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Questões resolvidas

Questão 001 (ENADE 2017) A história se faz com documentos. Documentos são os traços que deixaram os pensamentos e os atos dos homens do passado. Entre os pensamentos e os atos dos homens, poucos há que deixam traços visíveis, e estes, quando se produzem, raramente perduram: basta um acidente para os apagar. Ora, qualquer pensamento ou ato que não tenha deixado traços visíveis tenham desaparecido, está perdido para a história: é como se nunca houvesse existido. Por falta de documentos, a história de enormes períodos de passado da humanidade ficará para sempre desconhecida. Porque nada supre os documentos: onde não há documentos não há história. LANGLOIS, C.; SEIGNOBOS, C. Introdução aos Estudos Históricos. São Paulo: Editora Renascença, 1946 (adaptado). O trecho apresentado foi publicado originalmente em 1898, na França, em um manual de História muito influente à época. Com base nesse excerto, infere-se que os documentos

A) fornecem testemunho sobre uma parcela dos acontecimentos do passado sem os quais a escrita da história é impossível.
B) recuperam o passado em si, na medida em que expressam ações e ideias de homens que viveram em épocas pretéritas.
C) são registros textuais, preferencialmente produzidos por organismos vinculados ao Estado, o que assegura sua autenticidade.
X D) podem ser substituídos por traços que denotem tanto a presença humana no tempo quanto os gostos, gestos e valores do ser humano em determinado período.
E) são equivalentes aos acontecimentos humanos, pois carregam em si os pensamentos e os atos pretéritos.

Questão 003 (MONTE HOREBE 2019) Para a Escola Positivista, metódica, do final do século XIX, representada por autores como Leopold Von Ranke e Fustel de Coulanges, a história deveria se tornar uma ciência a partir de uma metodologia baseada nos seguintes princípios: I- O conhecimento histórico deveria copiar o método objetivista das ciências naturais. II- Os historiadores deveriam buscar sempre a neutralidade, com o objetivo de encontrar uma única verdade para se narrar os eventos históricos. III- O melhor dos historiadores é aquele que menos se afasta dos textos. É CORRETO o que se afirma em

A) I apenas.
B) I e III.
C) II e III.
D) I e II.
X E) I, II e III.

Questão 004 A relação entre objetividade e subjetividade do conhecimento produzido é um dilema para a Historiografia. Sobre esse debate, assinale a alternativa correta.

A) A objetividade e a subjetividade coexistem em um trabalho de História. A objetividade, porém, tem um valor maior perante a subjetividade, pois é função do historiador descrever o passado e trazer resoluções para a sociedade.
B) A objetividade é sempre danosa ao trabalho historiográfico. Através dela, anulam-se outras visões sobre o passado, trazendo uma única versão para o fato.
C) A objetividade deve ser premissa essencial para aqueles que pretendem estudar e compreender o passado. Dessa maneira, deve-se buscar a verdade e a perfeita descrição dos fatos, não deixando dúvidas ou debates pendentes na produção do conhecimento histórico.
X D) Tanto a objetividade quanto a objetividade fazem parte do trabalho do historiador. A subjetividade permite diferentes pontos de vista sobre um fato histórico, mas não pode ser determinante a ponto de negar realidades ocorridas. Nesse ponto, a objetividade é importante, pois é capaz de definir para a sociedade quais interpretações do passado excedem a realidade dos ocorridos.
E) O debate tem pouco ou nenhum valor para a Historiografia, visto que o conhecimento produzido é sempre uma interpretação subjetiva do passado, realizada por um indivíduo, o historiador.

Questão 005 (IFPE 2012) “Seria uma desgraça para nós, agora que os amplos espaços do mundo material, as terras e os mares foram atingidos e explorados, se os limites do mundo intelectual fossem dados pelas descobertas dos antigos.” Francis Bacon, apud BURKE, Peter. “Uma história social do conhecimento: de Gutemberg a Diderot.” Rio de janeiro: Jorge Zahar, 2003, p. 105. A crença na superioridade da razão é a base do pensamento Iluminista, tão bem expresso por Francis Bacon. Nesse sentido, os itens abaixo versam sobre o processo histórico Iluminista. I. A afirmativa de Francis Bacon apresenta uma das ideias fundamentais do pensamento científico: a crítica. Para o europeu do século XVI em diante, apesar da herança clássica, havia sido ele, e não os gregos, que tinha realizado as grandes navegações e a ciência experimental. II. A invenção da imprensa conseguiu expandir o conhecimento por meio da difusão dos diversos tipos de conhecimento, indo dos relatos aos dicionários e às enciclopédias. Apesar disso, o intenso analfabetismo europeu acabou impedindo o acesso ao conteúdo das obras e ao desenvolvimento intelectual advindo desse fato. III. A fé na razão e no entendimento se opunha, para os iluministas, à ignorância do pensamento embasado nos mitos da Bíblia e nos dogmas da Igreja. A partir do Iluminismo, o homem é livre para construir uma nova religião, e em seu altar, colocar a razão. IV. A Enciclopédia publicada por Diderot propunha-se a difundir todo o conhecimento humano, pronto para ser compartilhado por todos, afinal a palavra enciclopédia significa a inter-relação das ciências, nas palavras do próprio Diderot. V. Se para o filósofo iluminista a razão era libertadora, para a maior parte das monarquias europeias ela era reformista. Assim, buscando estimular o acesso às obras iluministas, os reis absolutistas providenciaram a distribuição da Enciclopédia em todo o seu reino, por isso foram chamados de Déspotas Esclarecidos. Estão corretos, apenas

A) I, II e III.
B) III, IV e V.
C) I, III e V.
X D) I, III e IV.
E) II, IV e V.

