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<p>Microbiologia Aula 1 :</p><p>É uma ciência voltada para diferentes áreas, desde a ambiental até a área da</p><p>saúde. A microbiologia é o estudo dos microrganismos,seres macroscópicos e seus</p><p>aspectos (de 20 nano a 5mm). Desde pequenos vírus,bactérias,fungos,microalgas e</p><p>até alguns protozoários.</p><p>Esses seres vivos são considerados onipresentes, por estarem presentes em</p><p>praticamente todos os lugares.</p><p>Os ramos da microbiologia podem ser divididos em ciências pura e aplicadas.</p><p>A primeira (ciência pura) tem como base conceitos taxonômicos, destes podemos</p><p>citar a bacteriologia, virologia, parasitologia, micologia, ficologia. Já nas ciências</p><p>aplicadas temos a microbiologia médica, Microbiologia Ambiental, Microbiologia de</p><p>Solos,microbiologia farmacêutica, microbiologia de alimentos, ecologia microbiana,</p><p>biotecnologia microbiana, e etc</p><p>Microorganismos:</p><p>Procariotos: Dividem-se aos domínios Bacteria e Archaea.</p><p>São unicelulares,não apresentam núcleo,carecem de organelas e</p><p>membranas,estruturalmente simples e bioquimicamente diversas.</p><p>Cumprem um papel crucial na biosfera (fixação biológica de N,fotossíntese)</p><p>Possuem capacidade de degradar rejeitos industriais, petróleo e muitos outros</p><p>compostos.</p><p>No oceano,capturam a energia da luz que é armazenada em moléculas que servem</p><p>de alimentos para outros organismos.</p><p>Arquéias (Archaea) - São organismos geralmente extremófilos (sobrevivem em</p><p>ambientes de alta temperatura,com baixa concentração de oxigênio, baixo ph,</p><p>lagos/mares de alta salinidade,fontes de enxofre,etc.</p><p>Parede celular diferente - sem peptideoglicana</p><p>Membrana plasmática variante</p><p>Eucariotos:englobam animais,vegetais,fungos (uni e multicelulares),protista</p><p>unicelulares e oomicetos</p><p>Apresentam centrossomos (centríolo), material pericentriolar, lisossomo e corpo</p><p>basal, organelas.</p><p>As células eucarióticas possuem um núcleo limitado por uma membrana e</p><p>outras organelas.</p><p>Aula 2 e 3 : Classificação dos Microorganismos e Taxonomia</p><p>Taxonomia: ciência da classificação. Distribuição de organismos partindo das suas</p><p>características e semelhanças ou relações evolutivas, Engloba: classificação,</p><p>nomenclatura e identificação;</p><p>Classificação: Definição dos grupos taxonômicos com base na semelhança mútua</p><p>ou relação evolutiva entre organismos.</p><p>Nomenclatura: conjunto de regras para atribuir nomes de acordo com regras</p><p>pré-estabelecidas</p><p>Identificação: Procedimento usado para determinar a que grupo taxonómico</p><p>pertence cada indivíduo.</p><p>Níveis de classificação - Domínio, reino, phylum (filo), classe, ordem, família,</p><p>género, espécie</p><p>Chave dicotômica : chaves de classificação que auxiliam na identificação dos</p><p>grupos de microrganismos.</p><p>Nomenclatura científica: De acordo com a nomenclatura científica, a cada</p><p>organismo está designado dois nomes, ou binômio: um gênero e um epíteto</p><p>específico ou espécie.</p><p>As regras para a designação de nomes para bactérias são estabelecidas pelo</p><p>Comitê Internacional de Bacteriologia Sistemática.</p><p>As regras para denominar os fungos e as algas são encontradas no Código</p><p>Internacional de Nomenclatura Zoológica;</p><p>Hierarquia taxonômica : Uma espécie eucariótica é um grupo de organismos que</p><p>se cruzam entre si, mas não cruzam com indivíduos de outra espécie.</p><p>As espécies similares são agrupadas em um gênero; os gêneros similares são</p><p>agrupados em uma família; famílias, e m uma ordem; ordens, um uma classe;</p><p>classe es, em uma divisão ou filo; filos, em um reino; e reinos, em um domínio.</p><p>A hierarquia filogenética : Os organismos são agrupados em taxa de acordo</p><p>com suas relações filogenéticas (de um ancestral comum). Algumas das</p><p>informações para relações eucarióticas são obtidas a partir de registros fósseis. As</p><p>relações procarióticas são determinadas através do sequenciamento do rNA;</p><p>Sistemas de classificação de organismos :</p><p>Desde o “sempre”, se via a necessidade de dividir os organismos vivos em grupos.</p><p>A primeira classificação conhecida,é a que foi proposta por Aristóteles e era bem</p><p>básica, dividindo apenas em : Seres vivos com e sem locomoção ( Animais e</p><p>vegetais).</p><p>Já no séc. XVII, Carolus Linnaeus que propôs um sistema binomial,dividindo os</p><p>seres vivos em reinos plantae e animalia. No sistema de nomenclatura cada</p><p>organismo vivo é identificado por dois nomes.</p><p>− (Os dois nomes consistem do gênero e do epíteto específico, sendo ambos</p><p>sublinhados ou escritos em letras itálicas.)</p><p>.</p><p>No séc XVII,houve a classificação proposta por Haeckel,divisão em 3 reinos :</p><p>plantae,animalia e protista.</p><p>Com o advento da microscopia eletrônica e o avanço de algumas técnicas</p><p>bioquímicas, houve a possibilidade de maiores estudos, o que possibilitou a</p><p>compreensão de que as bactérias têm características muito distintas dos fungos e</p><p>dos protozoários. Conseguinte a isso,houve a proposta de Robert G. E. Murray,já no</p><p>século XIV da criação do reino Monera (ou procarioto) , completando assim, 4</p><p>reinos. Durante o sec XIV,houve a proposta de:</p><p>Sendo essa,a classificação que adotamos atualmente.</p><p>1978: os diferentes tipos de células → constatado após estudar a sequência dos</p><p>nucleotídeos da composição do rna ribossômico, estrutura da parede celular e</p><p>metabolismo → diferenciação dos 3 domínios ;</p><p>Ocasionou a classificação de sistemas dos 3 domínios(categoria acima dos reinos):</p><p>1-Domínio Eucarya: plantas, animais, fungos e protistas;</p><p>Fungos:</p><p>− Os fungos (cogumelos, bolores e leveduras) possuem células eucarióticas (com um</p><p>núcleo verdadeiro). Muitos fungos são multicelulares.</p><p>− Os fungos obtêm os nutrientes por meio da absorção de material orgânico do</p><p>ambiente em que vivem.</p><p>Protozoários</p><p>− Os protozoários são seres eucarióticos unicelulares.</p><p>− Os protozoários obtêm seus alimentos pela absorção ou ingestão através de</p><p>estruturas especializadas.</p><p>Algas</p><p>− As algas são organismos eucarióticos uni ou multicelulares que obtêm sua nutrição</p><p>por meio da fotossíntese.</p><p>− As algas produzem oxigênio e carboidratos, que são utilizados por outros</p><p>organismos.</p><p>2-Archaea: As arqueobactérias são células procarióticas (as paredes celulares não</p><p>são compostas por peptideoglicanas.)</p><p>Halófilos extremos, termófilos extremos e metanógenos estão incluídos entre as</p><p>arqueobactérias;</p><p>3- Bacteria: Bactérias</p><p>− As bactérias são organismos unicelulares. Como não possuem núcleo, as células</p><p>são descritas como procarióticas.</p><p>− As três formas básicas de bactérias são os bacilos, os cocos e os espirilos.</p><p>− Muitas bactérias possuem uma parede celular composta por peptideoglicanas;</p><p>dividem-se por fissão binária e muitas delas possuem flagelos.</p><p>− As bactérias podem utilizar uma grande variedade de substâncias químicas para a</p><p>sua nutrição.</p><p>→ Todas essas células apresentam ribossomos.</p><p>→Bacteria e Archaea são organismos procariontes,porém, as archaeas além de não</p><p>possuir peptideoglicana,conseguem produzir metano como resíduo do metabolismo</p><p>e têm capacidade de sobreviver em ambientes extremos de vida, como crateras de</p><p>vulcões e regiões extremamente salinas.</p><p>→ Acreditava-se que as arquéias tinham um link da sua evolução muito ligado às</p><p>bactérias, porém hoje acredita-se que exista um ancestral comum para</p><p>absolutamente todos os organismos e que a divisão entre arquéias e eucariontes é</p><p>posterior à divisão das bactérias.</p><p>Domínio Bacteria:</p><p>cyanophyta ( ou cianobactérias )</p><p>organismos procariontes ;</p><p>ficocianina, clorofila a , xantofilas como pigmentos (quanto mais pigmento maior a</p><p>faixa de absorção da radiação luminosa )</p><p>unicelulares,coloniais e filamentosas (mucilagem)</p><p>vacúolos gasosos > flutuabilidade (plâncton)</p><p>heterocisto > fixador de nitrogênio (apesar de autotrófico precisa de nutrientes, as</p><p>cyanophytas desenvolveram a característica de captar nitrogênio atmosférico )</p><p>dominante em ambientes eutrofizados</p><p>Algumas espécies contêm toxinas.</p><p>Classificação de procariotos:</p><p>O Bergey's Manual of Systematic Bacteriology é a referência padrão na</p><p>classificação bacteriana.</p><p>Um grupo de bactérias derivadas de uma única célula é denominado linhagem.</p><p>As linhagens intimamente relacionadas constituem uma espécie bacteriana.</p><p>− As células procarióticas e eucarióticas são similares em sua composição e reações</p><p>químicas.</p><p>o sistema digestivo pode estar ausente.</p><p>− Os trematódeos adultos possuem ventosa oral e ventosa ventral com os quais se</p><p>prendem e se alimentam do tecido do hospedeiro.</p><p>− Os ovos dos trematódeos eclodem em miracídios livres natantes que entram no</p><p>primeiro hospedeiro intermediário; duas gerações de rédeas desenvolvem-se no</p><p>primeiro hospedeiro intermediário; a rédea torna-se uma cercária que sai do</p><p>primeiro hospedeiro intermediário e penetra no segundo hospedeiro intermediário; a</p><p>cercária insista como metacercária no segundo hospedeiro intermediário; após ser</p><p>ingerida pelo hospedeiro definitivo, a metacercária se desenvolve no adulto.</p><p>− Um cestoda, ou tênia, consiste de um escólex (cabeça) e proglótide.</p><p>− O homem serve como hospedeiro definitivo para a tênia da carne do boi, e o gado é</p><p>o hospedeiro intermediário.</p><p>− O homem serve como hospedeiro definitivo e pode ser um hospedeiro intermediário</p><p>para a tênia de porco.</p><p>− O homem serve como hospedeiro intermediário para Echinococcus granulosus; o</p><p>hospedeiro definitivo pode ser o cachorro, o lobo e a raposa.</p><p>Nematodas</p><p>− Os nematelmintos possuem sistema digestivo completo.