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Prévia do material em texto

Rotinas Jurídicas e 
Administrativas
Professora Me. Caroline Rodrigues Celloto Dante
Reitor 
Prof. Me. José Carlos Barbieri
Vice-Reitor
Prof. Dr. Hamilton Luiz Favaro
Pró-Reitora Acadêmica
Prof. Ma. Margareth Soares 
Galvão
Diretor de Operações 
Comerciais
Prof. Me. José Plínio Vicentini
Diretor de Graduação
Prof. Me. Alexsandro Cordeiro
Alves da Silva
Diretor de Pós-Graduação e 
Extensão
Prof. Ma. Marcela Bortoti Favero
Diretor de Regulamentação 
e Normas
Prof.. Me. Lincoln Villas Boas Macena
Diretor de Operações EAD
Prof. Me. Cleber José Semensate 
dos Santos 
2021 by Editora Edufatecie
Copyright do Texto C 2021 Os autores
Copyright C Edição 2021 Editora Edufatecie
O conteúdo dos artigos e seus dados em sua forma, correçao e confiabilidade são de responsabilidade 
exclusiva dos autores e não representam necessariamente a posição oficial da Editora Edufatecie. Permi-
tidoo download da obra e o compartilhamento desde que sejam atribuídos créditos aos autores, mas sem 
a possibilidade de alterá-la de nenhuma forma ou utilizá-la para fins comerciais.
UNIFCV CAMPUS SEDE
Avenida Advogado 
Horácio Raccanello Filho, 
5950, Novo Centro - 
Maringá - PR
CEP: 87.020-035
UNIFCV SEDE 
ADMINISTRATIVA
Avenida Advogado 
Horácio Raccanello Filho, 
5410, Maringá - PR
CEP: 87.020-035
(44) 3028-4416
www.unifcv.edu.br/
As imagens utilizadas neste
livro foram obtidas a partir do
site Shutterstock.
 
 Dados Internacionais de Catalogação na Publicação - CIP 
 
D192r Dante, Caroline Rodrigues Celloto 
 Rotinas jurídicas e administrativas / Caroline Rodrigues 
 Celloto Dante. Paranavaí: EduFatecie, 2021. 
 80 p. : il. Color. 
 
 
 
1. Cartórios. 2. Direito notaria e registral. I. Centro 
 Universitário UniFatecie. II. Núcleo de Educação a Distância 
 III. Título. 
 
 CDD : 23 ed. 346.81 
 Catalogação na publicação: Zineide Pereira dos Santos – CRB 9/1577 
 
 
AUTORA
Olá, caro(a) aluno(a).
Sou a professor Me. Caroline Rodrigues Celloto Dante e te acompanharei ao longo 
da nossa disciplina de Rotinas Jurídicas e Administrativas.
Para que você possa me conhecer, trarei algumas informações gerais, disponíveis 
no meu Currículo Lattes. 
Sou formada em Direito pela Universidade Estadual de Maringá, especialista em: a) 
Direito do Trabalho e Direito Previdenciário, pelo IDCC - Instituto de Direito Constitucional e 
Cidadania; b) Docência no Ensino Superior, pelo UniCesumar; c) Tecnologias Aplicadas ao 
Ensino à Distância, pelo Centro Universitário Cidade Verde (UniCFV). Por fim, sou profes-
sora mestre em Ciências Jurídicas, pelo UniCesumar. 
Atualmente sou professora universitária da graduação e também da pós-gradua-
ção, além de advogada em escritório particular. 
Caso você tenha interesse em conhecer maiores informações quanto à minha 
formação e atividades desenvolvidas no cenário acadêmico, fica o convite para acesso ao 
meu Currículo na Plataforma Lattes: http://lattes.cnpq.br/0182529445943282. 
APRESENTAÇÃO DO MATERIAL
Olá, querido(a) acadêmico(a)!
Daremos início a nossa disciplina de “Rotinas Jurídicas e Administrativas”. Nos-
so estudo será estruturado em quatro unidades, nas quais veremos as principais rotinas 
administrativas e jurídicas, tanto dos cartórios extrajudiciais, quanto judiciais, bem como 
estratégias possíveis para aprimoramento da gestão deles. 
Na primeira unidade vamos conhecer os conceitos gerais atrelados à gestão, enfa-
tizando a necessidade de planejamento para obtenção de melhores resultados. Falaremos 
sobre gestão de tarefas e as principais características da rotina jurídica e da rotina adminis-
trativa, bem como abordaremos algumas estratégias. 
Já na Unidade II, introduziremos a análise das rotinas administrativas e jurídicas 
relacionadas aos cartórios extrajudiciais. Você irá saber mais sobre os seguintes cartórios 
extrajudiciais, suas atribuições e principais estratégias de gestão: cartório de títulos e docu-
mentos, cartório de imóveis, registro civil de pessoas físicas e jurídicas.
Em sequência, na Unidade III, concluiremos o estudo quanto aos cartórios extra-
judiciais, mediante análise dos seguintes cartórios: notas e protestos, bem como cartório 
distribuidor. Ainda nesta unidade, falaremos a respeito dos cartórios judiciais, introduzindo 
o estudo mediante análise das noções gerais de tais cartórios. 
Por fim, na nossa Unidade IV, finalizaremos o estudo mediante análise das principais 
rotinas jurídicas e administrativas nos cartórios judiciais e da atividade forense, destacando, 
ao final, exemplos práticos de programas criados com a intenção de aprimorar a prestação 
jurisdicional. 
Bons estudos!
SUMÁRIO
UNIDADE I ...................................................................................................... 3
Da Gestão de Tarefas, Rotina Jurídica e Administrativa
UNIDADE II ................................................................................................... 21
Das Rotinas Jurídicas e Administrativas nos Cartórios Extrajudiciais
UNIDADE III .................................................................................................. 38
Das Rotinas Jurídicas e Administrativas nos Cartórios Extrajudiciais 
(Parte II) e Judiciais
UNIDADE IV .................................................................................................. 55
Das Rotinas Jurídicas e Administrativas nos Cartórios Judiciais e 
Atividade Forense
3
Plano de Estudo:
● Conceitos e Definições de Gestão de Tarefas; 
● Características Gerais sobre as Rotinas Administrativas; 
● Características Gerais sobre as Rotinas Jurídicas; 
● Tipos ou Estratégias de Gestão das Rotinas Jurídicas e Administrativas.
Objetivos da Aprendizagem:
● Conceituar e contextualizar a Gestão de Tarefas; 
● Compreender os tipos de ou as estratégias relativas às rotinas 
jurídicas e administrativas; 
● Estabelecer a importância de uma Gestão das 
Rotinas Jurídicas e Administrativas.
UNIDADE I
Da Gestão de Tarefas, Rotina Jurídica e 
Administrativa
Professor Me. Nathan Marques Oliveira
4UNIDADE I Da Gestão de Tarefas, Rotina Jurídica e Administrativa
INTRODUÇÃO
Olá, caro(a) aluno(a), como está?
Iniciamos, hoje, o estudo sobre as Rotinas Jurídicas e Administrativas. 
Em primeiro momento, é preciso compreender os conceitos gerais a respeito da 
disciplina, sendo este o nosso enfoque nesta primeira unidade.
Veremos os conceitos gerais de Gestão de Tarefas, características fundamentais 
quanto à Rotina Jurídica e Administrativa.
Por fim, abordaremos estratégias que podem ser adotadas visando à otimização 
da gestão. 
Está pronto(a)? Podemos começar?
Ótimo estudo! 
5UNIDADE I Da Gestão de Tarefas, Rotina Jurídica e Administrativa
1. DO CONCEITO GERAL AFETO À GESTÃO DE TAREFAS, COM ÊNFASE NA 
 ROTINA JURÍDICA E ADMINISTRATIVA
A gestão é essencial para otimização na prestação de serviços, bem como da 
eficiência, da eficácia e da efetividade da atividade, seja atrelado ao setor público ou ao 
privado. Precisamos, desta feita, analisar conceitos gerais atrelados à gestão, para que 
seja possível sua correlação à rotina jurídica e administrativa.
Mas, afinal, como conceituar gestão? O que este termo significa?
A referida terminologia nos lembra, em primeiro momento, gerir, organizar, admi-
nistrar. Mas, não apenas isso, o contexto por trás envolvido significa dar a vida, ou seja, 
buscar a otimização das tarefas, mediante planejamento, estratégias, que possibilitem que 
a atividade seja desenvolvida de forma mais eficiente e efetiva.
Para elucidar a questão, pense quantas vezes você foi a um determinado lugar, 
seja, por exemplo, um comércio, uma organização pública, e, embora goste ou precise dos 
serviços do local, deseja não mais voltar por conta do atendimento que recebeu, da demora 
na prestaçãodo serviço, do não atendimento à sua solicitação. Exatamente neste ponto se 
enquadra a gestão. 
Isso porque não basta apenas a qualidade do produto em si, da mercadoria. São 
diversos os fatores a serem considerados na escolha do serviço prestado, ou seja, as 
pessoas almejam pelo bom atendimento em sua totalidade, em todos os seus aspectos. 
6UNIDADE I Da Gestão de Tarefas, Rotina Jurídica e Administrativa
Este modelo de excelência na gestão de produtos e serviços é fruto do processo 
de globalização, pois responsável pela aproximação dos aspectos culturais, econômicos 
e políticos sendo palco, portanto, de adequações tanto nas empresas privadas quanto 
nas instituições públicas. Diante deste cenário, houve uma necessidade de adequação do 
trabalho e da formação de mão de obra dos trabalhadores em geral.
Este exemplo geral pode ser aplicado à rotina jurídica e administrativa. É preciso 
buscar estratégias para assegurar a qualidade no serviço a ser prestado, atrelando-se à 
gestão de serviços ou tarefas. A gestão de tarefas ou serviços é de suma importância, sen-
do considerado um diferencial para o desenvolvimento das rotinas em geral, incluindo-se 
as jurídicas e administrativas.
Segundo Kotler (1988, p. 191), “serviço é qualquer atividade ou benefício que uma 
parte possa oferecer a uma outra, que seja essencialmente intangível e que não resulte 
propriedade de alguma coisa. Sua produção pode ou não estar ligada a um produto físico”.
Da leitura do conceito apresentado, podemos concluir que não é atividade em si 
realizada que moldará o serviço prestado, mas sim as peculiaridades que são atribuídas, 
ou seja, a experiência gerada na consecução daquela atividade.
Diante desse cenário, foram, aos poucos, surgindo mecanismos atrelados à efi-
ciência, eficácia e efetividade na prestação dos serviços, que são conceitos atrelados à 
gestão. Como, por exemplo, a chamada gestão de pessoas, gestão de serviços, gestão de 
projetos, gestão estratégica, gestão de desempenho, gestão de riscos. 
Nesta unidade, veremos mecanismos atrelados à gestão correlacionada ao serviço 
jurídico e administrativo. 
Quando falamos em processos gerenciais, alguns aspectos precisam ser levados 
em consideração: planejamento, organização, direção e controle. Há, ainda, a possibilidade 
de inclusão da comunicação. 
Segundo Lima Moreira (2019), tais conceitos são encadeamento lógico nas ativida-
des e podem ser assim conceituados:
7UNIDADE I Da Gestão de Tarefas, Rotina Jurídica e Administrativa
QUADRO 1 - PROCESSOS GERENCIAIS - ENCADEAMENTO LÓGICO 
PLANEJAMENTO ORGANIZAÇÃO DIREÇÃO
Definição dos objetos e os 
métodos de trabalho. 
Distribuição dos recursos e 
das tarefas, estabelecen-
do, para tanto, uma estru-
tura de organização. 
Pessoa responsável por li-
derar as demais, ou seja, 
motivar, influenciar e inspi-
rar, para que as atividades 
anteriormente programa-
das sejam executadas.
COMUNICAÇÃO COORDENAÇÃO CONTROLE
Atrelada à direção, mode-
lando o comportamento 
das pessoas, por intermé-
dio de mensagens, ordens, 
pedidos, discussões, etc. 
O objetivo central é a busca 
pela harmonia no trabalho, 
na estrutura organizacio-
nal. 
Visa apurar os resultados 
da ação, ou seja, garantir 
que o desempenho plane-
jado seja alcançando, corri-
gindo eventuais omissões.
Fonte: Lima Moreira (2019).
Para a referida autora (2019, p. 390), “não há começo e fim definidos, não obstante, 
de forma isolada, as funções serem executadas a partir de uma ordem determinada”, afir-
mando, ainda, “a função de planejamento possui estreita ligação com a função de controle, 
assim como a função de direção possui relação direta com a função de organização”. 
Em toda atividade, portanto, seja atrelada à rotina jurídica ou administrativa, é 
importante ter em mente esse contexto, ligado à gestão, conforme discorreremos nos pró-
ximos tópicos e unidades. 
8UNIDADE I Da Gestão de Tarefas, Rotina Jurídica e Administrativa
2. DAS CARACTERÍSTICAS GERAIS DA ROTINA JURÍDICA 
Vimos no tópico anterior que a gestão de tarefas e/ou serviços, em linhas gerais, 
almeja atingir uma qualidade maior na atividade desenvolvida. Devido a importância no 
atual contexto, seja em relação à tendência de especialização empresarial, ou mesmo no 
cenário público, o conceito passou a ser visto, também, como um produto.
O reflexo deste contexto é a busca por mecanismos voltados à rotina jurídica ou 
administrativa, sem perder de vista a prestação dos serviços em si. 
O modelo de gestão de pessoas e tarefas do serviço público foi repensado para 
que se tornasse cada vez mais flexível e eficiente, concretizando, desta forma, os princípios 
descritos no art. 37 da Constituição Federal. Para tanto, foi necessário o estabelecimento 
de uma política pública de desjudicialização de alguns serviços, originando um novo tipo de 
gestão pública baseado na parceria público-privada (BERGUE, 2007, p. 18).
Neste tópico, falaremos um pouco mais da gestão relativa aos serviços jurídicos, 
que, segundo Blanch-Ribas e Cantera (2011, p. 526): “reduz instituição, seja qual for a sua 
titularidade (pública, mista ou privada) ao status de empresa mercantil que compete em 
igualdade de condições com outras, tratando de vender sua mercados em escala local ou 
global, de acordo com as regras do livre comércio”.
Quando falamos de gestão de tarefas atrelada à rotina jurídica, é preciso pontuar 
uma onda crescente de terceirização dos serviços no mercado de trabalho. Ou seja, não 
raras vezes, as empresas têm optado por contratar gestores jurídicos, para dar o suporte 
parajurídico, seja nos escritórios de advocacia, cartórios, tribunais. 
9UNIDADE I Da Gestão de Tarefas, Rotina Jurídica e Administrativa
 Por consequência, este é um dos aspectos que devemos nos atentar, em especial 
no curso de Gestão de Serviços Jurídicos e Notariais, já que estes profissionais, como 
via de atuação, podem se dedicar a prestar suporte administrativo e jurídico, sem que isto 
configure função exclusiva de bacharéis e advogados. 
Há, igualmente, a gestão vinculada à rotina jurídica propriamente dita, ou seja, na 
atividade cotidiana nos cartórios extrajudiciais, a exemplo dos cartórios de título e notas, de 
imóveis, de registro, bem como no âmbito judicial, como no cartório distribuidor. 
Quando falamos de gestão de serviços jurídicos, um dos aspectos essenciais, é o 
planejamento, sendo preciso ter em mente três aspectos centrais: a) meta a ser alcançada 
e seu ponto de partida; b) recursos disponíveis e necessários; c) estratégias que poderão 
ser utilizadas. 
Segundo Chiavenato (2009, p. 4), a “estratégia é basicamente um curso de ação 
escolhido pela organização a partir da premissa de que uma futura e diferente posição 
poderá oferecer ganhos e vantagens em relação à situação presente”. 
Neste contexto, verificamos que o planejamento é fundamental seja para a atuação 
frente às rotinas jurídicas, seja no âmbito das rotinas administrativas. Deve, em verdade, ser 
o primeiro passo, pois atrela-se à formulação dos objetivos e dos meios para alcançá-los. 
Lima Moreira (2019, p. 390) aponta que: 
O planejamento permite o controle do desempenho e a correção dos desvios. 
Constitui um processo sistemático, permanente, integrado, participativo e 
coordenado de analisar a situação atual, estabelecer e hierarquizar objetivos, 
tomar decisões que provocam mudanças nas pessoas, tecnologias e siste-
mas e, por fim, elaborar planos, assim representado. 
Há, ainda, a possibilidade de descrever o planejamento em três níveis:
QUADRO 2 - NÍVEIS DE PLANEJAMENTO 
PLANEJAMENTO 
ESTRATÉGICO
PLANEJAMENTO TÁTICO PLANEJAMENTO 
OPERACIONAL
É este planejamento que 
norteará os demais planos, 
uma vez que abrange a or-
ganização como um todo. 
É, portanto, um processo 
sistêmico, sintético e gené-
rico visando o estabeleci-
mento dos objetivos a longo 
prazo e dos meios disponí-
veis para alcançá-los. 
Envolve a tomada de deci-
são interna, seja,de uma 
unidade, departamento, 
divisão, etc. Neste plane-
jamento, o enfoque são 
os objetivos, estratégias já 
previstas no planejamento 
estratégico, porém median-
te ações de médio prazo. 
A intenção, por consequên-
cia, é reduzir a incerteza do 
planejamento estratégico. 
Nesse caso, ocorre a pro-
dução de planos específi-
cos e detalhados, com en-
foque a curto prazo. Desta 
forma, ocupa-se do tem-
po presente, do cotidiano, 
buscando uma execução 
eficiente das atividades.
Fonte: Lima Moreira (2019).
10UNIDADE I Da Gestão de Tarefas, Rotina Jurídica e Administrativa
O alinhamento dos três níveis de planejamento, da forma como descrito no Quadro 
2, confere o mapeamento das competências necessárias à organização, permitindo o diá-
logo entre o necessário e o existente e permite a construção de uma fonte de informação 
capaz de demonstrar a necessidade da adequação do pessoal e melhoria do serviço quan-
do comparado com as demandas externas. (SCHIKAMANN, 2010, p. 23).
Desta forma, a gestão de pessoas passa a fazer parte da estratégia de gestão 
jurídica, como observaremos no nosso próximo capítulo.
11UNIDADE I Da Gestão de Tarefas, Rotina Jurídica e Administrativa
3. DAS CARACTERÍSTICAS GERAIS DA ROTINA ADMINISTRATIVA
Quanto à gestão, afeta na administração um dos aspectos mais importantes: a 
chamada gestão de pessoas. Você já ouviu falar sobre? Aqui neste tópico falaremos um 
pouco sobre a relação de pessoas, de organizações e da necessidade de comprometimento 
organizacional. 
As pessoas consistem na fonte de diferencial competitivo, daí a necessidade de 
estudo sobre a gestão de pessoas. 
