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<p>Automedicação e Excessos: Uma revisão sobre as repercussões negativas da</p><p>automedicação indiscriminada no âmbito doméstico</p><p>Marcelo Augusto de Souza1</p><p>Fernanda Cristina Gontijo Evangelista (orientador)2</p><p>RESUMO</p><p>A automedicação é uma prática comum que pode levar a muitos desdobramentos</p><p>negativos na saúde e na qualidade de vida da população. Este estudo tem como</p><p>objetivo fazer uma revisão bibliográfica que apresente os possíveis motivos sociais e</p><p>econômicos que favorecem esse comportamento, dentre eles, a falta de informação</p><p>sobre as consequências dessa prática, a dificuldade de acesso a atendimentos de</p><p>saúde e o fácil acesso a medicamentos sem prescrição médica, além de outros</p><p>conjuntos de práticas. A população, em busca de alívio rápido para suas dores,</p><p>recorre aos medicamentos sem os devidos cuidados e o farmacêutico pode</p><p>desempenhar um papel essencial nesse contexto. Através da revisão bibliográfica a</p><p>partir da pesquisa de caráter qualitativo sobre as consequências da automedicação,</p><p>os resultados obtidos mostram o conceito de automedicação, as complicações que a</p><p>automedicação pode causar, incluindo resistência às substâncias, ineficácia do</p><p>tratamento e até mesmo levar à dependência e óbito. A união entre saúde pública,</p><p>educação e o trabalho dos profissionais em saúde desempenha um papel</p><p>educacional que pode disseminar informações confiáveis à população, prevenindo</p><p>os riscos da automedicação, especialmente entre comunidades mais carentes que</p><p>não possuem acesso a tratamentos adequados.</p><p>Palavras-chave: Automedicação. Medicamentos. Farmacêutico. Educação. Saúde.</p><p>1 INTRODUÇÃO</p><p>A automedicação é uma prática comum entre pessoas de diversas idades e</p><p>nacionalidades. Embora seja um tema amplamente abordado na comunidade</p><p>acadêmica e científica, a população ainda carece de mais esclarecimentos sobre</p><p>suas consequências negativas.</p><p>Segundo a pesquisa do Conselho Federal de Farmácia (CFF), por meio do</p><p>Instituto Datafolha, constatou-se que a automedicação é um hábito comum a 77%</p><p>dos brasileiros que recorreram a medicamentos nos últimos seis meses anteriores</p><p>ao estudo feito em 2019. O comportamento de tomar medicação por conta própria</p><p>2 Orientador(a). Docente do curso de Farmácia da Faculdade Anhanguera.</p><p>1 Acadêmico(a) do curso de Farmácia da Faculdade Anhanguera.</p><p>como algo que parte da rotina de muitas pessoas, não só no Brasil, mas em todo o</p><p>mundo. O uso inadequado de medicamentos pode trazer prejuízos para o indivíduo</p><p>e a sociedade. (Tayti, 2022)</p><p>1 OBJETIVOS</p><p>A justificativa do estudo se dá pela importância de reafirmar os riscos dessa</p><p>prática que faz vítimas no Brasil e no mundo todo, bem como ressaltar a importância</p><p>do farmacêutico no esclarecimento do uso racional de medicamentos a fim de</p><p>promover mais qualidade de vida e bem-estar entre a população de todas as idades.</p><p>Segundo o Ministério da Saúde, com base nos dados do Sistema Nacional de</p><p>Informações Tóxico-Farmacológicas (SINITOX), uma das maiores causas de</p><p>intoxicações no Brasil é o uso inadequado ou abusivo de medicamentos. Os</p><p>números mostram que dos 19,5 milhões de pessoas internadas no Brasil no ano de</p><p>2017, aproximadamente 1,3 milhão de pacientes apresentaram ao menos um</p><p>problema relacionado ao uso de medicamentos durante seu tratamento. Dentre os</p><p>eventos adversos oriundos de falhas no processo do uso de medicamento, aqueles</p><p>que foram considerados graves corresponderam a 54.769 óbitos, sendo que 36.174</p><p>eram preveníveis.</p><p>Sendo assim, a pesquisa é conduzida a partir da pergunta “Como a prática da</p><p>automedicação excessiva causa repercussões negativas na saúde dos indivíduos no</p><p>âmbito doméstico e qual o papel do farmacêutico nesse contexto?”