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<p>RECURSO EM SENTIDO ESTRITO (RESE)</p><p>Conceito: É o recurso através do qual se busca o reexame da decisão, despacho ou</p><p>sentença do juiz, permitindo a este, um novo pronunciamento, nas hipóteses previstas em lei</p><p>(artigo 581, CPP).</p><p>Cabimento e Adequação: Art. 581, do Código de Processo Penal</p><p>É próprio para impugnar decisões interlocutórias.</p><p>Dirige-se contra decisão de juiz singular. Jamais contra decisões de órgãos</p><p>colegiados dos Tribunais ou decisões monocráticas de relator nos processos que lhe sejam</p><p>afetos.</p><p>Em regra, só poderá ser interposto nos casos previstos nos incisos do artigo 581,</p><p>CPP e, bem assim, quando houver disposição em legislação especial. Ex.: decisão sobre</p><p>medida cautelar de suspensão da habilitação para dirigir – artigo 294, parágrafo único,</p><p>CTB; e decisão de prisão preventiva/afastamento de prefeitos e vereadores em crimes de</p><p>responsabilidade – artigo 2º, inciso III, do Decreto-Lei 201/67.</p><p>Art. 294, CTB. Em qualquer fase da investigação ou da ação penal, havendo</p><p>necessidade para a garantia da ordem pública, poderá o juiz, como medida</p><p>cautelar, de ofício, ou a requerimento do Ministério Público ou ainda</p><p>mediante representação da autoridade policial, decretar, em decisão</p><p>motivada, a suspensão da permissão ou da habilitação para dirigir veículo</p><p>automotor, ou a proibição de sua obtenção.</p><p>Parágrafo único. Da decisão que decretar a suspensão ou a medida cautelar,</p><p>ou da que indeferir o requerimento do Ministério Público, caberá recurso</p><p>em sentido estrito, sem efeito suspensivo.</p><p>Art. 2º, Decreto-Lei 201/67 O processo dos crimes definidos no artigo</p><p>anterior é o comum do juízo singular, estabelecido pelo Código de Processo</p><p>Penal, com as seguintes modificações:</p><p>[...]</p><p>III - Do despacho, concessivo ou denegatório, de prisão preventiva, ou de</p><p>afastamento do cargo do acusado, caberá recurso, em sentido estrito, para</p><p>o Tribunal competente, no prazo de cinco dias, em autos apartados. O</p><p>recurso do despacho que decreta a prisão preventiva ou o afastamento do</p><p>cargo terá efeito suspensivo.</p><p>� CUIDADO: Com a entrada em vigor da Lei de Execuções Penais, diversas</p><p>hipóteses de cabimento do RESE foram revogadas tacitamente, na medida em que o art.</p><p>197, da LEP prevê que o recurso adequado para impugnar decisões na fase de execução é o</p><p>Agravo em Execução.</p><p>Artigo 197. Das decisões proferidas pelo Juiz caberá recurso de agravo, sem</p><p>efeito suspensivo.</p><p>Ex.: Cabe AGRAVO EM EXECUÇÃO da decisão que concede, nega ou revoga</p><p>livramento condicional.</p><p>Foram revogados tacitamente os incisos: XI, XII, XVII, XIX, XX, XXI, XXII,</p><p>XXIII, XXIV.</p><p>Tempestividade</p><p>● Interposição e Razões em conjunto: artigo 586, CPP – prazo de cinco dias -</p><p>Em regra, é o que se considera em peças processuais nas provas da OAB.</p><p>● Interposição e Razões posteriormente: artigo 586 c/c artigo 588, CPP. – 5d +</p><p>2d. (Cinco dias para interposição e, posteriormente, dois dias para a apresentação das razões).</p><p>Art. 586. O recurso voluntário poderá ser interposto no prazo de cinco dias.