</p><p>− Os nematodas que infectam os humanos com seus ovos são o Enterobius</p><p>vermiculares (vermes oxiúros) e Ascaris lumbricoides.</p><p>− Os nematodas que infectam os humanos com suas larvas são Necator Americanus,</p><p>Trichinella spirallis e vermes anisaquinas.</p><p>Artrópodes como vetores de doenças:</p><p>− Animais providos de patas articuladas, como carrapatos e insetos pertencem ao filo</p><p>Artrópodes.</p><p>− Os artrópodes que transportam doenças são chamados de vetores.</p><p>− Para se eliminar as doenças transmitidas por vetores, o melhor é controlar ou erradicar</p><p>os vetores.</p><p>PCM</p><p>candidose</p><p>HIFA</p><p>− As células procarióticas não possuem organelas revestidas por membrana ( estando</p><p>ausente inclusive o núcleo).</p><p>− O peptidoglicano é encontrado nas paredes celulares procarióticas, mas não nas</p><p>paredes celulares eucarióticas.</p><p>− As células eucarióticas possuem um núcleo limitado por uma membrana e outras</p><p>organelas.</p><p>Classificação de eucariotos:</p><p>Os organismos eucarióticos podem ser classificados no Reino Fungi, Plantae e</p><p>Animalia.</p><p>Os protistas são, na sua maioria, organismos unicelulares; esses organismos estão</p><p>sendo atualmente distribuídos nos reinos.</p><p>Os fungos são quimio-heterotróficos com capacidade de absorção que se</p><p>desenvolvem a partir de esporos.</p><p>Os fotoautotróficos multicelulares são colocados no Reino Plantae.</p><p>Os heterotróficos multi -celulares com capacidade de ingestão são classificados</p><p>como Animalia.</p><p>− As células procarióticas e eucarióticas são similares em sua composição e reações</p><p>químicas.</p><p>− As células procarióticas não possuem organelas revestidas por membrana ( estando</p><p>ausente inclusive o núcleo).</p><p>− O peptidoglicano é encontrado nas paredes celulares procarióticas, mas não nas</p><p>paredes celulares eucarióticas.</p><p>− As células eucarióticas possuem um núcleo limitado por uma membrana e outras</p><p>organelas.</p><p>Eucariotos</p><p>Flagelos e cílios</p><p>− Os flagelos são poucos e longos em relação ao tamanho da célula; os cílios</p><p>são menores e curtos.</p><p>− Os flagelos e os cílios são usados para a motilidade, e os cílios também</p><p>movem substâncias ao longo da superfície das células.</p><p>− Ambos os flagelos e os cílios consistem de um arranjo de nove pares e de</p><p>dois microtúbulos isolados.</p><p>A parede celular e o glicocálice</p><p>− As paredes celulares de muitas algas e alguns fungos contêm celulose.</p><p>− O principal material das paredes celulares fúngicas é a quitina.</p><p>− As paredes celulares fúngicas consistem de glicana e manana.</p><p>− As células animais são circundadas por um glicocálice, que reforça a célula e</p><p>fornece um meio de fixação para outras células.</p><p>A membrana plasmática</p><p>− Assim como a membrana plasmática procariótica, a membrana plasmática</p><p>eucariótica é uma camada dupla de fosfolipídios contendo proteínas.</p><p>− As membranas plasmáticas eucarióticas contêm carboidratos aderidos a</p><p>proteínas e esteróis não encontrados nas células procarióticas (exceto nas</p><p>bactérias Mycoplasma).</p><p>− As células eucarióticas podem mover materiais através da membrana</p><p>plasmática pelos processos passivos usados pelos procariotos, além do</p><p>transporte ativo e da endocitose (fagocitose e pinocitose).</p><p>Citoplasma</p><p>− O citoplasma das células eucarióticas inclui tudo que está dentro da</p><p>membrana plasmática e que é externo ao núcleo.</p><p>− As características químicas do citoplasma das células eucarióticas lembram</p><p>as do citoplasma das células procarióticas.</p><p>− O citoplasma eucariótico tem um citoesqueleto e exibe corrente</p><p>citoplasmática.</p><p>Organelas</p><p>− As organelas são estruturas especializadas revestidas de membrana no</p><p>citoplasma das células eucarióticas.</p><p>− O núcleo, que contém DNA em forma de cromossomos, é a organela</p><p>eucariótica mais característica.</p><p>− O envelope nuclear está conectado a um sistema de membranas no</p><p>citoplasma, denominado retículo endoplasmático.</p><p>− O RE fornece uma superfície para reações químicas, serve como uma rede</p><p>de transporte e armazena as moléculas sintetizadas. A síntese proteica e o</p><p>transporte ocorrem no RE rugoso; a síntese de lipídios ocorre no RE liso.</p><p>− Os ribossomos 80S são encontrados no citoplasma ou aderidos ao RE</p><p>rugoso.</p><p>− Os complexos de Golgi consistem de sacos achatados denominados</p><p>cisternas. Eles atuam na formação da membrana e secreção de proteínas.</p><p>− Os lisossomos são formados a partir dos complexos de Golgi. Eles</p><p>armazenam poderosas enzimas digestivas.</p><p>− Os vacúolos são cavidades revestidas por membrana, derivadas dos</p><p>complexos de Golgi ou endocitose. Eles são geralmente encontrados em</p><p>células de plantas, que armazenam várias substâncias, ajudam a trazer o</p><p>alimento para dentro da célula, aumentam o tamanho das células e fornecem</p><p>rigidez para as folhas e caules.</p><p>− As mitocôndrias são os locais primários de produção de ATP. Elas contêm</p><p>ribossomos 70S e DNA, e se multiplicam por fissão binária.</p><p>− Os cloroplastos contêm clorofila e enzimas para a fotossíntese. Assim como</p><p>as mitocôndrias, eles contêm ribossomos 70S e DNA, e se multiplicam por</p><p>fissão binária.</p><p>− Uma variedade de componentes orgânicos são oxidados nos peroxissomos.</p><p>A catalase nos peroxissomos destrói a H2O2.</p><p>− O centrossomo é constituído pelo material pericentriolar e os centríolos. Os</p><p>centríolos são 9 microtúbulos triplos envolvidos na formação do fuso mitótico</p><p>e dos microtúbulos.</p><p>Procariotos</p><p>− As bactérias são unicelulares e a maioria delas se multiplicam por fissão</p><p>binária.</p><p>− As espécies bacterianas são diferenciadas pela morfologia, pela composição</p><p>química, pelas necessidades nutricionais, pelas atividades metabólicas e pela</p><p>fonte de energia.</p><p>− A maioria das bactérias tem de 0,2 a 2 micrômetros de diâmetro e de 2 a 8</p><p>micrômetros de comprimento.</p><p>− As três formas bacterianas básicas são cocos (esféricos), bacilos (forma de</p><p>bastão) e espirais.</p><p>− As bactérias pleomórficas podem assumir várias formas.</p><p>Glicocálice</p><p>− O glicólise (cápsula, camada viscosa ou polissacarídeo extracelular) é um</p><p>polissacarídeo gelatinoso e/ou revestimento polipeptídico.</p><p>− As cápsulas podem proteger os patógenos da fagocitose.</p><p>− As cápsulas permitem a adesão a superfícies, impedem a dessecação e</p><p>podem fornecer nutrientes.</p><p>Flagelos</p><p>− Os flagelos são apêndices filamentosos relativamente longos consistindo de</p><p>um filamento, alça e corpo basal.</p><p>− Os flagelos procarióticos rotam para empurrar a célula.</p><p>− As bactérias móveis apresentam taxia; taxia positiva é o movimento em</p><p>direção a um atraente, e taxia negativa é o movimento para longe de um</p><p>repelente.</p><p>− A proteína flagelar (H) atua como um antígeno.</p><p>Filamentos axiais</p><p>− As células espirais que se movem por meio de um filamento axial</p><p>(endoflagelo) são denominadas espiroquetas.</p><p>− Os filamentos axiais são similares aos flagelos, exceto que eles se enovelam</p><p>em torno da célula.</p><p>Fímbrias e Pili</p><p>− As fímbrias e pili são apêndices curtos e delgados.</p><p>− As fímbrias auxiliam as células a aderirem às superfícies.</p><p>− Os pili unem as células para a transferência de DNA de uma célula para</p><p>outra.</p><p>A Parede celular</p><p>Composição e características</p><p>− A parede celular circunda a membrana plasmática e protege a célula das</p><p>alterações na pressão de água.</p><p>− A parede celular bacteriana consiste de peptídeo-glicana, um polímero</p><p>composto de NAG e NAM e cadeias curtas de aminoácidos.</p><p>− A penicilina interfere com a síntese de peptídeo-glicana.</p><p>− As paredes celulares gram-positivas consistem de muitas camadas de</p><p>peptídeo-glicanas e também contêm ácidos teóicos.</p><p>− As bactérias gram-negativas possuem uma membrana externa de</p><p>lipoproteína-lipopolissacarídeo-fosfolipídio, circundando uma fina camada de</p><p>peptídeo-glicana.</p><p>− A membrana externa protege a célula da fagocitose e da penicilina, lisozima</p><p>e de outras substâncias químicas.</p><p>− As porinas são proteínas que permitem às moléculas pequenas passar</p><p>através da membrana externa; proteínas específicas permitem que outras</p><p>moléculas se movam através da membrana externa.</p><p>− O componente lipo-polissacarídico da membrana externa consiste de</p><p>açúcares (polissacarídeos O) que atuam como antígenos e de lipídeo A, que</p><p>é uma endotoxina.</p><p>Paredes celulares e mecanismos de coloração de Gram</p><p>− O complexo cristal violeta-iodo se combina com o peptídeo-glicana.</p><p>− O descolorante remove o lipídio da membrana externa das bactérias</p><p>gram-negativas e lava a violeta de genciana.</p><p>Paredes celulares atípicas</p><p>− O Micoplasma é um gênero bacteriano que não apresenta paredes celulares</p><p>naturalmente.</p><p>− As arqueobactérias possuem pseudomureína; elas não apresentam</p><p>peptídeo-glicanas.</p><p>Dano à parede celular</p><p>− Em presença de lisozima, as paredes celulares gram-positivas são destruídas</p><p>e o conteúdo celular restante é denominado protoplasto.</p><p>− Em presença de lisozima, as paredes celulares gram-negativas não</p><p>são</p><p>completamente destruídas e o conteúdo celular restante é denominado</p><p>esferoplasto.</p><p>− As formas L são bactérias gram-positivas ou gram-negativas que não</p><p>produzem uma parede celular.</p><p>− Os antibióticos como a penicilina interferem com a síntese da parede celular.</p><p>Estruturas internas à parede celular</p><p>A membrana plasmática (citoplasmática)</p><p>− A membrana plasmática reveste o citoplasma e é uma camada dupla de</p><p>fosfolipídio com proteína (modelo de mosaico fluido).</p><p>− A membrana plasmática é seletivamente permeável.</p><p>− As membranas plasmáticas conduzem enzimas para reações metabólicas,</p><p>como a degradação dos nutrientes, a produção de energia e a fotossíntese.