Por sua vez, as organizações podem ser vistas como entidades formais e entidades 
informais. Ao diferenciá-las Elisabete de Abreu e Lima Moreira (2019, p. 550) aponta que
As organizações, vistas como formais, são compostas de aspectos lógicos 
e racionais, planejados, explícitos, documentados e oficialmente adotados, 
prescritos nos manuais e organogramas (gráfico que representa a estrutura 
das organizações); e como entidades informais são compostas das redes de 
relações e interações, que se desenvolvem espontaneamente entre os indi-
víduos, em razão de interesses comuns, percepções, sentimentos, normas 
próprias e padrões de liderança, independentemente das regras e posições 
oficiais. 
Por sua vez, são os indivíduos que “levam sua inteligência, características pessoais, 
biografias, percepções, cognições e habilidades, que precisam ser gerenciadas para promo-
verem desempenho e vantagem competitiva organizacional” (LIMA MOREIRA, 2019, p. 556). 
Por isso, a necessidade de estudo sobre a chamada gestão de pessoas. 
Dutra (2008) aponta que, na gestão de pessoas, é preciso fornecer diretrizes con-
sistentes para que seja possível alcançar os objetivos organizacionais, bem como os indi-
viduais, ou seja, é preciso que haja sintonia entre os planos organizacionais e estratégicos, 
atentando para a necessidade de respeito mútuo entre os indivíduos. 
12UNIDADE I Da Gestão de Tarefas, Rotina Jurídica e Administrativa
A gestão de pessoas insere-se tanto nas organizações modernas, empresariais, 
mas também no setor público. Devido à importância da temática nas rotinas administrativas 
foram inseridas diversas regulamentações, como, por exemplo:
Decreto 5.497/05: define critérios para ocupação dos cargos em comissão do gru-
po Direção e Assessoramento Superiores (DAS) da administração pública federal direta, 
autárquica e fundacional;
Decreto 9.991/19: dispõe sobre a Política Nacional de Desenvolvimento Pessoal 
- PNDP, considerando a capacitação um processo permanente e deliberado de aprendiza-
gem para o desenvolvimento de competências institucionais e individuais. 
Quanto às rotinas jurídicas, ou seja, quanto ao Poder Judiciário, o cenário não é 
diferente, ou seja, também tem primado pela gestão de pessoas, como, por exemplo, atra-
vés da Resolução 192/2014, do Conselho Nacional de Justiça, que versa sobre a Política 
Nacional de Formação e Aperfeiçoamento dos Servidores do Poder Judiciário. 
Ainda que seja crucial, a gestão de pessoas dentro da administração pública, prin-
cipalmente quando evidenciamos a necessidade de uma prestação de serviço eficiente, já 
que é um dos pilares constitucionais da Administração Pública, não é a única alternativa 
para a concretização de um serviço eficiente. É imprescindível que tenhamos estratégia 
de gestão de rotinas jurídicas e administrativas, dialogando com serviços extrajudiciais, 
matéria correlata do nosso último capítulo.
13UNIDADE I Da Gestão de Tarefas, Rotina Jurídica e Administrativa
4. DAS ESTRATÉGIAS PARA A GESTÃO DAS ROTINAS JURÍDICAS 
 E ADMINISTRATIVAS 
A busca por estratégias, isto é, mecanismos que facilitem a gestão das rotinas 
jurídicas e administrativas, é fator essencial para a otimização da prestação de serviços. 
Você já ouviu falar em alguma dessas possibilidades? Este é nosso enfoque neste quarto 
e último tópico da primeira unidade.
Quanto à rotina jurídica, ou seja, prestação jurisdicional, há um campo enorme 
para atuação especializada no mercado de trabalho, seja auxiliando escritórios de advoca-
cia, ou mesmo perante cartórios, setores jurídicos de grandes empresas etc. 
A título de exemplificação destes serviços é possível mencionar: 
Serviço de Busca em Diários Oficiais 
A rotina atrelada a esse serviço consiste no recebimento de todas as publicações 
devidamente selecionadas conforme a área de interesse, abarcando mandados, citações, 
intimações, editais de licitação, dentre outros. Há vários prestadores de serviços neste 
sentido, como, por exemplo: WEBJUR, LEXNEWS, SERCORTES. Busca-se, através de 
tal serviço, que pode ser mediante assinatura mensal, na maioria dos casos, otimizar o 
recebimento das informações de acordo com a necessidade de cada cliente. A título de 
exemplificação, em uma empresa que participa de licitações públicas na área da construção 
civil. Esta empresa pode precisar deste serviço para que haja a seleção nos diários oficiais 
de editais de licitação em aberto, que se enquadrem na atuação da empresa. 
14UNIDADE I Da Gestão de Tarefas, Rotina Jurídica e Administrativa
Consultorias 
Neste caso, a gestão de tarefas consiste na assessoria relativa às novidades 
atreladas ao serviço ofertado, por exemplo, precificação de serviços, fluxo de caixa em 
escritórios ou mesmo para cartórios, utilizando-se de linguagem jurídica, modulada para a 
gestão de serviços jurídicos. Não raras vezes são oferecidos pacotes mensais de serviços.
Legaltechs 
A expressão legaltech consiste no uso de tecnologias inovadoras, de softwares, 
para fornecimento de serviços jurídicos e auxílio no contexto das rotinas jurídicas. É possí-
vel conceituar o termo da seguinte forma: 
O termo lawtech, ou legaltech, é utilizado para nomear empresas que desen-
volvem produtos e serviços tecnológicos voltados para o mercado jurídico, 
como softwares de gestão, jurimetria e extração de dados públicos. É a 
abreviação de Legal Technology – law (advocacia) e technology (tecnologia) 
(AURUM, 2021).
Atrelada à inovação e tecnologia, é possível citar a atuação das startups também 
no contexto jurídico, mediante desenvolvimento de ferramentas e aplicativos que permitem 
uma atuação dinâmica aos operadores de direito, auxiliando, por exemplo, no agendamen-
to de prazos, tarefas a serem realizadas, distribuição de atividades para a equipe, dentre 
outros. É possível citar a existência dos seguintes serviços já disponíveis: SOFTWARE 
JURÍDICO - LEGAL ONE THOMSON REUTERS, PROJURIS. 
São várias as possibilidades relativas às lawtechs/legaltechs, ou seja, especializa-
das em determinados segmentos. Por exemplo, ferramentas para monitoramento e gestão 
das informações públicas, tais como legislações e publicações. Neste contexto, é possível 
citar a UPLEXIS. Outra possibilidade, a título de exemplificação, seria relativa ao auxílio na 
prospecção de clientes, como éo caso do JURÍDICO CERTO. 
Cartório on-line: 
Os cartórios on-line relacionam-se com maior precisão às atividades notariais no 
ambiente digital, por exemplo, oferecendo certificados digitais e assessoria quanto aos am-
bientes virtuais. São vários os prestadores de serviços neste sentido já disponíveis, como 
os seguintes sítios eletrônicos: sistemafederal.com.br; cartorio24horas.com.br.
Os certificados digitais cada vez mais tem se inserido na rotina do dia a dia, consis-
tindo numa identidade digital, seja para pessoa jurídica ou pessoa física. Segundo Monteiro 
e Mignoni (2007, p. 15),
Um Certificado Digital ou identidade digital é um arquivo digital de computa-
dor que, como os demais documentos tradicionais de identificação, além dos 
dados do indivíduo ou entidade, possuem também uma Chave Pública do 
assinante. Estes documentos eletrônicos são chancelados digitalmente pela 
entidade emissora, conhecida como Autoridade Certificadora, com o objetivo 
15UNIDADE I Da Gestão de Tarefas, Rotina Jurídica e Administrativa
de interligar a Chave Pública a uma pessoa ou entidade, possuindo o mesmo 
valor de um documento físico, como carteira de identidade, passaporte, car-
tões de créditos, e utilizados da mesma forma na identificação de indivíduos 
ou entidades na rede (STA 99) que, ao serem apresentados, servem como 
prova de identificação. O Certificado Digital serve também como um mecanis-
mo para divulgação da Chave Pública.
São vários os tipos de certificados digitais disponibilizados e com ciclos de vida 
diferenciados. Porém, vem ganhando cada vez mais espaço, seja nos cartórios, por exem-
plo, o tabelião de notas poderá fazer o reconhecimento de firma digital e irá autenticar o 
documento eletrônico, seja nos sistemas do Poder Judiciário.
Há também estratégias relativas às rotinas administrativas. Segundo Elisabete 
de Abreu e Lima Moreira (2019, p. 453), “as estratégias podem ser classificadas, de várias 
maneiras, a depender do tipo que mais se adequa a cada organização e as suas necessi-
dades”. A estratégia, segundo a autora, pode ser agrupada nos seguintes tipos:
Estratégia pelos objetivos: visa alcançar objetivos ou metas;
Estratégia pela vantagem competitiva: o intuito é alcançar e manter vantagens 
competitivas;
Estratégia pela competência essencial: vincula-se à geração de vantagens compe-
titivas, que decorrem de competências essenciais; 
Estratégia pela interação com competidores: influência exercida pelos competido-
res, abarcando opções adequadas para cada situação.
Todas essas estratégias e tecnologias adotadas na gestão jurídica busca a con-
cretização de um serviço público essencial e fundamental de forma eficiente e para isso, a 
adequação da Organização Judiciária com o apoio de uma rede extrajudicial é fundamental.
A Constituição da República Federativa do Brasil, de 1988, em seu art. 236, autoriza 
a delegação de serviços jurídicos para os parceiros extrajudiciais, vejamos:
Art. 236. Os serviços notariais e de registro são exercidos em caráter privado, 
por delegação do poder público. 
§ 1º Lei regulará as atividades, disciplinará a responsabilidade civil e criminal 
dos notários, dos oficiais de registro e de seus prepostos, e definirá a fiscali-
zação de seus atos pelo Poder Judiciário.
§ 2º Lei federal estabelecerá normas gerais para fixação de emolumentos 
relativos aos atos praticados pelos serviços notariais e de registro. 
§ 3º O ingresso na atividade notarial e de registro depende de concurso 
público de provas e títulos, não se permitindo que qualquer serventia fique 
vaga, sem abertura de concurso de provimento ou de remoção, por mais de 
seis meses (BRASIL, 1988).
As serventias extrajudiciais, também conhecidas como cartórios, nada mais são 
que estabelecimentos que prestam serviços públicos notariais e de registro, com organiza-
ção técnica e administrativa que garantem publicidade, autenticidade, seguridade e eficácia 
aos atos jurídicos e que exerce uma grande função social, como bem descreve Débora 
Catizane (2015, on-line): 
16UNIDADE I Da Gestão de Tarefas, Rotina Jurídica e Administrativa
Talvez o cidadão nunca tenha adentrado ao Fórum local, por jamais ter sido 
parte em demanda judicial. Contudo, é certo que já passou pelas instalações 
de um “Cartório”, seja para registrar o nascimento de um filho, ou mesmo 
o óbito de um parente próximo. As Serventias Extrajudiciais participam das 
principais fases da existência de uma pessoa natural, imprimindo segurança 
nas mais diversas relações humanas, tanto em questões de direitos da per-
sonalidade extrapatrimoniais, como em direitos patrimoniais disponíveis.
Desta forma, podemos evidenciar o grande prestígio conferido às serventias ex-
trajudiciais, que exercem funções públicas relevantes e capazes de desafogar o Poder 
Judiciário, deixando este para o efetivo serviço de demandas complexas.
SAIBA MAIS
Você sabia que o sucesso de um escritório de advocacia possui relação com a prática 
de gestão jurídica? Esta gestão não está atrelada, tão somente, às ferramentas utiliza-
das no cotidiano do escritório, mas também à gestão pessoal e de processos, tudo com 
a finalidade de exercer uma advocacia diferenciada. 
Confira a reportagem: https://blog.sajadv.com.br/gestao-juridica-para-escritorio/
Fonte: TUDO sobre gestão jurídica e seu impacto em escritórios de advocacia. Gestão na advocacia. 
SAJADV. 2019. Disponível em: https://blog.sajadv.com.br/gestao-juridica-para-escritorio/. Acesso em: 22 
jun. 2021.
Há, ainda, que se falar em gestão jurídica especializada, ou seja, atrelada a ramos espe-
cíficos do Direito. A título de exemplificação, podemos citar a gestão jurídica ambiental, 
apontada no artigo a seguir descrito:
Fonte: RODRIGUES, José Allankardec Fernandes; ARAÚJO, Paulo Sérgio Rodrigues de. Gestão Jurídi-
ca Ambiental: alternativa de exequibilidade socioeconômica. X Congresso Nacional de Excelência em 
Gestão. Disponível em: https://www.inovarse.org/sites/default/files/T14_0239_11.pdf. Acesso em: 22 jun. 
2021.
17UNIDADE I Da Gestão de Tarefas, Rotina Jurídica e Administrativa
REFLITA 
Vimos que há inúmeras tecnologias atinentes à gestão de atividades e serviços jurí-
dicos, sejam elas extrajudiciais ou judiciais. Será que toda essa tecnologia, algumas 
contando com a chamada inteligência artificial, seria capaz de substituir a mão de obra 
do gestor? Como podemos garantir o uso da tecnologia sem perder a importância do 
pessoal no exercício jurídico? 
Leia mais sobre estas indagações no link: https://www.projuris.com.br/inteligencia-artifi-
cial-direito-advogado-precisa-saber
Fonte: INTELIGÊNCIA artificial no Direito: o que o advogado precisa saber? PROJURIS. [s.d]. Disponível 
em: https://www.projuris.com.br/inteligencia-artificial-direito-advogado-precisa-saber. Acesso em: 22 jun. 
2021.
Outro fator importante consiste na gestão de tarefas no ambiente empresarial. Como 
implementar a gestão? Quais os fatores positivos? Estes pontos, assim como outros, 
são analisados no seguinte artigo:
Fonte: GESTÃO de tarefas: entenda como implementar na empresa para um melhor desempenho. SO-
LIDES. 2021. Disponível em: <https://blog.solides.com.br/gestao-de-tarefas/>. Acesso em: 22 jun. 2021.
18UNIDADE I Da Gestão de Tarefas, Rotina Jurídica e Administrativa
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Caro(a) aluno(a), encerramos a Unidade I do nosso livro que abordou o estudo 
sobre a gestão de tarefas com ênfase na rotina jurídica e administrativa.
Vimos na primeira parte do livro que a gestão é um elemento crucial para a otimi-
zação na prestação de serviços e que o seu estudo está intimamente correlacionado com 
a eficiência, eficácia e efetividade das atividades, sejam elas públicas ou privadas. E que, 
por esta razão, a gestão das atividades administrativas e jurídicas passam a ser essenciais 
para um serviço de qualidade.
Na sequência abordamos acerca das características gerais da rotina jurídica. Vimos 
que o conceito de gestão passou a serencarado como um produto e que este cenário foi o 
responsável pela busca de mecanismos aplicáveis à gestão de tarefas jurídicas, enfatizan-
do a importância do planejamento para a execução destas atividades.
Em seguida, falamos um pouco das características gerais da rotina administrativa e 
a importância da gestão de pessoas como forma de alavancar os objetivos organizacionais, 
sejam eles públicos ou privados.
Por fim, enfatizamos as estratégias para a gestão das rotinas jurídicas e administra-
tivas e os diversos produtos e serviços utilizados para esta finalidade. Buscamos demons-
trar, neste capítulo, o uso da tecnologia em favor da gestão das tarefas administrativas e 
jurídicas e os seus impactos no cotidiano.
Agora que você já aprendeu sobre gestão de tarefas vamos conversar um pouco 
sobre as rotinas jurídicas e administrativas nos cartórios extrajudiciais?
19UNIDADE I Da Gestão de Tarefas, Rotina Jurídica e Administrativa
LEITURA COMPLEMENTAR
Olá, querido(a) aluno(a),
Chegamos ao final da primeira unidade, e, para complementar o estudo, foram 
apontados a seguir duas obras importantes. A primeira versa sobre a assinatura eletrônica 
e a segunda sobre gestão jurídica personalizada. 
Bons estudos!
BEHRENS, Fabiele. A assinatura eletrônica como requisito de validade dos negócios 
jurídicos e a inclusão digital na sociedade brasileira. 2005. 135f. Dissertação (Mestrado em 
Direito) - PUC-PR, Curitiba, 2005.
SILVA, Adilson Aderito da; AMIRA, Chammas; MEDEIROS JUNIOR, Alberto de; 
SILVA, Celso Flavio da; SILVA, Ricardo Valente da. GESTÃO JURÍDICA PERSONALIZADA 
− REORGANIZAÇÃO DO DEPARTAMENTO JURÍDICO DE UMA HOLDING DO SETOR 
QUÍMICO À LUZ DA TEORIA DOS CUSTOS DE TRANSAÇÃO. São Paulo: Práticas em 
contabilidade e gestão, 2020.
20UNIDADE I Da Gestão de Tarefas, Rotina Jurídica e Administrativa
MATERIAL COMPLEMENTAR
LIVRO 
Título: Gestão de pessoas: bases teóricas e experiências no setor 
público.
Autor: Organizadores: Maria Julia Pantoja, Marinauza R. de Souza 
Camões e Sandro Trescastro Bergue.
Editora: ENAP. Fundação Escola Nacional de Administração Pú-
blica.
Sinopse: O livro sistematiza reflexões realizadas por docentes e 
alunos no decorrer da primeira edição do curso de Especialização 
em Gestão de Pessoas no Serviço Público, realizado pela ENAP no 
período de 2007 a 2009. Dessa forma, valoriza a articulação entre 
o conhecimento acadêmico trazido por professores de renomadas 
universidades brasileiras e a experiência dos servidores públicos 
participantes do curso. Ao disseminar os aprendizados gerados, a 
publicação busca ampliar o debate sobre os temas em referência 
e subsidiar o intercâmbio e a produção de conhecimentos ineren-
tes à temática no serviço público, considerando sua centralidade 
para a sustentabilidade dos programas de governo. Nos artigos 
publicados, professores e alunos tratam de temas, conceitos 
e experiências que hoje são desafios na gestão de pessoas no 
setor público. Não há pretensão de fazer abordagens conclusivas 
e, sim, trazer indagações e apontar desafios contemporâneos a 
serem enfrentados. Os textos selecionados para esta publicação 
foram organizados em sete capítulos teóricos e sete estudos de 
caso, que levam em conta a centralidade e relevância dos temas 
no debate atual da gestão de pessoas.
FILME/VÍDEO 
Título: ERIN BROCKOVICH - Uma mulher de talento.
Ano:: 2020.