</p><p>Art. 588. Dentro de dois dias, contados da interposição do recurso, ou do</p><p>dia em que o escrivão, extraído o traslado, o fizer com vista ao recorrente,</p><p>este oferecerá as razões e, em seguida, será aberta vista ao recorrido por</p><p>igual prazo.</p><p>Hipóteses de Cabimento do artigo 581, CPP</p><p>Inciso I do CPP – “que não receber a denúncia ou a queixa”;</p><p>Da decisão que NÃO recebe a denúncia ou a queixa.</p><p>A jurisprudência admite, também, ser cabível o RESE, com o mesmo fundamento,</p><p>quando a decisão rejeita o ADITAMENTO da denúncia -> hipótese de interpretação</p><p>extensiva).</p><p>Relembrando: NÃO cabe RESE da decisão que RECEBE a denúncia ou queixa. Do</p><p>recebimento não cabe recurso – sendo somente cabível a impugnação por meio do HC.</p><p>*ATENÇÃO: infração penal de competência do JECRIM: cabe APELAÇÃO da</p><p>rejeição da denúncia ou da queixa (artigo 82 da Lei 9.099/95 – prazo de 10 dias).</p><p>Art. 82. Da decisão de rejeição da denúncia ou queixa e da sentença</p><p>caberá apelação, que poderá ser julgada por turma composta de três Juízes</p><p>em exercício no primeiro grau de jurisdição, reunidos na sede do Juizado.</p><p>§ 1º A apelação será interposta no prazo de dez dias, contados da ciência da</p><p>sentença pelo Ministério Público, pelo réu e seu defensor, por petição escrita,</p><p>da qual constarão as razões e o pedido do recorrente.</p><p>Súmula 707, STF: Constitui nulidade a falta de intimação do</p><p>denunciado para oferecer contrarrazões ao recurso interposto da</p><p>rejeição da denúncia, não a suprindo a nomeação de defensor dativo.</p><p>DENÚNCIA – REJEIÇÃO DA DENÚNCIA – MP interpõe RESE – OBRIGATÓRIA A</p><p>INTIMAÇÃO do denunciado para oferecer contrarrazões do RESE = exemplo do rito</p><p>ordinário</p><p>Súmula 709, STF: Salvo quando nula a decisão de primeiro grau, o</p><p>acórdão que provê o recurso contra a rejeição da denúncia vale, desde</p><p>logo, pelo recebimento dela.</p><p>DENÚNCIA – REJEIÇÃO DA DENÚNCIA – MP interpõe RESE – OBRIGATÓRIA A</p><p>INTIMAÇÃO do denunciado para oferecer contrarrazões do RESE – CONTRARRAZÕES</p><p>DO RESE – ACÓRDÃO DO TJ ANULANDO A DECISÃO DE REJEIÇÃO (VALERÁ</p><p>COMO RECEBIMENTO DA DENÚNCIA) - CITAÇÃO DO ACUSADO</p><p>Inciso II – “que concluir pela incompetência do juízo”;</p><p>Quando o próprio juiz reconhece a incompetência do Juízo, de ofício. Se for em</p><p>decorrência de acolhimento de arguição de uma exceção, utiliza-se o inciso III.</p><p>Também aplicado para o caso de desclassificação na primeira fase do Tribunal do</p><p>Júri.</p><p>Inciso III – “que julgar procedentes as exceções, salvo a de suspeição”;</p><p>Da decisão que julgar procedentes as exceções, salvo a de suspeição – Ex.: juiz</p><p>julga procedente a exceção de incompetência do juízo.</p><p>O inciso traz a ressalva da exceção de suspeição, posto que, nesse caso, o duplo grau</p><p>de jurisdição é automático.</p><p>Inciso IV – “que pronunciar o réu”;</p><p>Suspende o julgamento em Plenário, em razão do efeito suspensivo do recurso,</p><p>conforme artigo 584, § 2º, CPP.</p><p>Art. 584, § 2º O recurso da pronúncia suspenderá tão-somente o julgamento.</p><p>Macete decisões do Júri: Decisões iniciadas com vogal, o recurso também será</p><p>iniciado com vogal: Absolvição Sumária e Impronúncia = Apelação (art. 416, CPP).