciona a estrutura com suas funções. De acordo com a área de 
aplicação de estudo da anatomia, ela recebe uma denominação específica. A fitoanatomia é a anato-
mia das plantas, a antropotomia é a do homem. 
A Anatomia Humana compreende a dissecação dos seres humanos e o estudo e descrição do corpo 
humano, sua morfologia, arquitetura, estrutura e, nos últimos tempos, a ultraestrutura, ou mais propri-
amente, sua estrutura fina (ao nível molecular). Ou seja, a anatomia funcional humana relaciona a es-
trutura do corpo com suas características fisiológicas. O conhecimento das funções das estruturas 
anatômicas facilita a compreensão dos seus significados e fornece a indicação de suas origens. 
O interesse básico desta disciplina é a investigação da natureza de cada elemento estrutural e a ra-
zão de sua existência. A importância da anatomia funcional humana reside no fato de ela ser um con-
junto de conhecimentos essenciais ao estudo da medicina. Sendo a medicina uma ciência biológica, 
cabe ao biólogo conhecer a anatomia e compreendê- la profundamente. É óbvio que somente com 
um preciso conhecimento da estrutura normal, o médico será capaz de identificar a estrutura anormal; 
esse reconhecimento é o primeiro passo no caminho da recuperação da saúde. O estudo da anato-
mia pode ser subdividido, como por exemplo: em Embriologia, Nepiologia (estudo da primeira infân-
cia), Anatomia do adulto, Anatomia geriátrica, Citologia (estudo das células), Histologia (estudo dos 
tecidos), Anatomia aplicada e outras. 
Fisiologia – Definição: 
A Fisiologia consiste no estudo do funcionamento da matéria viva, procurando explicar os fatores físi-
cos e químicos responsáveis pela origem, desenvolvimentoe progressão da vida. Através da Fisiolo-
gia humana, explicamos as características e os mecanismos específicos do corpo humano que fazem 
dele um ser vivo. O fato de estarmos vivos está quase fora de nosso controle, pois a fome nos leva a 
procurar alimento e o medo nos induz a buscar refúgio. As sensações de frio nos fazem produzir calor 
e outras forças nos levam a procurar amizades e a nos reproduzir. Portanto, o ser humano é, na ver-
dade, um autômato, e o fato de sermos dotados de sensibilidade, sentimentos e conhecimentos, é 
parte dessa sequência automática da vida; esses atributos (qualidades) especiais nos possibilitam 
existir sob uma ampla variedade de condições que, de outra maneira, tornariam a vida impossível. 
Artrologia 
Sistema Articular (Artrologia) 
Articulação ou juntura é a conexão entre duas ou mais peças esqueléticas (ossos ou cartilagens). Es-
sas uniões não só colocam as peças do esqueleto em contato, como também permitem que o cresci-
mento ósseo ocorra e que certas partes do esqueleto mudem de forma durante o parto. Além disto, 
capacitam que partes do corpo se movimentem em resposta a contração muscular. 
Embora apresentem consideráveis variações entre elas, as articulações possuem certos aspectos es-
truturais e funcionais em comum que permitem classificá-las em três grandes grupos: fibrosas, cartila-
gíneas e sinoviais. O critério para esta divisão é o da natureza do elemento que se interpõe às peças 
que se articulam. 
Articulações Fibrosas 
As articulações nas quais o elemento que se interpõe às peças que se articulam é o 
Tecido conjuntivo fibroso são ditas fibrosas (ou sinartroses). O grau de mobilidade delas, sempre pe-
queno, depende do comprimento das fibras interpostas. 
Existem três tipos de articulações fibrosas: sutura, sindesmose e gonfose. 
As suturas, que são encontradas somente entre os ossos do crânio, são formadas por várias cama-
das fibrosas, sendo a união suficientemente íntima de modo a limitar intensamente os movimentos, 
ANATOMIA E FISIOLOGIA 
 
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embora confiram uma certa elasticidade ao crânio. A maneira pela qual as bordas dos ossos articula-
dos entram em contato é variável, reconhecendo-se suturas planas (união linear retilínea ou aproxi-
madamente retilínea), suturas escamosas (união em bisel) e suturas serráteis (união em linha “dente-
ada”). No crânio, a articulação entre os ossos nasais é uma sutura plana; entre os parietais, sutura 
denteada; entre o parietal e o temporal, é escamosa. 
