Prévia do material em texto
<p>ESCOLA DE SAÚDE DA MARINHA</p><p>C-ESPC-EF 2019</p><p>B-14, B-21, B-23, B-26, B-27, B-29</p><p>APENDICECTOMIA</p><p>RIO DE JANEIRO</p><p>2019</p><p>ESCOLA DE SAÚDE DA MARINHA</p><p>C-ESPC-EF 2019</p><p>B-14, B-21, B-23, B-26, B-27, B-29</p><p>APENDICECTOMIA</p><p>Pesquisa apresentada ao C-ESPC-</p><p>EF 2019 da Escola de Saúde da</p><p>Marinha, a ser utilizado como objeto</p><p>de avaliação individual e/ou coletiva.</p><p>RIO DE JANEIRO</p><p>2019</p><p>SUMÁRIO</p><p>1. INTRODUÇÃO: O APÊNDICE .......................................................................4</p><p>2. O QUE É APENDICITE? ................................................................................4</p><p>..</p><p>3. PRINCIPAIS SINTOMAS ............................................................................5-6</p><p>4. TRATAMENTO DA APENDICITE ..................................................................6</p><p>5. APENDICECTOMIA .......................................................................................6</p><p>6. TIPOS DE APENDICECTOMIA ..................................................................6-7</p><p>7. DIAGNÓSTICO ...............................................................................................7</p><p>8. EXAME LABORATORIAL E FÍSICO .............................................................7</p><p>9. POSIÇÃO CIRÚRGICA E ANESTESIA UTILIZADA .....................................7</p><p>10. CUIDADOS DE ENFERMAGEM (PRÉ, TRANS E PÓS OPERATÓRIO)......8</p><p>11. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO RPA ................................................9</p><p>12. ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL ........................................................................9</p><p>13. POSSÍVEIS COMPLICAÇÕES ....................................................................10</p><p>14. ORIENTAÇÕES DE ALTA ...........................................................................10</p><p>15. CONCLUSÃO ...............................................................................................10</p><p>16. REFERÊNCIAS ............................................................................................11</p><p>O APÊNDICE</p><p>O apêndice é uma pequena extensão tubular que termina em fundo cego. Com</p><p>formato de uma pequena bolsa, ele possui cerca de 10 cm e apresenta ligação com</p><p>a primeira parte do intestino grosso.</p><p>Ele está localizado na região inferior direita do abdômen, no ceco, que por sua vez</p><p>está ligado à primeira porção do intestino grosso.</p><p>Localização anatômica:</p><p>O que é Apendicite?</p><p>A apendicite é a inflamação do apêndice - uma região do intestino grosso,</p><p>resquício do processo evolutivo, que pode causar dor quando inflamado. As suas</p><p>causas ainda não são bem esclarecidas. Porém, acredita-se que a obstrução do</p><p>intestino com fezes ou gordura resulte no desenvolvimento da inflamação e inchaço</p><p>do apêndice. Com a inflamação do apêndice sem tratamento é possível que ele sofra</p><p>uma ruptura, que pode provocar uma infecção grave e causar risco à vida.</p><p>Sintomas de Apendicite</p><p>O principal sintoma da apendicite é dor abdominal, que varia de acordo com a</p><p>idade da pessoa e da posição do seu apêndice ("bolsa" presa na parte final do</p><p>cólon) inflamado.</p><p>Geralmente, o primeiro sinal é dor na região próxima ao umbigo, que pode</p><p>ser fraca no início, mas vai se tornando cada vez mais aguda e grave conforme as</p><p>horas passam.</p><p>A medida que aumenta a inflamação no apêndice, num processo que varia de</p><p>12 a 18 horas, a dor tende a se mover para baixo e à direita - local diretamente</p><p>acima do apêndice, também chamado ponto de McBurney.</p><p>Outros sintomas de apendicite, que aparecem junto com a dor são:</p><p>- Náuseas; - Apetite reduzido;</p><p>- Febre baixa; - Vômitos.</p><p>Se o apêndice se rompe, a dor pode desaparecer por um breve período e a</p><p>pessoa se sente melhor repentinamente. No entanto, uma vez que o revestimento</p><p>da cavidade abdominal fica inflamada e infectada (uma condição chamada</p><p>peritonite), a dor piora e os sintomas se intensificam - principalmente quando a</p><p>pessoa caminha ou tosse.</p><p>Sintomas posteriores incluem:</p><p>- Calafrios; - Febre;</p><p>- Constipação; - Diarreia;</p><p>- Perda de apetite; - Náuseas e vômitos;</p><p>- Tremores.