. O objetivo geral</p><p>do trabalho foi realizar uma revisão que correlacione os estudos de diferentes</p><p>autores, reportagens e outras fontes de pesquisa para demonstrar a relevância de</p><p>tratar de um assunto que afeta diretamente o bem-estar e a saúde física e mental</p><p>dos brasileiros, causando números expressivos de óbitos.</p><p>Os objetivos específicos incluem a revisão bibliográfica apresentando o</p><p>conceito de automedicação, os possíveis motivos para automedicação e as</p><p>repercussões negativas, buscando também um consenso entre as principais classes</p><p>de medicamentos utilizados os argumentos de especialistas sobre a discussão da</p><p>responsabilidade dos profissionais de saúde, em especial o farmacêutico, na</p><p>prevenção e controle da automedicação excessiva.</p><p>2 DESENVOLVIMENTO</p><p>2.1 Metodologia</p><p>A metodologia utilizada neste trabalho inclui a revisão de literatura, com</p><p>pesquisa em bases bibliográficas, tendo como fontes de pesquisas uma variedade</p><p>literária pertinente ao assunto abordado, tais como: livros, artigos acadêmicos em</p><p>bases de dados bibliográficos – PubMed, Lilacs, Scielo, Google Acadêmico entre</p><p>outros. Os dados consultados também incluem publicações da imprensa, revistas</p><p>especializadas e periódicos, com as palavras-chave: AUTOMEDICAÇÃO, USO</p><p>RACIONAL DE MEDICAMENTOS, PAPEL DO FARMACÊUTICO E SAÚDE</p><p>PÚBLICA. A pesquisa foi limitada ao período de 2016 a 2023, no idioma português.</p><p>Busca-se apresentar os principais conceitos e ideias defendidas pelos</p><p>autores, mostrando que a automedicação é um assunto complexo que inclui</p><p>questões culturais, sociais e econômicas, portanto, uma pesquisa aprofundada é</p><p>necessária para uma melhor compreensão do problema.</p><p>A partir da pesquisa com tais obras e autores, foi desenvolvida uma análise</p><p>descritiva do tema proposto, para estabelecer uma relação entre a automedicação e</p><p>seus impactos negativos na saúde e como a participação do farmacêutico pode</p><p>favorecer esse cenário.</p><p>Em geral, os artigos selecionados para a discussão do tema tratam da</p><p>automedicação no país e a importância dos farmacêuticos na orientação dos</p><p>medicamentos de venda livre ou restrita, assim como também abordam a educação</p><p>em saúde para trazer mais conhecimento sobre o uso racional de medicamentos e</p><p>pontuam a percepção da comunidade sobre as ações de saúde.</p><p>2.1 Resultados e Discussão</p><p>2.2.1 Automedicação</p><p>A automedicação consiste em tomar medicamentos por conta própria. Entre</p><p>os medicamentos mais comuns na automedicação estão aqueles isentos de</p><p>prescrição, como analgésicos e anti-inflamatórios, e antibióticos (Moraes et al., 2018;</p><p>Gimenes et al., 2019). Consoante a isso, a pesquisa do Conselho Federal de</p><p>Medicina mostra que os medicamentos mais comuns são os analgésicos e</p><p>antitérmicos, ocupando 50% das respostas da pesquisa, e antibióticos, totalizando</p><p>as respostas de 42% dos entrevistados. Entretanto, entre 2009 e 2018, embora os</p><p>medicamentos sem prescrição fossem mais acessíveis, quase todas as</p><p>hospitalizações e óbitos no Brasil ocorreu decorrente de intoxicações</p><p>medicamentosas com prescrição obrigatória (Duarte et. al., 2021).</p><p>O comportamento de se automedicar também dificulta a seleção do</p><p>medicamento adequado para lidar com os micro-organismos resistentes. Mais da</p><p>metade das consultas médicas resultam em alguma prescrição medicamentosa e os</p><p>gastos de orçamentos hospitalares com complicações causadas pelo mau uso de</p><p>fármacos podem chegar a 20%. Na saúde pública, isso pode repercutir em um gasto</p><p>de 50% a 70% maior do que os calculados para a população, cuja metade dos</p><p>habitantes não utilizam os medicamentos conforme o que foi prescrito, devido à falta</p><p>de informação (Melo e Pauferro, 2020).</p><p>Mais de 92% dos idosos praticam automedicação e mais de 97% toma algum</p><p>medicamento diário. (Gusmão et al., 2018). Os idosos, em especial, apresentam</p><p>certas alterações fisiológicas quanto ao metabolismo e excreção de medicamentos,</p><p>favorecendo complicações, intoxicações, interações medicamentosas perigosas e</p><p>demais consequências negativas da automedicação. (Junior et. al., 2022).