</p><p>− Os mesossomos, dobras irregulares da membrana plasmática, são artefatos,</p><p>não estruturas celulares verdadeiras.</p><p>− As membranas plasmáticas podem ser destruídas por álcoois e polimixinas.</p><p>− O movimento através da membrana pode ser por processos passivos, em</p><p>que os materiais se movem de áreas de maior concentração para menor</p><p>concentração, sem gasto de energia pela célula.</p><p>− Na difusão simples, as moléculas e os íons se movem até o equilíbrio ser</p><p>atingido.</p><p>− Na difusão facilitada, as substâncias são transportadas por proteínas</p><p>transportadoras através das membranas, de áreas de alta para baixa</p><p>concentração.</p><p>− Osmose é o movimento de água de áreas de alta para baixo concentração,</p><p>através de uma membrana seletivamente semi-permeável, até o equilíbrio ser</p><p>atingido.</p><p>− No transporte ativo, os materiais se movem das áreas de baixa para alta</p><p>concentração através das proteínas transportadoras, e a célula precisa gastar</p><p>energia.</p><p>− Na translocação de grupo, a energia é gasta para modificar as substâncias</p><p>químicas e as transportar através da membrana.</p><p>Citoplasma</p><p>− Citoplasma é o componente líquido dentro da membrana plasmática.</p><p>− O citoplasma é principalmente água, com moléculas inorgânicas e orgânicas,</p><p>DNA, ribossomos e inclusões.</p><p>A área nuclear</p><p>− A área nuclear contém o DNA do cromossomo bacteriano</p><p>− As bactérias também podem conter plasmídeos, que são moléculas</p><p>circulares de DNA extra-cromossômicos.</p><p>Ribossomos</p><p>− O citoplasma de um procarioto contém numerosos ribossomos 70S; os</p><p>ribossomos consistem de rRNA e proteína.</p><p>− A síntese proteica ocorre nos ribossomos e ela pode ser inibida por certos</p><p>antibióticos.</p><p>Inclusões</p><p>− Inclusões são depósitos de reserva encontrados nas células procarióticas e</p><p>eucarióticas.</p><p>− Entre as inclusões encontradas nas bactérias, estão os grânulos</p><p>metacromáticos (fosfato inorgânico), os grânulos de poli-sacarídeos</p><p>(normalmente glicogênio ou amido), inclusões lipídicas, os grânulos de</p><p>enxofre, os carboxissomos (ribulose 1,5-difosfato carboxilase), os</p><p>magnetossomos (Fe3O4) e os vacúolos de gás.</p><p>Endósporos</p><p>− Os endósporos são estruturas de repouso, formadas por algumas bactérias</p><p>para a sobrevivência durante condições ambientais diversas.</p><p>− O processo de formação de endósporos é denominado esporulação; o</p><p>retorno de um endósporo a seu estado vegetativo é denominado germinação.</p><p>A evolução dos eucariotos</p><p>- De acordo com a teoria endossimbiótica, as células eucarióticas evoluíram de</p><p>procariotos simbióticos vivendo dentro de outras células procarióticas.</p><p>Aula 4 : Ambiente do solo</p><p>O solo é constituído por um grande número de seres vivos e microscópicos. Uma</p><p>Porção de solo fértil pode conter bilhões de microrganismos como, bactérias,</p><p>fungos, algas, protozoários e vírus. Com isso, a microbiota do solo é caracterizada</p><p>como abundante e diversificada. No solo também existem em abundância outras</p><p>formas de vida como, minhocas terrestres, nematódeos, ascarídeos, insetos e o</p><p>sistema radicular das plantas. Desta forma, o solo é um ambiente de seres vivos</p><p>muito complexos.</p><p>A parte superior, camada A, é responsável por abrigar a maior parte dos</p><p>microorganismos,e detritos orgânicos.As bactérias representam a maior parte da</p><p>população microbiana do solo, tanto em quantidade quanto em variedade.A</p><p>maioria das bactérias do solo é heterotrófica, e os bacilos esporulados são comuns.</p><p>Os actinomicetos podem degradar muitas substâncias complexas e, desta</p><p>forma, são importantes no melhoramento da fertilidade do solo.As cianobactérias,</p><p>bactérias fotossintéticas produtoras de oxigênio, desempenham um papel chave na</p><p>transformação das rochas para o solo. Elas também auxiliam no fornecimento de</p><p>nitrogênio para certas plantações.Centenas de diferentes espécies de fungos</p><p>habitam o solo. Há uma maior quantidade próxima da superfície do solo, onde</p><p>prevalecem as condições de aerobiose. As condições físicas e químicas (nutrientes)</p><p>no solo determinam as espécies predominantes.Os fungos são muito ativos na</p><p>decomposição de constituintes orgânicos complexos de tecido de plantas como</p><p>celulose, lignina e pectina.</p><p>Há também as microalgas, que geralmente menor do que a população de</p><p>bactérias ou fungos(precisam de condições de crescimento favoráveis.ex:umidade)</p><p>As principais espécies de algas presentes são as algas verdes</p><p>Chlorophyta e as diatomáceas Chrysophyta. Por serem fotoautotróficas, as algas</p><p>estão predominantemente próximas da superfície do solo,que é onde se alocam os</p><p>detritos orgânicos que são sintetizados pelos microorganismos responsáveis pela</p><p>cadeia de detritos. As algas, quando associadas aos fungos, podem auxiliar na</p><p>transformação de material rochoso no solo.</p><p>A camada B é o subsolo e é formada por partículas mais finas. A C é a Matriz, onde</p><p>se encontram as rochas desgastadas e a D é camada de rochas desgastadas. Em</p><p>termos de variedade microbiana, se destaca a camada A.</p><p>Cerca de 80% do domínio é representado por bactérias aeróbicas e 14%, por</p><p>bactérias anaeróbias. 2,8% é de fungos e o restante é composto por outros</p><p>microrganismos. A proporção desses microorganismos é variável,pois é dependente</p><p>de fatores de crescimento que são influenciados tanto pelos fatores abióticos quanto</p><p>por outros organismos.</p><p>Os microrganismos, por sua vez, afetam as características físicas do solo e dos</p><p>outros organismos presentes no solo.</p><p>Os fatores abióticos no solo, como em qualquer outro ambiente, incluem a</p><p>umidade, a concentração de oxigênio, o Ph e a temperatura. Os conteúdos de</p><p>umidade e de oxigênio do solo estão intimamente relacionados. Os espaços entre</p><p>as partículas do solo geralmente contém tanto água quanto oxigênio, e os</p><p>organismos aeróbicos crescem nesses espaços. Entretanto, nos solos</p><p>encharcados, todos os espaços estão preenchidos com água, de modo que ali</p><p>somente crescem as bactérias anaeróbicas.</p><p>O PH do solo, que pode variar de 2 a 9, é um fator importante na determinação</p><p>dos organismos presentes. A maioria das bactérias do solo possui um nível ótimo de</p><p>PH, entre 6 e 8, mas alguns fungos filamentosos podem crescer em praticamente</p><p>qualquer nível de PH do solo. Os fungos filamentosos crescem em solos altamente</p><p>acidificados, em parte devido à menor competição com as bactérias pelos nutrientes</p><p>disponíveis. A temperatura do solo varia de acordo com a região em que o solo</p><p>está inserido e a estação do ano, podendo variar no planeta em temperaturas</p><p>abaixo do ponto de congelamento até 60C em superfícies de o solo expostas à</p><p>intensa luz solar do verão. As bactérias mesofílicas e termofílicas são bastante</p><p>numerosas em solos mornos ou quentes, ao passo que as mesofílicas tolerantes ao</p><p>frio (não -psicrófilas) estão presentes em solos frios. A maioria dos fungos</p><p>filamentosos do solo é mesofílica e é encontrada principalmente em solos com</p><p>temperaturas moderadas.</p><p>Há variações imensas na s características físicas d o solo e na quantidade e tipo de</p><p>organismos que ele contém mesmo em amostras de solo coletadas a poucos</p><p>centímetros de distância umas das outras. Tais observações levaram os ecologistas</p><p>a desenvolver o conceito de microambientes. As interações entre os organismos e</p><p>entre esses e seus ambientes podem ser bastante diferentes em microambientes.</p><p>No solo, existem interações que os organismos ou populações diferentes podem</p><p>estabelecer entre si,como as relações simbióticas que são comuns devido ao</p><p>enorme número de microrganismos</p><p>que estão compartilhando o mesmo</p><p>ambiente. A simbiose é uma condição em que os indivíduos de uma espécie</p><p>vivem em associação íntima com indivíduos de outra espécie. Os organismos</p><p>que vivem simbioticamente podem interagir de várias maneiras. Em algumas</p><p>situações, as interações são benéficas para uma ou mais espécies envolvidas; em</p><p>outros, as interações podem ser inibitórias. Por exemplo, uma espécie pode</p><p>inibir outra, competindo pelos nutrientes disponíveis ou formando produtos</p><p>tóxicos. Por outro lado, os produtos metabólicos finais de uma espécie</p><p>podem servir como nutrientes para o crescimento de outras espécies. As diferentes</p><p>maneiras como os organismos simbióticos interagem têm sido descritas com</p><p>denominações específicas: mutualismo, comensalismo, antagonismo,</p><p>competição, parasitismo e predação.</p><p>Mutualismo:</p><p>É a forma de simbiose na qual cada organismo recebe benefícios da associação.</p><p>O modo pelo qual se manifesta este benefício depende da interação particular.Ex:</p><p>Os liquens são compostos por microrganismos, eles consistem em uma alga ou</p><p>uma cianobactérias crescendo em associação íntima com um fungo. Ocorrem em</p><p>muitos substratos que podem ser inadequados para o crescimento de outros</p><p>organismos. As micorrizas são a associação do fungo com raiz, podem ser de</p><p>dois tipos:ectotróficas, crescimento na superfície externa da raiz endotrófico,</p><p>crescimento dentro das raízes das plantas. Basicamente,o hospedeiro fornece</p><p>alimentos e outras vantagens, e pode utilizar em seu metabolismo produtos</p><p>elaborados pelo outro organismo. É uma relação duradoura e vantajosa aos dois</p><p>organismos.</p><p>Comensalismo:</p><p>É uma associação em que um dos organismos recebe o benefício e o outro não é</p><p>afetado. Por exemplo, muitos fungos podem degradar a celulose em glicose, e</p><p>as bactérias, muitas das vezes, não são capazes de degradar a celulose podendo</p><p>utilizar esta glicose.</p><p>.