Sinopse: Erin (Julia Roberts) é a mãe de três filhos que trabalha 
num pequeno escritório de advocacia. Quando descobre que a 
água de uma cidade no deserto está sendo contaminada e es-
palhando doenças entre seus habitantes, convence seu chefe a 
deixá-la investigar o assunto. A partir de então, utilizando-se de 
todas as suas qualidades naturais, desde a fala macia e convin-
cente até seus atributos físicos, consegue convencer os cidadãos 
da cidade a cooperarem com ela, fazendo com que tenha em mãos 
um processo de 333 milhões de dólares.
21
Plano de Estudo:
● Conceitos e Definições quanto aos cartórios extrajudiciais, como, por exemplo, 
● cartório de títulos e documentos;
● Rotinas afetas ao Cartório de Imóveis;
● Nuances gerais relacionadas às rotinas do cartório de registro civil de pessoas naturais;
● Aspectos gerais sobre as rotinas dos cartórios de registro civil de pessoas jurídicas.
Objetivos da Aprendizagem:
● Conceituar e contextualizar as rotinas jurídicas e 
administrativas nos cartórios extrajudiciais; 
● Compreender os tipos de cartórios extrajudiciais e suas atividades principais; 
● Estabelecer a importância de uma rotina adequada em tais atividades.
UNIDADE II
Das Rotinas Jurídicas e Administrativas 
nos Cartórios Extrajudiciais
Professora Me. Caroline Rodrigues Celloto Dante
22UNIDADE II Das Rotinas Jurídicas e Administrativas nos Cartórios Extrajudiciais
INTRODUÇÃO
Olá, caro(a) aluno(a),
Na primeira unidade vimos conceitos gerais afetos à gestão, às rotinas jurídicas e 
administrativas, e, a necessidade de um planejamento na atuação, de forma a assegurar a 
qualidade e efetividade na prestação de tais serviços. 
Vimos, igualmente, a possibilidade de cisão do estudo quanto ao cenário judicial e 
extrajudicial. Mas, você conhece quais são os cartórios extrajudiciais? Quais as principais 
atribuições desenvolvidas por cada um deles? Como inserir o contexto de planejamento e 
gestão em tais cartórios?
É sobre isso que falaremos nesta unidade, enfatizando os seguintes cartórios extra-
judiciais: títulos e documentos, imóveis, registro civil de pessoas físicas e pessoas jurídicas.
Preparado(a)? Animado(a)? 
Vamos lá!
23UNIDADE II Das Rotinas Jurídicas e Administrativas nos Cartórios Extrajudiciais
1. DAS ROTINAS JURÍDICAS AFETAS AO CARTÓRIO DE TÍTULO E DOCUMENTOS
Olá, prezado(a) aluno(a),
Neste tópico falaremos sobre o cartório de título e documentos, em específico 
quanto às rotinas jurídicas e administrativas. 
Você sabe qual a importância deste cartório? Quais os serviços prestados? Quais 
as rotinas e respectivo planejamento possível? 
Abordaremos essas e outras questões a partir de agora.
Quando falamos em registro de títulos e documentos estamos nos referindo a uma 
das serventias extrajudiciais com atribuições mais amplas, vez que abrange o registro de 
instrumentos particulares em geral, como no caso de penhor, contrato de locação, contrato 
de confissão de dívida, dentre outros. A intenção com o registro é, principalmente, dar 
publicidade ao documento, a fim de que possa gerar efeitos perante terceiros.
Segundo Christiano Cassettari, Joao Pedro Lamana Paiva e Percio Brasil Alvares 
(2018, on-line), é possível conceituar o Registro de Títulos e Documentos como:
[...] órgão registral a que é incumbida, na forma da lei, como principal 
preponderante atribuição, a realização do registro destinado a conferir, ao 
instrumento particular que prova as obrigações convencionais de qualquer 
valor, desde que feito e assinado, ou somente assinado, por quem esteja na 
livre disposição e administração de seus bens, bem como no instrumento 
da respectiva cessão de direito, os efeitos em relação a terceiros, na forma 
estabelecida pelo art. 221, do Código Civil, especialmente quando essas 
obrigações não sejam convencionadas em relação a bens imóveis.
24UNIDADE II Das Rotinas Jurídicas e Administrativas nos Cartórios Extrajudiciais
Trata-se de uma serventia extrajudicial, atrelada ao serviço notarial e registral, nos 
termos do art. 1º, da Lei 8.935/1994, e, portanto, vinculada à organização técnica e adminis-
trativa, cujo principal escopo é garantir publicidade, autenticidade, segurança e eficácia aos 
atos jurídicos. Tal cenário também encontra respaldo no art. 1º, § 1º, III, da Lei n. 6.015/73.
Podemos concluir, desta feita, que o Registro de Títulos e Documentos é uma das 
espécies de registro público instituído com base no art. 236, da Constituição Federal, que 
assim versa (BRASIL, 1988):
Art. 236. Os serviços notariais e de registro são exercidos em caráter privado, 
por delegaçãodo Poder Público. 
§ 1º Lei regulará as atividades, disciplinará a responsabilidade civil e criminal 
dos notários, dos oficiais de registro e de seus prepostos, e definirá a fiscali-
zação de seus atos pelo Poder Judiciário.
§ 2º Lei federal estabelecerá normas gerais para fixação de emolumentos 
relativos aos atos praticados pelos serviços notariais e de registro. 
§ 3º O ingresso na atividade notarial e de registro depende de concurso 
público de provas e títulos, não se permitindo que qualquer serventia fique 
vaga, sem abertura de concurso de provimento ou de remoção, por mais de 
seis meses.
Da ilação do dispositivo constitucional, podemos extrair que cada um dos serviços 
de registro notarial e registral possui competências e atribuições distintas, sendo que a 
principal legislação a respeito, em termos de ilações gerais, é a já citada Lei n. 8.935/1994, 
bem como a Lei de Registros Públicos (Lei 6.015/1973), igualmente mencionada. 
Segundo Luiz Guilherme Loureiro (2019, p. 535), os princípios registrais possuem 
três funções, ou seja, a atuação de tais serventias possuem como escopo central as se-
guintes atribuições:
 
a) Função Informadora ou Integradora: Constituem um modo de orientação ou direção 
fundamental para que os preceitos concretos tenham por conteúdo disposições 
lógicas. b) Função Científica: São uma representação intelectual sistematizada 
do instrumento publicitário integral [...] traduzem as diretrizes que balizam os 
microssistemas jurídicos); c) Função Aplicativa: Objetivam facilitar a interpretação 
das normas jurídicas permitindo uma correta aplicação do ordenamento jurídico.
Ao longo desta unidade e das próximas, abordaremos peculiaridades específicas 
dos principais cartórios extrajudiciais. É preciso, desta feita, compreendermos qual a com-
petência, quais as atribuições centrais do Cartório de Títulos e Documentos. O art. 12, da 
Lei 8.935/1994 assim dispõe:
Art. 12. Aos oficiais de registro de imóveis, de títulos e documentos e civis das 
pessoas jurídicas, civis das pessoas naturais e de interdições e tutelas compete a 
prática dos atos relacionados na legislação pertinente aos registros públicos, de que 
são incumbidos, independentemente de prévia distribuição, mas sujeitos os oficiais 
de registro de imóveis e civis das pessoas naturais às normas que definirem as 
circunscrições geográficas.
25UNIDADE II Das Rotinas Jurídicas e Administrativas nos Cartórios Extrajudiciais
Em complementação, é preciso destacar os arts. 127, 129 e 160, da Lei n. 6.015/73. 
O art. 129 da citada lei aponta relação de quais documentos estariam sujeito a registro 
no Cartório de Títulos e Documentos: a) contratos de locação de prédios; b) documen-
tos decorrentes de depósito ou caução, quando feitos em garantia de cumprimento de 
obrigação; c) cartas de fiança; d) serviços de locação de serviços não atribuídos a outras 
repartições; d) contratos de compra e venda em prestações, com reserva de domínio ou 
não, qualquer que seja a forma de que se revistam, os de alienação ou de promessas 
de venda referentes a bens móveis e os de alienação fiduciária; e) todos os documentos 
de procedência estrangeira, acompanhados das respectivas traduções, para produzirem 
efeitos em repartições da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos 
Municípios ou em qualquer instância, juízo ou tribunal; f) as quitações, recibos e contratos 
de compra e venda de automóveis, assim como o penhor destes; g) os atos administrativos 
expedidos para cumprimento de decisões judiciais, sem trânsito em julgado, pelas quais for 
determinada a entrega, pelas alfândegas e mesas de renda, de bens e mercadorias proce-
dentes do exterior; h) os instrumentos de cessão de direitos e de créditos, de sub-rogação 
e de dação em pagamento. 
Além das atribuições já descritas, segundo o parágrafo único do art. 127, Caberá 
ao Registro de Títulos e Documentos a realização de quaisquer registros não atribuídos 
expressamente a outro ofício. Trata-se de uma competência considerada residual, portanto. 
Igualmente possui atribuição para realizar as respectivas averbações, nos termos do art. 
128, À margem dos respectivos registros, serão averbadas quaisquer ocorrências que os 
alterem, quer em relação às obrigações, quer em atinência às pessoas que nos atos figura-
rem, inclusive quanto à prorrogação dos prazos. 
Como dito, a principal finalidade com o registro é assegurar a publicidade, e, por 
consequência gerar efeitos em relação à terceiros, e não apenas aos envolvidos em uma 
determinada relação jurídica. O efeito prático será assegurar validade e eficácia entre as 
partes, desde a celebração do negócio jurídico, bem como eficácia ou oponibilidade em 
relação a terceiros, desde a data de finalização do registro.
Tecidas essas considerações, para nossa disciplina, importa o estudo do procedi-
mento para que tais registros ocorram, ou seja, as rotinas vinculadas. Segundo a doutrina 
(CASSETTARI; PAIVA; ALVARES, 2018, on-line), há um padrão geral que pode ser sinteti-
zado da seguinte forma: 
26UNIDADE II Das Rotinas Jurídicas e Administrativas nos Cartórios Extrajudiciais
- Requerimento explicitando o registro requerido e sua finalidade, tendo em vista 
que, quando os registros têm caráter prioridade de direitos, eventualmente em concurso, 
representados por instrumentos registrados, com suas datas previamente fixadas, assim 
como oponibilidade a terceiros, decorrente da publicidade registral a ele conferida; quando 
têm caráter facultativo (não obrigatório), ao revés, não garantirão prioridade nem oponibili-
dade, pois o efeito é essencialmente conservativo de todo o seu conteúdo;
- Requerimento explicando as notificações a serem realizadas e seus destinatários 
que eventualmente não figurem no documento registrado; 
- Exame superficial das condições do título, estando vedado o registro de docu-
mentos que expressem atividades ilegais, ou tenham conteúdo ofensivo à moral e aos bons 
costumes;
- Dispensa de reconhecimento de firmas (salvo nas procurações a serem 
apresentadas);
- O apontamento de qualquer título a registro não restará obstado em razão 
da exigência de prévio cumprimento de obrigação fiscal se essa prenotação 
tiver o condão de garantir prioridade de direitos ao apresentante, assim como 
no caso de conter evidente causa de impugnação do título (art. 12, da LRP);
- A exigência, de regra, de tradução pública juramentada para a realização de 
registro de documentos estrangeiros salvo quando o registro seja destinado à 
simples conservação do documento e esteja versado em caracteres comuns 
(alfabeto latino). 
As ideias apresentadas, quanto ao padrão geral, nos indicam quais as rotinas adminis-
trativas envolvidas no contexto do registro perante o Cartório de Títulos e Documentos, sendo 
inúmeras as espécies de glossários que podem ser objeto de registro, como, por exemplo, 
acordos, atas notariais, alvarás, alienação fiduciária, atestados, autorizações, confissões de 
dívidas, contrato de honorários, contratos de prestação de serviços, dentre outros.
Mas mesmo diante de toda a explanação sobre o cartório de títulos e documentos 
você pode se perguntar: o que efetivamente este cartório faz? Como já mencionamos, o 
cartório de títulos e documentos é responsável pelo registro de diversos documentos, bem 
como pela prática de registros de atos não atribuídos aos cartórios especializados, como o 
registro de imóveis, por exemplo.
Mas qual um exemplo prático da rotina deste cartório? Um exemplo típico deste 
cartório é a realização de notificações extrajudiciais a devedores diversos. Sabe aquela 
notificação encaminhada pelo credor ao devedor cobrando uma dívida que ainda não foi 
paga e que tem o selo de um representante público? Pois então, é este cartório quem faz 
esta diligência. Este é, portanto, um grande exemplo da rotina atinente a este cartório.
Agora que você já conhece sobre o cartório de títulos e documentos,que tal 
conhecermos um pouco sobre a rotina do cartório de registro de imóveis? Um cartório 
especializado e com uma demanda atrelada ao setor imobiliário.
27UNIDADE II Das Rotinas Jurídicas e Administrativas nos Cartórios Extrajudiciais
2. DAS ROTINAS AFETAS AO CARTÓRIO DE IMÓVEIS
No tópico anterior falamos sobre o Cartório de Títulos e Documentos e suas principais 
atribuições e rotinas. Neste tópico, nosso enfoque será quanto as rotinas dos Cartórios de Imóveis.
Você sabe quais as atribuições destes cartórios? Como funcionam? Quais as prin-
cipais demandas e atividades? 
Veremos essas implicações e outras a partir de agora.
Assim como no tópico anterior, é a legislação quem aponta quais atos poderão ser 
objeto de registro no Cartório de Imóveis, ou seja, podemos falar, neste caso, da incidência 
do princípio da legalidade. 
É a legislação que estabelece atos que serão levados a registro e outros que serão 
averbados. Devemos, então, verificar o teor da Lei n. 6.015/75 (Lei de Registros Públicos) 
e a Lei 8.935/95. O Cartório de Registro de Imóveis está previsto no art. 1º, § 1º, IV e no art. 
5º, IV, da Lei 8.935/94. Desta feita, aplicamos, aqui, aquelas ilações gerais, afetas à finali-
dade do registro, ou seja, assegurar autenticidade, segurança e eficácia dos atos jurídicos.
Nesse sentido, é a posição da doutrina (CASSETTARI; SERRA; SERRA, 2018, on-line):
Qualquer sistema de registro, seja imobiliário, de empresas, ou de qualquer 
outra natureza, tem, como fim último, conferir segurança jurídica ao setor 
que tutela. No caso de registro de imóveis brasileiro, a segurança que se 
busca é a estática, ou seja, a do titular dos direitos referentes a determinado 
imóvel, sendo atribuição do tabelião a tutela da segurança jurídica dinâmica 
(do adquirente). 
28UNIDADE II Das Rotinas Jurídicas e Administrativas nos Cartórios Extrajudiciais
Complementam os referidos autores, que o registro de imóveis é a instituição com-
petente para a formação e conservação do assento dos dados relacionados aos direitos 
reais previstos na legislação pátria, destacando, igualmente, o registro das demais informa-
ções cuja inscrição a lei determinar para efeitos de publicidade.
Já a Lei de Registro Público é clara ao prever que: 
Art. 172 - No Registro de Imóveis serão feitos, nos termos desta Lei, o registro e a 
averbação dos títulos ou atos constitutivos, declaratórios, translativos e extintos de 
direitos reais sobre imóveis reconhecidos em lei, “ inter vivos” ou “ mortis causa” 
quer para sua constituição, transferência e extinção, quer para sua validade em 
relação a terceiros, quer para a sua disponibilidade. 
 É por meio dessas serventias registrais que os direitos reais sobre os imóveis se 
constituem, alteram ou extinguem. O Cartório de Registro de Imóveis funciona, na prática, 
como um depósito que contém as informações relativas à propriedade dos imóveis, levando 
em consideração a sua atuação territorial.
Com isso, almeja-se que haja maior segurança na aquisição de determinada pro-
priedade imobiliária por intermédio de atos oriundos de acordos de vontade entre as partes.
Em complementação ao citado dispositivo, somente serão passíveis de registro, 
nos termos do art. 221, da Lei 6.015/75, os seguintes atos: 
Art. 221 - Somente são admitidos registro: 
I - escrituras públicas, inclusive as lavradas em consulados brasileiros;
II - escritos particulares autorizados em lei, assinados pelas partes e teste-
munhas, com as firmas reconhecidas, dispensado o reconhecimento quando 
se tratar de atos praticados por entidades vinculadas ao Sistema Financeiro 
da Habitação;
III - atos autênticos de países estrangeiros, com força de instrumento público, 
legalizados e traduzidos na forma da lei, e registrados no cartório do Registro 
de Títulos e Documentos, assim como sentenças proferidas por tribunais 
estrangeiros após homologação pelo Supremo Tribunal Federal;
IV - cartas de sentença, formais de partilha, certidões e mandados extraídos 
de autos de processo.
V - contratos ou termos administrativos, assinados com a União, Estados, 
Municípios ou o Distrito Federal, no âmbito de programas de regularização 
fundiária e de programas habitacionais de interesse social, dispensado o 
reconhecimento de firma. 
Quanto ao registro de imóveis, não é possível o seu registro, sem que haja a 
respectiva matrícula, conforme o art. 236, da Lei de Registros Públicos: Nenhum registro 
poderá ser feito sem que o imóvel a que se referir esteja matriculado (BRASIL, 1973). 
No Registro de Imóveis, além da matrícula, é feito o registro de vários atos, elen-
cados no art. 167, I, da Lei nº. 6.015/1973. São as seguintes hipóteses: a) instituição de 
bem de família; b) hipotecas legais, judiciais e convencionais; c) contratos de locação de 
prédios, quando consignada cláusula de vigência no caso de alienação da coisa locada; d) 
penhoras, arrestos e sequestros de imóveis; d) servidões; dentre outras. 
29UNIDADE II Das Rotinas Jurídicas e Administrativas nos Cartórios Extrajudiciais
Mas qual a importância prática do cartório de imóveis? Para responder esta indaga-
ção nada melhor do que lembrá-lo(a) acerca daquele ditado: quem não registra não é dono, 
lembra? Quando falamos em um bem imóvel, a propriedade deste bem se comprova com o 
registro imobiliário e é este ato que deve ser realizado no cartório de imóveis. Este registro 
serve como identificação do imóvel, a exemplo do CPF para pessoas físicas.
Pois bem, agora que você já conhece sobre o registro de imóveis, não podemos 
deixar de abordar o cartório de registro civil de pessoas físicas. Vamos lá?
30UNIDADE II Das Rotinas Jurídicas e Administrativas nos Cartórios Extrajudiciais
3. DAS ROTINAS AFETAS AO REGISTRO CIVIL DE PESSOAS FÍSICAS
Olá, caro(a) acadêmico. Chegamos ao terceiro tópico da nossa Unidade II. Nesta 
unidade falaremos um pouco sobre o Registro Civil de Pessoas Naturais/Físicas. Quando 
falamos de Registro Civil estamos falando apenas da Certidão de Nascimento? De casa-
mento? E de óbito? Já iremos descobrir!
