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<p>Traumatismo Crânio</p><p>Encefálico</p><p>PROFª ALLYSIÊ CAVINA</p><p>2022</p><p>Terminologia</p><p>• Qualquer agressão de ordem traumática</p><p>ocasionando uma lesão anatômica ou</p><p>comprometimento funcional do couro</p><p>cabeludo, crânio, meninges, encéfalo ou</p><p>seus vasos</p><p>• Insulto para o cérebro, gerado por uma</p><p>força física externa, que pode produzir um</p><p>estado diminuído ou alterado de</p><p>consciência, a qual pode resultar em</p><p>deficiência da capacidade cognitiva, do</p><p>funcionamento físico, distúrbios</p><p>comportamentais e emocionais</p><p>• Principal causa de morte de pessoas entre 5 a 44 anos</p><p>• Correspondente a 10% das mortes</p><p>• Predomínio no sexo masculino (73%)</p><p>• Alta taxa de mortalidade (5-50%)</p><p>• Brasil: 500 mil novos casos anualmente</p><p>• Altos custos em saúde</p><p>Epidemiologia</p><p>Epidemiologia</p><p>Etiologia</p><p>✓ Causas principais – acidentes de veículos (adolescentes e adultos jovens)</p><p>✓ Quedas (crianças e idosos)</p><p>✓ Violência (FAF e FAB)</p><p>✓ Esportes;</p><p>Estágios da lesão</p><p>Lesão primária: resultante da ação mecânica agindo diretamente nos neurônios,</p><p>vasos sanguíneos e nas células glias</p><p>✓ Fraturas, contusões, laceração de pele</p><p>Estágios da lesão</p><p>Lesão secundária: inicia no momento da lesão, mas a clínica visível dentro de horas a</p><p>semanas e são resultados de processos inflamatórios, neuroquímicos e metabólicos</p><p>✓ HIC; isquemia; edema; infecção</p><p>Estágios da lesão</p><p>Como resultantes de uma cascata de eventos posteriores ao trauma inicial,</p><p>incluem-se:</p><p>Lesão axonal</p><p>Comprometimento</p><p>de fluxo sanguíneo</p><p>cerebral</p><p>Alterações</p><p>metabólicas</p><p>Edema</p><p>Aumento da</p><p>PIC</p><p>Aumento da</p><p>permeabilidade</p><p>da BHE</p><p>Influxo de</p><p>cálcio</p><p>Aumento do</p><p>estresse</p><p>oxidativo</p><p>Lesões geradas por radicais livres, liberação de neurotransmissores excitatórios e morte celular</p><p>Estático</p><p>• Depende da circunstância- fraturas:</p><p>Mecanismo de lesão</p><p>Dinâmico</p><p>Estático</p><p>• Impacto: ocorre pela ação de uma força de contato, levando à deformação da</p><p>calota craniana, resultando em fraturas ou ondas de choque, que acarretam a</p><p>deformação do encéfalo</p><p>✓ Golpe e contragolpe</p><p>Mecanismo de lesão</p><p>Dinâmico</p><p>Estático</p><p>• Impulsiva – forças inerciais</p><p>• Aceleração e desaceleração</p><p>• Rotação – gera uma aceleração centrada na região</p><p>cervical baixa, com deformação encefálica</p><p>Mecanismo de lesão</p><p>Dinâmico</p><p>Lesões primárias</p><p>Fisiopatologia</p><p>Lesões secundárias</p><p>Lesão no couro cabeludo Fraturas contusões Lesão nas meninges</p><p>Lesões primárias</p><p>Fisiopatologia</p><p>Lesões secundárias</p><p>LAD</p><p>Lesão de pares</p><p>cranianos</p><p>Lesões primárias</p><p>Fisiopatologia</p><p>Lesões secundárias</p><p>HSA HED HSD</p><p>Hematoma</p><p>Intraparenquimatoso</p><p>Edema cerebral</p><p>Lesões primárias</p><p>Fisiopatologia</p><p>Lesões secundárias</p><p>higroma Swelling Fístulas liquóricas</p><p>Quadro clínico</p><p>• Alteração do nível de consciência</p><p>• Resposta ocular</p><p>• Pupilas fotoreagentes ou não</p><p>• Hipertensão intracraniana</p><p>• Déficit motor (imediato ou tardio)</p><p>• Alteração de sensibilidade</p><p>• Alterações do tipo frontal</p><p>• Alterações de reflexos</p><p>• Disfunções autonômicas</p><p>• Alteração do ritmo e padrão respiratório</p><p>Quadro clínico</p><p>Classificação</p><p>Classificação</p><p>Espaços meníngeos</p><p>Hematoma extradural</p><p>Hematoma extradural</p><p>• Forma biconvexa, homogênea, hiperdenso e</p><p>acompanhado de efeito de massa</p><p>• Mortalidade baixa de 0-5%</p><p>• Prognóstico depende do diagnostico e</p><p>tratamento precoce, nível de consciência da</p><p>admissão, idade e presença de lesões</p><p>associadas</p><p>Hematoma extradural</p><p>• Intervalo lúcido – “melhora da Morte” –</p><p>“Talk and Die”</p><p>• Evolução aguda em 50% dos casos – coma</p><p>ou deterioração neurológica</p><p>• 10-30% subagudo – 24-48h</p><p>• 20% evolução crônica –</p><p>comprometimento venoso</p><p>Tomografia de Crânio</p><p>• Forma biconvexa</p><p>• Hiperdensa/Isodensa/Hipodensa</p><p>• Efeito de massa</p><p>• Edema</p><p>Pode conter áreas menos densas –</p><p>hemorragia em atividade</p><p>Hematoma extradural</p><p>Hematoma Subdural</p><p>• Menos grave – normalmente é venosa</p><p>Hematoma Subdural</p><p>• Hematoma venoso (menos grave)</p><p>• Laceração das veias corticais</p><p>• Ocorre