</p><p>Os fungos são decompositores extremamente ativos no solo, com</p><p>importante papel de agregar as partículas do solo. As leveduras (unicelulares) são</p><p>muito abundantes em ambientes com árvores frutíferas, onde a presença de</p><p>açúcares é atrativa.</p><p>As microalgas ficam na superfície do solo, já que precisam de umidade e da</p><p>presença de luz para realizar a fotossíntese. Juntamente com bactérias fixadoras de</p><p>nitrogênio, podem ser inseridas no programa de recuperação de áreas degradadas,</p><p>já que agregam material orgânico a esse solo, favorecendo a presença de nutrientes</p><p>e iniciam as cadeias de herbivoria.</p><p>Há protozoários (eucariontes) que tem uma relação importante de controlar</p><p>as bactérias, que já são predominantes nesses ambientes. Esse é um dos</p><p>mecanismos naturais para o controle desse grupo de microrganismos. Quem realiza</p><p>essa função são algumas espécies, chamadas de protozoários bacterívoros</p><p>Competição:</p><p>O fato de o solo ser habitado por diferentes espécies de microrganismos sugere</p><p>que existe, provavelmente, uma competição ativa entre algumas dessas espécies</p><p>pelos nutrientes disponíveis. Quando o fornecimento de nutrientes diminui, as</p><p>espécies que crescem rapidamente privam de alimentos aqueles que crescem mais</p><p>lentamente. Esse fenômeno pode resultar em uma flutuação maior na composição</p><p>da população microbiana.</p><p>Parasitismo:</p><p>É uma interação em que um organismo, sobre ou dentro de um outro organismo.</p><p>O parasita é dependente do hospedeiro e vive em contato físico íntimo e em</p><p>associação metabólica com o hospedeiro. O parasita alimenta -se de células,</p><p>tecidos ou fluidos do hospedeiro e este é geralmente prejudicado no processo.</p><p>Exemplos de parasitismos de microrganismos incluem bacteriófagos, que replicam</p><p>somente no interior de células bacterianas, e fungos quitrídios que parasitam</p><p>algas, bem como outros fungos e plantas.</p><p>Predação:</p><p>É uma associação em que um organismo, o predador, alimenta -se e digere outro</p><p>organismo, a presa. Por exemplo, alguns protozoários alimentam -se de</p><p>bactérias e algumas algas em um processo chamado pastagem. Existem também</p><p>alguns fungos que atacam e destroem os nematódeos.</p><p>Rizosfera</p><p>A rizosfera é a região onde o solo e as raízes das plantas entram em contato. O</p><p>número de microrganismos na raiz e à sua volta é muito maior do que no solo livre;</p><p>os tipos de microrganismos na rizosfera também diferem do solo livre de raiz. Na</p><p>rizosfera as bactérias são os microrganismos predominantes. O crescimento</p><p>microbiano é estimulado por nutrientes como aminoácidos e vitaminas liberados do</p><p>tecido radicular. As bactérias que requerem aminoácidos para o crescimento</p><p>ocorrem em maior número na rizosfera do que em solo livre de raiz . Os produtos do</p><p>metabolismo microbiano que são liberados na rizosfera estimulam o crescimento</p><p>das plantas. Desta forma, uma troca de nutrientes ocorre entre o sistema radicular</p><p>da planta e os microrganismos.</p><p>Ciclos biogeoquímicos:</p><p>− Nos ciclos biogeoquímicos, alguns elementos químicos são reciclados.</p><p>− Microrganismos no solo decompõem matéria orgânica e transformam compostos</p><p>que contêm carbono, nitrogênio, e enxofre de formas utilizáveis.</p><p>− Os micróbios são essenciais na continuidade dos ciclos biogeoquímicos.</p><p>− Os elementos são oxidados e reduzidos pelos microrganismos nesses ciclos.</p><p>O ciclo do carbono :</p><p>− O dióxido de carbono é incorporado ou fixado a componentes orgânicos pelos</p><p>fotoautotróficos e quimioautotróficos.</p><p>− Esses compostos orgânicos fornecem nutrientes para os quimioheterotróficos.</p><p>− Quimioheterotróficos liberam CO2 que é então utilizado pelos fotoautotróficos.</p><p>− O carbono é removido do ciclo quando em CaCO3 e combustíveis fósseis.</p><p>−</p><p>O ciclo do nitrogênio :</p><p>− Os microrganismos decompõem proteínas de células mortas e liberam os</p><p>aminoácidos.</p><p>− A amônia é liberada pela amonificação microbiana dos aminoácidos.</p><p>− O nitrogênio na amônia é oxidado para produzir nitratos pelas bactérias</p><p>nitrificadoras, para energia.</p><p>− As bactérias denitrificadoras reduzem o nitrogênio dos nitratos a nitrogênio</p><p>molecular (N2).</p><p>− O N2 é convertido em amônia pelas bactérias fixadoras de nitrogênio.</p><p>− Bactérias fixadoras de nitrogênio incluem os gêneros de vida livre como Azobacter,</p><p>cianobactérias e as bactérias simbióticas Rhizobium e Frankia.</p><p>− A amônia e o nitrato são utilizados pelas bactérias e plantas para sintetizar</p><p>aminoácidos que formam as proteínas.</p><p>−</p><p>O ciclo do enxofre:</p><p>− O sulfeto de hidrogênio (H2S) é utilizado pelas bactérias autotróficas; o enxofre é</p><p>oxidado para formar o S-0 ou (SO4)2-.</p><p>− Winogradsky descobriu que a bactéria Beggiatoa oxidava o enxofre (H2S e S-0)</p><p>para produção de energia.</p><p>− As plantas e outros microrganismos podem reduzir (SO4)2- para produzir certos</p><p>aminoácidos. Esses aminoácidos são, por sua vez, utilizados pelos animais.</p><p>− O H2S é liberado pela deterioração ou dissimilação desses aminoácidos.</p><p>− O dióxido sulfúrico produzido pela combustão do combustível fóssil se combina com</p><p>a água para formar o ácido sulfuroso.</p><p>−</p><p>O ciclo do fósforo</p><p>− O fósforo (como (PO4)3-) é encontrado nas rochas e guano de aves.</p><p>− Quando solubilizado por ácidos microbianos, o (PO4)3- está disponível para plantas</p><p>e microrganismos.</p><p>− Bactérias endolíticas vivem em rochas sólidas; essas bactérias autotróficas utilizam</p><p>hidrogênio como fonte de energia.</p><p>− Modificações na quantidade de matéria orgânica do solo levam anos para serem</p><p>detectadas;</p><p>− •Diminuição da matéria orgânica leva a:</p><p>− 1) Perda de fontes de P, N e S para as plantas;</p><p>− 2) Diminuição da capacidade de retenção de cátions (Na +, Ca2+, K+);</p><p>− 3) Diminuição do armazenamento de água;</p><p>− 4) Desestruturação do solo</p><p>- Microrganismos são afetados por mudanças na quantidade de matéria</p><p>orgânica, porém estes efeitos são detectados mais rapidamente através de</p><p>BIOINDICADORES.</p><p>Aula 5 : Microbiologia do Ar</p><p>A superfície da terra, solo e água representa a fonte de microrganismo</p><p>encontrado na atmosfera. Os ventos levantam a poeira do solo e as partículas de pó</p><p>carregam os microrganismos para o ar. Além disso, gotas de água contendo</p><p>microrganismos, podem ser originados da superfície de oceanos, baías e outras</p><p>coleções naturais de água, e entram assim na atmosfera.</p><p>Muitas destas gotículas de</p><p>água são produzidas pelas rupturas de bolhas de ar na superfície aquática. A</p><p>camada superficial da água é denominada microcamada de contém muito mais</p><p>microrganismos do que as camadas mais profundas. Gotículas que emergem da</p><p>micro camada podem contribuir significativamente para a formação da população</p><p>microbiana na atmosfera acima da água. A distribuição de microrganismo no ar,</p><p>acima do mar e em diferentes distâncias da terra.</p><p>Além desta ori gem global dos microrganismos encontrados na atmosfera, a</p><p>vários processos antrópicos que podem produzir aerossóis carregados de</p><p>microrganismos alguns exemplos são: irrigação de lavouras e de florestas</p><p>com efluentes de esgotos, mediante o uso de borrifadores; grandes operações de</p><p>debulhamento; filtros gotejadores em instalações de despejo de esgotos; etc</p><p>Tipos de microrganismos presentes no ar:</p><p>Nas proximidades da superfície da terra, foram isoladas do ar algas vivas,</p><p>protozoários, leveduras, bolores e bactérias.Ex de microrganismos encontrados na</p><p>atmosfera urbana: bactérias do gênero Alcaligenes, Bacillius, Sarcina, Kurthia e</p><p>Micrococus e fungos são alguns do gênero: Arpergillus,Macrosporium, Penicillium e</p><p>Cladosporium.Os esporos dos fungos constituem a maior parte dos microrganismos,</p><p>particularmente os esporos do gênero Cladosporium. Entre as bactérias estão as</p><p>esporuladas, bacilos gram-positivos, cocos gram-positivos e bacilos gram</p><p>-negativos. As bactérias e os esporos de fungos já foram encontrados até em</p><p>altitudes elevadas acima da superfície da terra. A turbulência do ar dissemina os</p><p>microrganismos, que são levados a grandes distâncias pelas correntes de ar.</p><p>Os ambientes e atividades que são mais propensas a carregar</p><p>microrganismos para o ar são:</p><p>- As águas de reuso da irrigação da lavoura de florestas com efluentes de</p><p>esgoto, mediante o uso de borrifadores.</p><p>- Incineradores mal operados ou que não possuem filtro que evitam a</p><p>liberação de particulados e poluentes para o ar.</p><p>- Grandes operações de debulhamento em lavouras.</p><p>- Disposição inadequada de lodo ativado.</p><p>- Sistemas de ar-condicionado com torre de refrigeração aberta, que possui</p><p>água contaminada com microrganismos, dispersos no ar por meio dos dutos</p><p>de ventilação.</p><p>- Estações de tratamento de esgoto e filtros gotejadores em instalações</p><p>despejo de esgoto.</p><p>DOENÇAS - LEMBRAR COVID E SÍNDROME DOS PRÉDIOS DOENTES.</p><p>Aula 6 - Microbiologia das Águas Naturais</p><p>Microrganismos aquáticos</p><p>− O estudo de microrganismos aquáticos e sua atividade em água naturais é chamado</p><p>de microbiologia aquática.</p><p>− Águas naturais incluem lagos, lagoas, córregos, rios, estuários e oceanos.</p><p>− A concentração de bactérias na água é proporcional à quantidade de matéria</p><p>orgânica na água.</p><p>− A maioria das bactérias aquáticas tendem a crescer em superfícies ao invés de</p><p>serem flutuantes livres.</p><p>Ciclo hidrológico – processo em que a umidade da terra circula para a atmosfera e</p><p>vice-versa.</p><p>-Evaporação↑↑: oceanos, lagos, rios e águas de superfície;</p><p>-Transpiração:↑↑ das folhas das plantas;</p><p>-Precipitação:↓↓ chuva, granizo, neve;</p><p>Localização das águas :</p><p>-Água atmosférica</p><p>-Água superficial</p><p>-Água de lençol freático</p><p>A microbiota aquática é dependente das características físicas e químicas dos</p><p>ambientesaquáticos.