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<p>Avaliação radiográfica das</p><p>fraturas</p><p>Check list da avaliação radiográfica de fraturas</p><p>★ Deve-se obter pelo menos duas projeções ortogonais mediolateral e craniocaudal do</p><p>membro afetado.</p><p>★ Incluindo a articulação proximal e distal para uma avaliação completa da fratura.</p><p>★ Em caso de dúvida na análise radiográfica, é útil radiografar o membro contralateral,</p><p>principalmente no caso de fraturas articulares complexas e em animais jovens devido</p><p>à presença das placas epifisárias.</p><p>★ Recorre-se a projeções oblíquas ou com a articulação em stress quando há suspeita</p><p>de lesão no carpo ou no tarso.</p><p>★ Atenção à pacientes politraumatizados com deficiência respiratória. Necessário</p><p>estabilização prévia.</p><p>Classificação das fraturas</p><p>★ Fraturas podem ser definidas como ruptura da cortical óssea.</p><p>★ Fratura x Fissura</p><p>★ Fratura por trauma x fratura patológica</p><p>★ Fraturas patológicas ocorrem sem trauma anormal ou evidente,</p><p>como resultado de um enfraquecimento secundário do osso por</p><p>um processo de doença. Fraturas patológicas são comumente</p><p>vistas com enfraquecimento neoplásico do osso.</p><p>Fissura óssea</p><p>Quanto a extensão da lesão</p><p>○ Fratura completa: Quando envolve ambas corticais.</p><p>■ Há uma perda de continuidade de toda a substância ou</p><p>largura do osso.</p><p>○ Fratura incompleta: Quando afeta apenas um das corticais.</p><p>■ Mantém algum grau de continuidade entre as</p><p>extremidades fraturadas.</p><p>■ Galho verde - Ocorre em animais jovens e é uma fratura</p><p>incompleta de um dos lados do osso com curvatura do</p><p>córtex oposto.</p><p>Quanto ao número de linhas de fratura</p><p>★ Simples</p><p>○ São aquelas que possuem apenas uma linha de fratura e dividem o osso</p><p>em apenas dois fragmentos principais.</p><p>★ Cominutivas - pode conter esquírolas ósseas</p><p>○ Possuem mais de uma linha de fratura que se comunicam em um ponto e</p><p>dividem o osso em três ou mais fragmentos.</p><p>○ Fraturas cominutivas com três fragmentos grandes normalmente</p><p>possuem um fragmento de formato triangular chamado fragmento</p><p>borboleta.</p><p>○ Fraturas que dividem o osso em cinco ou mais fragmentos são</p><p>severamente ou altamente cominutivas.</p><p>></p><p>Só divide</p><p>o osso</p><p>em 2</p><p>Fragmentos</p><p>~</p><p>vários pequenos Fragmentos</p><p>-> fragmento borboleta</p><p>Com relação à localização anatômica</p><p>○ Diafisária: Proximal, medial e distal</p><p>○ Metafisárias</p><p>○ Fisárias</p><p>○ Epifisárias</p><p>Classificação de Salter-Harris</p><p>★ Classificação das fraturas fisárias (placa de crescimento)</p><p>Exposição óssea e lesões externas</p><p>★ As fraturas podem ser denominadas como expostas ou não expostas, de acordo com a comunicação</p><p>com o meio externo.</p><p>★ As fraturas expostas são classificadas em:</p><p>○ Tipo I: Causada pela penetração da extremidade óssea fraturada de dentro para fora, com</p><p>discreta lesão dos tecidos moles adjacentes.</p><p>○ Tipo II: Causadas por corpos estranhos, observa-se lacerações teciduais em que os tecidos</p><p>moles correm de fora para dentro.</p><p>○ Tipo III: Em que ocorrem extensas lesões dos tecidos moles adjacentes e a contaminação,</p><p>infecção e laceração dos tecidos, são mais graves, podendo ocorrer a formação de necrose</p><p>tecidual.</p><p>Tipo 1</p><p>Direção da linha de fratura</p><p>★ A direção de uma fratura é uma descrição da direção da linha da fratura em</p><p>relação ao eixo longitudinal do osso e é tipicamente descrita como transversa,</p><p>oblíqua, ou em espiral.</p><p>★ Transversa</p><p>★ Ocorrem perpendicularmente ao eixo longo do osso</p><p>Fraturas transversas abertas em terço distal da diáfise do rádio e ulna com desvio lateral</p><p>de eixo ósseo e leve sobreposição.</p><p>★ Oblíqua</p><p>★ A linha de fratura forma um ângulo</p><p>com o eixo longo do osso.</p><p>Fratura oblíqua curta incompleta no terço distal da diáfise da ulna (setas).</p><p>★ Em espiral</p><p>★ São normalmente associadas a</p><p>trauma com torção significante e são</p><p>fraturas oblíquas que se enrolam ao</p><p>redor do eixo longitudinal do osso</p><p>longo.