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<p>1</p><p>TEMA: A RELAÇÃO ENTRE A ARRECADAÇÃO TRIBUTÁRIA E O BEM-ESTAR SOCIAL DA</p><p>POPULAÇÃO BRASILEIRA</p><p>TEXTO 01</p><p>1) O QUE SÃO TRIBUTOS?</p><p>Primeiramente, precisamos entender o que de fato</p><p>são os tributos. Tributo é tudo aquilo que o gover-</p><p>no arrecada para si para que possa prestar servi-</p><p>ços públicos essenciais aos seus cidadãos, como</p><p>educação, saúde, segurança, entre outros. Essa</p><p>arrecadação ocorre por meio de alguns tipos de</p><p>cobranças que o Estado tem o direito de fazer so-</p><p>bre seus cidadãos, como Imposto de Renda, INSS,</p><p>IPTU, IPVA, Imposto sobre Importação, entre mui-</p><p>tos outros. Essas cobranças são subdivididas em</p><p>três tipos: impostos, taxas e contribuições. Diferen-</p><p>te do que o senso comum costuma pensar, nem</p><p>todo TRIBUTO é um IMPOSTO (o imposto é apenas</p><p>uma das formas de tributação, podendo esta tam-</p><p>bém ser uma taxa ou contribuição).</p><p>2) QUAIS E QUANTOS SÃO OS TRIBUTOS QUE</p><p>PAGAMOS NO BRASIL?</p><p>Independentemente do fato de alegarmos que</p><p>grande ou pequena parte de nossos salários e re-</p><p>munerações vai para o Estado, podemos afirmar</p><p>com maior propriedade que possuímos hoje no</p><p>Brasil uma GRANDE VARIEDADE de tributos. São</p><p>tributos dos mais diversos, desde os conhecidos</p><p>pela maior parte da população, como o Imposto</p><p>sobre a renda e proventos de qualquer natureza</p><p>(IR), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI),</p><p>Imposto Territorial Rural (ITR), Imposto sobre Pro-</p><p>priedade de Veículos Automotores (IPVA), Impos-</p><p>to sobre a Propriedade predial e Territorial Urbana</p><p>(IPTU), Imposto sobre a importação de produtos</p><p>estrangeiros (II), entre outros, até alguns bem me-</p><p>nos conhecidos, como Imposto sobre Operações</p><p>de Crédito etc;</p><p>Mas isso quando falamos apenas de impostos.</p><p>Ainda nos podem ser cobradas aproximadamente</p><p>28 tipos de taxas – como Taxa de Coleta de Lixo,</p><p>Taxa de Conservação e Limpeza Pública, Taxa de</p><p>Emissão de Documentos, Taxa de Licenciamento</p><p>Anual de Veículo - 37 contribuições – como INSS,</p><p>PIS, COFINS, CPMF, Contribuição Sindical Patronal,</p><p>Contribuições de Melhoria (podendo estas serem</p><p>implementadas pelo município, pelo estado e pela</p><p>União) (...)</p><p>Se fizermos um levantamento aproximado da quan-</p><p>tidade de TRIBUTOS existentes em nosso país atu-</p><p>almente, podendo ser cobrados licitamente pelo</p><p>governo, chegamos a um número em torno de 80.</p><p>Fonte: https://www.politize.com.br/carga-tributaria-brasileira-e-al-</p><p>ta/</p><p>TEXTO 02</p><p>Impostos pelo mundo</p><p>A carga tributária varia de país para país – assim</p><p>como a aplicação destas arrecadações em benefí-</p><p>cio da própria população. É este quesito que torna</p><p>o Brasil tão distante de outros países de primeiro</p><p>mundo, como o Reino Unido, Dinamarca, Suíça, en-</p><p>tre outros, apesar de nosso país ter uma alta arre-</p><p>cadação de impostos ao longo dos anos.</p><p>Em 2016, de acordo com a Revista Forbes, a Bélgi-</p><p>ca era o país com maior carga tributária do mundo,</p><p>com cobrança de cerca de 55,3% em impostos. Em</p><p>seguida apareciam Áustria e Alemanha (49,5%),</p><p>Hungria e Itália (49%), França (48,5%), Finlândia</p><p>(43,9%), entre outros países. A qualidade de vida</p><p>dos habitantes destes países, por outro lado, era</p><p>bastante superior à qualidade de vida dos brasi-</p><p>leiros graças, entre outros motivos, à diferença da</p><p>aplicação do dinheiro público em prol da popula-</p><p>ção.</p><p>Impostos no Brasil</p><p>O Brasil figura, há muitos anos, entre os países com</p><p>as mais elevadas cargas tributárias do mundo –</p><p>junto a países como os Estados Unidos, Canadá,</p><p>SIMULADO</p><p>ESPECIAL 02</p><p>2</p><p>Reino Unido, Alemanha, Portugal, entre outros. Como já falamos, a maior diferença entre o Brasil e estes</p><p>outros países, no entanto, é o retorno que os contribuintes têm destes impostos no dia a dia.</p><p>Fonte: https://financaspessoais.organizze.com.br/porque-no-brasil-os-impostos-sao-tao-altos/</p><p>TEXTO 03</p><p>TEXTO 04</p><p>3</p><p>1 - (ESPM SP/2020)</p><p>Os fenômenos da linguagem examinavam-se</p><p>outrora apenas à luz da gramática e da lógica, e</p><p>já era muito se a análise reconhecia como palavras</p><p>expletivas ou de realce os termos sobejantes¹</p><p>unidos à oração ou nela encravados.</p><p>Hoje que a ciência da linguagem investiga os fatos</p><p>sem deixar-se pear² por antigos preconceitos,</p><p>já não podemos levar essas expressões à conta</p><p>da superfluidades nem ainda atribuir-lhes papel</p><p>decorativo, o que seria contrassenso, uma vez que</p><p>rareiam no discurso eloquente e retórico e se usam</p><p>a cada instante justamente no falar desataviado de</p><p>todos os dias.</p><p>Uma coisa é dirigirmo-nos à coletividade, a</p><p>pessoas desconhecidas, de condições diversas, e</p><p>que nos ouvem caladas; outra coisa é tratar com</p><p>alguém de perto, falar e ouvir, e ajeitar a cada</p><p>momento a linguagem em atenção a essa pessoa</p><p>que está diante de nós, para que fique sempre bem</p><p>impressionada com as nossas palavras.</p><p>(Said Ali, Meios de Expressão e Alterações</p><p>Semânticas, RJ)</p><p>¹ sobejantes: demasiados, excessivos, de sobras.</p><p>² pear: prender.</p><p>Conforme o texto, para a ciência da linguagem, as</p><p>expressões de realce passaram a ser</p><p>a) um raro contrassenso linguístico.</p><p>b) frequentes na linguagem coloquial cotidiana.</p><p>c) supérfluas e decorativas.</p><p>d) eloquentes nos discursos retóricos.</p><p>e) comuns na linguagem culta ou padrão.</p><p>2 - (Fac. Santo Agostinho BA/2020)</p><p>Leia os seguintes versos da primeira estrofe do</p><p>cordel “Aos poetas clássicos”:</p><p>“Eu quero pedir licença,</p><p>Pois mesmo sem português</p><p>Neste livrinho apresento</p><p>O prazê e o sofrimento</p><p>De um poeta camponês”</p><p>ASSARÉ, Patativa. Aos poetas clássicos. Disponível em: <http://</p><p>www.fisica.ufpb.br/~romero/port/ga_pa.htm>. Acesso em: 30 ago.</p><p>2019. (Fragmento)</p><p>Nesse trecho, o eu lírico revela implicitamente uma</p><p>perspectiva sociocultural relacionada à(ao)</p><p>a) ampliação das formas de divulgação da poesia</p><p>popular.</p><p>b) comparação entre o poeta popular e o clássico</p><p>mostrada no cordel.</p><p>c) modelo idealizado da língua, o qual gera o</p><p>preconceito linguístico.</p><p>d) superioridade da literatura clássica em relação a</p><p>outras literaturas.</p><p>e) valorização da poesia como forma de expressão</p><p>individual.</p><p>3 - (IBMEC SP Insper/2019)</p><p>A internet se espalhou em menos tempo que</p><p>outras mídias, mas, ao atingir a marca dos 50</p><p>milhões de usuários, estava bem menos presente</p><p>nos lares do que qualquer um dos outros sistemas.</p><p>É claro que hoje ainda há no mundo muito mais</p><p>telefones e bem mais aparelhos de rádio e tevê</p><p>do que internautas surfando. E isso não vai mudar</p><p>num futuro próximo, até porque telefones, rádios e</p><p>tevês são (e serão), por algum tempo ainda, muito</p><p>mais baratos que um computador. No começo</p><p>do século 21, contam-se no mundo 7 bilhões de</p><p>humanos e cerca de 600 milhões de internautas.</p><p>Cerca de 50% da população mundial ainda não</p><p>tem telefones, que já estão por aí há muito tempo.</p><p>Jamais, em qualquer circunstância, uma tecnologia,</p><p>mesmo o arado ou a foice, foi disponível para</p><p>todos os humanos. Imaginar um mundo linear,</p><p>inteiramente plano e pleno em suas necessidades é</p><p>uma das mais insistentes utopias humanas. Jamais</p><p>veremos toda uma humanidade conectada, letrada,</p><p>com os mesmos padrões de comportamento e de</p><p>conhecimento. Nem a palavra escrita, que já tem 5</p><p>mil anos, nem o livro, seu mais perfeito hardware,</p><p>foram capazes desta proeza. Independentemente</p><p>de fatores como a distribuição de renda e os níveis</p><p>de escolaridade, os internautas continuarão a ser</p><p>parte do mundo, como os letrados. É nessas horas</p><p>que o termo “vanguarda” e o conceito de inovação</p><p>distinguem uns de outros, e uma parte do todo</p><p>se destaca, mesmo não sendo maioria ou regra</p><p>dominante.