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<p>Assane Saide Assane</p><p>Zainabo Alexandre Acussabi Perrula</p><p>Bental e seus habitantes</p><p>Curso de licenciatura em ensino de Biologia com habilitações em Gestão Laboratorial</p><p>Universidade Rovuma</p><p>Extensão de Cabo Delgado</p><p>2024</p><p>Assane Saide Assane</p><p>Zainabo Alexandre Acussabi Perrula</p><p>Bental e seus habitantes</p><p>Trabalho de carácter avaliativo da cadeira de</p><p>Hidrobiologia, a ser entregue no, Departamento</p><p>de Ciências Naturais e Matemática, curso de</p><p>licenciatura em ensino de Biologia com</p><p>habilitações em Gestão de Laboratório, 3º ano.</p><p>Leccionada pela,</p><p>Msc. Natércia Mário</p><p>Universidade Rovuma</p><p>Extensão de Cabo Delgado</p><p>2024</p><p>Índice</p><p>Introdução ................................................................................................................................... 3</p><p>1.1.Conceitos básicos ................................................................................................................. 4</p><p>1.1.2. Organismos da região bental ............................................................................................ 5</p><p>1.2.Classificação dos organismos bentónicos............................................................................. 6</p><p>1.2.1.Quanto ao tipo de organismo ............................................................................................. 6</p><p>1.2.2.Quanto ao tamanho ............................................................................................................ 7</p><p>1.2.3.Quanto a posição que ocupa no substrato .......................................................................... 7</p><p>1.3.Importância dos habitantes da região bentônica ................................................................... 7</p><p>Conclusão ................................................................................................................................... 8</p><p>Bibliografia ................................................................................................................................. 9</p><p>3</p><p>Introdução</p><p>O presente trabalho enquadra-se nos conhecimentos da Hidrobiologia e intitula-se Bental e</p><p>seus habitantes. São do conhecimento que que são organismos binómicos definidos como</p><p>espécies que vivem em relação íntima com o fundo (substrato), seja para fixar-se a ele, ou</p><p>para perfurar, escavar ou caminhar sobre a superfície ou mesmo são da vida livre. Portanto,</p><p>são importantes membros na base de cadeias tróficas marinhas, podendo ser consumidores de</p><p>detritos, fitoplâncton e zooplâncton e também servindo de recurso alimentar para</p><p>consumidores em níveis superiores. Adicionalmente, possuem um papel importante na</p><p>reciclagem de nutrientes, na manutenção da qualidade da água e podem ser indicadores da</p><p>qualidade ambiental. E para melhor percepção deste estudo, importaram-nos os seguintes</p><p>objectivos:</p><p>Objectivo Geral</p><p> Compreender o bental e seus habitantes.</p><p>Objectivos Específicos</p><p> Identificar os organismos que compõem a região bental;</p><p> Classificar os organismos bentónicos;</p><p> Caracterizar as principais características dos organismos bentónicos quanto a sua</p><p>classificação.</p><p> Descrever a importância dos habitantes da região bentônica.</p><p>Quanto aos procedimentos metodológicos deste trabalho, a sua materialização fundamentou-</p><p>se no método bibliográfico que serviu na consulta de diversos manuais de abordagens</p><p>relativas ao bental e seus habitantes e os manuais estão devidamente citados no</p><p>desenvolvimento do trabalho.</p><p>Em relação a estrutura o trabalho segue a seguinte: nota introdutória onde fez-se a</p><p>contextualização temática e metodológicas, depois o corpo do trabalho no qual expõe-se as</p><p>ideias de autores que abordaram conteúdos a hidrobiologia, segue-se com a nota conclusiva</p><p>onde sintetiza-se o conteúdo, finalmente apresenta-se as referências que serviram no trabalho.