No crânio do feto e recém-nascido, onde a ossificação ainda é incompleta, a quantidade de tecido 
conjuntivo fibroso interposto é muito maior, explicando a grande separação entre os ossos e uma 
maior mobilidade. Estas áreas fibrosas são denominadas fontículos (ou fontanelas). São elas que 
permitem, no momento do parto, uma redução bastante apreciável do volume da cabeça fetal pela 
sobreposição dos ossos do crânio. Esta redução de volume facilita a expulsão do feto para o meio ex-
terior. 
Na idade avançada pode ocorrer ossificação do tecido interposto (sinostose), fazendo com que as su-
turas, pouco a pouco, desapareçam e, com elas, a elasticidade do crânio. 
Nas sindesmoses os ossos estão unidos por uma faixa de tecido fibroso, relativamente longa, for-
mando ou um ligamento interósseo ou uma membrana interóssea, nos casos, respectivamente de 
menor ou maior comprimento das fibras, o que condiciona um menor ou maior grau de movimenta-
ção. Exemplos típicos são a sindesmose tíbio-fibular e a membrana interóssea radio-ulnar. 
Gonfose é a articulação específica entre os dentes e seus receptáculos, os alvéolos dentários. O te-
cido fibroso do ligamento periodontal segura firmemente o dente no seu alvéolo. A presença de movi-
mentos nesta articulação significa uma condição patológica. 
Articulações Cartilagíneas 
Nas articulações cartilagíneas o tecido que se interpõe é a cartilagem. Quando se trata de cartilagem 
hialina, temos as sincondroses; nas sínfises a cartilagem é fibrosa. Em ambas a mobilidade é redu-
zida. As sincondroses são raras e o exemplo mais típico é a sincondrose esfeno-occipital que pode 
ser visualizada na base do crânio. Exemplo de sínfise é a união, no plano mediano, entre as porções 
púbicas dos ossos do quadril, constituindo a sínfise púbica. Também as articulações que se fazem 
entre os corpos das vértebras podem ser consideradas como sínfise, uma vez que se interpõe entre 
eles um disco de fibrocartilagem - o disco intervertebral. 
Articulações Sinoviais 
A mobilidade exige livre deslizamento de uma superfície óssea contra outra e isto é impossível 
quando entre elas interpõe-se um meio de ligação, seja fibroso ou cartilagíneo. Para que haja o grau 
desejável de movimento, em muitas articulações, o elemento que se interpõe às peças que se articu-
lam é um líquido denominado sinóvia, ou líquido sinovial. 
Além da presença deste líquido, as articulações sinoviais possuem três outras características básicas: 
cartilagem articular, cápsula articular e cavidade articular. 
· A cartilagem articular é a cartilagem do tipo hialino que reveste as superfícies em contato numa de-
terminada articulação (superfícies articulares), ou seja, a cartilagem articular é a porção do osso que 
não foi invadida pela ossificação. Em virtude deste revestimento as superfícies articulares se apre-
sentam lisas, polidas e de cor esbranquiçada. A cartilagem articular é avascular e não possui também 
inervação. Sua nutrição, portanto, principalmente nas áreas mais centrais, é precária, o que torna a 
regeneração, em caso de lesões, mais difícil e lenta. 
· A cápsula articular é uma membrana conjuntiva que envolve a articulação sinovial como um man-
guito. Apresenta-se com duas camadas: a membrana fibrosa (externa) e a membrana sinovial (in-
terna). A primeira é mais resistente e pode estar reforçada, em alguns pontos, por ligamentos, desti-
nados a aumentar sua resistência. Em muitas articulações sinoviais, todavia, existem ligamentos in-
dependentes da cápsula articular e em algumas, como na do joelho, aparecem também ligamentos 
intra-articulares. 
· A cavidade articular é o espaço existente entre as superfícies articulares, estando preenchido pelo 
líquido sinovial 
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Ligamentos e cápsula articular têm por finalidade manter a união entre os ossos, mas além disto, im-
pedem o movimento em planos indesejáveis e limitam a amplitude dos movimentos considerados nor-
mais. 
A membrana sinovial é a mais interna das camadas da cápsula articular. É abundantemente vascula-
rizada e inervada, sendo encarregada da produção do líquido sinovial (sinóvia), o qual tem consistên-
cia similar a clara do ovo e tem por funções lubrificar e nutrir as cartilagens articulares. O volume de 
líquido sinovial presente em uma articulação é mínimo, somente o suficiente para revestir delgada-
mente as superfícies articulares e localiza-se na cavidade articular. 