Questão 006 (MONTE HOREBE 2019) Para a Escola Positivista, metódica, do final do século XIX, representada por autores como Leopold Von Ranke e Fustel de Coulanges, a história deveria se tornar uma ciência a partir de uma metodologia baseada nos seguintes princípios: I. O conhecimento histórico deveria copiar o método objetivista das ciências naturais. II. Os historiadores deveriam buscar sempre a neutralidade, com o objetivo de encontrar uma única verdade para se narrar os eventos históricos. III. O melhor dos historiadores é aquele que menos se afasta dos textos. É CORRETO o que se afirma em:

A) I apenas.
X B) I, II e III.
C) I e II.
D) II e III.
E) I e III.

Desde o nascimento do cinema, a História tem servido de referência para a realização de filmes. Nesse sentido, ao longo do tempo, as produções cinematográficas passaram a despertar o interesse de professores e alunos em sala de aula e tornaram-se fonte de conhecimento. Frequentemente, nas aulas de História e nos livros didáticos, é possível encontrar indicação de filmes que tratam de assuntos do conteúdo programático daquele ano escolar. A partir dessas sugestões, o grande desafio está na leitura de uma obra cinematográfica, relacionando-a com uma abordagem histórica que permita o encontro entre cinema e História. Para usar a expressão cunhada por Marc Ferro, na conversa entre Cinema e História podemos afirmar que
A) o estudo da imagem tem como objetivo as intenções do cineasta ou do diretor de fotografia de modo a promover a compreensão do filme a partir de sua condição de obra de arte desvinculada da realidade social.
B) o principal objetivo do trabalho com filmes na sala de aula é recuperar o fascínio e o encantamento pela História de modo a motivar estudantes e professores para o estudo científico do passado pelo passado.
C) o foco dos esforços de interpretação não deve se confinar à realidade ficcional do filme projetado, mas deve abranger também a sociedade que o produziu e dele se utilizou para discutir determinados temas e épocas que lhe interessaram.
D) a utilização do filme na sala de aula faz com que sua projeção preencha o espaço de atuação do professor, reconduzindo metodologicamente a participação deste para a condição de espectador do processo de aprendizagem.
E) o método de compreensão de um filme no contexto da sala de aula exige que o professor filtre todo conhecimento prévio sobre a época e os temas tratados que não esteja sujeito a sua orientação.
A) o estudo da imagem tem como objetivo as intenções do cineasta ou do diretor de fotografia de modo a promover a compreensão do filme a partir de sua condição de obra de arte desvinculada da realidade social.
B) o principal objetivo do trabalho com filmes na sala de aula é recuperar o fascínio e o encantamento pela História de modo a motivar estudantes e professores para o estudo científico do passado pelo passado.
C) o foco dos esforços de interpretação não deve se confinar à realidade ficcional do filme projetado, mas deve abranger também a sociedade que o produziu e dele se utilizou para discutir determinados temas e épocas que lhe interessaram.
D) a utilização do filme na sala de aula faz com que sua projeção preencha o espaço de atuação do professor, reconduzindo metodologicamente a participação deste para a condição de espectador do processo de aprendizagem.
E) o método de compreensão de um filme no contexto da sala de aula exige que o professor filtre todo conhecimento prévio sobre a época e os temas tratados que não esteja sujeito a sua orientação.

No final do século XIX, Leopold Von Ranke afirmava: a História deve ser narrada como de fato aconteceu. Sobre esta busca da verdade na história, é CORRETO afirmar:
A) A imparcialidade se assemelha à proposta de uma Escola sem Partido quando, definitivamente, foi possível determinar a única verdade para a história.
B) A busca pela verdade na história, ou seja, da narrativa do passado como de fato aconteceu, esteve distante do debate de profissionalização da história.
C) A neutralidade deve ser sempre uma meta a ser atingida pelos historiadores no desenvolvimento de seu ofício.
D) A história, ao ser narrada como de fato aconteceu, deve ofertar múltiplas interpretações sobre os acontecimentos históricos.
E) Para narrar a história como de fato aconteceu, é preciso adotar toda a parcialidade e subjetividade possível.
A) A imparcialidade se assemelha à proposta de uma Escola sem Partido quando, definitivamente, foi possível determinar a única verdade para a história.
B) A busca pela verdade na história, ou seja, da narrativa do passado como de fato aconteceu, esteve distante do debate de profissionalização da história.
C) A neutralidade deve ser sempre uma meta a ser atingida pelos historiadores no desenvolvimento de seu ofício.
D) A história, ao ser narrada como de fato aconteceu, deve ofertar múltiplas interpretações sobre os acontecimentos históricos.
E) Para narrar a história como de fato aconteceu, é preciso adotar toda a parcialidade e subjetividade possível.

Questão 003 (MONTE HOREBE 2019) Para a Escola Positivista, metódica, do final do século XIX, representada por autores como Leopold Von Ranke e Fustel de Coulanges, a história deveria se tornar uma ciência a partir de uma metodologia baseada nos seguintes princípios: I- O conhecimento histórico deveria copiar o método objetivista das ciências naturais. II- Os historiadores deveriam buscar sempre a neutralidade, com o objetivo de encontrar uma única verdade para se narrar os eventos históricos. III- O melhor dos historiadores é aquele que menos se afasta dos textos. É CORRETO o que se afirma em

A) I apenas.
B) I e III.
C) II e III.
D) I e II.
E) I, II e III.