A primeira ideia que nos vem à mente quando falamos de Registro Civil de pessoas 
físicas é a identidade da pessoa, ou seja, o seu registro de nascimento. A doutrina destaca que 
Nada é mais assustador para um jurista do que uma pessoa sem registro. 
É um fantasma pairando no mundo natural com o qual não se sabe como 
lidar. O único e imediato conselho é providenciar o seu devido e necessário 
registro de nascimento, que é seu documento mais elementar e essencial, 
sem o qual a pessoa não é um indivíduo. Sem individualidade, dilui-se na 
mais primitiva e bruta humanidade, deixando de ser pessoa, ao menos para 
o mundo dos direitos (CASSETTARI; OLIVEIRA; CAMARGO NETO, 2014, on-line).
Mas seria essa a única atribuição do Cartório de Pessoas Naturais/Físicas? O 
registro de nascimento? A resposta é não. Quais seriam, então, as outras atribuições?
Avaliar o conceito de pessoa natural é essencial para compreender os conteúdos 
relacionados a registro civil. A pessoa natural é, basicamente, todo ser humano, indepen-
dentemente de credo, raça, gênero ou idade. A Constituição Federal de 1988 é clara em 
seu art. 1º, ao prever como fundamentos da República Federativa do Brasil, dentre outros, 
a cidadania e a dignidade da pessoa humana. Verifica-se, por consequência, que a atuação 
do Cartório de Registro de Pessoas Naturais é fundamental, uma vez que o estado da pes-
soa pode ser elencado em três caracteres distintivos: nome, domicílio e Estado. Segundo 
31UNIDADE II Das Rotinas Jurídicas e Administrativas nos Cartórios Extrajudiciais
Loureiro (2019, p. 130), o estado da pessoa exprime qualidades consideradas permanente, 
quais sejam: a) nome; b) filiação; c) sexo designado no nascimento; d) casamento; e) na-
cionalidade. 
O art. 29, da Lei de Registros Públicos aponta que serão anotados no registro civil 
de pessoas naturais as seguintes hipóteses: a) nascimentos;b) casamentos; c) óbitos; d) 
emancipações; e) interdições; f) sentenças declaratórias de ausência; g) opções de nacio-
nalidade; h) sentenças que deferirem a legitimação adotiva.
Por sua vez, serão averbados no registro civil das pessoas naturais as sentenças que 
decidirem a nulidade ou a anulação de casamentos, separações consensuais ou litigiosas, 
divórcios e restabelecimento da sociedade conjugal, atos judiciais ou extrajudiciais de reco-
nhecimento de filhos, escrituras de adoção e atos que a dissolverem e, finalmente, alterações 
ou abreviaturas de nomes. Trata-se da previsão do § 1º, do art. 29, da Lei n. 6.015/73.
Cumpre destacar, ainda, a função informativa desenvolvida por tais cartórios, pois 
devem fornecer dados ao Estado para a elaboração de estudos, estatísticas e orientação 
de políticas públicas referentes ao acompanhamento dos fatos que produzem efeitos sobre 
a sociedade. A título de exemplificação, podemos citar as pesquisas realizadas pelo IBGE.
O cartório civil de pessoas físicas é de extrema importância na nossa sociedade, 
pois é responsável por todos os atos da vida civil, desde o nascimento até a morte. Falar 
neste cartório é descrever a história de cada pessoa dentro da sociedade.
Mas se a pessoa física possui um cartório só para ela e é de extrema importância, 
como vimos, será que há um cartório de pessoas jurídicas? Isso é o que veremos no pró-
ximo capítulo.
32UNIDADE II Das Rotinas Jurídicas e Administrativas nos Cartórios Extrajudiciais
3. DAS ROTINAS AFETAS AO REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS JURÍDICAS
 Ao longo desta unidade nós já analisamos alguns cartórios extrajudiciais e suas 
principais atribuições e rotinas. Chegado o momento, neste último tópico da Unidade II, de 
falarmos sobre o Registro Civil das Pessoas Jurídicas. 
Compete às serventias registrais registrar e alterar os atos constitutivos de as-
sociações, fundações, sociedades simples, organizações religiosas, partidos políticos e 
empresas individuais de responsabilidade limitada e natureza simples (art. 120, da Lei n. 
6.015/73). Trata-se de uma serventia notarial e registral prevista, de forma expressa, no art. 
1º, II, da Lei de Registros Públicos e no art. 5º, V, da Lei 8.935/94.
Podemos concluir, desta feita, que as pessoas jurídicas podem solicitar os seus 
registros tanto no registro civil das pessoas jurídicas quanto na junta comercial.
Segundo o art. 114, da Lei 6.015/73 (Lei de Registros Públicos) serão inscritos: a) 
os contratos, atos constitutivos o estatuto ou compromissos das sociedades civis, religio-
sas, pias, morais, científicas ou literárias, bem como o das fundações e das associações 
de utilidade pública; b) sociedades civis que sejam revestidas em conformidade com as leis 
comerciais, com exceção as anônimas; c) atos constitutivos e estatutos de partidos políti-
cos. O parágrafo único, por sua vez, versa que: No mesmo cartório será feito o registro dos 
jornais, periódicos, oficinas impressoras, empresas de radiodifusão e agências de notícias 
a que se refere o art. 8º da Lei nº 5.250, de 9-2-1967. 
33UNIDADE II Das Rotinas Jurídicas e Administrativas nos Cartórios Extrajudiciais
Quando, então, a pessoa jurídica ganha sua identidade, à semelhança da pessoa física?
A doutrina (CASSETTARI; PAIVA; ALVARES, 2017, on-line) versa que:
O art. 119 da Lei de Registros Públicos (LRP) Lei n. 6.015/73, estabelece que a 
existência legal das pessoas jurídicas só começa com o registro de seus atos constitutivos. 
Disposição em idêntico sentido está albergada nos arts. 45 e 985 do vigente Código Civil. 
Esse é, portanto, um princípio absoluto, já tradicional no direito brasileiro, de vincular a 
existência plenamente válida da pessoa jurídica, assim como a fruição de todos os direitos 
inerentes a essa condição, ao prévio e necessário registro de seus atos constitutivos junto 
ao órgão registral incumbido de tais atribuições.
Compete, desta feita, ao Registro Civil de Pessoas Jurídicas, o registro destes atos 
constitutivos das pessoas jurídicas de direito privado, conferindo a elas personalidade de 
direito, ou seja, para que adquiram existência legal, devidamente reconhecida em nosso 
ordenamento jurídico pátrio.
No quadro a seguir, construídocom base nas informações extraídas da obra dos auto-
res Cassettari, Paiva e Alvares (2018), é possível verificar as principais rotinas de tal cartório.
QUADRO 1 - PRINCIPAIS ATRIBUIÇÕES DO REGISTRO DE PESSOAS JURÍDICAS
- Inscrição e alterações supervenientes das sociedades simples em sua forma 
típica;
- Inscrição e as alterações supervenientes das sociedades simples, que 
adotaram uma das formas das sociedades empresárias (sociedade limitada, 
sociedade em nome coletivo e sociedade em comandita simples);
- Inscrição e alterações supervenientes das sociedades cooperativas;
- Inscrição e as alterações supervenientes dos atos constitutivos de 
associações, fundações, sindicatos, partidos políticos e organizações 
religiosas;
- As matrículas e alterações supervenientes de jornais, periódicos, revistas, 
oficinas impressoras, empresas de radiodifusão e agências de notícias.
Fonte: Cassettari, Paiva e Alvares (2018).
Ou seja, assim como o cartório civil de pessoa física é responsável por todo o 
registro, do nascimento até a morte de uma pessoa, o cartório civil de pessoas jurídicas 
é apto para o registro do nascimento até a morte de determinadas pessoas jurídicas, mas 
não de todas elas, pois algumas são de competência da Junta Comercial. Mas aí você pode 
perguntar: como saberei quem é o responsável pela pessoa jurídica?
34UNIDADE II Das Rotinas Jurídicas e Administrativas nos Cartórios Extrajudiciais
Quando a pessoa jurídica for uma associação, fundação, sociedade simples e 
cooperativas, o registro do nascimento até a morte acontecerá no cartório civil de pessoas 
jurídicas, como, por exemplo, o registro da ata do condomínio em que você mora. Em todos 
os demais casos, a competência será da Junta Comercial.
SAIBA MAIS
Você sabia que, devido a pandemia mundial, vários cartórios implementaram aten-
dimentos online? Trata-se de uma adaptação quanto à rotina implementada devido 
ao CORONAVÍRUS. No Paraná, por exemplo, tal conduta gerou, em determinados 
períodos, um acréscimo no número de atendimentos em até 600%. Confira uma re-
portagem relacionada ao tema no seguinte sítio eletrônico: 
Fonte: FÁCIL e eletrônico: registro de imóveis online aumenta 600% no PR na pandemia. Gazeta 
do Povo. [s.d]. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/conteudo-publicitario/aripar/facil-e-
eletronico-registro-de-imoveis-online-aumenta-600-no-pr-na-pandemia/. Acesso em: 22 jun. 2021.
 
O cenário eletrônico, na busca por serviços, está cada vez mais frequente, não apenas 
no contexto das serventias cartorárias e notariais. Trata-se de uma inovação, quanto 
à gestão, presente em diversos setores, sejam públicos ou privados, cuja essenciali-
dade foi acentuada na pandemia. A título de exemplo, é possível citar as requisições 
hoje possíveis, via internet, no DETRAN PR, como, por exemplo, para obtenção do 
CRV. Confira as orientações:
Fonte: EMITIR certificado de registro e licenciamento de veículo em meio eletrônico (CRLV-e) para 
pessoa física. DETRANPR. [s.d]. Disponível em: https://www.detran.pr.gov.br/servicos/Servicos-On-
Line/Veiculo/Emitir-Certificado-de-Registro-e-Licenciamento-de-Veiculo-em-meio-eletronico-CRLV-e-
para-pessoa-fisica-kZrX8Orl. Acesso em: 22 jun. 2021.
35UNIDADE II Das Rotinas Jurídicas e Administrativas nos Cartórios Extrajudiciais
REFLITA
 
Vimos que o registro de nascimento é que torna a pessoa existente perante à socie-
dade, adquirindo personalidade. Porém, ainda é acentuado o número de pessoas que 
não possuem tal documentação. Há que se deve este cenário? Como erradicar essa 
situação? 
A seguir uma reportagem que aborda o tema para complementação do estudo: 
Fonte: LEITE, Gisele. Invisibilidade por falta de certidão de nascimento.Jornal Jurid. 2020. Disponível 
em: <https://www.jornaljurid.com.br/colunas/gisele-leite/invisibilidade-por-falta-de-certidao-de-nascimen-
to>. Acesso em: 22 jun. 2021.
Outro tema que é alvo de discussões no meio acadêmico, com implicações práticas, 
relacionado ao registro de pessoas físicas/naturais, consiste na inclusão do sexo na 
certidão de nascimento. Haveria ofensa à dignidade humana? Confira o artigo abaixo 
sobre o tema:
Fonte: WIDER, Roberto. A designação obrigatória no sexo na certidão de nascimento: questionamen-
tos. IBDFAM. 2017. Disponível em: https://ibdfam.org.br/index.php/artigos/1212/A+designa%C3%A7%-
C3%A3o+obrigat%C3%B3ria+do+sexo+na+certid%C3%A3o+de+nascimento.+Questionamentos. Aces-
so em: 22 jun. 2021.
36UNIDADE II Das Rotinas Jurídicas e Administrativas nos Cartórios Extrajudiciais
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Querido(a) estudante, encerramos a Unidade II do livro e pudemos verificar as pos-
sibilidades de junção dos cartórios extrajudiciais e judiciais, sempre buscando uma melhor 
prestação de serviço.
Pudemos estudar, nesta unidade, a importância dos cartórios extrajudiciais de 
títulos e documentos, registro de imóveis, registro de pessoas físicas e jurídicas.
Verificamos que o cartório de títulos e documentos é responsável por registrar di-
versos documentos e praticar atos não atribuídos aos demais cartórios extrajudiciais, como 
o registro de imóveis, por exemplo. A finalidade é conferir publicidade aos atos praticados 
e, por via de consequência, garantir segurança jurídica a toda a sociedade.
Na sequência falamos um pouco sobre o cartório de registro de imóveis, um cartório 
extrajudicial responsável por toda a rotina do setor imobiliário, ou seja, é ele quem realiza 
o arquivamento do histórico completo de cada imóvel registrado na comarca competente.
A terceira parte desta unidade foi responsável por falar um pouco da rotina dos car-
tórios de registro civil das pessoas físicas, que é aquele que faz o arquivamento e registro 
de todos os atos e fatos jurídicos da vida civil, como nascimento, casamento e óbitos.
Por fim, falamos um pouco sobre os cartórios de registro civil das pessoas jurídicas 
responsáveis pelo registro e armazenamento de documentos das pessoas jurídicas conhe-
cidas como associações, fundações, sociedade simples e cooperativas.
Agora que você já sabe sobre a rotina destes cartórios, o que acha de aprender um 
pouco mais sobre as especificidades dos demais cartórios extrajudiciais e judiciais?
37UNIDADE II Das Rotinas Jurídicas e Administrativas nos Cartórios Extrajudiciais
MATERIAL COMPLEMENTAR
LIVRO 
Título: Cartórios e acesso à justiça: a contribuição das serventias 
extrajudiciais para a sociedade contemporânea, como alternativa 
ao Poder Judiciário.
Autor: Cristiano de Lima Vaz Sardinha
Editora: Editora JusPodivm
Sinopse: O livro passeia por vários aspectos do Direito, na área 
constitucional, notarial e registral. Preliminarmente, o autor discor-
re sobre o direito ao Acesso à Justiça que se trata de um Direito 
Fundamental Básico, previsto na Constituição Federal de 1988. 
Em seguida, é feita uma análise da atividade notarial e de registros 
públicos, onde o autor faz uma abordagem histórica no Brasil e 
no mundo, tratando sobre os princípios e as características da 
atividade cartorária.
FILME/VÍDEO 
Título:12 homens e uma sentença
Ano: 1957
Sinopse: Lançado em 1957 e dirigido por Sidney Lumet (Dog 
Day Afternoon Um Dia de Cão), o filme apresenta a história de 
um jovem porto-riquenho acusado de ter matado o próprio pai. 
Quando o caso vai a julgamento, 12 jurados reúnem-se para 
decidir a sentença, levando em consideração que o réu deve ser 
inocentado até que se prove o contrário. A maioria dos jurados têm 
plena certeza de sua culpa e votam pela condenação, mas um 
deles propõe uma investigação mais profunda para que não haja 
equívoco na sentença. Para isso, ele terá que enfrentar diferentes 
interpretações dos fatos e a má vontade dos outros jurados. 
38
Plano de Estudo:
● Conceitos e Definições dos Cartórios Extrajudiciais de Notas;
● Rotinas relacionadas ao Cartório de Protestos;
● Campos de estudo das rotinas afetas ao Cartório Distribuidor;
● Introdução às principais rotinas jurídicas e administrativas nos Cartórios Judiciais.
Objetivos da Aprendizagem:
● Conceituar e contextualizar as Rotinas nos Cartórios de Notas e Protestos; 
● Compreender as principais atribuições e rotinas do Cartório Distribuidor;
● Estabelecer a importância das rotinas nos Cartórios Judiciais, 
mediante introdução do tema. 
UNIDADE III
Das Rotinas Jurídicas e Administrativas 
nos Cartórios Extrajudiciais (Parte II) e 
Judiciais
Professora Me. Caroline Rodrigues Celloto Dante
39UNIDADE III Das Rotinas Jurídicas e Administrativas nos Cartórios Extrajudiciais (Parte II) e Judiciais 
INTRODUÇÃO
Olá, querido(a) aluno(a).
Chegamos na reta final da nossa disciplina. Iniciaremos, neste momento, o estudo 
da nossa terceira unidade, na qual abordaremos, em continuidade à anterior, rotinas jurídi-
cas e administrativas nos Cartórios Extrajudiciais de Notas e Protestos. Também veremos 
as principais atribuições do Cartório Distribuidor e suas rotinas correlatas.
Mas não veremos apenas esse conteúdo nesta Unidade.
Em nosso último tópico introduziremos a análise das rotinas jurídicas e administra-
tivas nos Cartórios Judiciais, mediante apresentação das características gerais.
E, aí, preparado(a)!? Animado(a)!?
Bons estudos!
40UNIDADE III Das Rotinas Jurídicas e Administrativas nos Cartórios Extrajudiciais (Parte II) e Judiciais 
1. DAS ROTINAS NOS CARTÓRIOS DE NOTAS
Neste primeiro tópico da nossa terceira unidade falaremos sobre os Cartórios de 
Notas. Você já ouviu falar? Conhece suas principais atribuições? Após essa análise inicial, 
precisaremos definir as principais rotinas, bem como estratégias para aperfeiçoá-las e 
aprimorá-las. 
Preparado(a)? Vamos lá!
O primeiro passo da nossa aula é a compreensão quanto ao Cartório de Notas. O 
que é? Quais suas atribuições? 
O serviço notarial é uma organização técnica e administrativa destinada a garantir 
a publicidade, a autenticidade, a segurança e a eficácia dos atos jurídicos, conforme já 
analisamos nos tópicos anteriores. Trata-se da previsão do art. 1º, da Lei n. 8.935/94. Já o 
art. 5º aponta como titulares de serviços notariais e de registro os tabeliães de notas. 
Em complementação, é possível afirmar que “os tabeliães de notas podem realizar 
toda e qualquer gestão ou diligência, necessárias ou convenientes ao preparo dos atos 
notariais” (CASSETTARI; RODRIGUES; FERREIRA, 2018, on-line). 
Ainda segundo os autores, “o profissional tem uma representação legal para atuar 
no interesse do usuário, requerendo o que for necessário, sem, porém, poder cobrar emo-
lumentos por este trabalho”, isto é, “somente tem direito ao preço devido pelo ato”. 
Quanto às principais atribuições, é preciso a análise em conjunto dos arts. 6º e 7º, 
da Lei n, 8.935/94, que prevê atividades comuns e específicas de tais tabeliães, podendo 
ser sintetizadas da seguinte forma:
41UNIDADE III Das Rotinas Jurídicas e Administrativas nos Cartórios Extrajudiciais (Parte II) e Judiciais 
QUADRO 1 - ATRIBUIÇÕES DOS CARTÓRIOS DE NOTAS
ATRIBUIÇÕES COMUNS ATRIBUIÇÕES EXCLUSIVAS
As atividades, nesta hipótese, estão elen-
cadas no art. 6º, da Lei n. 8.935/94:
a) Formalizar juridicamente a vontade 
das partes;
b) Intervir nos atos e negócios jurí-
dicos a que as partes devam ou 
queiram dar forma legal ou auten-
ticidade, autorizando a redação ou 
redigindo os instrumentos adequa-
dos, conservando os originais e ex-
pedindo cópias fidedignas de seu 
conteúdo;
c) Autenticar fatos.