</p><p>Decisões iniciadas com consoante, o recurso também será iniciado com consoante:</p><p>Desclassificação e Pronúncia = RESE (art. 581, II e IV, do CPP, respectivamente)</p><p>Não se aplica mais o art. 585 do CPP, posto que contrário à Constituição Federal,</p><p>uma vez que impedia o réu solto de recorrer da decisão pronúncia sem recolher-se à prisão,</p><p>violando os princípios da garantia ao duplo grau de jurisdição, ampla defesa e do</p><p>contraditório.</p><p>● Nulidade da pronúncia por excesso de linguagem/eloquência acusatória - art.</p><p>564, III, “f”, do CPP:</p><p>-Na pronúncia deve o juiz decidir exatamente como determina o art. 413, §1 do Código de</p><p>Processo Penal “limitar-se-á à indicação da materialidade do fato e da existência de indícios</p><p>suficientes de autoria ou de participação”. Não podendo o juiz externar suas “certezas”, a</p><p>linguagem do magistrado deve ser sóbria, comedida, sem excessos, sob pena de nulidade do</p><p>ato decisório</p><p>RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL EM HABEAS CORPUS –</p><p>EXCESSO DE LINGUAGEM NA PRONÚNCIA – ENVELOPAMENTO –</p><p>INSUFICIÊNCIA.</p><p>Reconhecido o excesso de linguagem da pronúncia, causa de nulidade</p><p>absoluta, cumpre anulá-la, determinando-se que outra seja prolatada,</p><p>não sendo suficiente o desentranhamento e o envelopamento da decisão,</p><p>em atenção ao parágrafo único do artigo 472 do Código de Processo</p><p>Penal e à vedação aos pronunciamentos ocultos. (RHC 127522,</p><p>Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, julgado em</p><p>18/08/2015, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-214 DIVULG 26-10-2015</p><p>PUBLIC 27-10-2015).</p><p>Inciso V – “que conceder, negar, arbitrar, cassar ou julgar inidônea a fiança, indeferir</p><p>requerimento de prisão preventiva ou revogá-la, conceder liberdade provisória ou relaxar a</p><p>prisão em flagrante”;</p><p>A defesa, então, terá interesse recursal no caso da decisão que nega, cassa ou julga</p><p>inidônea a fiança, a qual também pode ser impugnada por Habeas Corpus, via mais célere.</p><p>o Negar: quando o juiz entende que o acusado não preenche</p><p>os requisitos</p><p>necessários à concessão da fiança (Ex.: Crimes hediondos).</p><p>o Cassar: quando o juiz constata que a fiança anteriormente concedida era incabível.</p><p>o Julgar inidônea: quando o afiançado se omite diante da exigência de seu reforço</p><p>(sobre o tema: art. 340 do CPP).</p><p>Art. 340. Será exigido o reforço da fiança:</p><p>I - quando a autoridade tomar, por engano, fiança insuficiente;</p><p>II - quando houver depreciação material ou perecimento dos bens</p><p>hipotecados ou caucionados, ou depreciação dos metais ou pedras preciosas;</p><p>III - quando for inovada a classificação do delito.</p><p>Parágrafo único. A fiança ficará sem efeito e o réu será recolhido à prisão,</p><p>quando, na conformidade deste artigo, não for reforçada.</p><p>É possível fazer interpretação extensiva deste inciso para incluir às medidas</p><p>cautelares diversas da prisão.</p><p>Inciso VII – “que julgar quebrada a fiança ou perdido o seu valor”;</p><p>Importante a leitura dos artigos 341 a 346, CPP, os quais tratam sobre a fiança.