</p><p>4</p><p>1.1.Conceitos básicos</p><p>Na óptica de AGOSTINHO, (2005,p.70-78). Diz que o termo bento é uma contraposição aos</p><p>termos plâncton e nécton que referem-se a comunidades de organismos pelágicos que vivem</p><p>na coluna de água de ambientes aquáticos.</p><p>Organismos bênticos ou bentónicos são aqueles que vivem associados ao substrato</p><p>(consolidado ou não), seja em ambientes marinhos, salubres. Esses organismos distribuem-se</p><p>dentro ou sobre os sedimentos, fixos sobre rochas e demais tipos de substratos, como por</p><p>exemplo corais.</p><p>No oceano, os organismos bentónicos também podem viver nas zonas entre marés (conhecida</p><p>como litoral), infra-litoral, batibentônica, abissobentônica e hadobentônica.</p><p>As duas primeiras fazem parte da zona costeira, enquanto as três últimas fazem parte da zona</p><p>profunda.</p><p>Devido à pouca penetração da luz na coluna de água, a distribuição de vegetais bentônicos</p><p>está limitada às camadas superficiais do ambiente marinho. COELHO, (2004,p.201-218).</p><p>Afirma-nos RÉ (2000,p.65) que os bentos são a comunidade dos organismos que vivem no</p><p>fundo do mar, desde as praias até as profundezas abissais. Suas vidas estão ligadas a algum</p><p>substrato, rochas, areia, lodo, podendo ser cesseis se estão fixos sobre os substratos. Contudo,</p><p>os organismos bentónicos são aqueles cuja vida está directamente relacionada com o fundo,</p><p>quer vivam fixos, quer sejam livres”.</p><p>a ocorrência de fitobentos está confinada às zonas entre marés e infralitoral dos oceanos,</p><p>podendo ser encontrado em profundidades máximas de 30 a 100 metros. Sendo assim os</p><p>bentos de áreas profundas são compostos principalmente de bactérias e animais.</p><p>Comunidades bentónicas são frequentemente usadas como indicadores biológicos porque elas</p><p>podem fornecer informações sobre condições ambientais, devido à sensibilidade de uma única</p><p>espécie (conhecida como espécie indicadora) ou por causa de alguma característica geral que</p><p>faz a comunidade integrar os sinais do ambiente (como a poluição) ao longo do tempo.</p><p>Os organismos podem apresentar comportamentos tanto bentónicos quanto pelágicos,</p><p>migrando entre os dois ambientes diariamente como ocorrem com crustáceos, moluscos e</p><p>peixes. Tais migrações podem estar relacionadas com estratégias reprodutivas ou de</p><p>5</p><p>alimentação. O ambiente bentónico é amplamente dominado por organismos invertebrados,</p><p>apesar de todos os filos estarem representados (JUNIOR e tal. 2009, p.7).</p><p>De acordo com BARROS, (201 3), “a composição e o número de organismos bentónicos</p><p>em diferentes ambientes são determinados por uma combinação de factores físico-</p><p>químico, geológicos e biológicos”.</p><p>Fonte. www.Google.com</p><p>Comunidades bentónicas são frequentemente usadas como indicadores biológicos</p><p>porque elas podem fornecer informações sobre condições ambientais, devido à</p><p>sensibilidade de uma única espécie (conhecida como espécie indicadora) ou por causa</p><p>de alguma característica geral que faz a comunidade integrar os sinais do ambiente</p><p>(como a poluição) ao longo do tempo.</p><p>1.1.2. Organismos da região bental</p><p> Costões Rochosos;</p><p> Praias Arenosas-Mangues;</p><p> Pradarias de gramíneas marinhas;</p><p> Florestas de algas;</p><p> Estuários;</p><p> Recifes de coral</p><p> Oceano profundo;</p><p> Hydrotermalvents.</p><p>http://www.google.com/</p><p>6</p><p>1.2.Classificação dos organismos bentónicos</p><p>A comunidade bentônica é bastante complexa e inclui uma grande diversidade de organismos</p><p>bactérias, fungos, plantas e animais que podem ser classificados quanto ao tipo, tamanho e a</p><p>fauna invertebrada também pode ser classificada quanto à posição que ocupa no substrato</p><p>(SILVA A. Maria Pedrosa 2008).</p><p>1.2.1.Quanto ao tipo de organismo</p><p>Os organismo podem ser divididos em: Fitobentos e Zoobentos.</p><p>Segundo (SILVA A. Maria Pedrosa 2008) o fitobentos pode ser separado em algumas</p><p>categorias tais como: angiospermas</p><p>semiaquáticas, angiospermas permanentemente</p><p>submersas, macroalgas talosas/filametosas fixais a substrato e microalgas unicelulares.