Por sua vez, o art. 7º, da Lei n. 8.935/94 
elenca atividades exclusivas, ou seja, que 
somente podem ser desenvolvidas pelos 
tabeliães de notas:
a) Lavrar escrituras e procurações, 
públicas;
b) Lavrar testamentos públicos e apro-
var os cerrados;
c) Lavrar atas notariais;d) Reconhecer firmas;
e) Autenticar cópias.
O parágrafo único, do citado dispositivo, 
ainda acrescenta que “é facultado aos ta-
beliães de notas realizar todas as gestões 
e diligências necessárias ou convenientes 
ao preparo dos atos notariais, requerendo 
o que couber, sem ônus maiores que os 
emolumentos devidos pelo ato”.
Fonte: BRASIL. Lei n. 8.935, de 18 de novembro de 1994. Regulamenta o art. 236 da Constituição Federal, 
dispondo sobre serviços notariais e de registro. (Lei dos cartórios). Brasília, 1994. Disponível em: http://www.
planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L8935.htm. Acesso em: 20 março 2021. 
Ainda segundo a doutrina, há dois princípios basilares, atrelados à previsão dos 
arts. 8º e 9º da Lei n. 8.935/94 (CASSETTARI; RODRIGUES; FERREIRA, 2018, on-line):
A liberdade de escolha do tabelião de notas, qualquer que seja o domicílio 
das partes ou o lugar de situação dos bens objeto do ato ou negócio (art. 8º);
O limite territorial da competência, vedando ao tabelião a prática de atos fora 
do Município para o qual recebeu a delegação (art. 9º).
O tabelião de notas, desta feita, no desenvolvimento de sua atividade, precisará, 
em essência, de livros notariais e classificadores. Será nesses livros que o tabelião irá 
registrar o documento ou o fato levado pelas partes, sendo possível, por exemplo, extrair 
um documento notarial. 
Já podemos, então, definir alguns atos que podem ser praticados pelos tabeliães 
do cartório de notas. Pensou em algum? 
Algumas possibilidades seriam os seguintes atos: autenticações, reconhecimentos 
de firmas, procurações públicas, escrituras públicas (compra e venda, doação, aliena-
42UNIDADE III Das Rotinas Jurídicas e Administrativas nos Cartórios Extrajudiciais (Parte II) e Judiciais 
ção fiduciária, pacto antenupcial, união estável, dependência econômica, emancipação, 
reconhecimento de filho etc.), testamentos, inventários, partilhas, separações, divórcios, 
reconciliações, atas notariais e validação presencial de certificados digitais.
São inúmeras, portanto, as atividades desenvolvidas perante o Cartório de Notas. 
Como atrelar a gestão neste contexto? Como podemos otimizar o desenvolvimento 
das rotinas afetas à tal serventia?
Importante mencionar que o cartório de notas é reconhecido, popularmente, como 
tabelionatos e que são os mais comuns e em maior número. Eles estão presentes em todos 
os municípios e a quantidade de tabelionatos é diretamente proporcional ao número de 
habitantes daquela localidade. Mas por qual finalidade os tabelionatos existem?
Os cartórios de notas possuem uma importância social relevante, pois exercem 
funções jurídicas e muitas delas acabam por auxiliar no desafogamento do Poder Judiciário.
O trabalho do notário, profissional que exerce a profissão junto ao cartório de notas, 
está atrelada a, na presença das partes,
[...] escutar a sua vontade, entendê-la da forma mais plena e clara possível, 
aconselhar as partes, no sentido de as orientar quanto às diretivas do Direito 
para o caso, de forma a embasar de existência, validade e posterior eficácia o 
ato ou negócio jurídico ali entabulado e depois transformar a vontade captada 
em linguagem jurídica (LUCCHESI; TEOTONIO; CARLUCCI, 2013, p. 93).
Mas qual seria um exemplo prático da função do cartório de notas? Podemos citar 
quatro situações bem típicas e importantes: a) procuração por instrumento público; b) escri-
turas públicas; c) autenticação de documentos; e, d) reconhecimento de firma.
A procuração pública, diferente da escritura particular, é aquela que é realizada 
nas dependências de um cartório de notas, na presença do tabelião ou de um escrevente 
juramentado e que servirá de documento com fé pública, ou seja, com presunção de vera-
cidade e autenticidade. 
Alguns atos da vida civil só podem ser realizados mediante procuração por instru-
mento público, como é o caso do casamento por procuração, venda de imóvel e represen-
tação de analfabetos.
A escritura pública é, na visão de Manica apud Milton Nogueira Marques, “o ins-
trumento lavrado com observância das formalidades legais, por tabelião autorizado a atri-
buir-lhe fé pública” (MANICA, 2015, on-line). E sua importância está atrelada à realização 
de atos jurídicos que sem a confecção desta modalidade de escritura, não possui qualquer 
validade, a exemplo da escritura de inventário, de divórcio, de testamento público, de com-
pra e venda, de doação, dentre outras.
43UNIDADE III Das Rotinas Jurídicas e Administrativas nos Cartórios Extrajudiciais (Parte II) e Judiciais 
Mas não são somente estas circunstâncias de confecção de documentos que 
demonstram a importância da atividade jurídica do cartório de notas. Os serviços de auten-
ticações de documentos e reconhecimento de firmas são atos praticados pelos tabelionatos 
e de grande fluxo diário.
Mas o que são autenticações de documentos? Nada mais é do que uma declaração, 
feita por tabeliães, que, por meio de selos ou carimbos, atestam a terceiros a veracidade 
dos documentos apresentados. Eles são de grande valia para a realização de atos que 
garantam a segurança jurídica.
Por fim, o que é reconhecimento de firma? A Associação dos Notários e Regis-
tradores do Brasil conceitua o reconhecimento de firma como sendo o “ato pelo qual o 
tabelião, que tem fé pública, atesta que a assinatura de um documento corresponde àquela 
da pessoa que a lançou” (ANOREG/BR, 2018, on-line).
Existem duas formas de reconhecimento da assinatura: a) por semelhança: quan-
do o tabelião atesta que a assinatura constante no documento confere com a assinatura 
depositada no banco de dados do tabelionato; e, b) por autenticidade: quando a assinatura 
será feita, pessoalmente, na presença do tabelião ou pessoa com poderes outorgados para 
esta finalidade.
Independente da forma como o reconhecimento se perfaz, ambas terão fé pública, 
o que garantirá maior segurança jurídica nas transações.
Agora que você já conhece um pouco da rotina dos cartórios de notas, também 
conhecidos como tabelionatos, e sua importância social como garantidores de segurança 
pública, vamos falar sobre os chamados cartórios de protestos.
44UNIDADE III Das Rotinas Jurídicas e Administrativas nos Cartórios Extrajudiciais (Parte II) e Judiciais 
2. DAS ROTINAS NOS CARTÓRIOS DE PROTESTOS 
Vimos no tópico anterior as principais atribuições sobre o Cartório de Notas. Neste 
tópico, veremos o Cartório de Protestos, concentrando o estudo mediante análise dos se-
guintes pontos: a) O que fazem os tabeliães no Cartório de Protesto? b) Quais as principais 
atribuições? c) Como aprimorar o desenvolvimento das rotinas? 
São estes os pontos que serão trabalhados neste momento no nosso bate-papo. 
A atividade do tabelião de protesto de títulos também está prevista no art. 5º, II, 
da Lei n. 8.935/94, sendo aplicável, portanto, a finalidade geral que já conversamos nos 
tópicos anteriores, qual seja: assegurar publicidade, autenticidade, segurança e eficácia 
dos atos jurídicos, nos moldes do art. 1º, da citada legislação. 
Aqui se aplica a mesma lógica que vimos no tópico anterior, quanto às atribuições, 
ou seja, temos atribuições comuns e também funções privativas. Vejamos:
45UNIDADE III Das Rotinas Jurídicas e Administrativas nos Cartórios Extrajudiciais (Parte II) e Judiciais 
QUADRO 2 - ATRIBUIÇÕES DOS CARTÓRIOS DE PROTESTO
ATRIBUIÇÕES 
COMUNS ATRIBUIÇÕES PRIVATIVAS
As atividades, 
nesta hipótese, 
estão elencadas 
no art. 6º, da Lei n. 
8.935/94, conforme 
elencamos no 
tópico anterior. 
São atividades que podem ser exercidas apenas pelos tabeliães 
de protesto de título aquelas elencadas no art. 11, quais sejam:
a) Protocolar de imediato os documentos de dívida, para 
prova do descumprimento da obrigação;
b) Intimar os devedores dos títulos para aceitá-los, devolvê-
-los ou pagá-los, sob pena de protesto;
c) Receber o pagamento dos títulos protocolizados, dando 
quitação;
d) Lavrar o protesto, registrandoo ato em livro próprio, em 
microfilme ou sob outra forma de documentação;
e) Acatar o pedido de desistência do protesto formulado 
pelo apresentante;
f) Averbar: 1- o cancelamento do protesto; 2- as alterações 
necessárias para atualização dos registros efetuados;
g) Expedir certidões de atos e documentos que constem de 
seus registros e papéis.
Fonte: BRASIL. Lei n. 8.935, de 18 de novembro de 1994. Regulamenta o art. 236 da Constituição Federal, 
dispondo sobre serviços notariais e de registro. (Lei dos cartórios). Brasília, 1994. Disponível em: http://www.
planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L8935.htm. Acesso em: 20 março 2021. 
O art. 3º da Lei 9.492/97 também elenca atividades privativas do Tabelião de Pro-
testo de Títulos, nos seguintes termos: 
Art. 3º Compete privativamente ao Tabelião de Protesto de Títulos, na tutela 
dos interesses públicos e privados, a protocolização, a intimação, o acolhi-
mento da devolução ou do aceite, o recebimento do pagamento, do título e de 
outros documentos de dívida, bem como lavrar e registrar o protesto ou aca-
tar a desistência do credor em relação ao mesmo, proceder às averbações, 
prestar informações e fornecer certidões relativas a todos os atos praticados, 
na forma desta Lei.
Importante, igualmente, destacarmos o conceito de protesto. Afinal, o que seria? 
Há uma definição legal para o termo? 
A Lei n. 9.492/97 aponta a definição legal para o termo protesto, atrelando-se como 
ato destinado a comprovação do descumprimento de uma obrigação lastreada em títulos ou 
outros documentos de dívida. Trata-se da previsão do art. 1º, a seguir transcrita: “Protesto é 
o ato formal e solene pelo qual se prova a inadimplência e o descumprimento de obrigação 
originada em títulos e outros documentos de dívida”. 
46UNIDADE III Das Rotinas Jurídicas e Administrativas nos Cartórios Extrajudiciais (Parte II) e Judiciais 
O parágrafo único do citado artigo dispõe, por sua vez, que “Incluem-se entre os 
títulos sujeitos a protesto as certidões de dívida ativa da União, dos Estados, do Distrito 
Federal, dos Municípios e das respectivas autarquias e fundações públicas”. 
Por sua vez, a doutrina, em análise do conceito legal e considerando a realidade 
do nosso ordenamento, conceitua protesto como sendo o “ato formal e solene pelo qual se 
prova circunstância cambiária relevante e o descumprimento de obrigação originada em 
títulos e outros documentos de dívidas” (CASSETTARI; BUENO, 2017, on-line).
Em verdade, os conceitos se complementam, sendo relevante, neste momento, 
enfatizarmos a função probatória do protesto, ou seja, “o termo de protesto transladado 
para o respectivo instrumento prova o descumprimento da obrigação cambiária, ou daquela 
materializada em documento de dívida, sendo apto a demonstrar também a falta de aceite” 
(CASSETTARI; BUENO, 2017, on-line). 
Agora que você já sabe o que é o protesto, que tal sabermos um pouco sobre quais 
documentos podem ser protestados?
Podem ser protestados todos os títulos de créditos, tais como cheques, duplica-
tas, notas promissórias, cédula de crédito bancário, letra de câmbio, bem como os títulos 
executivos judiciais (sentenças) ou títulos executivos extrajudiciais, a exemplo do contrato 
assinado por duas testemunhas e cotas condominiais. 
Além desses, o art. 1º da Lei 9.492/97, em seu parágrafo único, estabelece que as 
certidões de dívida ativa da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios e suas 
respectivas autarquias e fundações públicas podem ser levadas a protesto.
Mas qual a finalidade do protesto? A função básica do protesto é de provar a inadim-
plência do devedor, trazendo-a pública, para que outros credores não sejam prejudicados, 
bem como resguardar o direito de crédito do credor.
O protesto de um título executivo, seja ele judicial ou extrajudicial é de extrema 
importância para o recebimento desse crédito em eventual processo de falência ou recu-
peração judicial de uma empresa, pois ele já está com o título de crédito certo, líquido e 
exigível, requisitos esses fundamentais para o ajuizamento da ação de execução.
47UNIDADE III Das Rotinas Jurídicas e Administrativas nos Cartórios Extrajudiciais (Parte II) e Judiciais 
3. DAS ROTINAS NO CARTÓRIO DISTRIBUIDOR 
Neste terceiro tópico, falaremos sobre o Cartório Distribuidor ou Cartório de Distri-
buição, que possui finalidades afetas ao contexto extrajudicial e também judicial.
Tal serventia possui respaldo na legislação que estamos analisando ao longo das 
últimas unidades, qual seja: Lei 8.935/94, portanto, visa assegurar a publicidade, autentici-
dade, segurança e eficácia dos atos jurídicos.
Você, porventura, já precisou do atendimento junto ao cartório distribuidor de sua 
cidade? Por exemplo, ao fazer uma locação, lhe foi exigida a apresentação de certidão 
negativa de antecedentes? 
Segundo o art. 5º, da Lei 8.935/94, o registro de distribuição figura como um serviço 
notarial e de registro (inc. VII), sendo que, as atribuições específicas dos oficiais de distri-
buição estão elencadas no art. 13, da citada legislação, conforme transcrito:
Art. 13. Aos oficiais de registro de distribuição compete privativamente:
I - quando previamente exigida, proceder à distribuição eqüitativa pelos ser-
viços da mesma natureza, registrando os atos praticados; em caso contrário, 
registrar as comunicações recebidas dos órgãos e serviços competentes;
II - efetuar as averbações e os cancelamentos de sua competência;
III - expedir certidões de atos e documentos que constem de seus registros 
e papéis.
Como atividade corriqueira dos cartórios de distribuição, podemos citar a emissão 
de certidões negativas, tanto para pessoas físicas, quanto para pessoas jurídicas. Quais 
seriam essas certidões? Você já precisou fazer o requerimento de uma certidão negativa 
junto ao cartório de distribuição? 
48UNIDADE III Das Rotinas Jurídicas e Administrativas nos Cartórios Extrajudiciais (Parte II) e Judiciais 
São diversas as certidões negativas que podem ser emitidas para as pessoas 
físicas, como, por exemplo, negativa criminal, negativa cível, para fins eleitorais e também 
negativa de improbidade administrativa. Referida certidão, por vezes, é exigida para cele-
bração de contratos de locação, financiamento bancário, dentre outros.
Por sua vez, há a possibilidade também de requerimento de certidões negativas, 
por exemplo, negativa quanto à interposição de recursos ou de ação. Muitas vezes se exige 
referida certidão para participação em licitações públicas.
Outra atuação possível dos Cartórios de Distribuição, quanto à emissão de certi-
dões, seria a possibilidade de emissão de certidão explicativa de autos da atividade jurídica 
do advogado e também de precatórios.
Devido à relevância do tema e atuação, há disponibilização das informações e 
acesso junto aos Tribunais de Justiça. A exemplo, podemos citar o sítio eletrônico do Tribu-
nal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), que possui aba específica quanto às certidões 
negativas: https://www.tjpr.jus.br/certidoes. Da visualização de tal sítio eletrônico podemos 
verificar as modalidades possíveis de certidão, que podem ser emitidas: a) certidões nega-
tivas; b) explicativa de autos; c) atividade jurídica; d) precatórios; e) licitações.
Há, igualmente, as certidões relacionadas ao primeiro grau de jurisdição e aos 
juizados especiais, que podem ter como finalidade, por exemplo, a declaração quanto à 
existência de: a) falência, concordata e recuperação; b) dívidas fiscais com o Estado ou 
Município; c) Tutela e Curatela; d) Regime de Bens após o divórcio ou separação. 
Outra atribuição do Cartório Distribuidor consiste na distribuição dos feitos, atrelada 
à rotina jurídica, nos termos do citado art. 13, I, da Lei 8.935/94.
A respeito, é preciso análise quanto ao Regimento Interno, de cada um dos tribu-
nais. A título de exemplificação, é possível citar o teor do Regimento Interno do Tribunal 
de Justiçado Estado do Paraná (disponível em: https://www.tjpr.jus.br/regimento-interno), 
segundo o qual, no art. 163, é possível inferir que o protocolo integrado será feito pelos 
Distribuidores, ou seja, Cartório de Distribuição. Vejamos:
Art. 163. O protocolo no Tribunal de Justiça se faz:
I – em processos eletrônicos, através do sistema Projudi, conforme regula-
mentação específica;
II – no caso de expedientes físicos:
a) diretamente neste tribunal;
b) na própria comarca, de forma integrada, descentralizada, nos processos 
geridos por meio físico;
c) sob postagem, mediante convênio postal ou carta registrada com aviso de 
recebimento;
d) por transmissão de dados tipo fac-símile, nos termos do art. 511, § 2º, 
deste Regimento.
§ 1º O protocolo integrado far-se-á junto aos Distribuidores das comarcas 
de entrância inicial e intermediária do Estado do Paraná, que receberão as 
petições endereçadas ao Tribunal de Justiça, ao Supremo Tribunal Federal e 
ao Superior Tribunal de Justiça (PARANÁ, 2010) .
https://www.tjpr.jus.br/certidoes
49UNIDADE III Das Rotinas Jurídicas e Administrativas nos Cartórios Extrajudiciais (Parte II) e Judiciais 
Ademais, no Regimento Interno há toda a regulamentação de como a distribuição 
deverá ser feita. No caso do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, estas informações 
estão contidas nos arts. 168 e SS, do Regimento Interno.
Mas seria o cartório distribuidor exclusivo para emissão de certidões de processos 
judiciais? A resposta é não.
O cartório do distribuidor é responsável por toda a gestão inicial dos processos 
judiciais, ou seja, ao distribuir uma ação, seja ela cível ou criminal, o cartório distribuidor faz 
a análise da legitimidade ativa e passiva para verificação de eventuais requisitos proces-
suais, como, por exemplo, a prevenção de alguma vara ou secretaria.