</p><p>2.2.2 Motivos para automedicação</p><p>A pesquisa do CFF apresenta que dentre os entrevistados, os principais</p><p>objetivos da automedicação estão relacionados com o desejo de alcançar alguma</p><p>melhora, cura, alívio, combate ou tratamento, associados ao sentimento de</p><p>necessidade, bem-estar e esperança</p><p>ao tomar os remédios, pois enfrentam alguma</p><p>doença ou enfermidade ou desejam se prevenir delas. A utilização considerada</p><p>irracional de medicamentos também inclui a suspensão dos tratamentos, ou a</p><p>complementação e a experimentação de dosagens e interações medicamentosas.</p><p>(Melo e Pauferro, 2020).</p><p>Os obstáculos para ter acesso a serviços de saúde incluem restrições</p><p>financeiras e geográficas (Alegre, 2022). Nos fóruns de pesquisa sobre a dor da</p><p>organização International Association For The Study Of The Pain foi encontrado um</p><p>estudo com camundongos que apresenta indicativa de risco de abuso de</p><p>automedicação para o alívio da dor crônica (Cabañero et. al., 2022). Isso fornece um</p><p>ponto de vista que contribui no argumento de que muitas pessoas com dor crônica</p><p>recorrem à automedicação em busca dos efeitos analgésicos que reduzem suas</p><p>queixas e isso pode levar ao abuso de drogas farmacológicas.</p><p>Os problemas com o sono também fazem parte dos motivos (Tavares,</p><p>Ferreira e Cavadas, 2022), associado a busca por resultados imediatos para não ter</p><p>que procurar um médico, já que muitas dessas pessoas trabalham e precisam de um</p><p>alívio rápido que não prejudique seus afazeres (Domingus et. al., 2015; Tayti, 2022).</p><p>No relatório do CFF, a queixa da maioria dos entrevistados é que os remédios</p><p>não surtem efeito e não funcionam, sentem medo do tratamento não funcionar;</p><p>como também há relatos de dependência, resistência à substância, sequelas e</p><p>intoxicações que podem ser fatais ou acarretar o surgimento de diversos outros</p><p>problemas.</p><p>O estoque doméstico foi estudado mediante uma pesquisa em residências</p><p>atendidas pela Estratégia Saúde da Família (ESF), em um município do estado de</p><p>São Paulo, que analisa como os habitantes agem com relação à automedicação e</p><p>armazenagem dos medicamentos. A amostra sorteou alguns dos domicílios</p><p>cadastrados no ano de 2008 e foi constatado que a maioria dos domicílios armazena</p><p>os medicamentos obtidos com ou sem prescrição de maneira inadequada, além do</p><p>consumo em doses abaixo ou acima do indicado, geralmente resultante de</p><p>controvérsias entre os médicos, algo que repercute em intoxicações no corpo e</p><p>outros desdobramentos negativos (Carvalho et al. 2023).</p><p>2.2.3 As repercussões negativas</p><p>Desde 1994, os fármacos ocupam o primeiro lugar no ranking de intoxicações</p><p>e o segundo lugar em número de óbitos. (Duarte et. al., 2022). Uma reportagem do</p><p>portal de notícias G1 Globo cita dados alarmantes do Ministério da Saúde,</p><p>mostrando que, em 2022, 1,7 milhões de pessoas procuraram atendimento</p><p>ambulatorial no Brasil, com algum problema de saúde devido à interação</p><p>medicamentosa ou pelo uso incorreto de remédios.</p><p>Algumas das consequências associadas ao uso indiscriminado desses</p><p>medicamentos incluem hepatites medicamentosas, perpetuação de dores, doenças</p><p>que afetam os rins e outros órgãos, úlceras e gastrites, entre outros problemas,</p><p>incluindo efeitos colaterais, dependência, ineficácia do tratamento e outros</p><p>problemas de saúde, algo que consequentemente gera mais gastos para o sistema</p><p>de saúde.</p><p>Nesse sentido, a resistência a antibióticos está associada ao aumento da</p><p>resistência microbiana, condição preocupante, já que alguns fármacos deixam de</p><p>ser eficientes e não oferecem a resposta adequada no organismo do paciente.</p><p>(Tayti, 2022).</p><p>O artigo de revisão publicado na Revista Amazônia, em 2019, trata da</p><p>influência da propaganda publicitária no aumento da incidência da automedicação,</p><p>mostrando que o farmacêutico que atua ativamente pode ajudar nesta questão, além</p><p>de reforçar a importância da vigilância e fiscalização dos anúncios publicitários em</p><p>circulação.