</p><p>É considerada quebrada a fiança quando o acusado:</p><p>a) regularmente intimado para ato do processo, deixar de comparecer, sem motivo</p><p>justo;</p><p>b) deliberadamente praticar ato de obstrução ao andamento do processo;</p><p>c) descumprir medida cautelar imposta cumulativamente com a fiança;</p><p>d) resistir injustificadamente a ordem judicial;</p><p>e) praticar nova infração penal dolosa,</p><p>f) descumprir os deveres processuais impostos pelos artigos 327 e 328, CPP. Sobre o</p><p>tema: artigo 341, CPP.</p><p>Art. 343. O quebramento injustificado da fiança importará na perda de</p><p>metade do seu valor, cabendo ao juiz decidir sobre a imposição de outras</p><p>medidas cautelares ou, se for o caso, a decretação da prisão preventiva.</p><p>É considerada perdida a fiança quando: condenado, o acusado não se apresentar</p><p>para o início do cumprimento da pena definitivamente imposta.</p><p>ATENÇÃO: Se esse tipo de decisão ocorrer na sentença condenatória, o recurso</p><p>cabível será o de Apelação. Caso a decisão seja do Juízo da Execução, caberá Agravo em</p><p>Execução (artigo 197, LEP). Se for na fase de conhecimento, em decisão isolada tratando</p><p>sobre a fiança, cabe o RESE.</p><p>Também pode ser impugnada por Habeas Corpus, via mais célere.</p><p>Inciso VIII - “que decretar a prescrição ou julgar, por outro modo, extinta a</p><p>punibilidade”;</p><p>Utilizada, normalmente, pelo promotor ou assistente de acusação, vez que a extinção</p><p>da punibilidade é benéfica ao agente.</p><p>OBS.: É firme o entendimento jurisprudencial segundo o qual NÃO se admite</p><p>interposição deste RESE por parte da Defesa para buscar sentença absolutória face ao</p><p>reconhecimento da prescrição - ou outra causa extintiva de punibilidade - por haver falta</p><p>de interesse de agir. (STJ, 6º Turma, Resp 908.863/SP)</p><p>Inciso IX –“ que indeferir o pedido de reconhecimento da prescrição ou de outra</p><p>causa extintiva da punibilidade”;</p><p>Somente quando a decisão versar exclusivamente sobre indeferimento de extinção</p><p>da punibilidade, porquanto se isto foi decidido em sede de sentença, caberá Apelação, sendo a</p><p>tese suscitada como preliminar.</p><p>Inciso X – “que conceder ou negar a ordem de habeas corpus”;</p><p>Quando o Juiz de 1º grau julga o Habeas Corpus. - Autoridade coatora: autoridade</p><p>policial (delegado) ou particular.</p><p>DECISÃO DO DELEGADO OU PARTICULAR QUE GERA</p><p>CONSTRANGIMENTO ILEGAL – IMPETRA HC AO JUIZ DE 1º GRAU – JUIZ DE 1º</p><p>GRAU DECIDE SE CONCEDE OU NEGA A ORDEM DO HC – CABE RESE DESTA</p><p>DECISÃO AO TJ</p><p>Se for negado pelo TJ, TRF ou Tribunais Superiores, NÃO caberá RESE, mas, sim,</p><p>Recurso Ordinário Constitucional/Recurso Ordinário em Habeas Corpus.</p><p>DECISÃO DE JUIZ DE 1º GRAU QUE GERA CONSTRANGIMENTO ILEGAL –</p><p>IMPETRA HC AO TJ – 2ª INSTÂNCIA – TJ DECIDE SE CONCEDE OU NEGA A</p><p>ORDEM DO HC – CABE ROC DESTA DECISÃO AO STJ</p><p>Inciso XIII – “que anular o processo da instrução criminal, no todo ou em parte”;</p><p>É possível que o reconhecimento dessa nulidade ocorra por ocasião da prolação de</p><p>sentença condenatória ou absolutória. Nesses casos, caberá apelação, diante do que prevê o</p><p>artigo 593, § 4º, CPP:</p><p>§ 4o Quando cabível a apelação, não poderá ser usado o recurso em sentido</p><p>estrito, ainda que somente de parte da decisão se recorra.