Questão 006 (MONTE HOREBE 2019) Para a Escola Positivista, metódica, do final do século XIX, representada por autores como Leopold Von Ranke e Fustel de Coulanges, a história deveria se tornar uma ciência a partir de uma metodologia baseada nos seguintes princípios: I. O conhecimento histórico deveria copiar o método objetivista das ciências naturais. II. Os historiadores deveriam buscar sempre a neutralidade, com o objetivo de encontrar uma única verdade para se narrar os eventos históricos. III. O melhor dos historiadores é aquele que menos se afasta dos textos. É CORRETO o que se afirma em:

A) I apenas.
B) I, II e III.
C) I e II.
D) II e III.
E) I e III.

007 (IFPI-2014) Desde o nascimento do cinema, a História tem servido de referência para a realização de filmes. Nesse sentido, ao longo do tempo, as produções cinematográficas passaram a despertar o interesse de professores e alunos em sala de aula e tornaram-se fonte de conhecimento. Frequentemente, nas aulas de História e nos livros didáticos, é possível encontrar indicação de filmes que tratam de assuntos do conteúdo programático daquele ano escolar. A partir dessas sugestões, o grande desafio está na leitura de uma obra cinematográfica, relacionando-a com uma abordagem histórica que permita o encontro entre cinema e História. Para usar a expressão cunhada por Marc Ferro, na conversa entre Cinema e História podemos afirmar que
A) o estudo da imagem tem como objetivo as intenções do cineasta ou do diretor de fotografia de modo a promover a compreensão do filme a partir de sua condição de obra de arte desvinculada da realidade social.
B) o principal objetivo do trabalho com filmes na sala de aula é recuperar o fascínio e o encantamento pela História de modo a motivar estudantes e professores para o estudo científico do passado pelo passado.
C) o foco dos esforços de interpretação não deve se confinar à realidade ficcional do filme projetado, mas deve abranger também a sociedade que o produziu e dele se utilizou para discutir determinados temas e épocas que lhe interessaram.
D) a utilização do filme na sala de aula faz com que sua projeção preencha o espaço de atuação do professor, reconduzindo metodologicamente a participação deste para a condição de espectador do processo de aprendizagem.
E) o método de compreensão de um filme no contexto da sala de aula exige que o professor filtre todo conhecimento prévio sobre a época e os temas tratados que não esteja sujeito a sua orientação.
A) o estudo da imagem tem como objetivo as intenções do cineasta ou do diretor de fotografia de modo a promover a compreensão do filme a partir de sua condição de obra de arte desvinculada da realidade social.
B) o principal objetivo do trabalho com filmes na sala de aula é recuperar o fascínio e o encantamento pela História de modo a motivar estudantes e professores para o estudo científico do passado pelo passado.
C) o foco dos esforços de interpretação não deve se confinar à realidade ficcional do filme projetado, mas deve abranger também a sociedade que o produziu e dele se utilizou para discutir determinados temas e épocas que lhe interessaram.
D) a utilização do filme na sala de aula faz com que sua projeção preencha o espaço de atuação do professor, reconduzindo metodologicamente a participação deste para a condição de espectador do processo de aprendizagem.
E) o método de compreensão de um filme no contexto da sala de aula exige que o professor filtre todo conhecimento prévio sobre a época e os temas tratados que não esteja sujeito a sua orientação.

008 (CUITÉ 2019) No final do século XIX, Leopold Von Ranke afirmava: a História deve ser narrada como de fato aconteceu. Sobre esta busca da verdade na história, é CORRETO afirmar:
A) A imparcialidade se assemelha à proposta de uma Escola sem Partido quando, definitivamente, foi possível determinar a única verdade para a história.
B) A busca pela verdade na história, ou seja, da narrativa do passado como de fato aconteceu, esteve distante do debate de profissionalização da história.
C) A neutralidade deve ser sempre uma meta a ser atingida pelos historiadores no desenvolvimento de seu ofício.
D) A história, ao ser narrada como de fato aconteceu, deve ofertar múltiplas interpretações sobre os acontecimentos históricos.
E) Para narrar a história como de fato aconteceu, é preciso adotar toda a parcialidade e subjetividade possível.
A) A imparcialidade se assemelha à proposta de uma Escola sem Partido quando, definitivamente, foi possível determinar a única verdade para a história.
B) A busca pela verdade na história, ou seja, da narrativa do passado como de fato aconteceu, esteve distante do debate de profissionalização da história.
C) A neutralidade deve ser sempre uma meta a ser atingida pelos historiadores no desenvolvimento de seu ofício.
D) A história, ao ser narrada como de fato aconteceu, deve ofertar múltiplas interpretações sobre os acontecimentos históricos.
E) Para narrar a história como de fato aconteceu, é preciso adotar toda a parcialidade e subjetividade possível.

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Questão 001 (ENADE 2017) A história se faz com documentos. Documentos são os traços que deixaram os pensamentos e os atos dos homens do passado. Entre os pensamentos e os atos dos homens, poucos há que deixam traços visíveis, e estes, quando se produzem, raramente perduram: basta um acidente para os apagar. Ora, qualquer pensamento ou ato que não tenha deixado traços visíveis tenham desaparecido, está perdido para a história: é como se nunca houvesse existido. Por falta de documentos, a história de enormes períodos de passado da humanidade ficará para sempre desconhecida. Porque nada supre os documentos: onde não há documentos não há história. LANGLOIS, C.; SEIGNOBOS, C. Introdução aos Estudos Históricos. São Paulo: Editora Renascença, 1946 (adaptado). O trecho apresentado foi publicado originalmente em 1898, na França, em um manual de História muito influente à época. Com base nesse excerto, infere-se que os documentos

A) fornecem testemunho sobre uma parcela dos acontecimentos do passado sem os quais a escrita da história é impossível.
B) recuperam o passado em si, na medida em que expressam ações e ideias de homens que viveram em épocas pretéritas.
C) são registros textuais, preferencialmente produzidos por organismos vinculados ao Estado, o que assegura sua autenticidade.
X D) podem ser substituídos por traços que denotem tanto a presença humana no tempo quanto os gostos, gestos e valores do ser humano em determinado período.
E) são equivalentes aos acontecimentos humanos, pois carregam em si os pensamentos e os atos pretéritos.