</p><p>(“A sociedade da informação”. https://super.abril.com.br, 31.10.2016.</p><p>Adaptado.)</p><p>Ao analisar o impacto das tecnologias no cotidiano</p><p>da humanidade, o texto enfatiza que elas</p><p>a) romperão, em um breve espaço de tempo,</p><p>as utopias humanas, superando as principais</p><p>dificuldades de acesso aos recursos, como a</p><p>distribuição de renda e os níveis de escolaridade.</p><p>b) tendem a construir um mundo linear, todo plano</p><p>e pleno, ideal perseguido há tempos e que, ao longo</p><p>da história, tem deixado de ser uma utopia, do que</p><p>resultará um padrão único de comportamento e de</p><p>conhecimento.</p><p>c) estão disponíveis para os seres humanos, mas</p><p>será impossível que todos eles sejam conectados</p><p>e letrados, uma vez que se distribuem de forma</p><p>heterogênea no mundo quanto a suas possibilidades</p><p>e a seus interesses.</p><p>d) estão distantes da maioria dos seres humanos,</p><p>4</p><p>que nutrem tímido interesse pelos avanços</p><p>tecnológicos, como o prova o livro, que, ainda hoje,</p><p>não é realidade para todos, independentemente de</p><p>sua disponibilidade.</p><p>e) poderão estar presentes na vida de todos os</p><p>seres humanos muito brevemente, já que estes</p><p>são imprevisíveis e buscam constantemente estar</p><p>na vanguarda, dando prioridade às inovações no</p><p>mundo contemporâneo.</p><p>4 - (IBMEC SP Insper/2019)</p><p>Em 17 de maio de 2016, o diretor do Instituto</p><p>do Cérebro do RS (InsCer/RS), Jaderson Costa</p><p>da Costa, e o professor do curso de Teologia da</p><p>Escola de Humanidades da PUCRS Erico Hammes</p><p>debateram as interfaces entre o cérebro e a</p><p>tecnologia, em mais uma atividade do projeto Fé</p><p>e Cultura.</p><p>O debate começou com Costa da Costa</p><p>contextualizando as tecnologias durante as décadas</p><p>e gerações. “Eu sou de uma geração que escrevia</p><p>cartas”, afirmou, explicando que tinha mais tempo</p><p>para pensar no que escreveria e em um possível</p><p>arrependimento. Na primeira vez que enviou um</p><p>fax, contou que, quando viu a folha passando</p><p>pela máquina, se arrependeu imediatamente, mas</p><p>percebeu que não tinha mais volta. Lembrou,</p><p>também, que não estava preparado para aquela</p><p>tecnologia, utilizando o exemplo para mostrar de</p><p>que maneira as inovações mudam o modo como</p><p>as pessoas vivem e enxergam o mundo. Segundo</p><p>ele, a vida é orientada pela tecnologia, que busca,</p><p>entre outras coisas, longevidade, inteligência e</p><p>bem-estar.</p><p>Perguntado sobre o impacto da tecnologia no</p><p>campo da aprendizagem, o diretor do InsCer</p><p>declarou ser um entusiasta do processo, já que</p><p>não tem medo da tecnologia. Sobre os efeitos na</p><p>educação, ele lembra que antigamente a memória</p><p>era muito mais utilizada. Hoje, o celular tem todos</p><p>os dados e ninguém mais grava números de</p><p>telefone, por exemplo. Se isso é bom ou ruim, ele</p><p>diz que depende do ponto de vista. Pensando de</p><p>maneira antiga e tradicional, é prejudicial. “Mas</p><p>essa geração não foi feita para nós, essa geração foi</p><p>feita para um futuro que ainda temos dificuldade</p><p>de entender”, explicou. Por isso, enxerga que,</p><p>se por um lado a memória foi prejudicada, por</p><p>outro a nova geração tem a capacidade de juntar</p><p>fragmentos em uma base de tempo aleatória,</p><p>quenenhuma outra geração tem. Além disso, o</p><p>pesquisador defende a ideia de que não existe</p><p>memória que grave a mesma coisa, cada um grava</p><p>pedaços e cria diferentes percepções no cérebro.</p><p>(http://www.pucrs.br. Adaptado)</p><p>Ao falar sobre o impacto da tecnologia no campo</p><p>da aprendizagem, Costa da Costa pondera que a</p><p>nova geração</p><p>a) poderá ter prejuízos severos na memória, mas</p><p>ainda é cedo para falar sobre eles, já que a geração</p><p>dele continua tendo dificuldades de entender as</p><p>inovações.</p><p>b) mantém os mesmos padrões das gerações</p><p>antigas ao tratar as informações, o que indica que</p><p>não houve prejuízo à memória das pessoas.</p><p>c) tende a juntar fragmentos de informações em</p><p>uma base de tempo aleatória, o que deixa claro os</p><p>prejuízos que houve à memória dessa geração.</p><p>d) desenvolveu uma forma diferente de tratar as</p><p>informações, o que pode ser estranho para as</p><p>gerações mais antigas, mas pode ser produtivo</p><p>para a atual.</p><p>e) desenvolveu percepções equivocadas de</p><p>tratamento das informações, o que é prejudicial à</p><p>sociedade, que ainda tem dificuldade de entender</p><p>as mudanças.</p><p>5 - (UNCISAL/2019)</p><p>Art. 35. O ensino médio, etapa final da educação</p><p>básica, com duração mínima de três anos, terá</p><p>como finalidades:</p><p>I. a consolidação e o aprofundamento dos</p><p>conhecimentos adquiridos no ensino fundamental,</p><p>possibilitando o prosseguimento de estudos;</p><p>II. a preparação básica para o trabalho e a cidadania</p><p>do educando, para continuar aprendendo, de</p><p>modo a ser capaz de se adaptar com flexibilidade a</p><p>novas condições de ocupação ou aperfeiçoamento</p><p>posteriores;</p><p>III. o aprimoramento do educando como</p><p>pessoa humana, incluindo a formação ética e o</p><p>desenvolvimento da autonomia intelectual e do</p><p>pensamento crítico;</p><p>IV. a compreensão dos fundamentos científico-</p><p>tecnológicos dos processos produtivos,</p><p>relacionando a teoria com a prática, no ensino de</p><p>cada disciplina.</p><p>BRASIL. Lei n.º 9.394/96.</p><p>O fragmento textual anterior faz parte da Lei n.º</p><p>9.394/1996, a chamada Lei de Diretrizes e Bases da</p><p>Educação Nacional. O emprego da norma padrão</p><p>na construção desse texto é determinado pelo fato</p><p>de ele</p><p>a) voltar-se a um público jovem.</p><p>b) circular em meio especializado.</p><p>c) tratar de tema relativo à educação.</p><p>d) ser um texto de caráter instrucional.</p><p>e) revestir-se de elevado grau de formalidade.</p><p>5</p><p>6 - (ENEM/2019)</p><p>Mídias: aliadas ou inimigas da educação física</p><p>escolar?</p><p>No caso do esporte, a mediação efetuada pela</p><p>câmera de TV construiu uma nova modalidade</p><p>de consumo: o esporte telespetáculo, realidade</p><p>textual relativamente autônoma face à prática</p><p>“real” do esporte, construída pela codificação e</p><p>mediação dos eventos esportivos efetuados pelo</p><p>enquadramento, edição das imagens e comentários,</p><p>interpretando para o espectador o que ele está</p><p>vendo. Esse fenômeno tende a valorizar a forma em</p><p>relação ao conteúdo, e para tal faz uso privilegiado</p><p>da linguagem audiovisual com ênfase na imagem</p><p>cujas possibilidades são levadas cada vez mais</p><p>adiante, em decorrência dos avanços tecnológicos.</p><p>Por outro lado, a narração esportiva propõe uma</p><p>concepção hegemônica de esporte: esporte é</p><p>esforço máximo, busca da vitória, dinheiro... O</p><p>preço que se paga por sua espetacularização</p><p>é a fragmentação do fenômeno esportivo. A</p><p>experiência global do ser-atleta é modificada:</p><p>a sociabilização no confronto e a ludicidade não</p><p>são vivências privilegiadas no enfoque das mídias,</p><p>mas as eventuais manifestações de violência, em</p><p>partidas de futebol, por exemplo, são exibidas e</p><p>reexibidas em todo o mundo.</p><p>BETTI, M. Motriz, n. 2, jul.-dez. 2001 (adaptado).</p><p>A reflexão trazida pelo texto, que aborda o esporte</p><p>telespetáculo, está fundamentada na</p><p>a) distorção da experiência do ser-atleta para os</p><p>espectadores.</p><p>b) interpretação dos espectadores sobre o</p><p>conteúdo transmitido.</p><p>c) utilização de equipamentos audiovisuais de</p><p>última geração.</p><p>d) valorização de uma visão ampliada do esporte.</p><p>e) equiparação entre a forma e o conteúdo.</p><p>7 - (Enem 2ª aplicação/2010)</p><p>Saúde</p><p>Afinal, abrindo um jornal, lendo uma revista ou</p><p>assistindo à TV, insistentes são os apelos feitos</p><p>em prol da atividade física. A mídia não descansa;</p><p>quer vender roupas esportivas, propagandas</p><p>de academias, tênis, aparelhos de ginástica e</p><p>musculação, vitaminas, dietas... uma relação</p><p>infindável de materiais, equipamentos e produtos</p><p>alimentares que, por trás de toda essa “parafernália”,</p><p>impõe um discurso do convencimento e do desejo</p><p>de um corpo belo, saudável e, em sua grande</p><p>maioria, de melhor saúde. RODRIGUES,L. H.; GALVÃO, Z.