</p><p>Inciso XIV – “que incluir jurado na lista geral ou desta o excluir”;</p><p>Artigos 425 e 426, CPP (Atenção: possui prazo de 20 dias – artigo 586, parágrafo</p><p>único, CPP e é endereçada diretamente ao Presidente do Tribunal).</p><p>Art. 586. O recurso voluntário poderá ser interposto no prazo de cinco dias.</p><p>Parágrafo único. No caso do art. 581, XIV, o prazo será de vinte dias,</p><p>contado da data da publicação definitiva da lista de jurados.</p><p>Obs.: alguns doutrinadores, como, por exemplo, Renato Brasileiro, entendem que o</p><p>artigo 426, § 1º, CPP (incluído em 2008), teria revogado tacitamente este inciso, tendo em</p><p>vista que passou a prever instrumento específico para impugnação da lista geral dos</p><p>jurados: reclamação de qualquer do povo ao Juiz Presidente até o dia 10 de novembro.</p><p>Entretanto, outros autores, como Nucci, ensinam que o inciso persiste, sendo cabível RESE</p><p>quando o magistrado, ao analisar uma impugnação, decide por manter a inclusão ou excluir</p><p>algum nome.</p><p>Inciso XV – “que denegar a apelação ou a julgar deserta”;</p><p>Quando denegada a apelação (quando o Juízo a quo entender que a apelação não</p><p>atendeu aos pressupostos recursais/juízo de admissibilidade negativo) ou a julgar deserta</p><p>(única hipótese: deserção por falta de preparo do recurso do Querelante em crimes de ação</p><p>penal exclusivamente privada; a outra hipótese não é mais cabível, pois foi revogado o artigo</p><p>594, CPP).</p><p>ATENÇÃO: caso o RESE não seja recebido, caberá CARTA TESTEMUNHÁVEL</p><p>(artigo 639, CPP).</p><p>Inciso XVI – “que ordenar a suspensão do processo, em virtude de questão</p><p>prejudicial”;</p><p>Artigo 92 e seguintes, CPP.</p><p>Doutrina e jurisprudência admitem, por interpretação extensiva, RESE, com base</p><p>neste inciso, em face de decisão que determina a suspensão do processo e dos prazos</p><p>prescricionais nos termos do artigo 366, CPP.</p><p>Ainda, a jurisprudência admite a interposição do RESE para o caso de indeferimento</p><p>da produção antecipada de prova, na forma do artigo 366, CPP:</p><p>É cabível recurso em sentido estrito para impugnar decisão que indefere</p><p>produção antecipada de prova, nas hipóteses do art. 366 do CPP.</p><p>STJ. 3ª Seção. EREsp 1.630.121-RN, Rel. Min. Reynaldo Soares da</p><p>Fonseca, julgado em 28/11/2018 (Info 640).</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm#art581</p><p>Inciso XVIII – “que decidir o incidente de falsidade”;</p><p>Artigos 145 a 148, CPP.</p><p>Será cabível o RESE diante de procedência ou improcedência do pedido constante</p><p>do incidente de falsidade documental.</p><p>Inciso XXV – “que recusar homologação à proposta de acordo de não persecução</p><p>penal, previsto no artigo 28-A desta Lei” -> Novidade da Lei Anticrime!</p><p>Segundo a doutrina, por interpretação extensiva, admite-se, com base neste inciso,</p><p>RESE contra decisão judicial que recusar homologação à proposta do acordo de</p><p>colaboração premiada (artigo 4º, § 8º, Lei nº 12.850/13).</p><p>Parte majoritária da doutrina entende que pode haver interpretação extensiva do</p><p>rol artigo 581, CPP, por exemplo:</p><p>Inciso I – rejeição do aditamento da denúncia;</p><p>Inciso V – em relação às medidas cautelares diversas da prisão;</p><p>Inciso XI – contra decisão que concede, nega ou revoga a suspensão condicional do</p><p>processo.