Questão 003 (MONTE HOREBE 2019) Para a Escola Positivista, metódica, do final do século XIX, representada por autores como Leopold Von Ranke e Fustel de Coulanges, a história deveria se tornar uma ciência a partir de uma metodologia baseada nos seguintes princípios: I- O conhecimento histórico deveria copiar o método objetivista das ciências naturais. II- Os historiadores deveriam buscar sempre a neutralidade, com o objetivo de encontrar uma única verdade para se narrar os eventos históricos. III- O melhor dos historiadores é aquele que menos se afasta dos textos. É CORRETO o que se afirma em

A) I apenas.
B) I e III.
C) II e III.
D) I e II.
X E) I, II e III.

Questão 004 A relação entre objetividade e subjetividade do conhecimento produzido é um dilema para a Historiografia. Sobre esse debate, assinale a alternativa correta.

A) A objetividade e a subjetividade coexistem em um trabalho de História. A objetividade, porém, tem um valor maior perante a subjetividade, pois é função do historiador descrever o passado e trazer resoluções para a sociedade.
B) A objetividade é sempre danosa ao trabalho historiográfico. Através dela, anulam-se outras visões sobre o passado, trazendo uma única versão para o fato.
C) A objetividade deve ser premissa essencial para aqueles que pretendem estudar e compreender o passado. Dessa maneira, deve-se buscar a verdade e a perfeita descrição dos fatos, não deixando dúvidas ou debates pendentes na produção do conhecimento histórico.
X D) Tanto a objetividade quanto a objetividade fazem parte do trabalho do historiador. A subjetividade permite diferentes pontos de vista sobre um fato histórico, mas não pode ser determinante a ponto de negar realidades ocorridas. Nesse ponto, a objetividade é importante, pois é capaz de definir para a sociedade quais interpretações do passado excedem a realidade dos ocorridos.
E) O debate tem pouco ou nenhum valor para a Historiografia, visto que o conhecimento produzido é sempre uma interpretação subjetiva do passado, realizada por um indivíduo, o historiador.

Questão 005 (IFPE 2012) “Seria uma desgraça para nós, agora que os amplos espaços do mundo material, as terras e os mares foram atingidos e explorados, se os limites do mundo intelectual fossem dados pelas descobertas dos antigos.” Francis Bacon, apud BURKE, Peter. “Uma história social do conhecimento: de Gutemberg a Diderot.” Rio de janeiro: Jorge Zahar, 2003, p. 105. A crença na superioridade da razão é a base do pensamento Iluminista, tão bem expresso por Francis Bacon. Nesse sentido, os itens abaixo versam sobre o processo histórico Iluminista. I. A afirmativa de Francis Bacon apresenta uma das ideias fundamentais do pensamento científico: a crítica. Para o europeu do século XVI em diante, apesar da herança clássica, havia sido ele, e não os gregos, que tinha realizado as grandes navegações e a ciência experimental. II. A invenção da imprensa conseguiu expandir o conhecimento por meio da difusão dos diversos tipos de conhecimento, indo dos relatos aos dicionários e às enciclopédias. Apesar disso, o intenso analfabetismo europeu acabou impedindo o acesso ao conteúdo das obras e ao desenvolvimento intelectual advindo desse fato. III. A fé na razão e no entendimento se opunha, para os iluministas, à ignorância do pensamento embasado nos mitos da Bíblia e nos dogmas da Igreja. A partir do Iluminismo, o homem é livre para construir uma nova religião, e em seu altar, colocar a razão. IV. A Enciclopédia publicada por Diderot propunha-se a difundir todo o conhecimento humano, pronto para ser compartilhado por todos, afinal a palavra enciclopédia significa a inter-relação das ciências, nas palavras do próprio Diderot. V. Se para o filósofo iluminista a razão era libertadora, para a maior parte das monarquias europeias ela era reformista. Assim, buscando estimular o acesso às obras iluministas, os reis absolutistas providenciaram a distribuição da Enciclopédia em todo o seu reino, por isso foram chamados de Déspotas Esclarecidos. Estão corretos, apenas

A) I, II e III.
B) III, IV e V.
C) I, III e V.
X D) I, III e IV.
E) II, IV e V.

Questão 006 (MONTE HOREBE 2019) Para a Escola Positivista, metódica, do final do século XIX, representada por autores como Leopold Von Ranke e Fustel de Coulanges, a história deveria se tornar uma ciência a partir de uma metodologia baseada nos seguintes princípios: I. O conhecimento histórico deveria copiar o método objetivista das ciências naturais. II. Os historiadores deveriam buscar sempre a neutralidade, com o objetivo de encontrar uma única verdade para se narrar os eventos históricos. III. O melhor dos historiadores é aquele que menos se afasta dos textos. É CORRETO o que se afirma em:

A) I apenas.
X B) I, II e III.
C) I e II.
D) II e III.
E) I e III.