</p><p>Educação Física na escola: implicações para a prática pedagógica.</p><p>Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008.</p><p>Em razão da influência da mídia no comportamento</p><p>das pessoas, no que diz respeito ao padrão de</p><p>corpo exigido, podem ocorrer mudanças de hábitos</p><p>corporais. A esse respeito, infere-se do texto que é</p><p>necessário</p><p>a) reconhecer o que é indicado pela mídia como</p><p>referência para alcançar o objetivo de ter um corpo</p><p>belo e saudável.</p><p>b) valorizar o discurso da mídia, entendendo-o</p><p>como incentivo à prática da atividade física, para o</p><p>culto do corpo perfeito.</p><p>c) diferenciar as práticas corporais veiculadas</p><p>pela mídia daquelas praticadas no dia a dia,</p><p>considerando a saúde e a integridade corporal.</p><p>d) atender aos apelos midiáticos em prol da prática</p><p>exacerbada de exercícios físicos, como garantia de</p><p>beleza.</p><p>e) identificar os materiais, equipamentos e produtos</p><p>alimentares como o caminho para atingir o padrão</p><p>de corpo idealizado pela mídia.</p><p>8 - (UERJ/2011 - Adaptada)</p><p>No cartum apresentado,</p><p>o significado da palavra</p><p>escrita é reforçado pelos elementos visuais,</p><p>próprios da linguagem não verbal.</p><p>A separação das letras da palavra em balões</p><p>distintos contribui para expressar principalmente</p><p>o(a)</p><p>a) dificuldade de conexão entre as pessoas</p><p>b) aceleração da vida na contemporaneidade</p><p>c) desconhecimento das possibilidades de diálogo</p><p>d) desencontro de pensamentos sobre um assunto</p><p>e) falta de capacidade para estabelecer uma</p><p>conversa</p><p>6</p><p>9 - (G1 – COTUCA/2019 - Adaptada)</p><p>A ERA DOS MEMES NA CRISE POLÍTICA ATUAL</p><p>Luciano Freitas Filho</p><p>Seria cômico, se não fosse trágico, o estado de</p><p>irreverência do brasileiro frente à crise em que o</p><p>país encontra-se imerso. A nossa capacidade de</p><p>fazer piada de nós mesmos e da acentuada crise</p><p>político-econômica atual nos instiga a refletir se</p><p>estamos “jogando a toalha” ou se este é apenas</p><p>um “jeitinho brasileiro” de encarar a realidade. A</p><p>criatividade de produzir piadas, memes e áudios</p><p>engraçados expõe um certo tipo de estratégia do</p><p>brasileiro para lidar com situações de conflito. “Tira</p><p>a Dilma. Tira o Aécio. Tira o Cunha. Tira o Temer.</p><p>Tira a calça jeans e bota um fio dental, morena</p><p>você é tão sensual”.</p><p>Eis uma das milhares de piadas que circulam nas</p><p>redes sociais e que, de forma irreverente, estimulam</p><p>o debate. Não há aquele que não se divirta com</p><p>essa piada ou outra congênere, que não gargalhe</p><p>diante dos diversos textos engraçados que circulam</p><p>por meio de postagens ou mensagens de celular,</p><p>independentemente do grau de escolaridade de</p><p>quem compartilha.</p><p>A “memecrítica” vem como um dispositivo cultural</p><p>de grande potencialidade político-discursiva nos</p><p>processos de interlocução entre pessoas. Essa é</p><p>uma categoria de crítica social que tem causado</p><p>desconforto nos políticos e membros dos poderes</p><p>judiciários e executivos, estimulando, inclusive,</p><p>tentativas frustradas de mapeamento e controle</p><p>do uso da internet por parte dos internautas. Aliás,</p><p>ressaltemos que o Brasil é um dos campeões em</p><p>produção e veiculação de memes em meio às</p><p>mídias virtuais.</p><p>Adaptado de: http://justificando.cartacapital.com.br/2017/06/07/</p><p>era-dos-memes-na-crise-politica-atual/. Acesso em: 14/08/2018.</p><p>De acordo com o texto “A era dos memes na crise política atual”</p><p>a) a “memecrítica” é um dispositivo cultural de</p><p>grande potencialidade político-discursiva, pois</p><p>consegue abranger os mais diversos setores da</p><p>sociedade.</p><p>b) a “memecrítica” não é efetiva como crítica</p><p>social, pois o seu conteúdo circula em ambientes</p><p>muito restritos.</p><p>c) por causa de sua restrita potencialidade político-</p><p>discursiva nos processos de interlocução entre</p><p>pessoas, a “memecrítica” tem causado desconforto</p><p>nos políticos e membros dos poderes judiciários e</p><p>executivos.</p><p>d) a “memecrítica” é apresentada de modo positivo,</p><p>especialmente porque sua grande potencialidade</p><p>levou os poderes brasileiros a mapear os usos da</p><p>internet.</p><p>e) o trecho “independentemente do grau</p><p>de escolaridade de quem compartilha” é</p><p>preconceituoso por afirmar que há uma parcela</p><p>da sociedade que não seria capaz de entender os</p><p>“memes”.</p><p>10 - (G1 – CMRJ/2018 - Adaptada)</p><p>A respeito da crítica e do uso do elemento verbal</p><p>realizado na charge analisada, pode-se afirmar que</p><p>a) existe uma crítica quanto ao esfriamento das</p><p>relações familiares e o elemento verbal explicita</p><p>isso através de eufemismo.</p><p>b) existe uma crítica quanto à supervalorização</p><p>da interação interpessoal através de novas mídias</p><p>de tecnologia e o elemento verbal explicita isso</p><p>através de ironia.</p><p>c) existe uma crítica quanto à supervalorização</p><p>da interação interpessoal através de novas mídias</p><p>de tecnologia e o elemento verbal explicita isso</p><p>através de eufemismo.</p><p>d) existe uma crítica quanto ao impacto social</p><p>causado pelas novas tecnologias de comunicação</p><p>e informação nas relações entre os casais e o</p><p>elemento verbal explicita isso através de metonímia.</p><p>e) existe uma crítica quanto ao esfriamento das</p><p>relações familiares e o elemento verbal explicita</p><p>isso através de ironia.</p><p>7</p><p>11 - (UFPR/2020 - Adaptada)</p><p>A tira a seguir, do rato Níquel Náusea, de Fernando</p><p>Gonsales.</p><p>(Disponível em: http://www2.uol.com.br/niquel/bau.shtml.Acesso</p><p>em 07/07/2019.)</p><p>A alternativa que identifica corretamente o</p><p>recurso linguístico empregado para conferir efeito</p><p>humorístico à tirinha refere-se ao processo de</p><p>a) personificação.</p><p>b) comparação.</p><p>c) metonímia.</p><p>d) ambiguidade.</p><p>e) eufemismo.</p><p>12 - (ENEM/2019)</p><p>Esporte e cultura: análise acerca da esportivização</p><p>de práticas corporais nos jogos indígenas</p><p>Nos Jogos dos Povos Indígenas, observa-se que as</p><p>práticas corporais realizadas envolvem elementos</p><p>tradicionais (como as pinturas e adornos corporais)</p><p>e modernos (como a regulamentação, a fiscalização</p><p>e a padronização). O arco e flecha e a lança, por</p><p>exemplo, são instrumentos tradicionalmente</p><p>utilizados para a caça e a defesa da comunidade</p><p>na aldeia. Na ocasião do evento, esses artefatos</p><p>foram produzidos pela própria etnia, porém</p><p>sua estruturação como “modalidade esportiva”</p><p>promoveu uma semelhança entre as técnicas</p><p>apresentadas, com o sentido único da competição.</p><p>ALMEIDA, A. J. M.; SUASSUNA, D. M. F. A Pensar a prática, n. 1,</p><p>jan.-abr. 2010 (adaptado).</p><p>A relação entre os elementos tradicionais e</p><p>modernos nos Jogos dos Povos Indígenas</p><p>desencadeou a</p><p>a) padronização de pinturas e adornos corporais.</p><p>b) sobreposição de elementos tradicionais sobre</p><p>os modernos.</p><p>c) individuação das técnicas apresentadas em</p><p>diferentes modalidades.</p><p>d) legitimação das práticas corporais indígenas</p><p>como modalidade esportiva.</p><p>e) preservação dos significados próprios das</p><p>práticas corporais em cada cultura.</p><p>13 - (UCB DF/2019)</p><p>O que é reabilitação psicossocial no Brasil, hoje?</p><p>1 A história é recente. Fala-se em reabilitação 2</p><p>psicossocial há, no máximo, quatro décadas; no</p><p>entanto, 3 muitos são os usos que têm sido feitos</p><p>em seu nome. Não se 4 pode esgotar aqui os seus</p><p>múltiplos sentidos; cabe-nos apenas 5 destacar,</p><p>a voo de pássaro, um pouco de sua história,</p><p>seus 6 conceitos, suas práticas, com o sentido</p><p>de explorarmos o que 7 dele nos seja útil em um</p><p>momento em que tentamos levar a 8 sério uma</p><p>reforma das instituições psiquiátricas no Brasil.