</p><p>Segundo (CASTRO. P 201 2) diz que dentro do zoobentos destacam-se alguns grupos mais</p><p>abundantes como as esponjas, os poliquetas, os moluscos e os crustáceos cada qual com sua</p><p>morfologia e adaptação diferente ao ambiente bentónico.</p><p>Contudo, os organismos Fitobentos são os que abrangem os organismos que pertencem ao</p><p>Reino Vegetal incluindo macroalgas, microalgas e plantas aquáticas que apresentam raízes,</p><p>quanto aos zoobentos abrange os organismos que pertence ao reino animal, incluindo</p><p>desde animais microscópicos e até aqueles visíveis ao olho nu e ao Reino Protista.</p><p>Fonte. www.Google.com-2024</p><p>7</p><p>1.2.2.Quanto ao tamanho</p><p>Os organismos bentónicos podem ser classificados em:</p><p> Macrobentos: (> 1 ,0 mm): animais visíveis a olho nu, como a maioria dos</p><p>caranguejos, equinodermos, peixes bentónicos, etc;</p><p> Meiobentos: (0,063mm – 0,5 mm): animais que vivem permanentemente enterrados</p><p>no sedimento, que livres, quer dentro de estruturas por eles construídas, exemplo:</p><p>muitos moluscos e vermes;</p><p> Microbentos: ( < 0,1 mm): animais microscópicos que se desenvolvem sobre o</p><p>substrato, principalmente Protista, e</p><p> Magabentos: organismos maiores que 1 0,0mm.</p><p>1.2.3.Quanto a posição que ocupa no substrato</p><p>Os invertebrados bentónicos podem ser classificados conforme o habitat preferencial que</p><p>ocupam tais como:</p><p> Infauna: aqueles que vivem totalmente ou parcialmente nos sedimentos;</p><p> Epifauna: aqueles que vivem fixos ao substrato ou sobre os sedimentos.</p><p>1.3.Importância dos habitantes da região bentônica</p><p>Para o QUEIROZ (2006), As importâncias dos organismos bentónicos são inúmeras, a saber:</p><p> Cerca de 98% das espécies existentes nos oceanos e região costeira são bentónicas,</p><p>negativas e positivas desconsiderando-se os microrganismos;</p><p> Maricultura: espécies cultiváveis para alimentação humana e outros produtos como pérolas</p><p>e ração animal (ex: mexilhão, ostras, camarão, vieiras, etc.);</p><p> Organismos bentónicos são utilizados como indicadores em estudos de poluição marinha,</p><p>pois acumulam substâncias em seus tecidos;</p><p> São espécies alvos de pescarias (ex: camarão, vieira, abalone, etc.);</p><p> Atractivos para mergulhos em recifes, costões rochosos, etc.</p><p> Extracção de compostos químicos bioactivos para produção de fármacos (ex: a substância</p><p>AZT – utilizada no tratamento da AIDS foi extraída de uma esponja).</p><p>8</p><p>Conclusão</p><p>Chegado a este momento é o fim do trabalho portanto, resulta de sínteses da leitura e analise a</p><p>de vários manuais com abordagens relativas ao bental e seus residentes, ou seja, conteúdos da</p><p>hidrobiologia, dai que conclui-se que o estudo do Bental é importante pelo facto desses nos</p><p>fazer compreender que desempenham um papel na dinâmica de nutrientes transformando</p><p>matéria orgânica em energia. A conservação dos diferentes sistemas bentónicos é necessária,</p><p>não somente para preservar os serviços ecológicos, prestados por estes ambientes, a</p><p>biodiversidade, e todos os seus benefícios, mais também para garantir a beleza cénica e a</p><p>preservação do modo de vida de muitas comunidades pesqueiras tradicionais.</p><p>9</p><p>Bibliografia</p><p>AGOSTINHO, A . A.; THOMAZ, S. M. & GOMES, L. C.. Conservação da</p><p>biodiversidade em águas continentais do Brasil. Megadiversidade. Volume 1, 2005.</p><p>BARROS, Francisco. O ambiente marinho, principais divisões e componentes. Lameb,</p><p>2013.</p><p>CASTRO. P. Biologia Marinha. Porto Alegre 2012.</p><p>JUNIOR, Francisco Carlos Rocha de Barros, et. al. Ambiente Bentónico. Sci ELO Livros</p><p>editora; Salvador, 2009.</p><p>COELHO, P.A. & FREITAS, T.C.A. Macrozoobentos da Plataforma Continental Externa E</p><p>Bancos O ceânicos Do Nordeste Do Brasil. Programa Revizee (Comissão NeIv). Tropical</p><p>Oceanography, 2004.</p><p>QUEIROZ, A. F. Salves. Avaliação de ambientes na Baía de Todos os Santos: aspectos</p><p>geoquímicos, geofísicos e biológicos; EDUFBA editora, Bahia, 2006.</p><p>RÉ, Pedro Miguel Alfaia Barcia. Biologia Marinha. Lisboa, 2000.</p><p>SILVA A. Maria Pedrosa. Ecologia estudo de ecossistema. Rio de Janeiro 2008.</p>

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