</p><p>Contudo, não se admite RESE para casos que a lei evidentemente excluiu, por</p><p>exemplo: não cabe RESE contra decisão que receber a denúncia (inciso I) ou que concluir</p><p>pela competência do juízo (inciso II).</p><p>ATENÇÃO! Conforme entendimento doutrinário e jurisprudencial, por</p><p>interpretação extensiva, cabe RESE, ainda, da decisão que concede, nega ou revoga</p><p>suspensão condicional do PROCESSO (art. 92 da Lei 9099/95 c/c 581, inciso XI do CPP).</p><p>Procedimento</p><p>O RESE pode subir nos próprios autos (art. 583 do CPP) ou por instrumento</p><p>(TODAS as hipóteses NÃO contempladas pelo art. 583 do CPP).</p><p>Art. 583. Subirão nos próprios autos os recursos:</p><p>I - quando interpostos de ofício;</p><p>II - nos casos do art. 581, I, III, IV, VI, VIII e X;</p><p>III - quando</p><p>o recurso não prejudicar o andamento do processo.</p><p>Parágrafo único. O recurso da pronúncia subirá em traslado, quando,</p><p>havendo dois ou mais réus, qualquer deles se conformar com a decisão ou</p><p>todos não tiverem sido ainda intimados da pronúncia.</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm#art581</p><p>No caso de interposição por instrumento, a parte deverá indicar as peças que deseja</p><p>transladar (art. 587, parágrafo único, do CPP – obrigatórias).</p><p>Art. 587. Quando o recurso houver de subir por instrumento, a parte</p><p>indicará, no respectivo termo, ou em requerimento avulso, as peças dos autos</p><p>de que pretenda traslado.</p><p>Parágrafo único. O traslado será extraído, conferido e concertado no prazo</p><p>de cinco dias, e dele constarão sempre a decisão recorrida, a certidão de sua</p><p>intimação, se por outra forma não for possível verificar-se a oportunidade do</p><p>recurso, e o termo de interposição.</p><p>Estrutura</p><p>a) Petição de Interposição:</p><p>- Endereçamento: Ao Juízo de 1º grau que proferiu a decisão recorrida.</p><p>Exceção: caso de inclusão/exclusão de jurado, prevista no inciso XIV (que deverá</p><p>ser endereçado ao Presidente do Tribunal).</p><p>- Epígrafe: Processo nº. ...</p><p>- Fundamentação legal e nome da peça: Recurso em Sentido Estrito – artigo 581,</p><p>(indicar inciso correspondente) do CPP.</p><p>- Fazer referência ao recebimento e processamento do recurso, ao juízo de</p><p>RETRATAÇÃO (artigo 589 CPP) e à remessa dos autos ao juízo ad quem (2º grau), (uma</p><p>vez que, confirmada a decisão recorrida, os autos serão remetidos ao Tribunal).</p><p>Artigo 589. Com a resposta do recorrido ou sem ela, será o recurso concluso</p><p>ao juiz, que, dentro de dois dias, reformará ou sustentará o seu despacho,</p><p>mandando instruir o recurso com os traslados que Ihe parecerem necessários.</p><p>- Fazer tópico da “Tempestividade”: Prazo de 5 (cinco) dias para a interposição,</p><p>contados da data da intimação, com fulcro no artigo 586, CPP</p><p>- Fechamento da peça: Local, Data (prazo de 5 dias, contados da intimação),</p><p>Advogado e OAB nº.</p><p>b) Razões:</p><p>- Endereçamento: ao Tribunal competente</p><p>- Mencionar Recorrente/Recorrido/Processo nº</p><p>- Nome da peça: Razões do Recurso em Sentido Estrito</p><p>- Fatos: Síntese Processual.</p><p>- Direito:</p><p>• Preliminar (quando couber): vícios processuais, causas extintivas da punibilidade,</p><p>etc.</p><p>• Mérito: teses jurídicas que se amoldam ao inciso do fulcro da peça.