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<p>AO EGRÉGIO PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO</p><p>PROCESSO DE ORIGEM: XXXXX</p><p>ASSOCIAÇÃO DOS MORADORES DO BAIRRO PINHEIRINHO, inscrita no CNPJ n.</p><p>(XXXXXX), usuária do endereço eletrônico (e-mailXXXXX), vem por meio do seu</p><p>representante legal (qualificação), com procuração anexada neste presente recurso, apresentar:</p><p>AGRAVO DE INSTRUMENTO</p><p>contra decisão proferida pelo Juízo da 1ª Vara Cível da Comarca de São José dos Campos,</p><p>indeferindo pedido de liminar, movida em face de COMPANHIA BANDEIRANTE DE</p><p>ÁGUAS-CBA, inscrita no CNPJ XXXXX eletrónico (e-mailXXXXXXX), com endereço</p><p>completo XXXXXX.</p><p>Com base no art 1015 do CPC, é cabível o recurso de Agravo de Instrumento frente a decisões</p><p>interlocutórias que versam sobre o deferimento ou não de tutela antecipada de urgência com</p><p>prazo de 15(quinze) dias uteis após a publicação da decisão, tendo isto em vista o recurso é</p><p>cabível e tempestivo.</p><p>A parte agravante com endereço XXXXXX, seu advogado XXXXX</p><p>A parte agravada tem endereço XXXXXX, seu advogado XXXXX</p><p>Com base no art 1017 informa-se que as seguintes peças instruem este recurso:</p><p>-Petição Inicial</p><p>-Contestação</p><p>-Petição ou ato que ensejou a decisão ajuizada</p><p>-Decisão Agravada</p><p>-Procuração dos Advogados</p><p>-Documentos que comprovam o recolhimento da custas</p><p>Informa-se que os autos do agravo de instrumento serão juntados no juízo de primeira</p><p>instância, acompanhados do pedido de reconsideração com fulcro no art 1018 do CPC.</p><p>Requer o efeito suspensivo e devolutivo, incluindo a Tutela de Urgência, com base no art 300</p><p>do CPC, pois há perigo de demora e probabilidade do direito.</p><p>Nestes termos pede o deferimento.</p><p>CIDADE, DATA</p><p>ADVOGADO-OAB</p><p>RAZÕES RECURSAIS</p><p>AGRAVANTE: Associação dos Moradores do Bairro Pinheirinho</p><p>AGRAVADO:COMPANHIA BANDEIRANTE DE ÁGUAS - CBA</p><p>Nº DO PROCESSO:XXXXX</p><p>AO EGRÉGIO PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO</p><p>1-SÍNTESE DOS FATOS</p><p>A Creche Primeira Infância, mantida pela agravante, atende a população carente da região em</p><p>que se situa, portanto, em virtude do não pagamento das três últimas contas referente ao</p><p>fornecimento de água para a creche foi suspenso pela agravada, concessionária local do</p><p>serviço de abastecimento de água. Buscando a reativação do fornecimento, a ora agravante</p><p>ajuizou ação pelo procedimento comum,com pedido antecipação de tutela em face da</p><p>recorrida. Antes da apresentação da contestação, mesmo com o pedido de reconsideração, o</p><p>MM. Juízo de origem indeferiu a tutela antecipada, sob o fundamento de que a prestação de</p><p>serviço de abastecimento de água insere-se no bojo de uma relação de natureza contratual</p><p>bilateral, razão pela qual se justifica a suspensão do fornecimento no caso de não pagamento</p><p>das faturas mensais.</p><p>No entanto a sentença proferida deve ser anulada ou se não for o caso reformulada, sendo a</p><p>decisão por interlocutória, cabível o recurso de agravo de instrumento.</p><p>2-DO MÉRITO</p><p>2.1-DO INCONFORMISMO COM A DECISÃO</p><p>Foi INDEFERIDA a tutela antecipada a agravante, ocorre que tal decisão não deve prosperar,</p><p>tendo um vista que com fulcro no artigo 22 do Código de Defesa do Consumidor, os órgãos</p><p>públicos, por si ou suas empresas, concessionárias, permissionárias ou sob qualquer outra</p><p>forma de empreendimento, são obrigados a fornecer serviços adequados, eficientes, seguros e,</p><p>quanto aos essenciais, contínuos. E tendo em vista que o fornecimento de água de encaixa</p><p>perfeitamente em essenciais, e também sendo que a falta pode causar danos a creche mantida</p><p>pela agravante, sendo impossível o funcionamento desta, consequentemente os pais não</p><p>conseguiram ter um local para deixar seus filhos. O magistrado de primeira instância, ao</p><p>declarar que "a prestação de serviço de fornecimento de água faz parte de uma relação</p><p>contratual bilateral", justificou a interrupção do fornecimento pelo inadimplemento. O serviço</p><p>é essencial e a parte agravada detém o monopólio do fornecimento, o que desqualifica a</p><p>alegada natureza de contrato bilateral simples.</p><p>2.2- DO PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA</p><p>O pedido da tutela antecipada pode ser justificado pela probabilidade do direito e o perigo da</p><p>demora, com fulcro no artigo 300 do CPC, portanto, a probabilidade do direito é clara no</p><p>artigo 22 do CDC, que deixa claro que o serviço essencial deve ser contínuo, e todos sabemos</p><p>que a água é um serviço essencial, portante este recurso não pode ser cessado pela agravada,</p><p>já o perigo de dano pode ser comprovado tendo como fundamento que a água é essencial para</p><p>o ser humano, portanto, não ha como a creche funcionar sem água, causando prejuízo a</p><p>comunidade.</p><p>Comprovados os requisitos legais com base no artigo 300 do CPC, é imperativo conceder a</p><p>tutela antecipada solicitada, conforme também o artigo 1.019, inciso I, do CPC, para ordenar a</p><p>imediata reativação do fornecimento de água à parte agravante.</p><p>3-DOS PEDIDOS</p><p>Diante do exposto, requer-se:</p><p>3.1-Deferimento da tutela antecipada.</p><p>3.2-Efeito suspensivo e devolutivo do recurso</p><p>3.3-reforma da decisão do juiz de 1ª instancia</p><p>3.4- Comunicação ao Juiz de 1º grau.</p><p>Nestes termos pede o deferimento.</p><p>Local e data</p><p>Advogado/OAB</p>