Desde o nascimento do cinema, a História tem servido de referência para a realização de filmes. Nesse sentido, ao longo do tempo, as produções cinematográficas passaram a despertar o interesse de professores e alunos em sala de aula e tornaram-se fonte de conhecimento. Frequentemente, nas aulas de História e nos livros didáticos, é possível encontrar indicação de filmes que tratam de assuntos do conteúdo programático daquele ano escolar. A partir dessas sugestões, o grande desafio está na leitura de uma obra cinematográfica, relacionando-a com uma abordagem histórica que permita o encontro entre cinema e História. Para usar a expressão cunhada por Marc Ferro, na conversa entre Cinema e História podemos afirmar que
A) o estudo da imagem tem como objetivo as intenções do cineasta ou do diretor de fotografia de modo a promover a compreensão do filme a partir de sua condição de obra de arte desvinculada da realidade social.
B) o principal objetivo do trabalho com filmes na sala de aula é recuperar o fascínio e o encantamento pela História de modo a motivar estudantes e professores para o estudo científico do passado pelo passado.
C) o foco dos esforços de interpretação não deve se confinar à realidade ficcional do filme projetado, mas deve abranger também a sociedade que o produziu e dele se utilizou para discutir determinados temas e épocas que lhe interessaram.
D) a utilização do filme na sala de aula faz com que sua projeção preencha o espaço de atuação do professor, reconduzindo metodologicamente a participação deste para a condição de espectador do processo de aprendizagem.
E) o método de compreensão de um filme no contexto da sala de aula exige que o professor filtre todo conhecimento prévio sobre a época e os temas tratados que não esteja sujeito a sua orientação.
A) o estudo da imagem tem como objetivo as intenções do cineasta ou do diretor de fotografia de modo a promover a compreensão do filme a partir de sua condição de obra de arte desvinculada da realidade social.
B) o principal objetivo do trabalho com filmes na sala de aula é recuperar o fascínio e o encantamento pela História de modo a motivar estudantes e professores para o estudo científico do passado pelo passado.
C) o foco dos esforços de interpretação não deve se confinar à realidade ficcional do filme projetado, mas deve abranger também a sociedade que o produziu e dele se utilizou para discutir determinados temas e épocas que lhe interessaram.
D) a utilização do filme na sala de aula faz com que sua projeção preencha o espaço de atuação do professor, reconduzindo metodologicamente a participação deste para a condição de espectador do processo de aprendizagem.
E) o método de compreensão de um filme no contexto da sala de aula exige que o professor filtre todo conhecimento prévio sobre a época e os temas tratados que não esteja sujeito a sua orientação.

No final do século XIX, Leopold Von Ranke afirmava: a História deve ser narrada como de fato aconteceu. Sobre esta busca da verdade na história, é CORRETO afirmar:
A) A imparcialidade se assemelha à proposta de uma Escola sem Partido quando, definitivamente, foi possível determinar a única verdade para a história.
B) A busca pela verdade na história, ou seja, da narrativa do passado como de fato aconteceu, esteve distante do debate de profissionalização da história.
C) A neutralidade deve ser sempre uma meta a ser atingida pelos historiadores no desenvolvimento de seu ofício.
D) A história, ao ser narrada como de fato aconteceu, deve ofertar múltiplas interpretações sobre os acontecimentos históricos.
E) Para narrar a história como de fato aconteceu, é preciso adotar toda a parcialidade e subjetividade possível.
A) A imparcialidade se assemelha à proposta de uma Escola sem Partido quando, definitivamente, foi possível determinar a única verdade para a história.
B) A busca pela verdade na história, ou seja, da narrativa do passado como de fato aconteceu, esteve distante do debate de profissionalização da história.
C) A neutralidade deve ser sempre uma meta a ser atingida pelos historiadores no desenvolvimento de seu ofício.
D) A história, ao ser narrada como de fato aconteceu, deve ofertar múltiplas interpretações sobre os acontecimentos históricos.
E) Para narrar a história como de fato aconteceu, é preciso adotar toda a parcialidade e subjetividade possível.

Questão 003 (MONTE HOREBE 2019) Para a Escola Positivista, metódica, do final do século XIX, representada por autores como Leopold Von Ranke e Fustel de Coulanges, a história deveria se tornar uma ciência a partir de uma metodologia baseada nos seguintes princípios: I- O conhecimento histórico deveria copiar o método objetivista das ciências naturais. II- Os historiadores deveriam buscar sempre a neutralidade, com o objetivo de encontrar uma única verdade para se narrar os eventos históricos. III- O melhor dos historiadores é aquele que menos se afasta dos textos. É CORRETO o que se afirma em

A) I apenas.
B) I e III.
C) II e III.
D) I e II.
E) I, II e III.

Questão 006 (MONTE HOREBE 2019) Para a Escola Positivista, metódica, do final do século XIX, representada por autores como Leopold Von Ranke e Fustel de Coulanges, a história deveria se tornar uma ciência a partir de uma metodologia baseada nos seguintes princípios: I. O conhecimento histórico deveria copiar o método objetivista das ciências naturais. II. Os historiadores deveriam buscar sempre a neutralidade, com o objetivo de encontrar uma única verdade para se narrar os eventos históricos. III. O melhor dos historiadores é aquele que menos se afasta dos textos. É CORRETO o que se afirma em:

A) I apenas.
B) I, II e III.
C) I e II.
D) II e III.
E) I e III.