</p><p>9 No seu sentido instrumental, a reabilitação 10</p><p>psicossocial representa um conjunto de meios</p><p>(programas e 11 serviços) que se desenvolvem</p><p>para facilitar a vida de 12 pessoas com problemas</p><p>severos e persistentes. Em uma 13 definição clássica</p><p>da Internacional Association of 14 Psychosocial</p><p>Rehabilitation Services, de 1985, seria “o 15</p><p>processo de facilitar ao indivíduo com limitações</p><p>a 16 restauração, no melhor nível possível, da</p><p>autonomia do 17 exercício de suas funções na</p><p>comunidade.</p><p>O processo 18 enfatizaria as partes mais sadias e a</p><p>totalidade de potências 19 do indivíduo, mediante</p><p>uma abordagem compreensiva e um 20 suporte</p><p>vocacional, residencial, social, recreacional, 21</p><p>educacional, ajustados às demandas singulares</p><p>de cada 22 indivíduo e de cada situação de modo</p><p>singularizado.”</p><p>PITTA, Ana Maria Fernandes. Reabilitação psicossocial no Brasil.</p><p>Org. São Paulo: Hucitec, 2001, p.19, com adaptações.</p><p>8</p><p>Infere-se do texto que a reabilitação psicossocial</p><p>no Brasil, além de significar uma reforma das</p><p>instituições psiquiátricas, trata</p><p>a) de doenças incuráveis com compreensão e</p><p>incentivo profissional.</p><p>b) de doenças severas e persistentes, com base na</p><p>medicalização.</p><p>c) da saúde para prevenir doenças mentais crônicas.</p><p>d) dos aspectos positivos de cada paciente, da</p><p>totalidade de potências do indivíduo.</p><p>e) das partes sadias do corpo de indivíduos, de</p><p>forma geral, para lhes dar autonomia.</p><p>14 - (UNIOESTE PR/2020)</p><p>LIKES ESCONDIDOS NO INSTAGRAM NÃO VÃO</p><p>AUMENTAR A AUTOESTIMA DE NINGUÉM</p><p>Descartando-se o sempre pulsante noticiário</p><p>político, a principal novidade da semana talvez</p><p>tenha sido uma nova política do Instagram,</p><p>batizada manchetes afora de “fim dos likes” —</p><p>ou das curtidas. Não é bem verdade que os likes</p><p>acabaram,</p><p>eles apenas estão escondidos dos</p><p>nossos seguidores. Mas podemos, a qualquer</p><p>momento, descobrir o alcance de uma foto ou</p><p>vídeo postados por nós mesmos.</p><p>Primeiro problema, portanto: continuamos</p><p>sabendo se bombamos ou “flopamos”. E podemos</p><p>continuar cultivando a ideia imaginária de sucesso</p><p>ou fracasso a partir de como lemos nossas</p><p>estatísticas do coraçãozinho vermelho.</p><p>No entanto, a empresa afirma que a estratégia,</p><p>ainda em fase de testes, tem o propósito de</p><p>permitir que os seguidores se concentrem mais</p><p>nos conteúdos do que em sua repercussão.</p><p>Ora, como? Seria revolucionário mesmo se as</p><p>curtidas sumissem de vez. O que seria de nós</p><p>ao postar uma foto e não ter pistas sobre sua</p><p>aprovação ou reprovação? Seríamos mais livres de</p><p>autocensura? Talvez o eterno enigma sobre o que</p><p>pensam os outros nos tornasse mais criativos.</p><p>A história fica ainda mais confusa quando</p><p>acessamos os Stories e continua lá o desenho de</p><p>um olhinho seguido pelo número de visualizadores</p><p>de cada capítulo da nossa trama cotidiana. Acho</p><p>tão perturbador quanto, por exemplo, o coração de</p><p>um ex numa foto (ou a falta dele), saber quem se</p><p>interessa minimamente pela nossa vida (e por qual</p><p>motivo) e, principalmente, quem não dá a menor</p><p>bola para o que comemos no almoço, o novo corte</p><p>de cabelo ou as fotos de férias.</p><p>Seja qual for o cenário, seguimos enganchados</p><p>pelo olhar alheio, ao qual respondemos desde</p><p>o nascer. As redes sociais só escancaram essa</p><p>operação psíquica, e o Instagram, convém lembrar,</p><p>foi a plataforma que nasceu unicamente suportada</p><p>pela imagem (mas quem passou dos 30, como eu,</p><p>deve se lembrar do saudoso Fotolog).</p><p>Em psicanálise, especialmente a proposta por</p><p>Jacques Lacan, um dos fiéis leitores de Freud, o</p><p>sujeito se constitui a partir de um olhar externo.</p><p>Uma linguagem alheia. Uma família antecipa a</p><p>chegada do bebê nas palavras que diz e no que</p><p>imagina sobre ele. Funda-se algo aí. Uma mãe ou</p><p>um pai olham o recém-nascido para compreender</p><p>o que deseja o ser que ainda não fala. Ou seja,</p><p>somos algo porque primeiro somos olhados e</p><p>adivinhados por alguém. Não há escapatória.</p><p>Estaremos neuroticamente fadados a repetir essa</p><p>dança durante toda a vida, de maneiras mais ou</p><p>menos sintomáticas. Mais ou menos sofridas.</p><p>O Instagram é só mais um jeito de sermos olhados</p><p>e, sobretudo, de buscar esse olhar. Não é a rede que</p><p>nos torna mais ansiosos, com autoestima em baixa,</p><p>achando a vida pouco colorida em comparação</p><p>com as demais vidas da timeline. A imagem é</p><p>nosso problema essencial, dentro ou fora da tela do</p><p>celular. É com ela que temos de lidar, mesmo que</p><p>as curtidas estejam escondidas. A gente continua</p><p>sempre sabendo onde o calo aperta.</p><p>Fonte: Anna Carolina Lementy, O Globo, em 19.07.2019. Coluna</p><p>“Celina”.</p><p>A passagem “Estaremos neuroticamente fadados a</p><p>repetir essa dança durante toda a vida, de maneiras</p><p>mais ou menos sintomáticas. Mais ou menos</p><p>sofridas” relaciona-se ao(s)</p><p>a) Instagram e a rede tornar a pessoa mais ansiosa.</p><p>b) sujeito e ao fato dele se constituir a partir de um</p><p>olhar externo.</p><p>c) likes, por estarem escondidos.</p><p>d) processo de autodepreciação em relação à vida</p><p>alheia.</p><p>e) saudoso Fotolog.</p><p>15 - (UNIVAG MT/2020)</p><p>O “Divino Bachô”</p><p>Há três séculos — exatamente entre 1644 e 1694 —</p><p>vivia no Japão o grande poeta Bachô, considerado</p><p>por muitos o mais admirável representante da</p><p>poesia no seu país, tanto pela perfeição de seus</p><p>poemas como pela pureza de sua vida. Chamam</p><p>esse poeta de “divino Bachô”, resumindo nessa</p><p>expressão sua glória de homem e de artista. Tendo</p><p>abandonado suas atividades de muito jovem</p><p>funcionário, tornou-se monge budista, levando</p><p>existência errante. Mais tarde, teria passado a</p><p>habitar uma cabana, à sombra de uma bananeira, de</p><p>onde lhe veio o nome de Bachô, que é pseudônimo</p><p>literário.</p><p>Embora tenha sido também fino prosador, Bachô</p><p>é mais conhecido no Ocidente pelos seus breves</p><p>poemas de dezessete sílabas que, no Japão, se</p><p>chamam hái-kái ou hái-ku, tipo de composição</p><p>a que ele e os da sua escola imprimiram brilho e</p><p>dignidade excepcionais.</p><p>O hái-kái tem sido tentado por muitos poetas</p><p>9</p><p>ocidentais, seduzidos pela sua extrema concisão</p><p>de forma. Os elementos que nele se dispõem e são</p><p>diretamente perceptíveis pelos sentidos, evocam,</p><p>para os japoneses, sugestões que o Ocidente em</p><p>geral não pode captar, por aludirem a circunstâncias,</p><p>pessoas, acontecimentos inerentes ao Japão e ao</p><p>seu povo. Às vezes, a poesia decorre de jogos de</p><p>palavras, intraduzíveis em outros idiomas.</p><p>Há um hái-kái de Bachô que se tornou famoso no</p><p>Ocidente. E nesse, embora, pelo lado plástico nos</p><p>ofereça uma inesquecível imagem, o conteúdo</p><p>moral se torna transparente, de modo que o</p><p>pequeno poema vale duplamente, pela forma e</p><p>pelo sentido. Na verdade, ele fora composto por</p><p>Kikaku, um dos discípulos favoritos de Bachô. E</p><p>dizia:</p><p>“Uma libélula rubra.</p><p>Tirai-lhe as asas:</p><p>uma pimenta.”</p><p>Bachô, diante da imagem cruel, corrigiu o poema</p><p>de seu discípulo, com uma simples modificação</p><p>dos termos:</p><p>“Uma pimenta.</p><p>Colocai-lhe asas:</p><p>uma libélula rubra.”</p><p>Este pequeno exemplo de compaixão, conservado</p><p>num breve poema japonês de trezentos anos,</p><p>emociona e confunde estes nossos grandiosos</p><p>tempos bárbaros. Mas sua luz não se apaga, até se</p><p>vê melhor — porque vastas e assustadoras são as</p><p>trevas dos nossos dias.</p><p>(Cecília Meireles. “O ‘Divino Bachô’”. Escolha o seu sonho, s/d.</p><p>Adaptado.)</p><p>Em relação ao hái-kái modificado por Bachô,</p><p>o texto de Cecília Meireles consiste em uma</p><p>apreciação do gênero</p><p>a) crônica, destacando, a partir do poema, a</p><p>necessidade de as pessoas tornarem-se mais</p><p>sensíveis e buscarem esperanças para viver em</p><p>tempos de grande desumanidade.</p><p>b) diário, reportando-se a tempos remotos para</p><p>mostrar como a poesia do passado conseguiu</p><p>captar com sutileza diferenças na forma do poema.</p><p>c) notícia, expondo a importância de a crueldade</p><p>humana ser substituída por atitudes que sejam</p><p>coerentes com períodos de crise de valores morais.