</p><p>Conforme Xavier et al., 2021, as propagandas de medicamentos existem para</p><p>popularizar e aumentar a receita dos laboratórios. As regras citam que só podem ser</p><p>divulgados medicamentos que não demandam prescrição médica, mas, algumas</p><p>informações costumam ser omitidas, algo que pode afetar na segurança dessa</p><p>prática</p><p>O Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox) da</p><p>Fiocruz mostra que, em 2018, no Brasil, houveram 245 mil casos de intoxicação por</p><p>exposição inadequada a medicamentos. Esses dados não foram atualizados desde</p><p>então. Para exemplificar a situação ao nível internacional, nos EUA os opioides são</p><p>a principal causa de morte por intoxicação em crianças, causados por analgésicos e</p><p>antitérmicos, como paracetamol e ibuprofeno. Embora nessa estatística esteja</p><p>incluída casos de ingestão acidental, mães sem acesso à informação e saúde</p><p>costumam oferecer medicamentos sem prescrição médica.</p><p>2.2.4 Papel do farmacêutico</p><p>O uso racional de medicamentos tem relação com a atenção farmacêutica no</p><p>incentivo e orientação do uso racional entre idosos do Sistema Único de Saúde</p><p>(SUS). A atuação do profissional farmacêutico pode ajudar a desestimular a prática</p><p>da automedicação e, consequentemente, melhorar os resultados dos tratamentos e</p><p>oferecer mais segurança para a saúde da população idosa no Brasil (Bechi, 2015).</p><p>A Assistência Farmacêutica envolve um conjunto atividades e ações que</p><p>selecionam, programam, adquirem, distribuem , dispensam e garantem a qualidade</p><p>dos produtos e serviços oferecidos, além de avaliar e acompanhar sua utilização</p><p>para obter resultados que verdadeiramente melhorem a qualidade de vida da</p><p>população (Santos, 2017).</p><p>O Ministério da Saúde ressalta que o papel do profissional de saúde é</p><p>importante para mediar e orientar a sociedade para minimizar os impactos negativos</p><p>da automedicação. O médico e os demais profissionais que prescrevem</p><p>medicamentos, além do farmacêutico, devem conscientizar as pessoas e incentivar</p><p>o uso racional (Ministério da Saúde, 2019).</p><p>A atenção farmacêutica é um instrumento utilizado para beneficiar a</p><p>população e os pacientes, e o farmacêutico é apto a transmitir informações</p><p>importantes sobre o uso racional dos medicamentos (Andrade, 2022).</p><p>O farmacêutico pode e deve interagir com a comunidade e outros</p><p>profissionais de saúde para oferecer conhecimentos que contribuem na orientação e</p><p>no controle da automedicação por pessoas de diferentes idades e contextos sociais.</p><p>Essas ações devem surgir para despertar a atenção do público alvo, oferecendo</p><p>informações qualificadas para evitar problemas de saúde e contratempos na eficácia</p><p>dos tratamentos sugeridos. É crucial levar o conhecimento científico para a</p><p>população, de forma didática, inclusiva e capaz de despertar o interesse e a adesão</p><p>de todos os públicos. (Vinholes, Alano e Galato, 2009).</p><p>O farmacêutico é o profissional especializado para atuar na farmacologia, nos</p><p>hospitais, laboratórios, drogarias e outros locais associados, capaz de orientar de</p><p>forma segura, pois ele tem conhecimento teórico e prático para orientar sobre como</p><p>usar, dose correta, riscos e outras informações pertinentes, além de indicar que o</p><p>paciente procure uma unidade básica de saúde, se necessário (Sotério e Santos,</p><p>2016).</p><p>3 CONCLUSÃO</p><p>Esta revisão deixa explícita a gravidade do uso aleatório de medicamentos,</p><p>vindo estes a se tornarem um alerta global e crítico para a saúde pública. A</p><p>facilidade na aquisição dos mais variados medicamentos, sem as devidas</p><p>prescrições médicas são alarmantes.