</p><p>Fratura em espiral no terço médio da diáfise da tíbia.</p><p>Check list de pronto atendimento de pacientes politraumatizados</p><p>Radiografia articular</p><p>Tipos de articulações</p><p>Estrutura articular</p><p>★ A articulação sinovial (diartrose) é composta por duas superfícies ósseas em</p><p>aposição, cada uma recoberta por cartilagem articular (cartilagem hialina) e</p><p>cercadas por uma cápsula articular.</p><p>★ A camada interna da cápsula articular, ou membrana sinovial, produz uma fina</p><p>camada de fluido que separa as cartilagens articulares opostas.</p><p>★ Algumas articulações sinoviais apresentam ligamentos intra-articulares,</p><p>meniscos, coxins adiposos ou projeções sinoviais.</p><p>Estrutura articular</p><p>★ A articulação sinovial é constituída pela:</p><p>★ Cartilagem articular</p><p>★ Cápsula articular</p><p>★ Membrana sinovial</p><p>★ Líquido sinovial - Responsável pela nutrição e oxigenação.</p><p>Aparência Radiográfica Normal</p><p>★ As cartilagens articulares, o fluido sinovial e a</p><p>cápsula articular não são visíveis nas</p><p>radiografias.</p><p>★ Em animais jovens, as articulações parecem ser</p><p>muito mais amplas do que nos adultos. Isto</p><p>ocorre porque as epífises imaturas, em grande</p><p>parte cartilaginosas, e os pequenos ossos</p><p>cubóides não são completamente observados.</p><p>Articulação</p><p>Saudável</p><p>Normal</p><p>Normal</p><p>Luxarcio de patela ,</p><p>causado pela</p><p>I~</p><p>frouxidão do ligamentoE</p><p>quandoasso se</p><p>desloca</p><p>Normal</p><p>Resposta articular a lesão</p><p>★ Luxações:</p><p>★ As superfícies articulares estão deslocadas, sem contato</p><p>entre elas.</p><p>★ Há ruptura de planos fasciais adjacentes.</p><p>★ Pode haver a associação de fraturas por avulsão.</p><p>★ Em animais jovens, anomalias anatômicas de superfícies</p><p>articulares sugerem que a luxação pode ser congênita.</p><p>★ Anomalias anatômicas de superfícies articulares podem</p><p>também ser associadas a luxações crônicas.</p><p>Luxação medial de patela</p><p>Luxação da articulação coxofemoral</p><p>Luxação de patela bilateralmente com deslocamento medial.</p><p>Luxação da Articulação do Ombro (escápulo-umeral)</p><p>★ Congênita</p><p>○ Luxações congênitas da articulação do ombro são ocasionalmente</p><p>observadas em cães de raças de pequeno porte. Podem ser bilaterais.</p><p>★ Adquirida</p><p>○ A luxação adquirida é resultante de traumatismo. Graus variáveis de</p><p>deslocamento são observados.</p><p>○ Pode haver associação de fraturas e gás pode ser observado no interior da</p><p>articulação do ombro, como resultado do fenômeno de vácuo.</p><p>★ A cabeça do úmero é medialmente deslocada.</p><p>★ A cavidade glenóide pode ser rasa, achatada ou apresentar outras malformações.</p><p>Luxação da Articulação do Cotovelo (úmero-rádio-ulnar)</p><p>★ Congênita</p><p>★ Luxações congênitas da articulação do cotovelo são observadas em cães de raças de porte</p><p>pequeno.</p><p>★ Clinicamente, observa-se acentuada claudicação ou não há apoio do membro.</p><p>★ Dois tipos de luxação congênita da articulação do cotovelo são reconhecidos.</p><p>○ Em um tipo, a articulação úmero-ulnar parece normal, mas a cabeça do rádio é deslocada</p><p>lateral e caudalmente.</p><p>○ No segundo tipo, a articulação umerorradial parece normal, mas a ulna proximal apresenta</p><p>uma rotação de 90 graus.</p><p>○ Adquirida - Trauma.</p><p>A: imagem crânio caudal: observa-se deslocamento lateral do rádio em relação</p><p>ao úmero esquerdo.</p><p>B: imagem médio lateral: observa-se úmero distal sobreposto por rádio, sendo</p><p>que a incisura troclear (seta) está livre, evidenciando a luxação da articulação</p><p>umerorradial.</p><p>Luxação da Articulação Coxofemoral</p><p>★ Na luxação da articulação coxofemoral resultante de traumatismo, a cabeça do fêmur tende a ser</p><p>deslocada dorsal e cranialmente.</p><p>★ Duas projeções, em ângulos retos uma em relação à outra, são necessárias, já que o deslocamento</p><p>pode não ser observado em uma das projeções.</p><p>★ Uma fratura por avulsão, associada ao ligamento da cabeça do fêmur (ligamento redondo), pode ser</p><p>observada no interior do acetábulo.