</p><p>d) fábula, traçando analogias entre o universo da</p><p>poesia e a realidade, em geral muito atingida pela</p><p>barbárie dos tempos, reproduzida na literatura.</p><p>e) ensaio, estabelecendo comparações entre</p><p>obras das literaturas ocidental e oriental, para</p><p>concluir que nesta os temas são tratados com mais</p><p>sensibilidade do que naquela.</p><p>16 - (UNITAU SP/2018)</p><p>“Você, leitora e leitor, que já não aguenta mais o</p><p>pensamento único que impera nos grandes jornais</p><p>diários, nas revistas semanais de notícias e nas</p><p>emissoras de rádio e televisão, todos alinhados na</p><p>defesa dos interesses do mercado; que já não confia</p><p>mais nas notícias que vê pela internet, muitas delas</p><p>fakes; que se vê obrigado a selecionar as fontes de</p><p>informação para ficar a par dos acontecimentos e</p><p>evitar ser manipulado: este editorial é para você”.</p><p>Disponível:http://diplomatique.org.br/a-solidariedade-entre-nos/.</p><p>Acesso em out. 2017.</p><p>O gênero discursivo a que pertence o excerto</p><p>em questão é o editorial. No entanto, o tipo de</p><p>linguagem utilizada pelo autor estabelece uma</p><p>aproximação com marcas características de outro</p><p>gênero, a</p><p>a) pregação religiosa.</p><p>b) propaganda comercial.</p><p>c) receita.</p><p>d) crônica.</p><p>e) notícia.</p><p>17 - (UNCISAL/2018)</p><p>A seguinte peça publicitária explora, como recurso</p><p>comunicativo na construção de seu sentido,</p><p>Disponível em: <www.hortifruti.com.br/social/tartaruvas-</p><p>ninja-campanha-horti-flix-hortifruti>. Acesso em: 22</p><p>out.2017.</p><p>a) a metalinguagem, pois o anúncio da Hortifruti</p><p>discorre sobre outro anúncio que se refere ao filme</p><p>“As tartarugas ninjas”.</p><p>b) a intertextualidade estilística, visto que a</p><p>campanha da Hortifruti estabelece um diálogo</p><p>com um cartaz ou outdoor de divulgação do filme</p><p>“As tartarugas ninjas”, quanto aos seus aspectos</p><p>formais e estilísticos.</p><p>c) a intertextualidade explícita, pois é feita uma</p><p>citação à fonte do intertexto em “Aqui a natureza</p><p>tem superpoderes”.</p><p>d) a intertextualidade implícita, pois não se</p><p>verifica, na peça publicitária da Hortifruti, nenhuma</p><p>sugestão explícita ao filme “As tartarugas ninjas”.</p><p>e) a epígrafe, visto que o enunciado que constitui o</p><p>slogan da peça publicitária, “Mestres em defender</p><p>sua pele”, funciona como uma introdução que</p><p>permite o entendimento do texto.</p><p>10</p><p>18 - (IBMEC SP Insper/2017)</p><p>Leia trechos do cordel de Zé da Luz.</p><p>Brasi Caboco</p><p>O qui é Brasí Caboco?</p><p>É um Brasi diferente</p><p>do Brasí das capitá.</p><p>É um Brasi brasilêro,</p><p>sem mistura de instrangero,</p><p>um Brasi nacioná!</p><p>É o Brasi qui não veste</p><p>liforme de gazimira,</p><p>camisa de peito duro,</p><p>com butuadura de ouro...</p><p>Brasi caboco só veste,</p><p>camisa grossa de lista,</p><p>carça de brim da “polista”</p><p>gibão e chapéu de coro!</p><p>Brasi caboco num come</p><p>assentado nos banquete,</p><p>misturado cum os home</p><p>de casaca e anelão...</p><p>Brasi caboco só come</p><p>o bode seco, o feijão,</p><p>e as veiz uma panelada,</p><p>um pirão de carne verde,</p><p>nos dias da inleição</p><p>quando vai servi de iscada</p><p>prus home de posição.</p><p>(Zé da Luz, Brasi Caboco. http://www.ablc.com.br/cordeis.html)</p><p>O cordel é um gênero textual que se relaciona a</p><p>uma situação de comunicação em que</p><p>a) a linguagem figurada prevalece em relação à</p><p>denotativa, como na passagem “um Brasi nacioná!”.</p><p>b) a variedade linguística é marcada pelos registros</p><p>regionais, tais como Caboco, capitá, liforme.</p><p>c) a xenofobia marca a busca por uma língua livre</p><p>de estrangeirismos, como em “sem mistura de</p><p>instrangero”.</p><p>d) a falta de concordância atrapalha a comunicação,</p><p>conforme exemplifica o verso “misturado cum os</p><p>home”.</p><p>e a língua é corrompida com maus usos, por</p><p>exemplo, “com butuadura de ouro” e “prus home</p><p>de posição”.</p><p>19 - (IBMEC SP Insper/2016)</p><p>Disponível em: http://imagens.us/marcas/bombril/bombril%20(1).</p><p>jpg. Acesso:30/09/2015</p><p>O slogan dessa propaganda explora, por meio do</p><p>emprego do pronome “ele”</p><p>a) algumas das semelhanças entre o trabalho</p><p>religioso e o ato de limpar a casa.</p><p>b) a dupla referenciação do pronome, que pode</p><p>remeter ao papa e ao produto.</p><p>c) um descompasso intencional entre os elementos</p><p>verbais e não verbais do anúncio.</p><p>d) uma ambiguidade que coloca “Deus” e a palha</p><p>de aço no mesmo nível de importância.</p><p>e) a polissemia da marca, que, por metonímia,</p><p>costuma indicar todas as palhas de aço.</p><p>20 - (IFMA/2016)</p><p>11</p><p>Ao ler o título do texto, pode-se dizer que</p><p>a) ocorre polissemia já que a palavra ‘titulares’(no</p><p>título do texto) assume vários significados.</p><p>b) no título do texto ocorre um caso claro de</p><p>variação regional.</p><p>c) ocorre antonímia entre os termos ‘time’ e</p><p>‘Flamengo’ (no título do texto).</p><p>d) há um caso de ambiguidade no título do texto,</p><p>pois é feita a afirmação que o Flamengo jogará</p><p>sem cinco titulares.</p><p>e) ocorre ambiguidade no título do texto uma vez</p><p>que não fica claro qual dos times jogará sem cinco</p><p>titulares.</p><p>21 - (UNIFOR CE/2012)</p><p>O QUE FAZ VOCÊ FELIZ?</p><p>Sentado na frente da televisão, a propaganda do</p><p>hipermercado me interpela: “O que faz você feliz?”.</p><p>Ouço o poema de Arnaldo Antunes, declamado</p><p>em sua voz grave, enquanto acompanho com</p><p>olhar surpreso o brilho da felicidade publicitária,</p><p>invadindo a sala, meu coração e minha mente. O</p><p>desejo de possuir aquela felicidade instala-se e eu</p><p>sou capaz de responder que tudo aquilo que ali se</p><p>diz me faz feliz. [...]</p><p>É assim que a vida se apresenta no mundo em</p><p>que as coisas de hoje já se tornaram obsoletas</p><p>amanhã, assim como a felicidade de ter agora</p><p>o último modelo de celular, o tênis da hora ou a</p><p>roupa da moda transforma-se em insatisfação</p><p>garantida no instante em que ter deixou de ser</p><p>desejo para se materializar na coisa desejada. [...] É</p><p>o círculo vicioso por onde escorre a vida em suaves</p><p>prestações. [...] Somos consumidos pelo consumo</p><p>e, vez ou outra, lá no fundo, uma voz nos interpela:</p><p>é isso que me faz feliz? É para isso que vivo?</p><p>Ricardo Fiegenbaum. O que faz você feliz? Revista Mundo Jovem,</p><p>ano 47, nº 401, out.2009.</p><p>Segundo o texto, pode-se deduzir que</p><p>a) na concepção do autor, no círculo vicioso em</p><p>que somos consumidos pelo consumo, uma voz</p><p>nos diz: é isso que me faz feliz.</p><p>b) o autor defende a ideia de consumir, pois lembra</p><p>que as coisas mais simples dão valor à vida e</p><p>trazem felicidade.</p><p>c) o poder de ter o último modelo de celular,</p><p>de tênis ou roupa da moda transforma-se em</p><p>satisfação, pois o desejo se materializou.</p><p>d) a propaganda citada no texto está ligada ao</p><p>ideal de consumo e para isso associa a imagem de</p><p>ser feliz às coisas simples da vida.</p><p>e) a vida é mais leve quando se compra e paga-se</p><p>em suaves prestações.</p><p>22 – (ENEM/2013)</p><p>CAULOS. Disponível em: www.caulos.com. Acesso em 24 set. 2011.</p><p>(Foto: Reprodução)</p><p>O cartum faz uma crítica social. A figura destacada</p><p>está em oposição às outras e representa a</p><p>a) opressão das minorias sociais.</p><p>b) carência de recursos tecnológicos.</p><p>c) falta de liberdade de expressão.</p><p>d) defesa da qualificação profissional.</p><p>e) reação ao controle do pensamento coletivo.</p><p>23 - (G1 – IFBA/2018 - Adaptada)</p><p>12</p><p>Da leitura do texto, é possível concluir que</p><p>a) a evolução tecnológica permitiu uma mudança</p><p>no papel da mulher na sociedade.</p><p>b) o texto mostra que as mulheres agora, além</p><p>de terem que aprender corte e costura, deverão</p><p>também aprender a programar computadores.</p><p>c) em relação às tarefas femininas, houve apenas</p><p>uma mudança tecnológica.</p><p>d) segundo o texto, falta às mulheres habilidade</p><p>para manipular os avanços tecnológicos.</p><p>e) a tira denuncia a exclusão digital das mulheres</p><p>modernas.