</p><p>As condições físicas, químicas e ambientais vão determinar os tipos de</p><p>microrganismos a serem encontrados, as condições a serem levadas em</p><p>consideração,são:</p><p>-Temperatura: Pode variar de 0 a 40 graus (regiões polares equatoriais). Ex:</p><p>arqueobactéria hipertermófila submarina denominada Pyrodictium occultum é</p><p>encontrada em paredes porosas de aberturas em águas oceânicas profundas,que</p><p>chegam a temperaturas de até 103C, por ser hipertermofila, não se reproduz em</p><p>ambientes com temperatura inferior a 82 C. É autotrófica,anaeróbica e transforma</p><p>Ex2: Microrganismos psicrófilos que deterioram alimentos em temperaturas de 4- 10</p><p>C. São encontrados em águas frias e solos, como oceanos e regiões polares (</p><p>pseudomonas,flavobacterium,alcaligens )</p><p>-Pressão hidrostática : pressão do fundo da coluna d’água (a pressão aumenta</p><p>1atm. a cada 10 m de profundidade).</p><p>Há adaptções para regiões de alta pressão, pois a pressão muda a velocidade das</p><p>reações,bem como a solubilidade dos nutrientes e o ponto de ebulição.</p><p>EX: Organismos barófilos, que são dependentes de altas pressões. (1000 a 1000</p><p>atm)</p><p>-Luminosidade: organismos fotossintéticos</p><p>Algas e cianobactérias : são restritas nas camadas superficiais, estando presentes</p><p>na zona fótica -(região onde ocorre a fotossíntese)</p><p>O tamanho das comunidades depende da posição do sol,estação do ano e da</p><p>turbidez da água.</p><p>Salinidade: - NaCl, varia de zero (água doce) até 32% (lagos salgados ).</p><p>- São encontrados outros sais como sulfatos , carbonatos , cloretos.</p><p>- Concentração variável nos estuários .</p><p>Turvação:</p><p>- Há variações na turbidez das águas : oceanos podem ser límpidos em grandes</p><p>profundidades, enquanto alguns rios são muito turvos , a turvação é determinada</p><p>por:</p><p>- Partículas de materiais minerais provenientes de erosão.</p><p>- Detritos , formada por decomposição de matéria orgânica.</p><p>- Microrganismos suspensos .</p><p>- Quanto maior a turbidez menor a zona fótica.</p><p>- As partículas servem como superfície para os micro-organismos, como as</p><p>epbactérias.</p><p>- As partículas são também metabolizadas pelos micro-organismos.</p><p>pH (concentração hidrogeniônica)</p><p>- Micro-organismos aquáticos crescem bem em pH de 6,5-8,5.</p><p>- Em lagos e rios apresentam uma amplitude</p><p>maior de pH, com variação de 1 a 11,5 (arqueobactérias).</p><p>Nutrientes:</p><p>- Quantidade e tipo de matéria orgânica inorgânica nos ambientes aquáticos</p><p>influenciam no tipo de microrganismo que irá crescer – carga de nutriente de um</p><p>ambiente. → Variável em locais de recebimento de esgoto com variação menor em</p><p>alto mar.</p><p>- Nitratos e fosfatos (MI) dos esgotos – promovem o'crescimento das algas .</p><p>- Em quantidades excessivas leva ao excesso de algas, esgotando o O2 da água e</p><p>matando outros organismos .</p><p>- Entretanto, dejetos podem possuir agentes antimicrobianos, mercúrio e metais</p><p>pesados e selecionam alguns resistentes .</p><p>- Pseudomonas, removem o mercúrio</p><p>convertendo-o em mercúrio metilado que vai para a atmosfera;</p><p>A vida microbiana de pântanos , lagos e</p><p>oceanos é denominada de plâncton.</p><p>-Pode ser Fitoplâncton – algas ou</p><p>cianobactérias .</p><p>- Fotossinntetizantes - são produtores</p><p>primários . Muitos flutuam, sendo móveis e</p><p>permanecendo na superfície.</p><p>- ou Zooplâncton – protozoários e outros.</p><p>- Regiões profundas são chamadas de</p><p>Zonas</p><p>Zonas Bênticas. Essas regiões são as</p><p>mais ricas do</p><p>sistema aquático.</p><p>Microbiota de água doce</p><p>(considerações :</p><p>− A quantidade e localização da microbiota de água doce depende da disponibilidade</p><p>de oxigênio e luz.</p><p>− Algas fotossintéticas são os principais produtores de um lago; elas são encontradas</p><p>em zonas limnéticas.</p><p>− Pseudomônas, Cytophaga, Caulobacter e Hyphomicrobium são encontrados na zona</p><p>limnética, onde o oxigênio é abundante.</p><p>− Micróbios em águas estagnadas utilizam oxigênio disponível e podem causar odores</p><p>e morte aos peixes.</p><p>− A quantidade de oxigênio dissolvido é aumentada pela ação das ondas.</p><p>− Bactérias sulfurosas púrpuras e verdes são encontradas em zonas profundas, que</p><p>contêm luz e H2S, porém não oxigênio.</p><p>− O desulfuvibrio reduz o (SO4)2- a H2S na lama bêntica.</p><p>− Bactérias produtoras de metano também são encontradas na zona bêntica.</p><p>− Lagos,pântanos,rios e ribeirões (limnologia)</p><p>− Divisão em zonas ou camadas:</p><p>− Zona limnética e litoranea: apresenta grande variedade de MO,sendo consideradas</p><p>as regiões mais produtivas.</p><p>− Zonas Bênticas : são ricas em matéria orgânica, o que ocasiona grande riqueza em</p><p>MO heterótrofos e anaeróbios.</p><p>− Os microorganismos são afetados pelas alterações sazonais : no verão,a camada</p><p>superior é menos densa e isso se inverte no inverno.</p><p>− No outono e primavera,ocorre mistura de ox com nutrientes o que propicia o</p><p>crescimento de algas.</p><p>− As algas além de atuar na cadeia alimentar diretamente, também influenciam na</p><p>população de animais (peixes), pela produção</p><p>de toxinas e neurotoxinas .</p><p>− Eutrófico: ricos em N e P – crescimento maciço de algas</p><p>− Oligotrófico: pobres em nutrientes e microorganismos.</p><p>Rios e córregos</p><p>- Maioria dos nutrientes vêm do sistema terrestre</p><p>- Os micorganismos aquáticos refletem as condições terrestres que o cercam</p><p>práticas domésticas, agrícola,e industriais;</p><p>Estuários :</p><p>Variações constantes ao longo do tempo.</p><p>- População microbiana sujeita a flutuações consideráveis.</p><p>- Espécies nativas ou específicas da região</p><p>-Transitórias , de fontes domésticas, agrícolas e industriais .</p><p>-Esgotos: rico em MO – bactérias predominantes são os coliformes (bacilos</p><p>gram-negativos: E. coli; estreptococos fecais ,Aeromonas , Bacillus, Proteus,</p><p>Thiobacillus...além de vírus intestinais como da Hepatite A e poliomielite.</p><p>- Regiões + pobres dos estuários – bactéria pedunculares e gemulantes</p><p>(Hyphomicrobium, Caulobacter e Galionella).</p><p>- Bactérias de solo – Azotobacter, Nitrosomonas e Nitrobacter. - Fungos –</p><p>ascomycetes , Phycomycetes e Deuteromycetes</p><p>Microbiota marinha:</p><p>− O fitoplâncton é o principal produtor do oceano aberto.</p><p>− Plâncton marinho: a população consiste em sua maioria de cianobactérias e</p><p>algas ( diatomáceas,dinoflagelados e cocolitóforos e chlamydomonas.)</p><p>− Algumas algas e bactérias são bioluminescentes. Elas possuem a enzima</p><p>luciferase que emite luz→ Convertem a energia radiante em energia</p><p>química.</p><p>Considerações finais:</p><p>- Algas fitoplanctônicas na Zona fótica – determina presença de bactérias.</p><p>- Além do alimento, auxiliando com o suporte</p><p>- Bactérias são moderadamente halofílicas</p><p>- Temperatura adequada para psicrófilas, como bactérias luminosas – estreita</p><p>relação com os animais marinhos.</p><p>- As gram -negativas com vantagem em ambientes com nutrientes diluídos</p><p>– presença de enzimas na Membrana Externa e o LPS serve como proteção.</p><p>- Quantidades de Nutrientes Orgânicos são fornecidas por vegetação e detritos , e</p><p>estes decompostos por microrganismos , sendo convertido em proteínas que</p><p>alimentam os protozoários .</p><p>- Animais são consumidores diretos dos vegetais e dos detritos: Crustáceos,</p><p>moluscos , larvas de insetos, nematóides, poliquetas e peixes .</p><p>- Águas oceânicas - produção primária ocorre por fotossíntese realizada pelo</p><p>plâncton em menor extensão por bactérias quimiossínteseisantes. Fendas</p><p>hidrotérmicas: fontes de nutrientes para animais. Fontes quentes do fundo do</p><p>mar – cadeias de montanhas vulcânicas (2600m).</p><p>- H2S (sulfeto de hidrogênio) com tem p. de 350 C e ao redor o ambiente é de</p><p>10-20C.</p><p>- Bactérias autotróficas que oxidam H2S a energia é utilizada para fixação de</p><p>CO2 e produção de compostos orgânicos. Assim a vida animal é abundante,</p><p>dependendo das bactérias que oxidam os sulfetos.</p><p>Influência dos microrganismos na qualidade da água :</p><p>– A microbiota presente na água não apresenta grande risco à saúde,o que causa</p><p>esse problema é a poluição ( esgoto doméstico,agricultura,dejetos industriais).</p><p>− Os microrganismos são filtrados da água que é lixiviada para os suprimentos</p><p>subterrâneos.</p><p>− Alguns microrganismos patogênicos são transmitidos para os humanos através de</p><p>água para banho e consumo.</p><p>− Os poluentes químicos resistentes podem estar concentrados em animais na</p><p>cadeia alimentar aquática.</p><p>− O mercúrio é metabolizado por certas bactérias em um composto solúvel que é</p><p>concentrado nos animais.</p><p>− Nutrientes como os fosfatos causam o crescimento acelerado das algas que leva a</p><p>eutrofização dos ecossistemas aquáticos.</p><p>− Eutrofização é o resultado da adição de poluentes ou nutrientes naturais.</p><p>Microrganismos como indicadores de qualidade:</p><p>A presença de determinados microrganismos na água indica sua baixa</p><p>qualidade;Para um microrganismo ser utilizado como indicador de qualidade de</p><p>água, deve atender aos seguintes critérios:</p><p>-Ser membro da flora intestinal de indivíduos sadios;</p><p>-Habitar exclusivamente o intestino;</p><p>-Ser exclusivamente de origem humana;</p><p>-Estar presente sempre que patógenos de origem fecal estiverem presentes;</p><p>-Estar presente em maior quantidade que patógenos fecais;</p><p>-Ser incapaz de crescer em ambiente externo ao intestino;</p><p>-Ser resistente aos processos de tratamento de água e esgoto em grau igual ou</p><p>maior que os patógenos fecais;</p><p>-Ser de fácil detecção e contagem</p><p>− Os testes para qualidade bacteriológica da água baseiam-se na presença de</p><p>organismos indicadores, dentre os mais comuns encontram-se os coliformes.