007 (IFPI-2014) Desde o nascimento do cinema, a História tem servido de referência para a realização de filmes. Nesse sentido, ao longo do tempo, as produções cinematográficas passaram a despertar o interesse de professores e alunos em sala de aula e tornaram-se fonte de conhecimento. Frequentemente, nas aulas de História e nos livros didáticos, é possível encontrar indicação de filmes que tratam de assuntos do conteúdo programático daquele ano escolar. A partir dessas sugestões, o grande desafio está na leitura de uma obra cinematográfica, relacionando-a com uma abordagem histórica que permita o encontro entre cinema e História. Para usar a expressão cunhada por Marc Ferro, na conversa entre Cinema e História podemos afirmar que
A) o estudo da imagem tem como objetivo as intenções do cineasta ou do diretor de fotografia de modo a promover a compreensão do filme a partir de sua condição de obra de arte desvinculada da realidade social.
B) o principal objetivo do trabalho com filmes na sala de aula é recuperar o fascínio e o encantamento pela História de modo a motivar estudantes e professores para o estudo científico do passado pelo passado.
C) o foco dos esforços de interpretação não deve se confinar à realidade ficcional do filme projetado, mas deve abranger também a sociedade que o produziu e dele se utilizou para discutir determinados temas e épocas que lhe interessaram.
D) a utilização do filme na sala de aula faz com que sua projeção preencha o espaço de atuação do professor, reconduzindo metodologicamente a participação deste para a condição de espectador do processo de aprendizagem.
E) o método de compreensão de um filme no contexto da sala de aula exige que o professor filtre todo conhecimento prévio sobre a época e os temas tratados que não esteja sujeito a sua orientação.
A) o estudo da imagem tem como objetivo as intenções do cineasta ou do diretor de fotografia de modo a promover a compreensão do filme a partir de sua condição de obra de arte desvinculada da realidade social.
B) o principal objetivo do trabalho com filmes na sala de aula é recuperar o fascínio e o encantamento pela História de modo a motivar estudantes e professores para o estudo científico do passado pelo passado.
C) o foco dos esforços de interpretação não deve se confinar à realidade ficcional do filme projetado, mas deve abranger também a sociedade que o produziu e dele se utilizou para discutir determinados temas e épocas que lhe interessaram.
D) a utilização do filme na sala de aula faz com que sua projeção preencha o espaço de atuação do professor, reconduzindo metodologicamente a participação deste para a condição de espectador do processo de aprendizagem.
E) o método de compreensão de um filme no contexto da sala de aula exige que o professor filtre todo conhecimento prévio sobre a época e os temas tratados que não esteja sujeito a sua orientação.

008 (CUITÉ 2019) No final do século XIX, Leopold Von Ranke afirmava: a História deve ser narrada como de fato aconteceu. Sobre esta busca da verdade na história, é CORRETO afirmar:
A) A imparcialidade se assemelha à proposta de uma Escola sem Partido quando, definitivamente, foi possível determinar a única verdade para a história.
B) A busca pela verdade na história, ou seja, da narrativa do passado como de fato aconteceu, esteve distante do debate de profissionalização da história.
C) A neutralidade deve ser sempre uma meta a ser atingida pelos historiadores no desenvolvimento de seu ofício.
D) A história, ao ser narrada como de fato aconteceu, deve ofertar múltiplas interpretações sobre os acontecimentos históricos.
E) Para narrar a história como de fato aconteceu, é preciso adotar toda a parcialidade e subjetividade possível.
A) A imparcialidade se assemelha à proposta de uma Escola sem Partido quando, definitivamente, foi possível determinar a única verdade para a história.
B) A busca pela verdade na história, ou seja, da narrativa do passado como de fato aconteceu, esteve distante do debate de profissionalização da história.
C) A neutralidade deve ser sempre uma meta a ser atingida pelos historiadores no desenvolvimento de seu ofício.
D) A história, ao ser narrada como de fato aconteceu, deve ofertar múltiplas interpretações sobre os acontecimentos históricos.
E) Para narrar a história como de fato aconteceu, é preciso adotar toda a parcialidade e subjetividade possível.