</p><p>24 - (UEG/2019 - Adaptada)</p><p>TEXTO I</p><p>X. MAR PORTUGUÊS</p><p>Ó mar salgado, quanto do teu sal</p><p>São lágrimas de Portugal!</p><p>Por te cruzarmos, quantas mães choraram,</p><p>Quantos filhos em vão rezaram!</p><p>Quantas noivas ficaram por casar</p><p>Para que fosses nosso, ó mar!</p><p>Valeu a pena? Tudo vale a pena</p><p>Se a alma não é pequena.</p><p>Quem quer passar além do Bojador</p><p>Tem que passar além da dor.</p><p>Deus ao mar o perigo e o abismo deu,</p><p>Mas nele é que espelhou o céu.</p><p>PESSOA, Fernando. Mar Português. In: Antologia</p><p>Poética. Organização Walmir Ayala. Rio de Janeiro:</p><p>Nova Fronteira, 2014. p. 15.</p><p>TEXTO II</p><p>Ao tomar como base os versos “Tudo vale a pena /</p><p>Se a alma não é pequena”, o autor da tirinha focou</p><p>seu processo de criação no seguinte aspecto</p><p>a) léxico-fonológico</p><p>b) sociolinguístico</p><p>c) morfossemântico</p><p>d) semântico-pragmático</p><p>e) pragmático-discursivo</p><p>25 – (UEG/2019)</p><p>Observe a imagem e leia o texto para responder</p><p>à(s) questão(ões) a seguir.</p><p>Ela desatinou</p><p>Ela desatinou, viu chegar quarta-feira</p><p>Acabar brincadeira, bandeiras se desmanchando</p><p>E ela inda está sambando</p><p>Ela desatinou, viu morrer alegrias, rasgar fantasias</p><p>Os dias sem sol raiando e ela inda está sambando</p><p>Ela não vê que toda gente</p><p>Já está sofrendo normalmente</p><p>Toda a cidade anda esquecida, da falsa vida, da</p><p>avenida</p><p>Onde Ela desatinou, viu chegar quarta-feira</p><p>Acabar brincadeira, bandeiras se desmanchando</p><p>E ela inda está sambando</p><p>Ela desatinou, viu morrer alegrias, rasgar fantasias</p><p>Os dias sem sol raiando e ela inda está sambando</p><p>Quem não inveja a infeliz, feliz</p><p>No seu mundo de cetim, assim</p><p>Debochando da dor, do pecado</p><p>Do tempo perdido, do jogo acabado.</p><p>BUARQUE, Chico. Ela desatinou. In: Todas as canções. Rio de Ja-</p><p>neiro: Record, 2004. p. 210.</p><p>13</p><p>Em termos de construção, a letra da música de</p><p>Chico Buarque apresenta rimas, o que lhe confere</p><p>cadência e musicalidade. Já na pintura</p><p>a) o trabalho com o ritmo ocorre a partir do retrato</p><p>dos instrumentos musicais.</p><p>b) a noção de profundidade se dá pelo retrato das</p><p>vestimentas das mulheres.</p><p>c) a noção de profundidade é desfavorecida pelo</p><p>retrato do piso inclinado.</p><p>d) a noção de profundidade é tributária do trabalho</p><p>com a perspectiva.</p><p>e) o trabalho com o ritmo é prejudicado pela</p><p>representação dos arcos.</p><p>26 - (UNICAMP/2018 - Adaptada)</p><p>Considerando os sentidos produzidos pela tirinha,</p><p>é correto afirmar que o autor explora o fato de que</p><p>palavras como “ontem”, “hoje” e “amanhã”</p><p>a) mudam de sentido dependendo de quem fala.</p><p>b) adquirem sentido no contexto em que são</p><p>enunciadas.</p><p>c) deslocam-se de um sentido concreto para um</p><p>abstrato.</p><p>d) evidenciam o sentido fixo dos advérbios de</p><p>tempo.</p><p>e) possuem</p><p>o mesmo valor semântico em contextos</p><p>distintos.</p><p>27 – (EPCAR AFA/2020 - Adaptada)</p><p>Em 1934, um redator de Nova York chamado Robert</p><p>Pirosh largou o emprego bem remunerado numa</p><p>agência de publicidade e rumou para Hollywood,</p><p>decidido a trabalhar como roteirista. Lá chegando,</p><p>anotou o nome e o endereço de todos os diretores,</p><p>produtores e executivos que conseguiu encontrar</p><p>e enviou-lhes o que certamente é o pedido de</p><p>emprego mais eficaz que alguém já escreveu, pois</p><p>resultou em três entrevistas, uma das quais lhe</p><p>rendeu o cargo de roteirista assistente na MGM.</p><p>Prezado senhor:</p><p>Gosto de palavras. 1Gosto de palavras gordas,</p><p>untuosas, como lodo, torpitude, glutinoso, bajulador.</p><p>Gosto de palavras solenes, como pudico, ranzinza,</p><p>pecunioso, valetudinário. 2Gosto de palavras</p><p>espúrias, enganosas, como mortiço, liquidar,</p><p>tonsura, mundana. Gosto de suaves palavras com</p><p>“V”, como Svengali, avesso, bravura, verve. Gosto</p><p>de palavras crocantes, quebradiças, crepitantes,</p><p>como estilha, croque, esbarrão, crosta. 3Gosto de</p><p>palavras emburradas, carrancudas, amuadas, como</p><p>furtivo, macambúzio, escabioso, sovina. 4Gosto de</p><p>palavras chocantes, exclamativas, enfáticas, como</p><p>astuto, estafante, requintado, horrendo. Gosto</p><p>de palavras elegantes, rebuscadas, como estival,</p><p>peregrinação, Elísio, Alcíone. Gosto de palavras</p><p>vermiformes, contorcidas, farinhentas, como</p><p>rastejar, choramingar, guinchar, gotejar. Gosto de</p><p>palavras escorregadias, risonhas, como topete,</p><p>borbulhão, arroto.</p><p>Gosto mais da palavra roteirista que da palavra</p><p>redator, e por isso resolvi largar meu emprego</p><p>numa agência de publicidade de Nova York e</p><p>tentar a sorte em Hollywood, mas, antes de dar</p><p>o grande salto, fui para a Europa, onde passei um</p><p>ano estudando, contemplando e perambulando.</p><p>Acabei de voltar e ainda gosto de palavras.</p><p>Posso trocar algumas com o senhor?</p><p>14</p><p>Robert Pirosh</p><p>Madison Avenue, 385</p><p>Quarto 610</p><p>Nova York</p><p>Eldorado 5-6024.</p><p>(USHER, Shaun .(Org) Cartas extraordinárias: a correspondência</p><p>inesquecível de pessoas notáveis. Trad. de Hildegard Feist. São</p><p>Paulo: Companhia das Letras, 2014.p. 48.)</p><p>Analisando a forma e o objetivo do texto, é correto</p><p>afirmar que</p><p>a) a linguagem utilizada é acentuadamente formal,</p><p>já que o remetente está em um contexto que</p><p>necessita desse tipo de tratamento.</p><p>b) para convencer o destinatário, Robert utilizou,</p><p>ao longo da carta, discurso direto, caracterizando</p><p>assim um tom de proximidade e amizade com o</p><p>receptor.</p><p>c) o texto é marcadamente denotativo, possibilitando</p><p>ao destinatário perceber a versatilidade linguística</p><p>do remetente.</p><p>d) a carta se utiliza de elementos da função emotiva</p><p>– centrada no emissor – ainda que a intenção</p><p>predominante do autor seja a função apelativa –</p><p>conquistar o receptor.</p><p>e) a modalidade de língua é a escrita, trazendo</p><p>uma variante informal, percebida por meio da</p><p>denotatividade exacerbada.</p><p>28 - (UNIRG TO/2020)</p><p>Vi ontem um bicho</p><p>Na imundície do pátio</p><p>Catando comida entre os detritos.</p><p>Quando achava alguma coisa,</p><p>Não examinava nem cheirava:</p><p>Engolia com voracidade.</p><p>O bicho não era um cão,</p><p>Não era um gato.</p><p>Não era um rato.</p><p>O bicho, meu Deus, era um homem.BANDEIRA, Manuel. Estrela da</p><p>vida inteira.Rio de Janeiro: José Olympio, 1973.</p><p>Nesse poema, a situação de um ser biforme é</p><p>expressa a partir do modo como o eu lírico explora</p><p>os recursos semânticos da figura de linguagem</p><p>conhecida como</p><p>a) gradação, que realiza a desumanização do ser</p><p>por meio de um progressivo esvaziamento de sua</p><p>dignidade, restando os animais acima dele situados.</p><p>b) metonímia, que toma o homem pelo cão a</p><p>partir de uma característica comum a ambos, a</p><p>voracidade com que se alimentam.</p><p>c) hipérbole, que reforça a degradação do</p><p>ser por meio da indignação do eu lírico ante a</p><p>revelação de que o bicho era um homem.</p><p>d) prosopopeia, que humaniza os bichos</p><p>presentes no poema por meio da aproximação</p><p>entre eles e o homem com o qual se irmanam.</p><p>e) personificação, que pouco a pouco revela,</p><p>nesse poema específico, a figura de um homem</p><p>reduzido a nada.</p><p>29 - (Enem PPL/2019)</p><p>Qual a diferença entre freios ventilados, perfurados</p><p>e sólidos?</p><p>Frenagens geram calor. O sistema de freios</p><p>transforma a energia cinética do movimento</p><p>em energia térmica por meio do atrito entre as</p><p>pastilhas de freio e os discos. Em duas linhas, esse</p><p>é o princípio de funcionamento do freio.</p><p>Mas há um efeito colateral. Esse calor gerado</p><p>provoca fadiga dos discos e pastilhas e compromete</p><p>a eficiência do conjunto de freios.</p><p>O disco de freio sólido é uma peça só, feita de ferro</p><p>maciço. A vantagem está em custar mais barato</p><p>que os outros. Contudo, tem baixo rendimento em</p><p>situações extremas de frenagem (em descidas de</p><p>serras, por exemplo) por não ter estruturas que</p><p>favoreçam seu resfriamento. Por isso, discos sólidos</p><p>são usados em aplicações mais leves, comuns no</p><p>eixo dianteiro dos compactos 1.0 e no eixo traseiro</p><p>de carros maiores, como sedãs e SUVs médios.