</p><p>− Colíformes são bastonetes aeróbios ou facultativamente anaeróbias,</p><p>gram-negativos, não-formadores de endósporos que fermentam a lactose com a</p><p>produção de gás em 48 horas após serem semeados no meio, a 35ºC.</p><p>− Coliformes fecais, predominantemente Escherichia coli, são utilizados para indicar a</p><p>presença de fezes humanas.</p><p>−</p><p>−</p><p>−</p><p>Biorremediação:</p><p>- Baseia-se na capacidade dos microrganismos de degradar completamente</p><p>poluentes orgânicos;</p><p>Tratamento de xenobióticos:</p><p>Xenobiótico:Substâncias químicas introduzidas na natureza pela atividade humana;</p><p>Exemplo: pesticidas</p><p>Crescimento Microbiano</p><p>Aula 7 : Crescimento e cultivo de microorganismos</p><p>Fatores necessários para o crescimento</p><p>− O crescimento de uma população é o aumento do número de células</p><p>− Tanto os fatores físicos como os químicos são necessários para o crescimento.</p><p>Fatores físicos necessários</p><p>− Os microrganismos são classificados, conforme as preferências nas variações na</p><p>temperatura de crescimento:</p><p>− vivem em baixas temperaturas temp de 15 a 20 C)</p><p>− mesófilos (vivem em temperaturas moderadas 25 a 40 C)</p><p>− termófilos (vivem em altas temperaturas de 40 a 85 C).</p><p>− A temperatura mínima de crescimento é a temperatura mais baixa que permite o</p><p>crescimento da espécie; a temperatura ótima de crescimento é aquela em que o</p><p>organismo melhor se reproduz; a temperatura máxima é a maior temperatura em que o</p><p>crescimento da espécie ainda é possível.</p><p>− pH: diferentes espécies de microrganismos possuem tolerância a diferentes pH.</p><p>− A maioria das bactérias cresce melhor entre os valores de pH 6,5 e 7,5. Sendo em</p><p>média,o valor mínimo 4,0 e máximo 9,0.</p><p>− Fungos e leveduras possuem uma variação extensa e crescem em pH mais</p><p>baixo que as bactérias.</p><p>− Bactérias acidófilas: resistentes à acidez -</p><p>− Bactérias neutrófilas: vivem em pH neutro;</p><p>− Bactérias alcalifílicas: vivem em pH alcalino</p><p>− Pressão osmótica: os microrganismos obtêm a maioria de seus nutrientes da</p><p>água presente no meu meio ambiente.</p><p>− Meio isotônico: situação ideal para crescimento os (solutos internos = solutos</p><p>externos) (fluxo de água estável);</p><p>− Meio hipertônico: situação desfavorável para o crescimento (solutos internos <</p><p>solutos externos) (água sai da célula);</p><p>− Meio hipotônico: situação desfavorável para o crescimento (solutos internos ></p><p>solutos externos) (água entra na célula);</p><p>− Perda de água por osmose causa plasmólise ⟶ Diminuição ou encolhimento da</p><p>membrana plasmática.Os organismos halofílicos, no entanto, podem tolerar elevadas</p><p>concentrações de sais.</p><p>Fatores químicos necessários:</p><p>− Todos os organismos necessitam de fonte de carbono. Os organismos</p><p>quimio-heterotróficos utilizam moléculas orgânicas e os autotróficos usam tipicamente</p><p>dióxido de carbono.</p><p>− Nitrogênio: é necessário para a síntese de ácidos nucleicos e proteínas. O nitrogênio</p><p>pode ser obtido pela decomposição de proteínas ou da transformação de NH4+ em</p><p>NO3-. > Poucas bactérias realizam a fixação do nitrogênio (N2).</p><p>− Carbono:necessário para todos os compostos orgânicos que constituem uma célula</p><p>viva.</p><p>− Enxofre: é utilizado para sintetizar os aminoácidos contendo enxofre e vitaminas</p><p>como a tiamina e a biotina.</p><p>− Fósforo: é essencial para a síntese dos ácidos nucléicos e dos fosfolipídios das</p><p>membranas celulares.</p><p>− Oxigênio: os microrganismos podem crescer em uma variedade de gases tais</p><p>como: oxigênio, metano, dióxido de carbono, nitrogênio.</p><p>− Os microrganismos são classificados como aeróbicos obrigatórios, anaeróbicos</p><p>facultativos, anaeróbicos obrigatórios, anaeróbicos aerotolerantes e micro-aerófilos em</p><p>relação às necessidades</p><p>de oxigênio para o crescimento.</p><p>− Os organismos aeróbicos, anaeróbicos facultativos e anaeróbicos aerotolerantes</p><p>devem conter as enzimas superóxido dismutase (2 O2 + 2 H = O2 + H2O2) e catalase</p><p>(2H2O2 2 H20 + O2) ou peroxidase (H2O2 + 2 H+ = 2 H2O).</p><p>− Outros elementos químicos necessários para o crescimento são os oligoelementos, e</p><p>para alguns microrganismos, fatores orgânicos de crescimento.</p><p>− Fatores orgânicos de crescimento: compostos orgânicos essenciais que um</p><p>organismo é incapaz de sintetizar, são obtidos diretamente do ambiente.</p><p>- Fase Lag:pouca ou nenhuma divisão celular, adaptação de microrganismos ao</p><p>meio, síntese de precursores de crescimento, etc. >ocorre pouca ou nenhuma</p><p>variação no número de células, no entanto existe muita atividade metabólica.</p><p>- Fase exponencial: divisão celular acelerada, aumento do número de células</p><p>(nutrientes estão disponíveis), pouca ou nenhuma morte celular. > bactéria se</p><p>multiplica em alta velocidade. >A divisão bacteriana ocorre conforme uma progressão</p><p>logarítmica (2 células, 4 células, 8 células, etc).</p><p>- Fase estacionária: n° de células novas é igual ao n° de células que morrem.</p><p>- Fases de declínio ou de morte: n° de células que morrem é maior que n° de células</p><p>novas.</p><p>Meio de cultura</p><p>− Um meio de cultura é qualquer material preparado em laboratório para o</p><p>crescimento de microrganismos> conjunto de substâncias adequadas capazes</p><p>de promover o crescimento de microrganismos específicos oferecendo condições</p><p>ambientais adequadas.</p><p>− Os microrganismos crescendo em meio de cultura são denominados cultura</p><p>bacteriana.</p><p>− Agar é o agente solidificante utilizado nos meios de cultura.</p><p>−</p><p>− Componentes básicos dos meios de cultura:</p><p>− Água</p><p>− Ágar ( serve para dar consistência para o meio de cultura);</p><p>− Fontes de carbono;</p><p>− Fontes de nitrogênio;</p><p>− Fontes de enxofre;</p><p>− Fontes de fósforo;</p><p>− Indicadores de pH;</p><p>− Tampões (manter o pH mais estável);</p><p>− Inibidores.</p><p>− É necessário o conhecimento das exigências nutricionais dos microrganismos</p><p>para que no meio de cultura seja fornecido de forma adequada.</p><p>Meio químico definido</p><p>− No meio quimicamente definido, a concentração exata de cada composto químico</p><p>é conhecida.</p><p>Meio complexo</p><p>− No meio complexo, a concentração exata dos compostos químicos varia de cultura</p><p>para cultura.</p><p>Meio Simples</p><p>-Meios de cultura que tem os elementos básicos para o crescimento microbiano</p><p>Meios de cultivo seletivo e diferencial</p><p>− Ao inibir organismos indesejados através da adição de sais, corantes ou outros</p><p>compostos químicos no meio de cultura, o meio seletivo permite o crescimento</p><p>somente de um organismo específico.</p><p>− O meio diferencial é utilizado para distinguir diferentes organismos.</p><p>Meio de enriquecimento</p><p>− Um cultivo de enriquecimento é utilizado para favorecer o crescimento de um</p><p>determinado microrganismo presente em uma cultura mista.</p><p>Classificação quanto à finalidade:</p><p>- Meios de transporte: mantém o número de bactérias estável, sem se</p><p>multiplicarem ou morrer;</p><p>- Meios de enriquecimento: usado para aumentar o número determinada</p><p>espécie de bactéria;</p><p>- Meios seletivos: seleciona-se uma ou um conjunto de bactérias que</p><p>conseguem crescer no meio;</p><p>- Meios diferenciais: diferencia a bactéria em uma determinada característica (</p><p>fermentadora e não fermentadora);</p><p>- Meios seletivos-diferenciais: só pode crescer um tipo de bactéria;</p><p>- Meios indicadores: indicam o crescimento, movimentação ou mudança de</p><p>cor visível da bactéria.</p><p>Meios e metodologia para o crescimento de anaeróbicos</p><p>− A eliminação do oxigênio molecular (O2), que pode afetar o crescimento dos</p><p>organismos anaeróbicos, é realizada utilizando compostos químicos como redutores</p><p>no meio de cultura.</p><p>− As placas de Petri podem ser incubadas em jarras de anaerobiose, em câmaras</p><p>anaeróbicas ou no OxyPlate.</p><p>Técnicas especiais de cultivo</p><p>− Algumas bactérias parasitas ou fastidiosas devem ser cultivadas em animais vivos</p><p>ou em culturas de células.</p><p>− Os incubadoras de CO2 ou jarras contendo vela são utilizados para o crescimento</p><p>de bactérias que necessitam de concentrações mais altas de CO2.</p><p>Obtenção de culturas puras</p><p>− Uma colônia é uma massa de células bacterianas visíveis, originadas,</p><p>teoricamente, a partir de uma única célula.</p><p>− As culturas puras normalmente são obtidas através do método de semeadura</p><p>em placa.</p><p>Preservação de cultura bacterianas</p><p>− As bactérias podem ser conservadas por longos períodos de tempo através dos</p><p>métodos de congelamento em baixas temperaturas ou liofilização.</p><p>Crescimento de culturas bacterianas</p><p>Divisão bacteriana</p><p>− A fissão binária é o método normal de reprodução bacteriana, em que uma única</p><p>célula se divide dando origem a duas células idênticas.</p><p>− Algumas bactérias se reproduzem por brotamento, formação de esporos aéreos ou</p><p>por fragmentação.</p><p>Tempo de geração</p><p>− O tempo necessário para uma célula se dividir ou uma população se duplicar</p><p>é denominado tempo de geração.</p><p>Métodos para quantificar diretamente o crescimento bacteriano</p><p>− O método-padrão de contagem em placa determina o número de células viáveis</p><p>assumindo que cada célula bacteriana se desenvolverá em uma única colônia; as</p><p>contagens em placa são consideradas como número de unidades formadoras de</p><p>colônias (UFC).</p><p>− O método de contagem em placa pode ser realizado através da técnica de pour</p><p>plate ou da técnica de espalhamento em placa.</p><p>− No método de filtração, a bactéria fica retida na membrana de filtração sendo, então,</p><p>transferida para o meio de cultura para possibilitar seu crescimento e contagem.</p><p>− O método do número mais provável (MNP) é utilizado para microrganismos que</p><p>crescem em meio líquido. Esse método utiliza a estatística para estimar o número</p><p>de bactérias.