Além destas características, que são comuns a todas articulações sinoviais, em várias delas encon-
tram-se formações fibrocartilagíneas, interpostas às superfícies articulares, os discos e meniscos, de 
função discutida: serviriam à melhor adaptação das superfícies que se articulam (tornando-as congru-
entes) ou seriam estruturas destinadas a receber violentas pressões, agindo como amortecedores. 
Meniscos, com sua característica forma de meia lua, são encontrados na articulação do joelho. 
Discos são encontrados nas articulações esternoclavicular e temporomandibular. 
Movimentos das articulações sinoviais 
As articulações fibrosas e cartilagíneas têm um mínimo grau de mobilidade. Assim, a verdadeira mo-
bilidade articular é dada pelas articulações sinoviais. 
Estes movimentos ocorrem, obrigatoriamente, em torno de um eixo, denominado eixo de movimento. 
A direção destes eixos é ântero-posterior, látero-lateral e longitudinal. Na análise do movimento reali-
zado, a determinação do eixo de movimento é feitaobedecendo a regra, segundo a qual, a direção 
do eixo de movimento é sempre perpendicular ao plano no qual se realiza o movimento em questão. 
Assim, todo movimento é realizado em um plano determinado e o seu eixo de movimento é perpendi-
cular àquele plano. Os movimentos executados pelos segmentos do corpo recebem nomes específi-
cos e aqui serão definidos, a seguir, apenas os mais comuns: 
· flexão e extensão são movimentos angulares, ou seja, neles ocorre uma diminuição ou um aumento 
do ângulo existente entre o segmento que se desloca e aquele que permanece fixo. Quando ocorre a 
diminuição do ângulo diz que há flexão; quando ocorre o aumento, realizou-se a extensão, exceto 
para o pé. Neste caso, não se usa a expressão extensão do pé: os movimentos são definidos como 
flexão dorsal e flexão plantar do pé. Os movimentos angulares de flexão e extensão ocorrem em 
plano sagital e, seguindo a regra, o eixo desses movimentos é látero-lateral. 
· adução e abdução que são movimentos nos quais o segmento é deslocado, respectivamente, em 
direção ao plano mediano ou em direção oposta, isto é, afastando-se dele. Para os dedos prevalece o 
plano mediano do membro. Os movimentos da adução e abdução desenvolvem-se em plano frontal e 
seu eixo de movimento é ântero-posterior. 
· rotação que é o movimento em que o segmento gira em torno de um eixo longitudinal (vertical). As-
sim, nos membros, pode-se reconhecer uma rotação medial, quando a face anterior do membro gira 
em direção ao plano mediano do corpo, e uma rotação lateral, no movimento oposto. A rotação é feita 
em plano horizontal e o eixo de movimento, perpendicular a este plano é vertical. 
· circundução, é o resultado do movimento combinatório que inclui a adução, extensão, abdução, fle-
xão e rotação. Neste tipo de movimento, a extremidade distal do segmento descreve um círculo e o 
corpo do segmento, um cone, cujo vértice é representado pela articulação que se movimenta. 
Classificação funcional das articulações sinoviais 
O movimento nas articulações depende, essencialmente, da forma das superfícies que entram em 
contato e dos meios de união que podem limitá-lo. Na dependência destes fatores as articulações po-
dem realizar movimentos em torno de um, dois ou três eixos. Este é o critério adotado para classificá-
las funcionalmente. Quando uma articulação realiza movimentos apenas em torno de um eixo, diz-se 
que é mono-axial ou que possui um só grau de liberdade; será bi-axial a que os realiza em torno de 
dois eixos (dois graus de liberdade); e tri-axial se eles forem realizados em torno de três eixos (três 
graus de liberdade). Assim, as articulações que só permitem a flexão e extensão, como a do cotovelo, 
ANATOMIA E FISIOLOGIA 
 
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são mono-axiais; aquelas que realizam extensão, flexão, adução e abdução, como a rádio-carpal (ar-
ticulação do punho), são bi-axiais; finalmente, as que além de flexão, extensão, abdução e adução, 
permitem também a rotação, são ditas tri-axiais, cujos exemplos típicos são as articulações do ombro 
e do quadril. 