</p><p>O modelo ventilado, por sua vez, é formado por</p><p>dois discos mais finos unidos por uma câmara</p><p>interna que tem a função de proporcionar uma</p><p>passagem do ar entre eles, resfriando com mais</p><p>rapidez o conjunto. Eles estão nos eixos dianteiros</p><p>dos compactos mais potentes. Mas também</p><p>aparecem nos eixos traseiros de carros esportivos.</p><p>Mas esportivos com motores de alto desempenho e</p><p>carros de luxo têm discos perfurados. Há pequenos</p><p>15</p><p>furos no disco com o objetivo de aumentar o atrito</p><p>e dispersar o calor.</p><p>RODRIGUEZ, H. Disponível em: http://quatrorodas.abril.com.br.</p><p>Acesso em: 22 ago. 2017 (adaptado).</p><p>O texto mostra diferentes tipos de discos de freio</p><p>e defende a eficácia de um modelo sobre o outro.</p><p>Para convencer o leitor disso, o autor utiliza o</p><p>recurso de</p><p>a) definir em duas linhas o princípio de</p><p>funcionamento do freio de esportivos de alto</p><p>desempenho com discos perfurados.</p><p>b) divulgar os modelos de carros que adotam os</p><p>melhores sistemas de frenagem e resfriamento dos</p><p>componentes.</p><p>c) apresentar cada tipo de disco, criticando a forma</p><p>como eles geram calor nas frenagens.</p><p>d) evidenciar os riscos do baixo desempenho dos</p><p>diferentes modelos de discos de freio.</p><p>e) comparar o custo, a eficiência e a forma como os</p><p>discos dissipam o calor da frenagem.</p><p>30 - (Unifesp/2018)</p><p>Tal vanguarda rompeu radicalmente com a ideia</p><p>de arte como imitação da natureza, prevalecente</p><p>na pintura europeia desde a Renascença. Seus</p><p>principais adeptos abandonaram as noções</p><p>tradicionais de perspectiva, tentando representar</p><p>solidez e volume numa superfície bidimensional,</p><p>sem converter pela ilusão a tela plana num espaço</p><p>pictórico tridimensional. Múltiplos aspectos</p><p>do objeto eram figurados simultaneamente; as</p><p>formas visíveis eram analisadas e transformadas</p><p>em planos geométricos, que eram recompostos</p><p>segundo vários pontos de vista simultâneos. Tal</p><p>vanguarda era e dizia ser realista, mas tratava-se</p><p>de um realismo conceitual, e não óptico.</p><p>(Ian Chilvers (org). Dicionário Oxford de arte, 2007. Adaptado.)</p><p>Uma pintura representativa da vanguarda à qual o</p><p>texto se refere está reproduzida em</p><p>a)</p><p>b)</p><p>c)</p><p>d)</p><p>e)</p><p>16</p><p>31 - (Fuvest - 2019)</p><p>Esta imagem é a reprodução de</p><p>a) uma pintura impressionista, marcada por</p><p>pinceladas soltas e pela temática da emigração</p><p>americana para o continente europeu.</p><p>b) um mosaico cubista, caracterizado pelas formas</p><p>geométricas que procuram salientar a esperança</p><p>daqueles que se dirigem para terras estrangeiras.</p><p>c) uma pintura expressionista, que reforça o</p><p>sofrimento dos que se deslocavam em um contexto</p><p>de perseguições e intolerâncias.</p><p>d) um painel surrealista, que procurava destacar</p><p>o subconsciente atormentado daqueles que</p><p>deixavam seus locais de origem.</p><p>e) uma pintura futurista, influenciada pelas</p><p>referências de modernização tecnológica</p><p>características da primeira metade do século XX.</p><p>32 - (Enem PPL/2017)</p><p>Chamou-me o bragantino e levou-me pelos</p><p>corredores e pátios até ao hospício propriamente.</p><p>Aí é que percebi que ficava e onde, na seção, na</p><p>de indigentes,</p><p>aquela em que a imagem do que a</p><p>Desgraça pode sobre a vida dos homens é mais</p><p>formidável. O mobiliário, o vestuário das camas, as</p><p>camas, tudo é de uma pobreza sem par. Sem fazer</p><p>monopólio, os loucos são da proveniência mais</p><p>diversa, originando-se em geral das camadas mais</p><p>pobres da nossa gente pobre. São de imigrantes</p><p>italianos, portugueses e outros mais exóticos,</p><p>são os negros roceiros, que teimam em dormir</p><p>pelos desvãos das janelas sobre uma esteira</p><p>esmolambada e uma manta sórdida; são copeiros,</p><p>cocheiros, moços de cavalariça, trabalhadores</p><p>braçais. No meio disto, muitos com educação, mas</p><p>que a falta de recursos e proteção atira naquela</p><p>geena social.</p><p>BARRETO, L. Diário do hospício e O cemitério dos vivos. São Pau-</p><p>lo: Cosac & Naify, 2010.</p><p>No relato de sua experiência no sanatório onde</p><p>foi interno, Lima Barreto expõe uma realidade</p><p>social e humana marcada pela exclusão. Em seu</p><p>testemunho, essa reclusão demarca uma</p><p>a) medida necessária de intervenção terapêutica.</p><p>b) forma de punição indireta aos hábitos</p><p>desregrados.</p><p>c) compensação para as desgraças dos indivíduos.</p><p>d) oportunidade de ressocialização em um novo</p><p>ambiente.</p><p>e) conveniência da invisibilidade a grupos</p><p>vulneráveis e periféricos.</p><p>33 - (ESPM/2019 - Adaptada)</p><p>Considere os textos que seguem.</p><p>Eu tenho um coração maior que o mundo,</p><p>tu, formosa Marília, bem o sabes;</p><p>um coração, e basta,</p><p>onde tu mesma cabes.</p><p>(Tomás Antônio Gonzaga, Marília de Dirceu)</p><p>Não, meu coração não é maior que o mundo.</p><p>É muito menor.</p><p>Nele não cabem sequer as minhas dores.</p><p>(Carlos Drummond de Andrade, Sentimento do Mundo)</p><p>Acerca dos dois textos, pode-se dizer que</p><p>a) por pertencer à fase heroica ou iconoclasta</p><p>do Modernismo, Carlos Drummond de Andrade</p><p>parodia o lirismo sentimental do árcade Tomás</p><p>Antônio Gonzaga.</p><p>b) por pertencer à fase heroica ou iconoclasta</p><p>do Modernismo, Carlos Drummond de Andrade</p><p>parodia o lirismo sentimental do árcade Tomás</p><p>Antônio Gonzaga.</p><p>c) como muitos árcades, Gonzaga é alheio ao</p><p>que está a seu redor, já Drummond expressa um</p><p>sentimento de revolta ante um mundo que não</p><p>compreende as dores do poeta.</p><p>d) em Gonzaga, o coração do poeta alcança</p><p>a plenitude com a presença da amada. Em</p><p>Drummond, o coração é insuficiente para abarcar</p><p>as próprias dúvidas existenciais.</p><p>e) Tomás A. Gonzaga usa a imagem do “mundo”</p><p>para instigar a musa Marília a aceitá-lo; Drummond</p><p>retoma o procedimento do poeta árcade,</p><p>ressaltando o sofrimento por causa da amada.</p><p>17</p><p>34 - (UERJ Simulado/2018 - Adaptada)</p><p>As telas retratadas acima foram reunidas pela</p><p>primeira vez no país em 2016 para a exposição</p><p>“A Cor do Brasil”, realizada no Museu de Arte do</p><p>Rio (MAR). Ambas fazem parte de um inovador</p><p>movimento cultural que, dentre outros aspectos,</p><p>rediscutiu a identidade nacional.</p><p>A partir da análise das telas, uma proposta desse</p><p>movimento foi</p><p>a) glorificar a pobreza</p><p>b) naturalizar o exotismo</p><p>c) exaltar a deformidade</p><p>d) valorizar a miscigenação</p><p>e) trazer um elemento externo</p><p>35 - (Unesp/2019)</p><p>Analise a tela Marat assassinado, pintada por</p><p>Jacques-Louis David em 1793.</p><p>Essa pintura apresenta estilo</p><p>a) gótico, expresso no confronto entre claro e</p><p>escuro, e representa uma importante passagem</p><p>bíblica.</p><p>b) barroco, expresso no contraste entre os objetos</p><p>retratados, e valoriza a importância da leitura e da</p><p>escrita.</p><p>c) romântico, expresso no conteúdo religioso da</p><p>cena, e representa o predomínio da emoção sobre</p><p>a razão.</p><p>d) neoclássico, expresso na modelação da</p><p>musculatura do corpo, e representa um episódio</p><p>político da época.</p><p>e) moderno, expresso na imprecisão das formas e</p><p>dos contornos do desenho, e representa o cotidiano</p><p>do homem da época.</p><p>36 - (Enem PPL/2016)</p><p>Essa história em quadrinhos aborda a padronização</p><p>da imagem corporal na contemporaneidade. O</p><p>fator que pode ser identificado como influenciador</p><p>do comportamento obsessivo retratado nos</p><p>quadrinhos é o</p><p>a) entendimento da aparência corporal relacionada</p><p>à saúde.</p><p>b) controle feminino sobre o ideal social de estética</p><p>corporal.</p><p>c) desejo pelo modelo de corpo ideal construído</p><p>socialmente.</p><p>d) questionamento crítico dos valores ligados ao</p><p>sucesso social.</p><p>e) posicionamento reflexivo da mulher frente às</p><p>imposições estéticas.