</p><p>- Pedidos: conhecimento e provimento do recurso para ...</p><p>- Fechamento: Local, Data, Advogado e OAB nº.</p><p>• Não esqueça que, quando o termo e as razões são interpostos em conjunto, as</p><p>razões devem ser datadas considerando também o prazo de 5 (cinco) dias. Desse modo, será</p><p>utilizado o mesmo prazo do termo de interposição, posto que, se termo e razões estão sendo</p><p>interpostos em conjunto, a interposição de ambos, logicamente, ocorrerá na mesma data.</p><p>AO JUÍZO DA ... VARA DO TRIBUNAL DO JÚRI DA COMARCA DE SÃO</p><p>PAULO/SP</p><p>Autos do processo nº.: ...</p><p>(NOME DO ACUSADO), devidamente qualificado nos autos do processo em</p><p>epígrafe, vem, respeitosamente, perante Vossa Excelência, por intermédio de seu advogado</p><p>(com procuração anexa), com fulcro no artigo 581, inciso IV, do CPP, interpor</p><p>RECURSO EM SENTIDO ESTRITO</p><p>contra a r. decisão de pronúncia de fls. ....</p><p>O presente recurso é tempestivo, vez que interposto dentro do prazo de 5 (cinco) dias,</p><p>contados da data da intimação, conforme preceitua o artigo 586 do Código de Processo Penal.</p><p>Assim, requer o seu recebimento e processamento, para que V. Exª., analisando as</p><p>razões anexas, reconsidere e reforme a r. decisão, nos termos do art. 589, do CPP.</p><p>Caso Vossa Excelência entenda pela manutenção da r. decisão, requer a remessa dos</p><p>autos, com as inclusas razões, ao Egrégio Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos</p><p>Territórios.</p><p>Local, Data (prazo de 5 dias).</p><p>Advogado, OAB ...</p><p>AO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS</p><p>Recorrente: (NOME DO ACUSADO)</p><p>Recorrido: Ministério Público</p><p>Autos do processo nº.: ...</p><p>RAZÕES DO RECURSO EM SENTIDO ESTRITO</p><p>Colenda Turma / Câmara,</p><p>Eminente Relator,</p><p>I. DOS FATOS</p><p>(Nome do réu) foi pronunciado pelo Juízo a quo, indevidamente, como incurso nas</p><p>penas do artigo 121, § 2º, incisos II e IV c/c artigo 14, inciso II, ambos do Código Penal,</p><p>consoante decisão acostada às fls. XXX dos autos. Destarte, entende-se necessário que seja</p><p>reformada a mencionada decisão, pelos fatos e fundamentos a seguir expostos.</p><p>II. DAS PRELIMINARES</p><p>Arguir eventuais causas extintivas da punibilidade e/ou vícios processuais.</p><p>III. DO MÉRITO</p><p>Desenvolver as teses cabíveis, apontando os dispositivos legais pertinentes.</p><p>IV. DOS PEDIDOS</p><p>Ex.: Ante o exposto, requer o CONHECIMENTO e o PROVIMENTO deste</p><p>Recurso em Sentido Estrito a fim de reformar a decisão recorrida para que o réu seja</p><p>absolvido sumariamente, em decorrência da presença da excludente de ilicitude referente à</p><p>legítima defesa, de acordo com o artigo 415, inciso IV do Código de Processo Penal c/c artigo</p><p>25 do Código Penal.</p><p>Subsidiariamente, pugna-se pela reforma da decisão de pronúncia a fim de que seja</p><p>decotada a qualificadora consistente no recurso que dificultou a defesa da vítima, posto que</p><p>manifestamente improcedente, por não encontrar amparo no conjunto probatório acostado aos</p><p>autos.</p><p>Local, Data (prazo de CINCO dias)</p><p>Aqui, será utilizado o mesmo prazo do termo de interposição, posto que termo e razões estão</p><p>sendo interpostos em conjunto e, portanto, na mesma data).</p><p>Advogado, OAB n°...</p>