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ALUNAS: RAFAELA MIRANDA SANTOS E RAFAELA EMANUELLE PEREIRA DA CRUZ EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA VARA CÍVEL/COMARCA] DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS SP A Reclamada Associação dos Moradores do Bairro Pinheirinho, pessoa jurídica de direito privado, com CNPJ n° XXXX, localizada à [endereço completo], por meio de seu advogado, cujo escritório se encontra em [endereço do advogado], para fins de intimações e notificações, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, com fundamento nos artigos 1.015 e seguintes do Código de Processo Civil, interpor o presente AGRAVO DE INSTRUMENTO COM PEDIDO DE EFEITO SUSPENSIVO em face da decisão proferida pelo MM. Juízo da Vara Cível da Comarca de São José dos Campos/SP, nos autos do processo n° XXXX, que indeferiu a tutela antecipada solicitada para assegurar a reativação do fornecimento de água pela Companhia Bandeirante de Águas CBA à Creche Primeira Infância, administrada pela agravante. NOMES E ENDEREÇOS DOS ADVOGADOS Da Agravante: Nome do Advogado, inscrito na OAB/MG sob o n° XXX.XXX, com escritório na Avenida XXX, n° XX sala XX, XX, João Monlevade/MG, CEP XXX Do Agravado: Procuradoria da Companhia Bandeirantes de Águas DA TEMPESTIVIDADE Nos termos do artigo 1.015 do Código de Processo Civil, o agravo de instrumento é cabível contra decisões interlocutórias que versam sobre a concessão ou negativa de tutela antecipada. prazo para interposição deste recurso é de 15 (quinze) dias úteis contados a partir da publicação da decisão. A decisão que se pretende revisar foi publicada há 6 (seis) dias, confirmando que o agravo está sendo interposto tempestivamente, dentro do prazo legal estabelecido. FORMAÇÃO DO INSTRUMENTOa) Preparo: A agravante está isenta do pagamento de preparo, em virtude de ser beneficiária da Gratuidade de Justiça. b) Peças obrigatórias e facultativas: Considerando que se trata de processo eletrônico, a agravante não precisa formar fisicamente o instrumento, conforme artigo 1.017, § 5° do CPC. Assim sendo, requer-se a Vossa Excelência, ao receber as razões e documentos que acompanham este recurso, que conceda efeito suspensivo à decisão agravada, conforme disposto no artigo 1.019, inciso I, do CPC, e que o agravo seja encaminhado para apreciação deste Egrégio Tribunal, para que a decisão interlocutória do Juízo "a quo" seja revisada e, se for o caso, reformada. Nesses termos, pede deferimento. [Local], [Data] Advogado - OAB [Número] RAZÕES DE AGRAVO DE INSTRUMENTO Agravante: Associação dos Moradores do Bairro Pinheirinho Agravado: Companhia Bandeirante de Águas - CBA Processo XXXX EGRÉGIO TRIBUNAL, COLENDA CÂMARA I. DOS FATOS A presente medida visa contestar a decisão do Juízo da Vara Cível de São José dos Campos, que rejeitou o pedido de tutela antecipada formulado pela Agravante. A decisão em questão considerou que a suspensão do fornecimento de água estava justificada pela falta de pagamento das faturas. A Creche Primeira Infância, uma instituição dedicada ao atendimento de crianças em situação de vulnerabilidade, depende da continuidade do fornecimento de água para suas operações, uma vez que este é um serviço essencial. II. RAZÕES RECURSAIS1. Direito à Prestação Ininterrupta de Serviço Essencial A relação entre a Creche Primeira Infância e a Companhia Bandeirante de Águas é claramente uma relação de consumo, conforme os artigos 2° e 3° do Código de Defesa do Consumidor (CDC). A água fornecida é essencial para a realização das atividades da creche, que atende a crianças carentes. O artigo 22 do CDC exige que serviços essenciais sejam fornecidos de forma adequada, eficiente e contínua. A água é um serviço fundamental para a dignidade humana e saúde pública. A suspensão do fornecimento, devido a inadimplência, não pode prevalecer sobre direitos constitucionais como a vida e saúde, previstos nos artigos 6° e 196 da Constituição Federal. 2. Proteção à População Vulnerável e Respeito à Dignidade Humana A interrupção do fornecimento de água compromete diretamente uma instituição que desempenha um papel vital no cuidado de crianças em situação de vulnerabilidade. A falta de água prejudica a higiene, alimentação e bem- estar das crianças atendidas. A jurisprudência tem estabelecido que, para serviços essenciais, especialmente aqueles que impactam a saúde e segurança de grupos vulneráveis, o fornecimento deve ser mantido mesmo diante de inadimplemento temporário (TJSP, Apelação n° 183.812-5/SP). 3. Proibição de Abuso de Direito pela Concessionária Embora a Lei de Concessões (Lei n° 8.987/1995) permita a interrupção do fornecimento por inadimplência, essa medida deve ser aplicada com cautela, especialmente quando afeta serviços essenciais à coletividade. O princípio da função social do contrato e a proibição de abuso de direito (artigo 187 do Código Civil) devem ser considerados, pois a suspensão abrupta compromete o interesse público e a saúde das crianças atendidas. 4. Pedido de Concessão da Tutela Provisória de Urgência O pedido de tutela de urgência está embasado no artigo 300 do CPC, que permite a antecipação dos efeitos da tutela quando há probabilidade do direito e risco iminente de dano. A continuidade da suspensão do fornecimento de água representa um risco irreparável ao atendimento das crianças, justificando a concessão da tutela antecipada para restabelecimento imediato do serviço. III. PEDIDOS Diante do exposto, a Agravante solicita a Vossa Excelência: 1. Concessão de Efeito Suspensivo: Que seja concedido efeito suspensivo ao presente agravo, conforme artigo 1.019, inciso I, do CPC,para determinar a imediata reativação do fornecimento de água pela Companhia Bandeirante de Águas - CBA à Creche Primeira Infância. 2. Deferimento da Tutela Provisória de Urgência: Que, com base nos artigos 300 e 1.019 do CPC, seja deferida a tutela de urgência para assegurar a continuidade do fornecimento de água à Creche Primeira Infância, dada a natureza urgente e essencial do serviço para a instituição. 3. Remessa dos Autos ao Egrégio Tribunal: Que, após a análise das razões e documentos apresentados, os autos sejam remetidos à apreciação deste Egrégio Tribunal, para revisão e possível reforma da decisão interlocutória proferida pelo Juízo "a quo". 4. Isenção de Preparo: Que seja reconhecida a isenção de preparo, em razão da gratuidade de justiça concedida à Agravante. Nesses termos, pede deferimento. [Local], [Data] Advogado - OAB [Número]