Classificação morfológica das articulações sinoviais 
O critério de base para a classificação morfológica das articulações sinoviais é a forma das superfí-
cies articulares. Contudo, às vezes é difícil fazer esta correlação. Além disto, existem divergências 
entre anatomistas quanto não só a classificação de determinadas articulações, mas também quanto à 
denominação dos tipos. De acordo com a Terminologia anatômica, os tipos morfológicos de articula-
ções sinoviais são: 
Plana, na qual as superfícies articulares são planas ou ligeiramente curvas, permitindo deslizamento 
de uma superfície sobre a outra em qualquer direção. A articulação acromioclavicular (entre o acrô-
mio da escápula e a clavícula) é um exemplo. Deslizamento existe em todas as articulações sinoviais 
mas nas articulações planas ele é discreto, fazendo com que a amplitude do movimento seja bastante 
reduzida. Entretanto, deve-se ressaltar que pequenos deslizamentos entre vários ossos articulados 
permitem apreciável variedade e amplitude de movimento. É isto que ocorre, por exemplo, nas articu-
lações entre os ossos curtos do carpo e do tarso. 
Gínglimo, ou dobradiça, sendo que os nomes referem-se muito mais ao movimento (flexão e exten-
são) que elas realizam do que à forma das superfícies articulares. A articulação do cotovelo é um 
bom exemplo de gínglimo e a simples observação mostra como a superfície articular do úmero, que 
entra em contato com a ulna, apresenta-se em forma de carretel. Todavia, as articulações entre as 
falanges também são do tipo gínglimo e nelas a forma das superfícies articulares não se assemelha a 
um carretel. Este é um caso concreto em que o critério morfológico não foi rigorosamente obedecido. 
Realizando apenas flexão e extensão, as articulações sinoviais do tipo gínglimo são mono-axiais. 
Trocóide, na qual, as superfícies articulares são segmentos de cilindro e, por esta razão, cilindróides 
talvez fosse um termo mais apropriado para designá-las. Estas articulações permitem rotação e seu 
eixo de movimento, único, é vertical: são mono-axiais. Um exemplo típico é a articulação rádio-ulnar 
proximal (entre o rádio e a ulna) responsável pelos movimentos de pronação e supinação do ante-
braço. Na pronação ocorre uma rotação medial do rádio e, na supinação, rotação lateral. Na posição 
de descrição anatômica o antebraço está em supinação. 
Condilar, cujas superfícies articulares são de forma elíptica. Elipsóide seria talvez um termo mais ade-
quado. Estas articulações permitem flexão, extensão, abdução e adução, mas não a rotação. Pos-
suem dois eixos de movimento, sendo portanto bi-axiais. A articulação rádio-carpal (ou do punho) é 
um exemplo. Outros são a articulação temporomandibular (ATM) e as articulações metacarpofalângi-
cas. 
Selar, na qual a superfície articular de uma peça esquelética tem a forma de sela, apresentando con-
cavidade num sentido e convexidade em outro, e se encaixa numa segunda peça onde convexidade 
e concavidade apresentam-se no sentido inverso da primeira. A articulação carpo-metacárpica do po-
legar é exemplo típico. É interessante notar que esta articulação permite flexão, extensão, abdução, 
adução e rotação (conseqüentemente, também circundução) mas é classificada como bi-axial. O fato 
é justificado porque a rotação isolada não pode ser realizada ativamente pelo polegar sendo só possí-
vel com a combinação dos outros movimentos. 
Esferóide, que apresenta superfícies articulares que são segmentos de esferas e se encaixam em re-
ceptáculos ocos. O suporte de uma caneta de mesa, que pode ser movimentado em qualquer dire-
ção, é um exemplo não anatômico de uma articulação esferóide. Este tipo de articulação permite mo-
vimentos em torno de três eixos, sendo portanto, tri-axial. Assim, a articulação do ombro (entre o 
úmero e a escápula) e a do quadril (entre o osso do quadril e o fêmur) permitem movimentos de fle-
xão, extensão, adução, abdução, rotação e circundução. 
Complexidade De Organização 
Quando apenas dois ossos entram em contato numa articulação sinovial diz-se que ela é simples (por 
exemplo, a articulação do ombro); quando três ou mais ossos participam da articulação ela é denomi-
nada composta (a articulação do cotovelo envolve três ossos: úmero, ulna e rádio). 
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Inervação 
As articulações sinoviais são muito inervadas. Os nervos são derivados dos que suprem a pele adja-
cente ou os músculos que movem as articulações. 