</p><p>− O método de contagem direta no microscópio utiliza uma lâmina especialmente</p><p>adaptada, onde será determinado o número de células em um volume conhecido de</p><p>uma suspensão bacteriana.</p><p>Métodos indiretos para determinação do número de células</p><p>− O espectofotômetro é utilizado na determinação de turbidez, estimando a quantidade</p><p>de luz que atravessa uma suspensão de células.</p><p>− Uma maneira indireta de se determinar o número de células é através da sua</p><p>atividade metabólica (por exemplo determinando-se a produção de ácido ou consumo</p><p>de oxigênio).</p><p>− Para organismos filamentosos como fungos a determinação do peso seco é um</p><p>método utilizado na estimativa de seu crescimento.</p><p>Controle Bacteriano :A terminologia do controle bacteriano</p><p>− O controle do crescimento microbiano pode prevenir infecções e deterioração de</p><p>alimentos.</p><p>− A esterilização é o processo de destruir toda a vida microbiana em um objeto.</p><p>− A esterilização comercial é o tratamento com calor dos alimentos enlatados para</p><p>destruir os esporos de C. Botulinum.</p><p>− A desinfecção é o processo de reduzir ou inibir o crescimento microbiano em uma</p><p>superfície inanimada.</p><p>− Anti-sepsia é o processo de reduzir ou inibir os microrganismos em tecido vivo.</p><p>− O sufixo-cida significa matar; o sufixo -statico significa inibir.</p><p>− Sepse é a contaminação bacteriana.</p><p>A taxa de morte bacteriana</p><p>− As populações bacterianas sujeitas ao calor ou a produtos químicos anti-microbianos</p><p>normalmente morrem em uma taxa constante.</p><p>− Esta curva de mortalidade, quando representada logaritmicamente, mostra a taxa</p><p>constante de morte como uma linha reta.</p><p>− O tempo que leva para matar uma população microbiana é proporcional ao número de</p><p>micróbios.</p><p>− As espécies microbianas e fases do ciclo de vida (e.g., endosporos) possuem</p><p>diferentes suscetibilidades aos controles físico e químico.</p><p>− A matéria orgânica pode interferir com os tratamentos de calor e agentes de controle</p><p>químico.</p><p>− A exposição mais longa a menos calor pode produzir o mesmo efeito que o período</p><p>mais curto sob calor intenso</p><p>Ações dos agentes de controle microbiano</p><p>Alteração da permeabilidade da membrana</p><p>− A sensibilidade da membrana plasmática se deve a seus componentes lipídicos e</p><p>protéicos.</p><p>− Certos agentes de controle químico lesam a membrana plasmática, alterando sua</p><p>permeabilidade.</p><p>Dano ás</p><p>proteínas e aos nucleicos</p><p>− Alguns agentes de controle microbiano lesam as proteínas celulares ao romper as</p><p>pontes de hidrogênio e as ligações covalentes.</p><p>− Outros agentes interferem com a replicação do DNA e RNA e com a síntese</p><p>proteica.</p><p>Métodos físicos de controle microbiano</p><p>Calor</p><p>− O calor é frequentemente usado para eliminar os microrganismos.</p><p>− O calor úmido mata os microrganismos por desnaturação das enzimas.</p><p>− O ponto de morte térmica (PMT) é a menor temperatura em que todos os</p><p>micróbios de uma cultura líquida serão mortos em dez minutos.</p><p>− O tempo de morte térmica (TMT) é a duração de tempo necessária para matar</p><p>todas as bactérias em uma cultura líquida em uma dada temperatura.</p><p>− O tempo de redução decimal (TRD) é a duração de tempo necessária para que</p><p>90% de uma população bacteriana seja morta em uma dada temperatura.</p><p>− A fervura (100ºC) mata muitas células vegetais e vírus dentro de 10 minutos.</p><p>− A autoclave (vapor sob pressão) é o método mais efetivo de esterilização com</p><p>calor úmido. O vapor deve entrar em contato direto com o material a ser</p><p>esterilizado.</p><p>− Na pasteurização HTST, uma alta temperatura é usada por um curto período (72ºC</p><p>por 15 segundos) para destruir os patógenos sem alterar o sabor do alimento. O</p><p>tratamento com temperaturas ultra-elevadas (UHT) (140ºC por 3 segundos) é</p><p>usado par esterilizar laticínios.</p><p>− Os métodos de esterilização com calor seco incluem a chama direta, incineração e</p><p>esterilização com ar quente. O calor seco mata por oxidação.</p><p>− Diferentes métodos que produzem o mesmo efeito (redução no crescimento</p><p>bacteriano) são denominados tratamentos equivalentes.</p><p>Filtração</p><p>− A filtração é a passagem de um líquido ou gás através de um filtro com poros</p><p>pequenos o suficiente para reter os micróbios.</p><p>− Os micróbios podem ser removidos do ar por filtros de partículas com alta</p><p>eficiência.</p><p>− Os filtros de membrana compostos de nitro-celulose ou acetato de celulose são</p><p>comumente usados para filtrar bactérias, vírus e mesmo proteínas de alta massa</p><p>molecular.</p><p>Baixas temperaturas</p><p>− A eficácia das baixas temperaturas depende do microrganismo particular e da</p><p>intensidade da aplicação.</p><p>− A maioria dos microrganismos não se reproduz em temperaturas comuns do</p><p>refrigerador (0-7ºC).</p><p>− Muitos micróbios sobrevivem (mas não crescem) nas temperaturas abaixo de zero,</p><p>usadas para armazenar alimentos.</p><p>Alta pressão</p><p>− A alta pressão desnatura as proteínas nas células vegetais.</p><p>Dessecação</p><p>− Na ausência de água, os microrganismos não podem crescer, mas podem</p><p>permanecer viáveis.</p><p>− Vírus e endósporos podem resistir à dessecação.</p><p>Pressão osmótica</p><p>− Os microrganismos em altas concentrações de sais e açúcares sofrem plasmólise.</p><p>− Os bolores e leveduras são mais capazes que as bactérias de crescer em</p><p>materiais com baixa umidade ou alta pressão osmótica.</p><p>Radiação</p><p>− Os efeitos da radiação dependem de seu comprimento de onda, intensidade e</p><p>duração.</p><p>− A radiação ionizante (raios gama, raios X e feixes de elétrons de alta energia) tem</p><p>um alto grau de penetração e exerce seu efeito principalmente ionizando a água e</p><p>formando radicais hidroxila altamente reativos.</p><p>− A radiação ultravioleta (UV), uma forma de radiação não-ionizante, tem baixo grau</p><p>de penetração e causa lesão celular provocando dímeros de timina no DNA, que</p><p>interferem com a replicação do DNA; o comprimento de onda germicida mais</p><p>efetivo é 260nm.</p><p>− As micro-ondas podem matar os micróbios indiretamente à medida que os</p><p>materiais se aquecem.</p><p>Métodos químicos de controle microbiano</p><p>− Os agentes químicos são usados em tecidos vivos (como anti-sépticos) e em</p><p>objetos inanimados (desinfetantes).</p><p>− Poucos agentes químicos atingem a esterilidade.</p><p>Princípios da desinfecção efetiva</p><p>− Muita atenção deve ser dada às propriedades e à concentração do desinfetante a</p><p>ser usado.</p><p>− A presença de matéria orgânica, o grau de contato com os microrganismos e a</p><p>temperatura também devem ser considerados.</p><p>Tipos de desinfetante</p><p>Fenol e compostos fenólicos:Os compostos fenólicos exercem sua ação lesando</p><p>as membranas plasmáticas.</p><p>Bi-fenóis: como o triclosano (venda liberada) e hexaclorofeno (prescrito) são</p><p>amplamente usados em produtos cosméticos.</p><p>Biguanidas:A clorexidina lesa as membranas plasmáticas das células vegetais.</p><p>Halogênios :</p><p>− Alguns halogênios (iodo e cloro) são usados isoladamente ou como componentes</p><p>de soluções inorgânicas ou orgânicas.</p><p>− O iodo pode ser combinado com certos aminoácidos para inativar enzimas e outras</p><p>proteínas celulares.</p><p>− O iodo está disponível como tintura (em solução com álcool) ou como iodofor</p><p>(combinação a uma molécula orgânica).</p><p>− A ação germicida do cloro baseia-se na formação de ácido hipocloroso quando o</p><p>cloro é adicionado à água.</p><p>− O cloro é usado como desinfetante em forma gasosa (Cl2 ou ClO2) ou em um</p><p>composto, como o hipoclorito de cálcio, o hipoclorito de sódio, o -cloreto-iso-cianeto</p><p>de sódio e as cloraminas.</p><p>Álcoois</p><p>− Os álcoois exercem sua ação desnaturando as proteínas e dissolvendo os lipídeos.</p><p>− Em tinturas, eles aumentam a efetividade de outros produtos químicos</p><p>antimicrobianos.</p><p>− O etanol aquoso (60 a 95%) e o isopropanol são usados como desinfetantes.</p><p>Metais pesados e seus compostos</p><p>− Prata, mercúrio, cobre e zinco são usados como germicidas.</p><p>− Eles exercem sua ação antimicrobiana pela ação oligodinâmica. Quando os íons de</p><p>metal pesado se combinam com os grupos sulfidrila (-SH), as proteínas são</p><p>desnaturadas.</p><p>Agentes de superfície</p><p>− Os agentes de superfície reduzem a tensão entre as moléculas de um líquido; os</p><p>sabões e os detergentes são exemplos.</p><p>− Os sabões possuem ação germicida limitada, mas auxiliam na remoção dos</p><p>microrganismos por escovação.</p><p>− Os detergentes ácido-aniônicos são usados para limpeza de equipamentos de</p><p>laticínios.</p><p>Conservantes químicos de alimentos</p><p>− O SO2, o ácido sórbico, o ácido benzoico e o ácido propiônico inibem o</p><p>metabolismo fúngico e são usados como conservantes de alimentos.</p><p>− Os sais de nitrato e nitrito impedem a germinação de endosporos de Clostridium</p><p>butolinun na carne.</p><p>Antibióticos</p><p>− A nisina e a natamicina são antibióticos usados para conservar alimentos,</p><p>especialmente o queijo.</p><p>Aldeídos</p><p>− Os aldeídos como o formaldeído e o glutaraldeído exercem seu efeito</p><p>antimicrobiano tornando as proteínas inativas.</p><p>− Eles estão entre os mais efetivos desinfetantes químicos.</p><p>Peroxigênios (Agentes oxidantes)</p><p>− O ozônio, o peróxido e o ácido peracético são usados como agentes microbianos.</p><p>− Eles exercem seu efeito oxidando as moléculas dentro das células.</p><p>Características e controle microbiano</p><p>− As bactérias gram-negativas geralmente são mais resistentes que as bactérias</p><p>gram-positivas aos desinfetantes e antissépticos.</p><p>− As micobactérias, os endósporos e os cistos e oocistos dos protozoários são muito</p><p>resistentes aos desinfetantes e anti-sépticos.