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<p>04/08/2024 23:09:32 1/4</p><p>REVISÃO DE SIMULADO</p><p>Nome:</p><p>DAIANE ALVES DOS SANTOS</p><p>Disciplina:</p><p>Historiografia</p><p>Respostas corretas são marcadas em amarelo X Respostas marcardas por você.</p><p>Questão</p><p>001 (ENADE 2017) A história se faz com documentos. Documentos são os traços que</p><p>deixaram os pensamentos e os atos dos homens do passado. Entre os pensamentos e</p><p>os atos dos homens, poucos há que deixam traços visíveis, e estes, quando se</p><p>produzem, raramente perduram: basta um acidente para os apagar. Ora, qualquer</p><p>pensamento ou ato que não tenha deixado traços visíveis tenham desaparecido, está</p><p>perdido para a história: é como se nunca houvesse existido. Por falta de documentos, a</p><p>história de enormes períodos de passado da humanidade ficará para sempre</p><p>desconhecida. Porque nada supre os documentos: onde não há documentos não há</p><p>história.</p><p>LANGLOIS, C.; SEIGNOBOS, C. Introdução aos Estudos Históricos. São Paulo: Editora</p><p>Renascença, 1946 (adaptado).</p><p>O trecho apresentado foi publicado originalmente em 1898, na França, em um manual</p><p>de História muito influente à época. Com base nesse excerto, infere-se que os</p><p>documentos</p><p>A) fornecem testemunho sobre uma parcela dos acontecimentos do passado sem os quais</p><p>a escrita da história é impossível.</p><p>B) recuperam o passado em si, na medida em que expressam ações e ideias de homens</p><p>que viveram em épocas pretéritas.</p><p>C) são registros textuais, preferencialmente produzidos por organismos vinculados ao</p><p>Estado, o que assegura sua autenticidade.</p><p>X D) podem ser substituídos por traços que denotem tanto a presença humana no tempo</p><p>quanto os gostos, gestos e valores do ser humano em determinado período.</p><p>E) são equivalentes aos acontecimentos humanos, pois carregam em si os pensamentos e</p><p>os atos pretéritos.</p><p>Questão</p><p>002 (ENADE 2017) A história se faz com documentos. Documentos são os traços que</p><p>deixaram os pensamentos e os atos dos homens do passado. Entre os pensamentos e</p><p>os atos dos homens, poucos há que deixam traços visíveis, e estes, quando se</p><p>produzem, raramente perduram: basta um acidente para os apagar. Ora, qualquer</p><p>pensamento ou ato que não tenha deixado traços visíveis tenham desaparecido, está</p><p>perdido para a história: é como se nunca houvesse existido. Por falta de documentos, a</p><p>história de enormes períodos de passado da humanidade ficará para sempre</p><p>desconhecida. Porque nada supre os documentos: onde não há documentos não há</p><p>história.</p><p>LANGLOIS, C.; SEIGNOBOS, C. Introdução aos Estudos Históricos. São Paulo: Editora</p><p>Renascença, 1946 (adaptado).</p><p>O trecho apresentado foi publicado originalmente em 1898, na França, em um manual</p><p>de História muito influente à época. Com base nesse excerto, infere-se que os</p><p>documentos</p><p>A) recuperam o passado em si, na medida em que expressam ações e ideias de homens</p><p>que viveram em épocas pretéritas</p><p>B) fornecem testemunho sobre uma parcela dos acontecimentos do passado sem os quais</p><p>a escrita da história é impossível.</p><p>C) são equivalentes aos acontecimentos humanos, pois carregam em si os pensamentos e</p><p>os atos pretéritos..</p><p>04/08/2024 23:09:32 2/4</p><p>D) são registros textuais, preferencialmente produzidos por organismos vinculados ao</p><p>Estado, o que assegura sua autenticidade.</p><p>X E) podem ser substituídos por traços que denotem tanto a presença humana no tempo</p><p>quanto os gostos, gestos e valores do ser humano em determinado período.</p><p>Questão</p><p>003 (MONTE HOREBE 2019) Para a Escola Positivista, metódica, do final do século XIX,</p><p>representada por autores como Leopold Von Ranke e Fustel de Coulanges, a história</p><p>deveria se tornar uma ciência a partir de uma metodologia baseada nos seguintes</p><p>princípios:</p><p>I- O conhecimento histórico deveria copiar o método objetivista das ciências naturais.</p><p>II- Os historiadores deveriam buscar sempre a neutralidade, com o objetivo de</p><p>encontrar uma única verdade para se narrar os eventos históricos.</p><p>III- O melhor dos historiadores é aquele que menos se afasta dos textos.</p><p>É CORRETO o que se afirma em</p><p>A) I apenas.</p><p>B) I e III.</p><p>C) II e III.</p><p>D) I e II.</p><p>X E) I, II e III.</p><p>Questão</p><p>004 A relação entre objetividade e subjetividade do conhecimento produzido é um dilema</p><p>para a Historiografia. Sobre esse debate, assinale a alternativa correta.</p><p>A) A objetividade e a subjetividade coexistem em um trabalho de História. A objetividade,</p><p>porém, tem um valor maior perante a subjetividade, pois é função do historiador</p><p>descrever o passado e trazer resoluções para a sociedade.</p><p>B) A objetividade é sempre danosa ao trabalho historiográfico. Através dela, anulam-se</p><p>outras visões sobre o passado, trazendo uma única versão para o fato.</p><p>C) A objetividade deve ser premissa essencial para aqueles que pretendem estudar e</p><p>compreender o passado. Dessa maneira, deve-se buscar a verdade e a perfeita</p><p>descrição dos fatos, não deixando dúvidas ou debates pendentes na produção do</p><p>conhecimento histórico.</p><p>X D) Tanto a objetividade quanto a objetividade fazem parte do trabalho do historiador. A</p><p>subjetividade permite diferentes pontos de vista sobre um fato histórico, mas não pode</p><p>ser determinante a ponto de negar realidades ocorridas. Nesse ponto, a objetividade é</p><p>importante, pois é capaz de definir para a sociedade quais interpretações do passado</p><p>excedem a realidade dos ocorridos.</p><p>E) O debate tem pouco ou nenhum valor para a Historiografia, visto que o conhecimento</p><p>produzido é sempre uma interpretação subjetiva do passado, realizada por um</p><p>indivíduo, o historiador.