</p><p>★ Fraturas cominutivas da borda do acetábulo também podem ser encontradas.</p><p>★ Além disso, a luxação pode ser resultante de doenças degenerativas, como a displasia coxofemoral.</p><p>Luxação da articulação coxofemoral direita de um cão.</p><p>Doença Articular Degenerativa</p><p>★ Osteoartrose</p><p>★ A osteoartrose, ou doença articular degenerativa, é uma afecção</p><p>que envolve destruição e</p><p>perda da cartilagem articular.</p><p>★ Pode ser primária ou secundária.</p><p>★ A doença articular degenerativa primária é observada em cães e gatos idosos em que não</p><p>há razão aparente para o distúrbio.</p><p>★ A doença articular degenerativa secundária é resultante de estresses anormais sobre a</p><p>articulação.</p><p>★ A doença articular degenerativa leva à formação de fissuras e à fragmentação da</p><p>cartilagem articular, que passa a ser menos eficiente na proteção do osso</p><p>subcondral.</p><p>★ Promove alterações de remodelamento nas superfícies articulares e</p><p>proliferação óssea ao redor das bordas da articulação.</p><p>★ Entesófito é uma formação óssea no ponto de inserção de um músculo, tendão</p><p>ou ligamento.</p><p>★ Osteófito é um crescimento ósseo excessivo em um osso.</p><p>Doença Articular Degenerativa</p><p>eficiente na</p><p>proteção</p><p>meno do osso</p><p>Sinais radiográficos</p><p>★ Projeções nas margens articulares, com formação de osteófito e entesófito, são comuns.</p><p>★ A esclerose do osso subcondral resulta de lesões, fissuras ou erosões da cartilagem articular.</p><p>★ Há estreitamento do espaço articular, embora, às vezes, seja difícil observá-lo em cães e gatos.</p><p>★ A subluxação pode, às vezes, ser observada em estudos sob sustentação do peso.</p><p>★ O remodelamento ósseo ocorre no mesmo lado da articulação acometida.</p><p>★ Opacidades mineralizadas são observadas no interior da articulação, ou tecidos periarticulares</p><p>podem se tornar calcificados.</p><p>★ A distensão da cápsula articular pela efusão sinovial pode deslocar planos fasciais adjacentes. Esse</p><p>deslocamento é mais facilmente reconhecido caudal à articulação do joelho</p><p>Representação esquemática de Doença Articular Degenerativa (DAD): A. Articulação femorotibiopatelar</p><p>de cão normal. B. DAD caracterizada por formação de osteófitos (setas pequenas) e entesófito (seta</p><p>grande). C. Radiografia mediolateral da articulação femorotibiopatelar de cão, sem alterações. D.</p><p>Radiografia mediolateral da articulação femorotibiopatelar de cão, mostrando osteófitos (setas</p><p>brancas), ossificação subcondral (seta preta) e entesófito (seta tracejada).</p><p>★ Calcificação intra-articular distal à patela.</p><p>★ Proliferação óssea ao redor da fabela e no aspecto</p><p>proximal caudal da tíbia.</p><p>★ Esclerose do osso subcondral da tíbia.</p><p>★ Osteoartrose das articulações do carpo.</p><p>★ Observam-se esclerose do osso subcondral</p><p>★ Obliteração dos espaços articulares e</p><p>proliferação óssea periarticular.</p><p>★ Existem áreas de diminuição de opacidade no</p><p>osso subcondral do rádio.</p><p>★ O aumento do volume de tecidos moles também</p><p>é visível.</p><p>Doença Articular Inflamatória</p><p>★ Artrite</p><p>★ Artrite é a inflamação de uma articulação e pode ser infecciosa ou não infecciosa.</p><p>★ Há inflamação da membrana sinovial com grau variável de acometimento das estruturas</p><p>articulares adjacentes.</p><p>★ A artrite não infecciosa é geralmente provocada por uma doença imunomediada.</p><p>★ O diagnóstico definitivo tende a requerer a realização de artrocentese, biópsia e exames de</p><p>sangue.</p><p>=> inflamação</p><p>[</p><p>Sinais radiográficos</p><p>★ Em casos recentes de artrite infecciosa, pode haver poucas evidências radiológicas.</p><p>★ A distensão da cápsula articular pode deslocar planos fasciais adjacentes.</p><p>★ A reação periosteal ocorre nos ossos ao redor da articulação, geralmente nas inserções da</p><p>cápsula articular.</p><p>★ A disseminação do processo infeccioso produz alterações nos ossos adjacentes.