E, posteriormente, é ele que faz o sorteio eletrônico para encaminhamento do 
processo à vara competente. Por ser ele o cartório responsável pelo distribuidor, é ele, 
também, o responsável pela gestão de toda documentação relacionada à existência de 
eventuais ações judiciais, por isso acaba sendo o competente para emissão de certidões 
de inexistência de antecedentes criminais, certidões positivas ou negativas de ação de 
execução, dentre outras.
A gestão de todos os processos é inicialmente, de competência do cartório distribui-
dor, que passa, então, a ser o gestor da documentação de existência do processo.
Agora que você já sabe sobre a rotina e funcionalidade dos cartórios judiciais, vamos 
ao último capítulo, que versará um pouco sobre as noções gerais dos cartórios judiciais.
50UNIDADE III Das Rotinas Jurídicas e Administrativas nos Cartórios Extrajudiciais (Parte II) e Judiciais 
3. DAS ROTINAS NOS CARTÓRIOS JUDICIAIS: NOÇÕES GERAIS
Ao longo dos tópicos anteriores, bem como na Unidade II, falamos sobre os Car-
tórios Extrajudiciais. Chegou o momento, então, de falarmos sobre os Cartórios Judiciais. 
Qual a finalidade desses cartórios? Quais suas atribuições?
Os Cartórios Judiciais são parte integrante do sistema organizacional do Poder Judiciário. 
Quando falamos da atuação perante o foro judicial, é preciso verificar o Código de 
Organização e Divisão Judiciária. A título de exemplo, podemos citar o Código de Organi-
zação e Divisão Judiciária do Paraná (Lei Estadual n. 14.277/2003), disponível no seguinte 
sítio eletrônico: 
https://www.tjpr.jus.br/documents/13302/25143546/C%C3%B3digo+de+Organi-
za%C3%A7%C3%A3o+e+Divis%C3%A3o+Judici%C3%A1ria_PDF/6c2878e2-dbfe-08eb-
-615f-11b9304b57e3.
No art. 145, do citado Código de Normas, são elencadas as atribuições dos servi-
dores que desempenham funções perante os cartórios judiciais, nos seguintes termos: 
Art. 145. Aos servidores do foro judicial em geral incumbe: I – aos Escrivães, 
a prática de todos os atos privativos previstos em lei, observados as formas, 
usos, estilos e costumes seguidos no foro; II - aos Distribuidores, a distri-
buição de todos os processos e atos entre Juízes, Escrivães, titulares de 
ofícios de justiça e agentes delegados do foro extrajudicial, observadas as 
seguintes regras: a) estão sujeitos à distribuição, unicamente, os processos 
e atos pertencentes à competência de dois ou mais Juízes ou de dois ou 
mais serventuários ou ainda de dois ou mais agentes delegados; b) é vedado 
ao Distribuidor reter quaisquer processos e atos destinados à distribuição, a 
qual deve ser feita imediatamente e em ordem rigorosamente sucessiva, à 
https://www.tjpr.jus.br/documents/13302/25143546/C%C3%B3digo+de+Organiza%C3%A7%C3%A3o+e+Divis%C3%A3o+Judici%C3%A1ria_PDF/6c2878e2-dbfe-08eb-615f-11b9304b57e3
https://www.tjpr.jus.br/documents/13302/25143546/C%C3%B3digo+de+Organiza%C3%A7%C3%A3o+e+Divis%C3%A3o+Judici%C3%A1ria_PDF/6c2878e2-dbfe-08eb-615f-11b9304b57e3
https://www.tjpr.jus.br/documents/13302/25143546/C%C3%B3digo+de+Organiza%C3%A7%C3%A3o+e+Divis%C3%A3o+Judici%C3%A1ria_PDF/6c2878e2-dbfe-08eb-615f-11b9304b57e3
51UNIDADE III Das Rotinas Jurídicas e Administrativas nos Cartórios Extrajudiciais (Parte II) e Judiciais 
proporção que lhe forem apresentados; c) no caso de incompatibilidade ou 
suspeição daquele a quem for distribuído algum processo ou ato, em tempo 
oportuno se lhe fará a compensação; d) distribuir-se-ão, por dependência, os 
feitos de qualquer natureza que se relacionarem com outros já distribuídos e 
ajuizados; e) os atos e processos que não estiverem sujeitos à distribuição 
por não pertencerem à competência de dois ou mais Juízes ou de dois ou 
mais serventuários ou ainda de dois ou mais agentes delegados, serão, não 
obstante, prévia e obrigatoriamente registrados pelo Distribuidor em livro 
próprio; f) cumprir as normas editadas pela Corregedoria-Geral da Justiça e 
pelo Juiz Diretor de Fórum; III – aos Contadores: a) contar, em todos os feitos, 
antes da sentença ou de qualquer despacho definitivo, mediante ordem do 
Juiz, os emolumentos e as custas, conforme previsto no regimento respectivo; 
b) proceder à contagem do principal e dos juros nas ações referentes a dívi-
das em quantia certa e nos cálculos aritméticos que se fizerem necessários 
relativamente a direitos e obrigações; c) fazer o cálculo para pagamento de 
impostos; d) cumprir, sob pena de responsabilidade, as disposições legais 
sobre recolhimento de importâncias devidas a instituições ou fundos; IV – aos 
Partidores, organizar as partilhas judiciais; V - aos Depositários Públicos, ter 
sob sua guarda e segurança, com obrigação legal de os restituir na oportu-
nidade própria, os bens corpóreos apreendidos judicialmente, salvo os que 
forem confiados a depositários particulares; VI - aos Avaliadores Judiciais, 
por distribuição nas comarcas em que houver mais de um, expedir laudo de 
avaliação de bens, rendimentos, direitos e ações, segundo o que for determi-
nado no mandado (PARANÁ, CÓDIGO DE NORMAS).
Pela leitura de tal dispositivo, podemos citar como servidores atuantes nos Cartórios 
Judiciais: a) escrivães; b) distribuidores - vinculados ao Cartório Distribuidor; c) contadores; 
d) partidores; e) depositários públicos; f) avaliadores judiciais. 
Mas qual seria a função direta do cartório judicial?
Os cartórios judiciais, semelhantemente à gestão do cartório distribuidor, é o gestor 
de processos, sejam eles, cíveis ou criminais que foram distribuídos para aquela vara ou 
secretaria. O cartório judicial passa, então, a exercer a função de gestor deste processo, 
seja ele físico ou eletrônico (modelo atual em todas as unidades federativas). Toda a mo-
vimentação processual acaba ocorrendo nas dependências do cartório judicial, sendo ele, 
desta forma, o precursor da movimentação processual, a exemplo da emissão de certidões 
de inteiro teor do processo.
52UNIDADE III Das Rotinas Jurídicas e Administrativas nos Cartórios Extrajudiciais (Parte II) e Judiciais 
SAIBA MAIS
Você sabia que é possível a realização de inventário extrajudicial? Ou seja, um processo 
realizado dentrodas dependências de um cartório de notas, também conhecido como 
tabelionato? Para isso basta o preenchimento dos requisitos legais. 
Sobre esse tema, acesse a página a seguir: 
Fonte: INVENTÁRIO Extrajudicial. Associação dos Notários e Registradores do Brasil. 
[s.d]. Disponível em: https://www.anoreg.org.br/site/atos-extrajudiciais/tabelionato-de-
-notas/inventario-extrajudicial/. Acesso em: 22 jun. 2021. 
Ainda nesta unidade falamos sobre o protesto de títulos. Mas, você sabe como funcio-
na? Quais os requisitos principais? Veja a seguir:
Fonte: PROTESTO de títulos: o que é e como funciona? Tabelionato Porto Belo – Notas e Protestos. Dis-
ponível em: https://www.tabelionatoportobelo.com.br/protesto-de-titulos-o-que-e-e-como-funciona. Aces-
so em: 22 jun. 2021.
REFLITA 
Vimos que o cartório de protesto é uma forma de coação legal ao devedor para realiza-
ção de pagamento da dívida já constituída, seja ela por meio de título extrajudicial ou ju-
dicial. Porém, muitas vezes o exequente, aquele que é considerado credor dentro de um 
processo judicial, acaba não tendo sua dívida protestada, muitas vezes por não solicitar 
sua inscrição ao Juízo ou diretamente ao cartório de protesto, fator que pode impedir a 
publicidade da dívida junto à sociedade. Você acredita que o protesto de título judicial é 
uma forma eficaz de coação do devedor para pagamento da dívida?
Acesse o link para saber acerca da possibilidade de protesto de dívidas judiciais: 
Fonte: COSTA, Daniela. Sentenças judiciais: possibilidade de protesto e inclusão do 
nome do devedor em cadastro de inadimplentes. Migalhas. 2016. Disponível em: ht-
tps://www.migalhas.com.br/depeso/237277/sentencas-judiciais---possibilidade-de-pro-
testo-e-inclusao-do-nome-do-devedor-em-cadastro-de-inadimplentes. Acesso em: 22 
jun. 2021.
Você sabia que o CNJ - Conselho Nacional de Justiça - disponibiliza em seu sítio ele-
trônico campo específico abordando a gestão estratégica? São informações essenciais 
atreladas à gestão. Confira no seguinte sítio eletrônico:
Fonte: GESTÃO estratégica e planejamento. Conselho Nacional de Justiça. [s.s]. Disponível em: ht-
tps://www.cnj.jus.br/gestao-estrategica-e-planejamento/. Acesso em: 22 jun. 2021.
53UNIDADE III Das Rotinas Jurídicas e Administrativas nos Cartórios Extrajudiciais (Parte II) e Judiciais 
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Querido(a) aluno(a), chegamos ao fim de mais uma Unidade de nosso livro, a 
Unidade III, responsável pelo estudo das rotinas dos cartórios especiais, tais como notas, 
protesto, cartório distribuidor e cartório judicial, concluindo, desta forma, o assunto iniciado 
em nossa Unidade II.
Verificamos, durante os estudos desta Unidade, a importância dos cartórios de 
notas, também conhecidos como tabelionatos, que são aqueles presentes em todas as ci-
dades e que o seu número depende da quantidade de habitantes da cidade. Estes cartórios 
possuem uma rotina de auxílio ao Poder Judiciário e é o responsável por diversos atos que 
garantem a chamada segurança jurídica, como, por exemplo, a realização de procurações 
públicas e reconhecimentos de firmas.
Na sequência abordamos um pouco sobre a rotina dos cartórios de protesto e con-
seguimos entender que o protesto é passível para todos os títulos de crédito, bem como 
para títulos executivos extrajudiciais e judiciais, todos com a finalidade de constituição 
de uma dívida certa, líquida e exigível, requisitos para a propositura da ação executória. 
 Após, pudemos falar um pouco sobre o cartório distribuidor, um serviço de caráter 
público e que tem a função de distribuir os processos judiciais dentro de uma Comarca. É 
ele o responsável pelo encaminhamento dos processos judiciais às varas ou secretarias 
competentes, bem como pela emissão de diversas certidões relacionadas à existência ou 
não de demandas judiciais.
Por fim, abordamos sobre os cartórios judiciais, que são aqueles destinados à 
gestão e guarda dos processos de determinada vara ou secretaria. Este cartório, pode ser 
público ou privado, mas suas atribuições e competências estão diretamente vinculadas ao 
Código de Normas do Tribunal de Justiça competente. Assim, como distribuidor, o cartório 
judicial poderá emitir certidões relacionadas aos processos que se encontram em trâmite 
ou arquivados dentro da respectiva vara ou secretaria.
54UNIDADE III Das Rotinas Jurídicas e Administrativas nos Cartórios Extrajudiciais (Parte II) e Judiciais 
MATERIAL COMPLEMENTAR
LIVRO 
Título: Administração Judiciária: gestão cartorária
Autor: Marcos Alaor Diniz Grangeia.
Editora: ENFAN - Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoa-
mento de Magistrados.
Sinopse: Da experiência quotidiana, otimista, investigativa, 
curiosa, de paciência sistemática e sistematizada, imaginativa, 
brasileira e de amplitude amazônica de um profissional da justiça, 
um magistrado. Para as experiências ainda por ser, mas há muito 
necessárias, de milhares de outros profissionais da justiça, magis-
trados e serventuários. É um livro do fazer, que convida e apoia o 
fazer.
FILME/VÍDEO 
Título: A Condenação (Conviction)
Ano: 2010
Sinopse: Baseado em fatos reais, o filme lançado em 2010 conta 
a história de Kenny Waters (Sam Rockwell), que foi acusado por 
um assassinato ocorrido em 1980 em Massachusetts (EUA). Re-
presentado pela defensoria pública, esbarra em dificuldades no 
seu caso e sua condenação é iminente. Betty Anne (Hilary Swank), 
irmã de Kenny, é mãe solteira e trabalha, mas para livrar seu irmão 
da cadeia decide estudar Direito e enfrentar a promotoria. 
55
Plano de Estudo:
● Conceitos e Definições de Cartórios Judiciais e Atividades Forenses;
● Diferenças entre as rotinas no que tange aos Cartórios Judiciais; 
● Introdução das rotinas atreladas às atividades forense, em especial, 
 quanto à advocacia;
● Apresentar exemplos práticos de atividades forenses.
Objetivos da Aprendizagem:
● Conceituar e contextualizar as rotinas nos cartórios judiciais;
● Compreender os tipos de atividades forenses;
● Estabelecer a importância da rotina dos cartórios judiciais 
na atividade advocatícia.
UNIDADE IV
Das Rotinas Jurídicas e Administrativas 
nos Cartórios Judiciais e Atividade 
Forense
Professor Me. Nathan Marques Oliveira
56UNIDADE IV Das Rotinas Jurídicas e Administrativas nos Cartórios Judiciais e Atividade Forense
INTRODUÇÃO
Olá, querido(a) aluno(a).
Chegamos à última unidade do nosso livro. Iniciaremos, neste capítulo, o estudo 
das rotinas dos cartórios judiciais e seu impacto nas rotinas forenses. Veremos, ainda, a 
importância da gestão deste cartório para o perfeito andamento processual, garantindo, 
desta forma, celeridade processual.
Para, posteriormente, estabelecermos a correlação entre a atividade cartorária 
judicial e a atividade advocatícia, trazendo, para tanto, discussão de casos reais.
Sem mais delongas, vamos ao que interessa? Preparado(a)? 
Vamos lá. O aprendizado nunca é demais.
57UNIDADE IV Das Rotinas Jurídicas e Administrativas nos Cartórios Judiciais e Atividade Forense
1. DAS NUANCES GERAIS DOS CARTÓRIOS JUDICIAIS E PRINCIPAIS ROTINAS
Neste primeiro tópico da última unidade falaremos um pouco sobre as nuances 
gerais dos cartórios judiciais e suas principais rotinas. Você já ouviu falar em cartório judi-
cial? Sabe me dizer qual sua função? Por que ele é importante para a gestão processual? 
Depois de realizar esta primeira análise, falaremos um pouco sobre as diferenças entre as 
rotinas dos cartórios judiciais.
Vamos lá? Preparado(a) para mais aprendizado?
O primeiro passo da nossa aula é descobrir a função dos cartórios judiciais. Saber 
para que eles servem e qual a sua importância na administração dos processos.
Os cartórios judiciais são responsáveis pela guarda e execução de todos os pro-
cessos judiciais. Ou seja, quando uma pessoa ingressa em Juízo em face de outra pessoa 
pleiteando o exercício da função jurisdicional, que nada mais é do que buscar aquilo que 
entende por direito, a faz por meio deuma petição que é endereçada a um Juízo compe-
tente. Todavia, para que isso seja possível é imprescindível que a petição ganhe corpo, por 
meio de um processo.
O processo, que pode ser físico ou eletrônico, na visão popular é do que um 
amontoado de papéis que contém histórias e provas e que necessitam ser geridos em 
conformidade com um procedimento, procedimento este descrito no Código de Processo, 
seja ele cível ou criminal.
58UNIDADE IV Das Rotinas Jurídicas e Administrativas nos Cartórios Judiciais e Atividade Forense
Com base neste procedimento é que o cartório judicial fará a guarda, a gestão 
e a movimentação do caderno processual, e é neste cenário que se destaca a função e 
importância dos cartórios judiciais.
Os cartórios judiciais podem ser privados, quando os administradores são forma-
dos por particulares que assumem a responsabilidade da gestão e guarda processual. Para 
isso, eles contratam funcionários celetistas que atuarão na gestão administrativa deste 
cartório. Será este particular, portanto, o guardião dos atos administrativos processuais e 
que trabalharão junto com os agentes estatais na tutela jurisdicional. 
Os cartórios poderão, ainda, ser públicos, quando o próprio Tribunal de Justiça 
administra as varas processuais. Neste caso, os funcionários serão estatais e assumirão o 
cargo por meio de concurso público. Aqui, a gestão processual é estatal. É este o formato 
determinado pelo Conselho Nacional de Justiça e, por esta razão, muitos cartórios, que 
antes eram privados, hoje são públicos, procedimento este conhecido como estatização da 
vara judicial.
Independentemente da modalidade do cartório, seja ele público ou particular, é 
imprescindível que a vara ou a secretaria obedeça a um sistema de gestão, que é a forma 
como os magistrados, os promotores, os servidores do Poder Judiciários, os operadores do 
Direitos, as partes e os demais profissionais se relacionam com o Tribunal.
Mas o que vem a ser o sistema de gestão?
O sistema de gestão é conceituado como sendo um
Conjunto de elementos para dirigir e controlar uma organização, sendo que 
dirigir tem o sentido de conduzir a organização, todavia sem qualificar o resul-
tado obtido; a direção pode ir de competente a desastrosa. [...] Controlar tem 
o sentido de, mediante a disponibilidade de informações adequadas, conhe-
cidos como indicadores, conduzir a organização conscientemente a um rumo 
desejado e previamente planejado (MACIEIRA; MARANHÃO, 2010, p. 16).
O sistema de gestão autorizará, quando adequadamente implementado, o planejamen-
to das ações e o domínio da execução do planejamento, o que permitirá a concretização de um 
dos princípios constitucionais mais importantes da tutela jurisdicional: a celeridade processual.
Ok, já sabemos o que é um sistema de gestão, mas como operacionalizar esse sistema?
Os mesmos autores supramencionados apontam cinco alicerces para essa finali-
dade, utilizando, para tanto, a analogia da pilotagem de um avião:
59UNIDADE IV Das Rotinas Jurídicas e Administrativas nos Cartórios Judiciais e Atividade Forense
QUADRO 1 - SISTEMA DE GESTÃO - ALICERCES 
ALICERCE Seria o manual de gestão, de qualidade 
ou do documento estratégico;
ESTRATÉGIA Seria a responsabilidade, a autoridade e a 
comunicação, ou seja, a missão, a visão, 
os objetivos, as metas, o organograma, as 
atribuições, o método de decisão e de co-
municação com a equipe;
RECURSOS Seria a capacitação de pessoas, as insta-
lações da vara ou da secretaria, os com-
putadores, os sistemas, os serviços indis-
pensáveis para a gestão dos processos;
TRANSFORMAÇÕES Seria o método estabelecido para as di-
ferentes atividades realizadas, ou seja, 
como atuar, como processar, como publi-
car, como atender o público, dentre outros;
MEDIÇÃO, ANÁLISE E MELHORIAS Seria apresentar os indicadores necessá-
rios e suficientes do que está acontecen-
do e que permitirão a tomada de decisões 
consistentes para melhoria.