As terminações nervosas sensíveis a dor são numerosas na membrana fibrosa da cápsula e nos liga-
mentos e são sensíveis ao estiramento e à torção destas estruturas. Contudo, o principal tipo de sen-
sibilidade é a propriocepção. 
Das terminações proprioceptoras da cápsula - fusos neurotendíneos - partem impulsos que interpre-
tados no sistema nervoso central informam sobre a posição relativa dos ossos da articulação, do grau 
e direçãode movimento. 
Às vezes, essas informações são inconscientes, e atuam ao nível da medula espinal para controle 
dos músculos que agem sobre a articulação. 
Miologia 
Miologia é a parte da anatomia que estuda os músculos. O músculo estriado esquelético é constituído 
de fibras musculares diferenciadas e voltado especificamente para a função motora. 
Os movimentos voluntários nas mais diversas partes do corpo são produzidos pela contração muscu-
lar. Para a contração muscular gerar movimento as fibras musculares precisam estar organizadas em 
instrumentos mecânicos eficientes, permitindo que a força de contração de cada fibra muscular atue 
de forma conjunta. 
E o músculo com toda essa força de contração necessita de mecanismos de inserção altamente re-
sistentes para fixar-se nas estruturas que irão mover. Desta forma as fibras musculares serão reuni-
das em feixes e esses feixes musculares irão para formar a massa muscular.A camada de tecido con-
juntivo responsável por essa organização é o epimísio. 
Do epimísio saem septos delgados de tecido conjuntivo, o perimísio, que se dirige para o interior do 
músculo, separando o músculo em feixes. Cada feixe muscular possui inúmeras fibras musculares 
que são envolvidas e organizadas pelo endomísio. 
Envolvendo cada grupo muscular encontramos as fáscias musculares. São tecidos conjuntivos fibro-
sos que revestem os compartimentos musculares ou outros compartimentos do corpo. 
Elas formam uma bainha elástica que permite que as estruturas fiquem compartimentadas e que os 
grupos musculares deslizem suavemente sobre si. 
Em determinadas regiões as fascias sofrem um espessamento e passam a servir de estruturas de in-
serção muscular. Um exemplo é a fáscia lata que é inserção do músculo tensor da fáscia lata. 
O músculo possui estruturas especializadas na inserção muscular, são os tendões e as aponeuroses. 
Os tendões são fitas ou cordas de tecido conjuntivo fibroso bastante robusto e resistente, pratica-
mente inelásticos, de cor branca brilhosa. 
Quando um tendão desliza diretamente sobre o periósteo ele se encontra recoberto por uma estrutura 
em forma de bolsa, mais macia e bastante lubrificada, que permite que ele se mova com pouco atrito, 
essas estruturas em forma de bolsa são as bainhas tendíneas. 
A aponeurose é uma estrutura laminar e também é composta por tecido fibroso muito resistente, sua 
coloração é bastante brilhosa. A aponeurose permite uma inserção muscular bastante ampla, exem-
plo a aponeurose toracolombar. 
Os músculos correspondem por aproximadamente 40% do peso corporal total de um homem magro e 
variam amplamente de tamanho e forma. Existem também dois outros tipos de músculos: músculo 
estriado cardíaco e músculo liso, sendo estes objetos de estudo em um capítulo mais apropriado den-
tro da anatomia. 
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Os músculos do membro superior podem ser divididos para estudo, em: músculos do ombro, múscu-
los do braço, músculos do antebraço e músculos da mão. 
 
Músculos do Ombro 
Músculo Peitoral Maior 
Também pode ser considerado como músculo do tórax. Sua descrição detalhada já foi feita na ses-
são dos músculos do tórax. 
Origem: Clavícula, manúbrio e corpo do externo; cartilagens costais da 2ª a 6ª e bainha do m. reto 
abdominal 
Inserção: Crista do tubérculo maior do úmero 
Inervação: Nervos peitorais mediais e laterais 
Ação: Rotação medial, flexão e adução do braço 
Músculo Peitoral Menor 
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Também considerado como músculo do tórax. Já descrito na sessão dos músculos do tórax. 
Origem: 2ª a 5ª costelas 
Inserção: Processo coracóide da escápula 
Inervação: Nervos peitorais mediais e laterais 
Ação: Anteversão do membro superior e auxilia na inspiração forçada 
Músculo Subclávio 
Também considerado como músculo do tórax. Já descrito na sessão dos músculos do tórax. 