</p><p>A sociedade, aliada a uma solução rápida às suas queixas, tem na</p><p>automedicação real aumento dos riscos à sua saúde, seguido de riscos colaterais e</p><p>dependência medicamentosa. A dor crônica deve ser considerada e estudada mais</p><p>profundamente, considerando que as pessoas querem alívio e desenvolvem</p><p>resistência à medicação.</p><p>Paralelo a isso estão, portanto, os farmacêuticos e demais profissionais da</p><p>saúde com uma real presença em tais situações, onde podem de forma consciente</p><p>esclarecer aos pacientes e usuários a gravidade a essas condutas realizadas com</p><p>direcionamento dos mesmos para um real e presencial acompanhamento médico.</p><p>Como análise final, à saúde pública cabe a colaboração de todos como forma</p><p>a educar a população a uma melhor qualidade de vida, tendo em vista o altíssimo</p><p>índice nesse percentual de</p><p>medicamentos ofertados aos que seu automedicam</p><p>numa ilusória solução da autocura que agregam reações adversas e resistência ao</p><p>tratamento medicamentoso proposto pelos profissionais da saúde.</p><p>Não deixando de externar a falta de acesso a um médico, a indicação do</p><p>“boca a boca” de remédios conhecidos para alívio de sintomas é de grande</p><p>relevância, cabendo assim a importância e colaboração entre médicos,</p><p>farmacêuticos e demais profissionais da saúde.</p><p>O artigo de Xavier et al., 2021, em resumo, sugere que a Agência Nacional de</p><p>Vigilância Sanitária (ANVISA) e outros órgãos atuem com campanhas que</p><p>conscientizem a população sobre os riscos da automedicação, além de realizar mais</p><p>fiscalizações nos anúncios veiculados na mídia, que incluem propagandas na TV e</p><p>rádio, panfletos e demais materiais publicitários encontrados em farmácias e</p><p>drogarias, tanto no ambiente físico como também no caso das redes sociais.</p><p>Em suma, para lidar com as situações aqui expostas e problemas</p><p>relacionados, é recomendado agregar o incentivo a pesquisas que aprofundem e</p><p>exponha o tema, trazendo mais embasamento científico para propor diretrizes para</p><p>as políticas públicas, visando a orientação, educação e esclarecimento à população,</p><p>em especial as comunidades carentes que na maior parte não tem acesso a um</p><p>profissional. Todos em conjunto em prol da saúde pública e melhor qualidade de vida</p><p>É essencial que o tema da automedicação e seus excessos seja abordado de</p><p>forma coerente, para trazer mais esclarecimentos e futuramente inspirar possíveis</p><p>ações, realizadas a partir de uma melhor compreensão sobre os riscos associados a</p><p>essa prática.</p><p>4 REFERÊNCIAS</p><p>ANDRADE, T. D. O Papel do Farmacêutico Frente à Prática da Automedicação</p><p>em Idosos no Brasil: Uma revisão de literatura. Repositório Universitário da</p><p>Ânima (RUNA). <https://repositorio.animaeducacao.com.br/handle/ANIMA/18763>.</p><p>AZEREDO, Soterio, K., & Araújo dos Santos, M.. A AUTOMEDICAÇÃO NO BRASIL</p><p>E A IMPORTÂNCIA DO FARMACÊUTICO NA ORIENTAÇÃO DO USO RACIONAL</p><p>DE MEDICAMENTOS DE VENDA LIVRE: uma revisão. Revista Da Graduação,</p><p>9(2). Recuperado de</p><p><https://revistaseletronicas.pucrs.br/index.php/graduacao/article/view/25673>.</p><p>Acesso em: 18 out. 2023.</p><p>BECHI, V. D. A. S. (2015). Atenção Farmacêutica: Uso Racional de Medicamento</p><p>na Rede Pública pelos Idosos. FACIDER - Revista Científica, 0(7).</p><p>CARVALHO, Mastroianni, P., Lucchetta, R. C., Dos, J., Sarra, R., & Fernandez</p><p>Galduróz, J. C. (n.d.). Estoque doméstico e uso de medicamentos em uma</p><p>população cadastrada na estratégia saúde da família no Brasil. Paho.org.</p><p>Retrieved October 20, 2023. Disponível em:</p><p><https://iris.paho.org/bitstream/handle/10665.2/9528/a09v29n5.pdf>. Acesso em: 18</p><p>out. 2023.</p><p>CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA - Brasil - Notícia: 27/04/2019 - Quase</p><p>metade dos brasileiros que usaram medicamentos nos últimos seis meses se</p><p>automedicou até uma vez por mês. Disponível em:</p><p><https://www.cff.org.br/noticia.php?id=5267>. Acesso em: 18 out. 2023.</p><p>COSTA Junior, V. S., Oliveira, A. L. R. de, & Amorim, A. T. Automedicação</p><p>influenciada pela mídia no Brasil. 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