</p><p>− Os vírus não-envelopados geralmente são mais resistentes que os vírus</p><p>envelopados aos desinfetantes e antissépticos.</p><p>− Os príons são resistentes à desinfecção e à autoclave.</p><p>Aula 8 e 9 : características gerais das bactérias e fungos</p><p>Bactérias :</p><p>➔ O Bergey's Manual classifica as bactérias em taxa com base nas sequências</p><p>de rRNA.</p><p>➔ O Bergey's Manual liga características de identificação, como coloração</p><p>Gram, morfologia celulares, requerimentos de oxigênio e propriedades</p><p>nutricionais.</p><p>Grupos procarióticos</p><p>− Os organismos procarióticos são classificados em dois domínios: Archea e</p><p>Bacteria.</p><p>Domínio Bacteria</p><p>− As bactérias são essenciais para a vida na Terra.</p><p>As proteobactérias</p><p>− Os membros do filo Proteobacteria são gram-negativos.</p><p>− As alfa-proteobactérias incluem bactérias fixadoras de nitrogênio, quimioautotróficas</p><p>e químico-heterotróficas.</p><p>− As beta-proteobactérias incluem químicas autotróficas e químico-heterotróficas.</p><p>− Pseudomonales, Legionellales, Vibrionales, Enterobacteriales e Pasteurellales são</p><p>classificadas como gama-bactérias.</p><p>− Bactérias fotossintéticas púrpuras e verdes são fotoautotróficas que usam energia</p><p>da luz e do CO2 e não produzem O2.</p><p>− Myxococcus e Bdellovibrio</p><p>são delta-proteobactérias e predadoras de outras</p><p>bactérias.</p><p>− As sigma-proteobactérias incluem Campylobacter e Helicobacter.</p><p>As bactérias gram-negativas não-proteobactérias</p><p>− Diversos filos de bactérias gram-negativas não são relacionados filogeneticamente</p><p>às proteobactérias.</p><p>− As cianobactérias são autotróficas que usam a energia da luz e do CO2 e produzem</p><p>O2.</p><p>− Exemplos de bactérias quimioautotróficas são Chlamydia, espiroquetas, Bacteroides</p><p>e Fusobacterium.</p><p>As bactérias gram-positivas</p><p>− No Bergey's Manual, as bactérias gram-positivas são dividas em bactérias que</p><p>possuem um baixo índice de G+C e bactérias que possuem um alto índice de G+C.</p><p>− Bactérias gram-positivas com baixo índice de G+C incluem bactérias comuns do</p><p>solo, bactérias do ácido láctico e diversos patógenos humanos.</p><p>− Bactérias gram-positivas com alto índice de G+C incluem micobactérias,</p><p>corinebactérias e actinomicetos.</p><p>Domínio Archaea</p><p>− Halófilos extremos, termófilos extremos e metanógenos estão incluídos entre as</p><p>arqueobactérias.</p><p>Diversidade microbiana</p><p>− Há um número de procariotas muito maior que os que já foram identificados e</p><p>isolados.</p><p>− PCR pode ser usada para revelar a presença de bactérias que não podem ser</p><p>cultivadas no laboratório.</p><p>Fungos</p><p>− Micologia é o estudo dos fungos</p><p>− O número de infecções causadas por fungos está aumentando</p><p>− Os fungos são aeróbicos ou anaeróbicos quimio-heterotróficos facultativos.</p><p>− A maioria dos fungos é de decompositores; alguns são parasitas de plantas e de</p><p>animais.</p><p>Características dos fungos</p><p>− O talo do fungo consiste de filamentos de células chamadas de hifa; uma massa de</p><p>hifas é chamada de micélio.</p><p>− Leveduras são fungos unicelulares. Para se reproduzir, as leveduras de fissão</p><p>dividem-se simetricamente, enquanto que leveduras de brotamento dividem-se</p><p>assimétricamente.</p><p>− Os brotos que não se separam da célula parental formam uma pseudo-hifa.</p><p>− Os fungos dimórficos patogênicos se apresentam como levedura a 37oC e como</p><p>fungo filamentoso a 25oC.</p><p>− Esporos que podem ser produzidos assexuadamente ou sexuadamente:</p><p>esporangiósporos, conidiósporos e clamidósporos.</p><p>− Os fungos são classificados de acordo com o tipo de esporo sexual que eles formam.</p><p>− Esporos sexuais são geralmente produzidos em resposta a circunstâncias especiais,</p><p>frequentemente mudanças no ambiente.</p><p>− Os fungos podem crescer em ambientes ácidos, com pouca umidade e aeróbios.</p><p>− Os fungos são capazes de metabolizar carboidratos complexos.</p><p>Filos de fungos de importância médica</p><p>− Os zigomicetos possuem hifas cenocíticas e produzem esporangiósporos e</p><p>zigósporos.</p><p>− Os ascomicetos possuem hifas septadas e produzem ascósporos e frequentemente</p><p>conidiósporos.</p><p>− Os basidiomicetos possuem hifas septadas e produzem basidiósporos, e alguns</p><p>produzem conidiósporos.</p><p>− Os fungos teleomórficos produzem esporos sexuais e assexuais;</p><p>− Os fungos anamórficos produzem somente esporos assexuais.</p><p>Doenças causadas por fungos</p><p>− Micoses sistêmicas são infecções causadas por fungos que penetram dentro do</p><p>corpo e afetam muitos tecidos e órgãos.</p><p>− Micoses subcutâneas são infecções abaixo da pele.</p><p>− Micoses cutâneas afetam a queratina presente nos tecidos tais como cabelo, unhas</p><p>e pele.</p><p>− Micoses superficiais são localizadas nos fios do cabelo e células superficiais da</p><p>pele.</p><p>− Micoses oportunistas são causadas por microbiota normal ou fungos que não são</p><p>normalmente patogênicos.</p><p>− Micoses oportunistas incluem pneumonia por Pneumocystis; aspergilose, causada</p><p>por Aspergillys; e candidíase, causada por Candida.</p><p>Efeito econômico dos fungos</p><p>− Saccharomyces e Trichoderma são utilizados na produção de alimentos</p><p>− Fungos são utilizados para controle biológico de pragas.</p><p>− Fungos que estragam frutas, grãos e vegetais são mais comuns que bactérias que</p><p>estragam esses produtos.</p><p>− Muitos fungos causam doenças em plantas.</p><p>Líquens</p><p>− Um líquen é uma combinação mutualística de uma alga (ou cianobactéria) e um</p><p>fungo.</p><p>− A fotossíntese da alga resulta em carboidratos para o líquen, e o fungo fixa o líquen.</p><p>− Os líquens colonizam habitats que são inadequados tanto para as algas quanto para</p><p>os fungos viverem sozinhos.</p><p>− Os líquens podem ser classificados na base de sua morfologia como crustosos,</p><p>folhosos ou fruticosos.</p><p>− Os líquens são utilizados por seus pigmentos e como indicadores da qualidade do</p><p>ar.</p><p>Algas</p><p>− Algas são unicelulares, filamentosas ou multicelulares (talos).</p><p>− A maioria das algas vive em ambientes aquáticos.</p><p>Características das algas</p><p>− As algas são eucarióticas, e a maioria é fotoautotrófica.</p><p>− O talo (corpo) das algas multicelulares geralmente consiste de uma haste, uma</p><p>estrutura de fixação e folhas.</p><p>− Algas se reproduzem assexuadamente por divisão celular e fragmentação.</p><p>− Muitas algas se reproduzem sexualmente.</p><p>− Algas fotoautotróficas produzem oxigênio.</p><p>− As algas são classificadas de acordo com suas estruturas e pigmentos.</p><p>− Algas marrons podem ser colhidas para algina.</p><p>− Algas vermelhas são capazes de se desenvolverem no oceano em profundidades</p><p>maiores do que outras algas, porque seu pigmento vermelho pode absorver a luz</p><p>azul que penetra em níveis mais profundos.</p><p>− Algas verdes possuem celulose e clorofila “a” e “b” e reserva de amido.</p><p>− Diatomáceas são unicelulares e possuem parede celular de pectina e sílica;</p><p>algumas produzem neurotoxinas.</p><p>− Dinoflagelados produzem neurotoxinas que causam envenenamento e ciguatera.</p><p>− Os oomicetos são heterotróficos; eles incluem organismos decompositores e</p><p>parasitas de plantas.</p><p>O papel das algas na natureza</p><p>− As algas são os produtores primários na cadeia alimentar aquática.</p><p>− As algas planctônicas produzem a maioria das moléculas de oxigênio produzidas na</p><p>atmosfera terrestre.</p><p>− O petróleo representa os restos fósseis de algas planctônicas.</p><p>− Algas unicelulares são simbiontes em animais como Tridacna.</p><p>Protozoários</p><p>− Os protozoários são unicelulares, eucarióticos, quimio-heterotróficos.</p><p>− Os protozoários são encontrados no solo e na água e na microbiota normal de</p><p>animais.</p><p>Características dos protozoários</p><p>− A forma vegetativa é chamada de trofozoíto.</p><p>− A reprodução assexuada é por fissão, brotamento ou esquizogonia.</p><p>− A reprodução sexuada é por conjugação.</p><p>− Durante a conjugação ciliada, dois núcleos haplóides fundem-se para produzir o</p><p>zigoto.</p><p>− Alguns protozoários podem produzir um cisto para proteção quando as condições</p><p>ambientais são desfavoráveis.</p><p>− Protozoários possuem células complexas com uma película, um citóstoma e um</p><p>poro anal.</p><p>Protozoários de importância médica</p><p>− Os Archaezoa não possuem mitocôndrias, mas possuem flagelos; esse filo inclui</p><p>Trichomonas e Giardia.</p><p>− Os microsporídios não possuem mitocôndrias e microtúbulos; os microsporídios</p><p>causam diarréia em pacientes com AIDS.</p><p>− Os Rhizopoda são amebas e incluem Entamoeba e Acanthamoeba.</p><p>− Os Apicomplexa possuem organelas apicais para penetrar nos tecidos do</p><p>hospedeiro. Esse filo inclui Plasmodium e Cryptosporidium.</p><p>− Os Ciliophora se locomovem com a ajuda de cílios; Balantidium coli é o parasita</p><p>humano ciliado.</p><p>− Os Euglenozoa locomovem-se através de flagelos e não fazem reprodução</p><p>sexuada. Esse filo inclui Trypanosoma.</p><p>Fungos gelatinosos</p><p>− Os fungos gelatinosos celulares assemelham-se a amebas e ingerem bactérias por</p><p>fagocitose.</p><p>− Os fungos gelatinosos plasmodiais constituem-se de uma massa multi-nuclear de</p><p>protoplasma que ingere dejetos orgânicos e bactérias à medida que se movem.</p><p>Helmintos</p><p>− Os vermes chatos parasitas pertencem ao filo Platelmintos.</p><p>− Os parasitas nematelmintos pertencem ao filo Nematoda.</p><p>− Os helmintos são animais multicelulares; poucos são parasitas de humanos.</p><p>− A anatomia e o ciclo de vida dos helmintos parasitos são modificados no</p><p>parasitismo.</p><p>− O estágio adulto do helminto parasita é encontrado no hospedeiro definitivo.</p><p>− Cada estágio larval de um helminto parasita requer uma interação com um</p><p>hospedeiro intermediário.</p><p>− Os helmintos podem ser monoicos ou dioicos.</p><p>Platelmintos</p><p>− Os platelmintos são animais achatados dorso-ventralmente; nos platelmintos</p><p>parasitas</p>