</p><p>★ Pode haver destruição óssea subcondral e pericondral uma vez que a afecção destrói a</p><p>cartilagem articular e se dissemina para o osso subcondral.</p><p>★ Em casos crônicos, observam-se alterações relacionadas à doença articular degenerativa</p><p>secundária.</p><p>★ O espaço articular se torna mais estreito.</p><p>Representação esquemática do aspecto radiográfico das fases das artrites: A. Articulação normal. B. Primeira</p><p>fase ou fase de alargamento, cuja lâmina óssea subcondral pode aparecer descontínua. C. Segunda fase ou</p><p>fase de pinçamento, caracterizada por ossificação subcondral, formação de osteófitos e entesófitos. D.</p><p>Terceira fase ou fase de desaparecimento, caracterizada por anquilose. As cartilagens articulares estão</p><p>representadas em azul e não são vistas radiograficamente. As setas mostram os entesófitos.</p><p>Aspecto radiográfico das fases das artrites: A. Primeira fase ou fase de alargamento. B. Segunda fase</p><p>ou fase de pinçamento, caracterizada por ossificação subcondral (seta preta), formação de osteófitos e</p><p>entesófitos. C. Terceira fase ou fase de desaparecimento, caracterizada por anquilose. As setas brancas</p><p>mostram os entesófitos.</p><p>Displasia coxofemoral</p><p>★ A Displasia Coxofemoral (DCF) é uma alteração no desenvolvimento da articulação entre a</p><p>cabeça do fêmur e o acetábulo.</p><p>★ Etiologia não esteja completamente definida, a DCF apresenta origem genética e caráter</p><p>hereditário.</p><p>★ Os filhotes nascem aparentemente normais, mas desenvolvem a displasia conforme</p><p>crescem.</p><p>★ A doença provoca lassidão destas articulações, resultando em instabilidade, doença</p><p>articular degenerativa secundária e subluxação ou luxação.</p><p>★ O método de escolha para o diagnóstico definitivo é o exame radiográfico</p><p>★ Realiza-se a radiografia em projeção ventrodorsal, com os cães sedados ou anestesiados e com os</p><p>membros pélvicos bem estendidos e rotacionados internamente, de maneira que as patelas se</p><p>sobreponham medianamente em relação ao plano sagital dos fêmures.</p><p>★ Os membros devem estar paralelos entre si e em relação à coluna vertebral e a pélvis em simetria.</p><p>★ Este procedimento é denominado de método radiográfico convencional (MRC) e é capaz de revelar</p><p>anormalidades que não seriam visualizadas em outras posições.</p><p>A. Radiografia da articulação coxofemoral de cão normal para displasia coxofemoral.</p><p>B. Radiografia de cão com displasia coxofemoral leve ou discreta.</p><p>A. Radiografia da articulação coxofemoral de cão normal para displasia coxofemoral.</p><p>B. Radiografia de cão com displasia coxofemoral média.</p><p>A. Radiografia da articulação coxofemoral de cão normal para displasia coxofemoral.</p><p>B. Radiografia de cão com displasia coxofemoral grave.</p><p>Doença de Legg Calvé Perthes</p><p>★ Também denominada necrose asséptica da cabeça do fêmur.</p><p>★ A patogenia consiste no comprometimento de vasos epifisários</p><p>responsáveis pelo suprimento sanguíneo da cabeça e colo</p><p>femorais, ocasionando isquemia e necrose subcondral progressiva,</p><p>reabsorção das áreas necrosadas.</p><p>★ Com a evolução do quadro, ocorre remodelação da cabeça e colo</p><p>femorais.</p><p>Sinais radiográficos</p><p>★ Fase inicial:</p><p>○ Alargamento do espaço articular</p><p>○ Áreas de osteólise focal com densidade radiográfica</p><p>irregular</p><p>★ Fase tardia:</p><p>○ Achatamento e irregularidade da cabeça femoral</p><p>○ Espessamento do colo femoral</p><p>○ Área ou áreas de osteólise na cabeça e colo femorais</p><p>○ Superfície articular irregular, podendo haver subluxação</p><p>○ Em quadros muito graves e avançados pode ocorrer a</p><p>fragmentação da cabeça femoral</p><p>A. Aspecto articular normal.</p><p>B. Fase inicial com áreas de lise óssea</p><p>próximas à placa epifisária.</p><p>C. Fase tardia com remodelação óssea e</p><p>com áreas de lise.</p><p>A. Radiografia ventrodorsal da pelve canina mostrando alterações osteoartróticas na doença de Legg Calvé</p><p>Perthes inicial, observe o remodelamento e lise óssea (seta) da cabeça femoral esquerda e hipotrofia</p><p>muscular no membro afetado.</p><p>B. Detalhe mostrando área de lise na cabeça femoral (seta).</p>