Origem: 1ªcostela. 
Inserção: Extremidade acromial da clavícula 
Inervação: Nervo subclávio 
Ação: Estabiliza e abaixa a clavícula 
Músculo Subescapular 
É plano, grosso e triangular. Está situado na fossa escapular, ele passa pela face anterior da articula-
ção do ombro para se inserir no úmero. 
Origem: Face costal da escápula 
Inserção: Tubérculo menor do úmero 
Inervação: Nervo subescapular 
Ação: Rotação medial e adução do braço 
Músculo Deltóide 
É um músculo triangular formado por três porções. Está situado imediatamente sob a pele, recobrindo 
a cabeça do úmero. 
Origem: Clavícula, acrômio e espinha da escapula 
Inserção: Tuberosidade deltóidea 
Inervação: Nervo axilar 
Ação: Adução, abdução até 90º, rotação medial e rotação lateral do braço 
 
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Músculo Supra-espinhal 
É um músculo grosso, bipeniforme, com formato piramidal que ocupa toda a fossa supra-espinhal da 
escápula. 
Origem: Fossa supra-espinhal 
Inserção: Tubérculo maior 
Inervação: Nervo Supra-escapular 
Ação: Rotação lateral e abdução até 90º do braço 
Músculo Infra-espinhal 
É plano, grosso e bipeniforme que adota um formato oblongotriangular. Ocupa quase que toda a 
fossa infra-espinhal da escápula. 
Origem: Espinha da escapula 
Inserção: Tubérculo maior 
Inervação: Nervo Supra-escapular 
Ação: Rotação lateral, adução e abdução do braço 
 
Músculo Redondo Menor 
É cilíndrico e quadrangular. Fica situado na fossa infra-espinhal da escápula, por baixo e por trás do 
m. infra-espinhal. Em latim teres minor. 
Origem: Fossa infra-espinhal e margem lateral da escápula 
Inserção: Tubérculo maior 
Inervação: Nervo axilar 
Ação: Rotação lateral e adução do braço 
Músculo Redondo Maior 
É um músculo bastante robusto, levemente aplanado. Fica localizado na borda axilar da escápula, 
recoberto parcialmente pelo m. grande dorsal. Em latim teres major. 
Origem: Borda lateral e ângulo inferior da escapula 
Inserção: Crista do tubérculo menor 
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Inervação: Nervo subescapular 
Ação: Rotação medial e adução do braço 
Músculo Latíssimo do Dorso 
Também considerado como músculo do dorso. Foi descrito detalhadamente na sessão: músculos do 
dorso. 
Origem: T6 a L5, sacro, crista ilíaca e 3 ultimas costelas 
Inserção:Crista do tubérculo menor 
Inervação: Nervo tóracodorsal 
Ação: Adução, rotação medial e extensão do braço; adução da escápula 
Músculos Anteriores do Braço 
 
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Músculo Bíceps Braquial 
É um músculo cilíndrico, fusiforme e relativamente grosso. É formado por duas cabeças. Uma longa 
que se origina no tubérculo supraglenoidal da escápula e possui um tendão de origem maior e mais 
fino. Outra curta que se origina do processo coracóide da escápula e se localiza medialmente a ca-
beça longa. As duas cabeças se unem em um único tendão de inserção. 
Origem: Tubérculo supraglenoidal da escápula e processo coracóide da escápula 
Inserção: Tuberosidade do rádio 
Inervação: Nervo musculocutâneo 
Ação: Abdução, rotação medial, anteversão do braço; adução, flexão e supinação do antebraço 
Músculo Coracobraquial 
É plano, relativamente curto. Está recoberto pelo m. peitoral maior na região axilar anterior e cruza 
posteriormente o m. bíceps braquial ao caminhar para o úmero. 
Origem: Processo coracóide da escápula 
Inserção: Úmero, distal a crista do tubérculo maior 
Inervação: Nervo musculocutâneo 
Ação: Rotação medial, adução e anteversão do braço 
Músculo Braquial 
Tem formato plano de características fusiformes. Fica recoberto pelo m. bíceps braquial na região an-
terior do braço. 
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Origem: Terço médio do úmero 
Inserção: Tuberosidade da ulna 
Inervação: Nervo musculocutâneo 
Ação: Flexão do antebraço 
Músculos Posteriores do Braço 
 
Espaço axilar lateral 
(** na legenda da figura acima) É o espaço delimitado pela cabeça longa do m. tríceps braquial, borda 
superiordo tendão do m. redondo maior, escapula e úmero. Por esse espaço, também conhecido 
como quadrilátero de Velpeau, passam o nervo axilar e a artéria circunflexa posterior do úmero. 