</p><p>04/08/2024 23:09:32 3/4</p><p>Questão</p><p>005 (IFPE 2012) “Seria uma desgraça para nós, agora que os amplos espaços do mundo</p><p>material, as terras e os mares foram atingidos e explorados, se os limites do mundo</p><p>intelectual fossem dados pelas descobertas dos antigos.”</p><p>Francis Bacon, apud BURKE, Peter. “Uma história social do conhecimento: de</p><p>Gutemberg a Diderot.” Rio de janeiro: Jorge Zahar, 2003, p. 105.</p><p>A crença na superioridade da razão é a base do pensamento Iluminista, tão bem</p><p>expresso por Francis Bacon. Nesse sentido, os itens abaixo versam sobre o processo</p><p>histórico Iluminista.</p><p>I. A afirmativa de Francis Bacon apresenta uma das ideias fundamentais do pensamento</p><p>científico: a crítica. Para o europeu do século XVI em diante, apesar da herança clássica,</p><p>havia sido ele, e não os gregos, que tinha realizado as grandes navegações e a ciência</p><p>experimental.</p><p>II. A invenção da imprensa conseguiu expandir o conhecimento por meio da difusão dos</p><p>diversos tipos de conhecimento, indo dos relatos aos dicionários e às enciclopédias.</p><p>Apesar disso, o intenso analfabetismo europeu acabou impedindo o acesso ao conteúdo</p><p>das obras e ao desenvolvimento intelectual advindo desse fato.</p><p>III. A fé na razão e no entendimento se opunha, para os iluministas, à ignorância do</p><p>pensamento embasado nos mitos da Bíblia e nos dogmas da Igreja. A partir do</p><p>Iluminismo, o homem é livre para construir uma nova religião, e em seu altar, colocar a</p><p>razão.</p><p>IV. A Enciclopédia publicada por Diderot propunha-se a difundir todo o conhecimento</p><p>humano, pronto para ser compartilhado por todos, afinal a palavra enciclopédia</p><p>significa a inter-relação das ciências, nas palavras do próprio Diderot.</p><p>V. Se para o filósofo iluminista a razão era libertadora, para a maior parte das</p><p>monarquias europeias ela era reformista. Assim, buscando estimular o acesso às obras</p><p>iluministas, os reis absolutistas providenciaram a distribuição da Enciclopédia em todo o</p><p>seu reino, por isso foram chamados de Déspotas Esclarecidos.</p><p>Estão corretos, apenas</p><p>A) I, II e III.</p><p>B) III, IV e V.</p><p>C) I, III e V.</p><p>X D) I, III e IV.</p><p>E) II, IV e V.</p><p>Questão</p><p>006 (MONTE HOREBE 2019) Para a Escola Positivista, metódica, do final do século XIX,</p><p>representada por autores como Leopold Von Ranke e Fustel de Coulanges, a história</p><p>deveria se tornar uma ciência a partir de uma metodologia baseada nos seguintes</p><p>princípios:</p><p>I. O conhecimento histórico deveria copiar o método objetivista das ciências naturais.</p><p>II. Os historiadores deveriam buscar sempre a neutralidade, com o objetivo de</p><p>encontrar uma única verdade para se narrar os eventos históricos.</p><p>III. O melhor dos historiadores é aquele que menos se afasta</p><p>dos textos.</p><p>É CORRETO o que se afirma em:</p><p>A) I apenas.</p><p>X B) I, II e III.</p><p>C) I e II.</p><p>D) II e III.</p><p>E) I e III.</p><p>04/08/2024 23:09:32 4/4</p><p>Questão</p><p>007 (IFPI-2014) Desde o nascimento do cinema, a História tem servido de referência para a</p><p>realização de filmes. Nesse sentido, ao longo do tempo, as produções cinematográficas</p><p>passaram a despertar o interesse de professores e alunos em sala de aula e tornaram-</p><p>se fonte de conhecimento. Frequentemente, nas aulas de História e nos livros didáticos,</p><p>é possível encontrar indicação de filmes que tratam de assuntos do conteúdo</p><p>programático daquele ano escolar. A partir dessas sugestões, o grande desafio está na</p><p>leitura de uma obra cinematográfica, relacionando-a com uma abordagem histórica que</p><p>permita o encontro entre cinema e História. Para usar a expressão cunhada por Marc</p><p>Ferro, na conversa entre Cinema e História podemos afirmar que</p><p>A) o estudo da imagem tem como objetivo as intenções do cineasta ou do diretor de</p><p>fotografia de modo a promover a compreensão do filme a partir de sua condição de</p><p>obra de arte desvinculada da realidade social.</p><p>B) o principal objetivo do trabalho com filmes na sala de aula é recuperar o fascínio e o</p><p>encantamento pela História de modo a motivar estudantes e professores para o estudo</p><p>científico do passado pelo passado.</p><p>C) o foco dos esforços de interpretação não deve se confinar à realidade ficcional do filme</p><p>projetado, mas deve abranger também a sociedade que o produziu e dele se utilizou</p><p>para discutir determinados temas e épocas que lhe interessaram.</p><p>D) a utilização do filme na sala de aula faz com que sua projeção preencha o espaço de</p><p>atuação do professor, reconduzindo metodologicamente a participação deste para a</p><p>condição de espectador do processo de aprendizagem.</p><p>X E) o método de compreensão de um filme no contexto da sala de aula exige que o</p><p>professor filtre todo conhecimento prévio sobre a época e os temas tratados que não</p><p>esteja sujeito a sua orientação.</p><p>Questão</p><p>008 (CUITÉ 2019) No final do século XIX, Leopold Von Ranke afirmava: a História deve ser</p><p>narrada como de fato aconteceu. Sobre esta busca da verdade na história, é CORRETO</p><p>afirmar:</p><p>A) A imparcialidade se assemelha à proposta de uma Escola sem Partido quando,</p><p>definitivamente, foi possível determinar a única verdade para a história.</p><p>B) A busca pela verdade na história, ou seja, da narrativa do passado como de fato</p><p>aconteceu, esteve distante do debate de profissionalização da história.</p><p>C) A neutralidade deve ser sempre uma meta a ser atingida pelos historiadores no</p><p>desenvolvimento de seu ofício.</p><p>X D) A história, ao ser narrada como de fato aconteceu, deve ofertar múltiplas interpretações</p><p>sobre os acontecimentos históricos.</p><p>E) Para narrar a história como de fato aconteceu, é preciso adotar toda a parcialidade e</p><p>subjetividade possível.</p>

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