Fonte: Macieira e Maranhão (2010, p. 10).
Todavia, para que o sistema tenha sucesso é fundamental que a equipe da Vara ou 
da Secretaria conheça suas funções e suas responsabilidades:
QUADRO 2 - FUNÇÕES E ATRIBUIÇÕES DOS MEMBROS DA VARA OU SECRETARIA
FUNÇÕES ATRIBUIÇÕES
JUIZ DE DIREITO Examinar e julgar os feitos de sua compe-
tência;
Promover a melhoria contínua da gestão, 
mediante determinação e acompanha-
mento da gestão estratégia (objetivos es-
tratégicos);
Conduzir as reuniões de sua unidade e 
assegurar os respectivos resultados.
ESCRIVÃO OU DIRETOR DE SECRETA-
RIA
Gerenciar e acompanhar a realização das 
atividades operacionais do Cartório, relati-
vas à prestação jurisdicional;
Acompanhar a evolução dos indicadores 
de desempenho do cartório;
Administrar os recursos humanos e a in-
fraestrutura do cartório.
GABINETE DO JUIZ (SECRETÁRIO OU 
ASSESSOR)
Apoiar o juiz na elaboração e emissão dos 
pronunciamentos judiciais.
EQUIPES Realizar os processos de trabalho de sua 
responsabilidade.
 Fonte: Macieira e Maranhão (2010).
60UNIDADE IV Das Rotinas Jurídicas e Administrativas nos Cartórios Judiciais e Atividade Forense
Por fim, todo esse sistema de gestão permitirá o chamado gerenciamento do pro-
cesso, que vai desde o recebimento da petição inicial, vinda do cartório distribuidor, até o 
arquivamento do processo.
Agora que você já sabe um pouco sobre as nuances gerais dos cartórios judiciais 
e suas principais rotinas, vamos conversar sobre as diferenças entre as rotinas dos car-
tórios judiciais?
61UNIDADE IV Das Rotinas Jurídicas e Administrativas nos Cartórios Judiciais e Atividade Forense
2. DAS DIFERENÇAS ENTRE AS ROTINAS AFETAS AOS CARTÓRIOS JUDICIAIS
Vimos no tópico anterior a importância do sistema de gestão para o gerenciamento 
do processo. Mas o que seria este gerenciamento? Este gerenciamento é igual em todas 
as varas judiciais? Como este gerenciamento pode contribuir para a concretização da ce-
leridade processual?
Antes de adentrarmos ao gerenciamento processual, é importante sabermos como 
é estruturado um cartório judicial. Geralmente, a estrutura funcional de um cartório é com-
posta por um: a) diretor, que é o grande responsável pela gestão do cartório e o juiz, que é 
uma figura importante, mas distante na gestão processual, uma vez que ele desempenha 
o papel jurisdicional; b) oficial maior, que é o escrevente chefe responsável pelo cartório 
na ausência do diretor; c) escreventes, que são os grandes processadores dos feitos, pois 
cumprem as rotinas administrativas e cruciais para o andamento do processo, como a 
juntada dos documentos, o envio dos processos para conclusões, a emissão de publi-
cações e atas, dentre outras funções burocráticas); d) auxiliares, que geralmente fazem 
o atendimento do público no balcão da vara ou da secretaria e cuidam do recebimento e 
encaminhamento dos documentos e processos; e, eventualmente, e) estagiários, que são 
alunos que desempenham funções semelhantes aos auxiliares. (SILVA, 2007, p. 14).
É com essa estrutura que todos os processos em tramitação naquela vara ou se-
cretaria são gerenciados. Mas o que seria esse gerenciamento?
62UNIDADE IV Das Rotinas Jurídicas e Administrativas nos Cartórios Judiciais e Atividade Forense
O gerenciamento do processo nada mais é do que a guarda, a gestão e o trâmite 
deste processo dentro da vara ou da secretaria. O gerenciamento do processo é, na lin-
guagem popular, o tempo que o processo fica em cartório e ele está condicionado a uma 
porcentagem média de 80% do andamento processual. Ou seja, se o processo demorar 10 
anos entre a autuação e o arquivamento, durante 8 anos ele viveu nas dependências do 
cartório judicial. Isso se opera em razão da burocracia que o cartório possui para concretizar 
todas as etapas do processo em conformidade com o código de processo, seja ele civil ou 
penal (SILVA, 2007, p. 23).
O gerenciamento do processo dentro dos cartórios judiciais se inicia com o rece-
bimento da petição inicialque foi protocolada no cartório distribuidor, momento em que ele 
será autuado e receberá uma “capa” e se finda com o arquivamento definitivo e baixa de 
distribuição, momento em que o processo foi resolvido em sua integralidade. Mas entre a 
fase de início e fim há uma série de atos de administração processual desempenhada pela 
vara ou secretaria. Este gerenciamento é igual em todas as varas judiciais? Depende! 
Importante mencionar que os atos praticados nos cartórios judiciais influenciam, 
sobremaneira, o sistema de justiça e esta influência não diz respeito apenas aos atos pratica-
dos, mas também na condução e gestão exercida pelo juiz e pelos servidores dos cartórios. 
Nesta toada, Paulo Eduardo Alves da Silva (2006, p. 8 - 9) afirma que: 
Os Cartórios Judiciais não compõem o foco imediato de atenção da ciência 
processual ou da Administração Pública, tampouco do legislador reformista 
ou dos gestores dos tribunais. Pela doutrina processual, o cartório judicial 
sequer recebe tratamento autônomo. Os servidores, individualmente, são 
classificados como “auxiliares da justiça”, ao lado dos peritos, oficiais de 
justiça, intérpretes e outros, mas os cartórios não são categorizados em se-
parado. Já a ciência da Administração Pública não está próxima o suficiente 
do universo forense para analisar e propor novos modelos de gestão dos tri-
bunais e dos cartórios. As reformas legislativas em matéria processual focam 
pontualmente institutos processuais específicos, criando-os, alterando-os 
ou dando-lhes novos caminhos ou efeitos, sem, contudo, considerarem que 
esses institutos se consolidarão em atos e peças judiciais – tão somente por 
isso que é possível vislumbrar que qualquer novo instituto processual não 
terá o efeito esperado se não for bem operado pelos atores do sistema de 
justiça e, especialmente, pelo cartório judicial.
Há atos processuais que devem ser iguais em qualquer cartório, quando os proces-
sos forem de naturezas idênticas, como, por exemplo, nos processos que versarem acerca 
da homologação de um acordo extrajudicial. Todavia, há atos administrativos, de gestão 
propriamente dita, que poderá sofrer alteração a depender da ferramenta e mão-de-obra 
de cada cartório.
Ademais, o gerenciamento poderá sofrer alteração dependendo do procedimento ado-
tado para o andamento daquele processo e a Justiça a que ele está sujeito. Mas como assim?
63UNIDADE IV Das Rotinas Jurídicas e Administrativas nos Cartórios Judiciais e Atividade Forense
Vamos lá.
Primeiramente, temos que saber que a justiça brasileira é dividida em Justiça Co-
mum e Justiça Especializada, vejamos:
QUADRO 3 - COMPOSIÇÃO DA JUSTIÇA BRASILEIRA
JUSTIÇA COMUM JUSTIÇA ESPECIALIZADA
Justiça Estadual Justiça do Trabalho
Justiça Federal Justiça Eleitoral
Justiça Militar
 Fonte: a autora.
A competência de cada Justiça está descrita na Constituição Federal (arts. 92 a 
126) e sua organização dependerá, diretamente, do Código de Normas de cada Tribunal.
Na sequência, é de suma importância saber qual o procedimento adotado naquele pro-
cesso em específico, como, por exemplo, se o procedimento cível é um rito comum ou do Juizado 
Especial, se o processo criminal é para apuração de um crime contra a vida ou se é um crime 
de menor potencial ofensivo, pois cada processo deverá obedecer ao procedimento descrito no 
respectivo código de processo, o que trará uma gestão personalizada para cada caso.
O que se deve observar, em qualquer gestão processual e suas respectivas rotinas 
cartorárias é que ela deve sempre buscar o andamento célere do processo, ou seja, não pode a 
burocracia de um cartório judicial afastar o direito fundamental à razoável duração do processo.
Dentro deste cenário, Gajardoni, Romano e Luchiari (2007, p. 18) afirmam que para 
que o gerenciamento dos cartórios judiciais aconteça de forma a contribuir para a celeri-
dade processual é preciso a harmonização da a) racionalização da atividade cartorária; b) 
introdução dos meios alternativos de resolução de conflitos; e, c) mudança de cultura dos 
operadores do Direito. Ou seja, o diálogo entre todos os envolvidos na cadeira processual 
deve ser otimizado de forma a permitir o diálogo.
Agora que você já sabe um pouco sobre a rotina do cartório judicial e suas espe-
cificidades, vamos conversar sobre as rotinas atreladas à atividade forense, em especial 
quanto ao exercício da advocacia.
64UNIDADE IV Das Rotinas Jurídicas e Administrativas nos Cartórios Judiciais e Atividade Forense
3. DAS ROTINAS ATRELADAS À ATIVIDADE FORENSE, EM ESPECIAL 
 QUANTO À ADVOCACIA
Como vimos no capítulo acima, a gestão dos cartórios judiciais, no manuseio do 
processo em si, deve observar o disposto, primeiramente, no Código de Processo, seja 
ele Civil ou Penal. Todavia, este não é o único manual que deve ser observado na rotina 
forense, pois como já enfatizado, cada gestão e administração da vara ou secretaria judicial 
possui uma normativa descrita no chamado Código de Normas do respectivo Tribunal. É 
este Código de Normas que estabelecerá, por exemplo, se a Comarca será de entrância 
inicial (Juízo de uma Única Vara) entrância intermediária (Já há uma subdivisão entre Juízo 
Cível e Criminal) ou entrância final (possui algumas varas especiais); a quantidade de varas 
em cada Comarca; a subdivisão de especificidades de vara e assim por diante.
Toda esta normativa descrita no chamado Código de Normas possui implicação 
direta com o exercício da advocacia, principalmente no que tange ao endereçamento da 
petição inicial ao Juízo competente. Estas rotinas atreladas à atividade forense devem ser 
interpretadas de forma a auxiliar o exercício da advocacia, já que o advogado é indispensá-
vel à administração da Justiça, como bem observa o art. 133 da Constituição da República 
Federativa do Brasil.
Mas então como a rotina forense poderia contribuir com o exercício da advocacia? 
Como esta rotina poderia colaborar para um andamento processual mais rápido?
65UNIDADE IV Das Rotinas Jurídicas e Administrativas nos Cartórios Judiciais e Atividade Forense
Antes de responder estas indagações, é de suma importância falarmos um pouco 
sobre a gestão judiciária no Brasil, um assunto que podemos evidenciar no relatório intitula-
do Justiça em Números 2020, disponibilizado pelo Conselho Nacional de Justiça, disponível 
em:https://www.cnj.jus.br/wp-content/uploads/2020/08/WEB-V3-Justi%C3%A7a-em-N%-
C3%BAmeros-2020-atualizado-em-25-08-2020.pdf . 
Segundo este relatório, o Poder Judiciário finalizou o ano de 2019 com 77,1 mi-
lhões de processos em tramitação, ou seja, processos que aguardavam alguma solução 
administrativa. Enfatiza ainda que:
Durante o ano de 2019, em todo o Poder Judiciário, ingressaram 30,2 milhões 
de processos e foram baixados 35,4 milhões. Houve crescimento dos casos 
novos em 6,8%, com aumento dos casos solucionados em 11,6%. Tanto a 
demanda pelos serviços de justiça como o volume de processos baixados 
atingiram, no último ano, o maior valor da série histórica. Se forem conside-
radas apenas as ações judiciais efetivamente ajuizadas pela primeira vez em 
2019, sem computar os casos em grau de recurso e as execuções judiciais 
(que decorrem do término da fase de conhecimento ou do resultado do recur-
so), tem-se que ingressaram 20,2 milhões ações originárias em 2019, 3,3% a 
mais que no ano anterior (BRASIL, 2020, p. 93).
Do relatório supramencionado, verifica-se que o número de demanda tem crescido 
de forma exponencial, mas a mão de obra continua sendo igual ou levemente superior, uma 
vez que o Tribunal possui um limite orçamentário específico para despesa de pessoal, valor 
este que também se encontra neste relatório, mas que não será abordado neste capítulo.
Diante desta realidade, que só aumenta anualmente, o Conselho Nacional de Jus-
tiça, desde o ano de 2010, tem estimulado a adoção de métodos alternativos de solução 
de conflitos. Este modelo de gestão está descrito na Resolução125 do CNJ e tem como 
principal escopo o empoderamento das partes por meio do diálogo e com a presença de 
todos os envolvidos na administração da Justiça: Juiz, Promotor e Advogado.
Com a utilização destas ferramentas, que buscam a pacificação judiciária, ou seja, 
que prega a Justiça da Paz, o acesso à justiça e a razoável duração do processo, dois 
princípios constitucionais imprescindíveis para o Estado Democrático de Direito passam a 
ser buscados de forma eficaz, entretanto, para que isso seja possível, a rotina forense deve 
favorecer o diálogo entre as partes. Mas como isso seria possível?
A conciliação, a mediação e a justiça restaurativa, como meios adequados para a 
resolução do conflito devem ser vistas como as meninas dos olhos e, para isso, é impres-
cindível que o processo seja conduzido pelos juízes, como defendem Gajardoni, Romano e 
Luchiari (2007, p. 18), pois “cabem aos juízes darem o primeiro passo, atuando efetivamente 
na condução dos processos e estimulando a participação dos demais setores da sociedade 
nos meios alternativos de solução de conflitos”.
https://www.cnj.jus.br/wp-content/uploads/2020/08/WEB-V3-Justi%C3%A7a-em-N%C3%BAmeros-2020-atualizado-em-25-08-2020.pdf
https://www.cnj.jus.br/wp-content/uploads/2020/08/WEB-V3-Justi%C3%A7a-em-N%C3%BAmeros-2020-atualizado-em-25-08-2020.pdf
66UNIDADE IV Das Rotinas Jurídicas e Administrativas nos Cartórios Judiciais e Atividade Forense
Desta forma, a atividade cartorária judicial ganha um precioso auxílio na busca 
pela celeridade, pela informalidade, pelo menor custo e maior nível de satisfação dos 
usuários do serviço judicial, situações que repercutirá, de forma direta, no exercício da 
advocacia, principalmente no que tange aos honorários advocatícios, sejam eles contra-
tuais ou subumbenciais.
Por fim, imprescindível descrever que o advogado, durante toda a tramitação 
processual, deve ser visto e respeitado como peça fundamental ao exercício jurisdicional, 
assim como o Juiz e o Promotor, não havendo, qualquer hierarquia entre eles, pois pilares 
ao exercício do Estado Democrático de Direito.
Pois bem! Agora que você já sabe um pouco sobre a rotina forense, especialmente 
no exercício da advocacia, vamos analisar alguns casos reais?
67UNIDADE IV Das Rotinas Jurídicas e Administrativas nos Cartórios Judiciais e Atividade Forense
4. DOS EXEMPLOS PRÁTICOS
Vimos no terceiro capítulo desta unidade a importância dos métodos alternativos de 
solução de conflito como forma de garantir a celeridade processual e, por via de consequência, 
a satisfação de todas as pessoas envolvidas no poder judiciário. Como forma de demonstrar 
este reflexo, vamos à análise de alguns casos reais nas rotinas cartorárias judiciais?
O primeiro caso descrito no presente capítulo está descrito no trabalho científico 
da Elaine Maria Gomes Abrantes, intitulado como Gestão de Cartório Judicial: contribuição 
para a razoável duração do processo (2013), que analisa a gestão processual dos métodos 
alternativos de resolução de conflitos junto ao Tribunal de Justiça de Pernambuco.
A autora descreve que, em Pernambuco, as Câmaras de Conciliação, Mediação 
e Arbitragem (CCMAs) funcionam como órgãos auxiliares dos demais órgãos do Poder 
Judiciário, tanto do primeiro quanto do segundo grau de jurisdição e que foram criadas 
por meio da Resolução TJPR nº 222/2017 e institucionalizadas no Código de Organização 
Judiciária do Estado, Lei Complementar nº 100/2007.
As CCMAs são as responsáveis pela solução pacífica dos conflitos com a utilização 
das técnicas de autocomposição permitidas pelo direito brasileiro, em especial, com o uso 
da mediação, conciliação e arbitragem.
68UNIDADE IV Das Rotinas Jurídicas e Administrativas nos Cartórios Judiciais e Atividade Forense
As Centrais de CMAs são importantes para a gestão das Unidades Judiciais 
porque as auxiliam na respectiva jurisdição, atuando prioritariamente na so-
lução alternativa de litígios judiciais pendentes, através de informações pro-
cessuais colhidas na Distribuição ou diretamente nas varas cíveis e juizados 
criminais, enquanto as Câmaras de CMA funcionam descentralizadamente, 
mas vinculadas institucionalmente às Centrais de MCA, e serão instituídas 
por entidades da sociedade civil sem fins lucrativos, como faculdades, asso-
ciações comerciais, etc.
[...] 
A relevância também pode ser notada no tempo dispensado pelo magistrado 
para a busca do acordo, já que esta função pode ser bem melhor desem-
penhada pelos voluntários treinados de acordo com a necessidade de cada 
caso concreto e que são mais disponíveis ao diálogo para com as partes.
Dessa forma, a dinâmica cartorária funciona integrada com este sistema, 
sobretudo no trabalho de triagem dos casos compatíveis com a solução 
autocompositiva. Essa triagem tornou-se constante nos cartórios judiciais, 
tendo em vista que o sistema implantado no Estado de Pernambuco é tanto 
extrajudicial (antes), judicial (durante) e em nível de segundo grau (após 
sentença).
Na fase extrajudicial, a triagem é realizada quando a parte interessada 
dirige-se ao balcão de atendimento dos cartórios judiciais, pessoalmente a 
procura de informações sobre a melhor solução de seus casos, ou, quando 
do recebimento das ações recém-protocoladas. Nesta fase, o requerente é 
orientado a dirigir-se a um setor disponível que seja mais próximo dele, ou, 
em caso de inicial já distribuída, mas não tramitada, é providenciada sua 
remessa, mediante cópia na unidade, sobretudo, se o processo judicial pen-
dente contiver compromisso arbitral, previsto no art. 267, VII do CPC.