Músculo Tríceps Braquial 
Ocupa toda face posterior do braço. É formado por três porções de origem distintas que se unem em 
um tendão comum para se inserir na ulna. 
Origem: Tubérculo infraglenoidal, lábio glenoidal, face posterior do úmero 
Inserção: Olecrano 
Inervação: Nervo radial 
Ação: Adução e extensão do braço; extensão do antebraço 
Músculo Ancôneo 
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É um músculo plano e triangular situado na face posterior do cotovelo. Parece ser uma continuação 
do m. tríceps braquial. 
Origem: Epicôndilo lateral do úmero 
Inserção: Face posterior da ulna 
Inervação: Nervo Radial 
Ação: Extensão do antebraço 
Músculos Anteriores do Antebraço 
Músculo Pronador Redondo 
É um músculo quadrangular que está situado no plano superficial da região anterior do antebraço. 
Origem: Epicôndilo medial do úmero e face medial da ulna 
Inserção: 1/3 médio do rádio, lateralmente 
Inervação: Nervo mediano 
Ação: Flexão e pronação 
 
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Músculo Flexor Radial do Carpo 
É um músculo plano, largo e semipeniforme. Está situado entre o m. pronador redondo e o m. palmar 
longo. 
Origem: Epicôndilo medial 
Inserção: II metacarpiano 
Inervação: Nervo mediano 
Ação: Flexão, pronação e abdução da mão 
Músculo Palmar Longo 
É um músculo fusiforme, estreito, situado superficialmente na face anterior do antebraço. 
Origem: Epicôndilo medial do úmero 
Inserção: Aponeurose palmar 
Inervação: Nervo mediano 
Ação: Flexão palmar 
Músculo Flexor Superficial dos Dedos 
É plano, fusiforme na porção lateral e peniforme na porção medial. Está localizado na 2º camada 
muscular da região anterior do antebraço. 
Origem: Epicôndilo medial do úmero e face anterior do rádio 
Inserção: Falanges médias do 2º ao 5º dedo 
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Inervação: Nervo mediano 
Ação: Flexão, abdução e adução dos dedos 
Músculo Flexor Ulnar do Carpo 
É um músculo plano que se estende superficialmente pela face antero-lateral de todo o antebraço. 
Origem: Epicôndilo medial do úmero e olecrano 
Inserção: Pisiforme, dos do V metacarpiano e hamato 
Inervação: Nervo ulnar 
Ação: Flexão e abdução da mão 
Músculo Flexor Profundo dos Dedos 
É um músculo fusiforme que se divide em quatro tendões. Está recoberto pelo m. superficial dos de-
dos. Sua visualização requer ressecção das camadas musculares superficiais. 
Origem: Face anterior da ulna e membrana interóssea 
Inserção: Falange distal do 2º ao 5º dedo 
Inervação: Nervo ulnar e Nervo mediano 
Ação: Flexão palmar e adução da mão 
Músculo Flexor Longo do Polegar 
Está situado no mesmo plano muscular do m. flexor profundo dos dedos. Ele é peniforme e possui 
formato triangular. 
Origem: Epicôndilo medial e face anterior do rádio 
Inserção: Falange distal do polegar 
Inervação Nervo medial 
Ação: Flexão palmar e adução da mão 
Músculo Pronador Quadrado 
Como o nome já diz é um músculo de formato quadrangular. Está situado no plano muscular mais 
profundo desta região, próximo a articulação radioulnar distal. 
Origem: Quarto distal da margem anterior da ulna 
Inserção: Quarto distal da margem anterior do rádio 
Inervação: Nervo interósseo anterior 
Ação: Pronação 
Músculos Laterais do Antebraço 
Músculo Braquiorradial 
É plano, amplo em sua parte proximal e vai se afinando ao dirigir-se para o punho. È o músculo mais 
superficial da região lateral do antebraço. 
Origem: Crista supracondilar do úmero 
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Inserção: Processo estilóide do rádio 
Inervação: Nervo radial 
Ação: Flexão, pronação e supinação da mão 
Músculo Extensor Radial Longo do Carpo 
É um músculo curto e fusiforme que possui um grande tendão. Está situado parcialmente abaixo do 
m. braquiorradial. 