absorção</p><p>• Efeito de decantação</p><p>Hematoma Subdural/Extradural</p><p>• Em 50% dos casos há lesões associadas: edema cerebral, lesão axonal</p><p>difusa (LAD) e contusões</p><p>• Constituem até 60% dos hematomas pós-traumáticos</p><p>• Mais comum em lesões que envolvem rápida movimentação da</p><p>cabeça como as quedas e as agressões</p><p>Hematoma Subdural</p><p>Hemorragia Subaracnóidea</p><p>• Mistura do líquor que é</p><p>hipodenso com o sangue que é</p><p>hiperdenso</p><p>• Em aproximadamente 4 dias não</p><p>da mais pra ver a hemorragia –</p><p>normalmente é absorvido</p><p>Lesão Axonal Difusa</p><p>• Lesão primária, difusa, que leva a um estiramento do axônio no momento</p><p>do trauma</p><p>• Não é na substancia cinzenta e sim na transição com a substancia branca</p><p>Mecanismo: forças de cisalhamento consequente à aceleração rotacional</p><p>da cabeça</p><p>• Efeito rotacional diferente na substancia cinzenta e branca</p><p>Lesão Axonal Difusa</p><p>• Concentra-se nas regiões laterais</p><p>inter-hemisféricas e porção do TE</p><p>• Grau 1- lesões focais na junção</p><p>entre substancia branca e</p><p>cinzenta</p><p>• Grau 2- lesão do corpo caloso</p><p>• Grau 3 – lesão de TE</p><p>Lesão Axonal Difusa</p><p>• Tomografia frequentemente</p><p>normal – mesmo pcte grave</p><p>• Há dissociação entre a imagem e</p><p>a clínica</p><p>• Pequenos focos hemorrágicos</p><p>(quando a tomografia não está</p><p>normal)</p><p>Diagnóstico</p><p>• História</p><p>• Exame neurológico</p><p>• Raio-X de crânio</p><p>• Neuroimagem</p><p>• Angiografia cerebral</p><p>Tratamento médico</p><p>• Medidas gerais de suporte</p><p>• Monitorização e controle da PIC</p><p>✓5-10 mmHg</p><p>✓20 mmHg – aceitável</p><p>✓20-40 mmHg –hipertensão</p><p>✓40-60 mmHg – não há vida</p><p>• Medicamentoso</p><p>• Cirurgico</p><p>Tratamento médico</p><p>Prognóstico</p><p>• Depende do tipo, local e gravidade da lesão</p><p>• Outros fatores: idade, socorro especializado,</p><p>Glasgow na admissão, achados na TC,</p><p>respostas pupilares, HIC persistente,</p><p>tratamento adequado</p><p>• Recuperação a longo prazo é possível além</p><p>de 1 ano após a lesão</p><p>Pressão intracraniana</p><p>• Sinais de descompensação da HIC</p><p>✓Diminuição do nível de consciência</p><p>(rebaixamento)</p><p>✓Resposta pupilar fraca</p><p>✓Anisocoria (alteração do diâmetro da pupila)</p><p>✓Alteração do padrão respiratório</p><p>• Reabilitação aguda no hospital no qual foi atendido logo após o</p><p>trauma, com o objetivo de garantir a sobrevida da pessoa e evitar</p><p>maiores complicações</p><p>• Reabilitação subaguda, ainda durante a internação, com objetivo de</p><p>reduzir os prejuízos do TCE, aumentar a independência física, cognitiva</p><p>e psicossocial, compensar a deficiência e minimizar o sofrimento</p><p>• Reabilitação ambulatorial, na fase crônica, que além de dar</p><p>continuidade aos objetivos estabelecidos na fase subaguda no contexto</p><p>fora do hospital, tem como foco reintegrar pessoa na comunidade e</p><p>manter a qualidade de vida</p><p>Reabilitação</p><p>• Os objetivos da reabilitação precoce na fase aguda são: minimizar</p><p>lesões secundárias e deficiências, prevenindo complicações</p><p>decorrentes do imobilismo (como: úlceras de pressão, limitações</p><p>articulares, contraturas, espasticidade, infecções pulmonares,</p><p>trombose venosa profunda e distúrbios neurovegetativos); facilitar a</p><p>interação com o meio; promover o desmame progressivo dos suportes</p><p>de cuidado intensivo e prover informação adequada às famílias</p><p>Reabilitação aguda no hospital</p><p>• Os objetivos da reabilitação precoce na fase aguda são: minimizar</p><p>lesões secundárias e deficiências, prevenindo complicações</p><p>decorrentes do imobilismo (como: úlceras de pressão, limitações</p><p>articulares, contraturas, espasticidade, infecções pulmonares,</p><p>trombose venosa profunda e distúrbios neurovegetativos); facilitar a</p><p>interação com o meio; promover o desmame progressivo dos suportes</p><p>de cuidado intensivo e prover informação adequada às famílias</p><p>Reabilitação aguda no hospital</p><p>Abordagem da espasticidade</p><p>• Além das medidas físicas, da cinesioterapia e das órteses, quando</p><p>vários grupos musculares estão acometidos, o paciente pode ter a</p><p>indicação de tratamento medicamentoso sistêmico, que contribui</p><p>com a redução do tônus</p><p>• Toxina botulínica tipo A, permitindo uma ação mais localizada, nas</p><p>regiões necessárias, para cada caso</p><p>Reabilitação físcia</p><p>Traumatismo Crânio</p><p>Encefálico</p><p>PROFª ALLYSIÊ CAVINA</p><p>2022</p>