</p><p>Tratamento da Apendicite</p><p>Nos quadros de apendicite é comum a retirada do órgão através de cirurgia e</p><p>o uso de antibióticos. Após identificação de uma possível apendicite é feito tratamento</p><p>com antibióticos para que seja realizada a retirada do apêndice. A cirurgia é o</p><p>tratamento principal para apendicite, pois caso esteja infectado ele pode se romper e</p><p>causar danos à saúde. Estima-se que 1 em cada 13 pessoas desenvolvam a</p><p>apendicite em algum momento da vida.</p><p>APENDICECTOMIA</p><p>Também conhecida como “cirurgia de apendicite”, a apendicectomia é indicada</p><p>para a remoção do apêndice, que sofreu com algum tipo de obstrução e desencadeou</p><p>sua inflamação e infecção, a conhecida apendicite que é a infecção do apêndice. Este</p><p>é um procedimento cirúrgico que costuma ser feito quando o paciente apresenta</p><p>sinais de apendicite, dores abdominais fortes e localizadas, febre e mal-estar.</p><p>TIPOS DE APENDICECTOMIA</p><p>Existem dois tipos de cirurgia de apendicectomia:</p><p>• Cirurgia de apendicite por laparoscopia: Na maioria das vezes, a cirurgia é feita</p><p>através da laparoscopia, por ser menos invasiva e deixar cicatrizes menores no</p><p>paciente. Esse é um tipo de operação indicada atualmente em sua grande maioria</p><p>dos casos. No procedimento, são feitas pequenas incisões de no máximo dois</p><p>centímetros, por onde é introduzido o material como as pinças e câmera para a</p><p>realização da cirurgia, que permite que o cirurgião observe toda a região através de</p><p>um monitor.</p><p>• Cirurgia de apendicite convencional: Já a cirurgia convencional, o cirurgião</p><p>promove uma incisão maior, ao lado direito do abdômen do paciente, com</p><p>aproximadamente cinco centímetros. O órgão é retirado manualmente, e por isso o</p><p>tempo de recuperação do paciente acaba sendo maior do que no procedimento feito</p><p>pela laparoscopia, e a cicatriz é mais aparente.</p><p>DIAGNÓSTICO</p><p>O diagnóstico da apendicite é difícil devido ao grande número de casos que</p><p>apresentam apenas alguns, ou até nenhum sintoma específico. Pode ser feito através</p><p>de exame físico ou laboratorial.</p><p>EXAME LABORATORIAL</p><p>Análises do sangue poderão mostrar leucocitose (aumento da quantidade de</p><p>leucócitos). O diagnóstico pode ser confirmado pelo cirurgião durante uma</p><p>laparotomia exploradora.</p><p>EXAME FÍSICO</p><p>Pressionando-se levemente o abdômen na área dolorida e interrompendo-se</p><p>repentinamente a pressão, a dor aumenta (sensibilidade de rebote). Ao se tocar o</p><p>abdômen pode ocorrer espasmo dos músculos abdominais se uma peritonite estiver</p><p>aparecendo. O exame retal causa dor localizada no lado direito.</p><p>ANESTESIA UTILIZADA</p><p>É possível a utilização da raquianestesia, anestesia geral e peridural. Porém a mais</p><p>utilizada e indicada é a ANESTESIA GERAL.</p><p>POSIÇÃO CIRÚRGICA</p><p>O paciente é colocado em decúbito dorsal, porém antes da cirurgia recomenda-</p><p>se colocar o paciente na posição de Fowler para aliviar a dor.</p><p>CUIDADOS DE ENFERMAGEM</p><p>PRÉ-OPERATÓRIO</p><p>- Proporcionar medidas não medicamentosas para alívio da dor,através da promoção</p><p>do conforto;</p><p>- Dar apoio psicológico é um aspecto muito importante que a enfermagem deve ter</p><p>em conta, já que o impacto que a situação clínica provoca no paciente e na família é</p><p>de medo em relação à intervenção cirúrgica;</p><p>- Esclarecer qualquer dúvida que a família ou o paciente apresentem, e explicar</p><p>sempre todos os procedimentos com vista a diminuir a ansiedade e o medo que estes</p><p>possam</p><p>apresentar;</p><p>TRANS-OPERATÓRIO</p><p>Os cuidados de enfermagem não se restringem somente à prestação de</p><p>cuidados diretos ao paciente. Para que o procedimento cirúrgico possa ocorrer, são</p><p>necessárias certas condições que a enfermagem deve prover:</p><p>• Preparo da sala de cirurgia;</p><p>• Recepção no Centro Cirúrgico;</p><p>• Transporte para a sala de cirurgia;</p><p>• Preparo para a Anestesia;</p><p>• Exercer sua função, perfeitamente, durante o ato cirúrgico.</p><p>PÓS-OPERATÓRIO</p><p>- Manter a cama em posição horizontal;</p><p>- Promoção da limpeza e ordem de todo o ambiente - Cobri-lo e agasalhá-lo de acordo</p><p>com a necessidade;</p><p>- Observar o gotejamento do soro e sangue;</p><p>- Deixar oxigênio com equipamento completo;</p><p>- Verificar o curativo colocado no local operado, se está seco ou com sangue; e</p><p>- Manter o curativo fechado por 24 – 48 horas.