Origem: Úmero 
Inserção: Base do II metacarpiano 
Inervação: Nervo radial 
Ação: Flexão, pronação e supinação da mão 
Músculo Extensor Radial Curto do Carpo 
É plano e carnoso, situado na transição da região lateral para posterior do antebraço. 
Origem: Epicôndilo lateral do úmero 
Inserção: Base do III metacarpiano 
Inervação: Nervo radial 
Ação: Dorso flexão e abdução da mão 
Músculos Dorsais do Antebraço 
 
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Músculo Extensor dos Dedos 
É largo e fusiforme, se divide em quatro tendões ao se aproximar do punho. Está situado no plano su-
perficial da face posterior do antebraço. 
Origem: Epicôndilo lateral do úmero 
Inserção: Aponeurose do 2º ao 5º dedo 
Inervação: Nervo radial 
Ação: Extensão e dorso flexão dos dedos 
Músculo Extensor do Dedo Mínimo 
É um músculo plano e estreito que fica situado medialmente ao m. extensor dos dedos. Por vezes 
suas fibras se confundem com as fibras desse músculo. 
Origem: Epicôndilo lateral do úmero 
Inserção: Aponeurose dorsal do 5º dedo 
Inervação: Nervo radial 
Ação: Extensão e dorso flexão do dedo mínimo 
Músculo Extensor Ulnar do Carpo 
É um músculo fusiforme que fica situado medialmente ao m. extensor do dedo mínimo. 
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Origem: Epicôndilo lateral do úmero e face posterior da ulna 
Inserção: Face dorsal do V metacarpiano 
Inervação: Nervo radial 
Ação: Extensão, dorso flexão e abdução da mão 
Músculo Supinador 
É plano, quadrangular e está situado no plano profundo da região posterior do antebraço. Recobre o 
terço proximal do rádio como uma faixa. 
Origem: Epicôndilo lateral do úmero 
Inserção: Face anterior do rádio 
Inervação: Nervo radial 
Ação: Supinação 
Músculo Extensor Longo do Polegar 
É um músculo fusiforme, localizado no plano profundo da região posterior do antebraço e que fica re-
coberto pelo m. extensor dos dedos. 
Origem: Face posterior da ulna 
Inserção: Falange distal do polegar 
Inervação: Nervo radial. Ação: Abdução, adução e extensão do polegar 
Músculo Extensor do Indicador 
É um músculo fusiforme e bastante estreito. Está situado medialmente ao m extensor longo do pole-
gar. 
Origem: Face posterior da ulna 
Inserção: Aponeurose dorsal do indicador 
Inervação: Nervo radial 
Ação: Extensão do indicador 
Músculo Abdutor Longo do Polegar 
É um músculo fusiforme, está situado na margem lateral da face posterior do antebraço. 
Origem: Face posterior da ulna 
Inserção: Base do I metacarpiano 
Inervação: Nervo radial 
Ação: Abdução do polegar e da mão 
Músculo Extensor Curto do Polegar 
Está situado medialmente ao m. abdutor longo do polegar. Suas fibras correm paralelamente às fibras 
deste músculo. 
Origem: Face posterior do rádio 
ANATOMIA E FISIOLOGIA 
 
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Inserção: Falange proximal do polegar 
Inervação: Nervo radial 
Ação: Extensão do polegar e abdução da mão 
Neuroanatomia 
Neuroanatomia é o ramo da ciência responsável pelo estudo de estruturas anatômicas complexas do 
sistema nervoso central e periférico. Esta grande área está responsável pelas delineações das regi-
ões cerebrais bem como a diferenciação destas estruturas relacionando todo o conhecimento estrutu-
ral ao seu funcionamento. Apesar de ser uma disciplina específica, ela se origina de grandes áreas 
como a neurociência, que é a parte da ciência que descreve o estudo do sistema nervoso central tais 
como suas estruturas, funções, mecanismos moleculares, aspectos fisiológicos e responsável tam-
bém por compreender as doenças do sistema nervoso. 
Historicamente os estudos neuroanatômicos não eram bem delimitados quanto a especificidade de 
cada pesquisador, portanto, os estudos eram feito por pesquisadores de diversas áreas sendo muito 
comum estes cientistas estudarem órgãos diferentes de forma praticamente simultânea. 
Com o desenvolvimento da ciência e a especialização

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