Na fase judicial, a triagem dos casos pode ser feita tanto pela Secretaria do 
CCMA - pelo sistema Judwin ou diretamente na Distribuição do Foro – quanto 
pelas Secretarias das Diversas Varas existentes no Estado. Nesse caso, 
mesmo em havendo contribuição da Secretaria da CCMA, esta deve ser uma 
preocupação constante da gestão dos cartórios, em vista de diminuir ou ame-
nizar seu acervo. Em caso de audiência, é o próprio Juiz que deve determinar 
o encaminhamento, acaso vislumbre possibilidade de autocomposição entre 
as partes e por algum motivo relevante, não possa acompanhar seu desfecho 
(ABRANTES, 2013, p. 326 - 328).
O caso em tela demonstra a adoção de um modelo, à época inovador, que dialoga 
com o processo tradicional e consensual, empoderando as partes, e auxiliando no desafo-
gamento do Poder Judiciário, inclusive nas instâncias mais elevadas.
Ainda na análise de casos reais, não podemos deixar de analisar o balanço proces-
sual realizado pelo Conselho Nacional de Justiça, no relatório de 2019 intitulado como Justiça 
em Números 2020. Neste documento o CNJ demonstra, das páginas 171 a 177 o índice de 
conciliação que utiliza, como base, o “percentual de sentenças e decisões resolvidas por ho-
mologação de acordo em relação ao total de sentenças e decisões terminativas proferidas”.
O relatório aponta, ao final de 2019, a existência de 1.284 Centros Judiciários de 
Solução de Conflito e Cidadania (CEJUSCS), um crescimento que reflete, diretamente, nos 
números de conciliações.
Outro exemplo, agora no Estado de São Paulo, foi a implementação do chamado 
“Cartório do Futuro”. Trata-se de um programa desenvolvido pelo Tribunal de Justiça de 
São Paulo (TJSP), em meados de 2016, que consiste, segundo informação disponibilizada 
69UNIDADE IV Das Rotinas Jurídicas e Administrativas nos Cartórios Judiciais e Atividade Forense
no sítio eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) (https://www.cnj.jus.br/cnj-e-tjs-
p-apresentam-cartorio-do-futuro-a-tribunais-para-melhorar-a-gestao/) no “agrupamento de 
cartórios da mesma competência para processamento e cumprimento de determinações 
judiciais por meio de equipes e gestores com atribuições previamente definidas”, esclare-
cendo, ainda, que “as varas permanecem independentes, mas dispõem de mais pessoal 
para o cumprimento exclusivo dos atos decisórios (despachos, decisões e sentenças”.Em verdade, o Cartório do Futuro foi um programa essencial para a informatização 
dos processos. Maiores informações e detalhamentos podem ser obtidos junto ao sítio 
eletrônico do TJSP: https://www.tjsp.jus.br/CartorioDoFuturo. 
Igualmente importante, principalmente para mapeamento das dificuldades e en-
traves, foi a criação do chamado “Diagnóstico para Eficiência do Poder Judiciário”, pelo 
CNJ. Tal projeto integra os tribunais do Piauí, Alagoas, Rio Grande do Norte, Amazonas, 
Roraima, Espírito Santo e Bahia, devido ao baixo rendimento retratado entre 2013 e 2015. A 
ideia do programa consiste, justamente, na aplicação de ações que promovam uma gestão 
mais eficiente. É possível visualizar a notícia completa no seguinte site eletrônico: https://
www.cnj.jus.br/diagnostico-para-eficiencia-no-poder-judiciario-chega-a-quatro-tribunais/. 
Mais recentemente, o CNJ lançou outro programa, visando assegurar maior efe-
tividade na prestação de serviços judiciários, qual seja: Programa Resolve; foi criado em 
2018, sendo a principal intenção fomentar a Política Judiciária no tratamento adequado dos 
conflitos de interesses no âmbito do Poder Judiciário. Referido programa está regulamen-
tado pela Resolução CNJ n. 125/2010, sendo estruturado em quatro eixos principais: a) 
Resolve Poupança - Planos Econômicos; b) Resolve - Métodos Consensuais Eletrônicos; 
c) Resolve Previdenciário e; d) Resolve Execução Fiscal (Automação e Governança), sen-
do as principais atribuições (https://www.cnj.jus.br/programas-e-acoes/programa-resolve/):
https://www.cnj.jus.br/cnj-e-tjsp-apresentam-cartorio-do-futuro-a-tribunais-para-melhorar-a-gestao/
https://www.cnj.jus.br/cnj-e-tjsp-apresentam-cartorio-do-futuro-a-tribunais-para-melhorar-a-gestao/
https://www.tjsp.jus.br/CartorioDoFuturo
https://www.cnj.jus.br/diagnostico-para-eficiencia-no-poder-judiciario-chega-a-quatro-tribunais/
https://www.cnj.jus.br/diagnostico-para-eficiencia-no-poder-judiciario-chega-a-quatro-tribunais/
https://www.cnj.jus.br/programas-e-acoes/programa-resolve/
70UNIDADE IV Das Rotinas Jurídicas e Administrativas nos Cartórios Judiciais e Atividade Forense
QUADRO 4 - DIVISÃO DO PROGRAMA RESOLVE
RESOLVE
POUPANÇA
RESOLVE 
PREVIDENCIÁRIO
RESOLVE 
MÉTODOS 
CONSENSUAIS 
ELETRÔNICOS
RESOLVE 
EXECUÇÃO 
FISCAL
Busca a promoção 
de articulação inte-
rinstitucional entre 
o Poder Judiciário, 
representantes dos 
Poupadores, ban-
cos demandados e 
a Federação Brasi-
leira de Bancos. 
A intenção é fo-
mentar a adesão 
ao acordo coletivo, 
homologado pelo 
STF.
Criação de parâ-
metros uniformes 
quanto às deman-
das que envolvem 
benefícios previ-
denciários, tanto 
na justiça estadual, 
quanto federal. 
Implementação de 
solução de Tecnolo-
gia da Informação, 
visando a possibi-
lidade de métodos 
consensuais em 
versão eletrônica.
Visa a implementa-
ção de medidas de 
automação e go-
vernança com base 
em diagnóstico ela-
borado por magis-
trados (estaduais e 
federais) atuantes 
na área.
Fonte: PROGRAMA resolve. Conselho Nacional de Justiça. [s.s]. Disponível em: <https://www.cnj.jus.br/
programas-e-acoes/programa-resolve/. Acesso em: 22 jun. 2021.
Conforme vimos ao longo desta Unidade, são inúmeros os projetos criados para 
o aprimoramento das atividades/rotinas judiciárias e administrativas perante os Cartórios 
Judiciais, visando, sempre, uma gestão mais efetiva. 
 
SAIBA MAIS
Você sabia que o advogado é essencial à administração da Justiça? Sendo ele, portan-
to, a peça principal para a formulação de uma demanda judicial? Seja na feitura de um 
processo, seja para orientação dos direitos de seus clientes, o advogado é um garanti-
dor da pacificação social.
Para saber mais sobre o papel do advogado no Estado Democrático de Direito acesse 
o link: 
Fonte: BRASIL. OAB ESA – Minas Gerais. Escola Judicial – TRF 3ª região. Advocacia e Magistratu-
ra: por um efetivo acesso material à justiça. 2010. Disponível em: https://www.cnj.jus.br/wp-content/
uploads/2011/03/livreto_publicacao2.pdf. Acesso em: 22 jun. 2021.
71UNIDADE IV Das Rotinas Jurídicas e Administrativas nos Cartórios Judiciais e Atividade Forense
Ainda sobre o papel do advogado, muito tem se discutido na atualidade, conforme já 
apontado ao longo do material, sobre a importância da advocacia nos cartórios extra-
judiciais. Há, inclusive, menção de “advocacia do futuro”. Você já conhece esse termo? 
Sabe do que se refere?
Confira a seguir artigo que aborda a temática:
Fonte: SANTOS, Maxwel Araújo. Advocacia do futuro. Jus. 2020. Disponível em: https://jus.com.br/arti-
gos/82037/advocacia-do-futuro. Acesso em: 22 jun. 2021.
REFLITA 
Vimos que os cartórios judiciais são responsáveis pela gestão e administração de todos 
os processos judiciais e que muitos deles já se encontram em volume de trabalhos de-
sumanos. Será que você seria capaz de contribuir para uma gestão mais pacificadora 
da Justiça? De que forma isso seria possível? 
Para saber mais sobre os meios alternativos de solução de conflito acesse o link a se-
guir: https://atos.cnj.jus.br/files/resolucao_125_29112010_03042019145135.pdf.
Fonte: BRASIL. Conselho Nacional de Justiça. Resolução n. 125, de 2010. Dispõe sobre a política 
nacional de tratamento adequado dos conflitos de interesses no âmbito do Poder Judiciário e dá outras 
providências. Disponível em: https://atos.cnj.jus.br/files/resolucao_125_29112010_03042019145135.pdf. 
Acesso em: 22 jun. 2021.
Os meios de solução de conflitos consistem numa tendência atual, atrelados, por exem-
plo, para as demandas judiciais, como, por exemplo, demandas envolvendo direito do 
consumidor. Veja artigo abordando o tema:
Fonte: PUPPE, Fernando Luís; SANTOS, Karinne Emanoela Goettems dos. Sobrecarga do poder judi-
ciário: um estudo sobre os meios alternativos de solução efetiva de conflitos em relação às relações de 
consumo. Disponível em: https://domalberto.edu.br/wp-content/uploads/sites/4/2017/10/SOBRECARGA-
-DO-PODER-JUDICI%C3%81RIO-UM-ESTUDO-SOBRE-OS-ME.pdf. Acesso em: 22 jun. 2021.
https://atos.cnj.jus.br/files/resolucao_125_29112010_03042019145135.pdf
72UNIDADE IV Das Rotinas Jurídicas e Administrativas nos Cartórios Judiciais e Atividade Forense
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ao longo desta Unidade falamos sobre os Cartórios Judiciais, bem como sobre as 
rotinas administrativas e judiciárias envolvidas no contexto. 
No primeiro tópico vimos as nuances gerais e principais rotinas, sendo diagnosticado 
que o cartório judicial é responsável pela guarda e execução de todos os processos, o que 
denota, por consequência, a necessidade de uma gestão com planejamento, estratégias, 
para que haja uma prestação efetiva e com qualidade. Isso porque, é por intermédio desta 
gestão, que teremos não apenas a guarda e a gestão, mas também toda a movimentação 
processual. A atividade dos cartórios, portanto, é essencial para a atividade forense.
No segundo capítulo falamos mais nuances quanto ao gerenciamento do cartório 
judicial, destacando as principais figuras na estrutura funcional cartorária: diretor, oficial 
maior, escreventes, auxiliares e estagiários, sendo essencial que haja uma estratégia, um 
gerenciamento pré-definido, para que cada um desempenhe sua função, em complementa-
ção à do outro. Isso porque, conforme analisamos ao longo do tópico, os atos praticados nos 
cartórios judiciais influenciarão diretamente o sistema de justiça, seja quanto à condução do 
processo, quanto à gestão propriamente dita. 
Vimos, ainda, que há atos que possuem o mesmo padrão, independentemente do 
tipo de cartório, por exemplo, homologação de acordo extrajudicial. Porém, há rotinas que 
podem ser específicas, a depender da ferramenta e da mão-de-obra de cada cartório. 
Por sua vez, em um terceiro momento, abordamos o papel da advocacia no contexto 
das rotinas perante os cartórios e, restou verificado, que o advogado possui papel essencial 
durante a tramitação do processo, inclusive, mediante o incentivo aos métodos alternativosna solução dos conflitos, visando a pacificação social.
Por fim, foram elencados exemplos práticos de projetos implementados com a fina-
lidade de promover uma gestão mais efetiva, visando assegurar uma maior qualidade nos 
serviços prestados, e, por consequência, na solução dos conflitos, postos em apreciação 
pelo Poder Judiciário. 
 
73UNIDADE IV Das Rotinas Jurídicas e Administrativas nos Cartórios Judiciais e Atividade Forense
LEITURA COMPLEMENTAR
Você sabia que vários programas têm sido adotados pelos tribunais a fim de otimi-
zar a solução de conflitos? 
Um exemplo foi a criação do Programa CEJUSC PROCON, pelo Tribunal de Justiça 
do Paraná. A finalidade do projeto é promover o aperfeiçoamento do sistema de tratamento 
dos conflitos consumeristas, mediante a instalação de uma extensão do CEJUSC nas de-
pendências do PROCON municipal. É possível consultar as regras para a participação no 
programa, bem como as cidades em que já foi instalado o programa diretamente no sítio 
eletrônico do TJPR: 
https://www.tjpr.jus.br/programas-e-projetos-2-vice?p_auth=7rYDeYjx&p_p_
id=36&p_p_lifecycle=1&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-
-2&p_p_col_count=1&_36_struts_action=%2Fwiki%2Fview&_36_nodeId=15033140&_36_
title=CEJUSC+PROCON.
https://www.tjpr.jus.br/programas-e-projetos-2-vice?p_auth=7rYDeYjx&p_p_id=36&p_p_lifecycle=1&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-2&p_p_col_count=1&_36_struts_action=%2Fwiki%2Fview&_36_nodeId=15033140&_36_title=CEJUSC+PROCON
https://www.tjpr.jus.br/programas-e-projetos-2-vice?p_auth=7rYDeYjx&p_p_id=36&p_p_lifecycle=1&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-2&p_p_col_count=1&_36_struts_action=%2Fwiki%2Fview&_36_nodeId=15033140&_36_title=CEJUSC+PROCON
https://www.tjpr.jus.br/programas-e-projetos-2-vice?p_auth=7rYDeYjx&p_p_id=36&p_p_lifecycle=1&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-2&p_p_col_count=1&_36_struts_action=%2Fwiki%2Fview&_36_nodeId=15033140&_36_title=CEJUSC+PROCON
https://www.tjpr.jus.br/programas-e-projetos-2-vice?p_auth=7rYDeYjx&p_p_id=36&p_p_lifecycle=1&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-2&p_p_col_count=1&_36_struts_action=%2Fwiki%2Fview&_36_nodeId=15033140&_36_title=CEJUSC+PROCON
74UNIDADE IV Das Rotinas Jurídicas e Administrativas nos Cartórios Judiciais e Atividade Forense
MATERIAL COMPLEMENTAR
LIVRO 
Título: Gestão e Administração de Cartório Judicial: possibilidade 
e perspectivas 
Autor: José Anderson Santos Cruz; Michelle Godoy de Mattos.
Editora: Appris
Sinopse: O convite para a leitura desta obra é embarcar e debruçar 
nas pesquisas e nos relatos que estes autores trazem para fomen-
tar a qualidade dos serviços prestados pelos cartórios judiciais, 
pois este livro sinaliza a importância das pesquisas no âmbito do 
judiciário, já que os pesquisadores são funcionários públicos com 
vasta experiência nessa área, hoje especialistas em Administração 
de Cartório Judicial, pela Faculdade Anhanguera de Bauru.
FILME/VÍDEO 
Título: A busca pela justiça
Ano: 2006
Sinopse: Em 1931 nove jovens negros, com idade entre 12 e 20 
anos, foram retirados de um trem e presos, acusados de terem 
estuprado duas mulheres brancas. Após um rápido julgamento, 
eles foram condenados à cadeira elétrica. A notícia gerou grande 
polêmica, o que fez com que a Corte Suprema dos Estados Unidos 
resolvesse fazer um novo julgamento. É quando Samuel Leibowitz 
(Timothy Hutton), um advogado nova-iorquino com uma impres-
sionante sequência de vitórias nos tribunais, decide defender os 
acusados.
75
REFERÊNCIAS
ABRANTES, E. M. G. Gestão de Cartório Judicial: contribuição para a razoável duração 
do processo. Revista dos Mestrados Profissionais, v. 2, n. 1, jan./jun. 2013.
ASSOCIAÇÃO DOS NOTÁRIOS E REGISTRADORES DO BRASIL – ANOREG/BR. Re-
conhecimento de firma. 2018. Disponível em: https://www.anoreg.org.br/site/atos-extraju-
diciais/tabelionato-de-notas/reconhecimento-de-firma/. Acesso em: 01 abr. 2021.
AURUM. O que são Lawtechs e Legaltechs e como elas beneficiam advogados. 2021. 
Disponível em: https://www.aurum.com.br/blog/lawtech-e-legaltech. Acesso em: 20 março 
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BERGUE, S. T. Gestão de pessoas em Organizações Públicas. Caxias do Sul: EDUCS, 
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Blanch-Ribas, J. M. & Cantera, L. (2011). La nueva gestión pública de universidades y 
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em comissão do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores - DAS, níveis 1 a 4, por 
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Acesso em: 20 março 2021. 
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CONCLUSÃO GERAL
Olá, caro(a) aluno(a).
Chegamos ao final da nossa disciplina de Rotinas Jurídicas e Administrativas. Ao 
longo do nosso estudo, verificamos os principais conceitos afetos às rotinas, sejam quanto 
ao contexto judicial ou extrajudicial.
Na nossa primeira Unidade, falamos sobre os conceitos gerais, atrelados à ges-
tão das rotinas jurídicas e administrativas, destacando suas principais características e a 
importância de adoção de estratégias de gestão para as rotinas, a fim de assegurar uma 
melhor qualidade, eficiência e eficácia na prestação de tais serviços. 
Por sua vez, na segunda unidade, introduzimos o estudo quanto aos cartórios 
extrajudiciais, enfatizando os principais tipos de rotinas, tanto as jurídicas quanto as ad-
ministrativas, enfatizando as atribuições específicas dos seguintes cartórios extrajudiciais: 
título e documentos, imóveis, registro civil de pessoas físicas e pessoas jurídicas. 
O estudo foi complementado na Unidade III, quando vimos peculiaridades e atribuições 
específicas dos seguintes cartórios: notas e protestos, bem como cartório judicial. Foi igual-
mente na Unidade III que começamos a análise quanto aos cartórios judiciais. Neste primeiro 
momento vimos as principais rotinas de tais cartórios, bem como suas principais características.
Na quarta e última unidade, completamos o estudo quanto aos cartórios judiciais, 
suas rotinas e estratégias de gestão, traçando as principais atribuições, diferenças entre 
eles, concluindo com exemplos práticos de programas criados com a intenção de aprimorar 
a gestão dos mesmos. 
Após a nossa análise ao longo da disciplina, acreditamos que você já esteja pre-
parado(a) para dar continuidade nos estudos quanto às rotinas jurídicas e administrativas, 
bem como em pensar estratégias de planejamento e gestão, visando sempre uma melhor 
prestação dos serviços e/ou obtenção de melhores resultados frente aos cartórios extraju-
diciais e judiciais. 
Bons estudos! Boa prática.

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