</p><p>ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA RPA</p><p>O principal objetivo da enfermagem nessa unidade é cuidar do paciente no</p><p>atendimento imediato das suas necessidades humanas básicas, a fim de que haja</p><p>pronto restabelecimento das funções orgânicas vitais.</p><p>-Solicitar a presença de um anestesista;</p><p>-Permanecer na RPA até o paciente recuperar 50% a 75% dos sinais vitais;</p><p>-Avaliar sinais vitais de 15 em 15 minutos, depois de 30 em 30 minutos;</p><p>-Avaliar oxigenação, estimulando o movimento respiratório;</p><p>-Observar ocorrência de vômitos, lateralizar a cabeça;</p><p>-Limpar vias aéreas e aspirar se necessário;</p><p>-Manter vigilância, manter curativo limpo e seco;</p><p>-Tomar medidas para aliviar a dor;</p><p>- Realizar balanço hídrico;</p><p>- Proporcionar conforto e segurança;</p><p>- Informar a família sobre o estado do paciente.</p><p>Alimentação saudável</p><p>O paciente, após a operação, deverá seguir uma dieta com alimentos saudáveis,</p><p>como:</p><p>• Legumes; • Peixes.</p><p>• Frutas; • Carne branca;</p><p>Nas primeiras 24 horas, é importante ingerir uma grande quantidade de líquido,</p><p>sendo água e suco, e consumir apenas alimentos pastosos ou semissólidos, como</p><p>mingau, iogurtes, purê, entre outros.</p><p>Alimentos gordurosos e doces devem ser evitados no primeiro dia depois da</p><p>operação. Carne vermelha, frituras, chocolate, bolacha, queijo, sorvete e molho não</p><p>são indicados. O ideal é comer alimentos ricos em fibras, ou seja, aveia e cereais</p><p>integrais que auxiliam no bom funcionamento do intestino.</p><p>Todas as refeições deverão ser feitas de maneira fracionada e em pequenas</p><p>quantidades. É recomendada também a ingestão de dois litros de água por dia, para</p><p>manter a hidratação.</p><p>POSSÍVEIS COMPLICAÇÕES</p><p>As complicações deste tipo de cirurgia são raras, mas pode acontecer algo</p><p>como a prisão de ventre e até mesmo, a infecção da ferida. Quando o paciente</p><p>apresenta vermelhidão, dores frequentes e febre acima de 38 graus, o médico deverá</p><p>ser informado imediatamente.</p><p>ORIENTAÇÃO DE ALTA</p><p>Um dos cuidados é dar orientações ao cliente e a seus familiares que ajudarão</p><p>após a alta, ou seja, quando este se encontrar em ambiente domiciliar. Informar que</p><p>poderá retomar todas as atividades normais dentro de duas a quatro semanas.</p><p>Devem ser dadas todas as instruções de rotina relativas a vigilância da ferida</p><p>operatória que são:</p><p>Se não estiver com o curativo:</p><p>- Deve-se lavar com soro fisiológico e secar suavemente com gaze estéril,</p><p>- Se molhar o curativo, troque-o, mas lembre-se que isto deve ser realizado com soro</p><p>fisiológico cubra com gaze e coloque esparadrapo hipoalergênico e gaze estéril.</p><p>Se estiver com sutura (pontos):</p><p>- Manter a ferida seca e limpa,</p><p>Após a retirada da sutura:</p><p>Depois de removidas as suturas, a ferida, embora pareça cicatrizada, ainda é sensível</p><p>e deve continuar a cicatrizar por várias semanas. Por isso:</p><p>-Evite exercícios vigorosos e levantamento de objetos pesados;</p><p>-Mantenha a linha de sutura limpa, e</p><p>-Se o local ainda permanecer vermelho e doloroso, e apresentar quaisquer sintomas</p><p>indicativos de infecção consulte seu médico o mais rapidamente possível.</p><p>CONCLUSÃO</p><p>Normalmente, os pacientes que fazem essa cirurgia, ficam no hospital sob</p><p>observação por, aproximadamente, 3 dias após o ato cirúrgico (se o apêndice não</p><p>supurou), e, normalmente, se curam totalmente. Para que isso ocorra, os cuidados</p><p>de enfermagem devem ser realizados com eficiência e eficácia, desde a internação</p><p>do paciente, até a sua alta hospitalar.</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>https://www.todamateria.com.br/apendice/</p><p>https://www.minhavida.com.br/saude/temas/apendicite</p><p>https://profluizcarneiro.com.br/servicosprestados/intestino-grosso-e-</p><p>delgado/apendicectomia/</p><p>-http://www.pdamed.com.br/diciomed/pdamed_0001_02085.php -NETTINA, S.M</p><p>Prática de enfermagem. 7ªed. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 2003 -</p><p>TORTORA, G.J; GRABOWSKI, S.R. Princípios de Anatomia e fisiologia. 9ªe. Rio de</p><p>janeiro, Guanabara Koogan, 2002 - BARBARIE, R.L; MICELI, T.R. Enfermagem</p><p>Médica e Hospitalar. 1ªEd. Rideel, 2007</p><p>-http://adam.sertaoggi.com.br/encyclopedia/ency/article/000256</p><p>-http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?31 -http://www.bibliomed.com.br/book/</p><p>-http://www.infopedia.pt/$apendicectomia</p>