</p><p>18</p><p>37 - (Puccamp/2018)</p><p>Dentre as vanguardas artísticas europeias que</p><p>emergiram no entreguerras, destaca-se o</p><p>a) futurismo, movimento artístico e literário surgido</p><p>na Itália, marcado pela publicação do Manifesto</p><p>Futurista de Filippo Marinetti, que anunciava uma</p><p>nova ordem após a destruição massiva provocada</p><p>pela guerra.</p><p>b) surrealismo, vanguarda que despontou na</p><p>França, bastante influenciada pela psicanálise, que</p><p>teve como um de seus principais expoentes André</p><p>Breton e valorizava os impulsos do inconsciente</p><p>ante a crise da racionalidade provocada pela</p><p>guerra.</p><p>c) expressionismo, movimento artístico que aflorou</p><p>na Alemanha, liderado por Pablo Picasso, voltado</p><p>à denúncia realista do terrível quadro social</p><p>provocado pela derrota desse país na guerra.</p><p>d) impressionismo, gênero pictórico que emergiu</p><p>nos Países Baixos e na França, marcado pela</p><p>subjetividade, pela melancolia e pela angústia</p><p>suscitados nos indivíduos traumatizados pela</p><p>guerra.</p><p>e) fauvismo, corrente artística cujo nome deriva</p><p>de “fauve”, fera em francês, que tinha por objetivo</p><p>retratar o mundo bárbaro, não civilizado, porém</p><p>exótico e capaz de apresentar novos paradigmas</p><p>de modernidade à Europa arrasada após a guerra.</p><p>38 - (UNICAMP/2018 - Adaptada)</p><p>Leia, a seguir, um excerto de “Terrorismo Literário”,</p><p>um manifesto do escritor Ferréz.</p><p>A capoeira não vem mais, agora reagimos com a</p><p>palavra, porque pouca coisa mudou, principalmente</p><p>para nós. A literatura marginal se faz presente para</p><p>representar a cultura de um povo composto de</p><p>minorias, mas em seu todo uma maioria.</p><p>A Literatura Marginal, sempre é bom frisar, é uma</p><p>literatura feita por minorias, sejam elas raciais ou</p><p>socioeconômicas. Literatura feita à margem dos</p><p>núcleos centrais do saber e da grande cultura</p><p>nacional, isto é, de grande poder aquisitivo. Mas</p><p>alguns dizem que sua principal característica é a</p><p>linguagem, é o jeito que falamos, que contamos a</p><p>história, bom, isso fica para os estudiosos.</p><p>Cansei de ouvir: – “Mas o que cês tão fazendo é</p><p>separar a literatura, a do gueto e a do centro”. E</p><p>nunca cansarei de responder: – “O barato já tá</p><p>separado há muito tempo, foi feito todo um mundo</p><p>de teses e de estudos do lado de lá, e do de cá mal</p><p>terminamos o ensino dito básico.”</p><p>(Adaptado de Ferréz, “Terrorismo literário”, em Ferréz (Org.), Lite-</p><p>ratura marginal: talentos da escrita periférica. Rio de Janeiro: Agir,</p><p>2005, p. 9,12,13.)</p><p>Ferréz defende sua proposta literária como uma</p><p>a) descoberta de que é preciso reagir com a palavra</p><p>para que não haja separação entre a grande cultura</p><p>nacional e a literatura feita por minorias.</p><p>b) comprovação de que, sendo as minorias de</p><p>fato uma maioria, não faz sentido distinguir duas</p><p>literaturas, uma do centro e outra da periferia.</p><p>c) manifestação de que a literatura marginal tem</p><p>seu modo próprio de falar e de contar histórias, já</p><p>reconhecido pelos estudiosos.</p><p>d) constatação de que é preciso reagir com a</p><p>palavra e mostrar-se nesse lugar marginal como</p><p>literatura feita por minorias que juntas formam</p><p>uma maioria.</p><p>e) grande estratégia para chegar cada vez mais nas</p><p>estantes por meio da venda massiva de livros.</p><p>39 - (G1 – IFBA/2017)</p><p>20 de Novembro – dia da Consciência Negra</p><p>Em 20 de Novembro comemora-se no Brasil o Dia</p><p>da Consciência Negra. Foi nesse dia, no ano de</p><p>1695, que morreu Zumbi dos Palmares. Este foi a</p><p>liderança mais conhecida do chamado Quilombo</p><p>dos Palmares, que se localizava na Serra da Barriga,</p><p>atual estado de Alagoas. A fama e o símbolo de</p><p>resistência e força contra a escravidão mostrados</p><p>pelos palmarinos fizeram com que a data da morte</p><p>de Zumbi fosse escolhida pelo movimento negro</p><p>brasileiro para representar o Dia da Consciência</p><p>Negra. A data foi estabelecida pela Lei 12.519/2011.</p><p>Outro motivo para a escolha dessa data foi o fato</p><p>de que no Brasil o fim da escravidão é comemorado</p><p>em 13 de maio. Nesse dia, no ano de 1888, a princesa</p><p>Isabel assinou a Lei Áurea que abolia a escravidão no</p><p>Brasil. 1Porém, comemorar o fim da escravidão em</p><p>uma data em que uma pessoa branca e pertencente</p><p>à família real portuguesa, a principal responsável</p><p>pela escravidão no Brasil, assinou uma lei pondo</p><p>fim ao cativeiro faz parecer que a abolição foi feita</p><p>pelos próprios escravistas. Fez com que a abolição</p><p>fosse apresentada como um favor dos brancos aos</p><p>negros. A escolha do dia 20 de Novembro serviu,</p><p>dessa forma, para manter viva a lembrança de que</p><p>o fim da escravidão foi conseguido pelos próprios</p><p>escravos, que em nenhum momento durante o</p><p>período colonial e imperial deixaram de lutar contra</p><p>a escravidão. Os quilombos não deixaram de existir</p><p>2quando Palmares foi destruído sob o comando do</p><p>bandeirante paulista Domingos Jorge Velho. Vários</p><p>outros quilombos foram formados nos duzentos</p><p>anos após o fim de Palmares. Mesmo nos anos finais</p><p>da escravidão a ocorrência de fugas em massa de</p><p>escravos das fazendas, a ocupação de terras e a</p><p>realização de rebeliões foram muito importantes</p><p>para que a Lei Áurea fosse assinada. A abolição</p><p>não representou também o fim dos problemas</p><p>sociais para os escravos libertados.3O racismo e</p><p>19</p><p>a resistência à inclusão dos negros na sociedade</p><p>brasileira após a abolição foram 4também um</p><p>motivo para se escolher o 20 de Novembro como</p><p>data para se lembrar dessa situação. 5A resistência</p><p>dos afrodescendentes não se fez apenas no</p><p>confronto direto contra os senhores e forças</p><p>militares, ela também ocorreu no aspecto religioso</p><p>e cultural, como no candomblé, na capoeira e na</p><p>música. Relembrar essas características culturais é</p><p>uma forma de mostrar a importância dos africanos</p><p>e de seus descendentes na formação social do</p><p>Brasil. PINTO, Tales. 20 de Novembro – dia da Consciência Negra.</p><p>Disponível em: http://escolakids.uol.com.br/20-de-novembro-dia-</p><p>da-consciência-negra. Acesso em: 02/09/2016</p><p>Baseado em argumentos e informações históricas,</p><p>o autor conclui que</p><p>a) em relação à luta e à representatividade dos</p><p>povos negros, a Lei Áurea e o 20 de Novembro não</p><p>apresentam grandes diferenças.</p><p>b) o candomblé e a capoeira, dentre outros</p><p>elementos de identidade cultural, representaram</p><p>meios de resistência frente à opressão.</p><p>c) os africanos e seus descendentes, devido</p><p>à escravidão, influenciaram de forma pouco</p><p>significativa a sociedade brasileira.</p><p>d) desde que o 20 de Novembro foi instituído,</p><p>problemas como o racismo e a exclusão da</p><p>população negra deixaram de existir.</p><p>e) é possível pensar nas características culturais do</p><p>Brasil sem levar em consideração a luta histórica</p><p>das populações negras.</p><p>40 - (G1 – CPS/2015)</p><p>O trecho da letra da música “Esse jongo é meu”, de</p><p>Osvaldinho da Cuíca, traz referências a elementos</p><p>culturais transportados por africanos ao Brasil –</p><p>entre eles, o jongo – cantado em forma de versos</p><p>entre duas pessoas que improvisam desafios uma</p><p>à outra.</p><p>Sou cantador, sou violeiro</p><p>É na enxada que eu labuto o dia inteiro</p><p>Quando brilha a luz da lua</p><p>É que eu canto no terreiro</p><p>Esse jongo é meu</p><p>Quem mandou você entrar</p><p>Só batuca nesse jongo</p><p>Batuqueiro do lugar</p><p>Esse jongo não é seu</p><p>Meu avô trouxe de Angola</p><p>Me ensinou a desatar</p><p>Verso de gente gabola*</p><p>* vaidoso, fanfarrão</p><p><http://tinyurl.com/jw5oqy3> Acesso em: 25.04.2015. Adaptado.</p><p>Considerando a letra da música, conclui-se</p><p>corretamente que o jongo</p><p>a) não é acompanhado por instrumentos musicais.</p><p>b) não se difundiu para além da região de Angola.</p><p>c) era um castigo imposto a africanos rebeldes.</p><p>d) é de origem angolana e era cantado à noite.</p><p>e) é uma forma de luta semelhante à capoeira.</p><p>ANOTAÇÕES</p>